
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), solicitou ao governo federal a suspensão imediata da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre operações de risco sacado, uma modalidade de crédito usada principalmente por pequenas e médias empresas. A medida foi instituída por decreto presidencial e começa a valer neste domingo (1º). O pedido foi feito durante reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na última quarta-feira (28), da qual também participou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Os presidentes das duas Casas deram um prazo de dez dias para o governo apresentar alternativas ao aumento do imposto, que é visto por parlamentares como prejudicial à atividade econômica, especialmente ao setor varejista.
O risco sacado é uma operação em que fornecedores recebem antecipadamente, por meio de bancos, os valores de vendas feitas a prazo. Até a publicação do decreto, essas operações não estavam sujeitas à cobrança de IOF. Com a nova regra, passam a ter a mesma tributação de outros tipos de crédito empresarial, com alíquota que pode chegar a 3,95% ao ano.
Segundo o governo, a mudança visa ampliar a arrecadação e garantir o cumprimento das metas fiscais. A expectativa do Ministério da Fazenda é arrecadar R$ 20,5 bilhões em 2025 e até R$ 41 bilhões em 2026. O secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, argumenta que a equiparação da operação ao crédito tradicional promove isonomia e evita distorções.
Mesmo assim, a reação no Congresso é forte. Já foram protocolados 22 Projetos de Decreto Legislativo (PDLs) para tentar derrubar a medida — 20 na Câmara e 2 no Senado. Embora raramente utilizados para reverter decretos presidenciais, os PDLs são uma ferramenta prevista na Constituição e podem representar uma derrota política para o Executivo caso avancem.
O presidente da Frente Parlamentar do Comércio e Serviços, deputado Domingos Sávio (PL-MG), alertou que a cobrança pode gerar passivos judiciais. “Ou o governo recua e revoga o decreto, ou o Congresso o fará. E quem já estiver pagando vai à Justiça pedir a devolução”, disse. Na sexta-feira (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com o ministro Fernando Haddad fora da agenda oficial, em meio às pressões crescentes para que o governo reveja a medida. Haddad reconhece que é possível discutir alternativas para 2026, mas reforça que, para 2025, a margem fiscal é limitada e o recuo exigiria novos cortes no Orçamento.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar duramente, neste domingo (1º), as ações militares de Israel na Faixa de Gaza e a recente decisão do governo israelense de autorizar a construção de 22 novos assentamentos na Cisjordânia ocupada. Durante discurso no congresso nacional do PSB, em Brasília, o presidente classificou a ofensiva como “genocídio” e acusou o governo de Tel Aviv de desrespeitar resoluções internacionais.
“A guerra que estamos vendo não é entre dois exércitos. É um exército altamente profissionalizado matando mulheres e crianças indefesas”, dissem públ Lula, que também leu eico uma nota oficial do Ministério das Relações Exteriores. O texto condena “nos mais fortes termos” a decisão israelense, classificada como “flagrante ilegalidade” à luz do direito internacional. Além disso, reitera o apoio do Brasil à solução de dois Estados, com fronteiras baseadas em 1967 e Jerusalém Oriental como capital palestina.
A primeira-dama Janja da Silva e parte do público acompanharam o discurso com gritos de “Palestina livre”. Lula também mencionou o agravamento da situação humanitária em Gaza, citando o recente bombardeio que matou nove dos dez filhos da médica palestina Alaa Al-Najjar. “Foi um ato vergonhoso e covarde. Isso não é mais defesa, é crueldade e desumanidade”, afirmou.
Ao comentar o conflito de forma mais ampla, Lula apontou que “nem o povo judeu quer essa guerra” e acusou o governo israelense de agir por vingança contra a possibilidade de criação de um Estado palestino. A fala gerou reação da Confederação Israelita do Brasil (Conib), que classificou a declaração como “irresponsável” e acusou o presidente de deturpar os fatos. Em nota, a entidade afirmou que Israel atua em legítima defesa contra o grupo terrorista Hamas, que “se esconde atrás de civis palestinos”.
Além da questão no Oriente Médio, Lula mencionou a guerra na Ucrânia e disse ter ligado para o presidente da Rússia, Vladimir Putin, sugerindo a participação de Moscou em negociações de paz na Turquia. “O mundo está precisando de paz e harmonia”, afirmou.
As críticas de Lula a Israel têm gerado tensão diplomática desde fevereiro de 2024, quando o presidente comparou os ataques em Gaza à perseguição de judeus pelo regime nazista. Desde então, os dois países estão sem embaixadores nomeados e o relacionamento bilateral permanece estremecido.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou neste domingo (1º) da convenção nacional do PSB, que oficializou o nome do prefeito do Recife, João Campos, como novo presidente do partido. No evento, Lula fez críticas à “extrema direita”, defendeu o fortalecimento das instituições democráticas e voltou a mirar o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante o discurso, o petista afirmou que a eleição de senadores da esquerda em 2026 será essencial para conter o avanço da extrema direita.
“Precisamos ganhar maioria no Senado, senão esses caras vão avacalhar a Suprema Corte. Não é porque a Suprema Corte é uma maçã doce. É porque precisamos preservar as instituições que garantem o exercício da democracia neste país. Se esses caras elegerem maioria de senadores, eles vão fazer uma ‘muvuca’ nesse país”, disse o presidente. Lula ainda afirmou que, se depender dele, a “extrema direita” não voltará ao poder. “Se eu estiver bonitão do jeito que estou, apaixonado do jeito que estou e motivado do jeito que estou, a extrema direita não volta a governar esse país”, declarou, provocando risos da plateia.
O presidente também reagiu às declarações do senador norte-americano Marco Rubio, que defendeu sanções a autoridades estrangeiras que censurarem americanos. Há no Brasil a sensação de que os Estados Unidos estão mirando no ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. Lula classificou a possível sanção como ingerência nos assuntos internos do Brasil.
“Querem criticar a Justiça brasileira porque o Moraes quer prender um cara que está lá nos EUA fazendo coisa contra o Brasil o dia inteiro. Eu nunca critiquei a Justiça deles, mesmo com tantas guerras e mortes que provocam”, afirmou Lula. Ele também acusou Donald Trump de tentar enfraquecer a cooperação internacional. “Trump quer acabar com o multilateralismo e criar o unilateralismo. Não queremos mais Guerra Fria. Queremos livre comércio e soberania de cada país”, disse.
O presidente fez um gesto político ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), presente na convenção, em meio ao impasse entre o Planalto e o Congresso sobre mudanças no IOF. “Independente do partido que você pertence, sua eleição como presidente da Câmara é demonstração de que, dentre tantas coisas ruins, começam a acontecer coisas boas”, afirmou.
Lula também exaltou sua relação com o PSB e com o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, pai de João Campos. “Muito ministro petista tinha ciúmes da nossa relação”, brincou. Eduardo Campos foi ministro de Ciência e Tecnologia no primeiro mandato de Lula e morreu em um acidente aéreo em 2014, quando era candidato à Presidência.
João Campos, por sua vez, defendeu a manutenção da chapa Lula-Alckmin para 2026 e afirmou que as definições sobre eventuais federações devem ocorrer até outubro. “O ideal para a esquerda é atrair o centro, e não empurrá-lo para a direita”, disse o novo presidente do PSB. O vice-presidente Geraldo Alckmin também participou do evento. Em seu discurso, afirmou que “se perdendo a eleição tentaram dar um golpe, imagina se tivessem ganhado”.

A Câmara avançou nesta sexta-feira (30) com o PL sobre as redes sociais de deputados e senadores. O projeto exige aval do Congresso para bloquear os perfis nas plataformas utilizadas pelos parlamentares.
Nos últimos dias, líderes da Câmara dos Deputados e do Senado têm se reunido para discutir a possibilidade de derrubar o decreto presidencial que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Este aumento impacta diretamente a compra de moeda estrangeira, o envio de recursos para o exterior, a previdência privada e a obtenção de crédito por empresas. A medida, publicada recentemente, gerou insatisfação tanto no Congresso Nacional quanto entre representantes da iniciativa privada, que veem o aumento como um obstáculo ao crescimento econômico.
Em uma tentativa de resolver o impasse, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reuniu-se com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. Durante a reunião, ambos os líderes deixaram claro que o Congresso não está disposto a aprovar qualquer aumento de impostos e que consideram a possibilidade de derrubar o decreto presidencial. Haddad, por sua vez, argumentou que o aumento do IOF é necessário, justificando que os recursos esperados, na ordem de bilhões de reais, são essenciais para o funcionamento da máquina pública.
Apesar das justificativas apresentadas pelo ministro, o Congresso Nacional não se convenceu e estabeleceu um prazo de dez dias para que o governo apresente uma solução alternativa que não envolva o aumento de impostos. Este prazo coloca pressão sobre o governo federal, que precisa encontrar uma maneira de equilibrar as contas públicas sem onerar ainda mais os contribuintes. A expectativa é grande sobre qual será o posicionamento do governo ao final desse período.
Enquanto isso, a pressão por uma alternativa continua a crescer, com diversos setores da sociedade se manifestando contra o aumento do IOF. A situação coloca o governo em uma posição delicada, tendo que lidar com a insatisfação do Congresso e da população, ao mesmo tempo em que busca manter a estabilidade fiscal. O desfecho deste impasse será crucial para definir os rumos da política econômica do país nos próximos meses.
O Ministério da Justiça do Brasil recebeu um ofício do governo dos Estados Unidos que trouxe à tona questões delicadas envolvendo a atuação do ministro Alexandre de Moraes no STF (Supremo Tribunal Federal). Este documento, que não faz pedidos específicos, expressa descontentamento com decisões judiciais brasileiras que, segundo o governo norte-americano, interferem em questões envolvendo empresas dos Estados Unidos. A diplomacia brasileira está tratando o assunto com cautela, especialmente considerando as críticas do governo de Donald Trump à Justiça brasileira.
O foco principal da crítica dos EUA foi a suspensão da plataforma digital Rumble, após a recusa em suspender contas de Allan dos Santos, o que gerou irritação no STF. O The New York Times relatou que o governo americano critica as ordens de Moraes, afirmando que ele não teria autoridade para exigir o cumprimento de ordens judiciais por empresas sediadas nos Estados Unidos. A carta foi recebida pelo Ministério da Justiça e encaminhada ao setor responsável, mas não será direcionada a ninguém, pois não contém pedidos formais.
A questão levanta preocupações sobre possíveis problemas diplomáticos entre os dois países, dada a importância do Judiciário na estrutura brasileira. Especialistas apontam que a situação pode ser vista como uma intromissão diplomática dos EUA no Brasil. O governo brasileiro, por meio do Poder Executivo, é o responsável por receber formalmente questões envolvendo o Estado, independentemente dos poderes ou organismos envolvidos. Assim, busca-se resolver a questão por meio do diálogo, evitando que se transforme em uma disputa política prejudicial para ambos os países.
A carta é considerada um ofício de caráter informativo, sem necessidade de resposta imediata. No entanto, a possibilidade de consequências futuras não está descartada, e a situação continua a ser monitorada pelas autoridades brasileiras. A diplomacia e o STF estão cientes do descontentamento do governo norte-americano, mas, por enquanto, não há ações concretas em resposta ao ofício. O governo brasileiro permanece atento, buscando manter a estabilidade nas relações bilaterais e proteger a soberania de suas decisões judiciais.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro enviou ofício ao Supremo Tribunal Federal (STF) informando ter desistido de ouvir o depoimento de quatro testemunhas. Foram dispensados pelos advogados de Bolsonaro os ex-ministros Eduardo Pazuello e Gilson Machado. Também deixarão de ser ouvidos o advogado Amauri Feres Saad e Ricardo Peixoto Camarinha. Segundo a Polícia Federal, Saad seria um dos autores da chamada minuta do golpe. O relatório da PF sobre o caso diz que Saad teria elaborado o documento com Filipe Martins, ex-assessor da Presidência, e o padre José Eduardo de Oliveira. Já Ricardo Camarinha foi médico da Presidência da República na gestão de Bolsonaro.
A Primeira Turma do STF ouve nesta sexta-feira, 30, e na próxima segunda, 2 de junho, as testemunhas de defesa do ex-presidente. Entre as testemunhas que seguem na lista estão três membros do alto escalão do governo Bolsonaro: o ex-ministro de Infraestrutura e atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas(Republicanos), o ex-chefe da Casa Civil e atual senador Ciro Nogueira(PP-PI), o ex-ministro do Desenvolvimento Regional e senador Rogério Marinho, e o ex-secretário-executivo da Casa Civil Jonathas Nery. O líder do PL, Valdemar Costa Neto, também deve depor nesta sexta, mas como testemunha do ex-ministro da Justiça Anderson Torres.
O vereador Lucas Pavanato (PL) e o presidente do sindicato dos motoboys de São Paulo, Gilberto Almeida dos Santos, se envolveram em uma briga na tarde desta quinta-feira (29) na Câmara Municipal. O entrevero ocorreu durante audiência pública para discutir a regularização do serviço de mototáxi na capital paulista. “Serei breve. Só para parabenizar o prefeito, ele conseguiu a proeza de escolher o sindicalista pelego mais rejeitado pela categoria que ele diz representar na história. Realmente, uma piada”, disse o vereador, que foi repreendido pela colega Renata Falzoni (PSB), que coordena os trabalhos. “Gil dos Motoboys”, como é conhecido o sindicalista, se dirigiu até a tribuna e pegou o vereador pela camisa, momento em que assessores e a segurança da Câmara interviram para separar ambos.
Pavanato registrou um boletim de ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia, solicitando medidas protetivas contra Gilberto e afirmando que ficou com “vermelhidão” na pele e sua camiseta foi rasgada. O sindicalista postou um vídeo nas redes sociais do sindicato afirmando que também estava a caminho da delegacia, para registrar um boletim de preservação de direito. “Vereadorzinho que agride as pessoas com palavras e não respeita ninguém”, disse, se referindo a Pavanato.
“Da mesma forma que ele alegou que foi agredido, eu também vou alegar que fui agredido. E está filmado”, disse em frente a viatura da Guarda Civil Metropolitana (GCM) que, segundo ele, o levaria para a delegacia. O serviço de mototáxi na cidade está proibido por decreto municipal, cuja constitucionalidade é discutida na Justiça. Uma decisão judicial chegou a permitir que os aplicativos operassem as viagens, que voltaram a ser proibidas na última segunda-feira, 26, pelo desembargador Eduardo Gouvêa, da 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo. A decisão fixa multa de R$ 30 mil por dia em caso de descumprimento.
Na próxima quinta-feira (5), o ex-presidente Jair Bolsonaro deverá comparecer à sede da Polícia Federal em Brasília para prestar depoimento. Este depoimento está diretamente ligado a um inquérito que investiga seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que atualmente se encontra nos Estados Unidos. A investigação tem como objetivo esclarecer o possível envolvimento de ambos na disseminação de informações falsas e na incitação aos atos antidemocráticos que ocorreram em 8 de janeiro. Naquela data, o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal foram invadidos.
O governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas, afirmou nesta sexta-feira (30) em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) que nunca teve conhecimento de qualquer intenção golpista do então presidente Jair Bolsonaro após as eleições de 2022.
Tarcísio foi ministro de Bolsonaro durante a maior parte do governo – e após a votação, já como governador eleito, seguiu aliado do presidente derrotado nas urnas.
"Jamais [tive conhecimento de intenções golpistas]. Nunca. Assim como nunca tinha acontecido no meu período de ministério. Nesse período em que estive com o presidente nessa reta final, nas visitas que eu fiz, ele jamais tocou nesse assunto e não mencionou qualquer tipo de ruptura. Encontrei um presidente triste, resignado. Esse assunto nunca veio à pauta", disse Tarcísio.
A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) ouve nesta sexta (30) testemunhas indicadas exclusivamente pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura uma tentativa de golpe de estado.
Algumas testemunhas do ex-presidente já foram ouvidas, mas eram comuns a outros réus – como os comandantes das Forças Armadas e o ex-vice-presidente Hamilton Mourão.
O senador e ex-ministro da Casa Civil Ciro Nogueira (PP-PI) disse que coordenou a transição de governo a pedido de Bolsonaro e negou que o ex-presidente teria tentado impedir a posse de Lula.
“Foi tudo dentro da normalidade e o presidente em momento nenhum quis obstaculizar”, afirmou.
Ciro disse não saber de fatos que ligam o ex-presidente aos ataques de 8 de janeiro e negou que tenha mantido conversas de teor golpista com Bolsonaro.
O presidente do PL (partido de Bolsonaro), Valdemar Costa Neto, era esperado, mas foi dispensado de depor pela defesa de Anderson Torres.
Na semana passada, em depoimentos ao Supremo, os ex-comandantes da Exército general Freire Gomes e da Marinha Brigadeiro Batista Júnior confirmaram que Bolsonaro e o então ministro da Defesa Paulo Sergio Nogueira discutiram com os chefes das Forças Armadas a chamada minuta do golpe.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao STF uma denúncia, em 26 de março, contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 33 pessoas por golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.
De acordo com a PGR, a organização tinha como líderes o então presidente da República Jair Bolsonaro e seu então candidato a vice-presidente, Braga Netto.
Segundo a denúncia, aliados a outras pessoas, entre civis e militares, eles tentaram impedir de forma coordenada que o resultado das eleições presidenciais de 2022 fosse cumprido. Os acusados foram divididos em núcleos pela PGR.
Na última quarta-feira (28) a Polícia Federal do Brasil realizou uma operação de grande impacto ao desmantelar um grupo de extermínio composto por civis e militares, que estava envolvido em um plano audacioso para monitorar e assassinar autoridades brasileiras. Autodenominada como”Comando C4″ (Comando de Caça a Comunistas, Corruptos e Criminosos), o grupo tinha como alvos principais ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), senadores e outras figuras públicas de destaque. As investigações revelaram que o grupo cobrava valores exorbitantes para realizar o monitoramento de suas vítimas, com preços que variavam de R$ 250 mil para ministros do STF a R$ 50 mil para pessoas comuns. Entre os alvos identificados estava o senador Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado, que expressou sua indignação com o caso, classificando-o como estarrecedor e exigindo a responsabilização dos envolvidos.
A operação da Polícia Federal culminou na prisão preventiva de cinco indivíduos e na execução de mandados de busca e apreensão em diversos estados, incluindo Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais. A descoberta do grupo C4 ocorreu no decorrer de uma investigação sobre um suposto esquema de venda de sentenças judiciais, que está sob a jurisdição do STF e é conduzida pelo ministro Cristiano Zanin. Este caso, que permanece sob sigilo, teve início após a análise de mensagens encontradas no celular do advogado Roberto Zambieri, assassinado em 2023. As mensagens sugeriam acessos indevidos a processos judiciais e uma possível influência nos resultados desses casos, levantando preocupações sobre a integridade do sistema judiciário.
A Associação dos Juízes Federais do Brasil expressou sua preocupação com as ameaças e tentativas de intimidação dirigidas a ministros do STF e membros do judiciário. A entidade alertou para os riscos que tais ações representam à integridade das instituições e à estabilidade democrática do país. Embora os ministros do STF não sejam formalmente investigados, a apuração envolve servidores que passaram por seus gabinetes, indicando a profundidade e a complexidade das investigações. Além disso, a investigação também abrange casos que tramitam no Superior Tribunal de Justiça (STJ), destacando a gravidade das acusações e a necessidade de uma resposta firme das autoridades.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, entra em mais um processo de fritura do seu cargo. Desta vez, lideranças do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) pedem que o presidente Lula (PT) o demita. Segundo o movimento, Teixeira não está à altura dos desafios da pasta. O caso foi revelado pela Folha de São Paulo e confirmado pela Jovem Pan. Nesta quinta-feira (29), o ministro e Lula estarão com representantes do MST em um assentamento no Paraná.
À Jovem Pan, Paulo Teixeira afirmou que o ministério sob a sua gestão está resolvendo os maiores conflitos agrários do país e que hoje será resolvido o mais antigo deles. O ministro ainda destacou que todas as entregas agrárias estão sendo feitas e que ele está cumprimento o cronograma de interesse do movimento. Não é de hoje que o ministro Paulo Teixeira enfrenta dificuldades com o MST, um dos maiores desafios está no número de assentamentos e a reforma agraria. Outro ponto de discordância está nos recursos do Orçamento para a reforma agrária, o movimento afirma que falta empenho de Teixeira.
O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou nesta quarta-feira (28) que o governo americano colocará restrições de visto a autoridades estrangeiras "cúmplices da censura" contra cidadãos dos EUA. Na prática, essas pessoas ficarão impedidas de entrar nos Estados Unidos.
▶️ Contexto: Rubio publicou em uma rede social que aplicará uma "nova política" contra autoridades que multaram, assediaram ou processaram americanos por exercerem seu direito à liberdade de expressão.
A medida é uma reação do governo americano a autoridades estrangeiras, especialmente do Judiciário, que pediram a remoção de conteúdo nas redes ou pressionaram plataformas dos EUA a moderar postagens de americanos.
No passado, autoridades dos EUA e empresas como a Meta e o X já criticaram leis estrangeiras que impõem regras às redes sociais.
Na visão do governo americano, práticas do tipo interferem na liberdade de expressão e prejudicam os negócios das plataformas com sede nos EUA.
Nesta quarta, Rubio disse ser "inaceitável" que autoridades estrangeiras emitam ou ameacem emitir mandados de prisão contra cidadãos americanos por publicações em redes sociais.
"É igualmente inaceitável que essas autoridades exijam que plataformas de tecnologia dos EUA adotem políticas globais de moderação de conteúdo ou se envolvam em atividades de censura", escreveu.
Até a publicação desta reportagem, o governo dos EUA não havia detalhado quais autoridades poderiam ser punidas. Ainda assim, Rubio mencionou a América Latina e a Europa como regiões onde autoridades podem ser alvo das novas restrições de visto.
Após o anúncio da medida, o empresário Jason Miller, ex-braço direito de Trump, citou em suas redes sociais o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Nesta reportagem você vai entender:
O que Rubio anunciou?
Quem pode ser afetado por essa medida?
Alexandre de Moraes pode ser afetado?
Quais leis dos EUA podem ser usadas contra Moraes?
O que Eduardo Bolsonaro tem a ver com o caso?
1. O que Rubio anunciou?
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que a nova política tem como objetivo punir autoridades estrangeiras que participem da censura a cidadãos norte-americanos.
Segundo ele, autoridades de outros países estão há muito tempo tentando limitar a liberdade de expressão dos americanos, inclusive com ameaças de prisão ou processos judiciais por conteúdos publicados em redes sociais.
Rubio disse que a liberdade de expressão é um direito fundamental dos cidadãos dos EUA e que nenhum governo estrangeiro deve ter autoridade para ditar como os norte-americanos devem se expressar.
"Estrangeiros que atuam para minar os direitos dos americanos não devem desfrutar do privilégio de viajar para o nosso país", publicou no X.
2. Quem pode ser afetado por essa medida?

Embora não tenha citado nomes específicos, Rubio mencionou que países da América Latina estão entre os alvos da medida. O Departamento de Estado explicou que podem ser afetadas autoridades estrangeiras que:
emitam ou ameacem emitir mandados de prisão contra cidadãos ou residentes dos EUA por postagens feitas em redes sociais enquanto estavam nos Estados Unidos;
pressionem plataformas americanas, como Facebook, Instagram, WhatsApp e X, a adotarem políticas globais de moderação de conteúdo;
participem de iniciativas de censura que atinjam usuários nos EUA.
Familiares dessas autoridades também podem sofrer restrições por parte dos EUA.
3. Alexandre de Moraes pode ser afetado?

Sim, existe essa possibilidade. Durante uma audiência no Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos EUA, em 21 de maio, Rubio admitiu que o governo avaliava punir Moraes com sanções.
A declaração foi dada em resposta ao deputado republicano Cory Mills, aliado do presidente Donald Trump e próximo da família Bolsonaro.
Mills afirmou que o Brasil enfrenta um "alarmante retrocesso nos direitos humanos" e disse que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estaria prestes a se tornar um preso político.
"Isso está sendo analisado neste momento, e há uma grande, grande possibilidade de que aconteça", respondeu Rubio.
