
O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF), que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), esteve reunido com ele “até quase 3h da manhã” e quis saber “de tudo no detalhe”.
Em conversa de 8 de maio de 2025, Vorcaro relatou que o parlamentar permaneceu por um longo período em reunião e demonstrou interesse em discutir assuntos de forma minuciosa. “Hugo saiu daqui quase 3h da manhã. Queria saber de tudo no detalhe”, escreveu o banqueiro à então namorada, Martha Graeff, às 8h54. Ela respondeu: “Wow, amor. Você nem dormiu então”. As mensagens indicam que Motta foi até a mansão do banqueiro, no Lago Sul, em Brasília.

Já no dia 8 de março, Vorcaro relata a Graeff: “Oi. Estou pousando em Brasília. Encontrei com Hugo no aero, será mais tarde um pouco o encontro. Vou esperar em casa”. A companheira do banqueiro deu o tom da importância da reunião: “Que horas, amor? Vou orar aqui”. Na sequência, Graeff completou: “Fizemos uma oração para você agora. Eu e Chanda. Só falei que era uma reunião. Nada de detalhes”.
Um mês depois, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) abriu inquérito civil para investigar a compra de parte do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), com o objetivo de apurar as circunstâncias da negociação e a venda de ações da instituição.
Procurado pela coluna, Hugo Motta preferiu não se manifestar sobre o teor dos encontros com Daniel Vorcaro.

O banqueiro já havia mencionado outro encontro com o presidente da Câmara. Em 26 de fevereiro de 2025, ele afirmou a Graeff que participou de um jantar na “residência oficial” com Motta e outros empresários.
“Tô num jantar na residência oficial com Hugo e seis empresários”, escreveu.
Encontro com Alexandre de Moraes
Em outro momento da conversa, em 20 de março de 2025, Vorcaro sugere que teve encontros com o presidente da Câmara, Hugo Motta, o senador Ciro Nogueira (PP) e o ministro Alexandre de Moraes (STF).
“Você está com gente aí? Ou está me ignorando de propósito?”, perguntou Graeff.
“Estou sim. Acabou chegando Hugo e Ciro aqui para falarem com Alexandre. Não deve demorar. Mas, se você for dormir, eu saio e te chamo”, respondeu Vorcaro.
As mensagens fazem parte da investigação da PF que fundamentou a 3ª fase da Operação Compliance Zero. Na decisão que autorizou a prisão de Vorcaro, o ministro André Mendonça apontou indícios de um esquema criminoso que pode envolver integrantes da alta cúpula de órgãos governamentais.
A PF (Polícia Federal) publicou, em edital no Diário Oficial da União desta segunda-feira (16), que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, tem um prazo de 15 dias para apresentar sua defesa no processo que responde por abandono de cargo.
Como justificativa, o documento afirma que Eduardo estaria atualmente em um “lugar incerto e não sabido”.
Residente dos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, a PF determinou, em janeiro deste ano, o retorno imediato do ex-deputado ao cargo de escrivão na corporação, sob risco de "providências administrativas e disciplinares cabíveis" caso ocorra "ausência injustificada".
A CNN tenta contato com Eduardo Bolsonaro e aguarda retorno. O espaço está aberto.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entrou para a PF em 2010 como escrivão, mas ficou afastado de suas funções policiais no período em que exerceu o mandato de deputado federal.
O ex-deputado perdeu seu mandato na Câmara dos Deputados por atingir o limite de faltas, após determinação do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Eduardo acumulou 59 ausências não justificadas a sessões deliberativas do plenário. A Constituição prevê limite de faltas e a perda de mandato para o parlamentar que se ausentar a mais de um terço das sessões.
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na sexta-feira (13) pela sétima vez desde sua prisão domiciliar no dia 4 de agosto de 2025 por descumpriumento de medidas cautelares. Desta vez, ele foi levado à UTI do hospital DF Star, em Brasília, após passar mal.
