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O deputado federal e presidente do Republicanos, Marcos Pereira (Republicanos-SP) (foto em destaque), afirmou, na sexta-feira (23/1), que o apoio da direita ao senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ainda é incerto.

“Quando você diz que a direita fecha com o Bolsonaro, com o Flávio Bolsonaro, não está tudo certo ainda. O Caiado, o governador de Goiás, tem dito que vai ser candidato, o Romeu Zema, de Minas, tem dito que vai ser candidato, o Ratinho está sinalizando que pode ser candidato. Eu acho que ainda não está fechado; pelo contrário, está dividido”, avaliou o republicano.

A declaração é feita em meio a ataques de figuras da direita, como o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ao partido de centro e ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).

Na semana passada, Cavalcante chegou a dizer que Tarcísio não é o sucessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para concorrer à vaga mais alta do Executivo e criticou a falta de apoio público do governador de SP ao senador Flávio.

Flávio Bolsonaro afirmou, em pronunciamentos recentes, que deve buscar apoio do Centrão nos próximos meses para dar força à candidatura. Até o momento, o único apoio público que o senador tem é o da própria sigla, o Partido Liberal.

Resposta a Eduardo

Pereira também rebateu uma fala de Eduardo Bolsonaro referente ao chefe do Executivo estadual de São Paulo. “O Tarcísio até ontem era um servidor público, um desconhecido da sociedade. Ganhou notoriedade sendo ministro da Infraestrutura e, depois, foi eleito em São Paulo graças ao presidente Jair Bolsonaro. Ele não tem a opção de ir contra o Bolsonaro”, afirmou Eduardo.

O deputado federal Marcos Pereira respondeu com a seguinte declaração: “Achei uma fala extremamente deselegante e arrogante. Ele disse que Tarcísio é apenas um servidor público, e ele também é apenas um escrivão da Polícia Federal fugitivo, está foragido nos Estados Unidos”.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou neste domingo, 25, em discurso durante Ato em Memória às Vítimas do Holocausto, que “não podemos permitir que o Brasil se perca no ódio”.

Durante o discurso, o governador retomou o questionamento da presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo, Célia Parnes, que perguntou durante sua fala se a sociedade está preparada para identificar os sinais de um novo Holocausto.

Segundo governador, naquele tempo “as lideranças não o sabiam. Hoje, talvez, nós não estamos (preparados)”. “Hoje, às vezes, não percebemos o que está acontecendo. A gente nega”, prosseguiu o governador ao relembrar o ataque do grupo terrorista Hamas contra Israel em outubro de 2023.

“Israel tinha firmado uma acordo de paz com os Emirados Árabes, a Jordânia, o Egito. E se encaminhava para assinar um acordo de paz com a África Saudita quando foi invadido pelo Hamas. Isso não foi um fracasso. Isso foi encomendado por alguém que quer implantar o ódio. Eu percebi isso. Como isso não foi percebido? Como isso pode ser negado? Como a gente pode negar o direito de Israel a defender o seu território?”, questionou o governador.

Tarcísio reafirma candidatura à reeleição, desconversa sobre Planalto e anuncia visita a Bolsonaro

Tarcísio agradeceu à comunidade judaica e destacou ainda a contribuição do grupo para o Estado. especialmente na área da saúde. Ao encerrar, Tarcísio renovou o compromisso do governo paulista com o combate ao antissemitismo.

“A minha missão aqui é renovar o meu compromisso de combate ao antissemitismo, proteger a comunidade judaica e fazer com que este seja um local onde vocês possam trabalhar, estudar e, principalmente, ser felizes”, disse.

O presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Cláudio Lottenberg, iniciou seu discurso se dirigindo ao governador paulista, dizendo que registrou cada uma das vezes em que Tarcísio esteve presente em eventos da comunidade judaica.

Ao falar sobre o cenário internacional, afirmou que há clareza sobre os responsáveis pela disseminação do extremismo. “Sabemos muito bem quem oprime, quem financia, quem arma e quem se beneficia desses grandes negócios”, disse.

Lottenberg criticou o que chamou de política das narrativas e a relativização do extremismo. “Presenciamos a política das narrativas, que substituíram o debate baseado em fatos. Mesmo assim, seguimos relativizando o extremismo como se fosse apenas uma divergência de natureza ideológica”, afirmou.

Lottenberg afirmou ainda que combate ao antissemitismo não deve ser associado a disputas partidárias. “Essa é uma missão que não é de direita nem de esquerda. É uma missão de uma sociedade que acredita na democracia, na dignidade humana e no respeito”, concluiu.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, afirmou no domingo (25/1) que “já chega de ordens de Washington” no paísOs Estados Unidos têm pressionado pelo petróleo venezuelano desde a prisão de Nicolás Maduro, em 3 de janeiro.

“Já chega de ordens de Washington sobre os políticos na Venezuela. Deixemos que a política venezuelana resolva nossas divergências e nossos conflitos internos. Chega de potências estrangeiras”, disse Delcy em discurso a trabalhadores do setor petrolífero, no estado de Anzoátegui, um dos principais centros de produção de petróleo da Venezuela.

Depois da invasão norte-americana à Venezuela, os Estados Unidos afirmam que têm controle sobre o petróleo do país. Logo após a captura de Maduro, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou a presidente interina, em 4 de janeiro: “Pode pagar um preço alto se não fizer o certo”.

