
Após Kiev não ter conseguido abater um único míssil russo durante um ataque nessa quarta-feira (5/8), a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) informou que trabalha para fornecer à Ucrânia as defesas aéreas de que “precisa urgentemente”, afirmou o secretário-geral da aliança militar, Mark Rutte. A declaração se dá junto com os alertas de Volodymyr Zelensky para o aumento significativa na produção de mísseis russos antes do inverno.
Em discurso durante uma reunião do Conselho de Segurança e Defesa Nacional sobre resiliência ao inverno, o presidente ucraniano não descartou a ideia de que a suspensão do fornecimento de mísseis por parte dos aliados ocidentais tinha como objetivo “tornar a Ucrânia, por assim dizer, mais disposta a fazer concessões” nas negociações de paz com a Rússia.
“É importante eliminar toda a burocracia e tomar as decisões políticas necessárias. Literalmente, todos os dias, a vida das pessoas aqui na Ucrânia depende da determinação de nossos parceiros na Europa e nos Estados Unidos”, disse Zelensky ao secretário-geral.
Ataque com mísseis
A Rússia lançou 24 mísseis balísticos em um ataque durante a madrugada dessa quarta , matando pelo menos 17 pessoas. Dados preliminares da Força Aérea Ucraniana mostraram que suas defesas abateram 98 dos 115 drones disparados pela Rússia durante a noite, mas nenhum dos mísseis balísticos.
No mesmo dia, Zelensky afirmou que, no primeiro semestre de 2026, o fornecimento de mísseis de defesa aérea por parte dos aliados da Ucrânia havia caído para um terço do nível registrado em 2025.
O presidente também alertou que Moscou pretende aumentar significativamente a produção de mísseis balísticos com a aproximação do inverno, época em que se espera que o país retome sua campanha contra o setor energético da Ucrânia.
Serhii Beskrestnov, assessor do presidente da Ucrânia para o desenvolvimento de tecnologia de defesa, estimou que a Rússia seria capaz de lançar 100 mísseis balísticos por mês para atacar centros logísticos, instalações industriais, armazéns de alimentos e depósitos. “A guerra de desgaste entrou em sua próxima fase”, afirmou ele no aplicativo Telegram.
Escassez de mísseis
A Ucrânia sofre com a escassez de interceptores Patriot de fabricação americana, capazes de abater mísseis balísticos russos, desde o início da guerra. Mas, nas últimas semanas, essa grave falta se tornou evidente, com Moscou bombardeando Kiev, em média, a cada três dias somente em julho. Zelensky afirmou que a escassez de mísseis interceptores foi causada principalmente pela guerra no Oriente Médio.
Segundo a Força Aérea Ucraniana, os sistemas de mísseis Patriot são os únicos em serviço na Ucrânia capazes de interceptar os mísseis russos Iskander-M, S-400 e Zircon.
A Rússia frequentemente combina mísseis balísticos com mísseis de cruzeiro, drones e iscas, forçando os defensores a monitorar várias ameaças e racionar os escassos interceptores, mas a Ucrânia afirma ter baterias e interceptores insuficientes para se proteger adequadamente.
A escassez de interceptores tornou-se mais aguda como resultado da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, que consumiu um grande número de mísseis Patriot e outros interceptores.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) manteve a condenação de uma clínica ao pagamento de R$ 25 mil em indenizações por danos morais e estéticos a uma paciente que teve uma perfuração intestinal após passar por uma colonoscopia. O procedimento era contraindicado para o quadro clínico dela à época.
O exame foi realizado em fevereiro de 2024, quando a paciente participava de um estudo clínico experimental conduzido pela clínica. Ela tinha retocolite ulcerativa, uma doença inflamatória intestinal crônica que causa feridas na mucosa do reto e do intestino grosso.
Após a colonoscopia, a paciente precisou passar por uma cirurgia de urgência e ficou com uma ileostomia definitiva, além de sequelas físicas e psicológicas.
Uma perícia realizada durante o processo apontou que a colonoscopia era contraindicada para o quadro da paciente pelo alto risco de perfuração intestinal. Segundo os peritos, a decisão de realizar o exame foi imprudente e inadequada.
A clínica recorreu da condenação e alegou que não houve erro médico. A empresa também afirmou que a perfuração era um risco relacionado ao quadro de saúde da paciente e que ela havia assinado um termo de consentimento antes do procedimento
Os desembargadores, porém, entenderam que o documento não afastava a responsabilidade da clínica. Segundo a decisão, as informações dadas à paciente foram genéricas e não apontaram os riscos específicos relacionados ao quadro clínico dela.
A 8ª Turma Cível manteve os valores definidos na 1ª instância de R$ 20 mil por danos morais e R$ 5 mil por danos estéticos.
A Polícia Federal já concluiu as investigações da primeira fase da Operação Compliance Zero, que deu origem ao caso do Banco Master. A coluna apurou que o relatório final do inquérito policial será apresentado ainda na primeira quinzena deste mês.
