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O prefeito de Cabedelo (PB), Edvaldo Neto (Avante), eleito no último domingo (12), foi afastado do cargo nesta terça-feira (14), por suposta ligação com o Comando Vermelho (CV). Ele foi preso no âmbito da Operação Cítrico, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco/MPPB), pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU).

A ação cumpre 21 mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares, incluindo o afastamento do prefeito e de servidores públicos. De acordo com os órgãos, o objetivo é aprofundar a coleta de provaspreservar a investigação e impedir a continuidade das supostas irregularidades.

A investigação aponta que uma organização criminosa atuava na Prefeitura de Cabedelo por meio de contratações fraudulentas de empresas de mão de obra ligadas à “Tropa do Amigão”, braço do Comando Vermelho. Funcionários da facção teriam se infiltrado na estrutura municipal, permitindo a circulação de dinheiro público para o crime organizado. Os contratos administrativos teriam sido usados ainda como forma de manter poderinfluência territorial e “blindagem institucional”.

Segundo o MP e a PF, o esquema envolvia um consórcio entre agentes políticos da alta cúpula da cidade, empresários e membros da facção. O valor total dos contratos investigados pode chegar a R$ 270 milhões. A apuração indica crimes de frustração do caráter competitivo de licitaçãodesvio de recursos públicoslavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa. Outros delitos podem ser identificados ao longo das investigações.

Os órgãos destacaram que a operação reforça o compromisso de combater a corrupção e a infiltração do crime organizado nas estruturas públicas.

Edvaldo Neto foi eleito no último domingo prefeito de Cabedelo em uma eleição suplementar. Ele recebeu 16.180 votos, o equivalente a 61,21% dos votos válidos, com Evilásio Cavalcanti Neto (Avante) como vice.

Jovem Pan procurou a prefeitura, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.

A prisão do ex-chefe da inteligência brasileira Alexandre Ramagem por agentes do ICE (U.S. Immigration and Customs Enforcement), nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (13/4), ganhou destaque na imprensa internacional e ocorre após meses de articulação entre a Polícia Federal e autoridades americanas.

Segundo fontes ouvidas pela BBC News Brasil, investigadores brasileiros buscaram explorar a situação migratória do ex-deputado para viabilizar sua detenção, diante da demora e da incerteza sobre o pedido formal de extradição.

Condenado a 16 anos de prisão por participação em uma tentativa de golpe após as eleições de 2022, Ramagem havia fugido do Brasil antes do trânsito em julgado e vinha sendo monitorado pelas autoridades.

Sua detenção em Orlando, na Flórida, é tratada por investigadores como resultado de cooperação internacional — ainda que oficialmente vinculada a questões migratórias.

A repercussão fora do Brasil destaca tanto o contexto político da condenação quanto às circunstâncias da prisão, com veículos estrangeiros dando ênfase a diferentes aspectos do caso.

Veículos estrangeiros destacaram que Ramagem, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, havia fugido do Brasil antes de ser condenado a 16 anos de prisão por participação em uma tentativa de golpe após as eleições de 2022.

O jornal britânico The Guardian enfatizou o caráter inusitado da prisão, destacando que Ramagem foi o único entre os condenados que não iniciou o cumprimento da pena por ter deixado o país antes da sentença.

A publicação também chamou atenção para o contexto político, citando que ele foi detido em meio ao endurecimento da política migratória do governo de Donald Trump.

A reportagem ainda detalha as acusações contra o ex-chefe da Abin, incluindo o uso de softwares de espionagem para monitorar autoridades, jornalistas e adversários políticos, além de mencionar que ele teria alegado, enquanto vivia nos EUA, ter apoio de integrantes do governo americano.

Já o The Washington Post deu destaque ao caráter internacional da operação, descrevendo a prisão como o desfecho de uma "caçada" que durou meses em dois continentes.

O jornal ressalta que Ramagem foi condenado à revelia pelo Supremo Tribunal Federal e detalha sua fuga — que incluiu a travessia da fronteira com a Guiana antes de embarcar para os Estados Unidos.

A publicação também contextualiza o caso dentro da crise política brasileira, citando que a tentativa de golpe incluía planos de assassinato de autoridades e culminou nos ataques de 8 de janeiro de 2023, comparados ao episódio da invasão ao Capitólio nos EUA em 2021.

A rede Al Jazeera adotou um tom mais factual e baseado em agências, destacando que Ramagem foi detido por autoridades migratórias americanas após fugir do Brasil. O veículo ressalta que há um pedido formal de extradição feito pelo governo brasileiro e observa que não há confirmação independente sobre os motivos específicos da detenção.

