
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a criticar a proposta de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, afirmando que a medida, transformada em dosimetria para reduzir penas, “não é suficiente para encerrar a perseguição” contra os envolvidos.
Em declarações nas redes sociais, o parlamentar mencionou a carta enviada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 9 de julho de 2025. No documento, Trump elogiou Jair Bolsonaro, chamando-o de “líder altamente respeitado”, e classificou os julgamentos no Supremo Tribunal Federal (STF) como uma “caça às bruxas”.
Segundo Eduardo, esse posicionamento norte-americano demonstra a atenção internacional sobre o tratamento dado ao ex-presidente e aos investigados no Brasil. O debate em torno da anistia também envolve articulações políticas. O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, deve se reunir ainda hoje com o relator da proposta para repassar a posição de Jair Bolsonaro e apresentar condições para a análise do texto.
A Câmara dos Deputados vota nesta quarta-feira (1º) a proposta que, se aprovada, trará mudanças significativas para o Imposto de Renda. O projeto, que é uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, busca aumentar a faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês.
O texto, relatado pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), foi enviado ao Congresso em março e já passou por uma comissão especial em julho. A votação de hoje no plenário é o próximo passo para que a medida avance. Se aprovada na Câmara, a proposta ainda precisará ser analisada e votada pelo Senado Federal antes de ser sancionada pelo presidente Lula.
O principal ponto do projeto é a isenção total do Imposto de Renda para pessoas com renda mensal de até R$ 5 mil. Isso também se aplica a quem recebe até R$ 60 mil por ano. Além disso, a proposta inclui um desconto para aqueles que ganham até R$ 7.350 mensais.
Para compensar a queda na arrecadação, o governo sugere a criação de uma nova alíquota, que pode chegar a 10%, para rendimentos anuais acima de R$ 600 mil. A alíquota máxima de 10% seria aplicada para quem recebe mais de R$ 1,2 milhão por ano. Essa taxação não afetará quem já paga a alíquota de 27,5% de Imposto de Renda.
O relator do projeto também incluiu uma regra que direciona parte do dinheiro arrecadado com essa nova tributação para estados e municípios.
A ampliação da isenção do IR deve gerar uma perda de arrecadação de aproximadamente R$ 25,8 bilhões em 2026. Contudo, mesmo com as mudanças, o parecer do relator aponta para uma sobra de R$ 12,7 bilhões até 2027. Este valor será utilizado para compensar a redução da alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que foi criada pela Reforma Tributária.
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, aproveitou a polêmica fala do secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, sobre “generais e almirantes gordos” para ironizar o presidente Donald Trump nas redes sociais.
Durante um encontro com quase 800 oficiais de alta patente na Base do Corpo de Fuzileiros Navais de Quantico, na Virgínia, na terça-feira (30), Hegseth criticou a aparência das tropas e disse que era “inaceitável ver generais e almirantes gordos pelos corredores do Pentágono e liderando comandos no país e no mundo”.
Newsom reagiu publicando no X o vídeo do discurso de Hegseth acompanhado de uma foto de Trump em um McDonald’s, tirando o paletó. Na legenda, o democrata ironizou: “Acho que o Comandante em Chefe precisa ir embora!”.
Publicação do governador diz: "É completamente inaceitável ver um comandante-chefe gordo nos corredores da casa branca".

A fala de Hegseth foi vista como parte da ofensiva do governo Trump para endurecer regras de disciplina e aparência dentro das Forças Armadas, em meio às mudanças anunciadas pelo secretário, que incluem testes de aptidão física obrigatórios e a proibição de barbas.
O episódio é mais um capítulo da troca de provocações entre o governador da Califórnia e o republicano, que já travam embates frequentes nas redes sociais.
A CMO (Comissão Mista de Orçamento) do Congresso aprovou nesta terça-feira (30), em votação simbólica, que o fundo eleitoral terá pelo menos R$ 4,9 bilhões para 2026.
O requerimento foi apresentado pelo deputado federal Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL), relator do Orçamento de 2026, após reunião com o colegiado de líderes da comissão e foi aprovada de forma simbólica por deputados e senadores. O valor será reservado na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2026.
