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O primeiro estudo em humanos sobre a polilaminina foi publicado nesta terça-feira (4/8) na revista científica Spinal Cord. A divulgação representa um avanço para a pesquisa porque os resultados passaram pela revisão de especialistas independentes e agora integram a literatura científica.

A polilaminina é uma substância desenvolvida a partir da proteína laminina, naturalmente presente no organismo, e vem sendo estudada como uma possível alternativa para estimular a regeneração do tecido nervoso após lesões na medula espinhal.

Apesar da publicação, a conclusão do artigo aponta que a eficácia da polilaminina ainda não foi totalmente comprovada. Os próprios pesquisadores afirmam que o estudo foi planejado para avaliar principalmente a segurança e a viabilidade do tratamento, e não para demonstrar que a substância é capaz de recuperar movimentos ou funções neurológicas.

A pesquisa acompanhou oito pessoas com lesão medular traumática completa, que receberam o tratamento poucos dias após o acidente e foram monitoradas durante um ano.

Como o estudo teve um número reduzido de participantes e não contou com grupo de comparação, não é possível afirmar que a evolução observada tenha sido causada pela polilaminina.


O que mostrou a pesquisa da polilaminina?


Resultados animadores, mas ainda preliminares

Ao longo do acompanhamento, parte dos pacientes apresentou melhora em avaliações neurológicas. Os pesquisadores consideram que os achados justificam a continuidade das investigações, mas ressaltam que o desenho da pesquisa não permite concluir que a recuperação tenha ocorrido em consequência da polilaminina.

Além da pequena amostra, todos os participantes receberam reabilitação intensiva durante o estudo. Por isso, ainda não é possível separar quanto da evolução clínica pode estar relacionado ao tratamento experimental, aos cuidados de reabilitação ou à própria evolução da lesão.

Segurança foi o foco da primeira etapa

Segundo os autores, a administração da polilaminina transcorreu sem complicações relacionadas ao procedimento. Durante o período de acompanhamento ocorreram três mortes, atribuídas a complicações frequentemente associadas à lesão medular grave, como pneumonia, problemas cardiovasculares e sepse. Após análise, os pesquisadores informam que não foram encontradas evidências de relação entre os óbitos e a substância.

A publicação do artigo representa apenas o primeiro passo para avaliar o potencial da polilaminina. Na conclusão, os pesquisadores destacam que ainda serão necessários estudos clínicos maiores, com mais participantes e grupo controle, para determinar se o tratamento realmente oferece benefícios superiores aos cuidados convencionais.

Até que novas pesquisas sejam concluídas, a própria equipe responsável pelo estudo orienta cautela: os resultados iniciais são considerados promissores, mas ainda não permitem afirmar que a polilaminina seja eficaz para tratar lesões medulares.

Com a evolução da tecnologia e a rapidez com que tudo é oferecido na palma da mão, as pessoas têm buscado cada vez mais formas fáceis e imediatas de obter liberação de dopamina — um neurotransmissor produzido pelo cérebro e relacionado à motivação, à expectativa e ao sistema de recompensa.

Para suprir a demanda, é possível cumprir ações cotidianas de consumo, como compras de produtos ou de comidas, que ativam o sistema de recompensa do cérebro sem gastar um centavo: são os chamados “apps de dopamina”.

Eles funcionam como uma plataforma de compras convencional. O usuário baixa o aplicativo, enche o carrinho ou faz o pedido de uma refeição, mas a entrega nunca ocorre. A simulação é suficiente para antecipar a sensação de satisfação no cérebro.

Entre os exemplos mais populares dos apps estão a Dopamine Shop e o FoodNeverComes — este último tem cerca de 1,1 milhão de usuários registrados.

O psiquiatra clínico e geriatra Marcelo Pena Paoli, supervisor do Ambulatório de Neuropsiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explica que simular compras permite que o indivíduo repita a ação diversas vezes, tornando-se uma espécie de ciclo vicioso.

“Quando há neurotransmissão, liberação de dopamina no circuito da recompensa, vamos querer repetir esse comportamento. O hábito está associado a um prazer e pode trazer prejuízo”, destaca.

Ele alerta que a internet e os smartphones acabam disponibilizando um número maior de comportamentos que podem ativar o circuito da dopamina de maneira cada vez mais rápida, causando um dano que não era observado antigamente.

Dopamina deve vir de diferentes fontes

Paoli reforça que o problema é ativar a dopamina sempre da mesma maneira, estreitando o repertório e deixando de fazer outras atividades que geram prazer e satisfação. “O saudável é quando temos uma gama de comportamentos que ativam o sistema da dopamina”, ensina.

A psicóloga Júlia Martins de Rezende Vieira, do Hospital Brasília, diz que a sociedade está vivendo um momento de imediatismo e isso tem influenciado o nosso cérebro.

“Costumo dizer que somos uma ‘sociedade micro-ondas’, onde tudo precisa acontecer rapidamente, e essa lógica também atravessa a forma como consumimos. O nosso cérebro é moldado pelos padrões que repetimos ao longo da vida graças à neuroplasticidade. O problema não é a dopamina, mas a maneira como temos estimulado esse sistema”, alerta.

Júlia acrescenta que, quando acostumamos o cérebro a buscar recompensas muito rápidas, a tendência é que a pessoa desenvolva uma menor tolerância à frustração. Isso acontece porque ela passa a querer sentir prazer sem precisar enfrentar processos que exigem tempo, espera e esforço.

Como consequência, atividades que demandam dedicação, como estudar, desenvolver uma habilidade ou concluir um projeto de longo prazo, podem parecer cada vez menos estimulantes”, diz.

Busca constante por novidades e estímulos mais intensos

Os especialistas têm observado uma busca constante por novidades e uma necessidade de estímulos mais intensa, comportamentos mais impulsivos e, em alguns casos, o uso dessas experiências como algo que anestesie emoções difíceis, em vez de enfrentá-las.

