
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), disse nesta quinta-feira (5) que irá enviar um ofício à Policia Federal para que ela se manifeste sobre o inquérito que isentaria Lulinha, filho do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), das investigações da CPMI do INSS.
“A PF tem que se decidir”, disse. Sóstenes também afirmou que é “ridículo” tentar envolver Flávio Bolsonaro nas investigações via uma assessora. “Flávio Bolsonaro vai fazer o primeiro palco eleitoral aqui na CPMI”, disse. Congressistas do PT querem que senador e pré-candidato ao Planalto preste depomento à comissão. A administradora de um escritório de advocacia de Flávio é irmã de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS investiga indícios, levantados pela Polícia Federal, de que Fábio Luís Lula da Silva, 50 anos, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teria mantido relação próxima — e até sociedade empresarial — com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, preso desde 12 de setembro de 2025.
Em um depoimento à Polícia Federal (PF) que chegou a integrantes da CPMI do INSS, uma testemunha afirmou que Fábio Luís, conhecido como Lulinha, teria recebido valores de Careca do INSS, incluindo cerca de 25 milhões (moeda não especificada) e uma “mesada” mensal de aproximadamente R$ 300 mil, sem detalhamento do período. O relato também cita viagens feitas pelos dois a Portugal.
A testemunha em questão é Edson Claro — ex-funcionário do Careca do INSS, que afirma estar sendo ameaçado pelo antigo chefe. Ele é um dos investigados pela PF e prestou depoimento em 29 de outubro de 2025. Claro não foi convocado para depor na CPMI do Congresso, após mobilização de congressistas governistas.

Em entrevista ao croata Stephen Nicola Bartulica, integrante do Parlamento Europeu, o deputado Nikolas Ferreira (PL) criticou Lula e o ministro Alexandre de Moraes (STF), o qual disse “agir como um ditador” no Brasil.
Na conversa com o conservador, que nasceu dos Estados Unidos, mas é radicado na Croácia desde 1992, o parlamentar brasileiro destacou ter disputado as eleições de 2022 com suas redes sociais bloqueadas por Moraes e avaliou que o Brasil vive “tempos difíceis” com Lula na Presidência.
“Nós vivemos tempos difíceis no Brasil hoje, porque temos um presidente socialista, Lula. E, como todos os socialistas, ele quer regular a internet dizendo que tudo o que falamos é desinformação. Eu enfrentei isso nas eleições passadas. Todas as minhas redes sociais, minhas mídias sociais, foram fechadas por uma ordem do ministro da Suprema Corte chamado Alexandre de Moraes”, disse Nikolas.
“Ele é como um ditador. Ele decide tudo no Brasil. E não sou só eu quem está enfrentando isso. Todos os cidadãos normais no Brasil sofrem esse risco. Se você disser alguma opinião nas redes sociais, talvez a sua rede social seja fechada por ele”, afirmou o deputado.
Eleito em 2024 para o Parlamento Europeu, Stephen Bartulica iniciou a carreira política no Ministério das Relações Exteriores da Croácia. Entre 2020 e 2024, foi membro do parlamento croata e hoje integra o Grupo dos Conservadores e Reformistas Europeus.
Nikolas Ferreira foi à Europa para participar da VII Cúpula Transatlântica, realizada em Bruxelas, na Bélgica, que teve como tema central o debate sobre liberdade de expressão.
O parlamentar também discursou no Parlamento Europeu, onde falou sobre a caminhada que promoveu até Brasília e sobre as prisões de pessoas envolvidas nos atos do 8 de Janeiro.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, anunciou na última quarta-feira (4) o cancelamento da reunião convocada para o dia 12, que reuniria os ministros da Corte para discutir a proposta de criação de um Código de Ética.
Segundo fontes do Supremo, o encontro marcado para o horário do almoço foi adiado por incompatibilidade de agenda do ministro Fachin.
Confirmada à Jovem Pan, a reunião segue sem nova data definida. A expectativa, no entanto, é que o encontro seja remarcado para depois do Carnaval.
Na sessão solene de abertura do Ano Judiciário de 2026, na última segunda-feira (2), Fachin reafirmou o compromisso com a integridade institucional e anunciou que a ministra Cármen Lúcia será a relatora da proposta de um Código de Ética do Tribunal, prioridade de sua gestão para maior transparência, responsabilidade e confiança pública.
O debate sobre o Código de Ética no STF ocorre em meio a questionamentos sobre a conduta do ministro Dias Toffoli na condução do caso envolvendo o Banco Master. Toffoli chegou a determinar que bens e materiais apreendidos pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero fossem lacrados e armazenados na sede do Supremo, em Brasília.
