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O presidente americano Donald Trump declarou nesta sexta-feira (6) que “Cuba vai cair em breve”, em entrevista por telefone ao canal de notícias CNN na qual destacou os êxitos militares de seu segundo mandato.

“Cuba também vai cair. Eles têm muita vontade de chegar a um acordo“, disse sobre o governo comunista de Havana. “Eles querem fazer um acordo, então vou colocar (o secretário de Estado) Marco (Rubio) lá e veremos como isso termina”, acrescentou.

As relações entre Washington e a ilha atravessam um novo período de turbulência nas últimas semanas.

Após a derrubada e captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças americanas no início de janeiro, os Estados Unidos exigiram e obtiveram do poder interino em Caracas que suspendesse os envios de petróleo a sua aliada Cuba.

Temos muito tempo, mas Cuba está pronta, depois de 50 anos“, disse Trump à CNN, em referência às décadas de governo comunista na ilha após a revolução liderada por Fidel Castro em 1959.

Um dia antes, o presidente havia afirmado na Casa Branca que estava concentrado na ofensiva lançada contra o Irã na semana passada, mas que era apenas uma “questão de tempo” antes de que os cubanos que deixaram a ilha pudessem retornar.

O bloqueio energético imposto de fato por Washington a Cuba, onde nenhum petroleiro entrou desde 9 de janeiro, agravou a longa crise econômica e os apagões recorrentes enfrentados pela população.

A medida também ameaça provocar um golpe severo no turismo, a segunda fonte de divisas da ilha depois da exportação de serviços médicos.

 

Juca Varella/Estadão Conteúdo - 16/02/2008PF apura envolvimento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no esquema de descontos indevidos do INSS

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (5) a suspensão da quebra de sigilo do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinhaaprovada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Na decisão, o magistrado destacou que a anulação não “invalida” a medida similar executada pela Polícia Federal (PF) contra o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em janeiro, o ministro André Mendonça autorizou a PF a efetuar a quebra de sigilo bancário, telemático e fiscal de Lulinha. A corporação apura o envolvimento do filho do chefe do Executivo no esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

empresário também foi citado em decisão de Mendonça que autorizou a PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) a realizar, em dezembro de 2025, uma nova fase da Operação Sem DescontoNo celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”, a corporação encontrou mensagens que citam repasse de ao menos R$ 300 mil ao “filho do rapaz”, que, segundo os investigadores, seria uma alusão a Lulinha.

À Jovem Pan, o advogado Alan Januário disse que as determinações dos ministros se enquadram em “contextos jurídicos distintos”. “A decisão de Dino incide sobre ato praticado por uma comissão parlamentar de inquérito, portanto, no âmbito do Poder Legislativo, enquanto a [autorização] de Mendonça decorre de procedimento investigatório processual vinculado à atuação da Polícia Federal e do Judiciário”, explicou.

Quebra de sigilo de Lulinha

Na reunião de 26 de fevereiro, a CPMI do INSS votou a favor da quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha. Além da medida, mais 86 requerimentos foram aprovados de forma conjunta pela comissão. Logo depois, houve confusão e empurra-empurra entre os presentes. Senadores e deputados federais da base do governo não concordaram com a condução da votação pelo presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

Os governistas solicitaram a anulação da ação contra Lulinha por meio de requerimento protocolado junto à presidência do Senado Federal. Na terça-feira (3), o presidente da Casa Alta do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), rejeitou o pedido e manteve a decisão da CPMI contra o empresário.

Na quarta-feira (4), a defesa do filho do chefe do Executivo pediu ao STF a suspensão da decisão da CPMI. A solicitação se deu depois de Dino, no mesmo dia, anular a quebra de sigilo de uma amiga de Lulinha, a empresária Roberta Luchsinger, também investigada pela comissão. O ministro acolheu a alegação dos advogados dela de que houve violação no processo de votação.

Já a defesa de Lulinha argumentou que os fundamentos adotados pelo ministro para suspender a medida contra Luchsinger “são todos aplicáveis” ao empresário. Para os advogados do filho do presidente, a votação “em globo” foi sem “fundamentação concreta, específica e individualizada”.

Dino entendeu que a CPMI apreciou os requerimentos de quebra de sigilo “em globo”. Ou seja, foram votados em conjunto e sem a exposição individual. Na decisão desta quinta, o ministro determinou que as “autoridades administrativas” não cumprissem com as deliberações oriundas da reunião de 26 de fevereiro.

“Tal situação geraria insegurança jurídica e intermináveis debates, tanto na seara administrativa (no Banco Central e na Receita Federal), quanto na judiciária, com a altíssima probabilidade de desconsideração das provas colhidas no relevante Inquérito Parlamentar”, justificou o Dino.

O ministro ainda evidenciou ser induvidoso” que a CPMI “pode (e deve) quebrar sigilos constitucionais que entender necessários” desde que “haja um adequado procedimento”. O magistrado apresentou o seguinte rito:

  1. Apresentação do caso;
  2. Exposição dos fundamentos do requerimento;
  3. Debate;
  4. Votação individualizada;
  5. Deliberação;
  6. Registro em ata com motivação para quebra de sigilo e placar da votação de cada caso.