“Claro que não podemos generalizar. A saúde mental é multifatorial e cada indivíduo responde de uma maneira. No entanto, esses são fenômenos que têm sido observados com frequência, especialmente entre crianças e adolescentes, que ainda estão em processo de desenvolvimento cerebral e emocional”, comenta a psicóloga.

A dopamina integra o funcionamento natural do organismo e não possui uma forma certa ou errada de ser liberada: a diferença depende da qualidade das fontes de recompensa. Priorizar atividades que exigem envolvimento, tempo e construção gradual — como exercícios, aprendizado, convívio social e descanso — estimula esse neurotransmissor de maneira mais saudável e sustentável. O ideal é encontrar um equilíbrio, reforçam os especialistas.

A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) investiga a morte de Moisés Gabriel César de Silva Araújo, de 21 anos, assassinado a tiros na noite dessa terça-feira (4), na orla da Pajuçara, em Maceió. Segundo o delegado Emanuel Augusto, o amigo que estava com a vítima no momento do crime relatou que o suspeito costumava permanecer na região comercializando entorpecentes.

De acordo com o delegado, Moisés estava próximo aos sanitários quando foi abordado por um homem armado, que efetuou diversos disparos. A vítima foi atingida em duas regiões do tórax e também na coxa direita.

Após ser baleado, o jovem foi socorrido inicialmente por equipes da Polícia Militar e da Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit). O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encaminhou Moisés com vida ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade.

Ainda conforme Emanuel Augusto, o amigo que acompanhava Moisés relatou que, após os disparos contra o jovem, o suspeito também tentou atirar contra ele, mas não conseguiu atingir o alvo e fugiu em meio à multidão.

O relatório da Polícia Militar confirma que Moisés estava na companhia de um amigo quando o autor chegou ao local. Segundo os relatos repassados aos policiais, o suspeito teria chegado com a intenção de matar os dois, mas apenas a vítima foi atingida. O amigo conseguiu correr e escapar sem ferimentos.

A Polícia Civil segue realizando diligências para identificar o autor dos disparos e esclarecer a motivação do crime. O caso continua sendo investigado.

A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) prendeu preventivamente um homem de 31 anos suspeito de envolvimento no sequestro e assassinato da adolescente Maria Vitória Cardoso da Silva, de 15 anos. A prisão foi realizada nessa terça-feira (4), no bairro do Jacintinho, em Maceió, praticamente na mesma região onde o crime ocorreu.

Esta é a segunda prisão relacionada ao caso. No dia 23 de julho, uma mulher, também de 31 anos, foi presa preventivamente suspeita de participação no sequestro e homicídio da adolescente. Ambos são investigados pelos mesmos crimes.

Até o momento, a Polícia Civil não informou qual teria sido a participação de cada suspeito no crime. As investigações continuam e a corporação não descarta o envolvimento de outras pessoas.

Segundo as investigações, Maria Vitória foi sequestrada e morta no dia 1º de julho. Após o crime, o corpo da adolescente foi colocado dentro de um saco plástico, coberto por papelão e abandonado em uma área de descarte irregular de lixo na Avenida Juca Sampaio, no Jacintinho.

Imagens de câmeras de videomonitoramento registraram o momento em que um homem empurra um carrinho de mão transportando um saco branco. Em seguida, o corpo da adolescente é deixado no local.

De acordo com o laudo pericial, Maria Vitória morreu em decorrência de perfurações provocadas por arma branca. A perícia também identificou lesões na região do rosto, próximas aos olhos, além de arranhões nas costas, indicando que a vítima pode ter sido arrastada.

Familiares da adolescente cobram esclarecimentos sobre a motivação do crime. Segundo eles, Maria Vitória não tinha envolvimento com situações que justificassem a violência.

A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer a dinâmica do crime, identificar a participação de cada investigado e verificar se outras pessoas também participaram da ação.

Imagine um corpo celeste passar tão perto da Terra, a uma distância que permitiria uma comunicação por rádio. Pois é isso que vai acontecer em abril de 2029, quando o asteroide 99942 Apophis, um fragmento de rocha espacial com aproximadamente 370 metros de comprimento, vai passar a 32 mil quilômetros do planeta.

Apesar de passar perto, segundo os cálculos feitos e refeitos várias vezes pelos cientistas, não há nenhum risco de o Apophis representar algum perigo para o nosso planeta.

Pelo contrário, conforme um artigo publicado em maio deste ano no The Planetary Science Journal, talvez os habitantes da Terra possam ser perigosos para a rocha espacial. Isso porque, a proximidade em que o asteroide vai passar pode fazer com que ele se choque com algum lixo espacial, que foi produzido pelo nosso planeta.

E não só isso, a poluição espacial ainda pode comprometer uma oportunidade científica, de acordo com a  física Giulia Schettino e o astrodinamicista Alessandro Rossi, ambos do Instituto de Física Aplicada “Nello Carrara” (IFAC) do Conselho Nacional de Pesquisa da Itália (CNR).

“Desde o início, quando vi as animações usuais da trajetória de Apophis durante a maior aproximação, comecei imediatamente a me perguntar se haveria alguma possibilidade de encontro com a vasta população de detritos espaciais produzidos pelo homem”, disse Alessandro Rossi ao portal científico ao ScienceAlert.

Comprometimento de uma oportunidade científica

De acordo com os cientistas, a passagem da rocha espacial poderá transformar a compreensão dos asteroides. Pois, como ela passará perto da Terra, a gravidade do nosso planeta vai exercer uma força suficiente para alterar sua rotação, o que pode desencadear deslizamentos de terra e até um terremoto de asteroides, revelando o que está escondido em sua superfície.

Para identificar o que tem na superfície do Apophis, duas espaçonaves, a missão  RAMSES, da Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês), e a OSIRIS-APEX, da NASA, planejam observar os detalhes desse encontro, mas, se ele se chocar com algum lixo espacial, essa observação será mais difícil.

Dessa forma, os cientistas investigaram se há uma possibilidade de o asteroide se chocar com algum detrito espacial jogado pelo homem durante a passagem pela região da órbita geossíncrona (GEO) – o espaço ao redor da Terra que se estende por milhares de quilômetros, levando em consideração que os detritos que orbitam a Terra estão mais perto do que o Apophis.

“Esperávamos um ‘experimento nulo’, ou seja, nenhuma interação possível. Ficamos surpresos com a possibilidade de alguns dos objetos se aproximarem a menos de alguns quilômetros do asteroide”, destacam os cientistas.

Embora um eventual impacto não altere a trajetória do asteroide nem ofereça riscos ao planeta ou à espaçonave, a principal preocupação dos cientistas é que a formação de uma cratera ou pluma de material ejetado confunda as observações sobre como a gravidade terrestre afetará a estrutura do Apophis.

Com essas observações, os cientistas reforçam que é importante rastrear os pequenos fragmentos que orbitam a Terra, mesmo que feitos rotineiramente, é preciso que haja uma melhora nesse cenário antes de 2029.

Pode-se dizer que fidelidade é uma qualidade primordial para as fêmeas de pássaros papa-moscas-pretos (Ficedula hypoleuca) quando o assunto é relacionamento. Segundo um novo estudo, elas conseguem perceber se os machos acasalaram recentemente por meio do canto. A descoberta feita por cientistas da Universidade de Oslo, na Noruega, teve os resultados publicados na revista Ethology em 1º de julho.

A análise ainda revelou que, além da habilidade de reconhecer “infiéis”, as fêmeas preferem se reproduzir com machos solteiros e que não tiveram sua primeira “paixão” – no mundo dos pássaros, é comum que eles acasalem com outras fêmeas depois da primeira parceira.

Os cientistas gravaram cantos de 17 machos antes e depois de acasalarem na época de reprodução. Ao analisá-los, percebeu-se que as cantorias eram mais curtas e com menos alternância de sons depois do primeiro ato.

De acordo com os cientistas, após a primeira reprodução, os machos costumam viajar vários quilômetros e construir um ninho para cortejar outras fêmeas com o objetivo de ter um novo acasalamento.

A fim de investigar se as fêmeas percebiam as mudanças no canto, gravações de machos solteiros e comprometidos foram reproduzidas a elas. Os cientistas perceberam que 21 das 29 fêmeas optaram por visitar o ninho com o som correspondente aos ainda “soltos na pista”.

“Normalmente, um macho percorre as sílabas de sua canção de maneira ordenada — uma ou duas sílabas costumam ser repetidas de uma canção para a seguinte. Mas quando se tornam politerritoriais (ocupam múltiplos territórios simultaneamente), fazem isso com muito menos frequência”, afirma a primeira autora do estudo, Helene Lampe, em comunicado.

A suspeita é de que a alteração no canto feita pelos machos sirva para duas situações:

Apesar das descobertas, especialistas que não participaram do estudo defendem que os pássaros machos não devem ser tratados como “trapaceiros”, pois se trata de uma estratégia para aumentar o sucesso reprodutivo.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) espera analisar, até o final do ano, mais oito canetas de análogos ao GLP-1 genéricas. Uma fórmula deve ser aprovada ainda em agosto, e as restantes serão analisadas até dezembro — caso as fabricantes não precisem responder a exigências da agência, a aprovação ou reprovação pode vir ainda neste ano.

Desde a chamada pública lançada em agosto de 2025, 24 canetas foram apresentadas à Anvisa. Seis foram deferidascinco foram indeferidas, uma deve sair em agosto, sete estão em análise e outras cinco serão apreciadas neste segundo semestre. Os produtos são à base de semaglutida e liraglutida, os mesmos princípios-ativos do Ozempic, Wegovy e Saxenda.

Apesar do nome popular, as canetas aprovadas pela agência são para o tratamento de diabetes, e não de obesidade. A maioria é de empresas brasileiras, mas muitas são fabricadas na Índia e importadas por transferência de tecnologia.

Segundo a Anvisa, o Brasil é o país com mais opções de canetas análogas ao GLP-1, o que deve diminuir o preço dos produtos nos próximos meses. “A Anvisa está fazendo a sua parte”, afirmou o diretor-presidente da agência, Leandro Safatle, em almoço com a imprensa nesta terça (4/8).

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou nesta terça-feira (4) o fim da aposentadoria compulsória e também a previsão da perda de cargo como punição disciplinar máxima para juízes que cometam infrações graves, como venda de sentenças, assédio sexual e moral, entre outras.

Pela nova resolução disciplinar, em caso de condenação em Processo Administrativo Disciplinar (PAD), o juiz poderá ser colocado em disponibilidade para a perda do cargo. A eventual exoneração, contudo, somente poderá ser determinada por decisão judicial.

O procedimento segue decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou o fim da aposentadoria compulsória, com vencimentos proporcionais, como punição máxima, mas condicionou eventual perda de cargo, sem vencimentos, à abertura de uma ação judicial pela Advocacia-Geral da União (AGU).

Durante a sessão de votação, o presidente do CNJ, ministro Edson Fachin, disse que a medida representa “uma mudança significativa na forma de enxergar e tratar essa questão” e que o problema é trabalhado “com atenção, levando em conta os desafios e as complexidades que ele apresenta”.

Em 20 anos, o conselho condenou 126 magistrados à aposentadoria compulsória. O CNJ foi criado em 2005 e é responsável pelo julgamento de faltas disciplinares cometidas por juízes e desembargadores.

Ao longo da história, o CNJ aplicou a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman). A norma definiu que são penas disciplinares a advertência, censura, remoção compulsória, disponibilidade com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço e aposentadoria compulsória com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço, a punição mais grave.

Antes da decisão do Supremo, magistrados mantinham o recebimento mensal dos vencimentos após a condenação pelo CNJ.

A médica ginecologista Lanara Lemos saiu do coma induzido após uma semana internada em um hospital da rede privada de Maceió, nesta terça-feira (04). Ela foi atropelada por um motociclista no último dia 28 de julho, em um trecho da Avenida Fernandes Lima, no bairro Gruta de Lourdes, parte alta da capital.