Posteriormente, o ministro atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), na quarta-feira (14), para que o material apreendido permanecesse sob custódia do próprio órgão.
O ministro Alexandre de Moraes também disse que nenhum juiz, inclusive da Corte, julga casos com os quais tenham ligação. “Magistrado não pode ter ligação com o processo que julga. E todos os magistrados, inclusive desta Suprema corte, não julgam nunca nenhum caso em que tem ligação”, afirmou em sessão plenária na última quarta-feira (4) durante o julgamento que trata das regras para o uso de redes sociais por juízes.
Outro episódio que reacendeu a discussão sobre a necessidade de um Código de Ética envolve a esposa de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, que aparece como representante do Banco Master em um processo que investiga o empresário Nelson Tanure por crimes contra o mercado de capitais.
O caso passou a tramitar no STF após a Justiça Federal em São Paulo declinar da competência e remeter a investigação à Corte, onde está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli. O inquérito corre sob sigilo, e o banco figura como parte interessada no processo.
A Argentina e os Estados Unidos assinaram, nesta quarta-feira (4/2), em Washington, um acordo sobre minerais críticos. O objetivo é ampliar a transparência do mercado e do fornecimento desses insumos, considerados estratégicos para áreas como tecnologia, segurança e defesa.
A assinatura ocorreu durante uma cúpula ministerial sobre minerais críticos convocada pelo governo do presidente Donald Trump, no Departamento de Estado norte-americano. O encontro reuniu representantes de mais de 50 países em meio à tentativa dos Estados Unidos de conter o avanço da China no mercado global desses minerais.
A Argentina foi representada pelo ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno. O encontro se estendeu ao longo de todo o dia e reuniu autoridades de alto escalão dos EUA, como o secretário de Estado Marco Rubio, o vice-presidente JD Vance, o diretor sênior de gestão da cadeia de suprimentos David Coplay e o secretário adjunto de Estado para Assuntos Econômicos, Jacob Helberg. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, encerrou a reunião, seguida da assinatura do acordo. O governo dos EUA classificou a reunião como “histórica”, mas não informou quantos países, ao todo, aderiram formalmente ao acordo.
Durante o evento, Vance afirmou que os Estados Unidos estão convidando aliados a formar um bloco comercial de minerais críticos. Segundo ele, os países participantes terão acesso a financiamento privado e a fornecimento seguro desses insumos em situações de emergência ou contingência. Antes da assinatura, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a Argentina terá papel relevante no setor. Segundo ele, os recursos naturais do país sul-americano beneficiam não apenas os Estados Unidos, mas diversos mercados globais, de forma positiva também para a economia argentina.
“A Argentina não é conhecida apenas por seus recursos naturais. Grande parte do mundo, não apenas os Estados Unidos, se beneficia deles, de uma forma que é boa para a Argentina”, disse Rubio.
Objetivos do acordo
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores da Argentina informou que o acordo busca fortalecer e diversificar as cadeias de valor, criar um ambiente favorável à entrada de investimentos produtivos de longo prazo e responder ao aumento da demanda global por minerais utilizados em tecnologias avançadas. A pasta avaliou que a iniciativa representa uma oportunidade para o crescimento econômico e produtivo do país, embora não tenha detalhado como o acordo será implementado.
O governo argentino também destacou o desempenho recente do setor. Em 2025, as exportações da mineração atingiram o recorde de US$ 6,037 bilhões, alta anual próxima de 30%, impulsionadas pelo Regime Integrado de Mineração (RIGI). Segundo o ministério, a mineração, em especial de minerais críticos como lítio e cobre, se tornou setor central para a ampliação das exportações, a geração de divisas e a criação de empregos qualificados.
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O acordo tem como meta estabelecer maior transparência no mercado, diversificar a cadeia global de suprimentos e garantir preços de referência, evitando que agentes externos tentem influenciar valores, como ocorre, na avaliação dos EUA, com a atuação da China.
Em discurso durante a cúpula, Quirno afirmou que os minerais críticos passaram a ocupar posição central na segurança nacional, na competitividade industrial e no cenário geopolítico. Para ele, o foco da iniciativa está na construção de mercados justos e transparentes.
O acesso a minerais críticos – que inclui terras raras e metais estratégicos – é considerado prioritário pelo governo Trump. A reunião contou com a presença de países classificados como “parceiros”, entre eles membros do G7, além de Índia, Coreia do Sul, Austrália, México, Nova Zelândia, Bolívia, Paraguai e Argentina.
O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou, nesta quarta-feira (4/2), o julgamento de ações que tratam da validade das regras impostas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para o uso de redes sociais por magistrados do Brasil.
Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes foi o primeiro a votar, entendendo pela improcedência das ações e a validade dos limites para juízes em redes sociais.
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A deputada federal Caroline De Toni (PL-SC) recusou oferta do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para desistir da disputa ao Senado em Santa Catarina e avisou ao cacique que deixará o partido.
A decisão foi comunicada pela parlamentar a Valdemar em conversa por telefone nas últimas horas. Caroline também já começou a avisar lideranças políticas catarinenses que pedirá desfiliação do PL.
A deputada disse a interlocutores que ainda não decidiu para qual partido migrará. Segundo aliados, ela teria convite de seis partidos para se filiar e concocorrer ao Senado: MDB, PSD, Novo, PRD, Avante e Podemos.
Caroline decidiu sair do PL após Valdemar deixar claro que não haveria espaço para ela concorrer ao Senado. O cacique, como revelou a coluna na terça-feira (3/2), ainda ofereceu um plano B para a deputada.
Em conversa com Caroline na terça-feira, o presidente nacional do PL ofereceu à deputada a vaga de candidata a vice do governador do estado, Jorginho Mello (PL), que tentará a reeleição este ano.
Valdemar ainda uma segunda proposta a Caroline. O cacique, segundo relatos de aliados, prometeu fazê-la líder do PL na Câmara em 2027, caso Caroline dispute a reeleição como deputada federal em 2026.
Na conversa com Caroline, Valdemar argumentou que o PL precisa dar uma das vagas ao Senado na chapa de Jorginho ao senador Esperidião Amin (PP-SC). A outra vaga será de Carlos Bolsonaro (PL).
O gesto de Valdemar faria parte de um acordo maior entre o PL e o PP que envolveu a eleição no Rio Grande do Sul. Na terça-feira, o PP rompeu com o governador Eduardo Leite (PSD) e anunciou aliança com o PL no estado.
No mesmo dia da conversa entre Valdemar e Caroline, o governador catarinense disse publicamente em um evento em Brasília que a deputada e Carlos Bolsonaro seriam seus candidatos ao Senado.
O presidente do PL, contudo, deixou claro que está disposto a intervir no diretório do partido em Santa Catarina para garantir a vaga a Espiridião Amin na chapa de Jorginho, caso o governador insista em apoiar Carolinee.
O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), é acusado de assédio sexual contra uma jovem em Balneário Camboriú (SC).
À Jovem Pan, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou que foram colhidos depoimentos em relação ao caso na manhã desta quarta-feira (4). “O caso está tramitando no âmbito da Corregedoria Nacional de Justiça, em sigilo, como determina a legislação brasileira. Tal medida é necessária para preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização”, diz o comunicado.
Segundo o portal Metrópoles, a vítima tem 18 anos e é filha de um casal de amigos do ministro. No dia 9 de janeiro, enquanto estavam na praia, ela teria ido em direção ao mar, onde Buzzi estava. O assédio teria ocorrido na água, com o ministro tentando agarrá-la.
A jovem relatou o fato aos pais, que deixaram o local e seguiram para São Paulo, onde tentaram registrar um boletim de ocorrência. A família foi orientada a procurar o Supremo Tribunal Federal (STF), já que o ministro tem foro privilegiado.
Em nota, o ministro Marco Buzzi se disse “surpreendido” com a acusação. Ele afirmou que ela não corresponde aos fato e que repudia “qualquer ilação que tenha cometido ato impróprio.”
Se for aberto procedimento e Buzzi for condenado, ele pode sofrer sanções administrativas, que variam da advertência à aposentadoria compulsória. A mãe da vítima, que é advogada, procurou ministros do STJ para contar o caso. Um integrante do tribunal admitiu que não há disposição dos colegas de proteger o ministro acusado.
O casal esteve com o juiz auxiliar de Edson Fachin, presidente do STF, na terça-feira (3). Buzzi tomou posse no STJ em 2011, indicado por Dilma Rousseff.
A crise envolvendo o Banco Master ganhou dimensão internacional e chegou ao Judiciário dos Estados Unidos. A Trump Media, ligada ao presidente Donald Trump, ingressou com uma ação na Justiça da Flórida na qual relaciona o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ao escândalo que culminou na liquidação da instituição financeira.
A iniciativa sustenta a existência de um suposto conflito de interesses envolvendo decisões judiciais no Brasil e um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa do ministro.
A denúncia foi apresentada pelo advogado Martin de Luca, que atua em nome de interesses ligados a Trump. Segundo o documento, o Banco Master teria firmado, no início de 2024, um contrato de aproximadamente R$ 129 milhões (cerca de US$ 23 milhões) com o escritório de Viviane Barci.
