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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse nesta sexta-feira (26) que se reunirá em breve com seu homólogo americano, Donald Trump, como parte dos esforços para tentar acabar com o conflito com a Rússia. “Concordamos com uma reunião do mais alto nível com o presidente Trump, em um futuro próximo. Muita coisa pode ser decidida antes do Ano Novo”, escreveu Zelensky nas redes sociais.

O anúncio ocorre após a última rodada de negociações entre as delegações de Washington e Kiev ter resultado em um plano atualizado de 20 pontos para encerrar a guerra, que foi enviado para a análise de Moscou.

A nova versão da proposta promovida por Trump prevê o congelamento da frente de batalha e elimina a exigência para que a Ucrânia renuncie oficialmente à aspiração de integrar a Otan, antecipou Zelensky esta semana. Contudo, é improvável que Moscou abandone suas exigências territoriais, incluindo a de que a Ucrânia se retire completamente da região do Donbass.

Além disso, a Rússia insiste que as ambições da Ucrânia de aderir à Otan representam uma linha vermelha.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, indicou nesta sexta-feira que “houve um contato telefônico” entre russos e americanos, mas não revelou detalhes, alegando que “a divulgação das informações poderia prejudicar o processo de negociação”. “Concordamos em prosseguir com o diálogo”, acrescentou em uma conversa com vários meios de comunicação, incluindo a AFP.

Na quinta-feira (25), a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse que os avanços para acabar com o conflito eram “lentos, mas constantes”.

A maior parte dos brasileiros se identifica politicamente com a direita, segundo pesquisa do Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 25. Entre os entrevistados, 35% se declararam como parte do espectro da direita e 11%, da centro-direita (46% da população total, portanto, está mais à direita). No outro polo, 22% disseram ter posicionamento político à esquerda, sendo outros 7% mais ligados à centro-esquerda (29% do total).

Outros 8% dos entrevistados não souberam responder. A pesquisa do Datafolha ouviu 2.002 pessoas, com 16 anos ou mais, em 113 municípios do Brasil, entre os dias 2 e 4 de dezembro. A margem de erro dos dados gerais da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Foi pedido aos entrevistados para que se posicionassem numa escala de 1 a 7 -na qual 1 correspondia à posição máxima à esquerda e 7, a máxima à direita.

A mesma pesquisa também mostrou leve vantagem numérica dos petistas em relação aos bolsonaristas. Foi pedido aos entrevistados para que se posicionassem numa escala de 1 a 5, na qual 1 era bolsonarista e 5, petista.

Como resposta, 40% se classificaram como simpatizantes do Partido dos Trabalhadores (PT) e 36% como apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Além disso, 18% se posicionaram na faixa de neutros, 6% disseram não apoiar nenhum deles e 1% não soube responder.

Desde 2022, o Datafolha vem realizando uma série história de posicionamento de petistas e bolsonaristas. Os apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram maioria em 9 dos 11 levantamentos feitos.

Nas eleições presidenciais de 2026, petismo e bolsonarismo devem se enfrentar novamente nas urnas. De um lado, Lula sinaliza que tentará a reeleição para um quarto mandato. Como Jair Bolsonaro está preso e impedido de concorrer, o nome apontado por ele para a disputa é o de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Alguns grupos políticos da centro-direita, porém, ainda têm expectativas de emplacar a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Faixa etária, religião e escolaridade

A direita também predomina em todas as faixas etárias. Entre os entrevistados com 60 anos ou mais, 42% se declaram à direita, 25% à esquerda e 9% de centro. Os mais jovens, de 16 a 24 anos, porém, se posicionam mais ao centro (30%), sendo 26% os que se dizem de direita e 16% os de esquerda.

Com relação à escolaridade, 41% dos que se dizem de direita têm menos anos de estudo, enquanto 26% se dizem de esquerda e 8%, de centro.

Já no recorte por religião, 36% dos católicos e 42% dos evangélicos se posicionam à direita. Os que se classificam à esquerda são 24% e 16% respectivamente em cada grupo.

Entre os que se disseram de esquerda, 9% afirmaram ter votado em Bolsonaro na eleição de 2022. No grupo identificado com a direita, 22% declararam voto em Lula.

O presidente da RepúblicaLuiz Inácio Lula da Silva (PT), lidera em todos os cenários de primeiro e segundo turno, conforme levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta sexta-feira (26/12). O nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), no entanto, aparece em empate técnico com Lula em uma simulação de segundo turno.

Flávio é o nome que tem o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para disputar as eleições de 2026. A “bênção” do pai ao filho foi reforçada, nessa quinta-feira (25/12), por meio de uma carta escrita e assinada pelo ex-mandatário.

A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 22 de dezembro. Ao todo, foram ouvidos 2.038 eleitores em 163 municípios de 26 estados e do Distrito Federal. O grau de confiança divulgado é de 95% e a margem estimada de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Cenários de 1º turno

O cenário 1 de primeiro turno, testado pelo instituto Paraná Pesquisas, considera como possível candidato o ex-presidente, que está inelegível, e cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de estado. Neste caso, Lula teria 36,9% contra 31,3% de Bolsonaro.

Em seguida, aparecem o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PSB), com 6,9%; o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), com 6,5%; o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), com 4%; o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 1,6%; a senadora Tereza Cristina (PP), com 1,4%; e o presidente do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, com 0,6%.

No segundo cenário de primeiro turno, Lula também lidera, mas desta vez com 37,6% contra 27,8% de Flávio Bolsonaro. Nesta simulação, Ratinho Junior tem 9%, Ciro 7,9%, Zema 3,1%, Tereza Cristina 1,9% e Renan Santos 0,8%.

O nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece na terceira simulação de primeiro turno. Neste caso, Lula soma 37,8% das intenções de voto e Tarcísio 26,2%. Ciro Gomes aparece em terceiro, com 8,7%. Na sequência, Caiado (5%), Zema (3,9%), Tereza Cristina (2,5%) e Renan Santos (0,8%).

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) é o nome de segundo lugar que tem a maior diferença em relação a Lula em um possível primeiro turno. Michelle alcança 24,4% contra 37,2% de Lula, resultando em 12,8 pontos percentuais de diferença. Na sequência, aparecem Ciro (8,3%), Ratinho Junior (8,2%), Caiado (4,9%), Zema (3,2%), Tereza Cristina (2%) e Renan Santos (0,9%).

Segundo turno

Em relação ao segunda turno, Lula tem 44,1% contra 41% de Flávio Bolsonaro. O resultado, que tem diferença de 3,1 pontos percentuais, demonstra empate técnico, uma vez que a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Os que não sabem ou não opinaram representam 5,7% e a soma de nulos, brancos ou que não votariam em nenhum dos dois, 9,2%. Também foram testados outros cenários de segundo-turno:

Lula x Bolsonaro

Lula 43,6%

Bolsonaro 43,4%

Não sabe/ não opinou 5,2%

Nenhum/ branco/ nulo 7,8%

 

Lula x Tarcísio

Lula 44%

Tarcísio 42,5%

Não sabe/ não opinou 4,7%

Nenhum/ branco/ nulo 8,8%

O resultado coloca Tarcísio como o nome mais competitivo contra Lula para o segundo-turno, com diferença de 1,5 ponto percentual, excetuando-se o de Jair Bolsonaro, que está inelegível.

 

Lula x Michelle Bolsonaro

Lula 44,8%

Michelle 41,4%

Não sabe/ não opinou 4,8%

Nenhum/ branco/ nulo 9%.

 

Lula x Ratinho Junior

Lula 43,8%

Ratinho 40,2%

Não sabe/ não opinou 5,4%

Nenhum/ branco/ nulo 10,6%

 

Lula x Tereza Cristina

Lula 44,6%

Tereza 30,3%

Não sabe/ não opinou 6,2%

Nenhum/ branco/ nulo 18,8%

Em caráter de urgência e por unanimidade, a Assembleia Nacional da Venezuela aprovou, nesta terça-feira (23/12), uma lei que protege a liberdade de navegação e comércio contra a pirataria, bloqueio e outros atos ilícitos internacionais. A medida ocorre em meio à tensão com os Estados Unidos e prevê penas de até 20 anos de prisão para quem apoiar ou promover atos do tipo.

“O projeto de lei foi motivado pelos quatro meses de cerco que o governo dos Estados Unidos impõe à Venezuela, manifestando-se em diversos eventos que vêm se intensificando, como execuções extrajudiciais, bloqueio unilateral do espaço aéreo e naval do Caribe e ofensiva violenta contra navios mercantes”, justificou a Assembleia.

O parlamento venezuelano afirmou, ainda, que as operações militares dos EUA usam “uma falsa luta contra o narcotráfico” para promover “atos ilícitos internacionais, quem podem ser sancionados pela lei”.

A norma é direcionada a pessoas jurídicas, físicas e estrangeiras que cometerem os crimes referidos. O regulamento é estruturado em dois capítulos e 13 artigos, com o intuito de garantir a liberdade de navegação e comércio de mercadorias protegidas por tratados internacionais ratificados pela Venezuela, incluindo: a Convenção de Genebra sobre o Alto Mar (de 1958), a Convenção para a Supressão de Atos Ilícitos contra a Segurança da Navegação Marítima (de 1988) e a Carta das Nações Unidas.

O deputado José Gregorio Correa criticou o silêncio de organizações internacionais frente às ações dos EUA e pediu união ao povo apesar das diferenças políticas, já que “a defesa da nação é uma questão que transcende o governo”.

“Se qualquer um de nós entrasse em qualquer casa, pertencente a qualquer pessoa, e de repente pegasse a comida das geladeiras e as roupas dos vestiários, é exatamente isso que esses senhores fazem,” afirmou ele durante a votação da nova lei.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou, nessa segunda-feira (22/12), que o governo norte-americano interceptou o terceiro petroleiro ligado à Venezuela. O republicano disse, ainda, que vai manter sob controle norte-americano os 1,9 milhão de barris de petróleo apreendidos no navio-tanque na costa venezuelana. Trata-se da terceira interceptação americana em pouco mais de 10 dias.

 

Os Estados Unidos informaram ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, nesta terça-feira (23/12), que vão impor e fazer cumprir sanções contra a Venezuela “na máxima extensão permitida”, incluindo medidas direcionadas ao presidente Nicolás Maduro e ao setor petrolífero do país.

A declaração foi feita pelo embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, durante reunião de emergência convocada a pedido do governo venezuelano, em meio à escalada de tensões no Caribe e às recentes apreensões de navios petroleiros ligados a Caracas.

Segundo Waltz, o objetivo de Washington é privar o governo venezuelano de recursos financeiros que, segundo Trump, estariam permitindo que Maduro mantenha o poder de forma ilegítima financiando atividades criminosas.

“A capacidade de Maduro de vender o petróleo da Venezuela permite sua reivindicação fraudulenta de poder e suas atividades narcoterroristas. O povo da Venezuela, francamente, merece algo melhor”, afirmou o diplomata.


				EUA dizem na ONU que aplicarão “sanções máximas” à Venezuela
Foto: Jesus Vargas/Getty Images

Acusações contra Maduro

O governo norte-americano acusa Maduro de liderar o chamado “Cartel de los Soles”, organização que Washington descreve como ligada ao tráfico internacional de drogas.

Os EUA oferecem uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à captura do presidente venezuelano.

A sessão do Conselho de Segurança teve como foco as denúncias feitas pela Venezuela sobre operações militares dos EUA no Caribe e o bloqueio anunciado pelo presidente Donald Trump, que resultou na interceptação e apreensão de petroleiros nos últimos dias.

Em resposta às recentes ações norte-americanas, a Assembleia Nacional da Venezuela aprovou nesta terça-feira uma lei que prevê penas de até 20 anos de prisão para quem promover, financiar ou colaborar com o que o governo classifica como pirataria, bloqueios ou outros atos ilícitos internacionais.

O projeto, aprovado por unanimidade pelo Parlamento controlado pelo chavismo, agora segue para sanção do Executivo. A legislação surge em meio às operações dos EUA contra carregamentos de petróleo venezuelano, classificadas por Caracas como atos de pirataria.


				EUA dizem na ONU que aplicarão “sanções máximas” à Venezuela
— Foto: Getty Images

O Brasil também se posicionou contra o bloqueio naval, afirmando na ONU que a mobilização militar dos EUA no Caribe viola a Carta das Nações Unidas e defendendo uma solução pacífica para o conflito.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixa a prisão nesta quarta-feira (24/12) para ser internado no Hospital DF Star, em Brasília (DF), onde será submetido a exames preparatórios antes de uma nova cirurgia. O procedimento, marcado para quinta-feira (25/12), dia de Natal, será para correção de duas hérnias inguinais. Esta será a oitava cirurgia enfrentada pelo ex-presidente desde que ele foi vítima de uma facada durante a campanha eleitoral de 2018, em Juiz de Fora (MG).

A cirurgia foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da defesa do ex-mandatário. O magistrado autorizou que a mulher de Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), seja a acompanhante do ex-presidente durante o procedimento.

Histórico médico

Desde o ataque ocorrido em setembro de 2018, em Juiz de Fora, Bolsonaro passou por uma sequência de procedimentos cirúrgicos, a maioria relacionada a complicações no sistema digestivo. Além das cirurgias, o ex-presidente também precisou ser internado ao menos quatro vezes por intercorrências médicas decorrentes da facada.

O atendimento médico mais recente ocorreu em 14 de setembro deste ano, também no Hospital DF Star, quando Bolsonaro foi submetido a procedimentos para remoção de lesões na pele. Na ocasião, exames apontaram carcinoma — tipo comum de câncer de pele — em duas das oito lesões retiradas. A ida ao hospital teve autorização judicial do STF.

Bolsonaro está preso desde 22 de novembro, na Superitendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, após descumprimento de medidas cautelares, incluindo a queima da tornozeleira eletrônica. Três dias depois, em 25 de novembro, ele passou a cumprir pena de 27 anos e três meses de prisão no processo que investiga a tentativa de golpe de Estado.

Veja o histórico de cirurgias de Jair Bolsonaro:

Durante ato de campanha em Juiz de Fora, Bolsonaro foi esfaqueado e submetido a uma cirurgia de emergência. O ferimento atingiu o intestino e deu início a uma série de complicações médicas.

Passou por uma segunda cirurgia, em São Paulo, para tratar uma obstrução intestinal causada pela lesão provocada pela facada. O procedimento durou cerca de uma hora.

Foi realizada a retirada da bolsa de colostomia implantada durante as cirurgias iniciais.

Bolsonaro passou por cirurgia para correção de uma hérnia incisional na região da cicatriz abdominal, consequência comum de múltiplas intervenções.

Foi submetido a duas cirurgias no mesmo dia: correção de hérnia de hiato, relacionada a refluxo gástrico, e desvio de septo nasal para melhora da respiração.

Após sentir fortes dores abdominais durante agenda em Santa Cruz (RN), foi internado com distensão abdominal. Dois dias depois, já em Brasília, passou por uma cirurgia de 12 horas para liberação de aderências intestinais e reconstrução da parede abdominal. O procedimento foi considerado bem-sucedido.

O ex-presidente foi encaminhado ao Hospital DF Star para remoção de lesões na pele. Laudo apontou carcinoma em duas das oito lesões retiradas.

Bolsonaro foi internado para exames preparatórios e deve passar por cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral no dia 25 de dezembro.

Moraes atendeu a pedido da PGR

Moraes tomou a decisão após a Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestar favorável à realização do procedimento cirúrgico do ex-presidente. A necessidade de cirurgia está embasada por laudo da PF, entregue ao STF depois da perícia em Bolsonaro identificar duas hérnias inguinais.

Segundo o laudo, embora não se trate de uma emergência, os peritos da PF recomendaram que o procedimento fosse realizado o mais breve possível, diante da piora do quadro clínico e do risco de complicações caso haja agravamento da condição.

Sendo assim, Bolsonaro deve realizar a cirurgia e voltar para a prisão, na Superintendência da PF, assim que receber alta médica.

 

O ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) deixa a prisão, nesta quarta-feira (24/12), para ser internado no Hospital DF Star, em Brasília. Preso na Superintendência da Polícia Federal desde o dia 22 de novembro, Bolsonaro sairá do local pela primeira vez desde que chegou.

Para sair da unidade e da sala de Estado-Maior, ele será escoltado, com transporte e segurança feitos pela corporação até a unidade de saúde. Uma vez no DF Star, será vigiado por dois policiais na porta de seu quarto, além de seguranças na entrada do hospital.

Bolsonaro poderá, ainda, ter a companhia constante de sua esposa, Michelle Bolsonaro. Ele será internado na véspera de Natal e passa por cirurgia para reparar duas hérnias inguinais no dia 25. Não há, ainda, previsão de alta.


				Bolsonaro deixa prisão pela 1ª vez para fazer cirurgia em Brasília
HUGO BARRETO/METRÓPOLES @hugobarretophoto

Decisão de Moraes

A autorização para a cirurgia foi do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator dos processos da trama golpista. Moraes tomou a decisão após a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar favorável à realização do procedimento cirúrgico.

A necessidade de cirurgia está embasada por laudo da Polícia Federal, entregue ao STF depois que a perícia identificou duas hérnias inguinais. Nessa terça (23/12), a defesa do ex-presidente indicou as datas após Bolsonaro cancelar uma entrevista que concederia ao Metrópoles alegando “motivos de saúde”.

Veja o que diz decisão de Moraes:

O transporte e a segurança de Bolsonaro deverão ser realizados pela Polícia Federal, de maneira discreta, e o desembarque deverá ser feito nas garagens do hospital.

A Polícia Federal deverá, previamente, entrar em contato com o diretor do Hospital DF Star, Dr. Allison Bruno Barcelos Borges, para combinar os termos e as condições da internação.

A Polícia Federal deverá providenciar a completa vigilância e segurança de Bolsonaro durante sua estadia, bem como do DF Star, mantendo equipes de prontidão. A corporação deverá garantir, ainda, a segurança e fiscalização 24 horas por dia, disponibilizando, no mínimo, dois policiais federais na porta do quarto do hospital, e as equipes que entender necessárias dentro e fora da instituição de saúde.

Está vedado o ingresso, no quarto hospitalar, de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, salvo obviamente os equipamentos médicos, devendo a PF assegurar o cumprimento da restrição.

Fica autorizada a presença da esposa de Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, como acompanhante durante toda a internação, observadas as regras do hospital.

As demais visitas somente poderão ocorrer com prévia autorização judicial.

Com a autorização, Bolsonaro deve realizar a cirurgia e voltar para a prisão, na Superintendência da PF em Brasília, assim que receber alta médica.

Pedido para cirurgia

Em 14 de dezembro, Bolsonaro realizou exames de ultrassonografia que identificaram duas hérnias inguinais.

Os médicos do ex-presidente recomendaram que ele fosse submetido a um procedimento cirúrgico, a única forma de tratamento definitivo para o quadro.

No dia seguinte, a defesa de Jair Bolsonaro pediu autorização a Moraes para a “realização urgente de procedimento cirúrgico”.

O ministro Alexandre de Moraes determinou o envio dos exames e laudos médicos apresentados pela defesa para análise de peritos da Polícia Federal, além de exigir que Bolsonaro passasse por uma perícia, que ocorreu em 17 de dezembro.

No dia 19, Moraes autorizou o procedimento, após os laudos da PF constatarem a necessidade da cirurgia em caráter eletivo.

Nesta terça (23/12), a defesa de Jair Bolsonaro indicou as datas para a cirurgia.

Moraes, após manifestação da PGR, autorizou o procedimento para as datas pedidas pelos advogados.

O laudo da Polícia Federal apontou a necessidade de reparo cirúrgico em caráter eletivo e autorizou a realização do procedimento, desde que previamente agendado.


				Bolsonaro deixa prisão pela 1ª vez para fazer cirurgia em Brasília
HUGO BARRETO/METRÓPOLES @hugobarretophoto

Segundo o laudo, embora não se trate de uma emergência, os peritos da PF recomendaram que o procedimento fosse realizado o mais breve possível, diante da piora do quadro clínico e do risco de complicações caso haja agravamento da condição.

Bolsonaro está preso desde 22 de novembro, após queimar a tornozeleira eletrônica que usava. No dia 25 daquele mês, Bolsonaro começou a cumprir a pena de 27 anos e 3 meses de prisão no processo relacionado à trama golpista.

Hérnia inguinal

A perícia médica do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal concluiu que o ex-presidente apresenta hérnia inguinal bilateral, condição que atinge os dois lados da região da virilha.

A hérnia ocorre quando uma parte do intestino ou de outro tecido interno “escapa” por um ponto enfraquecido da musculatura do abdômen, formando um caroço ou inchaço que pode causar dor e desconforto.

Exames realizados em agosto de 2025 não indicavam a presença das hérnias. Em novembro, médicos identificaram clinicamente uma hérnia em apenas um dos lados. Relatórios posteriores mantiveram o diagnóstico e, em dezembro, exames de imagem confirmaram que a condição passou a afetar ambos os lados da região inguinal.

Segundo os peritos, a piora do quadro pode estar relacionada ao aumento da pressão dentro do abdômen, associado a episódios de soluços persistentes e tosse crônica relatados por Bolsonaro.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes vetou, nesta terça-feira (23/12), que acompanhantes fiquem com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Tirando a mulher do ex-chefe do Executivo, Michelle Bolsonaro, ninguém mais está aitorizados. Os filhos, o senador Flávio e o ex-vereador Carlos Bolsonaro, só podem visitar com “prévia autorização judicial”.

“Autorizo a presença da esposa do custodiado, Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, como acompanhante durante toda sua internação, observadas as regras do hospital. As demais visitas somente poderão ocorrer com prévia autorização judicial”, escreveu Moraes na decisão.

O ex-presidente ficará internado no DF Star, hospital em Brasília, a partir de quarta-feira (24). A cirurgia no abdômen está marcada para o dia seguinte, na quinta-feira (25), em pleno dia de Natal.

Moraes tomou a decisão após a Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestar favorável à realização do procedimento cirúrgico. Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal desde o dia 22 de novembro, após queimar a tornozeleira eletrônica que usava em prisão domiciliar.

Moraes autorizou a cirurgia após a Polícia Federal realizar perícia em Bolsonaro e identificar duas hérnias inguinais. Nesta terça, a defesa do ex-presidente indicou as datas após Bolsonaro cancelar entrevista que concederia ao Metrópoles por “motivos de saúde”.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou documento ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes com o pedido de que Bolsonaro seja internado nesta quarta-feira (24/12) e passe por cirurgia, no hospital DF Star, em Brasília (DF), na quinta-feira (25/12), feriado de Natal.

Bolsonaro será submetido a uma cirurgia para correção de duas hérnias inguinais. No dia 24, ele se prepara para a cirurgia e, em 25 de dezembro é operado. A defesa também pediu que Michelle Bolsonaro seja acompanhante principal do marido e que os filhos Flávio e Carlos possam ser acompanhantes secundários. Moraes precisa autorizar.

O procedimento já foi liberado por Moraes após a Polícia Federal realizar perícia em Bolsonaro e identificar duas hérnias inguinais. O ministro exigiu, no entanto, que a defesa apresentasse um calendário com o cronograma para o procedimento. Nesta terça, a defesa do ex-presidente indicou as datas após Bolsonaro cancelar entrevista que concederia ao Metrópoles por “motivos de saúde”.

Na mesma decisão que autorizou a cirurgia, Moraes negou o pedido da defesa para a conversão da pena em prisão domiciliar, argumentando que a legislação prevê esse benefício apenas para condenados em regime aberto, o que não se aplica ao caso.

Pedido para cirurgia

Moraes analisou o laudo da Polícia Federal que apontou a necessidade de reparo cirúrgico em caráter eletivo e autorizou a realização do procedimento, desde que previamente agendado. Na decisão, o magistrado ressaltou que a intervenção não tem caráter de urgência.

Segundo o laudo, embora não se trate de uma emergência, os peritos da PF recomendaram que o procedimento seja feito o mais breve possível, diante da piora do quadro clínico e do risco de complicações caso haja agravamento da condição.

Bolsonaro está preso desde 22 de novembro, após queimar a tornozeleira eletrônica que usava. No dia 25, Bolsonaro começou a cumprir a pena de 27 anos e 3 meses de prisão no processo relacionado à trama golpista.

Hérnia inguinal bilateral

A perícia médica do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal concluiu que o ex-presidente apresenta hérnia inguinal bilateral, condição que atinge os dois lados da região da virilha. A hérnia ocorre quando uma parte do intestino ou de outro tecido interno “escapa” por um ponto enfraquecido da musculatura do abdômen, formando um caroço ou inchaço que pode causar dor e desconforto.

Exames realizados em agosto de 2025 não indicavam a presença das hérnias. Em novembro, médicos identificaram clinicamente uma hérnia em apenas um dos lados. Relatórios posteriores mantiveram o diagnóstico e, em dezembro, exames de imagem confirmaram que a condição passou a afetar ambos os lados da região inguinal.

Segundo os peritos, a piora do quadro pode estar relacionada ao aumento da pressão dentro do abdômen, associado a episódios de soluços persistentes e tosse crônica relatados por Bolsonaro. Também foram registrados desconforto na região da virilha, dificuldades para dormir e problemas na alimentação. Apesar desses sintomas, o laudo destaca que não houve, até o momento, complicações graves.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria procurado ao menos quatro vezes o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para interceder em favor do Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Em uma das ocasiões, o encontro teria sido presencial. Nas outras três, a conversa teria ocorrido por telefone. A revelação é da colunista Malu Gaspar, em seu blog no jornal O Globo. Após a reportagem, congressistas já falam em coletar assinaturas para a abertura de uma CPI do Banco Master.

O Banco Master contratou, por R$ 129 milhões, o escritório Barci de Moraes Advogados, pertencente à mulher do ministro Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes.

O contrato renderia ao escritório pagamentos de R$ 3 milhões mensais e incluía a defesa dos interesses do Banco Master em diversas instituições, inclusive o Congresso Nacional e o Banco Central.

Segundo as informações de Malu Gaspar, as ligações tinham como objetivo saber do andamento da operação de venda do Banco Master para o BRB.

Em julho deste ano, Moraes teria pedido um encontro com Galípolo e solicitado que o chefe do Banco Central aprovasse a operação com o BRB. Moraes teria dito que gostava de Vorcaro, segundo a apuração de Malu Gaspar.

Galípolo teria dito a Moraes que a autarquia, responsável pela regulação do sistema financeiro, já havia descoberto fraudes na operação do Master. Moraes teria concordado que, havendo fraude, seria inviável a operação de venda.

Após a publicação da reportagem, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou que coletará assinaturas para uma CPI sobre o assunto.


				Alexandre de Moraes teria pressionado BC em favor do Banco Master
— Foto: HUGO BARRETO/METRÓPOLES

“Após o recesso, vou coletar as assinaturas para investigação de notícias sobre um contrato entre o Banco Master e o escritório da família do ministro Moraes, de 129 milhões de reais, fora do padrão da advocacia, além desta notícia de atuação direta do ministro em favor do banco”, escreveu ele no X (antigo Twitter).

https://x.com/_AlessandroSE/status/2003171719989563731?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E2003171719989563731%7Ctwgr%5E84f7c58731d133e9f4895f7bc0f38c7ca3a4c634%7Ctwcon%5Es1_c10&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.metropoles.com%2Fcolunas%2Fandreza-matais%2Fmoraes-do-stf-falou-4-vezes-com-chefe-do-bc-para-defender-banco-master

O líder do partido Novo na Câmara dos Deputados, Marcel Van Hattem (RS), anunciou a coleta de assinaturas para um novo pedido de impeachment contra Moraes.

“Diante das novas revelações de que o Ministro do STF praticou advocacia administrativa junto ao Banco Central em favor do Banco Master, com quem sua esposa Viviane Barci de Moraes tem contrato de quase 130 milhões de reais, nossa responsabilidade como fiscais do poder público é inescapável”, escreveu ele.

https://x.com/marcelvanhattem/status/2003188902786400558?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E2003188902786400558%7Ctwgr%5E84f7c58731d133e9f4895f7bc0f38c7ca3a4c634%7Ctwcon%5Es1_c10&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.metropoles.com%2Fcolunas%2Fandreza-matais%2Fmoraes-do-stf-falou-4-vezes-com-chefe-do-bc-para-defender-banco-master

A coluna procurou Moraes e também Daniel Vorcaro para comentários, mas ainda não há resposta. O espaço segue aberto.

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), vão participar de um evento de combate ao antissemitismo que contará com a presença do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. A 2ª Conferência Internacional sobre o Combate ao Antissemitismo será realizada de 26 a 27 de janeiro de 2026, na capital israelense, Jerusalém.

A conferência é realizada em alusão ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Em publicação por meio de seu perfil no X (ex-Twitter), Flávio agradeceu ao ministro israelense da Diáspora e do Combate ao Antissemitismo, Amichai Chikli, pelo convite.

“Sinto-me profundamente honrado em participar de um evento de tamanha relevância internacional. Brasil e Israel compartilham um laço histórico, humano e civilizacional sólido, construído sobre valores comuns como a liberdade, a democracia e o respeito à dignidade humana. Reafirmo meu compromisso inegociável de estar sempre ao lado do povo judeu, condenando com clareza e sem relativizações todas as formas de antissemitismo, intolerância e ódio”, escreveu o senador.

Eduardo Bolsonaro também agradeceu ao ministro. “Será uma honra, ministro Amichai Chikli. ‘Todah raba’ (muito obrigado) pelo convite para uma causa tão importante. Conte comigo”, publicou.

No início deste mês, o ex-deputado esteve em Israel, onde visitou Netanyahu. Eduardo divulgou uma foto ao lado do premiê nas redes sociais, mas o encontro não foi registrado pelo primeiro-ministro. Durante a viagem, ele pediu pela soltura do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por meio de um bilhete deixado no Muro das Lamentações, monumento sagrado localizado em Jerusalém.

Já Flávio Bolsonaro fará a primeira viagem internacional desde que anunciou a candidatura à Presidência da República, que, segundo ele, ocorreu a pedido de seu pai. Desde então, o senador tem mantido conversas com lideranças do centrão e com empresários.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prisão domiciliar ao general da reserva Augusto Heleno, condenado por envolvimento na trama golpista que buscava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder após a derrota nas eleições. A decisão impõe o uso de tornozeleira eletrônica e estabelece uma série de restrições ao ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

A medida foi tomada após pedido da defesa, que alegou que Heleno convive com Alzheimer. Segundo o general, o diagnóstico teria sido feito em 2018, informação apresentada durante exame de corpo de delito após a prisão. Posteriormente, a defesa afirmou que exames realizados em 2024 confirmaram o diagnóstico apenas em janeiro de 2025. Diante das versões divergentes, Moraes determinou a realização de uma perícia médica, cujo laudo foi entregue nesta segunda-feira (22) e permanece sob sigilo.

Na decisão, Moraes determinou que Augusto Heleno entregue todos os passaportes, tenha suspensos os registros de porte de arma de fogo e de CAC e fique proibido de utilizar telefones, aparelhos celulares ou redes sociais. As visitas ficam restritas a advogados, médicos e pessoas previamente autorizadas pelo STF. Qualquer deslocamento por motivo de saúde deverá ser previamente autorizado, exceto em casos de urgência ou emergência, que deverão ser justificados em até 48 horas.

O ministro também advertiu que o descumprimento da prisão domiciliar ou de qualquer uma das medidas impostas resultará no retorno imediato ao regime fechado.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente à concessão da prisão domiciliar. No parecer, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que as circunstâncias do caso indicam a necessidade de reavaliação da situação do condenado, considerando a idade e o quadro de saúde, devidamente comprovado. Segundo a PGR, a medida é excepcional e proporcional, semelhante a outras decisões já adotadas pelo STF em casos humanitários.

Augusto Heleno foi condenado a 21 anos de prisão por integrar o chamado “núcleo crucial” de uma organização criminosa acusada de tentar promover um golpe de Estado. A pena inclui 18 anos e 11 meses de reclusão, em regime fechado, e dois anos e um mês de detenção, em regime semiaberto ou aberto, com início do cumprimento no regime fechado.

O general foi preso no início da semana pela Polícia Federal, com apoio do Exército, após o trânsito em julgado da condenação — quando não cabem mais recursos. Ele foi encaminhado ao Comando Militar do Planalto, em Brasília, antes da decisão que autorizou o cumprimento da pena em prisão domiciliar.

O relato de que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), teria procurado o presidente do Banco Central para conversar sobre um negócio bilionário envolvendo o Banco Master ampliou os questionamentos sobre o magistrado.

Segundo a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, Moraes teria feito contato com Gabriel Galípolo quatro vezes para tratar do assunto. A reportagem afirma ter colhido relatos de seis pessoas diferentes, que teriam tomado conhecimento dos diálogos pelo próprio presidente do Banco Central e por outros integrantes da instituição.

De acordo com as informações obtidas pelo jornal, foram três telefonemas e uma conversa presencial, em julho, quando o BC analisava a venda do Master para o BRB, numa operação inicialmente avaliada em R$ 2 bilhões. A colunista afirma que Moraes teria pedido a aprovação do negócio.

Moraes e o Banco Central foram procurados, mas não comentaram os relatos.
Políticos de oposição cobraram explicações do ministro. Eles destacaram a informação, revelada anteriormente, de que o escritório da mulher do magistrado teria um contrato de R$ 3,6 milhões mensais para defender os interesses do Master.

De acordo com outra reportagem do jornal O Globo, a contratação do Barci de Moraes Sociedade de Advogados teria validade de 36 meses, a partir do início de 2024. Com isso, o acordo renderia, até o início de 2027, R$ 129 milhões ao escritório, caso o Master não tivesse sido liquidado pelo Banco Central. Integram o escritório Viviane Barci de Moraes, que é esposa do ministro, e dois filhos do casal.

O contrato previa a representação do Master onde fosse necessário —sem uma causa ou um processo específico— em órgãos como Banco Central, Receita Federal e Congresso Nacional. Também teria como objeto a organização e a coordenação estratégica, consultiva e contenciosa no Judiciário, no Ministério Público e na Polícia Federal.

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), declarou que o episódio configura conflito de interesses e defendeu a eleição, em 2026, de congressistas dispostos a uma reforma no Judiciário, numa sinalização de que a direita perseguirá o impeachment de ministros caso obtenha maioria ampla na Casa.

Já o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que não é alinhado ao bolsonarismo, afirmou que pretende coletar assinaturas para investigar as informações sobre a contratação, pelo Master, do escritório da mulher de Moraes.

Vieira disse nas redes sociais que o contrato está "fora do padrão da advocacia" e afirmou que o relato das conversas com Galípolo apontaria uma "atuação direta do ministro em favor do banco".

O relato feito pelo jornal O Globo afirma que Moraes teria feito três ligações para saber do andamento da venda do Master para o BRB.

Depois, numa conversa presencial, segundo a reportagem, o ministro teria afirmado que gostava de Vorcaro e teria pedido a aprovação da operação. Galípolo teria respondido que os técnicos do BC tinham descoberto que o Master havia repassado R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito falsas ao BRB, apontando que o negócio não seria autorizado.

Vorcaro e outros executivos foram presos em 18 de novembro, e o BC decretou a liquidação do banco. O dono do Master deixou a cadeia dias depois e é monitorado com tornozeleira eletrônica.

Dentro do STF, o ministro Gilmar Mendes defendeu a atuação de Moraes. Durante conversa com jornalistas na segunda-feira (22), o magistrado afirmou que é preciso "abrir a cabeça" nas discussões sobre as relações entre integrantes da corte e advogados.

"Não vou falar sobre casos específicos, mas eu tenho absoluta confiança em relação ao ministro Alexandre de Moraes e não vejo nenhum problema", disse Gilmar.

"O Banco Master é um sinal de que as instituições estão funcionando. O Banco Central fez a intervenção e houve a investigação, prisão das pessoas. Portanto, a mim parece que é um sinal de que as instituições estão funcionando", declarou ainda o ministro.

Além do caso de Moraes, no fim de novembro o ministro Dias Toffoli viajou a Lima, no Peru, durante a final da Libertadores, em um jato particular ao lado de um dos advogados envolvidos no caso Master, cujas investigações estão sob a supervisão do magistrado.

Da mesma forma, Gilmar disse que não comentaria o caso do outro colega de corte, mas voltou a falar sobre as relações entre ministros e advogados.

"A gente se encontra com essas pessoas em vários locais, esses advogados importantes e tal, você encontra políticos de todas as tendências. Conversamos, estamos conversando e quando em vez a gente se encontra em um jantar e conversamos, coisas normais. Eu mesmo não vejo nenhum problema. Nada que esse advogado não pudesse despachar aqui com ele. Duvido que tenha falado alguma coisa que não tenha sido sobre futebol", disse.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (22/12) que o governo norte-americano vai manter sob seu controle os 1,9 milhão de barris de petróleo apreendidos em um navio-tanque na costa da Venezuela.

“Vamos ficar com ele. Vamos ficar com os navios também”, disse Trump, ao comentar a apreensão da carga ligada ao governo venezuelano.

Novas interceptações

Nesse domingo (21/12), agências internacionais noticiaram que os Estados Unidos interceptaram um terceiro navio petroleiro próximo à costa da Venezuela.

Se confirmada, esta será a terceira interceptação de um petroleiro ligado à Venezuela em pouco mais de 10 dias.

No sábado (20/12), os EUA apreenderam o navio Centuries e, em 10 de dezembro, o petroleiro Skipper. As ações fazem parte da estratégia anunciada por Trump de impor um “bloqueio total” a embarcações sujeitas a sanções que entrem ou saiam de portos venezuelanos.

Nicolás Maduro reagiu afirmando que a Venezuela enfrenta uma “campanha de agressão de terrorismo psicológico e corsários que assaltaram petroleiros”.

O chavista disse ainda que o país está preparado para “acelerar a marcha da Revolução profunda”.

Segundo o republicano, a medida faz parte de uma estratégia mais ampla de pressão econômica contra o regime de Nicolás Maduro, especialmente sobre as receitas do petróleo, principal fonte de recursos do país sul-americano.

A Venezuela afirma que os EUA sequestraram cerca de 4 milhões de barris de petróleo venezuelano após a apreensão de dois navios petroleiros no Caribe.

A informação foi confirmada pelo chanceler venezuelano Yván Gil em pronunciamento na TV estatal. “Em dezembro de 2025, os Estados Unidos procederam ao sequestro e ao roubo de dois navios em alto-mar que continham aproximadamente 4 milhões de barris de petróleo venezuelano e anunciaram um bloqueio naval absoluto contra os petroleiros que transportavam a energia venezuelana”.

A declaração de Trump foi feita durante coletiva de imprensa onde anunciou, ao lado do secretário de Guerra, Pete Hegseth, e do secretário da Marinha, John Phelan, a construção de novos navios de guerra — batizados de “classe Trump”.


				Trump diz que EUA vão ficar com petróleo e navios venezuelanos
Tasos Katopodis/Getty Images

Trump afirmou ainda que já conversou com empresas petrolíferas americanas sobre o cenário de um eventual governo pós-Maduro e os impactos que uma mudança política na Venezuela poderia ter para os negócios do setor energético. O republicano não deu detalhes sobre acordos ou negociações em andamento.

Questionado se o objetivo da intensificação da presença militar e naval dos Estados Unidos na região seria forçar a saída de Maduro do poder, Trump respondeu de forma evasiva, mas indicou que essa possibilidade está no radar.


				Trump diz que EUA vão ficar com petróleo e navios venezuelanos
Foto: Jesus Vargas/Getty Images

“Ele pode fazer o que quiser”, disse Trump. “Se ele bancar o durão, será a última vez que ele poderá bancar o durão.”

As declarações ocorrem em um contexto de ampliação das operações navais dos EUA no Caribe, incluindo interceptações recentes de petroleiros ligados à Venezuela.

A gestão Trump tem defendido as ações como parte do cumprimento de sanções internacionais, enquanto Caracas acusa Washington de pirataria e agressão econômica.

A Câmara cancelou, na sexta-feira (19/12), os passaportes diplomáticos dos ex-deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ), que perderam os mandatos por decisão da Mesa Diretora na última quinta-feira (18/12). Na aba de transparência do portal da Câmara, os documentos deles e de familiares não constam mais como válidos.

Os dois estão nos Estados Unidos. Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em fevereiro e atua nos EUA em busca de sanções contra autoridades que conduzem processos contra sua família. Ele perdeu o mandato por extrapolar o máximo de faltas às sessões e, hoje, é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por coação à Justiça.

A Câmara também cancelou os passaportes diplomáticos da esposa dele, Heloísa, e dos dois filhos do casal. O documento é concedido a parlamentares, que têm a prerrogativa de viagens oficiais, e estendido a cônjuges e dependentes, mas cancelado quando não há mandato em vigor. O cancelamento, porém, não anula a concessão de passaporte comum.

Sem planos de retornar ao Brasil, Eduardo avalia a possibilidade de buscar um “passaporte de apátrida” para permanecer nos Estados Unidos. Um passaporte de apátrida é, na prática, um documento de viagem concedido a pessoas que não possuem nacionalidade reconhecida por nenhum país. Ele é emitido pelo país onde a pessoa reside, e não pela nação de origem. Não confere cidadania, nem direitos políticos.

Diferente de Eduardo, Alexandre Ramagem foi cassado após ter sido condenado pelo STF a 16 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado pelo STF. Uma das penas era a perda do mandato, e a Câmara decidiu declarar a punição pela Mesa Diretora, sem colocar o caso à votação para não repetir situação semelhante à da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP).

Ramagem está nos EUA desde setembro, como revelou o portal “Platô BR”, e consta como foragido. A esposa dele, Rebeca, e duas filhas do casal também estão no país norte-americano. Todos tiveram os passaportes diplomáticos cancelados.

Zambelli, condenada a dez anos de prisão por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), teve a perda do mandato decretada pelo STF, mas o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu colocar a punição para votação em vez de decretar a cassação por ofício. No plenário, deputados decidiram manter o mandato dela.

Em menos de 24 horas, o ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do caso, determinou a Motta a perda imediata do mandato de Zambelli e a convocação do suplente. A agora ex-deputada, que está presa na Itália e enfrenta um processo de extradição, acabou renunciando ao mandato. Sem mandato, ela também teve o passaporte diplomático cancelado.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão de um dispositivo inserido em um projeto de lei que, segundo análises jurídicas, abriria margem para a retomada do orçamento secreto. A decisão monocrática ocorre antes mesmo de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionar ou vetar o texto, cujo prazo expira em 12 de janeiro.

O que foi barrado

A medida atinge um “jabuti” — termo utilizado no jargão político para designar emendas estranhas ao tema original de uma proposta. O projeto em questão tratava originalmente da tributação de apostas (bets) e fintechs, mas recebeu um acréscimo legislativo que permitia o repasse de recursos sem a devida transparência, prática declarada inconstitucional pelo STF em 2022.

A ação foi provocada por um mandado de segurança impetrado pelo partido Rede Sustentabilidade e deputados federais, que alertaram para o risco de ressurreição do mecanismo de distribuição de verbas sem identificação clara dos padrinhos parlamentares.

Argumentos de Dino

Em sua fundamentação, Dino destacou dois pontos principais para bloquear o trecho:

Inconstitucionalidade: O dispositivo afronta a decisão anterior da Corte, relatada pela ministra aposentada Rosa Weber, que proibiu o orçamento secreto;

Legislação Eleitoral: A liberação desses recursos poderia ferir as regras que restringem o uso da máquina pública e repasses financeiros em anos eleitorais;

Recado ao Planalto

A decisão serve como um aviso institucional ao Poder Executivo. Dino determinou que, caso o presidente Lula decida vetar ou sancionar o texto até o prazo limite, o STF deve ser comunicado imediatamente. Isso garante que o controle de constitucionalidade seja mantido, independentemente da movimentação política no Planalto.

Próximos passos

Como o Judiciário está em recesso, a decisão de Dino tem caráter liminar. O caso já foi liberado para análise do plenário do Supremo, onde os demais ministros deverão confirmar ou reformar o entendimento. O julgamento está previsto para ocorrer no retorno das atividades da Corte, entre os dias 13 e 24 de fevereiro.

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