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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) transferiu seu título de eleitor de volta para Brasília. “A boa filha à casa torna”, publicou Michelle nas redes sociais nesta quarta-feira (30). A ex-primeira-dama é cotada para disputar o Senado pelo Distrito Federal. Até esta quarta (30), Michelle tinha o domicílio eleitoral registrado no Rio de Janeiro. Entre 2023 e 2024, o nome de Michelle foi especulado para concorrer ao Senado tanto pelo Distrito Federal quanto pelo Paraná. Quando o mandato do senador Sérgio Moro (União Brasil-PR) estava ameaçado por uma ação na Justiça Eleitoral, que poderia levar à convocação de uma eleição suplementar, o nome da mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) era cotado para o pleito extra.

Nas eleições gerais de 2022, a então primeira-dama votou na Ceilândia, no Distrito Federal. A assessoria de Michelle foi questionada pelo Estadão, mas não esclareceu quando ela transferiu o título para o Rio. Michelle é presidente do PL Mulher, ala feminina do partido de Bolsonaro. O nome de Michelle também é avaliado por institutos de pesquisa para a disputa à Presidência. Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira, 31, aponta que Michelle registra 29,7% de intenção de voto em um cenário sem Bolsonaro ou Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa, sendo superada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que registra 48,5% de menções. Outras opções de voto somam 20,5% no cenário, enquanto votos em branco, nulos ou abstenções, 1,6%.

Questionado sobre os planos de Michelle para 2026, Jair Bolsonaro afirmou que sua esposa avalia uma chapa ao Senado pelo Distrito Federal, e não para o Planalto. Segundo levantamento do Paraná Pesquisas divulgado em 9 de junho, Michelle lidera a disputa pelo Senado na capital federal. A ex-primeira-dama tem 42,8% das intenções de voto, à frente do governador Ibaneis Rocha (MDB), com 36,5%, e de Leila Barros (PDT), senadora do DF, com 29,7%. O instituto realizou 1.522 entrevistas entre os dias 31 de maio e 4 de junho de 2025. A margem de erro é de 2,6 pontos porcentuais e o índice de confiança é de 95%.

A Justiça da Itália manteve nesta sexta-feira (1º) a prisão da deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP), que está no presídio de Rebibbia, nos arredores de Roma.

As autoridades italianas realizaram uma primeira análise do caso, numa espécie de audiência de custódia. O Brasil pede a extradição da parlamentar.

Zambelli está foragida da Justiça brasileira. Ela foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por causa da invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em janeiro de 2023.

A deputada saiu do Brasil no final de maio, dias depois de ter sido condenada por unanimidade pela Primeira Turma STF. O processo transitou em julgado (não cabem mais recursos). Ela passou pela Argentina e pela Flórida (EUA) antes de se refugiar na Itália.

Zambelli foi presa na terça (29) pelas autoridades italianas, que a localizaram em um apartamento em Roma. Ela estava na lista de procurados da Interpol, a polícia internacional.

Como o blog noticiou mais cedo, a polícia fez um cerco ao prédio para evitar que ela deixasse o local. A defesa de Zambelli disse que ela se entregou espontaneamente, o que é contrariado pelos registros da movimentação policial. Ela, contudo, não ofereceu resistência à prisão.

De acordo com o advogado Fábio Pagnozzi, a deputada estava no apartamento pintando e lavando o cabelo quando a polícia italiana chegou para efetuar a prisão. Em seguida, ela pegou seus remédios e foi levada para a delegacia.

Processo de extradição

Pela lei italiana, o processo de extradição que correrá a partir de agora pode demorar. O processo envolve dois tribunais, a Corte de Apelação e a Corte de Cassação.

Se esses tribunais decidirem pela extradição, a decisão final caberá ao ministro da Justiça da Itália, em uma análise eminentemente política.

A estimativa de autoridades do Brasil é que esse processo possa levar de um ano e meio a dois anos.

No Brasil, além de ter condenado Zambelli, o STF determinou a perda do mandato de deputada. A Câmara pode declarar a perda do mandato a partir da análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), prevista para ser realizada a partir de agosto.