A Reuters também seguiu uma linha direta e informativa, enfatizando que a prisão ocorreu após cooperação entre autoridades brasileiras e americanas, mas sem confirmação oficial de que a detenção esteja ligada diretamente ao pedido de extradição.

A agência destacou ainda que Ramagem sustenta sua inocência e que o motivo exato da prisão não foi detalhado pelas autoridades dos EUA.

Já a emissora alemã Deutsche Welle reforçou o contexto jurídico, destacando que o Brasil solicitou formalmente a extradição em dezembro e que a detenção foi resultado de cooperação internacional. Assim como outros veículos, apontou a ausência de detalhes por parte do ICE sobre as circunstâncias da prisão.

Apesar das diferenças de abordagem, há pontos comuns entre as coberturas: todos os veículos destacam a fuga de Ramagem antes da condenação, o papel dele na tentativa de golpe e o fato de a prisão ter ocorrido por questões migratórias — e não diretamente por ordem judicial ligada ao processo no Brasil.

Outro elemento recorrente é a incerteza sobre os próximos passos do caso, especialmente em relação a uma eventual extradição e ao impacto político da prisão para aliados de Bolsonaro dentro e fora do país.

O senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) venceria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) num eventual segundo turno, de acordo com pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira (14).

No levantamento, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece com 48% das intenções de voto, enquanto Lula acumula 42,6%.

 Futura/Apex: Flávio venceria Lula no 2º turno por 48% a 42,6%
— Foto: Reprodução/CNN Brasil

Outros cenários

Lula x Caiado

 Futura/Apex: Flávio venceria Lula no 2º turno por 48% a 42,6%
— Foto: Reprodução/CNN Brasil

Haddad x Flávio

 Futura/Apex: Flávio venceria Lula no 2º turno por 48% a 42,6%
— Foto: Reprodução/CNN Brasil

Metodologia

Foram ouvidas 2.000 pessoas em todo o país, entre os dias 7 e 11 de abril, por meio de entrevistas telefônicas assistidas por computador. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08282/2026.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado chega ao fim nesta terça-feira (14/4), e o documento final que será apresentado pelo relator da matéria, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), pede o indiciamento, por crimes de responsabilidade, dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Apesar de ser uma CPI que tem como foco o crime organizado e os seus tentáculos no país, nenhuma outra pessoa, além dos quatro, foi indiciada.

O relatório apresentado pelo senador Alessandro Vieira será analisado e votado nesta terça, na última sessão da CPI.

Os magistrados do Supremo e o PGR teriam, segundo o relatório de Vieira, “condutas consideradas incompatíveis com o exercício de suas funções”. Veja:

Alexandre de Moraes: é apontado por atuar em processos nos quais haveria impedimento, diante de relações financeiras envolvendo o escritório de sua esposa com empresa investigada, além de suposta atuação para restringir o alcance das apurações da CPI.

Dias Toffoli: são citados julgamentos em situação de suspeição, em razão de vínculos empresariais indiretos com investigados, além de decisões e comportamentos que, segundo o documento, indicariam conflito de interesses e interferência em investigações.

Gilmar Mendes: conduta incompatível com o decoro ao anular medidas investigativas e determinar a inutilização de dados relevantes, o que, segundo a CPI, teria comprometido apurações.

Paulo Gonet: o documento sustenta que houve omissão diante de indícios considerados robustos contra autoridades, caracterizando, na avaliação da comissão, falha no cumprimento de suas atribuições institucionais.

“[O relatório] expõe a profundidade da infiltração do crime organizado no Estado brasileiro. O documento traz um diagnóstico detalhado do funcionamento do crime organizado no Brasil, abordando desde a ocupação territorial por facções e milícias até a infiltração em setores econômicos formais e no próprio poder público”, diz Vieira, em nota.

Escândalo do Master

O caso do Banco Master, de Daniel Vorcaro, é descrito no relatório como um dos maiores escândalos financeiros recentes do país: há indícios de conexão entre o sistema financeiro e estruturas de lavagem de dinheiro ligadas ao crime organizado.

O documento aponta “crescimento acelerado da instituição, movimentações bilionárias suspeitas e impacto relevante no sistema financeiro, além do uso de mecanismos sofisticados para ocultação de recursos ilícitos”.

“No tocante ao caso Master, considerando-se a alta complexidade e escassez de meios, a opção foi por relatar os fatos identificados, que deverão ser objeto de CPI própria e já são objeto de investigações da Polícia Federal, no que se refere a crimes comuns, e fazer o indiciamento de autoridades pela prática de crimes de responsabilidade”, explica Vieira.