CPMI do INSS

Instalada em 20 de agosto, a CPMI do INSS fez 33 reuniões até segunda-feira (2). Nessa reta final, a comissão está concentrada em analisar fraudes em empréstimos consignados, com suspeitas de assédio, concessão sem consentimento e renovações fraudulentas que geraram dívidas impagáveis. Em 2025, o comitê ouviu Antônio Carlos Camilo Antunes.

O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), qualificou Antunes como “autor do maior roubo a aposentados e pensionistas da história do Brasil”. Segundo os dados apurados pela CPMI, o “Careca no INSS” seria o operador do esquema e teria movimentado R$ 24,5 milhões em cinco meses.

De acordo com o calendário oficial de atividades para 2026, a CPMI ouvirá testemunhas até 19 de março. No dia 23, está marcada a apresentação e leitura do relatório final. Já a votação do documento ficou para o dia 26.

Depois de sete anos de ruptura e uma das relações mais tensas do hemisfério, Estados Unidos e Venezuela anunciaram que voltarão a estabelecer relações diplomáticas e consulares, marcando a primeira reaproximação oficial desde 2019. A decisão foi confirmada pelo Departamento de Estado americano e por autoridades venezuelanas e representa uma mudança geopolítica significativa nas Américas.

Segundo comunicado do Departamento de Estado, o acordo prevê a retomada de canais diplomáticos formais para promover estabilidade política, recuperação econômica e reconciliação política no país sul-americano.

“Este passo facilitará nossos esforços conjuntos para promover estabilidade, apoiar a recuperação econômica e avançar na reconciliação política na Venezuela”, afirmou o Departamento de Estado dos EUA.

A reaproximação ocorre após uma profunda transformação no cenário político venezuelano nos últimos meses, com a queda do governo de Nicolás Maduro e a formação de uma liderança interina comandada por Delcy Rodríguez.

O que mudou na relação

As relações diplomáticas entre os dois países haviam sido rompidas em 2019, quando Maduro decidiu cortar laços com Washington após os Estados Unidos reconhecerem o líder opositor Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela.

Naquele momento, ambas as embaixadas foram fechadas e o governo americano retirou seu corpo diplomático de Caracas, passando a operar serviços consulares a partir da Colômbia.

Desde então, a relação bilateral foi marcada por sanções econômicas, isolamento diplomático e crescente tensão política.

O novo acordo, no entanto, indica uma tentativa de reconstruir a relação entre os dois países depois de anos de confronto.

Negociações discretas

A retomada do diálogo foi construída ao longo das últimas semanas por meio de uma série de contatos diplomáticos e visitas de alto nível.

Uma delegação americana liderada pelo secretário do Interior, Doug Burgum, esteve em Caracas para discutir temas ligados à economia venezuelana, especialmente os setores de mineração e recursos naturais.

Antes disso, o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, também havia visitado o país para discutir o futuro da indústria petrolífera venezuelana e possibilidades de investimento estrangeiro.

Essas missões fazem parte de um plano da administração do presidente Donald Trump para estabilizar a economia venezuelana e apoiar uma transição política gradual no país.

Interesses econômicos e energéticos

A aproximação também tem um forte componente econômico.

A Venezuela possui algumas das maiores reservas de petróleo do mundo, além de vastos depósitos minerais, incluindo ouro e coltan, considerados estratégicos para a indústria tecnológica e de defesa.

Autoridades americanas defendem que maior cooperação econômica e abertura a investimentos internacionais podem ajudar a estabilizar o país, que atravessa uma profunda crise econômica e social.

Por outro lado, especialistas alertam que a exploração desses recursos ocorre em áreas onde grupos armados e redes criminosas ainda exercem forte controle, o que representa riscos para investidores e para a governança do setor.

Sinais práticos da reaproximação

Além da retomada das relações diplomáticas, outros sinais de normalização começaram a surgir.

O Departamento de Transportes dos Estados Unidos autorizou recentemente a retomada de voos comerciais entre os dois países – algo que não ocorria desde 2019

A expectativa é que rotas diretas entre Miami e cidades venezuelanas, como Caracas e Maracaibo, voltem a operar nos próximos meses.

Esses voos devem facilitar viagens de negócios, deslocamentos humanitários e visitas familiares, além de apoiar a retomada gradual da atividade econômica.

Transição política ainda incerta

Apesar da retomada do diálogo diplomático, o cenário político venezuelano permanece incerto.

Autoridades americanas afirmam que o objetivo da nova fase de cooperação é criar condições para uma transição política que leve a eleições democráticas no país.

Já o governo interino venezuelano declarou que a reabertura das relações pode representar uma oportunidade para reconstruir a economia e normalizar as relações internacionais do país.

Em comunicado, autoridades venezuelanas disseram esperar que o restabelecimento das relações com Washington “fortaleça o entendimento e abra oportunidades para uma relação positiva e mutuamente benéfica”.