No dia 22 de novembro de 2025 o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes converteu a prisão domiciliar de Bolsonaro em preventiva, a ser cumprida na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, após violação da tornozeleira eletrônica. Dois dias depois, o STF formou maioria para manter a decisão de Moraes
No dia 15 de janeiro de 2026, Moraes determinou a transferência de Bolsonaro para a sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar, no complexo da Papuda, em Brasília, que ficou conhecido como “Papudinha”.
16 de agosto – O ministro Alexandre de Moraes autorizou Bolsonaro a deixar a prisão domiciliar para realizar exames no Hospital DF Star. Na ocasião, a equipe médica informou que a avaliação feita em Bolsonaro mostrou que ele estava com quadro de infecções pulmonares, esofagite e gastrite.
14 de setembro – Bolsonaro deixou mais uma vez a prisão domiciliar para fazer um procedimento no Hospital DF Star de retirada de oito lesões na pele, sendo que, em duas delas, foram identificadas a presença de carcinoma de células escamosas, um tipo comum de câncer de pele. Outros exames realizados na ocasião mostraram que o ex-presidente estava com anemia e pneumonia residual. Ele retornou para casa no mesmo dia.
16 de setembro – O ex-presidente foi internado no Hospital DF Star após crise de soluço, vômito e pressão baixa. Ele recebeu alta no dia seguinte.
24 de dezembro – Foi a primeira vez que Bolsonaro deixou o regime fechado para ser internado no Hospital DF Star, em Brasília. No dia seguinte, o ex-presidente realizou uma cirurgia para correção das alças intestinais. Ainda durante a internação, ele também passou por duas intervenções no nervo frênico para controlar as crises de soluço e tratamento para apneia do sono.
27 de dezembro – Ainda durante a internação para a cirurgia, Bolsonaro realizou uma intervenção para bloquear o nervo frênico direito, a técnica é indicada em casos graves e persistentes de soluços. Mesmo com o procedimento, o ex-presidente teve uma nova crise.
29 de dezembro – Foi feita uma intervenção para bloqueio do lado esquerdo do nervo frênico de Bolsonaro.
13 de março – O ex-presidente passou mal e foi diagnosticado com broncopneumonia. O diagnóstico aconteceu após Bolsonaro ser encaminhado ao Hospital DF Star por ter passado mal e apresentado calafrios na “Papudinha”, onde está preso.
O banqueiro e dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso na Penitenciária Federal de Brasília, anunciou nesta sexta-feira, 13, a troca de sua defesa.
Para o lugar do criminalista Pierpaolo Bottini, foi escolhido o advogado José Luís de Oliveira Lima, que também já defendeu figuras políticas de destaque, como o petista e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o ex-ministro de Bolsonaro, Walter Braga Netto, preso e condenado por participação na trama golpista.
Também conhecido como Juca, Oliveira Lima tem mais de trinta anos de experiência e reconhecimento no meio jurídico. Foi eleito duas vezes entre os cem brasileiros mais influentes pela revista Época e, conforme o site do escritório do qual é sócio, Oliveira Lima & Dall’Acqua Advogados, é considerado um “dos quinze mais importantes advogados do Brasil”.
Ele também foi presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP) e da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (CAASP); diretor da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP); e conselheiro da OAB-SP. Atualmente, é membro do Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP).
Diferentemente de seu antecessor na defesa de Vorcaro, Oliveira Lima é visto como um advogado mais favorável a uma delação. A troca na defesa é um sinal de que os próximos passos de Daniel Vorcaro podem ser o de colaborar com as investigações, com a entrega de novas informações.
Foi nesta sexta também que a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão preventiva de Vorcaro. Conforme mostrou o Estadão, o banqueiro afirmou a sua equipe de defesa que decidiu negociar um acordo de delação premiada.
Juca já representou na defesa pessoas que atuam em campos opostos no xadrez político. Em 2012, foi advogado de José Dirceu no caso do Mensalão. Já no ano passado, defendeu Braga Netto no julgamento dos atos golpistas no Supremo Tribunal Federal (STF), que culminou na condenação do ex-ministro da Defesa e da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL) a 26 anos de prisão.