O “inquérito mãe” do caso Master tem como focos o Banco Master e BRB e foi aberto a partir de denúncia do investidor Vladimir Timerman, o primeiro a acusar operações fraudulentas na companhia. A coluna apurou que a PF vai indiciar Daniel Vorcaro (Master), Paulo Henrique Costa (ex-presidente do BRB) e Nelson Tanure (Master).
Será o primeiro indiciamento do ex-dono do Master e outros investigados na Compliance.
Vorcaro está preso em regime fechado desde 4 de março de 2026 sem inquérito ou denúncia. A prisão preventiva foi pedida pela PF por suspeita de ameaça a testemunhas e determinada pelo relator no Supremo, ministro André Mendonça. Vorcaro teve duas tentativas de delação premiada rejeitadas.
O mesmo ocorre com Paulo Henrique, preso desde 16 de abril de 2026. A PF apontou suspeitas de que ele receberia R$ 146,5 milhões em propina, por meio de imóveis, em troca de favorecer a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB.
Já Tanure atuaria como sócio oculto do Master, exercendo influência sobre a instituição por meio de fundos e estruturas societárias. Ao contrário dos supostos comparsas, Tanure não está preso. Ele foi alvo de busca e apreensão na primeira fase da operaçao.
Gustavo Henrique Ardito, de 46 anos, registrado como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) foi preso na manhã desta quarta-feira, 5, em Americana, no interior de São Paulo, por suspeita de tentar matar um motorista por aplicativo durante briga de trânsito na Rodovia Anhangueira, informou a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo. A defesa de Gustavo não foi localizada. O espaço segue aberto.
Segundo a Polícia Civil do Estado, Ardito teria perseguido a vítima e feito vários disparos contra o veículo de um homem de 48 anos após uma discussão de trânsito, na última sexta-feira, 31. O estado de saúde da vítima não foi divulgado.
Em sua casa, foram apreendidas 11 armas registradas, além de munições, aparelhos eletrônicos, informou a polícia. CAC, conforme a Defesa Civil, é uma concessão de registro dada a cidadãos brasileiros para adquirir, guardar e somente utilizar armas de fogo com a finalidade desportiva ou para caça.
"A perícia foi acionada, e o caso registrado no 2º Distrito Policial de Americana, que prossegue com as diligências para esclarecer os fatos", disse a polícia.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) está monitorando a possível formação de um ciclone bomba no Sul do Brasil. O centro alerta que, entre 6 e 8 de agosto, a tempestade intensa poderá causar ventos de mais de 60 km/h na região costeira do Brasil, principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
No Oceano Atlântico, próximo ao centro da tempestade, os ventos podem ultrapassar os 100 km/h.
Os ciclones extratropicais são formados por massas de ar frio e quente que se encontram, causando um contraste de temperatura que diminui a pressão atmosférica. Os ventos começam a girar, e a tempestade pode se estender por milhares de quilômetros.
Os meteorologistas consideram que o ciclone é considerado bomba quando a pressão diminui pelo menos 24 milibares em 24 horas – é esperado que essa tempestade caia 26 milibares.
O Inmet prevê que, caso o fenômeno se concretize, a pior parte do ciclone será na sexta (7/8) e no sábado (8/8). Podem ser esperadas tempestades severas, com granizo, descargas elétricas e rajadas de vento.
Em seguida, o ciclone deve voltar para o oceano e abrir caminho para a entrada de uma frente fria no centro-sul do Brasil. Por enquanto, o Inmet mantém alerta laranja de perigo para tempestades para o sul de Mato Grosso do Sul, oeste e sul do Paraná, Santa Catarina e todo o Rio Grande do Sul.
Há alguns anos, a maioria das pessoas procurava o médico quando sentia algum sintoma. Hoje, muitas consultas começam de outra forma.
Essas perguntas mostram uma mudança importante na maneira como enxergamos a saúde. Nunca tivemos tanto acesso à informação, tantos recursos para monitorar o organismo e tantas possibilidades de prevenção. Ao mesmo tempo, nunca foi tão comum a sensação de que estar saudável já não basta. Parece que precisamos estar o tempo todo otimizando alguma coisa.
A medicina preventiva é uma das maiores conquistas da ciência. Vacinação, controle da pressão arterial, tratamento do colesterol, combate ao tabagismo e rastreamento de algumas doenças salvaram milhões de vidas.
Mas prevenção baseada em evidências não significa fazer todos os exames disponíveis nem usar suplementos ou medicamentos apenas porque eles estão em evidência.
Nem toda alteração em um exame representa uma doença. Nem toda deficiência discreta precisa de tratamento. E nem todo fator de risco transforma uma pessoa saudável em paciente.
A boa medicina procura responder perguntas específicas. Quando exames são solicitados sem indicação, aumentam as chances de encontrar alterações sem importância clínica, que acabam gerando novas investigações, ansiedade e, muitas vezes, tratamentos desnecessários.
As redes sociais e o mercado de saúde criaram uma ideia sedutora: a de que existe sempre algum hormônio para equilibrar, uma vitamina para repor, um suplemento para tomar ou um exame capaz de revelar um problema oculto.
