Os primeiros interrogatórios no Supremo Tribunal Federal (STF) de réus por tentativa de golpe vão colocar na mesma sala antigos aliados, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o tenente-coronel Mauro Cid.
Eles estarão frente a frente com o relator do processo penal, o ministro Alexandre de Moraes.
As audiências para ouvir os réus do chamado "núcleo crucial" da tentativa de golpe de Estado vão começar na tarde de segunda-feira (9) e podem se estender até sexta-feira (13).
Os interrogatórios levaram o Supremo não só a reforçar a segurança do prédio, mas também a fazer adaptações na sala da Primeira Turma.
O plenário do colegiado ficará semelhante ao de um tribunal do júri, órgão responsável por julgar crimes dolosos contra a vida, como homicídios.
Na tribuna principal ficarão Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que elaborou a denúncia contra os réus, e assessores. Ministros da Primeira Turma também poderão acompanhar presencialmente. O colegiado é composto por cinco integrantes.
Os réus ficarão sentados lado a lado em ordem alfabética. O formato fará com que Bolsonaro fique sentado ao lado do delator Mauro Cid, seu ex-ajudante de ordens, e do general Augusto Heleno, antigo chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Uma das restrições impostas pelo Supremo durante as apurações foi a de que os investigados estavam proibidos de se comunicar.
Ordem dos depoimentos
O primeiro réu a ser interrogado será Mauro Cid, que fechou uma delação premiada com a Polícia Federal (PF).
Essa medida assegura que os outros acusados saibam tudo que foi dito pelo delator, garantindo o amplo direito de defesa.
A partir das informações passadas pelo tenente-coronel, os investigadores buscaram outras provas para apurar a informação de que Bolsonaro estaria no centro da trama golpista.
A PF reuniu outros elementos que, segundo a PGR, indicam a participação do ex-presidente na tentativa de ruptura institucional, como os depoimentos dos ex-comandantes do Exército e da Aeronáutica. Eles confirmaram, por exemplo, que Bolsonaro tratou da chamada minuta golpista.
Depois do interrogatório do delator, os réus serão ouvidos em ordem alfabética. Bolsonaro será o sexto, podendo falar entre terça e quarta da semana que vem. Veja a ordem:
Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens da Presidência;
Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha;
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal;
General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e
Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.
Braga Netto não estará presente, porque está preso no Rio de Janeiro e será o único interrogado por videoconferência. Sua fala será exibida em um telão.
Após falarem, os réus poderão pedir para serem dispensados de acompanhar outros depoimentos, mas terão que acompanhar todas as audiências enquanto não forem ouvidos.
Direito ao silêncio
Os réus têm o direito Constitucional de não se autoincriminar — ou seja, podem permanecer em silêncio. Eles não precisam produzir provas contra si mesmos.
Há expectativa de que parte dos réus responda às perguntas, entre eles, Bolsonaro, Mauro Cid e Anderson Torres.
A audiência será conduzida por Moraes, relator da ação penal, que fará as perguntas. A PGR e as defesas também podem apresentar questionamentos.
Durante o interrogatórios, os réus responderão a uma lista de questionamentos, fundamentais para o julgamento, como:
se é verdadeira a acusação apresentada pela PGR e que deu início ao processo;
se conhece a pessoa ou pessoas a quem deva ser imputada a prática dos crimes;
onde estava ao tempo em que foi cometida a infração;
se conhece as testemunhas e se tem o que alegar contra elas;
se conhece o instrumento com que foi praticada a infração, ou qualquer objeto que com esta se relacione e tenha sido apreendido;
se tem algo mais a alegar em sua defesa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou a necessidade urgente de mobilizar US$ 1,3 trilhão para combater as mudanças climáticas. Durante sua fala, ele alertou sobre a possibilidade de um “criar um apartheid climático” se essa quantia não for alcançada. “Sem mobilizar US$ 1,3 tri para o enfrentamento da mudança do clima, corremos o risco de criar um apartheid climático. Eu estava na COP15, na Dinamarca, quando os países mais desenvolvidos prometeram uma contribuição financeira de US$ 100 bi para ajudar os países que ainda têm floresta em pé a manter a floresta em pé”, disse. Além disso, o presidente ressaltou a importância de assegurar direitos para comunidades indígenas, pescadores, extrativistas e pequenos agricultores que habitam as florestas. Ele defendeu que os países mais ricos têm a responsabilidade de financiar os países em desenvolvimento que ainda mantêm suas florestas intactas.
