
Parlamentares da oposição reagiram nesta quinta-feira (8) ao veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL da Dosimetria, que reduziria penas dos condenados pelo 8 de Janeiro, inclusive do ex-presidente Jair Bolsonaro. Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do projeto, afirmou qem nota que o veto “desconsidera a construção coletiva do Congresso e reabre tensões que já haviam sido superadas”. Também considerou que a medida é um sinal perigoso “de que o Brasil não busca a paz institucional, mas o confronto permanente’.
“Estou trabalhando para derrubar esse veto e contribuir para a pacificação institucional do Brasil, com firmeza, responsabilidade e compromisso com a democracia”, afirmou Paulinho. Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, publicou nas redes sociais um tecto afirmando que “o Brasil está vivendo um estado de exceção silencioso.” Também afirmou que o veto é um recado político, e que “rasga a vontade soberana do Parlamento.”
Onyx Lorenzoni (PL-RJ), deputado federal, declarou que a decisão de vetar a dosimetria no dia 8 aniversário de três anos dos atos em Brasília, foi “cruel” e “calculada”. Também afirmou que o governo governa pela vingança.
Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, também falou em vingança. “O que se assiste não é Justiça, é vingança; não é democracia, é exceção permanente; não é Estado de Direito, é o verdadeiro negacionismo em sua essência!”
Flavio Bolsonaro, senador pelo PL do Rio de Janeiro também falou em perseguição política e que irá trabalhar para derrubar o veto na primeira sessão do Congresso de 2026.
Rogério Marinho (PL-RN) líder da oposição no Senado, chamou as pessoas detidas pelo 8 de Janeiro de “presos políticos” e acusa o PT de precisar do “mito do “golpe” que não houve. Precisa dessa farsa para encobrir o fracasso de um governo sem ideias, sem rumo e sem novidades, que afunda o Brasil enquanto vive do passado”.
Em Alagoas, mais de 120 mil eleitores ainda precisam realizar a coleta da biometria eleitoral e têm prazo até 6 de maio para regularizar a situação junto à Justiça Eleitoral. O alerta é do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL), que reforça a importância do procedimento antes do fechamento do cadastro eleitoral para as Eleições 2026.
Do total de eleitores sem biometria no Estado, 35.610 estão em Maceió, 8.195 em Arapiraca e 3.896 em Rio Largo, municípios que concentram o maior número de pendências. Atualmente, cerca de 94% do eleitorado alagoano já está biometrizado, e a meta do TRE é ampliar esse percentual até o encerramento do prazo legal.
A coleta biométrica deve ser feita até 6 de maio, data em que ocorre o fechamento do cadastro eleitoral, conforme previsto na legislação. Em Maceió, o atendimento é realizado no Fórum Eleitoral, no bairro da Gruta, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 12h30, além das Centrais Já! do Maceió Shopping (das 8h às 17h) e do Benedito Bentes (das 8h às 13h). No interior, os cartórios funcionam das 7h30 às 12h30 até 31 de janeiro, passando a atender até 13h30 a partir de fevereiro.
Para realizar o procedimento, é necessário apresentar documento oficial com foto e comprovante de residência emitido há no máximo 90 dias. A coleta é rápida e inclui registro das impressões digitais de todos os dedos, foto digital, assinatura e atualização dos dados cadastrais.
O TRE/AL também alerta que eleitores que fizeram o alistamento on-line, pelo site do TRE ou do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), precisam comparecer presencialmente em até 30 dias para concluir a biometria. Caso contrário, o pedido não é finalizado.
Além de garantir mais segurança no momento do voto, a biometria eleitoral permite ao cidadão obter o Selo Ouro da conta Gov.br, plataforma digital do Governo Federal que dá acesso a serviços como INSS, Receita Federal e Carteira Digital. O selo representa o nível mais alto de confiabilidade e exige validação biométrica — o que pode ser feito por meio do cadastro na Justiça Eleitoral.
Governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) criticou a Portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) que redefine regras sobre o uso da força pelos profissionais de segurança pública e afirmou que o governo federal é “complacente, conivente e parceiro das facções e do crime” no Brasil.
“Nos últimos dias deste governo que, sem dúvida nenhuma, será derrotado por nós em 4 de outubro de 2026, mostra o quanto ele é complacente, conivente e parceiro das facções e do crime em nosso país”, disse Caiado.
Segundo o governador, a medida editada pelo ministro da pasta, Ricardo Lewandowski, condiciona o repasse de recursos federais ao cumprimento das novas normas pelos estados.
“Ele [Lewandowski] impõe as condicionantes que são prerrogativas dos governadores para que os estados possam receber [recursos] do Fundo de Segurança Pública, do Fundo Penitenciário e também de emendas parlamentares. Quer dizer, se não cumprir o que ele determina na Portaria, o governador não vai mais receber esse fundo”, afirmou.
Caiado disse ainda que a Portaria configura “uma violação completa” ao pacto federativo e classificou a ação como uma “truculência” contra os governadores.
“Fomos surpreendidos por mais uma truculência do governo Lula contra os governadores. O ministro tentou aprovar uma emenda à constituição chamada Susp [Sistema Único de Segurança Pública], que usurparia a prerrogativa dos governadores de determinar as diretrizes gerais da segurança pública. Ele não deu conta de aprovar esta emenda, e o que fez? Uma violação completa ao pacto federativo.”
A Portaria nº 1.121, do Ministério da Justiça, altera normas sobre o uso da força pelos profissionais de segurança pública e estabelece que os órgãos estaduais, distritais e municipais devem observar as diretrizes federais sempre que houver financiamento com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública, do Fundo Penitenciário Nacional, emendas parlamentares, repasses voluntários ou doações.
A medida determina que o cumprimento dessas regras é obrigatório para a execução de iniciativas relacionadas ao uso da força. Além disso, prevê a renovação da habilitação para uso de arma de fogo a cada três anos, mediante aprovação em exames técnicos e psicológicos, e admite que o registro individualizado de operações possa ser dispensado em situações de controle de multidões ou risco operacional.
A portaria entra em vigor na data da publicação e reforça a vinculação do uso de recursos federais às normas definidas pelo Ministério da Justiça.
O Congresso dos Estados Unidos voltou a examinar o debate sobre a Groenlândia em meio à crescente controvérsia envolvendo o interesse do presidente Donald Trump em adquirir o vasto território autônomo pertencente ao Reino da Dinamarca, uma pauta que tem gerado forte reação internacional e alerta interno sobre o uso de poderes militares.
O senador democrata Ruben Gallego, do Arizona, apresentou uma emenda ao projeto de lei de dotações do Comitê de Defesa do Senado para proibir o uso de fundos federais para qualquer ação militar, hostilidades ou preparação de guerra contra a Groenlândia.
A iniciativa surge em resposta à retórica recente de Trump e de alguns aliados sugerindo que os EUA poderiam, de alguma forma, exercer controle sobre a ilha, seja por meio diplomático ou coercitivo.
“As famílias americanas estão sendo sufocadas pelo aumento dos preços de alimentos e moradia, a inflação está alta e o nome de Trump está em todos os arquivos problemáticos – em vez de consertar esses problemas, ele está tentando distrair o público ao ameaçar iniciar guerras e invadir países – primeiro na Venezuela, e agora contra nosso aliado da OTAN, a Dinamarca”, disse Gallego em comunicado oficial.
“Estou apresentando essa emenda para deixar claro que o Congresso não financiará ações militares ilegais ou desnecessárias e para forçar os republicanos a escolher se vão finalmente se posicionar ou continuar apoiando o caos de Trump”.
A proposta de Gallego pretende garantir que nenhum dos recursos disponíveis no orçamento da Defesa seja usado para “uso de força militar ou outras hostilidades” com relação à Groenlândia – território autônomo com pouco mais de 57 mil habitantes que faz parte do Reino da Dinamarca e está sob o guarda-chuva da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
O tema ganhou urgência depois que Trump voltou a ressuscitar sua longa-data ambição de que os Estados Unidos adquiram ou exerçam controle sobre a Groenlândia, alegando que a posição estratégica do território no Ártico é vital para a segurança nacional, diante do que ele chama de “ameaça” de rivais geopolíticos como Rússia e China.
Autoridades da Casa Branca já declararam que o presidente e sua equipe estão avaliando “uma gama de opções” para alcançar esse objetivo, e que o uso das forças armadas “é sempre uma opção” disponível ao comandante-em-chefe, embora diplomacia e negociações sejam as vias preferenciais.
Analistas políticos destacados no Congresso ressaltam que a questão levanta preocupações constitucionais e diplomáticas significativas.
O debate sobre a necessidade de autorização do Congresso para qualquer ação de força militar é central à discussão. A Constitutional War Powers Resolution confere ao Legislativo autoridade para declarar guerra e regular o emprego de forças armadas, enquanto o presidente tem poderes como comandante em chefe – uma tensão que remonta à própria formação das instituições americanas.
O posicionamento de Gallego é acompanhado por alertas de alguns colegas democratas, que classificam as recentes declarações de Trump como “irresponsáveis” e potencialmente prejudiciais às alianças tradicionais dos EUA.
A iniciativa chega em um momento em que continuam as reações internacionais, com líderes europeus repetidamente defendendo a soberania dinamarquesa sobre a Groenlândia e reafirmando que qualquer mudança de status deve ser decidida por Dinamarca e Groenlândia, e não imposta externamente.
Internamente, a proposta de Gallego coloca pressão sobre membros do Partido Republicano no Congresso, vários dos quais expressaram cautela ou rejeição às ambições de Trump sobre a ilha.
A medida segue um esforço bipartidário crescente para prevenir a utilização de recursos públicos em cenários de confronto armado não autorizados contra países aliados – refletindo a preocupação de que retórica agressiva possa se transformar em política prática sem o devido respaldo legal e estratégico.
O ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu na terça-feira (6) um acidente em sua cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses por cinco crimes relacionados à trama golpista. O ex-chefe do Executivo caiu e bateu a cabeça, o que resultou em um traumatismo craniano leve. Na quarta-feira (7), ele passou por exames em hospital na capital federal. Essa não é a primeira vez que o capitão da reserva deixa a prisão questões médicas.
Na véspera de Natal, em 24 de dezembro de 2025, Bolsonaro foi internado no Hospital DF Star, em Brasília, para realizar no dia seguinte, em 25 de dezembro, uma cirurgia para correção das alças intestinais que, devido a uma fraqueza da parede abdominal, causavam desconforto e riscos de obstrução. Ainda durante a internação, o ex-presidente também passou por duas intervenções no nervo frênico para controlar as crises de soluço e tratamento para apneia do sono.