Hoje, é comum encontrar pessoas sem diabetes usando sensores de glicose para acompanhar pequenas oscilações normais da alimentação. Outras procuram reposição de testosterona por causa de cansaço inespecífico, fazem painéis hormonais repetidamente sem indicação ou acumulam vitaminas e suplementos acreditando que “quanto mais, melhor”.
Em determinadas situações, todos esses recursos têm indicação e podem trazer benefícios importantes. O problema começa quando deixam de ser ferramentas médicas para se transformar em produtos de consumo, vendidos como se fossem necessários para qualquer pessoa.
Um exemplo frequente no consultório é o da retirada do glúten sem qualquer diagnóstico. Muitas pessoas eliminam alimentos com glúten acreditando que isso “desinflama o organismo” ou representa uma escolha naturalmente mais saudável. O problema é que, quando surgem sintomas ou alterações como deficiência de ferro e vitaminas, especialmente vitamina B12, a investigação da doença celíaca pode ficar comprometida. Para confirmar esse diagnóstico, é necessário que o paciente esteja consumindo glúten por um período antes dos exames. Quem suspende o alimento por conta própria pode precisar voltar a ingeri-lo por meses para que os testes tenham validade, o que nem sempre é possível devido ao desconforto. Além de restringir a alimentação sem necessidade, essa decisão pode atrasar ou até impedir o diagnóstico correto de uma doença autoimune que exige tratamento e acompanhamento específicos.
Na endocrinologia, talvez essa seja uma das mudanças mais evidentes.
Muitas pessoas chegam preocupadas com um resultado isolado, encontrado em um check-up ou em exames solicitados por iniciativa própria, mesmo sem qualquer sintoma.
Mas exames não tratam pessoas. Quem precisa de tratamento é o paciente, e não um número fora da faixa de referência.
Valores laboratoriais precisam ser interpretados junto com a idade, o histórico familiar, os hábitos de vida, os sintomas e o contexto clínico. Um mesmo resultado pode ter significados completamente diferentes dependendo de quem está sentado à frente do médico.
É justamente essa avaliação individualizada que diferencia a medicina baseada em evidências da simples interpretação de resultados.
A indústria da saúde evoluiu, e isso trouxe avanços extraordinários. Novos medicamentos, tecnologias e exames têm mudado a vida de milhões de pessoas.
Mas nenhuma inovação substitui aquilo que continua sendo o maior determinante da saúde: alimentação equilibrada, atividade física regular, sono de qualidade, abandono do cigarro, controle das doenças crônicas e acompanhamento médico quando necessário.
Esses hábitos têm impacto muito maior sobre a expectativa e a qualidade de vida do que a maioria dos suplementos e modismos que surgem diariamente.
No Dia Nacional da Saúde, talvez a pergunta mais importante não seja “o que mais posso fazer para melhorar meu organismo?”, mas sim “o que realmente faz sentido para mim?”.
Cuidar da saúde é uma atitude inteligente. Transformá-la em uma busca permanente por exames, produtos e promessas de perfeição pode produzir exatamente o efeito contrário: mais ansiedade, mais intervenções desnecessárias e menos qualidade de vida.
A medicina moderna não busca criar pacientes perfeitos. Busca ajudar pessoas reais a viverem mais e melhor.
Os exames de imagem, como raio X, ultrassom, tomografia computadorizada e ressonância magnética, fazem parte da rotina de cuidados com a saúde de muitos brasileiros, sendo importantes na prevenção, no diagnóstico e no acompanhamento de diversas doenças.
De acordo com dados da 7ª edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico, publicado pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica, quase 25 milhões de exames de imagem foram realizados no Brasil em 2024. Essas tecnologias permitem visualizar estruturas internas do corpo de forma detalhada, auxiliando os médicos na identificação de alterações e na definição do tratamento mais adequado.
A escolha do exame, no entanto, depende da condição clínica, dos sintomas apresentados e da avaliação médica de cada paciente. Abaixo, entenda melhor o que é e a finalidade de cada um.
Segundo Fernando Ide Yamauchi, radiologista do Delboni e Lavoisier, marcas da Dasa em São Paulo, o raio X é um dos exames mais “antigos” e tradicionais. Ele utiliza uma pequena dose de radiação ionizante para gerar as imagens do corpo, semelhante a uma foto.
“Como os ossos filtram mais os feixes de raio X do que os tecidos moles, eles aparecem brancos na imagem. Sendo assim, o raio X é ideal para avaliar fraturas ósseas. Além disso, o contraste entre o ar dos pulmões sadios e o pulmão com secreção/inflamado (como pneumonia) também pode ser observado”, comenta.
A ultrassonografia não utiliza radiação, mas ondas sonoras de alta frequência que ecoam nas estruturas internas do corpo e são captadas em imagens em tempo real. O exame é muito utilizado na rotina gestacional de pré-natal, mas também serve para avaliar órgãos como fígado, vesícula biliar, coração, rins, mamas, tendões, entre outros.

