A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza foi prorrogada em todo o país. A baixa adesão tem sido um problema em todos os estados brasileiros. Em Palmeira, a vacina segue nos Postos de Saúde e na Central de Marcações para o público-alvo, todos os maiores de 06 meses de idade.
“Seguimos com a Campanha, enquanto houver estoque da vacina, em todos os postos, das 8h às 14h, e na Central de Marcações, das 8h às 16h. É fundamental que todos tomem a vacina, a fim de evitar a proliferação do vírus, principalmente agora no inverno”, alerta a coordenadora do PNI do município Mayara Camila.
Além da Campanha contra a Influenza, também está em vigor a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, que tem como público as crianças de 5 anos de idade.
Foto: Henn tecnologiaNa manhã desta segunda-feira, 03, os sites do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) e do Ministério Público de Alagoas foram alvo de um ataque cibernético. A ação foi anunciada por um usuário identificado como “Azael” na rede social X (antigo Twitter), supostamente membro do grupo hacker Team R70.
Azael declarou que os ataques foram um protesto contra o judiciário brasileiro. O ataque começou pelo site do TJ-AL e, em seguida, atingiu o site do MP-AL. Segundo o hacker, a motivação foi uma suposta negligência das autoridades em relação a uma denúncia que ele havia feito contra outro grupo criminoso.
Os endereços dos sites foram recuperados em poucos minutos pelas equipes de Tecnologia da Informação dos respectivos órgãos. O portal Check-host, especializado em monitorar endereços online, confirmou a ocorrência dos ataques.
Em contato com a assessoria de imprensa do Ministério Público de Alagoas e do Tribunal de Justiça de Alagoas, foi informado que a situação está sendo verificada. Em nota, o Ministério Público de Alagoas esclareceu que a Diretoria de Tecnologia da Informação detectou e bloqueou rapidamente uma tentativa de ataque distribuído de negação de serviço (DDoS) contra o portal institucional.
O MPAL destacou que, graças aos sistemas de monitoramento e proteção em tempo real, foi possível identificar a anomalia de tráfego de rede e neutralizar a ameaça de forma eficaz, garantindo a continuidade e a integridade dos serviços prestados pelo órgão.
O grupo Team R70 já realizou outros ataques anteriormente, incluindo a derrubada dos sites da Polícia Civil de Rondônia e da Universidade Federal da Paraíba.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) lançou nesta segunda-feira (3) uma ferramenta online que permite ao consumidor comparar as ofertas de operadoras disponíveis em sua cidade.
As ofertas são separadas por:
telefonia móvel;
banda larga;
TV por assinatura;
telefonia fixa; e
combos com os serviços anteriores.
Chamada de "Anatel Busca Ofertas", a ferramenta lista e detalha as ofertas disponíveis por município e tipo de serviço. É possível filtrar por preço, modalidade de pagamento, nome da empresa e volume de dados (no caso da telefonia móvel e banda larga, por exemplo).
Segundo a Anatel, o buscador de ofertas é compatível com o Regulamento Geral de Direitos do Consumidor (RGC), "bem como considerará possíveis alterações resultantes da implementação do novo RGC".
A norma de 2014, que define os direitos dos consumidores de telecomunicações, estabelece que as operadoras devem disponibilizar informações suficientes sobre suas ofertas, de forma a permitir a comparação de pacotes entre empresas diferentes.
Em outubro do ano passado, a Anatel aprovou novas regras de direitos do consumidor, que entrariam em vigência em nove meses a partir de sua publicação. Contudo, a norma foi objeto de pedidos de anulação, que estão sendo analisados pela agência.
As principais mudanças no regulamento são a proibição de cobrança no primeiro mês de inadimplência, a dispensa das operadoras de manter lojas físicas próprias e a liberação de planos exclusivamente digitais.
Pelas novas regras, as operadoras também podem migrar os clientes automaticamente para novos planos em caso de extinção dos atuais e de ausência de manifestação do cliente sobre adesão a um novo plano.
A Prefeitura de Palmeira dos Índios, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, divulgou a programação do São João do Povo 2024. No sábado (9), o “esquenta” da festa acontecerá em Caldeirão e a abertura oficial do evento junino será na quarta-feira, (12) Dia dos Namorados.
A atração principal da noite ficará por conta do cantor, compositor e instrumentista Dorgival Dantas, do Rio Grande do Norte.
Cantor e instrumentista potiguar Dorgival Dantas (Foto: Divulgação)
Este ano, o São João de Palmeira será descentralizado. A cada noite de festejo, além do Centro da cidade, uma comunidade diferente, será palco para uma das festas mais aguardadas pela população nordestina.
O São João do Povo também envolverá as secretarias municipais de Educação e de Assistência Social. “Teremos desfile de carroças, casamento matuto, apresentação das escolas e programas sociais. Também levaremos a festa para os polos descentralizados, nos distritos de Canafístula, Lagoa do Caldeirão e Bonifácio, além de Palmeira de Fora”, afirmou o prefeito Júlio Cezar.
Confira a programação oficial do São João do Povo 2024 (sujeita a alterações)
DOMINGO (9/06)
Esquenta São João
Local: Caldeirão
Atrações:
Orleane Plácido
Remy Ruan e Forró de Led
QUARTA-FEIRA (12/06)
Local: Praça da Independência
-Abertura Oficial do São João.
Forrozão Supapo
Dorgival Dantas
As Januárias
SÁBADO (15/06)
Local: Canafístula
Raelson Rocha
Xamego de Menina
SÁBADO (22/06)
Local: Bonifácio
José Orlando
Fascínio
DOMINGO (23/06)
Local: Praça da Independência
Dona Flô
Danielzinho
Geraldo Cardoso
SEXTA-FEIRA (28/06)
Local: Estação Ferroviária
Leia Soares
João Barão
Michele Andrade
SÁBADO (29/06)
Local: Palmeira de Fora
Forrozão Supapo
Fascínio
Forró Maior
Por Agência Brasil31/05/2024 08h08
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De acordo com a OMS, as empresas de tabaco gastam mais de US$ 8 bilhões por ano em marketing e publicidade - Foto: Joédson Alves / Agência Brasil
No Dia Mundial sem Tabaco, comemorado nesta sexta-feira (31), a Fundação do Câncer lançou o #movimentovapeOFF, para chamar a atenção para o uso crescente dos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como cigarros eletrônicos ou vapes. Dados da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) mostram que o consumo de vape aumentou 600% nas Américas, nos últimos seis anos.
O movimento da Fundação do Câncer faz parte da campanha da Organização Mundial da Saúde (OMS) Proteger as crianças da interferência da indústria do tabaco, que visa evitar a formação de novos fumantes. A campanha pretende que os governos façam cumprir as determinações estabelecidas na Convenção Quadro para Controle do Tabaco (CQCT) e as diretrizes adicionais do Artigo 13, adotadas na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2004 (COP 10), sobre proibição da propaganda, promoção e patrocínio do tabaco.
De acordo com a OMS, as empresas de tabaco gastam mais de US$ 8 bilhões por ano em marketing e publicidade. O foco principal, segundo o diretor executivo da Fundação do Câncer, cirurgião oncológico Luiz Augusto Maltoni, é a população mais jovem, onde se dá o início da dependência, tentando estimular o consumo do cigarro eletrônico.
Pressão
Maltoni destacou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve a proibição de entrada no Brasil do cigarro eletrônico, mas admite que há uma pressão imensa por parte das indústrias de tabaco no sentido de formação de novos fumantes, “o que traz um risco grande para a população mais jovem e mais vulnerável”.
Para comemorar o Dia Mundial sem Tabaco, a fundação optou por lançar o #movimentovapeOFF para passar a mensagem para os jovens que isso é ruim, com conteúdo importante sobre os malefícios que esses dispositivos trazem.
“A ideia do movimento é mobilizar de fato a sociedade, entidades públicas e privadas, para a gente vir juntos nessa causa, com objetivo de oferecer um futuro saudável para os nossos jovens. É por isso que estamos fazendo esse chamado de vir com a gente nesse movimento e se tornar um vapeOFF”, disse Maltoni à Agência Brasil.
De acordo com o médico, há uma falsa ilusão de que o cigarro eletrônico ajuda o fumante a largar o vício. “Isso não acontece. Acaba sendo uma porta de entrada para o vício. A gente já sabe também que quem começa a fumar o cigarro eletrônico tem o dobro de possibilidades de migrar para o cigarro convencional”, alerta.
Maltoni lembrou que não há nenhuma publicação científica que comprove a eficácia da utilização do cigarro eletrônico como instrumento para parar de fumar. “Pelo contrário. Só tem riscos. Há um volume de substâncias tóxicas, de substâncias cancerígenas e, sobretudo, um percentual de nicotina alto, que leva à dependência”.
Com mais de 200 sabores e aromas, de formatos variados, os cigarros eletrônicos enganam os jovens quando, na verdade, provocam catástrofes, como pneumonias graves, queimaduras, explosões, segundo especialistas. “Não tem nada de bom isso”, sustentou Maltoni.
Ele avalia que o grande desafio do movimento é chegar na população que está se formando e é vulnerável à entrada no vício e se transformar em um tabagista. “Acho que o grande desafio do movimento é mobilizar e informar, trazer questões claras”.
Desafio
Pesquisa do Ministério da Saúde revela que mesmo proibido no país, o cigarro eletrônico já foi experimentado por cerca de 1 milhão de brasileiros, dos quais 70% são jovens na faixa etária de 15 a 24 anos.
Segundo o epidemiologista e consultor médico da Fundação do Câncer Alfredo Scaff, “além dos diversos malefícios, há uma prevalência de que crianças e adolescentes que usam vapes têm duas vezes mais probabilidade de fumar cigarros tradicionais na vida adulta”.
A Fundação do Câncer está formalizando parceria com o braço social da Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), visando lançar um desafio universitário que convoque alunos de universidades públicas e privadas de todo o Brasil e professores para desenvolverem projetos que cheguem nos jovens, com a temática do cigarro eletrônico.
“Eles estão nos apoiando a construir um segundo movimento, um segundo desafio universitário para o Brasil todo, que é, justamente, a gente estimular o desenvolvimento de projetos que cheguem nos mais jovens até o nível secundário escolar, que possam sensibilizá-los, utilizando o linguajar dos jovens para que eles entendam que o cigarro eletrônico é tão ruim ou pior que o cigarro convencional”, disse Scaff.
Esse desafio será lançado no próximo ano. O projeto está sendo desenvolvido em conjunto pela Fundação do Câncer e Anup Social, prevendo-se ainda este ano o lançamento do edital. “Acho que é o único caminho: informação qualificada batendo na tecla e, sobretudo, sensibilizar os mais jovens, adolescentes, universitários. Eles podem ser fortes aliados dessa história”.
Mortes
De acordo com a OMS, há 1,3 bilhão de usuários de tabaco em todo o mundo. O tabaco mata cerca de 8 milhões de pessoas por ano, sendo mais de 7 milhões de fumantes ativos e em torno de 1 milhão de não fumantes passivos. Desse total, 1 milhão óbitos ocorrem nas Américas. A expectativa de vida dos fumantes é, pelo menos, 10 anos mais curta do que a dos não fumantes.
Óleo utilizado em frituras pode danificar encanamentos e poluir o meio ambiente
Foto: AssessoriaTendo em vista que um litro de óleo de cozinha pode contaminar mais de 10 mil litros de água, a Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana (Alurb) orienta como fazer o descarte correto do produto, que está tão presente em nosso dia a dia, e evitar transtornos para a população e impactos negativos para o meio ambiente.
Óleo não pode ir para o ralo
Nenhum tipo de óleo pode ter como destino pias, bueiros, ralos ou guias da calçada porque impactam negativamente no encanamento da sua casa e também poluem a água, além de contribuírem para a morte de seres vivos.
Descarte correto
Após utilizar o óleo de fritura, você pode armazená-lo em uma garrafa PET. Utilize um funil para facilitar a entrada do óleo na garrafa. Lembre-se de sempre fechar bem as garrafas para evitar vazamentos, mantendo também fora do alcance de crianças e animais de estimação que podem ser atraídos pelo cheiro do óleo ou pela simples curiosidade.
Em Maceió, as cinco cooperativas parceiras da Prefeitura fazem a reciclagem desse líquido, transformando-os em sabão caseiro e mantendo uma fonte de renda extra para mais de 170 famílias. Após reservar o óleo, o cidadão pode levar até a cooperativa mais próxima ou entregar aos colaboradores que fazem a coleta seletiva porta a porta em mais de 50 mil residências da capital.
Kedyna Tavares, diretora-executiva da Alurb, destaca a importância do descarte correto, visando a preservação do meio ambiente.
“Sabemos como o óleo de cozinha pode ser ofensivo para a natureza. Então, é bastante necessário que o cidadão se apegue as práticas sustentáveis, fazendo o descarte correto do líquido. A melhor alternativa são as cooperativas de Maceió, que realizam esse trabalho de reciclagem, super importante para a preservação do meio ambiente e que ainda tem a capacidade de gerar renda extra para as famílias que trabalham no ramo”, disse a diretora.
"É como se um avião caísse toda semana." Essa é a comparação feita pelo médico Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), para lembrar que a covid-19 ainda causa cerca de 200 mortes no Brasil a cada sete dias.
Até o final de maio, o país havia registrado mais de 3,5 mil óbitos relacionados à infecção causada pelo Sars-CoV-2, o coronavírus por trás da pandemia.
"É claro que tivemos períodos mais graves, em que chegamos a contabilizar 4 mil mortes em um único dia", pondera Kfouri.
Em 2021, o ano mais grave da crise sanitária, o Brasil teve 424 mil mortes por covid-19. Desde então, esses números caíram de forma dramática: foram 74 mil óbitos em 2022, 14 mil em 2023 e 3,5 mil nesses primeiros cinco meses de 2024.
A queda coincide com a chegada das vacinas a partir de 2021 e o aumento do número de pessoas que tomaram as doses preconizadas.
"A vacinação foi a grande responsável por conseguirmos conter essa doença tão ameaçadora", constata a infectologista Raquel Stucchi, professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
A médica Isabella Ballalai, também da SBIm, concorda: "A vacinação contra a covid-19 no Brasil foi um sucesso e nos tornamos um dos primeiros países a ter mais de 80% da população imunizada. Isso mostra que o brasileiro acredita nas vacinas".