A reaproximação entre Washington e Caracas representa uma virada histórica após anos de isolamento diplomático e sanções. Ao mesmo tempo, revela uma mudança pragmática na estratégia americana: em vez de pressionar apenas por meio de sanções, os Estados Unidos parecem apostar agora em influência política e econômica direta sobre o futuro da Venezuela.

As duas sindicâncias abertas pelo Banco Central (BC) contra os servidores Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza – aliados do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro – apuram se os patrimônios acumulados correspondem às rendas de cada um deles, ou seja, se há indícios de enriquecimento ilícito. A coluna teve acesso a elementos das investigações sigilosas, que começaram em 8 de janeiro.

As apurações iniciaram uma espécie de efeito dominó que desembocou nas medidas cautelares impostas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso do Banco Master, quase dois meses depois. Os “funcionários” de Vorcaro são monitorados por tornozeleira eletrônica e não podem deixar o município em que vivem ou manter contato com investigados da Operação Compliance Zero – as proibições entraram em vigor na quarta-feira (4/3).

Antes disso, Paulo Sérgio havia entregado o cargo de chefe-adjunto no Departamento de Supervisão Bancária (Desup) do BC em 19 de janeiro. Já Belline, superior imediato dele, saiu no dia 27 daquele mês. As dispensas, a pedido, constam no Diário Oficial da União (DOU).

A sindicância patrimonial (Sinpa) do BC ocorre na esfera administrativa ao passo que a investigação do STF está no bojo criminal. Na prática, ambas independem uma da outra.

A Controladoria-Geral da União (CGU) estabelece que uma Sinpa, por si só, não tem poder de punir os investigados.

“A Sindicância Patrimonial – SINPA constitui procedimento investigativo de caráter preparatório, não contraditório e não punitivo, de acesso restrito, destinado a avaliar indícios de enriquecimento ilícito, inclusive evolução patrimonial incompatível com os recursos e disponibilidades do servidor ou empregado público federal”, determina a portaria da CGU.

Caso o BC encontre indícios de enriquecimento ilícito por parte de Belline e de Paulo Sérgio, é necessário abrir processo correcional cabível, como um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), com penas que vão de advertência a demissão. Depois, deve acionar o Ministério Público Federal (MPF), o Tribunal de Contas da União (TCU), a CGU, a Receita Federal, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Advocacia-Geral da União (AGU).

Já uma eventual falta de provas sobre os fatos e/ou as autorias enseja o arquivamento. O prazo de apuração é de até 30 dias, que podem ser estendidos por iguais períodos sucessivamente. Até o momento, a Sinpa está na primeira prorrogação.

Como a coluna detalhou na quarta-feira (4/3), Vorcaro cooptou os dois ex-chefes do BC para que lhe fizessem uma espécie de jogo duplo. Mensagens obtidas pela PF apontam que o repasse de informações internas da autoridade monetária e a realização de uma consultoria ajudaram o dono do Banco Master a consolidar a influência dentro do órgão e a ampliar os negócios fora dele.

A PF prendeu Vorcaro e o cunhado, o empresário e pastor Fabiano Zettel, na quarta-feira (4/3), por ordem de Mendonça. A determinação consta no mesmo documento que proferiu as medidas cautelares contra Belline e Paulo Sérgio.

De acordo com a corporação, o ex-chefe do Desup do BC debatia informações relativas à situação regulatória do Banco Master diretamente com Vorcaro em ligações telefônicas e reuniões dentro e fora das dependências do órgão. Também participou de negociações para definir estratégias da instituição perante a autoridade monetária.

“Nessa condição, [Belline] manteve interlocução direta e frequente com DANIEL BUENO VORCARO, controlador do Banco Master, passando a atuar de modo informal e reiterado em favor dos interesses da instituição financeira submetida à supervisão da autarquia reguladora”, escreveu Mendonça.

A atuação dele lhe rendeu propina e uma proposta de contratação simulada feita pela Varajo Consultoria Empresarial Sociedade Unipessoal Ltda. para prestar “serviços informais” a Vorcaro. Nos diálogos, o dono do Banco Master quis esconder a origem do pagamento e pediu para o administrador da empresa, Leonardo Augusto Furtado Palhares, fazê-lo mediante reembolso.

O subordinado de Belline, por sua vez, revisava minutas de documentos e comunicações institucionais do Banco Master que seriam endereçadas ao BC – atividade considerada “incompatível com as atribuições de fiscalização exercidas pelo próprio servidor público”.

“Os elementos informativos reunidos indicam que PAULO SÉRGIO prestava consultoria informal e contínua ao referido investigado, fornecendo orientações estratégicas sobre a atuação do Banco Central em processos administrativos envolvendo o Banco Master, inclusive sugerindo abordagens e argumentos a serem utilizados em reuniões com dirigentes da autarquia reguladora. Em diversas ocasiões, o investigado encaminhou ao banqueiro recomendações específicas acerca de temas que poderiam ser levantados por autoridades do Banco Central em reuniões institucionais, orientando previamente as respostas e estratégias a serem adotadas”, descreveu Mendonça.

