
Autoridades dos governos da Rússia e dos Estados Unidos estão em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, para discutir uma proposta de paz na Ucrânia. De acordo com as emissoras CBS e a CNN, o secretário de Exército dos EUA, Dan Driscoll, lidera a comitiva norte-americana.
O encontro teve início na noite de segunda-feira (24/11) e será retomado nesta terça-feira (25). A pauta principal é a negociação de paz na Ucrânia. As emissoras não conseguiram confirmar quem faz parte da delegação russa.=
O encontro ocorre dois dias depois de Driscoll e do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, encontrarem diplomatas da Ucrânia para negociações em Genebra, na Suíça.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pode visitar Washington nesta semana para discutir pontos delicados do acordo de paz proposto pelos Estados Unidos.

Entenda a proposta
O desenho do acordo coloca Volodymyr Zelensky, diante de um dilema histórico: aceitar concessões territoriais amplas à Rússia e condições militares rígidas impostas por Washington ou arriscar perder o apoio crucial dos EUA, enquanto Moscou de Vladimir Putin se encontra em uma posição privilegiada no tabuleiro.
O plano, elaborado pelo enviado especial norte-americano Steve Witkoff em negociações diretas com o negociador russo Kirill Dmitriev, sem participação europeia e inicialmente sem Kiev, contém 28 pontos.

O ponto mais delicado do documento, que faz Kiev estremecer, é a exigência de que a Ucrânia e aliados reconheçam como russas não apenas a Crimeia e o Donbass, mas todo o mosaico de territórios hoje ocupados por Moscou.
Crimeia, Lugansk e Donetsk deixariam de ser disputas diplomáticas e se tornariam russas de fato, com aval até dos Estados Unidos.

Já Kherson e Zaporíjia ficariam congeladas no tempo, presas à linha de combate atual, reconhecidas como estão, nem ucranianas plenamente, nem russas oficialmente.
Moscou, em troca, renunciaria a qualquer ambição além das cinco regiões já anexadas — embora mantivesse sob as mãos algumas áreas estratégicas.
O documento apresenta um mecanismo peculiar: um sistema de “arrendamento territorial”, pelo qual a Rússia pagaria à Ucrânia pela administração de áreas ocupadas, mesmo mantendo a autoridade militar sobre elas.
O plano impõe uma reconfiguração profunda ao aparato militar ucraniano. O Exército seria reduzido a 600 mil soldados, armas de longo alcance desapareceriam do arsenal e nenhuma tropa estrangeira poderia operar no país.

A Constituição passaria a registrar que a Ucrânia jamais ingressará na Otan.
O documento também busca reconfigurar a Ucrânia internamente. O russo se tornaria idioma oficial; Kiev teria de adotar normas europeias rígidas para proteção de minorias e liberdade religiosa; e programas educacionais conjuntos deveriam combater “racismo, preconceito e ideologias nazistas”.
Eleições nacionais seriam convocadas em até 100 dias, e todos os envolvidos nas ações da guerra — de ambos os lados — receberiam anistia total.
Os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) preso preventivamente, referendando a decisão tomada pelo ministro Alexandre de Moraes.
A análise da prisão — solicitada e cumprida pela Polícia Federal (PF) no sábado (22/11) — ocorreu em sessão extraordinária concluída na manhã desta segunda-feira (24/11). Os outros três ministros da Turma votaram e acompanharam integralmente o entendimento do relator.
Bolsonaro cumpre prisão preventiva na Superintendência da PF em Brasília. Mesmo entre aliados, a situação jurídica dele é considerada delicada, já que a condenação de 27 anos e três meses no processo do golpe pode entrar em trânsito em julgado nos próximos dias. Ele é apontado como líder da organização criminosa.

A defesa de Bolsonaro pode ingressar com um pedido para revogar a prisão preventiva, que agora tem duração indeterminada — embora a lei obrigue a revisão desse tipo de medida a cada 90 dias.
Para o advogado Guilherme Barcelos, especialista em direito constitucional, que acompanha o caso, é provável que a defesa de Bolsonaro busque apenas a conversão para uma nova prisão domiciliar. Os advogados já pediram que a medida seja substituída por uma domiciliar de caráter humanitário.
“Eventuais embargos de declaração poderiam ser opostos, sem dúvida alguma. Porém, a tendência é de que a defesa se manifeste, no sentido de tentar obter a revogação da preventiva, ou a conversão dela em nova domiciliar, com ou sem outras cautelares, via petição avulsa. Uma petição seria o melhor caminho, inclusive, penso eu”, disse.
O advogado acrescentou que, apesar disso, a chance de conversão é remota, já que o processo sobre a tentativa de golpe está em estágio final, com possibilidade de trânsito em julgado em breve.
“A partir do momento em que transitar em julgado a condenação, e expedida a guia de execução, se encontrará efetivamente instaurada a execução penal. Ela precisará cumprir a pena. Embora as origens sejam diferentes, também não há como ignorar esses fatores. Uma domiciliar é bem difícil. Possível, todavia, notadamente em razão de questões humanitárias, observado o estado de saúde do preso cautelar ou condenado. Esse seria o único caminho viável. Difícil, ainda assim. Viável, porém difícil”, disse.
Bolsonaro já cumpria medidas cautelares desde julho, quando foi alvo de uma operação da PF no inquérito que apura crimes de coação no curso do processo do golpe, obstrução de Justiça e atentado à soberania. Na ocasião, passou a usar tornozeleira eletrônica. Poucos dias depois, em 4 de agosto, Moraes determinou a prisão domiciliar do ex-presidente devido a descumprimento de cautelares.
A prisão preventiva decretada agora ocorreu após a PF apontar risco de fuga diante da vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em frente ao condomínio do pai. Para a corporação, a aglomeração poderia favorecer uma evasão diante do cumprimento iminente da condenação da trama golpista.
A decisão de Moraes também cita a violação da tornozeleira eletrônica. Um vídeo registra Bolsonaro confessando a uma servidora do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime) que utilizou um ferro de solda para queimar o dispositivo preso ao tornozelo. A tornozeleira precisou ser substituída durante a madrugada, horas antes da operação da PF.
Bolsonaro é alvo da preventiva no âmbito do processo da coação, ao qual o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo foram denunciados. O ex-presidente acabou ficando fora da acusação após entendimento do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O ex-chefe do Executivo foi indiciado pela PF no inquérito, que ainda apura a possível participação do pastor Silas Malafaia.
A prisão preventiva do ex-presidente decorre exclusivamente das cautelares impostas no processo de coação e, portanto, não tem relação direta com a condenação no caso do golpe.

Golpe
As defesas dos réus condenados na trama golpista tinham até a noite de segunda-feira (24/11) para apresentar os segundos embargos de declaração.
Os réus têm dois caminhos a seguir: novos embargos de declaração ou embargos infringentes. Pela entendimento recente do STF, o cumprimento da pena só começa após o julgamento dos segundos embargos.
A jurisprudência da Corte estabelece que embargos infringentes só são cabíveis quando dois dos cinco ministros divergem do resultado. No julgamento do núcleo 1, apenas o ministro Luiz Fux divergiu — e ele migrou para a Segunda Turma após o caso.
Diante desse cenário, a chance de rejeição dos embargos infringentes é elevada. Caso a defesa opte por apresentá-los, o prazo é de 15 dias corridos.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encara um dos maiores desafios institucionais do ano: os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tiveram desentendimentos com os líderes do PT nas duas Casas. O receio de governistas ouvidos pelo Metrópoles é que o clima comprometa a votação de pautas importantes para o Executivo, como a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA) no Congresso.
Enquanto na Câmara Lindbergh Farias (RJ), de perfil firme e combativo, não recua nas críticas às decisões de Motta, no Senado Jaques Wagner (BA), mais conciliador, se vê em impasse com Alcolumbre por uma escolha de Lula.
Agora, cabe aos líderes do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), e na Câmara, José Guimarães (PT-CE), trabalhar pelo apaziguamento das relações.
Alcolumbre se chateia
Na Casa Alta, o clima era de lua de mel até bem recentemente. O presidente do Senado evitava críticas públicas a Lula e mantinha intactas duas indicações ao governo: Lucas Felipe de Oliveira, à frente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), e Waldez Góes, no Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

O Senado deu seu aval ao projeto de lei que isenta do Imposto de Renda quem recebe até R$ 5 mil por mês e tributa as altas rendas em ritmo relativamente rápido, se comparado à tramitação na Câmara. A medida, promessa de campanha de Lula, tinha prioridade de aprovação ainda neste ano, para entrar em vigor em 2026 e se tornar um trunfo do PT na corrida pela reeleição.
Entre a entrega pelo governo, em 18 de março, e a aprovação na Câmara, passaram-se 197 dias. Já do momento em que a Câmara aprovou o texto, em 1º de outubro, até o aval do Senado, em 5 de novembro, se passaram 35 dias.
A desilusão de Alcolumbre veio da indicação de Lula para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) com a aposentadoria do ex-ministro Luís Roberto Barroso. O presidente escolheu seu aliado, o advogado-geral da União Jorge Messias, em vez do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), próximo do chefe do Senado.
Cabe ao Senado analisar a indicação de Messias ao Supremo. Primeiro, o advogado-geral passará por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Se aprovado pelo colegiado, seu nome seguirá para votação no plenário da Casa.
Lula até segurou o anúncio para azeitar a relação. Chamou Pacheco para um jantar e disse que estaria disposto a apoiá-lo nas eleições ao governo de Minas Gerais, mas o senador respondeu que pretende deixar a política em 2026.
Em 20 de novembro, quando Lula formalizou a escolha, Alcolumbre disse a aliados que o chefe do Executivo não o havia procurado para comunicar a decisão. Divulgou uma nota à imprensa e anunciou a votação do projeto de lei que cria aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias.
A proposta não tem estimativa de impacto orçamentário, mas deve gerar efeito significativo nas contas públicas.
O presidente do Senado não se manifesta publicamente, mas aliados afirmam que ele sequer atende às ligações do líder do PT na Casa, Jaques Wagner. O petista disse que a votação de Messias deve ocorrer apenas em 2026.
Motta e Lindbergh trocam farpas
Na Câmara, o descontentamento é público. As trocas de farpas entre Lindbergh Farias e Hugo Motta começaram ainda na aprovação do Projeto de Lei (PL) Antifacção. Na ocasião, o líder do PT afirmou que houve uma “crise de confiança” depois que a proposta do governo foi aprovada conforme o texto apresentado pelo relator, Guilherme Derrite (PP-SP).

Motta se pronunciou no X (antigo Twitter) na defesa do projeto e disse reiteradas vezes que o texto não se trata de “projeto de direita ou esquerda”, até que, nesta segunda-feira (24/11), assumiu publicamente o rompimento: “Não tem coisas vindas dele, o presidente não acolhe”.
Linbergh deu de ombros. Na mesma rede social, acusou Motta de ter uma “conduta imatura” no comando da Câmara e, em seguida, disse a jornalistas que o Congresso “não é um grupo de amigos” e que o Centrão “não indica líder do PT”, em uma alfinetada ao presidente da Casa, que integra o grupo político.
A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu na manhã desta segunda-feira (24) referendar a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Moraes, relator do caso, reafirmou a sua decisão de prender Bolsonaro e defendeu que os demais ministros da turma validassem a medida. Em seguida, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia seguiram o relator em seus votos.
Os ministros do colegiado se manifestaram sobre a medida judicial em sessão que começou às 8h e com previsão de conclusão às 20h no plenário virtual sistema no qual os magistrados votam sem a realização de debates. A Primeira Turma do STF está temporariamente com apenas quatro ministros, desde que Luiz Fux migrou para a Segunda Turma.
"Não há dúvidas sobre a necessidade da conversão da prisão domiciliar em prisão preventiva, em virtude da necessidade da garantia da ordem pública, para assegurar a aplicação da lei penal e do desrespeito às medidas cautelares anteriormente aplicadas", disse Moraes. "Jair Messias Bolsonaro é reiterante no descumprimento das diversas medidas cautelares impostas" completou.
Bolsonaro, afirma Moraes, descumpriu em julho e agosto medidas cautelares de utilização de redes sociais. "Em decisão de 4.ago.2025, em face do reiterado descumprimento das medidas cautelares impostas anteriormente, decretei a prisão domiciliar de Jair Messias Bolsonaro, ressaltando expressamente que o descumprimento de suas regras ou de qualquer uma das medidas cautelares implicaria na sua revogação e na decretação imediata da prisão preventiva."
À época da prisão domiciliar, Moraes afirmou que o ex-presidente descumpriu determinação ao aparecer em vídeos exibidos por apoiadores durante manifestações. Bolsonaro estava proibido de usar redes sociais, mesmo que por intermédio de outras pessoas.
"A continuidade no desrespeito às medidas cautelares, entretanto, não cessou. Pelo contrário, ampliou-se na última sexta-feira, dia 21.nov, quando Jair Messias Bolsonaro violou dolosa e conscientemente o equipamento de monitoramento eletrônico."
O ministro afirmou que o ex-presidente admitiu que violou a tornozeleira tanto ao ser abordado por equipes da Seape-DF (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal), na madrugada do sábado (22), quanto na audiência de custódia, neste domingo (23).
Ao votar com Moraes, Dino citou as idas de deputados bolsonaristas para os Estados Unidos, como Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente.
"As fugas para outros países de deputados federais perpetradores de crimes similares e conexos, com uso de ardis diversos, demonstram a ambiência vulneradora da ordem pública em que atua a organização criminosa chefiada pelo condenado, compondo um quadro que, lamentavelmente, guarda coerência com o conjunto de ilegalidades já reprovadas pelo Poder Judiciário", disse o ministro.
"As fugas citadas mostram profunda deslealdade com as instituições pátrias, compondo um deplorável ecossistema criminoso."
Ele também citou riscos à ordem pública na vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em frente ao condomínio onde Bolsonaro estava em prisão domiciliar.
Dino afirmou que a região onde fica a casa, o bairro Jardim Botânico, é densamente povoada e que o evento "configuraria risco evidente à ordem pública, expondo moradores e propriedades privadas a potenciais danos e situações de perigo iminente".
"Pertinente lembrar que entre os moradores em risco estariam inclusive idosos e crianças, o que sublinha a insuportável ameaça em curso", disse.
Bolsonaro foi preso pela Polícia Federal na manhã do sábado e levado para a sede regional da corporação em Brasília.
Ao determinar a prisão no sábado, Moraes citou a violação da tornozeleira eletrônica no início da madrugada, o risco de fuga dele para a embaixada dos EUA e uma vigília em frente ao condomínio onde o ex-presidente mora convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu filho mais velho.
Na madrugada daquele dia, Bolsonaro tentou violar a tornozeleira eletrônica com ferro de solda, como ele mesmo admitiu a agentes penitenciários.
"Usei ferro quente, ferro quente aí, curiosidade", disse o ex-presidente a uma servidora da Secretaria de Administração Penitenciária do DF que foi ao local verificar a situação do dispositivo. Ferro de solda é uma ferramenta pontiaguda que atinge alta temperatura e permite derreter metais.
A equipe médica que acompanha Bolsonaro esteve na Superintendência da PF no DF na manhã deste domingo e, após examiná-lo, falou em um quadro de "confusão mental e alucinações" para descrever o episódio sobre a tornozeleira eletrônica e atribuiu isso à interação medicamentosa.
Pouco depois, ao passar por audiência de custódia, o ex-presidente disse que tentou abrir o dispositivo porque teve uma "certa paranoia" devido ao uso de medicamentos e que só depois "caiu na razão".
Após a audiência, que durou cerca de 30 minutos, a juíza auxiliar Luciana Sorrentino, lotada no gabinete de Moraes, validou e manteve a prisão preventiva de Bolsonaro.
A defesa, então, pediu a Moraes que revogue a prisão preventiva do ex-presidente sob o argumento de não haver risco de fuga. "Inexiste risco de fuga", afirmou.
Os advogados alegaram que, a partir de informações do órgão do DF responsável pelas tornozeleiras eletrônicas e, em especial, da equipe médica que acompanha o ex-presidente sobre remédios ingeridos por ele, "é inequívoco que inexistiu qualquer tentativa de fuga ou de se furtar à aplicação da lei penal".
Os representantes de Bolsonaro querem também que Moraes se pronuncie sobre um pedido de prisão domiciliar humanitária para o momento em que for iniciada a execução penal da trama golpista, passo seguinte do processo após encerrada a possibilidade de novos recursos.
Moraes deixou de analisar esse pedido por considerá-lo prejudicado após determinar a prisão preventiva do ex-presidente no sábado. Esse recurso não está em discussão no julgamento desta segunda da Primeira Turma.
Ao votar pela manutenção da prisão preventiva de Jair Bolsonaro (PL), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), citou a “periculosidade” do ex-presidente. Dino acompanhou Moraes no voto e o placar da Primeira Turma está em 2 a 0 para que Bolsonaro permaneça preso preventivamente pelo que Moraes considerou uma intenção de fuga.
Dino ressaltou que as fugas para outros países de deputados federais aliados de Bolsonaro, como Carla Zambelli e Alexandre Ramagem, demonstram a “ambiência vulneradora da ordem pública em que atua a organização criminosa chefiada” por Jair Bolsonaro.
O ministro ainda ressalta que todo o cenário compõe “um quadro que, lamentavelmente, guarda coerência com o conjunto de ilegalidades já reprovadas pelo Poder Judiciário. As fugas citadas mostram profunda deslealdade com as instituições pátrias, compondo um deplorável ecossistema criminoso descrito nos Acórdãos proferidos na AP nº 2.668/DF”, disse.
Ordem pública
Dino ainda considerou que é “idônea a prisão cautelar fundada na garantia da ordem pública, quando demonstrados o envolvimento do agente em organização criminosa e o risco concreto de reiteração delitiva”.
Ao citar Guilherme Nucci, Dino ressalta que entende-se “pela expressão a necessidade de se manter a ordem na sociedade, que, como regra, é abalada pela prática de um delito. Outro fator responsável pela repercussão social que a prática de um crime adquire é a periculosidade (probabilidade de tornar a cometer delitos) demonstrada pelo réu e apurada pela análise de seus antecedentes e pela maneira de execução do crime”, citou o ministro em seu voto, referindo-se a Bolsonaro.
E, ao rememorar a condenação de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses por trama golpista, Flávio Dino, disse que a decisão “comprova a periculosidade do agente”.
Voto de Moraes
Moraes citou em seu voto, que abriu o julgamento virtual nesta segunda-feira (24/11), a violação da tornozeleira usada pelo ex-presidente em prisão domiciliar, além de vigília convocada por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, e o “reiterado descumprimento das medidas cautelares” impostas pela Corte. Em 14 páginas de justificativa, o ministro citou a “confissão” de Bolsonaro sobre a violação do equipamento.
“Na audiência de custódia, realizada em 23 de novembro de 2025, Jair Messias Bolsonaro, novamente, confessou que inutilizou a ‘tornozeleira eletrônica’, com cometimento de falta grave, ostensivo descumprimento da medida cautelar e patente desrespeito à Justiça”, afirmou o ministro Alexandre de Moraes em seu voto, em plenário virtual.
Os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começaram a julgar, às 8h, desta segunda-feira (23/11), referendo da decisão do ministro Alexandre de Moraes que levou à prisão do o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A prisão preventiva de Bolsonaro foi decretada, no sábado (22/11), pelo relator do caso no STF, a partir de uma série de fatores que foram considerados possibilidade de fuga.
Moraes agiu a partir de um pedido da Polícia Federal (PF) e com a concordância da Procuradoria Geral da República ao decretar a prisão preventiva. A sessão que analisa a ordem de prisão preventiva ocorre em plenário virtual e tem previsão de conclusão às 20h.
Sem dúvidas sobre a prisão
Ao elencar os motivos pelos quais a prisão preventiva deve ser mantida, Moraes ressaltou: “Não há dúvidas, portanto, sobre a necessidade da conversão da prisão domiciliar em prisão preventiva, em virtude da necessidade da garantia da ordem pública, para assegurar a aplicação da lei penal e do desrespeito às medidas cautelares anteriormente aplicadas”, disse.
Moraes ressaltou que Bolsonaro “é reiterante no descumprimento das diversas medidas cautelares impostas. O ministro fez uma linha do tempo dos descumprimentos:
Em 21/7/2025, Jair Messias Bolsonaro descumpriu a medida cautelar de utilização de redes sociais.
Posteriormente, em 3/8/2025, a imprensa noticiou a participação de Bolsonaro, por meio do uso das redes sociais, nos atos realizados por seus apoiadores, em que foram usadas bandeiras dos Estados Unidos da América, com apoio às tarifas impostas ao Brasil para coagir o STF.
“Em decisão de 4/8/2025, em face do reiterado descumprimento das medidas cautelares impostas anteriormente, decretei a prisão domiciliar de Bolsonaro, ressaltando expressamente que o descumprimento de suas regras ou de qualquer uma das medidas cautelares implicaria na sua revogação e na decretação imediata da prisão preventiva”, argumenta Moraes em meio à linha do tempo.
O ministro segue: ” continuidade no desrespeito às medidas cautelares, entretanto, não cessou. Pelo contrário, ampliou-se na última sexta-feira, dia 21/11, quando Bolsonaro violou dolosa e conscientemente o equipamento de monitoramento eletrônico, conforme comprova o relatório da SEAP/DF acerca da monitoração eletrônica de Jair Bolsonaro”.
Atualmente, Bolsonaro está em uma sala de 12m² na Superintendência da PF, espaço que passou por melhorias recentes. O cômodo tem ar-condicionado, frigobar, cama de solteiro, televisão e banheiro próprio, conforme revelado pela coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.
O ex-presidente já recebeu a visita da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Já estão autorizadas ainda as visitas dos filhos Carlos, Flávio e Jair Renan. A prisão preventiva não tem relação com o cumprimento da condenação de 27 anos e 3 meses imposta a Bolsonaro no processo da trama golpista.
O presidente venezuelano Nicolás Maduro e membros de alto escalão do governo devem ser oficialmente considerados pelos Estados Unidos como integrantes de uma organização terrorista estrangeira nesta segunda-feira (24/11), data em que a designação entra em vigor.
O governo de Donald Trump, nos EUA, alega que Maduro é chefe de uma organização criminosa que atua no narcotráfico, o Cartel de Los Soles. A medida representa mais um avanço na nova escalada de tensões no Caribe.
No começo deste mês, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou, em sua decisão, que a facção é liderada pelo “ilegítimo Nicolás Maduro” e que a sanção será efetivada porque o cartel é responsável por “violência terrorista” em todo o hemisfério norte.
“O [Cartel de los Soles] corrompeu as instituições governamentais da Venezuela e é responsável pela violência terrorista perpetrada por e em conjunto com outros”, escreveu Rubio, em uma pubicação no X.
O governo norte-americano considera que a sede do Cartel de Los Soles está situada em solo venezuelano, uma vez que Maduro supostamente lidera a organização criminosa e a presença militar dos EUA perto do país impediria o transporte de drogas.

“O Departamento de Estado pretende designar o Cartel de los Soles como uma Organização Terrorista Estrangeira (FTO, na sigla em inglês), com efeito a partir de 24 de novembro de 2025. Com sede na Venezuela, o Cartel de los Soles é liderado por Nicolás Maduro e outros indivíduos de alto escalão do regime ilegítimo de Maduro, que corromperam as forças armadas, a inteligência, o legislativo e o judiciário da Venezuela. “, afirmou Rubio.
Maduro nega qualquer associação ao narcotráfico e alega que Trump utiliza de uma falsa narrativa para invadir a Venezuela e retirá-lo da governança.
A medida ocorre enquanto a presença militar do governo de Trump avança no mar do Caribe, próximo à costa da Venezuela.
Conselheiro de Donald Trump, Jason Miller publicou uma indireta ao ministro Alexandre de Moraes (STF) após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O auxiliar de Trump compartilhou uma imagem de Voldemort — vilão da saga Harry Potter que críticos de Moraes costumam usar como referência ao magistrado — acompanhada da frase “o inverno está chegando”, escrita em português.
Além da foto, Miller adicionou a música “One way or another” [De um jeito ou de outro], da banda Blondie, sugerindo que o momento representa um alerta a Moraes.
“De um jeito ou de outro, eu vou te achar, eu vou te pegar, eu vou te vencer”, diz a canção, em tradução livre.
Repercussão internacional
A combinação da trilha sonora com a legenda reforçou o caráter de recado direto, em meio ao clima político inflamado pela detenção de Bolsonaro.
A manifestação de Miller, figura influente no entorno de Trump, amplia a repercussão internacional das reações à prisão e insere figuras estrangeiras no debate sobre o ambiente político brasileiro.
No sábado (22/11), a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil publicou uma nota criticando a decisão de Moraes de prender Bolsonaro e afirmou que o magistrado “politizou de forma escancarada o processo judicial”.
Os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começaram a julgar, às 8h, desta segunda-feira (23/11), referendo da decisão do ministro Alexandre de Moraes que levou à prisão do o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A prisão preventiva de Bolsonaro foi decretada, no sábado (22/11), pelo relator do caso no STF, a partir de uma série de fatores como a violação de tornozeleira e a possibilidade de fuga.
O julgamento iniciou com Moraes apresentando seu posicionamento. “Voto no sentido de referendar a decisão de converter as medidas cautelares anteriormente impostas em prisão preventiva de Jair Messias Bolsonaro”, disse.
Moraes agiu a partir de um pedido da Polícia Federal (PF). A sessão que analisa a ordem de prisão preventiva ocorre em plenário virtual e tem previsão de conclusão às 20h.
A sessão extraordinária foi aberta a pedido de Moraes, que encaminhou a decisão ao presidente da Turma, ministro Flávio Dino, responsável por incluir o caso na pauta para deliberação dos demais ministros.
O julgamento no plenário virtual começou com o voto de Moraes, que tem 14 páginas de justificativa da prisão. Ele apresenta sua análise sobre o episódio que motivou a prisão de Bolsonaro e defende a manutenção da medida. Votarão no referendo da decisão: Cármen Lúcia, Flávio Dino e Cristiano Zanin.
Prisão
A prisão foi decretada após pedido da PF — respaldado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) — apontar risco de fuga do ex-presidente diante da vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em frente ao condomínio do pai. A corporação afirmou que a aglomeração poderia criar condições favoráveis para uma tentativa de fuga.
A decisão de Moraes também menciona a violação da tornozeleira eletrônica. Um vídeo que consta dos autos de uma servidora do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime) mostra Bolsonaro confessando ter utilizado um ferro de solda para queimar o dispositivo preso ao tornozelo. A tornozeleira precisou ser trocada durante a madrugada, horas antes da operação da PF.
Atualmente, Bolsonaro está em uma sala de 12m² na Superintendência da PF, espaço que passou por melhorias recentes. O cômodo tem ar-condicionado, frigobar, cama de solteiro, televisão e banheiro próprio, conforme revelado pela coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.
O ex-presidente já recebeu a visita da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Já estão autorizadas ainda as visitas dos filhos Carlos, Flávio e Jair Renan.
A prisão preventiva não tem relação com o cumprimento da condenação de 27 anos e 3 meses imposta a Bolsonaro no processo da trama golpista.

Semana decisiva
A semana também será marcada pelo avanço dos desdobramentos da ação penal do golpe. Termina nesta segunda-feira, às 23h59, o prazo para apresentação dos segundos embargos de declaração pelos réus.
Bolsonaro e aliados foram condenados em setembro pela Primeira Turma. O ex-presidente recebeu pena de 27 anos e três meses; os demais, entre 26 e 16 anos. Após a publicação do acórdão dos primeiros embargos na última semana, as defesas já podiam recorrer desde quarta-feira (19/11), mas nenhum recurso foi apresentado até o momento.
As defesas podem seguir dois caminhos: novos embargos de declaração ou embargos infringentes. Pelas decisões recentes do STF, os condenados só iniciam o cumprimento das penas após o julgamento dos segundos embargos.
A jurisprudência da Corte estabelece que embargos infringentes só são cabíveis quando dois dos cinco ministros divergem. No julgamento do núcleo 1, apenas o ministro Luiz Fux votou contra a maioria — e ele migrou para a Segunda Turma após o caso.
Com esse cenário, a probabilidade de rejeição dos embargos infringentes é alta. Se as defesas recorrerem por meio dos segundos embargos, a Primeira Turma pode considerar o mecanismo meramente protelatório e determinar o trânsito em julgado da condenação.
Somente após essa etapa poderá ser iniciada a execução da pena. Ainda assim, os réus podem solicitar revisão criminal, recurso que deve ser analisado pelo plenário do STF, composto atualmente por 10 ministros — a vaga deixada por Luís Roberto Barroso ainda está vaga. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), indicou Jorge Messias para a cadeira. A nomeação depende de aprovação no Senado.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que levou à prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) neste sábado (22), destacou um ponto considerado sensível pela investigação, a possibilidade de fuga para a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília.
O magistrado apontou a curta distância entre a residência oficial de Bolsonaro e o Setor de Embaixadas Sul como um elemento que agravava o risco de evasão, especialmente diante da tentativa de violação da tornozeleira eletrônica registrada horas antes da prisão.
Na decisão, Moraes observou que a casa do ex-presidente, no Jardim Botânico, fica a cerca de 13 quilômetros do Setor de Embaixadas Sul, onde está localizada a representação diplomática norte-americana.
Para o ministro, essa proximidade, somada ao contexto da investigação, criava um cenário concreto de fuga.
O risco se tornava ainda mais relevante pela iminência do trânsito em julgado da condenação de 27 anos e 3 meses imposta a Bolsonaro.
Dois episódios reforçaram a percepção de risco citada pelo ministro:
A combinação da tentativa de violação da tornozeleira, a convocação dos apoiadores e a curta distância até a Embaixada dos Estados Unidos levou Moraes a concluir que havia risco real de Bolsonaro buscar refúgio diplomático para escapar da execução da pena.
Para o ministro, o conjunto dos elementos demonstrava a urgência da prisão preventiva para impedir a fuga e garantir a aplicação da lei penal.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, julgou prejudicado o pedido de concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A avaliação leva em consideração a decretação da prisão preventiva do ex-chefe do Executivo, que foi cumprida na manhã deste sábado
O ministro do STF ainda julgou prejudicados 29 pedidos de autorização de visitas feitos por aliados do ex-presidente antes da decretação da preventiva. Ao decretar a custódia de Bolsonaro, Moraes cancelou a autorização de visitas que já haviam sido concedidas quando o ex-presidente estava em domiciliar.
A ordem consta de despacho assinado neste sábado, 22, no bojo da ação penal do golpe. Quando um pedido é julgado prejudicado, não há sequer análise sobre o mérito do mesmo. Há o entendimento de que a solicitação não é cabível considerando outros fatores – no caso, o decreto de prisão preventiva.
A concessão da prisão domiciliar humanitária foi solicitada pelos advogados de Bolsonaro para que o ex-presidente não cumpra a pena de 27 anos de prisão a que foi condenado por crime de golpe de Estado em regime fechado – seja um presídio ou em uma sala da Polícia Federal, como agora ele será custodiado em razão da prisão preventiva.
Segundo a defesa, haveria “risco concreto e imediato à integridade física e à própria vida” de Bolsonaro se ele cumprisse sua pena em regime fechado.
A solicitação foi feita nesta sexta-feira, 21. No mesmo documento, os advogados de Bolsonaro registram que ainda pretendem “entrar com os recursos cabíveis, especialmente os embargos infringentes e eventuais agravos” contra a condenação do ex-presidente. Somente após o decurso de todos os recursos é que pode ser decretado o cumprimento da pena definitiva do ex-presidente.
O advogado Martin De Luca, que atua para a Trump Media e para a plataforma Rumble, nos Estados Unidos, se manifestou após a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na manhã deste sábado (22/11).
De Luca afirmou que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) é um “insulto” ao presidente Donald Trump e ao senador Marco Rubio, devido ao fato de o magistrado ter mencionado que a residência de Bolsonaro fica próxima à Embaixada dos EUA.
“Moraes literalmente argumentou que, porque Bolsonaro mora a poucos minutos de carro da Embaixada Americana, ele poderia tentar fugir para lá. Como se os Estados Unidos — que sancionaram Moraes por abusos de direitos humanos — fossem contrabandear Bolsonaro para fora do Brasil”, disse.
O advogado prosseguiu: “É difícil imaginar um insulto mais gratuito a Donald Trump e Marco Rubio. A prisão preventiva no Brasil exige evidências concretas de risco de fuga, atos objetivos de obstrução e a conclusão de que nenhuma medida menos severa seria suficiente”, completou.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, pediu ao presidente da Primeira Turma da Corte, o ministro Flávio Dino, que marque para a próxima segunda-feira (24/11) uma sessão do plenário virtual para que os magistrados referendem ou não a ordem de prisão preventiva contra o x-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A sessão do plenário virtual deve ficar aberta das 8h às 20h de segunda-feira. Relator das ações da trama golpista, Moraes determinou a prisão preventiva de Bolsonaro neste sábado, apontando risco de fuga em meio à convocação de uma vigília.
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Os seguranças do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegaram com uma caixa cheia de medicamentos à superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para onde o ex-mandatário foi levado na manhã deste sábado (22/11).
As medicações são para uso de Bolsonaro, que foi preso na manhã deste sábado (22/11) por agentes da PF. A prisão ocorreu por volta das 6h no Condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico.
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O ministro do STF Alexandre de Moraes mandou a Polícia Federal (PF) prender Jair Bolsonaro preventivamente neste sábado (22/11), no âmbito do inquérito do golpe, no qual o ex-presidente foi condenado.
No mandado de prisão — que corre em sigilo, mas ao qual a coluna teve acesso —, Moraes manda os policiais cumprirem a ordem “sem a utilização de algemas e sem qualquer exposição midiática”.
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O ministro do STF Alexandre de Moraes mandou a Polícia Federal (PF) prender Jair Bolsonaro preventivamente neste sábado (22/11), no âmbito do inquérito do golpe, no qual o ex-presidente foi condenado.

No mandado de prisão, que tramita sob sigilo mas ao qual a coluna teve acesso, Moraes determina que os policiais cumpram a ordem “sem a utilização de algemas e sem qualquer exposição midiática”.

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Após o incêndio que assustou o Brasil e o mundo no pavilhão dos países, na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA), nessa quinta-feira (20/11), uma padaria foi usada de improviso para a assinatura de um acordo climático.
Sem cerimônias, Davidson Gibson, ministro da Mudança Climática da ilha de Vanuatu, e um representante do escritório das Nações Unidas (ONU) para projetos e serviços se sentaram nas cadeiras de madeira da panificadora Do Sul e fecharam a tratativa.
O estabelecimento fica na avenida Duque de Caxias, a menos de um quilômetro de distância da Zona Azul da COP30, onde ocorreu o incêndio. O acordo entre as partes teve o objetivo de implementar maior transparência climática em conformidade com o Acordo de Paris.
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