AO VIVO

Rádio Vitório FM - Transmissão ao vivo

Sua rádio de todos os momentos

Pegue qualquer pacote de biscoito na despensa e procure a frase “contém glúten”. Ela está lá, em letras destacadas, porque uma lei de 2003 manda. Nesta quarta-feira (23), às 14h, o Superior Tribunal de Justiça faz uma audiência pública para discutir se essas duas palavras bastam ou se a embalagem precisa dizer mais: que o glúten é prejudicial à saúde dos doentes celíacos.

Parece assunto de gráfica. O caso, porém, está no STJ como recurso repetitivo, e a resposta vai valer para todos os processos iguais no país de uma vez. Por trás da frase existe uma pergunta maior: quem tem a palavra final sobre o que vai impresso numa embalagem.

A Lei 10.674/2003 obriga todo alimento industrializado a trazer “contém glúten” ou “não contém glúten”, em letras nítidas e de fácil leitura. O Congresso escolheu essas palavras e chamou a inscrição de advertência. A Anvisa regula e fiscaliza a rotulagem. Nenhum dos dois exigiu a frase sobre prejuízo à saúde.

Ela veio dos tribunais. Em 2017, julgando uma ação coletiva de Mato Grosso do Sul, a Corte Especial do STJ decidiu por unanimidade que “contém glúten” sozinho não bastava, com base no Código de Defesa do Consumidor. No mesmo processo, antes, a Terceira Turma, com relatoria da ministra Nancy Andrighi, tinha concluído o oposto: a lei já protegia o celíaco de forma suficiente e advertências complementares eram desnecessárias.

Por que o tema voltou? Aquela decisão resolveu um caso. O repetitivo fixa uma tese que juízes e tribunais do país inteiro são obrigados a seguir, e enquanto o Tema 1.343 não é julgado, ficam suspensos os recursos especiais e os agravos em recurso especial, na segunda instância ou no próprio STJ, cujo objeto coincida com a matéria afetada. Isso não paralisa toda ação de consumo que mencione glúten, apenas os recursos que discutem exatamente essa controvérsia. O relator, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, convocou médicos, pesquisadores, associações de celíacos, órgãos de defesa do consumidor e o setor produtivo, e pôs na pauta dois pontos que interessam diretamente às empresas: a harmonização entre legislação sanitária e CDC e o impacto regulatório e econômico de exigir o aviso extra. O julgamento será na Corte Especial, ainda sem data.

Quando o Congresso define a advertência e a agência sanitária detalha como ela aparece, o juiz que acrescenta palavras corre o risco de passar a legislar sobre rótulo caso a caso. O próprio Villas Bôas Cueva, ao julgar um caso sobre rotulagem de vinho (REsp 1.605.489), considerou que o produto já cumpria as normas administrativas e lembrou, segundo o relato do próprio STJ, que não cabe ao Judiciário substituir o legislador. Isso não antecipa voto nenhum, mas mostra que o argumento tem trânsito no tribunal.

Há também o efeito prático. A embalagem é espaço disputado entre tabela nutricional, ingredientes, alergênicos e validade, às vezes num pacote do tamanho da palma da mão. Se cada risco que atinge um grupo específico virar frase obrigatória por sentença, o rótulo vira bula e o alerta que importa se perde no meio. E existe a previsibilidade: a empresa que cumpriu a lei ao pé da letra descobre, numa ação coletiva, que isso não bastava, e passa a responder por uma regra que ninguém escreveu antes.

Ignorar o outro lado do processo seria enfraquecer a própria defesa. O CDC também é lei aprovada pelo Congresso, e seu artigo 31 exige informação clara e ostensiva sobre riscos à saúde. Foi esse o fundamento da decisão de 2017: para quem acabou de receber o diagnóstico, ou compra para um filho, “contém glúten” informa o ingrediente, mas não avisa o risco. É esse o argumento que o setor produtivo vai encontrar pela frente na audiência, e a defesa da competência legislativa precisa responder a ele, não apenas repeti-lo.

Diante disso, a estratégia mais segura não é ceder terreno antes da hora. O primeiro passo é levantar, internamente, quantos produtos do portfólio trazem hoje só a advertência “contém glúten”, para que a empresa conheça o tamanho real da exposição sem antecipar uma decisão generalizada sobre as embalagens enquanto o tema está sub judice. O segundo é assistir à audiência de quarta, transmitida pelo canal do STJ no YouTube, porque os argumentos apresentados ali ajudam a revelar os pontos que exigirão resposta no julgamento. Se houver ação coletiva ou autuação em curso sobre o assunto, vale checar com o jurídico se o processo está suspenso pela afetação do Tema 1.343 e como a tese, quando fixada, pode atingi-lo. Antecipar uma troca generalizada de embalagens, sem avaliar o portfólio, os processos em curso e o alcance da controvérsia, pode impor custos relevantes à empresa antes que o STJ defina a tese. A decisão sobre cada rótulo deve considerar a exposição concreta, inclusive à luz do precedente de 2017.

