
A Polícia Federal (PF) consultou o presidente Lula sobre o seu interesse em apresentar representação para a abertura de investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) por supostos crimes contra a honra. Conforme revelou a coluna, o parlamentar é alvo de apuração determinada pelo ministro Alexandre de Moraes (STF) por críticas feitas ao petista na rede social X.
A decisão de Moraes foi tomada a partir de representação encaminhada pela PF, a pedido do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). De acordo com parecer, a corporação orientou o envio de um ofício para saber se Lula desejaria autorizar o prosseguimento do caso.
“Expedição de ofício ao Exmo. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva , consultando-o sobre o interesse de representar para a inauguração da persecução penal relativa aos delitos contra a sua honra”, diz trecho do documento.
O parecer também detalha o próximo passo em caso de manifestação favorável do presidente. Nesse cenário, o procedimento é encaminhado às instâncias internas da corporação para continuidade das medidas investigativas.
“Após a obtenção de representação do interessado, o encaminhamento do feito ao GAB/PF, com sugestão de remessa à DIP/PF [Diretoria de Inteligência da Polícia Federal] para as providências pertinentes de polícia judiciária, nos termos do art. 41, XIX, da Portaria nº 155, de 27 de setembro de 2018, do Ministério da Justiça e Segurança Pública”.
Moraes recebeu solicitação do MJSP
A determinação de Alexandre de Moraes para abertura de inquérito ocorreu a partir de solicitação encaminhada pelo MJSP. Além de autorizar a investigação, o ministro determinou o envio dos autos à PF, fixando prazo de 60 dias para a realização das diligências iniciais. A medida teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou a existência de indícios suficientes para apuração, após analisar o parecer da PF.
O caso tem como origem uma publicação feita pelo parlamentar em 3 de janeiro de 2026, na plataforma X. A postagem associa imagens de Lula ao então presidente da Venezuela, o ditador Nicolás Maduro, e diz que ele será “delatado” por suposto cometimento de crimes.
Pela legislação penal brasileira, crimes contra a honra, como injúria, calúnia e difamação, dependem de manifestação da vítima para que possam ser investigados.
O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa trocou sua equipe de advogados e pode negociar uma delação premiada. Cleber Lopes deixou a defesa do executivo nesta quarta-feira (22). O caso passou a ser assumido por Davi Tangerino e Eugênio Aragão, que também foi ministro da Justiça no governo Dilma Rousseff.
A mudança na defesa ocorre enquanto a Segunda Turma do STF realiza o julgamento sobre a decisão que decretou sua prisão de Costa. O ministro do STF Luiz Fux acompanhou o relator, André Mendonça, e votou para manter a prisão preventiva
Ainda faltam os votos de Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques. O ministro Dias Toffoli, que se declarou suspeito para participar do julgamento em meio às ligações com o Banco Master, não votou.
Paulo Henrique Costa foi preso na última quinta-feira (16) durante a Operação Compliance Zero. Ele é acusado de receber propinas do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para favorecer negócios entre as duas instituições financeiras. Segundo a Polícia Federal, a vantagem indevida teria sido paga por meio de apartamentos de luxo avaliados em R$ 146 milhões.
A investigação aponta que, sob a gestão de Costa, o BRB autorizou o desembolso de R$ 12 bilhões para a compra de “carteiras de crédito podres” do Banco Master, em uma operação que levantou suspeitas. Além disso, uma tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB foi barrada pelo Banco Central por irregularidades.
Em paralelo, a nova estratégia de defesa de Costa espelha a do banqueiro Daniel Vorcaro, que também busca um acordo de delação após ter sua prisão mantida pelo STF.
Nos bastidores da Câmara dos Deputados, os partidos da base do governo e da oposição começaram a escolher quem serão os indicados para compor a Comissão Especial que será criada para analisar o conteúdo da PEC, que discute o fim da jornada de trabalho 6×1.
A definição dos nomes é fundamental para as pretensões das legendas em relação a pauta, ainda mais diante de um ano eleitoral. Mas, mais do que isso, a escolha do relator será determinante para atender as diferentes demandas dos parlamentares.
Uma coisa é consenso em Brasília: o relator será um deputado de Centro. No entanto, o presidente da Câmara, Hugo Motta, já teria traçado um perfil específico, alguém que tenha bom trânsito político, diálogo com diferentes siglas, capaz de atender o pleito dos trabalhadores e dos setores que podem ser impactados com a medida. Além disso, a busca também é por um relator pouco midiático para não usar a discussão como palanque político.
Um dos parlamentares que participa das discussões afirma que o relator deve ser ter o perfil de “muito trabalho e pouca mídia”. Uma das possibilidades seria a permanência de Paulo Azi, que relatou a proposta na CCJ.
Um dos pontos que podem emperrar as discussões é sobre o tempo de transição para a implementação da redução da jornada de trabalho e as compensações que serão ofertadas ao setor produtivo.
A base do governo deseja a aprovação da PEC com efeito imediato no mercado de trabalho. Dessa forma, o presidente Lula poderia usar a aprovação da proposta na campanha eleitoral como uma tentativa de aumentar sua popularidade e melhorar os índices de aprovação. Já a oposição discute um tempo de transição maior para dar tempo e proteção aos empresários. Além disso, precisam oferecer contrapartidas que sejam interessantes aos setores que serão mais impactos.
Nesta quarta-feira (21), Hugo Motta disse, em uma postagem na rede social, que pretende levar a proposta “ao plenário ainda em maio” e reafirmou que “o compromisso é avançar rápido, mas sempre com muito equilíbrio e responsabilidade”.
Após dias de indefinição e expectativa, o ex-prefeito de Maceió, JHC(PSDB), e o vice-governador de Alagoas, Ronaldo Lessa (PDT), anunciaram na madrugada desta quinta-feira (23) a retomada da parceria política entre os dois.
O anúncio foi feito às 01h33, por meio das redes sociais de JHC, que publicou uma sequência de fotos ao lado de Lessa, tendo ao fundo a roda-gigante instalada na orla de Maceió — equipamento que já foi motivo de divergência pública entre ambos, já que o vice-governador, morador da região, chegou a se posicionar contrário à instalação.
Ao confirmar a aliança, JHC sintetizou o movimento político em uma frase: “Estaremos juntos por toda Alagoas”. A formalização ocorre após o próprio Lessa indicar, horas antes, que já havia tomado uma decisão sobre seu futuro político, mas que aguardava o momento de torná-la pública. Em vídeo divulgado ainda na madrugada, ele afirmou que a definição foi construída após conversa com o governador Paulo Dantas, sem antecipar o teor da escolha.
Nos bastidores, a movimentação já vinha sendo sinalizada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), que divulgou nota nos últimos dias afirmando que a “maioria esmagadora” da legenda em Alagoas — cerca de 88% — acompanha as decisões políticas de Lessa. O posicionamento foi interpretado como aval para uma eventual mudança de campo político.
A trajetória recente de Ronaldo Lessa também passa por alianças distintas. Em 2021, ele foi eleito vice-prefeito de Maceió na chapa liderada por JHC. Já em 2022, assumiu a vice-governadoria do estado na chapa de Paulo Dantas, posição que ocupa atualmente.
Com o anúncio, a aproximação entre Lessa e JHC deixa o campo das especulações e passa a integrar de forma direta o cenário eleitoral em Alagoas, especialmente na construção de chapas majoritárias para a disputa ao governo do estado ou ao Senado.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na terça-feira (21), autorização para a realização de uma cirurgia no ombro direito. A solicitação pede urgência na avaliação para que o procedimento seja realizado já na sexta-feira (24) ou no sábado (25).
De acordo com o documento, Bolsonaro apresenta um quadro de “dor persistente e incapacidade funcional” no ombro mesmo após tentar tratamentos conservadores e uso diário de analgésicos. Exames físicos e de imagem indicaram:
A cirurgia de reparação por via artroscópica foi formalmente indicada pelo médico ortopedista Alexandre Firmino Paniago.
Os advogados argumentam que o pedido possui natureza “estritamente humanitária e sanitária“, visando preservar a integridade física e a qualidade de vida do requerente, e destacam que não se trata de uma conveniência pessoal, mas de uma “necessidade terapêutica concreta”.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. No dia 24 de março, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a transferência do ex-presidente para prisão domiciliar por 90 dias. A decisão ocorreu após ele passar semanas internado na UTI de um hospital em Brasília para tratar uma broncopneumonia bacteriana bilateral.
Segundo o último relatório médico enviado ao STF na semana passada, o quadro pulmonar do ex-presidente apresenta uma evolução clínica “satisfatória” e uma “melhora sutil” no pulmão esquerdo.
Apesar de responder positivamente aos antibióticos, a equipe médica relatou que o processo de reabilitação tem sido desafiador. Durante as sessões de fisioterapia, Bolsonaro tem relatado forte fadiga muscular, perda de equilíbrio – causada por medicamentos – e dores na região dorsal, além de ter enfrentado um episódio de soluços que durou cerca de oito horas.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino acompanhou o relator Alexandre de Moraes e votou nesta terça-feira (21) pela condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP). A ministra Cármen Lúcia já havia acompanhado Moraes na segunda-feira (20).
Para os ministros, o filho de Jair Bolsonaro (PL) cometeu o crime ao publicar conteúdo falso nas redes sociais sobre uma proposta elaborada por Tabata para distribuição gratuita de absorventes em espaços públicos.
No voto, Moraes fixou pena de um ano de detenção para Eduardo e 39 dias-multa, cada um equivalente a dois salários mínimos, ou seja, cerca de R$ 126,4 mil nos valores atuais. Em razão do tamanho da pena, o cumprimento se iniciaria no regime aberto.
O caso está sendo analisado pelo plenário virtual da Corte desde sexta-feira (17). Com o voto de Dino, o placar está em 3 votos a 0 pela condenação do ex-deputado. Restam ainda os votos de outros sete ministros. A Corte está com apenas 10 ministros em razão de não ter havido a aprovação de um novo nome após a saída de Luís Roberto Barroso. Jorge Messias, indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), passará por sabatina no final do mês no Senado.
A ação foi aberta a partir de uma queixa-crime apresentada por Tabata ao STF, em março de 2023, após Eduardo compartilhar uma publicação em que sugeria que a deputada teria proposto a lei para beneficiar o empresário Jorge Paulo Lemann. Segundo o voto do relator, as informações divulgadas não tinham base factual e configuraram ofensa à reputação da parlamentar.
Em outubro de 2021, o então presidente Jair Bolsonaro, pai de Eduardo, vetou a distribuição gratuita de absorventes menstruais para estudantes de baixa renda em escolas públicas e pessoas em situação de rua ou extrema vulnerabilidade. Essa decisão provocou reações contrárias, inclusive da deputada Tabata Amaral.
No mesmo período, Eduardo compartilhou uma publicação no X (antigo Twitter), alegando que o posicionamento de Tabata contra o veto ao projeto de lei tinha como intenção beneficiar Jorge Paulo Lemann. De acordo com a publicação, Tabata teria supostamente criado o projeto de lei sobre absorventes e recebido financiamento de Lemann para sua campanha. O texto ainda alegava que o empresário era sócio da P&G, empresa que fabrica absorventes.
Porém, nenhuma das três afirmações é verdadeira. A campanha de Tabata não foi financiada por Jorge Paulo Lemann, que também não possui participação na P&G. Diante disso, Tabata entrou com a ação contra Eduardo.
Durante o interrogatório, Eduardo admitiu ter feito as publicações, mas não soube informar de onde havia obtido as informações divulgadas. “Ao consentir que as afirmações não provêm de fontes confiáveis, o réu revela o dolo empregado na ação difamatória”, escreveu Moraes no voto.
Na ação, a defesa de Eduardo Bolsonaro alegou imunidade parlamentar, mas o argumento foi rejeitado pelo relator. Para Moraes, a proteção só se aplica quando há vínculo do caso com a atividade legislativa, o que não se verifica nessa situação. Ele afirmou que as declarações extrapolaram os limites da atuação parlamentar e configuraram ofensa à honra, não sendo possível invocar a imunidade como “escudo protetivo da prática de atividades ilícitas”.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favorável à condenação e concluiu que ocorreu o delito de difamação, sujeito a uma pena de detenção de três meses a um ano, acompanhada de multa.
Nesta segunda-feira, Eduardo Bolsonaro fez uma publicação criticando a presença de Alexandre de Moraes no casamento de Tabata Amaral com o prefeito de Recife, João Campos (PSB). Segundo Eduardo, Moraes não teria sido imparcial ao votar pela sua condenação, já que ele seria amigo do casal. A festa ocorreu no dia 21 de fevereiro deste ano.
“Na mesma imagem: a autora do processo contra mim (Tabata) e o ‘juiz’ (Moraes) que me condenou a 1 ano de prisão + multa, tudo no casamento dela! Isso que se tornou o Brasil com a associação Lula-Moraes. Já imaginou ser condenado por um juiz amigo daquela que te processa?”, escreveu Eduardo.
A articulação conduzida pelo deputado federal Arthur Lira para as eleições de 2026 em Alagoas avança de forma integrada entre as chapas proporcionais e o projeto majoritário. A estratégia, estruturada dentro da Federação União Progressista, combina a montagem de nominatas competitivas para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa com impacto direto na disputa pelo Senado.
Na chapa federal, o desenho atual reúne nomes com mandato e lideranças em ascensão. Além do próprio Arthur Lira — que deve abrir espaço para Álvaro Lira, seu filho —, integram a composição os deputados federais Marx Beltrão, Daniel Barbosa e Fábio Costa. A nominata ainda incorpora nomes apontados como apostas, como Nivaldo Albuquerque, Gunnar Nunes, Olívia Tenório, Mosabelle Ribeiro e Carol Magalhães, ampliando o alcance da federação em diferentes regiões e segmentos.
A projeção interna é de eleger cinco dos nove deputados federais, podendo alcançar uma sexta vaga, a depender do desempenho eleitoral e da distribuição dos votos.
No âmbito estadual, a estratégia segue a mesma lógica de capilaridade e composição política. A federação reúne nomes com trajetória consolidada e atuação no Legislativo, como os deputados Fernando Pereira, Antonio Albuquerque, delegado Leonan, Mesaque Padilha e Rose Davino.
Também integra a composição Angela Garrote, liderança do Sertão que atualmente ocupa cadeira na Assembleia Legislativa na condição de suplente. A chapa ainda incorpora nomes com forte presença regional, como Neno da Laje, e apostas como Ceci Hermann, ex-prefeita de Atalaia, Wagner Simas, Kassynara Cassiano e Ryll Silva, ampliando a presença da federação em diferentes segmentos.
Com mais de 80 prefeitos já alinhados ao projeto, segundo aliados, o deputado consolida uma base municipal robusta, fator que, combinado às chapas competitivas, o coloca em posição de vantagem no cenário pré-eleitoral.
Ao comentar a formação do grupo, Lira destacou o perfil das candidaturas: “Esse é um grupo preparado, com trabalho prestado e forte representatividade em todas as regiões. São lideranças que conhecem a realidade do nosso povo e que terão papel decisivo na construção de uma Assembleia ainda mais atuante e comprometida com Alagoas.”
Hugo Motta, presidente da Câmara, comunicou na sexta-feira (17) ao deputado Zé Trovão (SC) que ele será o relator da MP 1343, a chamada MP dos Caminhoneiros.
A indicação tem respaldo formal do setor. Em manifesto, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e federações estaduais — entre elas FENACAM, FETRABENS e FECAM-SC — defenderam que a relatoria exigia alguém com “legitimidade de origem” e “conhecimento prático do setor”.
Para as entidades, o parlamentar catarinense é o único nome com trânsito real entre a Esplanada e o asfalto. Zé Trovão é, segundo o manifesto, “reconhecidamente, o único deputado federal com origem direta na categoria dos caminhoneiros”.
O deputado agradeceu em nome da categoria. “Essa vitória não é minha, é de todos os caminhoneiros que sofrem diariamente nas estradas, para colocar esse país para girar. Vamos fazer uma discussão séria que beneficie os irmãos de estrada do início ao fim do projeto.”
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes enviou uma representação ao ministro Alexandre de Moraes pedindo a investigação do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), por compartilhar em suas redes sociais um vídeo com uma sátira aos ministros da Corte.
Na representação, Gilmar apontou a suspeita de indícios de crime em uma publicação feita por Zema, que deixou o governo de Minas em março para ser pré-candidato à Presidência da República. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal Folha de S Paulo e confirmada pelo Estadão.
Moraes pediu uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir sobre a inclusão de Zema no inquérito.
O vídeo publicado por Zema retratava uma conversa entre dois bonecos, caracterizados por desenhos de fantoches, que representariam Dias Toffoli e Gilmar Mendes. No vídeo, Toffoli telefona para Gilmar e pede a ele que anule as quebras de sigilo de sua empresa, aprovada na CPI do Crime Organizado do Senado.
Com um diálogo marcado por ironias e caricaturas, Gilmar responde que anularia as quebras e pede em troca uma cortesia no resort Tayayá, no qual Toffoli possuía participação acionária.
A sátira se baseia no fato de que Gilmar Mendes efetivamente proferiu decisão anulando as quebras de sigilo da Maridt. Essa é a empresa de Toffoli e dos irmãos do ministro que recebeu aportes de um fundo de investimento ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, como mostrou o Estadão.
Na representação enviada a Moraes, Gilmar escreveu que o vídeo “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”.
Nas últimas semanas, Zema endureceu o tom contra o STF em discursos públicos.
Em um evento no dia 13 de abril, ele afirmou: “O STF era um lugar que nós tínhamos uma certa confiança, mas já estava cheirando mal há alguns anos. Agora, realmente, aflorou toda a podridão que está lá dentro”.
No lançamento de seu programa de governo, no dia 16, ele disse que, caso fosse eleito presidente da República, iria “propor ao Congresso um novo Supremo”.
Zema e Gilmar chegaram a protagonizar um embate público. Diante da série de críticas, Gilmar lembrou nas redes sociais que o ex-governador de Minas havia acionado o STF para adiar o pagamento de parcelas da dívida estadual com a União.
Zema rebateu publicamente: “Ele deu uma decisão favorável a Minas Gerais, e agora descobri que foi um favor para eu ser submisso a ele pelo resto da vida.”
A direita em São Paulo acredita que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) pode ceder e topar indicar ao Senado o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), que está nos Estados Unidos desde domingo (19) justamente para se encontrar com o filho do ex-presidente. A avaliação é que o gesto faria com que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), mergulhasse mais de cabeça na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
Aliados próximos de Flávio tem dito nos bastidores que Tarcísio ainda não trabalhou em prol de Flávio como poderia. Alguns citaram à Jovem Pan que o governador teria prometido organizar almoços e jantares com empresários, por exemplo, para aproximar o setor e a Faria Lima do filho do ex-presidente, o que ainda não aconteceu. Outros entendem que o chefe do Executivo paulista já poderia ter colocado Flávio em palanques e eventos. Por isso, uma chapa que agrade a Tarcísio, que encabeça a eleição com boa aprovação em São Paulo, é vista como importante.
Como tem mostrado pesquisas de intenção de voto, o governador tem pontuado bem em indicies com a população, o maior colégio eleitoral do país. O estado é visto como crucial para uma alavancada de Flávio.
Como antecipou a coluna com exclusividade, a segunda viagem de Andre do Prado foi planejada. O objetivo é realmente se tornar uma possibilidade viável para a segunda vaga ao Senado no estado. A primeira está com o deputado federal Guilherme Derrite (PP), a quem Tarcísio atribui que os votos mais bolsonaristas se destinarão. O governador chegou a defender um segundo nome mais ao centro para Jair Bolsonaro, e a opção pelo presidente da Alesp passou a ser considerada após a vaga de vice na chapa de Tarcísio deixar de ser uma possibilidade.
Enquanto André e Eduardo conversam nos Estados Unidos, outro cotado para a vaga, o deputado federal Mário Frias (PL), também deve desembarcar em solo norte-americano nos próximos dias. O PL quer resolver o assunto agora, entre o fim de abril e o início de maio. A decisão final é de Eduardo, considerado “dono” da vaga, já que a disputa, originalmente, seria dele.
Deputado federal por Alagoas recebeu a comenda Senador Aurélio Viana, honraria concedida pela Câmara Municipal de Maceió a personalidades com serviço prestado à educação e cultura da capital
Uma trajetória pública marcada pela defesa da educação e do desenvolvimento econômico de Alagoas. No Congresso Nacional, Rafael Brito encara a missão de ser a voz da educação pública brasileira e do trabalhador do país. Nesta sexta-feira, o deputado federal por Alagoas foi homenageado pela Câmara Municipal de Maceió com a comenda Senador Aurélio Viana, entregue pelo vereador Allan Pierre.
Acompanhado da família, amigos e aliados políticos, Rafael Brito se emocionou ao agradecer o carinho de todos os presentes que contribuíram e contribuem para que ele possa dar seguimento a ações em defesa de uma educação de qualidade, que dialoga com as necessidades dos estudantes, dos trabalhadores da educação e da comunidade escolar.
Na gestão pública estadual, Rafael Brito ocupou as funções de presidente da Agência de Fomento de Alagoas e secretário de Desenvolvimento Econômico e de Turismo, trazendo para o estado a maior indústria em operação na atualidade.
“Em 2021 recebi o desafio de ser gestor da educação. Lá eu encontrei pessoas iguais a mim. A gente não precisa ter cargo para trabalhar pelo próximo. São pessoas que vão além das suas funções. São merendeiras que atuam como ‘psicólogas’ dos alunos, professores que assumem papel de pais, mães e família. É daí que vem a minha conexão. Todo projeto de lei pensado no meu gabinete, toda pauta levantada que fala sobre educação, eu vou ouvir quem realmente está lá, na escola. Porque precisamos trabalhar para quem realmente importa”, declarou Rafael Brito.
Autor da homenagem, o vereador Allan Pierre destacou a trajetória de Rafael Brito e sua contribuição para transformar a educação em prioridade nas políticas públicas de Alagoas.
“A escolha do seu nome para essa homenagem é pelo serviço prestado à educação de Alagoas. Rafael foi um verdadeiro advogado dos direitos daqueles que defendem a educação pública do país. Houve um tempo em que a pauta da educação era greve e escolas sucateadas. Em pouco menos de um ano, ele conseguiu transformar a educação em prioridade entre as políticas públicas do estado, criou as creches CRIA e o Cartão Escola 10. É um exemplo prático de que o dinheiro da educação, quando bem aplicado, chega ao aluno, aos servidores e muda realidades”, afirmou o vereador.
O deputado estadual Alexandre Ayres também ressaltou o reconhecimento ao trabalho de Rafael Brito e sua atuação em defesa da educação no Brasil. “Reconheço o ser humano Rafael. Já no primeiro mandato como deputado federal ele mostrou sua competência política. Foi relator de um projeto revolucionário para o Brasil, que é o Sistema Nacional de Educação, além de presidir a Frente Parlamentar Mista da Educação no Congresso Nacional. Não tenho dúvida de que essa homenagem é mais do que merecida”, destacou Alexandre Ayres.
A Comenda Senador Aurélio Viana é concedida a personalidades em reconhecimento aos relevantes serviços na área da educação e conhecimento em prol do município de Maceió.
“Não me arrependo”, respondeu neste sábado (18) em Madri a líder opositora venezuelana María Corina Machado ao ser questionada sobre a decisão de presentear Donald Trump com seu Prêmio Nobel da Paz, antes de revelar que está coordenando com os Estados Unidos seu retorno à Venezuela.
“Há um líder no mundo, um chefe de Estado no mundo, um, que colocou em risco a vida de cidadãos de seu país pela liberdade da Venezuela, e este é Donald Trump”, respondeu Corina Machado em uma entrevista coletiva em Madri, ao ser questionada se não estava decepcionada com as ações dos Estados Unidos após a operação militar de janeiro que retirou o presidente Nicolás Maduro do poder.
“E isso é algo que nós, venezuelanos, sempre recordaremos e sempre agradeceremos, portanto, não, não me arrependo”, acrescentou.
Sobre seu retorno à Venezuela, onde vivia na clandestinidade antes de sair do país para receber o Nobel em Oslo, em dezembro, Corina Machado disse que está coordenando o regresso com Washington.
“Estou falando sobre isso com o governo dos Estados Unidos e estamos fazendo em coordenação, com respeito mútuo e entendimento”, disse a opositora, antes de afirmar que Washington é “fundamental para avançar em uma transição democrática”.
María Corina Machado aproveitou a oportunidade para atacar o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que participa de uma reunião de líderes progressistas internacionais em Barcelona, por pedir um governo venezuelano que inclua a presidenta interina, Delcy Rodríguez, e a oposição.
A líder opositora venezuelana acusou o presidente colombiano de buscar “desesperadamente desculpas” para que eleições não aconteçam na Venezuela.
Ela incluiu Petro entre os “atores ou forças que buscam desesperadamente desculpas, manobras, para impedir o avanço do processo eleitoral na Venezuela”.
“Agora os mesmos atores que, diante de eleições fraudulentas que violavam a Constituição, insistiam a todo custo que era preciso participar, se negam a que existam eleições”, lamentou a líder opositora.
“Delcy Rodríguez representa o caos, Delcy Rodríguez representa a violência, Delcy Rodríguez e seu regime representam o terror”, avaliou.
Petro anunciou que viajará a Caracas em 24 de abril, no que será a primeira visita de um líder latino-americano ao país desde a queda de Maduro.
Em Madri, um dos destinos prediletos dos venezuelanos que emigraram em massa nos últimos anos devido à crise em seu país, María Corina Machado vai participar de uma manifestação em seu apoio.
O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) suspendeu uma liminar que impedia a cobrança de imposto de exportação sobre o petróleo para algumas das principais petroleiras estrangeiras que atuam no Brasil, informou o órgão nesta sexta-feira.
A taxa, com alíquota de 12%, foi determinada por medida provisória pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como parte de um pacote de medidas que visa atenuar os impactos de uma disparada de preços internacionais de petróleo e de combustíveis para os consumidores brasileiros devido à guerra no Oriente Médio.
As petroleiras Shell, TotalEnergies, Equinor, Petrogal e Repsol Sinopec haviam conseguido anteriormente na Justiça suspender os efeitos do imposto. Juntas, elas produziram 791.486 barris por dia (bpd) de petróleo na média de fevereiro, ou cerca de 20% da produção total do Brasil naquele mês, segundo os dados mais recentes publicados pela reguladora ANP. O Brasil produziu em fevereiro um recorde de 4,061 milhões de bpd.
Consultado, o presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), que representa grandes petroleiras no Brasil, Roberto Ardenghy, disse que “o instituto e as empresas irão analisar o alcance da decisão do TRF e provavelmente irão recorrer à instância superior na semana que vem”.
A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) decidiu procurar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na próxima semana para tentar destravar a análise do PL da Misoginia na Casa.
À coluna, Erika disse que o ideal seria aprovar um requerimento de urgência e votar a proposta diretamente no plenário. Motta, contudo, sinalizou a líderes que o projeto só deve ser analisado após as eleições.
Diante dessa perspectiva, a deputada do PSol vai sugerir ao presidente da Câmara que inicie a tramitação da proposta na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, comandada por ela ao longo de 2026.
“Eu acho que a Comissão das Mulheres tem o dever de fazer essa discussão. Já vai tramitando, levando o debate adiante, conversando com a sociedade, com as deputadas, indica uma relatora na comissão e faz a discussão da matéria, porque pelo menos o texto não fica esquecido e não fica parado. É uma matéria muito importante”, afirmou.
Na avaliação de Erika Hilton, essa alternativa seria um meio-termo para destravar o tema e garantir que a proposta seja debatida e, depois, levada ao plenário com a discussão já amadurecida.
Já aprovado pelo Senado, o projeto inclui a misoginia na Lei do Racismo e prevê penas de 2 a 5 anos, além de multa. Caso a proposta seja aprovada na Câmara sem modificações, seguirá para sanção do presidente Lula.
Por unanimidade, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (17) derrubar a lei de Santa Catarina que proibiu a reserva de cotas raciais para ingresso de estudantes em instituições de ensino que recebem verbas públicas do estado.
A votação ocorreu no plenário virtual da Corte e foi finalizada com placar de 10 votos a 0.
O plenário julgou ações protocoladas pelo PSOL, PT, PCdoB e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para considerar inconstitucional a Lei 19.722 de 2026, aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Jorginho Melo.
A norma permite a reserva de vagas somente para pessoas com deficiência, alunos oriundos de escolas públicas ou com base em critérios exclusivamente econômicos.
O julgamento começou na sexta-feira (10), quando o relator, ministro Gilmar Mendes, declarou que a Corte já reconheceu a constitucionalidade das ações afirmativas.
“Não há dúvidas quanto à constitucionalidade, em abstrato, das ações afirmativas baseadas em critérios étnico-raciais”, afirmou.
O voto de Gilmar Mendes foi seguido pelos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Edson Fachin e Cármen Lúcia.
Os três últimos votos foram proferidos nesta sexta-feira pelos ministros Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça.
Por unanimidade, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (17) derrubar a lei de Santa Catarina que proibiu a reserva de cotas raciais para ingresso de estudantes em instituições de ensino que recebem verbas públicas do estado.
A votação ocorreu no plenário virtual da Corte e foi finalizada com placar de 10 votos a 0.
O plenário julgou ações protocoladas pelo PSOL, PT, PCdoB e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para considerar inconstitucional a Lei 19.722 de 2026, aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Jorginho Melo.
A norma permite a reserva de vagas somente para pessoas com deficiência, alunos oriundos de escolas públicas ou com base em critérios exclusivamente econômicos.
O julgamento começou na sexta-feira (10), quando o relator, ministro Gilmar Mendes, declarou que a Corte já reconheceu a constitucionalidade das ações afirmativas.
“Não há dúvidas quanto à constitucionalidade, em abstrato, das ações afirmativas baseadas em critérios étnico-raciais”, afirmou.
O voto de Gilmar Mendes foi seguido pelos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Edson Fachin e Cármen Lúcia.
Os três últimos votos foram proferidos nesta sexta-feira pelos ministros Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça.
Censo
Dados do Censo da Educação Superior mostram que 49% dos estudantes que ingressaram por meio da reserva de vagas em universidades federais concluíram a graduação.
Dados do Censo da Educação Superior mostram que 49% dos estudantes que ingressaram por meio da reserva de vagas em universidades federais concluíram a graduação.
