AO VIVO

Rádio Vitório FM - Transmissão ao vivo

Sua rádio de todos os momentos

“O programa Mais Médicos pelo Brasil é uma iniciativa primordial do governo federal para garantir o necessário atendimento de saúde a milhões de brasileiras e brasileiros em todas as regiões do País”, afirmou Mozart Sales. “Essa sanção injusta não tira minha certeza de que o Mais Médicos é um programa que defende a vida e representa a essência do SUS, o maior sistema público de saúde do mundo.”

O médico Mozart Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, reagiu nesta quarta-feira (13) à revogação de seu visto americano pelo governo dos Estados Unidos, comandado pelo presidente Donald Trump. Em publicação no Instagram, Sales afirmou que a sanção é “injusta” e defendeu o programa Mais Médicos, citado pelo governo americano para justificar a sanção contra ele e Alberto Kleiman, ex-funcionário do governo federal que, assim como o secretário, envolveu-se na criação do programa durante o governo de Dilma Rousseff (PT).

“O programa Mais Médicos pelo Brasil é uma iniciativa primordial do governo federal para garantir o necessário atendimento de saúde a milhões de brasileiras e brasileiros em todas as regiões do País”, afirmou Mozart Sales. “Essa sanção injusta não tira minha certeza de que o Mais Médicos é um programa que defende a vida e representa a essência do SUS, o maior sistema público de saúde do mundo.”

Mozart é a primeira autoridade do governo Lula a ser punida com a perda de visto pelo governo Trump. Integrantes do governo temem que a medida possa ocorrer com outros, inclusive de alto escalão, por causa do embate político relacionado aos processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Antes de Sales, o governo americano já havia revogado vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República, bem como de familiares.  O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu Mozart Sales e publicou em sua rede social que o programa Mais Médicos resistirá a “ataques injustificáveis”.

O Gazeta Summit Mulher foi aberto na manhã desta quinta-feira (14), no auditório do Centro de Inovação, no bairro do Jaraguá, em Maceió, com discurso de boas-vindas do diretor-executivo da Organização Arnon de Mello, Luís Amorim. Ele ressaltou o papel da instituição na promoção de debates que ajudam a moldar políticas públicas, ampliar direitos e fortalecer a rede de proteção às mulheres.

“Escolhemos falar sobre violência contra a mulher porque, infelizmente, os números continuam alarmantes. No Brasil, a cada dois minutos, uma mulher é vítima de violência doméstica. Apenas em 2024, mais de 1.200 mulheres foram assassinadas em crimes de feminicídio. Casos recentes, como o do homem que espancou a namorada com mais de 60 socos no rosto, no Rio Grande do Norte, ou o de uma jovem brutalmente agredida no Distrito Federal, mostram que a violência não é algo distante — ela está ao nosso redor e precisa ser combatida com urgência”, afirmou Amorim.

O executivo reforçou que a discussão sobre o tema não pode se limitar ao espaço do evento. “O que for debatido aqui precisa ecoar em todas as áreas da sociedade: nas casas, nas escolas, no poder público. Temos que denunciar e reagir diante de casos tão gravosos. Nosso compromisso é usar nossos veículos e eventos para informar, conscientizar e mobilizar, para que possamos contribuir de forma efetiva para um presente com mais proteção e um futuro livre de práticas tão abomináveis”, reforçou.

Visivelmente emocionado, Amorim recebeu aplausos ao afirmar que ficava feliz por ser homem, mas defende a pauta feminina, lembrando da mãe, de quem cuida em casa devido a problemas de saúde, e das mulheres de sua convivência — esposa, filhas e netas.

“Este é um tema sensível, mas que precisa ser encarado. Trouxemos especialistas, mulheres empoderadas e reconhecidas em diversas áreas, para que surjam novas frentes de combate ao abuso e à violência contra as mulheres”, completou.

 OAM impulsiona discussões que moldam políticas e ampliam direitos, diz Amorim
Gazeta Summit Mulher foi aberto na manhã desta quinta-feira (14), no auditório do Centro de Inovação, no bairro do Jaraguá. Alisson Frazão

O Gazeta Summit Mulher faz parte de uma série de fóruns promovidos pela OAM desde 2023, que já abordaram temas como mobilidade urbana, primeira infância e segurança hídrica.

Segundo Amorim, cada edição busca reunir especialistas, representantes do poder público e sociedade civil para construir soluções concretas.

“Este evento acontece em um momento especial para nós: os 100 anos da Gazeta de Alagoas, marco que reafirma nosso compromisso com o Jornalismo de qualidade e com o papel social dos nossos veículos”, lembra.

Amorim destacou ainda que Alagoas se tornou referência no enfrentamento à violência contra a mulher, com um secretariado amplamente feminino e políticas públicas reconhecidas nacionalmente.

“A Gazeta e a OAM estarão sempre na vanguarda dos debates sociais, provocando reflexões e ajudando a construir caminhos. Este é mais um passo de uma caminhada que não se encerra hoje”, concluiu.

O evento conta com o apoio do Governo de Alagoas, Assembleia Legislativa, Veloo Telecom e da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, que cedeu o espaço para o encontro.

 OAM impulsiona discussões que moldam políticas e ampliam direitos, diz Amorim

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou as acusações da PGR (Procuradoria-Geral da República) e pediu para que ele seja absolvido na ação do plano de golpe em alegações finais encaminhadas ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quarta-feira (13).

Nas alegações, a defesa do ex-presidente pediu a anulação da delação do tenente-coronel Mauro Cid, reconhecimento do cerceamento de defesa, absolvição e, caso seja condenado, tenha afastado os agravantes nos crimes.

O documento tem 197 páginas e é assinado pelo advogado Celso Vilardi e outros cinco defensores.

Segundo os advogados, não existem provas que relacionem o ex-presidente ao plano "Punhal Verde e Amarelo" ou aos atos dos kids pretos, da tropa de elite do Exército, nem aos atos de 8 de janeiro de 2023.

"Os invasores de 08 de janeiro, por essa narrativa, precisam de um chefe. De um líder. Nem a parcial Polícia Federal enxergou essa liderança. Nenhum dos réus afirmou a existência da liderança do ora peticionário [Bolsonaro], mas a acusação está posta", frisam.

Segundo os advogados, apesar da existência da chamada minuta do golpe, "é certo que não houve assinatura de decreto algum, não resultando, dali, qualquer ação, quanto mais efetivamente armada".

"Demonstrou-se que os atos imputados na denúncia jamais poderiam ser qualificados como criminosos, seja porque expressamente excluídos do âmbito de incidência penal pelo legislador, seja porque, ainda que adotada a lógica da denúncia, os atos se revelariam, quando muito, como atos preparatórios", sustentam os advogados.

Bolsonaro está desde o dia 4 de agosto em prisão domiciliar. Ele é acusado pela PGR de ser o líder do plano de tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

O ex-presidente integra o chamado núcleo 1, considerado o grupo principal pela PGR na trama golpista.

A etapa processual de apresentação das alegações finais é a última antes do relator, ministro Alexandre de Moraes, concluir seu parecer e voto para disponibilizar o caso para julgamento na Primeira Turma do STF.

A denúncia da PGR acusa o ex-presidente pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado.

Na manhã desta quarta-feira (13), o juiz eleitoral Edmilson Machado de Almeida Neto, substituto da 14ª Zona Eleitoral, diplomou os quatro novos vereadores do município de Japaratinga, eleitos após retotalização dos votos das eleições de 2024.

O procedimento de retotalização aconteceu nessa terça (12), após decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL) que anulou os diplomas de vereadores eleitos pelo MDB, por comprovação de fraude á cota de gênero.

O promotor eleitoral Paulo Barbosa de Almeida Filho também participou da diplomação, representando o Ministério Público Eleitoral.

A decisão da Justiça Eleitoral cassou os diplomas de Severino Luiz dos Santos Neto, Rayabe Tavares, Meykson Thiago Trindade Santos e Joselia Belo Buarque, além de declarar inelegível a candidata Carla Lins. Foram diplomados nesta quarta Roosevelt Kenned Franco Rodrigues (Republicanos), Everaldo Solano de Vasconcelos Neto (Republicanos), Fábio Benedito da Silva (PSB) e Heberthyson José Peres dos Santos (PSB).

As defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais seis aliados têm até o fim desta quarta-feira (13) para entregar ao Supremo Tribunal Federal (STF) as alegações finais na ação penal da trama golpista.

Os advogados tiveram 15 dias para preparar suas versões finais para os fatos investigados. O prazo foi contado a partir da entrega das alegações finais pelo tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator da trama golpista. É um direito dos réus não delatores se manifestarem sempre por último.

As alegações representam a última manifestação dos réus antes do julgamento final do caso. Salvo casos excepcionais, após a apresentação da peça o relator costuma declarar encerrada a instrução processual, abrindo caminho para o julgamento final.

Não há prazo estabelecido para o julgamento. No Supremo, a expectativa é que essa primeira ação penal sobre a tentativa de golpe seja julgada até o fim de setembro. São alvos deste processo além de Bolsonaro militares e civis do alto escalão de seu governo, o chamado núcleo 1 ou principal, composto pelos cabeças do complô.

Até o julgamento final, entretanto, as defesas podem apresentar requerimentos, contestações ou pedir a reabertura da instrução processual, caso sujam novos fatos, por exemplo.

O julgamento do caso será colegiado, feito pela Primeira Turma do Supremo, que é formada por cinco ministros - além do próprio Moraes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

A data do julgamento deve ser marcada por Zanin, presidente da Segunda Turma, mas para isso ele precisa aguardar que o relator, Moraes, declare o processo encerrado e o libere para ser pautado.

Crimes

Os réus respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Em caso de condenação, as penas podem passar de 30 anos de prisão.

Em caso de condenação, a eventual prisão não deve ocorrer de forma automática, havendo ainda oportunidade para apelações das defesas.

Mesmo que presos os réus não devem ficar em cadeias comuns. Oficiais do Exército têm direito à prisão especial, de acordo com o Código de Processo Penal (CPP).

O núcleo 1 tem cinco militares do Exército, um da Marinha e dois delegados da Polícia Federal, que também podem ser beneficiados pela prerrogativa.

Os réus na ação penal do núcleo 1 da trama golpista são:

Considerada foragida da Justiça brasileira, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) compareceu hoje a um tribunal da Itália para uma audiência dentro do processo em que a Justiça italiana analisa sua extradição ao Brasil.