A audiência de quarta não decide nada, mas vai mostrar quais perguntas estarão no centro do julgamento. Uma é se a advertência informa suficientemente o celíaco. Outra é até onde o Judiciário pode ampliar uma exigência de rotulagem já definida em lei e regulada pela Anvisa. Para quem produz alimentos no Brasil, a resposta à segunda pergunta pode alcançar muito mais do que a frase impressa no pacote.

Um caderno de anotações do traficante Marcos Antônio Firmino da Silva, o "My Thor", um dos chefes do Comando Vermelho no estado do Rio de Janeiro, levou à prisão de Laércio Isidoro do Nascimento Júnior, o "Boss. Ele foi localizado e preso em uma cobertura de luxo em Maceió, nessa segunda-feira (21).

De acordo com a Corregedoria da Polícia Civil do RJ, as anotações mostravam diversos pagamentos feitos por Marcos Antônio a Laércio. Conhecido como "Boss", Laércio controlava, de dentro do próprio apartamento, toda a movimentação de compra e venda de drogas, além das operações financeiras do grupo.

Itens apreendidos com Laércio Isidoro do Nascimento Júnior, conhecido como Boss

"Ele controla com mão de ferro a atuação desse grupo. É interessante dizer que ele também faz tudo isso do alto de sua cobertura em um prédio de luxo em Alagoas. De lá, ele conseguia negociar o fornecimento e a venda de entorpecentes, o recolhimento de valores respectivos e a ocultação desse patrimônio", explicou Alexandre Capote, corregedor-geral da Polícia Civil do RJ.

Ainda segundo as investigações, a ligação de Laércio com a cúpula do Comando Vermelho foi desvendada após a polícia descobrir o envolvimento de agentes públicos do estado do Rio de Janeiro com a facção criminosa.

traficante Marcos Antônio Firmino da Silva, o "My Thor"

De acordo o Ministério Público, um policial civil do RJ ajudou a movimentar uma quantia milionária de dinheiro em apenas dois anos. Outros dois policiais militares também foram alvos de mandados de prisão.

"O policial civil fazia parte dessa articulação, então ele fazia a ligação entre a origem da droga e sua distribuição no Rio de Janeiro e nos outros estados. Já os policiais militares, atuavam na parte de logística, supervisionando a parte operacional nas ruas, por exemplo, escolta de cargas e dos criminosos, além da segurança armada desse grupo", citou Décio Alonso, promotor de Justiça.

PM foi preso dentro de hospital

Um dos PMs preso seria um segundo sargento lotado no Batalhão do Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste do RJ. Ele foi preso no trabalho, em hospital público na Barra da Tijuca.

As investigações ainda apontaram que empresas dos setores de transporte e logística também foram usadas para ocultar e viabilizar o envio de drogas para diferentes estados.

"Boss" era ponte de ligação para repasse de cocaína

A prisão de Laércio Isidoro do Nascimento Júnior, o "Boss", em Maceió, trouxe à tona o funcionamento de uma rede de tráfico de drogas monitorada há dois anos pelas forças de segurança. Apontado como um dos principais alvos da Operação Icarus, "Boss" desempenhava um papel estratégico no crime organizado: ele atuava como a ponte de ligação entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

De acordo com a polícia, a principal função de Boss no esquema era viabilizar e operacionalizar o envio de grandes remessas de cocaína da facção paulista para comunidades dominadas pelo Comando Vermelho no Rio de Janeiro.

A articulação intermediada por "Boss" conectava traficantes e esquemas logísticos. Um dos envolvidos era o traficante Marcos Antônio Pereira Firmino da Silva, conhecido como "My Thor", que participava ativamente das negociações de dentro do sistema prisional do Rio de Janeiro.

Na outra ponta estava o policial Paulo Rafael Fernandes, que segundo as investigações, utilizava uma empresa para efetuar os pagamentos das cargas de cocaína enviadas de São Paulo ao Rio.

O policial já havia entrado no radar das autoridades em abril deste ano, quando foi abordado por agentes no Amazonas, próximo à fronteira do Brasil com a Colômbia, a bordo de um avião fretado.

"Boss" seria o elo central entre My Thor e Paulo, que permitia a cooperação logística e financeira entre as duas maiores facções do país.