A câmara alta do Parlamento da Rússia aprovou, nesta quinta-feira (25/7), um projeto de lei que criminaliza a simples busca por conteúdo classificado como “extremista” na internet. A proposta, já aprovada pela câmara baixa nesta semana, aguarda somente a sanção do presidente Vladimir Putin para entrar em vigor.

Tal medida estabelece multa de até 6 mil rublos (aproximadamente US$ 64) para quem realizar o que chama de “busca e acesso deliberado a materiais extremistas”.

Leia a matéria completa em Metrópoles.com.

O presidente Lula decidiu fazer um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV em defesa do ministro Alexandre de Moraes e do STF.

A decisão foi tomada por Lula após o governo Donald Trump aplicar uma nova sanção contra Moraes, dessa vez por meio da chamada Lei Magnitsky.

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O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) deu entrevista ao programa Mais Você, da TV Globo, na manhã desta quinta-feira (31/7) para esclarecer as ações do governo brasileiro em relação ao tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante a conversa, ele afirmou que a gestão federal vai trabalhar para excluir as tarifas sobre o café e outras frutas e frisou que “a negociação começa hoje”.

“O que realmente vai nos afetar é 35%, 35,9% do total das exportações. O presidente Lula orientou primeiro: vamos continuar a negociação. A negociação não terminou hoje, ela começa hoje”, ressaltou.

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Seguindo movimentos de Reino Unido, França e Canadá, Portugal falou nesta quinta-feira (31) de reconhecer o Estado da Palestina em setembro em meio a uma crise humanitária sem precedentes na Faixa de Gaza, assolada por 22 meses de guerra.

Segundo comunicado do gabinete do primeiro-ministro português, Luís Montenegro, enviado à imprensa, o governo considera o reconhecimento da Palestina em um procedimento que pode ser concluído durante a 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro. O processo envolve consultar o Parlamento e o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.

"Muitos dos Estados com que Portugal tem concertado posições sobre a matéria evidenciaram disponibilidade para iniciar o procedimento de reconhecimento do Estado palestino", afirma o comunicado. O movimento acontece após mais de 70 anos de conflito na região

Segundo o gabinete, a medida se justifica pela disposição de nações árabes em normalizar as relações com Israel e pela "evolução altamente preocupante do conflito, seja na dimensão humanitária, seja na repetida alusão à possibilidade de anexação de territórios palestinos".

O comunicado cita ainda garantias dadas pela ANP (Autoridade Nacional Palestina), reconhecida internacionalmente como representante da Palestina. Dentre elas estão a condenação dos ataque terroristas do Hamas, a libertação dos reféns da facção, a aceitação de um Estado palestino desmilitarizado, a retomada da administração de Gaza e o reconhecimento do Estado de Israel.

Antes de Portugal, Canadá, França e Reino Unido, países do G7, também manifestaram a pretensão de reconhecer um Estado palestino em breve.

No caso de Paris, a decisão foi anunciada pelo presidente Emmanuel Macron na última quinta (24). Já o premiê britânico, Keir Starmer, fez pronunciamento parecido na terça (29), afirmando que reconhecerá a Palestina caso o governo israelense não tome medidas para acabar com a "situação terrível" em Gaza. Canadá, por fim, sinalizou na mesma direção na quarta (30).

Caso o reconhecimento realmente ocorra, os países vão passar a compor o grupo de mais de 140 países que legitimam o Estado, de acordo com contagem da ANP —Eslovênia é o mais recente país a entrar na lista, em maio do ano passado, logo após Espanha, Irlanda e Noruega.

Ter apoio de três quartos dos 193 países-membros da ONU, incluindo o Brasil, não garante a adesão a órgãos internacionais. No entanto, os últimos países a acenarem pela criação de um Estado palestino, porém, podem mudar essa situação, já que inclui França e Reino Unido, membros do Conselho de Segurança.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) busca uma nova sanção ao ministro Alexandre de Moraes (STF) após o governo de Donald Trump punir o magistrado com a Lei Magnitsky.