Ela saía da calçada e atravessava em direção ao canteiro central quando foi atingida em cheio pela moto, caindo no chão com o impacto. Pessoas que passavam pelo local acionaram o socorro. Inicialmente, a médica foi levada para o Hospital Geral do Estado (HGE) e, depois, transferida para um hospital particular.

Imagens, obtidas com exclusividade pela reportagem da TV Pajuçara/Record, mostram o momento do atropelamento. O registro também mostra que o motociclista estava acompanhado de uma pessoa na garupa no momento em que atropelou a médica. Após o acidente, ele deixou o local sem prestar socorro à vítima. Veja abaixo:

A Polícia Civil informou que está investigando as circunstâncias do atropelamento. As imagens devem ajudar na identificação do motociclista. Quem tiver informações sobre o paradeiro do condutor pode entrar em contato por meio do Disque-Denúncia, através do telefone 181. Todas as ligações são gratuitas e anônimas.

Uma mulher foi enforcada, colocada no porta-malas de um carro e ameaçada de morte pelo ex-companheiro após dizer que não queria reatar o relacionamento. O caso aconteceu na noite desse domingo (2/8), em Serrana, no interior de São PauloO suspeito ainda não foi localizado.

O casal mantinha um relacionamento há cerca de um ano e meio e estava separado há uma semana. No domingo, os dois participaram de uma cavalgada e, mais tarde, foram a um evento em um haras. Durante a festa, o homem teria abraçado e beijado a vítima contra a vontade dela, e insistiu para conversar.

Em nota ao Metrópoles, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) relatou que os dois seguiram em carros separados até uma estrada de terra onde costumavam conversar. Ao chegar no local, o homem começou as agressões. Ele teria puxado a mulher pelos cabelos, a derrubado no chão, tentado enforcá-la e dado chutes na cabeça, além de fazer ameaças de morte.

O suspeito colocou a vítima no porta-malas do veículo e tentou fechá-lo por diversas vezes, prensando as pernas dela. Ela chegou a fingir estar morta para tentar fazer ele parar com as agressões.

O caso foi registrado como ameaça, violência doméstica e lesão corporal e segue sob investigação.

Confira a nota na íntegra:

“Um homem de 39 anos é investigado por tentativa de feminicídio na noite de domingo (2), na região do Parque das Amorinhas, em Serrana. De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima e o autor haviam participado de um evento na cidade e seguiram, em veículos separados, até uma estrada de terra para conversar. No local, o homem passou a agredi-la, além de ameaçá-la de morte.

A vítima conseguiu pedir ajuda ao chegar a uma unidade de saúde, enquanto o suspeito fugiu. O caso foi registrado como lesão corporal e ameaça pela na DDM de Ribeirão Preto.”

Quem tem a impressão de ser sempre o escolhido pelos mosquitos pode não estar imaginando coisas. Um estudo publicado em agosto na revista iScience mostra que algumas pessoas realmente atraem mais esses insetos. Segundo os pesquisadores, a explicação está, principalmente, no odor produzido pela pele e nas bactérias que vivem nela.

O estudo foi conduzido por cientistas da Florida International University (FIU), nos Estados Unidos, que investigaram como três espécies de mosquitos respondem ao cheiro de diferentes pessoas. Os resultados indicam que cada espécie parece ter preferências próprias, o que ajuda a explicar por que uma pessoa pode atrair mais um tipo de mosquito, mas não necessariamente outro.

Como o estudo foi feito

Os pesquisadores recrutaram 119 voluntários de Miami. Cada participante colocou o braço em um equipamento chamado olfatômetro, um tubo que permite avaliar como os mosquitos reagem aos odores humanos. Na outra extremidade, foram liberadas três espécies conhecidas de mosquitos, o Aedes aegypti, Aedes albopictus e o Culex quinquefasciatus.

Os cientistas observaram quais participantes atraíam mais cada espécie. Além disso, coletaram amostras da pele para analisar os compostos responsáveis pelo odor corporal e identificar quais bactérias faziam parte do microbioma de cada voluntário.

Cada espécie teve preferências diferentes

Os resultados mostraram que não existe um único perfil de pessoa que atraia todos os mosquitos. Aedes aegypti apresentou uma leve preferência por homens, enquanto as outras duas espécies não demonstraram diferença entre os sexos.

Os pesquisadores também observaram que alguns participantes atraíam bastante uma determinada espécie, mas despertavam pouco interesse nas demais, o que indica que cada mosquito utiliza pistas diferentes para escolher onde pousar.

O papel do odor e das bactérias da pele

Os cientistas analisaram centenas de compostos liberados naturalmente pela pele, conhecidos como compostos orgânicos voláteis. Essas substâncias são produzidas quando bactérias que vivem na pele transformam secreções naturais do organismo em moléculas que evaporam e formam o cheiro característico de cada pessoa. Segundo o estudo, algumas espécies pareciam evitar determinados compostos, enquanto outras eram atraídas por odores específicos.

A análise também identificou 246 tipos de bactérias entre os participantes. Apesar dessa diversidade, três bactérias apareceram repetidamente nas pessoas que mais atraíam as três espécies de mosquitos avaliadas: Co. kefirresidentii , Cu. granulosum e Staphylococcus epidermidis.

Segundo os autores, essas bactérias podem contribuir para produzir sinais químicos que tornam algumas pessoas mais atrativas para os insetos.

O que a descoberta pode mudar

Os pesquisadores afirmam que compreender melhor como odores e bactérias influenciam a escolha dos mosquitos pode ajudar no desenvolvimento de novas formas de prevenção.

Entre as possibilidades futuras estão repelentes mais direcionados e estratégias capazes de modificar temporariamente o microbioma da pele para torná-la menos atrativa aos insetos.

Os autores ressaltam, porém, que ainda são necessários novos estudos para entender exatamente como cada bactéria e cada composto químico participam desse processo e como essas descobertas poderão ser aplicadas na prática.

A frutose, açúcar presente naturalmente nas frutas e também em alimentos industrializados e bebidas açucaradas, pode favorecer a disseminação do câncer de ovário. A conclusão é de um estudo publicado em 30 de julho na revista Nature Aging, que identificou um mecanismo pelo qual esse açúcar pode estimular a propagação de células tumorais em modelos experimentais.

De acordo com os  os pesquisadores, a descoberta ajuda a explicar como algumas células que sobrevivem à quimioterapia continuam influenciando o crescimento do câncer mesmo sem se multiplicar.


Câncer de ovário


Como surgiu a descoberta

câncer de ovário costuma responder bem à quimioterapia no início do tratamento. Ainda assim, em muitos casos, a doença retorna e se espalha pela cavidade abdominal. A metástase é a principal causa de morte entre essas pacientes.

Estudos anteriores já indicavam que as células que sobrevivem ao tratamento liberam moléculas capazes de influenciar outras células do tumor. Neste trabalho, pesquisadores do Instituto Wistar, nos Estados Unidos, decidiram identificar quais substâncias eram responsáveis por esse efeito.

Para isso, eles coletaram apenas as moléculas liberadas pelas células sobreviventes e as colocaram em contato com outras células de câncer de ovário. Mesmo sem a presença das que resistiram à quimioterapia, essas substâncias aumentaram a capacidade de disseminação das células tumorais.

Frutose funciona como sinal

Ao investigar quais moléculas estavam envolvidas nesse processo, os pesquisadores identificaram a frutose como uma das principais responsáveis. Segundo a equipe, esse açúcar funciona como um sinal químico capaz de estimular células tumorais próximas a se desprenderem e migrarem para outras regiões do organismo.

Os experimentos também mostraram que uma dieta com altas quantidades de frutose, em níveis semelhantes aos encontrados em bebidas adoçadas, favoreceu a disseminação do câncer mesmo na ausência da quimioterapia.

Como a frutose facilita a disseminação

Os cientistas descobriram que a frutose reduz a produção de colesterol dentro das células tumorais. Além de sua função conhecida no organismo, o colesterol também ajuda a manter as células unidas entre si. Quando sua produção diminui, essas ligações ficam mais fracas, facilitando o desprendimento das células cancerígenas e aumentando sua capacidade de migração.

Conforme dizem os autores, esse mecanismo ajuda a explicar como uma molécula presente na alimentação pode alterar o comportamento das células do tumor.

Próximos passos

Os pesquisadores também observaram que medicamentos da classe das estatinas, usados para reduzir o colesterol, produziram efeito semelhante em modelos experimentais ao enfraquecer as ligações entre as células tumorais. A equipe agora investiga se isso pode interferir na resposta à quimioterapia.

Apesar disso, os autores reforçam que os resultados não significam que pacientes devam interromper o uso de estatinas ou fazer mudanças no tratamento por conta própria.

Eles também destacam que o estudo foi realizado em modelos experimentais e que ainda não foi demonstrado se reduzir o consumo de frutose altera a evolução do câncer em pacientes. Novas pesquisas serão necessárias para confirmar esses resultados e verificar se o mesmo mecanismo também ocorre em outros tipos de câncer, como os de pâncreas, fígado e intestino.

A ida ao hospital de uma grávida de seis meses terminou em luto para uma família. Nícolas Ravi morreu horas após cair no chão durante um parto prematuro na recepção do Hospital da Cidade, em Maceió, na segunda-feira (3). Ao TNH1, a avó do bebê, Janete Lopes, relembrou os momentos do trágico episódio e contou como a família recebeu a notícia da morte do menino.

Janete contou que acompanhava a filha, Morgana Lopes, de 21 anos, quando a jovem começou a sentir dores e contrações pela manhã. Com a intensificação dos sintomas, a gestante, que realizava acompanhamento pré-natal, foi levada à tarde para a unidade de saúde.

Ela fazia acompanhamento pré-natal em um postinho. Pela manhã, começou a sentir contrações. Quando foi aumentando, fomos ao hospital por volta das 16h05", relatou.

De acordo com a avó, Morgana passou pela triagem e aguardava atendimento. Janete afirma que a filha esperou mais de uma hora até que a bolsa se rompeu ainda na recepção da unidade.

Segundo o relato, uma técnica de enfermagem chegou a aferir os sinais da gestante, mas, ao se virar, o bebê nasceu e caiu no chão.

A bolsa estourou. A técnica de enfermagem aferiu os sinais. Quando terminou e virou, minha filha disse: 'Tá nascendo'. E a criança caiu", contou.

Nícolas Ravi foi levado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), enquanto Morgana foi encaminhada para uma sala para conclusão dos procedimentos do parto. Horas depois, ainda na noite de segunda-feira, a família recebeu a informação de que o bebê não havia resistido.

Janete também relatou uma conversa com uma médica após o ocorrido. Segundo ela, a profissional informou que as chances de sobrevivência do bebê eram reduzidas por causa da prematuridade. O nome da médica não foi divulgado.

O Hospital da Cidade informou que Morgana permanece internada e recebe acompanhamento da equipe multiprofissional. Segundo a unidade, a família também está sendo acolhida.

Família pretende buscar Justiça

Janete afirmou que pretende procurar a Justiça para buscar responsabilização pelo caso. Até a publicação desta reportagem, segundo ela, a família ainda não havia sido ouvida pela Polícia Civil nem pelo Ministério Público de Alagoas.

Em nota, o Hospital da Cidade lamentou o ocorrido e informou que instaurou um procedimento para apuração rigorosa dos fatos, além de afirmar que adotará todas as medidas administrativas cabíveis.

NOTA DO HOSPITAL DA CIDADE

O Hospital da Cidade lamenta profundamente a ocorrência registrada na maternidade e manifesta solidariedade aos familiares neste momento de luto.

A paciente grávida de seis meses deu entrada na unidade na tarde da segunda-feira (03), sendo acolhida e submetida aos procedimentos de atendimento e avaliação previstos pelos protocolos assistenciais. Na ocasião, a maternidade contava com equipe completa de plantão, composta pelos profissionais responsáveis pela assistência obstétrica e multiprofissional.

Conforme os registros iniciais de atendimento, a gestante evoluiu rapidamente para trabalho de parto ainda durante o processo de triagem. Ela permanece internada, sob acompanhamento contínuo da equipe multiprofissional, recebendo toda a assistência necessária. A família também está sendo acolhida pela instituição, com suporte do Serviço Social e atendimento psicológico.

Imediatamente após a ocorrência, o Hospital da Cidade instaurou procedimento para apuração rigorosa dos fatos, adotando todas as medidas administrativas cabíveis.

Desde a inauguração, a maternidade já realizou mais de 4 mil partos, oferecendo assistência humanizada, pautada pela segurança, acolhimento e cuidado com gestantes, puérperas e recém-nascidos.

 

Palmeira vive grandes eventos esportivos neste mês de agosto. Um deles, inédito e uma grande missão, é a 1ª Meia Maratona – Prova Radialista Josmário Silva. Lançada em junho, o evento contará com atletas de diversos estados brasileiros.

Nesta primeira edição, o homenageado é o radialista palmeirense Josmário Silva. Apaixonado por Palmeira e pelo CSE, Josmário traçou uma carreira voltada para a política e para o esporte. Com um senso de justiça e muita coerência, defendia a cidade usando sua voz, que chegava para milhares de ouvintes pelas ondas do rádio.

Josmário de Araújo Silva nasceu em 30 de novembro de 1948, filho da professora Erotildes de Araújo Silva e do pedreiro José Pedro Silva. Estudou em escolas como o Almeida Cavalcante e o Humberto Mendes. Em 1973 casou-se com Maria das Graças Duarte Silva e teve três filhas: Gracyelle, Grazianne e Gabriella.

Iniciou sua vida profissional em 1971, na Rádio Educadora Sampaio AM; em 1996 comandou “A Vez do Povo”, na Rádio Palmeira FM. Em 1975 iniciou no rádio esportivo, onde narrou centenas de jogos, inclusive da Seleção Brasileira.

Das muitas homenagens e premiações, recebeu da FIFA, em 1994, o troféu Bola de Ouro de melhor cronista desportivo do ano, junto ao também narrador Galvão Bueno.

Em novembro deste ano completa-se 19 anos que Josmário faleceu em decorrência de complicações do diabetes.

Mesmo após tantos anos, seu legado continua vivo junto a tantos atletas palmeirenses: Josmário incentivava e ajudava aqueles que sonhavam com pódios, medalhas e troféus. Nada mais justo do que a primeira maratona realizada no município receba seu nome.

A 1ª Meia Maratona acontece no dia 16 de agosto, a partir das 4h, com largada no Lago do Goití. Palmeira receberá mais de 1500 atletas que percorrerão as principais vias da cidade. Destes, muitos palmeirenses que constroem seus nomes percorrendo o Brasil em busca da glória. Josmário ficaria feliz e em êxtase ao ver tantos corredores que carregam na memória o seu incentivo e o respeito pelo esporte.

 

A relação entre apostas e ansiedade atinge muitas pessoas na rotina diária. Algumas pessoas recorrem aos jogos online quando sentem estresse, tédio, solidão ou tristeza. Outras aumentam os valores apostados em momentos de euforia ou frustração.

Apostar como forma de aliviar sentimentos desconfortáveis representa um sinal importante de risco. Além disso, as consequências das apostas podem aumentar a preocupação financeira, o sentimento de culpa e a ansiedade do apostador.

Apostas são destinadas exclusivamente a maiores de 18 anos e nunca devem ser vistas como investimento ou fonte de renda. Isso é essencial para se manter no jogo responsável.

Qual é a relação entre apostas e saúde emocional?

A relação entre as escolhas nos jogos e o bem-estar psicológico funciona em duas direções. As emoções influenciam a decisão de realizar um palpite no cotidiano. Ao mesmo tempo, perdas de dinheiro, dívidas e conflitos decorrentes do jogo produzem sofrimento.

Por exemplo, uma pessoa pode buscar o jogo para se distrair após um dia exaustivo de trabalho. Se ocorrer uma perda, a frustração gera ansiedade e novas tentativas de recuperar o valor. Quando há um ganho, a euforia pode levar ao aumento do valor das apostas.

Por outro lado, o acúmulo de prejuízos gera ansiedade, insônia e culpa. Conflitos com familiares aumentam o estresse diário. O Ministério da Saúde reconhece que o hábito de apostar pode impactar a saúde mental, as relações interpessoais e o orçamento das famílias.

Portanto, para o jogador, é importante sempre estar alerta aos sinais de jogo compulsivo.

Emoções podem ser gatilhos e consequências

O estado emocional pode se manifestar antes ou depois de uma aposta. A pessoa sente ansiedade e aposta para buscar distração. Caso perca dinheiro, a ansiedade aumenta, estimulando a vontade de fazer novas apostas. Esse ciclo representa uma possibilidade frequente na rotina.

Associação não significa diagnóstico

Sentir ansiedade ou apostar em um dia estressante não confirma a presença de um transtorno. A frequência da atividade, a perda de controle e os prejuízos reais devem ser avaliados. Apenas profissionais qualificados podem realizar avaliações clínicas.

O que são gatilhos emocionais nas apostas?

Um gatilho emocional é qualquer sentimento, situação ou contexto ambiental que aumenta o desejo de apostar. O gatilho não obriga a pessoa a realizar a aposta imediatamente, mas torna as atitudes impulsivas mais prováveis.

Os gatilhos emocionais variam entre os indivíduos. Eles podem incluir estresse no trabalho, tédio na rotina, brigas em família, dificuldades financeiras, anúncios publicitários, notificações no celular ou consumo de bebidas alcoólicas.

O gatilho nem sempre é evidente

Muitas pessoas acreditam que apostam exclusivamente por entretenimento. Contudo, ao observar os momentos em que o jogo ocorre, percebem que a atividade surge associada a emoções ou contextos específicos.

Reconhecer o gatilho não elimina a vontade

Identificar os fatores que estimulam o jogo é um passo educativo fundamental. No entanto, o reconhecimento dos gatilhos emocionais deve ser acompanhado de limites práticos, pausas, autoexclusão e apoio profissional quando necessário.

Quais emoções podem aumentar a vontade de apostar?

Diversos estados psicológicos influenciam a tomada de decisão no ambiente de apostas.

Estresse

Muitas pessoas tentam apostar por estresse na intenção de desviar a atenção dos problemas do cotidiano. O alívio gerado costuma ser passageiro. Quando ocorrem perdas, novas preocupações são somadas ao problema inicial. O Ministério da Saúde orienta evitar apostas durante momentos de tristeza, ansiedade ou estresse.

Apostar por estresse pode virar a principal forma de enfrentar situações difíceis, sem resolver a causa real do problema.

Ansiedade

A ligação entre apostas e ansiedade ganha força quando a preocupação constante gera inquietação. O indivíduo pode apostar para tentar ocupar a mente rapidamente. O risco surge porque a incerteza dos resultados e a expectativa da partida aumentam a tensão do apostador.

Tédio

O acesso fácil aos jogos pelo celular transforma momentos livres em oportunidades para apostar. Sem outras opções de lazer, as sessões de jogo tornam-se longas. A aposta pode virar uma resposta automática ao desocupar o tempo.

Solidão

A busca por estímulo e interação leva algumas pessoas ao ambiente virtual das apostas. Comunidades digitais e transmissões ao vivo criam a percepção temporária de companhia. No entanto, o jogo pode afastar a pessoa de relacionamentos sociais reais.

Tristeza e frustração

Sentimentos de tristeza provocam a busca por episódios de excitação ou esperança rápida. A relação entre apostas e depressão pode envolver diferentes fatores e exige avaliação de um especialista de saúde. Quando o resultado é negativo, o sentimento de culpa aumenta.

Euforia

Emoções muito positivas também alteram a percepção de risco. Após uma vitória no jogo, o apostador sente confiança excessiva e acredita que continuará acertando. A euforia pode levar ao abandono do orçamento e ao aumento das quantias apostadas.

Raiva após uma perda

A raiva gerada por um resultado negativo provoca a necessidade imediata de recuperar o dinheiro perdido. Apostar de forma reativa para compensar prejuízos caracteriza a perseguição de perdas, um comportamento de risco que amplia os prejuízos financeiros.

Por que apostar para aliviar emoções pode ser arriscado?

Apostar causa uma alteração momentânea de foco e expectativa. Contudo, essa mudança depende diretamente de um resultado incerto. Quando o jogo se torna a principal forma de lidar com sentimentos, a pessoa deixa de praticar formas saudáveis de regulação emocional.

Estudos acadêmicos mostram uma associação relevante entre o jogo problemático e a dificuldade de reconhecer e regular emoções intensas. Esse achado reforça que a relação entre apostas e saúde mental precisa ser observada com cuidado.

O alívio imediato pode reforçar o comportamento

A sensação temporária de distração durante o jogo faz o cérebro associar a aposta ao alívio de tensões. Isso estimula a repetição do hábito sempre que surge um incômodo psicológico.

As consequências podem piorar a emoção original

A dinâmica do jogo costuma intensificar os sentimentos negativos. O estresse leva à aposta, o jogo resulta em prejuízo financeiro e a perda gera mais estresse.

Apostar não substitui cuidado emocional

As apostas online não funcionam como tratamento para problemas de saúde mental. Diante de sofrimentos persistentes, a busca por acompanhamento terapêutico especializado é indispensável.

Como identificar seus gatilhos emocionais?

A auto-observação cuidadosa permite entender os fatores que impulsionam o hábito de apostar.

Registre o momento da vontade

Anote a data, o horário, a emoção presente e os acontecimentos anteriores ao desejo de apostar. Registre também a intensidade da vontade e se a aposta foi efetuada.

Observe padrões

Avalie se o desejo de apostar ocorre após conflitos interpessoais, ao receber o salário, durante a madrugada ou após o consumo de álcool.

Compare emoção e comportamento

Pergunte-se sobre o que estava sentindo antes de apostar, o que esperava sentir e se o jogo resolveu a questão inicial de forma efetiva.

Evite transformar o registro em controle de desempenho

O objetivo dessa anotação é identificar gatilhos emocionais e vulnerabilidades comportamentais para prevenir atitudes impulsivas, sem buscar momentos supostamente melhores para apostar.

Além disso, conhecer os mitos sobre apostas pode ajudar o jogador a identificar possíveis equívocos.

O que fazer quando surgir vontade de apostar?

Adotar medidas que criem distanciamento entre o impulso e a decisão ajuda a entender como controlar a vontade de apostar.

Interrompa o acesso imediato

Feche o aplicativo, desative notificações e afaste-se dos aparelhos eletrônicos. Para reforçar a sua proteção, utilize recursos como pausas temporárias e saiba como funcionam as ferramentas de autocontrole nas apostas.

Espere a intensidade diminuir

Aguarde o momento de maior agitação passar. Tomar decisões com a mente calma evita escolhas pautadas pela raiva ou ansiedade.

Nomeie a emoção

Identifique claramente se está sentindo ansiedade, tédio, frustração ou euforia antes de tomar qualquer atitude.

Escolha uma atividade sem risco financeiro

Pratique exercícios físicos, caminhe, converse com amigos, cozinhe ou dedique-se a um passatempo sem relação com apostas.

Converse com alguém de confiança

Compartilhar o que está sentindo com um amigo ou familiar ajuda a aliviar a pressão e fortalece o autocontrole.

Como prevenir apostas motivadas por emoções?

Prevenir a influência emocional exige atitudes estruturadas antes de acessar os sites de apostas.