No início da sessão, no entanto, Zambelli alegou estar passando mal. Uma médica foi então chamada para examiná-la, e o parecer ainda não havia sido divulgado até a última atualização desta reportagem.

A defesa da deputada alega questões de saúde para pedir a liberdade de Zambelli.

Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Dias após a condenação, ela deixou o país e informou que estava na Itália.

O ministro do STF Alexandre de Moraes expediu um mandado de prisão para a deputada, e ela foi então presa na Itália no fim de julho. Agora, a Justiça italiana analisa um pedido de extradição de Zambelli par ao Brasil.

Zambelli, mesmo foragida, segue ativa nas redes sociais por meio de um perfil alternativo no Instagram.

O primeiro post do perfil foi publicado em 13 de junho, cerca de 10 dias após a retirada do ar de suas redes oficiais, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, em 4 de junho.

A conta foi criada em maio de 2025 e tem cerca de 4.600 seguidores e é utilizada para comentar temas da política nacional e reforçar críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Apesar da suspensão das contas principais, o novo perfil continua acessível e é atualizado com frequência.

Críticas a Moraes e ao governo

Há seis dias, Zambelli publicou um vídeo com críticas direcionadas a Moraes e ao governo federal, por causa do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos.

“Olá, pessoal, aqui é Carla Zambelli. Muita coisa tem acontecido no Brasil, não é?”, diz no vídeo. Ela chama as tarifas de “Taxa Moraes” e afirma que “faz muitos anos que o Moraes está brincando de ditador”.

No mesmo post, parabeniza o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), “pela coragem de enfrentar certas coisas que nenhum outro presidente teve coragem de enfrentar”, agradece o apoio do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante.

A deputada se diz confiante no processo em curso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que decidirá sobre a perda de seu mandato. Além do Instagram, Zambelli também ela publica textos na plataforma Substack, onde compartilha reflexões sobre sua situação política.


				Processo de extradição: Zambelli chega a tribunal na Itália e diz que passou mal
Foto de arquivo: a deputada federal Carla Zambelli (PL- SP) participa uma coletiva de imprensa na sede do PL em São Paulo. — Foto: NINO CIRENZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Nas postagens define sua situação como "exílio", embora seja formalmente considerada foragida por descumprir medidas cautelares e se recusar a entregar o passaporte, conforme determinação do Supremo.

A conta alternativa também divulga vídeos em parceria com sua mãe, Rita Zambelli, que reforça o discurso da filha e compartilha mensagens de apoio. Em 17 de junho, Carla convidou os seguidores a acompanharem seus novos canais de comunicação e afirmou que continuará usando plataformas alternativas para se manter próxima da base.

Zambelli é alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pelo ministro Alexandre de Moraes e está incluída na lista de procurados da Interpol. Ela foi condenada a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com apoio do hacker Walter Delgatti Neto.


				Processo de extradição: Zambelli chega a tribunal na Itália e diz que passou mal

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai eleger, nesta quarta-feira (13), os novos presidente e vice-presidente da Corte.

Edson Fachin e Alexandre de Moraes devem assumir as funções e ficarão os próximos dois anos no comando do tribunal. A posse deverá ocorrer no fim de setembro.

A sucessão nos principais cargos do STF segue a ordem da antiguidade. Ou seja, pela tradição, a Presidência é ocupada pelo ministro mais antigo que ainda não ocupou o posto. O segundo mais antigo, nesse mesmo critério, passa a ser o vice.

Por isso, o atual vice-presidente Edson Fachin deve assumir a Presidência no lugar de Luís Roberto Barroso, enquanto Moraes assumirá a vice-presidência, deixada pelo próprio Fachin.

➡️Luiz Edson Fachin está no STF desde junho de 2015. O ministro é doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Tem pós-doutorado no Canadá e é autor de diversos livros e artigos publicados.

Como é a eleição?

A eleição ocorre por voto secreto, por meio de um sistema eletrônico. Pelas regras internas do tribunal, deve ocorrer no mês anterior ao do fim do mandato do atual presidente.

Para realizar a eleição, é necessária a presença de, no mínimo, 8 ministros. É eleito quem obtém a maioria dos votos dos integrantes do tribunal.

A posse ocorre em data e horário marcados no dia da eleição. Como o mandato de Barroso termina no dia 28 de setembro, os novos presidente e vice-presidente devem ser empossados na sequência.


				STF elege hoje Fachin como presidente e Moraes como vice
Ministro Edson Fachin em Sessão plenária do STF. — Foto: Ton Molina/STF

Perfil do próximo presidente do STF

Nascido em Rondinha (RS), Edson Fachin graduou-se em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 1980.

Concluiu mestrado em 1986 na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde também fez doutorado, em 1991. Fez pós-doutorado no Canadá, foi pesquisador convidado do Instituto Max Planck, na Alemanha, e professor visitante do King's College, na Inglaterra. Também foi professor titular de Direito Civil na UFPR.

Antes de fazer parte do Supremo, Fachin foi integrante da comissão do Ministério da Justiça sobre a Reforma do Poder Judiciário. Colaborou, também, na elaboração do novo Código Civil brasileiro no Senado. Atuou, ainda, como procurador do Estado do Paraná de 1990 a 2006 e na advocacia.