O parlamentar atua para que, além de punição aplicada pelos Estados Unidos, Moraes seja sancionado na União Europeia com restrição de entrada nos países e congelamento de bens que venha a ter no Velho Continente.

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Alvo da aplicação da Lei Magnitsky, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não tem bens, nem conta, nem investimentos nos Estados Unidos. Além disso, o ministro não fez questão de renovar seu visto para entrada no país, pois não é um frequentador assíduo.

A sanção a Moraes, por meio da Magnitsky, consta no sistema do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, que administra e aplica programas de sanções, e também no site do Departamento de Tesouro. A lei é usada para punir estrangeiros acusados de violar direitos humanos.

 

O governo Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (30) sanções financeiras ao ministro Alexandre Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), por meio da chamada Lei Magnitsky.

A legislação trata de graves violações aos direitos humanos. Por meio dessa decisão, o governo Trump determina o congelamento de qualquer bem ou ativo que Moraes tenha nos Estados Unidos, e também pode proibir entidades financeiras americanas de fazerem operações em dólares com uma pessoa sancionada.

Isso inclui as bandeiras de cartões de crédito Mastercard e Visa, por exemplo.
A punição ocorre depois de o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e aliados terem feito um périplo por Washington buscando sanções ao ministro do STF.

O parlamentar e alvos de Moraes nos EUA, como o ex-comentarista político da Jovem Pan Paulo Figueiredo, encamparam a autoridades americanas o discurso de que o magistrado do STF é responsável por censurar residentes e empresas no país e cometer violações aos direitos humanos.

A Lei Magnitsky faz referência a um advogado russo que morreu numa prisão de Moscou em 2012.

Ela permite que o governo americano adote sanções, inclusive econômicas, contra pessoas que cometam "grandes violações de direitos humanos reconhecidos internacionalmente".

Ao Uol, o professor de direito da Universidade Nacional da Austrália, Anton Moiseienko, um dos maiores estudiosos da Lei Global Magnitsky, diz que a sanção não é uma pena de morte, mas uma "camisa de força financeira".

Apontada desde fevereiro como uma medida iminente contra Moraes pelos aliados de Bolsonaro, a medida foi alvo de questionamentos dentro do governo Trump.

O imbróglio girou em torno do embasamento jurídico que seria usado para justificar a aplicação da lei. Integrantes do Tesouro americano avaliaram, por volta de maio, que o argumento ainda não era suficiente para implementar a punição.

O Secretário do Tesouro será responsável por implementar e fiscalizar o cumprimento da ordem, podendo estabelecer novas regras e regulamentos. Um relatório inicial com nomes adicionais a serem sancionados deve ser entregue ao governo em até 60 dias.

Um dos fundamentos da aplicação são decisões tomadas por Moraes contra empresas americanas, como Rumble e o X, e aliados de Trump e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em território americano.

Um relatório que está nas mãos dos integrantes do governo citam ações contra 14 pessoas, entre elas Jason Miller, que, numa visita em setembro de 2021, acabou detido para questionamentos pela Polícia Federal, no contexto do inquérito das fake news. Cita também Elon Musk, dono do X, e Chris Pavlovski, CEO do Rumble.

O Rumble e a Truth Social, rede social do presidente Donald Trump, recentemente adendaram

com novas informações e pedidos uma ação contra Moraes em um tribunal federal da Flórida.

A aplicação da lei é um passo adiante da medida tomada no último 18 de julho, quando, diante da decisão de Moraes de determinar o uso de tornozeleira eletrônica por Bolsonaro, o governo Trump resolveu proibir a entrada de Moraes e de "seus aliados da corte" nos Estados Unidos.

Segundo a Folha apurou, só 3 dos 11 ministros teriam sido poupados: Luiz Fux, André Mendonça e Kassio Nunes Marques -os dois últimos indicados por Bolsonaro ao tribunal.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também foi englobado na restrição de vistos, segundo pessoas que participaram da discussão.

A prisão da deputada Carla Zambelli (PL-SP) na Itália, nesta terça-feira (29), joga pressão sobre a lista de parlamentares da esquerda e da direita sob risco de perda do mandato em algum período nos próximos meses.

