
O governo brasileiro condenou o ataque realizado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã neste sábado (28/2).
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) expressou grave preocupação diante da situação. “Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região”.
Segundo a pasta, o Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil.
“As embaixadas do Brasil na região acompanham os desdobramentos das ações militares, com particular atenção às necessidades das comunidades brasileiras nos países afetados’, disse o texto.
Além disso, o governo recomendou que os brasileiros na região estejam atentos às orientações de segurança das autoridades locais e afirmou que o embaixador do Brasil em Teerã está em contato direto com a comunidade brasileira, a fim de transmitir atualizações sobre a situação e orientações de segurança.
O ataque ao Irã aconteceu na manhã deste sábado, pelo horário de Brasília, pouco depois das 8h, no de Israel. A informação foi divulgada pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, e confirmada pelo presidente dos EUA, Donald Trump. O ataque foi efetuado “para eliminar ameaças”, segundo Katz.
Horas após os ataques dos EUA, a base da Marinha dos Estados Unidos no Bahrein foi alvo de mísseis iranianos, informou uma autoridade americana à CNN internacional.
Segundo Trump, a ação teve o objetivo de eliminar as ameaças ao povo americano.
“Nós vamos garantir que o Irã nunca terá uma arma nuclear”, afirmou. “Vamos destruir seus mísseis e arrasar sua indústria de mísseis”, acrescentou.
A tensão entre Estados Unidos e Irã volta a ganhar contornos cada vez mais concretos no tabuleiro geopolítico. Mesmo em meio a rodadas de negociação nuclear, Washington passou a emitir alertas de segurança e a reduzir a presença diplomática em pontos sensíveis do Oriente Médio.
A manobra do governo dos EUA parece antecipar preocupações reais com o agravamento do conflito e a possibilidade de uma ação militar contra Teerã.
O Departamento de Estado autorizou, na sexta-feira (27/2), a saída de funcionários não essenciais do governo norte-americano e de seus familiares da missão dos EUA em Israel, citando riscos crescentes de segurança diante do aumento das tensões regionais envolvendo o Irã.
Em comunicado atualizado pela embaixada em Jerusalém, o governo informou que a medida foi adotada “devido a riscos de segurança” e que novas restrições podem ser impostas sem aviso prévio em áreas como a Cidade Velha de Jerusalém e a Cisjordânia.
A recomendação também orienta que cidadãos considerem deixar Israel enquanto ainda houver voos comerciais disponíveis — um indicativo de que Washington trabalha com cenários de deterioração rápida do ambiente de segurança.
A embaixada continuará funcionando com equipe essencial, incluindo diplomatas responsáveis por assistência consular, segurança e assuntos políticos.
Autoridades norte-americanas confirmaram a retirada temporária de dezenas de funcionários e familiares, mantendo o mesmo “modus operandi”, apenas equipe considerada essencial para o funcionamento da missão.
O Líbano ocupa posição estratégica nesse tabuleiro. O país abriga o Hezbollah, grupo xiita apoiado pelo Irã e considerado organização terrorista pelos EUA.
Em cenários de escalada militar, o território libanês pode se tornar uma frente indireta de retaliação contra interesses americanos ou israelenses.
A embaixada dos EUA em Beirute já foi alvo de ataques no passado, em episódios que marcaram profundamente a presença norte-americana na região. Por isso, mudanças no quadro diplomático no país costumam ser interpretadas como indicativo de preocupação concreta com a segurança ou de preparação para possíveis desdobramentos militares.
Segundo o Departamento de Estado, a medida é preventiva e não significa o fechamento da missão, que permanece operacional com pessoal essencial.
Paralelamente às medidas diplomáticas, os Estados Unidos intensificaram a presença militar no Oriente Médio — o maior reforço em décadas. Entre os ativos deslocados está o porta-aviões USS Gerald R. Ford, acompanhado por destróieres, aeronaves e milhares de militares.
O aumento da presença militar ocorre enquanto o principal comandante das forças norte-americanas no Oriente Médio apresenta opções estratégicas à Casa Branca, indicando que a decisão sobre os próximos passos pode estar próxima.

Autoridades iranianas já advertiram que bases norte-americanas espalhadas pelo Oriente Médio estariam ao alcance de seus mísseis em caso de ataque. Há também o temor de que aliados regionais de Teerã possam ser acionados, ampliando o confronto para múltiplas frentes e envolvendo Israel de forma direta.
Instalações diplomáticas norte-americanas são historicamente vistas como alvos sensíveis em momentos de escalada, ajudando a explicar a retirada preventiva de pessoal não essencial. Medidas semelhantes foram adotadas antes de ações militares anteriores na região.
