
Mais de 229 mil eleitores de Alagoas que não votaram nem justificaram sua ausência às urnas por três eleições estão com o título eleitoral cancelado.
O prazo dado pela Justiça Eleitoral para que ocorra a regularização acaba no dia 06 de maio. Para se regularizar, o eleitor deve acessar o portal do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL), emitir a guia de pagamento de multas e fazer a solicitação de regularização através do AutoAtendimento ao Eleitor. Os cartórios eleitorais de todo o Estado também estão atendendo presencialmente, das 7h30 às 13h30, através de sistema de agendamento no portal do TRE/AL.
Dados oficiais do TRE apontam que 229.547 eleitores alagoanos precisam regularizar sua situação. “O caso específico desses eleitores com os títulos cancelados muito nos preocupa, tendo em vista faltam menos de quatro meses para o prazo final para esta regularização, que é o dia 06 de maio. É um número elevado de pessoas e, creio, que grande parte não sabe nem que se encontra nessa situação com a Justiça Eleitoral”, disse o desembargador Alcides Gusmão da Silva, presidente do TRE/AL.
Consulta da situação eleitoral e regularização
Caso o eleitor tenha dúvidas sobre a regularidade do seu título, basta acessar o site www.tre-al.jus.br e acessar o link “Eleitor/Eleições”. Após, na opção “AutoAtendimento ao Eleitor”, basta seguir o passo a passo, emitir e pagar as multas e, posteriormente, preencher o formulário para a regularização. A análise da solicitação por parte da Justiça Eleitoral dura em média cinco dias úteis.
Caso o eleitor queira apenas consultar sua situação eleitoral, pode fazer o download gratuito do aplicativo e-Título, onde aparecerá se o eleitor está em situação irregular ou regular com a Justiça Eleitoral.
Documento importante para a maioria dos brasileiros
Entre os impedimentos para o eleitor que não regularizar sua situação estão: obter passaporte ou carteira de identidade, participar de concorrência pública ou administrativa da União, obter empréstimos bancários, inscrever-se e tomar posse em cargo ou função pública, renovar matrícula em estabelecimento de ensino, praticar qualquer ato para que se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda e obter certidão de quitação eleitoral ou qualquer documento perante repartições diplomáticas.
Novos dados da última pesquisa Atlas/Intel divulgados nesta quinta-feira (22) mostram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), líder nas intenções de voto, enfrenta dificuldades para conquistar os eleitores mais jovens. Segundo os dados, 75,5% dos entrevistados na faixa dos 16 a 24 anos desaprovam o atual governo.
O número é um pouco maior do que a rejeição entre os evangélicos (74,2%), demografia já identificada como um problema para o PT. O partido tenta, nos últimos anos, acenar para os protestantes, geralmente mais conservadores.
A rejeição entre os mais jovens, no entanto, é novidade: fundado em 1980, o PT sempre contou com a popularidade entre os jovens. Foram eles, junto com sindicalistas e intelectuais, que fomentaram o crescimento do partido na redemocratização e que credenciaram a ascensão de Lula ao Planalto.
Mais desiludida e mais conservadora, a atual geração de jovens já nasceu com partido consolidado entre os maiores do país. Também cresceu vendo o PT no poder. Por isso, não enxerga a sigla como uma forma de mudança. A forma de o partido se comunicar, mais analógica, também é vista como um entrave para penetrar nas gerações Z e Alpha.
Jovens de 16 a 24 anos são a demografia que mais rejeita o governo Lula
Apesar disso, o trabalho de Sidônio Palmeira à frente da comunicação do governo é considerado exitoso. De acordo com congressistas do PT, o ministro tem conseguido levar a mensagem do governo para fora da “bolha da esquerda”. No entanto, admitem que a direita continua muito à frente na guerra narrativa travada nas redes sociais.
O governo aposta na pauta do fim da escala 6×1 para conquistar mais votos entre os mais jovens. Internamente, congressistas dizem que um avanço significativo ainda em 2026 é muito difícil, no entanto, a estratégia é insistir no assunto para ganhar mais popularidade.
Nas disputas de 1º turno, Lula marca de 48% a 49% das intenções de voto em todos os cenários. Nas pesquisas de 2º turno, Lula estaciona nos 49%, ainda na frente de todos os potenciais adversários, mas escancarando a dificuldade que o petista tem de convencer eleitores de outros candidatos ou indecisos.
O levantamento também questionou os eleitores sobre quais candidatos eles “não votariam de jeito nenhum”. Lula foi o segundo mais rejeitado, com 49,7%. Ele só ficou atrás do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que, apesar de inelegível, foi rejeitado por 50% dos entrevistados.
Os números acenderam um alerta em líderes governistas. Lula não tem conseguido transformar as recentes agendas positivas na economia – como desemprego recorde, inflação dentro da meta e aprovação da isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000, além do protagonismo internacional com a queda do “tarifaço” de Trump – em intenções de voto.
De 15 a 20 de janeiro, o instituto Atlas/Intel entrevistou 5.418 pessoas por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 15 de janeiro de 2026 com o número BR-02804/2026.
O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, negou que haja tensão entre a família Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. “Tudo fofoca, estamos juntos”, disse à Jovem Pan. “Tarcísio faz parte do time de Bolsonaro”, afirmou.
Conforme mostrou a Jovem Pan, o cancelamento da visita do governador de São Paulo à Jair Bolsonaro, preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, aconteceu por contada pressão que o governador tem sofrido de parte da direita, inclusive dos filhos mais velhos do ex-presidente: o senador Flávio Bolsonaro, e o ex-vereador Carlos Bolsonaro.
Segundo aliados, Tarcísio enxergou uma espécie de “armadilha” em uma declaração dada por Flávio, que disse que o governador de São Paulo deveria focar na reeleição. Apesar das supostas desavenças, Tarcísio segue reafirmando sua lealdade a Bolsonaro.
Ele deveria visitar o ex-presidente nesta quinta-feira (22), mas , na terça-feira (20), por meio de uma nota, o Palácio dos Bandeirantes informou que o governador cancelou a visita alegando “compromissos oficiais em São Paulo”.
Valdemar Costa Neto disse à Jovem Pan que analisou o adiamento da visita como “um problema de força maior”.
As tensões entre Tarcísio e a direita, se dá porque aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro acreditam que o governador de São Paulo não estaria dando o apoio necessário para a pré-candidatura de Flávio à presidência.
Na semana passada, uma publicação da esposa de Tarcísio, Cristiane Freitas, deixaram Tarcísio na mira dos aliados de Bolsonaro. Em uma postagem, ela disse que a chegada de um novo “CEO” no Planalto que faria uma “reforma administrativa” e adotaria um plano econômico diferente da atual gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O post chegou a ser curtido por Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, atacada pela ação. “Pessoas amargas, como esse ser, apressam-se em julgar, em apontar (como ele diz) o que acha que é verdade ou, por conveniência, repete o que lhe mandam repetir: é um boneco ventríloquo”, escreveu o influenciador Allan dos Santos. Em resposta, Michelle disse não ter interpretado o comentário de Cristiane como sendo Tarcísio “o tal CEO”. “Todos sabemos que precisa mesmo! Preferencialmente, Jair Bolsonaro”, argumentou a presidente do PL Mulher.
Flávio Bolsonaro também comentou sobre o ocorrido e argumentou que sempre vai buscar a unidade. “Tem uma situação concreta que está colocada: sou o pré-candidato indicado pelo presidente Bolsonaro. E não vai ter outra possibilidade A minha pré-candidatura é uma coisa que não tem volta. Não tem página virada”, afirmou.
Para além dos episódios recentes, Tarcísio já tinha sido alvo de críticas da direita ao criticar o tarifaço de Donald Trump.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se a favor da redução da pena imposta ao ex-deputado federal Roberto Jefferson. Ele cumpre prisão domiciliar desde maio do ano passado, após passar quase dois anos sob custódia em hospital, internado.