Com bom trânsito e circulação na Suprema Corte, ele chegou a se encontrar com praticamente todos os ministros da Primeira Turma – que realizou o julgamento -, com exceção da ministra Cármen Lúcia. Na época, queixou-se de que a defesa não teve acesso integral aos autos e afirmou acreditar que o processo estava sendo acelerado, o que o impediu de analisar mais de 100 mil páginas da denúncia.
Mesmo assim, em conversa com o Estadão em março do ano passado, às vésperas do julgamento, o advogado afirmou ser contra manifestações – puxadas por bolsonaristas – de ataques ao STF.
“Eu não gosto de ataque ao Supremo Tribunal Federal. Eu não gosto de ataque aos ministros do Supremo Tribunal Federal. Eu gosto de falar dessas questões nos autos (…) Eu posso recorrer de uma decisão da Corte. Eu posso pontuar que entendo que a decisão está errada. Agora, atacar o Supremo Tribunal Federal, eu não vou fazer”, disse.
Sobre já ter atuado na defesa de pessoas de diferentes lados da política, ele afirmou, na mesma entrevista, que defender a esquerda “tem muito mais charme” e angaria um apoio público mais veemente de determinados setores.
“Como eu disse, atuo há 35 anos. Eu já defendi pessoas de uma ideologia mais à esquerda, como já defendi pessoas de uma ideologia mais à direita. E esse caso (o julgamento dos atos golpistas) me ensinou uma coisa: defender a esquerda é mais charmoso para a academia, para as entidades e para a própria imprensa. Tem muito mais charme”, afirmou.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na madrugada deste sábado, 14, que o Irã, que está “totalmente derrotado” e quer fazer um acordo que o republicano não aceitaria.
“A mídia de notícias falsas detesta noticiar o quão bem as Forças Armadas dos EUA se saíram contra o Irã, que está totalmente derrotado e quer um acordo – mas não um acordo que eu aceitaria! Agradeço a atenção dispensada a este assunto”, escreveu o republicano na Truth Social.
O conflito entre os EUA e o Irã está em curso há duas semanas. Neste sábado, inclusive, Trump disse que foram destruídas instalações militares em uma ilha vital para a rede petrolífera do Irã e alertou que a infraestrutura petrolífera iraniana poderá ser o próximo alvo caso o país persa continue a interferir na passagem de navios pelo Estreito de Ormuz.
O Ministério Público Federal (MPF) pediu nesta sexta-feira (13) que o apresentador Carlos Roberto Massa, conhecido como “Ratinho”, e o SBT sejam condenados a pagar multa de R$ 10 milhões, a título de indenização por danos morais coletivos por conta das falas veiculadas em rede nacional contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP)
Na quinta (12) a parlamentar protocolou três ações por transfobia contra o apresentador – dentre elas, o pedido de danos morais coletivos ao MPF.
Na edição de quarta-feira (11) do “Programa do Ratinho”, o apresentador afirmou que era contrário à eleição da parlamentar como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher porque “ela não é mulher, ela é trans”.
Na ocasião, o SBT disse, por meio de nota, que repudia “qualquer tipo de discriminação e preconceito”. Em postagem nas redes sociais nesta sexta, o apresentador defendeu que “crítica política não é preconceito”.
A ação civil pública foi ajuizada nesta sexta (13) pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão no Rio Grande do Sul, Enrico Rodrigues de Freitas. De acordo com o MPF, as falas caracterizam discurso de ódio que desumanizam e deslegitimam a identidade de gênero de toda a comunidade LGBTQIA+.
“O interlocutor reduz a complexidade da existência feminina a funções fisiológicas e reprodutivas”, afirma o procurador, uma visão que “não apenas exclui mulheres trans, mas também marginaliza mulheres cisgênero que, por questões de saúde, idade ou genética, não possuem útero ou não menstruam”.
“É uma forma de violência simbólica que nega à mulher trans o direito básico à sua própria identidade, tentando fixá-la em uma categoria biológica que ela não reconhece como sua”, conclui.
Na ação, também foi pedida retirada do conteúdo do programa dos sites e redes sociais do SBT, e que a União informe, no prazo de dez dias, quais medidas administrativas estão sendo tomadas em razão do descumprimento dos princípios que regem a concessão de telecomunicação.
O MPF também solicitou que Ratinho e o SBT publiquem retratação pelos mesmos meios, tempo e horário. A postagem deve permanecer nos sites da emissora pelo prazo mínimo de um ano.
A deputada federal foi eleita na última quarta-feira (11) a nova presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados. A parlamentar recebeu 11 votos, enquanto 10 integrantes do colegiado votaram em branco. Ela sucede a deputada federal Célia Xakriabá (PSOL-MG).
Em discurso de posse, Erika Hilton destacou que é a primeira mulher trans a presidir o colegiado. Disse que pretende conduzir a sua gestão com diálogo.
“Esta presidência não é só um nome, é um símbolo de uma democracia que se expande. Minha gestão tratará de todas as mulheres: das mães solo, das mulheres trabalhadoras, das mulheres negras, indígenas e das que lutam por sobrevivência e dignidade em todos os cantos deste país”, disse a nova presidente da comissão.
O representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), Jamieson Greer, afirmou que o governo americano pretende avançar rapidamente nas novas investigações comerciais abertas contra parceiros, em um processo que pode levar apenas alguns meses e resultar em medidas para responder a práticas consideradas desleais.
Em entrevista à CNBC, Greer disse que a apuração busca avaliar se outros países adotam práticas que prejudiquem o comércio americano. “Se descobrirmos que países estiveram envolvidos em práticas comerciais injustas, podemos quantificar o dano ao nosso comércio e então tentar resolver essa questão”, afirmou.
Segundo ele, a intenção do governo é conduzir os processos de forma ágil. “Estamos tentando nos mover muito rapidamente, em questão de meses”, declarou.
As declarações ocorrem após os Estados Unidos abrirem, nesta madrugada, uma nova investigação comercial contra o Brasil, a União Europeia e outros 58 mercados. A apuração, conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, busca avaliar se esses países permitem a entrada de produtos feitos com trabalho forçado, o que, na avaliação de Washington, pode representar concorrência desleal para empresas americanas.
Greer também comentou a relação comercial com a China, destacando a importância de preservar canais de fornecimento para setores estratégicos. “Quero garantir estabilidade contínua na nossa relação com a China”, disse. Ele acrescentou que Washington busca assegurar o acesso a insumos críticos. “Queremos garantir que continuemos a receber as terras raras de que precisamos para nossa base industrial.”
O representante comercial também abordou o reembolso de tarifas após decisões judiciais recentes contra parte das medidas adotadas pelo governo Trump. Segundo ele, “pagamentos de juros fazem parte do processo de reembolso de tarifas”, sem entrar em detalhes.
Em relação à guerra no Irã, Greer afirmou que a expectativa do governo é de que qualquer impacto do conflito terá “curta duração”.
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta sexta-feira (13) o julgamento virtual que vai decidir se a decisão do ministro André Mendonça, que determinou a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, será referendada. O julgamento será iniciado às 11h.
Durante o julgamento, o colegiado também vai decidir se serão mantidas as prisões do cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, acusado de ser operador financeiro do banqueiro, e do escrivão aposentado da Polícia Federal (PF) Marilson Roseno da Silva, que teria auxiliado no acesso a informações sigilosas das investigações.
Além de Mendonça, os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques estarão aptos a votar. Dias Toffoli, que também pertence ao colegiado, se declarou suspeito e não vai participar do julgamento, que contará apenas com os quatro votos.
Em caso de empate na votação, o placar vai favorecer Vorcaro, e o banqueiro pode ser solto.
No último dia 4, Vorcaro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), instituição pública ligada ao governo do Distrito Federal (GDF).
Mendonça atendeu pedido de prisão feito pela PF, após novos dados da investigação apontarem que Vorcaro deu ordens diretas aos outros acusados para intimidarem jornalistas, ex-empregados e empresários, além de ter acesso prévio ao conteúdo das investigações.
A investigação citou mensagens encontradas no celular do banqueiro, que foi apreendido pela PF, nas quais ele ameaçou Lauro Jardim, jornalista do jornal O Globo, em conversa com Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário.
Mourão também foi preso na terceira fase da operação e atentou contra a própria vida na carceragem da PF, em Belo Horizonte.
A investigação também revelou que Vorcaro tinha contato direto com dois servidores do Banco Central e era informado sobre o andamento das investigações contra o Master no órgão.
Em 17 de novembro do ano passado, o banqueiro foi preso pela primeira vez, quando tentava embarcar em jatinho particular para Dubai, nos Emirados Árabes. No dia seguinte, o Banco Central decretou a liquidação do Master por suspeitas de fraudes.
Após a prisão, a defesa conseguiu um habeas corpus na Justiça Federal em Brasília, e Vorcaro passou a cumprir prisão domiciliar, sob monitoramento de tornozeleira eletrônica.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, reformou a decisão que havia autorizado a visita de Darren Beattie, assessor sênior do Departamento de Estado do governo de Donald Trump, ao ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão.
A mudança ocorre após Moraes receber do Itamaraty a informação de que Beattie não tem agenda diplomática no Brasil e que seu visto de entrada foi concedido apenas para um compromisso privado.
O governo Donald Trump avalia a possibilidade de voltar a sancionar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base na chamada Lei Magnitsky.
O ministro foi punido com a sanção pelo governo dos EUA em julho de 2025. A decisão criou empecilhos para que Moraes negociasse ou usasse serviços de empresas americanas, além de congelar eventuais ativos e propriedades dele nos EUA.
A sanção foi estendida à mulher do ministro, a advogada Viviane Barci de Moraes, e a uma firma pertencente a ela, o Lex Instituto de Estudos Jurídicos.
Em dezembro passado, a aplicação das sanções foi suspensa.
A existência de discussões sobre o assunto na administração Trump foi relatada à coluna por três fontes, de forma independente entre si, no último mês.
Dentro do governo dos EUA, o responsável por acompanhar a atuação de Moraes é o assessor sênior do Departamento de Estado Darren Beattie. Nomeado no fim de fevereiro para o cargo, ele já exercia influência sobre a política do governo Trump para o Brasil desde o começo do atual mandato do republicano, em janeiro de 2025.
Na última terça-feira (10/3), Alexandre de Moraes autorizou Darren Beattie a visitar Jair Bolsonaro em sua cela na “Papudinha” — na verdade, uma ala do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) dentro do presídio da Papuda, em Brasília.
Além de Bolsonaro, Beattie deverá se encontrar com outros políticos de oposição durante sua visita a Brasília na semana que vem.
Em agosto do ano passado, Beattie criticou Moraes diretamente em um post em uma rede social. Segundo ele, o ministro seria “o principal arquiteto do complexo de censura e perseguição direcionado a Bolsonaro e seus apoiadores”.
Big Techs são a principal fonte de tensão dos EUA com Moraes
Atualmente, a principal fonte de tensão entre Moraes e o governo Trump não é a execução penal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e sim o histórico conflituoso do ministro com empresas americanas de tecnologia, especialmente as gigantes do setor, chamadas coletivamente de “Big Tech”.
Em agosto do ano passado, Moraes proibiu todos os brasileiros de usarem a plataforma X, o antigo Twitter, atualmente sob propriedade do bilionário Elon Musk.
A proibição se estendeu por 39 dias e só foi suspensa após o pagamento de R$ 26,8 milhões em multas, o bloqueio de perfis investigados e a nomeação, por parte da empresa, de representantes no Brasil.
O Departamento de Estado de Trump vê com preocupação a difusão do pensamento de Alexandre de Moraes, nos círculos jurídicos, sobre o enfrentamento ao “populismo extremista” nas redes sociais.
O ministro é autor de um livro sobre o assunto, intitulado “Democracia e Redes Sociais: Desafio de Combater o Populismo Digital Extremista”. Lançada em outubro de 2024, a obra foi finalista do Prêmio Jabuti no ano passado.
Na obra, Moraes propõe a regulamentação das plataformas de internet como uma forma de proteger o eleitorado de supostas manipulações indevidas, especialmente durante as eleições.
Empresas de redes sociais deveriam ser responsabilizadas como as outras empresas de comunicação, argumenta ele.
“As condutas dos provedores de redes sociais e de serviços de mensageria privada e de seus dirigentes precisam ser devidamente regulamentadas e responsabilizadas, pois são remuneradas por impulsionamentos e monetização, bem como há o direcionamento dos assuntos pelos algoritmos, podendo configurar responsabilidade civil e administrativa das empresas e penal de seus representantes legais”, diz um trecho.
O governo Trump vê a tese de Moraes sobre as Big Tech como um atentado a valores dos EUA, como a liberdade de expressão. Há preocupação com a influência que Moraes possa vir a exercer sobre juristas de outros países, impactando políticos e movimentos de direita que usam as redes sociais para difundir suas ideias.
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), tenta costurar um acordo com os líderes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para prorrogar os trabalhos do colegiado por mais 30 dias.
Em uma reunião antes da sessão desta quinta-feira (12/3), o senador mineiro levou a sugestão ao coordenador da bancada governista na comissão, Paulo Pimenta (PT-RS), que não deu uma resposta imediata para o parlamentar.
A movimentação se dá depois do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não se manifestar sobre prorrogar ou não o prazo da CPMI por mais 60 dias, como é pleiteado por Viana desde o início do ano.
O senador amapaense é resistente à prorrogação diante de casos de espetacularização em meio ao ano eleitoral de 2026. A resistência se estende para a instalação de outras comissões parlamentares de inquérito, como a do Banco Master.
Depois da sessão desta quinta, Viana disse que deverá entrar com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) até sexta-feira (13/3) para garantir a prorrogação, caso o governo não dê um parecer. Mesmo com o acordo, a palavra final é de Alcolumbre.
O senador também sinalizou a aliados que deve pedir que o caso seja distribuído ao ministro relator do inquérito dos desvios no INSS, André Mendonça, com quem se reuniu na noite de quarta-feira (11).
As duas alternativas de prorrogação estudadas por Viana se dão a duas semanas da data limite para que a CPMI do INSS finalize os trabalhos e entregue um relatório, que ficará a cargo de Alfredo Gaspar (União Brasil-AL).
O aiatolá Mojtaba Khamenei pediu, nesta quinta-feira (12), que o estratégico Estreito de Ormuz permaneça fechado, em sua primeira mensagem como novo líder supremo do Irã desde o início da guerra no Oriente Médio, desencadeada pelos Estados Unidos e Israel.
A guerra paralisou o Estreito de Ormuz e, consequentemente, uma parte vital do tráfego global de hidrocarbonetos que passa pela região, causando “a maior interrupção” no fornecimento de petróleo da história, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).
O novo líder foi nomeado no domingo para substituir seu pai, Ali Khamenei, que foi morto no início dos ataques israelenses-americanos contra o Irã, em 28 de fevereiro. Ele ainda não apareceu em público e, segundo diversas fontes, foi ferido em um ataque.
O conflito, que começou com os bombardeios dos EUA e de Israel contra o Irã, prejudicou as cadeias de abastecimento de petróleo, o que danificou instalações de produção essenciais em toda a região. Agora há temores de que possa afetar os serviços financeiros britânicos e americanos.
Em seu discurso, Mojtaba Khamenei instou os Estados do Golfo a fecharem as bases militares dos Estados Unidos, que foram alvo de ataques iranianos em retaliação à campanha israelense-americana.
“Recomendo que fechem essas bases o mais rápido possível. Já devem ter percebido que a alegação de que os Estados Unidos garantem segurança e paz não passa de uma mentira”, afirmou.
