
A chegada da menopausa traz grandes transformações e, com elas, sintomas que podem balançar a rotina de qualquer mulher.
O desejo por um alívio imediato é real, mas é aí que mora o perigo.
No meio de tanta informação, é fácil cair no “conto do vigário” de tratamentos milagrosos que prometem o fim dos problemas da noite para o dia.
Por isso, o Dr. Luiz Augusto Júnior, médico e fundador do Instituto Amare explica as principais verdades e mentiras sobre as curas rápidas que circulam por aí. Confira o guia para não errar no seu tratamento!
MENTIRA. Muita gente acredita que basta tomar esses hormônios para tudo voltar ao normal.
Porém, a reposição hormonal não é uma fórmula mágica universal. O que funciona para sua amiga pode não ser o ideal para você.
“O que define a conduta ideal é o contexto. Em que fase você está. Quais sintomas você tem. Seu histórico. Seus exames. Ou seja, não existe receita pronta”, explica o Dr. Luiz Augusto.
O acompanhamento médico é indispensável para traçar a rota correta.
VERDADE, mas com ressalvas importantes. O chá de amora é sim um queridinho da saúde feminina e possui propriedades ótimas.
Ele é uma excelente fonte de antioxidantes e nutrientes que ajudam a amenizar o desconforto.
Contudo, o médico alerta: ele não tem o poder de regular os hormônios. “O chá de amora pode ser um aliado, mas não substitui a reposição hormonal”, afirma o especialista.
Em casos de menopausa cirúrgica, onde os sintomas são mais agressivos, o chá sozinho dificilmente dará conta do recado.
DEPENDE. Aqui, a palavra de ordem é adaptação. O gel costuma ser mais acessível e permite ajustar as doses de forma simples.
Em contrapartida, ele exige uma disciplina rigorosa de aplicação diária para funcionar. Já o implante tem outras vantagens.
“O implante oferece liberação contínua, absorção mais eficiente e resultados mais consistentes, com comodidade total”, explica o Dr. Luiz Augusto.
A escolha entre um e outro deve considerar o seu estilo de vida e a orientação do seu médico.
MENTIRA. Esse é o lado mais perigoso do mercado da menopausa.
Muitos produtos naturais vendidos como “cura” não possuem comprovação científica. Em vários testes, o efeito não passa de um placebo.
A reposição hormonal, quando bem indicada, costuma ser muito mais eficiente.
Ela combate diversos sintomas ao mesmo tempo e previne problemas graves no futuro, como a osteoporose.
Lembre-se: o natural é ótimo como complemento, mas nunca deve substituir um tratamento médico sério.
Mantenha-se ativa: Exercícios físicos ajudam a controlar o peso e melhoram o humor.
Alimentação balanceada: Aposte em cálcio e vitamina D para proteger seus ossos.
Sono de qualidade: Tente manter uma rotina de sono para combater a insônia típica da fase.
Não se automedique: Mesmo suplementos “naturais” podem ter efeitos colaterais.
A menopausa é uma fase natural da vida, mas não precisa ser um sofrimento.
Fugir de tratamentos milagrosos e buscar ajuda especializada é o primeiro passo para retomar o controle do seu corpo.
Cuide-se com responsabilidade e aproveite essa nova etapa com muito mais astral e saúde!
Cerca de 23,3 milhões dos 35,2 milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber nesta sexta-feira (24) a primeira parcela da antecipação do décimo terceiro.

Com a previsão de injetar R$ 78,2 bilhões na economia, o pagamento começa para quem ganha um salário mínimo. Os 11,9 milhões restantes, que ganham além do mínimo, começam a receber a antecipação do décimo terceiro em 2 de maio.
O benefício extra será pago em duas parcelas. A primeira será paga nesta sexta até 8 de maio. A segunda vai de 25 de maio a 8 de junho. As datas são definidas com base no dígito final do Número de Inscrição Social (NIS) e com base na renda do beneficiário. Quem ganha apenas o salário mínimo começa a receber antes de quem recebe mais que o mínimo.
O decreto com a antecipação do décimo terceiro do INSS foi assinado no fim de março pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Este será o sétimos ano seguido em que os segurados do INSS receberão do décimo terceiro antes das datas tradicionais, em agosto e em dezembro. Em 2020 e 2021, o pagamento ocorreu mais cedo por causa da pandemia de covid-19. Em 2022 e 2023, as parcelas foram pagas em maio e junho. Em 2024 e 2025, em abril e maio.
A consulta pode ser feita no aplicativo Meu INSS, disponível para celulares e tablets, ou no site gov.br/meuinss. Quem não tiver acesso à internet pode consultar a liberação do décimo terceiro pelo telefone 135. Nesse caso, é necessário informar o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e confirmar alguns dados ao atendente antes de fazer a consulta. O atendimento telefônico está disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h.

Conforme os dados mais recentes do INSS, de fevereiro, 23,3 milhões de pessoas, cerca de 66,2% do total dos segurados do INSS, ganham até um salário-mínimo por mês (R$ 1.621). Outros 11,9 milhões de beneficiários recebem acima do piso nacional. Desse total, 13,7 mil ganham o teto da Previdência Social, de R$ 8.475,55.
A maioria dos aposentados e pensionistas receberá 50% do décimo terceiro na primeira parcela. A exceção é para quem passou a receber o benefício depois de janeiro e terá o valor calculado proporcionalmente.
O Ministério da Previdência esclarece que os segurados que recebem benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) também têm direito a uma parcela menor do décimo terceiro, calculada de acordo com a duração do benefício. Por lei, os segurados que recebem benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Renda Mensal Vitalícia, não têm direito a décimo terceiro salário.
Autoridades de saúde dos Estados Unidos aprovaram a primeira terapia genética voltada ao tratamento de uma forma rara de perda auditiva hereditária. O medicamento foi desenvolvido pela empresa de biotecnologia Regeneron e recebeu autorização da agência reguladora norte americana, a Food and Drug Administration (FDA), responsável pela aprovação de medicamentos.
Chamado Otarmeni, o tratamento foi criado para pacientes com perda auditiva severa a profunda causada por mutações no gene OTOF.
Esse gene produz uma proteína essencial para transmitir os sinais sonoros do ouvido interno até o cérebro. Quando ocorre uma alteração genética nesse processo, a comunicação entre o ouvido e o sistema nervoso é prejudicada, o que leva à deficiência auditiva desde os primeiros meses de vida.
A nova terapia é administrada em dose única por meio de uma injeção diretamente no ouvido interno. O procedimento é realizado por um cirurgião e tem como objetivo inserir uma cópia funcional do OTOF, permitindo que as células do ouvido voltem a transmitir os sinais sonoros de forma adequada.
A aprovação do tratamento foi baseada em um estudo clínico que avaliou 20 crianças e adolescentes com idades entre 10 meses e 16 anos. Após alguns meses de acompanhamento, pelo menos 80% dos participantes apresentaram melhora significativa na capacidade auditiva.
A condição tratada pela terapia é considerada rara. Estimativas indicam que cerca de 50 recém-nascidos por ano nos Estados Unidos apresentam esse tipo específico de perda auditiva ligada ao gene OTOF.
De forma mais ampla, a deficiência auditiva congênita afeta entre duas e três crianças a cada mil nascimentos no país. Especialistas calculam que mais da metade dos casos de perda auditiva precoce estejam associados a mutações genéticas.
Embora terapias genéticas costumem ter custos elevados, frequentemente chegando a milhões de dólares por paciente, a empresa responsável pelo medicamento informou que pretende oferecer o tratamento gratuitamente para pacientes elegíveis nos Estados Unidos.
O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta sexta-feira (24/4), que o bloqueio naval dos Estados Unidos contra embarcações ligadas ao Irã está “se tornando global” e que “nenhum navio sai do Estreito de Ormuz sem a permissão dos Estados Unidos”.
“O bloqueio está se tornando global. Nesta semana, interceptamos 2 navios da frota clandestina iraniana que deixaram portos iranianos antes da entrada em vigor do bloqueio. Nenhum navio sai do Estreito de Ormuz para qualquer lugar do mundo sem permissão da Marinha dos EUA”, disse o secretário americano.
Os EUA impuseram um bloqueio militar naval no dia 13 deste mês contra qualquer embarcação que tenha origem ou destino em portos do Irã. Segundo o general americano Dan Caine, 34 navios deram meia-volta devido ao bloqueio estadunidense, até esta sexta. O general afirmou que a Marinha dos EUA continuará interceptando embarcações nos oceanos Pacífico e Índico.
Nessa quinta, o presidente dos EUA, Donald Trump, autorizou a Marinha americana a atacar qualquer embarcação que esteja colocando minas no Estreito de Ormuz, “por menor que seja”. Trump alega que o canal já está sob controle dos Estados Unidos.
Por outro lado, o Irã afirma que mantém a rota marítima sob controle da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), que fechou o Estreito de Ormuz para passagem de embarcações no primeiro dia de guerra, 28 de fevereiro. A Marinha da IRGC afirma que tem utilizado lanchas rápidas e veículos subaquáticos não tripulados para instalar minas e garantir o bloqueio iraniano em Ormuz.
Há cada vez mais evidências de que a solidão pode ser um fator de risco relevante para pacientes com câncer, principalmente pessoas idosas. Um consenso internacional, publicado recentemente na revista científica The Lancet Healthy Longevity, estabeleceu que o isolamento social impacta diretamente a sobrevida, a intensidade de sintomas e a adesão desse grupo ao tratamento oncológico.
O artigo, que reuniu 40 especialistas de 14 países, define a solidão como uma experiência subjetiva e negativa, decorrente da discrepância entre as relações sociais desejadas e as efetivamente existentes. No contexto da oncologia geriátrica, essa lacuna pode ser fatal. Segundo o texto, a solidão atua como um preditor independente de mortalidade, influenciando mecanismos biológicos como a inflamação sistêmica e o comprometimento da resposta imunológica associado ao estresse crônico.
Na prática do consultório, o isolamento cria uma barreira invisível, mas persistente, capaz de comprometer o desfecho do tratamento. “Uma vez que o paciente começa a diminuir a adesão e perde a motivação por conta de um sentimento de solidão, isso pode afetar significativamente o modo como ele vê sua relação com a doença e os objetivos do tratamento”, analisa a oncologista Patrícia Taranto, do Einstein Hospital Israelita.
Como consequência, muitos entram em um ciclo de negligência. “Ele talvez não entenda que o tratamento pode levá-lo a uma melhora de qualidade de vida porque não tem motivação, nem muitas vezes logística ou força física para seguir com consultas frequentes, realização e coletas de exames”, relata Taranto. Ao interromper o acompanhamento adequado, pode haver piora na qualidade de vida e aumento do risco de morte.
Embora frequentemente confundidas, a solidão e a depressão são condições distintas. A solidão é uma experiência emocional relacionada à percepção de insuficiência nas relações sociais, ao passo que a depressão envolve sintomas persistentes e abrangentes, como baixa autoestima e anedonia (perda de prazer).
“Em pessoas idosas, a solidão está frequentemente ligada à perda de relações sociais resultante de condições e eventos adversos da vida, tais como morte de cônjuge, parentes e amigos e problemas de saúde física e mental que limitam sua mobilidade ou funcionalidade”, aponta o psiquiatra e psicogeriatra Marcus Kiiti Borges, membro do departamento de Psicogeriatria da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). “Além disso, a aposentadoria pode causar sensação de inutilidade, sentimento de vazio e perda de propósito na vida.”
O isolamento prolongado desregula o eixo neuroimunoendócrino, aumentando os níveis de cortisol e potencializando processos inflamatórios, como o aumento de interleucinas, proteínas essenciais para o sistema imunológico. Esse mecanismo é especialmente crítico em pacientes oncológicos, cuja imunidade já se encontra fragilizada.
O consenso indica que o impacto da solidão é ainda mais severo em indivíduos expostos a vulnerabilidades simultâneas, como pobreza e residência em áreas rurais. A distância física dos centros de referência, somada ao declínio funcional inerente à idade, agrava as barreiras de acesso ao tratamento.
Para reverter esse cenário, os autores do artigo defendem a implementação de uma abordagem multidisciplinar que inclua profissionais de diferentes especialidades, como oncologistas, geriatras, psicólogos e assistentes sociais.
Entre as estratégias práticas para combater o isolamento, destacam-se grupos de apoio presenciais, que favorecem a troca de experiências e reduzem a sensação de isolamento; atividade física, especialmente em equipe, por associar benefícios fisiológicos, como fortalecimento muscular e liberação de endorfinas, com engajamento social; e visitas domiciliares, essenciais para pacientes com mobilidade reduzida.
“O contato humano pode propiciar mais empatia e cuidado, e tudo isso auxilia uma possível melhora na saúde mental do paciente. Dessa forma, ele se sente mais amparado e pode ter maior adesão e motivação no seguimento do tratamento e no cuidado ao longo da jornada oncológica”, conclui a oncologista do Einstein.
Mais de R$ 30 milhões teriam sido movimentados pela organização criminosa que teve os cinco líderes presos na manhã desta sexta-feira (24), nas cidades de Maceió e Marechal Deodoro. A informação foi confirmada pelo delegado Thiago Teixeira, da Polícia Civil do Paraná.
O grupo comandava, à distância, o tráfico de entorpecentes em Curitiba. Ele também é suspeito de envolvimento em lavagem de dinheiro e homicídios, incluindo assassinatos de pai e filho em março deste ano.
A Operação Rajada é resultado de uma investigação iniciada em junho de 2025. Segundo o delegado Thiago Teixeira, somente neste período o grupo teria realizado essa grande movimentação financeira.
O grupo identificado consolidou o domínio territorial no bairro Parolin, em Curitiba, após conflito armado que culminou na neutralização de uma organização rival. Com isso, as residências da região passaram a ser utilizadas como depósitos estratégicos de armas e drogas. Além disso, as casas foram transformadas em refúgios operacionais.
No total, 13 mandados de prisão e 15 de busca e apreensão foram cumpridos nos dois estados. Em Alagoas, a polícia atendeu a cinco mandados de prisão e três de busca e apreensão.
Líderes se transferiram para Maceió
A equipe de investigadores também descobriu que a estrutura criminosa era chefiada à distância por um indivíduo e seu braço direito. Ambos alegaram ter recebido supostas ameaças de morte e conseguiram transferir o cumprimento de suas penas para a capital alagoana.
“O afastamento geográfico serviu como um escudo para que coordenassem o narcotráfico remotamente e em liberdade, delegando o gerenciamento tático diário no bairro Parolin a outro integrante da organização”, destaca o delegado da Polícia Civil do Paraná, Ricardo Casanova.
Não foi informado pela Polícia Civil se os dois integrantes que transferiram o cumprimento das penas para Maceió ainda se encontravam presos no complexo prisional ou se estavam soltos.
Vida de luxo dos "chefes"
A investigação constatou ainda que os lucros do narcotráfico eram "escoados" para o Nordeste a fim de sustentar um padrão de vida luxuoso das lideranças, as quais não possuíam nenhuma fonte de renda lícita.
Para dissimular a origem ilícita dos milhões arrecadados, a organização operava um esquema de lavagem de dinheiro que incluía familiares, esposas e empresas de fachada utilizadas para ocultar patrimônio.
“O capital era inserido no sistema financeiro por meio de depósitos em espécie fracionados feitos em caixas eletrônicos e lotéricas. Após a compensação financeira, os valores eram transferidos a inúmeras contas de passagem, que recebiam aportes milionários e eram esvaziadas rapidamente para dificultar o rastreamento”, complementa o delegado.
A atuação da organização criminosa foi comprovada em ações policiais recentes. Em desdobramentos operacionais, a polícia estourou uma “casa cofre” no bairro Sítio Cercado, na capital paranaense, apreendendo R$ 493.879 em espécie, máquinas de contagem de cédulas e porções de crack, cocaína e maconha.
O otimismo não é apenas uma forma de ver a vida — é um padrão de funcionamento do cérebro que envolve áreas responsáveis por emoção, lógica, motivação e resposta ao estresse.
Estudos em neurociência mostram que pessoas otimistas processam o futuro de maneira diferente, com maior capacidade de equilibrar sentimentos negativos e manter expectativas positivas, mesmo diante de incertezas. De acordo com o neurologista Felipe Barros, do Hospital Sírio-Libanês, a principal diferença está na forma de como o cérebro integra razão e emoção.
“Pessoas otimistas apresentam uma comunicação mais robusta e eficiente entre as áreas lógicas e as áreas emocionais do cérebro, o que permite filtrar expectativas negativas e manter o foco em cenários positivos”, explica.
Três regiões cerebrais desempenham papel central no otimismo: o córtex pré-frontal, a amígdala e o sistema de recompensa. O córtex pré-frontal atua no planejamento e no controle emocional, enquanto a amígdala funciona como um centro de alerta para ameaças.
Já o sistema de recompensa, ligado ao núcleo accumbens, é responsável pela motivação. Segundo Barros, o cérebro otimista consegue modular melhor essas estruturas.
“O córtex pré-frontal exerce um controle inibitório sobre a amígdala, reduzindo respostas exageradas de medo e ansiedade”, afirma. Em paralelo, o sistema de recompensa é ativado com mais intensidade quando a pessoa imagina o futuro, o que aumenta a motivação para alcançar resultados positivos.
Exames de neuroimagem reforçam essa diferença. “Quando pessoas otimistas pensam no futuro, há uma forte ativação na rede que conecta o córtex pré-frontal à amígdala. Essa ativação é proporcional ao grau de otimismo”, diz o neurologista.
Além das estruturas cerebrais, substâncias químicas também influenciam o otimismo. A dopamina, ligada ao sistema de recompensa, está associada à motivação e à expectativa de resultados positivos. Já a serotonina atua na estabilidade do humor.
“A dopamina impulsiona a capacidade de prever cenários favoráveis e reforça crenças de sucesso. A serotonina, por sua vez, reduz a reatividade a estímulos negativos, permitindo uma visão mais equilibrada”, explica Barros. Esse conjunto ajuda o cérebro a sustentar uma perspectiva mais esperançosa, mesmo em momentos adversos.

Esse fenômeno é chamado de “viés do otimismo”. Trata-se de uma tendência do cérebro de dar mais peso a informações positivas do que negativas ao prever o futuro. Na prática, isso significa que boas notícias são incorporadas com mais facilidade, enquanto informações negativas têm menor impacto.
“O cérebro otimista atualiza rapidamente crenças diante de dados positivos, mas apresenta certa resistência a incorporar informações negativas”, afirma Barros. Esse mecanismo mantém a pessoa engajada e resiliente, favorecendo a ação mesmo em cenários incertos.
A neuropsicóloga Sandra Schewinsky, também do Hospital Sírio-Libanês, destaca o papel da neuroplasticidade — a capacidade do cérebro de se reorganizar.
“A maior parte do otimismo é construída ao longo da vida. Experiências, vínculos afetivos e a forma como a pessoa aprende a interpretar a realidade têm um peso determinante”, afirma.
Ela reforça que padrões negativos também podem ser modificados. Essa plasticidade pode reforçar pensamentos pessimistas, mas também permite desenvolver uma postura mais positiva por meio de psicoterapia, mudanças de hábito e treino mental.
O cérebro otimista também reage de forma diferente ao estresse. Biologicamente, há menor ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, responsável pela liberação de cortisol, o principal hormônio do estresse.
Diante de uma adversidade, o pico de cortisol tende a ser menor e a recuperação ocorre mais rapidamente. Isso reduz o desgaste inflamatório e protege o organismo ao longo do tempo. Esse padrão ajuda a explicar por que o otimismo está associado a melhor saúde geral.
Os especialistas dizem que pessoas mais otimistas apresentam, inclusive, menor risco de declínio cognitivo, demência e eventos como acidente vascular cerebral (AVC). O efeito não é direto, mas envolve múltiplos fatores. Além disso, contribui para a formação de uma reserva cognitiva mais robusta, importante para o envelhecimento cerebral.
Apesar dos benefícios, há limites. Quando o otimismo se desconecta da realidade, pode se tornar prejudicial. Do lado saudável, o otimismo envolve acreditar na própria capacidade e enxergar possibilidades. O problema surge quando há perda do senso de realidade.
Em quadros como o transtorno bipolar, durante episódios de mania, a pessoa pode apresentar um otimismo irrealista. “Há redução do senso crítico e da percepção de riscos, o que pode levar a comportamentos perigosos”, explica Sandra.

Pessoas otimistas não estão imunes a frustrações. A diferença está na forma de lidar com elas. O otimismo funciona como um conjunto de recursos emocionais. A pessoa consegue se reorganizar mais rapidamente e encontrar caminhos para lidar com a adversidade.
Essa capacidade está ligada à melhor integração entre córtex pré-frontal e amígdala, o que favorece a regulação emocional. Transtornos como ansiedade e depressão podem comprometer a capacidade de manter uma visão positiva.
Nesses quadros, há uma desregulação dos circuitos cerebrais, e a pessoa perde flexibilidade cognitiva. Tudo passa a ser interpretado de forma negativa. O resultado é uma dificuldade em acessar o otimismo, recurso que fica “paralisado”.
Apesar das influências biológicas, o cotidiano tem papel central. Segundo os especialistas, práticas simples ajudam a estimular circuitos ligados ao bem-estar e à motivação.
Sandra destaca alguns pilares: atividade física regular, sono de qualidade, vínculos afetivos, momentos de lazer e contato com a natureza.
“Dar risada, conversar, estar com pessoas próximas e cultivar gratidão são experiências que ajudam a regular neurotransmissores e melhorar o humor”, diz.
O funcionamento do cérebro do otimista revela que a forma como pensamos o futuro não é apenas uma escolha consciente, mas resultado de interações complexas entre biologia, experiências e comportamento.
Embora haja predisposições, a ciência mostra que essa forma de enxergar a vida pode ser desenvolvida — e, quando equilibrada, tende a favorecer saúde ao longo do tempo.
A inflamação de baixo grau, também chamada de inflamação silenciosa, é um estado em que o organismo permanece em alerta constante, mesmo sem sinais evidentes como dor ou febre. Diferente da inflamação aguda, que surge como resposta imediata a uma infecção ou lesão, esse tipo é mais sutil, prolongado e pode passar despercebido por anos, afetando o funcionamento do corpo aos poucos.
Segundo o nutricionista Guilherme Lopes, do Hospital Mantevida, no Distrito Federal, a inflamação de baixo grau está mais ligada ao conjunto da dieta do que a alimentos isolados. Padrões ricos em ultraprocessados, como açúcares refinados, frituras, gorduras trans e carnes processadas, favorecem alterações no organismo.
“Esse tipo de alimentação contribui para resistência à insulina, aumento do tecido adiposo e desequilíbrios na microbiota intestinal, estimulando substâncias inflamatórias”, explica.
Apesar disso, o especialista alerta para um erro comum: extrapolar o conceito. A inflamação não surge de forma imediata por um único alimento, mas sim da combinação de dieta ruim com fatores como estresse, sedentarismo e sono inadequado.
Os sintomas da inflamação costumam ser sutis, o que faz muita gente ignorá-los. Entre os principais sinais estão:
De acordo com o coloproctologista Danilo Munhóz, da clínica Primazo, em Brasília, o intestino costuma dar os primeiros alertas. “Distensão abdominal, gases, desconforto e mudanças no hábito intestinal indicam que o corpo pode não estar reagindo bem à alimentação”, afirma.
Nem todo sintoma significa inflamação, e esse é um dos maiores erros atuais. Sintomas leves, como gases e estufamento, podem estar ligados a situações comuns do dia a dia, como exageros alimentares ou estresse. Já quadros mais sérios tendem a ser persistentes e incluem sinais como diarreia frequente, perda de peso ou presença de sangue nas fezes.
Munhóz reforça: “Rotular qualquer desconforto como inflamação pode gerar ansiedade e até restrições alimentares desnecessárias.”
A inflamação associada à alimentação pode ser revertida, principalmente em quadros leves. Segundo Lopes, ajustes simples, como aumentar o consumo de fibras, incluir antioxidantes na dieta e reduzir ultraprocessados, fazem diferença.
Ainda assim, quando os sintomas são frequentes ou persistentes, o ideal não é tentar resolver sozinho, mas buscar avaliação profissional para evitar diagnósticos errados e problemas maiores.
Um homem de 25 anos foi preso nesta sexta-feira (24), suspeito de matar Bruno Rodrigues no bairro Mata do Rolo, em Rio Largo.
O crime ocorreu na última segunda-feira (20). A vítima foi encontrada sem vida, com ferimentos de arma branca no pescoço e nas costas.
Durante as investigações, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do suspeito, que foi autorizada pela 3ª Vara Criminal de Rio Largo.
A prisão foi realizada no próprio município. O homem será interrogado e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional.
De acordo com a delegada Rosimeire Vieira, o trabalho integrado das forças de segurança foi essencial para o avanço das investigações, especialmente na identificação do suspeito e na coleta de provas que embasaram a decisão judicial.
As investigações seguem em andamento e devem ser concluídas nos próximos dias.
Um professor de futsal, de 43 anos, foi preso, nessa quarta-feira (22/4), suspeito de abusar sexualmente de um aluno de 10 anos. A vítima era integrante de um projeto vinculado ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro Redenção, zona centro-oeste de Manaus (AM).
De acordo com o delegado Jeferson Vicente, da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), as investigações começaram no sábado (18/4), após a família da criança registrar um boletim de ocorrência.
A madrasta da vítima passou a desconfiar do comportamento do professor em relação à criança e, ao acessar o celular dela, teve acesso a mensagens de teor sexual e chamadas de vídeo de longa duração.
“A criança foi ouvida por meio de escuta especializada, conforme determina a Lei da Escuta Protegida (Lei nº 13.431/2017). No depoimento, a vítima confirmou que o professor a atraía para sua residência antes dos treinos, onde praticava os abusos”, detalhou o delegado.
A investigações apontaram que, apesar de ter começado a lecionar no projeto recentemente, o suspeito tinha o costume de levar os alunos para sua casa antes das atividades, onde oferecia jogos e brincadeiras. Nas ocasiões, ele isoloava o menor em seu quarto e cometia os atos libidinosos.
“É possível que haja outras vítimas. A divulgação do fato é fundamental para estimular outras mães, cujos filhos foram treinados por esse professor, a verificarem se as crianças também foram vítimas”, afirmou Jeferson Vicente.
O professor já possui antecedente criminal e foi investigado em 2018 por posse de conteúdo pornográfico infantil em dispositivo eletrônico.
O suspeito seguirá à disposição da Justiça e vai responder por estupro de vulnerável.
O papa Leão XIV pediu que Estados Unidos e Irã retomem as negociações para encerrar a guerra no Oriente Médio, após o fracasso das conversas realizadas no Paquistão. A declaração do líder da Igreja Católica ocorreu nesta quinta-feira (23/4), durante retorno ao Vaticano após um tour pela África.
À bordo do avião papal, Leão XIV foi questionado sobre uma possível mudança de regime no Irã, além das tratativas do país com os EUA e Israel.
Ele respondeu que, no momento, “não está claro” qual é o atual governo iraniano, e classificou as declarações sobre negociações de paz como uma “situação caótica”. O papa, contudo, não se posicionou diretamente sobre os questionamentos.
“Em vez disso, eu gostaria de incentivar a continuação do diálogo pela paz, para que as partes se esforcem para promover a paz, afastar a ameaça de guerra e para que o direito internacional seja respeitado”, disse Leão XIV. “É muito importante que os inocentes sejam protegidos, o que não aconteceu em vários lugares”.
O pedido do chefe da Igreja Católica surgiu dias após uma troca de farpas com o presidente dos EUA, Donald Trump. No último dia 12 de abril, o líder norte-americano classificou Leão XIV como “fraco”, e afirmou que o papa não estaria “fazendo um bom trabalho”. A fala ocorreu após críticas do religioso sobre a continuidade da guerra no Oriente Médio.
A declaração foi respondida pelo pontífice um dia depois, em 13 de abril, quando teve início a viagem pela África.
“Não tenho medo do governo Trump. Continuarei a me manifestar veementemente contra a guerra, buscando promover a paz, o diálogo e as relações multilaterais entre os Estados para encontrar soluções justas para os problemas”, afirmou Leão XIV.
Mesmo com o pedido do papa, as negociações entre Washington e Teerã seguem sem previsão de serem retomadas. A última rodada ocorreu em 12 de abril, no Paquistão, mas terminou sem um consenso entre as partes.
Com a falta de resposta do lado iraniano, Donald Trump voltou a recuar, e estendeu o cessar-fogo com o Irã por um tempo indeterminado. A trégua entre os dois países começou em 7 de abril.
O hábito de beber água com limão em jejum ganhou popularidade nas redes sociais como uma estratégia simples para melhorar a saúde. Mas o que, de fato, essa prática provoca no organismo? Segundo a nutróloga Sylvana Braga, o consumo pode trazer benefícios reais ao fígado e à digestão, desde que feito de forma equilibrada e com orientação adequada.
Apesar da fama de “detox milagroso”, o limão não age sozinho nem promove uma limpeza instantânea do organismo. De acordo com Sylvana Braga, seu principal papel está relacionado à ação antioxidante.
“O fígado se beneficia pois recebe vitamina C em alta quantidade, que é um antioxidante natural e extremamente importante para o detox hepático”, explica.

Outro ponto relevante está na digestão. A especialista afirma que o consumo pela manhã pode favorecer o funcionamento do estômago. “A acidez do estômago pode se beneficiar com o cítrico, desde que, de preferência, seja associado a algum alimento nutricional, como uma fruta, por exemplo o mamão”, orienta.
Além disso, o limão também contribui para a melhor utilização dos nutrientes ingeridos ao longo do dia. “Essa prática auxilia a absorção dos nutrientes, pois age como antioxidante, carreando metais tóxicos e retirando radicais livres maléficos”, destaca a nutróloga.

Ainda assim, o consumo deve ser feito com cautela, especialmente por pessoas com sensibilidade gástrica. O excesso ou o uso isolado pode causar desconfortos, como azia ou irritação.
Por isso, a recomendação é incluir o limão dentro de uma rotina alimentar equilibrada — e não como solução única para a saúde.
Ao percorrer o sítio arqueológico de Oxyrhynchus, no Egito, pesquisadores espanhóis se depararam com uma cena curiosa: em uma das múmias achadas no local, havia um papiro sobre o abdômen da pessoa embalsamada. E o mais curioso é que não era um manuscrito qualquer, mas sim um trecho da Ilíada, o famoso poema escrito por Homero – importante poeta da Grécia Antiga.
Apesar de outros papiros já terem sido encontrados juntos de embalsamentos de múmias, o novo achado é o primeiro a ter conteúdo textual literário – os anteriores eram textos ritualísticos.
A descoberta foi liderada por pesquisadores da Universidade de Barcelona, na Espanha. O sítio arqueológico egípcio é investigado pelos espanhóis desde 1992 e por lá já foram encontrados muitos artefatos relevantes.
Durante expedições no local, os pesquisadores encontraram um complexo funerário onde haviam múmias. E uma delas, datada de 1,6 mil anos, chamou atenção por conter o conteúdo literário no embalsamento.
Posteriormente, o papiro foi analisado e descobriu-se ser da obra escrita por Homero, a Ilíada. Não há mais informações sobre o que o trecho estava fazendo ali – se talvez pertencesse a um fã de leituras, por exemplo.
A maior certeza atualmente é que o achado demonstra a influência grega mesmo no Egito Antigo.
Um ex-policial militar morreu, nesta quinta-feira (23), após ser baleado dentro de um bar, na cidade de Craíbas, em Alagoas. O crime foi registrado no dia 21 de abril. A vítima foi identificada como Dorgival Barbosa de Brito, de 41 anos.
Informações de testemunhas dão conta de que o homem estava no estabelecimento comercial quando os suspeitos invadiram o local e efetuaram disparos de arma de fogo.
No momento, Dorgival foi atingido por três tiros, sendo socorrido para o Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca, onde ficou internado por dois dias, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.
O homem atuava na Polícia Militar de Pernambuco, mas saiu por deserção. Além disso, ele já teria sofrido um atentado a bala em 2025.
A acesso à cultura e ao lazer é direito básico da população, por isso, a prefeitura investe de forma constante em obras de infraestrutura, como a Praça do Riacho Santo, que fica localizada na zona rural da cidade. No lugar, estão sendo realizados serviços como pintura e aplicação de intertravados, por exemplo.
De acordo com o coordenador da obra Aloisio Silva, os trabalhos estão em fase de finalização e daqui a pouco toda a população poderá contar com a área de convivência para se entreter. “A obra está sendo feita com todo o cuidado e com materiais de qualidade para garantir que resista à ação do tempo”, disse o responsável pela obra.
Para dona Maria, que mora no lugar há anos, é satisfatório observar o avanço na comunidade. “Ter um espaço assim é muito importante pra gente ver nossos filhos brincando e ao mesmo tempo conversar com os vizinhos. É muito bom e eu agradeço bastante”, disse a dona de casa.
A prefeita Tia Júlia destacou a importância de investir na parte estrutural da cidade e assim proporcionar mais entretenimento e lazer para a população. “Acredito que esse é um direito de todos: ter um lugar para descansar e esquecer um pouco as atribulações; fico muito satisfeita de que nós possamos proporcionar isso”, disse a gestora municipal.
Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), a contaminação por verminoses, principalmente os helmintos transmitidos pelo solo (HTS), estão entre as infecções mais comuns em todo o mundo. Pelas estimativas, há mais de 1,5 bilhão de pessoas infectadas por vermes, o que corresponde a 24% da população mundial.
A coluna Claudia Meireles conversou com o infectologista Willian Mattiello da Silva Coelho para saber o que os vermes provocam no intestino, já que costumam “povoar” o órgão do sistema digestório. O médico do Hospital Mantevida, de Brasília (DF), diz que os parasitas intestinais podem variar bastante na forma de apresentação.
De acordo com o especialista, em muitos casos, o paciente permanece assintomático com relação à infecção por vermes, principalmente quando a carga parasitária é baixa. “Quando há manifestação clínica, o que predomina é a interação direta com a mucosa intestinal”, ressalta o médico.
O infectologista argumenta que alguns vermes provocam inflamação local, enquanto outros competem por nutrientes. “Há também aqueles parasitas que geram microlesões, com perda crônica de sangue”, garante o especialista com pós-graduação em medicina da família.
Segundo Willian, a contaminação por parasitas tende a desencadear a dor abdominal, sensação de estufamento e alteração do hábito intestinal, com episódios de diarreia ou constipação. “Em quadros mais prolongados, especialmente em crianças, pode haver impacto nutricional, com anemia e prejuízo no crescimento”, finaliza.