A PF descobriu, ainda, que Vorcaro, Belline e Paulo Sérgio tinham um grupo de mensagens. Além de outras vantagens indevidas, o banqueiro teria oferecido ao servidor de carreira um guia em viagem à Disney.

Procurado pela coluna, o BC não se manifestou até a publicação desta reportagem.

O que diz a defesa de Daniel Vorcaro

Leia a íntegra da nota:

“A defesa de Daniel Vorcaro informa que o empresário sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça.

A defesa nega categoricamente as alegações atribuídas a Vorcaro e confia que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta.

Reitera sua confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições”.

 

O deputado federal Arthur Lira (PP) afirmou, em entrevista exclusiva à Gazeta nesta sexta-feira (6), que mantém apoio irrestrito à candidatura do prefeito de Maceió, JHC (PL), ao Governo de Alagoas nas eleições deste ano. Lira ressaltou que o projeto político envolvendo o nome do gestor da capital foi construído ao longo de anos dentro de um grupo de partidos.

A declaração do parlamentar ocorre em meio às articulações eleitorais para a disputa estadual e um dia após JHC se reunir, em Brasília, com o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto.

Segundo Lira, o apoio ao prefeito faz parte de um entendimento político consolidado desde eleições anteriores e envolve compromissos firmados entre lideranças do grupo que atua na construção de um novo projeto administrativo para o Estado.

De acordo com o parlamentar, a defesa do nome de JHC para disputar o governo vem desde 2022. “Naquele ano ele não quis ser candidato. Já em 2024, na reeleição de JHC para prefeito, construímos juntos a composição com Rodrigo Cunha para que ele ficasse confortável para poder ser candidato este ano. Esse compromisso político de todo um grupo permitiu, inclusive, que a mãe do prefeito assumisse uma vaga no Senado Federal. Trata-se de um projeto para o Estado de Alagoas que vem sendo construído há bastante tempo”.

Lira afirmou ainda que o acordo firmado entre os dois prevê atuação conjunta na disputa estadual, sendo o prefeito como candidato ao governo e ele, Arthur, ao Senado. “Eu e JHC assumimos o compromisso mútuo de estarmos juntos no projeto para transformar Alagoas. Cumprirei esse compromisso e acredito que JHC também honrará sua palavra com o grupo político que sempre o apoiou”.

Para o deputado, o processo de construção política iniciado nos últimos anos criou expectativas dentro do grupo e também entre eleitores. “Todo o caminho percorrido até aqui gerou legítimas expectativas tanto na população como no grupo de partidos que está há anos nesse projeto coletivo. Não acredito, de forma nenhuma, em ruptura de compromissos e frustração da população”.

O parlamentar também afirmou confiar na consolidação do nome de JHC como candidato ao governo em 2026. “Tenho confiança em que JHC será nosso candidato ao governo de Alagoas, seja pelo PL, pela Federação PP/União Brasil, Republicanos ou por partidos que querem um modelo novo de gestão em Alagoas”.

Na última quinta-feira, o prefeito esteve em Brasília ao lado da senadora Dra. Eudócia em reunião com o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto. Segundo interlocutores, durante o encontro, JHC confirmou que será candidato ao Governo de Alagoas pela legenda. Ainda de acordo com aliados da sigla, a estratégia inclui a formação de uma chapa completa para a disputa de 2026, com candidatos ao Senado, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa.

Arthur Lira tem mantido interlocução com a gestão municipal de Maceió, participando de articulações para obtenção de recursos federais e apoio a projetos estruturantes na capital. Entre as iniciativas citadas estão investimentos para construção de residenciais, como o Parque da Lagoa, no Vergel, além de tratativas que garantiram recursos para obras urbanas e projetos ligados à indenização da Braskem e à concessão de saneamento.

Os advogados de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (5), que determine à Polícia Federal (PF) a apresentação de informações que embasaram o pedido de prisão preventiva executado na quarta (4) contra o banqueiro, na terceira fase da Operação Compliance Zero.

A defesa de Vorcaro alegou não ter acesso prévio aos elementos que fundamentaram o pedido de prisão e pediu informações sobre aspectos extraídos da sentença do ministro André Mendonça, do STF, que determinou a prisão do banqueiro e de outros investigados por “possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa” (entenda a decisão aqui).

Em nota, assinada pelo advogado Edson Gushiken, a defesa detalha que solicitou informações sobre as datas das mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, mencionadas no pedido de prisão. Os advogados também pediram que os investigadores forneçam elementos que comprovem a existência do suposto grupo de trocas de mensagens denominado “A Turma”, bem como se Vorcaro o integrava.

Os advogados também pediram mais detalhes sobre as datas das supostas invasões de sistemas de órgãos públicos e remoções de conteúdo em plataformas digitais; a identificação do documentonúmero de conta e evidências que sustentariam a afirmação de bloqueio de R$ 2,2 bilhões em suposta conta atribuída ao pai do empresário e os dos documentos que comprovariam supostos pagamentos que, segundo a PF, serviam para manter funcionando uma estrutura voltada à vigilância e intimidação de pessoas que contrariavam os interesses financeiros de Vorcaro.