Apesar das consequências econômicas do conflito, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira que impedir o Irã de obter armas nucleares é mais importante do que controlar os preços do petróleo.
“Para mim, como presidente, é de muito maior interesse e importância impedir que um império do mal, o Irã, adquira armas nucleares e destrua o Oriente Médio e até mesmo o mundo”, disse em sua plataforma Truth Social.
Os países do Golfo reduziram sua produção de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris por dia devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, que é efetivamente controlado por Teerã, de acordo com um relatório da AIE.
Na quarta-feira (11), os 32 países-membros dessa organização, entre eles os Estados Unidos, decidiram liberar um recorde de 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas, na esperança de acalmar as preocupações em um mercado extremamente volátil desde segunda-feira (9).
Mesmo assim, os preços do petróleo ultrapassaram brevemente a marca de US$ 100.
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) confirma a consolidação de Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto para a eleição presidencial deste ano. Em simulação de segundo turno, o senador aparece numericamente empatado com o presidente Lula (PT) e avança entre eleitores independentes.
O cenário testado com os dois principais pré-candidatos ao Planalto mostra tanto o petista quanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com 41% das intenções de voto. Em fevereiro, Lula tinha 43%, enquanto o congressista registrava 38%.
O levantamento foi realizado dos dias 6 a 9 de março com 2.004 brasileiros de 16 anos ou mais por meio de coleta domiciliar. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-05809/2026.
Flávio registrou variação significativa entre o segmento de eleitores independentes. O senador saiu de 21% em janeiro deste ano para 26% em fevereiro e 32% em março. A margem de erro máxima para este grupo é de três pontos percentuais. De janeiro a março, Lula oscilou negativamente de 37% para 27% no segmento.
Nos cenários de primeiro turno, o atual presidente lidera numericamente em todos, com Flávio logo atrás. A diferença entre eles varia de 1 a 7 pontos percentuais, com folga em relação a outros nomes.
Além de Flávio e Lula, a Quaest testou como alternativas as candidaturas de Ratinho Jr (PSD), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Eduardo Leite (PSD), Aldo Rebelo (Democracia Cristã) e Renan Santos (Missão).
Nesse grupo, Ratinho aparece em dois cenários, com 7% em ambos, enquanto Zema é cotado em quatro cenários, com pontuações de 2% e 3%. Caiado figura com 4% das intenções em duas simulações. Leite é listado em dois cenários, com 3%. Renan e Aldo Rebelo marcam de 1 a 2 pontos em todos os cenários.
No segundo turno, a diferença de Lula (42%) para Ratinho (33%) é de 9 pontos. Num cenário em que o petista (44%) concorre contra Zema (34%), a vantagem é de 10 pontos. Contra Caiado (32%), são 12 pontos de diferença para Lula (44%). Eduardo Leite marca 26% ante 42% do atual presidente.
Numa simulação contra Aldo Rebelo, Lula tem 44%, e o ex-ministro, 23%. Já no caso de eventual embate com o líder do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos, este tem 24% contra 43% do petista.
Lula e Flávio registram os maiores índices de rejeição na pesquisa. Segundo o levantamento, 55% dizem conhecer o filho do ex-presidente e afirmam que não votariam nele, mesmo percentual da sondagem anterior. O petista aparece com 56%, ante 54% de fevereiro.
Entre os demais, Ratinho tem rejeição de 38% (eram 40%) e Zema aparece com 33% (eram 34%). Caiado e Leite mantiveram o patamar de 35% registrados no levantamento anterior. Aldo Rebelo marca 21% (antes 26%) e Renan Santos, novamente 19%.
A nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (10/3), mostrou pela primeira vez que o número de mulheres que desaprova a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) superou o índice das que aprovam.
De acordo com o levantamento, 48% do eleitorado feminino desaprova o governo Lula, um aumento de quatro pontos percentuais em relação ao último levantamento, divulgado em fevereiro. Já o número que aprova é de 46%, queda de dois pontos percentuais em relação ao último mês.
Entre os homens, 55% desaprovam e 41% aprovam. Confira as variações por gênero:

A nova pesquisa Genial/Quaest mostra que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 51% dos eleitores, enquanto 44% aprovam.