Desde o ataque à faca na campanha presidencial de 2018, Bolsonaro fez nove cirurgias e diversas intervenções médicas. Leia abaixo o histórico de saúde do ex-presidente desde o atentado em Juiz de Fora, em Minas Gerais.
6 de setembro – Bolsonaro sofreu um ataque à faca. Momentos depois, o então candidato na disputa ao Planalto passou por cirurgia na Santa Casa de Juiz de Fora. Durante o procedimento, hemorragia interna intensa foi contida, o intestino foi reconstruído e foi feita a ligadura de uma veia rompida. Os médicos também colocaram uma bolsa de colostomia. O ex-presidente foi encaminhado no dia seguinte para o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
12 de setembro – ainda internado em São Paulo, mais uma cirurgia foi feita em Bolsonaro. Após o “distensão abdominal progressiva e náuseas” evoluir, o ex-chefe do Executivo foi submetido a uma tomografia de abdômen que constatou obstrução do intestino delgado. Ele teve alta 17 dias depois, em 29 de setembro.
28 de janeiro – Bolsonaro passou por cirurgia no Hospital Israelita Albert Einstein para retirada bolsa colostomia. O ex-presidente ficou 18 dias internado e recebeu alta em 13 de fevereiro.
8 de setembro – o ex-presidente fez cirurgia para correção de hérnia incisional que surgiu na cicatriz da facada. Bolsonaro deixou o Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, oito dias depois, em 16 de setembro.
23 de dezembro – ex-chefe do Executivo escorregou e caiu no banheiro do Palácio da Alvorada. Bolsonaro foi atendido no Hospital das Forças Armadas, em Brasília. Em entrevista, no dia seguinte do acidente, ele disse que “perdeu a memória” temporariamente.
30 de janeiro – Bolsonaro fez exames no Hospital das Forças Armadas. Na ocasião, os médicos avaliaram a necessidade de uma nova cirurgia para reposicionar uma tela colocada na operação de correção de hérnia e reparo de cicatriz de procedimentos anteriores.
7 de julho – o ex-presidente anunciou que recebeu diagnostico positivo para Covid-19. Ele informou 18 dias depois, em 25 de julho, que novo teste deu negativo.
25 de setembro – Bolsonaro passou por cirurgia no Hospital Israelita Albert Einstein para remoção de cálculo na bexiga. O ex-chefe do Executivo recebeu alta no dia seguinte, em 26 de setembro.
3 de julho – Bolsonaro fez um implante dentário. O ex-presidente apresentou soluços persistentes por dias que, segundo ele, foi causado pelo medicamento usado após o procedimento.
14 de julho – o ex-chefe do Executivo deu entrada no Hospital das Forças Armadas depois de sentir dores abdominais na madrugada. Na noite do mesmo dia, o ex-presidente foi transferido para o Hospital Vila Nova Star, onde passou por uma série de exames e foi descartado a necessidade de cirurgia para desobstrução intestinal. Ele recebeu alta quatro dias depois, em 18 de julho.
3 de janeiro – o ex-presidente foi internado no Hospital Vila Nova Star após sentir dores abdominais. Ele diagnosticado com obstrução intestinal. Em entrevista ao programa Os Pingos Nos Is, da Jovem Pan, Flávio informou que o quadro do pai não era grave e ele não precisaria fazer uma nova cirurgia. O ex-chefe do Executivo deixou a unidade hospitalar dois dias depois, em 5 de janeiro.
12 de setembro – Bolsonaro passou por duas cirurgias no Hospital Vila Nova Star. Uma operação foi feita na região superior do estômago para reparo de uma hérnia de hiato, que causava refluxo no ex-presidente. O segundo procedimento foi a correção de desvio de septo para melhorar a respiração. O ex-chefe do Executivo recebeu alta três dias depois, em 15 de setembro.
4 de maio – o ex-presidente deu entrada no Hospital Santa Júlia, em Manaus, no Amazonas, devido a um quadro de erisipela, uma infecção bacteriana que causa infecção na pele e é tratada com medicação, repouso e elevação da perna. Bolsonaro recebeu alta no mesmo dia, mas foi hospitalizado novamente em 5 de maio no mesmo local. No dia 6, ele foi transferido para o Hospital Vila Nova Star, onde ficou internado por 11 dias, tendo recebido alta em 17 de maio.
11 de abril – o ex-chefe do Executivo sentiu fortes dores abdominais durante evento do Partido Liberal (PL) em Tangará, município a cerca de 98 km de Natal, no Rio Grande do Norte. Bolsonaro foi levado para ser atendido no Hospital Municipal Aluízio Bezerra, na cidade vizinha de Santa Cruz. Depois, foi transferido para o Hospital Rio Grande, na capital do estado. A última unidade de atendimento avaliou que o ex-presidente apresentava um quadro de distensão e possível obstrução intestinal. No dia seguinte, ele seguiu para o Hospital DF Star.
13 de abril – Bolsonaro passou por uma cirurgia de laparotomia exploradora para liberação de aderências intestinais e reconstrução da parede abdominal. Essa foi a operação mais longa do ex-presidente, com 12 horas de duração. Ele recebeu alta 21 dias depois, em 4 de maio.
16 de agosto – o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-chefe do Executivo a deixar a prisão domiciliar para realizar exames no Hospital DF Star. Na ocasião, a equipe médica informou que a avaliação feita em Bolsonaro mostrou que ele estava com quadro de infecções pulmonares, esofagite e gastrite.
14 de setembro – Bolsonaro deixou mais uma vez a prisão domiciliar para fazer um procedimento cirúrgico no Hospital DF Star para retirada de oito lesões na pele, em duas foram identificadas presença de carcinoma de células escamosas, um tipo comum de câncer de pele. Outros exames realizados na ocasião mostraram que o ex-presidente estava com anemia e pneumonia residual. Ele retornou para casa no mesmo dia.
16 de setembro – o ex-presidente foi internado no Hospital DF Star após crise de soluço, vômito e pressão baixa. Ele recebeu alta no dia seguinte, em 17 de setembro.
25 de dezembro – Bolsonaro passou por cirurgia no Hospital DF Star para correção das alças intestinais que, devido a uma fraqueza da parede abdominal, causavam desconforto e riscos de obstrução. Ele recebeu alta em 1º de janeiro e retornou para prisão na Superintendência da PF.
27 de dezembro – ainda durante a internação para a cirurgia, Bolsonaro realizou uma intervenção para bloquear o nervo frênico direito, a técnica é indicada em casos graves e persistentes de soluços. Mesmo com o procedimento, o ex-presidente teve uma nova crise.
29 de dezembro – foi feita uma intervenção para bloqueio do lado esquerdo do nervo frênico de Bolsonaro.
Os Estados Unidos relacionaram a apreensão do petroleiro russo Marinera, no Oceano Atlântico, ao embargo imposto ao petróleo venezuelano. A declaração foi feita nesta terça-feira (7/1) pelo chefe do Pentágono, Pete Hegseth (foto em destaque), após confirmação oficial do Comando Europeu dos EUA (Eucom) sobre a interceptação da embarcação em águas internacionais.
“O bloqueio ao petróleo venezuelano, tanto o sancionado quanto o ilícito, permanece em pleno vigor — em qualquer lugar do mundo”, escreveu Hegseth nas redes sociais, ao comentar a operação conduzida por autoridades norte-americanas.
Segundo ele, os EUA seguem aplicando medidas contra navios da chamada “frota clandestina”, que, na avaliação de Washington, transporta petróleo venezuelano de forma ilegal para financiar atividades ilícitas.
Mais cedo, o Eucom informou que o petroleiro — identificado também como Bella 1 — foi apreendido no Atlântico Norte com base em um mandado expedido por um tribunal federal dos EUA.
A operação envolveu o Departamento de Justiça e o Departamento de Segurança Interna, com apoio do Departamento de Guerra, após a embarcação ter sido rastreada pelo navio da Guarda Costeira norte-americana USCGC Munro.
Em reforço à política adotada por Washington, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou em entrevista à Fox News, no sábado (4/1), que o país continuará apreendendo petroleiros que transportem petróleo venezuelano e mirando embarcações supostamente envolvidas em contrabando de drogas.
De acordo com ele, apenas o comércio de energia considerado “legítimo e legal”, conforme os critérios dos Estados Unidos, será permitido.
Do outro lado, a Rússia reagiu com dureza à interceptação. Em nota divulgada nesta quarta-feira (7/1), o Ministério dos Transportes russo acusou os Estados Unidos de violarem a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982.
“Nenhum Estado tem o direito de usar a força contra navios devidamente registrados nas jurisdições de outros Estados”, afirmou o órgão em comunicado.
Segundo o ministério, o Marinera tinha autorização temporária válida para navegar sob bandeira russa.
“Em 24 de dezembro de 2025, a embarcação recebeu uma autorização temporária para navegar sob a bandeira estatal da Federação Russa, emitida com base na legislação russa e no direito internacional”, diz a nota.
Moscou sustenta que, em alto-mar, prevalece o princípio da liberdade de navegação, o que tornaria a ação norte-americana ilegal.
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comunicou à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que o país deverá encerrar suas relações com China, Rússia, Irã e Cuba como parte de uma série de exigências antes de extrair e comercializar seu petróleo, segundo funcionários citados pela emissora ABC.
De acordo com as fontes citadas pela emissora americana, a Venezuela deve expulsar a influência de China, Rússia, Irã e Cuba como parte das exigências dos EUA, que buscam ser o único parceiro comercial no setor petrolífero e favorecer os interesses americanos na venda de petróleo bruto pesado.
Segundo um dos funcionários, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou em uma sessão informativa privada com legisladores que os EUA acreditam ser capazes de pressionar Caracas porque seus petroleiros estão cheios.
Rubio alertou que a Venezuela teria apenas algumas semanas antes de cair em insolvência financeira se não conseguir vender suas reservas.
Em entrevista à ABC News, o senador Roger Wicker confirmou que o plano se baseia no controle do petróleo venezuelano e assegurou que a estratégia não prevê o destacamento de tropas americanas.
Até o momento, a Venezuela, dirigida de forma provisória por Rodríguez, não emitiu nenhuma comunicação oficial sobre a exigência antecipada por Trump.
Na terça-feira (6), durante uma sessão extraordinária da Organização dos Estados Americanos (OEA), países como Brasil, Colômbia, Chile e México condenaram a atuação americana em Caracas e advertiram que uma ingerência deste tipo coloca em risco a soberania da região.