De acordo com a PF, o responsável por fazer os referidos pagamentos era Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro e espécie de contador informal do grupo, que também foi preso na quarta-feira. Segundo as investigações, um dos beneficiários dos pagamentos seria Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, identificado no celular de Vorcaro como Felipe Mourão e apelidado de Sicário.

Na sentença de Mendonça, Mourão é descrito como “responsável pela execução de atividades voltadas à obtenção de informações sigilosas, monitoramento de pessoas e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do grupo investigado”. Segundo as investigações, Sicário recebia pagamentos mensais de R$ 1 milhão.

Mourão foi levado para a carceragem da Superintendência da PF em Minas Gerais, em Belo Horizonte, onde, de acordo com a corporação, tentou o autoextermínio ao se enforcar com uma camisa que amarrou na grade. A PF informou que ele foi reanimado pelos policiais responsáveis pela custódia, recebendo, na sequência, atendimento médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que o encaminhou para um hospital na capital mineira.

Abertura de inquérito

A Polícia Federal abriu um inquérito, nesta quinta-feira, para investigar a morte de “Sicário”.

“Sicário” foi um dos alvos da terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master. Além de ser suspeito de corromper dois servidores do Banco Central, ele é investigado por integrar o grupo que acessou indevidamente sistemas sigilosos da PF, do Ministério Público Federal e da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol, na sigla em inglês).

Luiz Phillipi Mourão seria o coordenador operacional do esquema.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (5) que precisa estar “envolvido na nomeação” do próximo líder do Irã.

Ele também descartou a possibilidade de Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, suceder o pai.

“Eles estão perdendo tempo. O filho de Khamenei é um peso morto. Eu preciso estar envolvido na nomeação, como fiz com Delcy na Venezuela”, disse Trump à Axios, referindo-se a Delcy Rodríguez, que assumiu o poder na Venezuela após a captura de Nicolás Maduro.

O presidente dos EUA afirmou ainda que não aceitaria um líder iraniano que desse continuidade às políticas de Ali Khamenei.

“O filho de Khamenei é inaceitável para mim. Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irã”, comentou, alertando que um novo líder que continuasse com as práticas do atual regime poderia forçar os Estados Unidos a voltar à guerra “em cinco anos”.

Os comentários são feitos um dia depois de a Casa Branca sugerir que a mudança de regime no Irã não era o principal objetivo da campanha militar do presidente.

A CNN entrou em contato com a Casa Branca e aguarda retorno.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As agressões entre as partes seguem neste domingo.

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar "ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!".

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/25, conhecida como PEC da Segurança Pública, foi aprovada pelo plenário da Câmara, em segundo turno de votação, por 461 votos a 14, em sessão realizada na noite desta quarta-feira (4).

No primeiro turno, a votação registrou 487 votos a favor, 15 contrários e uma abstenção. A PEC segue agora para análise e votação pelos senadores.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), considerou a aprovação como o resultado de diálogo e equilíbrio, “convergindo na vontade de ter um país mais seguro para todos os brasileiros”.

Ele elogiou os trabalhos da comissão especial, assinalando que houve “ampla escuta da sociedade, o que deu legitimidade às decisões tomadas”.

Arrecadação das bets - O texto aprovado, um substitutivo do relator, deputado Mendonça Filho (União-PE), que fez diversas alterações na versão original encaminhada pelo governo ao Congresso, prevê que o dinheiro arrecadado com as bets (loterias por quota fixa) será destinado aos fundos Nacional de Segurança Pública (FNSP) e Penitenciário Nacional (Funpen).

Maioridade penal - Outra mudança do relator, foi a retirada da parte que tratava da redução da maioridade penal de 18 anos para 16 anos em crimes com violência ou grave ameaça à pessoa, cuja validade dependeria de um referendo popular.

O presidente do Progressistas, Ciro Nogueira (PP-PI), mnimizou a relação que teria com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master preso na quarta-feira (04/03). Em mensagens encontradas no celular, o banqueiro chama o senador de “grande amigo”, enquanto o parlamentar afirma que “mantém diálogos por mensagens com centenas de pessoas” por mensagem.

“É um senador. Muito amigo meu”, escreveu o ex-banqueiro, em conversa com a ex-noiva Martha Graeff, ao explicar quem era Ciro Nogueira. “Quero te apresentar. Um dos meus grandes amigos de vida”, completou.

Por meio da sua assessoria de imprensa, Ciro Nogueira disse que manter diálogos com um número significativo de pessoas “não o torna próximo apenas por, eventualmente, interagir com elas”. O presidente do PP ainda nega ter “qualquer conduta inadequada” relacionada ao caso Master.

Na conversa, obtida pelo colunista Tácio Lorran, do Metrópoles, Vorcaro celebra uma emenda que Ciro Nogueira apresentou à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de autonomia do Banco Central para aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito.

“Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica no mercado financeiro! Ajuda os bancos médios e diminui poder dos grandes! Está todo mundo louco”, escreveu. “Se fosse filme, não teria tantos desdobramentos loucos”, completou.

