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O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), comentou o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar tarifas de 25% a países que mantêm comércio com o Irã. Divulgada na segunda-feira (12/1), a medida ainda não foi oficializada.

De acordo com o vice-presidente, caso a decisão seja formalizada, não deve gerar grandes impactos para a economia brasileira. Ele ressaltou que a relação comercial entre Brasil e Irã é “pequena”, com superávit para o lado brasileiro.

“O Irã é um pequeno participante do comércio exterior brasileiro. Ele está lá no fim da fila, não tem muita relevância. Aliás, somos grandes exportadores, vendemos mais do que compramos deles”, pontuou o vice-presidente em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro.

Alckmin também vê dificuldade na aplicação das tarifas a todos os países que fazem negócios com o Irã, sobretudo os europeus. O Brasil aguarda a publicação da Ordem Executiva para analisar eventuais medidas.

“A gente exporta US$ 2,5 bilhões, e eles (Irã) não exportam nem US$ 200 milhões. Mas não vejo relação [sobre as negociações do tarifaço] e acho que a questão da ‘supertarifação’ é difícil de ser aplicada porque você teria de aplicar em mais de 70 países do mundo, inclusive países europeus”, observou Alckmin.

Tarifas

A imposição da tarifa de 25% faz parte das medidas de retaliação econômica dos EUA contra Teerã, em meio ao acirramento dos protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei. Um dos motivos para o aumento nas tensões internas é uma crise econômica, resultado de décadas de sanções internacionais.

“Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todas as transações comerciais realizadas com os Estados Unidos”, disse o presidente dos EUA em um comunicado divulgado na rede social Truth. “Esta ordem é final e irrecorrível”, acrescentou.

Segunda maior economia do planeta, a China anunciou, nesta quarta-feira (14/1), o maior superávit comercial já registrado por um país na história, mesmo após a correção pela inflação.

De acordo com os dados divulgados pela Administração Geral Aduaneira do gigante asiático, o superávit chinês foi de US$ 1,19 trilhão no ano passado. O resultado representou um crescimento de 20% em relação a 2024.

O superávit comercial ocorre quando a balança comercial de um país é positiva – ou seja, quando o valor das exportações supera o das importações.

Quando acontece o contrário, há déficit.

Quando há superávit, um país exporta mais bens e serviços do que importa em um determinado período.

Na prática, ele arrecada mais com vendas externas do que gasta com compras internacionais, fortalecendo sua economia e atraindo moeda estrangeira.

Tarifaço não impediu recordes

O saldo positivo da balança comercial da China já havia ultrapassado US$ 1 trilhão em novembro do ano passado, segundo os dados oficiais. Em dezembro, o superávit foi de US$ 114,14 bilhões, com aumento das exportações direcionadas para União Europeia, África, América Latina e sudeste asiático.

O bom desempenho da balança comercial chinesa se deu apesar do tarifaço comercial imposto pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no ano passado. Em 2025, as medidas determinadas por Trump levaram a uma redução no superávit da China com os EUA em 22%.

Mesmo com as tarifas, houve um aumento nas vendas das fábricas da China para outros países. Outro fator determinante para o superávit histórico foi a estabilidade das importações, que praticamente não variaram no decorrer do ano.

Diante de uma menor capacidade de absorção do mercado interno, grande parte da produção chinesa foi direcionada ao exterior.

Apesar do acordo firmado entre o líder chinês, Xi Jinping, e Donald Trump, em outubro, para encerrar a guerra comercial entre dois países, as tarifas dos EUA permanecem elevadas sobre a China. As taxas médias em cima das exportações chinesas estão, atualmente, em torno de 37%, segundo dados do Urban-Brookings Tax Policy Center.

A defesa voltou a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a concessão de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro, por motivos de saúde, diante de enfermidades sofridas pelo político de 70 anos, incluindo as consequências de uma queda recente.

Bolsonaro foi condenado em setembro pela Primeira Turma do Supremo a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de estado. Desde então, os advogados tentaram diversas vezes convencer o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, a conceder prisão domiciliar humanitária para ao ex-presidente, todas sem sucesso.

