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Jovem morre em acidente - Foto: Reprodução

Um jovem motociclista morreu na madrugada desta sexta-feira (19), após sofrer um acidente nas proximidades da Garagem Veículos, em Palmeira dos Índios, Agreste de Alagoas.

De acordo com informação apurada pela reportagem, o nome da vítima era Mikael Filho de Ávila Canuto. Não Há informações sobre as circunstâncias do acidente.

Mikael era proprietário de um espetinho que fica localizado em frente a um posto de combustíveis da cidade.

O jovem chegou a ser socorrido para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Palmeira dos Índios, mas ele não resistiu aos ferimentos e faleceu na unidade de saúde.

O corpo foi recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca para a realização dos procedimentos necessários.

 

Bolsonaro - Foto: Reprodução

Na manhã desta quinta-feira (18), o presidente Jair Bolsonaro se envolveu em uma confusão ao agarrar a camisa e tentar tirar o celular de um youtuber após ser provocado durante conversa com apoiadores ao deixar o Palácio da Alvorada, em Brasília.

Wilker Leão, que tem um canal na internet, chamava o presidente de "tchutchuca do Centrão" e questionava medidas tomadas por Bolsonaro, quando foi confrontado pelo presidente.

Antes do embate com Bolsonaro, Wilker já havia sido derrubado no chão por apoiadores do presidente. O influencer costuma ir à saída do Alvorada para gravar vídeos nos quais provoca Bolsonaro e militantes bolsonaristas. Em abril deste ano, Wilker já havia discutido com o presidente após questionar Bolsonaro sobre declarações a respeito da realidade de cabos e soldados do Exército nos quartéis.

No episódio desta quinta-feira (18), Bolsonaro cumprimentava apoiadores na saída do Palácio do Alvorada quando começou a ser questionado por Wilker:

— Por que o senhor limitou delação premiada, presidente? — perguntou, sendo empurrado em seguida.

Após a queda, Wilker Leão perguntou a Bolsonaro o que ele achava desta violência e foi ignorado pelo presidente, o influencer, no entanto, continuou gritando xingamentos em meio aos bolsonaristas:

— Quero ver se você é corajoso de sair para conversar comigo, tchutchuca do Centrão. O Lula é ladrão também, mas esse aí está fazendo tudo que o PT faz, senão o PT volta — disse Wilker Leão. — Seu covarde, tchutchuca do Centrão. Safado! Você é vagabundo.

Após essas falas, o presidente saiu do carro e foi em direção a Wilker tentando tirar o celular da mão do influencer.

 

Assessoria

A Secretaria de Estado da Segurança Pública, por meio das Polícias Civil e Militar, realizou, nesta quinta-feira (18), uma operação integrada que resultou na apreensão de 1.500 pés de maconha. A ação aconteceu na zona rural de Mata Grande, no Sertão do estado. Ninguém foi preso.

Equipes do 9º Batalhão, com apoio do Grupamento Aéreo, foram até o local verificar a situação após um trabalho de investigação. Ao chegar ao endereço citado na denúncia, no Povoado Serrote, os policiais encontraram a "roça de maconha", com cerca de 1.500 pés.

Indivíduos, ao verem a presença policial, conseguiram fugir e abandonaram roupas e outros utensílios no local. A polícia fez buscas na região, mas não encontrou os criminosos.

A plantação foi desfeita, uma amostra será encaminhada para análise e o restante será incinerado. O caso será apurado pela Delegacia Regional de Delmiro Gouveia.

 

Furto de motocicleta - Foto: Imagem Ilustrativa

Ladrões aproveitaram o Festival de Inverno de Palmeira dos Índios para furtar motocicletas das pessoas que acompanharam o evento na madrugada desta quinta-feira (18). Duas ocorrências foram registradas pela Polícia Militar.

Em uma delas, uma motocicleta Honda CG 125 Fan vermelha de placa PGD 3548 foi deixada estacionada na Rua Prefeito José Araújo e a vítima não encontrou o veículo ao retornar para o local.

O outro veículo furtado foi uma Honda CG 150 Titan EX de cor vermelha e placa NMJ 2366. Ela ficou estacionada na mesma rua onde foi registrada a primeira ocorrência.

Até o momento ninguém foi preso e as motos ainda não foram recuperadas.

 

 

Um homem tentou dar um soco em um policial militar durante uma ocorrência no bairro São Cristóvão, em Palmeira dos Índios, Agreste de Alagoas, na madrugada desta quinta-feira (18).

Uma guarnição do 10° Batalhão estava realizando patrulhamento pela região e se deparou com uma briga. Os policiais tentaram separar os envolvidos e a situação ocorreu nesse momento.

Antes de tentar agredir o militar, o homem ainda o ofendeu. Ele foi contido pela equipe e conduzido ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Palmeira dos Índios.

Ele irá responder pelo crime de desacato.

Reprodução/TV Globo

O homem apontado como chefe do tráfico de drogas do Complexo do Castelar, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, foi preso nesta quarta-feira (17) pela PM enquanto assistia ao jogo do Fluminense contra o Fortaleza, no Maracanã.

Marco Aurelio dos Santos Rocha, o Foca, estava com um uniforme com o próprio apelido estampado quando foi preso. A ação envolveu policiais do 39º BPM (Belford Roxo) e do Batalhão Especializado em Policiamento em Estádios (Bepe).

Contra Foca, havia dois mandados de prisão em aberto por tráfico. Ainda segundo a Polícia Militar, Foca é responsável por diversos homicídios em Belford Roxo.

 

acidente - Foto: Cortesia/ Samu

Duas pessoas ficaram feridas após um capotamento de um carro nesta quarta-feira (17), em uma rodovia no município de Teotônio Vilela, no Agreste de Alagoas. As vítimas são dois homens de 43 e 38 anos, respectivamente.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que foi acionado para a ocorrência, informou que o homem de 43 anos, identificado como Allan Ales Correia, apresentava corte contuso no rosto e não tinha sinais de fratura. Ele foi encaminhado para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, a bordo do helicóptero falcão 05.

Já a vítima de 38 anos, identificado como Adriano Rodrigues de Oliveira, foi socorrido por uma equipe da Unidade de Suporte Básico (USB) da base descentralizada do Samu Alagoas no município e também encaminhado para o HGE.

Além do SAMU, uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL) também foi acionada para resgatar os homens, que estavam presos às ferragens.

 

Viatura - Foto: Ascom PM-AL

Uma motocicleta foi furtada nas proximidades de uma igreja católica no bairro São Cristóvão, em Palmeira dos Índios, nesta terça-feira (16).

De acordo com a Polícia Militar, uma mulher de 23 anos relatou que deixou o veículo estacionada em via pública e entrou em uma farmácia.

Quando ela retornou, não encontrou mais a motocicleta onde havia deixado. A vítima foi orientada a registrar um boletim de ocorrência em uma delegacia.

A moto é uma Shineray XY 50Q Jet, ano 2018. Quem tiver informações sobre o caso, pode fazer uma denúncia anônima através do 181.

Polícia divulga imagens de casal suspeito de envolvimento na morte de motorista por aplicativo em Maceió
Casal suspeito de participar da morte de motorista - Foto: Reprodução

Após a prisão do homem que confessou ter matado a motorista por aplicativo Amanda Pereira, a Polícia Civil de Alagoas divulgou mais detalhes sobre o crime e imagens do casal suspeito. O homem que foi preso confessou que

estrangulou a vítima até a morte, mas disse que a intenção era somente roubar.

O assassino confesso é o ajudante de pedreiro Jackson Vital dos Santos, de 27 anos.

Segundo a polícia, o casal suspeito é Yuri Livramento dos Santos e a mulher dele, identificada como Mari "Estrelinha". Os dois estão foragidos .

Segundo o delegado Igor Diego, o casal que fugiu chamou a corrida que foi aceita pela motorista.

"A cidade de Marechal Deodoro foi escolhida como destino da corrida porque é o local onde a família da suspeita conhecida como Mari mora, mas já haviam tramado praticar o crime patrimonial, que era subtrair os pertences de quem viesse buscá-los. Eles não sabiam se era uma mulher ou um homem que realizaria aquela corrida".

Segundo o delegado, Jackson Vital utilizou um simulacro de pistola para anunciar o assalto. A motorista foi colocada no banco de trás. O suspeito identificado como Yuri assumiu a direção do veículo da vítima e Jackson Vital assassinou Amanda Pereira por estrangulamento.

Divulgação

Momentos de amor, fé e esperança marcaram a noite de terça-feira(16), na segunda edição do Festival de Inverno de Palmeira dos Índios. Mesmo debaixo de chuva, o Estádio Juca Sampaio foi tomado por fiéis vindo em caravanas de várias cidades do estado.
A noite começou com um show de louvor com o “Ministério Servos”, uma banda católica formada por músicos de Palmeira , animou a juventude com clássicos da Renovação Carismática Católica (RCC). Logo em seguida foi a vez do show com o padre sertanejo Alessandro Campos.
O sacerdote começou o show com a música ” O que é que eu sou sem Jesus”, música revelação em 2014 e levou o artista ao primeiro lugar na categoria religioso. Em seguida tocou tradicionais músicas sertanejas e pregou palavras de amor ao próximo.
Dona Daria Maria, 68 anos, veio de Maribondo para prestigiar o show. “Me sinto muito feliz e emocionada. Vou ver meu padre que assisto toda semana na TV. Parece um sonho. É uma felicidade que não cabe dentro de mim”, falou dona Daria.

Antes de subir ao palco, o padre falou da felicidade em retornar a Palmeira e parabenizou a cidade pelos 133 anos . “É uma honra poder retornar a Palmeira dos Índios. O outro show que nós fizemos aqui foi um período quente e hoje está esse tempo frio e chuvoso. Agradeço a oportunidade de ter voltado aqui e fazer parte dessas festividades. Parabéns, Palmeira e todo o povo palmeirense”, disse o padre Alessandro Campos.

DIA 17/08 (QUARTA-FEIRA)

LOCAL: POLO CENTRO, NO CALÇADÃO DO COMÉRCIO

9h às 11h30:

GUERREIRO CAMPEÃO DO TRENADO DA MESTRA IRACI

BAIANAS DA MESTRA MARIA DO CARMO

TAIEIRAS DO MESTRE CARLOS GILBERTO

MESTRA ZEZA DO COCO

ESTRELA DE BELÉM DA MESTRA JOSETE

12h: QUARTETO PIFANOS

LOCAL: POLO PRINCIPAL, NO ESTÁDIO JUCA SAMPAIO

20h: FERNANDA FERREIRA

22h: FORMATO MÍNIMO

23h: ZÉ RAMALHO

DIA 18/8 (QUINTA-FEIRA)

LOCAL: POLO BORBOREMA, PRAÇA DA INDEPENDÊNCIA

16h: COCO DA NEGA

17h: BRUNO SÁ

LOCAL: POLO PRINCIPAL, NO ESTÁDIO JUCA SAMPAIO

20h: FORROZÃO SUPAPO

22h: ALCEU VALENÇA

23h30: ZÉ VAQUEIRO

DIA 19/8 (SEXTA-FEIRA)

LOCAL: POLO PRINCIPAL, NO ESTÁDIO JUCA SAMPAIO

20h: COWBOY DO FORRÓ

22h: DANIELZINHO

23h30: JORGE DE ALTINHO

DIA 20/8 (SÁBADO)

POLO BORBOREMA, PRAÇA DA INDEPENDÊNCIA

16h: MC DI FERRARI

16h30: ALIENS U CLÃ

17h: ELDORADO

17h30: JANY LI

18h: MC GREGORY

LOCAL: POLO PRINCIPAL, NO ESTÁDIO JUCA SAMPAIO

20h: JOÃO BARÃO

22h: WALKYRIA SANTOS

23h30: JOÃO GOMES

candidato presidencia Luiz inacio lula da Silva durante Convenção Nacional do PSB, em pauta está a escolha do candidato a vice-presidente da República, Geraldo Alckmin 2 - Foto: Gustavo Moreno/Metrópoles

Assim como lideranças evangélicas, alguns grupos católicos ultraconservadores decidiram fazer uma ofensiva contra a candidatura do ex-presidente Lula ao Palácio do Planalto.

No domingo (14/8), o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira (IPCO), dissidência da antiga TFP (Tradição, Família e Propriedade), lançou uma “oração contra o comunismo”.

Logo na introdução, um membro do grupo explica que é necessário orar, já que “uma seita vermelha quer voltar ao poder no Brasil”, sem citar diretamente o PT, partido de Lula e cuja bandeira é vermelha.

“Ao mesmo tempo, uma grande reação conservadora neste país se levanta. E nós temos que fazer o possível, o que estiver ao nosso alcance, para incentivar essa reação”, afirma o locutor.

O grupo ultraconservador esteve nas manifestações do 7 de Setembro de 2021. Neste ano, entretanto, a entidade ainda não convocou oficialmente seus membros a participarem dos atos pró-Bolsonaro.

“Dever de casa”

Outro grupo, o Centro Dom Bosco, que ajudou a eleger em 2018 a deputada federal bolsonarista Chris Tonietto (PL-RJ), divulgou, há uma semana, vídeos de palestras com reclamações sobre o número de católicos que apoiam Lula.

No evento, um palestrante, ao lado do deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), diz que “os protestantes estão fazendo o dever de casa”, enquanto mais de “50% dos católicos estão votando no Lula”.

“Os protestantes são quase 80% votando no Bolsonaro. Estão fazendo o dever de casa. Quando você olha os católicos, é devastador. Mais de 50% dos católicos votando no Lula. É triste. Quem é católico deve ficar envergonhado. Como a gente explica que o católico vota no candidato revolucionário? Que tem dito explicitamente, para todo mundo ouvir, que defende o assassinato intrauterino, outro nome para aborto; ele, que vai censurar a opinião pública na internet; ele, que vai atacar a propriedade privada, ou sugere isso quando diz que a classe média ostenta um padrão de vida que não condiz com a sua realidade”, afirma o membro do grupo no vídeo.

Lula lidera entre católicos

Os ataques desses contra Lula chamam atenção, uma vez que o ex-presidente é o candidato preferido para a maioria dos eleitores que se declaram católicos (52%), segundo pesquisa Datafolha divulgada em 28 de julho.

O petista também lidera entre o eleitorado espírita (51%). Já o presidente Jair Bolsonaro lidera entre evangélicos, com 43% da preferência desse grupo de eleitores.

carros estacionados em fileira. Todos são Táxi- Metroples - Foto: Felipe Menezes/Metrópoles

Os taxistas começam a receber, nesta terça-feira (16/8), o Benefício Emergencial aos Motoristas de Táxi, conhecido como BEm-Taxista. Ao todo, 245.213 profissionais da categoria têm direito ao auxílio criado às vésperas das eleições. Serão pagos hoje R$ 2 mil, referentes aos meses de julho e agosto. O governo vai desembolsar R$ 490,4 milhões.

Segundo o Ministério do Trabalho, 300.771 taxistas foram inscritos no programa pelos municípios até o dia 2 de agosto. Um pente-fino, porém, identificou que 49.515 não se enquadram nas regras e, portanto, não terão direito ao benefício nesta primeira fase.

Veja o calendário:

Os profissionais devem estar atentos ao motivo de indeferimento do pedido. As informações sobre a elegibilidade do taxista, eventuais pendências e notificações para ter direito ao auxílio estão disponíveis no Portal Emprega Brasil e no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital.

O governo também autorizou aumento do Auxílio Brasil, para R$ 600, até dezembro deste ano:

Os taxistas cujos dados tenham sido inscritos pelas prefeituras entre os dias 3 e 15 de agosto, e que sejam considerados elegíveis, receberão as duas parcelas no dia 30 deste mês. A data vale para os profissionais que passarem na repescagem.

Confira quem pode receber o benefício e quais são as regras:

Os valores serão depositados por meio de poupança social digital, da Caixa Econômica Federal, e do aplicativo Caixa Tem. Após receber o montante, o trabalhador deve movimentá-lo em até 90 dias. Caso contrário, o valor retornará ao governo federal.

A data-limite para envio dos cadastros será 11 de setembro de 2022.

Bolsonaro chega em Juiz de Fora para primeiro ato da campanha eleitoral
- Foto: Reprodução

Juiz de Fora (MG) — A campanha eleitoral começou de forma oficial nesta terça-feira (16/8) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) está em Juiz de Fora, Minas Gerais, para dar o pontapé inicial em seu projeto de reeleição.

A escolha por começar a campanha na cidade mineira é cercada de simbolismos. Foi lá que Bolsonaro se tornou vítima de um atentado no período que antecedeu as eleições de 2018, quando, então deputado federal e candidato à Presidência, acabou atingido por uma facada desferida por Adélio Bispo de Oliveira.

A referência ao atentado no primeiro dia da campanha à reeleição do presidente da República é clara, uma vez que o primeiro discurso do candidato será feito em estrutura armada na esquina das ruas Halfeld e Batista de Oliveira, no centro de Juiz de Fora, exatamente onde aconteceu a facada no dia 6 de setembro de 2018, durante caminhada pelo local também em ato de campanha.

O presidente desembarcou na cidade mineira por volta das 10h, no Aeroporto Francisco Álvares de Assis, mais conhecido como Aeroporto da Serrinha. Antes disso, no entanto, já havia concentração de apoiadores do presidente no local, principalmente motociclistas, uma vez que está prevista uma motociata para acompanhar o presidente até o centro de Juiz de Fora.

O trajeto é de pelo menos sete quilômetros, passando pelas principais avenidas da cidade.

Antes da motociata, a expectativa é de que Bolsonaro participe de um encontro com lideranças religiosas e fale com a imprensa pela primeira vez como candidato oficial à reeleição. Inicialmente, também estava prevista uma visita à Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, local em que o presidente foi socorrido e operado após a facada.

A agenda, no entanto, acabou cancelada por conflitos de horários. Após passar por Juiz de Fora, Bolsonaro retorna para Brasília e é esperado na posse de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), como novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em solenidade às 19h.

Segunda visita

Esta é a segunda visita que o presidente Jair Bolsonaro faz a Juiz de Fora desde a facada ocorrida em setembro de 2018. A primeira ocorreu há pouco mais de um mês, no dia 15 de julho.

Na ocasião, a agenda presidencial na cidade teve tom de campanha e um roteiro semelhante ao desta terça, já que o agora candidato também se reuniu com lideranças religiosas e participou de uma motociata pelas ruas da cidade.

“Depois de quase quatro anos, eu retorno a Juiz de Fora. A maioria dos médicos que me viram naquele estado me disse que, a cada 100 pessoas que levam uma facada daquelas, apenas uma teria chance de sobreviver. Alguns acham que é sorte; eu acho que é a mão de Deus – ou melhor, eu tenho certeza”, afirmou o presidente na ocasião.

A facada

Ainda candidato ao Palácio do Planalto, Bolsonaro participava de um comício em Juiz de Fora, em 2018, quando foi esfaqueado na barriga por Adélio Bispo na esquina das ruas Halfeld e Batista de Oliveira, exatamente onde fará seu primeiro comício de campanha nesta terça-feira.

Embora a Polícia Federal (PF) tenha apontado que não houve um mandante, o presidente insiste até hoje que as investigações não foram conclusivas. A Justiça considerou o autor do crime inimputável, em razão de doença mental.

Reprodução

Duas das três mulheres que levaram adiante as denúncias de assédio sexual contra Marcos Scalercio, juiz do trabalho de São Paulo, deram detalhes da abordagem praticada pelo magistrado.

Uma delas, aluna no cursinho Damásio em 2014, onde Scalercio dava aulas, diz ter sido impedida de fazer perguntas por Scalercio durante uma audiência por ter se negado a sair com ele. A mulher afirma ter sido abordada em redes sociais, com o juiz oferecendo ajuda. Um dia foram até uma cafeteria, quando ela foi assediada.

“Falei que não queria isso, fiquei assustada e me retirei daquele local. Depois ele passou a mandar mensagens nas redes sociais dizendo que a gente tinha que sair juntos. Eu me recusava, e ele falava coisas do tipo: ‘Como você não quer sair comigo, eu sou juiz, você não tem noção de quem eu sou?’. Depois disso, eu bloquei ele nas redes”, disse a vítima, ao G1.

Depois do episódio, ela disse que foi tratada com indiferença pelo juiz nas aulas.

“Eu estava numa audiência que deveria ocorrer normalmente, onde o advogado faz perguntas, e a parte responde. E todas as perguntas que eu fazia, ele falava: ‘Está indeferido, não vai perguntar nada'”.

Acusação de estupro - Uma advogada de 29 anos diz ter sido estuprada pelo magistrado. De acordo com ela, o caso aconteceu em 2017, quando pediu aconselhamento profissional.

“Ele subiu em cima de mim, eu não conseguia tirar ele. Eu falava que não queria, e ele falava coisas do tipo: ‘Calma, você vai gostar, deixa eu te mostrar o que é bom’, e teve uma hora que eu parei de lutar porque não tinha mais forças para tirar ele de cima de mim. Ali a minha vida mudou, eu passei a conviver com medo, me sentia suja, usada e, ao mesmo tempo, que eu tinha causado tudo isso, que não deveria ter ido encontrar ele”, contou ao SP2, da TV Globo.

A advogada, que não foi identificada, disse ter combinado de encontrar com o juiz, que, na época, trabalhava no Fórum da Barra Funda, para tomar um café, mas, ao invés disso, foi levada para um motel. “Ele me agarrou com muita força, ele não conseguia tirar minha roupa. Ele teve relações comigo à força e eu fiquei cheia de hematomas pelo corpo”.

Assédio no fórum - Uma outra mulher, funcionária do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), também afirmou ter sido vítima do magistrado. Segundo ela, o assédio aconteceu em 2018. Na época, o juiz trabalhava no Fórum Trabalhista Ruy Barbosa, na capital paulista.

“Ele se levantou, veio perto da minha cadeira e se apoiou na minha cadeira e começou a tentar me beijar, me assustei e fui para trás com a cadeira. Mas ele forçava todo o corpo pesado nos meus braços, até que teve uma hora que ele fez menos força, e eu consegui me desvincular. Ele tentava me beijar e falava que ‘sabia que eu queria’ e como não tinha câmeras no gabinete, eu podia ficar tranquila”, contou.

CNJ recebe denúncias - As denúncias chegaram ao conhecimento da Me Too Brasil, e foram encaminhadas para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Atualmente, a matéria tramita no CNJ e no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que apuram três acusações contra o juiz nas esferas administrativa e criminal.

Pelo menos outras sete vítimas também relatam que o magistrado entrou em contato com elas via redes sociais, e cometeu assédio a partir de comportamento inapropriado, enviando mensagens com conotação sexual.

Em nota ao Metrópoles, a Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça, em Brasília, afirmou que o “os fatos estão sendo apurados via Pedido de Providências, que tramita sob segredo de Justiça”.

“O Pedido de Providências é uma apuração preliminar, na qual a Corregedoria Nacional procede à avaliação do fato e das provas existentes, a fim de estabelecer se houve prática de infração disciplinar, o que pode determinar a propositura de Processo Administrativo Disciplinar ou, em hipótese contrária, acarretar o arquivamento do procedimento. A Corregedoria Nacional de Justiça esclarece, ainda, que não pode se pronunciar a respeito dos fatos”, diz o documento.

Já o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), informou que “na esfera federal, o processo tramita sob sigilo” e que não é permitido “acesso às informações”.

O produto é confeccionado com materiais que dissolvem na água (Getty Image)

O Newbies é feito com um tecido de seda 100% biodegradável

Sapato foi criado para deixar de existir quando o pé da criança cresce

O produto está sendo vendido por US$ 34 dólares (R$ 172)

Comprar roupas e sapatos para bebês é uma saga. Como eles crescem muito rápido, do dia para a noite os itens deixam de servir. Para resolver o excesso de lixo gerado nesse processo, Jesse Miliken, que trabalhava como designer na Nike, abandonou a carreira na companhia esportiva e criou a Woolybub’s, uma marca focada em calçados infantis com uma pegada sustentável.

O ‘The Newbie’ é um calçado infantil de baixo custo feito com um tecido de seda 100% biodegradável revestido com álcool polivinílico (conhecido como PVA), um polímero sintético solúvel usado em uma variedade de produtos, de cosméticos a revestimento de comprimidos. Ou seja, quando o bebê cresce, basta colocar o item na água morna por 40 minutos. Ele se dissolverá em um líquido não tóxico que pode ser despejado no ralo de casa.

O produto está sendo vendido por US$ 34 dólares (R$ 172). Apesar de ser um valor alto em reais, é um valor justo para padrões estadunidenses. Os calçados estão disponíveis em quatro cores.

“O Newbie é nosso primeiro passo para capacitar mais pais com maneiras de deixar uma pegada menor”, ​​diz Megan Millikan, cofundadora da Woolybubs, ao Business Wire.

Apesar da praticidade no desacate, os criadores garante que os sapatinhos não se dissolvem na chuva ou quando lavados à mão. Eles foram rigorosamente testados aqui no noroeste do Pacífico e podemos dizer com confiança que atendem aos padrões de desempenho até mesmo para bebês mais aventureiros que engatinham.”

Juiz do trabalho é acusado por mulheres de assédio sexual. YouTube/Reprodução

O juiz do trabalho de São Paulo Marcos Scalercio, que também dá aulas de direito em um famoso cursinho preparatório para concursos públicos, está sendo acusado por ao menos dez mulheres de assédio sexual entre 2014 e 2020 (assista ao vídeo acima com a leitura de depoimentos de vítimas).

O suspeito é juiz substituto do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região e professor de direito material e processual do trabalho no Damásio Educacional.

O Me Too Brasil, então, levou as queixas ao Conselho Nacional do Ministério Público, que depois acionou os órgãos competentes. Atualmente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília, e o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), em São Paulo, apuram essas três acusações contra o juiz, respectivamente, nas esferas administrativa e criminal.

Dez mulheres

As denunciantes, que não querem ser identificadas por temerem represálias, são: uma funcionária do TRT, uma advogada, uma estagiária de direito, seis alunas do cursinho Damásio à época, e uma professora de direito – com quem a reportagem conversou.

Algumas das mulheres postaram e compartilharam prints das conversas que alegam ter tido com ele e que, segundo elas, comprovam os assédios sexuais cometidos por Scalercio (veja mais abaixo). As fotos dos diálogos foram divulgadas em grupos fechados de concursos públicos voltados a mulheres, compartilhadas entre as próprias vítimas e também acabaram encaminhadas ao Me Too Brasil.

Das dez mulheres, três delas acusam o magistrado de 41 anos de agarrá-las e beijá-las à força dentro do seu gabinete no Fórum Trabalhista Ruy Barbosa, na Barra Funda, Zona Oeste da capital, ou em uma cafeteria próxima ao cursinho, no Centro.

Outras sete vítimas também relatam que ele usou as redes sociais para assediá-las, tendo comportamento inapropriado e enviando mensagens com conotação sexual.

Assédio sexual é crime no Brasil. Pode ocorrer em um contexto em que há relação hierárquica entre o agressor e a vítima, no qual ele a constrange, geralmente no ambiente de trabalho, seja usando palavras ou cometendo ações de cunho sexual, sempre sem o consentimento da pessoa, como um beijo ou um toque forçados, por exemplo.

As denúncias de assédio contra o juiz começaram em 2014, mas só começaram a ser discutidas entre as vítimas em 2020. Primeiro pela internet, quando vítimas que não se conheciam começaram a citar o nome de Scalercio em pelo menos dois grupos fechados de discussão voltados a concursos públicos para mulheres. Elas o definiam como assediador sexual.

Em um desses grupos, a organizadora pedia às concurseiras que a seguiam que enviassem as postagens que haviam feito anteriormente com denúncias contra o magistrado.

Ao descobrirem que outras mulheres denunciaram o juiz por assédio, três das vítimas que procuraram o Me Too Brasil decidiram dar sequência às denúncias. As queixas seguiram então para os órgãos competentes apurarem.

O Me Too Brasil, ou o “Eu Também” (na tradução do inglês), foi criado em 2020 no país, inspirado pelo movimento que nasceu nos Estados Unidos em 2017, depois de uma série de denúncias contra o produtor Harvey Weinstein, acusado por dezenas de mulheres de abuso sexual e estupro. Desde então, a ONG combate assédio e abuso sexual prestando assessoria jurídica gratuita a mulheres por meio de profissionais voluntários.

A organização levou as acusações das três mulheres contra o juiz para o Projeto Justiceiras e a Ouvidoria das Mulheres do Ministério Público, em Brasília, com os quais tem parceria. A Ouvidoria acionou depois as autoridades responsáveis para que as denúncias fossem investigadas.

Pelo fato de os membros da Justiça do Trabalho terem competência federal nas suas atribuições, eventuais violações cometidas por eles são apuradas por órgãos federais. Se for considerado culpado no âmbito administrativo, o magistrado poderá ser exonerado do cargo, suspenso, afastado ou advertido. No aspecto criminal, condenados por assédio sexual podem ser punidos com até dois anos de prisão.

Segundo apurações, a defesa de Scalercio negou todas as acusações na Justiça e continua trabalhando como juiz e ainda é professor.

Funcionária do TRT

Uma funcionária do Tribunal Regional do Trabalho contou em depoimento à Corregedoria do TRT que o juiz a agarrou e beijou à força dentro do gabinete dele, no Fórum Trabalhista Ruy Barbosa em São Paulo, em 2018. Esta é uma das três denúncias contra Scalercio que são apuradas pelo CNJ e pelo Ministério Público Federal (MPF).

A servidora do Tribunal Regional do Trabalho, que não era subordinada diretamente ao juiz, falou que o assédio ocorreu após ela perguntar a ele sobre possibilidades de trabalho durante um evento no prédio do fórum. O local é uma das unidades do tribunal na cidade de São Paulo.

O magistrado então a convidou para ir à sala de trabalho dele dentro do fórum e lhe enviou mensagens por WhatsApp, segundo relato da funcionária.

A funcionária ainda relatou que o magistrado a “encoxou” dentro da sala: “Doutor Marcos não parou. Veio e pegou na linha da [minha] cintura por três vezes”.

A servidora afirmou que o juiz lhe disse: “Sei que você quer”. Assustada, ela falou que tentou se livrar do magistrado e chegou a colocar a mão no rosto dele e o empurrou.

Como o gabinete não tinha câmeras e não havia mais ninguém na sala de audiência além dos dois, ela contou que tentou pegar o celular para filmá-lo, mas ele não a deixou registrar o assédio: tirou o telefone dela e o colocou sobre a mesa.

A funcionária relatou que o juiz disse que ela “não poderia fazer nada” contra ele. Em seguida, a mulher saiu da sala de audiência e voltou para o seminário.

Nervosa, ela decidiu ir embora. No dia seguinte, contou a uma amiga o que aconteceu. Dez dias depois, resolveu mandar mensagem para o juiz dizendo que “houve falta de respeito, que não deu abertura” para ele abordá-la daquele jeito.

O magistrado então “respondeu que não sabia sobre o que ela estava falando”, de acordo com a funcionária.

Na época, ela não o denunciou porque acreditava que “não tinha provas” contra ele, exceto suas próprias palavras. Mas mudou de opinião quando viu outras mulheres acusando o magistrado por assédio sexual nas redes sociais. Procurou então o Me Too Brasil para formalizar sua denúncia contra Scalercio.

Desde então, ela aguarda decisões do Conselho Nacional de Justiça e do Ministério Público Federal. Atualmente faz terapia e tem acompanhamento psicológico por conta do trauma que sofreu, segundo a ONG.

Estagiária de direito

Uma estudante de direito que fazia estágio no Fórum Trabalhista Ruy Mendes, em São Paulo, em 2019 contou em depoimento ao Me Too Brasil que à época foi assediada pelo juiz também no gabinete dele.

A mulher disse que tinha ido ao local pegar a assinatura de Scalercio após as audiências dele para cumprir a grade curricular exigida pela universidade. De acordo com a estudante, depois que entrou na sala, o juiz trancou a porta.

A mulher ainda contou que pediu para o magistrado parar de agarrá-la, mas ele continuou. “Eu falava em alto e bom tom que não queria e que era para ele parar”, relatou. “Tentei juntar todas as minhas peças [relatórios] que estavam em cima da mesa para sair, e ele não deixava, pois ficava insistentemente me agarrando.”

A vítima afirmou que escapou do juiz após alguns minutos, quando conseguiu sair da sala. “Em seguida, ele me enviou mensagem dizendo para marcarmos outro dia, pois ele queria me ver.”

A estagiária disse que respondeu a mensagem do magistrado perguntando se ele não tinha “medo” por tê-la assediado no gabinete dele. Mas, segundo ela, Scalercio falou que ninguém acreditaria nela se contasse o que ocorreu lá dentro.

“Eu o questionei se ele não tinha medo de criar essa situação dentro do próprio gabinete. Ele disse que ninguém acreditaria, caso eu contasse”, disse a aluna.

Apesar de ter feito a denúncia acima ao Me Too Brasil após ter conhecimento de outras acusações contra ele nas redes sociais, a ex-estudante não deu sequência à queixa, com receio de represálias.

Alunas do Damásio

Uma então universitária de direito e aluna do Damásio à época também procurou o Me Too Brasil para denunciar o magistrado por tê-la agarrado e tentado beijá-la contra a sua vontade. Segundo ela contou em depoimento à Corregedoria do TRT, o assédio ocorreu em 2014 numa cafeteria no Centro da capital, perto da faculdade em que estudava.

De acordo com a vítima, o professor foi atrás dela oferecendo ajuda com livros e a convidou para um café, onde a beijou sem o seu consentimento. A mulher decidiu fazer a denúncia ao Me Too Brasil ao saber de outros relatos de vítimas de assédio do juiz. Este caso também chegou ao conhecimento do CNJ e teria sido levado ao MPF.

Uma outra ex-estudante do cursinho Damásio procurou o Me Too para acusar o juiz, de quem era aluna, de ter usado as redes sociais dele na internet para assediá-la em 2014. Como as aulas eram a distância, ela contou que adicionou Scalercio no Facebook para tirar uma dúvida. Depois, segundo relatou, ele começou a puxar papo, fazendo “cantadas baratas” e pedindo foto dela de “calcinha”.

Ainda de acordo com a vítima, o professor ofereceu revisão da prova via Skype e, quando ela abriu a câmera, viu que ele estava nu e se masturbando. Ela disse que desligou o vídeo logo em seguida. Com medo, a vítima não quis que a denúncia fosse encaminhada às autoridades. Segue abaixo um trecho da troca de mensagens dela com outra pessoa comentando o assédio e que chegou a ONG.

Outras três mulheres que também eram alunas do Damásio chegaram a enviar mensagens para um grupo fechado de concurseiras na internet que perguntava quem já havia sofrido assédio de Scalercio, segundo o Me Too Brasil. Elas haviam respondido que sim ou contado as investidas não consentidas do professor.

“É o Márcio [Marcos] Scalercio né, tenho certeza. Uma vez fui tirar dúvida sobre uma aula e ele me perguntou se eu gostava de beijar na boca (?)”, comentou outra mulher em mensagem.

Em outras mensagens de conversas nas redes sociais que chegaram ao Me Too Brasil, mulheres contaram que é preciso denunciar Scalercio para que ele pare de assediá-las. “Enquanto ninguém expuser as atitudes dele, ele vai continuar fazendo e fazendo e fazendo…”, escreveu uma delas.

Outra lamentou o fato de o professor continuar dando aulas sem que a direção do cursinho o repreendesse: “O pior é o Curso Damásio, que as alunas reclamam do assédio e eles são sempre contra as alunas”.

Advogada

Ao saber de que mais mulheres acusaram o juiz de assédio na web, uma advogada seguidora de Scalercio nas redes sociais também procurou o Me Too Brasil para acusá-lo. Segundo ela contou em depoimento que chegou ao conhecimento da Corregedoria do TRT, ele a assediou em mensagens pelo Instagram. Esta é outra denúncia que está com o CNJ e também estaria com o MPF.

A advogada contou que, em 2020, durante o início da pandemia de Covid, seguia o juiz e professor nas redes sociais dele. Ela disse que Scalercio puxou conversa e depois, sem qualquer motivo aparente, passou a perguntar sobre a vida sexual dela.

Professora

Uma professora de direito que disse ter sido assediada por Scalercio ainda em 2020, o juiz a procurou pelo Instagram depois que ela o marcou numa foto na qual indicava um livro do magistrado como sugestão de leitura.

Ela também autorizou a reportagem a mostrar trechos da conversa que teve com o juiz, na qual, segundo a professora, ele faz comentários inapropriados para alguém que nem conhecia. Em um deles, também sugeriu que ela fosse “assexuada”, assim como fez com a advogada.

A professora, no entanto, não procurou o Me Too Brasil e nenhum outro órgão para denunciar o juiz por assédio. “Eu não levei à frente, mas já deletei ele depois que fui saber que ele tinha esse comportamento com outras mulheres. Eu fiquei preocupada porque pensei: ‘Ele já deu aula para muita gente e é juiz’. Eu só sabia quem é porque ele dá aula num cursinho famoso”, comentou.

Apuração administrativa

A Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça, em Brasília, vai apurar se Scalercio cometeu alguma infração disciplinar como juiz por conta das denúncias de assédio sexual. Existe a possibilidade de que o caso comece a ser analisado a partir desta terça-feira (16) por vários magistrados. Eles decidirão se abrem um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o juiz do trabalho ou não.

A lei da magistratura determina que juízes devem manter conduta irrepreensível na vida pública e também na particular.

O CNJ vai apurar as denúncias contra o juiz depois que a Corregedoria do Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo arquivou por duas vezes as acusações contra Scalercio. Por determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a Corregedoria Nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça irá analisar mais profundamente o caso e revisar os trabalhos feitos pelo órgão do TRT.

Em dezembro do ano passado, um corregedor do Tribunal Superior do Trabalho fez críticas ao arquivamento.

O Tribunal Regional do Trabalho analisou os depoimentos das três mulheres que procuraram o Me Too Brasil para acusar Scalercio de assédio. São elas: a funcionária do TRT que o acusou de assediá-la no gabinete, a ex-aluna do Damásio que disse que ele a agarrou numa cafeteria e a advogada que falou ter sido chamada de “assexuada” pelo juiz numa troca de mensagens por celular.

Além disso, testemunhas e juízas ouvidas pelo órgão disseram saber de mais denúncias de crimes sexuais contra o magistrado.

Mas, mesmo diante dessas acusações contra Scalercio, a maioria dos desembargadores do TRT em São Paulo seguiu a posição do relator, que arquivou o caso em meados de 2021. Ele era corregedor do tribunal e analisou a Reclamação Disciplinar (RD) contra o magistrado. A maior parte dos magistrados decidiu por votação que não havia provas de que o juiz do trabalho cometeu irregularidades durante o serviço e na vida pessoal. E que por este motivo não iriam abrir um Procedimento Administrativo Disciplinar para investigá-lo.

O resultado do TRT seguiu para apreciação do CNJ, que não concordou com o arquivamento das denúncias e determinou nova apuração, desta vez pela corregedoria do próprio órgão, por entender que há indícios de infrações contra o juiz que precisam ser esclarecidas.

Se o CNJ abrir o Processo Administrativo Disciplinar contra o juiz e ele for considerado culpado, as punições possíveis poderiam ir de uma suspensão, um afastamento ou uma advertência até a exoneração do cargo. Além do arquivamento do caso, se o magistrado for inocentado.

“A Corregedoria Nacional informa que o Pedido de Providências […], que tramita sob segredo de justiça, aguarda inclusão em pauta para ser julgado pelo Plenário do CNJ”, diz a assessoria do Conselho Nacional de Justiça.

Apuração criminal

Além disso, o Ministério Público Federal (MPF) do Tribunal Regional Federal da 3ª Região apura desde o ano passado as denúncias de assédio sexual contra Scalercio, mas na esfera criminal.

Ao menos uma das vítimas já foi ouvida pelos procuradores da Procuradoria Regional da República da 3ª Região (PRR-3) do MPF, que investigam juízes com foro. A lei penal prevê pena de até dois anos de prisão em caso de condenação.

Caso a PRR-3 denuncie Scalercio por assédio sexual à Justiça Federal, será aberto um processo criminal contra ele. Por ser magistrado e ter prerrogativa de foro, o juiz seria investigado pelo Órgão Especial do TRF-3. Se o tribunal aceitar uma eventual denúncia, o acusado se tornaria réu.

Me Too Brasil

Segundo Luanda Pires, diretora de relações institucionais do Me Too Brasil, muitas vítimas de assédio demoram para denunciar os agressores por se sentirem fragilizadas e com medo, como no caso envolvendo Scalercio.

Mas de acordo com Luanda, o número de vítimas que acusam o magistrado por assédio pode ser maior. “A gente já sabe de muitas outras vítimas, que ainda não estão dispostas, não têm condições ainda de falar sobre, mas a gente já sabe de outras mulheres. A sociedade brasileira naturalizou esse crime, entendendo esses atos como ‘cantadas’.”

Desde o seu surgimento, o MeToo Brasil já atendeu mais de 150 vítimas até 2021. Quase 80 desses atendimentos foram de mulheres contando suas histórias como vítimas de crimes sexuais. A outra parte foi de vítimas pedindo ajuda. E perto de 70 delas foram encaminhadas para redes de proteção do Estado, como delegacias especializadas e hospitais.

Algumas vítimas acabam desenvolvendo sequelas em razão de abusos que sofreram. “Depressão, ansiedade, problemas de alimentação, problemas gastrointestinais… Tudo em razão dessas violências e como elas vão processando isso internamente”, afirmou Luanda.

Justiceiras e Ouvidoria das Mulheres

O Me Too Brasil tem parceria com o Projeto Justiceiras, organização social sem interesse financeiro, que dá suporte profissional voluntário nas áreas jurídica, psicológica, de acolhimento, apoio médico às vítimas.

O Projeto Justiceiras, por sua vez, ouve as vítimas e encaminha as denúncias com indícios de crimes para a Ouvidoria das Mulheres do Conselho do Ministério Público.

TRT

O Fórum Trabalhista Ruy Barbosa é uma das três unidades do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, que é o órgão da Justiça do Trabalho que cuida da capital paulista, Guarulhos, Osasco, ABC Paulista e Baixada Santista.

Segundo seu site oficial, o TRT-2, onde Scalercio trabalha, tem tramitação de mais de 900 mil processos e é considerado “o maior tribunal trabalhista do país em termos de estrutura e de volume processual”.

A respeito do caso das denúncias de assédio sexual contra o juiz Scalercio, o Tribunal Regional do Trabalho informou que elas foram apuradas inicialmente pela Corregedoria Regional do TRT-2, “sendo arquivado posteriormente por insuficiência de provas”.

Como denunciar

Vítimas de violência sexual podem denunciar seus agressores procurando a polícia, seja ligando para o número 190, da Polícia Militar (PM), para o Ligue 180, da Central de Atendimento à Mulher, ou entrando em contato com a Delegacia de Defesa da Mulher Online.

contato@vitoriofm.com.br
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