Defina dinheiro e tempo antecipadamente

Estabeleça limites claros para a atividade antes de começar. Se desejar organizar sua rotina de forma responsável, consulte o guia sobre como definir um orçamento para apostas, além de entender a configuração de limites de depósito e o controle dos limites de tempo de uso da plataforma.

Não aposte para mudar seu estado emocional

Evite fazer apostas para combater a tristeza, o estresse ou a solidão. Saber como controlar a vontade de apostar nesses momentos é essencial para manter o jogo no campo do lazer.

Reduza estímulos

Desative avisos no celular, remova os aplicativos da tela inicial e bloqueie mensagens publicitárias.

Preserve outras formas de lazer

Mantenha hobbies, atividades culturais e momentos sociais que não dependam do uso de dinheiro ou de riscos financeiros.

Quando as emoções indicam um sinal de alerta?

Certos comportamentos demonstram a necessidade de parar e reavaliar o hábito de apostar. A relação contínua entre apostas e ansiedade, o uso do jogo para fugir de problemas, a irritação ao tentar parar, a ocultação de perdas e a insônia são indícios que merecem atenção.

Um sinal isolado não confirma um transtorno

Essas ocorrências não funcionam como diagnóstico. A frequência das atitudes e a gravidade dos prejuízos devem ser analisadas por profissionais.

Procure ajuda antes que os impactos aumentem

Não é preciso esperar o surgimento de dívidas graves. Para entender se o comportamento indica riscos elevados, confira o guia com os mitos e verdades nas apostas.

Quando buscar ajuda profissional?

A orientação especializada em saúde mental torna-se necessária quando a pessoa enfrenta ansiedade constante, tristeza profunda, incapacidade de interromper o jogo ou prejuízos nas apostas e saúde mental.

Não é necessário ter diagnóstico

Qualquer pessoa pode buscar atendimento em postos de saúde ou psicólogos relatando o sofrimento emocional e as dificuldades observadas.

Situações de emergência exigem atendimento imediato

Em casos de crises graves, risco de violência, automutilação ou pensamentos de morte, acione imediatamente o SAMU 192 ou busque um pronto-socorro.

Saiba como conversar com alguém com vício em apostas e onde buscar ajuda.

Reconhecer emoções ajuda a reduzir riscos

Sentimentos como estresse, ansiedade, tédio, tristeza ou euforia influenciam diretamente as decisões tomadas ao relacionar apostas e ansiedade. Apostar para aliviar desconfortos psicológicos pode criar um ciclo de prejuízos.

Identificar gatilhos, respeitar limites de tempo e recorrer a ferramentas de proteção auxiliam na manutenção do controle. Diante da perda de autonomia, o acompanhamento profissional é o caminho mais seguro.

 

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) recomendou à Prefeitura de Passo de Camaragibe a suspensão imediata de atividades urbanísticas no município, diante de riscos ambientais e insegurança jurídica decorrentes da falta de regulamentação do novo Plano Diretor. A medida consta numa recomendação, publicada na edição desta terça-feira (4) do Diário Oficial Eletrônico do órgão.

A orientação, expedida pela Promotoria de Justiça de Passo de Camaragibe, determina a interrupção temporária da emissão de novos alvarás de construção, licenças urbanísticas, aprovações de projetos, autorizações para parcelamento do solo — como loteamentos e condomínios —, além da expedição de certidões de “Habite-se” para obras vinculadas a alvarás concedidos após dezembro de 2025, quando entrou em vigor o Plano Diretor Humano e Sustentável (Lei Complementar nº 07/2025).

De acordo com o MPAL, o município enfrenta um “vácuo legislativo” desde a aprovação do novo Plano Diretor, que revogou a legislação anterior de 2018 sem que os decretos regulamentadores tenham sido editados. A ausência de critérios claros e objetivos para análise de projetos, segundo a Promotoria, abre margem para decisões baseadas em parâmetros subjetivos, especialmente em um cenário de forte pressão do mercado imobiliário.

O órgão ministerial alerta que a liberação de grandes empreendimentos — como resorts, hotéis e condomínios de alto padrão — sem respaldo técnico adequado pode causar danos ambientais irreversíveis, além de gerar insegurança jurídica para investidores que atuam de boa-fé.

Entre os pontos centrais da recomendação está a proteção da chamada Rota Ecológica dos Milagres, uma das áreas mais sensíveis do litoral norte alagoano. O MP destaca a necessidade de preservação dos coqueirais e das restingas, consideradas Áreas de Preservação Permanente (APP). Conforme o Plano Diretor, empreendimentos na Zona Sustentável de Orla só podem ser licenciados mediante comprovação da existência e averbação dos coqueiros no registro de imóveis.

No caso das restingas, a recomendação é ainda mais rigorosa: o município deve se abster de conceder licenças em áreas dessa natureza sem a realização de levantamento ambiental georreferenciado e manifestação expressa do órgão ambiental competente. As restingas exercem papel fundamental na proteção da costa, funcionando como barreiras naturais contra erosão e avanço do mar.

O MPAL também aponta falhas estruturais na implementação do novo Plano Diretor, como a inexistência da Comissão Técnica Interdisciplinar (CTI), responsável por analisar projetos de maior porte, e a ausência de legislação específica que regulamente o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), instrumento essencial para avaliar impactos urbanos causados por empreendimentos comerciais e turísticos.

Como medida complementar, o Ministério Público estabeleceu prazo de 10 dias úteis para que o prefeito informe se acatará a recomendação. O órgão também requisitou a instauração de auditoria administrativa para revisar todos os atos urbanísticos praticados desde 4 de dezembro de 2025, além da apresentação de um cronograma para envio dos projetos de lei e decretos necessários à regulamentação do Plano Diretor à Câmara Municipal.

O descumprimento das medidas poderá resultar na adoção de providências judiciais, incluindo o ajuizamento de Ação Civil Pública para suspensão de obras e eventual responsabilização dos gestores por improbidade administrativa.

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