Algumas semanas depois, os Estados Unidos mudaram o tom, ao elogiarem a Venezuela e Delcy Rodriguez pela “cooperação”. Trump afirmou, na semana passada, que os EUA têm 50 milhões de barris de petróleo do país sul-americano. “Venezuela tem sido uma coisa fantástica”, declarou.

Delcy foi às redes sociais após o discurso, fez um agradecimento aos trabalhadores petroleiros e reafirmou que é hora de avançar em reformas na legislação do setor petrolífero venezuelano.

Segundo a líder interina da Venezuela, o país produziu 1,2 milhão de barris de petróleo por dia em 2025, garantindo o abastecimento de combustível em todo o país. Ela ainda diz querer consolidar uma reforma na Lei de Hidrocarbonetos Orgânicos, “que incorpore modelos bem-sucedidos, como as PPPs (Parcerias Público-Privadas)”.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem conversado com interlocutores sobre a possibilidade de devolver o Caso Master à primeira instância da Justiça. Em meio aos desgastes provocados no decorrer do processo, Toffoli analisará cada passo para decidir se as apurações acerca de irregularidades na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) serão mantidas no STF. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também será ouvida.

A Polícia Federal ouve, nesta segunda (26/1) e na terça-feira (27/1), oito investigados na Operação Compliance Zero. É nessa fase de instrução que Dias Toffoli decidirá por eventual remissão do caso à primeira instância.

Hoje, o que segura as investigações no Supremo Tribunal Federal é a suspeita da paticipação de um parlamentar, que tem prerrogativa de foro. O caso chegou ao STF e foi sorteado para Dias Toffoli devido à menção do nome do deputado João Carlos Bacelar (PL-BA).

O nome de Bacelar apareceu em uma reclamação feita pela defesa de Vorcaro ao STF porque o nome dele foi citado em uma apreensão da Polícia Federal. No entanto, nenhuma prova de participação no suposto esquema foi levantada contra o deputado.

Em decisão recente, Toffoli explicou que manteve o processo do Banco Master na Corte devido à menção a Bacelar.

Ao assumir o processo, Toffoli paralisou os andamentos em outras instâncias sem desconsiderar as investigações já realizadas.

“Diante de investigação supostamente dirigida contra pessoas com foro por prerrogativa de função, fixada está a competência da Corte constitucional. Neste sentido, qualquer medida judicial há de ser avaliada previamente por esta Corte e não mais pela instância inferior”, disse Toffoli.

À Justiça de São Paulo, onde também correm investigações contra Vorcaro e atores da Faria Lima, o ministro explicou que:

“Ante a determinação pela prévia submissão de novas medidas ao crivo do STF, a remessa da atual apuração à Corte mostrou-se necessária, na mesma linha acautelatória já adotada nos autos da Reclamação n. 88.121/STF, para que, enquanto não delimitada a real participação da autoridade com foro de prerrogativa no STF, as medidas investigativas sejam conduzidas de forma a evitar futuras alegações de nulidade“, afirmou.

Toffoli lembrou que as investigações feitas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, no âmbito da 8ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária de São Paulo, trazem indícios consistentes dos seguintes delitos:

Depoimentos

Antes de decidir sobre um possível retorno do caso à primeira instância, Toffoli deve considerar os depoimentos e ainda submeter o assunto à Procuradoria-Geral da República (PGR). O presidente do STF, ministro Edson Fachin já saiu em defesa de Toffoli e deixou claro que não vai inteferir na decisão do relator.

Ao todo, são oito depoimentos a serem tomados na sede do STF por videoconferência e presencialmente. Foi Toffoli quem definiu os procedimentos para a realização das oitivas no inquérito e também é Toffoli que opinará sobre um possível declínio de competência.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta sexta-feira (23/1) que vê com cautela, mas também com expectativa, as conversas trilaterais em andamento entre delegações da Ucrânia, dos Estados Unidos e da Rússia, realizadas nos Emirados Árabes Unidos.

 “Veremos como a conversa se desenrola hoje e amanhã e quais serão os resultados”, disse. “Ainda é muito cedo para conclusões.”

Em pronunciamento, o líder ucraniano destacou a importância do diálogo — o primeiro nesse formato desde a invasão russa em larga escala, em 2022 —, mas evitou tirar conclusões antecipadas sobre possíveis avanços rumo ao fim da guerra.

“Já houve uma conversa importante, pois não havia reuniões nesse formato trilateral há muito tempo. Eles estão discutindo os parâmetros para o fim da guerra”, afirmou Zelensky, ao confirmar que mantém contato constante com os representantes ucranianos em Abu Dhabi.

Apesar de reconhecer o simbolismo do encontro, o presidente reforçou que é cedo para avaliar resultados concretos. “É necessário que não apenas o desejo ucraniano de pôr fim a esta guerra exista, mas que um desejo semelhante nasça de alguma forma na Rússia”, destacou.

Zelensky valoriza diálogo com EUA e Rússia, mas evita conclusões - destaque galeria
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Zelensky e Trump
O presidente russo, Vladimir Putin, e o enviado especial do presidente dos EUA, Donald Trump, Steve Witkoff, se cumprimentam durante reunião no Kremlin, em Moscou, em 6 de agosto de 2025
Vladimir Putin faz visita ao posto de comando da Força Conjunta

A delegação ucraniana é liderada pelo ministro da Defesa, Rustem Umerov, e inclui nomes centrais da cúpula política e militar do país, como o chefe da inteligência, Kyrylo Budanov, e o chefe do Estado-Maior General, Andrii Hnatov, que deve se juntar às conversas nos próximos dias.

Do lado russo, o grupo é chefiado pelo almirante Igor Kostyukov, diretor da inteligência militar, e composto apenas por representantes do Ministério da Defesa.

O assessor presidencial Yury Ushakov afirmou que, sem resolver a questão territorial, não há base para uma paz de longo prazo, reiterando que Moscou seguirá perseguindo seus objetivos “no campo de batalha”.


Territórios como entrave


As conversas em Abu Dhabi ocorrem em meio a uma nova maratona diplomática pela paz na Ucrânia.

Na quinta-feira (22/1), o enviado especial do presidente Donald Trump, Steve Witkoff, reuniu-se por mais de três horas com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou.

Segundo o Kremlin, o encontro foi “substancial” e “franco”, embora autoridades russas tenham ressaltado que ainda há obstáculos significativos.

Witkoff alehou que as tratativas estariam concentradas em “uma única questão”, sinalizando que um acordo poderia estar ao alcance.

O Ministério das Relações Exteriores brasileiro avalia que a situação na Venezuela é de estabilidade no momento. Para o Itamaraty, é natural que o novo governo chefiado pela presidente interina, Delcy Rodríguez, mantenha um "diálogo mais próximo" com os Estados Unidos.

"Nossa fronteira está tranquila, está normal e também não vemos uma situação de instabilidade no país", declarou a secretária de América Latina e Caribe, embaixadora Gisela Padovan. "O que tem na Venezuela nesse momento é uma certa estabilidade, e ao Brasil interessa uma certa estabilidade", continuou ela.

A declaração se deu a jornalistas enquanto Padovan divulgava os detalhes da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Panamá, para participar do Foro Econômico Internacional da América Latina e Caribe, que será realizado na quarta-feira (28).

Lula deve realizar um discurso durante a sua participação no foro. No entanto, segundo a diplomata, o foco será na integração econômica e comercial da região e não é esperado que o chefe do Executivo brasileiro mencione a Venezuela.

Padovan reiterou que a posição do Brasil acerca da situação que culminou na captura do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos se mantém a mesma.

Tanto na reunião do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) quanto no encontro do Conselho Permanente da OEA (Organização dos Estados Americanos), o Brasil condenou a operação militar norte-americana.

A embaixadora disse ainda que é "natural" que o tema seja abordado durante a visita de Lula. Presidentes de outros países da América Latina e do Caribe como Equador, Bolívia, Chile, Guatemala e Jamaica, também já têm presença confirmada.

"Mesmo que haja uma pequena discordância [sobre a Venezuela], nós continuaremos dialogando com tranquilidade sobre o tema. É natural que seja parte, mas não é central", disse Padovan.

Na última semana, Lula conversou por telefone com o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, quando trataram da questão venezuelana. De acordo com o Planalto, os dois concordaram quanto à "necessidade de preservar a paz e a estabilidade" na região.

Viagem ao Panamá

Segundo o Itamaraty, Lula deve chegar ao Panamá no final da tarde de terça-feira (27) e volta no dia seguinte, quarta-feira (28), para o Brasil, ao final das atividades.

No evento, o petista participará da abertura do Foro, onde será o segundo a discursar. É esperado ainda que converse com Raúl Mulino. Também há a possibilidade de o chefe do Executivo brasileiro ter reuniões bilaterais com os demais presidentes.

O encontro terá como foco o desenvolvimento econômico da América Latina e do Caribe. Os líderes devem tratar de temas centrais da região, como perspectivas econômicas e o papel do setor privado.

Também há a expectativa da assinatura de um acordo de facilitação de investimentos entre Panamá e Brasil, com o objetivo de estabelecer regras e facilitar a circulação de capital e investimento produtivo nos dois países.

O evento é comumente chamado de “Davos Latino-Americana”, em referência ao Fórum Econômico de Davos, que reuniu lideranças políticas e econômicas mundiais nesta semana, na Suíça.

Lula não foi ao evento por ter optado prestigiar o Foro. Segundo Padovan, o encontro no Panamá não é uma "alternativa" à Davos, mas uma "complementação importante".

Representantes de Rússia, Ucrânia e Estados Unidos realizarão uma reunião trilateral em Abu Dhabi nesta sexta-feira (23), anunciou o Kremlin, para discutir a questão territorial do conflito. A reunião trilateral foi anunciada após um encontro em Moscou entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o enviado americano Steve Witkoff.

“Ficou acordado que a primeira reunião de um grupo de trabalho trilateral sobre questões de segurança ocorrerá em Abu Dhabi a partir de hoje”, disse o assessor diplomático do Kremlin, Yuri Ushakov, a jornalistas. A delegação russa, chefiada pelo general Igor Kostiukov, oficial superior do Estado-Maior, “viajará para Abu Dhabi nas próximas horas”, acrescentou.

A Ucrânia será representada pelo secretário do Conselho de Segurança, Rustem Umerov; pelo chefe do gabinete presidencial, Kirill Budanov; pelo seu vice, Sergi Kislitsya; pelo líder do partido presidencial, David Arakhamia; e pelo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Andrii Gnatov.

“O Donbass é uma questão fundamental. Será discutida da maneira que as três partes considerarem adequada” em Abu Dhabi, declarou o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, em uma coletiva de imprensa.

A Rússia, que controla cerca de 20% do território ucraniano, exige a retirada completa das tropas ucranianas da região do Donbass, no leste do país. Exige também que Kiev se comprometa a não aderir à Otan.

guerra entre ucrânia e rússia

Tropas ucranianas disparam com foguetes terra-superfície MLRS em direção a posições russas em uma linha de frente na região leste ucraniana de Donbass

Ushakov enfatizou que a reunião de quinta-feira (22) em Moscou entre Putin e Witkoff foi “útil em todos os sentidos”, particularmente por viabilizar este encontro trilateral.

“Os americanos se empenharam muito na preparação para esta reunião e esperam que ela seja um sucesso e abra caminhos para avançar em todas as questões relacionadas ao fim do conflito” na Ucrânia, observou Ushakov.

Garantias de segurança

Outra reunião, dedicada a questões econômicas, também ocorrerá nesta sexta-feira em Abu Dhabi entre Witkoff e o enviado do Kremlin para assuntos econômicos internacionais, Kirill Dmitriev.

“Estamos sinceramente interessados em uma solução para o conflito por meios políticos e diplomáticos”, afirmou Ushakov. Porém, “até que isso aconteça, a Rússia continuará alcançando seus objetivos (…) no campo de batalha”, acrescentou.

Steve Witkoff, acompanhado pelo genro de Trump, Jared Kushner, conversou com Putin por mais de três horas e meia.

O enviado já se reuniu com o presidente russo em diversas ocasiões no ano passado, como parte dos esforços dos EUA para pôr fim a quase quatro anos de conflito na Ucrânia.

Putin receberá o emissário de Trump, Steve Witkoff, nesta terça-feira (2), para a continuidade das discussões sobre o plano dos EUA para encerrar o conflito na Ucrânia

Steve Witkoff (à direita) já se reuniu diversas vezes com o presidente russo, Vladimir Putin (à direita)

No Fórum de Davos, o presidente ucraniano teve uma breve reunião com Trump na quinta-feira e descreveu o encontro como “positivo”, embora tenha reconhecido que o diálogo foi “complexo”. No entanto, ele afirmou ter chegado a um acordo sobre as garantias de segurança que os Estados Unidos devem oferecer à Ucrânia para dissuadir a Rússia de atacar novamente após um eventual fim do conflito.

“As garantias de segurança estão prontas”, afirmou, acrescentando que “o documento precisa ser assinado pelas partes, pelos presidentes, e então seguirá para os parlamentos nacionais”.

Nos últimos meses, Moscou intensificou os ataques contra a rede energética ucraniana, causando apagões massivos e cortes no fornecimento de energia e calefação, especialmente na capital, em pleno inverno.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF)Edson Fachin, defendeu nesta quinta-feira (22) a atuação do ministro Dias Toffoli no caso do Banco Master, e disse que o Supremo não vai se curvar. Em nota, sem citar o banco, ele destaca: “Quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade, a fim de provocar o caos e a diluição institucional, está atacando o próprio coração da democracia constitucional e do Estado de direito”, diz.

Fachin também enfatiza que “a Corte constitucional brasileira se pauta pela guarda da Constituição, pelo devido processo legal, pelo contraditório, e pela ampla defesa […], porem, atuando na regular supervisão judicial, como vem sendo feito no âmbito dessa pelo Ministro relator, DIAS TOFFOLI”.

Segundo o presidente do STF, o Supremo faz muito no Brasil em defesa do Estado de direito democrático. “Todas as instituições podem e devem ser aperfeiçoadas, isso sempre, mas jamais destruídas. Quem almeja substituir a ousada pedagogia da prudência pelo irresponsável primitivismo da pancada errou de endereço”, diz a nota.

Apesar da defesa, ele também deixa claro que eventuais “vícios” e “irregularidades” serão examinados. “É legítimo o exercício regular da jurisdição por parte dos membros do Tribunal no período do recesso, sem exceção”, disse.

O posicionamento de Fachin vem dois dias após ele retornar mais cedo para Brasília com o objetivo de gerenciar o desgaste na imagem do tribunal provocado pelos recentes desdobramentos do inquérito do Banco Master, sob relatoria do ministro Dias Toffoli. A interlocutores e pares da Corte, o ministro justificou a volta antes da abertura oficial do ano Judiciário com a avaliação de que “o momento exige” sua presença na capital.

Nesta quinta, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, mandou arquivar o pedido para afastamento de Toffoli. Decisão elogiada pelo ministro do STF, Gilmar Mendes. Segundo ele, isso evidencia o funcionamento regular das instituições da República. “Em um Estado de Direito, a preservação do devido processo legal e a observância das garantias institucionais constituem condições essenciais para a estabilidade democrática e para a confiança da sociedade nas instituições”, escreveu, em uma publicação no X.

 

 

Polêmicas do Caso Master 

No STF desde dezembro de 2025, as investigações sobre o caso Martes acumulam polêmicas envolvendo Días Toffoli, relator do caso. Isso porque o ministro reduziu o tempo para a Polícia Federal (PF) ouvir os envolvidos. O prazo passou a ser de dois dias – diferente dos seis que havia sido solicitado -, o que interferiu diretamente na condução da investigação pela PF.

E chegou a determinar que bens e materiais apreendidos pelo órgão, no âmbito da Operação Compliance Zero, fossem armazenados no STF, em Brasília. Entretanto, mesmo dia ele retrocede e permitiu que os bens ficassem sob a custódia da PF. “Tendo em vista o êxito da operação realizada hoje, o material probatório colhido deve ser apreciado pelo titular da ação penal para a adequada formação da opinião ministerial sobre a materialidade e autoria dos delitos em apuração”, afirmou o ministro na decisão.

Confira na íntegra a nota de Fachin

Adversidades não suspendem o Direito. É precisamente nos momentos de tribulações que o império da legalidade, discernimento e serenidade demonstra sua razão de ser. É com os olhos voltados para esse dever que miro fatos presentes.
As situações com impactos diretos sobre o sistema financeiro nacional exigem mesmo resposta firme, coordenada e estritamente constitucional das instituições competentes.

A Constituição da República atribui ao Banco Central do Brasil o dever jurídico de assegurar a estabilidade do sistema financeiro, a continuidade das operações bancárias essenciais, a proteção dos depositantes e a prevenção de riscos sistêmicos. Tais competências, de natureza técnica e indelegável, devem ser exercidas com plena autonomia e sem ingerências indevidas.

A atuação da Polícia Federal é igualmente indispensável, sobretudo na apuração de eventuais práticas criminosas de gestão temerária, fraude financeira, manipulação de informações, lavagem de dinheiro e outros ilícitos previstos na legislação penal e financeira.

Cabe à Procuradoria-Geral da República, no âmbito de suas atribuições constitucionais, promover a persecução penal e controlar a legalidade das investigações. O Ministério Público, como instituição permanente, exerce papel fundamental na tutela da ordem econômica e do regime jurídico de defesa dos consumidores

A seu turno, a Corte constitucional brasileira se pauta pela guarda da Constituição, pelo devido processo legal, pelo contraditório, e pela ampla defesa, cumprindo respeitar os campos de atribuições do Ministério Público e da Polícia Federal, porem, atuando na regular supervisão judicial, como vem sendo feito no âmbito dessa Suprema Corte pelo Ministro relator, DIAS TOFFOLI.

No tocante ao Supremo Tribunal Federal, registro que o Tribunal Pleno se encontra atualmente em recesso. Nesse período, matérias urgentes são apreciadas pela Presidência ou pelo Relator, nos termos regimentais. Encontra-se regularmente no exercício da Presidência o Ministro Alexandre de Moraes, Vice-Presidente desta Corte. As matérias de competência do Tribunal Pleno ou das Turmas, quando decididas no recesso, serão, oportunamente, submetidas à deliberação colegiada, com observância do devido processo constitucional, da segurança jurídica e da uniformidade decisória. A colegialidade é método.

É legítimo o exercício regular da jurisdição por parte dos membros do Tribunal no período do recesso, sem exceção. Eventuais vícios ou irregularidades alegados serão examinados nos termos regimentais e processuais. Questões tais têm rito próprio e serão apreciadas pelo colegiado com a seriedade que merecem. A Presidência não antecipa juízos, mas tampouco se furta a conduzi-los.

É induvidoso que todos se submetem à lei, inclusive a própria Corte Constitucional; nada obstante, é preciso afirmar com clareza: o Supremo Tribunal Federal não se curva a ameaças ou intimidações. Quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade, a fim de provocar o caos e a diluição institucional, está atacando o próprio coração da democracia constitucional e do Estado de direito. O Supremo age por mandato constitucional, e nenhuma pressão política, corporativa ou midiática pode revogar esse papel. Defender o STF é defender as regras do jogo democrático e evitar que a força bruta substitua o direito. A crítica é legítima e mesmo necessária. Não obstante, a história é implacável com aqueles que tentam destruir instituições para proteger interesses escusos ou projetos de poder; e o STF não permitirá que isso aconteça.

O Supremo fez muito no Brasil em defesa do Estado de direito democrático; fará ainda mais. Sim, todas as instituições podem e devem ser aperfeiçoadas, isso sempre, mas jamais destruídas. Quem almeja substituir a ousada pedagogia da prudência pelo irresponsável primitivismo da pancada errou de endereço.

Transparência, ética, credibilidade e respeitabilidade faz bem ao Estado de direito. Este deve ser compromisso de todos nós democratas.

Brasília, 23 de janeiro de 2026.

Luiz Edson Fachin, Presidente do Supremo Tribunal Federal

Durante o Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, Donald Trump anunciou ao mundo que o esboço de um acordo sobre a Groenlândia, alvo de suas ambições, foi firmado com países europeus. O possível avanço diplomático entre Estados Unidos e aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) surgiu após o presidente norte-americano adotar aquilo que tem sido uma de suas marcas registradas no que diz respeito à política externa norte-americana: ameaçar para depois negociar.

O que está acontecendo?

Mesmo com as declarações do líder norte-americano, incluindo a de que os EUA terão “acesso total” por tempo ilimitado à ilha autônoma localizada no território da Dinamarca, os detalhes sobre o possível pacto ainda são incertos.

A reunião em Davos entre Trump e o chefe da OTAN, Mark Rutte, foi apenas o pontapé inicial para as negociações do acordo sobre a ilha. Discussões que, segundo o presidente norte-americano, deverão ser mediadas por seu vice, JD Vance, o chefe da diplomacia dos EUA, Marco Rubio, e o enviado especial Steve Witkoff.

Durante um painel do Fórum Econômico Mundial na quinta-feira (22/1), o secretário-geral da aliança militar deu maiores detalhes acerca do que havia discutido com Trump, e do futuro acordo.

Segundo Rutte, as conversas giraram em torno de uma questão central: defender o Ártico, onde está localizada a Groenlândia, da China e Rússia, os maiores antagonistas da OTAN.

Uma das possibilidades neste cenário diz respeito ao Domo de Ouro, um sistema de defesa aéreo inspirado no Domo de Ferro israelense. Para isso, Trump afirma que a Groenlândia é essencial para a implementação do “escudo”, cujas previsões indicam que poderia ser utilizado para interceptar ataques com mísseis vindos da Rússia e China.

Terras raras

Apesar dos detalhes ainda incertos, e das alegações sobre a necessidade de controlar a ilha por questões de segurança nacional, o presidente dos EUA revelou que o direito sobre minerais de terras raras também fazem parte do acordo.

Depois do encontro entre Trump e Rutte na Suíça, tanto Dinamarca quanto a OTAN negaram que um possível pacto envolva a soberania da ilha autônoma.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, negou que a aliança tenha oferecido qualquer parte da Groenlândia a Trump, apesar das ameaças do líder norte-americano sobre “controlar” a ilha.

Desde 1951, Washington e Copenhague mantém um acordo sobre a ilha. Nele, está previsto que os EUA podem enviar quantos soldados quiserem para a Groenlândia, onde estimativas recente apontam que 100 militares norte-americanos já atuam. Eles estão posicionado na base aérea de Pituffik, operada por Washington.

Não está claro se as novas negociações podem incluir uma revisão do tratado firmado na década de 1950, com maiores benefícios aos EUA.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta quinta-feira (22/1), a retirada do convite feito ao Canadá para integrar o chamado Conselho da Paz, iniciativa lançada pela Casa Branca com foco declarado em mediação de conflitos internacionais, incluindo a Faixa de Gaza.

A decisão foi comunicada através de uma publicação endereçada ao primeiro-ministro canadense, Mark Carney. No texto, o presidente norte-americano afirma que o conselho está “retirando o convite” para que o Canadá participe “em qualquer momento” do grupo, que ele descreve como “o mais prestigioso Conselho de Líderes já reunido”.

“Que esta carta sirva para comunicar que o Conselho de Paz está retirando o convite feito ao senhor para que o Canadá se junte, em qualquer momento, ao que será o mais prestigioso Conselho de Líderes já reunido”, escreveu Trump.

A carta não apresenta justificativas para a retirada do convite nem menciona eventuais divergências diplomáticas entre os dois países.


				Trump revoga convite do Canadá para Conselho da Paz
World Economic Forum / Benedikt von Loebell

Conselho de Paz

O Conselho da Paz foi anunciado por Trump durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, nesta quinta-feira. O novo organismo internacional tem como objetivo declarado apoiar a paz na Faixa de Gaza e, eventualmente, atuar em outras crises globais.

No texto assinado pelo presidente dos Estados Unidos, o conselho é apresentado como uma instância capaz de funcionar como uma espécie de “polícia mundial” ou força de dissuasão de conflitos. A definição que tem gerado críticas de especialistas e líderes internacionais por supostamente rivalizar com as Nações Unidas (ONU).

A administração Trump enviou convites a líderes globais para participarem do conselho como membros, entre eles o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O governo brasileiro ainda analisa o convite.

Trump será o líder do conselho, com poder de decisão importante sobre quem entra e sobre as prioridades. Participam do comitê executivo o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e Jared Kushner (genro e conselheiro de Trump).

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) rebateu nesta quinta-feira (22/1) a nota da Polícia Rodoviária Federal (PRF) sobre os “riscos” da caminhada de 200 km organizada por ele e disse ter enviado ofício à PRF e à Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) comunicando sobre o trajeto.

“No próprio dia de início, a assessoria encaminhou ofícios à PRF e à ANTT, comunicando oficialmente o percurso pela BR-040. Ressalta-se que no primeiro dia o número de pessoas ainda era pequeno”, disse a assessoria do deputado.

Após PRF citar “riscos”, Nikolas diz que avisou sobre caminhada - destaque galeria
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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se reúne com apoiadores em Cristalina (GO) durante a “Caminhada da Liberdade”, mobilização que saiu de Paracatu (MG) e segue a pé rumo a Brasília (DF),

Na segunda-feira (19/1), o parlamentar iniciou a chamada “caminhada pela liberdade”, de Paracatu, em Minas Gerais, até a capital federal
SSP define esquema de segurança para caminhada de Nikolas

Segundo a equipe de Nikolas, a Secretaria-Executiva da Diretoria de Operações da PRF confirmou o recebimento do ofício e o cadastramento no Sistema Eletrônico de Informações (SEI). “Ou seja, houve comunicação formal dentro das possibilidades concretas do caso”, afirmou.

A nota diz ainda que os órgãos de segurança pública estão sendo notificados à medida que o trajeto avança.

A caminhada liderada por Nikolas, em resposta “às prisões injustas do 8 de janeiro e do ex-presidente Jair Bolsonaro”, entrou em seu quarto dia nesta quinta-feira (22/1) e tem previsão de chegar a Brasília no próximo domingo (25/1).

Com mais de 120 quilômetros percorridos desde a saída de Paracatu (MG), o parlamentar reuniu figuras da direita bolsonarista, além de mais de 100 manifestantes para andar pelo acostamento das rodovias federais, na BR-040.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou a primeira reunião trilateral entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos, cujo foco retomar as negociações de paz sobre a guerra no Leste Europeu, prestes a completar quatro anos. O encontro foi anunciado nesta quinta-feira (22/1) no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

Segundo Zelensky, o palco das reuniões será os Emirados Árabes Unidos. Os encontros devem acontecer na sexta-feira (23/1) e sábado (24/1).

A reunião marca a primeira rodada de negociações envolvendo os EUA. As discussões bilaterais entre Ucrânia e Rússia tiveram início em maio de 2025, mas não avançaram apesar dos esforços de mediadores como a Turquia, que sediou as primeiras conversas diretas entre ambos os lados desde o início do conflito.

Antes de discursar no evento na Suíça, Zelensky se encontrou com Donald Trump para discutir os avanços — ou a falta deles — sobre a paz na Ucrânia e o plano apresentado por Washington no último ano.

A advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, aparece como representante do Banco Master em um processo que investiga o empresário Nelson Tanure por crimes contra o mercado de capitais O caso passou a tramitar no STF após a Justiça Federal em São Paulo declinar da competência e remeter a investigação à Corte, onde está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli. O inquérito corre sob sigilo, e o banco figura como parte interessada no processo.

Procurado, o escritório Barci de Moraes Advogados não respondeu aos questionamentos da reportagem. O espaço segue aberto.

Em despacho de 16 de janeiro, a juíza Maria Isabel do Prado declarou-se incompetente para seguir com o inquérito ao identificar vínculo com fatos apurados no âmbito da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura fraudes financeiras atribuídas ao Master – investigação que tramita no Supremo sob a relatoria de Toffoli. Segundo a magistrada, havia elementos que indicavam a existência de conexão entre as apurações.

Com base nesse entendimento, a juíza concluiu que o caso deveria ser remetido ao STF para tramitar sob a mesma relatoria, em aplicação do instituto da conexão. Nesses casos, quando há vínculo de fatos, provas ou personagens com investigações já em curso, a distribuição ocorre por prevenção, mantendo o processo sob a relatoria do ministro que conduz os processos relacionados.

O inquérito apura se Tanure teria utilizado informações relevantes ainda não divulgadas ao mercado para obter vantagem na negociação de ações da Gafisa, prática conhecida como insider trading.

Embora o Banco Master não seja alvo da investigação, a instituição aparece como parte interessada porque a apuração analisa a atuação de fundos ligados ao banco nas operações sob suspeita. Nesse processo, Viviane Barci de Moraes acompanha o caso como representante do banco.

O advogado Pablo Naves Testoni, que defende Tanure, afirmou que o Ministério Público Federal citou o Banco Master ao apresentar a denúncia na Justiça Federal de São Paulo, ainda que de forma genérica. “Ao fazer isso, por obrigação processual, abriu a necessidade de resolução sobre eventual conexão probatória. Nesse sentido, foi feito o pedido em nome do empresário”, disse

O advogado acrescentou ainda que essa análise precisa agora ser enfrentada por exigência legal.

Caso o inquérito avance no STF e venha a ser levado a julgamento no plenário, Alexandre de Moraes poderá votar na análise do caso A atuação do escritório de advocacia do qual Viviane Barci de Moraes e os dois filhos do ministro são sócios passou a ser alvo de questionamentos após a revelação de um contrato de R$ 129 milhões firmado com o Banco Master.

Levantamento do Estadão/Broadcast mostrou ainda que a atuação de Viviane Barci de Moraes no STF e no STJ se intensificou após a posse de Alexandre de Moraes no Supremo, com o número de processos sob sua participação nessas cortes saltando de 27 para 152.

Tanure teve o patrimônio bloqueado por Toffoli em 6 de janeiro, após o ministro apontar indícios de que ele seria beneficiário de um fundo usado em um esquema de fraudes para desviar recursos e favorecer sócios ocultos do Banco Master, cujo controlador, Daniel Vorcaro, também é investigado.

Ele foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada há uma semana. Os investigadores citam Tanure como suposto “sócio oculto” do banco.

A defesa do empresário afirma que ele “jamais estabeleceu qualquer relação de natureza societária com o Banco Master, do qual foi cliente nos últimos anos, nas mesmas condições em que foi e segue sendo atendido por outras instituições financeiras conhecidas no mercado”.

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou nesta quinta-feira (22) que existem limites inegociáveis para a ilha autônoma ao discutir um possível acordo com os Estados Unidos, incluindo sua soberania, integridade territorial e normas estabelecidas pela lei internacional. “São linhas vermelhas que não queremos ultrapassar”, disse ele, em coletiva de imprensa nesta tarde.

Nielsen negou ter conhecimento sobre quaisquer detalhes do esboço de acordo alcançado ontem pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e pelo secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte. Segundo ele, a discussão provavelmente envolveu objetivos em comum de ambos os aliados, mas que os termos ainda serão negociados.

“Não sei o que há de concreto sobre esse acordo com os EUA”, afirmou o premiê, acrescentando que agora possui equipes trabalhando nas negociações para resolver as tensões. “Desejo de controlar nossa ilha ainda parecia existir até ontem, mas diálogo respeitoso é algo que buscamos desde o começo e agora parece que outras partes também querem isso.”

Nielsen frisou que ninguém possui autoridade para negociar e fechar um acordo em nome da Groenlândia ou da Dinamarca sem que seus representantes estejam envolvidos, em aparente crítica velada ao anúncio da véspera. Questionado mais de uma vez, o premiê repetiu que “não sabe” o que os termos do esboço EUA-Otan envolvem ou se houve discussões sobre minérios críticos e estabelecimento de bases militares na ilha.

Porto e montanha são refletidos em uma janela em Nuuk, na Groenlândia

Porto e montanha são refletidos em uma janela em Nuuk, na Groenlândia

O líder da Groenlândia ressaltou que está disposto a ampliar a participação da Otan e até mesmo instalar missões especiais da aliança militar, mas não comentou se faria o mesmo com a presença dos EUA na região. “Quero discutir o Domo de Ouro e planos semelhantes respeitosamente, mas pelos canais certos e de maneira respeitosa”, disse. “Segurança no Ártico é algo em que todos concordam.”

Nielsen foi categórico ao afirmar que defender a soberania da Groenlândia é sobre “manter a ordem mundial” e resolução de conflitos por meio da diplomacia. “Estamos esperançosos e queremos manter boa relação com os EUA, mas é difícil com ameaças todos os dias”, pontuou.

O deputado estadual Cabo Bebeto (PL) passou a integrar a chamada “Caminhada da Liberdade”, mobilização idealizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e que tem atraído a adesão de parlamentares e influenciadores ligados ao bolsonarismo em diferentes estados.

Nas redes sociais, Cabo Bebeto divulgou um vídeo em que aparece encontrando Nikolas Ferreira durante o trajeto, trocando cumprimentos e, em seguida, seguindo na marcha em direção a Brasília ao lado de outros apoiadores. Nas imagens, o parlamentar alagoano faz referência à defesa da liberdade e do Brasil, em tom informal, enquanto acompanha o grupo.

A caminhada teve início em Paracatu (MG) e prevê um percurso total de 240 quilômetros pela BR-040 até Brasília. Nessa quarta-feira (21), o grupo alcançou a marca de 90 quilômetros, no terceiro dia de deslocamento. Ao atingir o ponto, Nikolas Ferreira gravou um vídeo em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aos réus dos atos de 8 de janeiro e em crítica às penas aplicadas nos processos relacionados à suposta trama golpista.

Ao longo do trajeto, a mobilização vem reunindo nomes conhecidos da direita, como o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente. A chegada a Brasília está prevista para domingo (25), quando deverá ocorrer um ato de encerramento. Também há convocação de manifestações paralelas em outras cidades do país.

Além de Cabo Bebeto, outro representante de Alagoas confirmou participação. O vereador por Maceió, Leonardo Dias (PL), anunciou que saiu do estado para se encontrar com a comitiva em Minas Gerais e seguir na caminhada até a capital federal, afirmando que representará Alagoas no movimento.

Para reduzir o tempo de espera e evitar aglomerações, o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) instituiu um sistema de agendamento para o atendimento presencial para os serviços eleitorais realizados nos cartórios, centrais e postos de atendimento em todo o estado. A partir do dia 1º de fevereiro, o agendamento passará a ser obrigatório.
O agendamento é feito através de sistema eletrônico disponível no site do TRE-AL (www.tre-al.jus.br), com possibilidade de escolha de data, horário e local de atendimento. O sistema está em período de transição e, após 31 de janeiro, o atendimento presencial para serviços como emissão do primeiro título, transferência de domicílio eleitoral, atualização de dados cadastrais e coleta biométrica será realizado exclusivamente mediante agendamento prévio, com exceção de casos como pessoas com direito a atendimento prioritário, casos de urgência e eleitores em situação de exclusão digital.
Exclusão digital
As pessoas que declarem não possuir acesso à internet ou a dispositivos eletrônicos como celulares e computadores ou que demonstrem incapacidade ou dificuldade de utilizar as ferramentas digitais para realizar o agendamento ainda poderão comparecer nos pontos de atendimento sem o agendamento prévio, tendo a confirmação da vulnerabilidade digital confirmada pelo servidor ou servidora que realizar o atendimento.
A medida tem como objetivo organizar o fluxo de atendimento, reduzir o tempo de espera e oferecer mais comodidade às eleitoras e aos eleitores. Até o dia 1º de fevereiro, o atendimento continua garantido a todas as pessoas que comparecerem às unidades, com prioridade para quem tem direito a atendimento preferencial, para quem já estiver com horário agendado e, em seguida, por ordem de chegada.
Horário de atendimento
Os cartórios eleitorais de Alagoas funcionam das 7h30 às 12h30, de segunda à sexta-feira, até dia 31 de janeiro, em horário reduzido.
contato@vitoriofm.com.br
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