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Um estudo publicado na revista Translational Psychiatry em 7 de agosto encontrou associação entre microrganismos do corpo e traços de psicopatia em adultos. A pesquisa analisou bactérias presentes no intestino e na boca e comparou esses dados com características de personalidade.

Os resultados indicam que certos micróbios aparecem com mais frequência em pessoas com níveis mais altos de traços ligados à psicopatia, como impulsividade, comportamento antissocial e menor empatia. Os autores destacam que os dados mostram apenas uma relação e não permitem afirmar que essas bactérias causem esse tipo de comportamento.

Como o estudo foi feito

A pesquisa avaliou 200 adultos saudáveis. Os participantes responderam a um questionário usado para medir traços psicopáticos e forneceram amostras de sangue, saliva e fezes.

Os cientistas analisaram a composição da microbiota e buscaram padrões que pudessem estar ligados às respostas do questionário. Quando observaram apenas a diversidade geral de bactérias, não encontraram relação clara com a psicopatia.

A associação apareceu ao comparar grupos entre si. Nessa análise, três tipos de bactérias foram mais frequentes entre participantes com pontuações mais altas nos traços avaliados.

Quais bactérias apareceram

Os resultados indicaram uma associação positiva com bactérias dos gêneros Allisonella e Prevotella, além da espécie Cloacibacillus evryensis. Segundo os pesquisadores, essas bactérias já foram relacionadas a processos inflamatórios e a alterações em funções do cérebro.

Uma hipótese levantada é que esses microrganismos possam influenciar substâncias ligadas ao funcionamento do sistema nervoso. A C. evryensis, por exemplo, pode estar envolvida na produção de GABA (ácido gama-aminobutírico) — um neurotransmissor que participa do controle de impulsos.

Por outro lado, uma bactéria presente na boca, a Treponema vincentii, apareceu em maior quantidade entre pessoas com pontuações mais baixas nos traços de psicopatia. Os autores afirmam que ainda não há explicação para esse achado.

O que os dados permitem concluir

Os pesquisadores reforçam que o estudo não demonstra causa e efeito. Não é possível dizer se as bactérias influenciam o comportamento ou se hábitos e estilo de vida relacionados à personalidade afetam a microbiota.

“Até onde sabemos, este é o primeiro estudo a explorar essa associação”, afirmam os autores. Eles também apontam que outros fatores, como o funcionamento do cérebro, continuam sendo importantes para entender a psicopatia.

Os resultados ainda não passaram por revisão por pares e precisam ser confirmados em pesquisas maiores. Mesmo assim, o trabalho sugere que a microbiota pode ser mais um elemento a ser considerado no estudo da personalidade humana.

 

A Diocese de Jundiaí (SP) anunciou a excomunhão do padre Rodrigo de Oliveira da Silva após constatar a adesão formal do sacerdote à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), grupo católico ultraconservador. A decisão foi comunicada pelo bispo diocesano, dom Arnaldo Carvalheiro Neto, na última sexta-feira (6).

O caso ocorre poucas semanas após outro sacerdote ligado à fraternidade ser atingido pela mesma decisão. No início de julho, o padre Françoá Costa, responsável pela Capela Santo Atanásio, em Ceilândia (DF), também foi considerado cismático pela Igreja Católica. Na ocasião, ele afirmou que não reconhecia a punição e que continuaria celebrando missas normalmente.

A medida contra Rodrigo decorre da adesão formal à FSSPX, grupo considerado em estado de cisma pela Igreja Católica após a ordenação episcopal de quatro presbíteros sem mandato papal, em julho de 2026.

Em nota oficial, dom Arnaldo afirmou que, conforme determinação do Vaticano, padres e fiéis que aderirem formalmente à fraternidade passam a ser considerados em situação de cisma e, consequentemente, excomungados.

"O Rev.mo. Pe. Rodrigo de Oliveira da Silva, por sua adesão à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, encontra-se, em razão dos atos acima referidos, em situação de cisma e de excomunhão, assim como todos os ministros sagrados vinculados à mesma Fraternidade. Consequentemente, os atos de seu ministério são ilícitos", declarou dom Arnaldo.

 

Ainda segundo o bispo, há consequências específicas para os sacramentos celebrados pelo sacerdote. "No que tange aos Sacramentos da Penitência e do Matrimônio, tanto a absolvição sacramental por ele concedida quanto os casamentos por ele assistidos carecem de validade e são nulos", afirmou.

Rodrigo de Oliveira da Silva havia solicitado o afastamento da Diocese de Jundiaí em fevereiro. Até então, era pároco da Paróquia Santo Antônio.

Nascido em Cajamar, no interior de São Paulo, o sacerdote estudou no Seminário Diocesano Nossa Senhora do Desterro e concluiu sua formação em Filosofia e Teologia em 2009. Em 2010, foi ordenado diácono e, no ano seguinte, recebeu a ordenação sacerdotal.

Completar 40 anos não significa que o organismo necessariamente começará a apresentar problemas, mas essa fase marca um período importante para rever hábitos e realizar exames e cuidados preventivos. Algumas alterações podem ser esperadas com o passar do tempo, enquanto outras merecem investigação para evitar que doenças silenciosas ou progressivas sejam descobertas apenas em estágios mais avançados.

A partir dessa idade, questões hormonais, metabólicas, articulares, renais e reprodutivas podem ganhar novos contornos. Ao mesmo tempo, sintomas aparentemente simples, como uma ferida que não cicatriza, alterações urinárias ou dores persistentes, não devem ser automaticamente atribuídos ao envelhecimento.

A seguir, especialistas de diferentes áreas explicam sete sinais que merecem atenção.

1. Feridas na boca ou alterações persistentes na garganta

Alterações na boca e na garganta podem ser facilmente confundidas com problemas passageiros, principalmente quando não provocam dor intensa. No entanto, lesões que permanecem por semanas, mudanças na voz, dificuldade para engolir ou aparecimento de caroços no pescoço precisam ser avaliados. O câncer de boca e orofaringe também passou por uma mudança em seu perfil.

A cirurgiã de cabeça e pescoço Dra. Débora Vianna, PhD pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e membro da American Head and Neck Society (AHNS), explica que o câncer de boca e garganta não deve mais ser associado exclusivamente ao tabagismo. A presença do HPV também modificou o perfil dos pacientes e reforça a importância da prevenção.

“Uma lesão na boca que permanece por mais de duas semanas precisa ser investigada. Muitas pessoas esperam acreditando que uma ferida vai desaparecer sozinha, mas a avaliação precoce é fundamental para diferenciar uma alteração benigna de uma possível lesão suspeita”, alerta.

A especialista também reforça que a prevenção passa pela vacinação contra o HPV e pelo acompanhamento regular da saúde bucal

2. Sintomas do início do climatério

Para as mulheres, os 40 anos podem coincidir com o início do climatério, período marcado por mudanças hormonais que podem surgir antes da menopausa propriamente dita. Ondas de calor, alterações no sono, redução da libido, mudanças no humor, ganho de gordura abdominal e perda de massa muscular são alguns dos sinais que podem aparecer nessa fase.

O ginecologista Dr. Rafael Lazarotto, que atua principalmente com menopausa, emagrecimento feminino e lipedema, ressalta que não existe uma experiência única de transição hormonal. Por isso, sintomas persistentes devem ser avaliados individualmente, principalmente quando começam a interferir na rotina.

“Hoje sabemos que não existe uma menopausa igual para todas. Algumas apresentam sintomas intensos, enquanto outras quase não percebem essa transição. Por isso, o tratamento precisa ser individualizado e baseado na história clínica, nos fatores de risco e nos objetivos de cada paciente”, afirma.

A avaliação médica permite diferenciar as manifestações esperadas do climatério de outras condições que podem apresentar sintomas semelhantes. Para o especialista, a prevenção também deve envolver alimentação adequada, atividade física, sono de qualidade e estratégias para preservar a massa muscular ao longo do envelhecimento.

3. Dor, rigidez ou perda de mobilidade nas articulações

Dores nos joelhos, nos quadris, nas mãos, nos ombros e na coluna também podem se tornar mais frequentes com o passar dos anos. O problema é quando o desconforto começa a limitar atividades cotidianas ou vem acompanhado de rigidez prolongada, inchaço ou dificuldade para movimentar determinada articulação.

O ortopedista Dr. Igor Fiorese Vieira explica que nem toda dor articular significa artrose. Existem diferentes doenças que podem atingir as articulações, e cada uma possui mecanismos e tratamentos próprios. Identificar corretamente a origem do problema é fundamental para evitar que uma condição tratável seja negligenciada.

“Muitas pessoas chegam ao consultório dizendo que têm artrose quando, na verdade, apresentam outro tipo de alteração articular. A artrose é apenas uma das doenças que podem causar dor. Existem artrites e outras artropatias com mecanismos diferentes, que exigem investigações e tratamentos específicos. O diagnóstico correto faz toda a diferença para definir a melhor conduta”, explica.

Segundo o especialista, sinais como inchaço persistente, aumento da temperatura da articulação ou rigidez intensa por mais de uma hora ao acordar merecem avaliação médica. Manter atividade física adequada, fortalecer a musculatura e evitar longos períodos de imobilidade também são estratégias importantes para preservar a mobilidade.

4. Dificuldade para engravidar

Aos 40 anos, a fertilidade feminina passa a exigir atenção especial, principalmente quando existe histórico de endometriose ou outras condições ginecológicas. A idade interfere na reserva e na qualidade dos óvulos, enquanto doenças como a endometriose podem comprometer o potencial reprodutivo de algumas pacientes.

A ginecologista e especialista em reprodução humana Dra. Rosaly Bustelo Saab explica que mulheres com endometriose não necessariamente terão infertilidade, mas o planejamento reprodutivo pode ser decisivo para definir as melhores estratégias. A avaliação também é importante para quem pretende postergar a maternidade.

“Muitas pacientes acreditam que, por terem ciclos menstruais regulares ou sintomas leves, não terão impacto sobre a fertilidade. Isso nem sempre é verdade. Quando existe desejo de ter filhos, é importante realizar uma avaliação especializada para entender como a doença pode afetar o potencial reprodutivo e definir a melhor estratégia para cada momento da vida”, afirma.

A especialista ressalta que a conduta depende de fatores como idade, reserva ovariana, localização das lesões e planos reprodutivos. Em alguns casos, pode ser indicado apenas acompanhamento, enquanto outras pacientes podem se beneficiar de estratégias de preservação ou técnicas de reprodução assistida.

A imagem mostra duas mulheres em um ambiente que aparenta ser um consultório médico. À esquerda, uma profissional de saúde, usando jaleco branco e estetoscópio, conversa com a paciente enquanto apresenta informações em um bloco ou documento. A paciente observa atentamente o material durante a orientação.
Ter parentes próximos diagnosticados com determinados tipos de tumores pode indicar a necessidade de uma investigação mais específica (Imagem: PeopleImages.com – Yuri A | Shutterstock)

5. Histórico familiar importante de câncer

Depois dos 40 anos, o histórico familiar passa a ser uma informação especialmente relevante para a avaliação individual do risco de câncer. Ter parentes próximos diagnosticados com determinados tipos de tumores, especialmente em idades mais jovens ou em vários membros da mesma família, pode indicar a necessidade de uma investigação mais específica.

A oncologista e especialista em oncogenética Dra. Roberta Galvão explica que os avanços da medicina de precisão permitem identificar alterações hereditárias associadas a uma maior predisposição para determinados tipos de câncer. A informação pode ajudar a definir estratégias individualizadas de prevenção e rastreamento.

“Os testes genéticos possibilitam identificar mutações que aumentam a predisposição ao câncer, permitindo a adoção de estratégias personalizadas de prevenção, rastreamento e acompanhamento médico”, explica.

A especialista ressalta, porém, que a presença de uma alteração genética não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá câncer. A genética deve ser interpretada dentro de um contexto clínico, considerando histórico familiar, fatores de risco e acompanhamento profissional adequado.

6. Pressão alta, diabetes ou outros fatores que ameaçam os rins

Os rins podem perder parte de sua função sem provocar sintomas evidentes. É justamente por isso que, depois dos 40 anos, o acompanhamento de fatores como pressão alta e diabetes ganha importância. A doença renal crônica costuma evoluir silenciosamente e pode ser identificada por exames simples antes que surjam complicações mais graves.

A nefrologista Dra. Renata Asnis alerta que muitas pessoas só descobrem alterações renais quando a função dos órgãos já está significativamente comprometida. O acompanhamento preventivo é especialmente importante para quem apresenta fatores de risco.

“Os rins possuem uma grande capacidade de adaptação. Uma pessoa pode perder parte da função renal e continuar levando uma vida aparentemente normal, sem dor ou sintomas específicos. Quando os sinais aparecem, muitas vezes a doença já está em uma fase mais avançada”, explica.

Segundo a médica, a creatinina no sangue e o exame de urina podem ajudar a identificar alterações precocemente. Controle da pressão arterial, atenção ao diabetes, prática de atividade física, redução do consumo de sal e evitar a automedicação também fazem parte dos cuidados para preservar a função renal.

7. Alterações na saúde íntima

Alterações na saúde íntima também podem aparecer durante a transição hormonal e não devem ser encaradas simplesmente como uma consequência inevitável da idade. Ressecamento, ardência, irritação e dor durante as relações podem estar relacionados à redução dos níveis de estrogênio, especialmente durante o climatério e a menopausa, mas também podem ocorrer em outras situações.

A ginecologista e obstetra Dra. Carolina Orlandi explica que a saúde da mucosa vaginal depende de fatores hormonais e de uma boa hidratação dos tecidos. Quando os sintomas são persistentes, a avaliação médica pode identificar a causa e indicar as opções de tratamento mais adequadas.

“Muitas mulheres acreditam que sentir dor durante a relação sexual ou desconforto íntimo faz parte da idade ou do pós-parto, mas isso não é normal. São sinais de que a saúde da mucosa vaginal merece atenção e pode ser tratada de maneira eficaz”, afirma.

A médica ressalta que mulheres mais jovens também podem apresentar ressecamento íntimo, inclusive durante a amamentação, após determinados tratamentos ou em decorrência de alterações hormonais. Por isso, o desconforto não deve ser normalizado nem tratado por conta própria.

alopecia androgenética, também conhecida como calvície, tem forte base genética e hormonal. Por isso, não é possível evitar completamente o seu desenvolvimento. Porém, existem hábitos e cuidados que podem ajudar a retardar a progressão da condição, reduzindo o afinamento capilar.

Abaixo, confira sete dicas da médica Lilian Brasileiro para ajudar a retardar a progressão da calvície e o afinamento capilar:

Sono de qualidade

Durma cedo, de preferência antes das 22H30. Essa medida é importante para que seus ciclos de sono profundo sejam suficientes para que todo seu organismo tenha tempo de realizar seus processos regenerativos, incluindo o folículo capilar”, explica Lilian.

Alimentação equilibrada

O termo hair food (comida para cabelo) é usado pela indústria de nutracêuticos para dar qualidade e nutrição aos fios. Porém, nada substitui uma dieta equilibrada, rica em vitaminas e minerais essenciais para a saúde do cabelo, como vitamina A, D, E, ferro e zinco.

Alimentos como frutas, vegetais, peixes, nozes e sementes são benéficos para o cabelo. Somente depois de otimizar a alimentação faz sentido o uso de suplementos.”

Cuidado com a tração

Segundo a profissional, é necessário evitar penteados que puxem demais o cabelo no dia a dia, como rabos de cavalo apertados, tranças apertadas ou coques.

“A tração excessiva e constante dos fios faz com que os folículos se cicatrizem permanentemente, o que impedirá o nascimento de novos fios.”

Higienização

Lilian explica que manter o couro cabeludo limpo e saudável é fundamental para evitar o acúmulo de sujeira, fungos e oleosidade.

“A frequência das lavagens é ditada pela oleosidade que o couro cabeludo produz, se, para manter o couro cabeludo limpo for necessário lavá-los todos os dias, que assim seja. Apenas evite aplicar o shampoo diariamente no comprimento e capriche na hidratação”, alerta.

Evite o estresse

Segundo a médica, a elevação do cortisol, que ocorre durante o estresse, consome uma proteína que ancora o folículo capilar dentro da sua cavidade, além de alterar as fases do ciclo capilar, antecipando a fase de queda.

“Pratique técnicas de gerenciamento de estresse, como exercícios físicos regulares, meditação, ioga ou outras atividades relaxantes”, afirma Lilian.

Não fume

O tabagismo reduz a circulação sanguínea do couro cabeludo, fazendo com que o oxigênio e os nutrientes da alimentação não sejam ofertados para os folículos. “Sem contar a microinflamação crônica que promove oxidação da produção de melanina nos fios, aumentando a quantidade de cabelos brancos”, comenta Brasileiro.

Cuidados com a saúde

Também é necessário cuidar das infecções de repetição como candidíase, herpes, sinusites e infecção urinárias. “Seu organismo é sábio, ele rouba toda nutrição dos folículos, enquanto ele está ocupado em combater sua infecção”, diz a médica.

Para melhorar ainda mais a saúde do couro cabeludo, a médica Lilian Brasileiro recomenda procurar um médico assim que notar que o cabelo está caindo demais e algumas áreas estão mais “vazias”.

“A partir do momento no qual o paciente recebe um diagnóstico de queda crônica de cabelos, o tratamento geralmente é para toda vida e o seu alvo é engrossar os cabelos finos, impedir que os fios que ainda estão saudáveis também se afinem e, principalmente, manter os folículos vivos, já que nenhum tratamento é capaz de criar um folículo capilar, nem mesmo o implante”, finaliza.

A Secretaria de Estado de Transporte e Desenvolvimento Urbano (SETRAND) iniciou, na noite desta segunda-feira (10), a sinalização horizontal das vias de Palmeira dos Índios que receberam novo asfalto. O trabalho começou pela Avenida Muniz Falcão e seguirá por outros trechos contemplados pelo recapeamento.

A ação conta com o apoio das equipes da SMTT, da Secretaria Municipal de Comunicação e da Secretaria Municipal de Infraestrutura. A parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura garante mais agilidade aos serviços, amplia a informação à população e reforça a segurança e a organização do trânsito.

Serão pintadas faixas de pedestres, linhas de eixo, marcações de bordo e outros elementos de sinalização, além da aplicação de materiais refletivos para melhorar a visibilidade durante a noite. O serviço ocorre após o período técnico de estabilização do novo pavimento, necessário para garantir a aderência e a durabilidade da pintura.

Entrega oficial

O governador Paulo Dantas já alinhou com a prefeita Tia Júlia a entrega oficial das obras de pavimentação para o dia 21 de agosto. O ato integra a agenda de trabalho comemorativa dos 137 anos de Emancipação Política de Palmeira dos Índios, celebrados no dia 20, e marcará a conclusão de mais uma etapa dos investimentos em infraestrutura e mobilidade no município.

Para a prefeita Tia Júlia, a entrega reforça a parceria entre o Estado e o Município. “Temos uma grande parceria com o Estado, que cresce a cada ação. No dia 21, o governador Paulo Dantas virá a Palmeira para entregar essa importante obra de infraestrutura e mobilidade, que vai melhorar as condições de circulação e trazer mais segurança para motoristas e pedestres”, destacou.

 

Poucas emergências médicas deixam tão clara a relação entre tempo e desfecho quanto o infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST, conhecido como IAM com supra. Nesse quadro, uma artéria coronária é bloqueada por um trombo, interrompendo o fornecimento de sangue e oxigênio a uma parte do músculo cardíaco. Quanto maior o tempo de obstrução, maior a extensão da lesão e o risco de insuficiência cardíaca, arritmias graves e morte.

A expressão “tempo é músculo” resume o princípio central do tratamento. O objetivo é restabelecer o fluxo sanguíneo rapidamente por meio da reperfusão, procedimento que abre a artéria bloqueada. Os medicamentos são fundamentais, mas não substituem a necessidade de recuperar a circulação no vaso comprometido.

O impacto do infarto no mundo e os desafios brasileiros

As doenças cardiovasculares continuam como a principal causa de morte no mundo. Em 2022, foram responsáveis por cerca de 19,8 milhões de óbitos, principalmente relacionados ao infarto e ao acidente vascular cerebral.

No Brasil, o acesso ao tratamento apresenta diferenças regionais. O Registro ACCEPT mostrou que 76,8% dos pacientes receberam alguma estratégia de reperfusão. O índice variou de 47,5% na Região Norte a 80,5% no Sudeste, indicando que o resultado depende não apenas da gravidade do evento, mas também da rapidez com que o paciente chega a uma estrutura preparada.

O atraso pode ocorrer desde o reconhecimento dos sintomas até o deslocamento ao hospital, a realização do eletrocardiograma e a transferência para centros com hemodinâmica. A busca imediata por atendimento é parte essencial da resposta ao infarto.

Como o infarto acontece

A maioria dos casos ocorre após a ruptura ou erosão de uma placa de aterosclerose, formada pelo acúmulo de colesterol e células inflamatórias na parede das artérias coronárias. Muitas dessas placas não provocavam sintomas importantes antes do evento.

Com a ruptura, as plaquetas são ativadas e a coagulação forma um trombo que pode interromper completamente o fluxo sanguíneo. Sem oxigênio, as células cardíacas perdem função e podem sofrer uma lesão permanente.

A reperfusão interrompe esse processo ao recuperar a circulação. Já os antiagregantes e anticoagulantes ajudam a controlar a formação do trombo e reduzem o risco de novos eventos.

Os sintomas nem sempre são típicos

A manifestação mais conhecida do infarto é a dor ou pressão no centro do peito, geralmente descrita como aperto, peso ou queimação. O desconforto pode irradiar para braços, mandíbula, pescoço, costas ou parte superior do abdome e vir acompanhado de suor frio, náuseas, palidez ou falta de ar.

Nem todos apresentam esse quadro clássico. Mulheres, idosos e pessoas com diabetes podem ter sintomas menos específicos, como cansaço intenso, mal-estar, tontura, falta de ar ou náusea. A intensidade da dor também não indica necessariamente a gravidade do problema.

Esperar que o sintoma desapareça pode atrasar o diagnóstico. Diante de uma suspeita, o ideal é acionar o serviço de emergência e evitar dirigir até o hospital, pois arritmias graves podem ocorrer no trajeto.

O eletrocardiograma orienta a conduta inicial

O eletrocardiograma é o exame inicial mais importante e deve ser realizado e interpretado em até dez minutos após o primeiro contato médico. Quando apresenta elevação persistente do segmento ST associada ao quadro clínico, indica provável obstrução aguda de uma coronária e necessidade de reperfusão imediata.

A troponina confirma a lesão do músculo cardíaco, mas não deve atrasar o tratamento quando o diagnóstico já está definido pelo quadro clínico e pelo eletrocardiograma. Nas primeiras horas, o exame pode ainda apresentar resultado normal.

Abrir a artéria é a prioridade

A angioplastia coronária primária é o tratamento preferencial quando pode ser realizada em tempo adequado. O procedimento utiliza um cateter para alcançar a artéria bloqueada, restabelecer o fluxo sanguíneo e, na maioria dos casos, implantar um stent.

A recomendação é realizar a angioplastia em até cerca de 90 minutos para pacientes que chegam diretamente a hospitais com hemodinâmica. Nos casos que exigem transferência, busca-se que a reperfusão ocorra em até 120 minutos após o diagnóstico.

Quando esses prazos não são possíveis e o paciente está nas primeiras horas dos sintomas, a fibrinólise pode ser indicada para dissolver o trombo. Mesmo nesses casos, a transferência para um centro especializado continua necessária.

O tratamento continua após a internação

O cuidado do infarto não termina com a abertura da artéria. O ácido acetilsalicílico e outros antiagregantes reduzem o risco de novos eventos e da formação de trombos no stent. A duração dessas medicações depende da avaliação individual do risco de novo infarto e de sangramento.

As estatinas de alta potência são iniciadas ainda na internação para reduzir o colesterol LDL e estabilizar placas de aterosclerose. Outras medicações, como betabloqueadores, inibidores da enzima conversora de angiotensina e antagonistas da aldosterona, podem ser indicadas conforme a função cardíaca e as condições clínicas do paciente.

Após a alta, o acompanhamento envolve controle da pressão arterial, diabetes e colesterol, interrupção do cigarro, atividade física orientada e reabilitação cardiovascular.

O infarto com supra exige uma sequência rápida de decisões: reconhecer os sintomas, buscar atendimento, realizar o eletrocardiograma, restabelecer o fluxo da artéria e manter a prevenção após a alta. A extensão da lesão cardíaca está diretamente relacionada ao tempo até o tratamento.

Belo Horizonte — Imagens registradas durante uma audiência realizada por videoconferência, nessa segunda-feira (10/8), mostram o juiz mineiro Milton Lívio Lemus Salles fumando e bebendo vinho direto de uma garrafa enquanto participava da reunião on-line.

A divulgação do vídeo fez o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) abrir uma investigação contra o magistrado. Em nota, a Corte informou que tomou as medidas cabíveis assim que foi notificada do episódio.

“O TJMG, tão logo ciente dos fatos, solicitou imediata e rigorosa apuração, mediante instauração de procedimento para eventual constatação de falta funcional junto à Corregedoria-Geral de Justiça e ao Órgão Especial do Judiciário estadual mineiro”, diz a nota.

Milton Lívio Lemus Salles atua na segunda instância da Justiça mineira, auxiliando desembargadores. Ao longo da carreira, passou pelas comarcas de Brumadinho, Araçuaí e Montes Claros e também foi titular da 4ª Vara Criminal de Belo Horizonte.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi procurado a respeito do caso, mas não havia respondido até a publicação desta reportagem.

Metrópoles também tenta contato com Milton Lívio Lemus Salles. O espaço segue aberto.

 

sardinha ganhou destaque entre os alimentos que ajudam a cuidar da saúde do coração. Rica em ômega 3 e outros nutrientes, ela pode contribuir para reduzir os triglicerídeos, controlar a pressão e diminuir o risco de problemas cardiovasculares. Embora repleto de benefícios, o cardiologista Fabrício da Silva explica que o peixe não está sozinho nessa lista: feijãoabacate e castanhas são algumas das opções que também reúnem componentes importantes para o organismo.

Em entrevista à coluna Claudia Meireles, o especialista explicou por que a sardinha ganhou fama de “superalimento” para o sistema cardiovascular.

“O peixe se destaca principalmente pelo alto teor de ômega 3 (EPA e DHA), além de proteínas de boa qualidade, vitamina D, cálcio, quando consumida com espinhas, e selênio. Vale destacar que o ômega 3 é o principal responsável pelos benefícios cardiovasculares”, esclarece.

Segundo o médico, em um contexto de alimentação equilibrada, a sardinha pode ajudar a reduzir os triglicerídeos e processos inflamatórios, melhorar a função dos vasos sanguíneos e contribuir para um menor risco de eventos cardiovasculares, como infarto e AVC.

Outros alimentos que fazem bem para o coração

Ao listar alimentos que também reúnem componentes nutricionais importantes para a saúde cardiovascular, Fabrício destacou opções que concentram gorduras insaturadas, especialmente ômega 3 e monoinsaturadas, e também fibras, antioxidantes, vitaminas e minerais.

“Temos os peixes gordurosos (salmão, cavalinha, arenque), azeite de oliva extravirgem, nozes e castanhas, linhaça, chia, abacate, aveia, feijões e outras leguminosas, além de frutas e verduras ricas em antioxidantes”, pontuou.

Segundo o cardiologista, esse perfil nutricional reduz a inflamação do organismo, apoia o perfil de colesterol, controla a pressão arterial e protege o endotélio dos vasos.

 

O número de mortos no terremoto que atingiu a Colômbia nessa segunda-feira (10/8) subiu para 224, segundo dados da Associação Colombiana de Capitais (Asocapitales), que reúne e articula os governos das principais cidades do país, e de prefeituras.

O número de feridos é de ao menos 668, e 165 edificações colapsaram.

Segundo balanço preliminar, 175 dos mortos estão em capitais colombianas.

O terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia por volta de 7h34, no horário local, com epicentro próximo a San José del Palmar, no departamento de Chocó. A profundidade do tremor foi de 110 km, segundo o Serviço Geológico Colombiano, que o classificou como o pior tremor da década.

A força do terremoto provocou desabamentos de edifícios, danos estruturais e interrupções em serviços essenciais – como a paralisação em ao menos sete aeroportos.

O tremor foi sentido em diferentes pontos da Colômbia, incluindo Bogotá, Medellín, Cali, Pereira e Manizales, e chegou a ser sentido no norte do Brasil, com relatos de abalo em Manaus.

O Serviço Geológico Colombiano registrou 47 réplicas do tremor e alerta para prováveis repetições.

 

Segundo um estudo publicado na revista Diabetologia em 6 de agosto, pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade George Mason e colaboradores sugerem que mulheres diagnosticadas com endometriose têm 46% mais chances de desenvolver diabetes tipo 2.

A pesquisa se baseia em dados de cerca de três milhões de mulheres acompanhadas durante 25 anos. Conforme a publicação no periódico científico, esta foi a maior análise a relacionar a endometriose à diabetes tipo 2.

O estudo foi conduzido pela doutora Maggie Fuzak Nunziato, da Universidade George Mason e principal autora do trabalho, junto à professora de Saúde Global e Comunitária Anna Pollack.


Detalhes do estudo


Diabetes tipo 2 e diferentes tipos de endometriose

De acordo com os pesquisadores, o risco de desenvolver diabetes varia conforme os diferentes tipos de endometriose, indicando que a condição pode ter implicações para a saúde a longo prazo que não eram reconhecidas anteriormente.

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O estudo sugere também que a inflamação crônica pode associar a endometriose à saúde metabólica, apesar de serem necessários novos estudos para compreender melhor essa conexão.

“Estudos anteriores avaliaram a endometriose principalmente como uma condição isolada e, em geral, relataram pouca ou nenhuma associação geral com o diabetes tipo 2. Nossos resultados contribuem para uma compreensão crescente de que a endometriose pode afetar mais do que apenas a saúde reprodutiva”, afirma Maggie em comunicado.

Foi observado também no estudo que essa associação era mais forte em mulheres na pré-menopausa e com obesidade, grupo geralmente considerado mais propenso a desenvolver diabetes tipo 2.

Segundo o Ministério da Saúde, “a endometriose é uma doença caracterizada pelo desenvolvimento e crescimento de estroma [tecido de sustentação e estrutura de um órgão] e glândulas endometriais, partes do tecido que reveste o útero internamente, fora da cavidade uterina. A movimentação desse tecido pode provocar uma reação inflamatória crônica, com taxa de prevalência estimada entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva”.

As causas da endometriose ainda não são completamente conhecidas. No mundo, a condição afeta cerca de 10% das mulheres em idade fértil, somando aproximadamente 190 milhões de pessoas.

Sendo assim, se esses achados forem confirmados por pesquisas futuras, os resultados poderão ajudar equipes médicas a identificar mulheres com endometriose que possuem maior risco de desenvolver diabetes tipo 2, aprimorando o rastreio e as medidas de prevenção precoces.

No último ano, as canetas emagrecedoras se tornaram extremamente populares. Prometendo níveis de perda de peso nunca alcançados por outros medicamentos, os agonistas de GLP-1 revolucionaram o enfrentamento da obesidade. Porém, o preço alto ainda dificulta o tratamento — custando apenas uma fração do preço, opções vendidas no Paraguai conquistaram os brasileiros.

Lipoless e TG são exemplos de alguns dos produtos mais vendidos no país. Os medicamentos são proibidos no Brasil e não têm registro na Anvisa. Para além da questão da patente, a formulação imprecisa e o contrabando sem refrigeração, a agência informa que as fabricantes jamais pediram registro para regularizar a venda no país.

Uma das maiores preocupações da Anvisa é quanto à qualidade dos produtos. Uma análise feita neste ano pela Unicamp apontou que há tirzepatida na fórmula das canetas paraguaias, mas em quantidades irregulares.

Não é possível afirmar que são equivalentes, já que não foram feitas análises de impurezas, contaminantes, degradação do produto, esterilidade, presença de metais pesados, entre outros. O mais importante: o teste não avaliou a biodisponibilidade. Esse é o dado mais relevante para dizer que um medicamento funciona do mesmo jeito que outro”, diz a agência, em nota publicada no site.

A maioria das canetas tem autorização da Dinavisa, a Anvisa do Paraguai. Mas o país não acatou a patente da tirzepatida e a agência não é referência internacional de qualidade, como é a contrapartida brasileira.

Em conversa com jornalistas na última semana, o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, explicou que o material recolhido tem traços de tirzepatida, mas não se sabe de onde vem a substância.

“Nem a própria Dinavisa sabe. Tem patente na China, então teoricamente não pode vir de lá. A pessoa não sabe o que está tomando, e o risco ao qual a população está se submetendo é muito grave”, alerta Safatle.

No Brasil, as canetas paraguaias são consideradas falsas, inclusive pela Eli Lilly, a fabricante do Mounjaro.

Há também a situação da retatrutida, substância que é comercializada no Paraguai mas sequer acabou de passar por estudos clínicos. Apesar dos dados iniciais revolucionários, não está permitida a venda em nenhum país do planeta — a liberação só ocorrerá após o fim da pesquisa e revisão dos dados por agências reguladores, como o FDA, nos Estados Unidos, a EMA, na Europa, e a Anvisa.

“Entre os principais riscos, estão: a ocorrência de efeitos adversos ainda desconhecidos, a ausência de comprovação de eficácia, a incerteza sobre a dose segura e efetiva e possíveis falhas nos processos de fabricação e controle de qualidade”, lembrou a agência em postagem feita em 24 de julho.

Também acende uma sirene a forma como as canetas são contrabandeadas para o Brasil. As fórmulas, que devem ser mantidas refrigeradas, chegam dentro de pneus de carro, escondidas em ferragens, em situações completamente inaceitáveis para manter o funcionamento do produto.

Canetas de Ozempic - Metrópoles
Canetas genéricas do Ozempic e Mounjaro são vendidas sem fiscalização correta no Paraguai

Fiscalização das canetas na fronteira

As duas agências devem assinar, nos próximos dias, mais um memorando de entendimento que aproxima as reguladoras. Porém, ele não significa que os produtos aprovados no Paraguai serão automaticamente aceitos no Brasil — o documento é apenas uma parceria.

Safatle, informa que a agência também trabalha próxima à Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Receita Federal. Foram publicadas resoluções proibindo a entrada de produtos sem registro que dão suporte jurídico e operacional para reter os medicamentos irregulares em fronteiras e aeroportos.

Médicos também são contra produtos irregulares

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou, na última semana, uma resolução que prevê punição para médicos que prescreverem medicamentos não registrados na Anvisa.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), em parceria com a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) e a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), disponibilizou um alerta conjunto em 10 de julho sobre o risco das canetas paraguaias.

As entidades apontam que não é simples fazer um medicamento agonista de GLP-1. Os peptídeos são “moléculas de elevada complexidade tecnológica, cuja fabricação exige rigoroso controle de qualidade para garantir identidade molecular, pureza, estabilidade, esterilidade e desempenho clínico”, diz o texto.

Sem fiscalização e análise das condições de fabricação, não é possível atestar que as canetas paraguaias funcionam. “Por serem administrados por via subcutânea, dependem ainda de condições adequadas de fabricação, armazenamento e transporte”, completa o alerta.

Anvisa aposta em controle do mercado com mais opções

Para tentar reverter o cenário de invasão das canetas no Brasil, a Anvisa aposta nas várias opções nacionais. Até o momento, foi aprovada uma caneta genérica e, até o final do ano, mais oito podem ser liberadas. No próximo ano, outras cinco podem ganhar as prateleiras.

Com um grande volume de opções, a ideia é que a concorrência baixe ainda mais o preço dos genéricos, tornando-os viáveis e seguros para a população.

“O avanço das canetas registradas talvez seja o que mais ajude no processo de regulação do mercado. Quando se amplia a concorrência com novas opções regularizadas, talvez elas ocupem os espaços que hoje são tomados por contrabando”, aponta o diretor-presidente da Anvisa.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) pediu que países das Américas reforcem a vacinação e a vigilância diante do aumento de casos de sarampo. Em alerta divulgado no sábado (8/8), a entidade afirma que o risco para a saúde pública na região segue classificado como muito alto.

Até a semana epidemiológica 28 de 2026, encerrada em 18 de julho, foram registrados 47.459 casos confirmados em 16 países e um território, com 44 mortes. O total supera em mais de três vezes o número de casos contabilizados em todo o ano passado, quando houve 15.011 registros e 32 óbitos.

Guatemala, México, Estados Unidos e Peru concentram a maior parte das infecções, respondendo por cerca de 95% dos casos confirmados neste ano.

Transmissão segue ativa

Apesar de alguns surtos apresentarem sinais recentes de desaceleração, a circulação do vírus continua em diferentes países. Segundo a OPAS, a persistência da transmissão, aliada à baixa cobertura vacinal e ao aumento de pessoas suscetíveis, mantém o cenário de alerta.

A organização também destaca fatores que favorecem a disseminação, como viagens internacionais e grandes eventos, que ampliam o contato entre populações e facilitam a propagação do vírus. Outro ponto de atenção é a expansão para novas áreas e o maior número de mortes em comparação com 2025, além do efeito mais intenso em grupos com menor acesso aos serviços de saúde.

Vacinação é principal forma de controle

O sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida pelo ar e por secreções respiratórias. Os sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas na pele. Em casos mais graves, pode levar a complicações como pneumonia, encefalite e morte.

A Opas reforça que a vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenção. A recomendação é alcançar e manter cobertura de pelo menos 95% com duas doses para interromper a transmissão.

“Cada surto mostra que ainda existem lacunas na imunização que precisam ser resolvidas com urgência”, afirmou Daniel Salas, gerente de Imunização da OPAS, em comunicado.

Cenário global também preocupa

O aumento de casos não se limita às Américas. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam 186.168 infecções registradas no mundo até julho de 2026, número 12% maior que no mesmo período do ano anterior.

Crianças pequenas, pessoas não vacinadas ou com esquema incompleto, além de populações em situação de vulnerabilidade, seguem entre os grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença.

A OPAS informou que mantém apoio técnico aos países para ampliar a vacinação, melhorar a detecção de casos e fortalecer a resposta a surtos, com foco em áreas onde a cobertura ainda é insuficiente.

Um homem foi preso por agredir a própria companheira depois de discussão causada pelo "Jogo do Tigrinho", plataforma de apostas e cassino online caracterizado como jogo de azar. O caso aconteceu no município de Rio Largo, na região metropolitana de Maceió, na noite dessa segunda-feira (10).

De acordo com a mulher, os dois moram juntos há aproximadamente seis meses e se desentenderam por causa do jogo, pois o homem perdeu o dinheiro do casal ao realizar uma aposta.

A vítima contou que o companheiro passou a ficar agressivo e a exigir uma maior atenção dela, reclamando do seu comportamento. Em determinado momento da briga, o homem a agarrou e a derrubou, e depois a segurou pelo pescoço.

Um vizinho ouviu os gritos e acionou a equipe policial. Diante do flagrante, os policiais encaminharam o casal à Central de Flagrantes, no Tabuleiro do Martins.

O homem foi ouvido e permaneceu preso pelo crime de violência doméstica, com base na Lei Maria da Penha.

Um homem idoso procurou a polícia para denunciar o próprio filho por ameaça em Palmeira dos Índios, no Agreste de Alagoas, nessa segunda-feira (10).

Segundo o relato da vítima, o filho teria retornado para casa bastante alterado após consumir bebida alcoólica e drogas, passando a xingar os pais e provocar transtornos no ambiente familiar.

Ainda de acordo com a denúncia, durante uma discussão, o homem teria ameaçado o pai depois de saber que a polícia seria acionada. A vítima afirmou que o filho disse que, caso fosse preso, ao deixar a prisão iria cortar os pulsos do pai. Temendo pela própria segurança, o idoso manifestou interesse em registrar a denúncia criminalmente.

Uma equipe do 10º Batalhão de Polícia Militar acompanhou a vítima até a residência da família, onde o suspeito foi localizado. Após ser orientado pelos policiais, ele deixou o imóvel e foi submetido a uma busca pessoal, mas nenhum material ilícito foi encontrado.

O suspeito apresentava ferimentos no rosto e afirmou aos policiais que havia sofrido um acidente e recebido atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Palmeira dos Índios. A equipe foi até a unidade de saúde e confirmou a informação por meio da ficha de atendimento.

Diante da situação, o pai e o filho foram encaminhados à delegacia, onde o caso foi apresentado para a adoção das medidas cabíveis.

Um homem foi preso por ameaça contra a ex-companheira nessa segunda-feira (10), no Benedito Bentes, em Maceió. Segundo a vítima, o suspeito teria invadido a residência onde mora sem autorização, retirado objetos de valor pessoais e usado o veículo dela para transportar os pertences.

Militares se dirigiram até o endereço após a denúncia de violência doméstica. No local, os policiais constataram que os dois envolvidos apresentavam escoriações no rosto. A mulher, no entanto, informou que não havia sido agredida fisicamente pelo ex-companheiro.

Segundo o relato dela à polícia, o homem teria entrado na residência sem autorização e retirado os pertences, entre eles uma televisão e uma corrente de prata. Ainda conforme o depoimento, ele teria utilizado o veículo da própria mulher para transportar os objetos.

O ex-casal foi conduzido à Central de Flagrantes e prestou esclarecimento às autoridades da Polícia Civil. Após ouvir os envolvidos, o delegado de plantão autuou o homem pelo crime de ameaça, no contexto de violência doméstica contra a mulher. Ele permaneceu preso e ficou à disposição da Justiça.

Uma simples pesquisa pelo nome completo pode revelar muito mais informações sobre uma pessoa do que ela imagina. Perfis antigos, números de telefone, endereços de e-mail, fotografias, registros profissionais, notícias e até documentos públicos podem aparecer entre os resultados de mecanismos de busca.

Isso acontece porque boa parte desse conteúdo foi publicada em páginas abertas e acabou sendo encontrada e catalogada por buscadores como Google, Bing e Yahoo!. Portanto, localizar uma informação pessoal em uma pesquisa não significa necessariamente que houve um vazamento. Em muitos casos, o dado foi disponibilizado voluntariamente pelo próprio usuário ou tornou-se público por meio de empresas, órgãos públicos e outros sites.

Neste guia, você vai entender como investigar a própria presença digital, quais tipos de informações podem ser encontrados, como identificar possíveis vazamentos e o que fazer para diminuir a quantidade de dados pessoais disponível na web.

1. Afinal, o que a Internet sabe sobre você?

A Internet não possui um único banco de dados com todas as informações de uma pessoa. A expressão é usada para descrever o conjunto de conteúdos e registros relacionados a alguém que podem ser localizados online.

Esses dados podem ter sido publicados pelo próprio indivíduo, disponibilizados por empresas, divulgados por órgãos públicos ou inseridos na web por terceiros. Quando uma página é acessível publicamente, os mecanismos de busca podem indexá-la e apresentá-la a quem pesquisar determinados termos.

Um nome completo, por exemplo, pode levar a uma conta em uma rede social, uma notícia, um currículo, uma página profissional ou um registro público.

É importante diferenciar informação pública de dado vazado. Um currículo publicado em uma plataforma de empregos, um anúncio antigo em um marketplace ou um cadastro empresarial disponibilizado por um órgão oficial são exemplos de informações que podem estar acessíveis legalmente.

Já um vazamento ocorre quando dados são expostos indevidamente, geralmente após uma falha de segurança, invasão ou acesso não autorizado a um sistema.

Por isso, encontrar seu telefone, e-mail ou nome em uma página pesquisável não é suficiente para concluir que houve um vazamento. É necessário verificar de onde aquela informação veio e em quais circunstâncias ela foi disponibilizada.

2. Como pesquisar seu nome e encontrar informações pessoais

A maneira mais simples de começar a investigação é procurar o próprio nome em diferentes mecanismos de busca. Uma estratégia útil é colocar o nome completo entre aspas. Assim, o buscador tende a priorizar páginas que contenham exatamente aquela sequência de palavras.

Também é possível acrescentar outros termos para reduzir a quantidade de resultados. Uma pesquisa como "João da Silva" Salvador, por exemplo, pode ajudar a separar homônimos. O mesmo pode ser feito com profissão, empresa, cidade ou instituição de ensino.

Não se limite ao nome. E-mails antigos, telefones, apelidos e nomes de usuário utilizados em redes sociais também podem ser pesquisados individualmente. Contas abandonadas e publicações antigas podem continuar disponíveis mesmo depois de anos.

O Google também oferece operadores que tornam a busca mais precisa. O comando site: permite restringir a pesquisa a determinado domínio, enquanto intitle: procura o termo no título das páginas. O sinal de menos pode ser usado para excluir uma palavra ou resultado específico.

Outra possibilidade é combinar esses recursos. Uma pesquisa como site:linkedin.com "João da Silva" restringe os resultados ao LinkedIn, enquanto uma busca por intitle:"João da Silva" procura páginas que tenham o nome no título.

Ao encontrar alguma informação que você queira avaliar posteriormente, guarde o endereço da página. Isso facilita tanto a solicitação de exclusão do conteúdo quanto um eventual pedido de remoção do resultado no buscador.

3. Que tipos de dados podem aparecer?

A quantidade de informações encontradas depende da trajetória digital de cada pessoa. Quem possui muitos perfis públicos, publica conteúdo com frequência ou aparece em documentos disponíveis online tende a deixar uma presença digital mais extensa.

Entre os resultados que podem aparecer estão contas em redes sociais, currículos, páginas profissionais, matérias jornalísticas, comentários em fóruns, blogs, anúncios antigos e participações em eventos.

Também podem surgir registros relacionados a empresas, concursos, atividades profissionais e documentos publicados por órgãos públicos. Dependendo do caso, processos judiciais que fazem parte de registros públicos também podem aparecer em sites especializados.

O tipo de informação disponível varia conforme a pessoa e a fonte. Uma busca pode apresentar desde conteúdos publicados pelo próprio usuário até registros colocados na Internet por terceiros.

Por esse motivo, a presença de determinado dado nos resultados não significa automaticamente que ele seja irregular ou que tenha sido obtido de maneira indevida. É necessário analisar a origem e a natureza da informação antes de tomar qualquer providência.

4. Como saber se seus dados aparecem em buscas e vazamentos

Depois de pesquisar o nome, vale repetir o procedimento com outros identificadores pessoais. Endereços de e-mail antigos, números de telefone e nomes de usuário podem revelar páginas que não aparecem em uma pesquisa convencional pelo nome.

Para fotografias, uma alternativa é utilizar ferramentas de pesquisa reversa de imagens. O Google Imagens e o Yandex, por exemplo, permitem verificar se determinada fotografia aparece em outras páginas da Internet.

O Google também possui o recurso “Resultados sobre você”, criado para facilitar a identificação de determinadas informações pessoais exibidas nos resultados de pesquisa. Quando um resultado se enquadra nos critérios da ferramenta, o usuário pode solicitar sua remoção.

Quando a preocupação é descobrir se um endereço de e-mail apareceu em algum vazamento, existem serviços específicos para esse tipo de consulta. O Have I Been Pwned e o Firefox Monitor são exemplos de plataformas que verificam bases de incidentes de segurança conhecidos.

Há ainda ferramentas voltadas para consultas específicas. Sites como Jusbrasil e Escavador podem reunir informações de processos públicos associadas a nomes, enquanto consultas de registro de domínio podem mostrar dados relacionados à titularidade de determinados sites, dependendo das informações disponíveis.

É importante ter cautela ao utilizar serviços desse tipo. Evite inserir documentos, senhas ou outros dados sensíveis em páginas desconhecidas apenas para descobrir informações sobre você.

5. É possível apagar informações da Internet

Em alguns casos, sim, mas o processo depende da origem do conteúdo. Uma das primeiras medidas é procurar o responsável pela página e solicitar diretamente a retirada da informação.

Também vale revisar contas antigas e excluir perfis que não são mais utilizados. Nas redes sociais que continuam ativas, a revisão das configurações de privacidade pode limitar quem consegue visualizar determinadas informações.

Outra alternativa é pedir a remoção ou desindexação de resultados diretamente ao mecanismo de busca. O recurso “Resultados sobre você”, do Google, pode ser utilizado em determinadas situações para solicitar a retirada de resultados que exibam informações pessoais, como telefone, endereço residencial ou e-mail.

Há, porém, uma diferença importante entre excluir e desindexar. A retirada de um resultado do Google não significa necessariamente que o conteúdo deixou de existir. A página original pode continuar disponível e ser acessada diretamente.

Por isso, quando possível, o caminho mais completo é solicitar primeiro a remoção do conteúdo ao site responsável. Depois, se necessário, o usuário pode recorrer ao mecanismo de busca para pedir que aquele endereço deixe de aparecer nos resultados.

6. Encontrei dados sensíveis expostos. O que fazer?

Ao localizar uma informação sensível na Internet, o primeiro passo é descobrir exatamente onde ela está publicada e identificar a origem do conteúdo.

Depois, é importante verificar se o dado está disponível em razão de uma publicação legítima ou se existe indício de exposição indevida. Registros públicos previstos em lei, por exemplo, não devem ser confundidos automaticamente com vazamentos.

Se houver possibilidade de retirada, entre em contato com o responsável pela página e faça o pedido pelos canais oficiais. Também é possível verificar se o mecanismo de busca oferece algum procedimento específico para solicitar a remoção do resultado.

Caso a exposição envolva credenciais, como e-mail e senha, a prioridade deve ser proteger as contas. Troque as senhas afetadas, principalmente se elas forem utilizadas em mais de um serviço, e evite repetir a mesma combinação em plataformas diferentes.

A autenticação em dois fatores também pode aumentar a proteção das contas. Além disso, é recomendável acompanhar atividades incomuns relacionadas aos serviços vinculados ao seu e-mail e revisar periodicamente quais aplicativos e plataformas ainda possuem acesso às suas informações.

Fazer uma pesquisa pelo próprio nome de tempos em tempos também pode ajudar. A presença digital muda constantemente: novos cadastros, publicações e páginas podem surgir mesmo quando o usuário não produz conteúdo com frequência.

Manter esse acompanhamento permite identificar rapidamente novas exposições e tomar medidas para limitar a quantidade de informações pessoais disponível publicamente.

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