Lula também fez um apelo à França para que atue como doadora nesse contexto. Ele argumentou que, apesar de parte do território francês estar localizado na Amazônia, a Guiana Francesa se encontra em uma das regiões mais empobrecidas do mundo, contrastando com a riqueza da França. “Daí porque é preciso que haja recursos dos países desenvolvidos A França não pode entrar na partilha desse dinheiro por causa da Guiana Francesa, porque a Guiana está na parte mais pobre do mundo, mas a França está na parte mais rica, então a França não é receptora, tem que ser doadora do dinheiro”, afirmou.
A Polícia Federal intimou o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) a prestar depoimento também no inquérito que apura possíveis crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação penal praticados pela deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Bolsonaro já falará à PF em investigação sobre o financiamento de seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), deputado federal licenciado, nos Estados Unidos.
O dois depoimentos ocorrem nesta quinta-feira (5/6) na sede da PF, em Brasília. No caso da oitiva para falar sobre Eduardo, a medida foi determinada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito que investiga a atuação de Eduardo junto ao governo do republicano Donald Trump em busca de punições para autoridades brasileiras. O próprio Moraes é um dos alvos das investidas do parlamentar.
Aos investigadores do caso o ex-presidente terá de responder “a respeito dos fatos, dada a circunstância de ser diretamente beneficiado pela conduta descrita e já haver declarado ser o responsável financeiro pela manutenção do sr. Eduardo Bolsonaro em território americano”.
Lei Magnitsky
A Lei Global Magnitsky tem entre as punições previstas o bloqueio de bens e contas nos EUA e a proibição de entrada em território norte-americano.
Para a lei ser aplicada, não há necessidade de processo judicial.
A lei considera violações graves atos como execuções extrajudiciais, tortura, desaparecimentos forçados e prisões arbitrárias sistemáticas.
A Magnitsky já foi aplicada contra membros do Judiciário da Rússia e autoridades da Turquia e de Hong Kong, acusados de perseguir opositores, fazer julgamentos fraudulentos e reprimir a população de modo institucional.
O deputado Eduardo Bolsonaro também terá de prestar depoimento no caso. No entanto, ele vai se pronunciar por escrito, uma vez que está nos Estados Unidos. Carla Zambelli também pode prestar depoimento por escrito, pois está fora do país.
Outro que teve de apresentar depoimento no inquérito foi o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). Ele esteve na PF, na segunda-feira (2/6). O petista foi o autor da provocação que levou a Procuradoria-Geral da República (PGR) a solicitar que Moraes determinasse a abertura do inquérito, o que aconteceu no último dia 26.
No pedido de abertura do inquérito, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o próprio Eduardo tem divulgado publicamente a atuação dele junto ao governo norte-americano para que sanções sejam aplicadas contra os ministros do STF, em especial a Moraes, a PGR e a PF. As medidas seriam empregadas por meio da Lei Magnitsky.
Eduardo partiu para os Estados Unidos e solicitou, em março, afastamento das atividades na Câmara dos Deputados. O filho 03 de Bolsonaro sustenta que está nos EUA para denunciar os supostos abusos cometidos pelo ministro Alexandre de Moraes.
“Há um manifesto em tom intimidatório para os que atuam como agentes públicos, de investigação e de acusação, bem como para os julgadores na ação penal, percebendo-se o propósito de providência imprópria contra o que o sr. Eduardo Bolsonaro parece crer ser uma provável condenação”, concluiu o PGR.
Atuação de Eduardo nos EUA
As articulações de Eduardo Bolsonaro na terra de Donald Trump tiveram como ato mais significativo até o momento uma manifestação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Em discurso no último dia 21/5, o deputado norte-americano pela Flórida Cory Mills afirmou haver suposta “censura generalizada” no Brasil e pediu sanções às autoridades brasileiras. “Isso está sendo analisado agora. E há uma grande possibilidade de que isso aconteça”, disse Rubio.
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse na manhã desta quinta-feira (5), que nos próximos dias o governo lançará o Plano Nacional de Data Centers, batizado de “Redata”. O foco é desonerar o investimento de quem planeja desembolsar recursos no processamento e armazenamento de grande volumes de dados.
“Nós deveremos ter um recorde de Data Centers e inteligência artificial no Brasil, estamos lançando nos próximos dias o Redata, que é todo a política para atração de Data Centers e inteligência artificial. O grande limitador da produção no mundo é energia e o Brasil tem energia abundante e energia renovável”, declarou em evento da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB).
A política de atração de investimento em Data Centers envolverá a redução de impostos federais e contrapartidas para empresas adensarem essa cadeia produtiva no Brasil. O desenho é inspirado no Mover, programa direcionado ao setor automotivo.
