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Os aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga descontos irregulares em aposentadorias e pensões do INSS barraram nesta quinta-feira (16) a convocação de José Ferreira da Silva, irmão do petista. Também conseguiram retirar da pauta, sem deliberação, quebras de sigilo do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi.

Conhecido como Frei Chico, o irmão do chefe do governo é vice-presidente do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos), uma das entidades investigadas pela comissão. Ele é um dos principais alvos dos grupos de oposição, que buscam desgastar o Planalto por meio do irmão do presidente. O requerimento de convocação de Frei Chico foi rejeitado por 19 votos a 11.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), chegou a pedir a retirada de pauta do requerimento antevendo que seria rejeitado, mas não teve sucesso.
As quebras de sigilos telefônico, telemático (referente às comunicações, como trocas de mensagens), bancário e fiscal de Lupi, além da elaboração de um relatório sobre as transações financeiras do ex-ministro, foram retiradas de pauta depois de acordo entre o representante do governo, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), e o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN).

O acerto foi feito na conversa que ambos têm com Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da comissão, antes de todas as reuniões do colegiado. Lupi, além de ex-ministro, é presidente do PDT, partido aliado de Lula.

Outro resultado obtido pelos aliados de Lula nas votações foi a aprovação do requerimento para o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) elaborar um relatório sobre as transações financeiras do advogado Eli Cohen entre 2015 e 2025.

Ele foi um dos primeiros a investigar os descontos irregulares em benefícios previdenciários e depôs nas primeiras semanas da CPI. O pedido teve 21 votos a favor e 10 contra.
Sóstenes Cavalcante votou com o governo como forma de pressionar outros integrantes da comissão a aprovar a convocação de Frei Chico e outros requerimentos.

"Você vai votar com a gente em todas?", perguntou a Sóstenes o deputado governista Alencar Santana (PT-SP) fora do microfone. "Vou, e se vocês não votarem comigo nos outros, vão ser expostos", respondeu o bolsonarista.

Governistas afirmam, nos bastidores, que o advogado está associado à oposição. Na quarta-feira (15), a Folha revelou um áudio em que Cohen relata ter recebido dicas do marqueteiro do PL, Duda Lima, sobre como se portar em seu depoimento à comissão. O advogado diz ser alvo de uma "destruição de caráter" por ter exposto irregularidades.

O governo também conseguiu barrar quebras de sigilo contra a publicitária Danielle Miranda Fontelles. Ela já trabalhou para campanhas petistas e, de acordo com documentos recebidos pela CPI, recebeu R$ 5 milhões de Antônio Carlos Camilo Antunes. Conhecido como Careca do INSS, ele é uma das figuras mais conhecidas do escândalo de descontos em aposentadorias. Sua defesa nega irregularidades. O requerimento sobre Fonteles foi rejeitado por 19 votos a 11.

As vitórias nas votações desta quinta-feira são uma nova mostra da reorganização do governo. Ao longo das últimas semanas, os aliados de Lula se recuperaram do baque representado pela perda da presidência da CPI e agora têm a maioria dos votos na comissão.
Os aliados do Planalto tinham apoio dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que o senador Omar Aziz (PSD-AM) fosse eleito presidente da CPI e o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) fosse escolhido relator.

A oposição se organizou na véspera da votação e conseguiu emplacar o senador Carlos Viana (Podemos-MG) como presidente e o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) como relator.
As votações desta quinta-feira foram realizadas antes do depoimento de Cícero Marcelino, apontado como um operador do esquema de descontos ligado à Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais).

A entidade teve R$ 796,8 milhões em transações atípicas entre 2022 e 2025, de acordo com relatório do Coaf. O presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, disse em entrevista à Folha de S.Paulo, que houve problemas na atuação da entidade, mas que eles foram resolvidos e que R$ 170 milhões foram devolvidos.

A CPMI do INSS retirou de pauta, nesta quinta-feira (16) os requerimentos de quebra do sigilo fiscal e telemático do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi de janeiro de 2023 a agosto deste ano, período em que esteve à frente da pasta. Os pedidos também incluíam o envio de relatórios de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou a medida após reunião a portas fechadas com os líderes do governo e da oposição a portas fechadas.

Três parlamentares protocolaram os requerimentos: os senadores Izalci Lucas (PL-DF) e Marcos Rogério (PL-RO) e o deputado federal Marcel Van Hattem (NOVO-RS). Em fevereiro de 2023, Lupi publicou portaria em que avocou para si e seu gabinete a nomeação de servidores comissionados do INSS. Ele deu cargos a figuras apontadas pela Polícia Federal como participantes do esquema de descontos ilegais a aposentados, a exemplo de Geovani Batista Spiecker, ex-coordenador de suporte ao atendimento da Diretoria de Benefícios, e Jucimar Fonseca da Silva, ex-coordenador de pagamento de benefícios.

Segundo investigação realizada no âmbito da operação Sem Desconto, eles teriam facilitado descontos associativos em favor da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag).

A aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso reacendeu a disputa política em torno da próxima indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia diferentes nomes para a vaga, em meio a pressões do PT, de aliados no Congresso e de setores que pedem a nomeação de uma mulher para a Corte.

Integrantes do Partido dos Trabalhadores defendem a escolha do atual advogado-geral da União, Jorge Messias, aliado de confiança de Lula. No entanto, essa opção pode gerar resistência entre parlamentares, especialmente no Senado, responsável por aprovar a indicação. Por outro lado, setores do Congresso defendem o nome do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, considerado mais viável politicamente.

