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O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, presta um novo depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (13), no âmbito de três ações penais relacionadas à tentativa de golpe de Estado em 2022.

Mauro Cid fechou uma delação premiada com a Polícia Federal.

Por isso, ele depõe mais uma vez para apresentar informações nos processos penais de três núcleos da trama golpista, que somam outros 23 réus:

o núcleo 2, do gerenciamento de ações, com 6 acusados;

o núcleo 3, das ações coercitivas, com 10 acusados;

o núcleo 4, das operações estratégicas de desinformação, com 7 acusados.

Nesta manhã, estão previstas as oitivas das seguintes testemunhas:

Éder Lindsay Magalhães Balbino, dono de uma empresa que teria auxiliado na produção de um material com suspeitas infundadas sobre as urnas eletrônicas;

Clebson Ferreira de Paula Vieira, servidor que teria elaborado planilhas que supostamente foram utilizadas por Anderson Torres para mapear a movimentação de eleitores no segundo turno das eleições de 2022;

Adiel Pereira Alcântara, ex-coordenador de inteligência da Polícia Rodoviária Federal, que teria atuado para dificultar o deslocamento de eleitores nas eleições de 2022.

Interrogatório na ação do "núcleo crucial"

Mauro Cid esteve no STF em junho deste ano, para ser interrogado no âmbito da ação contra o chamado "núcleo crucial" da organização criminosa.

Neste grupo — no qual ele figura como réu — também está o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta sexta-feira (11), a jornada de trabalho de seis dias de serviço com apenas um dia de folga por semana (6×1). Para Lula, é preciso convocar trabalhadores e empresários para “inventar” outra jornada de trabalho “mais flexível”. “A Humanidade não quer mais seis por um. É preciso inventar um jeito de ter uma outra jornada de trabalho, mais flexível, porque as pessoas querem ficar mais em casa. As pessoas querem cuidar mais da família”, disse.

A primeira vez que o presidente se manifestou sobre o tema publicamente foi no dia do trabalhador deste ano, em 1º de maio, quando defendeu “aprofundar o debate” sobre a escala 6×1. Ao lançar, em Linhares (ES), programa de transferência de renda para atingidos por rompimento da barragem em Mariana (MG) nesta sexta-feira (11), Lula disse que o trabalhador não aguenta mais acordar cinco da manhã e voltar as sete da noite durante seis dias por semana.

“Hoje a juventude já não quer mais isso. É importante que a gente, enquanto governo, trate de pesquisar. Vamos utilizar a universidade, a OIT [Organização Internacional do Trabalho], vamos utilizar tudo que é organização de trabalho e vamos tentar apresentar uma nova forma de trabalhar nesse país. Para que a gente possa garantir mais mobilidade para as pessoas”, completou Lula.

Pressão social

A pauta do fim da escala 6×1 ganhou força no Brasil no final do ano passado e manifestações de rua nessa quinta-feira (10) voltaram a pedir o fim desse tipo de escala de trabalho. No Congresso Nacional, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada 6×1 não teve avanço. Lideranças do governo dizem que a medida é “prioridade” para este ano.

O projeto sofre resistência de setores empresariais que alegam que a medida levaria ao aumento dos custos operacionais das empresas, como defendeu a entidade patronal Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O aumento de tarifas anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou reação no Congresso Nacional e preocupação entre setores da economia brasileira. A medida, que eleva para 50% a alíquota de importação de diversos produtos brasileiros a partir de 1º de agosto, afeta diretamente segmentos estratégicos como petróleo, aço, carne bovina, café, suco de laranja e aeronaves. A Embraer, uma das mais impactadas, obtém cerca de 24% de sua receita com vendas para os EUA.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a Casa está pronta para agir “com firmeza” em defesa da economia nacional. Ele disse ter conversado com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e com o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, sobre os efeitos da medida.

“O Congresso acompanhará de perto os desdobramentos. Aprovamos a Lei da Reciprocidade Econômica, que permite ao Brasil responder na mesma medida em casos de sanções. Estamos prontos para agir com equilíbrio e firmeza”, declarou Motta em nota conjunta com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Ambos, no entanto, reforçaram a importância do diálogo diplomático e comercial antes de qualquer resposta mais dura.

A possibilidade de retaliação ainda está sendo avaliada pelo governo federal, mas uma decisão só será tomada após a entrada em vigor da tarifa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também criticou a postura americana e afirmou que buscará negociar com os EUA. “Queremos negociar, mas queremos respeito. Se ele [Trump] ficar brincando de taxação, isso vai ser infinito”, disse Lula ao Jornal Nacional.

A escalada comercial entre os dois países gerou tensão no mercado financeiro. O dólar fechou a sexta-feira (11) em leve alta de 0,1%, a R$ 5,5479, acumulando valorização de 2,28% na semana. Já o Ibovespa recuou 0,41% no dia e acumula queda de 3,20% na semana.