Zambelli, André Janones (Avante-MG), Glauber Braga (PSOL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) estão sob ameaça por motivos variados e com a tramitação dos respectivos casos também em estágios diferentes.

O risco mais iminente é relativo à deputada do PL, bolsonarista de primeira hora que acabou sendo abandonada por boa parte dos pares e se encontrava foragida da Justiça brasileira.
A deputada foi condenada por unanimidade pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) a dez anos de prisão e à perda do mandato, em 14 de maio, por invasão ao sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e falsidade ideológica.

De acordo com a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República), Zambelli planejou e comandou juntamente com o hacker Walter Delgatti uma invasão aos sistemas institucionais do conselho com o objetivo de emitir alvarás de soltura falsos e provocar confusão no Judiciário.

Zambelli se licenciou do mandato no final de maio e, no começo de junho, anunciou ter fugido para a Itália. Nesta terça, ela foi presa no apartamento onde morava, em Roma, em uma ação da Polícia Federal brasileira em parceria com policiais italianos.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), havia dito inicialmente que a Mesa da Câmara homologaria a ordem de cassação imediatamente, mas recuou após pressão do PL e mandou o caso para análise da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

Nesta terça (29), o presidente da Câmara escreveu em suas redes sociais que não cabe à Câmara deliberar sobre a prisão, apenas sobre a perda do mandato da parlamentar.
Zambelli apresentou sua defesa no dia 2 de julho. A peça, assinada pelos advogados Fábio e Pedro Pagnozzi, argumenta que a condenação se deu com base na palavra de um "delator de credibilidade altamente questionável" e que foi revestida de vícios processuais e cerceamento de defesa. Além disso, os advogados apontaram perseguição política.

"Percebe-se uma quantidade de parlamentares sendo alvos de investigações e penalizações", diz a peça. "Criou-se uma percepção de que qualquer mobilização popular, muitas vezes necessária, é confundida com o movimento golpista e violento. Essa associação tem levado a um cenário onde qualquer posicionamento mais assertivo se torna alvo de investigações e condenações, muitas vezes sem distinção clara entre a defesa de ideais e a adesão a atos ilícitos."

Na semana que vem caberá ao relator na CCJ, o oposicionista Diego Garcia (Republicanos-PR), anunciar seu plano de trabalho, se pretende adotar alguma diligência e se vai atender ao pedido da defesa de que sejam ouvidos Zambelli (por videoconferência), Delgatti e mais quatro testemunhas.

Não há prazo para essa fase de instrução. Após isso, ele tem ainda cinco sessões para apresentar seu parecer. Caso a CCJ aprove a perda de mandato, o caso fica liberado para votação no plenário da Casa, com data a ser definida por Motta. Para haver a cassação, é preciso o apoio de ao menos 257 dos 513 deputados, em votação aberta.

Nos bastidores da Câmara, há parlamentares afirmando que em nome de um "equilíbrio político interno", o destino de Zambelli (a cassação ou a manutenção do mandato) será o mesmo do reservado a Glauber, que habita o campo político oposto ao da parlamentar.
Glauber teve a recomendação da cassação do mandato aprovada pelo Conselho de Ética da Casa em abril por agressão a um militante do MBL (Movimento Brasil Livre). No mesmo dia, ele iniciou uma greve de fome só encerrada após compromisso de Motta de não pautar a votação do caso em plenário no primeiro semestre.

Glauber disse que, no caso da agressão, se exaltou após o militante do MBL ofender a sua mãe, que estava em estágio avançado de Alzheimer e viria a morrer dias depois. Afirmou ainda ser vítima de perseguição política patrocinada nos bastidores pelo ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), que nega.

Recurso do parlamentar do PSOL contra a decisão do conselho foi rejeitado pela CCJ e o seu caso está pronto para votação em plenário, bastando para isso apenas Motta marcar uma data.

Assim como Glauber, André Janones é um dos principais desafetos do bolsonarismo e de parlamentares do centrão. No último dia 15, ele teve o mandato suspenso por três meses devido a uma confusão que se envolveu com oposicionistas durante um discurso de Nikolas Ferreira (PL-MG).