No parecer enviado na segunda-feira, 19, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirma que parte da condenação perdeu validade por causa do tempo decorrido entre o recebimento da denúncia e a publicação da decisão final.
Segundo a PGR, dois crimes pelos quais Jefferson foi condenado, calúnia e incitação ao crime, não podem mais ser punidos e devem ser retirados do cálculo da pena.
Além da redução, a PGR defende que o tempo que Roberto Jefferson já passou preso desde agosto de 2021, inclusive em prisão domiciliar, seja descontado da pena. Na prática, isso significa que mais de quatro anos já cumpridos devem entrar na conta do tempo total da condenação.
Além disso a PGR defende redução dos prazos prescricionais pela metade, já que Roberto Jefferson tinha mais de 70 anos à época do julgamento. Com isso, a punição total cairia de nove anos, um mês e cinco dias para cerca de sete anos e seis meses de prisão
Resta agora ao STF verificar se Jefferson manteve boa conduta durante o período em que esteve sob custódia. Para isso, o procurador-geral pediu que o Supremo solicite informações à Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro e à Justiça Federal sobre o comportamento do réu.
Agora, a decisão caberá a Moraes.
Roberto Jefferson foi condenado pelo plenário do STF em dezembro de 2024 a nove anos de prisão por abolição violenta ao Estado Democrático de Direito, calúnia, homofobia e incitação ao crime.
Após críticas públicas do líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), o presidente do Republicanos, Marcos Pereira (Republicanos-SP), rebateu o parlamentar e saiu em defesa do chefe do Executivo estadual.
Nas redes sociais, nessa quinta-feira (22/1), Pereira respondeu ao líder do PL: “Diferentemente de outros partidos, nunca constrangemos o governador, nunca o expusemos publicamente e nunca foi necessário emitir carta para ‘acalmar’ nossa bancada. Nossa atuação sempre foi de lealdade, responsabilidade e estabilidade política — na Alesp e no Congresso Nacional”.
Na mensagem endereçada ao líder do PL, o líder de centro acrescenta que “o Republicanos não faz política no grito, nem cria crises para aparecer. Atua com seriedade, previsibilidade e compromisso com a governabilidade”.
Em pronunciamentos recentes, Cavalcante afirmou que Tarcísio não é o candidato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para uma vaga no Planalto e criticou a falta de apoio do republicano ao senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL).
Uma possível chapa encabeçada por Freitas virou motivo de conflito entre a direita e o chamado “centrão”. Líderes de centro resistem ao nome do filho 01 do ex-chefe do Planalto e insistem que o governador paulistano deve ser o grande nome da direita no pleito eleitoral de 2026, que acontece a menos de um ano.
Dos partidos de centro, apenas o Progressistas parece simpatizar com a candidatura de Flávio. Nos bastidores de Brasília, parlamentares próximos a caciques da União Brasil e do PSD afirmam que uma decisão sobre o apoio ao filho de Bolsonaro deve ser tomada até março, com os demais líderes.
Já o MDB tem sinalizado que deve manter neutralidade nessas eleições.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou, nesta quinta-feira (22/1), durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, a carta do chamado “Conselho da Paz”, iniciativa criada para atuar em conflitos em Gaza.
Em discurso, Trump fez críticas à Organização das Nações Unidas (ONU), mas também pregou o diálogo pelo fim dos conflitos. “Nunca nem falei com a ONU. Eles tinham um potencial tremendo”, disse. Mas acrescentou que o novo conselho conversará “com muitos outros, incluindo a ONU”.
O líder norte-americano acrescentou que, “quando a América vai bem, o mundo inteiro vai bem. Nós asseguramos compromissos no nosso país. O nosso déficit comercial foi cortado em 77% em um ano”.
O presidente também destacou avanços nas relações comerciais. “Fizemos um ano (de governo) e começamos a fazer acordos comerciais com as nações”.
Para Trump, o cenário global apresentou melhora no último ano. “O mundo hoje está mais seguro, rico e pacífico do que estava há um ano. Nós vamos apagar esse incêncio. Muitas vezes, não sabiam que muito dessas guerras aconteciam há muito tempo”, afima.
A Casa Branca afirmou que 25 países aceitaram o convite para fazer parte, como Israel, Argentina, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Bahrein, Jordânia, Catar, Egito, Turquia, Hungria, Marrocos, Paquistão, Indonésia, Kosovo, Uzbequistão, Cazaquistão, Paraguai, Vietnã, Armênia, Azerbaijão e Belarus.
Conselho da Paz em Gaza
O documento formaliza e estabelece que países interessados em integrar o conselho com adesão permanente deverão contribuir com US$ 1 bilhão. Segundo a proposta, o Conselho da Paz terá como foco inicial a mediação de conflitos no Oriente Médio, especialmente na Faixa de Gaza, com possibilidade de ampliação para outras regiões.
O enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Steve Witkoff, se reunirá com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, nesta quinta-feira (22/1). O encontro foi confirmado pelo Kremlin na manhã desta quarta-feira (21/1) e tem como foco principal as negociações para encerrar a guerra na Ucrânia.
“Precisamos ir nos encontrar com ele na quinta-feira”, disse Witkoff, acrescentando que a solicitação para a reunião partiu do próprio governo russo. “Acho que isso é uma declaração significativa da parte deles”, afirmou.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) chegou, na tarde desta quarta-feira (21/1), aos 90 km percorridos na mobilização intitulada “caminhada da liberdade”, que saiu do interior de Minas Gerais em direção a Brasília (DF). Esse é o terceiro dia do ato, que teve ínicio na segunda-feira (19/1) e conta com a presença de aliados políticos e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O parlamentar compartilhou em seu Instagram que chegou ao marco por volta das 13h10 e dedicou o alcance ao ex-mandatário, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (19º BPM), conhecido como Papudinha. “Chegamos aos 90 km, e eu quero lembrar de uma pessoa importantissíma para o nosso país, o Jair Bolsonaro”, afirmou.
Ao longo do vídeo, o correligionário alega que todos podem ter críticas ao ex-presidente, inclusive a “própria direita”, mas o importante é que houve uma “mudança no país a partir dele”. Nikolas também aponta que Bolsonaro está tendo um “tratamento pior do que traficante por um suposto golpe”.
“A gente sabe que um golpe precisa ter outros demais elementos, não teve nenhuma arma. As pessoas cometeram a depredação de patrimônio público, que é um crime com uma pena até de três anos. E o Bolsonaro, é uma pena maior do que pessoas comandantes de crime organizado. Então, também é por vocês. Jair Bolsonaro, nós estamos aqui”, ressaltou Nikolas.
Duas figuras políticas de Alagoas aderiram ao movimento iniciado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que realiza uma caminhada de 240 quilômetros em direção a Brasília para um grande ato em prol da liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Além da condenação de Bolsonaro, aliados protestam contra “escândalos do governo federal e do Supremo Tribunal Federal”.
Até o momento, dois políticos alagoanos confirmaram presença no ato: o vereador por Maceió Leonardo Dias e o desembargador aposentado Sebastião Coelho.
Dias deixou a capital alagoana nesta quarta-feira (21) em direção a Minas Gerais para acompanhar a caminhada de Nikolas e demais apoiadores.
“Vamos de carro acompanhar o Nikolas em defesa da liberdade, em defesa do nosso país e em defesa da Justiça. Nikolas, estamos chegando e parabéns pela iniciativa”, disse Dias nas redes sociais.
Já o desembargador alagoano, estará presente apenas no ato que está previsto para acontecer no próximo domingo (25) quando Nikolas chegar na capital federal.
Leonardo Dias e Sebastião Coelho são duas figuras representativas do bolsonarismo no país. O vereador é líder do PL na Câmara de Maceió e tem ligação direta com a família Bolsonaro. Já Coelho, atua nos bastidores na articulação de mobilizações em prol do ex-presidente.
O ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), disse que mantém a pré-candidatura ao governo de São Paulo mesmo com a possível chegada da ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), à sigla da qual ele é filiado. A informação foi publicada hoje pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pela Jovem Pan.
França afirmou que ele e a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) convidaram Tebet para se filiar ao partido. “Sou pré-candidato a governador, mas a decisão final passa pela avaliação do presidente Lula”, disse à Jovem Pan.
A mudança do domicílio eleitoral da ministra, de Mato Grosso do Sul para São Paulo, já está em andamento, apurou a reportagem.
Tebet quer concorrer ao governo paulista, mas a avaliação de aliados dela é que a ministra não é uma candidata competitiva, principalmente se o atual governador, Tarcísio de Freitas, tentar a reeleição. Fontes disseram à Jovem Pan que a emedebista se sairia melhor na disputa pelo Senado.
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está encurtando a distância para o presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno entre os dois. Em dezembro do ano passado, a diferença entre Lula e Flávio era de 12 pontos percentuais. Agora, é de apenas 4,3 pontos.
Em dezembro de 2025, o petista tinha 53 pontos percentuais, ante 41 pontos de Flávio Bolsonaro. Agora, em janeiro, a diferença diminuiu. Lula aparece com 49,2 pontos percentuais, e Flávio Bolsonaro, com 44,9 pontos. O número de pessoas que não souberam ou não responderam ficou estável (de 6% para 5,9%).
O cenário de segundo turno entre Lula e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), permaneceu estável. O presidente da República aparece com 49,1 pontos percentuais, ante 45,4% de Tarcísio. Antes, os percentuais eram de 49% para o petista e 45% para o governador.
A pesquisa também mostra Lula à frente tanto de Flávio quanto de Tarcísio de Freitas nos cenários de primeiro turno.
Na simulação com Flávio Bolsonaro, o petista tem 48,8% das intenções de voto, ante 35% do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Já no cenário com Tarcísio de Freitas, Lula tem 48,5% das intenções de voto, ante 28,4% do governador de São Paulo.
O Parlamento Europeu remeteu nesta quarta-feira (21) o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul ao Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), para que a corte comunitária revise se o texto é compatível com os tratados do bloco, o que, de maneira efetiva, paralisa sua tramitação até que os juízes emitam um parecer.
Por 334 votos a favor, 324 contra e 11 abstenções, o Parlamento Europeu deu sinal verde a uma moção que questiona se o acordo com o Mercosul, assinado no último fim de semana após mais de um quarto de século de negociações, respeita os tratados da União Europeia.
Está em pauta a validade legal do mecanismo de reequilíbrio incluído no pacto, que vários deputados temem que possa afetar a autonomia regulatória da UE, e também a base legal escolhida para sua aprovação, que permite que os capítulos do acordo focados em comércio sejam ratificados sem o consentimento dos Parlamentos nacionais.
Segundo o TJUE, este tipo de parecer demora, em média, entre 18 e 24 meses para ser proferido, embora a corte “tenha o controle total” sobre os procedimentos e “possa, quando as circunstâncias exigirem, dar prioridade a um pedido de parecer na prática”.
Diferentes vozes dentro do Parlamento Europeu haviam avisado na véspera que se trataria de uma votação muito apertada e advertiram para o atraso na ratificação do acordo com o envio do texto ao TJUE, especialmente diante das ameaças tarifárias de Donald Trump devido ao envio de tropas à Groenlândia por parte de oito países europeus.
A iminente saída da ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), para disputar uma vaga no Senado nas eleições deste ano tem movimentado os bastidores sobre a sucessão na articulação política do governo. A titular da pasta deve deixar o cargo até o fim de março, seguindo a exigência da legislação eleitoral sobre desincompatibilização.
Como mostrou o Metrópoles, o plano de Gleisi, inicialmente, era concorrer à reeleição na Câmara dos Deputados — ela se licenciou do mandato para assumir a secretaria. No entanto, após pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a ministra decidiu se lançar a uma cadeira na Casa Alta.
No corredores do Palácio do Planalto, alguns nomes passaram a ser ventilados para assumir o comando da articulação. Ouvidos pelo Metrópoles, integrantes do governo Lula elogiam o secretário-executivo da SRI, Marcelo Almeida Costa, e indicam que ele deverá ser o ministro neste ano eleitoral.
De maneira geral, aliados avaliam que Lula deverá apostar em “soluções internas” aos ministérios neste ano, quando os titulares deverão disputar cargos nas eleições gerais.
Diplomata de perfil técnico e da confiança da ministra, Almeida poderá dar continuidade ao trabalho desempenhado pela SRI sob Gleisi, que segundo aliados, apesar de ser combativa, tem bom trânsito com a cúpula do Legislativo e viabilizou votações importantes.
O nome do líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE) também está sendo ventilado. A interlocutores, o deputado cearense tem externalizado o desejo de disputar o Senado em 2026, mas o cenário se mostra incerto para o PT, diante da possibilidade do atual governador disputar a Casa Alta e o ministro da Educação, Camilo Santana, o governo do Estado.
Aliados avaliam que a ida de Guimarães à SRI serviria como uma “saída honrosa” caso ele não seja escolhido para disputar uma das duas cadeiras para o Senado. Ao mesmo tempo, avaliam que a mudança trocaria o perfil na condução da pasta, abrindo espaço para o governo ceder para o Congresso.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, também chegou a ser cotado para a vaga por ter um bom trânsito entre deputados e senadores, além de acumular experiência política como governador do Piauí durante quatro mandatos. O Metrópoles apurou, entretanto, que ele prefere permanecer à frente do MDS até o fim da gestão.
A escolha de Gleisi para a corrida ao Senado faz parte da estratégia do presidente Lula de ampliar o apoio na Casa na próxima legislatura. Neste ano, 54 das 81 cadeiras serão renovadas — o que corresponde a dois terços das vagas, com dois novos representantes por estado. Dessa forma, governistas e oposição disputam para conquistar maioria na Casa.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, como é conhecida a Sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O ex-presidente cumpre a pena 27 anos e três meses de prisão por ter liderado uma tentativa de golpe de Estado.
Moraes autorizou o encontro para a próxima quinta-feira (11), com duração de até três horas, entre as 8h e as 11h, conforme as regras da Papudinha.
Todas as visitas a Bolsonaro dependem de autorização de Moraes, que foi relator da ação em que o ex-presidente foi condenado pelo Supremo. As exceções são advogados, médicos e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que foram autorizados a se reunir com o ex-presidente sempre que necessário, de acordo com os horários da unidade prisional.
Cenário eleitoral
A visita será o primeiro encontro Tarcísio e Bolsonaro neste ano. Ambos estiveram juntos pela última vez em setembro do ano passado, quando o ex-presidente se encontrava em prisão domiciliar. Desde então, o antigo mandatário lançou seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como pré-candidato à Presidência em seu lugar.
A expectativa agora é que Bolsonaro e Tarcísio rediscutam o cenário eleitoral após o movimento da família Bolsonaro. O governador é um dos mais cotados como representante da direita na corrida presidencial de outubro, sendo o candidato favorito de uma ampla ala de políticos conservadores.
Tarcísio, porém, ainda não lançou formalmente sua candidatura, dando a entender que, em vez disso, poderá concorrer à reeleição em São Paulo. A expectativa é que ele anuncie em breve se apostará na corrida presidencial ou se, como aliado do ex-presidente, anunciará apoio a Flávio Bolsonaro.
Pelo calendário eleitoral, os partidos têm até 5 de agosto para definir em convenções partidárias seus candidatos para as eleições de 2026, e até 15 de agosto para registrar as candidaturas. O primeiro turno de votação ocorrerá em 3 de outubro, enquanto o segundo está marcado para 31 de outubro, se houver.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (20), durante evento no Rio Grande do Sul, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta “governar o mundo” por meio das redes sociais. Segundo Lula, tudo o que o republicano publica nas plataformas digitais acaba repercutindo globalmente.
“Vocês já perceberam que o presidente (Donald) Trump quer governar o mundo pelo Twitter (X)? É fantástico. Todo dia ele fala uma coisa e todo dia o mundo fala coisa que ele falou. Todo dia”, declarou o titular do Planalto.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou nesta semana 12 minutas com propostas de alterações nas regras para as Eleições 2026. As mudanças tratam de calendário eleitoral, manifestações na pré-campanha, pesquisas eleitorais, critérios para distribuição de recursos eleitorais e responsabilidade pela remoção de conteúdos digitais com ataques ao processo eleitoral, entre outros temas. 

Desde segunda-feira (19), qualquer cidadão ou entidade que queira opinar sobre as regras para as Eleições 2026 pode usar um formulário eletrônico para enviar contribuições. As sugestões serão recebidas até 30 de janeiro.
Terminado o prazo, o TSE deverá selecionar as melhores propostas para serem apresentadas em uma série de audiências públicas marcadas entre os dias 3 e 5 de fevereiro. Pela Lei das Eleições, o plenário do TSE tem até 5 de março do ano eleitoral para debater e aprovar todas as normas.
Conforme determinado pela Constituição, o primeiro turno das Eleições 2026 ocorrerá em 3 de outubro, primeiro domingo do mês, e o segundo turno, em 31 de outubro, último domingo. Neste ano, os eleitores devem votar para presidente, governador e senador, além de deputados federal, estadual e distrital.
Como de praxe, as minutas de resolução eleitoral foram assinadas pelo vice-presidente do TSE, posto atualmente ocupado pelo ministro Nunes Marques.
Entre as principais sugestões está o aumento da responsabilidade das plataformas de redes sociais por conteúdos que promovam ataques ao processo eleitoral. O ministro propôs que as empresas provedoras sejam obrigadas a retirar do ar as publicações mesmo sem autorização judicial.
Pela regra vigente, que valeu para as últimas eleições municipais, os provedores de serviços de redes sociais somente poderiam ser responsabilizados caso descumprissem alguma decisão judicial. Nunes Marques propôs aumentar o rigor contra esse tipo de conteúdo.
O ministro, contudo, deixou inalteradas as regras sobre a utilização de inteligência artificial durante a campanha. Em 2024, o TSE aprovou uma série de normas para o uso de IA na propaganda eleitoral, incluindo a vedação do chamado deep fake ─ conteúdo fabricado em formato de áudio, vídeo ou combinação de ambos e que tenha sido gerado ou manipulado digitalmente para criar, substituir ou alterar imagem ou voz de pessoa viva, falecida ou fictícia.
Pré-campanha
O ministro também incluiu novas exceções para o comportamento de candidatos na pré-campanha. Ele propôs, por exemplo, liberar as lives em perfis nas redes sociais de pré-candidatos não configura campanha antecipada, embora deixando claro que as transmissões ao vivo não podem ter pedido de votos ou menção à própria candidatura.
Ele também propôs regras mais claras para isentar pessoas naturais por críticas feitas à administração pública atual, mesmo se feita com a contratação de impulsionamento na internet, “desde que ausentes elementos relacionados à disputa eleitoral”, escreveu o ministro.
A proposta assinada por Nunes Marques libera as manifestações espontâneas “em ambientes universitários, escolares, comunitários ou de movimentos sociais, respondendo os responsáveis por eventuais abusos nos termos da lei”. A exceção seria válida somente se a presença do pré-candidato no local ou o evento não tiverem sido financiados, direta ou indiretamente, por pré-candidatas, pré-candidatos, partidos ou federações.
Em relação ao financiamento de campanha, Nunes Marques sugeriu, por exemplo, que os partidos possam alterar os critérios de distribuição dos recursos até o 30 de agosto, desde que a mudança seja justificada. Tais critérios devem ser aprovados pela maioria do diretório nacional das siglas.