Prisão de Vorcaro

Daniel Vorcaro voltou a ser preso no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero. A prisão preventiva foi determinada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

O banqueiro já cumpria medidas restritivas em São Paulo, inclusive com o uso de tornozeleira eletrônica.

A Operação Compliance Zero apura supostas irregularidades na gestão do Banco Master, em um esquema que teria provocado um rombo de quase R$ 40 bilhões no mercado financeiro.

Vorcaro é investigado pelos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de sistemas da PF e até de organismos internacionais, como FBI e Interpol. A defesa dele nega as acusações e diz que o banqueiro não tentou obstruir as investigações.

O presidente Lula (PT) transferiu R$ 721,3 mil para o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em três transações. Dois desses pagamentos — um de R$ 244,8 mil e outro de R$ 92,4 mil — foram feitos no dia 27 de dezembro de 2023.

Um outro pagamento, de R$ 384 mil, foi feito por Lula a Lulinha em 22 de julho de 2022. Os depósitos partiram de uma conta de Lula na agência do Banco do Brasil de São Bernardo do Campo (SP).

Na mesma data de julho de 2022, o petista Paulo Okamotto, então presidente da Fundação Perseu Abramo, o “think tank” do PT, transferiu R$ 152.488,39 para Lulinha. O depósito aparece acompanhado da anotação “Depósito cheque BB liquidado”. Paulo Okamotto também é diretor do Instituto Lula.

Não há qualquer indicação do motivo do pagamento.

Dois dias depois desse pagamento de R$ 384 mil, em 25 de julho, Lulinha investiu R$ 386 mil em um fundo de investimentos do Banco do Brasil, o BB Renda Fixa Longo Prazo High. Trata-se de um fundo voltado para títulos públicos e privados, visando rentabilidade acima do CDI.

Antes da transferência de Lula, o saldo da conta era de R$ 12.031,92. Após o depósito do então presidenciável do PT e da aplicação no fundo, o montante ficou em R$ 10.199,12.

A mesma coisa aconteceu com os pagamentos de dezembro de 2023. Antes dos depósitos de Lula e Okamotto, o saldo da conta era de R$ 5.196,55. Após os depósitos dos dois, que somaram R$ 489 mil, Lulinha investiu o equivalente a R$ 299,2 mil em fundos do Banco do Brasil. Além do BB Renda Fixa Longo Prazo High, aplicou em outro fundo de renda fixa, o BB Referenciado DI Plus Estilo.

Após esses investimentos, o Banco do Brasil debitou pouco menos de R$ 180 mil a título de “taxa de custódia”, levando o saldo da conta para R$ 2 mil negativos.

Essas informações constam da quebra de sigilo de uma das contas bancárias de Lulinha. Como revelou a coluna, o filho do presidente da República movimentou cerca de R$ 19,3 milhões nessa conta bancária em quatro anos, de 2022 a 2025.

À coluna de Igor Gadelha no Metrópoles aliados de Lulinha disseram que parte do valor movimentado por ele na conta era de uma herança.

Nos últimos dias, a defesa de Lulinha tem negado qualquer envolvimento dele com o Careca do INSS ou com os descontos indevidos nas aposentadorias. A defesa afirma que o filho do presidente prestará os devidos esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal, que é o foro adequado para a investigação.

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse à coluna que pediu uma audiência com o ministro do STF André Mendonça para tratar sobre a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Viana quer conversar com Mendonça mesmo após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manter a votação da comissão que quebrou os sigilos do filho do presidente Lula e de outros alvos do colegiado.

Presidente da CPMI pede reunião com Mendonça sobre sigilo de Lulinha - destaque galeria

Senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS

André Mendonça, ministro do STF
Ministro André Mendonça

O objetivo do presidente da CPMI será tentar entender por que Mendonça atendeu ao pedido da Polícia Federal (PF) e autorizou a quebra dos sigilos de Lulinha antes mesmo da comissão parlamentar de inquérito.

“Ele [André Mendonça] precisa dizer para mim: ele mandou a Polícia Federal fazer isso ou não? Porque se a Polícia Federal fez isso de ofício, eu vou querer uma explicação do diretor”, afirmou Viana à coluna.

Além do filho do presidente Lula, Mendonça também autorizou a quebra dos sigilos da empresária paulista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, conforme a coluna revelou na quarta-feira (4/3).

O ministro Flávio Dino, contudo, concedeu um habeas corpus suspendendo a quebra de sigilo da empresa. Após o despacho, a defesa do filho do presidente acionou o magistrado e pediu que a decisão também beneficie Lulinha.

Mark Rutte, o chefe da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), afirmou que a aliança militar não está envolvida na guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã — e nem possui planos neste sentido. Enquanto isso, o premiê do Reino Unido, Keir Starmer, negou que tenha intenções de envolver o país em um conflito sem “garantias jurídicas e estratégicas”. Mas, apesar das declarações e posicionamentos diplomáticos, aliados europeus de Washington já estão envolvidos no caos do Oriente Médio.

O que está acontecendo?

Nos últimos dias, ao menos dois incidentes, ligados a guerra no Irã, foram registrados em países da Europa.

O primeiro deles aconteceu na ilha de Chipre, onde uma base militar do Reino Unida foi atacada por um drone, interceptado por forças da Grécia. Até o momento não ficou claro a origem do veículo não-tripulado. Autoridades locais, contudo, afirmam que o mesmo trata-se de um modelo desenvolvido e fabricado pelo Irã.

Já na quarta-feira (4/3), a OTAN foi acionada pela primeira vez desde o início do conflito no Irã. O caso aconteceu após um míssil iraniano invadir o espaço aéreo da Turquia, que divide uma fronteira de aproximadamente 534 quilômetros com o país persa, e ser interceptado por sistemas de defesa aérea da aliança militar.

A operação aconteceu de encontro ao pacto de defesa coletiva da OTAN, onde membros devem agir caso um dos países da aliança seja atacado.

A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã se espalhou pelo Oriente Médio, e um novo front de batalha foi reaberto no Líbano, onde forças israelenses passaram a atacar o Hezbollah. Desta vez, a ofensiva de tropas acontece por terra, com o objetivo de tomar redutos do grupo libanês no sul do país.

O que está acontecendo?

Israel e Hezbollah voltaram aos combates nesta semana, após o início da guerra no Irã.

Os dois lados viviam um frágil cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, e implementado em 2024.

Depois do ataque dos EUA e Israel mo Irã, o Hezbollah lançou mísseis e drones contra o território israelense. A medida foi uma retaliação do grupo libanês, financiado e apoiado por Teerã, contra a ofensiva contra o país persa.

Israel respondeu não só bombardeando posições do Hezbollah no Líbano, como também enviando tropas terrestres para o país vizinho.

O avanço das Forças de Defesa de Israel (FDI) começou na segunda-feira (2/3), após ordem do ministro da Defesa israelense, Israel Katz. A decisão surgiu após o Hezbollah confirmar a autoria de um bombardeios com mísseis e drones contra uma base israelense localizada em Haifa, em resposta aos ataques ao Irã.

O vice-chefe do conselho político do grupo libanês, Mahmoud Qmati, anunciou o fim oficial do cessar-fogo com Israel após o ataque — o primeiro por parte do grupo desde o início da trégua, em novembro de 2024.

Somente na terça-feira (3/3), as FDI afirmaram ter atingido 60 instalações ligadas a organização libanesa na fronteira entre Israel e Líbano. Já o Hezbollah realizou ao menos 13 ataques contra alvos israelenses.

Veja:

Após a ofensiva do grupo xiita, o governo do Líbano proibiu as atividades do movimento no país, que passaram a ser classificadas como ilegais. Ainda não está claro se a decisão possui efeitos práticos, tendo em vista que o Hezbollah ocupa importantes posições no setor politico, militar e social do país.

Água fria

O retorno do conflito também joga um balde de água fria nos planos de Israel e dos Estados Unidos para a organização fundamentalista libanesa. No último ano, o governo do Líbano cedeu a pressões vindas de Washington e Tel Aviv sobre desarmar grupos rebeldes que operam no país, incluindo o Hezbollah.

A expectativa era de que o plano de desarmamento acontecesse até o fim de 2025, mas a organização xiita rejeitou a medida. Isso porque, desde a implementação do cessar-fogo, Israel quebrou a trégua diversas vezes sob alegações de atingir instalações do grupo.

Abandonar as armas, na visão do grupo libanês, facilitaria um possível ataque de Israel contra o grupo e o território libanês.

De acordo com o governo do Líbano, ao menos 52 pessoas já morreram desde a retomada dos conflitos entre Israel e Hezbollah no sul do país.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta quarta-feira (4), a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, justificando a urgência da medida devido ao “perigo iminente” à segurança de pessoas e de “bens jurídicos de elevada relevância”. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal no âmbito da “Operação Compliance Zero”, que investiga crimes contra o sistema financeirocorrupção ativa e passivalavagem de dinheiroviolação de sigilo e organização criminosa.

“Porque se está diante da concreta possibilidade de se prevenir possíveis condutas ilícitas contra a integridade física e moral de cidadãos comuns, de jornalista e até mesmo de autoridades públicas”, diz a decisão. Mensagens mostram Vorcaro falando em ameaçar, coagir e até mesmo agredir funcionários, testemunhas e jornalistas.

Segundo a Polícia Federal, Vorcaro estruturou a captação de recursos no mercado financeiro emitindo títulos bancários com rentabilidade superior à média do mercado. O dinheiro arrecadado era direcionado para investimentos de risco e fundos vinculados ao próprio conglomerado econômico do banco.

A decisão menciona que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) utilizava recursos para cobrir um déficit deixado pelo Banco Master que chega a R$ 40 bilhões. A PF aponta ainda que, mesmo após Vorcaro ser solto no final do ano passado, houve ocultação de mais de R$ 2,2 bilhões em uma conta vinculada ao seu pai.

A investigação afirma que Vorcaro mantinha contato com servidores do Banco Central, responsáveis pela supervisão bancária. Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, ocupantes de cargos de chefia no departamento de fiscalização, forneciam orientaçõesrevisavam ofícios do Banco Master antes do envio oficial ao órgão e repassavam informações internas.

A Polícia Federal aponta que os servidores recebiam pagamentos por meio de contratos simulados de prestação de serviços com empresas de consultoria. Mendonça determinou a suspensão dos servidores de suas funções, a proibição de acesso ao Banco Central e o uso de monitoramento eletrônico – tornozeleira -.

Monitoramento

A decisão descreve a existência de um núcleo denominado “A Turma”, coordenado por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão e auxiliado pelo policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. O grupo acessava sistemas restritos de órgãos públicos e bases de dados policiais para levantar informações de autoridades, jornalistas e ex-funcionários.

Mensagens interceptadas pela polícia registraram conversas sobre agressões. Em relação ao jornalista Lauro Jardim, do O Globo, Vorcaro escreveu: “Esse ***** quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”. Mourão respondeu afirmando que faria o serviço. Em outra troca de mensagens, Vorcaro relatou ameaças de uma empregada e disse: “Tem que moer essa vagabunda”. Logo após, Mourão solicitou o endereço dela.

Prisões

O STF determinou a prisão preventiva de outras três pessoas, sob a justificativa de garantir a ordem pública, a ordem econômica e a conveniência da instrução criminal. São alvos dos mandados:

Fabiano Campos Zettel: apontado como responsável pela intermediação e operacionalização de repasses financeiros. Ele se apresentou à PF na manhã desta quarta;

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão: apontado como coordenador operacional das ações de vigilância e intimidação;

Marilson Roseno da Silva: policial federal aposentado, apontado como integrante da estrutura de monitoramento;

O ministro também determinou a suspensão das atividades de cinco empresas (Varajo Consultoria, Moriah Asset, Super Empreendimentos, King Participações Imobiliárias e King Motors). Segundo a PF, essas pessoas jurídicas eram administradas pelo grupo para justificar recebimentosmovimentar os recursos investigados e pagar despesas das atividades ilícitas.

O vice-presidente da CPMI do INSS, deputado Duarte Jr (PSB-MA), afirmou à coluna que a quebra de sigilo do empresário Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, foi resultado de uma “cagada” de seu colega, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

Segundo Duarte, Pimenta deveria ter atuado desde o início para impedir que a CPMI retirasse da pauta a quebra de sigilo do filho do presidente Lula.

Vice da CPMI do INSS diz que sigilo de Lulinha foi “cagada” de Pimenta - destaque galeria
Deputado e ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta
Deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS)
Deputado Paulo Pimenta na CPMI do INSS

O vice-presidente acrescentou que a votação não deveria ter sido simbólica, mas nominal, para evitar riscos.

“Faltou conversa, diálogo. Foi uma cagada de Pimenta. Muita arrogância”, disse o parlamentar à coluna na noite de terça-feira (3/3).

Entenda o que aconteceu

Em sessão tumultuada na quinta-feira (26/2), a CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilo fiscal e bancário do filho do presidente Lula.

A votação foi simbólica, ou seja, sem registro nominal de votos. Nesses casos, os contrários precisam se manifestar em pé ou erguendo a mão.

Viana contabilizou sete votos contrários aos requerimentos, afirmando ter considerado apenas os membros titulares e desconsiderado os suplentes, e declarou os pedidos aprovados.

A confusão começou no momento em que o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), proclamou o resultado.

A base governista alegou que a contagem foi feita de forma equivocada. Parlamentares aliados a Lula recorreram ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, que manteve a decisão da comissão.

 

O Ministério das Relações Exteriores fez um apelo nesta terça-feira (3) pela “cessação imediata das hostilidades” que acontecem em razão do atual conflito no Oriente Médio, pedindo o cumprimento do acordo de cessar-fogo de 2024 e da Resolução de 2006 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Além disso, não há registros de brasileiros mortos nos ataques.

Segundo o Itamaraty, eles têm acompanhado “com grande preocupação, a extensão do atual conflito no Oriente Médio para o Líbano”, devido ao lançamento de projéteis pelo Hezbollah contra Israel e também os ataques de Israel contra o território libanês, incluindo a região de Beirute.

As embaixadas brasileiras no Líbano e na região mantêm contato com as respectivas comunidades brasileiras e disponibilizam recomendações nas páginas eletrônicas e mídias sociais.

Hezbollah x Israel

O exército israelense anunciou na segunda-feira (2) que matou o chefe da inteligência do Hezbollah, Hussein Moukalled, em um ataque em Beirute no domingo (1º), em meio à retomada das hostilidades com o grupo armado libanês.

“Em um ataque preciso em Beirute na noite passada (domingo), o terrorista Hussein Moukalled, que chefiava o quartel-general da inteligência do Hezbollah, foi eliminado”, afirmou o exército em um comunicado.

Mais cedo, o Exército israelense havia anunciado “ataques simultâneos” em Teerã e Beirute contra alvos militares iranianos e do Hezbollah.

“A Força Aérea israelense lançou ataques seletivos contra alvos militares do regime terrorista iraniano e da organização terrorista Hezbollah”, afirmou o comando militar na plataforma de mensagens Telegram.

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