AO VIVO

Rádio Vitório FM - Transmissão ao vivo

Sua rádio de todos os momentos

Há 11 anos, uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) descobriu que a utilização da pele da tilápia no tratamento de queimaduras era mais eficaz que outras terapias disponíveis, como cremes e pomadas. A técnica deu certo e ficou famosa: ela já gerou mais de 45 artigos publicados, além de estudos realizados em parceria com o Instituto Butantan, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e até a Nasa.

Segundo o coordenador geral da pesquisa, Edmar Maciel, o ponto de partida veio quando uma equipe de pesquisadores liderada pela professora Ana Paula Negreiros, também da UFC, detectou que a pele do peixe era rica em colágeno do tipo 1. A proteína tem presença abundante na pele humana e é importante para o processo de cicatrização.

“Durante esses anos de pesquisas, foram desenvolvidos dois produtos principais: a pele da tilápia conservada em glicerol e a pele da tilápia liofilizada”, diz Maciel, que é presidente do Instituto de Apoio ao Queimado.

Ambos produtos servem como curativos para queimaduras e feridas. A pele conservada em glicerol precisa ser mantida sob refrigeração, enquanto a liofilizada não precisa ser resfriada e pode ser armazenada em prateleira. “Isso reduz bastante os custos de produção, armazenamento e transporte”, afirma o pesquisador.

Apesar de ser bastante reconhecida por ajudar no tratamento de queimaduras, a tecnologia derivada da pele de tilápia também pode ter outras aplicações:

Cicatrização de queimaduras 

Com grande elasticidade e rica em colágeno do tipo 1, a pele do animal funciona como um curativo biológico para tratar queimaduras de segundo e terceiro grau.

“A pele da tilápia tem mais colágeno que a humana, permanecendo aderida na queimadura até sua cicatrização, reduzindo a dor e protegendo a lesão de infecções”, destaca a cirurgiã plástica Irene Daher, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Em comparação com tratamentos conservadores, a pele de tilápia é mais eficaz e ao mesmo tempo menos dolorosa. O curativo feito com cremes e pomadas precisa ser substituído com mais frequência e lavado por dias, o que causa dor ao paciente.

Já as bandagens biológicas podem permanecer por mais tempo em contato com a pele, diminuindo o número de trocas, trabalho dos médicos e os custos do tratamento. “O curativo com pele de tilápia pode permanecer sobre a queimadura por cinco, seis ou sete dias, e em queimaduras mais superficiais pode permanecer por até 10 dias”, afirma Maciel.

Reconstrução vaginal e redesignação sexual

A tecnologia biológica também ajuda na reconstrução vaginal, especialmente em casos de agenesia vaginal, quando a mulher nasce sem o órgão; ou de encurtamento do canal vaginal, em decorrência de câncer ou radioterapia.

A pele do peixe ajuda a estimular a produção de um tecido vaginal novo através das próprias células da paciente. O procedimento é permanente e também auxilia em cirurgias de redesignação sexual.

Maciel aponta que mais de 300 pacientes já foram operados na cidade de Cali, na Colômbia, através de curativos ou enxertos feitos para revestir o novo canal vaginal.

Imagem colorida da pele de tilápia - Metrópoles
Imagem mostra peles de tilápia armazenadas em laboratório

Usos na medicina veterinária

Além de tratar queimaduras e ferimentos em animais, a pele de tilápia também é usada para tratar problemas na córnea e no crânio de bichos, especialmente gatos e cães. “Temos resultados bastante positivos. Esses estudos agora estão começando em humanos”, conta o presidente do Instituto de Apoio ao Queimado.

As terapias nos animais ocorrem através da matriz dérmica, um produto desenvolvido a partir da extração do colágeno da pele do peixe. Dessa maneira, o material pode ser usado dentro do organismo.

Por que usar a tilápia

Mesmo não sendo uma espécie nativa brasileira, a tilápia é um animal altamente disseminado pelo país, atrás somente das carpas. Isso se deve ao fato de ela ser resistente a temperaturas variadas e se reproduzir com rapidez. No consumo do peixe, grande parte dele, incluindo a pele, não é utilizada. Assim, o material usado para a pesquisa é abundante em vários aspectos.

O fato dele ser um animal de água doce também reduz as chances de transmissão de doenças, em comparação aos animais que vivem na Terra. “Por todas essas razões, ela foi escolhida para ser estudada como curativo biológico temporário”, afirma Maciel.

Pele da tilápia na rede pública

Atualmente, a técnica não está disponível em todos os hospitais da rede pública. Porém, um acordo assinado ao final de 2025 pode alterar o cenário. Na determinação, foi realizada a transferência de tecnologia da pele liofilizada para a empresa Biotec, no estado de São Paulo, através de um processo de oferta pública.

Como consequência, a Biotec será responsável por registrar o produto na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e construir uma fábrica para produzir e comercializar o produto em cadeia nacional e internacional.

“A expectativa é que essa tecnologia, desenvolvida integralmente no Ceará, possa chegar principalmente à rede pública de saúde, beneficiando pacientes que mais necessitam desse tipo de tratamento. Para isso, é importante também o apoio do governo federal, por meio do Ministério da Saúde”, ressalta Maciel.

O presidente Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (13) que os Estados Unidos atacaram a ilha de Kharg, localizada a aproximadamente 30 quilômetros da costa do Irã e de onde saem mais de 90% do petróleo exportado pelo regime.

"Momentos atrás, sob minhas ordens, o Comando Central dos EUA executou um dos bombardeios mais poderosos da história do Oriente Médio, obliterando completamente todos os alvos militares na joia da coroa iraniana, a ilha de Kharg", afirmou o republicano em sua plataforma, a Truth Social.

"Por razões de decência, optei por não destruir a infraestrutura petrolífera da ilha", continuou Trump. "Contudo, caso o Irã, ou qualquer outro país, interfira na livre e segura passagem de navios pelo Estreito de Hormuz, reconsiderarei imediatamente essa decisão."

O estreito, que está bloqueado por Teerã em resposta à Guerra no Irã, é um dos mais importantes canais de escoamento de petróleo do mundo, o que já vinha impactando o preço da commodity. O novo ataque tem o potencial de inflacionar ainda mais o petróleo.

EUA e Israel vinham bombardeando localidades em todo o Irã, com exceção da ilha, justamente por temores de que um ataque do tipo causasse disparada ainda maior dos preços. Nesta sexta, por exemplo, o barril de petróleo voltou a fechar acima de US$ 100, no segundo dia consecutivo em que a commodity fica na casa dos três dígitos -algo que não ocorria desde julho de 2022.

A situação fez Trump conceder uma isenção temporária para algumas compras de petróleo russo sancionado na última quinta (12), uma medida que gerou críticas de aliados dos EUA na Europa por potencialmente ajudar a Rússia a financiar sua guerra contra a Ucrânia.

Além de abalar o mercado mundial, a destruição dos tanques de petróleo de Kharg interromperia quase completamente a exportação do regime e afetaria mais diretamente a China. No ano passado, segundo a consultoria Kpler, 13,4% do petróleo cru comprado por Pequim veio do Irã, equivalente a mais de 80% da produção do país persa.

Para o regime, altamente dependente do petróleo, um ataque mais agressivo aos depósitos significaria o colapso da economia do país, já impactada por sanções e, nas últimas semanas, pela guerra. Por outro lado, tomar a ilha sem danificar a infraestrutura seria possível apenas com o envio de tropas terrestres.

A anexação chegou a ser aventada pela gestão de Jimmy Carter, presidente dos EUA de 1977 a 1981 -época que engloba a Revolução Iraniana, em 1979. A tomada seria um instrumento de pressão após estudantes sequestrarem 60 americanos na embaixada dos EUA em Teerã.

A concentração de petróleo na Kharg é uma vulnerabilidade do país, que precisou investir na ilha nas décadas de 1960 e 1970 porque grande parte da costa do país é rasa demais para os grandes superpetroleiros.

Questionado sobre quando a Marinha dos EUA começaria a escoltar petroleiros pelo Estreito de Hormuz, também afetado pela guerra, Trump disse a repórteres nesta sexta que isso "acontecerá em breve".

Anteriormente, ele havia afirmado que os ataques do Irã a navios eram "um último esforço desesperado". Os EUA continuariam a atacar o Irã "com muita força na próxima semana", afirmou ele em uma entrevista à emissora americana Fox News gravada na quinta e exibida nesta sexta.

Um centro clandestino de treinamento armado mantido por integrantes do Comando Vermelho dentro de uma área indígena em Mato Grosso foi fechado pela Polícia Civil nesta sexta-feira (13), após uma investigação que durou cerca de dez meses.

Segundo a investigação, o local era utilizado para preparar adolescentes e jovens membros da facção em técnicas de combate, sobrevivência na selva e manuseio de armamento pesado, em meio à disputa com o PCC (Primeiro Comando da Capital) pelo controle de rotas do tráfico na região de fronteira entre Brasil e Bolívia.

O delegado Fábio Nahas, responsável pela investigação, afirma que até o momento não há indícios de que os moradores da aldeia participassem das atividades criminosas. A suspeita é que integrantes da facção tenham coagido a comunidade a tolerar o uso da ilha para os treinamentos armados.

As atividades aconteciam em uma área alagada e de difícil acesso próxima ao rio São Lourenço, dentro da Terra Indígena Tereza Cristina, no município de Santo Antônio de Leverger (a 35 km de Cuiabá). As investigações apontam que, os participantes eram levados até uma ilha por Rondonópolis (a 218 km da capital), onde realizavam exercícios com disparos reais de armas de fogo.

"Entrando por Rondonópolis é mais fácil. Por ser uma região com 80% do local alagado, somente com barco", explica o delegado regional Santiago Rozendo Sanches.

A estrutura foi descoberta durante a Operação Argos, conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis. A apuração começou após denúncias relacionadas ao tráfico de drogas na área indígena utilizando o rio São Lourenço e levou os policiais a identificar um esquema que incluía transporte de entorpecentes por vias fluviais e distribuição para diferentes cidades do estado e país.

De acordo com a investigação, um dos principais suspeitos, conhecido pelo apelido de Pescador, seria responsável por receber grandes quantidades de drogas transportadas por embarcações que navegavam pelo rio São Lourenço. O material chegaria ao estado vindo de Mato Grosso do Sul e seria descarregado em pontos próximos à comunidade indígena.

Depois disso, o entorpecente seria transportado por estrada em uma caminhonete até outra residência localizada na área indígena, porém em um trecho mais afastado da aldeia. Nesse endereço atuaria outro investigado, identificado pelos apelidos de Corola e Fininho, apontado como responsável por armazenar a droga e repassar o material a traficantes que buscavam os entorpecentes tanto por embarcações quanto por terra.

Ao aprofundar as diligências, os policiais receberam novas informações indicando que os dois suspeitos também atuavam como instrutores de um curso clandestino voltado a integrantes do Comando Vermelho. O treinamento incluía instrução de tiro, manutenção de armamentos e técnicas de sobrevivência em áreas de mata.

O delegado Nahas disse que os participantes passavam primeiro por um treinamento chamado de "tiro a seco", etapa em que aprendiam a montar e desmontar armas e a se posicionar corretamente para disparos, sem utilização de munição.

Em seguida, eram levados até uma ilha localizada no rio São Lourenço, onde realizavam exercícios com munição real. "Eles faziam um treinamento completo de instrução de tiro, montagem e desmontagem de armamentos, além de técnicas de sobrevivência na selva. Era um curso estruturado, com etapas semelhantes às utilizadas em treinamentos de forças de segurança", afirmou o delegado.

Conforme os investigadores, durante as aulas eram utilizadas armas de uso restrito, incluindo fuzis calibres .556 e .762, pistolas .40 e 9 mm, além de metralhadoras e até um armamento de calibre .30 montado em tripé.

A polícia também apurou que os integrantes do grupo aprendiam estratégias para se esconder na mata após possíveis confrontos com rivais ou forças policiais. O objetivo seria garantir que conseguissem permanecer ocultos por longos períodos em caso de fuga.

A existência desse treinamento começou a aparecer em relatos colhidos por policiais de diferentes cidades de Mato Grosso. Investigadores afirmam que suspeitos presos em outras operações mencionaram ter participado de um curso de sobrevivência na selva e manejo de armamento realizado na região.

Durante o avanço das investigações, colaboradores também informaram que parte das armas ficava escondida em compartimentos subterrâneos próximos à residência de um dos investigados. Ao todo, pelo menos nove armas teriam sido vistas no local, entre armamentos longos e pistolas em menos de um mês.

O relatório da polícia descreve que o transporte dos participantes até a área de treinamento era feito por embarcação com motor, utilizada para navegar pelo rio até pontos mais isolados. O afastamento tinha como objetivo evitar que o barulho dos disparos fosse ouvido pela comunidade indígena.

A operação desta sexta-feira contou com apoio da Polícia Federal para o acesso à área indígena. De acordo com a polícia, os agentes entraram na comunidade para cumprir mandados de busca e apreensão e não houve resistência durante a ação.

Ainda nesta sexta-feira, equipes policiais realizaram um sobrevoo na região com apoio de helicóptero para localizar o ponto exato onde ocorriam os disparos. No entanto, o acesso ao local foi dificultado por alagamentos e pela vegetação densa.

"Conseguimos identificar a área onde os disparos eram feitos, mas a mata está muito fechada e a região completamente alagada. Por isso não foi possível desembarcar para fazer buscas mais detalhadas", explicou o delegado.

Um vendedor de flau foi baleado no fim da tarde dessa sexta-feira (13) em uma tentativa de homicídio registrada no bairro Ponta da Terra, em Maceió.

De acordo com informações do relatório do Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp), uma guarnição da Polícia Militar foi acionada para atender à ocorrência e, durante o deslocamento, encontrou uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), seguindo em conjunto até o local indicado.

Segundo relatos de populares, o homem, que trabalhava vendendo flau gourmet, foi atingido por disparos de arma de fogo nas proximidades de um estabelecimento comercial. Após ser baleada, a vítima ainda tentou correr, mas acabou caindo alguns metros à frente.

Testemunhas informaram que o vendedor foi socorrido por terceiros e levado para o Hospital Geral do Estado (HGE), no bairro Trapiche da Barra.

Até o momento, não há informações sobre a autoria ou motivação do crime. A polícia deve investigar o caso.

A Prefeitura de Palmeira dos Índios, por meio da Secretaria Municipal da Fazenda, reforça o alerta aos contribuintes sobre o prazo para pagamento do IPTU 2026 com desconto especial. Quem optar pelo pagamento em cota única até o dia 31 de março terá 10% de desconto no valor total do imposto.

Além da possibilidade de quitação à vista com abatimento, os contribuintes também podem escolher o parcelamento em até três vezes sem juros, facilitando a regularização do tributo municipal. A prefeitura orienta que os contribuintes não deixem para a última hora e aproveitem o desconto garantido para pagamentos realizados até o final de março

Para efetuar o pagamento, os moradores podem procurar diretamente a Secretaria Municipal da Fazenda para retirar o carnê ou acessar o Portal da Prefeitura, onde o documento também está disponível de forma on-line e garante mais praticidade ao contribuinte.

A prefeita Tia Júlia destacou a importância da contribuição para o desenvolvimento do município e reforçou o convite para que a população aproveite o benefício dentro do prazo. “O IPTU é um recurso essencial para que possamos continuar investindo em melhorias para nossa cidade, como Infraestrutura, Saúde e Educação”, explicou a prefeita.

E continuou. “Estamos oferecendo esse desconto como uma forma de incentivar os contribuintes a manterem seus tributos em dia e ajudarem no crescimento de Palmeira dos Índios. Contamos com a participação de todos para seguir construindo uma cidade cada vez melhor”, fnalizou a prefeita Tia Júlia.

 

 

Os casos graves de infecções respiratórias seguem em alta no Brasil, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (13/3) pelo boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O levantamento indica tendência de crescimento da síndrome respiratória aguda grave (SRAG) na maior parte do país.

A análise aponta que praticamente todos os estados registram aumento nas ocorrências. Tocantins é a única unidade da Federação que, no momento, não apresenta sinal de avanço nos casos.

Os especialistas de saúde apontam que o aumento dos casos está ligado à maior circulação de vírus respiratórios no país, como rinovírus, influenza A e vírus sincicial respiratório.


O que são infecções respiratórias?


Vírus e aumento de internações por infecções respiratórias

Os dados do boletim mostram que o rinovírus é o principal responsável pelos casos positivos de SRAG no país. Ele aparece em cerca de 40% das detecções e afeta principalmente crianças e adolescentes entre 2 e 14 anos.

Em seguida aparecem influenza A, vírus que causa a gripe, e o Sars-CoV-2, responsável pela Covid-19. O vírus sincicial respiratório (VSR) também tem participação importante nas hospitalizações.

O que chamou mais atenção dos especialistas foi o crescimento do influenza A, que está acontecendo antes do período em que normalmente a gripe começa a aumentar no país. Historicamente, o avanço mais forte do vírus costuma ocorrer a partir de abril na maior parte dos estados.

Regiões e capitais com tendência de alta

O boletim da Fiocruz aponta que 12 estados estão em nível de alerta, risco ou alto risco para casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). A maioria fica nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste, além do Distrito Federal. Entre os estados com situação mais preocupante estão:

Nas capitais, o cenário de infecções respiratórias também preocupa, já que 15 das 27 cidades apresentaram tendência de crescimento nas últimas semanas. Entre elas estão Aracajú, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Boa Vista, Campo Grande, Cuiabá, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Manaus, Porto Velho, Recife e São Luís.

FreepikFoto de mulher com gripe assoando o nariz - Casos graves de infecções respiratórias crescem no Brasil, diz Fiocruz - Metropóles.
A gripe é uma das infecções respiratórias mais comuns e é causada pelo vírus influenza, que tem alto potencial de transmissão

Importância da vacinação e cuidados

Com o cenário de aumento dos casos de infecções respiratórias, os especialistas de saúde reforçam a importância da vacinação como principal estratégia para reduzir casos graves e mortes.

A campanha de imunização contra a gripe já foi iniciada na Região Norte. No Sistema Único de Saúde (SUS), também está disponível a vacina contra o vírus sincicial respiratório destinada a gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, medida que ajuda a proteger o bebê nos primeiros meses de vida.

As autoridades de saúde também recomendam reforçar medidas de prevenção em estados com maior circulação de vírus respiratórios. Entre elas estão o uso de máscaras em ambientes fechados ou com aglomeração e a permanência em casa diante de sintomas gripais.

Caso o isolamento não seja possível, a orientação é utilizar máscara ao sair e evitar contato próximo com outras pessoas para diminuir o risco de transmissão.

O término do relacionado de Jojo Todynho e Thiago Gonçalves, após um ano juntos, pegou não apenas os fãs do casal de surpresa, mas o próprio policial. A coluna Fábia Oliveira descobriu detalhes exclusivos dos bastidores do rompimento.

De acordo com fontes desta jornalista que vos escreve, foi a influenciadora que tomou a decisão de romper o namoro, deixando o então amado sem ação.

Além disso, descobrimos que Jojo Todynho já cortou todos os contatos com Thiago Gonçalves, inclusive o bloqueando de todas as redes sociais e aplicativos de mensagens.

O fim do relacionamento

A influenciadora Jojo Todynho e o policial militar Thiago Gonçalves não são mais um casal. Os dois começaram a namorar em fevereiro do ano passado, durante as comemorações dos 28 anos da famosa, mas colocaram um ponto final na relação recentemente. De acordo com informações, a decisão partiu da influencer.

Saiba os bastidores do término de Jojo Todynho e policial - destaque galeria
9 imagens

Jojo Todynho e Thiago Gonçalves

Jojo Todynho e Thiago Gonçalves
Namorado de Jojo Todynho foi internado após um infarto
Jojo Todynho e Thiago Gonçalves
Thiago, policial militar namorado de Jojo Todynho, grava vídeo no hospital após infarto

O término, revelado pelo colunista Leo Dias, pegou muita gente de surpresa justamente pelo momento conturbado vivido pelo, agora, ex-casal. No começo do mês, o policial sofreu um infarto e precisou ser internado no Rio de Janeiro. Na ocasião, Jojo Todynho saiu em defesa do amado e rebateu rumores envolvendo o uso de anabolizantes.

Relação desgastada

Apesar da suposta união do casal diante o problema de saúde, nos bastidores a informação é que a relação estaria desgastada. Thiago Gonçalves recebeu alta hospitalar na quinta-feira (12/3) e, ao que parece, foi a deixa necessária para que Jojo Todynho encerrasse o relacionamento.

A coluna procurou o policial militar para comentar o caso, mas até o momento, não obteve resposta. A equipe da influenciadora também não se pronunciou. Nem mesmo a famosa falou sobre o assunto nas redes, como é de costume. O jeito é aguardar.

A Polícia Civil de Alagoas confirmou que os principais suspeitos da morte do agente de saúde João Leodoro dos Santos, de 52 anos, se apresentaram nesta sexta-feira (13) à Delegacia-Geral da instituição, em Maceió, para prestar esclarecimentos sobre o caso ocorrido no município de Flexeiras, no interior do estado.

Durante o depoimento, segundo o delegado Matheus Lima, da Delegacia de Homicídios do Interior da 10ª Região, um dos suspeitos confessou a autoria do crime, mas alegou ter agido em legítima defesa. O conteúdo das declarações está sendo analisado no inquérito policial que apura as circunstâncias do homicídio.

João Leodoro estava desaparecido desde o último sábado (7). O corpo dele foi encontrado na quinta-feira (12) em uma área de mata densa em Flexeiras e reconhecido por familiares. A Polícia Científica ainda realiza exames para confirmar oficialmente a identificação e esclarecer detalhes da morte.

De acordo com a Polícia Civil, a principal linha de investigação aponta para um possível crime passional. Segundo o delegado Sidney Tenório, as informações levantadas indicam que a vítima havia se separado recentemente e estaria tentando iniciar um novo relacionamento, circunstância que pode ter motivado o homicídio.

O delegado Matheus Lima ressaltou que as diligências continuam para esclarecer completamente o caso e identificar todos os envolvidos no homicídio.

Um policial militar (PM) atropelou uma criança de três anos e, sem seguida, xingou a mãe do menino de “puta” no Morro São Bento, em Santos, no litoral de São Paulo, na última quarta-feira (11/3). O episódio aconteceu na saída de uma creche e foi registrado em vídeo.

As imagens foram gravadas depois do atropelamento. O menino sofreu um ferimento no pé direito (foto em destaque). Não há informações sobre o estado de saúde da criança, que aparece no colo da mãe quando o policial passa a intimidar os presentes.

 

YouTube video player

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou, nesta sexta-feira (13/3), que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, estaria “ferido e provavelmente desfigurado”. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa.

“A liderança do Irã não está em melhor forma. Desesperados e se escondendo, eles foram para o subsolo. É isso que os ratos fazem. Nós sabemos que o novo líder, não tão supremo, está ferido e provavelmente desfigurado”, informou Pete.

O secretário também mencionou o fato de Khamenei não ter aparecido em vídeo nem em áudio no primeiro pronunciamento após assumir o comando do país. A mensagem foi divulgada nessa quinta-feira (12/3), por meio do canal oficial no Telegram.

“Ele fez um pronunciamento ontem, um bem fraco, mas não havia voz e não havia vídeo. Foi uma declaração escrita. Ele pediu unidade, aparentemente, após matar dezenas de milhares de manifestantes. O Irã tem muitas câmeras e muitos gravadores de voz. Por que uma declaração escrita? Eu acho que vocês sabem o motivo. Seu pai está morto, ele está com medo, está ferido, ele está fugindo e ele não tem legitimidade”, relatou Pete Hegseth.

Pete ainda afirmou que o governo iraniano estaria enfrentando desorganização interna. “É uma bagunça para eles. Quem está no comando? Nem o Irã deve saber. A cada hora que passa, nós sabemos, e sabemos que eles sabem que as capacidades militares de seu regime maligno estão desmoronando”, diz.

“Eles mal conseguem se comunicar, muito menos se coordenar. Eles estão confusos e sabemos disso. Nossa resposta? vamos continuar pressionando. Vamos continuar indo para cima, continuar avançando sem trégua, sem piedade para nossos inimigos”, conclui o secretário de Guerra.

Pronunciamento líder iraniano

Em mensagem divulgada nessa quinta-feira (12/3), o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, convocou o povo iraniano a permanecer “firme contra o inimigo” e reafirmou que o Estreito de Ormuz continuará fechado.

“Também foram realizados estudos sobre a abertura de outras frentes nas quais o inimigo tem pouca experiência e será severamente vulnerável, e sua ativação será realizada se a guerra continuar e de acordo com os interesses”, disse o aiatolá sobre a permanência do bloqueio ao estreito.

Khamenei, de 56 anos, assumiu a liderança do Irã no domingo (8/3). Ele é o segundo filho do aiatolá Ali Khamenei, que morreu em 28 de fevereiro, após ataques conduzidos por Israel e Estados Unidos contra o Irã.

 

Um paciente em surto provocou momentos de tensão no Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Jardim Primavera, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na noite da última quarta-feira (11). De acordo com a prefeitura, o homem tentou fugir do setor onde estava internado e acabou caindo dentro de uma sala da unidade.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que o forro do teto cede e o paciente despenca no interior de um ambiente onde outras pessoas estavam internadas. O barulho assusta quem estava no local, e pacientes e funcionários se mobilizam logo após a queda.

Segundo a Prefeitura de Duque de Caxias, o homem é um paciente adicto e apresentava um episódio de surto no momento da ocorrência. Durante a tentativa de fuga, ele acabou caindo, mas não sofreu ferimentos.

"Na tentativa de fugir do setor, o paciente sofreu uma queda que não ocasionou nenhum prejuízo à integridade física do mesmo ou de qualquer outro paciente, sendo rapidamente controlado e conduzido novamente ao seu setor", informou a Secretaria Municipal de Saúde, em nota.

Ainda de acordo com a administração municipal, o paciente permanece internado na unidade, em estado estável, e segue sob acompanhamento da equipe multidisciplinar.

"O paciente segue internado em bom estado geral, estável e com acompanhamento conjunto da equipe multidisciplinar. O HMAPN reforça seu compromisso e o cuidado com a integridade física e psicológica de seus pacientes", diz o comunicado.

Quatro militares dos Estados Unidos morreram na queda de um avião de reabastecimento KC-135 no Iraque. A informação foi confirmada pelo Exército norte-americano nesta sexta-feira (13/3).

“Quatro dos seis tripulantes a bordo foram confirmados mortos enquanto os esforços de resgate continuam. As circunstâncias do incidente estão sob investigação. No entanto, a perda da aeronave não foi causada por fogo inimigo nem por fogo amigo”, afirmou o Comando Central do Exército dos EUA em comunicado.

Não foi informado o estado de saúde dos outros dois tripulantes sobreviventes. A identidade dos soldados mortos também não foi revelada, já que o Exército deve notificar os familiares das vítimas.

Queda de aeronave

De acordo com o Comando Central dos EUA, a Força Aérea perdeu nessa quinta-feira (12/3) uma aeronave de reabastecimento KC-135 em espaço aéreo amigo, no Iraque. A aeronave não permitia ejeção, o que pode reduzir as chances de sobrevivência em caso de queda.

Bases americanas na região têm sido usadas nos combates contra o Irã desde 28 de fevereiro, quando começou o conflito contra o Irã; por isso, aeronaves dos Estados Unidos estão posicionadas na área para apoiar as operações militares.


				Militares dos EUA morrem em queda de avião de abastecimento no Iraque
Reprodução/X

Em comunicado, o Comando Central informou que o incidente ocorreu durante a Operação Fúria Épica, conduzida contra o Irã, e que operações de resgate estavam em andamento.

“Duas aeronaves estiveram envolvidas no incidente. Uma caiu no oeste do Iraque, e a segunda pousou em segurança”, diz o texto. Ainda de acordo com as Forças Armadas, o incidente não foi provocado por fogo inimigo. “Isso não ocorreu devido a fogo inimigo ou fogo amigo”, disse a corporação, sem detalhar o motivo.

No entanto, momentos depois, a agência estatal iraniana Fars apresentou uma versão diferente. Segundo a agência, o avião foi abatido por um míssil lançado por grupos de resistência no Iraque. A reportagem afirma que toda a tripulação morreu.

Há quem tenha medo de animais, palhaços ou até de lugares fechados, mas para algumas pessoas, o pavor surge quando o calendário marca sexta-feira 13. Esse medo tem nome e é conhecido como parascavedecatriafobia, a fobia relacionada a data.

O termo é de origem grega, “paraskevi”, que significa sexta-feira + “dekastreis” que significa “treze” + “phobos” de fobia. Esse medo é real para algumas pessoas e pode provocar sintomas como ansiedade, preocupação excessiva ou suspender atividades nesse dia.

A superstição em torno da data tem origens variadas e mistura elementos históricos, religiosos e culturais. Em muitas tradições, o número 13 é considerado azarado. Umas das explicações mais citadas está ligada à última ceia de Jesus Cristo, sendo o 13º apóstolo o traidor Judas. Além disso, Jesus seria crucificado pouco tempo depois, em uma sexta-feira.

Com o passar do tempo, a superstição em torno do número 13 se espalhou, alimentando histórias, filmes e crenças. Esse horror é tão forte que muitos hotéis e edifícios optam por pular o 13º andar nos elevadores, passando diretamente do 12º para o 14º para evitar o azar.

O número 13 também pode está ligado à ruptura da ordem estabelecida. Enquanto o 12 é considerado “completo” (12 meses do ano, 12 signos do zodíaco, 12 apóstolos), o 13 representa a má sorte.

O recomendado é procurar ajuda médica para lidar com a fobia e não impactar diretamente o dia a dia.

Dormir pouco, viver conectado o tempo todo e consumir cafeína em excesso são hábitos cada vez mais comuns na rotina moderna. Embora pareçam inofensivos, especialistas alertam que essas práticas podem desregular o sistema nervoso e afetar diretamente o equilíbrio emocional.

Segundo a psiquiatra Mariela Andraus, da clínica Integra Mente, em Brasília, o funcionamento do cérebro é fortemente influenciado pela rotina diária.

“Hoje sabemos que a saúde mental não depende apenas de fatores psicológicos ou genéticos. O modo como vivemos diariamente tem um impacto muito grande no funcionamento do cérebro”, afirma.

De acordo com a especialista, alguns hábitos cotidianos acabam mantendo o organismo em um estado constante de alerta.

Entre os principais estão dormir pouco, ter horários irregulares de sono, passar muitas horas diante de telas, consumir cafeína em excesso e manter uma rotina sedentária. Quando esses fatores se acumulam, o organismo entra em um estado de estresse prolongado e isso pode favorecer sintomas como ansiedade, irritabilidade, dificuldade de concentração e sensação constante de sobrecarga.

Sono é um dos pilares do equilíbrio do sistema nervoso

A neurologista Stephanie Gomes de Almeida Machado, da Clínica Paciente, também em Brasília, destaca que o sono é um dos processos mais importantes para manter o sistema nervoso funcionando adequadamente. Segundo ela, no período da noite o cérebro realiza uma série de atividades essenciais.

Durante o sono ocorre uma espécie de limpeza do cérebro, por meio do sistema glinfático, que remove resíduos potencialmente neurotóxicos. Além disso, o período também é fundamental para a consolidação da memória. Quando o sono é insuficiente ou irregular, essas funções ficam prejudicadas.

A neurologista afirma, ainda, que a falta de descanso adequado também altera o funcionamento de áreas importantes. A amígdala cerebral, região ligada às respostas emocionais, se torna mais reativa, enquanto o córtex pré-frontal, responsável pelo controle racional, perde eficiência.

Na prática, isso pode deixar a pessoa mais irritada, sensível ao estresse e com menor capacidade de lidar com frustrações.

Excesso de telas mantém o cérebro em alerta

Outro fator que pode desregular o sistema nervoso é o uso excessivo de celulares e redes sociais. Mariela explica que o cérebro humano não evoluiu para lidar com um fluxo constante de estímulos digitais como notificações, vídeos e mensagens.

Cada alerta ativa circuitos ligados à dopamina, neurotransmissor associado à recompensa, criando um ciclo de busca contínua por novos estímulos. Com o tempo, isso pode gerar dificuldade de concentração e a sensação de que a mente nunca desacelera.

A neurologista Stephanie acrescenta que o problema não está apenas no volume de estímulos, mas também na forma de como eles são consumidos.

Segundo ela, o funcionamento das redes sociais estimula um comportamento conhecido como “atenção parcial contínua”.

“Nós nunca mergulhamos profundamente em nada. Ficamos em um estado de vigilância superficial constante, o que esgota a energia mental e impede o descanso real do sistema nervoso”, afirma.

Além disso, a luz azul emitida pelas telas interfere na produção de melatonina, hormônio responsável por regular o sono.

Cafeína em excesso pode intensificar ansiedade

A psiquiatra explica que a alimentação também tem influencia direta no equilíbrio do sistema nervoso. A cafeína, por exemplo, é um estimulante. Em pequenas quantidades, pode ajudar na atenção e no estado de alerta. Porém, o consumo exagerado pode aumentar os sintomas de ansiedade.

Palpitações, tremores, inquietação, irritabilidade e piora da qualidade do sono são alguns dos efeitos relatados.

Mulher tomando café- Metrópoles
De modo geral, estudos apontam que até cerca de 300 a 400 miligramas de cafeína por dia, o equivalente a aproximadamente três ou quatro xícaras de café, costuma ser um limite seguro para a maioria dos adultos. Ainda assim, pessoas com ansiedade ou insônia tendem a ser mais sensíveis à substância.

Sinais de que o sistema nervoso pode estar sobrecarregado

O corpo costuma dar sinais quando o sistema nervoso está sob pressão. Entre os sintomas mais comuns estão dificuldade para dormir, irritabilidade frequente, ansiedade persistente, cansaço constante e problemas de concentração.

A neurologista também destaca a chamada “névoa mental”, conhecida como brain fog, caracterizada por sensação de lentidão no raciocínio e dificuldade de foco. “Muitas vezes a pessoa sente uma fadiga cognitiva que não melhora nem mesmo após uma noite de sono”, explica.

Segundo as especialistas, quando esse quadro se prolonga, pode aumentar o risco de problemas como ansiedade, depressão e burnout.

Mudanças simples podem ajudar a proteger o cérebro

Pequenas mudanças no estilo de vida podem ajudar o cérebro e melhorar o bem-estar. Entre as principais recomendações estão manter horários regulares para dormir e acordar, reduzir o uso de telas à noite e praticar atividade física regularmente.

Stephanie também destaca a importância da exposição ao sol logo pela manhã, o que ajuda a regular o ciclo circadiano, o relógio biológico do organismo.

“Outra medida importante é programar pausas sem uso de telas ao longo do dia. Momentos de descanso real ajudam o sistema nervoso a se recuperar”, orienta.

Apesar de parecerem pequenos, esses hábitos do dia a dia têm impacto direto no funcionamento cerebral. Privação de sono, excesso de estímulos digitais, sedentarismo e consumo exagerado de cafeína podem, ao longo do tempo, alterar o equilíbrio emocional e aumentar os níveis de estresse.

Por outro lado, mudanças simples na rotina, como dormir em horários regulares, reduzir o uso de telas à noite, praticar atividade física e reservar momentos de descanso ao longo do dia, já são capazes de melhorar significativamente o bem-estar mental.

Os especialistas reforçam que cuidar da saúde do cérebro não depende apenas de tratamentos médicos, mas também de escolhas cotidianas que ajudam o organismo a sair do estado permanente de alerta e recuperar o equilíbrio.

Astrônomos da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, acreditam ter vislumbrado um dos fenômenos mais raros do espaço: a colisão de dois planetas. O estudo com as novas evidências foi publicado nessa quarta-feira (11/3), no The Astrophysical Journal Letters.

O astrônomo Anastasios Tzanidakis revisava observações telescópicas de 2020 quando notou um detalhe inusitado. Uma estrela aparentemente comum, parecida com o nosso Sol e localizada a cerca de 11 mil anos-luz da Terra, tinha um brilho intenso e instável, muito diferente das suas semelhantes.

Inicialmente, Tzanidakis e seus parceiros de pesquisa ficaram confusos. Logo eles perceberam que o “piscar” e escurecer de forma irregular da estrala era causado por nuvens de poeira e detritos quentes que passavam na frente dela.

Os astrônomos concluíram que essa enorme quantidade de poeira e o calor detectado através de sinais infravermelhos só poderiam ter sido gerados por um evento violento: a colisão de dois planetas, uma rara catástrofe cósmica.

“A emissão de luz da estrela era constante e estável, mas a partir de 2016 apresentou três quedas bruscas de brilho. E então, por volta de 2021, ficou completamente descontrolada. Não posso enfatizar o suficiente que estrelas como o nosso Sol não fazem isso. Então, quando vimos essa, pensamos: ‘Olá, o que está acontecendo aqui?'”, disse Tzanidakis em comunicado.

Segundo os pesquisadores, é extremamente difícil captar o momento exato ou os efeitos imediatos de uma colisão dessas porque elas acontecem em um “piscar de olhos”.

Há indícios de que essa colisão seja semelhante à que originou a Lua há cerca de 4,5 bilhões de anos. A teoria mais aceita é que o satélite natural foi formado a partir de uma colisão similar entre a Terra primitiva e um objeto do tamanho de Marte (chamado Theia).

Os pesquisadores apontam que encontrar mais eventos astronômicos como esse poderia melhorar a compreensão dos cientistas sobre como os sistemas planetários evoluem, além de ajudar a restringir a busca por mundos habitáveis ​​além do nosso Sistema Solar.

“É incrível que vários telescópios tenham captado esse impacto em tempo real. Existem apenas alguns outros acidentes planetários de qualquer tipo registrados, e nenhum que apresente tantas semelhanças com o impacto que criou a Terra e a Lua. Se pudermos observar mais momentos como este em outros lugares da galáxia, isso nos ensinará muito sobre a formação do nosso mundo”, disse Tzanidakis.

Durante muitos anos, aprendemos a dividir o corpo em partes: músculos de um lado, ossos de outro, articulações, nervos e órgãos. Essa forma de estudar é útil, mas não conta a história completa. Existe um tecido que conecta todas essas estruturas, formando uma rede contínua da cabeça aos pés. Esse tecido é a fáscia.

O que é a fáscia e por que ela importa

A fáscia é um tipo de tecido conjuntivo que envolve, sustenta e interliga músculos, ossos, vasos sanguíneos, nervos e órgãos internos. Imagine uma malha tridimensional que atravessa o corpo inteiro, dando forma, suporte e organização às estruturas. Ela não está apenas “em volta” das partes; ela integra tudo. Quando olhamos o corpo sob a perspectiva da fáscia, deixamos de enxergá-lo como peças isoladas e passamos a compreendê-lo como um sistema conectado.

Por muito tempo, a fáscia recebeu pouca atenção na formação tradicional em saúde. Hoje, no entanto, pesquisas em anatomia e biomecânica mostram que ela desempenha um papel fundamental na transmissão de forças, na coordenação do movimento e até na percepção da dor.

Por que a fáscia pode influenciar a dor

Muitas pessoas convivem com dores persistentes, sensação de rigidez ou “travamento”, mesmo após exames que não mostram alterações significativas em músculos ou articulações. Em alguns desses casos, a fáscia pode estar envolvida.

Esse tecido é ricamente inervado, ou seja, possui muitas terminações nervosas. Alterações na sua mobilidade, elasticidade ou hidratação podem gerar tensão e desconforto. Como ela forma uma rede contínua, uma restrição em uma região pode repercutir em outra. É por isso que, às vezes, a dor não está exatamente no ponto em que o problema começou.

Isso não significa que toda dor tenha origem fascial, nem que o diagnóstico seja simples. Cada caso precisa ser avaliado individualmente, com exame clínico adequado. Mas ignorar a fáscia é deixar de considerar um componente essencial do funcionamento do corpo.

Movimento, postura e envelhecimento

A fáscia responde ao movimento. Ela se adapta às demandas que impomos ao corpo. Longos períodos sentados, sedentarismo, movimentos repetitivos e posturas mantidas por horas podem alterar sua qualidade e sua capacidade de deslizar entre as camadas do corpo.

Com o passar dos anos, também ocorrem mudanças naturais na composição dos tecidos, o que pode reduzir a elasticidade e a mobilidade. Por isso, manter-se ativo, variar posturas ao longo do dia e praticar exercícios orientados são estratégias importantes para a saúde global, inclusive da fáscia.

Quando entendemos que o corpo funciona como uma rede integrada, percebemos que tratar apenas o local da dor nem sempre é suficiente. A abordagem deve considerar o indivíduo como um todo, respeitando suas características, histórico e estilo de vida.

Falar sobre fáscia é ampliar o olhar sobre o corpo humano. Não se trata de modismo, mas de incorporar ao cuidado uma compreensão mais integrada da anatomia e do movimento. Quanto mais entendemos essa rede invisível que nos sustenta, mais conscientes nos tornamos sobre a importância do movimento, da prevenção e da avaliação adequada diante de qualquer sintoma persistente.

contato@vitoriofm.com.br
Vitório FM 104,9 - Todos os direitos reservados
linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram