
O governo suíço ordenou, nesta segunda-feira (5), o congelamento imediato de todos os eventuais ativos no país pertencentes ao presidente venezuelano deposto, Nicolás Maduro, com o objetivo de “impedir a fuga de capitais”.
“Outras pessoas ligadas a ele” também são afetadas pela medida, como sua esposa Cilia Flores, familiares e ex-ministros, indicou o governo em comunicado.
“Nenhum membro do governo venezuelano atualmente em exercício está envolvido”, esclareceu o comunicado.
“Caso procedimentos judiciais posteriores revelem que esses fundos são de origem ilícita, a Suíça garantirá que sejam devolvidos em benefício do povo venezuelano”, especificou o governo.
A ordem de congelamento de bens entra em vigor “imediatamente” e é válida, até segunda ordem, por um período de quatro anos.
Com essa decisão, o governo afirma que deseja “garantir que quaisquer bens adquiridos ilicitamente não possam sair da Suíça na conjuntura atual”.
Esse congelamento complementa as sanções suíças existentes contra a Venezuela, em vigor desde 2018, que incluem medidas de congelamento de bens.
“Os novos congelamentos visam indivíduos que não haviam sido sancionados na Suíça até então”, declarou o governo.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas realiza nesta segunda-feira (5) uma sessão emergencial para discutir a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela e a captura de Nicolás Maduro. O governo brasileiro confirmou participação no debate com um posicionamento de crítica à ofensiva norte-americana, enfatizando a defesa da soberania e o repúdio ao uso da força internacional.
A captura de Maduro ocorreu durante a madrugada de sábado, em Caracas, sob acusações de narcotráfico lideradas pelo governo de Donald Trump. Em pronunciamento oficial, Trump declarou que os Estados Unidos exercerão o controle administrativo da Venezuela e de sua infraestrutura petrolífera até que uma transição política seja concluída.
A ação gerou reações imediatas na América Latina. Em nota conjunta, Brasil, Chile, Colômbia, México, Uruguai e Espanha classificaram a operação como uma violação “extremamente perigosa” do direito internacional. O presidente chileno, Gabriel Boric, reforçou que o controle direto de um Estado estrangeiro sobre o território venezuelano estabelece um precedente preocupante para a região.
Apesar das críticas, não houve consenso na Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) para uma condenação unânime, com países como a Argentina divergindo devido à falta de apoio ao regime anterior. Internamente, o Brasil passou a reconhecer Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela, que mantém um discurso de resistência à presença militar estrangeira.
Nos bastidores, analistas do governo brasileiro avaliam que o interesse central dos Estados Unidos na região é o “controle das reservas estratégicas de petróleo”, alertando para o risco de instabilidade na paz continental após o que consideram o maior ataque militar das últimas décadas na América Latina.
*Com informações de Rany Veloso
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo (4) que “é preciso fazer algo em relação ao México” e que os cartéis de drogas são “muito fortes e governam o país”, o que é uma ameaça direta aos Estados Unidos.
Trump afirmou ainda, em entrevista coletiva a bordo do avião presidencial, que, em todas as conversas que mantém com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, oferece o envio de tropas americanas para combater o crime organizado. Mas, de acordo com o presidente americano, Sheinbaum tem “medo” de enfrentar os cartéis.
O presidente americano não detalhou se há planos concretos para uma ação militar no México, mas disse que Washington seguirá pressionando para conter o tráfico de drogas e a atuação das organizações criminosas que operam a partir do país vizinho.
Jason Miller, um dos conselheiros do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mandou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “se foder” depois que o brasileiro criticou a ação militar dos norte-americanos contra a Venezuela, realizada no sábado (3/1).
Em publicação no X, Miller compartilhou uma reportagem noticiando a declaração crítica de Lula sobre os ataques dos EUA, que resultaram na captura do ditador Nicolás Maduro e da esposa, Cilia Flores.
“Vai se foder, Lula. Agora todos nós sabemos qual é a sua posição”, afirmou o conselheiro de Trump, em tradução livre.https://x.com/JasonMiller/status/2007861637630284194?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E2007861637630284194%7Ctwgr%5E1c72a469150c01e11a5a7956cf12408a89bdcb70%7Ctwcon%5Es1_c10&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.metropoles.com%2Fmundo%2Ffuck-you-lula-diz-conselheiro-de-trump-apos-critica-a-acao-dos-eua
Horas depois do ataques dos EUA à Venezuela, Lula se pronunciou dizendo que a ação ultrapassava uma “linha inaceitável”.
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, afirmou Lula.
Ele acrescentou ainda que, “atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”.
“A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”, destacou Lula.
Recentemente, Lula tem tentado se aproximar dos EUA depois das sanções impostas pelo país norte-americano ao Brasil. A missão, até certo ponto, tem dado certo, tendo em vista o recuo de Trump quanto às sobretaxas e também em relação a sanção contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
A Venezuela, no entanto, segue sendo um flanco para o Brasil, visto que o tema é usado para atacar Lula por sua proximidade com Maduro – algo que vem sendo explorado também pela direita brasileira desde sábado.
Ataque na Venezuela
Os Estados Unidos atacaram, neste sábado (3/1), diversas regiões da Venezuela e o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que capturou Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
Segundo Trump, ambos foram dirigidos de navio para Nova York, onde Maduro será julgado por narcoterrorismo.
Horas depois da captura, Trump chegou a publicar uma foto do líder chavista com os olhos vendados, algemado, e usando abafadores nos ouvidos. Na publicação, também é possível ver que ele está segurando uma garrafa d´água. De acordo com o presidente norte-americano, a fotografia foi registrada a bordo do USS Iwo Jima, navio que transporta Maduro para os EUA.
Depois, em declaração pública na Flórida, Trump disse que sua ofensiva contra a Venezuela foi por causa do petróleo na região e que, depois da captura de Maduro, os Estados Unidos irão administrar o país até haver uma transição de poder.
Com a saída de Maduro, quem assumiu o comendo da Venezuela foi a vice-presidente, Delcy Rodriguez. Durante uma reunião do Conselho de Defesa do País nesta sábado (3), ela afirmou que a Venezuela não irá se render aos EUA.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) realizará uma reunião de emergência na segunda-feira sobre a operação dos EUA contra a Venezuela, informou a presidência do Conselho neste sábado.
"A presidência pretende realizar a reunião de emergência na segunda-feira às 12h do horário de Brasília", informou porta-voz da Missão Permanente da Somália junto às Nações Unidas. A Somália detém a presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU durante o mês de janeiro.
Após seis meses de ameaças e táticas de pressão, os Estados Unidos lançaram uma operação militar na Venezuela no sábado (3) e capturaram o presidente do país, Nicolás Maduro, em Caracas.
Em resposta à intervenção militar dos EUA no país sul-americano, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou em um comunicado divulgado pelo porta-voz, Stéphane Dujarric, que está profundamente alarmado com a escalada na Venezuela.
"Independentemente da situação na Venezuela, esses acontecimentos constituem um precedente perigoso", afirmou na nota.
"O secretário-geral continua a enfatizar a importância do pleno respeito – por todos – ao direito internacional, incluindo a Carta da ONU. Ele está profundamente preocupado com o fato de as normas do direito internacional não estarem sendo respeitadas", acrescentou.
O secretário-geral apela a todos os atores na Venezuela para que se engajem em um diálogo inclusivo, com pleno respeito aos direitos humanos e ao Estado de Direito, concluiu.
Também no sábado, a Missão Permanente da Venezuela junto às Nações Unidas enviou uma carta a Abukar Dahir Osman, presidente do Conselho de Segurança em janeiro, condenando os ataques armados "brutais, injustificados e unilaterais" dos EUA contra a nação sul-americana.
A carta também apresentou quatro exigências: uma reunião urgente do Conselho de Segurança para discutir a agressão dos EUA, uma forte condenação da agressão contra a Venezuela, a suspensão imediata dos ataques militares dos EUA e medidas para responsabilizar Washington por "crime de agressão".
As forças militares dos EUA bombardearam alvos civis e militares na capital Caracas e em outras cidades dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira no início da manhã de sábado, e realizaram ataques em todo o país com helicópteros e aviões, segundo a carta.
A carta observou que os ataques constituem um ato flagrante de agressão premeditada, reconhecida e divulgada por Washington, e que violam "flagrantemente" a Carta da ONU.
O ataque dos EUA foi realizado contra um país em plena paz, afirmou a carta, observando que visa derrubar o atual governo venezuelano e impor um "governo fantoche" para saquear os recursos petrolíferos do país.
A realização da reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU conta com o apoio da Colômbia, membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, e da Rússia, membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.
Ministros e assessores do governo Lula farão reunião de emergência na manhã deste sábado (3/1) para discutir a invasão da Venezuela e a captura do ditador Nicolás Maduro anunciadas mais cedo por Donald Trump.
O encontro, segundo apurou a coluna, está previsto para as 10h, no Itamaraty. Há a expectativa de que o presidente Lula participe remotamente — o petista está de férias na base da Marinha em Marambaia, no Rio de Janeiro.
Lula, segundo apurou a coluna, já foi informado por assessores sobre o anúncio feito por Trump. O presidente brasileiro ainda avalia se retornará antes para Brasília. Até então, o petista só pretendia voltar do recesso na segunda-feira (6/1).
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, reforçou, neste sábado (3/1), que o presidente Nicolás Maduro é chefe do Cartel de los Soles, “organização narco-terrorista que tomou posse de um país”. Maduro foi capturado pelos EUA em uma operação na Venezuela.
Na rede social X, Rubio reforçou que “Maduro não é o presidente da Venezuela”, e sim, um chefe de cartel, que estaria colocando drogas no país norte-americano.
“Maduro NÃO é o Presidente da Venezuela e seu regime NÃO é o governo legítimo. Maduro é o chefe do Cartel de Los Soles, uma organização narco-terrorista que tomou posse de um país. E ele está sob indiciamento por empurrar drogas para dentro dos Estados Unidos”, pontuou Rubio.
Também nas redes sociais, o vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, afirmou que Maduro “finalmente enfrentará a Justiça por seus crimes”. No X, Landau alegou que há um “novo amanhecer para a Venezuela” e que o “tirano se foi”.
“Ele agora — finalmente — enfrentará a justiça por seus crimes”, divulgou Landau.
O presidente da Argentina, Javier Milei, se manifestou sobre o ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezeuela, na manhã deste sábado (3/1). O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa foram capturados.
Na rede social X, o presidente argentino celebrou o ataque e repetiu o bordão usado desde sua campanha. “La libertad avanza. Viva la libertad, carajo [A liberdade avança. Viva a liberdade, caralho]”, escreveu Milei.
Reação internacional
Outros líderes internacionais reagiram ao bombardeio estadunidense na Venezuela. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, manifestou-se nas redes sociais afirmando que Caracas estaria sob bombardeio. “Alerta para o mundo inteiro: atacaram a Venezuela. Estão bombardeando Caracas com mísseis. A OEA e a ONU devem se reunir imediatamente”, escreveu.
Miguel Díaz‑Canel, presidente de Cuba, também reagiu ao ataque à Venezuela. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou: “Cuba denuncia e exige reação urgente da comunidade internacional contra o ataque criminoso dos EUA à Venezuela. Nossa zona de paz está sendo brutalmente atacada. Terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano e contra a Nossa América.”
O Irã, aliado político da Venezuela, condenou o suposto ataque dos Estados Unidos, classificando-o como uma “violação flagrante da soberania nacional e da integridade territorial” venezuelana. O Ministério das Relações Exteriores iraniano pediu que o Conselho de Segurança da ONU “aja imediatamente para interromper a agressão ilegal” e responsabilize os envolvidos.
A Rússia condenou o “ato de agressão armada” dos Estados Unidos contra a Venezuela, informou o Ministério das Relações Exteriores do país. Em nota divulgada neste sábado, o governo russo afirmou estar “profundamente preocupado” com a situação e destacou a importância de evitar uma escalada do conflito, enfatizando que os esforços devem se concentrar na busca de uma solução por meio do diálogo.
Ataque dos EUA à Venezuela
O governo da Venezuela divulgou nas primeiras horas deste sábado (3/1) um comunicado oficial no qual acusa os Estados Unidos de realizar uma agressão militar contra áreas civis e militares em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
A denúncia foi apresentada formalmente à comunidade internacional.
No documento, compartilhado por autoridades venezuelanas nas redes sociais, o governo afirma que as ações violariam a Carta das Nações Unidas, especialmente os princípios da soberania, da igualdade entre os Estados e da proibição do uso da força.
Segundo o texto, o ataque representa uma grave ameaça à paz e à estabilidade da América Latina e do Caribe.
Ainda de acordo com o comunicado, o objetivo da ofensiva seria o controle de recursos estratégicos venezuelanos, como petróleo e minerais.
O governo rejeita essa hipótese e afirma que seguirá defendendo a independência nacional, lembrando o histórico do país de resistência a potências estrangeiras.
A filha do líder norte-coreano Kim Jong Un fez sua primeira visita pública ao mausoléu onde estão os restos mortais de seu avô e de seu bisavô, informou a imprensa estatal, o que reforça a posição de Kim Ju Ae como sucessora dopai. A família Kim governa a Coreia do Norte com mão de ferro há décadas. O culto à figura dos integrantes da chamada “linha de sangue Paektu” domina a vida cotidiana do país isolado e hermético.
Kim Jong Un é o terceiro na cadeia de sucessão daquela que é considerada a única monarquia comunista do mundo, após seu pai, Kim Jong Il, e seu avô, Kim Il Sung. Os dois homens, chamados de “líderes eternos” pela propaganda estatal, estão sepultados no Palácio do Sol de Kumsusan, um grande mausoléu no centro de Pyongyang.
A agência estatal de notícias norte-coreana KCNA informou que Kim visitou o palácio, escoltado por funcionários de alto escalão. As imagens mostram que sua filha, Ju Ae, o acompanhou durante a visita.
A agência de espionagem da Coreia do Sul afirmou no ano passado que ela é a primeira na linha de sucessão para governar a Coreia do Norte, depois de acompanhar o pai em uma visita oficial à China. Ju Ae foi apresentada ao mundo em 2022, quando acompanhou Kim no lançamento de um míssil balístico intercontinental. Desde então, a imprensa estatal norte-coreana menciona a jovem como “a filha querida” e “hyangdo”, em coreano, um termo geralmente reservado para os principais dirigentes e seus sucessores.
O Supremo Tribunal Federal (STF) promove, no próximo dia 8 de janeiro, em Brasília, evento para relembrar os atos golpistas de três anos atrás, quando alguns milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro - exigindo um golpe militar - invadiram e depredaram prédios dos poderes na capital da República.
Para marcar a data, a Suprema Corte realiza o evento “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer”. A programação inclui a abertura de uma exposição, a exibição de um documentário, uma roda de conversa com jornalistas e uma mesa de debate.
No início da tarde de 8 de janeiro haverá a abertura da exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, a ser exibida no Espaço do Servidor, no STF.
Em seguida, será exibido o documentário “Democracia Inabalada: Mãos da Reconstrução” no Museu do próprio tribunal.
A programação segue com uma roda de conversa com profissionais da imprensa sobre o tema, também no Museu do STF, e finaliza com a mesa-redonda “Um dia para não esquecer”, no salão nobre do Supremo.
Golpe de Estado
Ao lembrar os dois anos do 8 de janeiro, neste ano, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou que os atos golpistas foram a “face visível” de um movimento “subterrâneo” que articulava um golpe de Estado.
“Relembrar esta data, com a gravidade que o episódio merece, constitui, também, um esforço para virarmos a página, mas sem arrancá-la da história”, frisou Fachin durante cerimônia que lembrou os dois anos do 8 de janeiro.
Atos golpistas
Logo após o resultado da eleição ser divulgada em 30 de outubro de 2022, teve início um movimento pedindo um golpe militar para impedir que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva assumisse o cargo.
Houve fechamento de rodovias e acampamentos golpistas foram montados em frente aos quartéis em várias cidades do país.
Marcaram também a escalada de atos golpistas a implantação de uma bomba próxima ao Aeroporto Internacional de Brasília, na véspera do Natal, e a invasão de uma delegacia da Polícia Federal (PF) após a queima de ônibus no dia da diplomação de Lula, também em Brasília.
Após investigações sobre esses atos, o STF condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados próximos por tentativa de golpe de Estado e outros delitos, responsabilizando o ex-presidente por uma conspiração contra o resultado eleitoral com objetivo de permanecer no poder após a derrota em 2022.Segundo a condenação, Bolsonaro tentou convencer os comandantes militares a aderir a um golpe de Estado para anular as eleições.
A Polícia Federal (PF) determinou nesta sexta-feira, 2, que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro retorne imediatamente ao exercício do cargo efetivo de policial federal. Ato publicado no Diário Oficial da União (DOU) declara a cessação do afastamento para o cumprimento do mandato eletivo a partir de 19 de dezembro de 2025 e determina que Eduardo volte à sua lotação de origem, que é o Estado do Rio de Janeiro.
O ato diz ainda que “a ausência injustificada poderá ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis”.
Eduardo Bolsonaro está morando nos Estados Unidos desde março do ano passado. Em dezembro, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados cassou o seu mandato. A cassação ocorreu porque o parlamentar deixou de comparecer a, pelo menos, um terço das sessões deliberativas da Câmara na sessão legislativa.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu hoje, 1º, à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de manter seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na sede da Polícia Federal em Brasília (DF), sustentando que o ex-chefe do Executivo precisa de cuidados que não podem ser garantidos em uma prisão.
Em seu perfil no X, o parlamentar, que anunciou sua pré-candidatura ao Planalto no ano que vem, alegou que seu pai tem até o risco de um AVC “em função das complicações em sua saúde”.
Mais cedo, Moraes negou um pedido da defesa de Bolsonaro para concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-chefe do Executivo. O ministro determinou que, assim que o ex-presidente tenha alta do Hospital DF Star, ele seja encaminhado para a superintendência da Polícia em Brasília, para voltar a cumprir sua pena de 27 anos de prisão.
No despacho, Moraes apontou que, “diferente do que alegou a defesa”, o quadro de saúde de Bolsonaro melhorou. Flávio sustentou que a decisão está “cheia de sarcasmo”. “Até quando Moraes terá procuração para praticar tortura”, escreveu. “Leia o laudo, ser abjeto”, completou, em referência ao documento que, segundo o senador, é “claro” em apontar que o ex-presidente “precisa de cuidados permanentes que não podem ser garantidos em uma prisão”.
A Polícia Federal (PF) prendeu preventivamente, no início da manhã desta sexta-feira (2), Filipe Martins, ex assessor de Bolsonaro condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pela chamada trama golpista. A informação foi publicada inicialmente pela Folha de S.Paulo e confirmada pela Jovem Pan.
A ordem de prisão veio do ministro Alexandre de Moraes, que argumentou que Martins utilizou a rede social LinkedIn para pesquisar perfis de terceiros, descumprindo medida cautelar. Ele foi encaminhado para um presídio em Ponta Grossa, interior do Paraná.
Na decisão, Moraes escreve que Martins “descumpriu as medidas cautelares impostas, quando fez uso de suas redes sociais, mesmo sabendo que estava proibido de usá-la. Essas circunstâncias por si sós evidenciam o desprezo do réu pelas medidas impostas e pelo próprio sistema jurídico, pois não respeita as normas e não cumpre as decisões judiciais.”
No sábado (27), após fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Moraes determinou a conversão das medidas cautelares impostas contra o ex-assessor em prisão domiciliar.
Integrante do chamado “núcleo 2”, Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão por: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano ao patrimônio da União e deterioração de bem tombado. Segundo as investigações, ele teria elaborado e apresentado a “minuta do golpe” a Bolsonaro e aos chefes das Forças Armadas.. Durante o governo Bolsonaro, ele foi assessor-especial para assuntos internacionais da Presidência da República.
Ao justificar as prisões, Alexandre de Moraes afirmou haver “fundado receio” de novas tentativas de evasão. Para o ministro, o histórico dos condenados indica um padrão de atuação que inclui o planejamento de fugas para fora do território nacional.
A Jovem Pan procurou a defesa de Filipe Martins, mas não teve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.
Após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivar um pedido de investigação sobre a suposta atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para favorecer os interesses do Banco Master, novas solicitações para apurar a conduta do ministro foram feitas por políticos. Moraes nega irregularidades no caso. Também na Procuradoria-Geral da República (PGR), o vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo) protocolou pedido para que a atuação de Moraes seja investigada. No Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi feita uma solicitação semelhante pelo vice-líder da oposição na Câmara, o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS).
As solicitações foram protocoladas após revelação feita pela imprensa de que Moraes conversou sobre o caso Master com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo e confirmada pela reportagem. O escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci, tinha um contrato de R$ 129 milhões com o banco.
Em apenas um dia, Moraes teria ligado seis vezes para Galípolo para tratar do tema. Para Gonet, no entanto, não há provas concretas para apurar as suspeitas de que Moraes teria pressionado Galípolo sobre a fiscalização no banco. Moraes negou a acusação e disse que tratou com o presidente do BC apenas sobre a aplicação de sanções financeiras pelos Estados Unidos.
Essa foi a primeira manifestação do procurador-geral da República sobre o caso. Gonet foi indicado ao comando da Procuradoria-Geral da República com o apoio de Moraes e mantém boa relação com o ministro, que foi relator do processo por tentativa de golpe de Estado, e com o STF.
Ainda assim, o vereador Guilherme Kilter afirma, em seu pedido à PGR, que as seis ligações de Moraes para Galípolo detalham a “intensidade da pressão exercida pelo ministro sobre a autoridade monetária”. “O ministro, valendo-se de sua alta posição e prestígio, teria patrocinado interesse privado perante a administração pública, configurando, em tese, a advocacia administrativa.”
Previsto no Código Penal, o crime de advocacia administrativa consiste em patrocinar o interesse privado valendo-se da qualidade de funcionário público. Kilter diz ainda que há um conflito de interesse “evidente” entre o ministro do STF e o banco Master, devido ao contrato do escritório de advocacia da esposa de Moraes com o banco.
“O noticiado (Alexandre de Moraes) teria agido para a defesa de um interesse institucional de um banco que possuía um contrato multimilionário com sua esposa, de sorte que a imparcialidade e os interesses da administração envolvidos nas decisões do Banco Central seriam indevidamente influenciados pelo interesse privado defendido, causando choque que prejudica a imparcialidade”, afirma o vereador em documento.
O deputado Sanderson, por sua vez, solicitou a instauração de procedimento apuratório “no âmbito da Corregedoria Nacional de Justiça, a requisição de informações, documentos, registros de comunicações, agendas, mensagens e atas eventualmente relacionadas aos fatos narrados, bem como a oitiva de pessoas que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos”.
Sanderson reconhece que não há provas de interferência de Moraes na Polícia Federal, órgão que investiga o caso Master. Mas destaca que informações veiculadas pela imprensa indicam que isso pode ter ocorrido. Daí a necessidade de “apuração cautelosa e independente”.
O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou nesta segunda-feira, 29, uma cartilha voltada a influenciadores e ativistas digitais ligados à militância do partido. O material reúne orientações jurídicas para quem atua na comunicação política nas redes sociais em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo a sigla, a iniciativa surgiu a partir de uma demanda apresentada pelos próprios influenciadores, que relataram dúvidas recorrentes e experiências concretas, incluindo processos judiciais enfrentados em razão de publicações nas plataformas digitais. O manual tem mais de 90 páginas e foi elaborado para reduzir os riscos legais na atuação política online.
Um dos principais alertas do documento está no uso de termos como “fascista”, “genocida” e “corrupto”. De acordo com a cartilha, essas expressões só devem ser utilizadas quando houver condenação judicial. Fora desse contexto, o influenciador pode ser alvo de ações na Justiça.
O manual também dedica um capítulo específico à publicação de vídeos. A orientação é que o militante avalie se o conteúdo foi gravado em ambiente público, se expõe uma coletividade ou um indivíduo específico e se há presença de crianças, pessoas vulneráveis ou situações constrangedoras.
A cartilha recomenda que os vídeos tenham como foco o fato político, e não aspectos da vida pessoal de quem aparece nas imagens, além de destacar a importância de conseguir comprovar o contexto de crítica política em caso de questionamento judicial
O texto orienta ainda que influenciadores mantenham registros das publicações, como links, vídeos originais e capturas de tela, como forma de se resguardar juridicamente.
Com um mandato pautado pela defesa da saúde e dos direitos das mulheres, a parlamentar apresentou 58 Projetos de Lei e reforçou sua presença do Sertão ao Litoral
A Assembleia Legislativa de Alagoas encerra o ano de 2025 com um balanço expressivo de produtividade, e um dos nomes que ganha destaque central nessa trajetória é o da deputada estadual Fátima Canuto (MDB). Em suas redes sociais, a parlamentar fez uma retrospectiva emocionante e estratégica, enfatizando que o impacto de sua atuação vai muito além das estatísticas.
"Nosso 2025 na Assembleia Legislativa! Mais que números, nossa atuação tem como objetivo melhorar a vida das pessoas e valorizar nosso amado Estado. Foi um ano de muito trabalho e realizações, do Sertão ao Litoral. Que 2026 seja ainda melhor!", declarou a deputada.
Produtividade Legislativa em Números
Em seu segundo mandato consecutivo — após uma votação crescente que saltou de 37.151 para 41.319 votos — Fátima Canuto demonstrou em 2025 uma capacidade técnica e articuladora robusta. Os números refletem essa energia:
Essas iniciativas não são apenas registros burocráticos; elas representam soluções para gargalos históricos do Estado, com foco especial na Saúde Pública, sua principal bandeira, e no fortalecimento das causas femininas, onde a deputada se tornou a voz mais ativa na busca por proteção e empoderamento das alagoanas.
DNA Político e Legado Familiar
A trajetória de Fátima Canuto não é fruto do acaso, mas sim de uma herança política pautada no trabalho pelo desenvolvimento econômico e social. Com raízes profundas no Pilar, ela carrega o legado de seu pai, o saudoso industrial Rubens Canuto (Usina Terra Nova).
Rubens foi uma figura icônica na política alagoana: exerceu três mandatos como deputado estadual e presidiu a Assembleia Legislativa na década de 1960. Líder da bancada do MDB, ele teve sua trajetória precocemente interrompida em um trágico acidente em 1970. Hoje, Fátima honra essa memória não apenas ocupando o mesmo parlamento, mas mantendo viva a mesma legenda e o compromisso com o povo de Alagoas.
O Olhar para o Futuro
Ao projetar 2026, Fátima Canuto sinaliza que o trabalho não terá pausas. Sua atuação "do Sertão ao Litoral" reforça a imagem de uma parlamentar municipalista, que compreende as particularidades de cada região e utiliza sua influência política para levar investimentos e dignidade a todos os cantos do estado.
Para Alagoas, 2025 foi um ano de consolidação; para Fátima Canuto, foi a prova de que a política feita com sensibilidade e seriedade é o único caminho para transformar a realidade de um povo.