O acordo previa pagamentos mensais em torno de US$ 700 mil ao longo de três anos. Ainda conforme a petição, não teriam sido identificados trabalhos substanciais que justificassem os valores acertados.
“O Banco Master, controlado por um empresário brasileiro chamado Daniel Vorcaro, foi colocado em liquidação pelo Banco Central do Brasil após reguladores identificarem irregularidades graves, incluindo a transferência de grandes volumes de ativos fictícios para um banco estatal chamado BRB, expondo instituições públicas brasileiras a perdas reportadas na ordem dos bilhões de dólares”, afirma De Luca na solicitação apresentada à Justiça americana.
O ponto central da ação é a alegação de que o contrato com o escritório da esposa do ministro teria coincidido com decisões consideradas favoráveis ao Banco Master no STF. A empresa ligada a Trump sustenta que Alexandre de Moraes teria atuado diretamente em processos relacionados ao banco enquanto o acordo estava em vigor, o que, segundo a denúncia, levanta suspeitas de uso indevido do cargo público.
De Luca também menciona a adoção de “medidas extraordinárias de sigilo judicial”, além do encerramento de ações no STF e do arquivamento de apurações preliminares pela Procuradoria-Geral da República, interpretados pela ação como indícios de favorecimento institucional.
“O Banco Master havia firmado um contrato no início de 2024 para pagar aproximadamente US$ 23 milhões ao longo de três anos ao escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do réu, por uma representação legal e ‘institucional’ amplamente definida perante tribunais, reguladores e órgãos legislativos”, registra o advogado no documento enviado à corte da Flórida.
O caso Banco Master envolve suspeitas de fraudes com ativos fictícios e operações financeiras realizadas com o Banco de Brasília (BRB). Segundo o Banco Central, essas transações teriam colocado bilhões de reais em risco, levando à liquidação da instituição em 2025.
O banco era controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, citado na ação como peça central das irregularidades apontadas pelas autoridades reguladoras.
A ação protocolada pela Trump Media solicita que Alexandre de Moraes seja oficialmente notificado da denúncia apresentada nos Estados Unidos. O pedido inclui ainda a notificação da plataforma Rumble, que teria divulgado informações contratuais relacionadas ao caso no Brasil.
A ofensiva jurídica dá ao episódio uma projeção internacional inédita e amplia a pressão sobre a imagem de imparcialidade do Judiciário brasileiro. As acusações levantadas, ao associarem decisões do STF a um contrato milionário envolvendo a esposa de um de seus ministros, adicionam um novo capítulo de tensão institucional em um momento sensível para a Suprema Corte.
Os advogados do empresário Eike Batista recorreram da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que manteve Dias Toffoli como relator em caso em que analisa a disputa sobre direito de preferência por debêntures. A defesa quer que o pedido de suspeição contra Toffoli devido suposta relação do ministro com o dono do BTG Pactual, André Esteves, seja analisada em uma das Turmas da Corte ou em plenário.
Moraes manteve Toffoli na relatoria do caso durante as férias de Edson Fachin quando estava como presidente em exercício do STF. Ele deu a decisão porque é uma prerrogativa do caso. Agora, a defesa quer análise pelo colegiado.
A defesa de Eike argumentou na Arguição de Suspeição que a relatoria de Toffoli não teria imparcialidade garantida devido à relação pessoal dele com o dono do BTG Pactual, André Esteves. Moraes considerou, em decisão publicada na última sexta-feira (30/1), que matérias jornalísticas publicadas em portais de notícias, mesmo com vídeos, não podem ser consideradas provas em um processo judicial.
Além de trazer nos autos a informação de que os ativos tiveram valor subestimado e de fazer um ponto a ponto sobre o voto de Toffoli que deu preferência de compra das debêntures ao fundo de investimento Itaipava FIM, que teve aporte do BTG Pactual, a defesa apontou a amizade do ministro após vídeos divulgados pelo Metrópoles, na coluna de Andreza Matais.
A reportagem jornalística foi usada como exemplo para demonstrar a relação pessoal de Dias Toffoli com André Esteves. No entanto, Moraes disse, em sua decisão, que não poderia declarar a suspeição de Toffoli no caso porque “o pedido se ampara unicamente em notícias de portais da internet que não servem minimamente como prova do alegado”.
A coluna revelou, com vídeos e relatos, que Toffoli se encontrou com André Esteves e Luiz Pastore no resort Tayayá, no Paraná. Pastore é empresário do setor metalúrgico e suplente de senador pelo MDB.
Eike Batista alegou no pedido de suspeição que Toffoli autorizou preço de R$ 612 milhões para as debêntures, inferior aos R$ 2 bilhões estimados pela defesa do empresário. Além disso, o ministro reconheceu, em seu voto o direito de preferência da Itaipava.
Em 17 de dezembro de 2024, Toffoli votou pela preferência do Itaipava FIM na compra das debêntures. Dois dias depois, o Itaipava FIM realizou assembleia na qual foi aprovada a emissão de cotas, no valor de R$ 613 milhões. Porém, o fundo não estava formalmente constituído, pois não tinha patrimônio. Assim, a capitalização foi realizada pelo próprio BTG Pactual.
A defesa de Eike alega que a imparcialidade de Toffoli não está garantida no caso, porque o BTG foi beneficiado pela decisão do ministro do STF.
No pedido da defesa de Eike, há o argumento de que “André Esteves é o maior beneficiário da decisão prolatada em 17 de dezembro de 2024, que garantiu ao banqueiro do BTG Pactual a aquisição das debêntures por cerca de 10% do valor real dos ativos”. E que a relação de Esteves com Toffoli, ministro relator do caso no STF, é suficiente para que Fachin decrete a suspeição do colega.
Os advogados de Eike elencam “a aproximação pessoal do relator com o controlador do BTG; a posição do BTG como credor privilegiado e financiador do fundo Itaipava FIM; e a capitalização relâmpago desse fundo para viabilizar a operação” como provas de que Toffoli não deveria ser mantido à frente do caso no STF.
“É formado um quadro fático que, sob a perspectiva de um observador razoável, transcende em muito o risco abstrato e se projeta como dúvida objetiva sobre a imparcialidade“, alegam os advogados no pedido.
O mérito do caso é analisado no plenário virtual do STF na Petição nº 8.754/DF, que trata do acordo de colaboração premiada celebrado entre Eike Batista e a PGR. As debêntures, no caso, foram oferecidas como garantias patrimoniais destinadas a assegurar o cumprimento das obrigações assumidas, sobressaindo, entre elas, as debêntures emitidas pela Iron X Mineração S.A., anteriormente denominada Anglo Ferrous Brazil S.A.
Os títulos, arrematados à época por R$ 612 milhões, são estimados hoje, pela defesa do empresário, em R$ 2 bilhões, com a possibilidade de atingir R$ 10 bilhões ao longo dos anos. O caso estava parado após pedido de vista do ministro André Mendonça e foi retomado para julgamento em dezembro de 2025.
A PGR questiona a transação. Para a Procuradoria, os títulos foram oferecidos por Eike Batista como garantia do pagamento da multa de R$ 800 milhões prevista no acordo de colaboração premiada, o que impediria a sua alienação.
Porém, as mesmas debêntures, emitidas pela Anglo Ferrous Brasil, foram levadas a leilão pela Justiça de Minas Gerais para quitar dívidas da massa falida da MMX. Na ocasião, a vencedora do certame foi a Argenta Securities.
Diretamente interessada no julgamento de recurso da PGR, a Argenta Securities Limited afirma não ter tido acesso aos autos do processo no STF. Petição protocolada em 3 de dezembro, pedindo habilitação formal, segue sem apreciaçãode Toffoli, segundo a defesa.
De acordo com o advogado da Argenta Securities, Marcelo Sedlmayer, a situação gera angústia em razão do julgamento estar em andamento. “A empresa ainda não ter sido formalmente habilitada nos impede de consultar documentos e de nos manifestarmos sobre pontos centrais, como o suposto direito de preferência atribuído ao Fundo Itaipava (Itaipava FIM)”, argumentou.
Embora Toffoli tenha reconhecido a preferência de compra das debêntures para fundo Itaipava, André Mendonça apresentou seu voto-vista, que acompanhou o relator para negar o agravo da PGR, mas divergiu no que se trata ao fundo, que teve aporte do BTG.
O entendimento de Mendonça sobre o pedido da PGR é de que não há preferência da União sobre o produto da venda do ativo, já que o acordo de colaboração premiada não pode se sobrepor às regras do direito falimentar, ramo do direito empresarial que estabelece as normas para situações de insolvência de empresas.
Mendonça, no entanto, diverge de Toffoli quanto ao direito de preferência na compra, reconhecido pelo relator ao Fundo Itaipava. No voto-vista, Mendonça sustenta que o bem oferecido por Eike como garantia não pertencia ao empresário, o que impõe, antes de qualquer conclusão, a definição de quem era o efetivo proprietário das debêntures.
Ainda faltam os votos dos ministros Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes, integrantes da Segunda Turma. O ministro Luiz Fux se declarou impedido.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nessa terça-feira (3/2), que o país está negociando com o Irã “neste momento”, indicando um avanço nas tentativas de diálogo, mesmo diante de retórica dura e ameaças de escalada militar entre os dois países.