O PL de Bolsonaro promete entrar com novo pedido de cassação de seu mandato devido ao caso das "rachadinhas".

Embora Janones tenha sido absolvido pelo Conselho de Ética da acusação de ter praticado o ato em seu gabinete, a oposição diz que ele confessou o crime ao fazer acordo com a PGR (Procuradoria-Geral da República) para pagar R$ 131,5 mil à Câmara dos Deputados como reparação de danos pelo caso das "rachadinhas" e, assim, não ser processado criminalmente. O parlamentar sempre negou ter praticado irregularidades.

O PL diz dar como certa a cassação de Janones apostando na antipatia angariada pelo parlamentar com deputados de centrão, frequentes alvos de seus ataques. Recentemente, por exemplo, ele encampou nas redes sociais uma campanha contra colegas e andou pela Câmara vestindo uma camisa com os dizeres "Congresso inimigo do povo".

Assim como Janones, o bolsonarista Gilvan da Federal (PL-ES) está suspenso do mandato por três meses devido a ofensas contra a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais). Não há, porém, movimentação para que ele seja cassado após retornar da punição.
Já Eduardo Bolsonaro está na mira do PT. A legenda apresentou pedidos de cassação por quebra de decoro parlamentar.

O filho de Jair Bolsonaro está nos EUA desde o primeiro trimestre do ano e comemorou nas redes sociais o fato de Donald Trump ter anunciado uma sobretaxa de 50% ao Brasil, citando como motivação, inclusive, uma "caça às bruxas" ao seu pai. O STF (Supremo Tribunal Federal) tem inquérito aberto sobre sua atuação nos EUA e supostas coações ao processo que investiga o pai.

Eduardo também pode ser cassado por faltas, caso deixe de comparecer a um terço das sessões de votação do ano. De acordo com as regras da Câmara, porém, a análise da assiduidade de 2025 só poderá ser feita a partir de 2026.

Começa nesta quarta-feira (30) o prazo para que os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros seis réus enviem ao Supremo Tribunal Federal (STF) suas conclusões sobre o caso da trama golpista.

Esse é o período das chamadas alegações finais. Ao todo, as equipes de defesa dos réus têm 15 dias para isso — o prazo deve terminar, portanto, em meados de agosto.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa do tenente-coronel Mauro Cid, réu colaborador no inquérito, entregaram suas alegações nas últimas semanas (relembre as alegações aqui). Com isso, começa a etapa de manifestação dos demais acusados.

Além de Bolsonaro, também terão de se manifestar as defesas de Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.

A fase de alegações finais na ação penal contra o "núcleo crucial" da trama golpista começou no fim de junho, a partir de decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo.

A PGR foi a primeira a enviar seu documento: pediu a condenação dos oito réus — entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na sequência, foi aberto o prazo para que a defesa de Mauro Cid apresentasse seus argumentos. No documento, os advogados pedem a absolvição de Cid e afirmam que ele agiu “no cumprimento de ordens superiores”, sem dolo (intenção) de atentar contra o Estado democrático de direito.

🔎Por ter fechado acordo de colaboração no âmbito do processo, ele entrega suas alegações antes dos demais réus.

Agora, vai correr o prazo conjunto para que advogados dos outros acusados encaminhem suas alegações à Corte.

Como há um réu preso, o general Braga Netto, os prazos correm mesmo durante o recesso do Judiciário, que termina no dia 31 de julho.

Alegações finais

As alegações finais são a última oportunidade antes do julgamento para que acusação e a defesa apresentem argumentos, analisem provas e fatos apresentados durante a instrução processual.

As partes entregam ao Supremo suas informações por escrito, em memoriais.

Nos documentos, eles resumem o andamento do processo e reforçam seus argumentos pela absolvição ou condenação, tendo como base as provas que foram produzidas ao longo da tramitação da ação.

São as últimas considerações antes do julgamento. Os documentos são analisados pelos ministros da Primeira Turma.