 

Foi confirmada nesta terça-feira (22) a morte do cantor sertanejo Rick, da dupla com Renner. Ele estava entre os passageiros de um helicóptero que partiu de Porto Belo (SC) e perdeu contato na região de Urubici, a cerca de 175 km de Florianópolis. Segundo os bombeiros, não há sobreviventes, e cinco mortes foram confirmadas.

Vítimas de acidentes aéreos morrem muitas vezes em decorrência de politraumatismo, caracterizado por lesões graves em pelo menos duas partes do corpo. Os ferimentos mais comuns incluem fratura dos ossos, crânio, coluna e extremidades, além de lesões em vasos sanguíneos e em órgãos internos, ocasionando hemorragia.

Em casos extremos, o politraumatismo —também chamado de traumatismo multissistêmico— pode levar à morte imediatamente após o acidente ou horas e dias depois. Isso porque infecções generalizadas também podem ocorrer posteriormente.

QUAIS SÃO AS CAUSAS DO POLITRAUMATISMO?

Esse tipo de trauma ocorre com frequência em situações que envolvem a transmissão de grandes quantidades de energia cinética.

Mas um politraumatismo também pode ocorrer no dia a dia. Uma das principais causas são acidentes de trânsito de alta velocidade e atropelamentos, especialmente os que envolvem motocicletas.

Incêndios, explosões, agressões físicas intensas e quedas de grandes alturas também podem gerar traumas múltiplos.

QUAIS SÃO OS TIPOS DE POLITRAUMATISMO?

Os traumas podem ser classificados como abertos, quando há ruptura na pele, ou fechados, quando as lesões ocorrem internamente, sem ferimentos visíveis na superfície do corpo.
Um exemplo de trauma aberto seria um corte profundo na pele, enquanto de um trauma fechado poderia ser uma lesão interna no fígado causada por uma batida forte.

Em casos de politraumatismo, as lesões podem variar dependendo do tipo e da gravidade do acidente. Comumente, incluem:

É POSSÍVEL SOBREVIVER A UM POLITRAUMATISMO?
Sim, mas depende da gravidade e localização das lesões. Quanto maior o impacto do acidente do corpo, maior são os riscos.

Um sistema de trauma eficiente é essencial para aumentar as chances de sobrevivência. Isso inclui uma rede organizada de atendimento, desde o socorro inicial até a reabilitação, com centros especializados, transporte de emergência e protocolos de tratamento para melhorar os resultados e reduzir a mortalidade.

A sobrevivência também depende do tempo de resposta e da qualidade dos cuidados prestados, que podem variar dependendo do acesso a serviços de emergência e cuidados especializados.

COMO FUNCIONA O TRATAMENTO?

O tratamento de politraumatismo é altamente individualizado e depende da natureza e gravidade das lesões.

O primeiro passo é estabilizar o paciente, garantindo que funções vitais como respiração e circulação sanguínea sejam mantidas. Isso envolve medidas emergenciais, como intubação, administração de fluidos intravenosos, ou mesmo cirurgias de emergência.

Após a estabilização inicial, o tratamento continua com foco nas lesões específicas, que podem incluir cirurgias para reparar fraturas, tratamentos para controlar hemorragias internas, e cuidados intensivos para lesões cerebrais ou abdominais.

O Ministério da Saúde anunciou que as chamadas canetas emagrecedoras, utilizadas no tratamento da obesidade, serão disponibilizadas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a oferta será feita de forma responsável, com base em estudos e na definição de um protocolo clínico.

A pasta ainda conduz estudos para avaliar como esses medicamentos serão utilizados pelos pacientes do sistema público. A proposta, segundo o ministério, não é tratar os medicamentos como uma solução estética, mas avaliar sua utilização em pessoas que apresentam obesidade e outras condições de saúde associadas.

Quem poderá receber?

O Ministério da Saúde ainda não apresentou, no texto divulgado, os critérios definitivos para a distribuição das canetas em todo o SUS. A definição dependerá dos estudos em andamento e da elaboração de um protocolo clínico.

Entre os grupos que estão sendo avaliados estão pessoas que aguardam por cirurgia bariátrica, para verificar se o tratamento medicamentoso pode controlar a obesidade e evitar a necessidade do procedimento. Também estão sendo estudados pacientes com obesidade e problemas cardíacos e mulheres que tiveram câncer.

Estudo já começou no SUS

Os primeiros resultados apresentados pelo Ministério da Saúde são referentes ao Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS), onde um paciente recebeu a medicação pelo sistema público.

De acordo com o ministro Alexandre Padilha, esse primeiro paciente estava na fila para uma cirurgia bariátrica, já perdeu seis quilos e apresentou redução da circunferência. O ministério também informou que o paciente relatou mudanças nos hábitos de vida, incluindo a prática de atividade física.