“Eles vão ceder. Estão negociando, gostariam de fazer algo e vamos ver se algo será feito. Estamos negociando com eles agora”, disse Trump a repórteres na Casa Branca.
Segundo o republicano, o governo iraniano demonstra interesse em evitar um novo confronto direto com os Estados Unidos.
De acordo com Trump, as conversas avançaram após o Irã solicitar mudanças no formato da próxima reunião entre representantes dos dois países.
Entre os pedidos estão a alteração do local do encontro, que deixaria de ser realizado na Turquia para ocorrer em Omã, além da redução do escopo das discussões.
O presidente norte-americano não confirmou onde nem quando a reunião deve acontecer, mas, segundo a imprensa internacional, o encontro entre negociadores americanos e altos representantes iranianos pode ocorrer ainda nesta semana.
Lideranças do Centrão, do governo e até da oposição afirmam que, diante da pressão política e do recolhimento das assinaturas, a CPMI do Master deverá ser instalada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
Esses senadores avaliam, no entanto, que o fator tempo deve travar o avanço dos trabalhos da comissão. O consenso é de que a CPMI só será instalada após o Carnaval e que, já em abril, os parlamentares estarão concentrados nas eleições de outubro.
Ainda segundo líderes do Congresso, uma eventual prorrogação da CPMI do INSS também pode impactar os trabalhos da comissão que pretende apurar irregularidades envolvendo o Banco Master, como a alegada fraude na venda de carteiras de crédito da instituição para o Banco de Brasília (BRB).
O requerimento para a criação do colegiado foi protocolado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ) na terça-feira (3/2), com o apoio de 42 senadores e 238 deputados.
Por se tratar de uma comissão mista, cabe agora ao presidente do Congresso Nacional formalizar a instalação da CPMI com a leitura do requerimento em sessão do plenário.
A defesa do ex-deputado Daniel Silveira protocolou, nesta terça-feira (3), um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando autorização para que ele possa realizar seu casamento em Petrópolis (RJ). O requerimento foi apresentado em razão das medidas restritivas atualmente impostas ao ex-parlamentar.
Segundo os advogados Paulo Faria e Michael Robert, Silveira não pode comparecer à cerimônia sem autorização expressa do STF. Isso porque o evento está previsto para acontecer em um sábado pela manhã, período em que o monitoramento eletrônico impõe limitações à sua circulação.
Na petição encaminhada ao ministro, a defesa sustenta que Daniel Silveira tem mantido conduta adequada desde o início do cumprimento das medidas judiciais. Os advogados afirmam que o ex-deputado não registra faltas disciplinares e atende aos critérios exigidos para a concessão da liberação solicitada.
“Ressalte-se que o Requerente apresenta bom comportamento, não registra faltas disciplinares e preenche os requisitos necessários para a concessão da medida pleiteada, inexistindo qualquer risco à ordem pública ou ao regular cumprimento da decisão judicial vigente”, declarou a defesa no documento.
Diante desses argumentos, os representantes legais pedem uma liberação excepcional para que Silveira possa participar da cerimônia.
A solicitação foi encaminhada diretamente ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo acompanhamento do caso no STF. Na peça, obtida em primeira mão, os advogados reiteram que o ex-deputado tem cumprido todas as determinações judiciais e reforçam a ausência de qualquer risco associado à autorização requerida.
Em dezembro do ano passado, foi revelado que Daniel Silveira mantém um relacionamento com Georgia Neves Barros. Oncodermatologista, ela tem 29 anos e pertence a uma família tradicional de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro.
De acordo com relatos de pessoas próximas, o casal se conheceu em uma academia. Amigos afirmam que o ex-deputado acredita ter encontrado sua “alma gêmea”.
A discussão sobre o fim da escala 6×1 se tornou uma das prioridades de Lula para 2026, ano eleitoral. O governo vai enviar um novo texto ao Congresso logo depois do Carnaval. “Esse é um debate central, é uma prioridade do presidente Lula”, disse o vice-líder do governo no Congresso Lindbergh Farias (PT-RJ). O texto será encaminhado ao Congresso com regime de urgência constitucional, ou seja, com prazo de 45 dias para tramitação cada casa legislativa.
O deputado afirmou que o projeto “pauta o país” e que “a sociedade exige que o tema seja tratado como prioridade”.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já sinalizou que colocará o assunto em pauta. “Devemos acelerar também o debate sobre a PEC 6×1, com equilíbrio e responsabilidade, ouvindo trabalhadores e empregadores”, disse na última segunda-feira (2).
