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A comandante da Guarda Municipal de Vitória Dayse Barbosa foi morta a tiros dentro de casa, em Vitória, no Espírito Santo, na madrugada de segunda-feira (23). O principal suspeito é o ex-namorado dela, o policial rodoviário federal, Diego Oliveira de Souza, que se suicidou após cometer o crime.

A Polícia Civil do Estado identifica indícios de feminicídio e que Souza tenha planejado o assassinato da vítima. Com ele, foram encontrados objetos como alicateescadachave de cortefaca e álcool. Ao menos cinco cápsulas de munição foram encontradas no quarto de Dayse.

Além disso, familiares da comandante relataram à polícia que Souza era uma pessoa controladoraciumenta e possessiva, e acreditam que ele matou a ex-namorada por não aceitar o fim do relacionamento.

Tratada como uma referência no combate à violência contra a mulher em Vitória, Dayse Barbosa entrou para a GCM em 2012 após prestar um concurso público. Antes de se tornar guarda municipal, ela se formou em Pedagogia e chegou a fazer pós-graduação em Segurança Pública Municipal.

Em 2023, Dayse se tornou a primeira comandante da Guarda Civil Municipal da capital capixaba. Durante os mais de 20 anos de história da instituição, o cargo sempre fora ocupado por homens, segundo a prefeitura local.

Nas redes sociais, ela costumava compartilhar a sua rotina e registrar a sua participação em ações da equipe de segurança na capital capixaba. Além disso, defendia não apenas o serviço da GCM, como também o papel da mulher em postos de liderança no trabalho.

“Confesso que é exaustivo e desgastante, na maioria das vezes. Mas é por acreditar que estou mais acertando do que errando que sigo firme nessa missão que recebi”, diz texto publicado por ela, em fevereiro de 2024.

“Fiz um compromisso de liderar, inspirar e motivar. Tenho orgulho de usar este uniforme, de fazer parte desta instituição e de representar a Guarda de Vitória”, acrescentou.

Mãe de uma menina de 8 anos, Dayse, de 37, dizia que o nascimento da filha era um dos acontecimentos mais importantes da sua vida. Ela perdeu a mãe aos 18 anos e, com frequência, destacava a importância da sua presença materna no desenvolvimento da filha.

“Ela é a minha vida e tento ser um exemplo, assim como minha mãe é para mim, mesmo não estando mais aqui comigo”, disse Dayse, em entrevista para a prefeitura de Vitória, em 2024.

“Mamãe é minha maior referência, uma mulher simples que me ensinou a ter força, a ser persistente e ter autonomia. Ela foi essencial para eu me tornar a mulher que sou hoje. É a mesma formação que tento dar para a minha filha. Quero que ela cresça sabendo que pode fazer qualquer coisa”, acrescentou a policial.

Entidades de segurança, políticos e colegas lamentaram a morte de Dayse e pediram por justiça. Em nota, a prefeitura de Vitória lamentou a morte da comandante e decretou luto oficial de três dias. A administração destacou que Dayse teve uma trajetória marcada por “ética, dedicação, sensibilidade, coragem e compromisso com a segurança pública”.

Quem é Diego Oliveira de Souza?

Diego Oliveira de Souza era policial rodoviário federal e estava lotado na delegacia da PRF em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF), onde Souza trabalhava, lamentou profundamente as circunstâncias da ocorrência e destacou que possui “compromisso com a vida, contra o feminicídio e a violência contra as mulheres.”

O pastor de 82 anos preso em Indaial (SC) por estuprar uma criança por cerca de 144 vezes abusava da confiança da família da vítima para cometer os crimes. Ele foi condenado a 15 anos, seis meses e 20 dias de prisão, em regime fechado e acabou preso nessa segunda (23/3).

Conforme divulgado pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), para cometer os abusos, o condenado se aproveitava da relação de confiança com familiares da criança. Explorando o cenário de vulnerabilidade social em que a família vivia, ele fazia visitava frequentemente a casa da vítima

O homem chegou a dormir no local por diversas vezes, tendo, inclusive, se hospedado no mesmo quarto da vítima e dormido na mesma cama que a criança. Os crimes ocorreram sobretudo nessas ocasiões.

A vítima foi violentada dos oito até os 15 anos. Entre 2009 e 2015, ele teria a abusado sexualmente cerca de 144 vezes. 

Pastor que estuprou criança 144 vezes dormia na mesma cama que vítima - destaque galeria
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Ele foi preso nessa segunda (23/3)

Segunda condenação

Pelo crime contra a criança, o homem recebeu pena de 15 anos, seis meses e 20 dias de prisão, em regime fechado.

Segundo a Polícia Civil, ele já se sentou no banco dos réus, em outra ocasião, pelo mesmo crime. Em 2014, foi condenado a oito anos de prisão pelo mesmo crime, em um caso também registrado no município de Indaial.

 

Quando você encontra “sabor chocolate”, “bebida láctea”, “preparado de fruta”, “requeijão cremoso tipo”, não está diante de categorias inocentes. Está diante de uma gramática industrial construída para contornar custo. Retira-se o ingrediente mais caro, de qualidade, substitui-se por derivados mais baratos e reconstrói-se a experiência com aditivos. O nome muda o suficiente para cumprir a lei, mas permanece próximo o bastante para não assustar quem compra.

O suco que não é suco. O iogurte que não é iogurte. O queijo que não é queijo. O pão que não é pão. O sorvete que não é sorvete. E o consumidor que já não sabe mais o que é alimento. Mas essa não é uma fraude distribuída de forma igual. Ela tem direção.