No pedido mais recente, a defesa cita “riscos clínicos concretos e reiteradamente advertidos pela equipe médica”. Tais riscos deixaram de ser projeções e se tornaram “realidade objetiva”, escreveram os advogados.

Preso na Polícia Federal “Nesse contexto, a prisão domiciliar não se apresenta como medida de conveniência ou favor, mas como única forma juridicamente adequada de compatibilizar a execução da pena com a preservação mínima da saúde e da vida do apenado”, alega a defesa.

Bolsonaro está preso em uma sala nas instalações da Polícia Federal (PF), em Brasília, desde 22 de novembro, quando tentou violar a tornozeleira eletrônica que utilizava.

Desde então, obteve mais de uma vez autorização para ser deslocado sob escolta até um hospital particular, inclusive para a realização de uma cirurgia de correção de hérnia inguinal.

Outra ida ao hospital ocorreu após uma queda dentro da sala especial em que Bolsonaro está preso, em 7 de janeiro, quando o ex-presidente foi autorizado a realizar exames que confirmaram um traumatismo craniano leve.

Isonomia - Em todas as ocasiões, contudo, Moraes entendeu não haver justificativa para a concessão da prisão domiciliar. Na visão do ministro, a legislação não permite a concessão do benefício a Bolsonaro, uma vez que a equipe médica da PF assegura ter condições de prestar atendimento adequado ao preso.

No pedido protocola na noite de terça-feira (13), a defesa de Bolsonaro pediu ainda isonomia em relação ao tratamento dado ao ex-presidente Fernando Collor, que teve concedido o benefício de prisão domiciliar uma semana após ter sido preso, depois de comprovar enfermidades como transtorno de personalidade e humor.

Bolsonaro sofre de diversas enfermidades relacionadas a uma facada que tomou na barriga durante a campanha eleitoral de 2018 e teria condições de saúde “ainda mais graves” que Collor, alegou a defesa do ex-presidente.

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (14/1) mostra que o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) tem se firmado na oposição e aparece com 23% dos votos, atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 39% das intenções de votos.

Dessa forma, segundo os responsáveis pelo levantamento, “Flávio se consolida na oposição” a Lula neste momento.

O cenário levaria o pleito a um segundo turno, no qual Lula poderia levar o Palácio do Planalto pela quarta vez, com diferença de sete pontos percentuais.

Em um segundo turno em que seria disputado pelo petista e pelo bolsonarista, Lula aparece com 44% das intenções de voto, e Flávio, com 38%.

Ainda assim, a maioria dos eleitores acredita que um candidato com o nome Bolsonaro tem menos chance do que outros oposicionistas. “(Até) 43% acham que um candidato da oposição fora da família poderia vencer Lula, mas só 34% acham que alguém com o sobrenome Bolsonaro seria eleito”, diz a pesquisa.

Na mesma pesquisa Genial/Quaest, o governo Lula (PT) é desaprovado por 49% dos eleitores e aprovado por 47%. Outros 4% não souberam ou optaram por não responder.

A coleta dos dados foi feita de 8 a 11 de janeiro. O público alvo é de 16 anos ou mais. A margem de erro é estimada em 2 pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%.

A Argentina terminou 2025 com uma inflação acumulada de 31,5%, o menor índice anual registrado no país em oito anos, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) divulgado nesta terça-feira (13/1) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).

De acordo com o órgão, a inflação de novembro de 2025 foi de 2,5%, e o acumulado do ano até aquele mês chegou a 27,9%. Na comparação interanual, a alta dos preços ficou próxima de 31,5%, conforme estimativas finais por regiões e categorias de consumo.

O resultado consolida uma trajetória de desaceleração inflacionária após anos de forte instabilidade econômica e perda do poder de compra da população. No entanto, os números mostram que o país, comandado por Javier Milei desde dezembro de 2023, ainda apresenta um cenário econômico frágil.

Pressão sobre os preços

Entre os grupos que mais pressionaram a inflação argentina em 2025 estão habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis, além de transporte, impactado por reajustes de tarifas e combustíveis.

Itens como vestuário e equipamentos para o lar apresentaram variações mais moderadas ao longo do ano.

No recorte por categorias, os preços regulados — que incluem tarifas públicas e serviços com forte intervenção do Estado — lideraram os aumentos.


