
Beber um copo de suco de fruta por dia como parte da ingestão recomendada de frutas e verduras foi associado a uma menor pontuação de depressão em um estudo conduzido no Reino Unido. A pesquisa acompanhou adultos com baixo consumo dos alimentos e avaliou mudanças na alimentação e no humor ao longo de quatro semanas.
Os resultados, publicados no British Journal of Nutrition em 22 de maio, mostram que participantes que passaram a incluir suco ou smoothie na rotina, além de aumentar o consumo de frutas e vegetais, apresentaram melhores indicadores de bem-estar mental em comparação com o grupo que manteve a dieta habitual.
O estudo reuniu 42 pessoas que consumiam até duas porções de frutas e vegetais por dia. Elas foram divididas em três grupos. Um manteve a alimentação de costume. Os outros dois receberam orientação para alcançar cinco porções diárias.
Em um desses grupos, a meta foi atingida apenas com alimentos in natura. No outro, os participantes também passaram a consumir um copo diário de suco de fruta ou smoothie.
Ao fim do período, os grupos que aumentaram o consumo de frutas e vegetais melhoraram a dieta. Mas apenas quem incluiu o suco apresentou redução nas pontuações de depressão, medida por questionários usados em pesquisas clínicas.
A diferença observada foi pequena, mas não parece ter ocorrido por acaso. Em uma escala de 27 pontos, o grupo que consumiu suco teve pontuação média menor do que o grupo de comparação. Os dados também indicam que a inclusão da bebida não substituiu outros alimentos. A ingestão de fibras aumentou de forma semelhante entre os grupos, sugerindo que o suco foi incorporado sem reduzir o consumo de frutas e vegetais inteiros.
Apesar de preocupações frequentes com o teor de açúcar, não foram observadas alterações negativas em marcadores metabólicos durante o período analisado.
Os pesquisadores destacam que muitas pessoas têm dificuldade em atingir a recomendação de cinco porções diárias, seja por custo, rotina ou falta de hábito. No estudo, os participantes receberam orientação e apoio financeiro para facilitar a mudança alimentar.
Para a equipe, incluir pequenas estratégias no dia a dia pode ajudar a aumentar o consumo de frutas e vegetais e, com isso, trazer efeitos positivos também para o humor. Ainda assim, os autores apontam a necessidade de estudos maiores para confirmar os resultados, especialmente em pessoas com diagnóstico de depressão.
Gusttavo Lima foi condenado a pagar R$ 149 mil de indenização a um homem que teve o número de celular citado na música "Bloqueado", lançada em 2021. Este foi, ao menos, o sexto processo pelo mesmo motivo.
Outras ações foram movidas por pessoas com o número em questão em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e Roraima. Todos relataram o recebimento de ligações, trotes e mensagens após o sucesso do hit.
Na última condenação, o autor disse que a exposição do número provocou uma enxurrada de contatos. Ele, que mora no Recife (PE), afirmou ter recebido mais de 2 mil mensagens, além de incontáveis ligações diárias.
A música "Bloqueado" é assinada por Kinho Chefão, Renno Poeta e Rodrigo Reys. Na letra, o personagem tenta ligar para a ex e cita um número de telefone:
"Sei que eu não posso ligar / Pra quem já me esqueceu / Coração prometeu nunca mais recair / Só que agora bebeu, tá sem dignidade / Me bateu uma saudade / Daquelas que o coração arde / 99xx-xxxx / Olha eu recaindo outra vez"
A defesa do cantor alegou que ele é apenas o intérprete e que não houve intenção de causar dano. Na maioria dos casos, a Justiça entendeu que não era possível afastar a responsabilidade de Gusttavo Lima, por ser o maior divulgador do número.
Em Roraima, uma das ações terminou com vitória do cantor. O autor do processo registrou 14 mensagens de texto e quatro ligações, o que a Justiça não considerou dano indenizável.
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, informou que houve pelo menos 111 mortos e 87 feridos no terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país nesta segunda-feira (10).
O presidente explicou que o número corresponde ao saldo até às 12h30 no horário local, 14h30 no horário de Brasília, e afirmou que atualmente a prioridade é “o resgate das pessoas que se encontram abaixo dos escombros” dos edifícios afetados.
Nesse sentido, detalhou que 1.575 moradias sofreram danos, 37 moradias foram completamente destruídas e 61 edifícios colapsaram. Entre a infraestrutura danificada, detalhou: 18 centros de saúde afetados, 52 centros educativos danificados, 17 centros comunitários e 18 vias. Espriella também mencionou seis aeroportos afetados em infraestrutura e sem operação para voos comerciais, e um afetado em pista de aterrissagem.
“O Governo Nacional empregará todas as suas capacidades para defender a vida, atender às necessidades”, afirmou.
Também disse que o governo estará à frente da resposta à emergência e terá presença “em todos os territórios” afetados. O presidente afirmou que fará relatórios semelhantes a cada três horas e pedirá às autoridades regionais que coordenem as atualizações com o governo nacional.
Além disso, destacou a resposta da comunidade internacional: “Todos os nossos aliados ao redor do mundo manifestaram sua intenção de ajudar com o que é preciso”.
Quando o Monte Vesúvio entrou em erupção, no ano 79 d.C., Pompeia e cidades próximas foram soterradas por cinzas e fragmentos vulcânicos. Quase 2 mil anos depois, materiais preservados pela tragédia estão ajudando cientistas a descobrir quais aromas faziam parte dos rituais religiosos realizados nas casas romanas.
Um estudo publicado na revista científica Antiquity, da Cambridge University Press, analisou resíduos queimados preservados dentro de dois incensários de terracota.
Um foi encontrado em Pompeia e o outro em uma vila próxima, em Boscoreale. Os recipientes eram usados para queimar materiais durante práticas religiosas domésticas.
Os cientistas encontraram sinais de plantas lenhosas, além de vestígios de frutas de caroço ou plantas da família do louro. Também foram identificadas resinas aromáticas da família Burseraceae, grupo que inclui plantas usadas para produzir substâncias como o olíbano, conhecido como incenso.
Para descobrir o que havia nos recipientes, pesquisadores de instituições da Alemanha, Zurique e da Irlanda combinaram diferentes métodos. A equipe examinou pequenos restos preservados nas cinzas e utilizou técnicas químicas capazes de identificar moléculas deixadas pelos materiais queimados.
A descoberta mais importante foi a presença das resinas da família Burseraceae. Segundo os cientistas, elas provavelmente chegaram à região por rotas comerciais de longa distância, já que plantas da família são encontradas na Ásia e na África Subsaariana.
O achado representa a primeira evidência arqueológica de oferendas de incenso em cultos domésticos na região de Pompeia. A prática já era conhecida por textos e imagens da época, mas faltavam provas físicas preservadas nos próprios recipientes.

A Pompeia possuía centenas de pequenos espaços religiosos domésticos, conhecidos como lararia. Neles, moradores faziam oferendas a divindades ligadas à proteção da família e da casa.
Registros antigos indicam que incenso, vinho, frutas, cereais e flores podiam fazer parte das cerimônias. A nova análise oferece evidências materiais de algumas dessas práticas.
Em um dos incensários, os pesquisadores encontraram compostos relacionados à uva que poderiam indicar a presença de vinho ou outro produto feito da fruta. Os autores, porém, alertam que ainda não é possível confirmar que vinho tenha sido usado no ritual
Os pesquisadores destacam que ainda existem limitações. O histórico dos objetos após as escavações no século 20 não é totalmente conhecido, o que exige cautela na interpretação de alguns resíduos.
Mesmo assim, a pesquisa permite reconstruir uma parte pouco conhecida da vida romana. Durante determinados rituais domésticos, o ambiente poderia reunir fumaça de madeira, plantas e o aroma de resinas trazidas de regiões distantes.
Mais do que revelar um único “cheiro de Pompeia”, as cinzas mostram como os aromas faziam parte da religião e do cotidiano dos moradores antes da erupção do Vesúvio.
Em relatório publicado nesta segunda-feira (10), o Banco Central do Brasil detalhou os planos para criar o Pix internacional.
A proposta é conectar o sistema brasileiro a ferramentas de pagamentos instantâneos semelhantes adotadas por outros países.
O documento destaca as evoluções pelas quais o Pix passou desde o lançamento, em 2020. Entre as tecnologias implementadas ao longo dos últimos anos estão o Pix Saque, o Pix Agendado e o Pix por aproximação.
No caso da internacionalização, o Banco Central lembra que o Pix já é aceito em alguns países.
Recentemente, o governo brasileiro informou que brasileiros podem utilizar o sistema para realizar pagamentos diretamente em países como Argentina, Chile, Estados Unidos, Portugal e Espanha.
No entanto, o funcionamento atual ocorre por meio de convênios entre instituições financeiras brasileiras e instituições dos outros países.
A estratégia futura apresentada pelo Banco Central é diferente: a proposta é interligar os sistemas de pagamentos, em vez de depender de acordos individuais entre empresas privadas.
“A iniciativa busca viabilizar que informações e fluxos originados no ecossistema do Pix possam ser utilizados como suporte a operações de financiamento da atividade econômica”, continua a autarquia.

Como o Pix internacional deve funcionar?
O Pix internacional prevê uma conexão entre o sistema brasileiro e ferramentas semelhantes utilizadas em outros países.
Para o consumidor brasileiro, a experiência poderá ser parecida com a de um Pix convencional.
Em estabelecimentos habilitados, o cliente poderá ler um QR Code e autorizar o pagamento pelo aplicativo de uma instituição financeira brasileira. A diferença está nas etapas realizadas nos bastidores da operação.
Atualmente, quando um brasileiro utiliza o Pix no exterior, a instituição brasileira recebe o pagamento em reais e posteriormente realiza a remessa internacional pelos meios convencionais.
A infraestrutura criada e operada pelo Banco Central não atravessa a “fronteira” nessa operação.
Dessa forma, embora a experiência para o consumidor possa ser semelhante à de um pagamento realizado no Brasil, a operação internacional ainda depende de mecanismos adicionais entre as instituições financeiras envolvidas.
Como funciona o pagamento do exterior para o Brasil?
O caminho inverso também já existe. Estrangeiros podem utilizar aplicativos de instituições financeiras de seus respectivos países para ler um QR Code gerado por um estabelecimento brasileiro.
Nesse caso, uma instituição financeira parceira no Brasil realiza o Pix para o comerciante em reais.
Ao mesmo tempo, a instituição estrangeira debita o valor correspondente da conta do cliente em sua própria moeda. A compensação entre as duas empresas ocorre posteriormente, fora do sistema do Pix.
Esse modelo permite que o pagamento seja concluído no estabelecimento brasileiro, mas ainda depende da atuação das instituições financeiras parceiras para realizar a conversão e a liquidação da operação entre os países.
José Leandro dos Santos, de 29 anos, foi morto a golpes de facão na noite desse domingo (9), em uma via pública do Conjunto Luiza Dantas, na Cohab II, em Monteirópolis, no Sertão de Alagoas. A vítima foi encontrada caída próxima ao meio-fio, com diversos ferimentos na região da cabeça e do pescoço, além de ter sido parcialmente degolada.
Uma guarnição da Polícia Militar fazia patrulhamento pela região quando foi abordada por uma mulher, que relatou que o filho havia sido atacado. Os militares seguiram até o endereço indicado e encontraram José Leandro já sem vida e coberto por um lençol.
O local foi isolado pela PM, seguindo os procedimentos para a realização da perícia e o início da investigação.
O crime aconteceu em uma área residencial da cidade. Até o momento, não há informações sobre o que teria provocado o homicídio ou sobre a identidade do responsável. A polícia também não informou se a vítima estava sozinha no momento do ataque ou se houve algum desentendimento antes do crime.
Após os procedimentos realizados no local, o corpo foi recolhido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca. A previsão é de que seja liberado nesta segunda-feira (10) para os familiares.
A Polícia Civil deve investigar o caso para identificar o responsável pelo assassinato e esclarecer o que aconteceu antes e durante o ataque. Até a publicação desta matéria, nenhum suspeito havia sido preso.
Pesquisas recentes mostram que uma boa noite de sono é fundamental para a saúde do organismo, enquanto o descanso ruim produz o efeito oposto. Em adolescentes, por exemplo, dormir pouco compromete não apenas o bem-estar físico, mas também o desempenho escolar.
Com o objetivo de checar os efeitos positivos de dormir mais no desempenho acadêmico, um estudo inédito publicado no Journal of Political Economy em julho deste ano incentivou estudantes a dormirem uma hora a mais e constatou melhoras nas notas das disciplinas.
“A privação de sono é extremamente comum entre os jovens adultos, mas as universidades têm tido dificuldades em encontrar maneiras acessíveis de melhorar o desempenho dos alunos”, relatou o economista da saúde Osea Giuntella, da Universidade de Pittsburgh e um dos autores do estudo, ao ScienceAlert.
Para testar os efeitos que dormir bem e mais fazem no corpo e no desempenho acadêmico, os autores analisaram 1.149 estudantes em diversas etapas do estudo. Na fase de intervenção, todos receberam dispositivos vestíveis da Fitbit e foram separados em dois grupos de forma aleatória.
Inicialmente, os jovens avaliados dormiam cerca de 6,6 horas por noite e, 29% delas, menos de 6 horas.
Dessa forma, um grupo foi incentivado a dormir pelo menos mais uma hora por noite. Como estímulo, eles ganharam US$ 4,75 ao dia, durante quatro semanas, caso conseguissem atingir a meta. Além disso, eles também receberam lembretes e informativos para dormirem mais.
O outro grupo, porém, não obteve nenhum benefício financeiro nem informativos que os alertassem a dormir mais; apenas utilizaram o Fitbit.
“Estávamos interessados em duas questões principais. Primeiro, como uma intervenção comportamental simples poderia ajudar os alunos a desenvolver hábitos de sono mais saudáveis e consistentes. E, em segundo lugar, embora muitos estudos tenham documentado uma forte correlação entre o sono e o desempenho acadêmico, havia muito pouca evidência causal utilizando dispositivos vestíveis e em situações reais”, acrescentou Giuntella.
Na fase dos testes de intervenção, o grupo que recebeu incentivo dormiu mais tempo, atingindo 26% das noites com sete horas de sono, um total de 19 minutos a mais por noite. Mesmo após a finalização dos testes, os estudantes permaneceram dormindo mais do que no início da pesquisa.
Em relação às análises acadêmicas, os autores observaram que o grupo que dormiu mais apresentou melhora no desempenho das disciplinas com médias entre 0,075 a 0,089 pontos durante o semestre de intervenção e no semestre seguinte.
Para os pesquisadores, embora os resultados sejam simples e necessitem de outras análises futuras, ainda assim, eles indicam que o estudo mostrou uma melhora significativa no desempenho acadêmico, algo considerado promissor.
Jennifer Nayra Alves, mãe das duas irmãs, de 3 e 5 anos, mortas asfixiadas pelo próprio genitor, no Dia dos Pais (9/8), no bairro Cidade Dutra, zona sul de São Paulo, abriu as redes sociais, desabafou sobre a tragédia clamando por justiça e pediu para as filhas: “Cuidem de mim aí de cima”.
Breno de Souza Castro, pai das duas meninas de 3 e 5 anos mortas dentro de um carro, foi preso por duplo homicídio e violência doméstica. Momentos antes ao crime, ele afirmou que mataria as crianças. As ameaças foram feitas diretamente à mãe das crianças, depois de ele ver uma foto da ex-mulher com amigas nas redes sociais.
Os corpos de Ísis Helena Alves De Souza, 3, e Lais Heloisa Alves De Souza, 5, foram liberados na manhã desta segunda-feira (10/8) do Instituto Médico Legal (IML). A expectativa é a de que o velório ocorra na noite e o sepultamento nesta terça-feira (11/8).
Nas mensagens, Jennifer diz estar com saudades das filhas. Ela lamenta a perda trágica das filhas e diz: “Mamãe está com saudades de vocês. Princesas, cuida de mim aí de cima. Minhas pequenas estrelas. Está sendo tão difícil. Tão difícil sem vocês…a vida não tem mais sentido…”
A mulher se separou do suspeito do crime devido ao histórico recorrente de episódios de violência doméstica.
Em outra publicação, Jennifer pede desculpas às filhas: “Minhas princesas se eu pudesse voltar no tempo faria tudo diferente. Filhas, desculpa, que papai do céu te recebam de braços abertos”, finalizou.
As publicações geraram uma série de manifestações de luto.
Um vídeo mostra o momento em que Breno estaciona o carro em uma via pública. O veículo foi mais tarde localizado pela polícia. As imagens mostram o vidro traseiro quebrado e o airbag acionado.
Veja:
Uma foto do suspeito, obtida pelo Metrópoles, mostra que ele tem tatuado no peito o nome da filha mais velha.
Uma enfermeira foi agredida por uma paciente dentro do Hospital Regional de Samambaia (HRSam) na noite do último domingo (9/8). Ao Metrópoles, a profissional contou que foi atingida com socos no rosto após comunicar à paciente que ela deveria ir a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), já que estava “com sintomas leves”.
A enfermeira é Gisella Souza Pereira. Segundo ela, a mulher chegou ao local com queixa de mal-estar geral, dor abdominal leve e dor para urinar. “Foi informada que deveria ser atendida na UPA, uma vez que a clínica médica do HRSam estava com bandeira vermelha para atendimento, e a paciente foi classificada como azul, tendo em vista os sintomas leves“, disse a profissional.
Gisella disse que a paciente pediu um documento que comprovasse a ida ao hospital. “Respondi que não poderia lhe conceder um atestado, uma vez que tinha sido somente acolhida, e não consultada. Ela pediu para tirar uma foto da tela do computador, e eu permiti”, relatou a enfermeira.
“Nesse momento, ela já com muito sarcasmo, virou a tela do celular para me filmar, e eu levantei e pedi que não me filmasse. Nesse momento, ela me atingiu com vários golpes no rosto, no pescoço, no tórax, nos braços e nas mãos. Os vigilantes perceberam tardiamente, porque não houve discussão nenhuma anterior”, completou.
A paciente foi identificada como Fernanda Rodrigues da Silva. Após a agressão, a Polícia Militar foi acionada, e os envolvidos foram levados para a 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia), onde Gisella registrou ocorrência.
Nesta segunda-feira (10/8), o Sindicato das Enfermeiras e dos Enfermeiros do Distrito Federal (SindEnf-DF) se manifestou sobre o episódio. Em nota, a entidade disse que Gisella atua há 21 anos na enfermagem e há 19 anos no HRSam e que foi acolhida pelo Setorial de Mulheres do sindicato.
“A agressão acende novamente o alerta sobre a segurança no HRSam. Em um curto período, outras duas profissionais também foram agredidas na unidade, que já registrou situações que envolvem até a entrada de usuários com armas de fogo e armas brancas na unidade”, disse o SindEnf.
O sindicato cobrou providências da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), “com reforço das medidas de segurança, e seguirá com a reivindicação de recomposição das equipes diante do déficit de enfermeiras e enfermeiros na rede pública”.
O aeroporto de Cataniano, no leste da Sicília, na Itália, anunciou a suspensão de voos até as 15h (12h, no horário de Brasília) desta segunda-feira (10/8). De acordo com a empresa SAC, a medida ocorre devido às cinzas vulcânicas saídas da erupção do Monte Etna, que chegaram ao espaço aéreo.
A empresa detalhou que a situação está causando um “grave impacto operacional”.
“Como a situação está afetando significativamente as operações, recomenda-se aos passageiros que verifiquem o status de seus voos junto à companhia aérea antes de se dirigirem ao aeroporto”, informou.
A situação no aeroporto da Sicília segue crítica há dias devido à atividade instável do Etna, marcada por explosões na cratera Voragine.
Segundo o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) da Itália, a fase eruptiva mais recente do vulcão mais alto da Europa segue ativa por meio de aberturas localizadas a 2.750 m e 2.360 m de altitude, que alimentam múltiplos fluxos e extensos campos de lava.
Diante dos riscos constantes que as emissões de cinzas representam para a aviação, o Observatório de Vulcões do INGV manteve o Vona (Aviso Vulcânico para a Aviação) no nível vermelho, o mais alto da escala de alerta.
Uma mulher, de 67 anos, morreu após cair de um trator e ser atropelada pelo próprio veículo na zona rural de Aragominas, no norte do Tocantins. A vítima foi identificada como Eunice da Silva Sousa.
O acidente aconteceu na tarde desse domingo (9/10). De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública, a mulher estava a caminho de uma cachoeira, com outros passageiros, quando o trator apresentou falhas nos freios e tombou, em uma estrada vicinal de acesso ao assentamento Baviperia.
Após cair do veículo, uma das rodas do trator passou sobre o corpo de Eunice. Ela sofreu ferimentos graves e morreu no local.
O corpo foi levado para o Núcleo de Medicina Legal de Araguaína. Após os exames, foi liberado para velório e sepultamento.
As circunstâncias do caso serão investigadas pela Polícia Civil.
Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10/8), segundo informaram agências sismológicas internacionais.
O tremor ocorreu no oeste da Colômbia, no município de San José del Palmar, de acordo com a Agência Geológica dos Estados Unidos (USGS) – a cerca de 240 km de Bogotá e 190 km de Medellín.
O tremor ocorreu no oeste da Colômbia, no município de San José del Palmar, de acordo com a Agência Geológica dos Estados Unidos (USGS) – a cerca de 240 km de Bogotá e 190 km de Medellín.
O Centro Sismológico Europeu-Mediterrâneo (EMSC) estimou que o terremoto teve magnitude 7,2 e uma profundidade de 95 km. O USGS estima 107 km de profundidade.
O Serviço Sismológico colombiano informou que o tremor foi de magnitude 7,4 e teve 96 km de profundidade.
Segundo o jornal El Colombiano, há relatos de que o tremor foi sentido nos departamentos de Chocó, Antioquia, Bogotá, Risaralda, Valle del Cauca, Caldas.
Na cidade de Manizales, localizadas em Caldas, edifícios sofreram danos com os tremores, segundo imagens compartilhadas nas redes. Veja:
O terremoto de magnitude 7,4 tem uma força similiar aos tremores que atingiram a Venezuela em junho – de magnitudes 7,2 e 7,4 – e deixaram mais de 6 mil mortos.
O auxílio-acidente é um benefício previdenciário de caráter indenizatório, pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ao trabalhador que, após a consolidação de lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza, fica com sequelas permanentes que reduzem sua capacidade para a atividade habitual. Diferentemente de outros benefícios por incapacidade, ele é acumulável com o salário: o segurado continua trabalhando, recebe a remuneração integral e ainda tem direito a uma parcela mensal correspondente a 50% do salário de benefício, conforme o artigo 86 da Lei 8.213, de 24 de julho de 1991.
A relevância do tema acompanha a dimensão do problema no país. Entre 2012 e 2024, foram contabilizados 8,8 milhões de acidentes de trabalho e 32 mil mortes entre pessoas com carteira assinada, de acordo com o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, coordenado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Somente em 2024, o país registrou 742 mil casos, sendo a maior parte de acidentes típicos, ocorridos no próprio exercício da função, seguidos pelos acidentes de trajeto e, em fatia menor, pelas doenças ocupacionais.
Segundo a advogada Débora Calinca, especialista em Direito Previdenciário no escritório Godri Domingues Advocacia, a confusão entre o auxílio-acidente e o auxílio-doença é justamente o que leva muitos trabalhadores a perder o direito. "São dois benefícios completamente diferentes. O auxílio-doença substitui o salário enquanto a pessoa está afastada e incapaz de trabalhar, e cessa quando ela se recupera. Já o auxílio-acidente tem natureza indenizatória: é uma compensação pela redução permanente da capacidade, paga por cima do salário, e só se extingue quando o trabalhador se aposenta", afirma.
Quem tem direito e quando o benefício é devido
Ao contrário do que muitos imaginam, o segurado não precisa estar afastado para requerer o auxílio-acidente. A prestação se destina a quem já retornou ao trabalho e permanece com uma sequela que exige maior esforço, adaptação ou convívio com dor e limitação no desempenho da função. Se a pessoa ainda está incapaz e afastada, o benefício cabível é outro. Têm direito à modalidade os empregados com carteira assinada, os trabalhadores avulsos e os segurados especiais, como os rurais; autônomos e contribuintes individuais ficam de fora dessa cobertura específica.
A legislação também não restringe o benefício aos acidentes de trabalho típicos. A Dra. Débora Calinca observa que a lei fala em acidentes de qualquer natureza, o que abrange ocorrências de trânsito, domésticas, esportivas e de trajeto, desde que a pessoa seja segurada do INSS. Entre as sequelas mais frequentes estão amputações, ainda que parciais, perda de força ou movimento em membros, perda auditiva por exposição a ruído, redução de visão em um dos olhos, hérnias de disco, lesões na coluna e lesões por esforço repetitivo. O critério para a concessão não é a gravidade em si, mas o fato de a sequela reduzir a capacidade para o trabalho habitual.
Boa parte dos pedidos, no entanto, termina indeferida. Um erro recorrente é o trabalhador requerer a aposentadoria por invalidez, acreditando ser o caminho correto, quando essa modalidade exige incapacidade para qualquer atividade, o que não corresponde à situação de quem tem sequela e continua trabalhando. Outro fator apontado pela advogada é a entrada do pedido sem prova técnica robusta.
"Sem laudos, exames de imagem atualizados e histórico clínico bem documentado, a perícia tende a subdimensionar a sequela ou não reconhecer o nexo causal. Mas também há casos negados por omissão do próprio INSS, com análises superficiais. Nem sempre a falha é do segurado", pondera.
Como reunir provas e recuperar valores atrasados
Na prática, após a consolidação da lesão, o segurado reúne a documentação médica, incluindo prontuário, relatórios, exames de imagem e, quando houver, a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). Com esse material, protocola o requerimento administrativo, que dá origem à perícia médica. Havendo negativa, cabe recurso administrativo e, se necessário, ação judicial, na qual o juiz nomeia um perito independente, sem vínculo com o INSS. Essa análise costuma ser mais isenta e ajuda a explicar por que parte dos processos indeferidos na esfera administrativa acaba revertida na Justiça.
Um ponto pouco conhecido é a possibilidade de recuperar valores não pagos. Como o auxílio-acidente é devido desde o dia seguinte à cessação do auxílio-doença, muitos trabalhadores descobrem o direito anos depois e podem cobrar parcelas acumuladas, respeitada a prescrição de cinco anos prevista na própria legislação previdenciária.
Com operação em Blumenau, em Santa Catarina, e uma nova unidade em Minas Gerais, o escritório informa que amplia a capacidade de atendimento sem restrição geográfica, com atuação para trabalhadores de todo o país.
Segundo Lucas Silva Domingues, gestor do escritório e responsável pela expansão, todo o processo pode ser conduzido de forma digital, da consulta inicial ao acompanhamento à distância, apoiado por uma rede de advogados correspondentes quando há necessidade de atos presenciais em outros estados.
Para saber mais, basta acessar o site: https://godridomingues.com/
Website: https://godridomingues.com/
Um motorista de ônibus foi atropelado pelo próprio veículo dentro do Terminal Jardim Ângela, zona sul de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (10/8).
Segundo informações da SPTrans, o acidente ocorreu por volta das 6h30 envolvendo dois coletivos da empresa Metrópole, das linhas 737A Term. Jd. Ângela – Term. Sto. Amaro e 675K/10 Term. Jd. Ângela – Metrô St. Cruz.
O motorista do ônibus teria descido sem acionar o freio de mão e, ao perceber o veículo em movimento, tentou entrar novamente, mas acabou sendo atropelado.
O coletivo ainda atingiu outro, que estava parado no terminal, e um hidrante, provocando um vazamento de água no local. O motorista foi atendido pelo Samu, mas não há informações atualizadas sobre o estado de saúde dele.
A SPTrans informou, em nota, que uma equipe do Programa de Redução de Acidentes de Transporte (PAT) foi acionado para apurar a ocorrência e que as linhas que atendem à plataforma do ocorrido foram realocadas dentro do terminal.
A cada semana surge uma nova tendência nas redes sociais prometendo mudar a vida das pessoas. Entre elas está o maxxing (ou maxing), termo derivado do inglês maximize (maximizar em portugês), usado para descrever a tentativa de levar ao limite algum aspecto da vida, seja aparência física, o condicionamento, o sono, a produtividade ou até a vida financeira.
Expressões como looksmaxxing, gymmaxxing e seleepmaxxing ganharam milhões de visualizações em plataformas como Tik Tok e Instagram. Embora muitas práticas incentivem hábitos saudáveis, especialistas alertam que a busca por otimização constante pode ultrapassar o limite do autocuidado e comprometer tanto a saúde física quando a mental.
Segundo a psicóloga cognitiva Rejane Sbrissa, de São Paulo, especialista em saúde emocional e qualidade de vida, o fenômeno atrai principalmente adolescentes e jovens porque dialoga diretamente com necessidades comuns dessa fase da vida.
“Psicologicamente, o maxxing responde às necessidades de pertencimento e validação social. O problema surge quando a busca por evolução se transforma em obsessão, levando a comparações constantes, baixa autoestima, ansiedade e à crença de que o próprio valor depende da aparência ou da aprovação dos outros”, enfatiza.
Já para Emy Suelen Pereira, também de São Paulo, doutora em educação Física e especialista em performance, o desejo de melhorar o próprio corpo não é um problema em si. O risco está nas promessas irreais vendidas nas redes sociais.
“O problema do maxxing não está no desejo de evoluir. Está na promessa de que existe um protocolo universal capaz de transformar qualquer pessoa rapidamente”, esclarece.
Quem acompanha conteúdos sobre maxxing costuma encontrar promessas de emagrecimento acelerado, ganho rápido de músculos ou mudanças radicais na aparência.
Porém, Emy explica que a realidade é um cenário diferente. De acordo com a especialista, resultados consistentes dependem de fatores como alimentação, sono, genética, idade, condição hormonal, histórico de atividade física e adesão ao tratamento ao longo do tempo.
“Mesmo com toda essa experiência, nunca encontrei um corpo que respondesse exatamente como outro. O organismo humano não funciona como uma fórmula de internet.”
Na avaliação da psicológica, existe uma diferença importante entre querer melhorar hábitos e acreditar que a aparência ou a produtividade determinam o valor de uma pessoa. Rejane afirma que o comportamento passa a representar um risco à saúde, quando começa a provocar sofrimento emocional, isolamento ou culpa diante de qualquer mudança na rotina.

“É saudável quando promove bem-estar, respeita os limites do corpo e contribui para uma vida mais equilibrada. Deixa de ser saudável quando passa a ser motivado pelo medo, pela comparação constante e pela necessidade de validação.”
Segundo a psicóloga, a busca incessante pela perfeição pode favorecer ansiedade, depressão, transtornos alimentares e transtorno dismórfico corporal, principalmente entre pessoas com baixa autoestima ou tendência ao perfeccionismo.
Outro ponto destacado pelas especialistas é a influência dos algoritmos das redes sociais. Ao consumir repetidamente conteúdos sobre aparência, produtividade ou desempenho, quem o consome, passa a receber cada vez mais publicações semelhantes, criando a impressão de que determinados padrões são comuns ou facilmente alcançáveis.
É o que fazem os influenciadores, que costumam mostrar apenas os melhores momentos, muitas vezes com filtros, iluminação, edição de imagens, procedimentos estéticos ou anos de preparação que não aparecem nos vídeos, sem dizer que o cenário é todo montado.
Outra preocupação que também envolve o “maxxing” é o uso indiscriminado de suplementos, hormônios e medicamentos para acelerar resultados estéticos.
Alguns produtos podem interagir com medicamentos, provocar efeitos adversos importantes e aumentar o risco de problemas cardiovasculares, hepáticos e renais quando utilizados sem indicação profissional.
Emy chama atenção para uma falsa sensação de segurança. “A palavra ‘natural’ não significa ‘inofensivo’. E a palavra ‘suplemento’ não significa que a pessoa possa consumir livremente.”
As profissionais concordam que cada um tem seu tempo e que a melhor estratégia continua sendo a combinação de hábitos já consolidados pela ciência: alimentação, exercícios físicos, sono adequado, hidratação, controle do estresse e acompanhamento profissional quando necessário.
Na antiga Assíria, que ficava ao norte da Mesopotâmia, três reis que governaram há quase 3 mil anos ficaram de fora da principal lista usada para reconstruir a história dos reinados. A descoberta foi feita após pesquisadores analisarem novamente inscrições e documentos cuneiformes conhecidos há décadas.
O estudo, publicado no Journal of Cuneiform Studies, foi conduzido pelos pesquisadores Alexander Johannes Edmonds, da Universidade de Münster, na Alemanha, e Eckart Frahm, da Universidade Yale, nos Estados Unidos.
As evidências apontam para três governantes: Aššur-uballiṭ, Tiglath-pileser e Shalmaneser. Todos teriam ocupado o trono por períodos curtos, entre os séculos 10 e 8 a.C., antes de serem depostos. Os pesquisadores também encontraram sinais de que pelo menos dois tiveram referências apagadas ou alteradas posteriormente.
Durante mais de um século, pesquisadores consideraram que a sequência de reis do período Neoassírio, aproximadamente entre 1000 e 609 a.C., estava bem estabelecida.
Uma das principais fontes para reconstruir a história é a Lista de Reis Assírios, conhecida por meio de antigas tábuas de argila escritas em cuneiforme. O documento apresenta os governantes em uma sequência aparentemente contínua.
A nova pesquisa mostra, porém, que a lista não incluía necessariamente todos que chegaram ao trono. Segundo Edmonds e Frahm, ela apresenta uma versão idealizada da monarquia, deixando de fora governantes que tiveram reinados curtos ou terminaram derrotados.
Uma das evidências mais importantes envolve Tiglath-pileser. A pista veio de uma tábua de argila encontrada em Nínive, antiga cidade localizada no atual Iraque e mencionada na Bíblia.
O objeto, hoje no Museu Britânico, registra uma concessão de terras feita por um rei e é datado de 762 a.C.. A tábua havia sido publicada pela primeira vez há mais de 125 anos, mas sua interpretação criava um problema: os reis aos quais o documento havia sido associado anteriormente não governavam naquele ano.
Ao analisar novamente a escrita cuneiforme, Frahm concluiu que a concessão provavelmente havia sido emitida por outro Tiglath-pileser, até então desconhecido.
O estudo relaciona o governante a uma rebelião iniciada em 763 a.C., durante o reinado de Aššur-dān III. Naquele ano ocorreu um eclipse solar, fenômeno que poderia ser interpretado pelos assírios como sinal da queda de um rei.
Registros também indicam uma epidemia em 765 a.C., período de crescente instabilidade. O novo Tiglath-pileser teria tomado o poder na cidade de Aššur, mas acabou derrotado pelas forças de Aššur-dān III.
O segundo rei identificado foi Shalmaneser, que provavelmente assumiu o trono no fim de 747 a.C. e perdeu o poder para Tiglath-pileser III pouco mais de um ano depois, em 745 a.C.
Uma das pistas está em uma antiga estela – monumento de pedra em forma de coluna. O nome de Shalmaneser foi substituído pelo de Tiglath-pileser III, mas permaneceu parcialmente visível, permitindo que os pesquisadores identificassem a alteração.
O terceiro é Aššur-uballiṭ, que teria governado por um curto período por volta de 913 a 912 a.C. Seu nome aparece em uma inscrição relacionada à restauração de um recipiente ritual de prata dedicado ao deus Aššur. O estudo propõe que ele perdeu o trono para Adad-nārārī II.
As novas evidências mudam a forma como os pesquisadores enxergam a política da antiga Assíria. Em vez de uma sucessão relativamente organizada de reis, muitas vezes de pai para filho, o período também foi marcado por disputas dentro da própria família real, rebeliões e deposições.
Os três governantes acabaram fora da Lista de Reis Assírios. Para os autores, o documento não deve mais ser entendido como uma relação completa de todos os reis, mas como uma seleção dos governantes que permaneceram no poder e foram reconhecidos pelos responsáveis por organizar a história oficial.
A descoberta não altera a cronologia assíria estabelecida a partir de 911 a.C. No entanto, levanta uma nova possibilidade: outros reis de curta duração podem ter existido em períodos anteriores e também ficado de fora dos registros conhecidos.