No entanto, não são pronunciamentos que precisam ser obrigatoriamente seguidos: os ministros avaliam o caso de forma independente, apreciando as provas produzidas no processo como um todo.

A fase de alegações finais na ação penal contra o "núcleo crucial" da trama golpista começou no fim de junho, a partir de decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo.

A PGR foi a primeira a enviar seu documento: pediu a condenação dos oito réus — entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na sequência, foi aberto o prazo para que a defesa de Mauro Cid apresentasse seus argumentos. No documento, os advogados pedem a absolvição de Cid e afirmam que ele agiu “no cumprimento de ordens superiores”, sem dolo (intenção) de atentar contra o Estado democrático de direito.

🔎Por ter fechado acordo de colaboração no âmbito do processo, ele entrega suas alegações antes dos demais réus.

Agora, vai correr o prazo conjunto para que advogados dos outros acusados encaminhem suas alegações à Corte.

Como há um réu preso, o general Braga Netto, os prazos correm mesmo durante o recesso do Judiciário, que termina no dia 31 de julho.

Alegações finais

As alegações finais são a última oportunidade antes do julgamento para que acusação e a defesa apresentem argumentos, analisem provas e fatos apresentados durante a instrução processual.

As partes entregam ao Supremo suas informações por escrito, em memoriais.

Nos documentos, eles resumem o andamento do processo e reforçam seus argumentos pela absolvição ou condenação, tendo como base as provas que foram produzidas ao longo da tramitação da ação.

São as últimas considerações antes do julgamento. Os documentos são analisados pelos ministros da Primeira Turma.

No entanto, não são pronunciamentos que precisam ser obrigatoriamente seguidos: os ministros avaliam o caso de forma independente, apreciando as provas produzidas no processo como um todo.

 Bolsonaro e 6 réus terão 15 dias para apresentar suas conclusões
O ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, fala com a imprensa enquanto deixa a sede do Partido Liberal (PL), em Brasília, para ir para casa devido às medidas restritivas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira 18 de julho de 2025. — Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

Próximos passos

Encerrados os prazos de alegações, a ação estará apta a ser levada a julgamento na Primeira Turma da Corte, em data ainda a ser marcada no segundo semestre.

Esta deliberação vai definir se o grupo será condenado ou absolvido.

O colegiado julga por maioria, analisando a situação de cada acusado.

Pode seguir por dois caminhos:

➡️absolvição, se os ministros entenderem que não houve crime ou o grupo não é o autor, por exemplo; neste caso, o processo é arquivado e não há punição.

➡️condenação, se os magistrados concluírem que o grupo cometeu os crimes apontados pela PGR; neste caso, eles apresentam propostas de cálculo da pena, a partir de cada situação individual.

Nas duas circunstâncias, acusação e defesas podem recorrer da decisão ao próprio STF.


Governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB) revelou que o presidente Lula vai reunir governadores do Nordeste para debater os impactos do tarifaço imposto por Donald Trump na região. O encontro, segundo Brandão, está marcado para terça-feira (5/8) e quarta-feira (6/8).

Em entrevista concedida à coluna, Brandão afirmou que conversou, na segunda-feira (28/7), com o vice-presidente Geraldo Alckmin, designado por Lula para negociar alternativas em relação à taxação com os EUA.

“Nós temos conversado, dentro do nosso estado, no âmbito estadual, com a Federação das Indústrias e a Federação do Comércio, para trazermos subsídios para essa discussão. Mas não dá para atropelar o vice-presidente Geraldo Alckmin e o presidente Lula nesse processo sem ver o que eles estão pensando”, disse o governador.

“Por isso vamos fazer essas reuniões na semana que vem, liderados pelo presidente Lula, para termos uma orientação. O que vamos levar para essa reunião são os problemas do nosso estado e o que vai afetar o Maranhão, né? Como te falei, na área da exportação, a questão mais crítica é a do papel e da celulose, que exportamos”, afirmou Brandão.

De acordo com o governador, o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos aos produtos exportados pelo Brasil deve causar um impacto de cerca de 16% na venda dos produtos da maior empresa de celulose do país, a Suzano.