Confira os números:
A pesquisa mostrou a maior desaprovação do governo Lula desde julho de 2025, quando o percentual era de 53%.
Já a aprovação do governo é a mais baixa desde julho de 2025, quando marcou 43%. Confira as variações:

A pesquisa entrevistou pessoalmente 2.004 eleitores de mais de 16 anos, entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o registro BR-05809/2026.
O Secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, ameaçou o presidente do Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (10/3). De acordo com Larijani, o norte-americano tem de tomar “cuidado para não ser eliminado”.
Para fazer a ameaça, o secretário postou no X uma publicação de Trump em que o presidente americano afirmava que, caso o Irã interrompesse o fluxo de Petróleo dentro do Estreito de Ormuz, o país seria atacado pelos EUA “vinte vezes mais forte do que foram atingidos até agora”.
“O povo de Ashura, no Irã, não teme suas ameaças vazias. Nem mesmo aqueles maiores que você conseguiram eliminar a nação iraniana. Cuidado para não ser eliminado!”, disparou Ali Larijani.
Sobre a guerra
O conflito começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel realizaram ataques coordenados contra o Irã. A ação culminou na morte do líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei. Segundos as autoridades iranianas, mais de 1,2 mil pessoas já morreram na guerra.
Em retaliação, o regime teocrático do Irã atacou outros países aliados aos Estados Unidos, elevando a situação a um conflito regional com mais de 10 nações atingidas diretamente e milhares de vítimas.
Na última semana, Israel e EUA anunciaram que estavam entrando em nova fase da guerra, com foco na intensificação de ataques, que já se estenderam para outros países, como Líbano, Bahrein, Iraque, Emirados Árabes, Catar e Arábia Saudita, que informou ter interceptado mísseis em seu espaço aéreo.
Os Estados Unidos devem intensificar nesta terça-feira (10) os ataques contra o Irã, enquanto autoridades americanas afirmam que a ofensiva busca degradar de forma decisiva a capacidade militar de Teerã. Em coletiva no Pentágono, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmou que esta terça será, “outra vez, o dia mais intenso de ataques contra o Irã”.
Segundo Hegseth, o propósito da campanha é enfraquecer a estrutura militar iraniana. “Os objetivos são destruir mísseis e a base industrial de defesa. Outro objetivo é destruir a marinha do Irã“, ressaltou. O secretário afirmou ainda que Teerã está “desesperado e em apuros” e acrescentou que os EUA “não descansarão até o inimigo estar completamente derrotado”.
Hegseth também afirmou que os ataques iranianos diminuíram nas últimas 24 horas. “Vimos o menor número de mísseis disparados pelo Irã no último dia”, disse. Ainda assim, ele indicou que a pressão militar continuará e afirmou que o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, “será inteligente se ouvir as palavras de Donald Trump” sobre o país não poder ter uma arma nuclear.
Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, presta continência enquanto membros de uma equipe do Exército dos EUA carregam um caixão coberto com a bandeira americana contendo o corpo do sargento Benjamin N. Pennington
O chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Dan Caine, afirmou que a campanha militar americana já atingiu mais de 5 mil alvos no território iraniano. Segundo ele, as forças americanas também destruíram mais de 50 navios iranianos e continuam a atingir embarcações usadas para lançar minas marítimas.
Caine avaliou que o Irã ainda mantém capacidade de combate, mas afirmou que o país não tem demonstrado força superior ao esperado. “O Irã está lutando, mas não é mais formidável do que pensávamos”, disse.
Em meio à escalada, o assessor de segurança iraniano Ali Larijani reagiu a uma ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de atacar o país com intensidade “vinte vezes maior” caso Teerã interrompa o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Em mensagem no X, Larijani afirmou que o Irã “não teme suas ameaças vazias” e alertou Trump para que “tenha cuidado para não ser eliminado”, lembrando que o país já foi acusado no passado de planejar atentados contra o presidente americano.