O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Terra fértil, clima favorável, capacidade de produzir em escala. Exporta matéria-prima para alimentar outros países e, ao mesmo tempo, alimenta parte da própria população com produtos que imitam comida. Essa contradição não é acidente. É projeto.

A mesma cadeia que produz em abundância organiza a escassez de qualidade. O alimento de verdade existe, mas não chega para todos. O que chega em massa é o ultraprocessado, mais barato, mais durável, mais rentável. E aí a desigualdade deixa de ser conceito abstrato e passa a ocupar o prato. O pobre não está escolhendo livremente o que come. Ele está sendo empurrado. Empurrado pelo preço. Empurrado pela oferta. Empurrado pela publicidade. Empurrado pela ausência de política pública que enfrente isso com seriedade.

Enquanto isso, quem pode pagar, escolhe. Compra orgânico, compra direto do produtor, lê rótulo, rejeita o “sabor”. Não porque é mais consciente, mas porque tem margem para ser. E o resto é deixado com a simulação. É aqui que a palavra “veneno” precisa ser entendida sem caricatura. Não é um veneno imediato, dramático, que derruba no mesmo dia. É um veneno lento, cotidiano, socialmente distribuído.

A Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde já estabeleceram a relação entre o consumo de ultraprocessados e o aumento de doenças crônicas. O Guia Alimentar para a População Brasileira não deixa dúvida ao recomendar evitar esse padrão alimentar. Mas o sistema não precisa negar esses dados. Ele convive com eles. Porque o lucro está garantido antes da conta chegar. E é aqui que a sua denúncia necessita ser mais precisa, mais incômoda.

Não se trata apenas de ganância no sentido moral. Trata-se de um modelo econômico que transforma redução de custo em virtude, mesmo quando isso significa empobrecer o alimento. Um modelo em que a saúde coletiva não entra como variável central. Ninguém precisa desejar a doença. Basta lucrar com o processo que a produz. E esse processo está em curso. Ele começa na infância, quando o paladar é treinado para o excesso de açúcar e gordura. Ele continua na vida adulta, quando a conveniência substitui a escolha. Ele se fecha na velhice, quando o acesso se reduz e a alimentação se simplifica. É um ciclo.

E o mais perverso é que ele se apresenta como normal. Você abre a geladeira e vê produto. Você vai ao mercado e vê promoção. Você assiste à publicidade e vê promessa de prazer. Mas o que está em jogo não é só gosto. É estrutura. É um país que produz alimento e distribui formulação. É um sistema que transforma matéria-prima em margem de lucro, e margem de lucro em padrão alimentar. É uma sociedade que aceita que comer bem seja privilégio.

Então, quando o meme diz “tudo é sabor”, ele não está exagerando. Ele está confessando. Confessando que o alimento foi substituído pela experiência. Que o natural virou exceção. Que o artificial virou regra. E que essa regra pesa mais sobre quem tem menos escolha.

Denunciar isso não é exagero. É precisão.

E a pergunta que fica não é mais sobre gosto. É sobre poder. Quem decide o que você come?

O diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso (BA), Tiago Sóstenes Miranda de Matos, foi exonerado do cargo após a morte da namorada, a alagoana Flávia Barros, em um hotel em Aracaju (SE). O caso, registrado no último domingo (22), é investigado como feminicídio.

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), a exoneração foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (24).

Para o lugar dele, foi nomeado Alexandro Souza da Silva, que assume o cargo de diretor do Presídio Regional de Paulo Afonso, vinculado à mesma secretaria. Tiago havia sido nomeado para o cargo em 29 de maio de 2025 e não ocupava funções anteriores na estrutura da pasta.

Em nota, a Seap informou que acompanha o caso por meio da Corregedoria e que, desde que tomou conhecimento do crime, entrou em contato com as autoridades de Sergipe, responsáveis pela investigação. A pasta também deslocou equipes da Superintendência de Gestão Prisional (SGP) e da Coordenação de Monitoramento e Avaliação do Sistema Prisional (CMASP) para acompanhar o caso.

A secretaria destacou que a apuração está sob responsabilidade da Secretaria da Segurança Pública de Sergipe.

Ainda segundo a Seap, o servidor não respondia a processo administrativo disciplinar, tinha histórico funcional considerado regular e não apresentava registros de condutas incompatíveis com o cargo ou indícios de instabilidade de ordem pessoal ou emocional.

O caso

A empresária e estudante de Direito Flávia Barros, de 38 anos, alagoana, foi morta a tiros na manhã do domingo (22), em um hotel na orla de Atalaia, em Aracaju. O principal suspeito é o então diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, que, segundo a Polícia Civil, cometeu o crime no local onde o casal estava hospedado.

Após atirar contra a vítima, ele tentou tirar a própria vida e foi socorrido para o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), onde permanece internado. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Sergipe, ele passou por cirurgia ainda no domingo e, conforme a última atualização divulgada na segunda-feira (23), apresenta quadro de saúde estável, sob vigilância neurológica.

A CNN Brasil tenta localizar a defesa de Tiago Sóstenes Miranda de Matos.