“A Suzano tem várias fábricas no Brasil. As fábricas mais atingidas serão as da Bahia e a do Maranhão, onde há maior volume de vendas para os Estados Unidos. Isso vai gerar impacto de cerca de 16% na venda dos produtos da Suzano”, observou o governador.

Em meio à iminente entrada em vigor da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar a medida e defendeu a busca por uma solução negociada entre os dois países. A cobrança começa a valer na próxima quinta-feira (1º), conforme confirmou o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick. Durante a inauguração da Usina Termelétrica GNA II, no Porto do Açu (RJ), nesta segunda-feira (28), Lula classificou a decisão do governo americano como “abrupta” e apelou para o diálogo.

“Espero que o presidente dos Estados Unidos reflita sobre a importância do Brasil e resolva fazer aquilo que, num mundo civilizado, a gente faz: tem divergência? Senta à mesa e tenta resolver, e não tomar decisões unilaterais que penalizam o Brasil”, afirmou. O presidente brasileiro também responsabilizou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pela atual crise comercial. Sem citar nomes diretamente, Lula disse que “isso é coisa do ‘filho do coisa’ e ‘do coisa’”, referindo-se aos dois políticos.

Segundo o governo brasileiro, a sobretaxa anunciada por Donald Trump no início de julho desrespeita boas práticas comerciais e compromete a relação bilateral. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin (PSB), lidera as tentativas de negociação, mas até agora não houve avanços significativos. “Conversamos com o secretário de Comércio americano por 50 minutos, colocamos todos os pontos. Lula orientou que não haja contaminação política ou ideológica”, afirmou Alckmin.

Apesar do prazo apertado, autoridades brasileiras ainda tentam evitar a entrada em vigor da medida. Uma comitiva de oito senadores está em Washington para reuniões com parlamentares e empresários americanos. Já o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, está em Nova York e pode ir à capital americana caso haja sinalização do governo Trump para o diálogo. Embora tenha confirmado que a cobrança começa no dia 1º de agosto, o secretário Howard Lutnick afirmou à Fox News que ainda é possível negociar com a Casa Branca. “O presidente Trump está sempre disposto a ouvir. Se conseguirão agradá-lo, é outra história”, declarou.

Lula reforçou que o Brasil está aberto a conversas e não deseja confronto. “Não temos contencioso com ninguém. A gente não quer briga, a gente quer fazer comércio”, disse. O presidente também destacou que, desde o início de seu terceiro mandato, o país abriu 398 mercados para produtos brasileiros e pretende alcançar 400 nos próximos meses.

Soberania mineral e críticas à direita

Durante o mesmo discurso, Lula afirmou que determinou um levantamento sobre o potencial mineral brasileiro. Segundo ele, apenas 30% do subsolo nacional foi mapeado, e os chamados “minerais críticos” despertaram interesse estrangeiro, especialmente dos EUA. “Se eu nem conheço esse mineral e ele já é considerado crítico, eu vou pegar para mim. Por que deixar para outro?”, questionou o presidente.

Ele defendeu que a exploração desses recursos ocorra sob controle estatal, com autorização do governo e sem possibilidade de venda das áreas antes de negociação com a União. Lula também ironizou o discurso de setores da direita brasileira que, segundo ele, adotam posturas subservientes aos Estados Unidos. “Faziam campanha com ‘Brasil acima de tudo’, mas agora é ‘Brasil acima de tudo, mas antes os EUA’. É falta de vergonha, de caráter e de patriotismo”, declarou.

A postura do presidente tem sido interpretada como uma tentativa de manter firmeza na defesa dos interesses nacionais sem romper os canais diplomáticos. Aliados próximos afirmam que ele pretende manter um tom “irredutível” na defesa da soberania, mas segue aberto a negociações para evitar prejuízos econômicos ao país. Já os opositores avaliam que o petista não fez esforços para impedir o tarifaço e ainda o agravou com suas falas consideradas “desrespeitosas” a Trump.