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi incluída na lista de difusão vermelha da Interpol, que reúne nomes de pessoas procuradas pela Justiça em mais de 190 países. A medida foi solicitada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), após a parlamentar deixar o Brasil e ser considerada foragida. Zambelli foi condenada pela Primeira Turma da Corte a dez anos de prisão por invasão aos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), com auxílio do hacker Walter Delgatti, além de falsidade ideológica.
O Supremo também determinou a perda de mandato e a inelegibilidade da deputada. A decisão ainda cabe recurso, mas a perda do direito de concorrer a cargos públicos já passa a valer conforme a Lei da Ficha Limpa. Com a inclusão na difusão vermelha, Zambelli pode ser presa em qualquer país-membro da Interpol. Moraes também determinou sua prisão preventiva, o bloqueio de bens e contas bancárias, inclusive valores recebidos via Pix, além do bloqueio de passaportes, veículos, imóveis, embarcações e aeronaves em seu nome.
Redes sociais como X, YouTube, Meta, TikTok, Telegram e outras foram notificadas para excluir os perfis da deputada em até duas horas. Caso Zambelli publique em redes próprias ou de terceiros, a multa diária será de R$ 50 mil. A PGR esclareceu que o objetivo das medidas não é antecipar o cumprimento da pena, mas garantir a aplicação da lei penal.
Além da recente condenação, Zambelli já havia sido sentenciada em março a cinco anos de prisão em regime semiaberto por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, após um episódio em que perseguiu e ameaçou um homem com uma arma nas ruas de São Paulo durante a campanha eleitoral de 2022. Em janeiro, o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) também decidiu cassar seu mandato por desinformação eleitoral, tornando-a inelegível por oito anos. Essa decisão ainda aguarda julgamento final no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Zambelli alega ser vítima de perseguição política e nega todas as acusações.
A convenção nacional do PSDB autorizou, nesta quinta-feira, 5, a incorporação com o Podemos. Os dois partidos pretendem se reunir na próxima semana para fechar os últimos ajustes da união O placar final terminou com a aprovação de 201 delegados. Votaram pela rejeição duas pessoas e dois tucanos se abstiveram. Integrantes do partido chamam o procedimento de “incorporação com características de fusão” – por isso, tucanos esperam que o novo nome seja “PSDB+Podemos”. “Quero manter o nome PSDB vivo ainda”, diz o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG). O PSDB vive uma crise – hoje, o partido tem 13 deputados e três senadores no Congresso Nacional. Nas eleições para o Legislativo federal de 2022, a sigla teve o pior resultado de sua história, quando elegeu 13 deputados e nenhum senador.
A sigla ainda teve a baixa de dois de seus três governadores. Raquel Lyra, de Pernambuco, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, migraram para o PSD. O remanescente, Eduardo Riedel, do Mato Grosso do Sul, chegou a participar brevemente da convenção nesta quinta-feira, mas ainda não decidiu se permanecerá no partido. “Se sair, vamos em frente do mesmo jeito”, minimizou Aécio Neves. O ex-governador de Minas Gerais se diz otimista com a incorporação. A projeção, segundo ele, é de eleger 50 deputados e lançar um candidato à Presidência da República em 2026.
Ele também afirma que 14 deputados e dois senadores estão em diálogo para entrar no partido. “Tomamos decisões extremamente equivocadas e estamos pagando um preço alto por elas, mas não perdemos o sentimento que vivíamos lá atrás quando fundamos o PSDB”, disse Aécio. Estudo encomendado pelo Podemos aponta que, em caso de fusão, o novo partido teria um Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) de cerca de R$ 380 milhões, tornando-se o sétimo maior do País, à frente do Republicanos. Já o fundo partidário chegaria a R$ 90 milhões, ocupando a quinta posição entre as legendas e superando PSD, Republicanos e MDB.
Uma questão técnica levou à incorporação. O PSDB, por estar federado com o Cidadania, precisaria do aval da legenda para uma fusão. A incorporação, no modelo proposto, dividirá a estrutura executiva nacional do partido em duas: metade do Podemos e metade do PSDB. “O PSDB está se renovando para mostrar que é possível fazer diferente”, disse Marconi Perillo, presidente do partido. A ideia da sigla é apresentar um novo PSDB, como um partido “radical de centro”, com um novo símbolo e um novo programa até outubro deste ano. “O PSDB é radical, sim. É radical no que importa”, afirmou Perillo.
A frase “radical no que importa” estampa bonés azuis do PSDB distribuídos aos partidários na convenção desta quinta-feira, seguindo a tendência de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O Centrão, bloco influente no Congresso Nacional, está intensificando a pressão sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para que ele rompa um acordo previamente estabelecido com o Partido dos Trabalhadores (PT) sobre o controle da distribuição de emendas em 2026. A principal reivindicação dos deputados do Centrão é a escolha de um relator para a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que não esteja tão alinhado ao Palácio do Planalto. Atualmente, o deputado Carlos Zaratini, do PT, é o nome cotado para essa função, mas o Centrão busca uma alternativa que represente melhor seus interesses.
A motivação para essa mudança é dupla. Primeiro, há um desejo do Congresso de acelerar o empenho e o pagamento das emendas para prefeitos aliados antes que as restrições do período eleitoral entrem em vigor. Em segundo lugar, há uma intenção clara de estabelecer um calendário mais restritivo para o governo, priorizando a execução dos recursos destinados pelo legislativo. Essa estratégia visa garantir que as emendas sejam utilizadas de forma eficiente e dentro dos prazos estipulados, evitando atrasos que possam comprometer projetos importantes.
Nos bastidores, congressistas discutem a possibilidade de usar a LDO como uma ferramenta para impor regras mais rígidas ao governo federal no manejo orçamentário. O objetivo é evitar manobras que possam viabilizar projetos com fins eleitorais e impactar negativamente as contas do país. De acordo com informações divulgadas pelo jornal Folha de São Paulo, a escolha de Carlos Zaratini como relator faz parte de um acordo entre Hugo Motta e o Palácio do Planalto, em troca do apoio do governo à candidatura de Motta à presidência da Câmara. Entre os governistas, a expectativa é de que Hugo Motta cumpra o compromisso de entregar a relatoria ao PT. Apesar disso, alguns parlamentares de centro afirmam que Motta não descartou a possibilidade de indicar outro nome para a relatoria, mas destacou que discutiria com os petistas sobre a dificuldade de composição.
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou mais 31 pessoas envolvidas nos atos de 8 de Janeiro. Os julgamentos ocorreram em sessões virtuais do plenário da Corte entre 12 e 30 de maio. Para 28 réus, as penas foram fixadas em um ano de detenção, substituídas por restrições de direitos. Para os três restantes, a pena foi de dois anos e cinco meses de detenção. Em todas as ações penais, prevaleceu o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, que entendeu que os réus integravam um grupo com a intenção de derrubar o governo democraticamente eleito em 2022. Ele destacou que, conforme apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), tratou-se de um crime de autoria coletiva, no qual todos contribuíram para o resultado por meio de ação conjunta.
As defesas alegaram, entre outros pontos, que os atos não teriam eficácia para concretizar um golpe de Estado e que os acusados apenas pretendiam participar de uma manifestação pacífica. Também negaram a existência de crimes de autoria coletiva. Contudo, segundo o relator, a PGR demonstrou que os materiais divulgados nas redes sociais “deixam claro que a intenção era impedir o exercício dos Poderes e a tomada de poder”. A acusação sustentou que o grupo agia de forma organizada, com tarefas definidas, sendo incumbido de permanecer no acampamento golpista para incentivar outras pessoas à prática de crimes. Além disso, cabia ao grupo incitar a animosidade entre as Forças Armadas e os Poderes republicanos, o que configuraria os crimes de associação criminosa e incitação ao crime.
Recusa ao acordo que evitaria a condenação
Segundo o STF, embora os 31 sentenciados tenham cometido crimes de menor gravidade, eles rejeitaram o Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), proposto pela PGR, que evitaria o prosseguimento da ação penal. Além da pena de um ano de detenção, substituída por restrições de direitos, eles deverão pagar multa de dez salários mínimos por incitação ao crime, por terem incentivado as Forças Armadas a tomarem o poder sob a alegação de fraude eleitoral. Alguns réus receberam penas maiores – dois anos e cinco meses, em regime inicial semiaberto – por descumprirem medidas cautelares previamente impostas, como comparecimento em juízo e uso de tornozeleira eletrônica.
Todos os condenados deverão pagar uma indenização no valor de R$ 5 milhões, a ser dividida com os outros condenados pelos mesmos delitos. Mesmo com a substituição da pena de detenção, os envolvidos deixarão de ser réus primários quando não houver mais possibilidade de recursos e a decisão transitar em julgado. O ministro Alexandre de Moraes ressaltou que mais de 500 pessoas em situação semelhante optaram por confessar os crimes e firmar um acordo.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes deu duas horas para o X, a Meta (dona do Facebook, Instagram e Threads), o TikTok, o YouTube e a ByteDance (dona do LinkedIn) para o bloqueio dos canais ligados à deputada Carla Zambelli (PL-SP). O magistrado determinou nesta quarta-feira (4/6) a prisão da parlamentar, que deixou o Brasil após ser condenada a 10 anos de prisão.
Os ofícios com notificação da decisão foram enviados às plataformas, individualmente. Nos documentos obtidos pelo Metrópoles, Moraes alega que o descumprimento poderia acarretar na aplicação de multa de R$ 100 mil.
“Nos termos da decisão proferida nos autos em referência, cuja cópia segue anexa, requisito-lhe que, no prazo de 2 (duas) horas, proceda ao bloqueio dos canais ali discriminados, sob pena de multa diária de R$ 100.000,00 (cem mil reais), com o fornecimento de seus dados cadastrais a esta Suprema Corte e a integral preservação de seu conteúdo”, diz um trecho da notificação de Moraes sobre a prisão de Zambelli.
O ministro ainda determinou a imposição de multa diária de R$ 50 mil à própria Carla Zambelli, caso ela faça, através das próprias redes ou em canais de terceiros, postagens “que reiterem as condutas criminosas”. A parlamentar deixou o Brasil afirmando que voltaria a tecer críticas, mesmo sem apresentar provas, às urnas eletrônicas e questionaria a lisura das eleições de 2022.
A deputada Carla Zambelli (PL-SP) deixou o Brasil e disse que está na europa. A parlamentar afirma que deixou o país por causa de um tratamento médico e diz que pedirá licença do mandato.
"Queria anunciar que estou fora do Brasil já faz alguns dias, eu vim a princípio buscando tratamento médico que eu já fazia aqui e agora eu vou pedir para que eu possa me afastar do cargo. Tem essa possibilidade da constituição, acho que as pessoas conhecem um pouco mais essa possibilidade hoje em dia porque foi o que o Eduardo [Bolsonaro] fez também , disse em live.
Zambelli foi condenada em 18 de maio a dez anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A defesa da deputada disse não saber para onde foi a deputada.
Na decisão que condenou Zambelli, os ministros da 1ª Turma declararam a perda automática do mandato da deputada, com chancela da Mesa Diretora da Casa. Os parlamentares avaliam, porém, que a decisão sobre a perda do mandato é do plenário da Câmara e não da Mesa Diretora.
Embora seja considerada um incômodo pelo o ex-presidente Jair Bolsonaro, a deputada será acolhida pela bancada do PL na Câmara. Bolsonaro já afirmou que considera a deputada a principal culpada pelo fracasso nas urnas em 2022.
O deputado federal Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, concedeu entrevista ao Morning Show nesta segunda-feira (2) e disse que não há “nenhuma possibilidade” de voltar a apoiar o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nas eleições de 2026. Paulinho citou o “roubo do INSS” e disse que “não há comando no governo”. O sindicalista declarou que apoiou Lula pela primeira vez em 2022, devido ao “extremismo do outro lado” — referindo-se a Jair Bolsonaro —, mas agora já faz um aceno a Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo: “Vamos trabalhar para construir uma candidatura de centro, de centro para a direita”.
Confira os principais trechos da entrevista
Aumento do IOF
“Ninguém aguenta mais tanto impostos. A primeira saída do governo é taxar as pessoas em vez de cortar gastos, parar de viajar tanto. Isso levou a uma reação do Congresso que eu nunca vi igual. Sem conversar, sem dialogar, [o governo] manda um decreto. Uma das alternativas que o Congresso tem é também mandar um decreto legislativo para derrubar o decreto do governo Lula. Isso eu fiz imediatamente, junto comigo outros deputados. Essa conversa de que está alinhado com Hugo Motta e [Davi] Alcolumbre, eu não acredito que isso resolva o problema.”
O que acha de Haddad
“O Haddad é a cara do governo: não conversa, não dialoga, pensa que pode fazer tudo. O Haddad só está correndo atrás depois da porcaria que ele fez, depois de mandar um decreto para o Congresso para aumentar imposto. O Haddad não tem relação nenhuma com o Congresso, como o Lula. Aquele Lula que conhecemos no passado não existe mais. O governo está todo perdido. Acho que o Lula está passeando muito — ele e a Janja. Passear com o dinheiro do povo é fácil. Isso faz com que o governo não tenha um comando. Parece que estamos em uma República de amadores, que pensam que podem gastar à vontade e aumentar imposto.”
Apoio a Lula em 2022
“Eu apoiei o Lula pela primeira vez em 2022. Somos sindicalistas, ele do ABC, eu de São Paulo, e nós temos algumas diferenças há algum tempo. E foi a primeira vez que foi no Lula. Eu votei na Dilma em 2010 e depois fiz todo um trabalho para ela sair. Na eleição passada, o partido voltou a apoiar o Lula. Mas nós não temos nenhuma possibilidade de continuar apoiando o Lula. Estamos trabalhando para organizar uma federação, com o PRD, um partido parecido com o nosso, E a gente está trabalhando para construir uma candidatura que não vá aos extremos. Que não vá nem à extrema direita nem à extrema esquerda. O que posso adiantar é que não há nenhuma possibilidade de uma candidatura do Lula ou do PT.”
Quem vai apoiar em 2026?
“Imaginávamos que o Lula pudesse reconstruir o país, com crescimento econômico. Mas o que a gente tem visto? Roubo do INSS; nunca vi um assalto… Você já ouviu falar em assalto ao trem pagador, assalto ao Banco Central do Ceará, mas a gente nunca viu tanta gente ser assaltada por tanto tempo. Nas barbas do governo, e o governo fazendo de conta que não estava acontecendo nada. Além disso, não consigo citar um projeto importante do governo Lula. Vamos trabalhar para construir uma candidatura de centro, de centro para a direita. Tem vários candidatos colocados assim, como o governador Tarcísio de Freitas. Que o país possa voltar a discutir política, saúde, educação, transporte e moradia. E que a gente possa ter emprego e crescimento econômico.”
Arrepende-se do apoio a Lula?
“O outro lado era um extremismo. Passou a pandemia, nunca viu tanta besteira como a que o presidente Bolsonaro fez. Não tinha muita alternativa. Agora, hoje, a gente tem a possibilidade de construir uma candidatura que possa representar os interesses do povo brasileiro e que seja fora dos extremos. Não posso dizer que me arrependo porque o outro lado era muito ruim. Mas agora é possível pensar em outro Brasil que não seja o Brasil dos extremismos.”
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou neste domingo (1), que “quem é preso com drogas merece cadeia assim como os rachadores e outros corruptos que inclusive estão soltos por aí”, após o primo dele, Glaycon Raniere de Oliveira Fernandes, ter sido detido transportando 30,2 quilos de maconha e 3,82 gramas de cocaína, em Uberlândia, em Minas Gerais. Em uma publicação no X, o parlamentar disse que “qualquer pessoa que cometer crime tem que pagar por isso”.
De acordo com o deputado, a associação dele ao caso envolvendo seu primo é “mais uma tentativa frustrada de desgastarem” sua imagem. “Sabe o que essa notícia muda para pessoas honestas? Nada. Agora, talvez mude pra quem não goste de mim, porque até eles percebem a tentativa de me desgastar a qualquer custo”, escreveu.
Tráfico interestadual de drogas
Glaycon foi preso pela Polícia Federal na BR-452, sentido Belo Horizonte, no dia 23 deste mês. A polícia encontrou a droga no bagageiro do carro conduzido pelo primo de Nikolas. Ele é filho de Enéas Fernandes, ex-candidato a prefeito de Nova Serrana (MG) pelo Partido Liberal (PL). Enéas obteve 38,45% dos votos em 2024 e perdeu a eleição para Fabio Avelar (Avante).
O prefeito de Recife, João Campos, assumiu neste domingo (1), a presidência do Partido Socialista Brasileiro (PSB), com a missão de fortalecer o partido para as próximas eleições e tentar garantir a permanência do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na chapa de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Aos 31 anos, João Campos é visto como um nome da renovação no partido. Nascido em 1993, João Campos vem de uma família tradicional da política pernambucana. É bisneto de Miguel Arraes, que governou Pernambuco três vezes e liderou o partido entre 1999 e 2005, e filho de Eduardo Campos, também ex-governador do Estado e ex-presidente do PSB, que morreu em 13 de agosto de 2014, na queda de uma aeronave em Santos, durante a campanha presidencial daquele ano.
O prefeito do Recife é visto como uma das grandes apostas da esquerda para o pós-Lula. João Campos é o prefeito de capital mais popular nas redes sociais, com mais de 2,9 milhões de seguidores no Instagram, onde divulga projetos da cidade e interage com seguidores. A gestão dele é marcada por estratégias de aproximação com a população e o público jovem na internet. Em 2024, João Campos foi reeleito prefeito de Recife no primeiro turno, derrotando Gilson Machado (PL), com 725.721 votos, o equivalente a 78,11% dos votos válidos. Essa foi a maior votação já registrada para a prefeitura da capital pernambucana nas 11 eleições realizadas desde o retorno do voto direto para o cargo, em 1985.
Nas eleições de 2020, aos 27 anos, ele foi a pessoa mais jovem a assumir o cargo de prefeito de Recife. Antes disso, em 2018, João Campos foi eleito pela primeira vez para a Câmara dos Deputados, como o deputado mais votado do Estado, com mais de 460 mil votos. Ele iniciou seu mandato em 1 º de fevereiro de 2019 e o exerceu até 31 de dezembro de 2020, quando renunciou ao cargo após ser eleito prefeito de Recife.
João Campos também trabalhou como chefe de gabinete do governo estadual na gestão de Paulo Câmara, também do PSB. Como líder do partido, João Campos terá o desafio de garantir que Geraldo Alckmin continue como vice na chapa de reeleição de Lula. O futuro de Alckmin no posto é incerto, e parte dos aliados de Lula defendeu usar a vaga para atrair partidos maiores e de centro, como MDB ou PSD. Na campanha em 2024, foi criticado por adversários por “esconder” o apoio de Lula, e rebateu, afirmando ser grato ao presidente pelos investimentos na cidade.
É o segundo de cinco filhos de Eduardo e Renata Campos. Em 2011, quando cursava o segundo ano do ensino médio, foi aprovado em Engenharia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), aos 17 anos. No curso, se especializou na área civil. A mãe é auditora concursada do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) desde 1991. O pai governou o Estado de 2007 a 2014 e foi ministro da Ciência e Tecnologia de 2004 a 2005 durante a gestão do presidente Lula. A avó, Ana Arraes, foi deputada federal por Pernambuco de 2007 a 2011. O bisavô, Miguel Arraes, foi governador do Estado por três vezes, além de deputado federal, deputado estadual e, como o neto, prefeito do Recife.
João Campos namora a deputada federal Tabata Amaral (PDT), eleita em 2018 por São Paulo e reeleita em 2022. A deputada esteve ao lado dele na cerimônia que o oficializou na presidência do partido. O prefeito de Recife e Tabata Amaral começaram a namorar em em 2019, quando ambos eram deputados federais. Desde então, o casal mantém um relacionamento que envolve agendas políticas e pessoais.
Em 2024, enquanto concorria à Prefeitura de São Paulo, Tabata publicou um vídeo intitulado “Amor”, que abordava seu relacionamento com João Campos. O vídeo também foi republicado pelo agora presidente do PSB e alcançou mais de 1,7 milhão de visualizações no Instagram. Ainda durante a campanha nas eleições municipais de São Paulo, o relacionamento de João Campos com Tabata foi alvo de ataques do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Na época, o ex-deputado federal afirmou que Tabata, sem experiência na administração pública, seria “um caos” gerindo uma cidade como São Paulo e que não poderia usar como argumento o fato de ser namorada de João Campos para ajudar na eleição. Após a repercussão, Valdemar disse que “se expressou mal”.
Testemunhas de acusação confirmaram a tese de que Jair Bolsonaro planejou um golpe de Estado contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante as audiências do julgamento do ex-presidente, que terminaram nesta segunda-feira (2), antes do depoimento dele, na semana que vem. O ex-presidente é acusado de ter liderado “uma organização criminosa” para se manter no poder após perder as eleições de 2022 para Lula. Bolsonaro alega inocência, e, se for condenado, pode pegar cerca de 40 anos de prisão. Durante duas semanas, os ministros ouviram cerca de 50 testemunhas em audiências virtuais, incluindo ex-militares de alta patente, ex-ministros e policiais. Dois ex-comandantes das Forças Armadas confirmaram a tese da acusação: Bolsonaro lhes apresentou um plano para impedir Lula de assumir o poder. O ex-ministro Tarcísio de Freitas, aliado de Bolsonaro, afirmou que nunca ouviu o ex-presidente, 70, mencionar um plano de golpe. Os interrogatórios vão começar na próxima segunda-feira (9) e podem se prolongar até sexta. O veredicto deve sair nos próximos meses.
O que disseram as testemunhas?
As testemunhas reconstituíram os fatos de 8 de janeiro de 2023, quando milhares de bolsonaristas invadiram e vandalizaram as sedes do poder em Brasília para exigir intervenção militar contra Lula. Segundo a acusação, o ataque era a última esperança de Bolsonaro de se manter no poder. O então vice-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Saulo Moura da Cunha, afirmou ter enviado “alertas” a todas as forças federais desde 6 de janeiro sobre a “intenção manifesta de invadir o Congresso Nacional”. No mesmo dia do ataque, a Justiça determinou a prisão de bolsonaristas que estavam acampados a poucos quilômetros da Praça dos Três Poderes. A operação só começou na manhã de 9 de janeiro, um dia após o levante. Indagado sobre a demora, o general Júlio Cesar de Arruda, sucessor de Freire como comandante do Exército, disse ter optado por uma intervenção “coordenada” com as demais forças porque havia um “clima de nervosismo” em Brasília. “A minha função era acalmar”. “Graças a Deus, não houve nenhuma morte”, explicou Arruda.
O general Marco Antônio Freire Gomes, comandante do Exército na época, confirmou ter se encontrado com Bolsonaro no Palácio da Alvorada em dezembro de 2022. Segundo Freire, no local foi discutida a possível implementação de medidas excepcionais, como “estado de defesa ou sítio” para rejeitar os resultados das eleições e justificar uma intervenção militar. “Alertei ao senhor presidente (…) poderia ser implicado juridicamente por isso”, disse Freire na audiência, reafirmando o que já havia dito à polícia. O ex-comandante da Aeronáutica Carlos de Almeida Baptista Júnior foi mais enfático: “Falei com o presidente Bolsonaro: aconteça o que acontecer, no dia 1º o senhor não será presidente”, disse ele, referindo-se à data da posse de Lula.
A defesa do ex-presidente convocou seu ex-ministro da Infraestrutura e atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. “Nesse período que eu tive presente com o presidente nessa reta final, novembro, dezembro, nas visitas que eu fiz, de várias conversas, jamais tocou nesse assunto, jamais mencionou qualquer tentativa de ruptura” da Constituição, disse Tarcísio. “Encontrei o presidente, que estava triste e resignado”, após perder o segundo turno presidencial, disse o governador. Tarcísio, que não participou da reunião de dezembro de 2022, é apontado como possível sucessor de Bolsonaro nas eleições de 2026, já que o ex-presidente está politicamente inabilitado.
Em um ato marcado por unidade e força popular, o Partido dos Trabalhadores (PT) lançou oficialmente no sábado (31), em Maceió, as pré-candidaturas de Edinho Silva à presidência nacional do PT e Dafne Orion à presidência estadual de Alagoas. O evento, realizado no anexo do Teatro Deodoro, reuniu lideranças políticas, movimentos sociais, parlamentares e militantes de mais de 70 municípios alagoanos.
A plenária estadual das correntes CNB, EPS e Frente Ampla foi o palco para a apresentação da chapa “Coração Petista”, que defende o fortalecimento da militância, a reconstrução do Brasil a partir das bases populares e o enfrentamento ao conservadorismo.
Entre as presenças de destaque estiveram os deputados federais Paulão (PT-AL) e Carlos Veras (PT-PE), as vereadoras Tainá de Paula (PT-RJ) e Teca Nelma (PT-Maceió), além de lideranças como Anne Moura (Secretária Nacional de Mulheres do PT), Paulo Cayres (Secretário Sindical Nacional do PT), o prefeito Chico do Povo (Olho d’Água do Casado), e secretários do governo de Alagoas como Gino César (Semarh) e Maria Silva (Semudh).
Chapa é lançada em Alagoas com Edinho Silva e Dafne Orion à frente do PT. Assessoria
Em sua fala, Edinho Silva — ex-ministro de Comunicação Social e ex-prefeito de Araraquara (SP) — destacou o papel central dos movimentos sociais e a importância de um PT ousado, popular e combativo, como quer o presidente Lula. Já Dafne Orion, sindicalista e referência na luta dos trabalhadores em Alagoas, reforçou a necessidade de um PT independente, de base, e comprometido com o enfrentamento ao fascismo e à defesa dos direitos do povo.
O ato político marcou um novo momento para o partido no Estado, com a proposta de reorganização do PT a partir dos territórios e da participação direta da militância. Para os apoiadores da chapa, a eleição de Edinho e Dafne representa o reencontro do partido com suas origens e um projeto coletivo de transformação política em Alagoas e no Brasil.
O Supremo Tribunal Federal (STF) está prestes a concluir uma etapa crucial no caso que investiga a suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022. Nesta segunda-feira (2), a primeira turma do STF ouvirá o senador Rogério Marinho, convocado como testemunha pelas defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro e do general Walter Braga Netto. Até o momento, 51 pessoas já prestaram depoimento. A conclusão desta fase aproxima o caso dos interrogatórios dos réus, incluindo Bolsonaro e seus sete aliados.
Após o término das oitivas, o ministro Alexandre de Moraes deverá solicitar à Procuradoria Geral da República e às defesas que indiquem se desejam a produção de novas provas ou diligências para esclarecer os fatos. Os advogados têm a possibilidade de requerer perícias e acareações, com um prazo de cinco dias úteis para apresentar esses pedidos. A expectativa é que os interrogatórios e o julgamento de Jair Bolsonaro e seus aliados ocorram no segundo semestre de 2025.