
No ranking de infraestrutura, o Wi-Fi ocupa a segunda posição em domicílios brasileiros, perdendo apenas para os celulares, conforme dados divulgados em julho deste ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Como qualquer outro sistema, a rede de conexão sem fio pode apresentar falhas e até os fatores mais triviais podem dificultar o funcionamento da internet.
De acordo com professor Fernando Leonid, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e da Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatec), tanto em residências quanto em empresas, as barreiras que impedem o funcionamento do Wi-Fi podem ser as mesmas, porém, com diferenças de intensidade.
Para conexões domiciliares, geralmente são usadas duas frequências de gigahertz (GHz): 2,4 GHz e 5 GHz. “Em casa, por exemplo, todos os aparelhos ficam conectados pelo mesmo meio, e isso gera interferência e causa lentidão”, explica.
Leonid acrescenta que até pessoas podem gerar bloqueios na rede. “Nós somos compostos por cerca de 70% de água, e a água absorve e atenua fortemente os sinais de Wi-Fi”, ensina.
O professor Laerte Peotta de Melo, do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade de Brasília (UnB), exemplifica a interferências de multiplas conexões.
“O Wi-Fi funciona como uma conversa, todos os aparelhos falam na mesma frequência. Quanto mais gente falando ao mesmo tempo, mais lenta e difícil de entender fica a conversa. Nossa rede nada mais é do que um rádio, que tem suas frequências definidas e limitadas”, diz.
Segundo os professores, paredes de concreto maciço, lajes, espelhos, geladeiras, caixas d’água e as redes dos vizinhos são considerados os maiores vilões de interferência no funcionamento da conexão sem fio.
Além das interferências, o lugar onde o roteador está instalado pode ser o maior inimigo do bom funcionamento do Wi-Fi. “Se ele estiver dentro de um armário, atrás da TV, no chão, em um canto da casa ou distante de onde ficam as pessoas, pode ser um problema”, alerta Melo.
Outro detalhe pouco conhecido é que, mesmo que o roteador seja potente, alguns aparelhos eletrônicos, como o celular, podem não ser e isso também vai influenciar no desempenho. Melo explica que, às vezes, o visor do roteador pode mostrar quatro barrinhas, mas a resposta do telefone móvel não é compatível.
“É como ouvir alguém [o roteador] gritando de longe e tentar responder sussurrando [o celular]”, esclarece.
O professor complementa que repetidores podem ser considerados mitos quando se pensa na expansão dos sinais. Eles ampliam a área de cobertura, mas cortam a velocidade da internet pela metade, porque o mesmo roteador recebe e reenvia o sinal.
Além disso, aparelhos antigos conectados à rede, como impressoras e TVs velhas, também atrapalham. Em outros casos, a culpa pode ser do plano de internet, do cabo da rua ou até do cabo de rede que está ligado ao roteador.
Leonid orienta que, para minimizar ou diminuir o problema, deve-se estar atento aos pontos de acesso, que devem ser instalados em locais elevados, como o teto, escapando de obstáculos baixos e do corpo humano.
“Antes da instalação, é fundamental realizar um site survey, que faz uma análise técnica antes de instalar a rede, para mapear o espaço físico, simular a propagação do sinal e identificar interferências. Por fim, selecionar os canais de frequência menos congestionados nas proximidades garante a máxima eficiência da rede”, conclui.
O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer um novo exame para rastreamento do câncer colorretal. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (10/8) e prevê a inclusão do teste imunoquímico fecal para homens e mulheres sem sintomas, com idade entre 50 e 75 anos.
O procedimento, que deve começar a ser registrado nos sistemas do SUS a partir do próximo mês, consiste na análise de sangue oculto nas fezes e será realizado a cada dois anos. Segundo a norma, o exame é voltado apenas para rastreamento e não deve ser usado em pessoas com suspeita clínica ou sintomas da doença.
Como funciona o exame
O teste imunoquímico fecal identifica pequenas quantidades de sangue que não são visíveis a olho nu. Esse tipo de alteração pode estar ligado à presença de pólipos ou tumores no intestino.
A coleta é simples e pode ser feita fora do ambiente hospitalar. O paciente utiliza um kit para retirar uma amostra de fezes, que depois é enviada para análise em laboratório.
O exame é considerado menos invasivo e não exige preparo intestinal, o que pode facilitar a adesão ao rastreamento.
Quem deve fazer
A nova regra estabelece que o exame seja oferecido na atenção básica para pessoas sem sintomas dentro da faixa etária definida. O objetivo é identificar alterações precoces e orientar o encaminhamento para exames complementares, quando necessário.
Para casos com sinais ou suspeita de câncer, a orientação é que sejam adotados outros métodos diagnósticos, já que o teste não substitui a investigação clínica.
Os veículos de comunicação interessados em realizar a cobertura jornalística do Festival de Inverno de Palmeira dos Índios (FIPI) 2026 deverão realizar obrigatoriamente o credenciamento prévio, até esta segunda-feira, 10 de agosto, dos profissionais que atuarão durante o evento.
A 6ª edição do FIPI acontecerá nos dias 20, 21 e 22 também de agosto, dentro da programação festiva dos 137 anos Emancipação Política da cidade.
A medida tem como objetivo organizar o acesso da imprensa e garantir mais segurança e controle durante a programação. Para solicitar o credenciamento, o veículo deverá encaminhar informações como:
Nome do veículo de comunicação;
quantidade de profissionais que participarão da cobertura;
e-mail para contato;
proposta de cobertura jornalística;
conta oficial do Instagram,
site do veículo.
Também será necessário apresentar os dados de cada profissional, documento com foto, função e telefone para contato, além de informar se haverá utilização de drone durante a cobertura.
Na proposta jornalística, os veículos poderão indicar os segmentos que pretendem abordar, com destaque para cultura, lazer, turismo, comércio, gastronomia e turismo religioso, para contribuir com a divulgação de Palmeira dos Índios e das potencialidades locais.
Após a análise das informações enviadas, o resultado será comunicado por e-mail. Os profissionais que estiverem aptos para realizar a cobertura serão, posteriormente, adicionados a um grupo exclusivo da imprensa do FIPI, por meio do qual serão compartilhadas informações, orientações e comunicados oficiais relacionados ao evento.
O credenciamento obrigatório busca organizar o trabalho dos profissionais de comunicação e fortalecer a parceria com a imprensa, garantindo uma cobertura ampla e responsável do FIPI 2026.
O credenciamento deve ser feito exclusivamente pelo e-mail:
festivaldeinvernofipi@gmail.com
Confira a programação oficial do FIPI 2026
(Programação sujeita a alterações)
Quinta-feira (20/8)
Índio Apaixonado
Renan Cruz
Rey Vaqueiro
Sexta-feira (21/8)
João Barão
Toque Dez
Quinteto SA
Sábado (22)
Tarde
Clubelândia com Patrulha Canina, Guerreiras K-Pop e Bobbie Goods
Noite
Léia Soares
Joelma
Edson Gomes
O fim dos tempos não virá acompanhado de explosões e estrondos apocalípticos. Na verdade, o colapso do Universo será um processo lento, frio e incrivelmente silencioso. Essa é a premissa central da palestra O fim do tempo, apresentada nesta quinta-feira, 6, no Rio Innovation Week, no Píer Mauá, no Rio, pelo físico teórico e divulgador científico Brian Greene.
Conhecido por traduzir os conceitos mais complexos da cosmologia e da teoria das cordas para o grande público, Greene traçou a cronologia definitiva do Cosmos – uma trajetória que vai da faísca inicial do Big Bang, há cerca de 14 bilhões de anos, até o inevitável desvanecimento de toda a matéria em algum momento de um futuro longínquo.
“Citando o escritor russo Vladimir Nabokov, eu diria que ‘nossa existência nada mais é que uma réstia de luz entre duas eternidades de escuridão'”, afirmou Greene.
A força motriz por trás desse destino inexorável é a entropia – a tendência natural de todo o Universo de caminhar da ordem para a desordem. Segundo Greene, a vida e as galáxias são apenas “ilhas temporárias de ordem” em um oceano de caos em constante expansão.
“A entropia é o processo pelo qual o Universo degrada as estruturas, destrói as coisas”, afirmou Greene. “É um conceito muito poderoso porque explica como o Universo muda ao longo do tempo, da baixa entropia à alta entropia, da ordem para a desordem.”
Para levar o público até o fim dos tempos, Greene apresentou uma metáfora visual com base nos 102 andares do Empire State Building, em que cada andar do icônico prédio de Nova York representa um salto exponencial no tempo. Atualmente, segundo Greene, estamos no 10º andar. O fim do tempo ocorrerá no 102º.
“No 11º andar, o Sol exaurirá seu combustível e se expandirá mais de 200 vezes, engolindo Marte, Vênus e, possivelmente, a Terra”, afirmou. “No 12º andar, a expansão crescente e acelerada do Universo afastará cada vez mais as galáxias a uma velocidade tal que a escuridão dominará o céu visível.”
Conforme as estrelas se apagam uma a uma, o cosmos entrará em uma era de escuridão. Restarão apenas restos estelares e buracos negros galácticos.
No 20º andar, se a Terra não tiver sido engolida pelo Sol, ela vai acabar. No 30º andar, estrelas serão engolidas pelos buracos negros que acreditamos existirem no centro de cada galáxia. No 38º andar, os prótons, que são o coração da matéria, vão se desintegrar. No 50º andar, se ainda tivermos algum ser consciente, ele terá o seu último pensamento. Isso porque o próprio pensamento cria calor e, nesse ponto, o Universo estará tão repleto de energia que não tem mais capacidade de absorver calor. Qualquer pensamento que eventualmente exista será fritado.
E no 100º andar, até mesmo os buracos negros se desintegrarão em uma sopa de partículas frias, tão distantes umas das outras que nenhuma interação acontecerá. Esse é o “congelamento eterno”.
Se tudo está fadado a evaporar, que sentido há na existência humana? É justamente nesse ponto que Greene une a Física com a Filosofia. Segundo ele, compreender a imensidão do tempo não diminui a importância da existência humana. Pelo contrário, evidencia o quanto nossa capacidade de produzir conhecimento, formular perguntas e compreender o Cosmos é um acontecimento raro e precioso.
“Se pensarem na sua própria existência, perceberão o quão improvável é estarmos aqui”, disse. “Cada um de nós ganhou a loteria mais improvável de todas, a do Cosmos.”
Ou seja, diante da vastidão do Universo, a brevidade da vida não deve inspirar insignificância, mas gratidão pela oportunidade única de existir e compreender o próprio lugar no Cosmos.
“O fato de que partículas se juntaram momentaneamente para formar seres capazes de pensar, amar, compor música e investigar as próprias leis do Cosmos é um milagre estatístico e poético”, concluiu. “Por mais rara e momentânea que seja a existência humana, devemos ser gratos.”
A formação e o avanço de um ciclone-bomba no Sul do Brasil já provocou uma série de eventos climáticos severos em diversos estados do país.
O fenômeno, que teve início nesta quinta-feira (6), resultou na passagem de um tornado no Rio Grande do Sul, queda de granizo, suspensão de aulas em cidades do litoral de São Paulo e no Rio de Janeiro, além de novos alertas.
Tornado no RS
No primeiro dia de ciclone, um tornado atingiu a região entre os municíos de Pedro Osório e Pelotas, ambos no Rio Grande do Sul. O tornado, associado a uma supercélula gerada pelo ciclone-bomba, causou destelhamentos, queda de árvores e falta de energia elétrica em diversas localidades.
Além disso, a Defesa Civil do estado reportou danos significativos como alagamentos e estragos em residências e escolas nas cidades de Uruguaiana, Erechim, Caçapava do Sul e Chuí.
A chegada do sistema também provocou chuvas de granizo em regiões como Fazenda Vila Nova e Bom Retiro. O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) mantém o estado em "alerta de pergio" devido ao risco de novos temporais e ventos intensos que podem superar os 90 km/h até sábado, quando o fenômeno deve atingir o ápice.
Aulas suspensas no Sudeste
O impacto do ciclone-bomba se estende ao Sudeste, onde a impulsão de frentes frias gera ventanias severas. No Rio de Janeiro, a prefeitura e o governo estadual suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira (7) devido à previsão de rajadas que podem ultrapassar 90 km/h.
A UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) também interrompeu as atividades presenciais em todos os seus campus.
A capital fluminense entrou em Estágio 2 de risco. Por conta disso, a Defesa Civil emitiu alertas via celular e recomendou que a população evite deslocamentos e busque locais seguros.
No litoral de São Paulo, as prefeituras de Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião, Bertioga e Itanhaém determinaram a suspensão das aulas na rede municipal nesta sexta como medida preventiva após alertas para rajadas de ventos acima de 60 km/h.
A previsão para o litoral paulista e fluminense indica que os ventos podem variar entre 90 e 110 km/h durante o dia.
O que é o ciclone-bomba
O fenômeno, tecnicamente chamado de ciclogênese explosiva ou bombogênese, ocorre quando um sistema de baixa pressão atmosférica se intensifica de forma muito rápida. Ele recebe esse nome pela forma explosiva como se origina.
Para receber a classificação, a pressão central do sistema deve cair pelo menos 24 milibares em um período de 24 horas. O processo acontece principalmente em regiões de alta latitude, onde massas de ar muito frias encontram massas de ar mais quentes.
Pós-ciclone
Após a passagem do sistema e da frente fria, a entrada de uma massa de ar frio deve provocar uma queda acentuada nas temperaturas. O frio deve se intensificar no Sul a partir de domingo (9) e avançar para áreas do Centro-Oeste e Sudeste nos dias subsequentes.
As autoridades recomendam que a população acompanhe as atualizações meteorológicas, já que a trajetória e a intensidade do sistema podem sofrer ajustes conforme o fenômeno evolui.
Duas semanas após Kristopher Karolkiewicz assassinar a esposa, Amanda Karolkiewicz, os seis filhos, e se matar logo depois, em Michigan, nos Estados Unidos, a família dela prepara uma cerimônia memorial. No caso de Kristopher, ele não terá funeral nem obituário.
O funeral das vítimas ocorre depois do caso que chocou o município de Grand Haven Township. Amanda, de 39 anos, e os seis filhos foram encontrados mortos em 24 de julho na casa da família.
Kristopher, de 47 anos, atirou e matou a esposa e os filhos antes de incendiar a casa e tirar a própria vida, conforme o Gabinete do Xerife do Condado de Ottawa.
Segundo o jornal norte-americano Ottawa News Network, a cerimônia está marcada para as 11h de 24 de agosto, na Igreja Vertical da Colheita de Grand Haven. A família pede que não sejam feitos fotos, áudios e vídeos em nenhuma parte da igreja, incluindo o estacionamento.
“Mandy e seus filhos tinham um jeito especial de fazer com que todos se sentissem acolhidos, e queremos que esta cerimônia reflita isso”, escreveu Emily Jones, uma parente das vítimas, em comunicado. “Quer você os conhecesse há anos ou apenas de longe, você é bem-vindo(a) a se juntar a nós, pessoalmente ou on-line.”
Uma transmissão ao vivo estará disponível para a imprensa e para aqueles que não puderem comparecer pessoalmente à cerimônia.
No local, um “mural de homenagens” está disponível em cada obituário, com professores e amigos compartilhando fotos e lembranças de cada uma das crianças.
Oito membros de uma família Karolkiewicz foram encontrados mortos dentro de uma casa em Grand Haven Township, em 24 de julho.
As autoridades confirmaram que Kristopher Karolkiewicz cometeu os assassinatos a tiros, tirando a vida deAmanda Karolkiewicz, e dos filhos, antes de cometer suicídio. Os filhos eram quatro meninos, de 15, 12, 11 e 5 anos, e duas meninas, ambas de 11.
Na segunda-feira, 27 de julho, o Gabinete do Xerife do Condado de Ottawa confirmou que Kristopher atirou em sua família com sua arma de fogo legalmente registrada, antes de apontar a arma para si mesmo e iniciar incêndios em várias áreas da casa.
Os animais de estimação da família também morreram, vítimas da inalação de fumaça.
A maioria dos empregos ofertados para trabalhar com inteligência artificial são em escritório, ou home office, mas quase sempre em frente a um computador. Porém, a empresa AE Studio surpreendeu com um pedido diferente: está procurando piratas.
A companhia está usando IA para analisar 80 milhões de páginas de registros coloniais da Espanha para procurar dados e localizar navios naufragados e tesouros perdidos. São basicamente 500 anos de documentos, que incluem certidões de seguro e cartas náuticas.
A empresa espera que a IA consiga definir exatamente onde estão os navios com base em informações da época. Serão analisadas e descartadas possíveis “pegadinhas” publicadas para tentar esconder os tesouros.
“O que um ser humano não consegue ler ao longo de toda uma vida, o modelo consegue ler em uma única tarde. O cruzamento de dados de cinco séculos — abrangendo listas de cargas, registros meteorológicos, autos judiciais, disputas de seguros e cartas preservadas — gera um mapa de probabilidades sobre o leito do Atlântico e do Caribe”, diz o site da empresa.
É aí que entram os piratas: é preciso que alguém de carne e osso vá ao local e resgate o prêmio.
Podem se candidatar mergulhadores experientes, com certificados internacionais, que estejam dispostos a trabalhar em “condições que companhias de seguro não cobrem”. Algumas regiões onde os mergulhos devem acontecer incluem a Somália, conhecida pela pirataria moderna.
Falar português, espanhol e holandês é um diferencial, assim como ter o seu próprio barco e ter lido livros de ficção científica por lazer. A remuneração pode ficar entre 50 mil e 500 mil dólares — a depender do tesouro recuperado.
Pesquisadores do Arc Institute e da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, conseguiram treinar uma inteligência artificial para que ela criasse o genoma completo de um vírus. Pela primeira vez na história, a tecnologia conseguiu inventar um DNA viável para que o organismo se reproduza e infecte
O estudo foi publicado nesta quinta (6/8) na revista Science e é considerado um marco. Os cientistas apresentaram o material genético de milhões de vírus para a IA, que conseguiu prever uma sequência de bases nitrogenadas viável — são as “letras” do DNA.
A IA, chamada de Evo, reproduziu, inicialmente, um bacteriófago, um vírus bem estudado, de 5,4 mil letras. Os vírus são organismos muito simples, e muitos pesquisadores sequer o consideram um ser vivo. Para comparação, o genoma humano tem 3 bilhões de bases nitrogenadas.
Depois, o Evo inventou milhares de propostas de novos vírus que não existem na natureza a partir do original. Os cientistas escolheram os que pareciam viáveis, e 300 deles foram sintetizados em laboratório. Dezesseis vírus funcionaram, conseguiram se multiplicar e até destruir bactérias E.coli.
Quando foram colocados perto de bactérias resistentes ao organismo inicial, que “inspirou” a criação dos organismos sintéticos, os novos vírus conseguiram vencer a resistência. Para os cientistas, isso sugere que o Evo pode ajudar a criar opções de tratamento contra bactérias resistentes a medicamentos.
Os pesquisadores ressaltam que este tipo de trabalho deve ser acompanhado por profissionais de segurança biológica. Não foram apresentados ao Evo vírus que infectam humanos, outros animais, plantas ou fungos — a medida foi considerada essencial para garantir que a tecnologia não desenharia patógenos perigosos.
Quando pensamos em todas as terapias que são aplicadas dentro de unidades hospitalares, muitas vezes nem imaginamos quais foram os processos que a técnica percorreu até chegar ao paciente.
Esses métodos dependem de estudos científicos densos, que às vezes levam anos até serem publicados e colocados em prática nos tratamentos clínicos diários. Para que uma terapia seja usada na vida real, a pesquisa científica precisa passar por etapas importantes e fundamentais.
Tudo começa com uma pergunta, um questionamento que pode surgir durante um tratamento, quando o profissional encontra uma dúvida real sobre um paciente ou diagnóstico.
Para responder à pergunta, assim como em qualquer área que conduz pesquisas, é preciso formular uma hipótese e desenvolver um protocolo científico para testá-la.
Segundo o cardiologista Antonio Aurelio Fagundes, coordenador da UTI Geral do Hospital DFStar, da Rede D’Or, com a definição do tema que será estudado, dá-se início a um processo longo.
“Depois de pensar na pergunta que precisa ser respondida, fazemos a elaboração de um protocolo, com definição de público, métodos, tamanho de amostra, critérios de inclusão, desfecho e análise estatística. Só depois disso é que partimos para a elaboração do artigo que será publicado”, explica.
A publicação do estudo científico não significa que o processo acabou. Ele ainda pode passar por replicação por grupos independentes, revisões sistemáticas e metanálises, estudos maiores e com acompanhamento mais longo, incorporação ou não às diretrizes médicas, avaliação por órgãos reguladores, como Anvisa, FDA ou EMA, monitoramento de segurança após a liberação, e possíveis correções, caso sejam identificados erros importantes.
“Para um novo medicamento, por exemplo, a sequência habitual é a pesquisa pré-clínica, fases clínicas 1, 2 e 3, análise regulatória e fase 4, que acompanha o tratamento depois de sua entrada em redes de farmácias, hospitais e postos de saúde”, acrescenta Fagundes.
Antes de as pesquisas serem feitas de fato com humanos, elas são submetidas a testes em laboratório com células e computadores, depois passam para animais e só então são realizadas em humanos.
O cardiologista explica que alguns estudos científicos até podem já ser realizados diretamente com seres humanos, mas existem restrições.
“Um tratamento experimental geralmente precisa demonstrar segurança suficiente no laboratório e, quando pertinente, em modelos animais antes de ser administrado a pessoas”, alerta.
Por trás das pesquisas existem muitos profissionais que dedicam boa parte da vida, senão toda ela, à carreira em estudos científics. Segundo Valéria Spolon Marangoni, coordenadora de Pesquisa e Laboratórios da Ilum Escola de Ciência do CNPEM, o trabalho de um pesquisador é bastante diversificado, pois envolve uma rotina de elaborar projetos, buscar financiamento, planejar pesquisas, analisar dados, publicar artigos científicos e participar de congressos.
Ela reforça que, além disso, grande parte dos pesquisadores orienta estudantes, ministra aulas e desenvolve projetos para universidades, instituições ou empresas públicas.
“A ciência é cada vez mais colaborativa e interdisciplinar, exigindo interação constante com profissionais de diferentes áreas do conhecimento”, destaca.
O maior objetivo — seja da pesquisa, seja da carreira científica — é produzir novos conhecimentos e encontrar respostas para perguntas não solucionadas, melhorando as terapias clínicas diárias do paciente.
Um homem de 43 anos foi preso suspeito de furto qualificado de encomendas dentro de um condomínio no bairro da Ponta Verde, em Maceió, nessa quinta-feira (06). Ele é morador do residencial e confessou o crime, ao alegar que trocou as mercadorias por drogas em negociação com traficantes da região.
A prisão foi realizada por uma equipe da Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit), que foi até o condomínio após ter acesso à denúncia. A ação também contou com apoio do 2º Distrito Policial.
O homem apresentou comportamento alterado depois da chegada dos agentes. Mas logo se rendeu e admitiu o furto.
De acordo com o relato das vítimas, o homem aproveitou a madrugada para subtrair diversas encomendas que aguardavam a retirada pelos moradores na portaria.
Ainda segundo relatos, o crime foi percebido pela manhã e as imagens das câmeras de monitoramento do prédio confirmaram o crime realizado pelo morador.
O suspeito foi conduzido à Central de Flagrantes, e está à disposição da Justiça.
O Brasil concentra a maior prevalência de transtornos de ansiedade do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Cerca de 18,6 milhões de brasileiros convive com o problema. Em escala global, a entidade estima ainda que a depressão e ansiedade são responsáveis por fazer com que os indivíduos percam aproximadamente 12 bilhões de dias úteis por ano — um impacto que ultrapassa a saúde mental e afeta a qualidade de vida, os relacionamentos e a produtividade.
Buscando entender como os brasileiros podem agir na prevenção da doença, a coluna Claudia Meireles ouviu a psicóloga clínica Vanessa Bulcão. Segundo ela, embora a ansiedade faça parte da resposta natural do organismo diante de situações de perigo ou desafio, ela deixa de cumprir essa função quando o estado de alerta se torna frequente, intenso ou desproporcional.
Apesar dos fatores genéticos e experiências de vida também influenciarem o quadro, a rotina diária exerce um papel importante na forma como o cérebro responde ao estresse. “Analisando os dados da OMS, é urgente que as pessoas se atentem aos hábitos diários, especialmente, aqueles que ajudam a regular as emoções e favorecem o funcionamento do sistema nervoso“, frisa Vanessa Bulcão.

Para Vanessa Bulcão, coordenadora da Unidade de Psicologia do Centro de Pesquisa e Análises Heráclito (CPAH), em Portugal, a prevenção contra a ansiedade é um assunto que deve ser levado em consideração por todas as pessoas, antes mesmo do surgimento dos primeiros sintomas.
“O cérebro responde ao ambiente em que vivemos diariamente. Quando cultivamos hábitos que favorecem o descanso, o equilíbrio emocional e o autocuidado, aumentamos nossa capacidade de lidar com situações estressantes sem que elas evoluam para um quadro de sofrimento psicológico”, avalia a psicóloga.

Nesse contexto, ela chama a atenção para cinco hábitos que ajudam a prevenir a ansiedade e devem ser incluídos na rotina quase que de forma “obrigatória”. A primeira delas é garantir uma boa noite de sono.
“O sono é um dos principais reguladores da saúde mental. Dormir bem permite que o cérebro organize memórias, regule emoções e reduza a ativação dos sistemas relacionados ao estresse. Quando o descanso é insuficiente ou de baixa qualidade, a tendência é que a irritabilidade, a preocupação excessiva e a ansiedade aumentem”, alerta a especialista.
Reduza os estímulos digitais
“Era da dopamina” é um termo que ajuda a entender as mudanças em exponencial dos tempos atuais. De acordo com a psicóloga, a busca por prazer rápido por meio de redes sociais e excessos de estímulos tem um impacto real na resposta de fuga ou luta, o mecanismo natural de sobrevivência.
Vanessa esclarece que a exposição constante a notificações e informações aceleradas mantém o cérebro em estado contínuo de alerta. “Criar momentos do dia longe das telas ajuda a diminuir a sobrecarga mental e favorece períodos de maior tranquilidade e concentração”, orienta.

Priorize momentos de lazer
Em uma sociedade cada vez mais workaholic, saber a hora de parar e relaxar se faz essencial para evitar o sentimento de aperto no peito. A especialista reforça que reservar um tempo para atividades prazerosas, hobbies e para o convívio com familiares e amigos é uma solução importante para fortalecer o bem-estar emocional.
“Essas experiências ajudam a reduzir o estresse acumulado e funcionam como um fator de proteção para a saúde mental. O cérebro precisa de pausas. Vivemos em uma cultura que valoriza a produtividade constante, mas momentos de lazer, descanso e convivência não representam perda de tempo. Eles são fundamentais para manter o equilíbrio psicológico”, garante Vanessa Bulcão.

Atenção plena
Além das práticas de exercícios físicos, a psicóloga também orienta os leitores a criarem uma rotina de práticas que os ajudam a se autorregular. Para Vanessa, técnicas como meditação, respiração consciente e mindfulness auxiliam na redução da tensão emocional ao estimular o foco no momento presente.
“Com a prática regular, essas estratégias contribuem para diminuir pensamentos acelerados e melhorar o controle das emoções”, frisa.

Rotina organizada
Para evitar aquela sensação de que “não vou dar conta”, Vanessa é enfática: uma rotina estruturada oferece maior sensação de controle e segurança ao cérebro. “Ter horários relativamente estáveis para dormir, trabalhar, se alimentar e descansar reduz a sensação de imprevisibilidade, um dos fatores que costuma alimentar a ansiedade”, destaca.

Apesar das técnicas e hábitos para prevenir os sintomas, Vanessa esclarece que nem toda a ansiedade pode ser evitada. Quando as sensações começam a interferir em pilares da vida como no trabalho, nos estudos, relacionamentos e qualidade de vida, é fundamental buscar acompanhamento psicológico.
“A ansiedade não deve ser encarada como um sinal de fraqueza, mas como um indicativo de que o organismo está sobrecarregado. Quanto mais cedo a pessoa identifica os sinais e adota estratégias de cuidado, maiores são as chances de preservar sua saúde mental e qualidade de vida”, conclui Vanessa Bulcão.

A Justiça acolheu a tese do Ministério Público de Alagoas (MPAL) e condenou Lucas Gabriel Santos Lins, o “Luquinhas”, e João Vitor da Silva Araújo, o “Billy”, pelo linchamento e assassinato de José Willams da Silva, de 22 anos, ocorrido em 2022. Somadas, as penas dos réus ultrapassaram 36 anos de reclusão em regime fechado por homicídio qualificado praticado por motivo fútil, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. As seis pessoas denunciadas pelo crime, uma foi morta antes do julgamento e três foram absolvidas pelo Conselho de Sentença.
João Vitor foi condenado a 17 anos, um mês e 22 dias de reclusão. Ele já acumulou duas condenações anteriores transitadas em julgadas, por furto e recepção. Lucas Gabriel recebeu pena de 19 anos, cinco meses e quatro dias de prisão. Ambos tiveram as prisões mantidas e retornaram imediatamente ao sistema prisional.
O Caso
O crime ocorreu na noite de 21 de abril de 2022, por volta das 21h, na Avenida Getsêmani, localizada no bairro do Tabuleiro do Martins. A motivação do ataque seria o suposto furto de uma motocicleta contraída por José Willams, que tinha 22 anos e deixou dois filhos. Encurralado pelos agressores, o jovem foi submetido a um intenso espancamento com soco, chutes e pedradas, culminando em perfurações de canivete no pescoço e no abdômen.
Durante a fase de inquérito, um dos réus denunciados, Luiz Fernando Almeida Silva (posteriormente assassinado), confessou a participação no crime e detalhou a atuação dos envolvidos. Contudo, quatro dias após o depoimento, ele mudou a versão oficial sob a alegação de que estava sob efeito de drogas e de que a Polícia Civil teria inventado suas declarações. A acusação apresentou no júri que a representação ocorreu após Luiz Fernando sofrer ameaças de morte feitas por Lucas Gabriel e João Vitor.
Durante os debates no Tribunal do Júri, a atuação do promotor de Justiça Napoleão Amaral destacou a gravidade do "justiçamento com as próprias mãos" e defendeu a validade das provas colhidas pela Polícia Civil:
"O linchamento público é um vício. Quantos linchamentos presenciamos? Nós vivemos em uma sociedade doentia, acreditando que podemos fazer justiça com as próprias mãos. A humanidade precisa aprender que não é o sangue alheio que resolve nossas indiferenças. Mata-se por tudo: por uma discussão, pelo fim do casamento, por uma motocicleta furtada, como se o patrimônio tivesse mais valor do que uma vida."
Ao combater a tentativa de defesa de anular o depoimento inicial que detalha a dinâmica da violência, o promotor pontual:
"Senhores, não podemos desacreditar naquilo que foi produzido na delegacia e jogar no lixo o que consta no inquérito policial, como se fosse contaminado. Até que me provem o contrário, o delegado que deu o depoimento é uma pessoa séria, até que me provem o contrário, senhoras e senhores, o réu Luiz Fernando foi ouvido perante a autoridade policial e, até que me provem o contrário, eu tenho que dar reclamação ao aquilo que foi produzido. O réu, já morto, foi ameaçado por Luquinhas e João Vitor afirmando que se ele contasse sobre a autoria do crime, morreria E qual o comportamento imagina dele de outra forma, por medo, modificar o depoimento?”
Por fim, ao retratar o impacto social e humano da brutalidade cometida, Napoleão Amaral concluiu ressaltando o papel do Estado e das leis:
"Como se não fizeram nenhum pecado, foram lá, julgaram, sentenciaram, executaram o rapaz e jogaram na lama como um porco. Debaixo de chuva, a mãe que um dia o embalou foi ao local e pediu à vizinha um lençol para cobrir o filho. Ele fez mais mal para ele do que para a sociedade, e esse justiçamento urbano não pode prevalecer, porque existem as leis que definem regras e penas, e a Justiça para aplicá-las."
A magnata, biohacker e empreendedor de tecnologia de 48 anos que busca voltar aos 18 está cada vez mais inserindo a sua namorada ao processo.
A novidade de Bryan Johnson envolvendo Kate Tolo: o multimilionário americano está mantendo congelado algo dela.
"O sangue menstrual da Kate está no meu freezer a -80 °C.Cerca de 10 ml", escreveu Johnson recentemente no X.
O sangue segundo o cofundador do projeto Blueprint, é "valioso e subutilizado".
"É uma forma não invasiva de observar o útero. Ela coletou o sangue durante seu último ciclo", comentou ele.
Johnson diz que a amostra será usada para buscar sinais de tecidos doentes, microplásticos, desreguladores endócrinos e os chamados "produtos químicos eternos" conhecidos como PFAS, que podem se acumular no organismo ao longo do tempo.
"Isso é ótimo porque você obtém os dados sem uma biópsia cirúrgica, o procedimento pode ser repetido a cada ciclo e mede diretamente o ambiente uterino, em vez de inferir informações a partir de um exame de sangue convencional", explicou Johnson, que, no fim do mês passado, questionou se havia ido longe demais na sua obsessão.
"Tenho refletido sobre o assunto e me pergunto se não fui longe demais com essa história toda de longevidade", escreveu ele.
A revelação sobre o sangue menstrual ocorre enquanto Kate, de 30 anos, participa de um projeto intensivo de 100 dias para coletar 14 milhões de pontos de dados sobre seu ciclo menstrual.

Johnson compartilhou recentemente detalhes da rotina diária dela, que é planejada minuto a minuto e inclui cuspir em tubos de coleta, coletar amostras da bochecha com um cotonete e usar um absorvente interno de alta tecnologia para um monitoramento de saúde mais aprofundado.
A iniciativa, orçada em 2,6 milhões de dólares, visa ajudar a preencher lacunas na pesquisa médica sobre a saúde reprodutiva feminina.
"Estou fazendo isso realmente porque acredito que esse é o caminho para que as mulheres sejam compreendidas e vistas no mundo", disse Kate ao jornal "The Wall Street Journal" em julho.
Johnson já havia causado polêmica ao expor detalhes íntimos da namorada, a australiana Kate Tolo, de 28 anos, que também é adepta do biohacking. O magnata declarou que a vagina da parceira está no "top 1%". O americano explicou que uma amostra do muco da vagina de Kate "era dominada pela espécie bacteriana mais protetora que uma vagina pode abrigar".
Doença autoimune
Recentemente, Johnson revelou ter sido diagnosticado com uma doença autoimune, que faz com que "o estômago devore a si mesmo".
Embora sua rotina atual de saúde envolva a otimização de tudo, desde o sono até a fertilidade, nem sempre foi assim. Johnson contou que, quando criança, consumia regularmente fast-food e bebidas açucaradas.
Mais tarde, após anos lidando com estresse, ganho de peso e depressão crônica, o corpo do biohacker começou a desenvolver um processo autoimune que afetou a tireoide e o revestimento do estômago: a gastrite autoimune (GAI).
O prognóstico é desanimador: o magnata da tecnologia escreveu que "a medicina convencional admite a derrota, afirmando que nada pode ser feito além de controlar a condição". Johnson não sabia que estava lidando com essa doença, apesar de ela causar danos irreversíveis ao organismo — incluindo deficiência nutricional, anemia e maior risco de câncer.
Após ser diagnosticado com hipotireoidismo (uma tireoide pouco ativa que não produz hormônios suficientes) aos 21 anos, Johnson passou a utilizar suplementos de levotiroxina e Armour Thyroid para garantir o funcionamento adequado da glândula.
No entanto, embora não tenha notado sintomas, Johnson acredita que houve sinais precoces de GAI. Olhando para trás, ele percebe que "não havia ligado os pontos", observando níveis baixos de ferritina (proteína que armazena ferro) na ausência de anemia.
Quem é Bryan Johnson?
Johnson investe US$ 2 milhões (R$ 10,3 milhões) por ano em protocolos antienvelhecimento.
O magnata de Utah (EUA) fez grande fortuna após vender sua empresa de gateway de pagamento, Braintree Venmo, para o PayPal por US$ 800 milhões (R$ 4,1 bilhões) em 2013.
A celebridade já havia revelado no seu canal no YouTube que começou a ganhar peso depois de jogar futebol americano no ensino médio.
Aos 21 anos, ele decidiu passar dois anos no Equador, quando foi acometido por várias doenças e não conseguia mais manter a comida no estômago, perdendo "muito peso", ele relembrou à revista "People":
"Nos primeiros meses, eu vomitava constantemente. Eu tinha diarreia o tempo todo, não conseguia comer nada, meu rosto ficava cheio de erupções cutâneas e acne, era simplesmente horrível. Eu era missionário e vivia em extrema pobreza no Equador".
Após vender a Braintree em 2013, Johnson concluiu que seu estilo de vida não o protegia de problemas de saúde recorrentes. Ele disse que se sentia acima do peso, estressado e deprimido, percebendo que precisava prestar mais atenção aos seus hábitos. Foi aí que Johnson fundou o Projeto Blueprint em 2021 e agora passa "cinco horas por dia" seguindo seu "protocolo de longevidade".
Ele afirma que seus biomarcadores agora estão nos percentuais mais altos e que sua "idade biológica" caiu em relação à sua idade cronológica, embora especialistas alertem que a ciência ainda é especulativa.
"Quando digo que nunca fui tão feliz em toda a minha vida, dá para entender de onde isso vem", acrescentou Johnson.
Intervenções polêmicas

Para se manter jovem, Bryan contratou uma equipe de dezenas profissionais de diferentes áreas para ajudá-lo. Uma das intervenções mais polêmicas a que o americano se submeteu, ocorrida em maio de 2023, incluiu não apenas a participação do filho, Talmage, mas também de seu pai de 70 anos, Richard, no que ele chamou de "a primeira troca de plasma multigeracional do mundo". Durante o procedimento, o empresário, seu filho e pai tiveram um litro de sangue drenado para extrair glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plaquetas e plasma. Dois meses depois, Bryan desistiu do método, já que, segundo ele, nenhum benefício foi alcançado.
Em outro procedimento, em outubro do ano passado, Bryan posou com uma bolsa do que chamou de "ouro líquido", anunciando que havia passado por um procedimento em que removeu o plasma sanguíneo de seu corpo e substituiu por albumina. Segundo Johnson, a técnica permitiria remover definitivamente os “poluentes não naturais” que circulam pelo organismo, como microplásticos, algo que nossos órgãos responsáveis pela filtragem de impurezas, como o fígado e os rins, não seriam capazes de realizar com sucesso, incrementando sua busca por uma juventude celular eterna.
"Eu me senti realmente compelido a querer fazer algo que melhorasse o mundo. Eu não sabia o quê. Então, o objetivo passou a ser ganhar muito dinheiro até os 30 anos e, com esse dinheiro, encontrar algo interessante para fazer", acrescentou ele, que já foi acusado forçar acordos de confidencialidade para funcionários não revelarem seu comportamento bizarro em empresa.
Um transplante de bactérias intestinais obtidas de doadores saudáveis aumentou a tolerância ao amendoim em parte dos participantes de um pequeno estudo com pessoas que tinham alergia grave ao alimento. A pesquisa, publicada nessa quarta-feira (5/8) na revista Science Translational Medicine, é a primeira a mostrar que uma terapia baseada no microbioma pode reduzir alergias alimentares em humanos.
Ao todo, 15 jovens adultos participaram do estudo. Antes do tratamento, todos apresentavam reação a quantidades muito pequenas de amendoim.
Os pesquisadores utilizaram cápsulas congeladas contendo bactérias retiradas das fezes de pessoas sem alergias alimentares. A ideia era modificar a microbiota intestinal dos participantes para restaurar a capacidade do organismo de tolerar o alimento.
Na primeira etapa, 10 participantes receberam uma dose única de 36 cápsulas ao longo de algumas horas. Quatro meses depois, três deles conseguiram consumir quantidades maiores de amendoim antes de apresentar reação alérgica.
Na fase seguinte, outros cinco participantes receberam antibióticos antes do transplante para reduzir as bactérias já presentes no intestino e facilitar a instalação dos microrganismos do doador. Desses, três também apresentaram aumento da tolerância ao amendoim e conseguiram ingerir mais de quatro amendoins antes de desenvolver reação.
Segundo os pesquisadores, os resultados sugerem que o uso prévio de antibióticos pode favorecer a transferência da microbiota, embora estudos maiores sejam necessários para confirmar essa hipótese.
A equipe também investigou por que o tratamento funcionou apenas em parte dos participantes. As análises mostraram que quem respondeu ao transplante apresentava níveis mais elevados de sais biliares no sangue.
Os autores observaram que as bactérias transferidas dos doadores eram mais eficientes em modificar as substâncias produzidas pelo organismo para ajudar na digestão das gorduras.
O processo favoreceu o aumento de células do sistema imunológico responsáveis por estimular a tolerância aos alimentos, reduzindo a chance de uma reação alérgica.
“A alergia alimentar reflete uma falha na tolerância oral, processo pelo qual o sistema imunológico aprende a aceitar os alimentos. O estudo mostra que as bactérias certas podem ajudar a restaurar esse processo”, afirmou Talal Chatila, diretor de imunologia translacional do Boston Children’s Hospital e um dos autores do trabalho, em comunicado.
Os cientistas destacam que o estudo foi pequeno e que os resultados precisam ser confirmados em pesquisas com mais participantes.
Um novo ensaio clínico já está em andamento para testar uma versão mais prática da terapia, que utiliza uma formulação purificada e concentrada de bactérias intestinais em vez de cápsulas produzidas a partir de fezes. A equipe também pretende avaliar a combinação desse tratamento com a imunoterapia oral para alergia ao amendoim.
“Este foi o primeiro estudo a demonstrar que uma terapia baseada no microbioma pode melhorar a alergia alimentar em pessoas. Agora, precisamos de estudos maiores para confirmar esses resultados e identificar quais bactérias podem ser usadas no desenvolvimento de terapias específicas para alergias alimentares”, afirmou a pesquisadora Rima Rachid, diretora do Programa de Alergia Alimentar do Boston Children’s Hospital.
A PF (Polícia Federal) indiciou 16 pessoas pela queda de um avião da Voepass, que matou 62 pessoas em 9 de agosto de 2024. A confirmação foi dada pela PF nesta quinta-feira (6), durante apresentação do relatório da perícia do acidente.
Entre as pessoas que estão sendo responsabilizadas pelo acidente está o presidente da empresa, José Luiz Felicio Filho, e o ex- diretor de operações Eric Cônsoli.
Dos 16 citados, 15 acabaram indiciados pelo artigo 261 do código penal, de atentado contra a segurança do transporte aéreo. A pena pode chegar a 12 anos de reclusão.
O indiciamento é uma etapa da fase policial em que a autoridade indica provas suficientes contra suspeitos. Agora, o Ministério Público deve avaliar o inquérito para decidir se oferece uma denúncia criminal à Justiça. Caso a denúncia seja aceita, uma ação penal é iniciada, fase na qual a defesa e a acusação apresentam os argumentos a serem apreciados pelo juiz responsável.
O avião viajava de Cascavel (PR) ao Aeroporto de Guarulhos (SP) e caiu em Vinhedo, no interior paulista.
O relatório da perícia, de 200 páginas, afirma que foram analisados o gravador de dados dos 136 voos realizados com o avião ATR 72-500, o primeiro deles é de 23 de junho de 2024 --o acidente foi no dia 9 de agosto daquele ano.
A perícia cita, entre outros, voos em 7 de agosto, ou seja, dois dias antes da queda, em 13 de julho e o que antecedeu o acidente, de Guarulhos a Cascavel, com sucessivas ações de ligar e desligar o sistema de degelo, "compatíveis com a tentativa de reset do sistema".
"Em outros nove voos em que houve o acionamento do airframe de-icing, verificou-se que o sistema permaneceu ligado por intervalos muito curtos, com ciclos de acionamento e desligamento em poucos minutos ou poucos segundos", diz o texto.
Ainda assim, aponta o laudo, não havia qualquer registro dessas falhas no livro técnico da aeronave o que poderia ter evitado que continuasse voando.
Os peritos também encontraram uma ordem de serviço que registra a retirada de uma válvula do sistema de degelo, em julho de 2024, sem o correspondente registro de reinstalação.
Com base no gravador de voz, o relatório publica uma série de transcrições de falas entre o comandante e o co-piloto da aeronave.
O laudo afirma que a própria tripulação do voo acidentado já havia enfrentado, horas antes, durante o voo Guarulhos-Cascavel (PTB2282), condições de formação de gelo e alerta de falha do sistema. Por isso, os peritos entendem que, conhecendo a intermitência do sistema e diante da previsão de gelo na rota de retorno, o comandante deveria ter recusado o despacho da aeronave.
Segundo o laudo, se os comandantes dos voos PTB2204 e PTB2293 tivessem registrado formalmente as falhas observadas, a aeronave não poderia ter continuado voando naquelas condições meteorológicas.
"A avaliação dos vídeos, dos gravadores de voo, dos registros dos computadores de bordo, da documentação da operação e da manutenção e do ambiente meteorológico indica que o sinistro resultou de uma sequência iniciada pela operação em condições de formação severa de gelo, que superou a capacidade de proteção disponível no momento e culminou na perda de controle em voo", afirma perícia da PF.
"A aeronave, ainda estruturalmente íntegra, deixou de responder de maneira estável e controlada, saiu do envelope de voo [com estol e rolamento descoordenado], o que tornou inviável sua recuperação dentro da altura e da energia restantes", afirma.
O laudo conclui que, mesmo após receber sucessivos alerta de degradação de desempenho e de aumento de velocidade, os pilotos não executaram, de forma tempestiva (em tempo adequado), os procedimentos previstos nos manuais, como abandonar imediatamente a área de gelo, aumentar a velocidade e declarar emergência.
Segundo os peritos, essas ações deixaram de ser tomadas na estreita janela de tempo em que ainda seria possível evitar a perda de controle da aeronave.
Procurada nesta quinta-feira por email, a Voepass não respondeu até a publicação desta reportagem.
No último dia 23, a empresa disse que a tripulação do voo 2283 era "experiente, capacitada e devidamente certificada", "sem qualquer registro prévio ou fator que impedisse sua atuação".
"Em mais de 30 anos de operações na aviação brasileira, a companhia jamais havia enfrentado uma situação como essa. Ao longo de três décadas, sempre adotou procedimentos sérios de segurança, capacitação e orientação de tripulação."
A empresa disse ainda que desde o acidente "esteve solidária às famílias das vítimas, compartilhando uma dor que permanece presente em sua memória".
Relatório do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), divulgado no último dia 23 de julho, apontou que avião não poderia ter decolado.
Os técnicos do órgão da FAB (Força Aérea Brasileira) mapearam 19 fatores que contribuíram para o acidente, entre eles as questões técnicas da aeronave, falhas dos pilotos e uma cultura organizacional que priorizava a continuidade das operações em detrimento da segurança.
Pelo menos 100 pessoas morreram durante a travessia em massa para a fronteira do território espanhol de Ceuta, afirmou nesta quinta-feira (6) o líder da cidade, Juan Jesús Vivas, durante uma reunião do Parlamento Europeu.
Dos cerca de 72.000 migrantes que entraram em Ceuta na semana passada, entre 3.000 e 5.000 ainda permaneciam no enclave espanhol, disse Vivas. Ele acrescentou que os centros de acolhimento para migrantes adultos e menores estavam "sobrecarregados" e haviam "chegado a um estado de colapso", provocando uma "emergência humanitária de enormes proporções".
O comissário da União Europeia para Assuntos Internos e Migração, Magnus Brenner, disse aos legisladores europeus que o ocorrido em Ceuta "abalou a política de todo um continente".
Ele acrescentou que os controles nas fronteiras internas da Europa devem ser "medidas de último recurso", a serem aplicadas "apenas quando necessário e de forma proporcional".
Entenda crise em Ceuta
Ceuta e o outro enclave espanhol no norte da África, Melilla, ficam na costa mediterrânea junto ao Marrocos e enfrentam periodicamente tentativas de travessia por parte de imigrantes que buscam chegar à Europa.
A crise alimentou a retórica anti-imigração em toda a Europa e desencadeou tensões diplomáticas na UE em torno da política de fronteiras, com a Espanha acusando alguns parceiros de uma resposta prejudicial e polarizadora.
Segundo relatos do jornal El País e da rádio Cadena SER, citando autoridades a par do assunto, os serviços de inteligência espanhóis concluíram que o Marrocos não planejou a travessia em massa, mas permitiu que ela ocorresse.
Os controles de fronteira do Marrocos foram gradualmente flexibilizados durante o mês de julho e teriam sido removidos à medida que multidões avançavam em direção à passagem de Tarajal durante o feriado do Dia do Trono marroquino, segundo os relatos.
O Ministério do Interior do país não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