O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL-SC) se manifestou na noite desta terça-feira (6) sobre o tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro após acidente na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O ex-chefe do Executivo caiu de sua cama e bateu a cabeça em um móvel da cela.
Por meio de seu perfil no X (ex-Twitter), Carlos publicou uma “atualização” da “cronologia de fatos” sobre o acidente de Bolsonaro. O ex-vereador informou que, às 20h35 desta terça, estava na Superintendência da PF e não havia recebido “posicionamento de nenhum órgão responsável, nem de instituições”. Ainda na postagem, o segundo filho do ex-presidente disse esperar “que seu pai não tenha complicações”.
“É só o que eu peço a Deus, não há mais nada a pedir”, escreveu Carlos.
Mais cedo, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa para que Bolsonaro fizesse exames em hospital. O magistrado justificou a decisão baseado na avaliação da Polícia Federal (PF) de que não havia necessidade para o encaminhamento.
Em nota, a PF informou que o ex-presidente “recebeu atendimento médico após relatar à equipe de plantão que havia sofrido uma queda durante a madrugada” desta terça. “O médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”, comunicou a corporação.
Por meio de relatório, a equipe médica que atendeu Bolsonaro informou que o ex-chefe do Executivo estava “consciente e orientado” durante exame e que ele não apresentou sinais de danos neurológicos após o acidente. Os médicos também disseram que foi identificado “lesão superficial cortante” no rosto e no dedão do pé esquerdo “com presença de sangue”, além do traumatismo craniano leve.
Mesmo após a nomeação de uma presidência interina devido à deposição de Nicolás Maduro, o cenário político venezuelano segue marcado por questão ainda nebulosa: quem, de fato, comanda a Venezuela? Declarações do mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, e da presidente em exercício venezuelana, Delcy Rodríguez, mostram que a disputa pelo poder ainda está aberta.
Em mensagem transmitida pela televisão estatal venezuelana, na terça-feira (6/1), Delcy Rodríguez afirmou que o país não é governado por nenhum “agente externo”. Segundo ela, apenas as autoridades venezuelanas exercem poder sobre o território nacional.
“O governo da Venezuela exerce o poder em nosso país, e mais ninguém. Não há agente externo que governe a Venezuela”, disse.
A fala foi uma resposta direta a Donald Trump. Na segunda-feira (5/1), em entrevista à NBC News, o presidente dos EUA afirmou que ele próprio está no controle do país vizinho. Questionado sobre quem governa a Venezuela, respondeu: “Eu”.
Trump também mencionou, pela primeira vez, um grupo do alto escalão norte-americano envolvido nas decisões sobre a Venezuela. Segundo ele, participam o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, e o vice-presidente do país, JD Vance. Cada um deles teria, segundo Trump, “especialidades diferentes” no processo.
“Nós vamos administrar o país até o momento em que pudermos, temos certeza de que haverá uma transição adequada, justa e legal”, declarou.
Na Venezuela, Delcy assumiu oficialmente o lugar de Maduro
Pela Constituição venezuelana, em caso de ausência do presidente, o poder passa à vice-presidente – cargo que era ocupado por Delcy Rodríguez.
Na noite do último sábado (3/1), dia em que Nicolás Maduro foi capturado por forças norte-americanas, o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela determinou que ela assumisse interinamente a Presidência. A decisão diz que Delcy ocupa o cargo para “garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da Nação”.
No domingo (4/1), as Forças Armadas já reconheciam oficialmente Delcy como presidente interina. O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, declarou apoio público à permanência dela no posto por 90 dias. Rodríguez foi empossada oficialmente na segunda (5/1).
Com isso, no plano interno, Delcy conta com respaldo institucional do Judiciário e dos militares.
Contradição de Washington
As posições dos Estados Unidos sobre a situação na Venezuela não são totalmente alinhadas. Em entrevistas, Donald Trump afirma que está no comando do país e que Washington vai administrar a Venezuela de forma interina.
Venezuela: quais os próximos passos com Maduro fora e Delcy empossada?
Porém, no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o governo americano negou ocupar o território venezuelano ou estar em guerra.
O embaixador dos EUA na ONU, Michael Waltz, disse que a operação que levou à captura de Nicolás Maduro não foi militar, mas jurídica. Segundo ele:
“Não há guerra contra a Venezuela nem contra o seu povo. Não estamos ocupando um país”.
Ao mesmo tempo, Trump declarou que Delcy Rodríguez está cooperando com os Estados Unidos. Ele afirmou que o contato ocorre por meio do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, com quem Delcy manteria diálogo frequente. “A relação entre eles tem sido muito forte”, disse Trump.
Trump também afirmou que não pretende autorizar novos ataques enquanto essa cooperação continuar. Ele, no entanto, frisou que pode rever essa posição caso Delcy mude de postura.
Desde a ofensiva sem precedentes dos Estados Unidos contra a Venezuela de Nicolás Maduro, no último sábado (3), o presidente americano, Donald Trump, ameaçou outros cinco países em diferentes regiões do mundo, numa escalada retórica que acende alertas e gera temor de novas intervenções militares.
Em apenas três dias, Trump apontou Colômbia, Cuba, México, Irã e Groenlândia, este último território semiautônomo da Dinamarca, como territórios de alguma forma prioritários para a segurança dos EUA.