				Argentina fecha 2025 com inflação em 31,5%, a mais baixa em oito anos
Gabriel Luengas/Europa Press via Getty Images

Crise econômica

A desaceleração inflacionária ocorre após um longo período de crise financeira, marcada pela desvalorização do peso, controle cambial, escassez de reservas internacionais e sucessivas renegociações da dívida externa.

Em 2025, o governo argentino adotou ajustes fiscais, contenção de gastos públicos e maior controle sobre a emissão monetária, além de políticas para reorganizar subsídios e tarifas.

Embora essas medidas tenham contribuído para frear a inflação, especialistas alertam que o custo social foi elevado, com impacto direto sobre o consumo das famílias e o nível de atividade econômica.

Após as ameaças do presidente americano, Donald Trump, de intervir diante da repressão à onda de protestos que já deixou mais de 2,5 mil mortos no Irã, o país informou aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio de que atacará bases americanas em seus territórios caso Washington realize uma ofensiva contra Teerã, segundo a agência de notícias Reuters.

A agência informou que um alto funcionário iraniano afirmou nesta quarta-feira (14) sob condição de anonimato, que Teerã pediu aos aliados dos EUA na região que “impedissem Washington de atacar o Irã”.

De acordo com a reportagem, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Turquia estão entre os países alertados sobre possíveis ataques. A autoridade iraniana também disse à Reuters que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, e o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, suspenderam as conversas diretas após o aumento das tensões.

Ainda segundo a Reuters, Israel já está ciente de que Trump pretende intervir no Irã, mas não há definição sobre o alcance nem o momento dessa ação. No ano passado, israelenses e iranianos travaram uma guerra que durou 12 dias.

A agência disse ainda que a mídia estatal iraniana informou que o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, conversou com o ministro das Relações Exteriores do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani. Já Araqchi conversou com os ministros de Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Abdullah Bin Zayed Al Nahyan, e da Turquia, Hakan Fidan.

Em entrevista à emissora CBS News, Trump afirmou na terça-feira, 13, que irá intervir caso o Irã comece a enforcar manifestantes. “Tomaremos medidas muito enérgicas se eles fizerem isso”, disse. Ele não especificou quais ações pretende adotar, mas alertou que não descarta o uso da força militar.

“Não queremos que se repita o que está acontecendo no Irã”, disse Trump. “E sabe, se eles querem fazer protestos, tudo bem, mas quando começam a matar milhares de pessoas, e agora você me fala em enforcamento – vamos ver como isso vai acabar para eles. Não vai acabar bem.”

Entidades ligadas aos direitos humanos disseram o jovem Erfan Soltani, de 26 anos, será executado nesta quarta-feira. Ele foi preso no dia 8 de janeiro, em casa, após participar das manifestações contra o governo iraniano.

Os EUA têm bases espalhadas pelo Oriente Médio, incluindo a sede do quartel-general da Quinta Frota da Marinha dos EUA, no Bahrein, e a Base Aérea de Al Udeid, no Catar. No ano passado, após os EUA atacarem instalações nuclearas iranianas, Teerã reagiu lançando mísseis contra a Base Aérea de Al Udeid.

governo brasileiro divulgou nesta terça-feira (13) nota oficial em que afirma acompanhar com preocupação as manifestações no Irã.

Os protestos começaram em 28 de dezembro em resposta ao aumento dos preços do custo de vida no país. Depois, os manifestantes se voltaram contra os governantes clericais que governam o Irã desde a Revolução Islâmica de 1979. A moeda rial do Irã perdeu quase metade de seu valor em relação ao dólar em 2025, com a inflação chegando a 42,5% em dezembro, em um país que enfrenta sanções dos Estados Unidos e ameaças de ataques israelenses.

Em resposta aos protestos, que já se estendem a todo o país, as autoridades iranianas têm respondido com força letal perante a população. Segundo organizações não-governamentais, há registro de pelo menos 600 mortes.

No comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil lamenta as mortes e defende a soberania dos iranianos para decidir os rumos do país.

“Ao sublinhar que cabe apenas aos iranianos decidir, de maneira soberana, sobre o futuro de seu país, o Brasil insta todos os atores a se engajarem em diálogo pacífico, substantivo e construtivo”, diz a nota.

O governo brasileiro informa que, até o momento, não há registro de brasileiros entre mortos e feridos. A embaixada em Teerã está atendendo a comunidade brasileira no Irã.

Entenda protestos no Irã

Autoridades iranianas acusam os EUA e Israel de fomentar os protestos e ameaçaram atacar bases norte-americanas.

O presidente do Irã Masoud Pezeshkian afirmou que protestos pacíficos são tolerados no país, mas que os distúrbios recentes são provocados por “terroristas do estrangeiro”, para justificar uma invasão pelos EUA e por Israel.

Donald Trump tem ameaçado fazer uma intervenção no Irã, com forças militares. Nesta segunda-feira (12), ele anunciou que irá impor tarifa de 25% sobre “qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã”.

Se a medida for levada adiante, o Brasil pode ser afetado. O anúncio de Trump acendeu um alerta sobre possíveis impactos ao comércio brasileiro, sobretudo no agronegócio, principal beneficiário da relação com Teerã. O governo federal aguarda a publicação da ordem executiva americana para se posicionar.

O Brasil manteve um comércio de quase US$ 3 bilhões com o Irã em 2025, apesar de o país persa representar apenas 0,84% das exportações brasileiras.

O ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, deve deixar o comando da pasta para disputar cadeira no Senado Federal durante as eleições. Ele se reúne com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na quarta-feira (14), no Palácio do Planalto, em Brasília. A saída do Executivo será o principal assunto do encontro.

A saída de Silvio Costa Filho marca a 16ª troca no alto escalão do governo Lula. Devido às eleições, os ministros Waldez Goés (Integração e Desenvolvimento Regional), Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), Jader Filho (Cidades), Camilo Santana (Educação) e Renan Filho (Transportes) devem deixar seus cargos para participar do pleito em outubro. Ao PlatôBRGleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, confirmou que pedirá exoneração do Executivo para disputar reeleição de deputada federal pelo Paraná. Em dezembro, o ministro André de Paula, da Pesca e Aquicultura, declarou que vai concorrer a vaga na Câmara dos Deputados por Pernambuco.

O futuro do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), ainda é incerto. Caso não continue na chapa com Lula para reeleição ao Planalto, ele deve sair candidato em algum cargo por São Paulo. Segundo apuração do jornalista André Anelli, da Jovem Pan, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve deixar a pasta para cuidar da agenda econômica na campanha do chefe do Executivo.

Silvio Costa Filho chegou ao Executivo em setembro de 2023, momento em que o petista fez uma reforma na sua Esplanada para ampliar a presença do Centrão no governo. O ministro substituiu Márcio França, remanejado para o então recém-criado Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.

Atualmente licenciado da Câmara dos Deputados, Silvio Costa Filho conquistou assento na Casa Baixa do Congresso pela primeira vez nas eleições de 2018, com 109.185 dos votos em Pernambuco. Em 2022, foi reeleito com 162.056 dos votos.

presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 50% dos eleitores e aprovado por 47%, aponta pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta terça-feira (13). A diferença está dentro da margem de erro, de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos. Não souberam responder somam 3%.

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas por meio de entrevistas por telefone entre os dias 8 e 12 de janeiro. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06731/2026.

O levantamento também mediu a avaliação do governo e mostrou que o conceito negativo predomina. Ao serem questionados, 15% dos entrevistados responderam que o governo é ótimo; 20% disseram que é bom; 20,5% consideram a gestão regular; 18,6%, ruim; e 22,8%, péssimo. Não souberam responder somaram 3,2%.

Na soma, ótimo/bom representam 35%, regular 20,5% e ruim/péssimo 41,4%.

Ao destrinchar a avaliação por áreas, a segurança pública é a que tem o pior resultado, com 25,6% de ótimo/bom, 22,4% de regular e 48,7% de ruim/péssimo. Não souberam responder somaram 3,4%.

Já a gestão econômica do governo é considerada ótima ou boa por 32,2%, regular por 21,5% e ruim ou péssima por 43,4%. Não souberam somaram 3,1%.

Na saúde, o governo é visto como ótimo/bom por 32,1%, regular por 23,2% e ruim/péssimo por 41,5%. Não souberam 3,4%.

A educação é avaliada como ótima ou boa por 37,9%; regular por 20,2%; e ruim ou péssima por 39,1%. Não souberam 3%.

 

Portugal vive os últimos dias antes das eleições presidenciais, marcadas para este sábado (18/1). O pleito vai definir o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém. Ao todo, 11 candidatos estão oficialmente na corrida — o maior número desde a redemocratização no país europeu — e as sondagens indicam que um segundo turno, em 8 de fevereiro, é provável. A nova rodada ocorrerá caso nenhum nome alcance mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno.

Apesar de 11 candidaturas terem sido validadas pelo Tribunal Constitucional, o boletim de voto terá 14 nomes.

Três candidatos — Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa — foram excluídos por irregularidades na documentação, mas permaneceram na cédula porque não houve tempo hábil para reimpressão, segundo a Comissão Nacional de Eleições (CNE).


Saiba quem são os candidatos à Presidência de Portugal

A disputa reúne políticos experientes, figuras militares, nomes ligados à cultura e candidatos independentes, refletindo um cenário fragmentado e imprevisível:


Portugal vai eleger novo presidente. Conheça os 11 candidatos - destaque galeria
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Jorge Pinto (Livre) – Deputado e doutor em Filosofia Política, é o mais jovem candidato, com 38 anos.

André Pestana – Professor e líder sindical, ficou conhecido pela atuação no movimento S.T.O.P. e concorre sem apoio partidário.

Disputa pulverizada

Para vencer já no primeiro turno, o candidato precisa obter mais de 50% dos votos válidos, excluídos os brancos. Analistas apontam que a pulverização do eleitorado e o elevado número de concorrentes tornam improvável uma vitória imediata, reforçando a expectativa de segundo turno entre os dois mais votados.

A campanha oficial começou em 4 de janeiro e termina no dia 16, com o dia 17 reservado à reflexão. O voto antecipado já mobiliza milhares de eleitores, inclusive portugueses no exterior e cidadãos que não estarão em seus locais de residência no dia da votação.

Caso confirmado, o segunto turno ocorrerá em 8 de fevereiro, conforme determina a legislação eleitoral portuguesa.

Nos últimos dias, os candidatos intensificam as caravanas pelo interior do país, com agendas concentradas em feiras, arruadas e visitas a instituições sociais. Distritos como Vila Real, Bragança, Castelo Branco e Évora tornaram-se pontos-chave da mobilização eleitoral.

Ao todo, cerca de 11 milhões de eleitores estão aptos a votar. A eleição marca o fim de um ciclo político em Portugal e é vista pelo presidente cessante como uma oportunidade de renovação.

Um grupo de congressistas da CPMI do INSS no Congresso Nacional pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que impeça o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, de sair do Brasil. O pedido foi articulado pelo líder do Partido Novo, Marcel Van Hattem (RS), e assinado pelo relator do colegiado, Alfredo Gaspar (União-AL), entre outros. Lulinha é filho do presidente Lula (PT).

Ao STF, os parlamentares pediram a retenção do passaporte de Lulinha e a monitoração eletrônica por meio de tornozeleira. Além de Van Hattem e Gaspar, assinam o pedido os deputados Luiz Lima (Novo-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP), e os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Rogério Marinho (PL-RN).

Na representação, os congressistas pedem ao ministro André Mendonça, do STF, que tome medidas para impedir que Lulinha deixe o Brasil em direção à capital da Espanha, Madri. Lulinha vive na capital europeia desde meados deste ano.

Como mostrou a coluna, o filho do presidente Lula (PT) veio ao Brasil para as festas de fim de ano, mas está prestes a retornar ao país da Península Ibérica. O motivo é o retorno das aulas dos filhos: o calendário das escolas na Comunidade de Madri geralmente prevê uma semana de descanso no fim do ano, até os dias 7 ou 8 de janeiro.

Recentemente, o nome de Lulinha passou a ser citado na CPMI por conta do depoimento de Edson Claro, ex-funcionário do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.

À Polícia Federal, Claro disse que o Careca pagava uma “mesada” de R$ 300 mil a Lulinha. O objetivo seria que o filho do presidente abrisse portas para uma empresa de cannabis medicinal dele, a Cannabis World.

A partir do depoimento de Claro, a Polícia Federal passou a investigar o eventual envolvimento de Lulinha com o Careca do INSS. A corporação já descobriu, por exemplo, que os dois viajaram juntos no mesmo voo para Portugal.

No fim do ano passado, a oposição tentou aprovar na CPMI um pedido de convocação de Lulinha, mas o requerimento foi derrotado pela tropa de choque do governo. Após a revelação dos depoimentos de Edson Claro, novos requerimentos de convocação foram apresentados ao colegiado.

O deputado federal Rafael Brito (MDB-AL) participou da solenidade de assinatura da ordem de serviço para a pavimentação de oito ruas do bairro Cabreiras, em Marechal Deodoro. A obra só será possível em razão do empenho de R$ 2,5 milhões por meio de emenda parlamentar, reforçando o compromisso com o desenvolvimento urbano e a melhoria da qualidade de vida da população.

A iniciativa é resultado de uma parceria sólida com o prefeito André Bocão, que tem garantido a execução de obras estruturantes no município. A pavimentação vai beneficiar diretamente moradores da região, proporcionando mais mobilidade, segurança e valorização dos espaços urbanos.

Durante o ato de assinatura, Rafael Brito destacou a importância do trabalho conjunto entre os poderes para levar resultados concretos à população. “Esse investimento é fruto de diálogo, planejamento e compromisso com Marechal Deodoro. Seguimos trabalhando para garantir mais infraestrutura e dignidade para quem vive aqui”, afirmou o parlamentar.

Somente em 2025, o mandato de Rafael Brito já destinou cerca de R$ 12 milhões para Marechal Deodoro. Os recursos têm sido aplicados em obras estruturantes, como pavimentação e drenagem, além de investimentos voltados à habitação, com a previsão de construção de cerca de mil moradias por meio do programa Minha Casa, Minha Vida.

O prefeito André Bocão ressaltou a importância da parceria com o deputado. “Rafael Brito é um aliado fundamental de Marechal Deodoro. Esses investimentos fazem a diferença na vida das pessoas e ajudam a cidade a avançar”, destacou.

A nova obra no bairro Cabreiras integra um conjunto de ações que consolidam Marechal Deodoro como uma das prioridades do mandato do deputado federal, com foco em infraestrutura, desenvolvimento urbano e inclusão social.

O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra) articula uma brigada de apoiadores para ser enviada à Venezuela e defender o regime chavista diante de um ataque dos Estados Unidos.

O movimento já tem, há mais de vinte anos, representantes no país em um programa associado ao governo venezuelano, com foco na produção de produtos orgânicos e na agricultura familiar.

A iniciativa se insere em um pacote de medidas que o movimento prepara com o objetivo de manifestar solidariedade ao chavismo e pedir a libertação de Nicolás Maduro.

Uma delas, por exemplo, é a organização de um boletim diário chamado “Venezuela em Foco”, com informações verificadas sobre a conjuntura atual da Venezuela e, segundo o MST, para combater a desinformação acerca do país.

Outra é um calendário de ações neste mês para debater a situação da Venezuela.

No dia 17 de janeiro, por exemplo, haverá a Plenária Nacional de Mobilização, com o tema “Liberdade para Maduro e Cília, já! Fora Trump da América Latina!”.

Entre 19 e 23 de janeiro ocorrerão plenárias estaduais de mobilização para o dia 28 de janeiro, escolhido para ser o “Dia Continental de Mobilização — Liberdade para Maduro e Cília, já! Fora Trump da América Latina”.

No dia 20 de janeiro haverá o “Dia de conscientização nas redes, nos meios de comunicação e nos territórios das organizações”, com a campanha “Fora Trump da América Latina”, em diálogo com as mobilizações massivas previstas nos Estados Unidos contra Trump.

A partir de fevereiro, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), viajará pelo Brasil para divulgar o programa “Governo do Brasil na Rua”.

Boulos deverá percorrer os 26 estados do país e o Distrito Federal até o dia 26 de junho. A viagem começará por Macapá e Porto Alegre. Antes do carnaval, o ministro desembarcará em Palmas e Teresina e, depois, Goiânia, Vitória, Natal, Rio de Janeiro e Belém.

O programa Governo na Rua abrange iniciativas de 11 ministérios, com o objetivo de explicar projetos à população, com busca ativa de possíveis beneficiários de ações do governo, a exemplo do Acredita, Pé de Meia, Reforma Casa Brasil e Aqui Tem Especialistas.

A estratégia prevê ainda que o ministro participe de entrevistas a rádios e TVs locais para reforçar a comunicação das ações do governo e reuna-se com lideranças de movimentos sociais.

Ao nomeá-lo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Lula pediu a Boulos para reforçar a ligação do governo com bases sociais e movimentos populares. Além de aumentar a presença da militância nas ruas, o ministro tem como desafio fortalecer a conexão entre governo e eleitores afastados da base, especialmente, em periferias.

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, nesta segunda-feira (12/1), ter “inveja” do presidente afastado da Venezuela, Nicolás Maduro. A declaração foi feita ao comparar os locais onde o venezuelano e o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), estão presos, nos Estados Unidos e em Brasília, respectivamente.

“Quando vemos esse tipo de imagem, em que ele [Maduro] pode circular por um espaço tão amplo, eu começo a comparar com o meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos de prisão por uma suposta tentativa de golpe, em um dia em que nenhuma arma foi apreendida, nenhum tiro foi disparado, e em 8 de janeiro de 2023, quando meu pai estava literalmente na Disney, em Orlando”, declarou Eduardo em um vídeo gravado em inglês e publicado no X (antigo Twitter), com legendas em português.

Maduro foi capturado pelo governo norte-americano em Caracas, capital da Venezuela, no início do mês. Ele está detido em uma penitenciária federal no Brooklyn, em Nova York (EUA), frequentemente descrita como “precária”, “violenta” e “um inferno na Terra”. Conhecida como “prisão dos famosos”, a unidade abriga mais de 1,3 mil detentos e já teve um brasileiro de grande notoriedade entre seus internos, entre 2018 e 2020.

No vídeo, Eduardo afirmou ainda que tem “inveja de Maduro porque, quando se imagina que algo possa acontecer com ele, é certo que receberá assistência médica adequada”.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no âmbito da trama golpista. O ex-mandatário está detido na Superintendência da Polícia Federal.

A rotina sob custódia do ex-presidente inclui o recebimento de refeições particulares, enviadas por Michelle Bolsonaro, atendimento médico por profissionais da PF, banhos de sol de até duas horas e visitas de parentes e advogados nas terças e quintas-feiras.

O espaço, de acordo com a PF, tem 12 metros quadrados e passou por melhorias para receber o ex-presidente. A sala onde Jair Bolsonaro está preso tem ar-condicionado, frigobar, cama de solteiro, televisão e um banheiro próprio.

A Polícia Federal (PF), com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil (RFB), deflagrou nesta terça-feira (13/1) a 9ª fase da Operação Overclean, que apura a atuação de organização criminosa suspeita de desviar recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, além de práticas de corrupção e lavagem de dinheiro.

Nesta etapa, os investigadores cumprem nove mandados de busca e apreensão na Bahia e no Distrito Federal. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por autorizar as medidas no inquérito que tramita na Corte.

O principal alvo da nona fase da Operação Overclean é o deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA). A PF cumpriu mandado de busca e apreensão no apartamento funcional utilizado pelo parlamentar, em Brasília.

Por determinação do STF, também foi realizado o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas.

A medida busca interromper a circulação de valores considerados de origem ilícita e garantir a preservação de bens para eventual ressarcimento aos cofres públicos.

De acordo com a Polícia Federal, as apurações indicam um esquema estruturado para direcionar e desviar recursos públicos, com indícios de pagamento de vantagens indevidas, fraudes em procedimentos licitatórios e posterior ocultação do dinheiro por meio de mecanismos de lavagem.


				PF deflagra nova fase da Overclean. Deputado Félix Mendonça é alvo
Divulgação/Câmara dos Deputados

Os investigados poderão responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro. As apurações seguem em andamento, e novas fases não estão descartadas.

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