O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido para a mesma cela que já foi ocupada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
A mudança de cela foi protocolada pela defesa do banqueiro e acatada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados afirmaram que o espaço onde Daniel Vorcaro estava era "insalubre".
Segundo apuração do repórter Caiã Messina, da Band Brasília, o dono do Banco Master foi transferido de cela na noite desta segunda-feira (23), mas, no local, não haverá televisão. Além disso, a Polícia Federal também avalia se o frigobar continuará.
Sala de Estado Maior  - De acordo com a PF, a sala de estado maior da Superintendência da PF, prevista na legislação, foi reformada no ano passado, por cerca de R$ 70 mil. São 12m², e fica ao lado de um espaço para banho de sol.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Michel Temer, quando detidos, também ficaram em salas de Estado da Polícia Federal – em Curitiba (PR) e São Paulo, respectivamente.
O espaço tem paredes brancas, uma cama de solteiro, armários, mesa de apoio, televisão, frigobar, ar condicionado e uma janela, além de banheiro privativo.
A mudança de cela foi protocolada pela defesa do banqueiro e acatada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados afirmaram que o espaço onde Daniel Vorcaro estava era "insalubre".

Irã e Israel trocaram ataques intensos nesta terça-feira (24), em um momento no qual a guerra no Oriente Médio não apresenta sinais de desescalada. Os bombardeios acontecem apesar de o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizar “negociações muito boas” para encerrar o conflito, que já dura três semanas.

A guerra, desencadeada por ataques conjuntos de EUA e Israel que resultaram na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, desestabilizou os mercados globais de energia e abalou a economia mundial. O conflito se espalhou rapidamente pela região, atingindo inclusive as nações do Golfo.

Nesta terça, o exército israelense confirmou a realização de uma “grande onda” de ataques aéreos contra diversas áreas do Irã. A ofensiva foi uma resposta direta a um bombardeio iraniano contra um prédio em uma área nobre de Tel Aviv. Imagens obtidas pela AFP no centro comercial de Israel revelaram ruas cobertas de escombros e a fachada de um edifício de três andares destruída. Equipes de resgate prestaram socorro a pelo menos quatro pessoas feridas levemente. Segundo a imprensa local, a polícia suspeita que os danos tenham sido causados por um míssil de fragmentação equipado com múltiplas ogivas e alta carga explosiva.

No lado iraniano, a mídia estatal informou que caças israelenses e americanos atingiram duas instalações de gás e um gasoduto. Os ataques ocorreram poucas horas após Trump recuar da ameaça de bombardear infraestruturas energéticas, alegando o progresso de tratativas diplomáticas. O presidente americano afirmou que seu governo mantém diálogo com uma “pessoa importante” não identificada, mas alertou: caso as negociações fracassem nos próximos cinco dias, os bombardeios continuarão “sem parar”.

Contudo, o presidente do Parlamento de Teerã, Mohammad Bagher Ghalibaf — supostamente envolvido nas conversas —, negou que qualquer negociação esteja em andamento. Ghalibaf acusou Trump de tentar “manipular os mercados financeiros e de petróleo”.

Diplomacia

Apesar do ceticismo em Teerã, os mercados reagiram com otimismo temporário à mudança de tom de Trump, que anteriormente havia estabelecido um prazo para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz sob pena de destruição de suas usinas de energia. Segundo o portal Axios, os negociadores americanos Steve Witkoff e Jared Kushner podem se reunir com uma delegação iraniana no Paquistão ainda nesta semana, possivelmente com a participação do vice-presidente JD Vance. A Casa Branca, por meio da porta-voz Karoline Leavitt, não confirmou a agenda, tratando o encontro como “especulação”.

Nesse cenário, o Paquistão surge como mediador estratégico. O primeiro-ministro Shehbaz Sharif ofereceu o apoio de Islamabad para pacificar a região após conversar com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. Michael Kugelman, do think tank Atlantic Council, observa que o Paquistão é uma das poucas nações com relações cordiais tanto com Washington quanto com Teerã, mantendo um engajamento intenso com ambas as capitais.

Crise humanitária

Enquanto a diplomacia patina, o custo humano aumenta. No Líbano, bombardeios israelenses atingiram os subúrbios de Beirute e a localidade de Bshamoun, onde pelo menos duas pessoas morreram nesta terça-feira. Os ataques israelenses em solo libanês já vitimaram mais de mil pessoas e deixaram um milhão de desabrigados, visando desmantelar postos de gasolina e infraestruturas ligadas ao Hezbollah.

No Irã, a agência Human Rights Activists News Agency estima ao menos 3.230 mortos desde o início das hostilidades. O conflito também transbordou para o Curdistão iraquiano, que acusou Teerã de matar seis de seus combatentes, e para o Catar, que alertou para o “colapso do sistema de segurança” no Golfo.

Volatilidade econômica

Especialistas analisam as idas e vindas de Donald Trump com cautela. “Trump é um mestre em mudanças repentinas de rumo, o que torna difícil distinguir estratégia de improvisação”, afirma Garret Martin, professor da American University.

A maior preocupação global reside no Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial. O diretor-geral da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, alertou que um prolongamento da guerra e perdas significativas na produção petrolífera poderiam gerar uma crise energética superior aos choques da década de 1970. Após a queda inicial com os comentários de Trump, os preços do petróleo voltaram a subir nesta terça, com o barril do tipo Brent ultrapassando novamente a marca dos US$ 100.

Uma grande explosão em uma refinaria de petróleo perto da costa do Texas, nos Estados Unidos, foi registrada na segunda-feira (23/3). A explosão lançou uma grande nuvem de fumaça no ar e obrigou os moradores a ser abrigarem em suas casas, segundo as autoridades.

De acordo com a NBC News, o acidente não teve feridos. A refinaria emprega cerca de 770 pessoas e tem capacidade para processar aproximadamente 435 mil barris de petróleo por dia.

Vídeos compartilhados na internet mostram a grande nuvem de fumaça preta.

A cidade de Port Arthur pediu para que moradores de várias regiões ficassem em casa “para garantir a segurança de todos os moradores da região e em virtude da recente explosão na Refinaria Valero”.

Um morador presente disse à 12News que toda a área cheirava a ovos podres, odor associado ao enxofre.

A xerife do Condado de Jefferson, Zena Stephens, disse que a explosão pode estar ligada a um problema com uma unidade de aquecimento na refinaria.

As Ilhas Tonga, na Polinésia no Pacífico Sul, foram atingidas por um terremoto de magnitude 7,6 na escala Richter na madrugada desta terça-feira (24/3). O fenômeno foi registrado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

De acordo com o USGS, o terremoto foi registrado a 229.5 km de profundidade. O epicentro foi registrado em Vava’u, que reúne 50 ilhas de Tonga.

O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico (PTWC) informou que não se espera um tsunami.

“Não há ameaça de tsunami porque o terremoto ocorreu muito profundamente na Terra”, disse o PTWC.

Acusada de homicídio por omissão na morte do filho, Henry Borel, Monique Medeiros deixou a penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio, no início da noite dessa segunda-feira (23) e já está em casa.

A soltura foi determinada pela juíza Elizabeth Machado Louro, do 2º Tribunal do Júri, após o julgamento do caso Henry Borel ter sido adiado. A magistrada aceitou o pedido da defesa de relaxamento de prisão de Monique porque, com o adiamento, poderia incorrer em excesso de prazo.

No plenário, antes do início da sessão, a defesa de Jairo dos Santos Júnior, o Dr. Jairinho, padrasto de Henry e também acusado pelo crime, pediu o adiamento do júri por falta de acesso às provas. Após o indeferimento do pedido pela juíza, os cinco advogados de defesa abandonaram o plenário. Com essa medida, o julgamento foi adiado para 25 de maio próximo.

Segundo a magistrada, a decisão da defesa não tem respaldo legal e resultou na interrupção indevida do curso processual.

“Combater a presidência do ato e afrontar o respeito à atividade profissional dessa magistrada na condução dos trabalhos, culminando com o abandono do plenário e consequente adiamento, é conduta que fere os princípios que norteiam as sessões de julgamento, além dos direitos dos acusados e da família da vítima”, disse Elizabeth Louro.

Para ela, todas as pessoas envolvidas no ato foram violadas no direito a um julgamento em tempo razoável.

A 2ª Promotoria de Justiça junto ao 2º Tribunal do Júri da Capital lamenta a conduta ilegal da defesa do réu Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, que abandonou o plenário na data do julgamento, em mais uma das reiteradas tentativas das defesas de tumultuar o andamento regular do processo. O MPRJ informa que vai recorrer da decisão que determinou o relaxamento da prisão de Monique Medeiros.

Entenda o caso 

Henry morreu no apartamento onde morava com a mãe, Monique Medeiros e o padastro, Dr. Jaririnho, na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio. O menino ainda chegou a ser levado a um hospital particular na Barra da Tijuca, onde o casal alegou que a criança teria sofrido um acidente doméstico.

No entanto, o laudo da necropsia do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que Henry sofreu 23 lesões por ação violenta, incluindo laceração hepática e hemorragia interna.

As investigações da Polícia Civil concluíram que Henry era vítima de rotinas de tortura praticadas pelo padrasto e que a mãe tinha conhecimento das agressões.

Os réus foram presos em abril de 2021 e denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Jairinho responde por homicídio qualificado e Monique por homicídio por omissão de socorro.

A denúncia aponta que no dia do crime, Jairo Santos Júnior, com vontade livre e de forma consciente, mediante ação contundente exercida contra a vítima, causou-lhe lesões corporais que foram a causa única de sua morte, tendo a mãe, Monique Medeiros, garantidora legal da vítima, se omitido de sua responsabilidade, concorrendo eficazmente para o crime de homicídio de seu filho.

De acordo com o MPRJ, em outras três ocasiões, no mês de fevereiro de 2021, Jairinho submeteu Henry Borel a sofrimentos físico e mental com emprego de violência.

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta terça-feira (24/3), a Operação Efeito Colateral para desarticular um esquema de desvio de medicamentos do Serviço de Assistência Médica (Sameb) de Barueri, na região metropolitana da capital. Quatro pessoas foram presas, entre elas, dois funcionários do almoxarifado do hospital.

O prejuízo causado aos cofres públicos devido ao crime é estimado em R$ 1 milhão.

Segundo o delegado Adair Marques, responsável pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) de Carapicuíba, foram cumpridos quatro mandados de prisão e cinco de busca e apreensão.

Os alvos dos mandados de prisão são Marcos Paulo de Assis, Sidnei Aparecido Barbosa Júnior, Rodrigo de Araújo Barros e Matheus Gomes da Silva.

No esquema, Assis e Júnior tinham a função de desviar os medicamentos utilizando seus cargos dentro do hospital, vinculado à Prefeitura de Barueri. Depois, os homens repassavam o material subtraído a Barros e Silva.

“Foi identificado que houve pelo menos sete desvios e/ou subtrações de medicamentos ao longo de 10 anos. Isto causou a um prejuízo estimado de R$ 1 milhão aos cofres públicos”, explicou o delegado.

Deposi de desviados, os medicamento que, segundo a polícia, beneficiariam milhares de pacientes da rede pública, eram comercializados na Capi Medical, distribuidora de materiais hospitalares pertencente a Barros.

Esquecer compromissos, dar “branco” em provas ou perder o raciocínio em momentos de pressão são situações comuns — e têm explicação científica. Quando o corpo está sob estresseo cérebro ativa um mecanismo primitivo conhecido como “luta ou fuga”, que prioriza respostas rápidas diante de possíveis ameaças.

Nesse cenário, funções cognitivas mais complexas, como memória e atenção, ficam em segundo plano. De acordo com o psiquiatra Eduardo Perin, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), esse processo altera diretamente o funcionamento mental.

“Quando a pessoa está sob estresse, o cérebro liga o sistema de ‘luta ou fuga’, que tende a priorizar a resposta ao que parece urgente ou ameaçador. Nesse momento, reduz a eficiência de funções cognitivas mais refinadas, como atenção, memória de trabalho e flexibilidade mental”, explica o psiquiatra.

Isso significa que na prática a mente fica mais focada em lidar com a pressão do que em registrar ou recuperar informações — o que ajuda a explicar lapsos de memória em situações estressantes.

Ansiedade e excesso de preocupação “ocupam” a memória

O impacto do estresse na memória também está diretamente ligado à ansiedade. Segundo Perin, pensamentos de preocupação constante consomem recursos mentais importantes.

“A ansiedade consome recursos da memória de trabalho e prejudica a atenção. A pessoa fica mais capturada por preocupação e antecipação negativa, e menos disponível para raciocinar com clareza”, afirma.

Esse fenômeno explica a sensação de “branco” em momentos decisivos, como apresentações, entrevistas ou provas. O cérebro está ocupado demais com sinais de ameaça para conseguir acessar informações armazenadas.

Do ponto de vista biológico, o estresse ativa um sistema hormonal conhecido como eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, responsável pela liberação de substâncias como cortisol e adrenalina.

A neuropsicóloga Sandra Schewinsky, do Hospital Sírio-Libanês, explica que esses hormônios são essenciais em situações pontuais, mas prejudiciais quando permanecem elevados por muito tempo.

“Quando o cortisol permanece elevado por períodos prolongados, como ocorre no estresse crônico, ele pode prejudicar o funcionamento de áreas importantes do cérebro, afetando a capacidade de registrar, consolidar e recuperar informações”, destaca Schewinsky.

FreepikIlustração colorida com fundo rosa de face humano e cérebro em evidência - Metrópoles.
O excesso de estresse libera hormônios que afetam áreas do cérebro ligadas à memória e à atenção

Quando há excesso de estresse, a comunicação entre algumas áreas do cérebro é prejudicada, comprometendo todo o processo da memória. As principais regiões afetadas são:

Estresse crônico pode causar efeitos mais duradouros

Nem todo esquecimento é motivo de preocupação. Em muitos casos, as falhas de memória são temporárias e desaparecem quando o estresse diminui. No entanto, quando a pressão é intensa e prolongada, os impactos podem ser mais duradouros.

Perin alerta que o estresse crônico afeta diretamente circuitos cerebrais importantes. “A pessoa pode até continuar funcionando, mas com mais lentidão, mais distração e mais erros, além de maior dificuldade de organizar informações”, afirma.

Já Schewinsky destaca que o problema pode ir além da memória. “O estresse contínuo também está associado a maior risco de condições como acidente vascular encefálico, infarto e problemas metabólicos, como o diabetes”, explica.

Outro ponto importante é que a memória de curto prazo costuma ser a primeira afetada. Em casos mais graves, o prejuízo pode atingir também a memória de longo prazo.

Rotina moderna intensifica o problema

Fatores do dia a dia têm potencializado o impacto do estresse na memória. Os principais identificados pelos especialistas são: excesso de trabalho e sobrecarga mental, privação de sono, uso constante de telas e redes sociais e exposição contínua a informações e notícias.

“Isso fragmenta a atenção e, muitas vezes, rouba sono de qualidade — e sono insuficiente compromete atenção, memória de trabalho e funções executivas”, diz Perin.

Em casos mais extremos, o quadro pode evoluir para burnout, caracterizado por exaustão, dificuldade de concentração, irritabilidade e até sintomas depressivos.

Makhbubakhon Ismatova / Getty ImagesFoto colorida com fundo rosa de desenho em cor branca que imita a face humana e uma bola de lã de cor vermelha que simula a existência de um cérebro. - Metrópoles.
Esquecer coisas no dia a dia pode ter mais a ver com estresse do que você imagina

Falhas de memória ocasionais são comuns, mas alguns sinais indicam a necessidade de avaliação profissional. O psiquiatra explica que é importante buscar ajuda quando os lapsos passam a interferir na rotina.

“O sinal de alerta é quando a dificuldade de memória ou concentração interfere no trabalho, nos estudos ou nos relacionamentos, ou vem acompanhada de insônia, ansiedade intensa ou exaustão”, afirma Perin.

Schewinsky reforça que é essencial analisar o contexto. Em geral, lapsos relacionados ao estresse melhoram quando a causa é resolvida. Porém, quando persistem ou pioram, é necessário investigar.

O que fazer para proteger a memória

A boa notícia é que o cérebro tem capacidade de se recuperar — desde que o estresse seja controlado. Especialistas apontam algumas estratégias eficazes:

Além disso, a terapia cognitivo-comportamental pode ajudar a reduzir pensamentos negativos e liberar recursos mentais. “Quando a pessoa reduz preocupação excessiva e autocrítica, ela consegue prestar mais atenção e registrar melhor as informações”, conclui Perin.

Esquecer coisas sob pressão não significa, necessariamente, um problema grave. Na maioria das vezes, é apenas o cérebro tentando lidar com uma sobrecarga. Mas ignorar sinais persistentes pode custar caro.

Se o estresse virou rotina e a memória começou a falhar com frequência, o caminho mais inteligente não é forçar a produtividade — é desacelerar e cuidar da saúde mental.

Construídas há séculos para abrigar os corpos mumificados do faraós, as pirâmides do Egito são estruturas que impressionam qualquer que passe pelo país africano. Mas já imaginou encontrar uma formação parecida fora da Terra? Sim, ela existe e está localizada em Marte.

Em tempos de inteligência artificial (IA), muitos podem se questionar se a imagem é verdadeira, mas o tetraedro de Candor, nome dado a estrutura parecida com a pirâmide é real e foi registrado pela primeira vez em 2002, por fotografias de satélite que investigam o planeta vermelho.

A formação foi batizada de tetraedro de Candor, pois está presente no vale Candor Chasma, um local repleto de rochas marcianas varridas pelo vento. Investigações revelaram que ele é grande, tendo cerca de 290 metros de diâmetro e com 145 metros de altura.

“Pirâmide” em Marte é natural

As imagens da pirâmide ficaram bastante famosas após serem amplamente divulgadas na internet. Muitos apontaram que ela pode ter se formado artificialmente – ou seja, qualquer estrutura que sofreu modificação por intervenção humana. No entanto, especialistas da área são unânimes: o tetraedro de Candor é uma formação natural.

Por estar situada em Candor Chasma, uma região moldada pela água, deslizamentos de terra, vento e possivelmente atividades tectônicas, a estrutura passou por todos esses processos naturais.

Além disso, é possível ver nas imagens imperfeições estruturais tanto no ponto mais alto da “pirâmide” quanto na formato de cada uma das partes da formação, sendo mais uma prova que se trata de uma rocha natural.

Para os especialistas, como o tetraedro é semelhante a uma estrutura com padrões humanos aqui na Terra, é comum relacionarmos ele a uma estrutura geométrica produzida por nós.

O ator Gerson Brenner, que fez novelas como "Rainha da Sucata" e "Deus nos Acuda", sucessos da Globo nos anos 80 e 90, faleceu aos 66 anos nessa segunda-feira (23). Desde os 38, ele enfrentava as sequelas de um tiro que levou na cabeça, durante um assalto, em agosto de 1998, quando estava no ar como o fazendeiro Jorginho, da novela "Corpo Dourado".

A informação da morte foi confirmada pela esposa, Marta Brenner, com quem estava casado desde 2014. Ele deixa ainda as filhas, Vitória Brenner, de 25 anos do relacionamento com a bailarina Denize Taccto, que estava grávida da menina na época do acidente, e Anna Luisa Haas Oliveira, de 31 anos da ex-modelo Ana Cristina Hass.

Baleado em assalto

O ator viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro quando foi baleado enquanto trocava os pneus de seu carro no acesso 60 da rodovia Ayrton Senna, ligação com via Dutra.

Ele ficou internado por meses, até outubro de 1998, quando teve alta. Desde então, lidava com problemas de fala, de locomoção e cognitivos e usava cadeira de rodas.

Os criminosos, entre 19 e 25 anos, foram presos dias depois do incidente e confessaram o crime. Eles haviam espalhado pedras pela estrada, forçando Brenner a parar o carro para trocar o pneu. Na ocasião, Brenner estava em plena trajetória de estrelato —era um dos principais personagens da trama, ao lado de Danielle Winits, que fazia a personagem Alicinha.

O caso aconteceu às vésperas da última gravação da novela, que teria uma confraternização geral com todo o elenco.

Quem era Gerson Brenner

Nascido em São Paulo, em 1959, Brenner estudou economia e comunicação social, mas não concluiu os cursos. Começou a se aproximar das artes cênicas trabalhando como modelo e manequim —chegou a desfilar para o francês Jean-Paul Gaultier— e a estrelar comerciais.

Seu anúncio mais conhecido, que o projetou nacionalmente, foi o da margarina Alpina. No mesmo período, formou-se pelo curso de teatro Macunaíma e passou a atuar em peças teatrais.

No final dos anos 1980, estrelou peças como "Querelle" e "1789, o Ano da Revolução", sob a direção de Fabio Pillar e Francis Mayer. Mas sua carreira começou a deslanchar mesmo com o estrelato na TV.

Começou como o personagem Marcelo de "Kananga do Japão", ainda na TV Manchete, em 1989. Mas, ainda no mesmo ano, apareceria na novela "Top Model", da Globo. Inicialmente, fez uma pequena participação na novela, vivendo um advogado durante apenas cinco capítulos.

No ano seguinte, fez o papel de Gerson Giovanni, um dos três filhos da personagem dona Armênia, personagem de Aracy Balabanian, na novela "Rainha da Sucata". Imigrante, dona Armênia o tratava na trama por "minha filhinha". O bordão fez certo sucesso na época e foi seu papel de maior destaque.

A ela se seguiriam ainda os papéis em "Lua Cheia de Amor", "Perigosas Peruas", "Deus Nos Acuda", "Olho no Olho" e outras, além de ter feito uma participação no longa "Navalha na Carne", de Neville D'Almeida.

Novo relacionamento

Brenner conheceu a psicóloga Marta na AACD, a Associação de Apoio à Criança Deficiente, onde ela o ajudava na recuperação. A esposa dizia ter sofrido preconceito no início da relação, então teria passado o caso de Brenner para outra colega.

Junto das filhas, ela promoveu campanhas para arrecadar dinheiro e ajudar na compra de equipamentos que ajudassem na recuperação física do marido. Brenner disse ainda à imprensa, ao longo dos anos, que gostaria de ter voltado à televisão, fosse como ator, fosse como diretor.

Conforme a Mordor Intelligence, empresa global especializada em pesquisa de mercado, em 2025, as iniciativas relacionadas com a medicina regenerativa aplicada à ortopedia movimentaram US$ 6,68 bilhões. A projeção é que, até 2030, esse valor alcance US$ 9,06 bilhões. O dado reforça o avanço de abordagens voltadas à preservação da função articular, especialmente em um cenário de envelhecimento populacional e busca por qualidade de vida.

Segundo o ortopedista Fellipe Valle, diretor da Motore Medicina Avançada, a busca por manter a autonomia do corpo ao longo da vida equivale ao conceito de longevidade articular. “Longevidade articular é manter movimento com qualidade ao longo da vida. Não é apenas evitar dor, mas preservar autonomia, independência funcional e capacidade de realizar atividades do dia a dia e esportivas mesmo com o avanço da idade”, explica.

Fellipe Valle ressalta a medicina regenerativa, com aplicação direcionada a evitar lesões e complicações, como uma ferramenta eficiente para promover a longevidade articular dos pacientes. “A medicina regenerativa atua diretamente nas alterações identificadas, evitando o agravamento de lesões e, em alguns casos, impedindo sua evolução. O foco deixa de ser tratar a doença instalada e passa a ser preservar a função antes da perda acontecer”, afirma.

Tratamentos regenerativos ampliam alternativas à cirurgia

Entre os métodos mais utilizados, Fellipe Valle cita o uso de substâncias e técnicas que estimulam a recuperação dos tecidos. A escolha depende do tipo e do grau da lesão, além das características do paciente. “O ácido hialurônico é muito utilizado, além dos derivados do sangue, como o plasma rico em plaquetas, materiais da medula óssea e da gordura. Cada abordagem tem uma performance específica conforme a lesão”, observa.

O ortopedista relata que, com a aplicação da medicina regenerativa, diversos pacientes não passam por cirurgias devido à rápida melhora do quadro clínico. “A medicina regenerativa propicia uma recuperação mais rápida e eficaz. Em algumas situações, como lesões parciais de tendões ou ligamentos, é possível recuperar sem necessidade de cirurgia, o que impacta diretamente na qualidade de vida”, diz.

Apesar das evidências científicas sobre essa abordagem médica, Fellipe Valle cita que a medicina regenerativa demorou para se consolidar no Brasil devido à burocracia para ser regularizada. “Hoje o tabu é muito menor. Existe um grande volume de evidência científica e a aceitação é cada vez maior. No Brasil, o que atrasou a medicina regenerativa foi a demora da regularização, mas em outros países ela é antiga e se tornou uma realidade”, conta.

 

Prevenção e futuro da ortopedia

Fellipe Valle lembra que, inicialmente, a medicina regenerativa era aplicada apenas em atletas de alta performance. Ele observa que, atualmente, a abordagem atende a diversos perfis de pacientes e apresenta mais resultados quando o diagnóstico é precoce. “Hoje já existe um foco preventivo. Quando exames mostram alterações iniciais, como o afinamento da cartilagem, é possível agir antes da lesão acontecer, reduzindo riscos futuros”, comenta.

O ortopedista considera que o avanço tecnológico e a integração com novas ferramentas, como a inteligência artificial, impulsionam o desenvolvimento da área. “O objetivo final é chegar a um nível em que não seja necessário recorrer às próteses, por exemplo. A inteligência artificial auxilia neste processo com a união de novas tecnologias que melhoram muito a medicina regenerativa. A cada tecnologia nova, damos mais um passo na direção de tratamentos mais eficazes e acessíveis”, conclui.

Um relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), a agência meteorológica da Organização das Nações Unidas (ONU), afirma que os últimos 10 anos, entre 2015 e 2025, foram os mais quentes já registrados. O documento divulgado nessa segunda-feira (23/3) diz que o ano passado está entre o segundo ou terceiro mais quente já detectado, com cerca de 1,43°C acima da média pré-industrial (entre 1850 e 1900).

Segundo o comunicado intitulado de “Estado do Clima Global 2025”, os indicadores climáticos apontam que apesar das temperaturas globais na superfície terem sido um pouco abaixo de 2024, os níveis de dióxido de carbono atmosférico e o calor oceânico dispararam, alcançando a patamares recordes em 2025.

“O estado do clima global é de emergência. O planeta Terra está sendo levado além de seus limites. Todos os principais indicadores climáticos estão em alerta máximo”, diz o secretário-geral da ONU, António Guterres, em comunicado.

Cálculo pioneiro da ONU sobre desequilíbrio energético da Terra

De forma pioneira, o relatório calculou a medida do acúmulo de calor na Terra e em sua atmosfera. Chamado de desequilíbrio energético da Terra (EEI, na sigla em inglês), o resultado do indicador vem da diferença entre a energia solar recebida pelo nosso planeta e o montante mandado de volta para o espaço.

A partir da conta, os especialistas conseguem analisar a taxa de aquecimento global. O valor do EEI positivo corresponde a um aumento na quantidade de calor guardado na Terra.

Segundo o cálculo, 2025 foi o ano em que o EEI esteve mais alto, desde o início das observações em 1960. Com o aumento a níveis recordes do acúmulo de gases estufa, como CO2, o calor fica mais preso na atmosfera e, consequentemente, o montante enviado de volta ao espaço é menor. Como consequência, o nosso planeta fica mais suscetível à ocorrência de eventos climáticos extremos, como chuvas mais fortes ou secas prolongadas.

Devido a grande quantidade atual, parte do aquecimento é irreversível, mas a diminuição da emissão de gases estufa é essencial para interromper a disseminação ainda maior do calor em nosso planeta.

“O relatório da OMM sobre o Estado do Clima Global busca subsidiar a tomada de decisões. Ele está em consonância com o tema do Dia Meteorológico Mundial, porque quando observamos o presente, não estamos apenas prevendo o tempo, estamos protegendo o amanhã. As pessoas de amanhã. O planeta de amanhã”, conclui a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo.

Um documentário da BBC intitulado Inside the Rage Machine (Por Dentro da Máquina de Ódio, em tradução livre) acendeu um alerta vermelho na comunidade de segurança digital: segundo relatos de ex-funcionários da Meta e do Tiktok, as empresas permitem que conteúdos nocivos apareçam no feed dos usuários para ganhar mais engajamento.

Durante a investigação, o veículo ouviu pessoas que já foram funcionárias das companhias, que relataram como a Meta e o TikTok assumem riscos de segurança para disputar quem leva a melhor quando o assunto é o nível de interação dos usuários nas plataformas.

Entre os conteúdos impulsionados aparecem questões como violência, misoginia, teorias conspiratórias, chantagem sexual e terrorismo.

O que está por trás da guerra por engajamento

Segundo um engenheiro da Meta, a disputa por engajamento parece algo recorrente nos bastidores.

Disputa por engajamento promove conteúdos nocivos nas redes sociais da Meta (Imagem: Marcelo Fischer/Canaltech).
Disputa por engajamento promove conteúdos nocivos nas redes sociais da Meta (Imagem: Marcelo Fischer/Canaltech).

Falando à BBC, o profissional explicou que recebeu uma orientação direta da direção para que permitisse mais conteúdos nocivos limítrofes nos feeds dos usuários, mas que fizesse isso de maneira “controlada” e dentro das regras das redes. A justificativa para a ordem, de acordo com o engenheiro, era de que “o preço das ações estava em queda”.

Do lado do TikTok, o caso também preocupa. Um funcionário da rede social dos vídeos curtos afirmou ao veículo que, após obter acesso a um painel interno da empresa com reclamações de usuários, encontrou evidências de como colaboradores foram instruídos a priorizar casos políticos para “manter um relacionamento forte” com figuras do meio em vez de acatar denúncias de publicações violentas envolvendo crianças.

Sem controle

Outro ponto mencionado pelo documentário da BBC é como esse favorecimento de conteúdos nocivos para gerar engajamento veio como uma “resposta” ao intenso crescimento do TikTok nos últimos anos. Com um algoritmo treinado para recomendar vídeos que possam interessar o usuário, a popularidade da rede obrigou seus concorrentes a se virar nos 30 para competir com a empresa chinesa.

O Reels do Instagram, por exemplo, foi uma maneira que a Meta encontrou de tentar superar a rival, concentrando boa parte dos materiais nocivos da plataforma. De acordo com Matt Motyl, pesquisador sênior da Meta, comentários feitos em Reels tinham uma prevalência maior de conter discursos de ódio e outros conteúdos de incitação à violência que outras partes do Instagram.

Para ter uma noção do problema, um documento apresentado na reportagem da BBC mostra que as publicações no Reels eram mais nocivas que aquelas publicadas no feed principal, com 75% a mais de bullying e assédio e 19% a mais de discurso de ódio.

Crescimento explosivo do TikTok obrigou outras redes a encontrarem soluções para aumentar engajamento (Imagem: Solen Feyissa/Unsplash).
Crescimento explosivo do TikTok obrigou outras redes a encontrarem soluções para aumentar engajamento (Imagem: Solen Feyissa/Unsplash).

Um ex-funcionário da empresa de Mark Zuckerberg complementa esse “descuido” afirmando que a companhia preferiu investir na “contratação de 700 funcionários para expandir o Reels, enquanto equipes de segurança tiveram a contratação negada de dois especialistas para lidar com a proteção de crianças”.

Ruofan Ding, ex-engenheiro de machine learning do mecanismo de recomendação do TikTok, ainda pontuou que “não há controle sobre o próprio algoritmo de deep learning”, porque “todo conteúdo é apenas um ID, um número diferente”. Ele ressaltou também que a equipe dependia de equipes de segurança para remover publicações nocivas, sugerindo que conteúdos nocivos estariam passando “despercebidos” durante o processo de promoção do algoritmo.

Em resposta às alegações, a Meta afirmou que “qualquer sugestão de que amplia deliberadamente o conteúdo nocivo para ganho financeiro é incorreta”. Já o TikTok disse que as acusações são “fabricadas” e que a empresa investe em tecnologias que impedem a visualização de materiais nocivos na rede social.

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