A experiência faz parte do estudo denominado Real-Bari, desenvolvido pelo Ministério da Saúde em parceria com a equipe técnica do GHC. O protocolo de pesquisa foi elaborado para garantir maior segurança aos participantes e estabelecer diretrizes para o acompanhamento contínuo por médicos especialistas.

Ao todo, serão acompanhados 250 pacientes do SUS com obesidade grave ou obesidade associada a outras morbidades.

Qual medicamento está sendo estudado?

O Ministério da Saúde informou que trabalha com medicamentos da classe dos análogos de GLP-1 e destacou especificamente a semaglutida no estudo realizado no Grupo Hospitalar Conceição.

Segundo a pasta, a estratégia de produção nacional começou após a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgar um relatório orientando os países a avaliarem o acesso a esse tipo de medicamento, considerando possíveis benefícios para outras questões de saúde.

O ministério e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizaram um edital para identificar empresas nacionais e internacionais com capacidade de produzir no Brasil a caneta à base de semaglutida. A iniciativa ocorreu em razão do vencimento da patente do medicamento em 2026.

Preço também está no radar

Além da avaliação clínica, o Ministério da Saúde afirma que o impacto econômico faz parte da estratégia.

O Brasil, segundo Padilha, já possui 14 produtos registrados para o combate à obesidade. O ministro afirmou que o aumento da diversidade de medicamentos contribuiu para reduzir os preços nas farmácias: produtos que anteriormente custavam entre R$ 1,7 mil e R$ 2 mil passaram, segundo ele, a ser encontrados na faixa de R$ 300 a R$ 400.

A produção nacional é apontada pelo governo como parte dessa estratégia de ampliação do acesso.

Quando as canetas estarão disponíveis?

O Ministério da Saúde afirma que pretende disponibilizar os medicamentos no SUS em todo o Brasil, mas o texto divulgado não apresenta uma data para o início da oferta ampla.

Neste momento, a pasta trabalha na avaliação do uso dos medicamentos e na elaboração de um protocolo clínico. O estudo Real-Bari é uma das iniciativas utilizadas para produzir evidências sobre a utilização da semaglutida em pacientes do sistema público.

Assim, o que está definido até agora é a intenção do Ministério da Saúde de incorporar as canetas ao SUS de maneira gratuita e responsável. Os critérios para ter acesso ao medicamento e a data para a disponibilização em todo o país ainda dependem da conclusão dos estudos e da definição do protocolo clínico.

 

Às 21h05 (horário de Brasília) desta terça-feira (22/09) ocorrerá o equinócio de primavera, o fenômeno astronômico que marca o início oficial da primavera no Hemisfério Sul, a porção onde o Brasil está localizado. O evento ocorre quando o Sol incide diretamente sobre o equador celeste, uma linha imaginária que divide os céus dos hemisférios Sul e Norte.

O equinócio não cria nenhum espetáculo no céu. Na verdade, seu grande diferencial está ligado à duração do dia. A principal característica do fenômeno é fazer com que o dia e a noite tenham praticamente o mesmo período.

Quando o equinócio não ocorre, o dia e a noite têm diferenças em seu período de duração devido à inclinação do eixo da Terra em relação à órbita do planeta em torno do Sol.

Além de ocorrer em setembro, o fenômeno também acontece em março, quando marca o início do outono no Hemisfério Sul.

O helicóptero que caiu com o cantor Rick Sollo, dupla de Renner, foi localizada pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina nesta terça-feira (22/9), na região de Urubici, na Serra catarinense. A aeronave estava próxima a região de Santa Bárbara, no interior da cidade

Veja as imagens:

O local tem áreas que variam entre montanha, planície e mata fechada. A região do acidente fica entre a localidade de Vacas Gordas, Santa Bárbara e o Morro Agudo, no município de Urubici, que fica localizado a 167 km da capital, Florianópolis, e tem 10,8 mil moradores.

A cidade fica situada em um vale a 915 metros de altitude média e é cercada por cadeias de montanhas, cânions e araucárias. Nos arredores, diversas cachoeiras e quedas d’água estão presentes.

Helicóptero encontrado

O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina (CBMSC) localizou destroços de uma aeronave na área onde o helicóptero em que estavam o cantor Rick Sollo e mais quatro pessoas sumiu. Todos os ocupantes morreram no local.

Agora, os bombeiros iniciaram o resgate das vítimas para que a Polícia Científica possa realizar as perícias devidas e os órgãos competentes realizem as investigações necessárias.

Veja quem são as vítimas

Em um novo estudo liderado por brasileiros, pesquisadores descobriram que um material produzido a partir de resíduos da indústria siderúrgica e de conchas marinhas é capaz de degradar poluentes na água e gerar hidrogênio (H₂), um combustível limpo considerado uma das grandes promessas para a transição energética.

