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Promotores noruegueses pediram, nesta quarta-feira (18/3), uma pena de prisão de sete anos e sete meses para o filho da princesa herdeira da Noruega, Marius Borg Hoiby. Ele está sendo julgado por acusações de estupro, crimes relacionados a drogas e violência doméstica.

O filho da princesa Mette-Marit foi preso no início de fevereiro, pouco antes do início julgamento, sob suspeita de lesão corporal, porte de faca e violação de uma ordem de restrição. As acusações mais recentes não estão relacionadas a várias outras que o levaram ao banco dos réus em um julgamento aguardado há meses.

Aos 29 anos, Marius Borg Hoiby acumula outras 38 acusações, incluindo estupro, abuso doméstico e assédio. Se condenado, os 63 dias que ele já passou sob custódia deverão ser descontados da pena. Ele também será proibido de entrar em contato com uma ex-namorada por dois anos.

Hoiby se declarou culpado de várias infrações relativamente menores, mas negou os supostos estupros, que, segundo a promotoria, ocorreram enquanto as mulheres dormiam ou estavam inconscientes.

O ponto central do caso é determinar se as mulheres estavam ou não em condições de consentir em ter relações sexuais.

“Estrangulamento, socos e cuspidas”

“O estupro pode deixar cicatrizes permanentes e destruir vidas”, argumentou o promotor Sturla Henriksbo no penúltimo dia do julgamento que ganhou destaque em todo o mundo. “Pode ser algo que a vítima carrega consigo por toda a vida.”

O promotor o descreveu como um homem “propenso a acessos de raiva, ciumento e, especialmente sob efeito de álcool ou drogas, capaz de perder o controle”.


				Noruega: filho da princesa pode pegar 7 anos de prisão por estupros

“Ele pode perder a cabeça, surtar, gritar, jogar telefones, até facas, chutar paredes. Nós até ouvimos [depoimentos] sobre estrangulamento, socos e cuspidas”, disse Henriksbo. “Marius Borg Hoiby não é um monstro. Nenhum de nós é. Somos todos seres humanos, com lados bons e ruins. Ele não deve ser julgado por quem ele é, mas pelo que fez”, disse o promotor.

O promotor se referia a declarações de Hoiby na semana passada nas quais ele se queixou da “pressão da mídia” que, em sua opinião, o “apagou como pessoa”. “Não sou mais Marius, sou um monstro. Me tornei alvo de ódio em toda a Noruega”, disse ao tribunal.

Hoiby também é acusado de fazer ameaças, violar ordens de restrição, danos à propriedade, infrações de trânsito e transportar 3,5 quilos de maconha, sem fins lucrativos, segundo ele.

A prisão de Hoiby desencadeou uma série de outras denúncias por várias vítimas. Entre elas, estão a de estupro de quatro mulheres, violência contra uma ex-parceira e filmagem ilegal de várias mulheres, incluindo suas partes íntimas, sem o conhecimento ou consentimento delas.

Os estupros teriam acontecido entre 2018 e novembro de 2024. Todas as supostas agressões teriam ocorrido após relações sexuais consensuais, enquanto as mulheres dormiam.

Ele é também investigado por conduta sexual criminosa, abuso em relacionamento íntimo e lesão corporal, além de danos intencionais, ameaças à polícia e infrações de trânsito, acrescentou a polícia.

Hoiby rejeita as acusações de crimes sexuais, segundo seus advogados. A corte real norueguesa não quis comentar o assunto no ano passado, quando ele foi formalmente denunciado.

Violência e abuso de drogas

Marius Borg Hoiby é fruto de um relacionamento anterior de Mette-Marit, antes de ela se casar com o príncipe herdeiro Haakon, futuro rei da Noruega. Hoiby não possui o título de príncipe nem é membro oficial da família real norueguesa.

Ele foi inicialmente detido em agosto de 2024, por suspeita de agressão à então companheira. Hoiby admitiu ter agido de maneira violenta quando estava sob a influência de álcool e cocaína, além de ter destruído objetos no apartamento dela.

Mette-Marit vem sendo criticada há semanas por sua amizade com o criminoso sexual Jeffrey Epstein. A princesa herdeira sofre de uma forma rara de fibrose pulmonar, uma doença crônica, e precisará de um novo pulmão. Aos 52 anos, ela não aparece em público desde o final de janeiro.

O veredicto no caso de seu filho é esperado dentro de alguns meses.

A morte da influenciadora Stefanie Pieper, de 32 anos, ganhou novos contornos após a investigação apontar a possibilidade de que ela tenha sido enterrada ainda viva pelo ex-namorado. O crime ocorreu em novembro do ano passado, na região de fronteira entre a Áustria e a Eslovênia.

De acordo com autoridades, a vítima desapareceu pouco depois de voltar de uma festa. O caso mobilizou buscas intensas após ela faltar a um compromisso profissional, o que chamou a atenção de pessoas próximas. Um fotógrafo, com quem ela tinha um trabalho marcado, estranhou o sumiço e ajudou a acionar as buscas, que contaram com drones e cães farejadores.

Durante as investigações, o celular da influenciadora foi encontrado em um arbusto próximo à residência dela. Antes de desaparecer, Stefanie chegou a enviar uma mensagem para uma amiga relatando a presença de uma “figura escura” na escadaria do prédio onde morava.

Dias depois, o ex-namorado, identificado como Patrick M., de 31 anos, confessou o crime e indicou o local onde havia escondido o corpo. Ele levou a polícia até uma área de floresta em Majsperk, na Eslovênia, onde a vítima foi enterrada.

A autópsia trouxe um dado ainda mais perturbador: especialistas não conseguiram determinar com precisão o momento da morte. Segundo o Ministério Público de Graz, há a possibilidade de que Stefanie estivesse apenas inconsciente quando foi colocada na mala e levada até o local onde foi enterrada.

Influenciadora morta pelo ex pode ter sido enterrada viva. Entenda - destaque galeria
Stefanie Pieper
Stefanie Pieper

“A autópsia não conseguiu determinar com certeza quando a jovem morreu. É bem possível que ela ainda estivesse viva quando foi colocada na mala”, afirmou um porta-voz do Ministério Público de Graz ao jornal The Sun.

Segundo a imprensa britânica, o suspeito alegou ter cometido o crime após uma discussão relacionada ao fim do relacionamento. A defesa afirma que ele estava sob efeito de cocaína no momento da agressão e sustenta que o cliente demonstra arrependimento.

Patrick M. foi preso na Eslovênia e posteriormente extraditado para a Áustria, onde permanece em prisão preventiva. O julgamento está previsto para acontecer ainda em 2026

A Unimed Maceió foi condenada a pagar R$ 6 mil de indenização por danos morais a uma cliente que teve a cirurgia reparadora negada após passar por bariátrica. A decisão é da 2ª Vara Cível da Capital e foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico dessa terça-feira (17).

Conforme o processo, a paciente realizou a cirurgia bariátrica em 2019, resultando na perda de 35 kg. O emagrecimento gerou excesso de pele e deformidades que afetaram seu bem-estar físico e psicológico. O médico assistente indicou a necessidade de abdominoplastia e mamoplastia com prótese de silicone.

A Unimed autorizou a abdominoplastia, mas negou a mamoplastia, alegando que não havia previsão no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar e que o procedimento tinha caráter estético.

O juiz Pedro Ivens Simões de França ressaltou que o tratamento da obesidade mórbida não se encerra com a bariátrica. Muitas vezes, são necessárias cirurgias complementares para remover excesso de pele e corrigir deformidades, visando à recuperação funcional e psicológica do paciente.

“Há indicação expressa do médico assistente para uma cirurgia plástica de caráter reparador e funcional, como consequência direta do tratamento para obesidade mórbida. A recusa da operadora, baseada em interpretação restritiva do contrato e do rol da ANS, mostra-se, portanto, abusiva e ilegal”, destacou o magistrado.

 

A bilhões de anos-luz de distância, em uma parte remota do Universo, duas estrelas de nêutrons – os remanescentes ultradensos de estrelas mortas – colidiram. O evento cósmico catastrófico lançou luz e partículas, incluindo um flash repentino de raios gama, Universo afora. Esses raios gama viajaram por 8,5 bilhões de anos antes de chegar à Terra.

Em um novo estudo, nossa equipe de astrofísicos analisou esse sinal de raios gama. Descobrimos que a colisão estelar de onde ele se originou foi provavelmente causada por um encontro ainda mais catastrófico: a fusão entre duas galáxias.

Esta é a primeira vez que os astrônomos associam esse tipo de sinal a uma interação galáctica em tão grande escala. Nossa descoberta oferece uma nova visão sobre como as colisões estelares espalham metais pelo Universo.

Por que isso é importante

Quando duas estrelas de nêutrons orbitam uma à outra e finalmente colidem – uma chamada fusão de estrelas de nêutrons binárias –, elas produzem algumas das explosões mais poderosas do Universo. Estes eventos liberam intensos flashes de raios gama, que os astrônomos chamam de “explosões curtas de raios gama”. Estas explosões podem liberar tanta energia quanto o nosso Sol produzirá ao longo de toda a sua vida em menos de dois segundos.

Essas colisões também podem ejetar detritos para o espaço, que podem criar novos elementos radioativos quando colidem. Muitos elementos valiosos, incluindo ouro e platina, são forjados nessas fusões.

O que torna esse evento específico, conhecido como GRB 230906A, extraordinário é o local onde ocorreu. Usando o Observatório de Raios X Chandra e o Telescópio Espacial Hubble, localizamos com precisão o local da explosão e identificamos sua galáxia hospedeira como uma das galáxias de brilho mais tênue já associadas a um GRB curto.

Observações obtidas pelo Very Large Telescope, no Chile, revelaram que a explosão ocorreu dentro de um sistema de emaranhadas galáxias em interação. Correntes de estrelas e gás, arrancadas por encontros galácticos passados, se estendem por toda a região.

A explosão de raios gama está localizada diretamente dentro de uma dessas correntes de maré, sugerindo que ocorreu dentro de uma pequena galáxia anã formada a partir do material arrancado de sua galáxia hospedeira durante uma colisão galáctica.

Esta é a primeira vez que uma fusão de estrelas de nêutrons binárias foi associada a tal ambiente. Esta descoberta revela novos locais onde estas colisões cósmicas podem acontecer e mostra que elas não ocorrem apenas em grandes galáxias. E também aponta um novo caminho para a disseminação de metais pesados pelo Universo onde menos esperamos.

Nosso estudo traça a origem dessas fusões de estrelas de nêutrons até a atração lenta e de longo alcance da gravidade entre galáxias. Ele nos diz mais sobre onde esses eventos extraordinários podem ocorrer e, mais importante, como os elementos que compõem nosso mundo surgiram.

O que ainda não se sabe

Como essa explosão ocorreu longe, nossos instrumentos não conseguiram medir quais elementos foram forjados na colisão. Explosões brilhantes semelhantes podem ser produzidas não apenas por fusões de estrelas de nêutrons binárias, mas também por fusões envolvendo estrelas de nêutrons e buracos negros, ou mesmo outros tipos de remanescentes estelares compactos, como anãs brancas, os núcleos remanescentes de estrelas semelhantes ao Sol.

O que vem a seguir

Novos observatórios poderosos, como o Telescópio Espacial James Webb e o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, permitirão a descoberta e o estudo detalhado de fusões distantes responsáveis pela produção de elementos pesados.

Futuras missões avançadas de raios X, como o NewAthena e o AXIS, aumentarão nossa capacidade de identificar esses tipos de explosões.

Essas novas capacidades de observação avançarão lado a lado com o desenvolvimento da próxima geração de detectores de ondas gravitacionais: o Einstein Telescope e o Cosmic Explorer.

Isso nos permitirá decifrar a natureza dessas fusões, marcando uma nova era para a astronomia multimensageira. Juntos, esses telescópios serão essenciais para compreender como os elementos que compõem nosso mundo são formados.

Da mesma forma que se alimentar bem pode contribuir para o bom funcionamento do intestino, consumir alimentos pouco saudáveis em excesso resulta no cenário contrário, causando inflamações na região.

A coloproctologista Aline Amaro explicou ao Metrópoles que os grandes aliados do cólon continuam sendo os alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras, legumes, feijões, aveia e grãos integrais. “Para a saúde do intestino como um todo, esse padrão ajuda no trânsito intestinal e também se associa a menor risco de câncer colorretal.”

“Além disso, há boa evidência de que grãos integrais, fibras, laticínios e cálcio têm papel protetor nessa prevenção”, exemplifica a médica.

Ilustração colorida de intestino - Metrópoles
O cólon é responsável por “finalizar” o processo digestivo e preparar a eliminação

Como a alimentação influencia a constipação, inflamações e doenças mais graves?

médica comenta que na constipação, a dieta interfere diretamente. Isso porque, pouca fibra e pouca água favorecem fezes mais ressecadas, evacuação difícil e mais esforço para evacuar. “Já o consumo adequado de fibra, junto com hidratação, costuma deixar as fezes mais macias e mais fáceis de eliminar.”

Já nas doenças inflamatórias intestinais, a alimentação também importa, embora ela não substitua o tratamento médico. “A orientação mais aceita hoje é uma dieta de padrão mediterrâneo, rica em frutas, vegetais, gorduras boas, carboidratos complexos e proteínas magras. A própria American Gastroenterological Associaton recomenda esse padrão e observa que uma dieta com menos carne vermelha e processada pode ajudar, especialmente em retocolite ulcerativa.”

Há alimentos que devem ser evitados ou consumidos com moderação?

Aline orienta a moderação de embutidos e carnes processadas, como salsicha, linguiça, bacon e presunto, além de excesso de carne vermelha e álcool. “Também vale reduzir ultraprocessados, fast-food e alimentos com pouca ou nenhuma fibra”, acrescenta.

Os erros mais comuns que eu vejo são: comer pouca fibra, beber pouca água, basear a rotina em ultraprocessados e achar que qualquer probiótico ou suplemento vai resolver sozinho”, exemplifica.

A médica reforça que alguns recursos naturais têm evidência, como kiwi, ameixa seca e psyllium, mas nem todo probiótico funciona da mesma forma, e nem todo suplemento tem benefício comprovado.

Uma empresa do Japão desenvolveu uma máquina capaz de realizar todo o processo de banho de forma automatizada, sem necessidade de intervenção manual. O equipamento utiliza sensores e inteligência artificial para ajustar cada etapa da limpeza e da secagem.

O protótipo foi criado pela Science Co., com sede em Osaka, e combina monitoramento biométrico com um sistema de microbolhas para higienização profunda da pele. A proposta é unir tecnologia e bem-estar em um único dispositivo.

Além da função básica de limpeza, a máquina inclui recursos voltados ao relaxamento, com estímulos sensoriais controlados digitalmente. O resultado é uma experiência que mistura higiene pessoal com elementos típicos de spa.

Como funciona 

O equipamento, chamado Mirai Ningen no Araiba, funciona como uma cabine fechada onde o usuário permanece sentado durante todo o processo. Sensores internos coletam dados como batimentos cardíacos e níveis de estresse antes do início do banho.

A partir dessas informações, o sistema ajusta automaticamente a temperatura da água e a pressão dos jatos. O objetivo é adaptar o funcionamento às condições físicas de cada pessoa em tempo real.

A limpeza é realizada com o uso de microbolhas de oxigênio, que penetram nos poros da pele para remover impurezas de forma uniforme. O processo dispensa o uso de esponjas ou movimentos manuais.

Como funciona 

O equipamento, chamado Mirai Ningen no Araiba, funciona como uma cabine fechada onde o usuário permanece sentado durante todo o processo. Sensores internos coletam dados como batimentos cardíacos e níveis de estresse antes do início do banho.

A partir dessas informações, o sistema ajusta automaticamente a temperatura da água e a pressão dos jatos. O objetivo é adaptar o funcionamento às condições físicas de cada pessoa em tempo real.

A limpeza é realizada com o uso de microbolhas de oxigênio, que penetram nos poros da pele para remover impurezas de forma uniforme. O processo dispensa o uso de esponjas ou movimentos manuais.

Conforto e bem-estar

Além da limpeza, o sistema foi projetado para oferecer uma experiência de relaxamento controlado. A cabine conta com isolamento acústico, o que reduz ruídos externos durante o uso.

O equipamento também inclui recursos audiovisuais. Telas internas permitem a exibição de conteúdos relaxantes, enquanto luzes e sons podem ser ajustados para criar ambientes específicos.

Entre as principais funcionalidades, estão:

Segundo a empresa, o sistema também busca otimizar o consumo de água, mantendo níveis inferiores aos de banheiras tradicionais, mesmo com o uso de tecnologia avançada.

Preço elevado limita acesso inicial

O custo da máquina ainda é um dos principais obstáculos para a popularização. Cada unidade está avaliada em aproximadamente 340 mil euros, valor equivalente ao de imóveis em algumas cidades europeias.

A fabricante atribui o preço ao investimento em pesquisa, ao desenvolvimento do sistema de inteligência artificial e ao uso de materiais de padrão médico na estrutura do equipamento.

Com esse valor, o produto se posiciona inicialmente como item de luxo, voltado a mercados específicos e aplicações institucionais.

Cultura e tecnologia

O desenvolvimento desse tipo de equipamento está relacionado à tradição japonesa em relação ao banho. Práticas como os banhos públicos fazem parte do cotidiano e influenciam o interesse por soluções tecnológicas nessa área.

Outro fator relevante é o envelhecimento da população no país. Equipamentos automatizados podem, no futuro, ser utilizados em hospitais e centros de cuidado, auxiliando na higiene de pessoas com mobilidade reduzida.

Essa combinação entre cultura e necessidade prática contribui para o avanço de soluções voltadas à automação do cuidado pessoal.

Exibição e expectativas para o futuro

O protótipo vem sendo apresentado em eventos de tecnologia, como a Expo 2025, também realizada em Osaka. A estratégia da empresa é atrair investidores para viabilizar a produção em maior escala.

A expectativa do setor é que, com o tempo, o custo do equipamento seja reduzido. Inicialmente, a adoção deve ocorrer em hotéis de alto padrão e clínicas especializadas.

Até que isso aconteça, a máquina permanece como uma demonstração de possibilidades dentro do campo da automação aplicada à higiene pessoal.

 

As águas do resplandecente litoral dos territórios britânicos no Caribe foram um mistério por muito tempo.

Agora, um grupo de cientistas se reuniu para a primeira expedição além das águas pouco profundas das ilhas.

Eles descobriram uma cordilheira submarina, um enorme "buraco azul", com recifes de coral aparentemente intocados pelas mudanças climáticas e criaturas marinhas nunca vistas até então.

Em um trabalho que se estendeu por seis semanas, 24 horas por dia, os pesquisadores submeteram câmeras e outros equipamentos a condições extremas de pressão da água e conseguiram gravar a 6 mil metros de profundidade.

Para navegar pelas ilhas Cayman, Anguilla e Turks e Caicos, eles precisaram contar com mapas de décadas atrás, com graves erros e áreas inteiras não assinaladas.

O Centro para a Ciência do Meio Ambiente, Pesca e Aquicultura do Reino Unido (Cefas, na sigla em inglês) compartilhou suas imagens e descobertas com exclusividade para a BBC.

O governo britânico compartilha a responsabilidade de proteger a natureza das ilhas e até 90% das espécies únicas do Reino Unido se encontram nestes e em outros territórios britânicos ultramarinos.

Agora, os cientistas alertam que começou a corrida para proteger este ambiente "relativamente intocado" das ameaças da poluição e das mudanças climáticas.

"Este é o primeiro passo rumo a ambientes que nunca ninguém viu e que, em alguns casos, nem sequer se sabia que existiam", explica James Bell, líder da expedição a bordo do navio de pesquisa britânico RRS James Cook, com cientistas dos três arquipélagos.

"Acabamos de encontrar uma espécie de pepino-do-mar nadador e ainda não sabemos o que ele é", destaca Bell. Ele define a diversidade observada como "realmente assombrosa".

"Este é o primeiro passo rumo a ambientes que nunca ninguém viu e que, em alguns casos, nem sequer se sabia que existiam", explica James Bell, líder da expedição a bordo do navio de pesquisa britânico RRS James Cook, com cientistas dos três arquipélagos.

"Acabamos de encontrar uma espécie de pepino-do-mar nadador e ainda não sabemos o que ele é", destaca Bell. Ele define a diversidade observada como "realmente assombrosa".

As ilhas Cayman, Anguilla e Turks e Caicos abrigam 146 espécies que só vivem nestes territórios. E a atual expedição de pesquisa deve acrescentar ainda outras a esta lista.
A equipe documentou cerca de 14 mil espécimes individuais e 290 tipos diferentes de criaturas marinhas. Mas são necessárias novas pesquisas científicas para confirmar suas descobertas.

Eles encontraram uma enguia-pelicano com uma cauda rosa brilhante que emite brilhos vermelhos para atrair comida, um peixe-barril com olhos tubulares que apontam para cima, para ver as silhuetas de suas presas, e um peixe-dragão com uma vara brilhante sob o seu queixo.

Em declarações para a BBC enquanto o navio navegava por uma montanha submarina inexplorada, chamada Pickle Bank, Bell declarou que "não sabemos ao certo a que distância estamos. É muito difícil mapeá-la sem correr o risco de encalhar."

A equipe descobriu posteriormente que essa montanha, localizada ao norte da ilha Pequena Cayman, se eleva a 2,5 mil metros de profundidade até cerca de 20 metros abaixo da superfície do mar.

As imagens revelam uma ladeira de cor azul brilhante, amarela e laranja repleta de vida: torres douradas de coral que crescem ao lado de outros corais que parecem grandes cérebros.
A equipe filmou peixes se movendo entre corais gorgônia e esponjas-marinhas gelatinosas alaranjadas, perto de corais pretos.

Eles encontraram um dos recifes mais saudáveis e diversificados da região, livre dos estragos da doença do coral pétreo que assola o Caribe.

Este recife, por enquanto, provavelmente está protegido pela sua profundidade e pelas ladeiras íngremes da montanha.

Os recifes de águas profundas, ou mesofóticos, costumam ser profundos demais para serem afetados pelo aumento das temperaturas do oceano.

Causado principalmente pelas mudanças climáticas, o aquecimento oceânico já prejudicou 80% dos corais do planeta desde 2023.

Utilizando câmeras de águas profundas e ecossondas baixadas do costado do navio, os pesquisadores mapearam quase 25 mil km² do fundo do mar e tiraram 20 mil fotografias. Elas incluem peixes-lanterna brilhantes e cefalópodes de aspecto alienígena.

"Conhecemos a superfície de Marte ou da Lua melhor que a do nosso próprio planeta", destaca Bell. "Você envia para lá um satélite e eles são cartografados em poucas semanas."
"Por outro lado, não podemos fazer isso com o nosso oceano. Precisamos mapeá-lo pouco a pouco, utilizando instrumentos acústicos a bordo de navios."

Nas ilhas Turks e Caicos, o equipamento descobriu algo que faltava nas cartas marinhas existentes: uma crista montanhosa extremamente íngreme de 3,2 mil metros de altura, que se estende por 70 km ao longo do leito marinho, a oeste de um lugar chamado Gentry Bank.

Os pesquisadores também se surpreenderam ao encontrar um enorme sumidouro vertical conhecido como buraco azul, a 75 km ao sul de um banco conhecido como Grande Turk, formado pelo desabamento de uma caverna.

"Imagine tirar uma bola de sorvete do fundo do mar", descreve Bell. "Foi isso o que vimos: uma cratera de cerca de 300 metros de largura a 550 metros abaixo do nível do mar."
Eles acreditam que suas paredes escarpadas podem formar o buraco azul mais profundo do Caribe, rivalizando com o famoso Grande Buraco Azul de Belize.

Normalmente, não há vida dentro de um buraco azul. Mas as câmeras instaladas no interior do novo local descoberto mostram pequenas esponjas, uma espécie de ouriço conhecida como Spantagoida grande e diversas espécies de peixes.

E, a 25 km ao norte de Anguilla, os pesquisadores seguiram os rumores difundidos por pescadores locais, que haviam extraído pedaços de coral enquanto trabalhavam. A equipe confirmou a existência de um recife de 4 km com mosaicos de coral crescendo em "jardins" de esponjas.

Eles também encontraram coral negro que poderia ter milhares de anos, o que o torna um dos mais antigos já registrados.

Os cientistas estão interessados nestas zonas de águas profundas e montanhas escarpadas porque elas podem canalizar águas ricas em nutrientes até a superfície, fornecendo zonas de alimentação para animais ou locais de pesca.
A bordo do barco, o Cefas colaborou com um grupo de especialistas ambientais das ilhas Cayman, Anguilla e Turks e Caicos. Eles utilizarão as descobertas para melhorar os planos de gestão da biodiversidade e encontrar novas oportunidades de pesca para as comunidades das ilhas.
"Nossas ilhas nasceram literalmente do mar. Mas, em relação ao nosso ambiente marinho, só agora tivemos realmente a oportunidade de descobrir o que há aí fora", declarou à BBC Kelly Forsythe, do Departamento de Meio Ambiente das ilhas Cayman.
Os governos das ilhas se uniram às pesquisas como parte de um projeto chamado Programa Blue Belt ("Cinturão Azul").
O trabalho deverá fornecer informações para ajudar o Reino Unido a cumprir seus compromissos legais perante a ONU, de proteger 30% dos oceanos do mundo até 2030, como Áreas Marinhas Protegidas oficialmente designadas.
"Qualquer pessoa pode desenhar um quadrado no mapa e dizer: 'Esta é uma área marinha protegida'", explica Bell.
"Mas, a menos que você saiba o que ela contém, não se tem certeza se ela tem alguma utilidade."
"Isso nos indica que este ambiente realmente é saudável e intocado", afirma Bell.

A denúncia do Ministério Público de São Paulo, divulgada nesta quarta-feira (18), apresentou provas de que o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto cobrava relações sexuais com a soldado Gisele Alves Santana em troca de pagar as contas da casa.

No documento, as mensagens entre ambos mostram que o denunciado apresentava comportamento possessivo, controlador e autoritário. Nas conversas, extraídas do celular do tenente-coronel, ele reclama da falta de "investimento" da vítima na relação e pontua os preços das contas pagas.

“Eu invisto todos os meses, 3 mil reais de aluguel, 2 mil reais de condomínio, 500 reais de água e luz, 500 reais de gás, fora as coisas que eu compro de mercado e todas as vezes que nós saímos eu pago tudo sozinho (...) e você investe quanto? Não tem dinheiro, beleza. Investe amor, carinho, atenção, dedicação, sexo.... mas nem isso você faz", escreveu.

Em seguida, Gisele reitera seu desejo pela separação. “Por mim separamos, não vou trocar sexo por moradia e ponto final”, disse em 2 de fevereiro, poucos dias antes do crime.

"Macho alfa provedor e fêmea submissa", escreveu tenente marido de PM morta

Ainda na noite desta quarta-feira (18), a defesa do tenente-coronel se manifestou por meio de uma nota. Leia na íntegra:

"O escritório de advocacia MALAVASI SOCIEDADE DE ADVOGADOS, contratado para assistir o Tenente-Coronel GERALDO LEITE ROSA NETO no acompanhamento das investigações relativas ao suicídio de sua esposa, vem a público prestar esclarecimentos.

Ante o recente decreto dúplice de prisão do Tenente-Coronel pelos mesmos fatos tanto perante a Justiça Militar quanto pela Justiça Comum, a defesa encontra-se estarrecida pela manutenção da competência de ambas as jurisdições.

Informa que sabedor dos pedidos de prisão em seu desfavor desde a data do dia 17/3 não só não se ocultou, como forneceu espontaneamente comprovante de endereço perante a Justiça, local onde foi cumprido o mandado de prisão, ato ao qual, embora manifestamente ilegal pois proferido por autoridade incompetente, não se opôs, tendo mantido a postura adotada desde o início das apurações de colaboração com as autoridades competentes.

Informa, por fim, que já ajuizou Reclamação perante o STJ contra o decreto oriundo da Justiça castrense e que estuda o manejo de habeas corpus quanto à decisão da 5ª Vara do Júri da Capital.

Reitera que seguem sendo divulgadas informações e interpretações que alcançam aspectos de sua vida privada, muitas vezes por meio de conteúdos descontextualizados, ocasionando exposição indevida e repercussões que atingem sua honra e dignidade. A intimidade, a vida privada, a honra e a imagem constituem direitos fundamentais assegurados pela Constituição Federal (art. 5º, X), razão pela qual a divulgação de elementos pertencentes a essas esferas encontra limites nas garantias constitucionais, sendo certo que, no momento oportuno, sua equipe jurídica irá reprochar toda e qualquer divulgação ou interpretação que venha vilipendiar tais direitos em relação ao Tenente-Coronel.

Por fim, o escritório reafirma sua confiança na atuação das autoridades responsáveis pela condução das investigações e reitera que o Tenente-Coronel aguarda a completa elucidação dos fatos".

Denúncia

O Ministério Público de São Paulo denunciou o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada baleada dentro do apartamento onde o casal morava, no Brás, região central da capital paulista.

Segundo a denúncia, obtida pela CNN Brasil, o oficial é acusado de feminicídio, por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima, além de fraude processual por tentar simular um suicídio após o crime.

O tenente-coronel foi preso pela Polícia Militar, em sua casa em São José dos Campos, no interior de SP, na manhã desta quarta-feira (18).

De acordo com o Ministério Público, o crime ocorreu na manhã de 18 de fevereiro, por volta das 7h28. A acusação aponta que, durante uma discussão, o tenente-coronel teria segurado a vítima pela cabeça e efetuado um disparo de arma de fogo contra o lado direito do crânio.

Na sequência, ainda segundo a denúncia, o oficial teria manipulado a cena para dar aparência de suicídio. O documento afirma que ele posicionou o corpo da vítima, colocou a arma em sua mão, escondeu vestígios e lavou as mãos para dificultar a perícia.

O Ministério Público também sustenta que houve demora no acionamento do socorro. Conforme a acusação, o policial só teria chamado ajuda cerca de meia hora após o disparo, período em que teria alterado o local dos fatos.

A denúncia descreve o relacionamento como marcado por violência. Segundo os promotores, o oficial apresentava comportamento possessivo, controlador e autoritário, com episódios de agressões físicas, psicológicas e humilhações. Há ainda relatos de exigência de relações sexuais em troca do pagamento de despesas da casa e tentativas de isolamento da vítima de familiares e amigos.

Mensagens extraídas do celular do denunciado, segundo o MP, reforçam esse cenário. Em uma delas, a vítima afirma que queria se separar e relata ter sido agredida dias antes do crime. Em outra, o oficial descreve um modelo de relacionamento baseado na submissão da mulher.

A acusação aponta que o feminicídio teria sido motivado pelo desejo da vítima de se divorciar. Dias antes da morte, Gisele chegou a pedir ajuda aos pais e afirmou que não suportava mais a relação.

Além disso, o Ministério Público afirma que o tenente-coronel pode ter usado sua posição hierárquica para influenciar testemunhas e interferir na investigação. Há relatos de que ele exercia forte influência sobre subordinados e desrespeitou orientações no local do crime, como a preservação da cena.

Diante dos elementos reunidos, o MP pediu a prisão preventiva do oficial e o afastamento do cargo, alegando risco à ordem pública e à instrução criminal.

O caso, inicialmente registrado como suicídio, passou a ser tratado como morte suspeita e, posteriormente, como possível feminicídio. Laudos periciais e contradições na versão apresentada pelo marido levaram à mudança na linha de investigação.

A Justiça decretou a prisão preventiva do tenente-coronel, e o caso deve ser analisado pelo Tribunal do Júri. A defesa do oficial nega as acusações e sustenta que a policial tirou a própria vida.

Imagens gravadas por câmeras de segurança registraram o momento em que um homem procurado por tentativa de feminicídio invade o prédio da ex-esposa e aparece com um galão de gasolina e uma arma. Foragido, André Maia Oliveira, de 47 anos, atirou na porta do apartamento da ex-mulher ao menos 20 vezes e tentou invadir a residência.

Por telefone, ele também fez ameaças de morte à ex e à mãe dela, depois de tentar invadir a casa, e diz que vai matá-la mesmo se for preso (veja mais abaixo). "De lá de dentro, preso, eu vou mandar buscar tudinho aqui fora. Recado está dado", ameaçou, no áudio.

O caso aconteceu na Rua Santa Elias, no bairro do Espinheiro, na Zona Norte da cidade. As imagens mostram André derrubando o portão do prédio ao entrar no estacionamento em alta velocidade. Depois, ele é visto saindo do veículo com um galão de gasolina e entrando no elevador.

Posteriormente, ele aparece no elevador com uma arma na mão, e sai em direção ao estacionamento, ainda com a arma em punho.

O caso

Ao ouvir os tiros, vizinhos chamaram a polícia, mas André já tinha fugido do local. Ele subiu com o galão de gasolina até o 5º andar do prédio, pavimento onde fica o apartamento da ex-companheira, de 39 anos e nome não divulgado pela polícia.

A mulher estava acompanhada de uma amiga dentro do apartamento quando o ex-companheiro tentou arrombar a porta atirando. O g1 teve acesso ao áudio da ligação que André Maia Oliveira fez para a ex após o crime (ouça abaixo).

"Isso é uma ameaça. Eu tentei derrubar a porta, a gasolina está lá fora, para tocar fogo nessa merda com vocês dentro. [...] Vocês iam 'cravejar' no fogo do inferno. Tu entendesse ou queres que eu escreva? A sua vida, a partir de hoje, é um inferno. [...] Eu já falei, inclusive, com gente para resolver meu problema de lá de dentro [da prisão]. Ontem eu já resolvi. De lá de dentro, eu vou mandar buscar vocês tudinho aqui fora", ameaçou no áudio.

Testemunhas que não quiseram se identificar disseram à TV Globo que o criminoso tinha a intenção de incendiar o imóvel da ex-companheira, que tem uma medida protetiva contra ele.

O Corpo de Bombeiros enviou equipe ao local. Após a fuga do criminoso, a vítima pediu que a porta do apartamento não fosse arrombada e, com a ajuda de um chaveiro chamado para o local, conseguiu sair do imóvel, junto com a amiga.

Carro e arma encontrados

Segundo informações repassadas à TV Globo por um policial militar do 13º Batalhão da PM:

Em nota, a Polícia Militar (PM) informou que:

Também por meio de nota, a Polícia Civil disse que o caso foi registrado e começou a ser investigado. "As investigações foram iniciadas de imediato e seguem em andamento", afirmou.

Astrônomos identificaram um possível novo tipo de planeta fora do Sistema Solar, com interior derretido e atmosfera rica em enxofre. O objeto, chamado L 98-59 d, fica a cerca de 35 anos-luz da Terra e foi analisado com dados do telescópio espacial James Webb e de observatórios em solo. O estudo foi publicado na revista científica Nature Astronomy.

O planeta tem cerca de 1,6 vez o tamanho da Terra, mas apresenta densidade menor do que o esperado. Observações indicaram a presença de gases com enxofre, como sulfeto de hidrogênio, na atmosfera. Até agora, cientistas classificariam um mundo assim como um planeta rochoso com gás ou um planeta coberto por oceanos profundos, mas os novos dados sugerem que ele não se encaixa em nenhuma dessas categorias.

Simulações feitas por pesquisadores da University of Oxford e de outras universidades indicam que o interior do planeta pode ser formado por rocha derretida, semelhante à lava. Os modelos apontam para a existência de um oceano global de magma que se estende por milhares de quilômetros abaixo da superfície. Esse material quente permitiria armazenar grandes quantidades de enxofre ao longo de bilhões de anos.

Segundo os cientistas, esse reservatório interno ajuda o planeta a manter uma atmosfera espessa, rica em hidrogênio e gases de enxofre, que normalmente seriam perdidos para o espaço por causa da radiação da estrela ao redor da qual ele gira. Reações químicas entre o interior derretido e a atmosfera teriam moldado as características observadas hoje.

Os pesquisadores afirmam que o planeta pode ser o primeiro exemplo conhecido de uma nova classe de mundos, com interior fundido por longos períodos e grande quantidade de gases. Embora não tenha condições para abrigar vida, a descoberta mostra que a variedade de planetas na galáxia pode ser maior do que se imaginava.

Os autores do estudo dizem que novas observações com telescópios espaciais devem ajudar a entender melhor esse tipo de planeta e revelar quantos outros mundos incomuns podem existir além do Sistema Solar.

 

A gordura no fígado, conhecida na medicina como doença hepática gordurosa ou esteatose, tem se tornado cada vez mais comum no mundo. O problema acontece quando há acúmulo excessivo de gordura dentro das células do fígado, o que pode prejudicar o funcionamento do órgão e evoluir para quadros graves.

Segundo a hepatologista Vivianne Melo, da clínica AMO, em Salvador, a condição está principalmente associada a alterações metabólicas.

“A doença gordurosa do fígado é a infiltração de gordura nas células hepáticas e está principalmente associada a fatores metabólicos, como obesidade, diabetes e alterações no colesterol e triglicérides”, explica.

De acordo com a especialista, o aumento da obesidade na população fez a doença se tornar mais frequente. O problema preocupa porque pode evoluir para inflamação do fígado, formação de cicatrizes no órgão, chamadas de fibrose, e, em casos mais graves, cirrose ou câncer.

Relação com obesidade e diabetes

O hepatologista Adriano Moraes, do Hospital Santa Lúcia Sul, afirma que o excesso de peso é um dos principais fatores ligados ao acúmulo de gordura no fígado. “O excesso de peso está extremamente relacionado à gordura no fígado, principalmente quando existe uma condição metabólica chamada resistência à insulina, que facilita o acúmulo de gordura no órgão”, afirma.

Segundo ele, doenças como diabetes, colesterol alto e hipertensão, que fazem parte da chamada síndrome metabólica, também aumentam o risco de desenvolver o problema.

Além disso, hábitos de vida influenciam diretamente. Dietas ricas em açúcar, carboidratos refinados e gorduras saturadas, combinadas com sedentarismo, favorecem o acúmulo de gordura no fígado.

Álcool também pode agravar a doença

Embora muitas pessoas associem o problema apenas ao consumo de bebidas alcoólicas, especialistas alertam que a gordura no fígado também pode surgir em pessoas que não bebem.

Mesmo assim, o álcool continua sendo um fator importante. Vivianne Melo explica que o consumo frequente pode aumentar ainda mais o risco de complicações.

O álcool por si só pode causar gordura no fígado e é comum que ele esteja associado a fatores metabólicos. Essa combinação aumenta o risco de evolução para cirrose e câncer de fígado”, afirma.

Doença silenciosa

Um dos maiores desafios da doença é que ela costuma não apresentar sintomas nas fases iniciais. Muitas vezes, o diagnóstico acontece por acaso durante exames de rotina.

Segundo Adriano Moraes, quando os sintomas aparecem geralmente indicam estágios mais avançados da doença. “Na maioria das vezes, a gordura no fígado é silenciosa e aparece como achado em exames. Os sintomas costumam surgir apenas nas fases mais avançadas”, explica.

Entre os sinais que podem surgir em estágios tardios estão cansaço, perda de apetite, náuseas e, nos casos mais graves, pele e olhos amarelados.

Risco de complicações

Quando não tratada, a esteatose pode evoluir para inflamação do fígado, fibrose e cirrose. A doença também é considerada uma das principais causas de câncer hepático e de transplante de fígado.

Além disso, pessoas com gordura no fígado apresentam maior risco cardiovascular devido às alterações metabólicas associadas, como diabetes e colesterol elevado.

Como prevenir

Os especialistas destacam que mudanças no estilo de vida são fundamentais para prevenir e controlar o problema.

Entre as principais recomendações estão:

Embora muitas vezes passe despercebida, a gordura no fígado pode trazer consequências sérias quando não tratada. Por isso, especialistas recomendam atenção aos fatores de risco e acompanhamento médico regular.

Imagine o seu intestino como uma floresta tropical densa e vibrante, e não apenas como um tubo para digestão e absorção. Trilhões de microrganismos (vírus, fungos e bactérias) habitam essa floresta, formando a chamada microbiota intestinal, que funciona como um órgão extra. Ela ajuda na digestão, produz vitaminas e, o mais importante hoje, de acordo com a ciência: treina o sistema imunológico. Há mais bactérias no intestino do que células humanas no corpo todo.

Com o advento da imunoterapia, uma revolução recente no tratamento do câncer, o intestino e sua microbiota surgem como uma peça-chave. Ao contrário da quimioterapia (drogas que atacam células que se multiplicam rápido), a imunoterapia não age diretamente sobre o tumor. Ela remove o freio que trava o sistema imunológico e permite que o próprio organismo reconheça e ataque as células tumorais. Alguns pacientes obtêm respostas impressionantes e duradouras, chegando à remissão completa do câncer mesmo em casos avançados. Outros, infelizmente, não respondem bem e não têm benefícios significativos.

Estima-se que entre 70% e 80% das células do sistema imunológico estejam localizadas na parede intestinal, onde são constantemente expostas aos microrganismos da microbiota. Estudos mais recentes identificaram que a presença de determinadas bactérias está associada a um microambiente tumoral mais favorável à ativação do sistema imune, enquanto estados de disbiose, frequentemente relacionados a inflamações crônicas, podem contribuir para a resistência ao tratamento. Desse modo, perfis específicos da microbiota, as Gut OncoMicrobiome Signatures (GOMS), funcionam como biomarcadores capazes de prever a resposta à imunoterapia.

Modulação da resposta imune

O impacto da microbiota também ajuda a explicar por que o uso de antibióticos merece atenção especial. Uma grande meta-análise com mais de 46 mil pacientes mostrou que o uso desses medicamentos pouco antes ou no início da imunoterapia está associado a piores desfechos clínicos. Ao eliminar bactérias patogênicas, os antibióticos também reduzem bactérias benéficas, alterando o equilíbrio intestinal e comprometendo a resposta imunológica ao tratamento.

Mais um campo que tem despertado interesse é o transplante de microbiota fecal. Apesar de ainda causar estranhamento, essa técnica já é utilizada com sucesso no tratamento de infecções graves por Clostridium difficile. Em estudos com pacientes com melanoma avançado que não respondiam à imunoterapia, a transferência da microbiota de pacientes respondedores levou parte deles a passar a responder ao tratamento. A hipótese é que as novas bactérias sejam capazes de “reprogramar” o sistema imunológico, tornando-o mais eficiente no combate ao câncer. Atualmente, centenas de estudos clínicos avaliam essa abordagem em diferentes tipos de tumores.

Diferentemente da genética, a microbiota intestinal é altamente modulável, e a alimentação exerce papel central nesse processo. Dietas ricas em fibras, com consumo regular de frutas, verduras, legumes, grãos integrais e sementes, favorecem o crescimento de bactérias benéficas. A variedade alimentar também é determinante: quanto mais variado e colorido o prato, maior tende a ser a diversidade da microbiota. Alimentos fermentados, como iogurtes naturais, kefir e kombucha, podem contribuir para esse equilíbrio quando consumidos de forma adequada.

O futuro do tratamento

Por outro lado, alguns hábitos podem comprometer esse ecossistema. O uso indiscriminado de antibióticos, especialmente os de amplo espectro, deve ser evitado e sempre realizado com orientação médica. O consumo frequente de alimentos ultraprocessados, ricos em conservantes, açúcares e adoçantes artificiais, favorece bactérias prejudiciais. Além disso, o uso de probióticos sem indicação adequada pode não trazer benefícios e, em alguns casos, até interferir negativamente na resposta à imunoterapia.

Medicamentos como inibidores de bomba de prótons (usados para proteção estomacal) e laxativos, quando utilizados de forma abusiva ou sem necessidade, também podem contribuir para o desequilíbrio da flora intestinal.

Diversas drogas para tratamento do câncer que agem sobre o sistema imunológico já chegaram e estão disponíveis. Muitas outras irão chegar. Atualmente, a imunoterapia é utilizada em diferentes tipos de tumores, às vezes concomitante à quimioterapia, terapias-alvo e conjugados anticorpo-droga. O futuro do tratamento do câncer será cada vez mais integrado e sistêmico. Não olharemos apenas para o tipo do tumor, mas para todo o ecossistema do organismo do paciente.

É provável, no futuro, que antes de começar a imunoterapia, você faça um exame de fezes para analisar sua microbiota. Com base nisso, o médico poderá prescrever uma dieta de precisão ou um “coquetel de bactérias” específico para garantir que seu corpo responda melhor ao tratamento, com força máxima.

Um grupo de arqueólogos descobriu na Turquia vestígios de excremento em um pequeno frasco de 1,9 mil anos de antiguidade. Esta seria a primeira evidência direta de que os romanos usavam fezes com fins medicinais, detalha um estudo publicado na revista Journal of Archaeological Science: Reports.

Até agora, a prática de aplicar excremento com fins curativos era conhecida apenas por meio de textos da Roma Antiga.

O Museu de Bergama, perto das ruínas da antiga cidade de Pérgamo, na província turca de Esmirna, conserva centenas de unguentários — recipientes pequenos, alongados e de gargalo estreito — usados para conter óleos, perfumes ou elixires.

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Cenker Atila, arqueólogo especializado em perfumes antigos da Universidade Republicana de Sivas, e sua equipe analisaram “um total de sete recipientes diferentes, mas apenas um apresentou resultados conclusivos”, ele contou ao veículo especializado Live Science.

Com óleo de tomilho
A análise química revelou que o conteúdo era uma mistura de fezes, provavelmente humanas, e óleo de tomilho. A garrafa estava selada com argila antiga e teria sido retirada por saqueadores de uma tumba, razão pela qual sua origem exata é desconhecida.

Atila lembra que, quando o frasco foi aberto, “não havia nenhum odor desagradável“. No entanto, durante o período em que ficou armazenado, “ninguém prestou atenção aos resíduos que havia em seu interior.”

“Eu percebi isso e imediatamente iniciei o processo de análise”, relatou. “A descoberta surpreendeu os pesquisadores: “Encontramos um medicamento que sobreviveu da Antiguidade até o presente. Encontramos excremento quando esperávamos um perfume.”

Os autores identificaram os compostos coprostanol e 24-etilcoprostanol, biomarcadores presentes com frequência no trato digestivo de animais que metabolizam colesterol. Segundo os autores, a proporção dos compostos sugere que as fezes eram de origem humana.

Da teoria à prática
Pérgamo, cidade de origem grega integrada ao Império Romano, abrigou um reconhecido hospital e foi o lar do médico Galeno, que documentou o uso de excremento na medicina greco-romana. O design do frasco também aponta para a região.

“Como conhecemos bem as fontes textuais antigas, reconhecemos imediatamente que se tratava de uma preparação medicinal utilizada pelo famoso médico romano Galeno”, explica Atila.

Na medicina romana, há relatos de que havia diversos remédios à base de fezes para tratar enfermidades que variavam de inflamações ou infecções a transtornos reprodutivos, segundo o relatório.

Os médicos da época tinham consciência do repúdio que isso podia causar. Por isso recomendavam misturar a substância com um aroma agradável. Daí a presença do óleo de tomilho.

A nova descoberta dos pesquisadores seria também a primeira evidência direta de que o mau cheiro era mascarado com ervas.

“Esses achados coincidem amplamente com as fórmulas descritas por Galeno e outros autores clássicos, o que sugere que tais remédios eram aplicados na prática e não se limitavam a ser meras teorias escritas”, concluíram os pesquisadores.

 

Após reunião realizada nesta terça-feira (17), com participação da Prefeitura de Palmeira dos Índios e do Ministério Público, a Conasa Água do Sertão se comprometeu a reforçar as frentes de serviço no município e garantir mais agilidade e eficiência nas obras de saneamento.

A prefeita Tia Júlia foi firme na cobrança por resultados mais rápidos, priorizando as demandas da população. Como encaminhamento, a Prefeitura vai intensificar a fiscalização dos serviços e atuar na definição das áreas prioritárias.

O secretário municipal de Infraestrutura, Thiago Tavares destacou o avanço no diálogo. “A reunião foi produtiva. Alinhamos ações importantes e cobramos um cronograma mais eficiente. A expectativa é que a população comece a sentir, nos próximos dias, a melhoria no andamento dos serviços”, afirmou.

Também participaram da reunião, por videoconferência, o procurador geral do município, Klenaldo Oliveira. “Uma nova reunião entre a Prefeitura e a Conasa já está prevista para a próxima semana, para dar continuidade ao acompanhamento e garantir que os compromissos firmados sejam cumpridos”, concluiu o procurador.

 

 

A Polícia Civil de Alagoas está à procura de Jhonatas Richard da Silva Valentim, de 32 anos, desaparecido desde o último domingo (15) após uma confusão no município de Coqueiro Seco, na região metropolitana de Maceió. Ele foi visto pela última vez nas proximidades do Rio dos Remédios.

Segundo informações da investigação, Jhonatas estava no local acompanhado da namorada e de um amigo, em um passeio. Durante o banho no rio, ele teria saído da água e percebido que outra pessoa estava com seu chinelo. Ao questionar o homem, iniciou-se uma discussão que rapidamente chamou a atenção de outras pessoas que estavam na área.

De acordo com a polícia, o desentendimento evoluiu para agressão. Jhonatas teria sido atacado por um grupo e, ao tentar fugir, correu em direção a uma área de mata. Os agressores o perseguiram e, desde então, ele não foi mais visto. Nenhum dos envolvidos retornou ao ponto inicial.

Buscas encontraram apenas objetos pessoais

As buscas começaram na segunda-feira (16) e mobilizaram equipes da Polícia Civil, incluindo agentes da Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit) e do 16º Distrito Policial de Coqueiro Seco, além do apoio de familiares da vítima.

Durante as diligências, um dos chinelos de Jhonatas foi encontrado próximo ao leito do rio. No dia seguinte, outro foi localizado às margens da rodovia, em uma rotatória próxima à região.

Equipes de busca aquática também foram acionadas, mas não localizaram o corpo no rio. Segundo os investigadores, as características do local,como a presença de trechos estreitos e obstáculos naturais, como uma árvore caída, reduzem a probabilidade de o corpo ter sido levado pela correnteza sem ser encontrado.

Polícia trabalha com hipótese de morte

O delegado Ronilson Medeiros, responsável pelo setor de pessoas desaparecidas, informou que a principal linha de investigação considera a possibilidade de morte, já que Jhonatas não fez contato com familiares desde o ocorrido.

“Ele saiu apenas com trajes de banho e não levou nenhum pertence. Precisamos identificar todas as pessoas que estavam no local, especialmente aquelas envolvidas na agressão, e localizar o corpo com urgência”, destacou o delegado.

Investigação tenta identificar agressores

A Polícia Civil agora concentra esforços na identificação dos envolvidos na confusão, principalmente o homem com quem Jhonatas iniciou a discussão. Testemunhas e frequentadores do Rio dos Remédios no dia do desaparecimento podem ser fundamentais para esclarecer o caso.

As diligências seguem sob responsabilidade da delegacia de Coqueiro Seco.

Como ajudar

Informações que possam contribuir com as investigações podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181. A população também pode procurar diretamente a Coordenação de Pessoas Desaparecidas, localizada no CODE, no bairro de Mangabeiras, em Maceió, ou a delegacia local.

A identidade do denunciante será mantida em sigilo.

A Polícia Civil de Alagoas está à procura de Jhonatas Richard da Silva Valentim, de 32 anos, desaparecido desde o último domingo (15) após uma confusão no município de Coqueiro Seco, na região metropolitana de Maceió. Ele foi visto pela última vez nas proximidades do Rio dos Remédios.

Conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca)o câncer de cólon e reto tem aumentado. Pelas estimativas, mais de 53 mil novos casos da doença devem ser registrados por ano no triênio 2026—2028 no Brasil. No período anterior, houve 45 mil ocorrências anuais. Outro dado alarmante é que a condição cresceu entre pessoas mais jovens.

Diante dessas informações, a coluna Claudia Meireles recorreu à coloproctologista Aline Amaro para saber: o que deve ser feito para manter o cólon saudável? De acordo com a especialista, manter a região funcionando bem é “resultado” de adotar bons hábitos de forma consistente. “Na idade e risco certos, rastreamento”, complementa.

Coloproctologista aponta o que fazer para manter o cólon saudável - destaque galeria

Essa região armazena e conduz as fezes até o reto

A coloproctologista explica os sinais que surgem em decorrência do comprometimento do cólon

A médica, que atende em Brasília (DF), destaca os hábitos que mais impactam na saúde do cólon. Primeiramente, ela menciona a alimentação rica em fibras, com frutas, verduras, legumes, feijões e grãos integrais. “Isso melhora o trânsito intestinal e favorece a microbiota”, cita.

O que também contribui com o desempenho da parte final do intestino é a prática de atividade física regular e manutenção de peso saudável. “Há evidência consistente de proteção, especialmente para câncer de cólon”, ressalta. Ela sugere reduzir a ingestão de carnes processadas e moderar na carne vermelha.

“O consumo de carnes processadas é associado de forma robusta a maior risco de câncer colorretal”, frisa a médica.

Ilustração colorida de intestino - Metrópoles
O cólon é responsável por “finalizar” o processo digestivo e preparar a eliminação

Aline pontua evitar o tabagismo e moderar no álcool: “Isso atua como parte de prevenção global de doenças crônicas”. A coloproctologista recomenda dispor de uma hidratação adequada e de uma rotina evacuatória respeitada, sem “segurar vontade” de forma crônica, e sem abuso de laxantes.

Imagem colorida mostra homem fumando - Metrópoles
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