O caso de maior tensão é o de Bogotá. O republicano disse no fim de semana que o líder colombiano, Gustavo Petro, deveria "tomar cuidado" e descreveu o primeiro presidente de esquerda do país como "um doente que gosta de produzir cocaína e vendê-la" para os EUA.
Em tom de ameaça, ainda acrescentou que "ele [Petro] não vai fazer isso por muito mais tempo".
Em seguida, questionado se os EUA fariam uma ação militar contra a Colômbia, o americano afirmou que a ideia lhe parecia boa. Petro rebateu dizendo que "pegará em armas" diante das ameaças de Trump.
Em relação ao México, outra nação da América Latina governado pela esquerda, Trump afirmou que o país não faz o suficiente para reprimir os cartéis de drogas. Assim, afirmou, Washington terá de "fazer alguma coisa", considerando que as substâncias ilícitas estariam inundando o território mexicano.
"[A presidente Claudia Sheinbaum] é uma boa mulher, mas os cartéis estão administrando o México. Ela não está administrando o país", afirmou Trump, sem apresentar provas.
Cuba, aliada da Venezuela e outro país governado pela esquerda na região, também foi mencionada. Trump disse que uma intervenção militar na ilha provavelmente não será necessária, pois, segundo ele, Havana parece estar prestes a "entrar em colapso". A sinalização
Também no fim de semana, em entrevista publicada pela revista The Atlantic no domingo (4), Trump, embalado pela intervenção na Venezuela, voltou a dizer que o território dinamarquês no Ártico é de interesse dos EUA. No mesmo dia, afirmou que a região é essencial "do ponto de vista da segurança" de Washington.
"Chega de insinuações. Chega de fantasias sobre anexação", respondeu a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen. "Infelizmente, acho que o presidente americano deve ser levado a sério", acrescentou ela à DR, a emissora pública dinamarquesa.
Trump ainda voltou a ameaçar o Irã, país que no ano passado também foi atacado pelos EUA.
O republicano diz que Washington vai ajudar os manifestantes no país persa se as forças de segurança atirarem contra eles e matá-los.
"Se eles começarem a matar pessoas como fizeram no passado, acho que serão duramente atingidos pelos EUA", disse Trump no domingo.
Os protestos contra a inflação em alta se espalharam nos últimos dias pelo Irã, com confrontos entre manifestantes e forças de segurança. Grupos de direitos humanos relataram pelo menos 25 mortes desde o dia 31.
Em outubro deste ano os brasileiros vão às urnas para eleger o presidente da República, governadores, senadores e deputados. Para participar com o voto, o eleitor precisa estar regular frente à justiça eleitoral. Basta consultar tse.jus.br, clicar no campo situação eleitoral e digitar o CPF. Assim, o eleitor fica sabendo rapidinho como está a vida junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Se houver alguma irregularidade, ela precisa ser resolvida até 6 de maio. E dependendo da situação, por exemplo, título cancelado ou coleta de biometria, será preciso procurar um cartório eleitoral.
Deixar para a última hora não é uma boa ideia. Foi o que orientou o chefe de cartório da 26ª Zona Eleitoral de Belo Horizonte, Vinícius Ávila.
“O que nós já assistimos há mais de duas décadas é que meados de abril e maio a demanda aumenta substancialmente. Ocorrem filas, são várias esperas, às vezes causando um desconforto para todos. Então o quanto antes todos puderem, venham. É rápido. Em geral dez, 15 minutos, a pessoa já consegue tirar seu título, fazer a transferência de município ou revisar seus dados.”
A mudança de cidade de votação ou do local de votação dentro do mesmo município também precisa ser feita presencialmente no cartório eleitoral. Então busque a página da justiça eleitoral o mais rápido possível, verifique a sua situação e se antecipe. É o que reforça o chefe de cartório eleitoral, Vinícius Ávila.
“Procurem a justiça eleitoral o quanto antes. Nós estamos num momento bem tranquilo em que podemos atender a todos os eleitores uma forma mais confortável, rápida, sem grandes filas ou sem filas, né? Agora no mês de janeiro, fevereiro, março, para que haja fluência, né? Hoje a vida é tempo e perder menos tempo, otimizando as nossas atividades é melhor.
O ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL-SC), manifestou, por meio das redes sociais, sua indignação por não poder visitar o pai, Jair Bolsonaro, mais de duas vezes na semana, e criticou as condições da Polícia Federal (PF) onde o ex-mandatário cumpre pena. “O que ocorreu, na prática, foi apenas o fim da exigência de que a família tivesse de protocolar pedidos sucessivos e aguardar – muitas vezes, em vão – a ‘boa vontade’ do ministro”, afirmou Carlos em publicação no X, após ser impedido de visitar o pai na prisão.
Segundo Carlos Bolsonaro, a Polícia Federal informou que as visitas ocorrem apenas às terças e quintas-feiras, das 9h às 11h, conforme decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. “Hoje, 05 de janeiro de 2026, mesmo diante de um momento extremamente delicado de saúde, o Presidente Jair Bolsonaro continua impedido de receber qualquer membro da família”, escreveu.
Ele também criticou s condições da Polícia Federal (PF) onde o ex-mandatário cumpre pena. “As Superintendências da PF (incluindo Brasília) são destinadas principalmente a presos provisórios e em trânsito, não a condenados definitivos de longo prazo”, escreveu. “Essa chamada sala de Estado-Maior tem um nome bonito e sugere tratamento especial, mas as condições mínimas de dignidade não estão sendo garantidas a uma pessoa de 70 anos de idade, com problemas de saúde relevantes, um ex-Presidente da República”, acrescentou, enfatizando que Bolsonaro, que está com a saúde debilitada, “não está sendo preservado pelo Estado”.
Bolsonaro voltou à custódia da Polícia Federal em 1.º de janeiro, depois de passar uma semana internado para a realização de procedimentos médicos. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, deve deixar o posto ainda neste mês. Ele já disse ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que não pretende continuar à frente da pasta. A informação foi divulgada inicialmente pelo repórter Caio Crisóstomo, de O Bastidor, e confirmada pela Jovem Pan. O ministro e o presidente devem conversar novamente nesta quarta-feira (7), para definir a data da saída.
O ministro, que ficou 17 anos no Supremo Tribunal Federal (STF) antes de assumir a pasta, disse ao presidente que está cansado. Lewandowski tem 77 anos. Integrantes importantes da equipe do ministério, como o secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto, também devem deixar seus cargos.
Dois grandes projetos da Justiça e Segurança Pública tramitam no Congresso: o PL Antifacção, que busca o endurecimento do combate ao crime organizado, e a criação do Sistema Único de Segurança Pública, que visa unificar os sistemas das polícias dos estados. Lewandowski disse a interlocutores que sua missão à frente da pasta foi cumprida.
Com a saída do atual ministro, Lula vai realizar um desejo antigo: dividir a pasta em duas (Justiça/Segurança Pública). O governo já procura nomes para os dois ministérios, mas ainda não fez suas escolhas. O presidente pediu para Lewandowski permanecer no ministério até a definição do(s) substituto(s), que sairá ainda em janeiro.
As inscrições para o novo concurso da Câmara dos Deputados estão abertas. O edital prevê a contratação de 70 servidores, além da formação de cadastro de reserva. As oportunidades são para os cargos de Analista Legislativo e Técnico Legislativo, ambos com lotação em Brasília (DF).
🗓️ Os interessados têm até o dia 26 deste mês para realizar a inscrição. As provas objetiva e discursiva estão marcadas para o dia 8 de março e serão aplicadas em todas as capitais do país.
Um dos cargos ofertados no concurso chama atenção pela remuneração elevada e pelos requisitos mais amplos de formação. Trata-se do posto de Analista Legislativo – especialidade Processo Legislativo e Gestão, que oferece salário de R$ 30.853,99.
O edital também não exige formação em uma área específica para essa função, sendo necessário apenas diploma de graduação em qualquer curso reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC).
A jornada de trabalho é de 40 horas semanais. O profissional deverá permanecer na unidade de sua primeira lotação por, no mínimo, três anos.
Entre as atribuições do cargo estão:
Planejamento, orientação e execução de atividades administrativas e legislativas;
Apoio técnico em áreas como gestão de pessoas, orçamento, finanças, tecnologia da informação, licitações, contratos e comunicação social;
Assistência à Mesa Diretora, às comissões, às lideranças e à administração em temas constitucionais, regimentais e de técnica legislativa;
Elaboração de documentos legislativos e administrativos;
Organização e atualização de dados relacionados a matérias legislativas, administrativas, financeiras e orçamentárias.
Já o cargo de Técnico Legislativo tem remuneração inicial de R$ 21.008,19. As atribuições desse profissional envolvem atividades técnicas relacionadas ao planejamento, ao controle e à execução de trabalhos legislativos e administrativos.
Entre as funções desempenhadas estão o suporte técnico, operacional e material às atividades institucionais da Câmara dos Deputados, além da assistência às unidades administrativas, às comissões, à Mesa Diretora e às lideranças.
O servidor também será responsável pela elaboração e análise de documentos e relatórios, além do desenvolvimento de planos e projetos ligados à gestão de recursos humanos, materiais, orçamentários, financeiros e de informação.
➡️ Para tomar posse, o candidato aprovado deverá ter:
Nacionalidade brasileira ou portuguesa (com direitos políticos reconhecidos);
Estar em dia com as obrigações eleitorais e militares, quando aplicável;
Ter idade mínima de 18 anos na data da posse;
Possuir aptidão física e mental para o exercício do cargo;
Apresentar o diploma de graduação
22 vagas para ampla concorrência;
2 vagas para pessoas com deficiência;
9 vagas para candidatos pretos e pardos;
1 vaga para candidato indígena;
1 vaga para candidato quilombola.
Distribuição de vagas - Do total de vagas imediatas, 35 são destinadas ao cargo de Analista Legislativo e 35 ao de Técnico Legislativo.
Além das vagas imediatas, o concurso também prevê a formação de cadastro de reserva com outras 70 vagas, mantendo a mesma proporção de distribuição.
Inscrições e taxas - As inscrições podem ser feitas até o dia 26 de janeiro de 2026, exclusivamente pelo site do Cebraspe. A taxa de inscrição deve ser paga até 28 de janeiro e varia entre R$ 100 e R$ 130. Candidatos que se enquadram nos critérios do edital, porém, podem solicitar isenção da taxa entre os dias 5 e 12 de janeiro.