Os dados recém-divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua revelam que, no primeiro trimestre de 2023, 188,3 milhões de brasileiros haviam tomado pelo menos uma dose de vacina contra a covid-19. Isso representa 93,9% da população. Cerca de 11 milhões (ou 5,6% do total) declararam que não se imunizaram.
"Hoje, ainda temos muitas mortes por uma doença para a qual existem doses disponíveis", lamenta Ballalai.
Passados mais de três anos desde que as primeiras doses que protegem contra o coronavírus começaram a chegar aos postos de saúde, muita coisa mudou.
Alguns imunizantes — que foram essenciais para conter a pandemia — acabaram aposentados, por diferentes motivos.
As faixas da população que devem tomar reforços periódicos também sofreram uma série de ajustes.
E ainda há um grande debate sobre quando e como as doses devem ser atualizadas para proteger contra as mais recentes variantes do coronavírus.
A seguir, a BBC News Brasil resume as principais informações sobre a nova campanha de vacinação
Algumas vacinas são aposentadas, e outras entram em cena
Ao longo das campanhas de 2021 a 2023, o Brasil chegou a adotar quatro tipos diferentes de vacinas contra a covid-19: a CoronaVac (Sinovac/Butantan), a Comirnaty (Pfizer), a Vaxzevria (AstraZeneca/FioCruz) e a Jcovden (Janssen).
"Todas foram extremamente importantes naquele momento", avalia Stucchi, que também integra a SBIm.
Mais recentemente, três dessas opções saíram de cena nos postos de saúde brasileiros: as vacinas CoronaVac, da AstraZeneca e da Janssen não são mais aplicadas.
Do grupo "original", restaram as doses fabricadas pela Pfizer — que também passaram por atualizações para proteger contra as variantes do vírus.
Além delas, o país também começará a usar na atual campanha o imunizante Spikevax, produzido pela farmacêutica Moderna.
Pfizer e Moderna usam a tecnologia do mRNA. Isso significa que as doses trazem uma pequena sequência de material genético capaz de instruir as células do nosso próprio corpo a fabricarem a proteína spike, uma estrutura presente na superfície do coronavírus.
Esse material é identificado pelo sistema imunológico, que cria uma resposta para conter uma infecção pelo patógeno e as consequências mais graves da covid-19 no organismo, que estão relacionadas à hospitalização e morte.
Há ainda uma terceira vacina recém-aprovada no Brasil: a Covovax, desenvolvida pelo laboratório Novavax e licenciada no país pela Zalika Farmacêutica.
Ela é uma vacina de subunidade proteica, uma tecnologia também usada nos imunizantes que protegem contra o HPV e a hepatite B.
Neste caso, proteínas do coronavírus são injetadas diretamente no corpo, para que as células de defesa aprendam a identificar e a lidar com essa ameaça.
Por ora, não há previsão de quando a Covovax será utilizada na rede pública de saúde brasileira.
Mas, afinal, o que motivou a "aposentadoria" de algumas vacinas e a "promoção" de outras?
"Hoje, sabemos que as vacinas de mRNA [Pfizer e Moderna] induzem uma resposta imunológica mais robusta e uma maior proteção", explica Stucchi.
Em comparação, os resultados obtidos com a CoronaVac se mostraram inferiores — e, por esse motivo, ela foi deixada de lado conforme os estoques foram se esgotando, embora ainda seja recomendada em algumas situações para as crianças.
Vacina da AstraZeneca já não é mais utilizada nos programas de vacinação — Foto: GETTY IMAGES
Além disso, a experiência de vida real revelou que as vacinas de vetor viral (AstraZeneca e Janssen, entre outras) estão relacionadas a um efeito colateral raro em algumas populações, como as gestantes: a trombose com trombocitopenia.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos calcula que esse evento adverso afeta 4 pessoas a cada 1 milhão de doses administradas.
"A trombose com trombocitopenia é um efeito colateral raro, mas sério, que provoca coágulos em grandes vasos sanguíneos, além de diminuir as plaquetas", explica o CDC.
Ballalai explica que, em um contexto de pandemia, quando havia um altíssimo número de casos e mortes por covid-19, o uso dos produtos de AstraZeneca ou Janssen era justificado.
"Nesse contexto, essas vacinas continuaram a ser utilizadas, porque a relação risco-benefício era muito grande", explica Ballalai.
Os pesquisadores também colocaram na balança o fato de que a própria infecção pelo coronavírus representa um risco relativamente mais alto de desenvolver quadros de trombose quando comparada à vacinação com essas opções.
"Ou você simplesmente deixava as pessoas morrerem de covid, ou apenas não aplicava essas doses naqueles grupos onde havia mais risco de desenvolver esse evento adverso", destaca a médica.
À época, as autoridades de saúde optaram pela segunda alternativa: as vacinas de AstraZeneca e Janssen seguiram na campanha, mas deixaram de ser utilizadas em mulheres grávidas, por exemplo.
"Com o passar do tempo, passamos a ter mais quantidade de outras vacinas, especialmente da Pfizer. Com isso, as doses de AstraZeneca foram sendo usadas com menor frequência, até que elas deixaram de ser utilizadas nas campanhas", complementa Ballalai.
Esse debate voltou à tona recentemente, quando a AstraZeneca divulgou no início de maio que deixaria de fabricar sua vacina.
A farmacêutica disse que estava "incrivelmente orgulhosa" dos resultados obtidos: "De acordo com estimativas independentes, mais de 6,5 milhões de vidas foram salvas apenas no primeiro ano de vacinação".
"Nossos esforços foram reconhecidos por governos de todo o mundo e são apontados como amplamente decisivos para acabar com a pandemia global", disse o laboratório.
A notícia recente não significa, porém, que a AstraZeneca só reconheceu agora que a vacina está relacionada aos (raros) casos de trombose com trombocitopenia, como sugerem alguns textos com informações falsas compartilhados em sites e redes sociais.
Há documentos divulgados pela farmacêutica desde 2021 que citavam claramente esse evento adverso — e propunham protocolos para minimizar os riscos ou fazer o diagnóstico precoce dos casos.
Vacina da Moderna fará sua 'estreia' no Brasil na campanha de 2024 — Foto: GETTY IMAGES
Vacinação contra a covid: quem deve tomar as doses de reforço?
Se anteriormente os imunizantes contra o coronavírus estavam disponíveis praticamente a todas as idades (com raríssimas exceções), agora eles serão priorizados a alguns públicos-alvo específicos.
Kfouri diz que a definição de grupos prioritários tem a ver com o contexto atual. "A vacinação universal contra a covid não faz mais sentido, pois não estamos diante do mesmo risco que enfrentávamos há quatro anos", avalia o médico.
"Alcançamos uma imunidade populacional, e dificilmente um adulto jovem saudável vai parar no hospital por causa dessa doença agora."
No entanto, existem alguns grupos que continuam altamente vulneráveis, seja porque eles ainda não tiveram contato algum com o Sars-CoV-2 ou porque têm um sistema imunológico mais frágil, que precisa ser lembrado com frequência sobre como combater esse patógeno.
Também há uma diferença na periodicidade de aplicação dos reforços. Alguns grupos precisarão receber uma dose por ano, enquanto outros devem tomar a injeção a cada seis meses.
A campanha de 2024 traçada pelo Ministério da Saúde estabelece o seguinte.
Duas doses por ano, com um intervalo mínimo de seis meses entre elas para:
Pessoas com mais de 60 anos;
Indivíduos imunocomprometidos com mais de 5 anos;
Gestantes e puérperas.
Os "imunocomprometidos" são pessoas que têm qualquer condição que altera o funcionamento do sistema imunológico, como é o caso de pacientes que fazem tratamento contra o câncer, por exemplo.
Já o grupo das puérperas inclui as mulheres que deram à luz nos últimos 45 a 60 dias.
Uma vacina por ano, com um intervalo mínimo de três meses em relação à última dose aplicada para:
Pessoas que vivem em instituições de longa permanência;
Trabalhadores de instituições de longa permanência;
Indígenas;
Ribeirinhos;
Quilombolas;
Trabalhadores da saúde;
Pessoas com deficiência permanente;
Pessoas com comorbidades;
Pessoas privadas de liberdade com mais de 18 anos;
Funcionários do sistema prisional;
Adolescentes e jovens que cumprem medidas socioeducativas;
Pessoas em situação de rua.
Para quem nunca foi vacinado contra a covid:
Crianças de 6 meses a 5 anos: duas doses de vacina, com um intervalo de quatro semanas entre elas;
Crianças de mais de 5 anos: uma dose do imunizante;
Pessoas imunocomprometidas com mais de 5 anos: três doses. A segunda é aplicada quatro semanas após a primeira. Já a terceira vem após oito semanas da segunda.
"Temos uma preocupação grande com as crianças, porque vemos muitos casos de covid nessa faixa etária que exigem hospitalização e apresentam risco de morte", alerta Ballalai.
"Precisamos aumentar a proteção desse público."
Os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil aprovam a estratégia adotada pelo Ministério da Saúde contra a covid-19 e observam que ela se assemelha ao que é feito há anos na vacinação contra o influenza, o vírus causador da gripe.
A vacinação contra a covid-19 entrou para o calendário infantil — Foto: GETTY IMAGES
Doses que resguardam contra as novas variantes
Por fim, o último aspecto da vacinação que passou por uma mudança relevante tem a ver com a atualização das doses, para que garantam um bom nível de proteção contra as variantes do coronavírus que circulam com mais intensidade no momento.
Isso é necessário porque o patógeno sofre mutações genéticas o tempo todo. Algumas dessas mudanças conferem alguma vantagem a ele — como uma facilidade maior para ser transmitido de uma pessoa para outra, por exemplo.
Os imunizantes, portanto, precisam ser capazes de "treinar" células imunes para as ameaças em voga.
A vacina que será ofertada agora no Brasil foi desenhada para fazer frente à cepa XBB.1.5.
Embora já existam outras variantes de preocupação ou em monitoramento, como a JN.1 e a KP.2, as autoridades consideram que essa versão do imunizante em uso (contra a XBB) confere um bom nível de proteção, ao reduzir o risco de hospitalização e morte por covid-19.
No entanto, os médicos entrevistados pela reportagem entendem que esse processo de atualização das vacinas contra o coronavírus precisará passar por ajustes nos próximos anos.
"A Organização Mundial da Saúde recomenda atualmente que as vacinas contra a covid sejam revisadas uma vez ao ano, no mês de junho. Mas essa orientação parece privilegiar o Hemisfério Norte, que terá acesso às doses mais atualizadas durante o inverno em comparação com o Hemisfério Sul", critica Stucchi.
Os especialistas sugerem aqui a adoção do mesmo modelo utilizado na imunização contra o influenza, em que a composição das doses que serão usadas nas campanhas é definida em fevereiro para o Hemisfério Norte e em setembro para o Hemisfério Sul.
Kfouri aponta que ainda é preciso observar o comportamento do coronavírus por mais tempo para entender a sazonalidade dele.
"Com o influenza, temos muitos anos de vigilância, o que nos garante uma previsibilidade das cepas de vírus que vão circular em cada temporada", compara ele.
"Já com o coronavírus, isso ainda não está bem definido. Tivemos picos de casos em pleno janeiro, durante o verão", argumenta o médico.
De acordo com o Ministério da Saúde, a meta da nova campanha de vacinação contra a covid-19 é proteger cerca de 70 milhões de brasileiros.
"A covid-19 não acabou. Ela ainda tem um impacto importante na saúde pública e privada", alerta Stucchi.
"A vacinação é a estratégia que pode mudar a história ao garantir um quadro mais leve para a grande maioria das pessoas."
O Senado iniciou nesta semana a discussão de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que gerou polêmica. A PEC das Praias, como vem sendo chamada, passou a ser considerada como um mecanismo para privatizar as áreas à beira-mar, que pertencem à União. Também foi dito que a PEC regularizaria todo o Complexo da Maré, conjunto de comunidades no Rio de Janeiro.
A polêmica cresceu ainda mais depois que a atriz Luana Piovani e o jogador Neymar trocaram farpas nas redes sociais por causa da PEC. O jogador de futebol anunciou parceria com uma construtora para um condomínio na beira do mar.
O texto no Senado foi discutido numa audiência pública. Ainda está longe de ser analisado por comissões e pelo plenário. Depois da repercussão ruim do debate, o próprio presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), indicou que a matéria não está entre as prioridades de votação.
Veja abaixo o que o texto de fato prevê:
Venda de áreas à beira-mar
Veja como funciona atualmente e como ficará a situação de empreendimentos à beira-mar se a PEC for aprovada.
Como é hoje
As áreas à beira-mar de que trata a PEC são chamadas de terrenos de marinha. Correspondem a uma faixa que começa 33 metros depois do ponto mais alto que a maré atinge. Ou seja, esses terrenos não abrangem a praia e o mar, região geralmente frequentada pelos banhistas. Essa parte continuaria pública. Os terrenos de marinha correspondem a uma camada mais atrás da praia, onde ficam geralmente hotéis e bares.
Veja a divisão das áreas na beira da praia — Foto: Ministério da Gestão e Inovação (MGI)
Pela legislação atual, a União, dona dos terrenos de marinha, pode permitir que pessoas e empresas usem e até transmitam as terras aos seus herdeiros. Mas, para isso, esses empreendimentos têm que pagar impostos específicos.
Como ficaria com a PEC
O texto discutido no Senado prevê a autorização para a venda dos terrenos de marinha a empresas e pessoas que já estejam ocupando a área.
Pelo projeto, os lotes deixariam de ser compartilhados, entre o governo e quem os ocupa, e teriam apenas um dono, como um hotel ou resort.
Conforme o texto, só permaneceriam com o governo áreas ainda não ocupadas e locais onde são prestados serviços públicos, como portos e aeroportos, por exemplo.
Projeto de reurbanização da Praia Central, em Balneário Camboriú, com visão aérea mostrando calçadão e restinga — Foto: PMBC/Divulgação
Isso significa privatização?
A diretora de Oceano e Gestão Costeira do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ana Paula Prates, explica que o projeto abre brecha para "privatizar o acesso à praia, e não a praia em si", já que a parte frequentada pelos banhistas continuaria com a União.
Para a especialista, a proposta não prevê a "privatização direta" das praias, mas possibilita que uma empresa cerque o terreno e impeça a passagem de banhistas na faixa de areia, como já é visto hoje em alguns resorts.
"São áreas de restinga, mangues, dunas, pedaços de praia mais para cima, entradas de rios. São locais que vivem sob a influência da maré e têm ligação direta com o aumento do nível do mar. Esses terrenos são a salvaguarda para a adaptação da mudança do clima", disse Prates ao g1.
E o Complexo da Maré?
O relator da proposta no Senado, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), diz que o texto vai permitir a transferência de 8,3 mil casas para moradores do Complexo da Maré e para quilombolas da Restinga de Marambaia -- ilha também localizada no estado do Rio.
O senador pontua que haverá um aumento da arrecadação de impostos pelo governo e da geração de empregos nas regiões.
"Olhem só o mundo de arrecadação que tem para a União. Nas utilizações dos imóveis, tem aqui os valores discriminados. Pessoa física: R$ 42 bilhões; pessoa jurídica: R$ 67 bilhões; setor hoteleiro: R$1,7 bilhão; ramo imobiliário: quase R$24 bilhões. Imaginem, se houvesse a cessão onerosa dessas propriedades, o quanto que a União não arrecadaria com isso, muito mais", afirmou o parlamentar na audiência pública.
Críticas à PEC
Quem é contra, a exemplo do Painel Mar, plataforma que reúne sociedade civil e entidades governamentais, argumenta não fazer sentido vender lotes que podem "deixar de existir no futuro" por causa do aumento do nível do mar.
Além disso, segundo o grupo de estudos, a proteção dos mangues e restingas ajuda a enfrentar as mudanças climáticas, pois essas áreas funcionam como uma barreira natural, que ameniza a gravidade de situações como a vivida no Rio Grande do Sul, assolado pelas enchentes.
Se essas áreas forem vendidas para empreendimentos privados, a tendência é aumentar a degradação ambiental. E isso, de acordo com a plataforma, vai fragilizar ainda mais comunidades tradicionais que dependem do ecossistema marinho para sobreviver -- populações caiçaras, quilombolas, ribeirinhas e povos indígenas.
O cientista Carlos Nobre, especializado em aquecimento global, afirma que "se não controlarmos o efeito estufa, até o final do século, o mar vai subir de 80 cm a 1 metro". Para ele, ao invés da proposta, é necessário um plano, a longo prazo, para retirada das comunidades ribeirinhas dos terrenos de marinha, já que o aumento das marés e ressacas mais fortes são inevitáveis.
"Completamente sem sentido tornar propriedade privada quando, no final desse século, essas áreas serão mar", disse.
O Ministério dos Povos Indígenas (MPI) sustenta que "a gestão tradicional promovida pelas comunidades indígenas, fundamentada em conhecimento sócio-tecno-ecológico profundo, resulta em práticas de conservação sustentável que impedem a degradação ambiental, a extinção de espécies e contribuem com a desaceleração das mudanças climáticas".
Defesa do texto
Além de Flávio Bolsonaro, quem também defende o texto é o deputado Alceu Moreira (MDB-RS), que relatou o texto na Câmara, onde a matéria já foi aprovada.
Segundo ele, o projeto vai fomentar investimento em praias que se tornaram "verdadeiros cortiços no litoral do Brasil" e criar empregos para milhares de pessoas.
"Não estamos oportunizando nenhum negócio imobiliário a quem quer que seja, não estamos autorizando a privatização de praia alguma. Absolutamente nada.", afirmou o deputado.
"Agora, pegue aí uma ilha como a de Florianópolis, pegue as áreas portuárias que nós temos abandonadas, verdadeiros cortiços no litoral do Brasil, sem nenhuma conservação, sem nada, pontos absolutamente apodrecidos, destruídos, que poderiam ser áreas nobres das cidades, agregar ao patrimônio das cidades, mas que estão fora, porque são áreas de marinha. A SPU [Secretaria do Patrimônio da União] não tem dinheiro para cuidar, não faz absolutamente nada, e elas ficam como verdadeiras cicatrizes nas nossas cidades", argumentou o parlamentar
Terrenos à beira-mar
O Ministério da Gestão e Inovação (MGI) informou que há 564 mil imóveis registrados em terreno de marinha. O governo arrecadou, em 2023, R$ 1,1 bilhão com as taxas de foro e de ocupação.
A pasta estima que o valor poderia ser cinco vezes maior, com um total de quase 3 milhões de construções nas áreas próximas ao mar, mas que não foram oficializadas.20% dos valores apurados são repassados para os municípios.
A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) é responsável por gerir os terrenos. O órgão promove a regularização fundiária urbana de assentamentos irregulares.
"No ano de 2022 foram repassados para municípios cerca de 120 milhões de reais. Embora a PEC em análise determine que as áreas desocupadas permanecem na gestão da União, a possibilidade de municípios poderem acessar mais áreas a partir da expansão de perímetros urbanos, sem dúvida irá reduzir áreas disponíveis ao desenvolvimento nacional. Isso demandará futuras desapropriações trazendo altos custos indenizatórios para a União", explica o MGI.
Suelly Araújo, do Observatório do Clima, identifica no projeto um "grande lobby" do setor turístico de resorts. Segundo ela, trabalho de pessoas que vendem produtos na praia, em barracas e quiosques, será ameaçado com o estabelecimento de áreas privativas.
MMA e Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais do Brasil (MPP) também são contra a medida.
Exemplo prático
Segundo a plataforma Painel Mar, em Balneário Camboriú (SC), "a supressão das dunas e praias por calçadões e avenida beira-mar durante as últimas décadas acarretou severos impactos tais como a diminuição da área de lazer da praia central e o sombreamento da praia".
"A privatização de lucros e a socialização de prejuízos acarretou custos milionários para o alargamento da praia, custeados por empresários locais, mas que a grande maioria dos municípios brasileiros não possuem condições financeiras sequer de realizar um projeto desta natureza. Outro exemplo é o que vem ocorrendo na cidade de Atafona, litoral norte do Estado do Rio de Janeiro, onde o mar avança em média 2,7 metros por ano, mas já chegou a aumentar até oito metros em alguns anos, como entre 2008 e 2009, causando diversos prejuízos e transformando a cidade em uma cidade fantasma", explica a entidade.
Professores das universidades federais do Ceará seguem em greve após recusarem propostas do governo. — Foto: ADUFC/Reprodução
Ao menos 54 universidades, 51 institutos federais (IFs) e o Colégio Pedro II continuam em greve desde abril, de acordo com levantamento do g1. Professores e servidores das instituições reivindicam reestruturação de carreira, recomposição salarial e orçamentária, e revogação de normas aprovadas nos governos Temer e Bolsonaro.
Segundo o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andres), há uma defasagem de 22,71% no salário dos professores, acumulada desde 2016. A entidade pede uma reposição salarial que considere essa diferença.
Os níveis de paralisação variam — em algumas instituições, professores e técnicos-administrativos aderiram à greve. Em outros casos, apenas os professores ou técnicos estão paralisados. No caso dos institutos federais, a greve atinge pelo menos 400 campi espalhados pelo país.
Na segunda-feira (27), o governo chegou a assinar um acordo com a Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico (Proifes-Federação).
No entanto, essa proposta não foi aceita pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e pelo Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe).
O Ministério da Saúde disse em nota que "as demais instituições que não assinaram o acordo terão mais prazo para levarem novamente a proposta para suas bases e poderão assinar o acordo posteriormente."
Acordo com Proifes e negativa de sindicatos
O acordo firmado entre o governo e o Proifes prevê a reestruturação da carreira docente, um reajuste de salário de 9% em janeiro de 2025 e 3,5% em maio de 2026. Além disso, o acordo também detalha o que a entidade define como “reestruturação na progressão entre os diferentes níveis da carreira”, que garantiria uma elevação de salário para profissionais em início de carreira.
Segundo o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andres), no entanto, essa valorização aconteceria “às custas de mais uma desestruturação”, pois haveria uma redução no número de graus que a carreira possui atualmente, passando de 13 para 10.
Em comunicado na terça-feira (28), o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) declarou que “a greve não acabou”.
Ainda em nota, o MEC afirmou que reforça que a pasta está “sempre aberta ao diálogo, franco e respeitoso, pela valorização dos servidores”.
Com a negativa dos dois sindicatos, a greve continua em muitas instituições pelo Brasil.
Veja a lista abaixo:
Norte
Amazonas: servidores técnico-administrativos dos 18 campi do Ifam entraram em greve no dia 15 de abril de 2024.
Pará: professores e servidores da Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) continuam em greve. Também continuam paralisados os 18 campi do IFPA.
Acre: na Universidade Federal do Acre (UFAC), técnicos-administrativos e professores continuam em greve, assim como 6 campi do IF do estado.
Roraima: professores da Universidade Federal de Roraima (UFRR) continuam paralisado desde o dia 22 de abril.
Rondônia: na Universidade Federal de Rondônia (UNIR), docentes e técnicos administrativos continuam em greve. Onze campi do IF do estado também continuam paralisados.
Amapá: técnicos e docentes da Universidade Federal do Amapá estão em greve. Os trabalhos em 5 campi do IFAP também estão suspensos.
Tocantins: na Universidade Federal do Tocantis, professores e técnicos continuam em greve. Três unidades do Instituto Federal também estão paralisados.
Nordeste
Alagoas: técnicos e professores continuam em greve na Universidade Federal de Alagoas (UFAL). 17 campi do IF do estado também estão paralisados.
Bahia: na Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal de Recôncavo da Bahia (UFRB) e Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) professores e servidores continuam em greve; Todos os 24 campi do Instituto Federal da Bahia (IFBA), e os 14 do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IF Baiano) estão parados.
Ceará: a Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal de Cariri (UFCA), Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) estão em greve. Assim como 33 campi do Instituto Federal do estado.
Maranhão: técnicos e professores continuam em greve na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e em todos os 25 campi do IF do estado.
Paraíba: técnicos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) estão em greve. Todos os 21 campi do IF da Paraíba também seguem paralisados.
Pernambuco: a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e 5 campi do IFSertãoPE continuam paralisados.
Piauí: técnicos e docentes da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e de 17 campis do IF do estado continuam paralisados.
Rio Grande do Norte: docentes e técnicos-administrativos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), da Universidade Federal do Semi-Árido (Ufersa) e o Instituto Federal do RN continuam em greve.
Sergipe: técnicos e docentes da Universidade Federal do Sergipe e de 10 campi do IF do estado continuam paralisados.
Sul
Paraná: técnicos e docentes da Universidade Federal do Paraná (UFPR), da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) de 28 campi do IF do estado seguem em greve.
Rio Grande do Sul: universidades e institutos federais suspenderam total ou parcialmente as atividades acadêmicas devido às cheias, portanto, não foram incluídos no levantamento.
Santa Catarina: treze dos 15 campi do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e os 22 campi do Instituto Federal Catarinense (IFC) estão em greve total ou parcial; a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está em greve parcial.
Sudeste
Espírito Santo: professores e servidores da Universidade Federal do Espírito Santos (UFES) estão em greve desde o dia 15 de abril.
Minas Gerais: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ ), Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Universidade Federal de Alfenas (Unifal), Universidade Federal de Lavras (UFLA), Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), Universidade Federal de Itajubá (Unifei) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) continuam em greve. 28 campi do IFMG e Norte do estado.
São Paulo: docentes da Universidade Federal do ABC (UFABC), Universidade Federal de São Carlos e (UFSCar) e de pelo menos 6 institutos federais não estão trabalhando.
Rio de Janeiro: professores e servidores da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Unirio, Universidade Federal Fluminense (UFF) e de 15 campi do Instituto Federal do estado seguem com os trabalhos paralisados. Servidores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também continuam em greve.
Centro-Oeste
Goiás: técnicos da Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Federal de Catalão (UFCat) e Universidade Federal de Jataí (UFJ) continuam em greve. O IFGO e IF Goiano também continuam paralisados.
Mato Grosso: docentes e funcionários da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e de 18 campi do IFMT continuam em greve.
Mato Grosso do Sul: a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) de Campo Grande continua em greve. 10 campi do instituto federal do estado também estão em greve.
Distrito Federal: docentes e técnicos da Universidade de Brasília (UnB) também estão em greve.
Em Alagoas, 261 candidaturas foram cassadas em processos julgados sobre fraudes à cota de gênero, segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AL). A quantidade se refere a candidatos que exerceram ou não mandatos e suplência, levando em consideração que todos os votos recebidos pelos partidos e coligações são anulados.
Pela Justiça Eleitoral no Estado, já tramitaram 38 ações desta natureza. Atualmente, quatro processos seguem em análise pelos desembargadores que integram o Pleno. Quatorze deles estão em grau de recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após tentativa de revogação da defesa dos candidatos cassados.
Em quase todos os casos, são utilizadas candidaturas femininas fictícias para concorrer ao cargo de vereador. Como o partido não consegue atingir o mínimo exigido por lei para ser ocupado por candidaturas de cada gênero, comete a fraude para ter o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários deferido e, assim, poder concorrer nas eleições.
Ao julgar casos de comprovada fraude à cota de gênero, as decisões do Tribunal seguem um padrão. Após o julgamento e a confirmação do crime, as legendas são punidas com a anulação dos votos recebidos para o cargo naquele pleito. Também é determinada a cassação do DRAP e dos diplomas das candidaturas a ele vinculados.
Em Alagoas, dois casos de fraudes à cota de gênero chamaram a atenção pelas medidas tomadas pelo TSE. Em Porto Real do Colégio, por exemplo, o Plenário da Corte cassou os registros e os diplomas de todos os candidatos lançados pelo Partido Progressistas (PP) para concorrer ao cargo de vereador nas Eleições Municipais de 2020.
Os ministros também determinaram a nulidade dos votos recebidos pela legenda, bem como o recálculo dos quocientes eleitoral e partidário. A decisão deverá ser cumprida imediatamente.
No TSE, o Republicanos buscou reverter acórdão do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), que julgou improcedentes os pedidos feitos pela sigla em uma Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (Aime). De acordo com a legenda, a candidata Valdines Galdino da Silva (PP) obteve apenas um voto, registrou movimentação financeira mínima na prestação de contas e não divulgou nenhum tipo de propaganda eleitoral.
O entendimento do Regional foi mantido pelo antigo relator do caso no TSE, ministro Carlos Horbach, que, em decisão monocrática, rejeitou a possibilidade de violação à lei eleitoral e, assim, negou seguimento ao recurso.
ELEIÇÃO SUPLEMENTAR
Em maio deste ano, o TRE/AL, à unanimidade de votos, determinou a cassação de todos os diplomas e mandatos eletivos de vereador do município de Porto Real do Colégio do pleito de 2020 e a realização de eleição suplementar no município no dia 09 de junho.
O relator do processo, desembargador eleitoral Sérgio de Abreu Brito, explicou em seu pronunciamento que mais da metade dos votos dados aos candidatos a vereador foi anulado, não se podendo permitir que a vontade da minoria prevaleça, já que a eleição foi considerada viciada.
Nas duas ações judiciais relativas ao caso, foram cassados oito dos onze vereadores de Porto Real do Colégio, sendo anulados 8.613 votos. Dos 11.782 votos totais da eleição de 2020, apenas 3.151 foram considerados válidos para o cargo de vereador (Partido Republicanos).
Em São Miguel dos Campos, o TSE reconheceu fraude à cota de gênero nas candidaturas do PP e do PSB. Com as decisões, o Pleno declarou nulos os votos recebidos pelas legendas para vereador e cassou o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (Drap), bem como os diplomas e registros a ele vinculados. Além disso, a Corte determinou o recálculo imediato dos quocientes eleitoral e partidário para o cargo.
O grupo de jogadores que viajou nesta quinta não conta com o goleiro Lunin, como indicado pela imprensa europeia nos últimos dias. Gripado, o ucraniano vem ficando longe dos outros companheiros para evitar contágio a poucos dias da decisão. Por isso, ficará em Madri e deve viajar apenas no sábado, horas antes da partida em Londres. A princípio, ele estará apto para ir a campo.
Vinicius Junior no embarque para a final em Londres — Foto: Divulgação/Real Madrid
Kroos, Lucas Vázquez e Bellingham, em viagem do Real Madrid para final da Champions, em Londres — Foto: Divulgação/Real Madrid
O elenco comandado por Carlo Ancelotti realizou pela manhã o último treinamento antes da viagem, no CT de Valdebebas, em Madri. Agora, o time seguirá a agenda oficial antes da decisão, como a visita a Wembley e a coletiva oficial do técnico Carlo Ancelotti e de mais um atleta, já em Londres.
As baixas esperadas para o confronto de sábado são a do meia Tchouaméni, que sofreu lesão no pé nas semifinais e não se recuperou a tempo da decisão, e a do zagueiro Alaba, que não atua desde dezembro por um problema no joelho. Entretanto, os dois, assim como Lunin, entraram na relação oficial de atletas disponíveis para o confronto.
Borussia Dortmund e Real Madrid se enfrentam no sábado, às 16h, em Wembley, na final da Champions League, em jogo único. Em caso de empate, o confronto será decidido na prorrogação e, se necessário, disputa de pênaltis.
Três prefeituras do interior tiveram o fornecimento de energia elétrica suspenso nessa semana, pela Equatorial Alagoas.
O corte, por inadimplência, atingiu alguns imóveis públicos.
Em Traipu, a suspensão ocorreu na própria sede da prefeitura, em duas secretarias municipais e em um estádio de futebol.
Em São Sebastião, os alvos dos desligamentos foram duas grandes secretarias municipais.
E em Junqueiro, o corte foi efetuado no Mercado Público e em uma das principais secretarias.
Por meio de sua assessoria de Comunicação, a Equatorial Alagoas afirmou que as ações estão sendo tratadas diretamente com os clientes e encaminhou a seguinte nota:
A Equatorial Alagoas informa que antes de executar qualquer suspensão do fornecimento, por inadimplência, para os clientes de qualquer classe de consumo, segue todas as etapas exigidas pela legislação do setor elétrico.
A empresa ressalta que está sempre aberta a negociar com os clientes e ressalta que toda tratativa é realizada diretamente com o responsável pela unidade consumidora.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou nesta quarta-feira (29) o edital do concurso unificado com 395 vagas e salários de até R$ 13.994,78. As oportunidades são para os cargos técnico e analista judiciário, de nível superior.
Do total de oportunidades, 126 são para cargos de analista e 269 para técnico, ambos no setor judiciário, além da formação de cadastro reserva (veja abaixo a distribuição de vagas).
A remuneração inicial pode variar entre R$ 8.529,65 a R$ 13.994,78, a depender do cargo.
Antes, o TSE havia definido que a Fundação Getúlio Vargas (FGV) seria responsável pelo concurso (relembre o que aconteceu).
Os interessados em participar do processo seletivo precisam pagar uma taxa de inscrição de R$ 85, para o cargo de técnico judiciário, e R$ 130, para analista judiciário.
Candidatos doadores de medula óssea em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde e inscritos no CadÚnico podem solicitar isenção da taxa.
As vagas serão distribuídas entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e 26 tribunais regionais eleitorais (TREs). Somente o TRE de Tocantins ficou de fora, já que existe um outro concurso em andamento no órgão.
O concurso ainda prevê a reserva de 20% de vagas para pessoas negras, 10% para pessoas com deficiência e 3% para pessoas indígenas. A seleção terá as seguintes fases:
Provas objetivas, de caráter eliminatório e classificatório, para todos os cargos;
Prova discursiva, de caráter eliminatório e classificatório, somente para os cargos de Analista Judiciário;
Teste de aptidão física, de caráter eliminatório, somente para o cargo de Técnico Judiciário - Área: Administrativa - Especialidade: Agente da Polícia Judicial;
Avaliação de títulos, de caráter classificatório, somente para os cargos de Analista Judiciário.
Todas as fases do concurso serão realizadas nas capitais dos 26 estados e no Distrito Federal. Veja a distribuição de vagas:
Analista judiciário da área administrativa (40 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
Analista judiciário da área administrativa, com especialidade em contabilidade (40 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade em arquitetura (40 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade em arquivologia (40 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade em biblioteconomia (40 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade em enfermagem (30 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade em engenharia civil (40 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade em engenharia elétrica (40 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade em engenharia mecânica (40 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade em estatística (40 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade em medicina - clínica médica (20 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade em medicina - psiquiátrica (20 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade em medicina - medicina do trabalho (20 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade odontologia (30 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade em psicologia (40 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade em serviço social (40 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade em tecnologia da informação (40 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
Analista judiciário da área jurídica (40 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
Analista judiciário da área administrativa (40 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
Técnico judiciário da área administrativa, com especialidade em policial judicial (40 horas trabalhadas) - R$ 9.773,56.
Técnico judiciário de apoio especializado, com especialidade em programação de sistemas (40 horas trabalhadas) - R$ 8.529,65.
Cronograma do concurso ????
Inscrições: 4/6 a 18/7/2024
Solicitação de inscrição com isenção da taxa: 4/6 a 18/7/2024
Divulgação da consulta aos locais de provas: 6/9/2024
Aplicação das provas: 22/9/2024
Divulgação dos gabaritos oficiais: 27/9/2024
Resultado final das provas: 28/10/2024
O pai do menino Anthony Levy Nascimento dos Santos, de 4 anos, foi preso pela Polícia Civil nesta quarta-feira (29), suspeito de ser o responsável pela morte do próprio filho. Ele teria confessado que envenenou o menino antes de deixá-lo na escola.
Após prestar depoimento e contar o que aconteceu, a Polícia Civil esteve, junto com o acusado, na loja onde ele teria adquirido o veneno. O homem foi preso e está sendo levado para a sede da Delegacia Geral da Polícia Civil, em Jacarecica.
Criança morreu após passar mal em escola de Maceió. Divulgação
O menino morreu após passar mal em uma escola municipal de Maceió.
Mais cedo, o delegado Sidney Tenório, responsável pelas investigações, disse que o primeiro laudo realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) apontou morte por insuficiência respiratória causada por um agente químico, uma intoxicação.
Um frasco suspeito e imagens colhidas na unidade de ensino tinham sido apreendidos para análise.
A Secretaria Municipal de Segurança Comunitária e Convívio Social (Semcs) e de Educação (Semed) tiveram papel importante na elucidação da morte de Anthony Levy Nascimento dos Santos, de 4 anos. O acusado do crime, pai do menino, foi preso nesta quarta-feira (29).
Quando o laudo do Instituto Médico Legal (IML) foi emitido, a Semcs analisou as imagens internas da escola da última segunda (27).
Depois disso, as secretarias municipais abriram um procedimento interno e colaboram com a polícia.
O pai do garoto foi preso pela morte do próprio filho e confessou às autoridades policiais que envenenou o menino antes de deixá-lo na escola.
“Uma cena triste e revoltante. Essas são imagens do nosso sistema de videomonitoramento da creche onde estudava o menino Anthony. Elas mostram o pai, esse homem que aparece nas imagens com camisa azul, chegando com o filho. Na sequência, na saída, as imagens mostram que ele descarta um frasco dentro da unidade após deixar a criança. O material descartado foi levado para a perícia, que constatou a presença do veneno”, declarou o prefeito de Maceió, JHC, nas redes sociais.
O prefeito destacou ainda que o Município está oferecendo o suporte necessário à mãe. “O pai acabou de ser detido. Sem o sistema de videomonitoramento das creches, dificilmente poderia se chegar a ele tão rapidamente. Peço que as investigações continuem sendo conduzidas com rigor”, acrescentou JHC.
O suspeito de matar o filho Anthony Levy Nascimento dos Santos, de 4 anos, teria usado "chumbinho" no mingau da criança. Matheus Soares foi preso nesta quarta-feira (29), pela Polícia Civil de Alagoas (PC/AL), e confessou o crime.
De acordo com o delegado-geral, Gustavo Xavier, o criminoso comprou o veneno no bairro Jacintinho e o utilizou no dia em que o menino morreu.
"Ele comprou esse material, esse 'chumbinho', que é um agrotóxico utilizado comumente como raticida, no bairro jacintinho. Para a Polícia Civil, após a confissao do Matheus, ele teria assassinato o próprio filho, cometido homicídio qualidficado, com utilização de veneno, que é um meio insidioso, sem o conhecimento da criança de 4 anos, que completou 5 anos no dia do sepultamento", disse o delegado-geral.
À polícia, o suspeito confessou que envenenou o menino antes de deixá-lo na escola. O primeiro laudo realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) apontou morte por insuficiência respiratória causada por um agente químico, uma intoxicação.
Um frasco e imagens de videomonitoramento foram colhidos para análise.
Pai de criança envenenada lamentou morte do filho em velório
Matheus Soares, pai do menino Anthony Levy Nascimento dos Santos, de 4 anos, que confessou ser o responsável pelo envenenamento do filho, deu entrevista à imprensa e lamentou a morte da criança durante o velório, que aconteceu nessa terça (28). O suspeito foi preso nesta quarta (29).
Em entrevista à TV Gazeta, Matheus falou sobre o falecimento de Anthony e contou como foi a rotina da família durante a manhã.
"Ele acordou bem e me pediu para tomar o café da manhã porque estava com fome. Após isso, levei ele pra escola, onde ele entrou alegre e feliz", disse.
Operação foi deflagrada nesta quarta, 29. Foto: PC/AL
A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (29), uma grande operação de combate à criminalidade. Até o momento, já foram presas mais de 20 pessoas, que são suspeitas de integrarem organizações criminosas que atuam no tráfico de drogas, homicídio, roubo e outros delitos. A ação ocorre em Maceió e outras cidades de Alagoas.
A operação está sendo comandada pelo delegado-geral, Gustavo Xavier, e envolve mais de 200 policiais civis da Dracco (Tigre, Seção de Capturas e Antissequestro), Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol), Delegacia de Repressão ao Narcotráfico da Capital (DNARC), Grupo Especial de Apoio à Investigação (GEAI), Oplit, Distritais e o apoio do Grupamento Aéreo.
Delegados, agentes e escrivães se reuniram na sede da Delegacia Geral para instrução e planejamento das ações.
Após a divisão das equipes, os policiais civis deslocaram-se para vários bairros de Maceió, onde tiveram início os cumprimentos de ordens judiciais.
Palmeira dos Índios
Na manhã desta quarta-feira (29), uma operação integrada entre as polícias Militar (PM) e Civil (PC) resultou na prisão de dois indivíduos, na região da “Feira da Troca”, no Centro de Palmeira dos Índios. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão relacionados ao tráfico de drogas. Além disso, uma quantidade de entorpecentes também foi apreendida.
O subcomandante do 10° Batalhão de Polícia Militar (BPM), major Samuel Sidney, informou que os mandados judiciais foram cumpridos em diversos bairros da cidade e que os agentes contaram também com a participação de policiais do Canil do 3° BPM, de Arapiraca.
*Com assessoria
Sextou na quarta! A Prefeitura de Palmeira dos Índios e o Governo do estado decretaram ponto facultativo nesta sexta, 31. Significa que os órgãos públicos, com exceção dos serviços essenciais, não funcionarão.
Prefeitura de Palmeira
A Prefeitura de Palmeira dos Índios, por meio do Decreto número 2.229/2024, de 28 de maio de 2024, determina ponto facultativo nas repartições públicas do poder executivo do município nesta sexta-feira (31), um dia após o feriado de Corpus Christi. A publicação consta no Diário Oficial do Município desta terça-feira (28).
A data é destinada aos órgãos e entidades da Administração Pública Municipal do Poder Executivo, sem provocar prejuízos à prestação dos serviços considerados essenciais, a exemplo da Saúde, limpeza, segurança, entre outros.
Governo do Estado
Foi divulgado nesta terça-feira, 28, através das redes sociais do governador do estado de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), que a próxima sexta-feira, 31, após o feriado de Corpus Christi, que será celebrado nesta quinta-feira, 30, será ponto facultativo em todos os órgãos públicos do Estado.
Mesmo com o novo decreto, as atividades consideradas essenciais à população, como os serviços de saúde e segurança pública, irão funcionar normalmente.
A medida tomada pelo Executivo transforma em feriado prolongado a celebração cristã de Corpus Christi.