Na justificativa, o deputado menciona que o projeto da LDO enviado pelo governo destina apenas R$ 1,13 bilhão para o Fundo Especial de Financiamento de Campanha e diz que é preciso aumentar esse valor.
O aumento ocorrerá com base no corte de R$ 1,01 bilhão em despesas discricionárias do governo (como investimento e custeio) e de R$ 2,93 bilhões em emendas parlamentares de bancadas estaduais, que são de execução obrigatória pelo governo. Eles se somarão ao R$ 1,01 bilhão que já estava reservado na LDO.
O relator do projeto na comissão, o deputado federal Gervásio Maia (PSB-PB), já havia determinado em seu parecer a proibição de que o governo corte valores relativos ao fundo partidário e ao fundo eleitoral, algo que, segundo o parlamentar, também ocorreu em anos anteriores.
Ao assumir a presidência da CMO no início deste ano, o senador Efraim Filho (União Brasil-PB) afirmou que a gestão teria como prioridade o equilíbrio fiscal para evitar o sentimento de gastança desenfreada e que isso seria feito também pela redução de custos.
"Temos a responsabilidade de saber escolher bem e entender que a palavra da moda no Brasil, que é o equilíbrio fiscal, deve ser a premissa na discussão dessa comissão, para evitar qualquer sentimento de gastança desenfreada que causa impacto na sociedade. É importante lembrar que o equilíbrio fiscal não se faz apenas do lado da receita, aumentando imposto, mas também pelo lado da despesa, de qualificar o gasto público, reduzir custos e eliminar desperdício", afirmou o senador ao assumir a comissão.
A aprovação da instrução surge em meio à pressão do Congresso para que o governo federal reduza despesas. Em junho, em meio à crise do IOF, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que o governo Lula (PT) precisava fazer o dever de casa e cortar gastos.
Nas últimas eleições, em 2022 e 2024, o fundo eleitoral foi fixado em R$ 4,9 bilhões, tanto no pleito municipal quanto no federal e estadual.
A votação do projeto da LDO, no entanto, foi adiada para a próxima semana. O parecer prevê também que o governo federal pague até junho de 2026 as emendas para saúde e assistência social e as transferências especiais para estados e municípios, conhecidas como emendas Pix, antes das eleições.
As verbas destinadas à saúde são menos metade do valor total das emendas parlamentares, que custarão mais de R$ 50 bilhões em 2026.
Neste mês, o STF (Supremo Tribunal Federal) determinou que a suspensão das emendas com Pix suspeitas de irregularidades em nove municípios. Pela regra atual, a transferência dessas verbas precisa ter um plano de trabalho que informe os detalhes da execução dos recursos pelas prefeituras e governos estaduais. A regra repercute negativamente entre parlamentares.
A LDO é aprovada anualmente e estabelece as diretrizes que precisam ser seguidas na elaboração e execução do Orçamento.
O governo está sob pressão em meio à discussão do projeto, sobretudo após aviso do TCU (Tribunal de Contas da União) de que perseguir o piso inferior da meta de resultado primário, em vez do centro, é uma irregularidade.
A Câmara dos Deputados deve votar, nesta quarta-feira (1º), o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês.
O relatório da proposta ficou a cargo do deputado federal Arthur Lira (PP-AL), presidente da Casa, e prevê ainda descontos parciais para contribuintes com renda de até R$ 7.350.
A medida deve beneficiar cerca de 16 milhões de brasileiros em todo o país, trazendo alívio imediato ao orçamento das famílias.
O texto relatado por Lira mantém a previsão de uma compensação fiscal com a taxação mínima de 10% sobre lucros, dividendos e rendimentos de alta renda.
A expectativa é que a renúncia com a isenção, estimada em R$ 26 bilhões ao ano, não comprometa a sustentabilidade das contas públicas nem a arrecadação de estados e municípios.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, elogiou a condução da proposta pelo parlamentar. Segundo ele, Lira foi “responsável e diligente” ao articular a tramitação, conduzindo com equilíbrio uma das matérias mais aguardadas pelo Congresso Nacional e pela sociedade brasileira.
Desde que assumiu a relatoria, Arthur Lira promoveu articulação com bancadas governistas e oposicionistas para viabilizar um texto considerado equilibrado e transparente.
O deputado destacou que a medida é fruto de “um esforço coletivo e de um debate técnico, sóbrio e transparente”, reforçando a importância de atender às demandas da população sem descuidar da responsabilidade fiscal.
Para Haddad, a atuação de Lira demonstra sensibilidade às necessidades de quem mais sofre com o peso dos tributos e cumpre os objetivos da política econômica.
A votação desta quarta-feira pode marcar um passo importante na construção de um sistema tributário mais justo e inclusivo no Brasil.
O Congresso Nacional entra nesta semana com duas votações de impacto direto na economia. A Câmara dos Deputados deve votar nesta quarta-feira (1º) o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000, medida que pode beneficiar mais de 15 milhões de brasileiros. Paralelamente, o Senado se prepara para avaliar a Medida Provisória que trata da taxação das apostas esportivas, de fintechs e das compensações do PIS/Cofins.
Segundo a professora de direito constitucional Lílian Cazorla, ambas as propostas são estratégicas para o Executivo e aguardadas pela população. Ela lembra, contudo, que o projeto do IR, mesmo em regime de urgência desde agosto, ainda depende de articulação política para ser aprovado.
No caso das MPs, como a das taxações, a tramitação segue prazos constitucionais específicos. Caso não sejam analisadas no tempo previsto, passam a tramitar em regime de urgência, ganhando prioridade sobre outras matérias no Congresso
Após ser preso em flagrante na madrugada desta terça-feira (30) enquanto prestava depoimento à CPMI do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes, foi posteriormente liberado por conta de pagamento de fiança. A voz de prisão foi dada pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), depois de cerca de 9h de testemunho. Segundo Viana, a ação foi por falso testemunho, como determina o artigo 342 do Código Penal, em flagrante delito. Esta é a segunda prisão que ocorre no âmbito do colegiado. Rubens Oliveira – apontado pela Polícia Federal como intermediário de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS” – foi o primeiro a ser preso, na semana passada.
O presidente da Conafer foi chamado para a CPMI na condição de testemunha, o que o obriga a dizer a verdade durante a oitiva. A CPMI advertiu o depoente desde o início de sua obrigação legal de dizer a verdade. Entretanto, durante a sessão, ficou constatado que o depoente omitiu diversas informações deliberadamente, entrou em contradição em várias delas e, ao ser questionado novamente pelo relator e pelos membros da comissão, manteve essas afirmações. “Essas contradições configuram mentira deliberada e ocultação de informações com o intuito de prejudicar as investigações dessa comissão”, argumentou Viana.
Uma das omissões apontadas por membros da CPMI foi a resposta dada por Lopes ao relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). A Gaspar, Lopes disse não saber quem era o sócio da Santos Agroindustria Atacadista e Varejista, empresa que recebeu R$ 800 milhões, segundo o relator, da Conafer. O sócio em questão é Cícero Marcelino, funcionário da Conafer. Cícero Marcelino foi alvo de operação da Polícia Federal em maio Ele é apontado pela investigação como operador financeiro da Conafer. Ele teria recebido mais de R$ 100 milhões do INSS.
Ele também é suspeito de ter comprado veículos de alto valor com recursos da fraude aos aposentados. Depois, Lopes admitiu conhecer Marcelino, mas negou que ele seria funcionário da Conafer. “Cícero sempre foi um fornecedor de bens e serviços da Conafer por mais de 15 anos. E pegou essa pecha aí de falar que assessor – assessor são os egos da amizade, né? Como nós todos vimos aqui. É o querido, é o amigo”, afirmou. A Conafer é a segunda entidade associativa com mais descontos nas mensalidades dos aposentados. A investigação da Polícia Federal aponta que esses descontos eram ilegais sem autorização dos pensionistas, por isso a Conafer entrou na mira das apurações.
Em um intervalo de seis anos, entre 2019 e 2024, a Conafer registrou um crescimento de mais de 790 vezes nos descontos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O valor acumulado no período atingiu R$ 688 milhões. De origem indígena, o presidente da confederação, Carlos Roberto Lopes, também é sócio de uma empresa de melhoramento genético de gado e dono de um quiosque que vende artesanato indígena no Aeroporto de Brasília.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, disse nesta segunda-feira (29) que a Corte não deixará julgar leis e emendas que afrontam a Constituição. A declaração foi feita durante discurso de posse e ocorre no momento em que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro tentam aprovar no Congresso uma norma para anistiar os condenados pela trama golpista. “Não hesitaremos em fazer a travessia das verdades dos fatos às verdades da razão. Em momento algum, titubearemos no controle de constitucionalidade de lei ou emenda que afronte a Constituição, os direitos fundamentais e a ordem democrática”, afirmou.
No discurso de posse, o novo presidente também disse que sua gestão será marcada pelo diálogo com os demais poderes e a defesa dos direitos humanos. Indicado pela então presidente Dilma Rousseff, Edson Fachin tomou posse no Supremo em junho de 2015. O ministro nasceu em Rondinha (RS), mas fez carreira jurídica no Paraná, onde se formou em direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
No STF, foi relator das investigações da Operação Lava Jato, do processo sobre o marco temporal para demarcações de terras indígenas e do caso que ficou conhecido como ADPF das Favelas, ação na qual foram adotadas diversas medidas para diminuir a letalidade policial durante operações contra o tráfico de drogas no Rio de Janeiro.
O ministro ficará no comando do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) até 2027, em substituição a Luís Roberto Barroso. O ministro Alexandre de Moraes também tomou posse como vice-presidente da Corte.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, está avaliando a possibilidade de vetar uma emenda ao projeto de reestruturação da Polícia Civil, conhecida como “gratificação faroeste”. A medida, aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), concede uma bonificação salarial a agentes de segurança. O governador estaria mais inclinado ao veto neste momento.
A chamada “gratificação faroeste” é uma bonificação nos vencimentos dos policiais (inicialmente civis, mas que poderia ser estendida aos militares) de até 150%. Este valor seria concedido caso o agente de segurança consiga neutralizar – isto é, matar – um traficante perigoso ou realizar prisões e apreensões consideradas relevantes.
A análise de Cláudio Castro para o veto se baseia em duas principais áreas:
A decisão está sendo “bem e refinada” pelo governador, que se prepara para as eleições de 2026 – pretendendo se descompatibilizar do cargo até abril do próximo ano para concorrer ao Senado Federal ou, como alternativa, a Deputado Federal.
A “bancada da bala” da Alerj está atenta à situação, pois um eventual veto pode gerar movimentações e pressões políticas no estado. O cenário é agravado pelo fato de o governador Cláudio Castro e o presidente do parlamento, Rodrigo Bacellar (União Brasil), não estarem “falando a mesma língua”.
*Com informações de Rodrigo Viga
Em mais um episódio do tarifaço, o presidente Donald Trump anunciou que vai impor tarifas de 100% sobre filmes produzidos fora dos Estados Unidos. Em publicação no Truth Social nesta segunda-feira (29/9), o republicano afirmou que o “negócio de produção cinematográfica foi roubado dos Estados Unidos da América por outros países, assim como roubar "doce de criança’”.
Trump usou a postagem ainda para criticar o governador da Califórnia, o democrata Gavin Newsom, ao qual chamou de “fraco e incompetente”. Segundo o presidente, o estado, onde fica Hollywood, é o mais afetado com o suposto roubo.
Essa não é a primeira crítica do político a Newson, em junho, os dois políticos tiveram um embate após o presidente enviar tropas da Guarda Nacional para conter protestos contra as operações contra imigrantes.
Também na rede social, Trump anunciou que vai impor “tarifas substanciais a qualquer país que não fabrique seus móveis nos Estados Unidos”. A taxação é uma medida para fortalecer o comércio de móveis na Carolina do Norte, que, segundo ele, perdeu espaço para “a China e outros países”.
O estadunidense deve se manter nos holofotes nesta segunda-feira. Além das novas tarifas, Trump tem os olhos do mundo inteiro voltados para ele devido a uma reunião com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. As expectativas são de que os dois apresentem um plano de cessar-fogo para o conflito em Gaza após o encontro.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vai ouvir novas testemunhas nesta segunda-feira (29), às 16 horas. A reunião será no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado
Foram convocados:
Segundo a Polícia Federal, a Conafer está entre as entidades que mais realizaram descontos de mensalidades em aposentadorias. O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), justificou a convocação de Carlos Roberto.
“O crescimento vertiginoso da arrecadação da Conafer, que saltou de R$ 6,6 milhões para mais de R$ 40 milhões, coincide com o período em que se intensificaram os descontos indevidos diretamente nos benefícios previdenciários de milhões de segurados.”
Já Fernando Cavalcanti é apontado como ex-sócio do advogado Nelson Wilians Rodrigues, cuja prisão preventiva foi aprovada nesta quinta-feira pela CPMI. Ele também teria ligação com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
No requerimento aprovado, Alfredo Gaspar afirmou:
“Sua participação em estruturas societárias relacionadas a Nelson Wilians e sua proximidade com o ambiente empresarial de Antônio Carlos Camilo Antunes justificam sua convocação como testemunha, diante das investigações sobre as fraudes no INSS.”
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (29) que o ex-deputado Daniel Silveira passe para o regime aberto — com restrições como uso de tornozeleira eletrônica e proibição de uso de redes sociais.
Silveira foi condenado a 8 anos e 9 meses de prisão, em regime fechado, e o pagamento de multas no valor de cinco salários mínimos (referente ao patamar da época), pelos crimes de ameaça ao Estado Democrático de Direito e coação no curso do processo. A sentença é de abril de 2022.
Ele cumpriu quatro anos, um mês e 26 dias de prisão — mais de 25% da pena —, em regime fechado, e comprovou o pagamento da multa de R$ 271 mil.
Por isso, segundo Moraes, "estão presentes todos os requisitos legais exigidos para a progressão do sentenciado ao regime aberto de cumprimento de sua pena privativa de liberdade".
Silveira também passou por exame criminológico, que apontou aptidão e capacidade de exercer funções trabalhistas por parte do sentenciado, diz a decisão do ministro.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor da progressão de regime.
Restrições
No caso do regime aberto, Daniel Silveira terá que comprovar que está trabalhando, usar tornozeleira eletrônica e cumprir regras de recolhimento domiciliar durante os períodos de folga. Ele também está proibido de usar redes sociais.
O ex-deputado não poderá se ausentar do Rio de Janeiro, onde mora, sem autorização judicial, e é obrigado a comparecer semanalmente em juízo para justificar suas atividades.
Procedimento médico
Silveira estava preso em regime semiaberto na Cadeia Agrícola de Magé, na Baixada Fluminense (RJ), mas passava a maior parte do dia fora do presídio e em casa, em Petrópolis, na Região Serrana, como informou o g1.
O ex-parlamentar tinha autorização para sair e retornar todos os dias do presídio para fazer tratamento de fisioterapia no joelho, operado em julho.
Depois da cirurgia, laudos apresentados pela defesa alegaram que ele precisava de duas sessões diárias de fisioterapia. Os advogados, então, pediram que Silveira ficasse em prisão domiciliar humanitária por seis meses, tempo estimado de duração do tratamento.
Em 5 de agosto, o ministro Alexandre de Moraes não autorizou a prisão domiciliar.
Mas concedeu saídas temporárias, pelo período de 30 dias, para que Silveira deixasse a prisão em Magé e frequentasse as sessões de fisioterapia numa clínica particular em Petrópolis, na Região Serrana, indicada pela defesa. A residência do ex-deputado também fica em Petrópolis.
Em 26 de agosto, Moraes prorrogou as saídas por mais 90 dias.
Os laudos apresentados pela defesa de Silveira apontam que o ex-parlamentar precisa de fisioterapia todos os dias. Mas a clínica só funciona de segunda a sexta.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (25) determinar o desbloqueio das redes sociais da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A parlamentar está presa na Itália, onde aguarda o fim do processo de extradição solicitado pelo Brasil.
Ao determinar o desbloqueio, Moraes entendeu que a medida não é mais necessária porque o processo criminal contra a parlamentar já foi encerrado.
Moraes também fixou multa diária de R$ 20 mil em caso de reiteração na publicação de postagens com desinformação, discurso de ódio e contra a democracia.
A liberação vale para as redes sociais da Meta, Telegram, X, Linkedin, Tik Tok, Getter e YouTube.
Em julho deste ano, Zambelli foi presa em Roma, capital da Itália, onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro.
De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes. Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.
Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição da deputada para o Brasil. O pedido de extradição de Carla Zambelli foi oficializado no dia 11 de junho pelo STF. Em seguida, o pedido foi enviado pelo Itamaraty ao governo italiano.
Na Câmara, Zambelli é alvo de um processo de cassação do mandato. Ontem, ela prestou depoimento, por videoconferência, à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e negou participação na violação do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, tem orientado seus aliados a não o tratarem publicamente como um futuro candidato à Presidência da República, segundo relatos de bastidores. A postura de moderação foi notada durante um evento de entrega de habitações em Embu das Artes, na Região Metropolitana de São Paulo. Enquanto em uma agenda anterior, no mesmo local, Tarcísio havia sido tratado como “presidenciável” e “futuro presidente” por diversos convidados, nos discursos do evento mais recente, o tom mudou. Em vez de projetar o governador à Presidência, as falas dos convidados ficaram mais cautelosas, desejando apenas que “o caminho seja o melhor para o governador”.
De acordo com aliados próximos, o próprio Tarcísio de Freitas se sente incomodado ao ser tratado como presidenciável. Uma das razões para isso seria o aumento das rusgas e do atrito com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Embora o nome do governador seja um dos mais falados no Congresso Nacional devido ao seu protagonismo em temas como a anistia, a orientação é para que os aliados evitem discursos que o coloquem diretamente na corrida presidencial.
No Palácio dos Bandeirantes, o cenário atual tem sido “mais desanimador” para Tarcísio tentar uma candidatura à Presidência. Fatores como a evolução do discurso do presidente Lula sobre soberania, as manifestações recentes nos atos de 7 de Setembro e um tom mais duro com o Supremo Tribunal Federal, além da perda de força da pauta da anistia, são vistos como elementos de desânimo para o governador.
*Com informações de Beatriz Manfredini
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, repetiu, nesta quinta-feira (25) que é o momento de se mudar a escala de trabalho 6×1, mas ponderou que essa decisão depende do Congresso Nacional. Ele concede entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). “Eu defendo que reduza para 40 horas semanais, saindo das 44 horas semanais. E defendo que se encontre um jeito de acabar com a escala 6×1“, enfatizou.
Marinho declarou que a população precisa se mobilizar e pressionar os Congressistas para que isso aconteça. Para ele, sem pressão e com a atual composição do Legislativo, é improvável haver avanços nesse tema. “Se tiver uma mobilização dirigida, com massa, com vigor, de rua, é possível que o Congresso Nacional venha atender esse clamor da classe trabalhadora”, declarou. “Se amenizar a mobilização, na minha avaliação, esse perfil de Congresso não atenderá essa reivindicação”, completou.
Segundo ele, a solução seria através de acordos coletivos para garantir que se mantenha a atividade econômica. Para isso, precisaria da autorização inicial do Congresso, proibindo a escala 6×1.
O governador Paulo Dantas (MDB) chega ao terceiro ano de mandato com índices sólidos de aprovação e reconhecimento popular. Segundo pesquisa do Real Time Big Data, divulgada nesta quarta-feira (24), 77% dos entrevistados consideram sua gestão positiva, sendo 36% de avaliações como “boa” ou “ótima” e outros 41% como “regular”. Já 22% desaprovam o governo, enquanto 1% não soube responder.
Quando questionados diretamente sobre aprovação ou reprovação do governador, 66% afirmaram aprovar sua atuação à frente do Executivo Estadual, contra 31% que desaprovam. A pesquisa ouviu 1.200 pessoas em Alagoas, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
A cientista política Luciana Santana, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), atribui os bons números à combinação de continuidade administrativa, ações estratégicas e alinhamento com o Governo Federal.
“Paulo Dantas herdou pontos positivos da gestão Renan Filho, mas soube administrar com autonomia e dar continuidade a uma agenda estruturante. O bom relacionamento com Brasília e a manutenção de uma postura institucional ajudam a consolidar sua imagem como gestor eficiente”, afirmou a pesquisadora.
Com investimentos em áreas como infraestrutura, educação, segurança pública e ações voltadas à inclusão, o governo de Paulo Dantas tem mantido o discurso de que o “Estado não vai parar”. Outro diferencial, segundo analistas, é a presença de um secretariado técnico, com ampla participação feminina, o que reforça o perfil moderno e equilibrado da gestão.