Veja o cronograma do concurso:
Período de Inscrições: de 05/01/2026 a 26/01/2026
Solicitação de isenção da taxa de inscrição: 05/01/2026 a 12/01/2026
Data final para pagamento da taxa de inscrição: 28/01/2026
Aplicação das provas objetivas e discursivas: 08/03/2026
Divulgação do padrão preliminar de respostas da prova discursiva: 10/03/2026
Divulgação dos gabaritos oficiais preliminares das provas objetivas: 13/03/2026
Lideranças da direita brasileira apostam que eventual delação do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, atingirá o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros aliados e ex-aliados na América Latina. No momento, trata-se de uma mera esperança, sem base real, que demonstra o desejo de desgastar o petista na tentativa de reeleição após a intervenção dos Estados Unidos em Caracas.
A tese da direita é que uma delação de Maduro revelará possíveis ligações financeiras entre o regime instaurado por Hugo Chávez em 1999 e partidos de esquerda na América do Sul. Conservadores apostam que conseguirão informações sobre operações envolvendo o Brasil, como obras de infraestrutura realizadas na Venezuela.
Além de esperarem uma delação, caciques da direita brasileira avaliam que a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela tira de Lula um dos seus “trunfos” para a eleição de 2026: a aproximação com o presidente norte-americano, Donald Trump. Além de sequestrar o presidente Nicolás Maduro, Washington promete uma longa estadia em Caracas, o que deve prolongar a crise diplomática com governos de esquerda América do Sul.

A avaliação é compartilhada pelo entorno do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência. Segundo aliados do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Lula não poderá vender na campanha uma “boa relação” com Trump enquanto o condena pela intervenção militar na Venezuela.
No último sábado (3/1), logo após os primeiros ataques dos EUA, Lula repreendeu os ataques. “Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, afirmou o petista.
EUA x Venezuela
Os Estados Unidos começaram a atacar embarcações venezuelanas em setembro de 2025, alegando, sem provas, combate a grupos de narcotráfico estabelecidos na Venezuela;
Washington mobilizou uma frota de embarcações, incluindo o maior porta-aviões do mundo, para o mar do Caribe;
O presidente da Venezuela é apontado como chefe do Cartel de los Soles — grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional;
A escalada continuou e resultou num ataque em larga escala, realizado em paralelo a uma operação militar para captura de Maduro e da primeira-dama, Cília Flores.
De uma maneira ou de outra, o entorno da pré-campanha de Flávio entende que a Venezuela assumirá papel central na eleição. Caciques já recomendaram o levantamento de documentos, vídeos e fotos que mostrem a proximidade de Lula com Hugo Chávez, fundador do regime em vigor, e o sucessor dele.
Maduro e Lula, porém, romperam relações em 2024, após o petista não reconhecer o resultado da última eleição na Venezuela, feita sob forte desconfiança internacional. O presidente venezuelano não apresentou as atas do pleito após a votação, mas o Conselho Eleitoral Nacional afirmou que ele venceu a disputa com 51,21% dos votos.
Trunfo com Trump
O Planalto atrela parte da recuperação de popularidade do petista em 2025 ao estabelecimento de uma relação com Trump. Em julho, os EUA impuseram um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, como repressão ao que considerava ser uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro e uma balança comercial “injusta”.
O governo Lula não cedeu, afirmando que se tratava de tentativa de intervenção no processo da trama golpista, pelo qual Bolsonaro foi preso e condenado posteriormente. Um encontro na Assembleia Geral da ONU em setembro, com direito a elogios ao petista, e uma reunião na Malásia em outubro, porém, mudaram a situação.
Trump e Lula passaram a conversar, levando ao alívio do tarifaço, o que por sua vez inviabilizou a atuação do então deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O filho de Bolsonaro tentou instigar Washington a agir contra o governo petista em nome do pai, mas a inflação norte-americana levou o republicano a deixar o ex-presidente de lado.
A situação deu a Lula duas pautas positivas. A primeira, de um comportamento pragmatista para conduzir negócios em nome da economia brasileira. A segunda, de que Bolsonaro está isolado internacionalmente.
A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) apresentou, nesta segunda-feira (5/1), uma denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), acusados por ela de apologia a golpe de Estado. A deputada acusa os parlamentares de incitarem os Estados Unidos a invadirem o Brasil e citou publicações feitas nas redes sociais por eles no último sábado (3/1).
“Ambos, autoridades brasileiras que fizeram um juramento pelo nosso país, estão propondo que os Estados Unidos ataquem a nossa soberania. Não consigo compreender o profundo desejo dessa gente de ser submissa às vontades do presidente de outro país”, declarou a deputada, por meio das redes sociais.
No documento protocolado, a deputada do Psol alega que “a conduta dos representados revela gravidade institucional excepcional, sobretudo quando praticada por agentes políticos que se apresentam publicamente como defensores do patriotismo, ao mesmo tempo em que advogam a atuação repressiva de autoridades estrangeiras sobre o chefe de Estado brasileiro, em ataque à soberania nacional”.
No último sábado, em meio à invasão dos EUA à Venezuela, os parlamentares fizeram comentários em suas redes sociais sobre a situação. Em um post publicado, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez a seguinte declaração: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.
Já Ferreira publicou uma foto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva abraçado com o presidente venezuelano Nicolás Maduro, com a seguinte legenda: “Promoção, prenda 1 e leve 2”. Em outra publicação, ele insinua que os EUA deveriam capturar Lula também.