Além dessas opções, cresce a pressão por uma mulher no Supremo — nomeadamente Daniela Teixeira, ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que tem apoio de grupos feministas e até de personalidades públicas, como a cantora Anitta, que enviou uma carta a Lula defendendo a escolha de uma ministra.

Nos bastidores do Supremo, há ainda especulações sobre uma possível aposentadoria antecipada da ministra Cármen Lúcia, que poderia abrir uma segunda vaga para indicação de Lula ainda neste mandato. A magistrada, que poderia permanecer na Corte até 2028, estaria avaliando deixar o cargo antes, em razão do desgaste público e das ameaças recebidas nas redes sociais após votos polêmicos, como o que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Analistas políticos avaliam que a sucessão no STF ocorre em um momento de alta exposição e politização da Corte, o que amplia a pressão sobre os ministros e o próprio governo. Para o cientista político Mano Ferreira, o Supremo precisa recuperar sua imagem de “árbitro imparcial e técnico”, menos contaminado por disputas políticas.

Já o comentarista Jesualdo lembra que a indicação política para cortes constitucionais é uma prática comum em várias democracias, como nos Estados Unidos e na França, e que o sistema de “freios e contrapesos” acaba naturalmente vinculando o Executivo e o Legislativo às escolhas do Judiciário. Com a vaga aberta por Barroso e a possível saída de Cármen Lúcia, Lula poderá ter indicado quatro ministros ao STF apenas neste terceiro mandato — consolidando uma das maiores influências recentes de um presidente sobre a composição da mais alta Corte do país.

CPMI do INSS ouve nesta quinta-feira (16), às 9 horas, Cícero Marcelino de Souza Santos, ligado à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). A entidade é uma das associações acusadas de envolvimento em fraudes contra aposentados e pensionistas. Cícero Marcelino é assessor do presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, e foi alvo da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal. Há suspeita de que ele recebia valores de mensalidades ilegais cobradas pela Conafer, sob o pretexto de ser prestador de serviços da entidade.

Em depoimento anterior, no dia 29 de setembro, Lopes disse que o assessor prestava diversos serviços à confederação. “Tivemos locações de veículos, compra de insumos e brinquedos para o Natal. São vários insumos”, afirmou Lopes ao deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI.

Votação de requerimentos

Na primeira parte da reunião, os parlamentares devem analisar 101 requerimentos, incluindo quebras de sigilos e novas convocações. Um dos pedidos propõe a quebra de sigilos bancário, fiscal e de comunicações do ex-ministro da Previdência Social, Carlos Lupi. O requerimento inclui e-mails institucionais do INSS e o celular pessoal de Lupi.

Os membros da comissão também devem decidir se convocam o vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico. O sindicato é uma das entidades acusadas de filiar aposentados sem autorização e cobrar mensalidades automáticas.

Frei Chico é irmão do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e é alvo de 11 requerimentos de parlamentares. O senador Izalci Lucas (PL-DF) defende sua convocação para esclarecer o aumento de arrecadação do Sindnapi, que, segundo ele, passou de R$ 23,3 milhões em 2020 para R$ 154,7 milhões em 2024. “Frei Chico tem o dever de esclarecer o crescimento na arrecadação de sua entidade. O fato de não ser alvo direto da Polícia Federal não impede a apuração desta CPMI”, disse Izalci.

Pedidos da base governista

Já integrantes da bancada governista, como o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), pedem a convocação de Philipe Roters Coutinho, agente da Polícia Federal acusado de envolvimento nas fraudes, e de Thiago Schettini, apontado como facilitador do esquema. Os parlamentares também pedem a convocação de José Arnaldo Bezerra Guimarães, suspeito de realizar pagamentos à filha de Ahmed Mohamad Oliveira Andrade, ex-assessor do ex-ministro da Previdência do governo Bolsonaro.

O relator Alfredo Gaspar também apresentou pedido de prisão preventiva do presidente do Sindnapi, Milton Baptista de Souza Filho, acusado de comandar esquema criminoso que teria desviado milhões de reais por meio do sindicato. Segundo Gaspar, há indícios de falsificação de documentos e contratações de empresas ligadas à esposa do acusado.

A CPMI deve analisar convocações de outras 14 pessoas, entre elas Adelino Rodrigues Junior, sócio da empresa DM&H Assessoria Empresarial. De acordo com requerimento do senador Randolfe Rodrigues, Adelino é sócio de Domingos Sávio de Castro, dono de empresa de telemarketing envolvida no esquema investigado.

Também podem ser obrigados a prestar depoimento Alan Santos, diretor do Dataprev, e Lenilson Queiroz de Araújo, chefe da Ouvidoria do INSS. Além disso, a comissão pode aprovar a quebra de sigilo fiscal de quatro pessoas e 13 empresas, com o envio de relatório de inteligência financeira pelo Coaf — órgão responsável por identificar transações suspeitas e crimes financeiros. A reunião será realizada às 9 horas, no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.

*Com informações da Agência Câmara de Notícias

Os Estados Unidos manterão a sanção aplicada ao ex-ministro Roberto Barroso após sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF). A afirmação é do deputado Eduardo Bolsonaro e do comunicador Paulo Figueiredo, que dizem atuar junto à Casa Branca na aplicação de medidas contra autoridades brasileiras envolvidas na condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

“Me admira a pessoa achar que, saindo da posição, isso limpará as besteiras feitas enquanto ocupava o cargo. O secretário Marco Rubio [secretário de Estado dos EUA] está sancionando com perda de visto autoridades brasileiras devido ao Mais Médicos, implementado em 2014”, lembrou Eduardo Bolsonaro em suas redes sociais.