De acordo com Vitor Sardenberg, radiologista e coordenador da clínica CDPI, da Dasa no Rio de Janeiro, a tomografia funciona como uma evolução do raio X. “O tomógrafo gira em torno do paciente, captando múltiplas imagens radiográficas de ângulos diferentes que, processadas por um computador, geram visões detalhadas em camadas ou ‘fatias’. É altamente eficaz para investigar traumas, dores abdominais agudas, doenças pulmonares complexas e lesões cerebrais rápidas, como o acidente vascular cerebral (AVC).”
Fernando Ide Yamauchi explica que, diferentemente da tomografia, a ressonância não utiliza radiação, mas um potente campo magnético (uma espécie de ímã gigante) e ondas de radiofrequência para gerar as imagens, oferecendo altíssima definição de órgãos como cérebro, medula espinhal, músculos, ligamentos e órgãos pélvicos.
Uma das maiores dúvidas dos pacientes nos laboratórios é o uso do meio de contraste, substâncias líquidas, à base de iodo para tomografia e gadolínio em casos de ressonância, administradas por via venosa antes do exame.
Vitor Sardenberg explica que o objetivo do meio de contraste é aumentar a definição entre tecidos semelhantes. Na prática, segundo o médico, a substância auxilia a diferenciar lesões, mostrar o caminho percorrido pelo sangue e apontar inflamações, por exemplo.
“Ao circular pelo corpo, a substância destaca vasos sanguíneos e evidencia áreas com maior irrigação de sangue ou com processos inflamatórios ou infecciosos ativos, por exemplo. Também conseguimos descobrir se um nódulo é apenas um cisto inofensivo ou algo que precisa de tratamento, podemos identificar se há alguma artéria entupida ou áreas sem circulação”, detalha.
O especialista alerta que os contrastes modernos são extremamente seguros. Antes da aplicação, as clínicas realizam uma triagem rigorosa com o paciente para garantir que não haja restrições (como problemas renais graves), garantindo que todo o processo seja feito com o máximo de segurança.
“Entender o que acontece antes e durante os exames tira o peso do medo e mostra que a tecnologia está ali para um único objetivo: cuidar da nossa saúde de forma rápida e precisa”, finaliza Vitor Sardenberg.
Uma ocorrência policial mobilizou as forças de segurança e o Conselho Tutelar de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Um adolescente de 12 anos deu entrada em estado grave no hospital local, precisando ser intubado após ter grande parte do corpo atingida por queimaduras de terceiro grau. A Polícia Civil local abriu inquérito para apurar as circunstâncias do fato, diante de depoimentos divergentes apresentados pelos envolvidos.
Inicialmente, a vítima relatou às autoridades que o colega, também de 12 anos, teria ateado fogo em seu corpo intencionalmente após uma discussão entre ambos. No entanto, o colega apresentou uma narrativa diferente em depoimento oficial.
Segundo sua versão, os dois brincavam nos fundos da residência e decidiram atear fogo em uma pedra utilizando um galão de cinco litros de álcool. A vítima estaria segurando a pedra enquanto o amigo despejava o combustível. Ao aproximar um isqueiro, as chamas atingiram o recipiente, provocando uma explosão que arremessou o líquido em chamas contra a vítima.
O suspeito alegou ter tentado socorrer o amigo ligando o chuveiro da casa, mas o sistema de abastecimento da residência falhou. Em seguida, utilizou recipientes e uma mangueira para conter o fogo.
A Polícia Civil constatou que o garoto dono da casa permaneceu sozinho durante todo o ocorrido. Devido à ausência de adultos responsáveis no local, o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso.
O boletim de ocorrência foi registrado inicialmente como tentativa de homicídio e abandono de incapaz. As investigações seguem em andamento para esclarecer a real dinâmica dos fatos e apurar as responsabilidades legais dos envolvidos.
A campanha Agosto Azul e Vermelho chama a atenção para a importância da prevenção e dos cuidados com a saúde vascular. Além de evitar o tabagismo, controlar o peso e adotar uma alimentação equilibrada, o uso de suplementos é apontado como um aliado contra doenças vasculares, como trombose e varizes.
Segundo a cirurgiã vascular Dra. Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, os suplementos com vitaminas e polifenois, uma classe de substâncias que são altamente antioxidantes e anti-inflamatórias, podem ajudar, mas não sozinhos. “Existem teorias que associam a inflamação ao aparecimento de doenças vasculares, como varizes e trombose. E é um fato, por outro lado, que as doenças vasculares periféricas causam inflamação na parede dos vasos”, explica.
Dessa maneira, conforme a médica, é importante adotar medidas que reduzam os riscos da progressão da doença. “Nesse sentido, os suplementos podem ajudar, mas eles serão coadjuvantes no processo, de forma que o mais importante é melhorar a dieta, realizar atividade física regularmente, controlar o estresse e dormir bem”, ressalta.