Apesar da movimentação militar e dos alertas de segurança, canais diplomáticos permanecem abertos. Novas rodadas técnicas estão previstas para os próximos dias em Viena, Áustria.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou, nesta sexta-feira (27), a decisão da CPI do Crime Organizado do Senado que determinava a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e de dados (telemático) da empresa Brasil Paralelo, cujo um dos sócios é Dias Toffoli.
A comissão, instaurada em novembro do ano passado, tem como objetivo apurar a atuação, a expansão e o funcionamento de facções criminosas e milícias no território brasileiro. No entanto, os parlamentares aprovaram um requerimento que exigia uma devassa profunda nos dados da produtora de conteúdo.
Em sua decisão, Gilmar Mendes atendeu ao pedido da defesa da empresa (também citada no documento como Maridt Participações S.A.) e afirmou que a comissão cometeu um “inequívoco desvio de finalidade”. Segundo o ministro, a CPI extrapolou o seu foco original, já que as regras constitucionais exigem que toda comissão investigue um “fato determinado”.
O ministro destacou que a justificativa apresentada pela CPI foi genérica e não conseguiu apontar qualquer elemento real que ligasse a empresa ao crime organizado. “Há, na espécie, um verdadeiro salto lógico e jurídico: sob o pretexto de combater o crime organizado, a Comissão decreta a quebra de sigilos e a produção de relatórios sem a indicação de um único elemento concreto”, escreveu o relator.
Gilmar ressaltou que, embora as CPIs tenham poderes de investigação semelhantes aos de juízes, elas não estão isentas de respeitar a Constituição. Ele alertou ainda sobre o perigo das quebras de sigilo na era digital: hoje, o acesso a celulares e computadores expõe uma “infinidade de conversas privadas, fotos, vídeos e áudios”, o que não pode ser feito como instrumento de rotina ou por mera conveniência política, sem a devida justificativa legal.
Um habeas corpus de ofício (uma ordem judicial concedida por iniciativa do próprio juiz para proteger garantias fundamentais) foi emitido pelo ministro, barrando a investigação financeira e de comunicações contra a empresa.
Com a decisão liminar, o Banco Central, a Receita Federal, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) ficam proibidos de repassar qualquer dado da empresa ao Senado. Caso alguma informação já tenha sido enviada à comissão, o ministro determinou que o material seja imediatamente inutilizado ou destruído, sob pena de punições administrativas e penais para quem descumprir a ordem.
A reprovação do governo Lula chegou ao maior índice dos últimos seis meses, segundo o novo do Instituto Paraná Pesquisa, divulgado nesta sexta-feira (27/2). De acordo com a pesquisa, a desaprovação do petista chegou a 52%, maior número registrado desde agosto de 2025.
A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também caiu na avaliação dos eleitores. O levantamento mostra que 45% dos entrevistados aprovam a condução do petista à frente do Palácio do Planalto.
O resultado indica uma queda de 1,4 pontos percentuais em comparação com a mesmo levantamento realizado em janeiro, quando a aprovação de Lula era de 46,4% .
Veja:
Para o levantamento, foram entrevistados 2.080 eleitores entre 22 e 25 de fevereiro, por meio de entrevistas pessoais e domiciliares. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A opinião da população quanto ao governo Lula sofreu oscilações nos últimos meses e chegou ao pior patamar em abril de 2025, quando a Paraná Pesquisa registrou 57,4 de reprovação e 39,2% de aprovação.
Desde outubro, pesquisas realizadas pelo mesmo instituto mostravam que Lula vinha conseguindo manter os índices de avaliação entre o eleitorado. Os resultados desde sexta, no entanto, mostram uma mudança na percepção do eleitor.
A reprovação que mostrava uma estagnação em 50%, chegou a 52% no levantamento realizado neste mês de fevereiro. Já a aprovação apresentou piora ao sair de uma média de 46% entre novembro de janeiro, para 45% na pesquisa divulgada nesta terça.
Veja a evolução da avaliação de Lula:
O levantamento divulgado pelo Paraná Pesquisa indica ainda que a aprovação de Lula é maior entre o público feminino (47%), ante 42% de aprovação entre os homens — uma diferença de cinco pontos percentuais. Eles também lideram a desaprovação com 54,7%.
A pesquisa também indica que a reprovação de Lula é menor entre os idosos (45,7%) — público onde o petista tem o maior índice de aprovação, com 51,8%.
Por outro lado, 58,4% dos eleitores com idade entre 35 e 44 anos reprovam o desempenho de Lula neste terceiro mandato. A reprovação também é alta entre pessoas com idade entre 25 e 34 anos, faixa etária onde Lula tem apenas 40,3% de aprovação.
