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Vídeos e fotos de raias que parecem mostrar os animais “sorrindo” enquanto recebem carinho ou são alimentadas tornaram-se um fenômeno recorrente nas redes sociais. Para o público, a cena costuma ser interpretada como um gesto claro de felicidade. No entanto, do ponto de vista da biologia e da neurobiologia animal, a história é outra: a expressão simpática não passa de uma coincidência anatômica e de uma ilusão criada pela mente humana.

O que muitos enxergam como um olhar amigável é, na verdade, uma combinação de estruturas da face ventral (a parte inferior) da raia.

“A abertura que é interpretada como sorriso é a boca, enquanto os dois pontos que muitas pessoas confundem com olhos correspondem às narinas, envolvidas no sistema olfatório”, explica Fernando Resende, professor de medicina veterinária no Uniceplac. Ele esclarece que os olhos verdadeiros ficam na superfície dorsal — na parte superior do corpo —, permitindo que a raia observe o ambiente enquanto busca alimento no leito dos rios ou oceanos.

Essa projeção de características humanas em objetos ou animais é um fenômeno psicológico conhecido como pareidolia. A professora de biologia Carol Braga, aponta que o cérebro humano é programado para reconhecer padrões familiares.

“A disposição dessas estruturas acaba lembrando dois olhos e uma boca sorrindo, e o nosso cérebro imediatamente reconhece aquilo como um rosto. Mas, anatomicamente, não é uma expressão facial de felicidade”, destaca a bióloga.

Para a divulgação científica e a conservação marinha, essa percepção ambígua traz vantagens e desafios. Por um lado, o visual cativante desperta a empatia do público. “Estudos sobre antropomorfização mostram que perceber características humanas nos animais pode estar associado a maior preocupação com sua proteção”, aponta Resende.

Há, por outro lado, o risco de mascarar situações prejudiciais ao animal. Como alerta Carol: “Um animal que parece estar ‘sorrindo’ pode, por exemplo, estar sendo manipulado ou submetido a uma situação de estresse”.

Raias têm sentimentos ou sentem dor?

Superada a ilusão do “sorriso”, surge a dúvida: raias podem sentir emoções ou dor? A resposta exige separar o estresse fisiológico de estados subjetivos como a felicidade.

O estresse em elasmobrânquios (grupo que reúne raias e tubarões) é amplamente documentado, com alterações metabólicas mensuráveis causadas por captura, contenção ou manipulação. Quanto à dor e ao bem-estar, a ciência tem avançado rapidamente.

Embora peixes ósseos tenham uma senciência — capacidade consciente de sentir sensações — mais estudada, evidências comportamentais e neurobiológicas indicam que os peixes cartilaginosos também respondem a estímulos nocivos de maneira complexa.

No entanto, classificar essa sensibilidade como “felicidade” ainda não tem respaldo científico. “Existem evidências de aprendizagem, memória, preferência, habituação e comportamento social em tubarões e raias, mas a investigação experimental de estados emocionais positivos nesses animais ainda é limitada”, afirma Resende.

Apesar disso, raias podem demonstrar capacidade de aprendizagem associativa, memória espacial e discriminação visual. Espécies de água doce do gênero Potamotrygon, por exemplo, foram documentadas utilizando jatos d’água para manipular objetos e obter alimentos.

Um estudo recente realizado no Aquário de São Paulo mostrou que o enriquecimento alimentar, como esconder o alimento no substrato, estimula comportamentos naturais de busca, aumentando a diversidade comportamental e reduzindo a inatividade do animal.

Além disso, em rotinas de aquários, raias aprendem a associar a presença de cuidadores ou horários específicos com a oferta de comida, aproximando-se da superfície por condicionamento e antecipação. Em vez de descartar as imagens virais das redes sociais, pesquisadores e educadores defendem transformar o fascínio popular em aprendizado real.

“A melhor estratégia é justamente usar o mito como porta de entrada para a ciência”, sugere Resende. A partir do interesse pelo falso “sorriso”, é possível explicar a complexa biologia, os sistemas de orientação e a urgência de preservar esses intrigantes habitantes dos mares e rios.

 

Fazer musculação vai além de levantar pesos ou repetir os movimentos indicados em uma ficha. Postura, respiração, velocidade de execução, escolha da carga e capacidade individual precisam ser consideradas durante o treinamento, já que compensações podem passar despercebidas por quem está concentrado apenas em completar as repetições.

Um estudo da

Universidade de Brasília

(UnB) avaliou 730 adultos que praticavam treinamento resistido regularmente em quatro academias de Brasília, entre maio e dezembro de 2022. Nos 12 meses anteriores à pesquisa, 79,7% relataram alguma lesão musculoesquelética, enquanto 42% informaram episódios de dor.

Entre as regiões mais relatadas para lesões estavam o ombro, com 31,1%, a coluna lombossacral, com 29,1%, e o joelho, com 14,9%. Apesar dos números, o ortopedista Lúcio Gusmão, fundador da Rede CADE (Centro Avançado de Dor e Especialidades), ressalta que a musculação não deve ser considerada uma atividade perigosa quando realizada de maneira adequada.

Segundo o médico, lesões musculoesqueléticas são multifatoriais e não podem ser atribuídas somente à execução imperfeita. Sobrecarga, recuperação insuficiente, condicionamento inadequado, uso frequente de cargas elevadas e problemas na técnica podem contribuir para o surgimento de lesões.

“Não devemos ter medo da carga; devemos respeitar a progressão da carga. O organismo precisa receber estímulo para se adaptar, mas esse estímulo deve ser compatível com a capacidade, a técnica e a recuperação daquela pessoa”, explica Gusmão.

Como saber se o exercício está correto?

A profissional de Educação Física Amila Wandekoken explica que três elementos ajudam a avaliar a execução: postura, respiração e cadência. O alinhamento corporal ajuda a direcionar o movimento à musculatura trabalhada, a respiração contribui para a estabilidade e o controle, enquanto a cadência permite controlar a velocidade durante o exercício.

“Dor articular, compensação excessiva e descontrole do movimento são sinais de alerta”, afirma Amila. A compensação ocorre quando o corpo encontra outras estratégias para completar o exercício, transferindo parte do esforço para diferentes músculos ou articulações.

Nem sempre a dor indica um erro, principalmente quando surge perto da fadiga, mas merece atenção quando aparece desde as primeiras repetições e aumenta acompanhada de perda de controle.

A carga também precisa permitir que a pessoa complete as repetições mantendo postura, amplitude e controle. Quando é necessário modificar excessivamente o movimento para terminar a série, o peso pode estar acima do adequado.

Agachamento é um erro clássico

Um dos movimentos em que Amila mais observa erros é o agachamento. Joelhos desalinhados e inclinação excessiva do tronco estão entre os problemas frequentes.

Para uma execução segura, a orientação é manter a coluna neutra, o abdômen contraído e os pés totalmente apoiados no chão. Os joelhos devem acompanhar a direção das pontas dos pés e, durante a descida, o quadril deve ser levado para trás, sem exageros, respeitando uma amplitude que permita conservar o controle.

O profissional de Educação Física consegue avaliar se o exercício, a carga e a progressão estão adequados ao nível de condicionamento, histórico e objetivo de cada pessoa, além de identificar alterações na postura e no movimento que podem passar despercebidas pelo praticante.

“Uma boa orientação técnica e um planejamento visando à individualidade do aluno são um dos principais papéis do profissional”, afirma Amila.

A supervisão é particularmente importante para iniciantes, na introdução de novos exercícios e durante aumentos de carga. O acompanhamento individual também diferencia um treinamento planejado de sequências copiadas de vídeos, aplicativos ou fichas da internet, que não necessariamente consideram as características de quem vai executá-las.

cFoto colorida de mulher executando agrachamento com alter na academia - Metrópoles.

Quando a dor vira sinal de alerta?

Esforço, fadiga e tensão muscular podem fazer parte de um treinamento intenso, enquanto a dor muscular tardia pode aparecer após exercícios diferentes ou aumentos de intensidade. O sinal de alerta está principalmente quando surge uma dor nova e diferente do desconforto habitual.

Segundo Gusmão, uma dor súbita, intensa e bem localizada durante o exercício justifica interromper o movimento, principalmente quando acompanhada de perda de força ou função, inchaço importante, instabilidade, dormência, formigamento ou dificuldade para movimentar uma articulação.

Alterações do controle urinário ou intestinal, perda de sensibilidade na região perineal ou déficit neurológico progressivo são sinais de alerta que exigem atendimento médico rápido.

Dor não significa abandonar a musculação

Sentir dor não significa necessariamente interromper definitivamente a musculação. Dependendo da causa, pode ser preciso reduzir temporariamente a carga, modificar o volume ou a amplitude, substituir um exercício ou procurar avaliação profissional.

O treinamento de força, quando bem orientado e progressivo, pode contribuir para melhorar a força e a capacidade funcional e também integrar estratégias de prevenção e reabilitação de lesões.

“Dor não deve ser utilizada como medida da qualidade do treino. Treinar melhor não significa suportar mais dor; significa oferecer ao organismo um estímulo suficiente para produzir adaptação, respeitando sua capacidade de recuperação”, conclui Gusmão.

A hipertensão atinge cerca de 38 milhões de brasileiros, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), do IBGE, e pode permanecer silenciosa por anos. Embora a maioria dos pacientes consiga controlar a pressão com tratamento adequado, em alguns casos ela permanece alta mesmo com o uso de diferentes medicamentos. É a chamada hipertensão resistente.

A condição ocorre quando a pressão permanece acima da meta, apesar do uso adequado de três classes diferentes de medicamentos, em doses máximas, sendo um deles diurético. Também são considerados casos de hipertensão resistente aqueles em que o paciente consegue controlar a pressão, mas precisa utilizar quatro ou mais medicamentos para isso.

“A hipertensão é o principal fator de risco para o AVC. Isso significa que controlar adequadamente a pressão é essencial para evitar infartos e AVC’s, que podem provocar morte ou incapacidade permanente”, alerta a médica Sheila Martins, presidente da Rede Brasil AVC.

Entre as possíveis consequências estão AVC, infarto, insuficiência cardíaca, comprometimento dos rins e morte por doenças cardiovasculares. Para controlá-la, o paciente precisa combinar, por vezes, mudanças no estilo de vida e de medicamentos e investigação de causas secundárias.

Falsa hipertensão resistente

De acordo com a médica neurologista, antes de confirmar o diagnóstico é necessário descartar a falsa hipertensão resistente, que pode acontecer quando a pressão sobe apenas durante a consulta médica —  conhecido como efeito do jaleco branco —, quando paciente não toma os medicamentos corretamente ou até mesmo erros na aferição.

A investigação também deve levar em consideração hábitos de vida, uso de medicamentos ou outras substâncias capazes de aumentar a pressão e a presença de doenças que possam provocar hipertensão secundária. Além disso, a médica alerta para não normalizar a pressão “um pouco mais alta”.

Immo Wegmann/UnsplashImagem mostra um aparelho de medir pressão arterial em cima de uma superfície branca - Metrópoles
Medir a pressão regularmente é uma das melhores formas de constatar a alteração, diz a médica Sheila Martins

De acordo com Sheila, pessoas com a condição tem  50% mais risco de complicações cardiovasculares e renais em comparação com outros paciente hipertensos.

“Quando uma pessoa está fazendo o tratamento e a pressão permanece elevada, não devemos simplesmente aceitar que ‘a pressão dela é alta mesmo’. É preciso investigar por que isso está acontecendo, confirmar se realmente existe hipertensão resistente, procurar possíveis causas e definir a melhor estratégia para conseguir o controle. Quanto mais cedo conseguirmos controlar a pressão, maior será a nossa oportunidade de prevenir AVC, infarto, doença renal e outras complicações graves”, destaca Sheila.

Controle é fundamental

Além do acompanhamento médico regular e mudanças no estilo de vida, a medica recomenda manter uma alimentação equilibrada, reduzir o consumo excessivo de sal, praticar atividade física regularmente, controlar o peso, não fumar e diminuir o consumo de bebidas.

Para o controle da pressão alta, a melhor escolha é sempre preparar as refeições em casa, com ingredientes frescos e menos sal

A quem já recebeu o diagnóstico de hipertensão resistente, seguir corretamente o tratamento prescrito é fundamental. 

“A mensagem para a população é simples: meça sua pressão regularmente, conheça seus números, procure orientação médica quando eles estiverem elevados e, se já estiver em tratamento, siga as recomendações e mantenha o acompanhamento”, conclui Sheila Martins.

Um adolescente de 14 anos vai ser indenizado em US$ 65 milhões (cerca de R$ 337 milhões) após a mãe morrer em um acidente de trânsito no Colorado, nos Estados Unidos. O valor recorde foi definido por um juiz após um julgamento de cinco dias.

Megan Arneson, de 32 anos, morreu em 8 de agosto de 2022 após uma escavadeira atingir a ponte por onde ela passava. O acidente fez com que um pedaço de concreto da ponte caísse sobre o para-brisa do carro que ela dirigia. O filho dela, então com 10 anos, estava no banco traseiro do carro e teve ferimentos leves. Os dois voltavam de um passeio a um parque aquático.

A família processou o motorista da escavadeira e a empresa responsável. Segundo a acusação, o homem tinha obtido sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para transporte de veículos pesados ​​apenas quatro dias antes. Ele não teria carregado a escavadeira corretamente no reboque antes do transporte.

A Patrulha Rodoviária do Colorado concluiu que a escavadeira havia sido carregada incorretamente no reboque. “O veredicto deste júri é uma mensagem para a indústria de caminhões de que a vida de Megan importava e que condutas imprudentes não serão toleradas no Colorado”, disse a advogada Kari Jones Dulin, principal representante da família, em comunicado à imprensa.

A indenização foi a maior por um acidente com caminhão já registrada no Colorado.

Um homem foi ameaçado pelo colega de trabalho, que teria utilizado um facão durante a ação, na noite dessa quinta-feira (24), no bairro Planalto, em Arapiraca.

À Polícia Militar (PM), acionada para atender à ocorrência, a vítima relatou que o colega de trabalho a convidou para ingerir bebida alcoólica. Diante da recusa, motivada por desentendimentos anteriores no ambiente de trabalho, o suspeito teria pegado um facão e passado a proferir ameaças contra ela.

Durante as diligências, o homem apontado como autor foi localizado, com o facão ao lado. Foi realizada uma busca pessoal, mas nenhum outro material ilícito foi encontrado.

Diante dos fatos e da manifestação da vítima, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelo crime de ameaça.

Uma adolescente de 15 anos denunciou ter sido vítima de estupro, nessa quinta-feira (24), na zona rural de Igaci, no Agreste de Alagoas. O suspeito, um homem com mais de 60 anos que mora nas proximidades da residência da vítima, foi localizado pela Polícia Militar (PM) e conduzido ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) do município.

Segundo a Polícia Militar, militares, ao chegarem ao local da ocorrência, encontraram a adolescente recebendo atendimento médico e medicação em uma unidade de saúde.

A avó da vítima relatou aos militares que a adolescente teria sofrido violência sexual. Conforme o relato da vítima, ela estava sozinha em casa quando o suspeito teria entrado na residência, a levado para um dos cômodos e praticado o ato sexual.

Após receber as informações, a guarnição foi até a residência do homem apontado como suspeito. Familiares alegaram aos policiais que ele apresentaria supostos distúrbios mentais. Ainda segundo a família, o homem trabalha normalmente com atividades agrícolas.

No entanto, conforme registrado no BO, nenhum laudo ou documento médico foi apresentado à equipe policial para comprovar a alegação.

Ainda de acordo com o registro, ao perceber a presença dos militares, o homem afirmou espontaneamente que não havia feito nada com a adolescente, antes de ser questionado especificamente sobre a denúncia.

As partes envolvidas foram conduzidas ao CISP de Igaci para os procedimentos cabíveis. O homem apontado como suspeito permaneceu à disposição da Justiça.

O caso deverá ser investigado pelas autoridades competentes.

O Papa Leão XIV nomeou, nesta sexta-feira, 25 de setembro, dom Giovanni Crippa, como bispo da diocese de Palmeira dos Índios, no Estado de Alagoas, transferindo-o da sede episcopal de Ilhéus, na Bahia. O bispo integrou a Comissão Episcopal para a Ação Missionária e a Cooperação Intereclesial da CNBB durante os quadriênios de 2015–2019 e 2019–2021. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou saudação.

Saudação a Dom Giovanni Crippa,

Estimado irmão no episcopado, dom Giovanni,

Recebemos com alegria a notícia de sua nomeação como bispo da diocese de Palmeira dos Índios, em Alagoas. Agradecemos por sua doação neste tempo que esteve à frente da diocese de Ilhéus, na Bahia, e elevamos a Deus nossa ação de graças por sua vida e generosa dedicação à nossa ComissãoEpiscopal para a Ação Missionária e a Cooperação Intereclesial e à missão da Igreja.

Ao saudá-lo fraternalmente, manifestamos nossa comunhão e confiança no seu ministério episcopal, agora confiado a este querido povo de Deus de Alagoas. Sua trajetória pastoral, marcada pelo zelo missionário, certamente será sinal de esperança e continuidade no caminho já trilhado por esta Igreja particular.

Que Nossa Senhora do Amparo, padroeira da diocese de Palmeira dos Índios, sustente e ilumine seus passos, para que o senhor possa exercer seu pastoreio com sabedoria, proximidade e ardor missionário, anunciando o Evangelho e promovendo a vida plena para todos.

Conte com nossas orações, nosso apoio e nossa fraternidade.

Em Cristo,

Cardeal Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre – RS
Presidente da CNBB

Dom João Justino de Medeiros
Arcebispo de Goiânia – GO
1º vice-presidente da CNBB

Dom Paulo Jackson
Arcebispo de Olinda e Recife – PE
2ª vice-presidente da CNBB

Dom Ricardo Hoepers
Bispo auxiliar de Brasília – DF
Secretário-geral da CNBB

Currículo e trajetória eclesial

Dom Giovanni nasceu em Milão, Lombardia, Itália. Em 13 de setembro de 1981, professou os votos perpétuos no Instituto da Consolata Foi ordenado presbítero no dia 14 de setembro de 1985. Doutorou-se em História da Igreja pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em 1996.

Viveu seus primeiros anos de sacerdócio na Itália, onde foi Animador Missionário e Vocacional, professor na Faculdade de Missiologia da Pontifícia Universidade Urbaniana e membro da Equipe de Coordenação do Departamento Histórico do Instituto da Consolata.

Em 2001, veio para o Brasil e se estabeleceu em Feira de Santana, no Estado da Bahia, onde se tornou vigário da paróquia Santíssima Trindade. Em 2004, tornou-se pároco da mesma. Ainda como padre, foi professor da Faculdade Católica, diretor espiritual do Seminário Santana Mestra, membro do Conselho Presbiteral, Conselheiro Provincial do Instituto da Consolata e Conselheiro Espiritual das Equipes de Nossa Senhora e do Encontro de Casais com Cristo.

Em 21 de março de 2012, o Papa Bento XVI o nomeou bispo-auxiliar da arquidiocese de São Salvador e titular de Accia. Sua sagração episcopal ocorreu em 13 de maio seguinte, na Igreja de Santo Antônio, em Feira de Santana, presidida pelo arcebispo dom Frei Itamar Navildo Vian, sendo c0-sagrantes o arcebispo-primaz dom Murilo Krieger e dom Walmir Alberto Valle, bispo emérito de Joaçaba, que também é missionário da Consolata.

Em 25 de setembro de 2013, foi designado pelo Papa Francisco para ser administrador apostólico da diocese de Estância. Em 9 de julho de 2014, dom Giovanni foi efetivamente nomeado bispo daquela diocese e sua posse ocorreu em 24 de agosto seguinte.

Dom Giovanni Crippa integrou a Comissão Episcopal para a Ação Missionária e a Cooperação Intereclesial da CNBB durante os quadriênios de 2015–2019 e 2019–2021.

Em agosto de 2021, foi nomeado, pelo Papa Francisco, como bispo de Ilhéus, na Bahia, após acohida do pedido de renúncia apresentado por dom Mauro Montagnoli.

Há 66 anos, um estudo publicado na revista Science apontou uma data curiosa para o futuro da humanidade: 13 de novembro de 2026. Segundo o cálculo, o crescimento acelerado da população mundial poderia chegar a um ponto extremo nessa data.

O trabalho, assinado pelos pesquisadores Heinz von Foerster, Patricia M. Mora e Lawrence W. Amiot, não previa uma guerra, um asteroide ou qualquer outro desastre repentino. A hipótese era matemática: se o ritmo de crescimento da população continuasse acelerando como vinha acontecendo, o número de habitantes da Terra poderia aumentar de forma ilimitada.

O estudo recebeu o título de “Doomsday: Friday, 13 November, A.D. 2026” — ou “Dia do Juízo Final: sexta-feira, 13 de novembro de 2026”, em tradução livre.

De onde veio a previsão?

Os pesquisadores analisaram estimativas da população mundial ao longo de aproximadamente dois mil anos. A partir dos dados, identificaram um crescimento cada vez mais rápido e projetaram o que aconteceria caso a tendência continuasse sem mudanças.

O modelo apontava para intervalos cada vez menores entre os períodos de duplicação da população. Levado ao extremo, o cálculo chegaria a um crescimento infinito.

Foi daí que surgiu a data de 13 de novembro de 2026.

Uma das frases mais marcantes do estudo foi escrita por von Foerster: “Nossos tetranetos não morrerão de fome; morrerão sufocados.”

A previsão estava errada?

Sim. Mais de seis décadas depois, o cenário projetado não aconteceu.

O principal motivo foi uma mudança que o modelo não conseguiu antecipar: a queda das taxas de fecundidade em várias partes do mundo.

O crescimento populacional, que acelerou durante boa parte do século 20, começou a perder força. Atualmente, muitos países registram taxas de natalidade abaixo do nível necessário para manter suas populações estáveis.

Por isso, as projeções demográficas atuais estão muito distantes do cenário imaginado em 1960.

O que deve acontecer com a população mundial?

As estimativas mais recentes das Nações Unidas indicam que a população do planeta ainda deve crescer nas próximas décadas, mas em ritmo cada vez menor.

A projeção é que a população mundial chegue a aproximadamente 10,3 bilhões de pessoas na década de 2080. Depois disso, a tendência deve ser de redução gradual.

Ou seja, não há indicação de que a humanidade esteja caminhando para um crescimento populacional infinito em 2026.

E o futuro distante da Terra?

Se a questão for o futuro da vida no planeta, a escala de tempo é completamente diferente.

Pesquisadores que estudam a evolução do Sol estimam que a atmosfera terrestre ainda poderá permanecer adequada para organismos complexos por cerca de 1 bilhão de anos.

Com o aumento gradual da luminosidade solar, a composição da atmosfera deverá mudar. Em um futuro extremamente distante, a quantidade de oxigênio poderá cair a níveis incompatíveis com a sobrevivência de grande parte dos organismos multicelulares.

Isso também não significa que exista uma data marcada para o fim da vida na Terra. Trata-se de um processo que ocorreria ao longo de bilhões de anos.

E o que acontece em 13 de novembro de 2026?

Nada indica que essa data representará o fim do mundo ou uma explosão da população mundial.

A previsão de 1960 foi construída a partir da extrapolação de uma tendência demográfica. Como o comportamento da população mudou, a projeção deixou de corresponder à realidade.

Hoje, os dados apontam para outro cenário: crescimento mais lento, estabilização da população mundial e, posteriormente, uma possível redução.

A data que parecia representar o “fim do mundo” em um estudo de 1960 deve chegar, portanto, como qualquer outra sexta-feira.

A Prefeitura de Palmeira dos Índios intensificou os serviços de recuperação e manutenção de poços artesianos na zona rural do município. A iniciativa busca ampliar a segurança hídrica das comunidades diante da chegada do período de estiagem, garantindo melhores condições de acesso à água para as famílias do campo.

Nesta etapa, os trabalhos chegaram ao distrito de Canafístula de Frei Damião, que tem recebido uma série de investimentos em infraestrutura. Além do Santuário de Frei Damião e de obras de pavimentação e revitalização de espaços publicos, a comunidade conta com um poço artesiano perfurado em 2019, que agora passa por serviços de manutenção para voltar a atender de forma mais eficiente à população.

A ação integra um conjunto de medidas adotadas pelo município para fortalecer o abastecimento de água nas localidades rurais e reduzir os impactos provocados pela estiagem.

Para a prefeita Tia Júlia, cuidar dos poços é uma forma de antecipar as necessidades das comunidades e evitar que a falta de água se transforme em um problema ainda maior durante os meses mais secos. “Estamos trabalhando antes que a estiagem se intensifique. A água é uma necessidade básica e precisamos garantir que os poços estejam funcionando e em boas condições para atender às famílias da zona rural. Canafístula de Frei Damião tem recebido melhorias importantes e esse cuidado com o abastecimento também faz parte desse trabalho de transformar as comunidades e melhorar a vida das pessoas”, afirmou a prefeita.

De ex-funkeira e vereadora a foragida. Essa é Verônica Costa, a “Mãe loira do funk", que é procurada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro após ter a prisão determinada pela Justiça. Ela foi condenada por torturar o ex-marido, Márcio Costa, em 2011.

Verônica ganhou notoriedade ao comandar programas e bailes da Furacão 2000, uma das produtoras mais tradicionais do funk carioca. Na época, era casada com o empresário Rômulo Costa, fundador da empresa e com quem teve dois filhos, Jonathan e Jennifer.

Os dois se conheceram quando Verônica tinha apenas 16 anos. Durante o relacionamento, que chegou ao fim em 2001, ela ganhou o apelido de “Mãe loira do funk” pela atuação e defesa do gênero musical. Após a separação, deixou a Furacão 2000 e fundou a própria gravadora, a Glamourosa.

Foi depois do fim do casamento com Rômulo que Verônica passou a se relacionar com Márcio Costa. Em 2011, ele acusou a então companheira e quatro parentes dela de tê-lo amarrado, agredido e jogado sobre seu corpo um líquido que teria provocado lesões.

Relembre o caso

Em fevereiro de 2011, Márcio Costa procurou a delegacia para acusar a vereadora Verônica Costa (PL), na época sua mulher, e quatro parentes dela de terem-no agredido por mais de 20 horas na casa onde viviam no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Segundo a investigação, o irmão, a irmã, o cunhado e o padrasto da parlamentar, por ordem dela, teriam amarrado Márcio no banheiro. Ele contou que teve os pulsos e os pés amarrados com correntes e corda, além de terem jogado em seu corpo um produto químico e ameaçado atear fogo.

A vereadora foi condenada a dez anos e oito meses pelo crime. A decisão foi unânime da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, depois que o Ministério Público recorreu da sentença em primeira instância na qual a parlamentar havia recebido uma pena de cinco anos e dez meses.

Logo após o ocorrido, Verônica acusou o ex de ser usuário de drogas e de ter entrado na casa dela, sem consentimento, e levado vários objetos. Em meados de março daquele ano, Márcio apresentou um laudo que mostra resultado negativo para indícios de maconha e cocaína em seu sangue. O documento foi entregue na 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes). Márcio também negou que tivesse levado objetos da casa da vereadora. A parlamentar, sempre negou que tivesse torturado o ex.

Carreira política

Foi em 2000, mesmo ano em que se separou de Rômulo Costa, que Verônica ingressou na política. Ela foi eleita vereadora do Rio de Janeiro pela primeira vez.

Ao longo da trajetória política, a “Mãe loira do funk” exerceu outros quatro mandatos e esteve filiada a diferentes partidos, entre eles PL, PMDB, DEM e Republicanos.

A empresária também presidiu a Comissão de Defesa da Mulher e a Comissão de Prevenção às Drogas da Câmara Municipal do Rio.

Nas redes sociais, diversos usuários de medicamentos agonistas de GLP-1, como semaglutida e tirzepatida, têm relatado um fenômeno diferenciado: o aumento do interesse por perfumes. Segundo a psicóloga Marcelle Passarinho, embora não existam evidências da associação direta, a ciência tem investigado possíveis alterações de olfato e paladar, o que ajudaria a explicar certos efeitos. 

O estudo Smell and taste disturbances among glucagon-like peptide-1 agonist users, que analisou um total de 876 mil adultos, revelou que os usuários de agonistas do GLP-1 apresentam uma taxa 48% maior de distúrbios de olfato e paladar em comparação a quem não usa o medicamento.

A diferença foi ainda mais expressiva no caso do olfato, com uma taxa 81% superior de alterações relacionadas ao cheiro.

Uma caneta Ozempic em um guardanapo ao lado de um prato de comida não saudável, conceito de tratamento médico, controle do diabetes e escolhas de estilo de vida. Metrópoles
Fazer o uso de injeções emagrecedoras requer cuidados especializados

Entenda o assunto

Ao contrário do que algumas pessoas acreditam, a especialista afirma que esses medicamentos não atuam somente na fome do paciente. “Eles também parecem interferir em circuitos cerebrais relacionados à motivação e à recompensa. Mas, até o momento, não temos evidência científica de que isso faça o cérebro automaticamente procurar um substituto”, destaca.

Em vídeo publicado pelo nutricionista Matheus Alvarenga sobre o tema, seguidores compartilharam relatos de identificação. “Nossa! Percebo um hiperfoco em perfumes. Vontade de comprar vários!”, comentou uma mulher. “O que eu já comprei de livros e perfumes já está fora do normal! Não compro mais ‘besteira’, nem sento para comer ‘porcaria’, decidi comprar coisas que me agradam e não vão acabar de uma vez”, escreveu outra.

Usuários buscam prazer?

Assim como observado nas experiências, Marcelle esclarece que os comportamentos se assemelham a uma espécie de busca pelo prazer proporcionado pela comida.

“A alimentação também envolve prazer, memória, hábito e até mesmo regulação emocional. Ou seja, algo que antes ocupava um espaço na rotina e na experiência de prazer da pessoa pode perder parte dessa importância. Mas é necessário reforçar que o cérebro não deixa de sentir prazer. O que pode mudar é quanto valor e motivação ele atribui a determinados estímulos”, comenta a profissional do Hospital Santa Lúcia.

Acerca do consumo de perfumes, a psicóloga encerra ao lembrar que, até o momento, não há nenhuma comprovação robusta de que esse interesse, especificamente, é uma consequência direta do uso dos remédios — apesar de diversos relatos em comum.

“Essa associação é interessante como fenômeno comportamental, mas ainda deve ser tratada como hipótese, e não como efeito conhecido, pois não sabemos se isso é apenas uma reorganização da vida da pessoa”, reforça.

Duas novas espécies de aranhas-marinhas foram descobertas durante mergulhos no Mar de Salish, região costeira entre o Canadá e os Estados Unidos. Uma delas chamou a atenção dos pesquisadores pelos olhos vermelhos e pernas cobertas por estruturas semelhantes a pelos.

A descoberta foi descrita na revista científica Organisms Diversity & Evolution por pesquisadores da University of British Columbia (UBC), no Canadá. O estudo analisou sete espécies encontradas na região, cinco já conhecidas pela ciência e duas até então não descritas: Callipallene pilosuspedes e Tanystylum kiixin.

Apesar do nome, as aranhas-marinhas não são aranhas como as encontradas em ambientes terrestres. Conhecidas como picnogônidos, elas são artrópodes exclusivamente marinhos e parentes evolutivos de animais como aranhas, escorpiões e caranguejos-ferradura.

Os exemplares foram coletados entre setembro de 2023 e agosto de 2024, durante mergulhos realizados em diferentes pontos da Colúmbia Britânica, em profundidades de até 18 metros. Depois das coletas, os pesquisadores usaram microscopia e análises genéticas para examinar os animais e estabelecer as diferenças entre as espécies.

Dentre as descobertas está a Callipallene pilosuspedes, que apresenta olhos vermelhos e estruturas longas e curvas nas pernas, semelhantes a pelos. O nome científico faz referência justamente à aparência “peluda” dos membros.

A espécie também possui apêndices chamados ovígeros, normalmente usados pelos machos para carregar ovos, mas que podem auxiliar na higiene. Os pesquisadores observaram o animal utilizando pequenas estruturas semelhantes a pentes para retirar sujeira das próprias pernas.

Reprodução / Organisms Diversity & EvolutionImagem de raio-x de corpo de aranha marinha - Metrópoles.
Aranha-marinha Callipallene pilosuspedes, de olhos vermelhos e pernas “peludas” está entre as duas novas espécies descobertas no Canadá

Uma segunda espécie

A outra espécie recebeu o nome de Tanystylum kiixin. Os exemplares apresentavam sujeira e detritos acumulados sobre o corpo, além de pequenos protistas parasitas. Os pesquisadores também observaram uma associação com o hidrozoário Plumularia setacea, pequeno animal marinho pertencente ao mesmo grande grupo das águas-vivas.

A anatomia das aranhas-marinhas é bastante diferente da encontrada nas aranhas terrestres. Em vez de órgãos respiratórios especializados, por exemplo, os animais realizam as trocas gasosas pela superfície corporal. Algumas espécies também podem apresentar até 12 pernas.

As duas espécies são as primeiras novas aranhas-marinhas descritas no Mar de Salish em quase um século. Além das descobertas, os pesquisadores produziram dados genéticos e uma chave de identificação para ajudar no reconhecimento dos animais encontrados na região.

O levantamento pode servir como referência para acompanhar mudanças na biodiversidade marinha ao longo do tempo. Segundo os pesquisadores, conhecer quais espécies vivem no local também é fundamental para avaliar futuramente os impactos das mudanças climáticas e das atividades humanas sobre os invertebrados marinhos.

Um homem foi preso na manhã dessa quarta-feira (23/9), em Teresina, no Piauí, suspeito de estuprar a própria filha, de 11 anos. Segundo a Polícia Civil do Piauí (PCPI), o suspeito ameaçava a criança e dizia que “só ia parar quando ela engravidasse”.

A investigação começou após relatos feitos pela escola onde a menina estuda e pelo Conselho Tutelar à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

Segundo o delegado Tales Gomes, da Diretoria Especializada em Operações Policiais (Deop), responsável pela prisão, a menina relatou que sofreu inicialmente atos libidinosos praticados pelo pai em dezembro de 2025. Posteriormente, ela contou à mãe o que estava acontecendo, e a mulher confrontou o companheiro.

Ainda de acordo com a investigação, o suspeito teria confessado os abusos e afirmado que não voltaria a praticá-los. O caso, no entanto, não foi denunciado à polícia naquele momento.

De acordo com a corporação, com o passar do tempo, os abusos teriam se tornado mais frequentes e evoluído para conjunção carnal, conforme os relatos registrados no procedimento.

O delegado também afirmou que, segundo o relato da criança, os abusos ocorriam na presença da irmã da vítima, que tinha entre 4 e 5 anos na época.

A FAB (Força Aérea Brasileira) confirmou que localizou na quarta-feira (23) a caixa-preta do helicóptero que caiu na segunda-feira (21) em Urubici (SC) e deixou cinco mortos, entre eles o cantor Rick.

O equipamento será encaminhado para análise no Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo, em Brasília. "Os trabalhos preliminares de preparação, extração e degravação dos dados serão iniciados pelos investigadores nos próximos dias", diz a FAB em nota.

Caixa-preta é o nome informal do gravador Cockpit Voice Recorder (CVR), que registra comunicações de pilotos e dados de navegação da aeronave.

Segundo a força aérea, a análise inclui a verificação de "atividades relacionadas ao voo, o ambiente operacional e os fatores humanos, bem como realizados estudos pormenorizados de componentes, equipamentos, sistemas, infraestrutura, entre outros elementos relacionados à ocorrência".

Equipes do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) estiveram no local do acidente na quarta-feira para a primeira fase da apuração das causas do acidente, incluindo a coleta de evidências e de pedaços da aeronave. Os trabalhos foram concluídos no mesmo dia, por volta das 15h30.

"Nessa etapa, reúnem-se elementos que subsidiarão as fases posteriores da investigação, as quais têm por finalidade identificar possíveis fatores contribuintes e, quando aplicável, permitir a emissão de Recomendações de Segurança voltadas à prevenção de novas ocorrências", afirma a Força Aérea.

A remoção dos destroços e de possíveis bens transportados que não sejam relacionados à investigação das possíveis causas, assim como a limpeza da área, cabe ao operador da aeronave.

A Polícia Civil de Santa Catarina também confirmou que o inquérito para identificar possíveis responsabilizações criminais já está em andamento.

O helicóptero havia desaparecido na segunda-feira, pouco após decolar de Porto Belo, no litoral de Santa Catarina. A aeronave seguia para São Joaquim, cidade vizinha a Urubici, onde Rick era sócio de um empreendimento imobiliário.

Os destroços foram localizados na manhã de terça-feira (22), após quase 20 horas de buscas, em uma área de difícil acesso e baixa visibilidade devido ao tempo adverso.

Além de Rick, morreram no acidente o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antonio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo de Barros Teixeira.

 

A prática esportiva ganhou reforço nas escolas da rede municipal de eensino público de Palmeira dos Índios. A prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação, realizou a entrega de novos equipamentos que serão utilizados nas aulas de Educação Física e nas atividades esportivas desenvolvidas nos ginásios das unidades de ensino.

Entre os materiais entregues estão redes para traves, bolas de futsal, handebol e voleibol, além de bolas adaptadas para estudantes com deficiência visual. Os equipamentos serão destinados às escolas que atendem alunos dos anos iniciais e finais do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

A entrega ocorreu na sede da Secretaria Municipal de Educação e contou com a participação da secretária municipal de Educação Renilda Pereira, da secretária-adjunta Ana Holanda e do coordenador de Educação Física e Esporte Escolar Fernandes Jr.

Segundo Renilda Pereira, a aquisição dos materiais representa mais uma etapa do trabalho de fortalecimento da estrutura oferecida aos estudantes da rede municipal. “Estamos garantindo que os nossos alunos tenham acesso a materiais adequados para desenvolver as atividades de Educação Física com mais segurança, qualidade e diversidade. Atendemos os anos iniciais, os anos finais e também a EJA, e queremos que todos tenham as mesmas oportunidades de participar das práticas esportivas. O esporte também contribui para a disciplina, a convivência, a inclusão e para o desenvolvimento dos nossos estudantes”, destacou a secretária.

Renilda acrescentou que a prefeitura já trabalha para ampliar a oferta de equipamentos. “Este é um processo contínuo. Para o próximo ano, novos materiais deverão ser entregues às escolas, ampliando ainda mais este suporte. Também estamos com o processo licitatório em andamento para a aquisição de materiais destinados às unidades de Educação Infantil, porque entendemos que o incentivo ao movimento e às atividades lúdicas começa desde os primeiros anos”, explicou a secretária.

A inclusão também está entre os objetivos da iniciativa. A disponibilização de bolas específicas para estudantes com deficiência visual amplia as possibilidades de participação nas atividades esportivas, permitindo que a Educação Física seja trabalhada de forma mais acessível.

Para a prefeita Tia Júlia, investir no esporte dentro das escolas é também investir em saúde, aprendizado e qualidade de vida. “Quando investimos na Educação, não estamos pensando apenas na sala de aula. Estamos cuidando do aluno por inteiro. É aquela ideia de mente sã em corpo são. O esporte ajuda a criança e o adolescente a desenvolver disciplina, concentração, respeito, trabalho em equipe e também a cuidar da própria saúde”, afirmou Tia Júla.

A prefeita ressaltou ainda que a entrega dos equipamentos faz parte de uma política de valorização da educação pública. “Queremos nossas escolas cada vez mais estruturadas e preparadas para oferecer uma educação de qualidade. Cada equipamento que chega à escola representa uma nova ppossibilidade para o nossos alunos aprenderem, praticarem esporte, conviverem e descobrirem novas habilidades. E esse trabalho vai continuar, com novos investimentos e mais materiais chegando à rede municipal. Na Educação não fazemos gastos, mas investimentos ”, completou Tia Júlia.

Um homem foi condenado a 14 anos e oito meses de prisão por tentar matar o filho da namorada, uma criança de apenas 2 anos, em Belo Horizonte. Segundo o processo, as agressões ocorreram depois que ele encontrou o próprio filho chorando e acreditou que o menino havia sido empurrado pela vítima.

A condenação de Paulo Henrique Augusto da Silva foi determinada pelo 3º Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte. O julgamento ocorreu na segunda-feira (21/9).

Após a decisão dos jurados, a juíza Fabiana Cardoso Gomes Ferreira fixou a pena em 14 anos e oito meses de reclusão, em regime inicialmente fechado. O réu não poderá recorrer em liberdade.

O Conselho de Sentença reconheceu duas qualificadoras: o crime ter sido praticado contra uma criança menor de 14 anos e o emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Agressões

O crime ocorreu em 15 de outubro de 2018, em uma casa no bairro Goiânia, na região Nordeste de Belo Horizonte. Na ocasião, Paulo Henrique cuidava do filho da namorada e do próprio filho enquanto a mulher trabalhava.

Segundo o processo, o homem encontrou o próprio filho chorando e caído próximo às escadas e concluiu que ele havia sido empurrado pelo menino de 2 anos. Em seguida, passou a agredir a criança.

Ao retornar do trabalho, a mãe encontrou o filho com sinais de espancamento. O menino estava debilitado, letárgico e apresentava vômitos.

A criança foi levada ao hospital e submetida a cirurgias de emergência. As agressões provocaram, entre outras lesões, ruptura e perda parcial do pâncreas. O menino permaneceu internado por um longo período, correu risco de morrer e ficou impossibilitado de realizar suas atividades habituais por mais de 30 dias.

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