Segundo a cirurgiã vascular, manter uma dieta equilibrada, rica em vegetais e livre do excesso de alimentos processados e frituras, melhora a capacidade antioxidante e anti-inflamatória do organismo, trazendo benefícios para a saúde das veias e artérias.
“Além disso, o exercício físico é extremamente importante. A Organização Mundial da Saúde compara que o sedentarismo é quase tão nocivo quanto o cigarro. O corpo humano não foi feito para ficar parado, pois a prática de exercícios físicos aumenta o fluxo da circulação do sangue e melhora o retorno venoso com a finalidade de levar oxigênio às células dos músculos e tecidos próximos. Assim como o sangue chega aos membros inferiores, ele precisa retornar ao coração para ser bombeado novamente”, explica a Dra. Aline Lamaita.
A médica sugere realizar atividades físicas regularmente, pelo menos três vezes por semana. “Dormir bem também é fundamental, pois uma boa noite de sono ajuda no funcionamento adequado do corpo, diminuindo o estresse, os níveis de cortisol e auxiliando a controlar a pressão arterial”, completa.
Quanto à suplementação, a Dra. Aline Lamaita diz que algumas substâncias podem colaborar para diminuir a inflamação e proteger ou fortalecer a parede dos vasos. “Eles podem ser encontrados na alimentação, mas alguns suplementos contam com essas substâncias de maneira biodisponível e em uma maior concentração”, diz.
Conforme a médica, as vitaminas C e E ajudam a fortalecer a ação antioxidante natural do organismo, reduzindo o estresse oxidativo, um processo que pode danificar as veias e as artérias. Dessa forma, contribuem para a saúde dos vasos sanguíneos e para o bom funcionamento da circulação.
“O estresse oxidativo, gerado pelo excesso de radicais livres que se ligam à parede arterial, causa uma reação de espessamento, endurecimento e enrijecimento da parede das veias e artérias no corpo inteiro, aumentando as chances de doenças aterosclerótica, infarto e derrame. A vitamina C, por participar da síntese de colágeno, ainda fortalece a parede dos vasos”, explica.

O resveratrol e a curcumina (principal constituinte ativo da cúrcuma) também ajudam na melhora da saúde vascular, pois apresentam efeitos anti-inflamatórios, neuroprotetores e diminuem a quantidade de radicais livres.
“A curcumina apresenta uma característica interessante porque não atua apenas como antioxidante direto. Ela também influencia mecanismos celulares envolvidos na resposta antioxidante do próprio organismo, estimulando sistemas naturais de defesa”, explica o farmacêutico Dr. Maurizio Pupo, pesquisador, professor e diretor científico do IPUPO Pós-Graduações.
O resveratrol, por sua vez, conforme a Dra. Aline Alamaita “pode funcionar como antioxidante ao bloquear as espécies reativas de oxigênio, induzir a produção de óxido nítrico e a agregação plaquetária, além de aumentar os níveis de HDL, o colesterol bom”.
Outras fontes naturais de bioflavonoides, uma classe de polifenois, incluem, segundo a cirurgiã vascular, o chá preto, branco e verde, que são ricos em flavonoides, e o grão de soja, rico em isoflavonas. “Frutas vermelhas como morango, amora, framboesa e mirtilo estão entre os alimentos mais ricos em flavonoides. A maçã é uma fruta rica em vitaminas, sais minerais, fibras e um flavonoide chamado quercitina. O chocolate amargo contém altos níveis de um flavonoide chamado catequina. O alho tem propriedades anti-inflamatórias”, explica.
O extrato da semente de uva é rico em proantocianidinas, compostos fenólicos reconhecidos pelo elevado potencial antioxidante. “As proantocianidinas ajudam a proteger proteínas estruturais importantes, como colágeno e elastina, contra danos oxidativos. Por isso, esse ativo costuma ser associado à manutenção da saúde vascular”, destaca o Dr. Maurizio Pupo. “Além disso, o extrato pode contribuir para a proteção da microcirculação e para a redução dos efeitos provocados pela exposição a agentes ambientais”, comenta o farmacêutico.
Alimentos ou suplementos com vitamina K podem ser indicados por um médico, caso haja necessidade. “A vitamina K trabalha no sistema circulatório na regulação da homeostase sanguínea, evitando sangramentos e favorecendo o processo de cicatrização de forma geral. Já no sistema arterial, essa vitamina tem uma função preventiva. Como ajuda a fixar o cálcio nos ossos, ela retira o cálcio das artérias, evitando a progressão de placas de colesterol e favorecendo o controle da aterosclerose”, diz a Dra. Aline Lamaita.
Apesar dos benefícios que alguns suplementos podem oferecer para a saúde vascular, a médica alerta que o uso deve ser feito apenas com orientação de um profissional de saúde, para garantir segurança e adequação às necessidades de cada pessoa.
“Mas é fundamental que o paciente consulte um cirurgião vascular para tratar ou prevenir doenças circulatórias. O médico pode indicar os suplementos e dar toda a orientação necessária para o controle de doenças”, finaliza.
A possibilidade de formação de um ciclone bomba entre a Argentina, o Uruguai e o Sul do Brasil chamou atenção nos últimos dias. Apesar do nome, o fenômeno não envolve explosões. Trata-se de um ciclone extratropical que passa por uma intensificação muito rápida, aumentando o potencial para temporais, rajadas de vento e queda de granizo.
Segundo o professor Micael Cecchini, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP), apoiado pelo Instituto Serrapilheira, antes de entender o que é um ciclone bomba é preciso saber o que caracteriza um ciclone.
“Um ciclone é um sistema meteorológico de grande escala, que pode se estender por centenas ou até milhares de quilômetros. Sua principal característica é a rotação”, explica.
No Brasil, os ciclones que atuam são do tipo extratropical e subtropical. Eles se formam quando massas de ar frio e quente se encontram, criando um forte contraste de temperatura que favorece a queda da pressão atmosférica e o desenvolvimento do sistema.
A diferença entre um ciclone extratropical comum e um ciclone bomba está na velocidade com que ele se intensifica.
“O que diferencia um ciclone comum de um ciclone bomba é a intensidade desse processo. Quando o contraste de temperatura é muito maior, a circulação atmosférica em altitude se fortalece e faz com que a pressão na superfície caia mais rapidamente”, afirma Cecchini.
Existe, inclusive, um critério técnico para essa classificação. Em regiões próximas a 60 graus de latitude, um ciclone é considerado bomba quando a pressão atmosférica diminui pelo menos 24 milibares em um período de 24 horas. Para a população, essa rápida intensificação significa maior potencial para a ocorrência de chuva forte, ventos intensos, granizo e queda acentuada das temperaturas após a passagem do sistema.
Cecchini explica que esse tipo de ciclone sempre atinge primeiro a Região Sul porque se forma em latitudes mais elevadas e avança em direção ao norte.
“O principal impacto costuma ocorrer no Sul. Em alguns casos, os efeitos podem alcançar o Sudeste e até áreas do Centro-Oeste, mas, à medida que o ciclone avança, ele pode perder intensidade ou seguir em direção ao oceano”, pontua.
O pesquisador ressalta ainda que ciclones bomba não são fenômenos frequentes. “Foi necessário criar uma definição específica justamente para identificar eventos que exigem um nível de atenção particularmente elevado. Portanto, eles não são comuns”, conclui.
Os pesadelos estão entre os sintomas mais difíceis enfrentados por quem convive com o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Eles costumam fazer a pessoa reviver experiências traumáticas durante o sono, provocando despertares frequentes, medo e prejuízos à qualidade de vida.
Agora, um estudo publicado, nesta quarta-feira (5/8), na revista Nature Medicine, indica que um medicamento à base de THC, principal composto psicoativo da cannabis, pode ajudar a reduzir o problema.
A pesquisa avaliou o dronabinol, uma versão farmacêutica do THC administrada em doses controladas. Após 10 semanas de tratamento, os participantes que receberam o medicamento apresentaram uma redução maior na frequência e na intensidade dos pesadelos em comparação com quem tomou placebo.
O transtorno de estresse pós-traumático pode surgir após situações extremamente traumáticas, como violência, acidentes, guerras ou desastres naturais. Além dos pesadelos recorrentes, o transtorno pode causar lembranças involuntárias, sensação constante de perigo, ansiedade e dificuldade para dormir.
A pesquisa foi conduzida por cientistas da Charité – Universitätsmedizin Berlin, na Alemanha. Ao todo, 171 adultos participaram do ensaio clínico: 87 receberam dronabinol e 84 tomaram placebo.
Nem os pacientes nem os pesquisadores sabiam quem estava recebendo o medicamento verdadeiro durante o estudo, um modelo conhecido como ensaio clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, considerado um dos mais confiáveis para avaliar novos tratamentos.
Segundo os pesquisadores, o dronabinol atua no sistema endocanabinoide, responsável por participar da regulação do sono, da memória e das respostas ao estresse. A hipótese é que o medicamento ajude o cérebro a reduzir a repetição das lembranças traumáticas durante o sono.
Os autores destacam, porém, que o tratamento não corresponde ao uso da cannabis fumada ou de produtos vendidos sem controle de qualidade. Também não foram observados sinais de dependência ou sintomas de abstinência após a interrupção do tratamento. Apesar do resultado positivo, os pesquisadores ressaltam que novos estudos ainda são necessários.
A ideia de que as pessoas estariam ficando “mais burras” aparece com frequência nas redes sociais e costuma ser atribuída ao chamado Efeito Flynn Reverso. Mas a conclusão é simplificada demais.
O fenômeno não significa que a inteligência humana esteja diminuindo. O que pesquisadores vêm observando é que algumas habilidades avaliadas por testes cognitivos passaram a apresentar pontuações menores em determinadas populações.
Uma pesquisa publicada na revista científica Intelligence analisou dados de 394.378 adultos dos Estados Unidos, coletados entre 2006 e 2018, para investigar se havia sinais do chamado Efeito Flynn Reverso. Antes de entender os resultados, é preciso conhecer o conceito que deu origem ao fenômeno.
Ao longo do século XX, testes de inteligência mostraram um aumento contínuo nas pontuações médias entre diferentes gerações. A tendência ficou conhecida como Efeito Flynn, em homenagem ao pesquisador James R. Flynn, e foi associada a fatores como avanços na educação, na saúde, na alimentação e nas condições de vida.
Nos últimos anos, porém, parte das pesquisas passou a observar uma desaceleração ou até uma inversão dessa tendência em alguns países, fenômeno chamado de Efeito Flynn Reverso.
Os resultados mostraram queda gradual nas pontuações de algumas habilidades cognitivas. As reduções mais consistentes apareceram nos testes de raciocínio por padrões e nas tarefas de sequência de letras e números. O raciocínio verbal também apresentou diminuição, mas em menor intensidade.
Por outro lado, a capacidade de visualizar e rotacionar objetos em três dimensões apresentou melhora durante parte do período analisado, mostrando que nem todas as habilidades cognitivas seguiram a mesma tendência.
O padrão foi observado em diferentes grupos, mas foi mais acentuado entre adultos de 18 a 22 anos e entre participantes com menor nível de escolaridade. Isso significa que as pessoas estão mais burras? Não.
Os próprios autores afirmam que o estudo não demonstra uma redução geral da inteligência humana. A pesquisa avaliou o desempenho em testes específicos, enquanto a inteligência envolve diversas capacidades, como memória, criatividade, linguagem e aprendizagem.
Além disso, o estudo foi realizado apenas com adultos dos Estados Unidos. Por isso, os resultados não podem ser automaticamente aplicados a outros países ou à população mundial.
Ainda não existe uma resposta definitiva. Os pesquisadores citam hipóteses como mudanças na educação, no estilo de vida, no uso das tecnologias digitais e nas condições sociais, mas ressaltam que nenhuma delas foi comprovada como causa do Efeito Flynn Reverso.
A disputa entre empresas de telefonia em torno de um sistema criado para evitar ligações indesejadas mostra a dificuldade para definir em quais casos é preciso derrubar chamadas logo na origem.
Ao menos sete empresas buscaram a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para reclamar sobre ligações legítimas derrubadas pelo "anti-spam" da Vivo, que alega bloquear apenas quem faz chamadas em massa e sem identificação.
O sistema promete criar uma camada de proteção adicional contra ligações excessivas. E, em alguns casos, resolve um problema que não foi solucionado nem mesmo com ferramentas como o "Não Me Perturbe", criado para acabar com o telemarketing de operadoras e bancos.
Mas por que tanta gente ainda é impactada por chamadas indesejadas? A resposta está na limitação do "Não Me Perturbe", na possibilidade de adulterar números de origem e no período de transição de um sistema que pode ao menos acabar com as chamadas fraudulentas.
Batizado de "Origem Verificada", ele faz uma autenticação em tempo real das ligações e garante que o número exibido no seu celular é, de fato, de uma empresa legítima. O sistema autenticou 6,6 bilhões de chamadas em junho de 2026, segundo a ABR Telecom.
A Anatel obriga empresas que fazem mais de 500 mil ligações por mês a aderirem ao sistema. Mas a exigência para que todas usem a ferramenta só começará em 2028.
Por que ligações indesejadas são tão comuns?
Muitas das ligações indesejadas são automatizadas e não têm uma pessoa do outro lado da linha. Conhecidas como "robocalls", essas chamadas ficam mudas e caem sozinhas depois de alguns segundos.
Isso acontece porque empresas ligam para vários números ao mesmo tempo: quando alguém atende, as demais chamadas são encerradas. A estratégia serve ainda para call centers verificarem números que estão ativos e enriquecerem suas listas de contatos.
Autores de ligações excessivas chegam até mesmo a adulterar seus números para que eles fiquem parecidos com os de linhas telefônicas comuns e não sejam bloqueados pelas operadoras.
É o chamado "spoofing numérico", que pode ser feito por meio de servidores VoIP (sigla em inglês para "Voz sobre Protocolo de Internet"), programas de computador que se conectam à rede de telefonia via internet.
Servidores VoIP são usados para gerenciar ramais de empresas, mas a possibilidade de alterar o número de origem atrai pessoas com interesses indevidos.
A Anatel chegou a criar o prefixo 0303 para identificar ligações de telemarketing, mas derrubou a obrigatoriedade após perceber uma alta rejeição a esse tipo de chamada.
Como diminuir ligações indesejadas
O "Não Me Perturbe" promete acabar com ligações indesejadas de todas as empresas de telefonia, obrigadas a se adequarem ao sistema, e de 74 instituições financeiras, que aderiram ao programa de forma voluntária.
O cadastro pode ser feito no site www.naomeperturbe.com.br e começa a valer em até 30 dias. Mas lembre-se: algumas chamadas podem continuar acontecendo porque golpistas e algumas empresas de vendas ignoram o cadastro.
Alguns celulares Android têm recursos para identificar e bloquear chamadas suspeitas. A ferramenta costuma ser encontrada ao acessar a página de "Configurações" e pesquisar por "Proteção ID" ou "Spam".
O iPhone, por sua vez, tem o recurso "Perguntar motivo da ligação", que faz todas as chamadas serem atendidas automaticamente por um robô (saiba mais aqui).
Uma alternativa é baixar aplicativos de identificação de chamadas como o Whoscall e o Truecaller, que podem mostrar quem realmente está ligando e bloquear chamadas. Os serviços podem cobrar por recursos avançados.
Em último caso, a saída é bloquear chamadas de números desconhecidos. A medida acaba com o problema, mas pode fazer você perder ligações realmente importantes.
A Anatel também orienta consumidores a registrar reclamações, caso o problema não seja resolvido. A denúncia pode ser feita neste link.
A agência indica ainda a plataforma "Qual Empresa Me Ligou", que permite verificar o nome e o CNPJ de quem fez a ligação. Acesse www.qualempresameligou.com.br, digite o número, clique em "Sou humano" e selecione "Consultar".
O que vem por aí?
O "Origem Verificada" é a aposta da Anatel contra ligações abusivas. Ele atua em duas frentes: autenticação, com selo de verificação em ligações legítimas, e identificação, que mostra o nome e o logo da empresa, além do motivo da chamada.
O sistema usa o protocolo internacional STIR/SHAKEN, que analisa o número que está ligando a partir do banco de dados da ABR Telecom, associação que reúne operadoras.
A partir de outubro de 2028, a autenticação será obrigatória para todas as ligações de empresas para consumidores. A identificação com nome e logo da companhia será opcional.
Hoje, o "Origem Verificada" tem 63 empresas de telefonia parceiras, incluindo Vivo, Claro, TIM e Algar. A Anatel prevê que, com a chegada do prazo, metade das ligações de empresas serão autenticadas.
O serviço é gratuito para clientes, que precisam ter o celular conectado a uma rede 4G ou 5G e com um desses sistemas: iPhone com iOS 18.2 ou superior e celulares Android a partir do Android 11 (aparelhos Samsung são compatíveis a partir do Android 10).
Pesquisadores identificaram um mecanismo que pode estar por trás da resistência ao trastuzumabe deruxtecana (T-DXd), um dos principais medicamentos usados no tratamento do câncer de mama metastático HER2-positivo e HER2-low.
A descoberta, publicada na revista Clinical Cancer Research, também apontou um alvo terapêutico que poderá, futuramente, ajudar a restaurar a eficácia da medicação.
O estudo, conduzido por pesquisadores do Houston Methodist e da Texas A&M University, analisou amostras de metástases coletadas antes do início do tratamento para entender por que algumas pacientes não respondem ao T-DXd, mesmo sem apresentar características clínicas que indiquem maior risco de falha terapêutica.
Os cientistas observaram que os tumores resistentes apresentavam aumento das proteínas S100, responsáveis por ativar o receptor RAGE. Juntas, elas desencadeavam uma série de sinais que favoreciam a sobrevivência das células cancerígenas e reduziam a ação do medicamento. O mecanismo foi encontrado em diferentes locais de metástase.
Após identificar o mecanismo, os pesquisadores testaram um inibidor oral do receptor RAGE, chamado TTP488 (azeliragon), combinado ao T-DXd. Em experimentos de laboratório e em modelos animais, a estratégia aumentou a morte das células tumorais, restaurou a resposta ao tratamento e reduziu a carga metastática.
Os autores destacam que a pesquisa ainda está em fase pré-clínica. Embora os resultados sejam promissores, serão necessários estudos clínicos para confirmar se a combinação é segura e eficaz em pacientes. Ainda assim, a identificação da via S100-RAGE representa um novo caminho para combater a resistência ao tratamento do câncer de mama avançado.
A reabertura do Estreito de Ormuz depende de uma mudança no comportamento dos Estados Unidos e da “correção de suas violações”, informou nesta quarta-feira (5) a emissora estatal iraniana IRIB, citando uma fonte a par do assunto.
A fonte acrescentou que um eventual acordo entre Irã e Omã sobre futuros arranjos de navegação em Ormuz não levaria à reabertura imediata da via estratégica. Segundo a fonte, as negociações estão sendo conduzidas exclusivamente entre Teerã e Mascate e “não têm nada a ver com os EUA”.
Mesmo que Irã e Omã cheguem a um entendimento, o estreito permanecerá fechado enquanto as “violações americanas” continuarem, disse a fonte.
Em paralelo, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quarta que a República Islâmica apoiará qualquer iniciativa ou decisão adotada pelos líderes palestinos no decorrer das negociações em andamento, reafirmando o apoio contínuo de Teerã à causa palestina, segundo a Press TV.
Em conversa telefônica com o chefe do Bureau Político do Hamas, Khalil al-Hayya, Pezeshkian o parabenizou pela nomeação e disse esperar que o novo cargo contribua para o povo palestino.