Economistas alertam que, se o Brasil responder com tarifas equivalentes, o efeito pode ser inflacionário. A elevação do dólar, combinada com o encarecimento das importações, tende a pressionar preços em cadeia e dificultar a redução dos juros, que hoje estão em 15%, o maior nível em quase duas décadas. Apesar disso, o Ministério da Fazenda acredita que o impacto sobre o crescimento do PIB em 2025 será limitado e concentrado em setores específicos.

Trump já enviou cartas a líderes de 23 países com ameaças de medidas semelhantes. Canadá e União Europeia também foram alvos recentes da nova ofensiva tarifária americana, elevando o risco de uma guerra comercial em escala global.

Rivais em Alagoas, Renan Calheiros e Arthur Lira devem atuar em conjunto na capital federal a fim de minar possíveis candidaturas de nomes que ameacem seus planos de chegar ao Senado Federal em 2026.

Após meses de costura, Renan pai e Arthur Lira devem receber o apoio de JHC para o Senado — antes o prefeito ensaiava uma disputa que poderia atrapalhar a dupla —, mas ainda precisam lidar com potenciais candidatos.

Alfredo Gaspar e Davi Davino Filho são nomes que têm apelo popular e pontuam consideravelmente nas pesquisas de intenções de votos que estão sendo divulgadas.

O plano seria atuar junto aos dirigentes partidários em Brasília, terra conhecida da dupla, a fim de minar tais candidaturas. A moeda de troca ainda não foi revelada.

O que sabemos é que Renan Calheiros já deixou claro à imprensa que não pensa em Davi Filho quando articula seus próximos passos para 2026.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou, nesta sexta-feira (11), que o governo tem apoio do povo brasileiro para enfrentar as sanções econômicas do governo dos Estados Unidos (EUA) e que o Brasil não pode “baixar a cabeça” para as chantagens e ameaças de Donald Trump.

“Esse país não baixará a cabeça para ninguém. Ninguém porá medo nesse país com discurso e com bravata. Ninguém. E eu acho que, nesse aspecto, nós vamos ter o apoio do povo brasileiro, que não aceita nenhuma provocação”, disse o presidente, durante cerimônia, em Linhares, no Espírito Santo (ES), de lançamento de indenização a atingidos pelo rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais (MG).

Diversos setores da sociedade brasileira têm criticado a medida do governo Trump de taxar todos os produtos brasileiros em 50%, incluindo organizações empresariais, de trabalhadores, meios de comunicação, do Parlamento e dos movimentos sociais.

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Lula voltou a defender o uso da Lei de Reciprocidade para responder as taxações de Trump caso as negociações com Washington não surtam efeito. Trump alega falsamente que os EUA têm déficit comercial com o Brasil, o que é desmentido pelas próprias estatísticas dos EUA.

“Entre comércio e serviço, nós temos um déficit de US$ 410 bilhões com os EUA [em 10 anos]. Eu que deveria taxar ele”, disse Lula, acrescentando que Trump está “mal informado”.

>> Entenda a guerra de tarifas de Trump e consequências para Brasil

Bolsonaro
O presidente Lula ainda fez duras críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que vem sendo investigado pelo Ministério Público (MP) por supostamente articular sanções contra o Brasil para escapar do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

Bolsonaro é acusado de tentativa de golpe de Estado. Já Trump alega que ele é vítima de perseguição política e associa as tarifas contra o Brasil ao julgamento do político do PL.

“Que tipo de homem que é esse que não tem vergonha para enfrentar o processo de cabeça erguida e provar que foi inocente? Quem está denunciando ele não é ninguém do PT, quem está denunciando ele são os generais e o ajudante de ordens dele, que era coronel do Exército”, disse Lula.

O presidente ainda questionou a ação da família Bolsonaro contra o julgamento da trama golpista. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se licenciou do cargo de parlamentar e foi para os EUA, onde pede ações do governo Trump contra o Brasil.

“O 'coisa' [Bolsonaro] mandou o filho, que era deputado, se afastar da Câmara para ir lá, ficar pedindo, ‘Ô Trump, pelo amor de Deus, Trump, salva meu pai, não deixa meu pai ser preso’. É preciso que essa gente crie vergonha na cara”, disse Lula, ainda na cerimônia, em Linhares (ES).

Bolsonaro é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de liderar uma tentativa de golpe de Estado para anular as eleições presidenciais de 2022 com objetivo de se manter no poder. Ele teria pressionado os comandantes militares para aderir ao golpe, com planos de assassinatos do presidente Lula, do vice, Geraldo Alckmin, e do ministro do STF Alexandre de Moras.

Nas redes sociais, Bolsonaro elogiou Trump, disse que a tarifa é resultado do afastamento do Brasil “dos seus compromissos históricos com a liberdade” e pediu “aos Poderes que ajam com urgência apresentando medidas” para resgatar a “normalidade institucional”. Bolsonaro e seus aliados negam os crimes imputados de tentativa de golpe de Estado.

Para analistas consultados pela Agência Brasil, a sanção de Trump contra o país é chantagem política mirando o Brics, a regulação das big techs e uma tentativa de interferir no processo judicial e político interno.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (10), que recebeu “com senso de responsabilidade” o comunicado enviado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o aumento de 50% nas tarifas aplicadas a produtos brasileiros. Em nota, Bolsonaro expressou “respeito e admiração pelo Governo dos Estados Unidos” e atribuiu a decisão à política externa adotada pela atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Isso jamais teria acontecido sob o meu governo”, escreveu no X.

Essa foi a primeira manifestação explícita do ex-presidente sobre o caso. Na publicação, Bolsonaro pede que os Poderes ajam com urgência e apresentem medidas para resgatar a normalidade institucional. “Ainda é possível salvar o Brasil”, afirmou. Ele também repetiu o discurso adotado por Trump, dizendo ser vítima de uma “caça às bruxas” e afirmando que a liberdade está em risco no país. Bolsonaro é réu em uma ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) pela tentativa de golpe de Estado que culminou nos atos de 8 de Janeiro.

“Conheço a firmeza e a coragem de Donald Trump na defesa desses princípios. O Brasil caminha rapidamente para o isolamento e a vergonha internacional. A escalada de abusos, censura e perseguição política precisa parar. O alerta foi dado, e não há mais espaço para omissões”, declarou.

Na tarde desta quarta-feira (9), Donald Trump enviou uma carta ao presidente Lula informando que os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos serão sobretaxados em 50% a partir de 1º de agosto. No texto, o presidente americano menciona a situação judicial de Bolsonaro, que classifica como perseguição, e acusa o STF de censurar ilegalmente plataformas americanas que operam no Brasil

Como reação, Lula afirmou que a resposta do Brasil virá por meio da lei de reciprocidade econômica, aprovada pelo Congresso neste ano. “Qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida à luz da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica”, disse. Enquanto políticos de direita foram para as redes endossar a decisão do presidente americano, culpando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, e o governo Lula, governistas acusam incoerência dos apoiadores de Bolsonaro por defenderem sanções econômicas contra o próprio país.

O deputado federal Arthur Lira (PP) participou, na noite dessa quinta-feira (10), de um ato simbólico em Brasília ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do prefeito de Maceió, JHC (PL), para oficializar a indicação da alagoana Marluce Caldas ao cargo de ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O evento contou com a presença de autoridades políticas locais e nacionais.

A cerimônia marcou a sinalização política da escolha de Marluce para uma das vagas na mais alta Corte responsável por uniformizar a interpretação das leis federais no país. A nomeação, feita por Lula, ainda precisa passar por sabatina no Senado, mas já foi celebrada por lideranças alagoanas.

Para Arthur Lira, a escolha representa não apenas um feito para o Estado, mas também um avanço na representatividade feminina no Judiciário.

“A indicação de Marluce Caldas ao Superior Tribunal de Justiça é uma conquista para todas as mulheres brasileiras e um motivo de imenso orgulho para Alagoas, que vê uma de suas filhas ocupar com total mérito uma das mais altas Cortes do país”, afirmou o deputado.

Lira também destacou que o STJ ganha com a futura presença de uma magistrada que tem histórico de firmeza e compromisso com a justiça.

“Com a indicação de Marluce, ganham o STJ e o país, com uma futura magistrada combativa e atuante, que sempre foi um exemplo de dedicação à causa do bom e justo direito”, completou.

Trajetória de Marluce Caldas

Natural de Ibateguara, município da Zona da Mata de Alagoas, Marluce Caldas ingressou no Ministério Público Estadual (MPAL) em 1986, por concurso público. Ao longo de quase quatro décadas de carreira, construiu uma trajetória marcada pela firmeza no combate ao crime e pela sensibilidade em questões sociais.

Ela atuou em comarcas do interior e da capital, com destaque para União dos Palmares, Maravilha, Flexeiras, além dos Juizados da Infância e Adolescência, Trânsito e Execuções Penais. Foi também a primeira mulher a atuar como promotora em um júri popular em Maceió.

O senador Renan Filho (MDB-AL) celebrou nesta sexta-feira (11) a indicação da procuradora de Justiça Marluce Caldas para o cargo de ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A nomeação foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em publicação nas redes sociais, o senador e ministro dos Transportes destacou a importância da escolha de uma alagoana para a Corte, ressaltando a nomeação inédita de uma mulher do Estado para o cargo.

“Parabenizo a procuradora Marluce Caldas pela indicação de seu nome pelo presidente @lulaoficial a assumir a vaga de ministra do Superior Tribunal de Justiça. Estou certo de que a primeira mulher alagoana a assumir a função conduzirá seu trabalho com o mesmo afinco e dedicação que marcaram sua carreira no Ministério Público Estadual de Alagoas”, afirmou Renan Filho.

A indicação de Marluce consolida a presença de Alagoas no STJ. Ela será a terceira personalidade do Estado a ocupar uma cadeira na Corte, ao lado do atual ministro Humberto Martins, que também já presidiu o tribunal. A nomeação ainda depende de aprovação pelo Senado Federal.

O governador de Alagoas, Paulo Dantas, anunciou que as pessoas em situação de rua que ainda ocupavam a Praça Sinimbu, no centro de Maceió, foram retiradas do local, nesta quinta-feira (10). Segundo o gestor, parte delas irão para o aluguel social e outras serão levadas para abrigos.

A medida faz parte de uma iniciativa do Governo do Estado voltada para políticas públicas de acolhimento de pessoas em situação de rua.

Uma dessas ações será o lançamento, em julho, do Observatório da Pessoa em Situação de Rua, com o chamamento público destinado à seleção de Organizações da Sociedade Civil (OSCs) para atuarem em conjunto com os órgãos estaduais.

O governo anunciou abertura de mais vagas para os abrigos estaduais, que triplicaram em Alagoas, saltando de 160 para 480. A providência elevou a capacidade de acolhimento para 600 vagas, quando somadas também com as 120 ofertadas pela Prefeitura de Maceió.

Paulo Dantas já havia anunciado, no final de junho de 2025, que vai universalizar o valor do aluguel social para R$ 800 reais, destinado às pessoas cadastradas pelas equipes técnicas.

De acordo com o governador Paulo Dantas essa população terá apoio educacional, na área da saúde, capacitação, formação e alimentação. “Todos os seus direitos serão totalmente garantidos”, reforçou o governador. “Quero convocar a sociedade civil do estado de Alagoas, do setor produtivo e todos para, juntos, encontramos soluções para as pessoas em situação de rua”, ressaltou Paulo Dantas.

O Superintendência de Políticas para os Direitos Humanos de Alagoas, Mirabel Alves Rocha, considera as medidas como positiva.

“É uma demonstração de que o governo de Alagoas está sintonizado com o plano nacional do ministério dos direitos humanos e cidadania chamado Ruas Visíveis e com a ADPF 976 julgada pelo STF, que trata das políticas para a população em situação de rua em todo o território nacional”, pontuou ele.

Entre os dias 9 e 18 de junho, uma ação integrada do governo - reunindo assistência social, saúde, segurança e habitação - resultou em 102 abordagens policiais, 13 atendimentos psicossociais e 19 prisões, sendo 9 em flagrante e 10 por mandado judicial na Praça Sinimbu.

O procedimento buscou enfrentar um problema que abrange a desigualdade social, o déficit habitacional e consequências dessa deficiência, como aqueles relacionados à saúde mental e a dependência química.

Em Maceió, pontos de uso intensivo de crack se espalharam pela cidade. Alguns dos pontos identificados foram: debaixo do viaduto da Polícia Rodoviária Federal, no Mercado da Produção, na feira do Benedito Bentes, entre a Levada e o Bom Parto, na Praça Sinimbu, na Praia da Avenida e até na Pajuçara, nas imediações do Posto Jangadeiros.

À Gazeta de Alagoas, em abril deste ano, o Ministério Público cobrou ampliação urgente da rede de atendimento e ações concretas da Prefeitura, enquanto comerciantes e moradores relatavam impactos na segurança, no turismo e na vida cotidiana.

O Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) ingressaram com uma Ação Civil Pública para que o município realize o diagnóstico da população em situação de rua.

Nesta quinta-feira (10), a Prefeitura de Maceió informou que existe um programa do município chamada Programa Praça é Massa, que trata da manutenção e zeladoria de espaços públicos. O órgão informou que, as famílias retiradas hoje da Praça Sinimbu serão inseridas nesse programa de trabalho.

Ou seja, elas poderão cuidar das praças e das ruas, enquanto recebem uma remuneração equivalente a um salário-mínimo. De acordo com a Prefeitura, cerca de 50 usuários já fizeram inscrição com o auxílio dos servidores dos Centros Pop.

A Câmara Municipal de Maceió aprovou, nesta quinta-feira (10), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do Município para o exercício de 2026. A proposta foi aprovada por unanimidade durante a sessão. No mesmo dia, os vereadores também autorizaram, por 23 votos a 3, o início do processo para contratação de dois empréstimos que visam financiar obras e investimentos na capital alagoana.

A LDO estabelece as prioridades que irão orientar a elaboração da Lei Orçamentária Anual, prevista para ser enviada à Casa Legislativa em outubro.

Quanto aos financiamentos, um será no valor de 150 milhões de dólares (cerca de R$ 800 milhões), e o outro de R$ 400 milhões. As discussões sobre os empréstimos geraram debates entre os parlamentares, com argumentos favoráveis e contrários.

Entre os principais pontos citados por quem defendeu a aprovação, estão as boas condições fiscais do município, que atualmente possui nota máxima (A+) no indicador Capag (Capacidade de Pagamento), concedido pelo Tesouro Nacional.

O líder do governo na Câmara, vereador Kelmann Vieira, destacou que o índice de endividamento da capital está em 18%, enquanto o limite máximo permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal é de 120%. “A gente precisa trazer a verdade, e ela mostra que este governo tem austeridade fiscal”, afirmou.

O vice-líder David Empregos ressaltou que, no início da gestão do prefeito JHC, Maceió tinha nota C no Capag e hoje alcançou a nota A+, demonstrando capacidade de cumprir com obrigações financeiras e investir na cidade.

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Olívia Tenório, declarou que, após análise dos dados enviados pela Prefeitura, os parlamentares identificaram “consolidação financeira e orçamentária”, reforçando a viabilidade do novo financiamento.

Já o presidente da Comissão de Orçamento, vereador Samyr Malta, afirmou estar tranquilo com a aprovação e citou que os recursos viabilizarão obras importantes, como o BRT e intervenções do programa Avança Maceió.

O presidente da Câmara, Chico Filho, explicou que a aprovação legislativa representa apenas o início do processo, que ainda inclui etapas como a análise do Senado e apresentação de certidões exigidas pela União. “O contrato tem um valor fixo de juros e há muitos pré-requisitos. A taxa de endividamento do município é de 18%, quando o limite é 120%. O Estado, por exemplo, tem cerca de 65%”, comparou.

Votaram contra os empréstimos os vereadores Rui Palmeira, Teca Nelma e Silvio Camelo Filho. Rui demonstrou preocupação com a viabilidade operacional do BRT, devido ao seu custo, e pediu que o Departamento Municipal de Transportes e Trânsito esclareça esses pontos em visita futura à Câmara.

Após um impasse que se arrastou por quase nove meses, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu indicar a procuradora de Justiça de Alagoas Maria Marluce Caldas Bezerra para uma vaga no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ela é tia do prefeito de Maceió (AL), João Henrique Caldas, que a considera uma espécie de "segunda mãe".

Lula também escolheu nesta quinta-feira (10) os dois novos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE): Estela Aranha, que atua como assessora especial no gabinete da ministra Cármen Lúcia, e Floriano de Azevedo Marques, amigo pessoal do ministro Alexandre de Moraes há décadas.

As indicações devem ser publicadas em edição extra do Diário Oficial da União ainda nesta quinta-feira.
Ex-secretária de direitos digitais do Ministério da Justiça, Estela Aranha teve o apoio do ministro Flávio Dino na indicação. As vagas do TSE são estratégicas já que os escolhidos vão atuar no tribunal pelos próximos dois anos, o que inclui as eleições presidenciais de 2026.

A disputa da Corte Eleitoral foi marcada por uma reviravolta nos bastidores, já que a advogada Vera Lúcia Araújo era considerada a favorita para o cargo por reunir apoio de lideranças do PT, movimentos sociais e de ministros influentes, como o da Justiça, Ricardo Lewandowski.
Se tivesse sido escolhida, Vera Lúcia se tornaria a primeira mulher negra a assumir o cargo de ministra titular do TSE – ela já atua no tribunal, mas como substituta.

Aceno ao Palácio do Planalto

Para emplacar a tia no STJ, o prefeito João Henrique Caldas avalia sair do PL de Jair Bolsonaro e voltar para o PSB da base lulista em um aceno ao Palácio do Planalto.

Ao contrário dos novos ministros do TSE, a procuradora ainda precisa passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e ser aprovada pelo plenário da Casa. Não há previsão de quando isso vai ocorrer.

A disputa pela vaga foi marcada por pressões, lobbies e vetos de todos os lados, com o presidente arbitrando uma disputa ferrenha entre políticos em torno da candidatura de Maria Marluce, o que ganhou o apelido de “Faixa de Gaza” nos bastidores de Brasília.

Com a escolha, Lula impôs um revés ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que fez lobby por outro candidato, o procurador de Justiça do Acre Sammy Barbosa.

Barbosa também era apoiado pelo governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), que se opôs à indicação da tia de JHC – o prefeito é seu adversário no tabuleiro político local. O outro candidato na disputa pela vaga que ficou com Maria Marluce era o subprocurador Carlos Frederico Santos.

Desde Outubro do ano passado, o presidente da República tem em mãos uma lista tríplice para representante do Ministério Público. A vaga de Maria Marluce foi aberta com a saída de Laurita Vaz, que se aposentou há quase dois anos, em outubro de 2023.

“Não tem como não nomear uma mulher agora. O governo tem firme compromisso com essa pauta”, disse um ministro ouvido reservadamente pela equipe da coluna.
Atualmente, dos 33 ministros do STJ, só cinco são mulheres (o equivalente a apenas 15%): Maria Thereza de Assis Moura, Regina Helena, Nancy Andrighi, Daniela Teixeira e Isabel Gallotti.

Encontro reservado no Rio

Conforme revelou o blog, Lula aproveitou a passagem pelo Rio de Janeiro durante a Cúpula dos Brics para um encontro reservado com a procuradora, na semana passada.

Após o encontro de Lula com Maria Marluce, que ocorreu na última quinta-feira (3), a indicação da procuradora para o STJ passou a ser considerada “praticamente encaminhada” por integrantes do governo petista.
O encontro do presidente com a procuradora não consta na agenda oficial de Lula, mas foi confirmado por duas fontes que acompanham de perto as movimentações nos bastidores.

Senado: Bandeira de Bolsonaro, voto impresso fica de fora do novo Código Eleitoral
Câmara: Comissão contraria Planalto e aprova convocação de ministro para explicar visita de Lula a Kirchner.

O apoio de JHC interessa ao PT já que o prefeito é uma das principais lideranças do campo da direita no Nordeste. Além disso, Maceió foi a única capital da região em que Bolsonaro derrotou Lula nas eleições presidenciais de 2022 – 57,18% a 42,82%.

O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC, prometeu ao governo Lula (PT) que não concorrerá ao Senado ou ao Governo de Alagoas em 2026 e que concluirá o mandato na prefeitura. JHC é filiado ao PL.

Em troca, o petista deve nomear a tia dele, a procuradora de Justiça de Alagoas Maria Marluce Caldas Bezerra, para uma vaga no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

A permanência na prefeitura desinterdita o caminho para que o deputado federal Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara, concorra ao Senado Federal.

O parlamentar é relator do projeto que aumenta a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês.A proposta é uma das apostas do presidente para a campanha de reeleição no próximo ano.
O governo temia que, se JHC atrapalhasse os planos de Lira, ele poderia dificultar a aprovação do projeto ou desfigurá-lo.

No mês passado, Lula recebeu o deputado no Palácio da Alvorada para informar sobre a preferência por Marluce e ouviu um apelo para que esperasse mais tempo antes da nomeação, para que ele pudesse resolver a política local.

JHC tinha um compromisso com Lira de que deixaria a prefeitura em abril de 2026 para se candidatar ao governo, dando palanque ao ex-presidente na Câmara na disputa para o Senado. O atual governador, Paulo Dantas (MDB), não pode disputar a reeleição, e o prefeito da capital era apontado como um dos nomes mais fortes para o cargo.

No entanto o prefeito passou a se aproximar de Lula em troca da nomeação de Marluce, que é sua tia, para a vaga de ministra do STJ. Ela está há nove meses na lista tríplice para a cadeira do Ministério Público na Corte, junto com os procuradores Sammy Barbosa Lopes e Carlos Frederico Santos.

A negociação para que o prefeito se alie a Lula envolve o apoio ao ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), para o Governo de Alagoas. Nesse cenário, JHC deixaria o cargo para concorrer ao Senado na chapa do MDB junto com o senador Renan Calheiros (MDB), que concorrerá à reeleição. Isso, porém, deixaria Lira sem espaço.

Em 2026, serão eleitos dois senadores por estado. Além de Renan Calheiros, estará em disputa a cadeira da mãe de JHC, Eunice Caldas (PL), que assumiu como senadora no lugar de Rodrigo Cunha (Podemos), hoje vice-prefeito de Maceió.

À Folha o senador Renan disse que não tratou da desistência da candidatura com JHC.

"Se ele deixar a prefeitura será meu candidato ao Senado. São duas vagas. Não somos nós que queremos impedir a candidatura dele ao Senado", afirmou o emedebista, que tem se manifestado contra qualquer possibilidade de aliança com Lira.

JHC teria prometido a Lula e a Lira desistir de qualquer candidatura em 2026, em troca da nomeação da tia, segundo duas pessoas envolvidas com o tema. A reportagem o procurou diretamente e por meio de sua assessoria, mas ele não comentou até a publicação desta reportagem.

Há, no entanto, desconfiança no acordo, tanto entre aliados do prefeito quanto para adversários. Dizem que os termos não estão muito claros e que ele já descumpriu outros compromissos anteriormente.

Além disso, comentam que o nome dele continua forte para o governo e que, após a nomeação da tia, nada o impediria de mudar a estratégia até abril e sair candidato.
Para o presidente, a aproximação com JHC é um importante ativo para a campanha eleitoral.

O prefeito se filiou ao PL para disputar a reeleição e se tornou um dos principais líderes da direita no Nordeste. Alagoas foi o único estado da região em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) venceu Lula. Se concretizada a aliança, ele deve voltar ao PSB.

Outro fator a favor da negociação é destravar a discussão sobre o projeto do Imposto de Renda. Lira deve apresentar seu parecer até a próxima segunda-feira (14).

A expectativa, entre os governistas, é a de que seja possível votar a proposta na comissão especial ainda antes do recesso parlamentar, que começará em 18 de julho, e impulsionar a campanha à reeleição.

O deputado Arthur Lira (PP-AL), relator do projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas, deve apresentar nesta quarta-feira (10), às 15h30, o parecer sobre a proposta na comissão especial da Câmara dos Deputados.

A expectativa é que o colegiado peça vista coletiva e que a votação do texto ocorra na próxima semana. A data prevista é 16 de julho.

De acordo com apuração da GloboNews, o parecer deve focar exclusivamente na reformulação da tabela do Imposto de Renda, sem incorporar, neste momento, uma proposta de compensação referente ao Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), como chegou a ser cogitado durante as discussões.

Proposta do governo

O projeto é de autoria do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e prevê isenção total para quem ganha até R$ 5 mil mensais, ou R$ 60 mil por ano — uma das promessas de campanha do presidente.

Também está previsto um desconto parcial para quem tem rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7 mil por mês. Acima disso, a tabela atual segue em vigor para rendas até R$ 50 mil.

Já os contribuintes com ganhos superiores a R$ 50 mil por mês podem ser submetidos a uma nova alíquota adicional, proposta como forma de compensação à renúncia fiscal.

Estudo da Consultoria Legislativa da Câmara estima que:

cerca de 10 milhões de pessoas sejam beneficiadas com a isenção total;

outras 5 milhões com a redução parcial do imposto;

e 2 milhões já foram contempladas com a correção recente da faixa de isenção de R$ 2.259,20 para R$ 2.428,80.

Impacto para estados e municípios

A proposta tem impacto estimado de R$ 26 bilhões em renúncia fiscal já em 2026. Segundo Lira, os municípios podem perder até R$ 9 bilhões com a medida — sendo R$ 5 bilhões em arrecadação direta e R$ 4 bilhões referentes ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

“Em termos líquidos, os dados indicam que os Municípios e Estados maiores podem vir a ser mais prejudicados que os menores”, alertou em maio.

Apesar do impacto fiscal, Lira afirmou, também na ocasião, que há consenso sobre a importância da medida: “Ninguém nesse país será contra a isenção para quem recebe até R$ 5 mil. Todos nós vamos ter que conduzir essa discussão sobre qual vai ser a melhor forma de compensação para governo, estados e municípios.”

Comissão especial

A comissão especial que analisa o projeto foi instalada no dia 6 de maio. Ela reúne 33 membros titulares e outros 33 suplentes. Lira foi formalizado como relator, e o deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA) foi eleito presidente do colegiado.

A criação da comissão se deu após o texto ser distribuído a mais de quatro comissões temáticas — o que, conforme o regimento interno da Câmara, exige a tramitação em um colegiado especial.

O plano de trabalho previa que o parecer final fosse votado na comissão até o dia 15 de julho, mas a informação agora é de 16 de julho. Depois disso, o texto pode ser pautado para análise em plenário.

“Com dados precisos e muito diálogo, faremos um relatório que embasará a progressividade desse imposto de renda para os que menos recebem neste país. A nossa vontade é entregar esse projeto enxuto ainda neste primeiro semestre”, afirmou Lira em maio.

A decisão do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil gerou forte reação entre membros da bancada federal alagoana.

Com alíquota prevista para entrar em vigor no dia 1º de agosto, a medida dividiu parlamentares entre aqueles que culpam o governo Lula pelo tensionamento nas relações com os EUA e os que apontam Bolsonaro como responsável por fomentar o clima de retaliação.

O senador Renan Calheiros (MDB) se manifestou nas redes sociais defendendo a atuação do Congresso como resposta à ação americana e criticando o que chamou de “terrorismo comercial”.

“Trump anunciou sobretaxa para os produtos brasileiros. O Senado agiu com mecanismo de resposta proporcional em defesa do Brasil. O Brasil já dispõe de uma lei para retaliar protecionismos e terrorismos comerciais. A CAE [Comissão de Assuntos Econômicos] do Senado puxou o tema e deu ao país, em apenas 48 horas, o meio legal para responder proporcionalmente às ameaças externas. Soberania não se negocia”, escreveu o emedebista.

Já o deputado federal Delegado Fábio Costa (PP) adotou uma postura dura contra o governo federal, responsabilizando diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela escalada de tensão com Washington.

“Lula conseguiu o impossível: colocar o Brasil na mira dos EUA. Trump anunciou 50% de tarifa sobre nossos produtos em retaliação à perseguição sofrida por Bolsonaro. Resultado: Agronegócio atingido, indústria ameaçada, empregos em risco, preços ainda mais altos. Ideologia não enche prato. Lula brincou de geopolítica e quem paga a conta é você”, criticou o parlamentar em publicação nas redes sociais.

No mesmo campo político, o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil) levou sua indignação à tribuna da Câmara. Segundo ele, o governo brasileiro perdeu o rumo, e o presidente se deixou influenciar por questões ideológicas e pessoais.

“Nós estamos numa nação com um governo central completamente perdido. Estamos em uma nação que o presidente da república se deixa governar pela primeira-dama. Janja, quase agora, chamou o presidente Trump, o maior parceiro comercial do Brasil, de vira-latas. Olha quanta consequência, Trump vai retribuir o país com alta nas taxas. E aí eu fico me perguntando: Lula, depois de governar o Brasil três vezes, o que você vai deixar no inventário do seu governo é que o Brasil é uma democracia falida, com um Poder Judiciário que tem lado”, disparou.

Por sua vez, parlamentares governistas também se pronunciaram. O deputado federal Rafael Brito (MDB), embora tenha cobrado reação firme do Brasil, defendeu a necessidade de união e criticou o uso político da situação.

“Se a taxação anunciada por Trump se concretizar, o Brasil deve agir com firmeza e reciprocidade. Relações internacionais se constroem com respeito mútuo e história, não com subserviência. O momento exige união em torno do interesse do povo brasileiro. Está na hora de separar quem é patriota de quem é patriotário e só veste verde e amarelo para enganar e pedir voto. Agora é a hora de mostrar que a máxima que defendemos, verdadeiramente, é BRASIL ACIMA DE TUDO!”, afirmou o deputado em publicação nas redes.

O deputado federal Paulão (PT), por sua vez, também usou a tribuna da Câmara para rebater a narrativa da oposição e apontou o ex-presidente Jair Bolsonaro como pivô da crise diplomática.

“Infelizmente, o nível do debate, é como diz o Nordeste, ele dá dor. O presidente Bolsonaro, numa ação articulada, encaminha seu filho deputado federal para os Estados Unidos com uma única missão: conspirar contra o Brasil. E esse processo de conspiração agora ataca todo o povo brasileiro. O presidente americano estipula uma taxa de exportação de todos os produtos em 50%. Isso afeta a economia. O comportamento de Bolsonaro e sua ORCRIM, organização criminosa, é lesa-pátria. E nós temos que ter unidade do povo brasileiro”, declarou Paulão.

A cobrança de 50% sobre os produtos brasileiros imposta por Trump é a mais alta entre as novas medidas comerciais anunciadas pelo republicano e já provocou efeitos políticos internos no Brasil. Em resposta, o presidente Lula afirmou que adotará a Lei da Reciprocidade Econômica para responder à medida de forma proporcional.

Em resposta à taxação em 50% dos produtos brasileiros anunciada por Donald Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que irá aplicar a "Lei de Reciprocidade Econômica". O dispositivo está em vigor desde abril deste ano, e foi aprovado justamente em meio a ameaças de Trump de tarifar as importações brasileiras.

Na época de tramitação do projeto de lei no Congresso ainda pairavam dúvidas sobre qual seria a alíquota das tarifas a serem anunciadas por Trump. O Brasil, porém, acabou sendo posto inicialmente no rol de países taxados com a tarifa mínima de 10% sobre suas exportações, no dia 2 de abril.

Ainda assim, a Lei nº 15.122, conhecida como Lei de Reciprocidade Econômica, foi sancionada em 14 de abril pelo presidente Lula. Naquela data, também já estava em vigor uma tarifa de 25% destinada ao aço e alumínio.

Em síntese, a norma determina que o governo brasileiro poderá adotar "contramedidas" em resposta a "ações, políticas ou práticas unilaterais de país ou bloco econômico que impactem negativamente a competitividade internacional brasileira".

A Lei de Reciprocidade autoriza o Poder Executivo, em coordenação com o setor privado, a:

Além disso, a lei dá a possibilidade ao Poder Executivo de praticar a esses países alíquotas distintas das previstas atualmente na legislação.

O texto também afirma que pode haver consultas públicas para que sejam feitas sugestões das contramedidas. Diz também que a intenção é que essa resposta do governo brasileiro seja proporcional ao impacto econômico causado pela ação de outro país.

Na publicação em resposta a Trump, na noite de quarta-feira, 9, Lula escreveu que "qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida à luz da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica".

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), entrou em cena nesta terça-feira (8) para convencer a oposição a votar pela admissibilidade da PEC da segurança na Comissão de Constituição e Justiça. A matéria será analisada nesta quarta-feira (09). Motta tem dito à oposição que seria importante votar a favor do texto e aceitar analisar a Proposta de Emenda à Constituição para evitar uma nova narrativa do governo, como o discurso de ricos contra pobres. Motta quer evitar que a oposição seja marcada pelo discurso de ser contra melhorias para a segurança pública. Porém, deputados da oposição ouvidos por esta coluna revelam que não têm como votar a favor do texto, que já foi duramente criticado em plenário.

Nesta terça-feira (8), o deputado Mendonça Filho (União-PE) disse que retirou do relatório da proposta de emenda à Constituição (PEC), que traz alterações na política de segurança pública, apresentada pelo governo em abril, a prerrogativa exclusiva da União para legislar sobre o tema. Esse foi o principal ponto de embate durante a análise do texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

O relator afirmou que a única alteração apresentada ao texto foi motivada por uma inconstitucionalidade, na sua avaliação.Segundo ele, a prerrogativa de estados e municípios de legislarem sobre segurança pública deve ser preservada. “Nossa fala é no sentido de preservar a autonomia dos estados e municípios no que diz respeito à política de segurança pública”, afirmou. O relatório será apresentado para a comissão nesta quarta-feira (9).

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