Outros pontos do relatório:

O texto traz críticas do Judiciário e episódios que, segundo o relator, comprometeram o andamento das investigações: decisões judiciais que suspenderam medidas aprovadas pela comissão, converteram convocações em convites e restringiram o acesso a informações financeiras, impactando diretamente a capacidade investigativa da CPI.

O relatório apeia 90 organizações criminosas, sendo duas de atuação nacional e transnacional, presentes em 24 estados e no Distrito Federal. Os dados indicam que pelo menos 28,5 milhões de brasileiros vivem em áreas com presença do crime organizado e que cerca de 26% do território nacional estaria sob algum tipo de governança criminal.

O documento também registra 44.127 mortes violentas intencionais em 2024, com taxa de 20,8 por 100 mil habitantes, além da expansão de atividades ilícitas com forte impacto social, econômico e institucional.

No campo econômico-financeiro, a CPI constatou que a lavagem de dinheiro permanece como o mecanismo central de sustentação do crime organizado. Para o relator, “a infiltração em setores como tabaco, ouro, combustíveis, mercado imobiliário e bebidas, aliada ao uso sofisticado de fintechs, criptomoedas e fundos de investimento, demonstra que a criminalidade organizada opera com grau de sofisticação empresarial que exige resposta igualmente qualificada do Estado”.

O relatório apresenta um conjunto de propostas legislativas para modernizar o combate ao crime organizado, incluindo ampliação de medidas cautelares, fortalecimento de instrumentos de bloqueio de ativos, aumento de penas para crimes de lavagem de dinheiro e maior transparência sobre beneficiários finais de recursos financeiros.

Também estão entre as propostas a regulamentação do lobby, a criação de sistemas de controle patrimonial de agentes públicos, o fortalecimento do Coaf e a instituição de um marco legal da inteligência.

Também são recomendadas medidas estruturais, como a criação de um Ministério da Segurança Pública, o fortalecimento do sistema de inteligência e maior integração entre forças de segurança e instituições públicas

O relatório ainda sugere intervenção federal na área de segurança pública no Rio de Janeiro e recomposição urgente do orçamento de órgãos como Polícia Federal, Receita Federal e Abin.

Embora o relatório tenha pedido o indiciamento apenas de magistrados do Supremo e do PGR, o documento chama a atenção para o avanço das facções em diferentes regiões do país, o domínio territorial em áreas urbanas e a crescente utilização de mecanismos sofisticados de lavagem de dinheiro, incluindo o uso de fintechs, criptomoedas e setores econômicos formais.

Também há destaque para a atuação do crime organizado em crimes contra crianças e adolescentes e sua presença no ambiente digital.

Reta final

Baixa efetividade nas oitivas: a CPI encerra os trabalhos sem ouvir mais de 90 convocados; apenas 18 depoimentos foram realizados desde novembro de 2025;

Foco no Banco Master: na fase final, a comissão concentrou esforços no caso, incluindo quebras de sigilo de pessoas ligadas à instituição;

Suspeitas de irregularidades bilionárias: o relatório deve apontar o Master como possível canal de lavagem; investigação da PF cita movimentações de cerca de R$ 12 bilhões;

Interferência do STF nas investigações: decisões da Corte limitaram medidas da CPI, incluindo a anulação de quebra de sigilo do fundo Arleen, gerando críticas de parlamentares.

Questão de soberania nacional

Para o relator, o enfrentamento ao crime organizado exige resposta coordenada e estruturada do Estado. “O crime organizado no Brasil não é um problema circunscrito à segurança pública: é uma questão de soberania nacional. A resposta exige vontade política, recursos compatíveis, integração institucional e, acima de tudo, o compromisso inegociável com a legalidade e com a transparência”, afirma.

O relatório final será encaminhado aos órgãos competentes para as providências cabíveis e servirá de base para a formulação de políticas públicas e iniciativas legislativas voltadas à segurança pública no país.

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou, para esta terça-feira (13/4), a audiência de interrogatório do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é réu por obstrução de Justiça e coação no curso do processo.

A audiência, marcada para as 14h desta terça, mesmo que Eduardo não participe, será realizada por videoconferência. Não há confirmação sobre a presença do deputado cassado.

Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), intimou a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Defensoria-Geral Federal para acompanharem a oitiva.