Tomou posse como ministro do Supremo em junho de 2015, indicado pela então presidente Dilma Rousseff.

Na Suprema Corte, é o relator de processos relativos à Lava Jato e de temas com repercussão social, como a chamada "ADPF das Favelas", que restringiu operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro no período da pandemia; e o recurso que discute se é possível a aplicação da tese do marco temporal na demarcação de áreas indígenas.

No Tribunal Superior Eleitoral, passou a integrante titular em agosto de 2018. Em maio de 2022, assumiu a presidência da Corte Eleitoral, sucedendo o ministro Luís Roberto Barroso.

Atuou no tribunal até agosto de 2022, quando deixou o cargo para o ministro Alexandre de Moraes.


				STF elege hoje Fachin como presidente e Moraes como vice
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, é alvo de sanções financeiras do governo Trump. — Foto: Ton Molina/STF

Moraes será vice-presidente

O ministro Moraes tomou posse no Supremo Tribunal Federal em março de 2017, indicado pelo presidente Michel Temer. Está no TSE também desde 2017, quando assumiu uma vaga de ministro substituto.

Alexandre de Moraes se formou em Direito pela Universidade de São Paulo em 1990. Na mesma instituição, obteve o doutorado em Direito do Estado, em 2000. É Professor Titular da Faculdade de Direito da USP.

Foi promotor de Justiça em São Paulo por 11 anos, onde ingressou em 1991. Em 2002 foi nomeado secretário de Justiça do estado, cargo que exerceu até 2005.

Depois, foi secretário de Segurança Pública e ministro da Justiça do governo Temer. No exercício deste cargo, foi um dos coordenadores da área de inteligência e segurança dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro em 2016.

Também elaborou o Plano Nacional de Segurança Pública em conjunto com os secretários de Segurança Pública, secretários de Justiça e Assuntos Penitenciários e procuradores-gerais de Justiça dos estados, lançado em 2017.

Moraes também integrou a primeira composição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), entre 2005 e 2007.

Papel do presidente

O presidente do Supremo tem como competência, por exemplo, decidir a pauta do plenário - os casos a serem julgados pelos ministros.

Também é o responsável pela gestão administrativa da Corte, exerce a presidência do Conselho Nacional de Justiça e representa o tribunal diante os outros Poderes e autoridades.

 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (12) o ex-presidente Jair Bolsonaro a deixar a prisão domiciliar no próximo sábado (16) para realizar exames médicos.

A autorização foi solicitada pela defesa de Bolsonaro, que tem apresentado refluxo e sintomas de soluços refratários.

Moraes liberou a realização de exames, mas cobrou a apresentação de atestado de comparecimento do ex-presidente ao Hospital DF Star em Brasília.

"O requerente deve apresentar a esta SUPREMA CORTE, no prazo de 48 horas após a finalização dos respectivos procedimentos médicos, o atestado de comparecimento, consignando a data e os horários dos atendimentos", determinou Moraes.

Segundo a defesa, o tempo de permanência no hospital será de seis a oito horas.

"A depender dos resultados, poderão ser indicadas complementações diagnósticas e/ou medidas terapêuticas adicionais", escreveram os advogados.

Entre os exames indicados estão coleta de sangue e urina, endoscopia e tomografia. A avaliação foi indicada pela equipe médica que acompanha Bolsonaro.

"A solicitação decorre do seguimento de tratamento medicamentoso em curso, da necessidade de reavaliação dos sintomas de refluxo e soluços refratários, bem como da verificação das condições atuais de saúde do peticionante [Bolsonaro]", escreveu a defesa.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar decretada pelo ministro Alexandre de Moraes após descumprir restrições impostas pelo Supremo.

Na decisão que determinou a prisão, Moraes afirmou que Bolsonaro utilizou redes sociais de aliados – incluindo seus três filhos parlamentares – para divulgar mensagens com “claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal e apoio ostensivo à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro”.

Para o ministro, a atuação do ex-presidente, mesmo sem o uso direto de seus perfis, burlou de forma deliberada a restrição imposta anteriormente.

Em um evento realizado na última segunda-feira (11) em São Paulo, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, discutiu a proteção do Brasil contra as tarifas impostas pelos Estados Unidos. Durante o encontro na Associação Comercial de São Paulo, Galípolo reafirmou o compromisso da instituição com a meta de inflação e a defesa da moeda. Ele destacou que as recentes decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) visam manter os preços sob controle em um cenário de incertezas tanto no Brasil quanto no exterior. Galípolo comparou o papel do Banco Central ao de um zagueiro, enfatizando a importância de afastar riscos econômicos, mesmo que isso comprometa o estilo na comunicação.

“A partir do anúncio de um tarifaço, aquilo que era visto como uma desvantagem passou a ser visto como uma proteção. Como o Brasil provavelmente vai depender menos dos Estados Unidos, ou depende menos dos Estados Unidos, num processo de tarifaço o Brasil ‘vai se machucar menos’ do ponto de vista comercial, que foi visto com bons olhos ali, pelo mercado”, afirmou Galípolo.