Leia a matéria completa em Metrópoles.com.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, rejeitou nesta terça-feira (14) o pedido de prisão preventiva feito pelos deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Talíria Petrone (PSOL-RJ) contra o também deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A solicitação estava relacionada ao inquérito que investiga a atuação de Eduardo e do comentarista Paulo Figueiredo em uma suposta articulação com autoridades dos Estados Unidos para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) durante o julgamento da ação penal do golpe, na qual o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado.

Em sua manifestação, Gonet afirmou que os parlamentares não têm legitimidade processual para requerer medidas cautelares como a prisão. “Sem embargo do denodo com que atuam os parlamentares, não estão habilitados no feito em nenhuma dessas posições”, escreveu o procurador-geral.

Apesar da negativa, Gonet indicou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) poderá, futuramente, avaliar se há fundamentos para solicitar medidas cautelares próprias, inclusive prisão, “no instante que estime oportuno”. O procurador-geral também rejeitou o pedido de suspensão de pagamentos de subsídios, cotas e verbas parlamentares de Eduardo Bolsonaro, ressaltando que esse tipo de decisão é de competência da Câmara dos Deputados, que já conduz procedimentos administrativos sobre o caso.

O pedido de prisão havia sido protocolado em julho, quando Lindbergh e Talíria alegaram que Eduardo Bolsonaro estaria negociando com autoridades norte-americanas para sabotar as instituições brasileiras, em especial o STF. Como evidências, citaram ofícios e declarações públicas feitas pelo parlamentar nos Estados Unidos, onde ele se encontra licenciado do mandato.

A investigação, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, apura se Eduardo Bolsonaro coordenou uma ofensiva internacional para questionar a legitimidade da condenação de seu pai e pressionar o Supremo. Eduardo e Paulo Figueiredo foram denunciados por coação no curso do processo no âmbito desse inquérito.

O deputado Cabo Bebeto (PL) repercutiu, durante a sessão ordinária desta terça-feira, 14, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Roberto Barroso, em antecipar sua aposentadoria da Suprema Corte. Ele teceu críticas sobre algumas decisões tomadas por Barroso à frente do cargo, sobretudo no que se refere as prisões de mais de 1.400 pessoas que participaram dos atos do 8 de janeiro.

Durante o pronunciamento, Bebeto lembrou que, devido a sua atuação no processo do 8 de janeiro, o ministro Barroso teve o visto cassado pelos Estados Unidos da América.

“Agora o senhor (Ministro Barroso) vai poder descansar em casa sem ter a liberdade de poder viajar para todos os países. Ministro, lhe desejo um ótimo descanso junto aos seus e que todos possam refletir durante muito tempo sobre os resultados de sua missão na vida de cada um”, observou o parlamentar.

A defesa do subtenente do Exército Giancarlo Rodrigues afirmou nesta terça-feira (14) que o militar não conhecia o ex-presidente Jair Bolsonaro e que apenas cumpria ordens legais.

Giancarlo é um dos militares denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por participação em uma tentativa de golpe de Estado promovida pela gestão do ex-presidente.

Ele compõe o núcleo 4 da trama, que começou a ser julgada nesta terça pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o Ministério Público, o militar atuou na chamada "Abin paralela", coordenada pelo então diretor-geral Alexandre Ramagem. O grupo usou a estrutura da Abin para obter informações a serem usadas na tentativa de ruptura institucional.

“Ramagem, o delator Mauro Cid e as duas testemunhas de acusação desse núcleo não conhecem Giancarlo, os outros corréus dos outros núcleos não conhecem Giancarlo. E além disso, Giancarlo não conhecia Jair Bolsonaro e não conhecia ou tinha qualquer relação com Ramagem”, afirmou a advogada Juliana Rodrigues Malafaia.

Para a PGR, Rodrigues e outro réu na ação, Marcelo Araújo Bormevet, agiram de forma coordenada com o núcleo central da organização criminosa, concentrando a produção e disseminação de notícias falsas contra os mesmos alvos que eram apontados publicamente pelo ex-presidente Bolsonaro. O objetivo era o de enfraquecer instituições democráticas.

"Giancarlo comprovadamente não se associou com quem quer que seja nesse núcleo", declarou a advogada. “Inexistiu estrutura ordenada ou divisão de tarefas”, completou Juliana.

A defesa negou ainda que ele tenha cometido os crimes pelos quais foi denunciado e afirmou que a PGR não comprovou que ele tenha atuado com o uso de armas.

Os crimes atribuídos aos réus são:

organização criminosa: pratica o delito quem lidera organização de quatro ou mais pessoas, estruturalmente ordenada, com uso de armas, caracterizada pela divisão de tarefas, e que tem o objetivo de cometer crimes;

abolição violenta do Estado Democrático de Direito: acontece quando alguém tenta "com emprego de violência ou grave ameaça", abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais;

golpe de Estado: fica configurado quando uma pessoa tenta "depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído";

dano qualificado pela violência e grave ameaça: ocorre quando alguém age para destruir, inutilizar ou deteriorar o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima;

deterioração de patrimônio tombado: o crime fica caracterizado quando alguém age para destruir, inutilizar ou deteriorar bem especialmente protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial.

Disseminação em massa

Leonardo Coelho Avelar, advogado do tenente-coronel Guilherme Marques Almeida, negou que ele tenha produzido conteúdo, disse que ele não influenciou terceiros e não participou de organização criminosa.

A acusação aponta que Guilherme Marques de Almeida tinha "papel tático na organização criminosa".

Segundo o Ministério Público, sua "proatividade na propagação da desinformação chamou a atenção das investigações". Cabia a Almeida, por exemplo, o "direcionamento de iniciativas populares, por meio de conhecimentos militares especializados".

Segundo o advogado, ele encaminhou para um grupo de WhatsApp “apenas” 10 links em um mês e que o simples compartilhamento de links não configura disseminação de informações falsas.

“As listas de transmissão tiveram alcance ínfimo e podem ter sido ainda menor. A acusação de que o réu disseminou conteúdo em massa por meio de lista de transmissão é improcedente e tecnicamente falha. A denúncia se baseia em uma premissa equivocada de que o simples ato de se enviar uma mensagem para lista de transmissão equivale a efetiva disseminação”.

O senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), ex-ministro da Ciência e Tecnologia, visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta terça-feira (14/10). Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em casa, no Jardim Botânico, em Brasília (DF), desde 4 de agosto por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O senador chegou ao local por volta das 14h e saiu às 15h. Após se encontrar com o ex-presidente, o parlamentar não deu declarações à imprensa. Esse é o primeiro encontro deles desde que a prisão domiciliar foi decretada.

O astronauta estava com visita agendada para 2 de outubro, mas não pode comparecer por estar em uma missão oficial do Senado Federal fora de Brasília. Na ocasião, em nota, ele informou estar aguardando nova data para prestar apoio e solidriedade ao “amigo e à sua família neste momento tão difícil e injusto que estão enfrentando”.

Atrito com Bolsonaro e PL

A relação do senador com o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros membros do Partido Liberal ficou abalada, após eleição para a presidência do Senado, em fevereiro desde ano. Contrariando o partido, Pontes manteve a candidatura para o cargo e acabou derrotado por Davi Alcolumbre (União-AP).

Na ocasião, a sigla insistiu pela retirada da candidatura, uma vez que negociou apoio ao atual presidente em troca de cargos de destaque na Casa.

À época, Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, chegaram a se reunir com o senador na tentativa de fazê-lo retirar a candidatura.

Durante uma live, o ex-presidente chegou a dar uma bronca no ex-ministro: “Boa sorte a você. Mas eu lamento você estar nessa situação, porque você sabe que não tem como ganhar. O voto é secreto e, se nós embarcarmos na sua candidatura, que eu acho muito melhor que outras aí, nós vamos ficar sem comissões”.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu nesta terça-feira (14) a condenação de todos os réus acusados de difundir desinformação sobre as urnas eletrônicas e de promover ataques contra os chefes das Forças Armadas contrários à trama golpista de 2022.

A sentença condenatória foi defendida por Gonet durante sua sustentação oral no julgamento do núcleo 4 da trama golpista. As sessões que analisam a denúncia contra os escalões inferiores da tentativa de golpe de Estado tiveram início nesta terça.

São réus neste núcleo Ailton Barros (major expulso do Exército), Ângelo Denicoli (major da reserva do Exército), Giancarlo Gomes Rodrigues (sargento do Exército), Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel do Exército), Reginaldo Vieira de Abreu (coronel do Exército), Marcelo Bormevet (policial federal) e Carlos Cesar Rocha (presidente do Instituto Voto Legal).

Paulo Gonet usou seu tempo de fala no julgamento para rebater algumas das principais críticas das defesas dos réus à acusação sobre a trama golpista. Um dos pontos levantados pelos advogados é sobre a distância de tempo entre a atitude de alguns dos denunciados com os atos finais da tentativa de golpe de Estado.

"É certo que dentro de uma organização criminosa, seus integrantes respondem pela totalidade dos ilícitos cometidos. Mesmo as condutas distantes cronologicamente são alcançadas pelas condutas dos novos integrantes, porque são dirigidas para a mesma finalidade", disse.

O PGR disse que o grupo de acusados atuou no campo de "guerra informacional" para disseminar desconfiança sobre as urnas eletrônicas antes das eleições presidenciais de 2022. Após a vitória de Lula (PT), os réus teriam incentivado a narrativa falsa de fraude.
"No caso dos réus desse núcleo da AP, responsável pelas campanhas de desinformação, ficou claro o impacto do seu comportamento para o desfecho violento do 8 de janeiro de 2023", completou. Gonet usou 50 minutos de seu tempo de fala.

A defesa do major da reserva Ângelo Denicoli pede a absolvição do réu, entre outros motivos, sob o argumento de que parte das alegações finais da PGR contra o acusado cita provas que não foram incluídas no processo.

Trata-se de documentos obtidos com as buscas contra o ex-assessor Flávio Peregrino, auxiliar de Braga Netto. A operação contra ele ocorreu em dezembro, após o indiciamento dos réus da trama golpista, e os achados da PF não foram incluídos no processo.

Gonet disse que esse argumento não deve prosperar. Para a PGR, as provas não incluídas no processo são um "elemento de convicção" das condutas criminosas de Denicoli, e não uma prova isolada para a condenação.

O primeiro dia de julgamento do núcleo da desinformação da trama golpista é dedicado à leitura do relatório do ministro Alexandre de Moraes e às sustentações orais da acusação e das defesas.

A PGR teve duas horas para se manifestar, e cada uma das sete defesas tem uma hora para apresentar os argumentos para a absolvição dos réus.

A sessão desta terça foi diferente dos dias de julgamento do núcleo central da trama golpista, que culminou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão.

O plenário da Primeira Turma ficou mais esvaziado, com menos jornalistas e integrantes de gabinetes de ministros. A estrutura de segurança também é menor, em comparação com os dias de julgamento de Bolsonaro e seus aliados mais próximos.

Nesta terça-feira (14), o Instituto Paraná Pesquisas divulgou uma pesquisa que oferece um panorama sobre a situação eleitoral para o Executivo Estadual e Legislativo Federal para as eleições de 2026, e avaliação da administração Estadual, focada em São Paulo. O levantamento, realizado, entre os dias 9 e 12 de outubro de 2025, entrevistou 1680 eleitores, 46,7% homens e 53,3% mulheres. O estudo apresenta um grau de confiança de 95% e uma margem de erro de 2,4%.

Governador

Considerando o próximo ano eleitora, a pesquisa avaliou as intenções de voto dos eleitores de São Paulo para o cargo de governador. De acordo com o levantamento, 66,4% dos entrevistados ainda não decidiram em quem votar ou preferiram não se manifestar.

Entre os que já declararam preferência, o ex-ministro Tarcísio de Freitas lidera com 18,6%, seguido por Geraldo Alckmin, com 2,0%, e Fernando Haddad, que aparece com 1,5%. Outros candidatos registrados incluem Ricardo Nunes (1,4%), Márcio França (1,3%), Guilherme Boulos (1,1%), Erika Hilton (0,4%) e Capitão Derrite (0,2%). Além disso, 6,1% dos entrevistados disseram que votariam em branco ou nulo.

Paraná Pesquisa

Paraná Pesquisa

Segundo turno para governador

Em um eventual segundo turno das eleições para governador de São Paulo entre Geraldo Alckmin e Tarcísio de Freitas, o ex-ministro da Infraestrutura mantém vantagem entre os eleitores do estado, embora tenha apresentado leve oscilação nos últimos meses.

Segundo a pesquisa, realizada com eleitores paulistas, Tarcísio de Freitas aparecia com 56,4% em julho de 2025, caiu para 52,6% em agosto e voltou a 53,3% em outubro. Já Geraldo Alckmin registrou crescimento gradual, passando de 33,3% em julho para 36,4% em agosto e alcançando 37,7% em outubro. A parcela de eleitores que não soube ou preferiu não opinar variou entre 3,2% e 4,3%, enquanto os votos em branco ou nulos ficaram entre 5,8% e 6,7%.

Senador

Pensando na opinião do eleitorado de São Paulo para Senador, a pesquisa revela que a grande maioria dos eleitores ainda não definiu seu voto. Segundo o levantamento, 83,8% dos entrevistados disseram não saber ou não opinaram sobre sua escolha.

Entre os candidatos citados, Eduardo Bolsonaro lidera com 2%, seguido por Geraldo Alckmin (1,5%) e Capitão Derrite (1,4%). Outros nomes como Fernando Haddad (1,3%), Ricardo Salles (0,6%), Baleia Rossi (0,3%), Paulinho da Força (0,2%), Rodrigo Manga (0,2%), Luiz Marinho (0,1%) e Robson Tuma (0,1%) aparecem com percentuais menores. Além disso, 7,1% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco ou anulariam o voto, indicando um cenário eleitoral ainda muito indefinido no estado.

Avaliação Tarcísio de Freitas

A Paraná Pesquisa ainda ofereceu uma avaliação da administração do governador Tarcísio de Freitas, a qual aponta que a maioria dos eleitores paulistas aprova a gestão. Segundo o levantamento, 50,% dos entrevistados consideram o governo ótimo ou bom, enquanto 26,7% o avaliam como regular e 21,5% como ruim ou péssimo. Quando questionados de forma mais direta sobre aprovação ou desaprovação, 65,8% disseram aprovar, enquanto 30,6% desaprovam, e 3,6% declararam não saber ou não opinaram.

CPI do INSS está “pop”. Criada na esteira da revelação de fraudes contra aposentados e pensionistas, o colegiado está com audiência em alta, o que tem feito deputados e senadores explorarem os trabalhos em plenário para autopromoção nas redes sociais. A estratégia geral é aproveitar a indignação com os descontos ilegais para aumentar a visibilidade com a agenda positiva e calibrar um discurso eleitoral para 2026.

Os integrantes da CPI, titulares e suplentes, têm direito a dez minutos que podem ser usados como bem entenderem, seja para fazer perguntas aos convocados, discursar contra ou a favor do governo ou mostrar fotos e vídeos que consideram pertinentes.

De olho nos “cortes” para internet, congressistas têm apelado para discursos inflados, gritos, e performances com alvo certo: cativar o público eleitor no seu Estado de origem. Sem disfarçar, tem deputado que pede a palavra já usando microfone próprio na lapela. Ao lado dele, um assessor se encarrega de gravar com o celular a cena que mais tarde será disseminada nas redes sociais do político. Alguns transmitem suas participações ao vivo e outros falam diretamente para a câmera que os enquadra na transmissão oficial do Senado.

A avaliação dos assessores é a de que a audiência das transmissões pelos canais oficiais da Câmara e do Senado, as interações nos perfis oficiais e até o volume de telefonemas aos gabinetes durante as sessões indicam elevado interesse popular nos desdobramentos da CPI.

A audiência das reuniões da comissão no canal do Senado no YouTube supera em muito as demais reuniões realizadas nos últimos meses. O aguardado depoimento de Carlos Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como figura central do esquema investigado, teve 838 mil visualizações. As sessões deliberativas do plenário do Senado têm cerca de 10 a 15 mil exibições.

A exposição já começou a render frutos. O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), que têm tempo livre para intervenções tiveram incremento no número de seguidores nos perfis oficiais na internet. Em junho, Gaspar era acompanhado por 218 mil no Instagram. Em setembro, são 360 mil. Viana tinha 136 mil seguidores. Agora, 234 mil. O relator tem planos de concorrer ao Senado em 2026. O presidente quer a reeleição.

A postura dos parlamentares durante as reuniões, com vistas à geração de trechos que serão cortados sob medida para as redes, costuma ser motivo de discussões. O relator adotou a estratégia de conduzir seu interrogatório de pé, com o auxílio do telão da sala de comissões que exibe a própria logomarca: “Alfredo Gaspar na CPI do INSS”.

O deputado Alencar Santana (PT-SP), reclamou da postura. “Eu tenho certeza de que ele vai utilizar isso na rede social, querendo fazer propaganda. Está utilizando a CPI para fazer propaganda eleitoral”, disse. Na reunião seguinte, o relator provocou o petista: “Queria dizer que, a pedido do PT, eu mandei melhorar a minha logomarca”.

Não só a conduta no plenário, mas as próprias publicações já viraram assunto da CPI. O deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) usou seu perfil oficial para dizer que governistas “blindaram bandidos” ao rejeitar requerimentos. O coordenador da bancada do governo na CPI, Paulo Pimenta (PT-RS), levou os posts impressos e uma briga foi iniciada. “Não vai ser o ‘Sargento Pincel’ que vai vir aqui gritar e achar que pode intimidar alguém distribuindo mentiras na internet”, disse o petista.

A oposição saiu em defesa de Chrisóstomo e prometeu endossar a publicação dele. “Os 19 que votaram contra, todos ligados ao governo, que prestem conta. Eu, hoje, faço questão inclusive de falar mais tarde nas minhas redes quem votou e de que forma, mais uma vez”, disse o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS).

Chrisóstomo é um dos mais exaltados ao microfone e não poupa o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nas redes sociais, costuma publicar vídeos de suas intervenções, às vezes filmados em ângulos diferentes. Um dos seus mais populares é introduzido com um título em letras garrafais: “Petista surta quando é falado que governo Lula é manchado pela corrupção”. A gravação foi feita durante o depoimento do empresário Fernando Cavalcanti, que tinha se recusado a responder perguntas.

“Já fizeram isso no mensalão, no BNDES, e agora esse governo está fazendo isso com os velhinhos do nosso País. Eles não gostam de trabalhar, gostam de dinheiro dos outros. Eu sou de Rondônia, lá o povo gosta das coisas certas”, gritou. O vídeo teve 128 mil visualizações. Reeleito em 2022 com 24,4 mil votos, o deputado está no segundo mandato.

Em busca da reeleição, o parlamentar admite que o tema do esquema do INSS tem atraído para ele um holofote inédito. “As pessoas pedem fotos para tirar foto comigo quando eu chego em Porto Velho. É por causa da CPI”, comentou.

O presidente da CPI, Carlos Viana (Podemos-MG), já identificou a ânsia por holofotes e têm reiterado que não permitirá que a comissão se transforme em um “palco” e em “desrespeito contra quem quer seja”.

O próprio Viana, por sua vez, tem explorado a visibilidade em alta. Nas redes, publica cortes de suas intervenções, embaladas com trilha sonora. Além disso, apresenta na TV Alterosa um programa policial, exibido em Minas Gerais. Nas segundas-feiras, mesmo estando em Brasília, ele vai para um estúdio na área central da capital federal para entrar ao vivo. No ar, ele emite suas opiniões sobre a investigação parlamentar. “Não vou me calar. Estão tentando parar, mas não vão conseguir. Do que depender de mim, a gente vai até o final”, disse, no televisivo que foi ao ar no final de setembro.

Às quintas-feiras, em razão do volume de atividades na CPI, ele é substituído por um apresentador em Minas Gerais, mas aparece comentando o que aconteceu de mais relevante na comissão naquele dia. “Começamos a manhã primeiro com uma boa notícia: Polícia Federal em vários Estados brasileiros, busca e apreensão nos principais sindicatos. Gente que estamos citando aqui”, disse Viana, no programa desta última quinta-feira, 9.

Ele ainda deu mais detalhes ao programa sobre o encontro que teve com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça na quarta-feira. “Reforcei o pedido de prisão do advogado Nelson Wilians. Pedi ao ministro que mesmo que ele não decrete a prisão, que o passaporte seja retido.”

O impacto na visibilidade dos membros está refletido nas redes sociais. A deputada Coronel Fernanda (PL-MT), uma das autoras do requerimento de criação da CPI, aumentou o número de seguidores em 213% entre junho e setembro. Naquele mês, ela tinha 42,3 mil seguidores no Instagram – no final do mês anterior, alcançou 132,6 mil.

Como parlamentar que não é membro da comissão, o deputado Delegado Caveira (PL-PA) tem direito a falar por três minutos. Ele só aparece na sala na parte final das reuniões que demoram mais de oito horas para garantir um conteúdo para as redes.

No dia em que um dos convocados saiu o preso, ele editou o trecho em que pedia a prisão imediata da testemunha e juntou com o presidente dos trabalhos determinando a prisão de Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). O conteúdo foi visto mais de 130 mil vezes.

Não apenas oposicionistas aumentaram a popularidade. O petista Alencar Santana (SP) teve um aumento de 117% no número de seguidores entre junho e setembro. Ele tinha 66,9 mil seguidores em agosto e terminou setembro com 145,5 mil.

Integrante da “tropa de choque” do governo na CPI e adepto da estratégia de embates pessoais, Santana costuma fazer ataques diretos a integrantes da oposição durante a CPI. Um dos principais alvos é o senador Izalci Lucas (PL-DF). “Quem fez a emenda acabando com o recadastramento (de associados) foi justamente o senador Izalci”, afirmou, em vídeo divulgado nas redes em setembro. Esse conteúdo tem mais de 700 mil visualizações.

Os ataques a Izalci voltaram a ser feitos na CPI na última segunda-feira, 6, causando nova polêmica, com trocas de acusações generalizadas entre os integrantes. O presidente da comissão precisou intervir. “Peço aos senhores parlamentares: as questões sobre diferenças de partido, vamos deixar isso para a eleição do ano que vem? Deixa isso para o ano que vem, 2026, porque aí a gente vai ter tempo suficiente para poder falar”, afirmou.

O Juízo da 17ª Vara Cível da Capital julgou procedente a ação movida pela Procuradoria-Geral do Estado de Alagoas (PGE) contra o deputado estadual e delegado Leonan Pinheiro Rodrigues, condenando-o por propagar desinformação de forma intencional ao utilizar, em janeiro de 2025, uma notícia de 2015 sobre violência em Alagoas, como se fosse atual. A sentença obriga o parlamentar a publicar um direito de resposta nos seus perfis de Instagram e Facebook, reconhecendo que os dados apresentados eram antigos e geraram percepção falsa sobre a segurança pública no estado.

Na sentença, o juiz Alberto Jorge Correia de Barros Lima afirmou que o deputado, por ser delegado de polícia e parlamentar, tem “plena consciência sobre o impacto de suas manifestações”, e que a omissão deliberada da data da notícia “transcende o exercício regular da crítica política e adentra no campo da informação descontextualizada”. Essa descontextualização, segundo o magistrado, configura notícia falsa – a chamada fake news.

O texto judicial destaca ainda que o conteúdo usado por Leonan “induziu a erro os destinatários do conteúdo” e que isso “comprometeu a qualidade do debate público”, prejudicando turismo e a confiança na gestão pública. O juiz reforça que, ao mentir sobre segurança, o parlamentar não prejudica o Governo, mas a população que depende da economia local.

De acordo com a sentença, a publicação do direito de resposta com as informações corretas deve ocorrer num prazo de até cinco dias após o trânsito em julgado, declarando que os números de violência divulgados se referiam ao ano de 2015, não representando a realidade atual (de 2025). A publicação deve permanecer no ar por cinco dias e seguir o mesmo destaque visual da postagem original.

O descumprimento resultará em multa diária de R$ 5 mil, com valor revertido para a Secretaria de Turismo de Alagoas, um dos setores mais prejudicados com a informação falsa divulgada pelo parlamentar.

O Governo do Estado classificou a decisão como uma vitória histórica da verdade e da integridade da informação, reforçando o trabalho que vem sendo desenvolvido em Alagoas, de investimento no combate à desinformação. Um exemplo disso é Núcleo de Integridade da Informação, política coordenada pela Secretaria de Estado da Comunicação (Secom), que tem se destacado nacionalmente no combate às fake news.

Na avaliação da Procuradoria Geral de Estado (PGE), a decisão da Justiça “protege não apenas o Estado, mas o cidadão, o comerciante, o turista, que sofrem as consequências diretas das falsas notícias, sobretudo em áreas como a Segurança Pública”.

Para o secretário de Estado da Comunicação, jornalista Wendel Palhares, “desinformar é um ato político de destruição, que encarece políticas públicas e sabota o esforço coletivo por um Estado mais seguro e confiável”.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta segunda-feira (13) pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que fossem revogadas a prisão domiciliar e outras medidas cautelares às quais o político está submetido. Moraes citou o “fundado receio de fuga do réu” e o “reiterado descumprimento das cautelares” para manter Bolsonaro preso em casa, medida que visa “a garantia da ordem pública e a necessidade de assegurar a integral aplicação da lei penal”, escreveu o ministro.

No momento, pesa contra Bolsonaro um mandado de prisão preventiva domiciliar expedido no inquérito em que ele é investigado por obstrução de Justiça e ameaça ao Estado Democrático de Direito.

O inquérito que levou Bolsonaro a ficar preso em casa, com uso de tornozeleira eletrônica, por sua vez, foi aberto para apurar a atuação do ex-presidente em auxiliar seu filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), no convencimento do governo dos Estados Unidos a aplicar sanções contra autoridades brasileiras.

O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, por exemplo, teve revogado o visto de entrada nos EUA. Para o PGR, o ex-presidente e seu filho já confessaram, em declarações públicas, que buscam intimidar e impedir o funcionamento regular do Judiciário brasileiro por meio de pressões norte-americanas.

Além da domiciliar, Moraes impôs a Bolsonaro medidas como a proibição de receber visitas não autorizadas pelo Supremo, com a exceção de seus advogados. O ex-presidente também está proibido de utilizar qualquer aparelho celular, o que se aplica também às redes sociais. Ele ainda não pode entrar em contato com embaixadores ou representantes diplomáticos de outros países.

Bolsonaro também foi condenado pelo Supremo por tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes, a 27 anos e 3 meses de prisão, mas a sentença ainda não começou a ser executada, pois ainda há recursos pendentes de julgamento, ou seja, a ação ainda não transitou em julgado. Os ministros ainda devem estabelecer qual será o regime inicial para o cumprimento de pena nesse caso.

Defesa

No pedido de revogação da prisão domiciliar, os advogados que representam Bolsonaro, Celso Vilardi e Paulo Cunha Bueno, argumentaram que a PGR já apresentou denúncia no inquérito sobre obstrução de Justiça e não acusou o ex-presidente nesse inquérito, motivo pelo qual não haveria “fundamento mínimo necessário” para manter as medidas cautelares determinadas nesse processo.

Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados reúne-se nesta terça-feira (14), às 13 horas, no plenário 11, para ouvir testemunhas e os parlamentares acusados em três processos.

Gilvan da Federal
O deputado Gilvan da Federal (PL-ES) vai depor sobre a Representação 1/25, apresentada pela Mesa Diretora. Ele é acusado de quebra de decoro por ofensas à deputada licenciada Gleisi Hoffman (atual ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais) e ao deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), durante reunião da Comissão de Segurança Pública.

Em 6 de maio, Gilvan foi suspenso do mandato por três meses e já retornou às suas atividades. O conselho avalia agora o pedido de cassação do seu mandato.

André Janones
Em seguida, o conselho deve ouvir testemunhas do processo (Representação 3/25) contra o deputado André Janones (Avante-MG). O parlamentar também deve depor.

Ele é acusado pelo PL de ofender o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) enquanto este discursava na tribuna em julho. Janones foi punido com a suspensão do mandato por três meses e ficou afastado até 12 de outubro.

O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, fez nesta segunda-feira (13) um discurso histórico no Knesset, o Parlamento de Israel, defendendo que o país transforme suas vitórias militares em prosperidade e estabilidade. Em tom conciliador, ele afirmou que “Israel já venceu tudo o que podia pelas armas” e que chegou o momento de “construir a paz e o futuro do Oriente Médio”.

Trump foi recebido com honras de chefe de Estado e aplausos de pé dos parlamentares israelenses, sendo comparado a figuras bíblicas e históricas, como Ciro, o Grande. O discurso aconteceu poucas horas após a libertação dos últimos 20 reféns israelenses vivos que estavam em poder do Hamas, resultado direto do acordo de cessar-fogo mediado por Washington.

“Hoje é o amanhecer histórico de um novo Oriente Médio. Depois de tantos anos de guerra e sofrimento, os céus estão calmos, as sirenes silenciaram e o sol volta a nascer sobre esta Terra Sagrada que finalmente conhece a paz”, declarou Trump, em tom solene.

‘Hora de transformar vitórias em prosperidade’

Em outro momento do discurso, o presidente americano enfatizou que o conflito em Gaza deve dar lugar à reconstrução e à cooperação regional. “Israel já venceu tudo o que podia por meio da força. Agora é hora de transformar essas conquistas em paz e prosperidade”, afirmou.

Trump pediu que os palestinos abandonem o caminho do terror e da violência, defendendo a criação de um ambiente seguro e estável sob supervisão internacional. Ele também destacou que os Estados Unidos estão prontos para liderar os esforços de reconstrução de Gaza após o cessar-fogo.

Protestos e reação firme

O discurso foi brevemente interrompido por dois deputados de esquerda, Ayman Odeh e Ofer Cassif, que levantaram cartazes com os dizeres “Reconhecer a Palestina” e gritaram palavras de protesto. Ambos foram expulsos do plenário por seguranças sob vaias de outros parlamentares. Trump reagiu com ironia e tranquilidade: “Isso foi muito eficiente”, disse, arrancando risadas e aplausos do plenário.

Após o episódio, o clima de celebração foi retomado, com o presidente do Knesset, Amir Ohana, chamando Trump de “gigante da história judaica” e “um colosso da diplomacia moderna”. Parlamentares também defenderam sua indicação ao Prêmio Nobel da Paz.

Netanyahu elogia Trump e reforça aliança com os EUA

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou Trump como “o maior amigo que Israel já teve na Casa Branca” e agradeceu o papel dos Estados Unidos na mediação do acordo que levou à libertação dos reféns.

Netanyahu reconheceu, no entanto, que o “preço das vitórias foi alto”, em referência às perdas humanas e destruição durante dois anos de conflito com o Hamas. “Pagamos um preço doloroso, mas hoje podemos ver o início de uma nova era”, declarou o premiê.

Cenário político e próximos passos

A visita de Trump a Israel deve durar menos de quatro horas. Após o discurso e os encontros com Netanyahu e com famílias dos reféns libertados, o presidente americano deverá embarcar ainda hoje para o Egito, onde co-presidirá a Cúpula de Paz de Sharm El-Sheikh ao lado do presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi. A conferência, que reúne mais de 20 líderes árabes e europeus, tem como objetivo definir os próximos passos do cessar-fogo, incluindo a reconstrução de Gaza, o desarmamento do Hamas e o modelo político para o “dia seguinte” ao conflito.

Apesar do entusiasmo internacional, Israel não foi formalmente convidado para a cúpula, o que analistas interpretam como sinal de tensões diplomáticas ainda existentes na região.

Encerrando seu discurso, Trump adotou um tom otimista e emocional: “Hoje não é o fim — é o começo de algo maior. Um futuro em que judeus e árabes possam viver lado a lado, em segurança, liberdade e esperança”. Com essas palavras, o presidente americano foi novamente ovacionado de pé, encerrando uma das aparições mais simbólicas de sua carreira internacional — um gesto que consolida seu papel no centro das negociações de paz do Oriente Médio.

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