A reportagem apurou que parte da base do governo está pessimista quanto ao avanço da matéria ainda em 2026 por conta da complexidade do tema. Outros, no entanto, acreditam que o apelo popular vai obrigar o Congresso a discutir o assunto e que uma votação ainda neste ano é possível.
A pauta, ainda que extremamente popular, esbarra em questões econômicas: um possível fim da escala 6×1 poderia resultar no fechamento de postos de trabalho e no desaquecimento do comércio, alertaram especialistas da área econômica ligados ao governo. A alta empregabilidade e o poder de compra são duas das principais bandeiras do governo para exaltar a atual gestão.
O assunto também é rejeitado pelo empresariado, que ainda não entrou em campo para argumentar contra a mudança por considerar que o debate é incipiente e causaria desgaste.
A insistência no assunto também faz parte de uma estratégia para ganhar mais popularidade e diminuir a alta rejeição que impede Lula de abrir vantagem nas pesquisas. Em ano eleitoral e com pouco tempo para debate, o petista poderia ter o melhor de dois mundos: se colocar como principal defensor de uma pauta popular, mas não enfrentar as dificuldades para a aprovação da matéria até o fim das eleições. Com isso, a base do governo espera uma diminuição da rejeição e um caminho mais tranquilo para a reeleição.
A última pesquisa Atlas/Intel, divulgada nesta quarta-feira (21), exemplifica bem o cenário que preocupa o PT: nas disputas de 1º turno, o atual presidente marca de 48% a 49% das intenções de voto em todos os cenários. Nas pesquisas de 2º turno, Lula estaciona nos 49%, ainda à frente de todos os potenciais adversários, mas escancarando a dificuldade que o petista tem de convencer eleitores de outros candidatos ou indecisos.
O levantamento também questionou os eleitores sobre quais candidatos eles “não votariam de jeito nenhum”. Lula foi o segundo mais rejeitado, com 49,7%. Ele só ficou atrás do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que, apesar de inelegível, foi rejeitado por 50% dos entrevistados.
Os números acenderam um alerta em líderes governistas. Lula não tem conseguido transformar as recentes agendas positivas na economia – como desemprego recorde, inflação dentro da meta e aprovação da isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000, além do protagonismo internacional com a queda do “tarifaço” de Trump – em intenções de voto.positivas na economia – como desemprego recorde, inflação dentro da meta e aprovação da isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000, além do protagonismo internacional com a queda do “tarifaço” de Trump – em intenções de voto.
Um dos números que mais assustaram o PT na última pesquisa Atlas Intel foi a rejeição do atual presidente entre os mais jovens. 75,5% dos entrevistados na faixa dos 16 a 24 anos desaprovam o governo.
O número é um pouco maior do que a rejeição entre os evangélicos (74,2%), demografia já identificada como um problema para o partido. A sigla tenta, nos últimos anos, acenar para os protestantes, geralmente mais conservadores.
A rejeição entre os mais jovens, no entanto, é novidade: fundado em 1980, o PT sempre contou com a popularidade entre os jovens. Foram eles, junto com sindicalistas e intelectuais, que fomentaram o crescimento do partido na redemocratização e que credenciaram a ascensão de Lula ao Planalto.
Mais desiludida e mais conservadora, a atual geração de jovens já nasceu com partido consolidado entre os maiores do país. Também cresceu vendo o PT no poder. Por isso, não enxerga a sigla como uma forma de mudança. A forma de o partido se comunicar, mais analógica, também é vista como um entrave para penetrar nas gerações Z e Alpha.
A discussão sobre o fim da escala 6×1, que ganhou tração na internet antes de chegar a Brasília, é vista como uma oportunidade única de alcançar o público mais jovem. Em outro eixo, a esquerda tenta modernizar sua forma de se comunicar para dialogar com esses eleitores. Admitem, no entanto, que a direita continua muito à frente na guerra narrativa travada nas redes sociais.
O deputado Carlos Jordy (PL-RJ), anunciou em coletiva de imprensa nesta terça-feira (3), o pedido de protocolo da CPMI do Banco Master.
O deputado afirmou que os “tiranos” que se julgam defensores da constituição estão “atolados até o pescoço” no caso Master. Jordy fez várias acusações durante o discurso. “Nós estamos vendo nesse cenário todo que envolve gente muito poderosa”, disse.
O parlamentar destacou o recorde de assinaturas, com 280. São necessárias 198 assinaturas no total para a instalação de CPMI, 171 na Câmara e 28 no Senado. Também acusou que “pessoas poderosas” estão tentando um “acordão” para livrar Daniel Vorcaro de uma possível condenação em relação ao Banco Master.