Brasil se encontra em uma corrida contra o tempo para evitar a imposição de uma tarifa de 50% sobre seus produtos exportados para os Estados Unidos, com a medida prevista para entrar em vigor a partir de sexta-feira (1º). Após um acordo entre o governo de Donald Trump e a União Europeia, que estabeleceu uma tarifa de 15% para o bloco, o Brasil fica em uma posição delicada e cada vez mais isolado nas negociações. A situação é agravada pela falta de sinais por parte de Trump de que irá abrir uma negociação com o Brasil. Nem mesmo a pressão do setor produtivo americano tem sido suficiente para sensibilizar o governo republicano a estabelecer um canal de diálogo. O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, confirmou que não haverá adiamento da medida.

Caso a tarifa de 50% seja confirmada, os impactos na economia brasileira são inevitáveis. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima uma queda de R$ 52 bilhões nas exportações e a perda de 110 mil empregos. De acordo com o ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil, Welber Barral, a tarifa pode ser “impeditiva” para a continuidade das exportações. Barral prevê, em alguns casos, que as exportações serão mantidas em um patamar muito mais baixo, com o custo sendo repassado ao consumidor americano, o que pode levar a uma diminuição do consumo. Em outros cenários, empresas brasileiras tentarão exportar para outros mercados, mas provavelmente com uma queda na rentabilidade.

*Com informações de Daniel Lian

 

A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação nesta terça-feira (29) com objetivo investigar o desvio de recursos de emendas parlamentares destinadas para a realização de eventos de jogos digitais no Distrito Federal (DF) e no Espírito Santo.

Os investigadores apuram irregularidades na execução de cerca de R$ 15 milhões em recursos públicos repassados a uma associação do DF. Os valores deveriam ser usados para a realização de jogos estudantis de games digitais entre 2023 e 2024.

De acordo com a PF, o dinheiro teria sido repassado à associação investigada por meio de termos de fomento com o Ministério do Esporte, e financiados com emendas parlamentares. Nenhum deputado é alvo das investigações.

🔎Termos de fomento são acordos firmados entre entre o governo (como o Ministério do Esporte) e organizações da sociedade civil (como associações ou ONGs) para apoiar projetos de interesse público — por exemplo, atividades esportivas, culturais ou educacionais.

Ao todo, agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em municípios do Acre, Paraná e Goiás. Os mandados foram autorizados pelo ministro Flávio Dino, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Além dos mandados de buscas, agentes também apreenderam veículos e imóveis, e realizaram o bloqueio de contas bancárias de empresas investigadas. Ao todo, cerca de R$ 25 milhões em recursos e bens foram apreendidos.

As investigações ocorrem em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU).

Entre as medidas determinadas pelo STF, está a suspensão de novos repasses de recursos federais à associação investigada, bem como a proibição de que a entidade transfira valores às empresas subcontratadas no âmbito dos termos de fomento analisados.

O senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, declarou que as relações entre o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a Casa Branca estão comprometidas. Segundo ele, a postura do presidente petista, que estaria fomentando a discórdia e atacando o presidente Donald Trump, é a principal razão para essa situação. Em uma entrevista à rádio Itatiaia, Flávio comparou as declarações de Lula a um bêbado em uma discussão de bar. “O Lula parece não querer negociar porque está alimentando uma discórdia, atacando o presidente Trump a todo momento. Sempre que pega o microfone, não parece o presidente da República de uma nação com a importância e o tamanho do Brasil, parece um bêbado discutindo num bar como se estivesse com um amiguinho.”

Flávio também se defendeu em relação às críticas direcionadas ao seu irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), afirmando que ele apenas “levou informações” com o presidente dos Estados Unidos. O senador considerou injustas as acusações de que Eduardo teria influência sobre Trump, chamando-o de “bode expiatório” nas críticas que surgiram.

Além disso, o senador abordou a possibilidade de sanções americanas que poderiam afetar os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). “Seria desastroso ainda mais aqui para o Brasil. Mas o presidente Trump tem todas as cartas sobre a mesa. Eu acredito que não vai chegar a esse ponto, ou a questão de desligar GPS, muito menos algo militar. A gente não está falando disso hoje, as reações são muito mais comerciais”, disse.

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