Em novembro do ano passado, a Primeira Turma do Supremo acatou a denúncia da PGR que pedia que Eduardo respondesse, na qualidade de réu, por coação.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentou na denúncia que Eduardo “empenhou-se, de forma reiterada, em submeter os interesses da República e de toda a coletividade aos seus próprios desígnios pessoais e familiares”.

No julgamento, Moraes considerou que há prova da materialidade e indícios suficientes de autoria nas condutas do ex-deputado, que, nos EUA, atuou para que sanções fossem impostas a autoridades brasileiras e tarifas fossem aplicadas contra o Brasil.

Eduardo está nos EUA desde o dia 27 de fevereiro de 2025, quando foi passar o feriado de Carnaval em território norte-americano. Licenciado até perder o seu mandato, o ex-deputado atuou em Washington para buscar apoio de aliados de Donald Trump para denunciar o que seria, segundo Eduardo, a “ditatura do Judiciário brasileiro”.

Ramagem

Aliado da família Bolsonaro e condenado por tentativa de golpe junto com o ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal cassado Alexandre Ramagem (PL) foi preso, nesta segunda-feira (13/4), pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) dos Estados Unidos.

Ramagem foi detido pelos agentes do ICE em Orlando, na Flórida, e levado para um centro de detenção devido a questões migratórias. Ele perdeu o passaporte diplomático após ter o mandato de deputado federal cassado pelo Congresso Nacional, em dezembro de 2025.

O ex-parlamentar está nos Estados Unidos desde setembro de 2025. A fuga ocorreu durante o julgamento dele na trama golpista, em que o Supremo Tribunal Federal (STF) o condenou a 16 anos de prisão.

 

 

O deputado federal Alfredo Gaspar de Mendonça confirmou, nesta segunda-feira, 13, que é pré-candidato ao Senado Federal nas eleições deste ano. Ao anunciar a decisão, em entrevista a uma emissora local, ele afirmou que pretende disputar o cargo com o objetivo de “transformar Alagoas e transformar o Brasil”, destacando o trabalho desenvolvido ao longo de sua trajetória pública.

Segundo Alfredo Gaspar, sua principal credencial para a disputa é a atuação exercida na Câmara dos Deputados. "Com esse trabalho que foi feito, eu me considero apto a ser um pré-candidato a senador da República", declarou.

O parlamentar também destacou que integra um bloco político formado por partidos como PP, União Brasil e Republicanos. De acordo com ele, o grupo já havia definido anteriormente a composição para a disputa majoritária, com uma vaga ao Senado destinada ao PL e outra reservada para sua pré-candidatura.

Durante a fala, Alfredo Gaspar reforçou ainda o apoio ao prefeito de Maceió, JHC, apontado como nome do grupo para disputar o Governo de Alagoas em 2026. "Eu não acredito que JHC irá de forma nenhuma titubear com a esperança do povo alagoano. O povo quer ele candidato a governador e ele deixou vazar isso, que é candidato a governador. Portanto, nós desse grupo, e eu me incluo nisso aí, estamos unidos nesse propósito de JHC seguir adiante como candidato a governador", disse Gaspar.

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (13/4) que a imagem em que aparece caracterizado como Jesus Cristo foi mal interpretada e que, na verdade, a intenção era representá-lo como um médico.

“Bem, não era uma foto. Era eu. Eu postei e pensei que fosse eu como médico, e que tivesse a ver com a Cruz Vermelha, já que eu trabalho lá e apoio a organização. Só as notícias falsas poderiam ter inventado isso. Então, eu só fiquei sabendo e me perguntei: como eles chegaram a essa conclusão? Era para ser eu como médico, ajudando as pessoas a melhorarem, e eu realmente melhoro as pessoas. Eu as melhoro muito”, disse Trump.

A declaração ocorre em meio a uma escalada de críticas ao líder da Igreja Católica, papa Leão XIV, com quem o republicano tem trocado ataques públicos.

No domingo (12/4), o republicano afirmou que não é “fã” de Leão XIV e acusou o papa de ser “fraco no combate ao crime” e “péssimo para a política externa”. O político também disse que o líder religioso é “muito liberal” e deveria “parar de ceder à esquerda radical”.

As declarações vieram após o papa pedir, no sábado (11/4), que Estados Unidos, Israel e Irã avancem em negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio. Na ocasião, Leão XIV classificou a guerra como “loucura” e criticou o que chamou de “idolatria por dinheiro” entre os envolvidos.

Em resposta, o pontífice evitou ampliar o confronto direto, mas fez críticas indiretas. Ao chegar a Argel, na Argélia, nesta segunda-feira, afirmou que “não quer entrar em debate” com Trump, mas ressaltou que “a mensagem do Evangelho não deve ser deturpada”.

“Não tenho medo do governo Trump. Continuarei a me manifestar veementemente contra a guerra, buscando promover a paz, o diálogo e as relações multilaterais entre os Estados para encontrar soluções justas para os problemas”, declarou o papa.

 

 

A Advocacia Geral da União (AGU) divulgou, na última semana, a cartilha: Condutas vedadas aos agentes públicos federais nas eleições de 2026. O documento, que pode ser acessado diretamente neste site, estabelece as recomendações a serem observadas desde o início do ano eleitoral, incluindo restrições nos três meses que antecedem o pleito, período em que incidem as principais vedações legais, ou seja, a partir de 4 de julho.

Tais regras devem ser observadas por qualquer agente público, e isso inclui servidores, gestores, terceirizados e demais colaboradores vinculados à instituição, como estagiários e bolsistas. Esta medida garante a imparcialidade da Administração Pública e a igualdade entre candidatos, partidos e coligações.

Entre as condutas apresentadas no manual estão: a proibição de, no período de três meses antes da eleição, qualquer tipo de publicidade institucional que mencione quaisquer candidatos, partidos ou coligações. Além disso, conteúdos gerados por Inteligência Artificial devem informar claramente que são artificiais, sendo proibido, em via de regra, usar a tecnologia para simular conversas com pessoas reais ou publicar conteúdos envolvendo candidatos.

É importante lembrar que a publicidade institucional deve seguir o princípio da impessoalidade, sem promoção de autoridades ou gestores. Outra recomendação importante é a vedação ao uso de bens, serviços e estrutura institucional para fins eleitorais. Espaços físicos, equipamentos, sistemas institucionais e canais oficiais de comunicação não podem ser utilizados para promover candidaturas ou manifestações político-eleitorais. Também é proibido o uso do ambiente de trabalho para propaganda eleitoral ou para constranger servidores a apoiar candidatos.

E o que pode?

A propaganda eleitoral está liberada a partir de 15 de agosto, mas se recomenda que os agentes usem suas redes privadas para tais assuntos e evitem a propaganda dentro da repartição. Por isso, é preciso atentar para a separação entre o que é pessoal e institucional, e deixar manifestações públicas de apoio a candidatos para redes sociais pessoais e ambientes fora do horário de trabalho, sem uso de recursos públicos e sem vincular a instituição à opinião.

Os agentes podem ainda, a partir desse período, e sem uso de veículos, crachás ou outros meios que identifiquem sua instituição pública, dar entrevistas e participar de debates; expressar opiniões políticas em redes pessoais; realizar eventos partidários; arrecadar recursos ou contribuir financeiramente com campanhas; participar de comícios, caminhadas e eventos partidários; e debater política em sala de aula, desde que sem promoção de candidatura específica e garantindo o caráter plural e educativo do evento.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), decretou nesta segunda-feira (13) a perda de cargo de cinco policiais militares que foram condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. As exonerações foram publicadas na edição do DODF (Diário Oficial do Distrito Federal) desta segunda-feira (13).

São eles: Fábio Augusto Vieira, Klepter Rosa Gonçalves, Jorge Eduardo Naime Barreto, Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra e Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues.

Em março, o STF determinou a prisão em regime fechado desses cinco policiais.

O grupo foi condenado em 2025 a 16 anos de prisão, em regime inicial fechado, além da perda dos cargos públicos.

Segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), os militares não agiram para evitar os ataques em janeiro de 2023, apesar de saberem dos riscos de invasões a prédios públicos.

A decisão de prisão imediata foi tomada pelo relator do inquérito, ministro Alexandre de Moraes, já que o processo transitou em julgado, ou seja, sem possibilidade de novos recursos.

Delegado da Polícia Federal (PF) de carreira (depois exonerado), Alexandre Ramagem foi preso pela polícia do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE) nesta segunda-feira (13/4) nos Estados Unidos (EUA). Ele foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) do governo de Jair Bolsonaro (PL) e deputado federal eleito em 2022 (depois cassado).

Então delegado da PF, chegou a ser nomeado diretor da corporação em 2020 por Bolsonaro, mas foi impedido de assumir pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou a proximidade com a família presidencial.

Ramagem entrou para a PF como delegado em 2005 e chefiou a equipe de segurança de Jair Bolsonaro na campanha eleitoral de 2018, depois do atentado à faca em Juiz de Fora (MG). Desde então, se tornou amigo próximo da família do ex-presidente.

Sua gestão na Abin foi de julho de 2019 a março de 2022.

Ramagem foi o primeiro diretor-geral da agência a disputar uma vaga no Congresso Nacional nas Eleições de 2022. Com apoio bolsonarista, foi eleito pelo Rio.

Condenação por trama golpista

Ramagem foi condenado pelo STF por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, recebendo pena de 16 anos, 1 mês e 15 dias em regime fechado, além de perda do mandato.

O Supremo suspendeu a análise de crimes relacionados ao 8 de Janeiro, como dano qualificado ao patrimônio da União, porque teriam ocorrido após a diplomação como deputado.

Em função da condenação, ele perdeu o cargo de delegado da PF no início de dezembro de 2025, ao lado de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro e também condenado pela trama golpista.

Posteriormente, no fim do mesmo mês, Ramagem teve o mandato cassado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados junto com Eduardo Bolsonaro, que também encontra-se nos EUA.

Preso pelo Ice

O deputado federal cassado está foragido nos Estados Unidos desde setembro de 2025. A fuga ocorreu em meio ao julgamento dele no núcleo 1 da trama golpista, em que o Supremo Tribunal Federal (STF) o condenou a 16 anos de prisão.

Ramagem deixou o Brasil por via terrestre, ingressando na Guiana por Roraima e depois embarcando de avião para os Estados Unidos.

Alexandre Ramagem foi preso, nesta segunda, pelo ICE nos EUA.

Ainda não há clareza sobre extradição do brasileiro.

O Tribunal de Contas do Estado de Alagoas (TCE/AL) empossou, nesta segunda-feira (13), o novo conselheiro da Corte, Bruno Toledo. A cerimônia de posse aconteceu no gabinete da Presidência e reuniu conselheiros, membros do Ministério Público de Contas, além de familiares e amigos próximos do empossado.

Durante a solenidade, o presidente do TCE/AL, conselheiro Otávio Lessa, destacou a importância da chegada do novo conselheiro para a harmonia do trabalho desenvolvido. “Bruno tem um perfil calmo e tranquilo, que com certeza vai harmonizar com o trabalho que fazemos no Tribunal. A juventude traz a velocidade, os entendimentos, a tecnologia que o mundo está exigindo”, afirmou.

Em seu discurso de posse, Bruno Toledo agradeceu a confiança depositada e ressaltou o compromisso com a missão constitucional do Tribunal de Contas, enfatizando a importância de uma atuação colaborativa em benefício da sociedade alagoana. “Espero trazer essa experiência e contribuir de forma colaborativa com a Corte de Contas, buscando sempre soluções que busquem o aprimoramento do controle externo, buscar melhorar o serviço do cidadão, porque, de fato, bem da verdade, no fim das contas, essa é a nossa maior missão: melhorar os serviços públicos para que as soluções ocorram de forma cada vez mais efetiva”, destacou.

Bruno Toledo possui ampla experiência na vida pública. Foi deputado estadual por Alagoas durante três mandatos consecutivos e exerceu o cargo de vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado. Ao longo de sua atuação parlamentar, destacou-se pelo compromisso com o desenvolvimento de Alagoas e pelo envolvimento em iniciativas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas e da gestão estadual.

 

 

deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) apresentou à Câmara dos Deputados o Projeto que autoriza trabalhadores a sacar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a aquisição de arma de fogo para defesa pessoal.

A proposta foi protocolada em agosto de 2025. Há expectativa de que a proposta seja votada nesta terça-feira (14) na Comissão de Segurança.

Pelo texto, o saque seria permitido uma vez por ano, na data de aniversário do trabalhador ou no dia útil seguinte. Para acessar os recursos, o beneficiário precisaria comprovar regularidade no Sistema Nacional de Armas (SINARM) ou no Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (SIGMA) e apresentar autorização válida de compra emitida por órgão competente.

O valor do saque ficaria limitado ao necessário para cobrir a aquisição da arma, a cota anual de munições e acessórios essenciais à guarda segura do armamento, conforme regulamentação a ser editada pelo Conselho Curador do FGTS no prazo de 90 dias após a eventual sanção da lei.

Na justificativa, Pollon argumenta que o alto custo envolvido na legalização de uma arma — que inclui cursos, documentação, testes psicotécnicos e dispositivos de armazenamento — impede trabalhadores de baixa renda de exercer o que chama de “direito fundamental à autodefesa”.

O parlamentar defende que a medida corrigiria uma assimetria de acesso sem onerar os cofres públicos, já que os recursos já pertencem ao trabalhador.

O deputado também sustenta que a proposta não altera os requisitos do Estatuto do Desarmamento nem flexibiliza os critérios de aptidão técnica e psicológica exigidos para a posse de armas.
O PL tramita na Câmara e ainda não tem relator designado.

Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo, 12, aponta que 59% dos brasileiros defendem que o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) cumpra a pena em casa em vez de voltar à prisão na Papudinha. Os que dizem que Bolsonaro deve voltar para o regime fechado somam 37%, enquanto 5% não souberam responder.

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 27 de março, quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou que ele voltasse para casa de forma temporária, por 90 dias.

Depois desse período, Moraes poderá prorrogar o benefício ou determinar que o ex-presidente volte para a Papudinha.

Bolsonaro foi condenado no ano passado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Detalhamento da pesquisa

O total dos que dizem que Bolsonaro deveria permanecer em casa é de 61% entre quem tem mais de 60 anos e chega a 81% entre empresários.

Já quem defende que o ex-presidente cumpra pena na prisão soma 44% entre jovens de 16 a 24 anos e 42% entre desempregados.

Entre as pessoas que se classificam como de centro, 53% são a favor da domiciliar e 41% pela volta à Papudinha.

Entre os mais bolsonaristas, 94% defendem a prisão domiciliar e 3% não o fazem.

Já entre os mais petistas, 28% preferem o ex-presidente em casa e 68% querem a volta da prisão.

Entre os que pretendem votar no presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 30% defendem a prisão domiciliar e 66% querem a volta à prisão.

Dos eleitores declarados de Flávio Bolsonaro (PL), 93% são a favor de que o ex-presidente cumpra a pena em casa e somente 5% afirmam que ele deve voltar para a Papudinha.

O Datafolha ouviu 2.004 pessoas em 137 cidades do Brasil entre 7 e 9 de abril. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-03770/2026. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes saiu em defesa do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula (PT) para ocupar a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso. A mensagem presidencial com o nome de Messias foi entregue ao Senado no último dia 1º, abrindo caminho para sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e votação no plenário da Casa.

Em postagem no X neste domingo (12), Gilmar classificou as críticas recentes da imprensa como “vazias e apressadas” e “leituras rasas” que ignoram o currículo de Messias. “São leituras rasas que ignoram o currículo qualificado do atual advogado-geral da União, marcado por vasta experiência na administração pública e sólida formação acadêmica”, escreveu o ministro.

O ministro citou a trajetória do advogado-geral da União no serviço público, com destaque para a atuação à frente da AGU durante o “tarifaço” imposto por Donald Trump e na responsabilização de big techs por publicações criminosas nas redes sociais. Segundo ele, o AGU sempre atuou com “perfil conciliador”, “respeito à separação dos Poderes” e “elevado senso institucional”.

 

“Essas credenciais evidenciam que Jorge Messias está à altura do cargo e reúne condições para exercer a magistratura com equilíbrio, responsabilidade e elevado senso institucional. O Senado saberá analisar seus múltiplos atributos”, concluiu Gilmar Mendes.

Depois de levar o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) para a vice de Luiz Inácio Lula da Silva, o PT busca agora atrair o PSDB para a chapa de Fernando Haddad ao governo de São Paulo. Integrantes da direção nacional do PSDB confirmaram ao Estadão que os petistas tentam abrir diálogo com o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra, pré-candidato tucano ao governo paulista.

Eles relataram, ainda, que lideranças do PT na Câmara dos Deputados e no Senado sondaram o partido sobre uma eventual filiação da ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet

As conversas, no entanto, não avançaram, e Tebet acabou trocando o MDB pelo PSB para disputar o Senado por São Paulo.

Para dirigentes tucanos, a aliança com o PT é de difícil costura. Já petistas argumentam que os tucanos foram escanteados na administração paulista e estão sem espaço no projeto de reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos), o que justificaria uma composição inédita com o PT, seu adversário histórico.

Coordenador do grupo Prerrogativas e aliado próximo de Haddad, Marco Aurélio de Carvalho confirmou que há um movimento de aproximação do PT com o PSDB em São Paulo e disse ver com bons olhos a iniciativa. O Prerrogativas esteve à frente da articulação que levou Tebet a disputar o Senado pelo Estado.

“É induvidoso que Haddad quer construir uma frente ampla em São Paulo”, disse Carvalho. “O PSDB colaborou muito para a democracia do País. É um luxo para nós ter relação com suas lideranças. Haddad é um político amplo e vai saber conduzir esse processo.” Procurado, Paulo Serra não respondeu aos contatos da reportagem.

Um tucano ouvido reservadamente afirmou não ver sentido em um apoio do PSDB ao PT, mas disse considerar plausível que os petistas estimulem o partido a lançar candidato próprio, numa estratégia para aumentar o número de candidaturas e favorecer a realização de um segundo turno.

Barganha

Esse mesmo tucano avaliou que seria mais interessante para o PSDB ter candidato próprio do que caminhar com Tarcísio, já que, numa eventual segunda etapa da disputa, o partido seria um apoio importante e teria maior poder de barganha. Além disso, a estratégia ajudaria a fortalecer o uso do número de urna do PSDB e, por consequência, a impulsionar a eleição de deputados.

Mesmo que apoie o governador, o PSDB ficará de fora da chapa de Tarcísio. A composição terá como vice Felício Ramuth (MDB), atual ocupante do cargo, além de Guilherme Derrite (PP) e um nome indicado pelo PL para o Senado.

Na chapa de Haddad, ainda há duas vagas indefinidas: a de vice e uma de senador, que está sendo disputada pelos ex-ministros Márcio França (PSB) e Marina Silva (Rede). Tebet será a outra candidata ao Senado.

Haddad tem buscado ampliar o arco de alianças, que atualmente conta apenas com partidos de esquerda. Além do PSDB, o pré-candidato do PT tenta se aproximar do PSD de Gilberto Kassab O dirigente partidário descartou uma aliança e disse que está fechado com Tarcísio.

Reunião

Aliados do governador estranharam o que interpretaram como uma abertura de diálogo dos tucanos com os petistas. No mês passado, os presidentes nacional, Aécio Neves (PSDB), e estadual, Paulo Serra, se reuniram com Tarcísio e pediram ajuda na montagem da chapa de deputados em São Paulo.

O movimento foi lido no Palácio dos Bandeirantes praticamente como uma confirmação de que o PSDB estaria na coligação do governador. Além da conversa com o PT, outro ponto que desagradou ao entorno de Tarcísio foi a declaração de Aécio, de que Paulo Serra poderia ser candidato a governador. A avaliação no Bandeirantes, contudo, é a de que Serra não conseguiria viabilizar uma candidatura competitiva.

Atualmente, o PSDB forma uma federação com o Cidadania, o que significa que os partidos precisam atuar de forma conjunta.

O deputado federal Alex Manente (Cidadania-SP), que preside o Cidadania em nível nacional, disse ao Estadão que pedirá a Aécio para que o partido comande a federação em São Paulo – atualmente, o posto está vago.

“Por uma razão simples e objetiva que está no estatuto: nós temos dois deputados federais de São Paulo no Cidadania e nenhum do PSDB”, disse Manente. A posição do Cidadania, segundo ele, é apoiar a reeleição de Tarcísio.

Esvaziamento

Depois de perder o governo de São Paulo após quase 30 anos de hegemonia, o PSDB sofreu uma sequência de derrotas no Estado. Enfrentou debandada de prefeitos, desapareceu na Câmara Municipal da capital, onde chegou a ter a bancada mais expressiva ao lado do PT, e sofreu um esvaziamento na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) durante a janela partidária, passando de oito deputados para um. Boa parte de seus quadros migrou para o PSD de Kassab.

A defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli informou nesta sexta-feira (10) que apresentou recurso à Corte de Cassação da Itália para derrubar a decisão que autorizou a extradição dela para o Brasil.

No mês passado, a Corte de Apelação aceitou extraditá-la, mas a decisão não foi definitiva porque cabe recurso.

De acordo com o advogado Fábio Pagnozzi, foram feitos questionamentos sobre irregularidades processuais, as condições do sistema carcerário brasileiro e críticas à atuação do ministro Alexandre de Moraes na condução do processo que condenou Zambelli.

“Desde o início, apontamos falhas no processo, tanto na ausência de correspondência do crime de hackeragem na legislação italiana quanto na forma como o pedido de extradição foi formalizado”, disse a defesa.

A Corte de Cassação é a última instância do judiciário italiano. A análise do caso pode durar até seis meses.

Se a extradição for mantida pelo tribunal, a palavra final sobre o retorno de Zambelli ao Brasil será do Ministério da Justiça da Itália.

Fuga

Em julho de 2025, Carla Zambelli foi presa em Roma, capital da Itália. Ela tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Por ter dupla cidadania, Zambelli deixou o Brasil em busca de asilo político em terras italianas após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023.

De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes. Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.

Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição da ex-deputada para o Brasil.

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