Jordy chamou o deputado Lindberg Farias de mentiroso, por dizer que iria apoiar uma CPI do Master, mas que o PT não assinaria o documento protocolado pelo PL. “Se ele quer realmente que esse governo seja levado a sério, ele tem que assinar o nosso pedido de CPMI.”
O parlamentar terminou a fala dizendo que espera que o presidente do Senado Davi Alcolumbre faça a instalação do processo.
A medida tem como objetivo investigar denúncias e possíveis irregularidades envolvendo a instituição financeira.
A lista de apoio é composta por 42 senadores e 236 deputados federais. Para o autor do requerimento, deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), a quantidade de adesões reflete a atenção do Parlamento à gravidade dos fatos.
“Alcançamos um recorde histórico de assinaturas para a instalação de uma CPMI. Isso mostra que o Parlamento brasileiro está atento e comprometido em investigar esse escândalo”, afirmou Jordy. O parlamentar destacou ainda que a sociedade exige transparência e que o objetivo é conduzir uma apuração profunda.
Com o cumprimento das exigências regimentais e o número de assinaturas acima do necessário, o próximo passo é a leitura do requerimento no Congresso para que a comissão seja oficialmente instalada. “Queremos uma investigação séria, técnica e responsável”, completou o deputado.
Desde que tomou posse como deputada federal, Heloísa Helena (Rede-RJ) ganhou destaque nacional e abriu espaço para grandes debates e defesas que faltavam na Câmara dos Deputados.
A ex-senadora de Alagoas, juntamente com a deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS), apresentou um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master.
Para que a CPMI seja instalada, é necessária a assinatura de 27 senadores e 171 deputados federais. Uma vez atingido esse número, a criação da comissão torna-se obrigatória, não dependendo da vontade das presidências da Câmara ou do Senado.
"Na abertura dos trabalhos legislativos, falei à imprensa na Câmara sobre o que muita gente prefere esconder. A CPMI do Banco Master é essencial para jogar luz nos esquemas que operam nas entranhas do poder — onde prejuízos privados tentam virar conta pública. Assine pela CPMI e lute com a gente. Transparência não é favor. É dever.", escreveu HH em sua conta oficial no Instagram.
Ontem, 02,em entrevista à imprensa no Congresso Nacional, a deputada federal questionou os motivos do Banco Master ser "tão protegido", até pelos setores de esquerda, diante das graves denúncias para o que ela considerou de" uma instituição financeira cercada por denúncias e investigação".
HH reforçou que está fazendo um grande esforço - ao lado dos colegas - de entregar ao povo brasileiro, na condição de assistir ao vivo, todo o debate e procedimento investigatório da CPI do Banco Master.
"Um banco que lava dinheiro sujo do narcotráfico, que estabelece um grande propinódromo do banditismo político está sendo tão protegido, inclusive, pelos mais setores de esquerda. Estamos entregando ao povo brasiliero a oportunidade de assistir ao vivo e assim compreender os mistérios sujos, por trás e pela frente, dessa instituição financeira", reiterou Heloísa Helena sobre Banco Master.
PT vai assinar
Segundo matéria do Estadão, a bancada do PT na Câmara dos Deputados vai assinar o pedido de instauração da CPI para apurar fraudes com o envolvimento do Banco Master. A confirmação foi do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), nesta terça-feira, 3, a jornalistas em Brasília.
De acordo com Lindbergh, os petistas também assinarão o pedido das deputadas Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Heloísa Helena (Rede-RJ) para a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que teria a participação de deputados e de senadores.
Em Tempo: O site para assinatura da CPMI do Banco Master está disponível. Assine o abaixo-assinado Clicando Aqui! e pressione o Congresso Nacional pela instalação imediata da CPMI do Banco Master.
Ministros do STF relutam em conceder prisão domiciliar a Bolsonaro por temer que o ex-presidente volte a violar a tornozeleira eletrônica.
Sob reserva, magistrados relataram à coluna que tudo estava encaminhado para Bolsonaro seguir o mesmo caminho do também ex-presidente Fernando Collor, que, condenado pela Suprema Corte a regime fechado, obteve o benefício de poder ficar preso em casa devido a problemas de saúde.
“Bolsonaro estava em prisão domiciliar quando violou a tornozeleira eletrônica. O que garante que não tentará novamente? Collor nunca violou a tornozeleira”, disse à coluna um integrante da Corte.
Já advogados de Bolsonaro sustentam que o ex-presidente apresentava quadro de desorientação mental quando usou uma solda para tentar romper a tornozeleira, pois havia misturado os medicamentos pregabalina e sertralina.
A bula desses medicamentos aponta que, em casos incomuns, a pessoa medicada pode sofrer alucinações.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após a eleição do presidente Lula. Fernando Collor foi condenado a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção.