O presidente do Banco Central explicou que a interrupção do ciclo de aumentos da taxa Selic, que se mantém em 15% ao ano, foi uma decisão estratégica. Segundo ele, essa taxa é suficientemente restritiva para conter a inflação, mas poderá permanecer elevada se as expectativas não se alinharem à meta. Galípolo também avaliou que o Brasil tende a ser menos impactado pela nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, em comparação com outros países. Ele atribuiu essa resiliência à diversificação da pauta comercial brasileira nos últimos anos, que deve mitigar os efeitos negativos da medida.

Galípolo não descartou ajustes nos juros caso o tarifaço pressione a inflação, mencionando possíveis impactos na oferta e queda temporária dos preços internos, desvalorização do real e efeitos negativos no PIB e no emprego. Além disso, defendeu a manutenção do Pix gratuito e sob gestão pública, destacando que o sistema já inclui 60 milhões de pessoas nos pagamentos eletrônicos. Ele mencionou inovações como o Pix por aproximação e o Pix parcelado, que será liberado em breve. O sistema de pagamentos é alvo de investigação nos Estados Unidos por suposta violação de práticas concorrenciais.

Por fim, o presidente do Banco Central ressaltou a importância de uma política econômica sólida e adaptável para enfrentar os desafios globais. Ele enfatizou que, apesar das dificuldades, o Brasil está bem posicionado para lidar com as pressões externas, graças a uma estratégia econômica diversificada e a um sistema financeiro robusto. Galípolo concluiu sua fala destacando a necessidade de continuar inovando e fortalecendo as instituições financeiras do país para garantir a estabilidade econômica a longo prazo.

*Com informações de Valéria Luizete 

A Assembleia Legislativa realizou nesta segunda-feira, 11, uma sessão especial, proposta pelo deputado Cabo Bebeto (PL), para discutir a regulamentação da posse e circulação de cães de raças como pit bull, rottweiler e dogo Argentino. O debate ocorreu durante a tramitação do projeto de lei ordinária nº 913/2024, de autoria de Cabo Bebeto, que estabelece regras rígidas para tutores, incluindo uso obrigatório de focinheira e restrições a locais públicos. A lei ordinária 9.622/2025, que já está em vigor também foi tema de discussão durante a sessão.

O propositor da sessão abriu a discussão destacando a necessidade de equilibrar direitos dos animais e segurança pública. "Viemos abrir a Casa para ouvir a sociedade alagoana. O objetivo é propor o melhor para todos, mesmo sabendo que não daremos conta de agradar a todos", afirmou. O parlamentar reforçou que a proposta não proíbe a criação, mas busca prevenir acidentes: "Vamos ouvir técnicos e criadores responsáveis para fazer uma lei mais justa", desse, reconhecendo que o tema não é só uma questão ambiental, mas também de segurança pública.

Vítima - David Osório Cleto, vítima de um ataque, fez um relatou sobre o seu caso. "O cachorro me atacou por menos de um minuto e meio, destruindo minha perna esquerda. Tive trombose aguda e hoje convivo com uma debilidade permanente", descreveu, revelando que acorda com "uma perna praticamente morta" e traumas psicológicos. O incidente ocorreu quando um dogo argentino invadiu sua residência no condomínio onde mora. "O tutor alegou que o cão levantou o portão com os dentes e fugiu", relatou Cleto, que recebeu indenização de R$ 26,8 mil, mas ressaltou: "Não estou feliz com esse valor. Perdi minha saúde".

Cleto contestou argumentos contra a estigmatização de raças: "Quando vejo gente contrária às restrições, digo: é contrário à vida então?" questionou citando casos extremos, como o de uma mulher perdeu o braço e o de outra que teve o rosto desfigurado. Ele ainda fez duras críticas à posse irresponsável. "O dogo argentino foi criado no início do século XX para caçar javalis e onças. Não é animal para condomínios com 38 câmeras e seguranças. A focinheira ajuda, mas não evita fugas. Precisamos impedir que certas raças vivam em áreas comuns", disse afirmando que esta discussão salva vidas.

O deputado Delegado Leonam (União), coautor da sessão, trouxe o debate para o campo jurídico: "Não podemos estigmatizar raças. O Código Civil, no artigo 936, já prevê que o tutor responde por danos causados por seus animais". Ele citou ainda a jurisprudência do STJ: "Quando o tutor instiga o animal a atacar, responde penalmente como se tivesse cometido o ato, o que chamamos de 'longa manus'", lembrando também que nos últimos anos aumentou a quantidade de famílias brasileiras que possuem animais e que a proibição dos mesmos não é ideal para os tutores.

Oliveira Neto, um dos criadores presentes na sessão, criticou a falta de infraestrutura para cumprir a lei atual: "Como cidadão, quero cumprir a lei hoje, mas não é possível, porque não há focinheiras ou enforcadores suficiente no mercado, também não há adestradores suficientes", questionou ele. O proprietário de canil com 30 anos de experiência defendeu critérios por peso, não por raça: "O maior índice de ataques vem de cães sem raça definida. Queremos profissionalizar a criação, se alguém deseja um animal de grande porte, que o faça corretamente", defendeu ele. Ele sugeriu a necessidade de adquirir cães em canil de procedência, com o histórico do animal, certificados com pedigree. "Isso ajuda a identificar e reduzir o índice de ataques".

Adriana Alves, presidente da Comissão de Bem-Estar Animal da OAB-AL, deixou sua perspectiva sobre bem-estar animal: "Não existe animal 'mau'. O estresse causado por tutores negligentes, seja má alimentação ou tratamento, é o real problema". E ela elogiou o espaço para diálogo. "Esta Casa está avançando ao discutir ajustes para uma lei mais perfeita".

A Justiça Eleitoral de Alagoas realizou, nesta terça-feira (12), a retotalização de votos para o cargo de vereador da cidade de Japaratinga, Litoral Norte de Alagoas. A ação aconteceu após quatro vereadores, eleitos pelo MDB, terem os diplomas anulados, por conta de uma comprovação de fraude à cota de gênero nas Eleições 2024.

A decisão cassou os diplomas de Severino Luiz dos Santos Neto, Rayabe Tavares, Meykson Thiago Trindade Santos e Joselia Belo Buarque, além de declarar inelegível a candidata Carla Lins.

Sendo assim, a partir dessa quarta-feira (13), os quatro novos que assumem são Roosevelt Kenned Franco Rodrigues (Republicanos), Everaldo Solano de Vasconcelos Neto (Republicanos), Fábio Benedito da Silva (PSB) e José Roberto dos Santos (PSDB).

O relatório da retotalização foi validado pelo magistrado Edmilson Machado de Almeida Neto, juiz eleitoral substituto da 14ª Zona.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o líder chinês Xi Jinping nesta segunda-feira (11) em meio ao tarifaço dos Estados Unidos imposto pelo presidente americano Donald Trump. A realização da ligação foi confirmada pelo Planalto.

De acordo com fontes do governo, a conversa, feita a pedido de Lula, também tratou das relações bilaterais entre os países e a conjuntura geopolítica internacional.

Em nota, o governo informou que a ligação durou cerca de uma hora e que os dois países "concordaram sobre o papel do G20 e do BRICS na defesa do multilateralismo". Quando o governo americano aumentou tarifas de importação de mercadorias nacionais, o Planalto classificou a medida como unilateral.

"Os chefes de Estado também conversaram sobre a parceria estratégica bilateral. Nesse contexto, saudaram os avanços já alcançados no âmbito das sinergias entre os programas nacionais de desenvolvimento dos dois países e comprometeram-se a ampliar o escopo da cooperação para setores como saúde, petróleo e gás, economia digital e satélites", afirmou o documento.

Segundo a mídia estatal chinesa, Xi disse a Lula que os dois países poderiam dar um exemplo de “autossuficiência” em uma ligação telefônica na terça-feira, segundo informou a mídia estatal. Ele também declarou que “todos os países devem se unir e se opor firmemente ao unilateralismo e ao protecionismo”, relatou a Xinhua.

Mais tarde, o presidente brasileiro foi às redes sociais para comentar a ligação.

"Reiterei a importância que a China terá para o sucesso da COP 30 e no combate à mudança do clima. O presidente Xi indicou que a China estará representada em Belém por delegação de alto nível e que vai trabalhar com o Brasil para o êxito da conferência", diz a postagem.

A China é o maior parceiro comercial do Brasil. Segundo o MDIC, entre janeiro e julho deste ano as exportações para a China superaram os US$ 57,6 bilhões -- cerca de R$ 313 bilhões. Já as importações somaram US$ 41,7 bilhões -- cerca de R$ 227 bilhões.


				Lula conversa com Xi Jinping sobre 'defesa do multilateralismo'
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, cumprimentam-se cerimônia no Palácio do Povo, em Pequim, no dia 13 de maio de 2025. — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

Também nesta segunda (11), Lula afirmou nesta segunda-feira (11) que o Brasil precisa manter sua soberania e sonhar grande diante de um cenário internacional cada vez mais hostil. As declarações foram feitas durante a entrega de um prêmio da área de educação, no Palácio do Planalto.

"Este país está precisando de todos nós, porque o mundo está ficando mais perverso. O mundo está ficando mais nervoso, e nós precisamos de um país soberano, democrático, e que o povo brasileiro seja o único dono deste país"

Medidas de reciprocidade

Assim que lançar o plano de ajuda econômica em resposta ao tarifaço de 50% anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos brasileiros, o governo quer iniciar o debate sobre medidas de reciprocidade. A informação foi publicada pela jornalista Ana Flor, da GloboNews.

O tema é considerado polêmico porque empresários brasileiros temem que a aplicação da Lei de Reciprocidade possa encarecer produtos importados dos EUA ou gerar outros impactos negativos na economia. Além disso, integrantes de setores econômicos avaliam que o uso da lei poderia sinalizar uma saída da mesa de negociação para tentar reverter as tarifas impostas nos últimos meses.

Segundo fontes do governo, Lula pediu aos ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Fazenda a análise de medidas pontuais de reciprocidade. A orientação, segundo integrantes dessas pastas, não é adotar ações amplas, mas medidas específicas.

O empresário Jason Miller, que foi conselheiro do ex-presidente dos Estados UnidosDonald Trump, declarou que não descansará até que Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, seja libertado. Ele criticou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo penal em que Bolsonaro é acusado de tentativa de golpe de Estado. Em uma mensagem compartilhada, Miller enfatizou que o impeachment de Moraes é uma prioridade maior do que a própria liberdade de Bolsonaro. O deputado federal Eduardo Bolsonaro interagiu com a postagem, utilizando bandeiras dos Estados Unidos e do Brasil como forma de apoio.

Miller, que mantém uma relação estreita com a família Bolsonaro, está nos Estados Unidos buscando apoio de congressistas para implementar sanções contra Moraes e outros membros do STF. O ministro foi incluído na lista de alvos da Lei Magnitsky durante a administração Trump, o que demonstra a gravidade das acusações. Além de criticar o STF, Miller também direcionou suas críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusando Moraes de empregar “táticas ditatoriais”. Embora não tenha um cargo oficial no governo americano, ele é considerado um dos principais conselheiros de Trump e teve um papel ativo nas campanhas presidenciais do ex-presidente.

Miller é o fundador da rede social Gettr, que se tornou um refúgio para extremistas que foram banidos de outras plataformas. Em setembro de 2021, ele foi recebido pela família Bolsonaro e, posteriormente, prestou depoimento à Polícia Federal em um inquérito que investiga as chamadas “milícias digitais”.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) postou um vídeo neste domingo (10) Dia dos Pais, lamentando não poder colocar nenhuma foto com o ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem chamou de “preso político”. A mensagem faz referência à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impede Bolsonaro de usar redes sociais próprias ou de terceiros. “Meu pai, esse ano você não vai poder assistir esse vídeo, você tá censurado em um país onde a censura é expressamente vedada na nossa constituição. Você virou um preso político, mas você nos ensinou a ter fé, a ter força, a ter lealdade. Nenhuma foto eu vou poder botar com você hoje, mas em algum momento, espero muito em breve, você vai poder estar assistindo esse vídeo”, diz Flávio na mensagem.

No vídeo endereçado ao pai, o senador também lamenta que o pai não possa ver o vídeo. Na gravação, aparece uma cadeira vazia com um quadro com a imagem de Flávio ao lado de Jair Bolsonaro. O senador dirige-se à cadeira, pega o quadro, e senta-se. Em seguida, endereça uma mensagem ao pai. O vídeo foi publicado por volta de 10h. Em seguida, Flávio foi até a casa onde o pai cumpre prisão domiciliar, em Brasília, para visitá-lo. E permanece no local até o momento. O Estadão confirmou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os filhos de Bolsonaro Jair Renan e Laura também estão na casa.

Nesta sexta-feira (8) o ministro Alexandre de Moraes permitiu que Bolsonaro receba a visita de oito familiares neste Dia dos Pais. Os membros da família, no entanto, não foram autorizados a levar celulares e filmar a reunião. Michelle publicou no story de sua conta no Instagram foto de uma mesa com um bolo decorado com foto de Bolsonaro ao lado dos filhos, e os dizeres “Abençoado Dia dos Pais”.

Uma reunião entre o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o governo dos Estados Unidos e assessores de Donald Trump em Washington está causando grande expectativa e agitação no setor do agronegócio brasileiro. O encontro, que deve ocorrer entre quarta (13) e quinta-feira (14), coloca a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) em uma posição delicada, equilibrando interesses políticos e econômicos.

A conversa é vista como um movimento estratégico para fortalecer laços com a ala conservadora norte-americana, mas também levanta questões sobre o futuro das relações comerciais entre os dois países, especialmente no que diz respeito às tarifas sobre produtos agrícolas. O setor do agronegócio, um dos pilares da economia brasileira, observa atentamente os desdobramentos, com posições divergentes sobre como a FPA deve se posicionar.

De um lado, há um lado do agronegócio que apoia incondicionalmente a família Bolsonaro e vê a reunião como uma oportunidade de fortalecer a aliança política. Este grupo tende a priorizar a demonstração de apoio ao deputado, independentemente das pautas econômicas discutidas.

Por outro lado, uma parcela significativa de empresários do setor está mais preocupada com as consequências econômicas das políticas de Trump, que incluem a aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros. Para este grupo, a prioridade é a negociação de condições comerciais mais favoráveis, como a ampliação da lista de produtos isentos de taxação ou a redução das tarifas para patamares inferiores a 50%. A preocupação é que o viés político da participação de Eduardo Bolsonaro na conversa possa prejudicar as negociações comerciais, que são vitais para a competitividade dos produtos brasileiros no mercado norte-americano.

Nos bastidores, o clima na FPA é de tensão. A senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura e figura influente na frente, tem atuado para articular um posicionamento equilibrado. O desafio é conciliar o apoio político a Eduardo Bolsonaro com a defesa dos interesses econômicos dos produtores rurais, que foram diretamente afetados pelas sanções impostas durante o governo Trump.

*Com informações de Mariana Grilli

O senador e pré-candidato à presidência da Colômbia Miguel Uribe, baleado na cabeça em junho durante comício em Bogotá, morreu nesta segunda-feira (11), afirmou sua esposa, Maria Claudia Tarazona.

Uribe, de 39 anos, era senador de oposição ao atual governo e um dos favoritos na corrida eleitoral colombiana. O senador também era neto de um ex-presidente e filho de uma jornalista sequestrada e assassinada pelo Cartel de Medellín. Leia mais sobre sua trajetória abaixo.

O senador foi baleado na cabeça na noite de 7 de junho enquanto discursava em um evento de rua na capital colombiana, em meio ao crescimento de atos políticos visando as próximas eleições presidenciais na Colômbia, em março de 2026. No atentado, Uribe foi atingido por três tiros, dois na cabeça e um na coxa esquerda. (Relembre abaixo)

Desde então, Uribe estava internado no Fundação Santa Fé de Bogotá. Ele chegou ao hospital em estado crítico e esteve à beira da morte durante alguns dias, porém os médicos conseguiram estabilizar seu quadro. No entanto, Uribe voltou a ficar em condição crítica no sábado após uma nova hemorragia.

Em um boletim no sábado, o último sobre a saúde de Uribe em vida, o hospital disse que o pré-candidato havia "regredido ao estado crítico devido a um episódio de hemorragia no sistema nervoso central" ocorrido nas últimas 48 horas. Ele foi submetido a uma cirurgia de emergência e precisou voltar a ser sedado, segundo o hospital.

"O mal destrói tudo, mataram a esperança. Que a luta de Miguel seja uma luz que ilumine o caminho correto da Colômbia", lamentou o ex-presidente Álvaro Uribe Vélez, líder do partido Centro Democrático, ao qual Uribe era filiado.

Além da esposa, Miguel Uribe deixa um filho.

Trajetória


				Morre Miguel Uribe, pré-candidato à presidência da Colômbia baleado durante discurso
Miguel Uribe, senador e pré-candidato à presidência da Colômbia, é baleado durante evento em Bogotá. — Foto: Reprodução/Instagram

Miguel Uribe Turbay tem 39 anos e é senador e pré-candidato à presidência da Colômbia. Uribe foi o parlamentar mais votado nas eleições de 2022.

Miguel Uribe é filho de Diana Turbay, que foi sequestrada e assassinada em 1991 por narcotraficantes que trabalhavam para Pablo Escobar, quando Uribe tinha apenas cinco anos. O caso foi retratado no livro "Notícias de um Sequestro", do escritor e jornalista colombiano Gabriel García Márquez, que foi laureado pelo Nobel de Literatura em 1982 pelo conjunto de sua obra.

Miguel faz parte do partido de direita Centro Democrático, liderado por Álvaro Uribe. Apesar do sobrenome semelhante, os dois políticos não possuem laços familiares.

Contudo, Miguel Uribe é neto de Julio César Turbay Ayala, que foi presidente da Colômbia de 1978 a 1982.

Ataque


				Morre Miguel Uribe, pré-candidato à presidência da Colômbia baleado durante discurso
Apoiadores do senador e pré-candidato à presidência da Colômbia Miguel Uribe, baleado em um evento em Bogotá, fazem vigília em frente ao hospital para onde Uribe foi levado, em 7 de junho de 2025. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters

O ataque aconteceu durante um evento de campanha em um parque no bairro Fontinbón, em Bogotá.

Homens armados atiraram pelas costas do político, segundo um comunicado do partido de Uribe, o Centro Democrático. Imagens que circulam nas redes sociais mostram Uribe coberto de sangue e sendo socorrido por apoiadores.

A Procuradoria-Geral, responsável pela investigação do atentado, informou que o senador foi atingido por dois tiros e que outras duas pessoas também ficaram feridas. No local do ataque, um adolescente de 15 anos foi apreendido com uma arma de fogo.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, ordenou a abertura de investigações sobre o caso.

"Miguel está lutando por sua vida neste momento", escreveu a esposa do senador, María Claudia Tarazona, na conta dele na rede social X, durante a madrugada.

O governo colombiano condenou o ataque:

"O Governo Nacional condena de forma categórica e veemente o ataque que recentemente visou o Senador Miguel Uribe Turbay. Este ato de violência constitui um atentado não apenas à integridade pessoal do senador, mas também à democracia, à liberdade de pensamento e ao exercício legítimo da política na Colômbia", diz a publicação no X.

"Um ato de violência inaceitável", escreveu o partido Centro Democrático.

Em nota, o Itamaraty lamentou o episódio e disse que o governo brasileiro repudia "qualquer forma de violência".

"O governo brasileiro condena firmemente o ataque contra o senador Miguel Uribe Turbay, em Bogotá, na Colômbia, no final da tarde de ontem (7). O Brasil saúda a pronta detenção do suspeito pelas autoridades colombianas e confia na plena apuração do caso", disse o Itamaraty, em comunicado.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, também condenou o atentado: "Os Estados Unidos condenam nos termos mais fortes possíveis a tentativa de assassinato do senador colombiano Miguel Uribe, que foi baleado em Bogotá neste sábado".

Nos últimos 50 anos, ocorreram três atentados fatais contra candidatos presidenciais na Colômbia. Em 1989, Luiz Carlos Galán, que disputava as eleições pelo Partido Liberal Colombiano; em 1990, contra Bernardo Jaramillo Ossa e Carlos Pizarro Leongómez, fora as tentativas de assassinato do ex-presidente colombiano Álvaro Uribe.

contato@vitoriofm.com.br
Vitório FM 104,9 - Todos os direitos reservados
linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram