Entenda por que mudar hábitos exige esforço do cérebro e veja como usar perguntas, treino cognitivo e pequenas ações a seu favor.
Você já tentou mudar um hábito, começou animado e, poucos dias depois, voltou para o modo antigo? Isso não acontece só por “falta de força de vontade”. Segundo a neurocientista e psicóloga Anaclaudia Zani, o cérebro foi programado para manter tudo estável.
Ou seja: ele prefere o que é conhecido, mesmo que não seja o melhor para você.
Esse mecanismo de estabilidade tem nome: homeostase. Entender como ele funciona é o primeiro passo para mudar hábitos com mais gentileza e menos culpa.
O que é homeostase e o que ela tem a ver com hábitos
Homeostase é o processo de autorregulação do corpo. É o sistema que mantém temperatura, batimentos, respiração, nível de glicose e outras funções dentro de uma faixa segura, mesmo quando o ambiente muda.
Para o organismo, beber água, respirar direito e ir ao banheiro nos horários de sempre são sinais de segurança. Quando tudo está dentro do padrão, o cérebro entende: “estamos bem, não mexe”.
Por isso, qualquer mudança na rotina pode ser lida como ameaça. Trocar o horário de dormir, começar a treinar cedo, cortar excesso de açúcar… tudo isso exige energia extra. O cérebro reage tentando economizar esforço e manter o que ele já conhece.
Na prática, isso aparece como:
preguiça de começar algo novo.
vontade de adiar tarefas importantes.
sensação de que mudar é “cansativo demais”.
Não é só emocional. É biológico.
Por que mudar hábitos é tão difícil?
De acordo com Anaclaudia, o cérebro humano foi projetado para manter o corpo vivo, não necessariamente feliz, produtivo ou realizado. Ele quer estabilidade, porque estabilidade significa sobrevivência.
Quando você tenta mudar hábitos de uma vez, o cérebro pode interpretar como risco. Ele entra em modo defesa e ativa respostas como:
procrastinar.
buscar prazer imediato (rolar o feed, abrir um doce, maratonar série).
evitar decisões que pareçam trabalhosas.
Além disso, muita gente vive em estado de alerta psicológico constante. Ansiedade, estresse e excesso de pressão fazem o cérebro acreditar que está sempre em perigo. Nessa condição, ele foge de qualquer coisa que pareça exigir ainda mais esforço.
Resultado: você sabe que o novo hábito faz bem, mas continua repetindo o antigo.
Como reprogramar o cérebro para aceitar mudanças?
A boa notícia é que esse mesmo cérebro que resiste também pode aprender. Segundo a especialista, a saída é o treino cognitivo: repetir, de forma intencional, novos comportamentos até que eles sejam reconhecidos como seguros.
Em vez de tentar mudar a vida inteira de uma vez, a ideia é:
introduzir mudanças pequenas, mas consistentes.
repetir essas mudanças até virarem automáticas.
mostrar, aos poucos, que o novo hábito não é uma ameaça.
Quando o cérebro percebe que nada de ruim acontece, a resistência diminui. A homeostase se ajusta a um novo padrão, e aquilo que parecia difícil começa a ficar natural.
Perguntas x ordens: como falar com o seu próprio cérebro
Um ponto interessante trazido por Anaclaudia é a forma como você se conversa internamente. O cérebro responde melhor a direção do que a obrigação.
Frases como:
“Eu preciso fazer isso”. “Eu tenho que mudar agora”.
soam como ordem. Ordens podem ser interpretadas como pressão e ativar resistência.
Já perguntas como:
“Quais medidas eu posso tomar para isso acontecer?”. “Qual é o próximo passo que eu consigo dar hoje?”.
ajudam o cérebro a organizar o pensamento e entrar em modo planejamento, não em modo defesa. Perguntas concretas funcionam como um “mecanismo de busca interno”: o cérebro automaticamente começa a procurar respostas e caminhos.
Em vez de “preciso mudar meus hábitos”, experimente:
“Qual pequeno hábito eu posso mudar primeiro?”.
“O que eu consigo fazer em 5 minutos para me aproximar dessa meta?”.
Pequenas decisões, grandes mudanças
Mudar hábitos não significa destruir a homeostase, e sim ensinar o cérebro quando ela é ou não necessária. Algumas estratégias ajudam nesse processo:
Microações: transformar metas grandes em passos muito pequenos, que caibam no seu dia.
Antecipar o próximo passo: pensar com antecedência o que você fará amanhã, em detalhes, para não depender só de “vontade” na hora.
Comunicar segurança ao corpo: respirar fundo, ajustar postura, descansar quando for preciso. Um corpo menos tenso aceita melhor mudanças.
Transformar metas em decisões práticas: trocar “vou ser mais saudável” por “hoje vou trocar o refrigerante por água no almoço”.
Cada decisão simples reduz um pouco a resistência da homeostase e fortalece novas conexões no cérebro.
Quando a homeostase ajuda (e quando atrapalha)
A homeostase é essencial. Graças a ela, o corpo mantém funções vitais sem você precisar pensar nisso o tempo todo. Ela também permite que o cérebro economize energia para decisões mais complexas.
O problema aparece quando esse mecanismo passa a preservar padrões que já não fazem bem. Por exemplo:
manter um hábito de sono ruim porque “sempre foi assim”.
manter o sedentarismo porque qualquer atividade nova parece desconfortável.
manter relacionamentos ou rotinas que drenam sua energia só porque são familiares.
A especialista explica que a “quebra” controlada da homeostase é justamente o que permite crescimento e adaptação.
Ao enfrentar um desafio, aprender algo novo ou encarar um medo, você desorganiza um pouco o padrão antigo para construir um novo, mais alinhado com quem você quer ser.
Mudar hábitos com menos culpa e mais consciência
No fim das contas, entender esse funcionamento do cérebro ajuda a tirar o peso da culpa. Se você tem dificuldade para mudar hábitos, isso não significa que você é fraco, preguiçoso ou “indisciplinado por natureza”.
Significa que seu cérebro está tentando te manter seguro do jeito que ele conhece. Com treino, perguntas certas e passos pequenos, é possível ensinar que o novo também pode ser seguro, e até muito melhor.
Então, em vez de pensar “eu preciso mudar tudo agora”, você pode começar se perguntando: “Qual é o próximo pequeno passo que eu posso dar hoje?”.
É assim, um hábito de cada vez, que novas versões de você vão nascendo.
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) identificaram um conjunto de genes que pode ajudar a prever como a hepatite viral evolui no organismo. A descoberta sugere que alterações nessa rede genética podem indicar desde a gravidade da inflamação no fígado até o risco de desenvolvimento de câncer hepático.
A equipe chamou esse conjunto de genes de neuroimunoma. A ideia por trás do nome é que ele reúne sinais dos sistemas nervoso e imunológico, mostrando que esses dois sistemas atuam de forma integrada durante a resposta do corpo à infecção.
O estudo foi apoiado pela FAPESP e publicado em dezembro de 2025 no Journal of Medical Virology. Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram mais de 1,8 mil amostras de bancos de dados públicos de diferentes países, incluindo Estados Unidos, Itália, China, Espanha, França, Alemanha, Reino Unido e Taiwan.
As informações avaliadas incluíam tecidos do fígado e células do sangue de pessoas infectadas por vírus da hepatite.
Segundo Otávio Cabral Marques, professor da Faculdade de Medicina da USP e coordenador da pesquisa, a primeira pista veio ao observar o comportamento das células de defesa no sangue.
“Nossa primeira descoberta foi que leucócitos de pacientes com hepatite passam a expressar genes normalmente associados ao sistema nervoso. Isso mostra que esses dois sistemas não funcionam de forma isolada. Eles parecem estar conectados por uma rede genética que coordena respostas em todo o organismo, especialmente em situações de inflamação crônica”, explica, em comunicado.
Genes podem indicar progressão da doença
Usando técnicas de aprendizado de máquina para analisar os dados, os cientistas observaram que o padrão de funcionamento desses genes muda conforme a doença evolui.
Quando a hepatite avança para estágios mais graves, como o câncer de fígado conhecido como hepatocarcinoma, ocorre uma alteração na forma como alguns genes são ativados. Essas mudanças podem servir como um marcador biológico da progressão da doença.
“Há mudanças evidentes na forma como esses genes se comportam ao longo da progressão da doença. Isso abre a possibilidade de usar esse conjunto genético como um biomarcador para monitorar o agravamento da hepatite viral”, afirma Adriel Leal Nóbile, cientista de dados e autor do estudo.
Entre os genes identificados, alguns chamaram a atenção por estarem ligados a mecanismos relacionados ao estresse. Um deles é o DBH, associado à produção de noradrenalina, um neurotransmissor envolvido na resposta do organismo ao estresse.
Segundo os pesquisadores, o aumento da atividade desse gene em tumores mais avançados sugere que processos ligados ao estresse podem influenciar o ambiente do câncer no fígado.
Além disso, outros genes presentes nessa rede também aparecem associados a condições de saúde mental, como depressão e ansiedade. Embora o estudo não tenha investigado diretamente essas doenças, os autores apontam que a descoberta reforça a ideia de uma ligação biológica entre inflamação crônica, sistema nervoso e saúde mental.
Para Otávio Cabral, os resultados ajudam a ampliar a compreensão sobre como o corpo reage a doenças prolongadas.
“Não se trata apenas de uma influência do sistema nervoso sobre o sistema imune. O que vemos é uma rede muito conectada, que coordena respostas em todo o organismo”, diz.
Os pesquisadores acreditam que o neuroimunoma pode, no futuro, ajudar médicos a identificar precocemente quais pacientes têm maior risco de complicações e até indicar possíveis impactos da doença na saúde mental.
Quem tem hipertireoidismo pode apresentar sintomas intensificados pela cafeína, como agitação, palpitações, tremores e até dor de cabeça.
Entre as bebidas com potencial de prejudicar a função da tireoide, consta o café
Com relação às bebidas elaboradas com soja, a endocrinologista ressalta a respeito do exagero de consumo. “Dificulta a captação de iodo pelas células da glândula. Sabe-se que o mineral é a principal matéria-prima dos hormônios sintetizados pelo órgão”, esclarece Ana Paula Barreto.
Olena Ruban/Getty ImagesA endocrinologista explica como o álcool atrapalha o papel da tireoide de produzir hormônios
O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, teve a prisão preventiva decretada, nesta quarta-feira (4), pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após a Polícia Federal (PF) interceptar mensagens em que ele determina agressões físicas contra um jornalista e uma funcionária.
Nas conversas, o banqueiro afirma que quer “dar um pau” no profissional de imprensa e “moer” a empregada. Os diálogos constam na decisão assinada pelo ministro André Mendonça, divulgada nesta quarta. (Entenda a decisão aqui)
As ordens foram enviadas por Vorcaro a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado nas investigações como o coordenador de um grupo responsável por ações de vigilância e intimidação a mando do banqueiro.
No diálogo sobre o jornalista, Vorcaro afirmou que quer “mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”. A PF aponta que a intenção era simular um roubo para encobrir a agressão. Na sequência, Vorcaro reitera: “Quero dar um pau nele”. Mourão pergunta: “Pode? Vou olhar isso…”. Vorcaro responde: “Sim”.
Em outra troca de mensagens registrada no inquérito, o empresário queixou-se de uma funcionária identificada como Monique. “Empregada Monique me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda”, escreveu Vorcaro. Mourão perguntou o que deveria fazer, e o banqueiro determinou: “Puxa endereço tudo”.
Grupo de monitoramento
Segundo a representação da Polícia Federal, Mourão coordenava uma estrutura informal chamada internamente de “A Turma”. O grupo contava com a participação do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva e era acionado por Vorcaro para monitorar autoridades, jornalistas, concorrentes e ex-empregados
A investigação aponta que os integrantes utilizavam credenciais de terceiros para acessar de forma indevida sistemas restritos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Interpol. O objetivo era obter endereços e dados sigilosos para viabilizar as ações de intimidação.
‘Operação Compliance Zero’
As mensagens com ordens de agressão foram identificadas no âmbito da “Operação Compliance Zero”, que investiga crimes contra o sistema financeiro nacional, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A Polícia Federal aponta Vorcaro como líder de um esquema de captação de recursos no mercado financeiro mediante a emissão de títulos com rentabilidade superior à média. O dinheiro captado era direcionado para investimentos de risco e fundos do próprio conglomerado econômico.
A decisão do STF relata que as operações geraram um rombo financeiro coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) que alcança quase R$ 40 bilhões. A PF também identificou uma ocultação de mais de R$ 2,2 bilhões em contas ligadas ao pai do banqueiro. Essas movimentações foram feitas mesmo após Vorcaro ter sido solto em uma fase anterior da investigação, no final do ano passado.
Para evitar a fiscalização do esquema, a PF afirma que o grupo pagava propina a servidores do Banco Central. Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, ocupantes de cargos de chefia no departamento de supervisão bancária, foram afastados de suas funções pelo STF. A investigação aponta que eles revisavam ofícios do Banco Master antes do envio oficial ao órgão regulador e repassavam informações internas em troca de pagamentos mensais.
Prisões
O ministro André Mendonça atendeu ao pedido da PF e determinou a prisão preventiva de outros três investigados, citando a garantia da ordem pública e a conveniência da instrução criminal. Foram alvos dos mandados:
Fabiano Campos Zettel: apontado como o operador financeiro responsável por repassar os pagamentos do banco para os integrantes do grupo e para os servidores públicos. Ele ainda não foi localizado;
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão: apontado como coordenador operacional do grupo “A Turma”;
Marilson Roseno da Silva: policial federal aposentado, apontado como integrante da estrutura de monitoramento.
De acordo com a agência de notícias iraniana Mehr, Mojtaba Khamenei, filho do então líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, está vivo após os ataques de Estados Unidos e Israel. Ele é visto como um potencial sucessor para o comando do regime.
Segundo a agência, Mojtaba também está analisando “questões importantes” relacionadas ao país, sem fornecer detalhes.
Segundo filho do aiatolá, Mojtaba é amplamente reconhecido por exercer influência nos bastidores, com fortes laços com a Guarda Revolucionária Islâmica, a força militar mais poderosa do Irã, bem como com a Basij, sua rede paramilitar voluntária.
Possível sucessão
Apesar de alguns apontarem Mojtaba como possível sucessor do pai, as sensibilidades políticas e religiosas dentro do Irã não veem com bons olhos a transferência de poder em estilo dinástico.
Há ainda barreiras práticas, já que Mojtaba não é amplamente conhecido como um clérigo de alto escalão e não ocupa nenhum cargo oficial no governo.
No entanto, nesta quarta-feira (4/3), o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, já ameaçou matar o sucessor do líder supremo do Irã.
“Qualquer líder escolhido pelo regime terrorista iraniano para continuar liderando o plano de destruição de Israel, ameaçando os Estados Unidos, o mundo livre e os países da região, e reprimindo o povo iraniano, será um alvo certo para assassinato, não importa seu nome ou onde ele se esconda”, disse pelas redes sociais.
A sucessão de Khamenei ainda não foi decidida. A escolha do novo líder deve ser feita pela Assembleia de Peritos, formada por 88 líderes religiosos do islamismo xiita – conhecidos como aiatolás.
Na terça-feira (3/3), Israel atacou o local onde a Assembleia de Peritos se reúne, na cidade de Qom. A parte israelense afirmou à mídia local que todos os 88 aiatolás estavam presentes no local. Por outro lado, a mídia estatal iraniana disse que o prédio foi evacuado e nenhum líder religioso foi atingido. Até o momento, não há informações sobre aiatolás mortos ou feridos.
Confronto e escalada de tensões
No último sábado (28/2), Estados Unidos e Israel deram início a uma onda de ataques coordenados contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.
O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo (1º/3), a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.
Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.
A ex-prefeita de uma pequena cidade na Louisiana (EUA) foi considerada culpada na terça-feira (3/3) pelo abuso sexual de um adolescente durante festa na casa dela.
O júri no julgamento de Misty Roberts chegou a um veredicto de culpada após deliberar por menos de uma hora, de acordo com o site "Upper Michigan Source".
Misty renunciou ao cargo de prefeita de DeRidder quando o escândalo estourou.
A condenação ocorreu depois de o menor abusado pela ex-prefeita na festa de 2024 ter testemunhado perante os jurados que estava bêbado quando o crime sexual aconteceu. Misty foi flagrada na cama pelos dois filhos, que eram amigos da vítima.
Durante o julgamento, foi revelado ainda que Misty tomou a pílula do dia seguinte após o abuso.
Após a notícia do crime sexual se espalhar pela pequena DeRidder, que tem 9.800 moradores, a mãe da vítima enviou uma mensagem de texto para a então prefeita para se certificar de que ela não estava grávida. Em resposta, Misty escreveu que usava anticoncepcional, de acordo com o promotor do caso, citado pela emissora KPLC. A compra do medicamento foi feito pelo aplicativo DoorDash. Um entregador confirmou à Justiça ter deixado a pílula do dia seguinte na porta da casa de Misty.
A americana será sentenciada pelo juiz do caso em 17 de abril.
A pena para conjunção carnal com um menor é de até 10 anos de prisão, enquanto a pena para conduta indecente é de até sete anos, de acordo com a reportagem.
Pelo menos 101 pessoas estão desaparecidas e 78 ficaram feridas após um ataque de submarino contra um navio iraniano na costa do Sri Lanka, disseram à Reuters nesta quarta-feira (4) fontes da Marinha e do Ministério da Defesa do Sri Lanka.
A declaração ocorre durante a guerra do Oriente Médio, após os Estados Unidos e Israel iniciarem no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.
Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".
Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As agressões entre as partes seguem neste domingo.
Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar "ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!".
Durante muito tempo, a obesidade foi tratada como resultado de descontrole alimentar ou sedentarismo. Hoje, a ciência mostra que o ganho de peso é multifatorial.
A obesidade é reconhecida como doença crônica pela Organização Mundial da Saúde e pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.
Alterações hormonais, privação do sono e o estresse crônico estão ligados ao risco de obesidade - Foto: Shutterstock
Isso significa que envolve mecanismos cerebrais, hormonais e metabólicos complexos.
“O corpo não é uma calculadora simples de calorias. Ele é um sistema adaptativo”, explica a endocrinologista Alessandra Rascovski.
O que acontece no cérebro durante o ganho de peso
Um dos conceitos centrais é o da adaptação metabólica.
Quando uma pessoa emagrece, o organismo ativa mecanismos de defesa:
Aumento de hormônios que estimulam a fome.
Redução dos hormônios da saciedade.
Diminuição do gasto energético basal.
O cérebro passa a defender o peso anterior como referência.
Por isso, manter a perda de peso a longo prazo é biologicamente desafiador.
Estresse crônico e obesidade
O estresse constante ativa o eixo hipotálamo–hipófise–adrenal. Esse sistema regula a produção de cortisol.
Em situações agudas, o cortisol sobe e depois volta ao normal.
No estresse crônico, ele pode permanecer desregulado.
Segundo a profissional, níveis elevados de cortisol favorecem:
Resistência à insulina.
Acúmulo de gordura visceral.
Redução da massa muscular.
Aumento do apetite.
Além disso, o estresse altera os centros de recompensa do cérebro. Alimentos ricos em açúcar e gordura se tornam mais atrativos.
Não é apenas comportamento. É resposta neurobiológica.
Dormir pouco aumenta a fome
O sono é um regulador metabólico essencial.
Um estudo publicado no JAMA Internal Medicine em 2022 mostrou que adultos com sobrepeso que aumentaram o tempo de sono reduziram espontaneamente a ingestão calórica diária.
Dormir menos de seis horas por noite pode levar a:
Aumento da grelina (hormônio da fome).
Redução da leptina (hormônio da saciedade).
Piora da sensibilidade à insulina.
Outro estudo clássico, publicado nos Annals of Internal Medicine, demonstrou que poucas noites de sono restrito já alteram significativamente esses hormônios.
Na prática, menos sono significa:
Mais fome.
Menor saciedade.
Maior tendência ao acúmulo de gordura.
Hormônios e ganho de peso na menopausa
As alterações hormonais também impactam a obesidade.
Durante a menopausa, a queda do estrogênio favorece:
Acúmulo de gordura abdominal.
Aumento da resistência à insulina.
Alterações no gasto energético.
Além disso, sintomas como insônia e ondas de calor aumentam o estresse fisiológico.
Mesmo sem grandes mudanças na alimentação, muitas mulheres relatam ganho de peso nesse período.
Isso reforça a importância de avaliação individualizada.
Obesidade é uma condição crônica
A obesidade é influenciada por:
Genética.
Regulação hormonal.
Inflamação crônica de baixo grau.
Ambiente alimentar.
Fatores emocionais.
Privação de sono.
Estresse crônico.
Reduzir o problema à força de vontade é simplificar uma condição biologicamente complexa.
“O peso corporal resulta da interação entre cérebro, hormônios, sono, estresse e ambiente”, afirma Rascovski.
Quando procurar ajuda médica
O ganho de peso persistente merece avaliação profissional, especialmente quando está associado a:
Alterações hormonais.
Dificuldade extrema de emagrecer.
Sintomas de resistência à insulina.
Fadiga crônica.
A abordagem deve considerar metabolismo, saúde hormonal e estilo de vida de forma integrada.
Apesar de abrigar a maior floresta tropical do planeta, a Amazônia ainda tem sua biodiversidade pouco conhecida do ponto de vista científico, especialmente em suas áreas mais remotas. Um novo estudo publicado na Proceedings of the Royal Society B mostra como essa lacuna de conhecimento afeta grupos de animais menos visíveis e igualmente essenciais.
A pesquisa identifica onde estão e quais fatores direcionam as lacunas sobre o conhecimento das moscas sarcosaprófagas, insetos que utilizam à matéria orgânica animal e que são essenciais para o funcionamento dos ecossistemas.
Pequenos, mas imprescindíveis
As moscas sarcosaprófagas são insetos importantes para a decomposição da matéria orgânica, para a saúde pública e para a ciência forense. Embora importantes do ponto de vista da saúde e da natureza, o conhecimento sobre essas moscas ainda é muito limitado, principalmente na Amazônia.
Quando se fala em Amazônia, a imagem mais comum é a de um tapete de árvores gigantes, de áreas intocadas e de animais carismáticos. De fato, isso tudo ainda existe em algumas regiões, porém a biodiversidade amazônica é composta majoritariamente por organismos pequenos e menos conhecidos, mas igualmente essenciais, que exercem papéis fundamentais para os ecossistemas e para as pessoas.
O estudo revela que o esforço científico dedicado às moscas sarcosaprófagas é desigual no território amazônico, concentrando-se principalmente em áreas mais acessíveis, próximas aos grandes rios da região. Regiões remotas, muitas delas com alto valor de conservação, ainda permanecem pouco estudadas.
Essas moscas respondem rapidamente às mudanças ambientais e prestam serviços ecossistêmicos essenciais, como a decomposição da matéria orgânica. Ignorá-las significa perder informações valiosas sobre a saúde das nossas florestas.
Sem acessibilidade, sem pesquisa
A pesquisa investigou como o conhecimento sobre esses insetos está distribuído no espaço e quais fatores explicam os vieses de coleta observados. Para isso, os autores comparam os dados reais com um modelo nulo, que simula uma “Amazônia idealmente amostrada”, na qual todas as áreas teriam a mesma probabilidade de serem estudadas.
Parece complexo, mas é simples: o estudo criou um modelo matemático idealizado (conhecido como modelo nulo), que trata a Amazônia como se fosse igualmente estudada. Esse modelo idealizado foi usado como base de comparação para os dados reais de conhecimento das moscas decompositoras.
Os resultados revelam um padrão preocupante: cerca de 40% das áreas florestais apresentam probabilidade de conhecimento científico inferior a 10%. Em contraste, regiões mais acessíveis, muitas vezes já impactadas por ações humanas, concentram a maior parte dos registros disponíveis.
O estudo indica que a acessibilidade é um dos principais fatores que orientam o esforço de pesquisa na Amazônia. Estradas, rios, cidades e a proximidade de centros de pesquisa, onde estão concentrados os especialistas de diferentes grupos, facilitam a coleta de dados.
Em contraste, regiões isoladas, mesmo quando altamente preservadas, permanecem praticamente desconhecidas para a ciência. Isso indica que a ciência não apenas deixa de alcançar essas áreas, mas também investe de forma desproporcional onde já é mais fácil de chegar e realizar as coletas de biodiversidade.
Territórios quilombolas, assim como áreas remotas, essenciais para a conservação da região, apesar de estarem entre as áreas mais preservadas da Amazônia, figuram entre as menos amostradas. Esse cenário cria um paradoxo preocupante: sabemos mais sobre a biodiversidade de áreas já alteradas do que sobre regiões ainda intactas.
Isso aumenta o risco de perda de espécies antes mesmo que elas sejam conhecidas ou descritas pela ciência, além de comprometer oportunidades futuras ligadas à conservação e à manutenção do funcionamento dos ecossistemas.
Esse viés científico pode levar a decisões equivocadas em políticas de conservação, ao oferecer uma visão incompleta da biodiversidade amazônica. Embora pouco carismáticas, as moscas sarcosaprófagas desempenham papéis-chave nos ecossistemas e funcionam como importantes indicadoras de impacto ambiental.
Pesquisa em rede
O estudo reforça que não basta intensificar o esforço de pesquisa nos mesmos locais. Para reduzir efetivamente as lacunas de conhecimento, é fundamental investir em expedições direcionadas a áreas distantes e historicamente negligenciadas, aliadas a parcerias sólidas com comunidades locais e tradicionais, que conhecem profundamente o território, seus ciclos naturais e suas transformações. É preciso fazer ciência com e para as pessoas que vivem na Amazônia.
Nessas regiões distantes e ainda pouco conhecidas, grande parte da biodiversidade permanece invisível para a ciência. Daí a importância de redes de pesquisa, projetos de larga escala, financiamento contínuo e compartilhamento de dados como pilares fundamentais para o avanço do conhecimento sobre a biodiversidade amazônica. Diante dos altos custos logísticos e operacionais da pesquisa na região, unir esforços não é uma opção, mas uma necessidade.
Todos nós, autores do estudo, integramos redes científicas como o INCT-SinBiAm, o Capacream, e a Rede Amazônia Oriental (AmOr), iniciativas que integram diferentes projetos, instituições e setores da sociedade para a produção e integração de dados, formação de pesquisadores e geração de conhecimentos para informar a recuperação e conservação da Amazônia.
Essas redes são fundamentais para transformar desafios logísticos e científicos em oportunidades de cooperação, permitindo que diferentes instituições, pesquisadores e comunidades atuem de forma integrada em uma região marcada por grandes distâncias e limitações de acesso. Sem parcerias locais, é impossível avançar de forma ética e eficiente na Amazônia.
Ao evidenciar onde estão as maiores lacunas de conhecimento da biodiversidade de moscas decompositoras, o estudo oferece subsídios fundamentais para orientar futuras pesquisas, políticas públicas e estratégias de conservação. Afinal, conhecer essa biodiversidade — inclusive os seus organismos menos visíveis e negligenciados, mas ecologicamente indispensáveis, como os insetos — é um passo fundamental para proteger a floresta e as populações que dependem dela.
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal em São Paulo.
Vorcaro é alvo de uma nova fase Operação Compliance Zero, em que a PF investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master.
O nome da operação é uma referência à falta total de controles internos nas instituições envolvidas para evitar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.
Havia um mandado de prisão preventiva contra Vorcaro, que já foi levado para a Superintendência da PF na capital paulista.
Há ainda mais um alvo de prisão em São Paulo, que não teve o nome divulgado por enquanto porque ainda não foi encontrado pelos policiais.
A cerimônia de despedida do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, vai começar nesta quarta-feira (4/3) e vai durar três dias, anunciou o Irã pela mídia estatal.
A previsão é que a cerimônia comece às 15h30 (no horário de Brasília), no local de oração Imam Khomeini, em Teerã. Ele será enterrado na cidade sagrada de Mashhad, cidade onde ele nasceu.
Khamenei foi morto no sábado (28/2) durante os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã. A mídia estatal confirmou a morte dele por meio de uma publicação nas redes sociais.
“Pertencemos a Alá e a Ele retornaremos. O líder supremo da revolução foi martirizado”, diz a publicação.
Quem era Ali Khamenei
Khamenei nasceu em 1939 na cidade de Mashhad, no leste do Irã. Sua formação religiosa e política teve início na década de 1960, por meio de movimentos que questionavam o regime do então xá Mohammad Reza Pahlevi.
Participou ativamente da Revolução Iraniana. Em 1980, foi escolhido para ser o imã, responsável pela tradicional oração de sexta-feira em Teerã, e foi escolhido como líder supremo do país em 1989.
Ao longo dos anos, influenciou a formulação e execução de políticas no país e fomentou o culto à sua personalidade. Em mais de 35 anos no poder, Khamenei enfrentou diversas ondas de protestos, todos reprimidos com violência, enquanto manteve uma política de linha dura em relação a costumes. Seu governo foi acusado de matar opositores exilados e reprimiu jornalistas e intelectuais não alinhados ao regime.
Israel ameaça matar sucessor de Khamenei
Nesta quarta-feira (4/3), o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçou assassinar qualquer líder iraniano escolhido para suceder Ali Khamenei.
“Qualquer líder escolhido pelo regime terrorista iraniano para continuar liderando o plano de destruição de Israel, ameaçando os Estados Unidos, o mundo livre e os países da região, e reprimindo o povo iraniano, será um alvo certo para assassinato, não importa seu nome ou onde ele se esconda.”
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Palmeira dos Índios reuniu-se com a equipe técnica do Hospital Regional Santa Rita para alinhar o fluxo de laqueadura e vasectomia, assegurando que todo o processo esteja rigorosamente em conformidade com a legislação vigente.
“É fundamental destacar que o município de Palmeira dos Índios atua com responsabilidade, segurança jurídica e respeito às normas estabelecidas, garantindo que cada etapa seja conduzida de forma legal, ética e transparente, sem qualquer procedimento fora do que determina a lei”, explica a secretária da pasta Zoé Duarte.
Em breve, o fluxo oficial será apresentado e o serviço será ofertado à população, com a devida organização, segurança e compromisso com os direitos dos munícipes.
O problema é que o corpo não “desliga” dessa forma. Quando o sono é ruim, a recuperação falha. A força diminui, o fôlego encurta e a sensação de cansaço se torna constante.
Para quem faz atividade física, o sono não é detalhe. Ele é um dos pilares da performance e precisa ser visto como parte do treino.
Sono e recuperação muscular: o reparo que você não vê
Durante o sono, o corpo entra em modo de recuperação. Não é apenas descanso: vários ajustes internos acontecem nesse período.
Enquanto você dorme, o organismo libera hormônio do crescimento, reorganiza processos inflamatórios e repara as microlesões que surgem nas fibras musculares durante o exercício. É assim que o músculo se fortalece e se adapta ao esforço.
Quando o sono é curto ou muito interrompido, esse ciclo não se completa. A consequência é clara: dor que demora mais para passar, sensação de peso nas pernas e nos braços e menor disposição para o treino seguinte. Com o tempo, a falta de sono favorece lesões e trava a evolução dos resultados.
Como o sono ruim afeta força e resistência física
Depois de uma noite mal dormida, o cérebro se comunica pior com os músculos. Isso reduz a capacidade de gerar força. Cargas que antes eram confortáveis passam a exigir um esforço maior. Séries simples parecem pesadas demais, mesmo sem aumento da carga.
A resistência também é prejudicada. Em corridas, caminhadas longas, pedaladas ou treinos aeróbicos, o corpo se cansa mais rápido. A sensação é de que a “bateria” acaba antes do tempo, mesmo com alimentação adequada.
Não é que o condicionamento tenha desaparecido de um dia para o outro. O corpo apenas está tentando funcionar sem o suporte de um sono adequado.
Sono desregulado, fôlego curto e cansaço constante
O sono influencia diretamente o sistema cardiovascular e respiratório. Quando ele está desregulado por vários dias seguidos, o organismo perde eficiência para controlar a frequência cardíaca e a pressão arterial.
Na prática, isso significa falta de ar mais cedo, coração disparado em exercícios moderados e necessidade de mais pausas durante o treino. Subidas, tiros de corrida ou circuitos que antes eram suportáveis passam a parecer muito mais pesados.
Além disso, o cansaço deixa de ser apenas físico. A pessoa acorda sem energia, sente o corpo pesado e tem dificuldade até para iniciar a atividade. A indisposição vira rotina.
Impacto do sono na coordenação, foco e tempo de resposta
Performance física não depende só de músculos fortes. Coordenação, foco e tempo de resposta também são fundamentais, principalmente em esportes com mudança rápida de direção, uso de equipamentos ou contato físico.
Quando o sono é ruim, o cérebro trabalha mais devagar. A atenção diminui, o tempo de reação aumenta e a precisão dos movimentos cai. Isso facilita erros de técnica, tropeços, desequilíbrios e pequenas torções.
Em atividades como futebol, lutas, esportes de quadra, ciclismo e treinos funcionais, essa perda de foco aumenta o risco de acidentes e lesões. Ou seja, dormir mal é também um fator de segurança.
Noites mal dormidas se acumulam: o efeito bola de neve
Uma noite mal dormida já derruba o rendimento no dia seguinte. Quando isso se repete por vários dias, o efeito é acumulativo. O corpo entra em estado de alerta constante, com aumento do estresse físico e mental.
Nesse cenário, o cortisol, hormônio ligado à resposta ao estresse, tende a ficar mais alto. Isso dificulta o ganho de massa muscular, atrapalha a perda de gordura e aumenta a sensação de irritação e esgotamento.
Muitas pessoas se veem nesse ciclo: treinam com frequência, mas se sentem sempre cansadas e não percebem progresso em força, fôlego ou composição corporal. Sem ajustar o sono, é difícil sair desse “platô” de rendimento.
Sinais de que o corpo não está se recuperando por falta de sono
Alguns sinais ajudam a identificar que o problema pode estar no sono, e não apenas no treino.
acordar cansado, mesmo após várias horas deitado.
dor muscular que demora mais do que o normal para melhorar.
queda de desempenho em treinos que antes pareciam fáceis.
irritação, falta de paciência e dificuldade de concentração.
necessidade constante de café ou outros estimulantes para “aguentar o dia”.
resfriados frequentes ou sensação de imunidade baixa.
Quando esses sintomas aparecem com frequência, vale avaliar não só a planilha de treino, mas também a qualidade do sono, os horários em que você deita e o uso de telas antes de dormir.
Sono de qualidade: base real da performance física
Treino, alimentação e sono formam um trio inseparável. Cuidar dos exercícios e da dieta, mas negligenciar o sono, é como tentar construir uma casa com um pilar fraco.
Um sono de qualidade melhora a recuperação muscular, estabiliza hormônios, aumenta o fôlego, protege o sistema imunológico e favorece o equilíbrio emocional. Isso se traduz em treinos mais consistentes, menos dores prolongadas e resultados mais claros ao longo do tempo.
Pequenos ajustes ajudam muito: reduzir o uso de telas à noite, tentar manter horários mais regulares para dormir e acordar, evitar refeições muito pesadas antes de deitar e criar um ambiente escuro e silencioso para dormir melhor.
O ponto central é simples: o sono não é “tempo perdido”. Ele faz parte do processo de adaptação do corpo ao treino. Quem quer melhorar a performance, proteger a saúde e sentir mais disposição no dia a dia precisa incluir o sono, de forma consciente, no planejamento da rotina.
Por que a coluna sofre tanto?
A coluna é responsável por sustentar o corpo e proteger estruturas importantes. Quando mantemos posturas inadequadas por horas, criamos sobrecarga em músculos e articulações.
Segundo especialistas em ortopedia, o desequilíbrio postural pode provocar lesões em toda a região do tronco. Cruzar sempre a mesma perna ou carregar peso em apenas um lado do corpo são exemplos clássicos.
Desenvolver consciência corporal é essencial para prevenir problemas futuros.
Hábitos que prejudicam sua coluna
Algumas atitudes são mais prejudiciais do que parecem.
1. Uso incorreto do computador
Ficar curvado diante da tela é um erro comum. O ideal é manter os antebraços apoiados e a coluna ereta.
A tela deve estar na altura dos olhos, com o queixo paralelo ao chão. Ao inclinar a cabeça para frente, a pressão sobre a coluna cervical aumenta significativamente.
2. Excesso de celular
Olhar para baixo por longos períodos gera o chamado “text neck”. A cabeça, que pesa cerca de 5 kg, pode exercer força equivalente a até 13 kg quando inclinada.
Manter o aparelho na altura dos olhos ajuda a reduzir a sobrecarga.
3. Mochila ou bolsa pesada
O peso excessivo desequilibra o corpo. Mochilas devem ser usadas nos dois ombros, com alças ajustadas.
O ideal é que o peso não ultrapasse 10% do peso corporal. No caso de bolsas, prefira modelos transversais para distribuir melhor a carga.
4. Salto alto frequente
O salto altera o centro de gravidade e força a compensação da postura. Isso pode gerar lordose, dores lombares e lesões nos tornozelos.
Para o dia a dia, o recomendado é salto de até três centímetros e, de preferência, mais largo e estável.
5. Cruzar as pernas ao sentar
Cruzar as pernas cria desnível no quadril e inclina a coluna lombar. Com o tempo, essa assimetria pode gerar dor e tensão muscular.
Prefira manter os dois pés apoiados no chão e a coluna alinhada.
Como proteger sua coluna no dia a dia
Pequenas mudanças fazem grande diferença:
Ajuste a altura da cadeira e da tela.
Faça pausas a cada hora.
Inclua alongamentos na rotina.
Pratique exercícios de baixo impacto, como pilates e yoga.
Movimento é prevenção. Quanto mais consciência você tiver sobre sua postura, menor o risco de dor crônica.
Começar uma rotina de exercícios pode parecer intimidador no início. A dúvida sobre quais aparelhos usar no treino ou como executar os movimentos é comum para todo iniciante na academia.
Por que focar no básico no início?
O objetivo é preparar seu corpo de forma gradual, evitando lesões e garantindo constância.
Confira exercícios fáceis para iniciantes - Foto: Shutterstock
Logo, nos primeiros meses, o mais importante não é a carga, mas sim o aprendizado do movimento. Seu sistema nervoso precisa “entender” como ativar os músculos corretamente.
Treinos simples ajudam na adaptação das articulações e tendões ao esforço físico. Começar com calma é a estratégia mais inteligente para não desistir nas primeiras semanas.
1. Caminhada inclinada na esteira
A esteira é a porta de entrada ideal para o mundo fitness. Em vez de tentar correr logo de cara, utilize a função de inclinação para aumentar o gasto calórico.
Caminhar em subida simula um esforço maior para as pernas e o coração sem o impacto da corrida. É excelente para melhorar a resistência cardiovascular de forma segura.
2. Agachamento com peso do corpo
O agachamento é um dos exercícios mais completos que existem. Ele trabalha coxas, glúteos e a região do core (abdômen e lombar) simultaneamente.
Para iniciantes, o ideal é dominar a técnica sem usar barras ou halteres. Mantenha os pés afastados na largura dos ombros e desça como se fosse sentar em uma cadeira invisível.
Foco: Coluna reta e joelhos alinhados.
Repetições: 3 séries de 12 a 15 movimentos.
Benefício: Fortalecimento funcional para o dia a dia.
3. Puxada alta (Pulldown)
Este exercício é feito em uma máquina e é essencial para a postura. Ele trabalha os músculos das costas e ajuda a “abrir” os ombros, combatendo a má postura do trabalho.
Sente-se com a coluna ereta e puxe a barra em direção ao peito, não atrás da nuca. O movimento deve ser controlado tanto na descida quanto na subida da carga.
4. Leg Press 45º
O Leg Press é uma máquina excelente para quem ainda não tem equilíbrio para exercícios livres. Ele permite fortalecer as pernas com total suporte para as costas.
Ajuste o banco de forma confortável e empurre a plataforma com os calcanhares. Evite esticar totalmente os joelhos no final do movimento para proteger a articulação.
5. Prancha abdominal estática
O fortalecimento do abdômen é o que sustenta todos os outros exercícios. A prancha é simples: apoie os antebraços e as pontas dos pés no chão, mantendo o corpo reto.
Tente segurar a posição por 20 a 30 segundos no início. Esse exercício “isométrico” é muito seguro e eficiente para proteger sua coluna de dores futuras.
Importância do descanso e da constância
Para um iniciante na academia, treinar três vezes por semana já traz resultados incríveis. O corpo precisa de tempo para se recuperar e construir novas fibras musculares.
Não tente copiar o treino de quem já frequenta o local há anos. Respeite o seu ritmo e foque em melhorar um pouco a cada sessão de treinamento.
Dica do especialista
Profissionais de educação física sugerem que o iniciante peça ajuda sempre que tiver dúvida.
O foco inicial deve ser a frequência. Mais vale um treino curto e bem feito do que passar horas na academia sem uma direção clara.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o ataque ao Irã, na madrugada deste sábado (28/2), foi para “eliminar ameaças” ao povo norte-americano. Em um vídeo de oito minutos, publicado em suas redes sociais, Trump disse que tentou “repetidamente chegar a um acordo” com o país.
“Nós vamos garantir que o Irã nunca terá uma arma nuclear”, afirmou. “Vamos destruir seus mísseis e arrasar sua indústria de mísseis”, acrescentou.
O presidente norte-americano ainda disse para a Guarda Revolucionária entregar suas armas. “Vocês serão tratados com justiça, com imunidade total, ou enfrentarão morte certa”, afirmou.
Trump também insinuou que essa seria uma oportunidade para o povo iraniano derrubar o regime dos aiatolás. “Ao grande e orgulhoso povo do Irã, digo esta noite que a hora da sua liberdade está próxima. Permaneçam em seus abrigos. Não saiam de casa. É muito perigoso lá fora. Bombas cairão por toda parte”, disse.
“Quando terminarmos, assumam o controle do seu governo. Ele será seu. Esta será provavelmente a única chance que vocês terão por gerações”, completou.
Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã na madrugada deste sábado (28/2), pelo horário de Brasília. A informação foi divulgada pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz. O ataque foi efetuado “para eliminar ameaças”, segundo Katz. O escritório do Líder Supremo do Irã, a sede principal de Ali Khamenei no centro de Teerã, seria o principal alvo.