
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) divulgou novo calendário para segurados fazerem a prova de vida e não terem os benefícios suspensos. O calendário novo inclui os meses de janeiro a agosto de 2022 para quem tem que fazer a comprovação entre maio de 2021 e julho de 2022. Veja abaixo:

Quem tinha que provar que estava vivo em maio e junho do ano passado terá que fazer o procedimento até 31 de julho para não ter o benefício suspenso. O cronograma da prova de vida anterior ia até dezembro deste ano para quem precisava ter feito a prova de vida até abril deste ano.
O segurado que quiser se antecipar ao calendário pode fazer a prova de vida antes.
A comprovação voltou a ser obrigatória a partir de 1º de junho para aposentados e pensionistas. De acordo com o calendário, os segurados que não fizeram a prova de vida até abril de 2020 tinham até o dia 30 de junho para fazer a comprovação de que estão vivos para continuar recebendo os benefícios.
Quem perdeu o prazo da prova de vida terá o benefício suspenso. Nesse caso, a pessoa deve comparecer ao banco no qual recebe o pagamento. Lá, fará a comprovação de vida e o pagamento será liberado na mesma hora. É importante procurar o banco o quanto antes, alerta o INSS.
Caso o beneficiário possua biometria cadastrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou no Departamento de Trânsito (Detran), poderá ainda fazer a comprovação pelo aplicativo do Meu INSS, sem necessidade de ir ao banco (leia mais abaixo).
Em último caso, se a pessoa não conseguir realizar a prova de vida diretamente na rede bancária ou através do aplicativo Meu INSS, deverá entrar em contato com a Central 135 para que seja agendado atendimento em uma Agência da Previdência Social.
Após a suspensão do pagamento, se a prova de vida não for realizada num prazo de até seis meses, o benefício será cessado. Nesse caso, é preciso que o segurado solicite a reativação do benefício pelo Meu INSS. O passo a passo está no link: https://www.gov.br/pt-br/servicos/solicitar-reativacao-de-beneficio
O pedido de reativação será analisado pelo INSS dentro dos prazos legais e, após aprovado, o pagamento pode ser liberado em até 72 horas. Atualmente, esse serviço leva em média 40 dias para ser concluído. Por isso, o ideal é ficar atento aos prazos para fazer a prova de vida assim que possível.
A prova de vida tem o objetivo de evitar fraudes e pagamentos indevidos, garantindo a manutenção do benefício. Desde março de 2020, a exigência da prova de vida estava suspensa pelo INSS por causa da pandemia.
O modelo convencional de atendimento do INSS é presencial.
Os aposentados e pensionistas que tiverem a biometria bancária cadastrada poderão usar qualquer caixa eletrônico para fazer a prova de vida.
Muitos bancos aceitam qualquer transação realizada como prova de vida, como a retirada de um extrato bancário no caixa eletrônico (veja abaixo as regras de alguns bancos).
No caso dos beneficiários sem biometria, é possível ir à agência bancária com CPF e documento com foto.
Entre os maiores bancos do país, apenas o Banco do Brasil oferece a opção de fazer a prova de vida por meio do aplicativo (veja mais abaixo).
O INSS permite ainda que a prova de vida possa ser feita em casa, com a visita de um funcionário do órgão à residência do segurado.
Esse direito é garantido nos seguintes casos:
No caso dos segurados sem condições de se locomover, eles ou seus representantes devem ligar no 135 ou acessar o site Meu INSS para agendar a prova de vida. Não há necessidade de cadastramento de procuração ou comparecimento a uma agência da Previdência Social.
É preciso comprovar essa condição de saúde por meio de documentos médicos, como atestado médico ou declaração emitida pelo profissional médico competente.
Para os beneficiários com dificuldade de locomoção, o pedido deve ser feito da seguinte forma:
Para beneficiários acima de 80 anos:
Prova de vida digital
Cerca de 6 milhões de beneficiários já estão aptos a fazer a prova de vida por biometria facial.
O INSS, em parceria com a Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, a Dataprev e o Serpro, iniciou em fevereiro um projeto piloto para que esses segurados façam a prova de vida sem sair de casa.
A prova de vida digital não é destinada a todos os segurados por enquanto.
Nesse caso, é possível fazer a prova de vida usando os aplicativos Meu gov.br (https://www.gov.br/pt-br/apps/meu-gov.br) e Meu INSS. Veja como acessar:
Para realizar a biometria facial, o INSS usa a base de dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Portanto, podem fazer a biometria facial segurados que tenham carteira de motorista ou título de eleitor, com biometria cadastrada na Justiça Eleitoral ou no Departamento de Trânsito (Detran). Veja o passo a passo no site do INSS.
Ao acessar o site Meu INSS, o segurado saberá se está apto a fazer a prova de vida por biometria. Se não estiver, terá de ir até a sua agência bancária para realizar o procedimento.
O INSS afirma que pretende implantar a prova de vida digital para a maioria dos beneficiários, mas não há uma previsão de quando isso irá acontecer.
Caixa Econômica Federal
A prova de vida do INSS pode ser feita em toda a rede de agências da Caixa. Para os clientes que possuam identificação biométrica cadastrada, também é possível fazer a operação na rede de autoatendimento. A realização de saques nos terminais de autoatendimento com uso da biometria é caracterizada como prova de vida. O serviço não está disponível por meio de celular.
Banco do Brasil
Correntistas e poupadores do BB que recebem o benefício do INSS na modalidade crédito em conta corrente podem realizar prova de vida por meio do aplicativo BB. O segurado deve acessar o menu "Serviços", depois "INSS", em seguida "Prova de vida INSS", e então tirar foto do documento de identificação, frente e verso, e fazer uma selfie. O serviço está disponível desde o dia 5 de março. Após a análise do banco, o beneficiário pode acompanhar pelo próprio app se sua prova de vida foi aceita e qual o prazo de validade.
Bradesco
Quem recebe o benefício do INSS pelo Bradesco tem de realizar a prova de vida nas máquinas de autoatendimento Bradesco e Banco 24Horas. É necessário possuir a biometria cadastrada. Se não tiver biometria, será preciso realizar a prova de vida na agência, diretamente no caixa. Todas as transações realizadas com o uso da biometria são acatadas como prova de vida caso o benefício esteja no mês de provar vida.
Itaú Unibanco
O banco oferece a prova de vida do INSS de forma automática, mediante uso da biometria em transações caixas eletrônicos ou nos guichês de caixa; e presencialmente, nos guichês de caixa das agências bancárias.
Santander
A prova de vida é feita nos terminais de atendimentos com o uso da biometria. Beneficiários também podem realizar a prova de vida na agência com o gerente ou no guichê de caixa, com ou sem o uso da biometria.
Prova de vida para quem mora no exterior
Para os residentes no exterior, o INSS divulgará um novo ato com orientações e prazos específicos.
No entanto, não há impedimento para sejam encaminhadas ao INSS, pelo residente no exterior, as provas de vida realizadas perante as representações diplomáticas ou consulares brasileiras ou por intermédio do preenchimento do "Formulário Específico de Atestado de Vida para comprovação perante o INSS”, assinado na presença de um notário público local e devidamente apostilado pelos órgãos designados em cada país, para os casos de residentes em países signatários da Convenção sobre a Eliminação da Exigência de Legalização.
Cuidado com golpes
O INSS lembra que não entra em contato direto com o beneficiário para pedir qualquer informação, dados pessoais ou fotografias para realizar a prova de vida.
Em caso de dúvidas, o cidadão deve procurar os canais de atendimento remoto como a assistente virtual (chatbot Helô), disponível no site (gov.br/meuinss) e aplicativo do Meu INSS.
Também pode ligar para o telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília), informou o INSS.
Fonte: G1.
A pandemia da Covid-19 já ajudou a colocar 63 milhões de brasileiros no vermelho até maio deste ano, de acordo com o Serasa Experian. Impedidos de contratar crédito ou fazer compras parceladas, o problema vem afetando não somente a população, mas a economia como um todo, avaliam especialistas. No rastro disso, alguns bancos estão lançando cartões específicos para clientes negativados.
O economista da Serasa Experian Luiz Rabi explica que a redução do valor do auxílio emergencial e o alto número de desempregados são alguns dos fatores que contribuem para essa tendência de alta, que deve continuar nos próximos meses. “Além desses pontos, os aumentos das taxas de juros e da inflação comprometeram a renda da população. As pessoas tiveram que priorizar os pagamentos, o que acabou deixando pendências pelo caminho”, comenta em nota.
Sob o argumento de democratizar o acesso ao crédito, o banco digital Nubank anunciou uma nova modalidade de cartão em fevereiro deste ano, com foco em pessoas com o nome sujo.
Em levantamento com seus clientes, a empresa detectou que cerca de 20% nunca haviam tido cartão de crédito na vida. “Para muitos brasileiros, essa deve ser a primeira experiência com um produto nos moldes do cartão de crédito convencional, que permite compras em qualquer tipo de estabelecimento presencial ou on-line”, afirma em nota Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank.
De acordo com o economista-chefe da Inifinit, Jason Vieira, a medida deve ser analisada com cautela. “É interessante que as pessoas consigam ter acesso ao crédito de novo, mas a tendência é de que isso gere mais dívidas do que o contrário, devido a uma alta cobrança de juros na hora do pagamento desse empréstimo”, explicou ao Metrópoles.
“Acredito que a solução seja existir um score (pontuação) de crédito. Desta forma, há um histórico para entender o que aconteceu com essa pessoa que está negativada. Em grande parte das vezes o motivo é o desemprego, e aí não se pode penalizar esse cidadão no mesmo nível de alguém que é realmente displicente”, afirmou.
No caso do Nubank, não foi esclarecido o critério utilizado pelo banco. De acordo com a empresa, a nova modalidade funciona nos moldes de um cartão normal. “Conforme usam o cartão e pagam suas faturas em dia, os clientes criam um histórico e aumentam a chance de conseguir um limite pré-aprovado no futuro”, explicou a instituição ao Metrópoles.
A principal diferença é que no começo dessa jornada de crédito o cliente deve fazer um depósito de garantia ao banco para ter o limite liberado.
Aos aposentados, pensionistas e funcionários públicos há mais opções de acesso ao crédito. O Metrópoles fez uma lista das instituições financeiras que possuem cartões consignados – modalidade em que o pagamento das compras é descontado diretamente em folha ou benefício do INSS. Confira abaixo.
Conforme a opinião dos economistas, o desemprego é o principal vilão causador da inadimplência no Brasil. Na quarta-feira (30/6), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o país manteve o nível recorde da série histórica de desocupação, devido à pandemia da Covid-19. Entre fevereiro e abril, o número de desempregados chegou a 14,8 milhões.
Isso impacta diretamente na intenção dos brasileiros de pedir crédito, uma vez que, sem renda fixa, as famílias têm mais dificuldade para pagar suas contas.
De acordo com uma pesquisa encomendada pela fintech FinanZero, realizada pela agência Conversion, 44,4% dos brasileiros entrevistados têm a intenção de pedir empréstimo nos próximos 90 dias. O estudo conversou com 500 pessoas.
Destes, 62,61% informaram que vão recorrer aos empréstimos on-line. Outra parte dos entrevistados (50%) pretende solicitar um empréstimo direto em uma agência bancária física, enquanto 8,11% pretendem solicitar um empréstimo informal.
“Estes dados estão totalmente atrelados ao atual momento do país, em que a economia tenta, a passos curtos, uma retomada no setor. Enquanto isso, a população sofre com o desemprego e o acúmulo de dívidas, por exemplo”, destaca Cadu Guidi, sócio-diretor da FinanZero.
O Metrópoles questionou o Banco Central sobre quais medidas o governo adotou, ou busca adotar, para ajudar os brasileiros a saírem do endividamento. Em resposta, a autarquia afirmou que desenvolveu três linhas de crédito.
A primeira é o Programa Emergencial de Suporte a Empregos (Pese), que é destinado para pequenas e médias empresas pagarem salários diante da pandemia da Covid-19, como se fosse um financiamento. Os juros fixados são de 3,75% ao ano, com carência de seis meses e prazo de 36 meses para o pagamento.
Por fim, a Peac Maquininhas, que é uma modalidade de crédito garantido por vendas com máquinas de pagamento digital para microempreendedores individuais (MEIs) e micro e pequenas empresas.
No diagnóstico do economista Raul Velloso, ex-secretário de Assuntos Econômicos do extinto Ministério de Planejamento, as medidas ajudam, mas ainda são muito tímidas perto do que se poderia fazer.
“Esses programas estão longe de serem algo de fato eficiente”, comenta Velloso. “Numa situação como essa em que estamos vivendo, o certo era emprestar dinheiro para os que têm menos, para os mais sofridos, mais pobres, mais necessitados, sem grandes burocracias. O governo deveria dar um empréstimo em condições hiperfavorecidas, com prazos longos e juros baixos”, afirma.
“O sistema bancário privado tem capacidade de operacionalizar recursos, mas foge do tipo público que mencionei. O governo pode fazer isso. Qualquer pessoa deveria poder dizer: eu quero receber tanto do programa tal. E o banco entrega naquelas condições. Os programa atuais do governo são tímidos, mero paliativos, que vão ajudar, mas não vão tirar as pessoas da pendura”, conclui o especialista.
Trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos em março podem sacar, a partir de hoje (5) a terceira parcela do auxílio emergencial 2021. O dinheiro foi depositado nas contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal em 20 de junho.
Os recursos também poderão ser transferidos para uma conta-corrente, sem custos para o usuário. Até agora, o dinheiro apenas podia ser movimentado por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de contas domésticas (água, luz, telefone e gás), de boletos, compras em lojas virtuais ou compras com o código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de estabelecimentos parceiros.
Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o site auxilio.caixa.gov.br.
O saque originalmente estava previsto para ocorrer em 16 de julho, mas foi antecipado em quase duas semanas por decisão da Caixa. Segundo o banco, a adaptação dos sistemas tecnológicos e dos beneficiários ao sistema de pagamento do auxílio emergencial permitiu o adiantamento do calendário.
O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.
Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante quatro meses, prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150.
Pelas regras estabelecidas, o auxílio será pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo. É necessário que o beneficiário já tenha sido considerado elegível até o mês de dezembro de 2020, pois não há nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continua valendo a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa social, seja a do auxílio emergencial.
Fonte: Gazetaweb.
Imposto pela pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, o teletrabalho virou realidade no funcionalismo público, e a mudança será permanente para parte dos servidores do governo federal. Nove órgãos (veja a lista abaixo) aderiram ao teletrabalho de forma permanente. Essas pastas contam com 71.630 pessoas. Os dados fazem parte de um levantamento inédito do Ministério da Economia, feito a pedido do Metrópoles.
Ministérios e agências reguladoras fazem parte da lista de órgãos que decidiram colocar pelo menos parte dos trabalhadores em casa mesmo após a pandemia. O servidor que optar pelo modelo – em regime parcial ou integral – terá de assinar e cumprir um plano de trabalho. As novas regras foram lançadas há um ano e entraram em vigor formalmente em 1º de setembro de 2020.
As despesas com internet, energia elétrica, telefone e outras semelhantes são de responsabilidade do funcionário que escolher a modalidade. Não haverá horas extras ou banco de horas. O número de órgãos e de servidores que terão o modelo de trabalho pode aumentar. Segundo o Ministério da Economia, em agosto a pasta deve concluir novos processos de teletrabalho permanente.
Veja órgãos que aderiram ao teletrabalho permanente:
Ministério da Economia
Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)
Escola Nacional de Administração Pública (Enap)
Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR)
Ministério da Cidadania
Controladoria-Geral da União (CGU)
Advocacia-Geral da União (AGU)
Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq)
Um dos mais recentes órgãos a aderir ao modelo de trabalho foi o Cade, no fim de junho. O processo inclui a edição de um normativo e a instalação do sistema de gestão. Na última semana, o Governo do Distrito Federal (GDF) convocou os servidores do Executivo local para retornem ao trabalho presencial 15 dias após a imunização com a segunda dose.
O processo
A partir de uma autorização formal do ministro da pasta, o órgão deve definir quais atividades estarão incluídas, quantos servidores poderão participar e como será o sistema de avaliação e acompanhamento de desempenho. Concluída essa etapa, os órgãos deverão divulgar as regras para adesão ao programa. As pessoas que se interessarem terão de se candidatar e serão avaliadas para saber se cumprem os critérios.
Versão oficial
O Ministério da Economia defende que a modalidade aumenta a eficiência na prestação de serviços públicos, moderniza a gestão de pessoas e reduz custos para o governo federal. A pasta frisa que nem todos os servidores dos órgãos que adotam o teletrabalho de maneira fixa são colocados na modalidade.
“Somente após a apuração destes dados [adesões concluídas em agosto] será possível a consolidação das informações acerca do Programa de Gestão, com seus efeitos sobre economia de recursos”, assinala, em nota.
Fonte: Gazetaweb.
Um levantamento divulgado pela operadora Decolar – que lidera viagens na América Latina – coloca a capital alagoana como um dos destinos turísticos nacionais mais procurados para as férias de julho. Maceió aparece em terceiro lugar no ranking nacional e assume a liderança das cidades mais procuradas da região Nordeste.
Maceió aparece à frente de destinos consolidados como Natal (RN), Porto Seguro (BA), Fortaleza (CE), Porto de Galinhas (PE), Porto de Galinhas (PE), Salvador (BA), Maragogi (AL), João Pessoa (PB), Jericoacoara (CE), Recife (PE), Porto Alegre (RS), Foz do Iguaçu (PR) e Florianópolis (SC).
O indicador da Decolar leva em consideração os 15 destinos mais procurados pelos brasileiros. A secretária de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel) da capital, Patrícia Mourão, avalia que a posição de Maceió no ranking demonstra a força do destino no mercado nacional.
“Maceió tem avançado na vacinação dos maceioenses e feito o dever de casa no quesito segurança, com comprometimento dos segmentos com os protocolos sanitários e o trabalho de fiscalização realizado pela Prefeitura. Além disso, temos belezas naturais e atrativos ao ar livre incomparáveis, quesitos procurados pelos viajantes nesse momento. Estamos muito felizes com a procura e prontos para receber nossos visitantes”, destacou.
Confira a lista completa:
1º Gramado (RS)
2º Rio de Janeiro (RJ)
3º Maceió (AL)
4ºNatal (RN)
5º Porto Seguro (BA)
6º Fortaleza (CE)
7º Porto Alegre (RS)
8º Porto de Galinhas (PE)
9º Salvador (BA)
10º Recife (PE)
11º Foz do Iguaçu (PR)
12º Florianópolis (SC)
13º Maragogi (AL)
14º João Pessoa (PB)
15º Jericoacoara (CE)
Fonte: Estadão Alagoas.
Duas mulheres morrem após acidente na AL-115, na zona rural de Arapiraca
Um grave acidente deixou duas mulheres mortas na tarde deste domingo (4), em um trecho da rodovia AL-115, em Arapiraca. O acidente ocorreu nas proximidades do sítio Bom Nome, zona rural do município.
De acordo com informações, cinco pessoas, sendo uma criança, três mulheres e um homem, ocupavam um Fiat Palio de cor azul. As duas mulheres morreram no local do acidente. Já a criança e a outra mulher foram socorridas por unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) até o Hospital de Emergência do Agreste (HEA).
Segundo as informações, o condutor do automóvel teria perdido o controle do carro quando o eixo de uma das rodas teria quebrado, o veículo colidiu em uma árvore parando no sentido contrário ao qual seguia, que era em direção a cidade de Palmeira dos Índios.
O Corpo de Bombeiros também foi acionado ao local. A rodovia chegou a ficar interditada enquanto as vítimas eram socorridas, mas foi liberada minutos depois. Os corpos das vítimas fatais foram levados para o Instituto Médico Legal (IML).
Fonte: Todo Segundo.
Após amargar três meses consecutivos de queda, a produção da indústria brasileira aumentou 1,4% em maio, na comparação com o abril, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (2), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Com a variação positiva, o nível de produção atingiu o mesmo patamar de fevereiro de 2020, último mês sem os efeitos da pandemia do novo coronavírus na economia nacional. Ainda assim, o setor figura 16,7% abaixo do nível recorde, registrado em maio de 2011.
Com o resultado, o setor ainda passou a acumular ganho de 13,1% nos cinco primeiros meses do ano, mesmo após as quedas de, respectivamente, 1%, 2,4% e 1,3% nos meses de fevereiro, março e abril. Os resultados interromperam a sequência de nove meses de crescimento consecutivos do indicador.
O gerente responsável pela pesquisa, André Macedo, alerta que o resultado positivo de maio não significa uma reversão do saldo negativo da indústria nos meses anteriores. Para ele, o segmento "está longe de recuperar essa perda recente" que sofreu.
"Muito desse comportamento de predominância negativa nos últimos meses tem uma relação direta com o recrudescimento da pandemia, no início de 2021, que trouxe um desarranjo para as cadeias produtivas”, explica Macedo.
Já em relação a maio de 2020, o crescimento da produção industrial foi de 24%. Trata-se da nona taxa positiva consecutiva na base de comparação e a segunda mais elevada da série histórica, abaixo apenas da registrada no último mês de abril, de 34,7%.
"“Embora o resultado de maio na comparação com abril tenha sido positivo, quando olhamos o início de 2021 face ao recrudescimento da pandemia e todos os seus efeitos, o saldo ainda é negativo, haja vista que, quando pegamos outros indicadores, como o índice de média móvel trimestral, a leitura ainda é descendente”, reforça o pesquisador.
A produção industrial de maio foi puxada pelo resultado positivo de 15 das 26 atividades analisada pela pesquisa, com destaque para os ramos de produtos alimentícios (+2,9%), coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (+3%) e indústrias extrativas (+2%).
“Esse número maior de atividades com crescimento está relacionado ao fato de termos, nos meses anteriores, um perfil bastante disseminado de atividades em queda. Isso faz com que haja uma volta natural ao campo de crescimento em função das quedas mais acentuadas nesses meses”, diz Macedo.
Outros resultados positivos vieram das atividades de metalurgia (3,2%), de outros produtos químicos (2,9%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (8%), de bebidas (2,9%) e de confecção de artigos do vestuário e acessórios (6,2%).
Por outro lado, as atividades que mais impactaram negativamente o índice foram produtos de borracha e de material plástico (-3,8%), máquinas e equipamentos (-1,8%) e produtos têxteis (-6,1%).
Fonte: R7.
A Johnson & Johnson anunciou que a vacina de dose única contra o coronavírus produzida pela farmacêutica é eficaz contra a variante Delta, altamente contagiosa, com uma resposta imunológica que dura pelo menos oito meses.
Os anticorpos e as células do sistema imunológico de oito pessoas inoculadas com a vacina da Johnson neutralizaram efetivamente a cepa identificada pela primeira vez na Índia, de acordo com os pesquisadores.
Um segundo estudo de 20 pacientes vacinados no Centro Médico Beth Israel de Boston teve resultados parecidos.
Os dados foram submetidos ao site cintífico bioRxiv, um site de relatórios científicos ainda não publicados, onde os autores "podem colocar suas descobertas à disposição da comunidade científica e receber comentários sobre os rascunhos antes de enviá-los para os periódicos", segundo o portal.
"Acreditamos que nossa vacina oferece proteção duradoura contra a covid-19 e provoca uma atividade neutralizante contra a variante Delta", disse o diretor científico da J&J, Paul Stoffels, em um comunicado da empresa.
O diretor do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Janssen da Johnson & Johnson, Mathai Mammen, relatou que os dados "dos oito meses estudados até agora" mostram que a vacina J&J "gera uma forte resposta de anticorpos neutralizantes que não diminui, mas que, na verdade, observamos uma melhora com o tempo".
A variante Delta surgiu na Índia em abril e maio e, desde então, disseminou-se pelo mundo todo.
Um relatório do Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) estimou que essa cepa mais contagiosa pode chegar a representar 90% dos novos casos na União Europeia até o final de agosto.
Fonte: R7.
Uma nova remessa de imunizantes contra a covid-19 será distribuída a partir de hoje 02. De acordo com o Ministério da Saúde, este lote conta com mais de 2,1 milhões da vacina Pfizer/Biontech e cerca de 2,8 milhões da AstraZeneca/Fiocruz.
Também está incluído nessa distribuição 3 milhões de vacinas Janssen/ Johnson & Johnson, é aplicada em apenas uma dose.
Além deste reforço, a previsão é de que durante o mês de julho sejam distribuídas mais de 41 milhões de doses para todo o país.
Segundo o Ministério da Saúde, a meta é vacinar toda a população brasileira acima de 18 anos, com pelo menos uma dose, até setembro deste ano.
Vacinados
Nesta semana, o Brasil também ultrapassou a marca de 100 milhões de doses de vacina contra a covid-19 aplicadas. Dados do Ministério da Saúde atualizados nesta quinta-feira, 1º de julho, mostram que 74,3 milhões de brasileiros já receberam a primeira dose.
Isso representa 45% da população vacinável, que é composta de mais de 160 milhões de brasileiros. Além disso, mais de 27,1 milhões de pessoas já completaram o esquema vacinal com a segunda dose.
Com esta nova distribuição, o país deve chegar a 143 milhões de doses distribuídas desde o início do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO), que começou em janeiro.
Grupos prioritários
Vários grupos prioritários, definidos pelo PNO, já foram contemplados. Entre eles estão idosos acima de 60 anos, profissionais de saúde, população ribeirinha, indígenas, professores, motoristas de transporte coletivo, dentre outros.
A maioria dos estados segue vacinando pessoas entre 55 e 59 anos. O Ministério da Saúde também abriu a vacinação contra a covid-19 para a população em geral, assim, na pauta de distribuição, as doses também serão destinadas para os seguintes grupos:
Para isso, estão sendo distribuídas mais 5,3 milhões de doses das vacinas – 1,19 milhão da Pfizer e 4,1 milhões da AstraZeneca/Oxford, produzida no Brasil pela Fiocruz.
Suspensão de contrato
O Ministério da Saúde informou ainda que suspendeu temporariamente o contrato de compra da vacina Covaxin. A iniciativa atende a uma orientação da Controladoria-Geral da União (CGU), para que o contrato seja analisado com cautela antes do imunizante ser adquirido.
Entre os motivos para a suspensão, está o fato de que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não autorizou o uso emergencial ou definitivo da vacina Covaxin.
A agência aprovou, com restrições, apenas o pedido de importação excepcional das vacinas. Com isso, as vacinas chegariam a 1% da população.
Para o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a medida não altera o cronograma de vacinação no Brasil.
Fonte: Todo Segundo.
Projeto que retira desconto de 14% dos aposentados do Estado de AL é aprovado em 2º turno
Foi aprovado por unanimidade em 2º turno, na Assembleia Legislativa (ALE), o Projeto de Lei do Governo de Alagoas que retira o desconto de 14% dos aposentados e pensionistas do Estado que recebem abaixo do teto do INSS, que atualmente é de R$ 6.433,57. O texto agora segue para sanção do governador.
O PL foi discutido pelos deputados estaduais com o objetivo de incluir emendas que tinham como objetivo devolver o dinheiro descontado dos servidores desde que a lei entrou em vigor, mas elas não foram aprovadas por intervenção do Executivo, sob o argumento de que, ao apresentá-las, os parlamentares estariam ferindo a Constituição por vício de iniciativa.
Foi aprovada apenas uma emenda do relator do projeto, deputado Bruno Toledo (PROS), que retroage a extinção do desconto para 1º de junho de 2021, o que garante que o desconto deixe de ser cobrado na folha de pagamento do mês de junho ou em folha suplementar.
A Assembleia Legislativa tinha aprovado o PL em primeiro turno na terça (29). Desde então, havia a expectativa para o segundo turno e de como ficaria a redação final da lei.
Desde que foi sancionada a reforma da Previdência de Alagoas, há mais de um ano, aposentados e pensionistas do Estado que recebem mais que um salário mínimo e menos que o teto de gastos do INSS. Esse desconto foi alvo de diversos questionamentos de sindicatos e parlamentares.
Fonte: Estadão Alagoas.
Motociclista morre após perder controle da direção na AL-115, em Igaci
Um motociclista morreu após perder o controle do veículo, ele saiu da pista e caiu em uma encosta na AL-115, em Igaci.
De acordo com o Batalhão de Polícia Rodoviário (BPRv), a vítima dirigia uma Pop 100 e chegou a ser socorrido para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Palmeira dos Índios pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
A identidade do homem não foi divulgada.
Fonte: Estadão Alagoas.
A bandeira tarifária vermelha patamar 2, a ser aplicada nas contas de luz neste mês de fevereiro, terá um custo adicional 52% superior ao cobrado nas tarifas de junho. O peso no bolso das famílias será sentido pelas coletas realizadas neste mês e sinalizadas nos boletos que vencem em agosto.
Conforme decisão da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a cobrança extra para as contas neste mês será de R$ 9,49 a cada 100 quilowatts-hora consumidos, ante R$ 6,243 cobrados até o mês passado.
Trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos em janeiro podem sacar, a partir de hoje (1º) a terceira parcela do auxílio emergencial 2021. O dinheiro havia sido depositado nas contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal em 18 de junho.
Os recursos também poderão ser transferidos para uma conta-corrente, sem custos para o usuário. Até agora, o dinheiro apenas podia ser movimentado por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de contas domésticas (água, luz, telefone e gás), de boletos, compras em lojas virtuais ou compras com o código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de estabelecimentos parceiros.
Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o site auxilio.caixa.gov.br.
O saque originalmente estava previsto para ocorrer em 13 de julho, mas foi antecipado em quase duas semanas por decisão da Caixa. Segundo o banco, a adaptação dos sistemas tecnológicos e dos beneficiários ao sistema de pagamento do auxílio emergencial permitiu o adiantamento do calendário.
O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.
Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante quatro meses, prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150.
Pelas regras estabelecidas, o auxílio será pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo. É necessário que o beneficiário já tenha sido considerado elegível até o mês de dezembro de 2020, pois não há nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continua valendo a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa social, seja a do auxílio emergencial.
Fonte: Gazetaweb.
A Petrobras informou que o conselho de administração da companhia aprovou a cessão da totalidade de sua participação em um conjunto de sete concessões terrestres e de águas rasas denominada Polo Alagoas, localizadas no Estado de Alagoas, para a empresa Petromais Global Exploração e Produção.
O valor total da venda foi de US$ 300 milhões, sendo que US$ 60 milhões serão pagos na data de assinatura do contrato e US$ 240 milhões no fechamento da transação.
Segundo a estatal, os valores não consideram os ajustes a serem feitos até o fechamento da transação, que está sujeito a certas condições precedentes, como a aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O Polo Alagoas compreende sete concessões de produção, seis terrestres (Anambé, Arapaçu, Cidade de São Miguel dos Campos, Furado, Pilar e São Miguel dos Campos) e a concessão do campo de Paru localizada em águas rasas, com lâmina d’água de 24 metros.
A produção média do polo de janeiro a maio de 2021 foi de 1,9 mil bpd de óleo e condensado e de 602 mil m³/d de gás gerando 0,9 mil bpd de LGN (líquidos de gás natural). Além dos campos e suas instalações de produção, está incluída na transação a Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) de Alagoas, cuja capacidade de processamento é de 2 milhões de m³/dia , e que é responsável pelo processamento de 100% do gás do polo e pela geração de LGN.
Fonte: Gazetaweb.
O Brasil ultrapassou na noite de quarta-feira (30) a marca de 100 milhões de doses de vacina contra a covid-19 aplicadas desde o início da campanha de imunização, em 17 de janeiro.
Segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde, 74.354.809 pessoas já receberam a primeira dose da vacina, o que representa 46,47% da população apta a ser imunizada contra a covid-19 (maiores de 18 anos) — o governo ainda não incluiu crianças ou adolescentes na campanha.
Outros 27.121.995 milhões de indivíduos completaram o esquema vacinal (seja com duas doses ou com a vacina de dose única da Johnson & Johnson), o que equivale a 12,72%% da população acima de 18 anos.
Na última semana, o país manteve uma média de 1,4 milhão de doses aplicadas por dia.
Para a vice-presidente da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), Isabella Ballalai, o número deixa claro que o "brasileiro gosta de se vacinar e acredita em vacina, apesar de toda desinformação, todas as dúvidas que a gente vive hoje".
"Quando a gente tem percepção de risco, o brasileiro procura a vacina. Ele só não procura a vacina quando acha que não vai pegar [a doença]. Tem até uma frase que a gente brinca que brasileiro gosta de vacina que está faltando. Quando tivemos o surto de gripe em 2016, que até nas clínicas privadas tinham pessoas cinco horas na fila, é porque não parava de sair o número de casos, mortes, etc. [...] Em 2017 e 2018, febre amarela, correu todo mundo, saía tapa na fila. Em todas essas situações, faltou vacina."
A vacinação ganhou fôlego no Brasil em junho, com entregas de mais de 10 milhões de doses da Pfizer/BioNTech, que estão sendo aplicadas com intervalo de três meses, o que garante um maior número de indivíduos vacinados com a primeira dose neste momento.
Também chegaram ao país 4,8 milhões de doses da vacina da dose única da Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson. Deste total, 3 milhões foram doados pelo governo dos Estados Unidos e 1,8 milhão antecipado de um contrato de 38 milhões de doses do Ministério da Saúde.
A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que produz a vacina da AstraZeneca, também tem mantido as entregas, com 12,4 milhões de doses entregues neste mês.
O Instituto Butantan prevê fechar junho com 5 milhões de doses da CoronaVac entregues ao PNI (Programa Nacional de Imunizações). Além destas vacinas, o Brasil também tem recebido vacinas da AstraZeneca e da Pfizer por meio do consórcio Covax Facility.
Embora os números sejam elevados, Isabella Ballalai ressalta que o programa tem como objetivo vacinar cerca de 160 milhões de brasileiros e que três das quatro vacinas em uso são de duas doses.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, mantém a promessa de vacinar com a primeira dose todos os brasileiros aptos até o fim de setembro. A vice-presidente da SBIm é mais cautelosa em relação a previsões.
"Tudo o que a gente planejou de entrega de vacina furou. Agora não podemos achar que no futuro vai ser diferente. É natural, é esperado [que haja atrasos]. [...] A gente tem um monte de doses prometidas, mas o cronograma é lento."
Fonte: R7.
Em um ano, 661 mil pessoas migraram para o trabalho por conta própria no país. Com isso, impediram um avanço ainda maior do desemprego durante a pandemia, sinalizam dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Entre fevereiro e abril de 2020, período inicial da crise sanitária, o Brasil tinha 23,38 milhões de trabalhadores ocupados por conta própria. Em igual trimestre de 2021, o número subiu 2,8%, para 24,04 milhões. O aumento de 661 mil pessoas vem dessa comparação.
Enquanto isso, a população ocupada com algum tipo de trabalho caiu 3,7% em termos gerais, para 85,94 milhões (menos 3,3 milhões de pessoas). Os números integram a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) com divulgação mensal.
"Essa forma de inserção no mercado [autônoma] tem um contingente mais elevado agora do que em abril de 2020. Observamos uma reação maior no trabalho por conta própria do que no emprego com carteira no setor privado", analisou Adriana Beringuy, gerente da pesquisa do IBGE.
Os profissionais autônomos são divididos em dois grupos: com ou sem CNPJ. A parcela com registro formal subiu 5,9% em relação ao trimestre encerrado em abril de 2020, para 5,84 milhões (mais 327 mil). Enquanto isso, a fatia sem CNPJ, mais numerosa, avançou 1,9%, para 18,19 milhões (mais 334 mil).
Na visão de analistas, o aumento do trabalho por conta própria está relacionado, em parte, aos impactos da crise, que elevou o desemprego. Com isso, mais pessoas foram empurradas para o chamado empreendedorismo por necessidade.
Segundo o IBGE, a taxa de desemprego foi de 14,7% entre fevereiro e abril deste ano, permanecendo no nível recorde da série histórica iniciada em 2012. O total de desempregados foi estimado em 14,8 milhões.
"O trabalho por conta própria acaba sendo uma saída para as dificuldades do mercado de trabalho, que já estava fragilizado antes da pandemia", pontua o economista Rodolpho Tobler, pesquisador do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).
O economista Fábio Pesavento, professor da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) em Porto Alegre, tem opinião semelhante. Com as dificuldades da crise, diz, mais gente teve de encontrar alternativas de renda, e a internet foi uma aliada.
"O corte de empregos atingiu a economia de maneira generalizada na pandemia, obrigando o trabalhador a encontrar alternativas. Negócios por conta própria com investimento baixo, tamanho reduzido e uso da internet fazem parte das saídas construídas", aponta Pesavento.
Analistas lembram que, antes da crise sanitária, o país também já vinha registrando alta no número de MEIs (microempreendedores individuais). Esse movimento de busca por formalização, que continuou durante a pandemia, é visto como outro ponto que ajuda a entender o avanço do trabalho por conta própria com CNPJ.
Dados do Ministério da Economia indicam que, no primeiro quadrimestre de 2021, o Brasil teve 1,1 milhão de novos registros de MEIs, alta de 30,6% em relação a igual período de 2020. A estatística considera a abertura de negócios, enquanto a pesquisa do IBGE estima se os profissionais estão de fato trabalhando (ocupados) ou não (desempregados).
Com o passar dos meses, a tendência é de que o trabalho por conta própria siga em alta, projetam analistas. A avaliação leva em conta o fato de que o mercado de trabalho ainda continua em dificuldades para absorver a mão de obra desempregada. Além disso, o auxílio emergencial, que beneficiou informais, foi reduzido neste ano, o que pode levar mais gente de volta ao mercado autônomo.
"O cenário para o mercado de trabalho ainda é muito desafiador", descreve Tobler.
Analistas sublinham que a reação do emprego depende inicialmente do avanço da vacinação contra a Covid-19. É que a imunização pode diminuir restrições e permitir retomada mais segura de atividades econômicas, com destaque para o setor de serviços, o maior empregador do país.
Esse segmento foi atingido em cheio por restrições na pandemia, já que reúne empresas com dependência da circulação de consumidores. Entre elas, estão bares, restaurantes e hotéis.
"Muitas empresas estão em compasso de espera. O que aconteceu com o mercado de trabalho na pandemia foi uma tragédia. É evidente: isso não se resolve em pouco tempo", diz o economista Hélio Zylberstajn, professor sênior da FEA-USP e coordenador do Projeto Salariômetro.
"A vacina é a primeira questão. É condição absolutamente necessária. Mas o mercado de trabalho dependerá ainda dos investimentos [na economia]", acrescenta.
Pesavento também destaca a importância da vacinação para a retomada. Contudo, vê riscos adicionais à recuperação vindos da turbulência política que envolve o governo federal e o cenário para as eleições de 2022.
