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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de saída temporária do hacker Walter Delgatti Neto. A decisão impede que o detento deixe a prisão.

No começo do mês, a administração da Penitenciária Dr. José Augusto César Salgado, em Tremembé (SP), havia informado ao STF que Delgatti preenchia os requisitos para a saída temporária de março de 2026. O período previsto era de 17 a 23 de março, com uso de tornozeleira eletrônica.

Ao receber a comunicação, Moraes encaminhou os autos à Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão apontou que o ofício da penitenciária era genérico: indicava apenas as datas da saída, sem comprovar a finalidade exigida pelo artigo 122 da Lei de Execução Penal, como frequência a curso supletivo profissionalizante ou de instrução do segundo grau ou superior.

Moraes acolheu o parecer e, em decisão publicada na sexta-feira (13), concluiu que o requisito objetivo não estava preenchido e negou o benefício. Nesta terça, a defesa protocolou pedido de reconsideração no STF e juntou ofício complementar da própria penitenciária.

No documento, o chefe de divisão Rodolfo Duarte Costa esclareceu que a saída programada não tinha finalidade de estudo, mas sim de ressocialização com visita à família, prevista na Portaria Conjunta 02/2019 dos Deecrims da 9ª Região Administrativa Judiciária de São José dos Campos.

Delgatti foi condenado pelo STF a 8 anos e 3 meses de reclusão por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça e inserir documentos falsos nos autos, entre eles uma ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes com assinatura forjada do próprio relator.

A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL) foi condenada a 10 anos de prisão e à perda do mandato por ser apontada pela PGR como mentora do crime. Ela teve o nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol.

Antes dessa condenação, Delgatti já respondia por outro processo. Na Operação Spoofing, foi condenado em primeira instância a 20 anos de reclusão por hackear autoridades da extinta Operação Lava Jato e vazar mensagens obtidas ilegalmente.

O caso ainda tramita em segunda instância na Justiça Federal em Brasília, e o hacker responde ao processo em liberdade.

Delgatti chegou à Penitenciária 2 de Tremembé em fevereiro de 2025 para cumprir a pena imposta pelo STF. Em dezembro do mesmo ano, ainda no regime fechado, foi transferido para a Penitenciária 2 de Potim, também no Vale do Paraíba. Em janeiro de 2026, após Moraes deferir a progressão ao regime semiaberto, retornou à unidade de Tremembé.

A Prefeitura de Palmeira dos Índios, por meio da secretarias municipais de Infraestrutura e de Urbanismo, avança em mais um trecho das obras no bairro Alto do Cruzeiro e reforça o compromisso com a melhoria da qualidade de vida da população. As intervenções incluem serviços de recuperação de vias e melhorias estruturais em áreas consideradas prioritárias.

As obras visam garantir mais mobilidade, segurança e dignidade para os moradores da região, principalmente depois das ultimas fortes chuvas que caíram no município e danificaram ruas e acessos.

A prefeita Tia Júlia destacou a importância das ações para o desenvolvimento do bairro e afirmou que a gestão tem trabalhado para atender as demandas da população. “Estamos avançando com responsabilidade e compromisso. Essas obras no Alto do Cruzeiro representam mais dignidade para os moradores e mostram que nossa gestão está presente, ouvindo a população e levando melhorias reais para quem mais precisa”, afirmou a prefeita.

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de uma nova versão do Mounjaro, medicamento indicado para o tratamento da diabetes tipo 2.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (18) e autoriza a comercialização de uma caneta com múltiplas doses do remédio.

A mudança representa uma atualização importante na forma de administração do medicamento, que antes era disponibilizado apenas em canetas de dose única.

A principal diferença está no formato de aplicação. A nova caneta permite que o paciente utilize várias doses do medicamento no mesmo dispositivo, o que reduz a necessidade de descartar uma caneta a cada aplicação. Na prática, isso pode trazer mais praticidade para o dia a dia, além de diminuir o volume de resíduos gerados pelo tratamento.

Como o medicamento funciona

O Mounjaro tem como princípio ativo a tirzepatida e é utilizado no controle da diabetes tipo 2, ajudando a regular os níveis de glicose no sangue. A tirzepatida atua imitando a ação de hormônios intestinais envolvidos no controle da glicose.

Esses hormônios ajudam o corpo a liberar insulina de forma mais eficiente e a reduzir a produção de açúcar pelo fígado. Além disso, o medicamento também pode contribuir para a redução do apetite, o que tem impacto no peso corporal — fator importante no controle da doença.

A aprovação publicada no DOU se refere ao registro sanitário da nova apresentação do medicamento, o que significa que ele está autorizado para venda no Brasil após avaliação de segurança, qualidade e eficácia.

Para quem precisa do medicamento, a indicação permanece a mesma: o tratamento é indicado para adultos com a diabetes tipo 2, geralmente associado a mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada e prática de atividade física.

O que isso muda para os pacientes

A chegada da versão multidose pode tornar o tratamento mais simples e menos burocrático, especialmente para quem precisa usar o medicamento de forma contínua. Apesar da novidade, o uso do Mounjaro deve sempre ser feito com orientação médica, já que o tratamento precisa ser individualizado.

A aprovação da nova caneta amplia as opções disponíveis no país para o controle da diabetes tipo 2 e acompanha uma tendência global de tornar os tratamentos mais práticos e acessíveis.

Dados da Associação Brasileira do Sono apontam que 40% dos adultos no Brasil roncam, porém especialistas entrevistados pelo Metrópoles são unânimes: fazer barulhos em meio ao descanso não é normal. O som pode ser um dos primeiros sinais de alerta de que algo não está bem na saúde.

O ronco ocorre quando o ar passa pela via aérea superior e tem dificuldade para circular livremente. Com a respiração parcialmente obstruída, os tecidos da garganta começam a vibrar, produzindo o som incômodo. Em alguns casos, a hipertrofia de amígdalas ou de adenoides pode provocar o barulho. A posição de dormir também pode favorecer o bloqueio das vias respiratórias.

“Roncar não é normal. Não devemos encarar esse barulho como algo comum. O ronco interrompe o sono contínuo e muitas vezes atrapalha não só a pessoa que está dormindo, mas também quem está ao lado”, explica a pneumologista Danielle Clímaco, especialista em sono e membro da Academia Brasileira de Sono (ABS).

Quando é primário, o ronco apenas produz o barulho incômodo. Mas em outros casos mais graves, ele pode ser acompanhado da síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS), uma condição que causa paradas respiratórias momentâneas durante o descanso.

“Os sintomas são ronco, fadiga, sonolência excessiva, cansaço, e até mesmo aquele caso em que a pessoa pega no sono facilmente, ao dirigir, por exemplo”, diz o otorrinolaringologista Rogério Caiado, do Hospital DF Star, em Brasília.

Além da apneia obstrutiva do sono, que é a condição associada ao ronco mais conhecida, o barulho também pode estar ligado a outras condições — em alguns casos, até mais graves.


Condições associadas ao ronco


“Embora muitas vezes seja considerado apenas um problema social, o ronco pode ter implicações clínicas. Pesquisas sugerem que ele está associado a um aumento do risco de diversas complicações cardiovasculares e cerebrovasculares, incluindo aterosclerose da artéria carótida, hipertensão, síndrome metabólica e disfunção endotelial”, afirma o neurologista André Ferreira, do Hospital Santa Lúcia, em Brasília.

Quando o ronco deve ser investigado?

Quando o ronco começa a atrapalhar a rotina de sono da pessoa que dorme ao seu lado ou até mesmo o próprio indivíduo, é essencial buscar ajuda profissional. Entre as principais queixas causadas pelo barulho que merecem uma análise mais aprofundada, estão:

“Sem um sono de qualidade, funções importantes como memória, raciocínio, criatividade e desempenho no trabalho ficam bastante prejudicadas”, aponta Danielle.

Ao procurar ajuda, será realizada uma avaliação clínica. Em seguida, a polissonografia, exame que monitora as funções fisiológicas, irá determinar se há apneia do sono, quantas pausas respiratórias acontecem e a gravidade do problema.

Em casos mais leves, a adoção de hábitos saudáveis resolve, pois o ronco pode estar ligado ao sobrepeso e obesidade. Já nos quadros mais graves, o uso de aparelhos especializados para tratar apneia do sono é o mais recomendado. Quando estruturas no próprio corpo atrapalham a passagem do ar, a cirurgia corretiva é a solução.

“Ao ignorar o ronco, o paciente pode estar ignorando eventos obstrutivos do sono, onde as apneias causam dessaturação do oxigênio, e que além de atrapalhar até mesmo o casamento pela incapacidade de alguns casais de dormirem juntos na mesma cama, também traz fadiga, sonolência excessiva e riscos de eventos cardiovasculares a longo prazo”, alerta Caiado.

Uma única injeção de uma terapia semelhante ao mRNA mostrou potencial para ajudar o coração a se recuperar após um infarto. Em testes com ratos e porcos, o tratamento melhorou a função cardíaca e reduziu danos no órgão. O estudo foi publicado em 5 de março na revista científica Science.

A terapia usa uma tecnologia chamada RNA autoamplificável (saRNA), uma versão mais avançada do mRNA. Diferente das vacinas, ela não atua no sistema imunológico.

Nesse caso, a substância é aplicada no músculo — como o da perna — e faz com que o corpo produza uma proteína chamada pró-ANP, ligada à proteção do coração.

Essa proteína entra na corrente sanguínea e chega até o coração, onde ajuda a reduzir os danos causados pelo infarto e melhora o funcionamento do órgão. Nos testes com animais, os resultados foram considerados promissores:

Segundo os pesquisadores, o RNA autoamplificável permanece ativo por mais tempo no organismo, permitindo a produção contínua da proteína terapêutica por dias ou até semanas.


Sintomas de infarto


Após um infarto, parte do coração sofre danos permanentes, o que pode comprometer a capacidade de bombear sangue. Hoje, os tratamentos disponíveis ajudam a controlar a doença, mas não conseguem reverter totalmente os prejuízos no tecido cardíaco.

A nova estratégia se destaca porque atua de forma indireta, estimulando o próprio corpo a produzir uma substância que protege o coração — sem necessidade de aplicações frequentes.

Pode funcionar em humanos?

Apesar dos resultados animadores, os cientistas alertam que a terapia ainda está em fase inicial. Os testes foram feitos apenas em animais e ainda não há estudos em humanos.

Além disso, é preciso avaliar segurança, dose ideal e possíveis efeitos colaterais. Ou seja, ainda não é possível afirmar que o tratamento terá o mesmo efeito em pessoas.

Os próximos passos envolvem novos estudos para confirmar os resultados e, no futuro, iniciar testes clínicos. Se os efeitos se repetirem, a abordagem pode abrir caminho para novos tratamentos após infartos, com aplicações simples e de longa duração.

 

Países que geram mais energia a partir de fontes eólicas, solares e outras renováveis ​​estão mais protegidos contra choques energéticos globais, dizem especialistas, à medida que o conflito no Oriente Médio abala os mercados globais.

A guerra se intensificou desde que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã, em 28 de fevereiro. Infraestruturas críticas na região foram atacadas, e o risco de ataques iranianos praticamente paralisou o Estreito de Ormuz, via crucial que é usada para transportar cerca de 20% do petróleo e gás usados no mundo.

Com a interrupção fica mais difícil para que o combustível chegue a países que dependem dele para gerar eletricidade, aquecer residências, abastecer a indústria e operar o transporte. A consequente escassez de oferta está elevando preços de produtos em todo o mundo.

“A energia é a força vital das nossas sociedades e das nossas indústrias”, ressalta Antony Froggatt, especialista em aviação, transporte marítimo e energia da ONG Transport & Environment, sediada em Bruxelas. “E ainda somos altamente dependentes de combustíveis fósseis”.

O mundo ainda obtém cerca de 80% de sua energia primária de combustíveis fósseis, a principal fonte de emissões de gases de efeito estufa que impulsionam as mudanças climáticas. Em seu segundo mandato, o presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou a dependência dos combustíveis fósseis , revogando regulamentações de energia verde e climáticas da era de Joe Biden que visavam reduzir as emissões.

Vulnerabilidade

“Essa dependência torna as economias e as sociedades vulneráveis ​​a choques geopolíticos”, frisa Rana Adib, secretária-executiva do think tank Rede de Políticas de Energia Renovável para o Século 21 (REN21), sediado em Paris.

Países com uma maior participação de energias renováveis ​​produzidas localmente na sua matriz energética são menos vulneráveis ​​a esses choques.

É verdade que tecnologias de energia verde, como turbinas eólicas, painéis solares e baterias — e as terras raras necessárias para sua fabricação — possuem cadeias de suprimentos globais, que também podem ser afetadas por tensões geopolíticas e interrupções comerciais, mas a energia de fontes renováveis ​​normalmente é produzida dentro das fronteiras nacionais.

“Depois que essas tecnologias chegam aos países, o combustível que passa a ser usado é o sol ou o vento locais”, explica Adib. “E essa é uma das razões pelas quais a energia renovável, como solução para a produção de energia, é muito mais resiliente a choques globais”.

Uruguai aposta em energia limpa

Após a crise financeira de 2008, a preocupação com a dependência das importações de petróleo e gás foi o que levou o Uruguai a apostar tudo em energias renováveis.

Duas décadas atrás, o pequeno país sul-americano, com uma população de 3,5 milhões de habitantes, embarcou num plano para eliminar gradualmente os combustíveis fósseis de sua matriz elétrica, expandindo rapidamente os parques eólicos.

Hoje, mais de 90% da eletricidade do país provém de fontes renováveis ​​– principalmente eólica, solar, hidrelétrica e biocombustíveis. Essa parcela já chegou a 98% em alguns anos particularmente chuvosos e ventosos.

“O que nos mostra que uma rede elétrica 100% renovável é totalmente possível”, diz Adib, acrescentando que o Uruguai conseguiu isso sem as enormes quantidades de armazenamento necessárias para os dias sem sol e sem vento.

Adib sublinha que a transição para energia verde ajudou a limitar a exposição do Uruguai às altas repentinas dos preços da energia. Durante a crise energética ligada à guerra na Ucrânia, os preços da energia no Uruguai permaneceram estáveis. “Isso é extremamente importante, porque assim a inflação não atinge esse país da mesma forma que um país que tem alta dependência da importação de combustíveis fósseis”.

Adib diz que o investimento em energias renováveis ​​criou 50 mil empregos e permitiu ao país economizar 500 milhões de dólares (R$ 2,6 bilhões) por ano em custos de importação de energia.

Ainda assim, o Uruguai, como a maioria dos países, continua dependente de combustíveis fósseis para abastecer o transporte, operar seu setor industrial e aquecer residências. O país está em processo de eletrificação do transporte público e descarbonização da indústria, mas a eliminação completa da energia fóssil pode levar décadas.

Dinamarca investiu cedo em renováveis

Outro país que reduziu significativamente a dependência de combustíveis fósseis é a Dinamarca. A crise do petróleo na década de 1970 atingiu duramente o pequeno país escandinavo, levando-o a iniciar ​precocemente o desenvolvimento de energias renováveis.

Hoje, mais de 80% da eletricidade da Dinamarca é fornecida por energia verde, sendo que a energia eólica representa quase 60% desse total, seguida pelo biogás. O país, com 6 milhões de habitantes, reduziu pela metade suas emissões de gases de efeito estufa desde 1990 e almeja ter um sistema elétrico livre de combustíveis fósseis até 2030.

Seus sistemas de aquecimento urbano, aos quais mais de 65% das residências estão conectadas, praticamente eliminaram o carvão e têm previsão de depender 100% de biometano renovável até 2030.

Froggatt afirma que a predominância de energias renováveis ​​na rede elétrica mantém os preços baixos, citando um estudo do FMI que mostra que cada aumento de 1% na quantidade de energias renováveis ​​se traduz, em média, em uma queda de 0,6% no preço da eletricidade no mercado atacadista. “E isso em circunstâncias normais. Obviamente, quando os preços do gás liquefeito estão muito inflacionados, a vantagem econômica das energias renováveis ​​aumenta ainda mais”, acrescenta.

Mas ele ressalta que os consumidores só estarão protegidos do aumento dos preços do petróleo e do gás quando setores como transportes e aquecimento estiverem totalmente eletrificados, por exemplo, com veículos elétricos e bombas de calor.

Crise atual pode impulsionar renováveis

Os altos preços dos combustíveis fósseis e a vulnerabilidade dessas commodities a gargalos de abastecimento devem tornar a energia limpa mais competitiva e financeiramente atraente, além de pressionar os governos a encontrarem soluções alternativas, afirmam analistas.

“A crise atual demonstra, mais uma vez, que precisamos entrar na era das energias renováveis ​​e deixar para trás a era dos combustíveis fósseis” se quisermos sociedades e economias mais resilientes, afirma Adib.

Mas acelerar o uso de energias renováveis ​​para garantir um fornecimento de energia mais estável exigirá investimentos maciços e mudanças sistêmicas. Embora as fontes de energia limpa sejam hoje muito mais baratas do que os combustíveis fósseis, o petróleo e o gás são altamente subsidiados.

Froggatt afirma que essa transição não influi apenas na desaceleração das mudanças climáticas, mas também na segurança energética. “Essas duas coisas andam juntas. Se há um lado positivo no que está acontecendo agora, é que a energia, a forma como obtemos nossa energia e a acessibilidade da energia voltam a ocupar um lugar de destaque na agenda política”, diz Froggatt.

Um incêndio destruiu uma residência localizada na Rua Cícero Torres, no bairro Brasília, em Arapiraca, na madrugada desta quarta-feira (18). Apesar da gravidade da ocorrência, não houve registro de feridos.

De acordo com o Corpo de Bombeiros (CB), a equipe foi acionada inicialmente para conter um princípio de incêndio, mas ao chegar ao local encontrou a casa completamente tomada pelas chamas e com todas as portas fechadas.

“Quando chegamos ao local, a gente observou que a casa já estava em chamas, as portas fechadas. Fomos acionados para um princípio de incêndio. Nós arrombamos a porta e procedemos com a extinção do fogo”, relatou o tenente Santos.


				Incêndio destrói casa no bairro Brasília, em Arapiraca
Incêndio destrói casa no bairro Brasília, em Arapiraca. — Foto: Rogério Nascimento

Ainda segundo os bombeiros, o morador não estava no imóvel no momento do incêndio.

O fogo se alastrou rapidamente e comprometeu toda a estrutura da residência. O teto chegou a desabar e o imóvel ficou completamente destruído. Vizinhos conseguiram retirar apenas alguns móveis antes que as chamas se intensificassem.

Sobre as causas do incêndio, a corporação informou que há informações preliminares, mas não é possível afirmar se o caso foi criminoso. A confirmação dependerá do trabalho da perícia.

“Informações existem, mas não podemos declarar que foi criminoso, somente a perícia”, reforçou o tenente.


				Incêndio destrói casa no bairro Brasília, em Arapiraca

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, indiciado pela Polícia Civil de São Paulo pela morte da esposa, a PM Gisele Santana, foi preso na manhã desta quarta-feira (18).

A polícia havia pedido à Justiça paulista o mandado de prisão preventiva nesta terça (17), que foi concedido e cumprido pela Corregedoria da Polícia Militar com apoio do 8º DP (Belenzinho).

Geraldo foi preso em sua residência em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Ele deve ser conduzido à delegacia responsável pelo caso, na zona Leste da capital, onde deverá ser interrogado e formalmente indiciado, sem prejuízo da decisão do Poder Judiciário estadual.

Em seguida, ele deve passar por exames de corpo de delito e seguirá à disposição da Justiça no Presídio Militar Romão Gomes. O Inquérito Policial Militar (IPM) será concluído nos próximos dias, enquanto a investigação da Polícia Civil já foi concluída.

A Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo também representou pela prisão do Coronel à Justiça Militar estadual com base nos mesmos crimes, além de violência doméstica. Geraldo foi preso por feminicídio e fraude processual.

A Polícia Civil e a Polícia Militar trabalharam em conjunto para investigar as circunstâncias da morte da soldado Gisele. Durante as investigações, foram identificadas divergências entre as declarações prestadas pelo tenente-coronel, principalmente sobre o relacionamento do casal e aos fatos que teriam motivado o suposto suicídio da vítima.

A investigação também constatou inconsistências significativas quanto à conduta de Geraldo após o disparo da arma, até a formalização da ocorrência, o que compromete a credibilidade de sua versão.

As provas periciais e médico-legais, analisadas pela Polícia Técnico-Científica, indicaram a inviabilidade da hipótese de suicídio, além de apontarem indícios de alteração do local do crime.

A CNN Brasil tenta contato com a defesa do tenente-coronel para um posicionamento. O espaço está aberto.

Um homem foi preso após uma tentativa de homicídio registrada nessa terça-feira (17), no centro de Maceió, na Rua Barão de Anadia.

De acordo com o boletim de ocorrência, a guarnição motorizada Maré Comando, do 1º Batalhão da Polícia Militar, foi acionada via Copom para verificar a situação. Ao chegar ao local, os policiais constataram o fato.

Agente da SMTT vai a júri por tentativa de homicídio após discussão em Maceió

A vítima, do sexo masculino, apresentava uma perfuração no tórax provocada por uma faca de serra. O suspeito também estava no local e foi detido pelos militares.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou os primeiros socorros e encaminhou a vítima ao Hospital Geral do Estado (HGE).

O autor foi conduzido à Central de Flagrantes, onde foi preso.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (17) que o governo do estado do Rio de Janeiro envie à Polícia Federal (PF), em mídia física, as imagens capturadas durante a Operação Contenção, deflagrada no ano passado.

A operação foi deflagrada em outubro do ano passado pelas polícias civil e militar e terminou com a morte de 121 pessoas que seriam ligadas à organização criminosa Comando Vermelho (CV), além de quatro policiais.

A decisão foi tomada após a PF informar ao Supremo que não conseguiu acessar os links dos 945 vídeos que já foram enviados para a corporação, que será responsável pela perícia do material.

No mês passado, Moraes deu prazo de 15 dias para o governo estadual enviar as imagens para a PF. A determinação foi cumprida, mas os peritos não conseguiram acessar os arquivos.

Na decisão proferida hoje, o ministro disse que a análise das imagens é crucial para as investigações sobre a legalidade da operação.

“Diante desses entraves mostra-se necessário que o material seja disponibilizado de forma a permitir o trabalho pericial em sua integralidade e com a devida segurança técnica”, afirmou.

A decisão do ministro foi tomada no processo conhecido como ADPF das Favelas - Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635. Na ação, a Corte já determinou diversas medidas para redução da letalidade durante operações em comunidades do Rio de Janeiro.

O 3º Batalhão da Polícia Militar apreendeu entorpecentes em duas operações nessa segunda-feira (16), em Arapiraca, no Agreste de Alagoas. Os suspeitos tentaram fugir durante as abordagens policiais.

A primeira apreensão ocorreu durante patrulhamento na Rua Djalma Mateus Santana, no bairro Nova Esperança, quando os policiais avistaram um veículo. No momento, o motorista iniciou fuga ao perceber a presença das viaturas.

Os ocupantes do automóvel arremessaram porções de cocaína e maconha pela janela durante o acompanhamento. O motorista não obedeceu à ordem de parada e avançou sinais de trânsito.

A interceptação do veículo ocorreu no bairro Cacimbas. Um casal estava no automóvel. O motorista apresentava a Carteira Nacional de Habilitação vencida, além de demonstrar comportamento agressivo.

O veículo foi recolhido ao pátio do Detran. As drogas apreendidas e o casal foram levados à Central de Polícia.

Segunda apreensão

No conjunto Frei Damião, as equipes policiais tentaram abordar um motociclista. Ele transportava uma embalagem. O condutor fugiu em alta velocidade.

Ao entrar em uma rua estreita, o motociclista descartou o pacote. Ele conseguiu escapar.

Os militares recuperaram o material descartado. O pacote continha duzentos e oitenta gramas de maconha. Havia também cem pinos de cocaína e frascos de lança-perfume. O material ilícito também foi encaminhado à Central de Polícia.

A Polícia Civil pediu à Justiça nesta terça-feira (17) a prisão preventiva do tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, marido de Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada morta com um tiro na cabeça dentro do apartamento no Brás, região central de São Paulo. A informação foi confirmada pela Jovem Pan com fontes que acompanham o caso.

Justiça de São Paulo já havia determinado no início do mês que a polícia investigasse a morte da policial militar como feminicídio.

O corpo da policial, exumado no último dia 6, apresentava marcas no pescoço, segundo informações do advogado da família da vítima, José Miguel da Silva Junior.

Segundo Silva Junior, as marcas encontradas no pescoço da vítima chamaram a atenção da perícia. “No meu entendimento, com os outros elementos de prova, [as marcas] corroboram para o feminicídio. Esta marca é um fator preponderante, é uma equimose de dedos, como [se tivesse segurado] a pessoa com a mão”, relatou.

Geraldo Neto afirma que a esposa teria tirado a própria vida dentro de casa no dia 18 de fevereiro, em um apartamento localizado no Brás, região central de São Paulo, momentos depois de uma discussão na qual ele teria proposto a separação do casal.

O tenente-coronel pediu afastamento da corporação dias após o ocorrido. Antes de morrer, a policial enviou mensagens a familiares pedindo ajuda.  As informações foram divulgadas pelo Fantástico, da TV Globo.

Casada desde 2024 com o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, Gisele foi socorrida após ser encontrada ferida, mas não resistiu. Ele afirmou que a esposa cometeu suicídio.

A Jovem Pan tenta localizar a defesa do tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto. O espaço está aberto para manifestação.

Parentes afirmam que a policial mudou de comportamento após o casamento. Segundo eles, Gisele teria se afastado da família e passado a viver sob restrições impostas pelo marido, incluindo proibições relacionadas ao uso de roupas, maquiagem e contato com outras pessoas.

Em comparação com indivíduos neurotípicos (com o funcionamento neurológico padrão), os diagnosticados com o transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) têm episódios mais frequentes de atividade cerebral semelhante ao sono, mesmo quando estão acordados. É o que afirma um novo estudo liderado por pesquisadores australianos.

Segundo os especialistas, a maior ocorrência desse tipo de atividade cerebral pode explicar alguns dos sintomas típicos do TDAH, como dificuldade de atenção, maior número de erros durante a realização de tarefas, tempo de reação mais lento e maior sensação de sonolência.

O trabalho foi liderado pela pesquisadora Elaine Pinggal, da Universidade Monash, na Austrália. Os resultados estão disponíveis no Journal of Neuroscience desde segunda-feira (16/3).


O que é o TDAH?


 Comparação entre cérebros com e sem TDAH

Durante o estudo, houve a medição da atividade cerebral de 32 adultos com TDAH não medicados. Os resultados foram comparados à mesma aferição de 31 adultos neurotípicos e mostraram que os indivíduos com o transtorno tiveram mais episódios semelhantes ao sono quando estavam acordados.

Além de não serem incomuns, Elaine explica que as breves alterações ocorrem mais quando estão sendo realizadas tarefas mentalmente exifentes.

“Pense em correr por um longo período e se cansar depois de um tempo, o que faz você parar para descansar. Todos nós experimentamos esses breves momentos de atividade semelhante ao sono. Em pessoas com TDAH, no entanto, essa atividade ocorre com mais frequência, e nossa pesquisa sugere que esse aumento na atividade semelhante ao sono pode ser um mecanismo cerebral fundamental que ajuda a explicar por que esses indivíduos têm mais dificuldade em manter a atenção e o desempenho consistentes durante as tarefas”, explica a autora, em comunicado.

Em estudos anteriores com neurotípicos, descobriu-se que a estimulação auditiva durante o descanso da noite anterior ajudou a reduzir a atividade cerebral parecida com o sono quando o indivíduo acordou no dia seguinte.

Segundo a pesquisadora, os resultados promissores da terapia devem ser testados em pacientes com TDAH. A depender da resposta, a estimulação auditiva pode nortear novos tratamentos para melhorar os sintomas do transtorno.

Análises das amostras coletadas do asteroide Ryugu mostraram que ele possui todos os cincos componentes essenciais para a vida na Terra: a adenina, citosina, guanina, timina e uracila. Também chamados de nucleobases, os “ingredientes” são os responsáveis por formar o RNA e o DNA.

A presença dos componentes não é inédita e também já havia sido identificada no asteroide Bennu. Com isso, aumentam as evidências de que os ingredientes básicos para a vida no nosso planeta podem estar em maior abundância no Sistema Solar.

“A detecção de diversas nucleobases em materiais de asteroides e meteoritos demonstra sua presença generalizada em todo o Sistema Solar e reforça a hipótese de que asteroides carbonáceos contribuíram para o inventário químico pré-biótico da Terra primitiva”, escrevem os autores da análise.

A investigação liderada pelo biogeoquímico Toshiki Koga, da Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia Marinha-Terrestre, teve os resultados publicados na revista Nature Astronomy nessa segunda-feira (16/3).

Ingredientes da vida no asteroide

Para a vida se formar na Terra, duas moléculas básicas são essenciais: o ácido desoxirribonucleico (DNA) e o ácido ribonucleico (RNA). O código genético de ambos é formado pelos cinco compostos químicos básicos.

No entanto, até o momento, apenas a uracila já havia sido detectada no Ryugu. A nova análise de duas amostras do asteroide identificou a presença das cinco nucleobases nos dois pedaços.

Além do Ryugu e do Bennu, alguns ingredientes básicos já foram achados em outros dois meteoritos ricos em carbono. Porém, todos os objetos tinham proporções diferentes das moléculas.

Enquanto o Ryugu era composto em níveis semelhantes de todos os compostos, o Bennu era mais rico em citosina, timina e uracila. Segundo os pesquisadores, a diferença tem relação com a quantidade de amônia e as condições químicas do asteroide.

O novo achado evidencia ainda mais que o bombardeio de asteroides no início da Terra ajudou a formação de vida em nosso planeta.

“A detecção universal de todas as cinco nucleobases canônicas em amostras dos asteroides carbonáceos Ryugu e Bennu destaca a potencial contribuição dessas moléculas exógenas para o conjunto de matéria orgânica que sustentou a evolução molecular pré-biótica e, em última análise, possibilitou o surgimento do RNA e do DNA na Terra primitiva”, concluem os pesquisadores.

A prefeita de Palmeira dos Índios Tia Júlia recebeu nesta terça-feira (17) a visita da secretária de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social Kátia Born, para discutir ações voltadas ao fortalecimento das políticas de segurança alimentar no município. Durante o encontro, realizado com a participação de técnicos da Secretaria e da representante do Ministério de Desenvolvimento Social (MDS) em Alagoas Ana Karla Luna, foi discutido a formalização do Plano de Segurança Alimentar para ampliar o apoio à Cozinha Comunitária e às famílias em situação de vulnerabilidade.

O encontro também contou com representantes das secretarias municipais de Saúde, Assistência Social, Educação, Agricultura e Desenvolvimento Comunitário, que atuarão de forma conjunta na execução das ações previstas no plano.

Segundo Kátia Born, o trabalho integrado entre os governos tem sido fundamental para reduzir os índices de insegurança alimentar no estado. “No ano passado, conseguimos retirar mais de 400 mil pessoas da insegurança alimentar. Em Palmeira ainda existem muitas famílias que precisam desse apoio. As nossas equipes fazem o mapeamento das regiões e identificam os locais com maior nível de vulnerabilidade para que possamos agir de forma mais eficiente. Palmeira é prioridade nesse trabalho”, destacou a secretária.

Entre as ações previstas está a ampliação do acesso à água nas comunidades rurais. O município deverá receber cerca de 300 cisternas, que serão destinadas a famílias que vivem em áreas rurais e agricultores familiares.

Para Ana Karla Luna, a estratégia de integração entre os dados dos governos municipal, estadual e federal será fundamental para garantir que as ações cheguem a quem mais precisa. “Com a busca ativa e a integração dos dados oficiais, dentro do protocolo do Brasil Sem Fome, os governos federal e estadual poderão direcionar a ajuda necessária e definir as estratégias mais adequadas para apoiar essas famílias”, explicou.

A prefeita Tia Júlia ressaltou que o enfrentamento à fome exige a participação de várias áreas da gestão pública.
“Estamos unindo as secretarias de Saúde, Assistência, Educação, Agricultura e Desenvolvimento para atuar de forma integrada. Com esse esforço conjunto, vamos avançar até erradicar a insegurança alimentar no nosso município”, afirmou.

Outra iniciativa discutida durante a reunião foi a implantação de hortas comunitárias nas escolas, como forma de incentivar a produção de alimentos e promover educação alimentar entre estudantes e comunidades.

A China aprovou o primeiro chip cerebral para uso clínico que pode ajudar pessoas com paralisia a recuperar parte dos movimentos.

Chamada de interface cérebro-computador, a tecnologia foi autorizada para uso em pacientes selecionados e marca um avanço inédito na área. A pesquisa foi liderada pela Universidade de Tsinghua , Pequim, China e publicada nesta segunda-feira (16/3) pela revista Nature.

Como funciona o chip

O dispositivo cria uma ligação direta entre o cérebro e um equipamento externo. De forma simples, ele funciona assim:

Na prática, pacientes conseguem treinar o sistema para transformar a intenção de movimento em ações, como abrir e fechar a mão com ajuda de equipamentos. O implante é feito por um procedimento minimamente invasivo e funciona sem fios.

O chip foi desenvolvido para pessoas com paralisia causada por lesões na medula espinhal, principalmente aquelas que perderam os movimentos das mãos.

A aprovação na China permite o uso em pacientes específicos, dentro de critérios clínicos definidos, e ainda não representa um uso amplo na população.

Nos estudos iniciais, pacientes conseguiram recuperar parcialmente a capacidade de segurar objetos após o uso da tecnologia. Esse resultado é importante porque, em casos de lesão na medula, a comunicação entre o cérebro e os músculos fica comprometida — o que dificulta ou impede movimentos voluntários.

A interface cérebro-computador atua justamente nessa falha, criando um novo caminho para o comando do movimento. Embora tecnologias semelhantes já existam em fase de testes, essa é uma das primeiras aprovações para uso clínico fora do ambiente experimental.

Isso indica que o recurso começa a sair dos laboratórios e se aproximar da prática médica. Ainda assim, o uso segue controlado e deve avançar de forma gradual, à medida que novos estudos confirmem a segurança e a eficácia do método.

Apesar dos resultados promissores, a tecnologia ainda enfrenta desafios como ampliar o número de pacientes que podem usar o chip, avaliar efeitos a longo prazo, reduzir custos e tornar o tratamento mais acessível.

A expectativa é que, com o avanço das pesquisas, dispositivos como esse possam ampliar as opções de tratamento para pessoas com paralisia e outras doenças neurológicas.

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