4. Quais leis dos EUA podem ser usadas contra Moraes?
Moraes pode ser enquadrado pelo governo dos EUA com base em duas legislações diferentes:
A Lei de Imigração e Nacionalidade, que autoriza o Secretário de Estado a negar vistos a estrangeiros cuja entrada no país possa representar um risco à política externa dos Estados Unidos;
A Lei Global Magnitsky, que permite a imposição de sanções a pessoas envolvidas em graves violações de direitos humanos ou em corrupção em larga escala.
A Lei de Imigração e Nacionalidade é a base da medida anunciada por Rubio nesta quarta-feira. Já a Lei Global Magnitsky é a que o secretário de Estado disse estar analisando na semana passada para possivelmente punir Moraes.
Ainda em relação à Lei Magnitsky, o texto possibilita que o governo dos Estados Unidos aplique sanções econômicas, inclusive com o bloqueio de bens localizados sob jurisdição norte-americana.
5. O que Eduardo Bolsonaro tem a ver com o caso?
Recentemente, o parlamentar republicano Cory Mills se encontrou com o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. No dia 14 de maio, o brasileiro publicou uma foto ao lado do congressista americano.
Uma semana depois, Mills questionou Rubio na Câmara sobre a possibilidade de os Estados Unidos punirem o ministro Alexandre de Moraes. Logo em seguida, Eduardo Bolsonaro comemorou o feito nas redes sociais.
"O deputado Cory Mills é um homem de palavra. Ele fez a pergunta após se reunir, na semana passada, com o deputado Eduardo Bolsonaro e o deputado Filipe Barros, presidente da Comissão de Relações Exteriores", publicou. "Nós venceremos."
Desde que se licenciou do cargo e se mudou para os EUA, em março, Eduardo tem dado entrevistas e feito postagens nas redes sociais alegando perseguição política no Brasil. Segundo a PGR, ele tem atuado ativamente para que o governo americano imponha sanções a integrantes do STF.
Nesta semana, o deputado licenciado se tornou alvo de uma nova investigação que apura sua atuação nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras. O inquérito é relatado por Moraes.
O bilionário Elon Musk deixou o governo de Donald Trump nesta quarta-feira (28), de acordo com a imprensa americana. Musk ocupava o cargo especial de conselheiro e líder do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE).
Segundo a Casa Branca, o desligamento do bilionário teve início nesta noite. Uma fonte ouvida pela agência Reuters afirmou que Musk não conversou com Trump antes de deixar o cargo.
No X, Musk agradeceu Trump e publicou uma mensagem em tom de despedida.
"À medida que meu período como Funcionário Especial do Governo chega ao fim, gostaria de agradecer ao Presidente Trump pela oportunidade", disse Musk em despedida divulgada no X.
O esperado era que o bilionário deixasse a administração na sexta-feira (30), seguindo os 130 dias de mandato especial que começou em janeiro.
No início de abril, era especulado que Musk deixasse o cargo. Na época, ao ser questionado se ele estaria pronto para sair quando seu status especial de funcionário do governo expirasse, Musk essencialmente declarou missão cumprida.
"Acho que teremos realizado a maior parte do trabalho necessário para reduzir o déficit em US$ 1 trilhão dentro desse prazo".

Durante o mandato de funcionário especial, Musk foi visto como um fardo político por membros e aliados externos de Trump. O presidente e o bilionário chegaram a discordar sobre as tarifas impostas por Trump às importações.
Também em abril, após o anúncio das tarifas, Musk publicou no X críticas a Peter Navarro, assessor de Trump visto como arquiteto do plano tarifário. Em uma postagem, o bilionário questionou a formação de Navarro, afirmando que "um PhD em Economia por Harvard é uma coisa ruim, não uma coisa boa".
De acordo com o "The Washington Post", duas fontes familiarizadas com o assunto revelaram que Musk tentou intervir nas tarifas durante conversas com Trump.
O jornal cita ainda que, como CEO da Tesla, Musk via as tarifas como prejudiciais aos negócios da empresa — que tem na China e nos Estados Unidos seus principais centros de fabricação e consumo.
O irmão de Musk, Kimbal Musk, também criticou Trump nas redes sociais, ao escrever que a medida adotada pelo governo criou um "imposto estrutural e permanente sobre o consumidor americano".
"Quem imaginaria que Trump seria o presidente americano com os impostos mais altos em gerações?", publicou. "Um imposto sobre o consumo também significa menos consumo. O que significa menos empregos."
O governo de Alagoas deve passar por uma mudança temporária no comando nos próximos dias. O vice-governador Ronaldo Lessa (PDT) comunicou nesta quarta-feira (28) que se afastará de suas funções por 15 dias, por orientação médica, após enfrentar uma crise de cefaleia.
Como o governador Paulo Dantas (MDB) se encontra em período de férias, a chefia do Executivo pode ser transferida interinamente ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Marcelo Victor (MDB), seguindo a linha sucessória prevista pela Constituição Estadual.
Em suas redes sociais, Lessa foi transparente ao compartilhar sua situação de saúde e a necessidade de se afastar das atividades.
“Sempre acreditei que a política se faz com verdade. E a vida também. Infelizmente, a crise de cefaleia ainda está presente e, por orientação médica, recebi um atestado de 15 dias. Preciso parar, me cuidar, recuperar a saúde”, declarou o vice-governador.
O vice-governador também falou sobre o sentimento de impotência diante da necessidade de pausa: “Não é fácil pra mim. Porque o que me move, desde sempre, é me sentir útil ao povo. E, nesses dias, sendo honesto comigo e com vocês, não tenho conseguido me sentir assim.” A prioridade agora é estar bem. Fisicamente, emocionalmente, espiritualmente. Pra que eu possa seguir contribuindo com quem sempre acreditou em mim: o povo de Alagoas.” Completou.
Com a licença médica de Ronaldo Lessa e a ausência temporária de Paulo Dantas do estado, caberá a Marcelo Victor, como presidente do Legislativo, assumir o governo interinamente — como prevê a legislação estadual. A Assembleia deve formalizar ainda nesta semana os procedimentos necessários para a posse interina.
Marcelo Victor, que já esteve à frente do Palácio República dos Palmares em outras ocasiões de forma breve, é figura central na articulação política do MDB em Alagoas e aliado de primeira hora do governador Paulo Dantas.
Após Lula prometer gás de graça, Coronel Assis diz que presidente é animador de plateia O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a garantir que a medida provisória “Gás para Todos”, que vem sendo elaborada pelo governo federal, vai isentar os beneficiários do Cadastro Único (CadÚnico) de pagar gás de cozinha. Em evento em Campo Verde (MT), o chefe do Executivo afirmou que a proposta vai alcançar 22 milhões de pessoas. “Vamos fazer com que o gás chegue barato. As pessoas que estão no CadÚnico não vão precisar nem pagar. Vão ser aproximadamente 22 milhões de famílias beneficiadas e tudo isso vai ser anunciado neste mês”, disse Lula.
A fonte dos recursos do novo programa é incerta. O Ministério de Minas e Energia defende que “Gás para Todos” seja financiado pelo Fundo Social do pré-sal. Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, diz que a iniciativa deve ser custeada pelo Orçamento. Crítico do atual governo, o deputado federal Coronel Assis (UBMT) disse nesta segunda-feira que vai apresentar um requerimento de informações para entender a alta no preço do botijão e se essa proposta do governo é viável.
“Nós iremos elaborar um requerimento de informação com alguns quesitos que precisam ser respondidos. Afinal, quem toca a política econômica em nosso país hoje é o governo federal, através do Ministério da Fazenda. Quem dita a política tributária do governo federal em relação aos estados e municípios também é o governo federal. Então, como é que um presidente da República vem me questionar o preço do gás de cozinha dentro do estado A, estado B, ou estado C? Infelizmente, o presidente Lula acaba se comportando como um animador de plateia, jogando para a galera uma questão que é tão proeminente e que o brasileiro necessita tanto”, disse Assis.
Apoiador da CPI do INSS, Coronel Assis lembrou ainda do recente escândalo revelado no governo do PT e cobrou as promessas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda na campanha eleitoral. “Afinal, já roubaram o aposentado no INSS, levando o seu dinheiro, e com certeza isso faz falta para a compra do gás de cozinha. Prometeram tudo, né, Bruno? Prometeram picanha, cervejinha, prometeram voo a Brasília, infelizmente nada foi entregue. E a ideia justamente é essa: falas populistas, jogar para a galera e se comportar como um animador de plateia”, concluiu Assis.