A Polícia Federal (PF) afastou preventivamente o ex-deputado Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da corporação, em um processo aberto por causa da ausência dele no trabalho.
Depois que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro perdeu o mandato de deputado federal, em dezembro do ano passado, a PF o convocou para reassumir o seu cargo público, no qual ele ingressou por meio de concurso em 2010. Como ele está nos Estados Unidos desde o início do ano passado, porém, não compareceu ao trabalho.
Por isso, a PF abriu um processo administrativo disciplinar para apurar faltas injustificadas. Ao fim desse procedimento, ele pode perder o seu cargo público.
Na instrução do processo, a Corregedoria da PF no Rio de Janeiro decidiu afastá-lo preventivamente do exercício do cargo. Na portaria, a PF ainda determinou que ele entregue a sua carteira funcional e arma de fogo em um prazo de até cinco dias. A Corregedoria também pediu que ele informe seu endereço atualizado e o local onde poderá ser encontrado caso se ausente do seu domicílio.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia contra Eduardo Bolsonaro, no fim do ano passado, sob acusação de coação no curso do processo da trama golpista. A PGR apontou que Eduardo atuou para obter sanções dos Estados Unidos ao Brasil durante o julgamento da ação contra seu pai. O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar o caso mesmo com a ausência dele do país.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta sexta-feira (27/2), que a União Europeia aplicará o acordo de livre comércio com o Mercosul de forma provisória, para garantir a chamada “vantagem do pioneirismo”.
A decisão foi anunciada após Argentina e Uruguai concluírem a ratificação do tratado nessa quinta-feira (26/2).
Segundo Von der Leyen, o acordo Mercosul-UE só será plenamente concluído após a aprovação do Parlamento Europeu.
“A Comissão dará agora seguimento à aplicação provisória”, declarou a presidente da comissão em Bruxelas.
Acordo Mercosul-UE
O tratado prevê eliminação gradual de tarifas sobre produtos agrícolas e industriais, com prazos de até 30 anos;
União Europeia zerará 95% das tarifas sobre produtos brasileiros;
Setor agropecuário: 39% das tarifas europeias serão eliminadas já no primeiro ano, incluindo carne, café, soja e suco de laranja;
Redução de tarifas terá impacto no orçamento brasileiro, com perda estimada de R$ 683 mi em 2026 e até R$ 3,7 bi em 2028.
Acordo ratificado
Por 69 votos a 3, o Senado na Argentina aprovou, nesta quinta-feira (26/2), o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Mais cedo, o Congresso do Uruguai também ratificou o acordo.

será plenamente concluído após a aprovação do Parlamento Europeu
Os uruguaios aprovaram o texto por 91 a 2, um dia depois do Senado ter sinalizado positivamente para o tema, por unanimidade. Na Argentina, o tema tinha passado pela Câmara no último dia 13 de fevereiro.
No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou em votação simbólica, na última quarta-feira (25/2), o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que cria o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. O texto segue agora para análise do Senado.
Segundo a Comissão Europeia, cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações do bloco serão eliminados.
Alemanha e outros defensores do pacto, como a Espanha, afirmam que o tratado é essencial para compensar perdas provocadas pelas tarifas dos Estados Unidos e para reduzir a dependência da China no fornecimento de minerais estratégicos.
Já os críticos, liderados pela França — maior produtor agrícola da União Europeia —, apontam que o acordo pode ampliar significativamente as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, prejudicando agricultores locais, que vêm promovendo protestos recorrentes.
Para mais da metade dos eleitores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não merece ser reeleito nas disputas presidenciais de 2026, diz pesquisa divulgada pelo Instituto Paraná Pesquisa, divulgada nesta sexta-feira (27/2).
Segundo o levantamento, 52,2% dos eleitores entrevistados acreditam que Lula não merece um novo mandato, enquanto 43,9% afirmaram que o petista merece uma reeleição em 2026. Até 3,9% dos entrevistados não souberam opinar sobre o questionamento.

Para o levantamento, foram entrevistados 2.080 eleitores entre 22 e 25 de fevereiro, por meio de entrevistas pessoais e domiciliares. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A nova rodada de pesquisa divulgada, nesta sexta-feira (27/2), pelo Instituto Paraná Pesquisas, indica que o senador Flávio Bolsonaro (PL) supera numericamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das disputas presidenciais.
Segundo o levantamento, Flávio tem 44,4%, contra 43,8% do petista. Veja:
Instituto Paraná Pesquisas
Mesmo assim, há empate técnico entre os dois pré-candidatos à Presidência da República, pois a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
No primeiro turno, Lula tem 39,6%, e Flávio, 35,3, outro empaté técnico.
Foram entrevistados 2.080 eleitores entre 22 e 25 de fevereiro, por meio de entrevistas pessoais e domiciliares. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
O Uruguai tornou-se o primeiro país a aprovar o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia nesta quinta-feira (26), após sua aprovação pelo Congresso.
A Câmara dos Deputados do Uruguai aprovou o acordo por 91 votos a 2, um dia após o Senado tê-lo ratificado por unanimidade. A Argentina também deve ratificar o acordo nesta quinta-feira, assinado em janeiro em Assunção após mais de 25 anos de negociações.
Brasil e Paraguai, os outros dois membros plenos do bloco sul-americano, concluirão o processo de ratificação parlamentar nos próximos dias.
“É histórico” e “um sinal” para a Europa, disse o ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Mario Lubetkin, após acompanhar a votação.
O acordo gerou forte preocupação em diversos países europeus, liderados pela França, que encaminhou o documento à Justiça europeia em janeiro, suspendendo sua implementação formal. No entanto, a UE pode decidir implementá-lo de forma provisória.
A preocupação da França e de outros países europeus concentra-se no impacto que a implementação da gigantesca zona de livre comércio pode ter sobre sua agricultura e pecuária.
Dentro do Mercosul, o tratado tem amplo apoio, apesar das reservas de alguns setores industriais e outros, como a indústria vinícola. Apesar das dúvidas persistentes sobre as quotas de exportação, que serão definidas em negociações internas entre os dois blocos, os quatro países sul-americanos concluirão sua tramitação parlamentar nos próximos dias.
Uma vez implementado, o acordo criará a maior zona de livre comércio do mundo ao eliminar progressivamente as tarifas e abrir as quotas de exportação de bens e serviços entre os 27 Estados-membros da União Europeia e os quatro membros fundadores do Mercosul, um mercado que abrange mais de 700 milhões de pessoas.
O acordo permitirá que os países da União Europeia exportem automóveis, máquinas, vinhos e bebidas alcoólicas para o Mercosul em condições mais favoráveis. Por sua vez, os quatro países sul-americanos terão mais facilidade para vender carne, açúcar, arroz, mel e soja, entre outros produtos, para a Europa.
Arenas, 16/02/2008. Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) assiste palestra junto com os pais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Marisa Letícia, em Punta Arenas, antes de visita à Base Brasileira Comandante Ferraz, na Antártida. - Crédito:JUCA VARELLA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Codigo imagem:17157Fábio Luís Lula da SilvaMais de 40 deputados de oposição protocolaram, nesta quinta-feira (26), uma representação criminal ao Ministério Público Federal (MPF) requerendo a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula (PT). O documento foi apresentado logo após a CPMI do INSS aprovar a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha.
Na representação, os 47 parlamentares alegam haver indícios suficientes de autoria e materialidade dos crimes de corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Os deputados sustentam que os requisitos do Código de Processo Penal para a decretação da medida cautelar estão preenchidos, especialmente a necessidade de garantir a ordem pública e impedir eventual interferência na investigação.
Segundo o texto, a gravidade dos fatos, a ligação direta do investigado com o presidente da República e o risco concreto de fuga para o exterior, ocultação de provas e continuidade delitiva justificariam a prisão preventiva. “A lei precisa valer para todos, sem blindagem política”, declarou a deputada Rosângela Moro (União Brasil-SP). “Não pode existir blindagem institucional para ninguém. Quando há indícios relevantes de ilícitos e risco concreto à ordem pública, a lei deve ser aplicada com o mesmo rigor, independentemente do sobrenome”, acrescentou.
O MPF e o Judiciário agora analisarão se os elementos apresentados atendem aos requisitos legais para a eventual decretação da prisão preventiva.
Mensagens que a Polícia Federal extraiu do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, principal operador do esquema criminoso, citam o repasse de ao menos R$ 300 mil para “o filho do rapaz” – que, segundo os investigadores, seria uma alusão a Lulinha.
“A quebra dos sigilos bancário e fiscal, bem como o acesso ao Relatório de Inteligência Financeira (RIF) de Fabio Luis Lula da Silva, tornam-se imperativos técnicos para a CPMI do INSS”, afirmou o deputado Alfredo Gaspar ao justificar seu requerimento.
Em nota divulgada na quarta-feira (25), a defesa de Silva afirmou que o cliente não tem nenhuma relação com as fraudes contra os beneficiários do INSS, não tendo participado de desvios, nem tendo recebido quaisquer valores de fontes criminosas.
“Diante da incessante campanha midiática reproduzindo dados parciais e sigilosos de uma investigação em andamento, entendi ser necessário requerer ao STF acesso à investigação”, revelou o advogado Guilherme Suguimori Santos.
A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira (26) a quebra de sigilo bancário de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT). Após a votação simbólica, a sessão foi interrompida por causa de uma briga entre os parlamentares.
Os deputados Rogério Correa (PT-MG) e Alencar Santana (PT-SP), da base governista, partiram em direção ao relator Alfredo Gaspar (União-AL), após a votação. A contestação rapidamente evoluiu para empurra-empurra, com deputados da oposição, como Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ). Houve gritaria e tentativa de separar os parlamentares. Veja:
Após a confusão, a sessão foi interrompida e a transmissão da TV Senado foi derrubada.
Durante a confusão na CPMI, Rogério Correa atingiu o rosto de Luiz Lima. O deputado do Novo publicou um vídeo do momento nas redes sociais e afirma que levou um soco de Correa.
A Jovem Pan aguarda resposta do parlamentar do PT e a matéria será atualizada assim que obtivermos retorno.
A CPMI do INSS aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha, filho do presidente Lula (PT).
O pedido de elaboração de relatórios de inteligência financeira e de quebra dos sigilos foi solicitado por Gaspar.
Silva é citado na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) a realizarem, em 18 de dezembro de 2025, uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga o esquema nacional de descontos associativos não autorizados que lesou milhões de aposentados e pensionistas de todo o Brasil.
Mensagens que a PF extraiu do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, principal operador do esquema criminoso, citam o repasse de ao menos R$ 300 mil para “o filho do rapaz” – que, segundo os investigadores, seria uma alusão a Lulinha.
Durante a 32ª reunião da CPMI, os deputados e senadores que integram o colegiado votaram outros 86 requerimentos, incluindo a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Banco Master e novas convocações, como a do ex-executivo e sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima.
Também foram aprovadas várias outras convocações, como a do ex-deputado federal André Luis Dantas Ferreira, o André Moura; da empresária Danielle Miranda Fontelles e de Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), entre outros.
A CPI Mista do INSS tem reunião agendada para esta quinta-feira (26), às 9 horas, para a votação de uma lista com 87 requerimentos que incluem pedidos de quebras de sigilos bancários e fiscais, entre eles os de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, além de novas convocações e depoimentos.
Em seguida, os parlamentares ouvem o empresário Paulo Camisotti, o deputado estadual Edson Araújo (MA) e o advogado Cecílio Galvão. Será a 32ª reunião da comissão, que investiga fraudes e irregularidades na concessão de benefícios previdenciários.
Filho e sócio de Maurício Camisotti, preso sob a acusação de envolvimento nas fraudes no INSS, Paulo Camisotti é investigado por suposta participação em esquema de descontos não autorizados. O requerimento para a convocação foi elaborado por um grupo de parlamentares do partido Novo: o senador Eduardo Girão (CE) e os deputados Marcel van Hattem (Novo-RS), Adriana Ventura (Novo-SP) e Luiz Lima (Novo-RJ).
O deputado estadual Edson Araújo é citado em apurações da Polícia Federal por ter movimentado e recebido recursos de uma entidade ligada a trabalhadores da pesca e da aquicultura do Maranhão. Os requerimentos para ouvir o parlamentar são do senador Izalci Lucas (PL-DF) e dos deputados Rogério Correia (PT-MG), Alencar Santana (PT-SP) e Paulo Pimenta (PT-RS).
Já Cecílio Galvão teria recebido cerca de R$ 4 milhões de entidades investigadas por fraude. Ele é um dos sócios de uma prestadora de serviço para institutos de previdência de cidades de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. O requerimento para ouvir Galvão foi apresentado pelo relator do colegiado, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).
Requerimentos
O requerimento para a quebra dos sigilos bancário e fiscal do filho do presidente Lula (REQ 2939/26) também é do relator Alfredo Gaspar. Segundo o deputado, mensagens interceptadas mostram que, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil à empresa de Roberta Luchsinger, o “Careca do INSS” teria respondido tratar‑se de “o filho do rapaz”, que poderia ser Lulinha. Roberta é considerada peça central no núcleo político da organização liderada pelo "Careca do INSS".
O deputado acrescenta que documentos apontam repasses de R$ 1,5 milhão da Brasília Consultoria à RL Consultoria — empresa de Roberta — sob a justificativa de serviços de consultoria em projetos alheios ao ramo da contratante, o que, segundo ele, configuraria transações sem lastro econômico real.
Também estão na lista de requerimentos a serem votados o REQ 2941/26, referente às operações feitas pela empresária Danielle Miranda Fontelles, apontada como responsável por operar estruturas no exterior dos fraudadores, facilitando a circulação internacional de capitais e a lavagem de dinheiro por meio de uma de suas empresas; e o REQ 2564/25, que pede a quebra de sigilo bancário e fiscal de Gustavo Marques Gaspar. O autor também é o deputado Alfredo Gaspar, que vê a necessidade de esclarecer a origem, o destino e a finalidade das movimentações financeiras atípicas, verificar a compatibilidade entre rendimentos declarados e patrimônio constituído por Gaspar, além de identificar eventuais vínculos entre tais atividades e o esquema de fraudes investigado.
Gaspar é sócio-administrador da GM Gestão LTDA, empresa que concedeu procuração, em março de 2025, para Rubens Oliveira Costa, diretor de diversas empresas relacionadas ao "Careca do INSS", e sócio de Thais Hoffmann Jonasson, esposa do ex-procurador-chefe do INSS, Virgílio Filho.
Outros pedidos de quebras de sigilos bancário e fiscal compõem o REQ 2955/26, referente ao Banco Master no período entre 1º de janeiro de 2015 e 31 de dezembro de 2025; o REQ 2607/25, referente à empresa Pay Brokers EFX Facilitadora de Pagamentos S.A.; e o REQ 2608/25, referente à Foliumed Brasil Importação, Exportação e Comércio de Medicamentos LTDA. As instituições são suspeitas de irregularidades nos descontos de consignados.
Já o REQ 1815/25 convoca a diretora de Tecnologia da Informação do INSS, Léa Bressy Amorim. Segundo o autor do pedido, deputado Kim Kataguiri (União-SP), ouvir a gestora é importante por ser ela “a principal responsável pela governança, infraestrutura e segurança cibernética dos sistemas da autarquia”.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, criticou duramente o modelo econômico de Cuba nesta quarta-feira (25/2), horas após o governo cubano anunciar a morte de quatro pessoas em uma troca de tiros envolvendo uma lancha com registro norte-americano.
“A razão pela qual as coisas estão tão ruins é porque eles têm um modelo econômico que não existe, que não funciona, que não existe em lugar nenhum do mundo. Não é funcional”, afirmou Rubio.
Segundo ele, a única forma de a ilha ter um futuro melhor seria por meio de mudanças estruturais. “A única maneira de Cuba ter um futuro melhor é se tiver um modelo econômico diferente”, completou.

Ataque e mortes
Mais cedo, o Ministério do Interior de Cuba informou que quatro pessoas morreram após uma lancha, supostamente procedente dos Estados Unidos, invadir águas territoriais e disparar contra autoridades locais.
De acordo com o governo cubano, a embarcação, com registro no estado da Flórida, foi interceptada pela guarda costeira.
Durante a tentativa de identificação, teria ocorrido uma troca de tiros.
Um comandante cubano ficou ferido. Além dos quatro mortos, outras seis pessoas que estavam na lancha ficaram feridas.
As identidades não foram divulgadas.

Rubio também citou medidas adotadas por Donald Trump durante o primeiro mandato, que, segundo ele, buscavam fortalecer o setor privado cubano.
“Se você voltar às ordens executivas do presidente Trump de 2017 ou 2018 sobre uma nova política para Cuba, essa política foi concebida, em muitos aspectos, para colocar o setor privado e os cubanos individualmente, não afiliados ao governo ou às forças armadas, em uma posição privilegiada”, declarou.
Tensão crescente
O episódio ocorre em meio à escalada de tensões entre Washington e Havana. Desde o início do ano, Trump tem aumentado a pressão econômica sobre o governo do presidente Miguel Díaz‑Canel e chegou a ameaçar uma possível ação militar.
Cuba enfrenta há décadas um embargo econômico imposto pelos Estados Unidos, considerado o mais longo em vigor no mundo, e vive uma grave crise econômica e social.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou, nessa quarta-feira (25/2), sobre a decisão do ministro Flávio Dino que determinou a revisão dos chamados “penduricalhos” pagos a servidores dos Três Poderes.
A declaração foi feita nessa quarta-feira (25/2), quando o Supremo iniciou o julgamento do referendo das decisões de Dino.
Em 5 de fevereiro, Dino, em decisão monocrática, determinou que os Três Poderes revisassem e suspendessem os penduricalhos. Na ocasião, o ministro deu 60 dias para que os órgãos adotassem providências sobre essas verbas que ultrapassam o teto constitucional, hoje fixado em R$ 46.366,19 — valor que também se aplica a estados e municípios.
Na ocasião, Gonet disse que a liminar tratou de matéria que não está diretamente vinculada ao objeto inicial da ação.
“A decisão liminar cuida de um tema alheio ao objeto da causa, e que não era necessário para o próprio julgamento da reclamação”, relatou.
Segundo o PGR, é fundamental que o Judiciário respeite os limites estabelecidos pelo pedido formulado na ação. “A vinculação da jurisdição ao pedido é fórmula de limitação do poder Judiciário, é aspecto crucial do sistema de pesos e contrapesos”, ressaltou.
A sessão foi suspensa e será retomada nesta quinta-feira (26/2), quando os demais ministros apresentarão seus votos.
Em sua primeira decisão sobre o tema, o ministro Flávio Dino afirmou que os chamados “penduricalhos”, embora apresentados como verbas indenizatórias, acabam funcionando, na prática, como acréscimos salariais que burlam o teto constitucional.
Pela Constituição, o funcionalismo público está submetido ao chamado teto salarial — que, no plano federal, corresponde ao subsídio dos ministros do STF. A regra vale para União, estados e municípios, com subtetos aplicáveis em cada esfera.
A própria Constituição permite que verbas de caráter indenizatório fiquem fora desse limite. São valores destinados a ressarcir despesas efetivamente realizadas no exercício da função, como diárias ou ajuda de custo por mudança de domicílio.
O problema surge quando parcelas classificadas como indenização não correspondem a um gasto real e extraordinário do agente público. Licenças convertidas em dinheiro, gratificações por acúmulo de processos e auxílios pagos sem comprovação de despesa são exemplos que, segundo Dino, podem configurar remuneração disfarçada. Nesses casos, o resultado são os chamados “supersalários” — vencimentos que ultrapassam o teto constitucional.
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mergulhou, nos últimos dias, em uma intensa rodada de negociações políticas. O objetivo é pavimentar o caminho de sua campanha ao Planalto nas eleições deste ano, construindo e consolidando candidaturas estratégicas nos estados.
Aliados afirmam que o senador tem se dedicado a concluir o desenho dos candidatos do PL nas disputas locais. Flávio quer entrar no mês de março com participações em eventos para anunciar pré-candidaturas.
Com aval direto de Jair Bolsonaro (PL), o filho do ex-presidente tem atuado para resolver “pendengas” da sigla em diversas regiões. Entre essa terça (24/2) e quarta-feira (25/2), o senador anunciou o desfecho de dois dos principais imbróglios da legenda: Rio de Janeiro e Santa Catarina.
No Rio, Flávio venceu a “queda de braço” com o governador Cláudio Castro (PL) e emplacou um aliado como candidato ao Palácio Guanabara, o secretário estadual das Cidades, Douglas Ruas (PL). Coube também ao filho de Bolsonaro comunicar que o líder do PL no Senado, Carlos Portinho, não teria espaço dentro da sigla para disputar a reeleição.
Em Santa Catarina, sob orientação do pai, Flávio Bolsonaro anunciou uma chapa inteiramente do PL na disputa ao Senado: Caroline De Toni e Carlos Bolsonaro, seu irmão. A decisão atropelou os planos do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e confirmou a influência de Flávio nas tratativas sobre candidaturas ao Legislativo.
Retorno ao Brasil e visita ao pai
A intensificação das agendas ocorre após uma sequência de viagens internacionais de Flávio. A mais recente, durante o Carnaval, levou o senador aos Estados Unidos para discursar na organização conservadora PragerU. Antes, em janeiro, ele já havia passado por roteiros no Oriente Médio e na Europa.
Nesta quarta-feira, Flávio visitou o pai na Papudinha, local em que Jair Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe de Estado. Pouco depois, pela tarde, ele reuniu deputados e senadores do partido para cobrar “união” da sigla em torno de sua candidatura. Parlamentares avaliaram o encontro como uma espécie de agenda de “alinhamento”.
O senador também apresentou, no encontro, um rápido panorama de chapas já definidas pelo PL nos estados e sinalizou que aprofundaria as decisões nas próximas semanas.
Segundo relatos de presentes ouvidos pelo Metrópoles, o senador pontuou que a construção de alianças pode desagradar correligionários, mas pediu colaboração, ressaltando que o projeto nacional deve estar acima de interesses individuais.
Anotações reveladoras
Um documento obtido pelo Metrópoles que reúne anotações de Flávio sobre os palanques nos estados confirma o envolvimento do senador na construção das candidaturas. Em uma série de escritos feitos à mão, o pré-candidato ao Planalto aponta que precisa conversar com aliados ou que negociações ainda estão em andamento.
Em uma das passagens, por exemplo, Flávio Bolsonaro trata da chapa à reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O registro questiona o nome do candidato a vice de Tarcísio, sugerindo que há incômodo com o atual número dois do governo paulista, Felício Ramuth (PSD).
Flávio deve se reunir com o governador de SP nesta sexta-feira (27/2) para tratar, entre outras coisas, da construção de seu palanque no maior colégio eleitoral do país.
Viagens pelo país
Valdemar Costa Neto afirmou, nesta quarta, que, além das negociações das chapas, o senador também deve começar a rodar o país nas próximas semanas. “Agora. [Ele] vai ter que começar agora”, disse.
Segundo parlamentares, Flávio Bolsonaro indicou que deve definir uma agenda de viagens em conjunto com lideranças estaduais da sigla. Ele sinalizou que deve estar na Paraíba, no próximo dia 22 de março, para o lançamento da pré-candidatura de Efraim Filho ao governo estadual.
Também deve ir ao Rio Grande do Sul no dia 28 do próximo mês. Há expectativa de que o senador compareça a um ato na avenida Paulista, convocado para o próximo dia 1º.
A montagem das chapas nos estados é considerada uma das mais importantes etapas da campanha do senador ao Planalto. O filho de Jair Bolsonaro espera contar com “palanques fortes” para dar musculatura à sua empreitada, em especial no Nordeste — região na qual o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), provável candidato à reeleição, registra os melhores desempenhos.
Flávio indicou que o PL pode ter até 11 candidatos aos governos estaduais. O partido também tem trabalhado para ampliar as suas cadeiras no Senado — um pedido de Jair Bolsonaro, que avalia o domínio da Casa como mais importante do que a eleição ao Planalto.
Valdemar Costa Neto afirmou que não tem tido qualquer “influência” na definição dos candidatos do PL ao Senado. “Tenho alguma influência só para governador”, disse.
Bombeiro de crises
Além de tentar centralizar as decisões sobre os palanques nos estados, Flávio tem atuado para reduzir rusgas internas entre aliados. A mais visível envolve a sua madrasta, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Michelle tem sido alvo recorrente de críticas de bolsonaristas e do núcleo familiar do marido. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro chegou a cobrar publicamente que Michelle e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), de quem a ex-primeira-dama é próxima, anunciassem apoio ao irmão.
Em um gesto de apaziguamento, durante a reunião desta quarta com parlamentares, Flávio Bolsonaro fez questão de afastar qualquer rusga com Michelle Bolsonaro ou Nikolas. O mineiro, que se reuniu com o senador para discutir as candidaturas do PL em Minas, chegou a discursar no evento e a fazer elogios a Flávio.
A ex-primeira-dama não participou do encontro, mas enviou uma mensagem aos participantes indicando que estava visitando o ex-presidente na Papudinha.
Nas últimas semanas, segundo aliados, Flávio também atuou para aparar arestas entre Eduardo e o governador de São Paulo. À imprensa, na noite dessa terça, o senador afirmou que o irmão conversou com Tarcísio.
A CPI do Crime Organizado aprovou, nesta quarta-feira (25), a quebra de sigilo fiscal da Maridt Participações, empresa registrada em nome dos irmãos do ministro Dias Toffoli, do STF, mas que tem o magistrado como um dos sócios.
O colegiado também aprovou o convite para que Toffoli e o ministro Alexandre de Moraes prestem depoimento na comissão. Os senadores também convocaram Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O comparecimento dos magistrados não é obrigatório, já a ida do banqueiro, sim.
José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro do STF, foram convocados.
Os ministros do STF têm sido alvo de questionamentos por vínculos com a instituição financeira. O escritório da mulher de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, firmou contrato de R$ 129 milhões com o Master.
Já Toffoli, que era relator das investigações da Operação Compliance Zero no STF, é sócio anônimo da empresa Maridt, que é dirigida por dois irmãos dele e tinha participação em dois resorts da rede Tayayá. A empresa vendeu sua fatia no negócio de hospedagem no Paraná a fundo de investimento que tinham como acionista o pastor Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Vorcaro.
O autor do convite aos magistrados é o senador Eduardo Girão (Novo-CE). “Além dos vínculos societários e econômicos indiretos já descritos, a condução do inquérito envolvendo o Banco Master pelo ministro Dias Toffoli foi marcada por decisões processuais e administrativas pouco usuais em investigações criminais de alta complexidade. Entre elas, destacam-se a avocação excepcional do procedimento para o Supremo Tribunal Federal, a imposição de grau máximo de sigilo e a centralização de atos relevantes sob a relatoria”, diz trecho do requerimento apresentado pelo parlamentar para o convite a Toffoli.
Já na justificativa para o convite a Moraes, o senador cita a possível atuação do ministro em benefício de interesses privados “Trata-se de medida necessária, proporcional e institucionalmente responsável, voltada a esclarecer: a natureza das interlocuções realizadas; os limites entre atuação institucional e interesses privados; e a eventual existência de sobreposição indevida entre funções públicas e relações privadas relevantes.”