Trata-se de um nanomaterial ativado pela luz solar. A nova tecnologia foi desenvolvida por cientistas da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Os resultados foram publicados no International Journal of Hydrogen Energy em setembro.

Como funciona o material?

A tecnologia foi desenvolvida a partir de uma heterojunção, que é a interface entre dois materiais semicondutores distintos. No caso do nanomaterial do estudo, foram combinados a hidroxiapatita (proveniente das conchas marinhas) e o óxido de ferro (proveniente da siderurgia).

Ao expor a combinação à luz solar, o sistema criado eliminou 75% do azul de metileno da água em menos de três horas. Esse corante, amplamente utilizado na indústria têxtil, pode prejudicar a saúde humana e afetar a fotossíntese de organismos aquáticos por bloquear a passagem de luz na água. Além disso, a junção demonstrou capacidade de produzir hidrogênio.

No estudo, o sistema foi testado com três proporções diferentes de óxido de ferro, e a que mais se mostrou eficiente foi a versão com 40% do composto. Para testar o desempenho do nanomaterial em condições próximas às encontradas em ambientes naturais, foram realizados experimentos com água da chuva, de lago e da torneira.

Apesar dos resultados promissores, os autores afirmam que a tecnologia ainda não está pronta para produção em larga escala. Ela precisa superar desafios como aumentar a eficiência na produção de hidrogênio, quantificar o gás produzido de forma mais precisa e verificar a estabilidade do material por períodos mais longos.

O promotor de Justiça Décio Alonso, do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), afirmou, em entrevista ao portal O Globo, na manhã desta terça-feira (22), que Laércio Isidoro do Nascimento Júnior, o "Boss", preso em Maceió nessa segunda (21), fornecia drogas exclusivamente para o Comando Vermelho (CV), mas mantinha articulações com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) em outros estados, principalmente em São Paulo.

"As articulações eram feitas para evitar problemas na passagem de cargas por áreas do PCC e também para realizar operações de lavagem de dinheiro em São Paulo. Não encontramos nenhum indício de fornecimento de drogas para a facção paulista", disse ao site.

Boss tinha diversos itens de luxo em casa, na capital alagoana. Durante a ação para prendê-lo, os agentes encontraram tênis da Prada e da Dolce & Gabbana, óculos da Louis Vuitton, relógios e roupas de grife. Ainda não se sabe se os produtos são originais.

Itens apreendidos com Laércio Isidoro do Nascimento Júnior, conhecido como Boss

Segundo as investigações, Boss ocupava um papel central no esquema do Comando Vermelho para o transporte de drogas, mas teria conseguido se manter por anos longe dos inquéritos ao agir discretamente e mudar constantemente de endereço para dificultar a localização. O esquema comandado por ele teria movimentado cerca de R$ 70 milhões, segundo o MPRJ.

De acordo com o promotor, Boss tinha uma função que antes era exercida por Marcos Antônio Pereira Firmino da Silva, o My Thor. Ele articulava diretamente com chefes do CV o abastecimento de comunidades e era responsável por negociar cargas, organizar fretes e pagamentos, coordenar operadores logísticos e utilizar laranjas para movimentar o dinheiro do tráfico.

"Ele ocupava um papel de liderança dentro da estrutura do Comando Vermelho. Mas, como adotava uma política de isolamento e “não colocava a cara”, conseguiu ficar muitos anos sem ser identificado nas investigações", explicou Décio Alonso.

A investigação

A investigação teve início a partir da apreensão de anotações de Marcos Antônio Pereira Firmino da Silva, conhecido como “My Thor”, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho.

Entre as anotações apreendidas, os investigadores identificaram registros de contabilidade do tráfico que indicavam pagamentos realizados por My Thor a Boss.

Segundo as investigações, Boss atuava como fornecedor de drogas e articulava diretamente com lideranças do Comando Vermelho o abastecimento de comunidades. Ele também seria responsável por negociar cargas, organizar fretes e pagamentos, coordenar operadores logísticos e utilizar pessoas interpostas para movimentar valores provenientes da atividade criminosa.

As diligências identificaram uma estrutura com divisão de tarefas entre liderança, operadores logísticos, transportadores, responsáveis pela cobrança e pelo recolhimento de valores e pessoas interpostas.

Um homem de 52 anos foi preso por estuprar duas sobrinhas, à época, com 7 e 13 anos. Os crimes ocorreram entre 2024 e 2025. O caso veio à tona após as vítimas contarem a uma professora sobre os abusos. O tio foi preso na última segunda-feira (14/9), por policiais civis da 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião). A ocorrência só foi divulgada nessa terça-feira (22/9).

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o investigado se valia da proximidade e da confiança da família para ficar a sós com as vítimas, buscando momentos em que estivessem mais vulneráveis — como durante brincadeiras ou logo antes de dormirem — para praticar os abusos. Ele também orientava as vítimas a não relatar o ocorrido a ninguém.

A investigação apontou, ainda, que esse padrão de comportamento se repetia em outros espaços frequentados por crianças nos quais o investigado atuava ou já havia atuado.

Após as sobrinhas relatarem os abusos a uma professora na escola em que estudavam, o Conselho Tutelar foi acionado. Na sequência, a irmã mais velha revelou, espontaneamente, ter sido vítima de conduta semelhante por parte do mesmo investigado, em episódio anterior e distinto.

Os depoimentos das vítimas, colhidos em conformidade com o protocolo de escuta especializada previsto na Lei nº 13.431/2017, somados a outros elementos reunidos na investigação, indicaram um padrão de conduta do investigado compatível com acesso reiterado e facilitado a crianças em diferentes ambientes de confiança, em razão de atividades que exercia junto ao público infantil.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nessa segunda-feira (21/9) o registro do medicamento Etcamah para o tratamento de adultos com câncer de mama localmente avançado ou metastático. A indicação inclui casos em que o tumor já se espalhou para regiões próximas ou outros órgãos.

O remédio, desenvolvido pela farmacêutica AstraZeneca, já havia sido liberado nos Estados Unidos e na Europa e também é utilizado em outros países. No Brasil, a aprovação aumenta as opções para um grupo específico de pacientes.

O Etcamah é indicado para pessoas com câncer de mama do tipo HR positivo e HER2 negativo que apresentam mutação no gene ESR1. Esse perfil costuma surgir durante o tratamento inicial com terapia hormonal combinada a inibidores de CDK4/6, antes de sinais claros de piora da doença em exames de imagem.

Estudo embasa a aprovação

A decisão se baseia em um ensaio clínico internacional que acompanhou 315 pacientes com câncer de mama avançado. A pesquisa comparou o uso do novo medicamento em combinação com um inibidor de CDK4/6 com o tratamento tradicional à base de inibidor de aromatase.

Os resultados mostraram redução de 56% no risco de progressão da doença ou morte entre as pacientes que receberam o Etcamah na combinação testada.

Como o medicamento atua

O tratamento age sobre o receptor de estrogênio presente em células tumorais. O Etcamah bloqueia esse receptor e também promove sua degradação, o que dificulta o crescimento do tumor.

O mecanismo é importante porque parte das pacientes desenvolve resistência às terapias hormonais ao longo do tratamento. Estimativas indicam que cerca de 30% das mulheres com esse tipo de câncer desenvolvem mutações no gene ESR1 durante o uso dessas terapias.

Câncer de mama

O câncer de mama é um dos tipos mais frequentes entre mulheres e está entre as principais causas de morte por câncer. No Brasil, dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicam mais de 73 mil casos por ano no período recente.

A possibilidade de iniciar uma nova linha de tratamento antes da progressão detectável em exames pode ajudar a adiar o avanço da doença em pacientes com esse perfil genético.

 

O diretor do Instituto Superar, Flávio Ferreira, foi homenageado pela Maçonaria com uma comenda em reconhecimento ao trabalho desenvolvido em Palmeira dos Índios e à sua dedicação às pessoas e à comunidade.

Esse reconhecimento representa muito mais do que uma honraria: simboliza uma trajetória marcada pelo compromisso social, pela solidariedade e pelo desejo de transformar vidas.

À frente do Instituto Superar, Flávio Ferreira vem construindo um trabalho de destaque, contribuindo para levar acolhimento, assistência e novas oportunidades a quem precisa.

✨ Uma homenagem que celebra o trabalho, a dedicação e o compromisso de quem escolheu fazer a diferença na vida das pessoas.

Parabéns, Flávio Ferreira, por essa importante conquista e pelo reconhecimento de uma história dedicada ao próximo! 👏🏅

#InstitutoSuperar #FlávioFerreira #PalmeiraDosÍndios #Homenagem #Reconhecimento AssistênciaSocial TrabalhoSocial Maçonaria CompromissoSocial

 

Um homem foi preso em flagrante nessa segunda-feira (21), suspeito de agredir, manter em cárcere privado e abusar sexualmente da própria companheira no bairro Clima Bom, em Maceió. Os crimes teriam ocorrido na presença dos dois filhos menores da vítima.

A Polícia Militar foi acionada após a mulher e as crianças pedirem socorro. No local, a vítima confirmou aos policiais que havia sofrido agressões físicas, além de ter sido mantida em cárcere privado e sofrido violência sexual na frente dos filhos.

Diante do relato da vítima, e após descumprir as ordens dos policiais, o suspeito foi detido e conduzido, junto com a vítima, à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).

O homem permaneceu preso e foi autuado pelos crimes de lesão corporal no contexto de violência doméstica e estupro.

Um novo escândalo abalou a religião budista na Tailândia após um monge sênior ser flagrado fazendo sexo por câmeras de segurança. O abade Phra Wachirayan Wi (também conhecido pelo antigo nome monástico Luang Pho Atichot Dhammavaro), de 66 anos, quebrou os votos de celibato ao ser filmado em um encontro íntimo com uma mulher dentro do templo Wat Phutthaisawan, do século XIV, na cidade de Ayutthaya. As imagens gravadas sobre uma mesa foram exibidas na televisão local e chocaram o país.

Nos últimos tempos, religiosos locais foram pegos com drogas, pornografia, brinquedos sexuais e até bomba peniana, além de envolvimento em episódios de extorsão milionária.

Em julho de 2025, uma mulher foi presa sob a acusação de gravar encontros íntimos com monges de alto escalão para cobrar quantias milionárias pelo silêncio. A suspeita, Wilawan Emsawat, de 35 anos, conhecida como Sika Golf, ameaçava expor fotos e vídeos das relações sexuais caso não recebesse o dinheiro.

A polícia apontou que o golpe rendeu o equivalente a R$ 65 milhões, após apreender um arquivo com cerca de 80 mil fotos e vídeos usados nas chantagens. Em outro caso ocorrido este ano, quatro monges acabaram investigados após a polícia encontrar material pornográfico, brinquedos sexuais, uma bomba peniana e contatos de acompanhantes em um templo.

A suspeita é que os religiosos do Mosteiro de Phrom Sunthon, na província de Chonburi, tenham quebrado os votos ao manter o material guardado no local. A operação policial aconteceu em 27 de janeiro, motivada por denúncias de que havia armas e drogas no local, resultando em varreduras nos aposentos dos monges.

No local, os agentes apreenderam o equivalente a R$ 14 mil em espécie, uma pistola, uma bomba peniana, contatos de acompanhantes e um DVD com um filme adulto. Três dos envolvidos testaram positivo para metanfetamina.

A ação começou após vizinhos relatarem barulho de tiros no templo. O coronel Saksilp Kamnoedsin explicou que "os três monges flagrados usando drogas serão encaminhados à polícia e às autoridades competentes para reabilitação." O abade responderá a uma investigação do setor de Imigração.

Em abril deste ano, um grupo de 22 monges budistas foi detido no Aeroporto Internacional Bandaranaike (Sri Lanka), após desembarcarem de um voo vindo da Tailândia. Eles transportavam 110 kg de kush (uma variedade potente de maconha) escondidos em fundos falsos de suas malas. Embora alegassem estar retornando de férias financiadas por um empresário, investigações posteriores apontaram a suspeita de que eles poderiam ter sido usados como "mulas" sem o total conhecimento da carga.

Esses episódios têm gerado intensos debates e estão corroendo a confiança pública no budismo, que é um dos pilares fundamentais da identidade e da cultura da Tailândia. Críticos, sociólogos e a própria população apontam para um cenário de comercialização descontrolada da fé, exigindo reformas urgentes na fiscalização das fortunas geradas por doações e na governança dos templos locais. Monges budistas tem grande influência sobre a sociedade tailandesa. Phra Wachirayan Wi tem seguidores que incluem funcionários do governo, empresários, autoridades policiais e militares de alta patente. Ele era conhecido por um status de alta senioridade, prestígio político e grande influência popular.

 Budismo enfrenta escândalos envolvendo sexo proibido, brinquedos sexuais e drogas
Phra Wachirayan Wi. — Foto: Reprodução

De acordo com o jornal britânico "The Guardian", a polícia afirmou que foram identificadas duas fontes de financiamento associadas a recibos de donativos emitidos em nome do templo.

"Mas nenhum do dinheiro proveniente das duas fontes entrou na conta do templo — nem um único baht [moeda tailandesa]", afirmou um porta-voz da investigação em entrevista coletiva na semana passada.

Na Tailândia, o comércio e a veneração de amuletos budistas movimentam uma economia multimilionária e atraem devotos fervorosos. Phra Wachirayan ganhou notoriedade nacional justamente como um mestre na criação e consagração desses amuletos e objetos sagrados. Sua reputação espiritual era tão consolidada que o templo recebia fluxos massivos de doações financeiras específicas de fiéis que buscavam adquirir suas peças em troca de proteção e boa sorte. Relatos da mídia local associados ao caso apontam que figuras proeminentes da política nacional da Tailândia estavam entre as pessoas que usavam publicamente os amuletos criados pelo ex-monge.

As Testemunhas de Jeová anunciaram uma flexibilização nas orientações sobre doação e recebimento de sangue por meio do Boletim do Corpo Governante dos fiéis divulgado na última sexta-feira (18). Antes, o recebimento e a doação dos quatro componentes principais do sangue de terceiros eram estritamente proibidos.

Agora, de forma individual e após reflexão, cada fiel poderá decidir se quer doar e receber componentes do sangue.

A alteração, no entanto, diz respeito somente a plasma, plaquetas, glóbulos vermelhos e glóbulos brancos. A proibição de transfusões de sangue total permanece intacta, baseada na interpretação de passagens bíblicas.

Como podem ser usados os componentes do sangue

O plasma sanguíneo é utilizado em tratamentos de traumas e algumas doenças. Os glóbulos vermelhos podem ser utilizados em casos de anemia, já os brancos podem ser utilizados no tratamento de determinadas infecções e as plaquetas podem ser usadas em alguns tratamentos, inclusive contra o câncer.

Geoffrey Jackson, integrante do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová, disse em vídeo divulgado na sexta-feira: “Cada cristão precisa tomar sua própria decisão sobre o uso dos quatro componentes principais em qualquer situação médica ou cirúrgica”.

Essa não foi a única alteração nas diretrizes do grupo religioso. Em março deste ano, uma atualização passou a permitir que os fiéis utilizassem o próprio sangue em tratamentos médicos, desde que ele seja retirado antecipadamente e armazenado até que seja necessária a utilização.

As atualizações surgiram a partir de um novo entendimento da Bíblia. Segundo Jackson, a escritura não é específica sobre como os cristãos devem lidar com o uso médico desses componentes, por isso, não cabe à liderança religiosa estabelecer regras que ultrapassem o que está na própria escritura.

Os planos de saúde passarão a cobrir o DIU hormonal para pacientes com endometriose em situações específicas. A mudança, publicada nesta terça-feira (22/9), foi definida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e entra em vigor em 1º de outubro.

A nova regra estabelece a obrigatoriedade do procedimento quando houver indicação prevista em bula ou quando a paciente não puder usar contraceptivos orais combinados ou não aderir a esse tipo de tratamento.

O que muda na cobertura?

O procedimento já constava no rol da ANS, mas agora passa a ter critérios claros de cobertura para casos de endometriose. A norma inclui tanto o dispositivo quanto a inserção.

A atualização foi feita por meio de uma diretriz que detalha quando o plano é obrigado a autorizar o método. A medida altera regras que estavam em vigor desde 2021.


O que é endometriose?


Como o DIU hormonal é usado

O DIU hormonal libera levonorgestrel, um hormônio que ajuda a controlar sintomas da endometriose, como a dor. O tratamento pode variar conforme o quadro clínico e pode incluir medicamentos hormonais ou cirurgia, e o uso do DIU é uma das opções para manejo dos sintomas.

A mesma indicação já foi incorporada ao Serviço Único de Saúde (SUS) em 2025. Agora, passa a valer também para a saúde suplementar dentro dos critérios definidos pela agência.

Dois cães de busca vão reforçar, na manhã desta terça-feira (22/9), a operação para localizar o helicóptero que transportava Rick Sollo, 59 anos, da dupla Rick & Renner, e outras três pessoas em Santa Catarina. A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros ao Metrópoles. Além dos cães, drones térmicos serão utilizados.

Segundo a corporação, as equipes trabalharam durante toda a madrugada, mas, até o início desta manhã, nenhum vestígio da aeronave havia sido encontrado.

Com o amanhecer, a operação ganhou reforço no efetivo. Entre os novos recursos mobilizados, estão dois binômios — equipes formadas por cães de busca e seus condutores — que passam a atuar na região.

As buscas começaram por volta das 17h de segunda-feira (21/9), depois que o helicóptero perdeu contato durante voo entre Porto Belo e São Joaquim. A bordo estavam Rick, o empresário Bruno Avelar, um videomaker e o piloto.

 

Os trabalhos se concentram na região de Urubici, na Serra catarinense. Um dos pontos fica em Vacas Gordas, onde havia indicação de possível queda. As equipes também atuam em área a cerca de 30 quilômetros dali, relacionada ao último sinal de celular registrado de um dos ocupantes.

A Força Aérea Brasileira (FAB) também participa da operação, com aeronaves empregadas em missões de busca e salvamento.

contato@vitoriofm.com.br
Vitório FM 104,9 - Todos os direitos reservados
linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram