O presidente nacional do Solidariedade Euripedes Júnior (Foto: Assessoria do Partido)
A Polícia Federal realiza na manhã desta quarta-feira (12) uma operação contra desvios de recursos, nas eleições de 2022, dos fundos partidário e eleitoral do partido PROS – que foi incorporado pelo Solidariedade em 2023.
Agentes estão nas ruas cumprindo sete mandados de prisão preventiva e 45 mandados de busca e apreensão em Goiás, São Paulo e no Distrito Federal. A TV Globo apurou que seis pessoas já foram presas.
Um dos alvos é Eurípedes Gomes Júnior, atual presidente nacional do Solidariedade. Também são alvos:
Cintia Lourenço da Silva, primeira tesoureira do Solidariedade. Ela foi presa
Alessandro, o Sandro do PROS, que foi candidato a deputado federal. Também foi preso.
Berinaldo da Ponte, ex-deputado distrital
Os alvos da operação são investigados pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, furto qualificado, apropriação indébita, falsidade ideológica eleitoral e apropriação de recursos destinados ao financiamento eleitoral.
As apurações começaram a partir da denúncia de um presidente partidário, que acusou um ex-dirigente de desviar cerca de R$ 36 milhões. Na operação desta quarta, os policiais tentam bloquear e indisponibilizar R$ 36 milhões e 33 imóveis.
Os mandados foram autorizados pela Justiça Eleitoral do Distrito Federal.
Em nota, o partido Solidariedade disse que os fatos ocorreram antes do que chamou de "união" do PROS com a legenda.
"Esses são fatos ocorridos antes da união do PROS com o Solidariedade, estamos tomando pé da situação e ainda não temos uma posição sobre os fatos", disse o partido.
Candidaturas de laranjas
Investigadores da Polícia Federal identificaram indícios de que o grupo criminoso agiu com o objetivo de desviar e se apropriar de recursos dos fundos partidário e eleitoral por meio de candidaturas de laranjas em diferentes estados do país.
O grupo também é suspeito de superfaturar serviços contratados junto a consultorias jurídicas e também de desviar verbas destinadas à Fundação de Ordem Social, ligada ao PROS, que foi incorporado ao Solidariedade.
O grupo teria lavado dinheiro desviado a partir da criação de empresas de fachada, compra de imóveis por intermediários e superfaturamento de serviços prestados aos laranjas e ao próprio partido.
Thiago Athaíde / Ascom Seduc
A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) está com inscrições abertas para cursos gratuitos de idiomas nos Centros Estaduais de Línguas da rede estadual de ensino. São 575 vagas para os cursos de Inglês, Espanhol, Francês, Língua Portuguesa e Língua Brasileira de Sinais (Libras) e o procedimento deve ser feito pelo endereço https://forms.gle/TGMLMqEnmxUTumf96 até o dia 30.
As 575 vagas estão distribuídas em 12 centros espalhados em Maceió, São Miguel dos Campos, Palmeira dos Índios, Arapiraca, Santana do Ipanema, União dos Palmares, São José da Tapera, Penedo, Porto Calvo e Delmiro Gouveia. São 350 vagas para os cursos de Inglês, 200 para Espanhol, 25 para Francês, 25 para Língua Portuguesa e 25 para Libras. As vagas são destinadas para estudantes regularmente matriculados ou egressos da rede estadual de ensino, bem como para demais membros desta comunidade escolar, a exemplo de funcionários e pais de alunos.
O resultado da pré-matrícula será divulgado no dia 1º de julho e , entre os dias 02 e 05 de julho haverá a confirmação presencial da matrícula com a entrega de documentos no polo onde o candidato se inscreveu. "As aulas começam no dia 08 de julho. São seis horas de aula por semana, sendo quatro horas presenciais divididas em dois dias de aula e mais duas horas à distância", explica o gerente especial de Execução de Programas e Projetos na Rede Estadual, Leandro Lima.
Confira os polos
Maceió - Centro de Línguas Maria José de Araújo Costa – Escola Estadual Tavares Bastos – 50 vagas (25 de Espanhol e 25 de Inglês);
Centro de Línguas Professora Noêmia Gama Ramalho - Centro Educacional de Pesquisa Aplicada – CEPA (Escola Estadual Maria José Loureiro) – 150 vagas (50 de Inglês; 25 de Espanhol; 25 de Francês; 25 de Português e 25 de Libras);
Arapiraca - Centro Estadual de Línguas Professora Jacinta de Fátima Matos Gomes -. Escola Estadual Professor Pedro de França Reis - 50 vagas (25 de Inglês; 25 de Espanhol);
Rio Largo - Centro de Línguas Professor Djalma Eudes da Silva – Escola Estadual Claudizete Lima Eleutério - 50 vagas (25 de Inglês; 25 de Espanhol);
Palmeira dos Índios - Centro Estadual de Línguas Professora Mércia Ribeiro Lima - Escola Estadual Humberto Mendes – 50 vagas (25 de Inglês; 25 de Espanhol);
Santana do Ipanema - Centro Estadual de Línguas Espedita Tavares Pereira – Escola Estadual Padre Francisco Correia – 50 vagas (25 de Inglês; 25 de Espanhol);
São José da Tapera - Centro Estadual de Línguas Monsenhor Rosevaldo Caldeira de Souza – Escola Estadual Lucilo José Ribeiro - 50 vagas (25 de Inglês; 25 de Espanhol);
Delmiro Gouveia - Centro Estadual de Línguas Luiz Augusto de Azevedo Menezes – Escola Estadual Luiz Augusto de Azevedo Menezes - 50 vagas (25 de Inglês; 25 de Espanhol);
São Miguel dos Campos - Centro de Línguas Edleuza Oliveira da Silva- Escola Estadual Edleuza Oliveira da Silva – 25 vagas para Inglês;
União dos Palmares - Centro Estadual de Línguas Genilda Maria dos Santos – Escola Estadual Dr. Paulo de Castro Sarmento - 50 vagas (25 de Inglês; 25 de Espanhol);
Penedo - Centro Estadual de Línguas Professora Tânia Maria Melo - 9ª Gerência Especial de Educação (GEE) - 50 vagas (25 de Inglês; 25 de Espanhol);
Porto Calvo - Centro Estadual de Línguas Guedes de Miranda- Escola Estadual Guedes de Miranda - 50 vagas (25 de Inglês; 25 de Espanhol).
Praticante de stand up paddle aproveita o dia lindo de verão e o mar calmo do Arpoador — Foto: Eduardo Pierre/g1
Nada melhor do que sair da cidade e ir para a praia para se sentir mais calmo e relaxado. Mas não é só a mudança visual que melhora o humor. Um estudo observacional aponta que esse sentimento pode estar relacionado ao efeito que olhar para água tem sobre a nossa pressão arterial.
????A pesquisa realizada por cientistas da Universidade da Califórnia mostrou que observar locais com água reduz a frequência cardíaca se comparado a olhar placas e árvores. (veja mais abaixo)
A análise, composta por duas pesquisas, procurou investigar o impacto da observação da água sobre três aspectos:
Pressão arterial
Frequência cardíaca
Relaxamento subjetivo
A conclusão foi que estar na presença da água é positiva em todos os pontos porque, além de diminuir a pressão e a frequência cardíaca, aumenta a sensação de relaxamento.
Água x asfalto
Para investigar o efeito da convivência com a água em ambientes externos, os pesquisadores realizaram dois estudos complementares.
O primeiro examinou a pressão arterial e a frequência cardíaca de 32 participantes que concentraram a atenção em três pontos diferentes:
Água de uma piscina;
Uma árvore em um estacionamento;
Uma pequena placa em uma rua movimentada.
Os resultados dessa primeira análise apontaram que ver água por 1 minuto e 40 segundos reduziu a pressão arterial de maneira significativa se comparado à observação da árvore e da placa. A frequência cardíaca também diminuiu ao focar na água.
Já o segundo estudou aprofundou a primeira pesquisa levando a investigação a um complexo universitário. Foram registradas, além da pressão arterial e da frequência cardíaca, as avaliações
Todos foram analisados em seis diferentes locais ao longo de um trajeto de 1,62 quilômetros próximo a um riacho, a dois pequenos lagos e com trechos com áreas gramadas abertas e com árvores.
Em cada um dos pontos, o participante deveria alternar a visão entre a visualização da água e da área com natureza. Em média, se observou que a pressão arterial e a frequência cardíaca diminuíram nos momentos em que se via a água – efeito que foi associado à sensação de relaxamento.
De acordo com os pesquisadores, a diminuição foi transitória, nesse caso, justamente pela alternância de paisagens proposta.
Inspiração nos bebês
Como ponto de partida teórico para o estudo, os pesquisadores se basearam em análises anteriores que investigaram por que bebês e crianças são atraídos por locais com água.
Esses estudos infantis sugeriam que a percepção sobre a água tem componentes inatos, provavelmente refletindo um longo período de seleção natural para detecção e investigação da água.
Com base nessas pesquisas, outros pesquisadores também já apontaram que a preferência por ver água seria uma propriedade evoluída.
Uma adolescente de 17 anos, da Inglaterra, sofreu um colapso pulmonar devido ao
uso excessivo de vape. Mark Blight/ Redes sociais
Uma adolescente de 17 anos, da Inglaterra, sofreu um colapso pulmonar devido ao uso excessivo de vape. Kyla Blight, 17 anos, estima que tragava até 4 mil vezes por semana, um consumo equivalente a 400 cigarros.
Kyla foi levada às pressas para um hospital de Newcastle, na madrugada de 11 de maio, depois de desmaiar e ficar pálida enquanto estava na casa de uma amiga. O pai da adolescente, Mark Blight, contou a história da filha no Facebook para alertar outros jovens sobre os riscos do cigarro eletrônico.
Segundo Mark, os médicos contaram que uma pequena bolha de ar se desenvolveu na parte superior dos pulmões da inglesa. A vaporização excessiva pode ter feito com que a bolha estourasse, levando a jovem a ter o colapso pulmonar.
Kyla passou por uma cirurgia de cinco horas e meia para remover parte do pulmão e precisou ficar internada por duas semanas antes de voltar para casa.
Mark Blight/ Redes sociais Kyla e Mark Blight
Uso do vape na adolescência
Pela rede social, Mark disse que a filha usava vape escondida desde os 15 anos.
O vício da jovem só foi descoberto em 2023, quando Kyla foi levada às pressas a um hospital com sintomas semelhantes ao de um ataque cardíaco. O exame de raio-X mostrou que ela tinha um buraco no pulmão após a formação de uma bolha.
Em fevereiro deste ano, ela foi novamente ao hospital para fazer exames e os médicos disseram que a situação estava controlada. No entanto, em maio, a bolha estourou, causando o colapso do pulmão.
“Ela estava na casa de uma amiga quando recebi um telefonema às 4 da manhã informando que havia desmaiado e ficado azul. Foi assustador para mim, chorei como um bebê. Estive no inferno e voltei nas últimas semanas”, lembra Mark.
Depois do susto, Kyla jurou ao pai que nunca mais usará cigarros eletrônicos. “Sinceramente, pensei que eles eram inofensivos e não fariam nada a ninguém, embora já tivesse visto tantas coisas sobre isso, sentia que todos tinham a mesma opinião. Mas agora não vou mais chegar perto deles. A situação realmente me assustou”, contou a jovem ao jornal The Sun.
Investigação da Polícia Civil revela indícios de abuso contra a criança, que veio a óbito
Foto: Divulgação - PC/AL
Atualização em 11/06 08h43
A Polícia Civil, por meio do 62º Distrito Policial (62ºDP) de Craíbas, sob coordenação do delegado Manoel Acácio, cumpriu um mandado de prisão temporária contra um homem de 28 anos, acusado de estupro de vulnerável.
O mandado foi expedido pela 1ª Vara de Arapiraca - Infância, Juventude e Família, após indícios de autoria que envolve seu próprio filho, uma criança de apenas dois anos de idade.
Segundo informações obtidas durante as investigações, a criança foi internada no Hospital Chama e, durante os cuidados médicos, foi constatado que ela havia sido vítima de abuso sexual.
Os policiais civis do 62º DP se deslocaram até o hospital, porém o pai da vítima não estava presente no momento.
De acordo com o inquérito policial, o pai da criança apresentou contradições em seu depoimento, alegando não ter estado no hospital durante a internação do filho.
Entretanto, informações do médico responsável pelo atendimento indicam que o acusado esteve presente e também manifestou estranho interesse na condição de saúde da criança, fazendo sucessivas perguntas acerca da quantidade de dias que seu filho ainda teria de vida.
A mãe, no entanto, relatou suspeitas sobre um possível envolvimento de uma criança de oito anos no caso, mas investigações apontam que as lesões encontradas na vítima são incompatíveis com as características de uma criança, assemelhando-se a agressões realizadas por um adulto.
Diante das evidências reunidas, o pai da vítima foi preso e agora está à disposição da Justiça para responder pelos crimes imputados.
As investigações da Polícia Civil de Alagoas apontam que a criança de dois anos, que morreu após ser estuprada, foi violentada depois de passar dez dias internada. As circunstâncias do estupro ainda estão sendo apuradas pela delegacia de Craíbas, cidade onde o caso ocorreu. Na última sexta-feira (7), o pai do menino foi preso em cumprimento a mandado de prisão temporária expedido pela 1ª Vara de Arapiraca - Infância, Juventude e Família.
De acordo com o chefe de cartório do 62º Distrito Policial, Jose Enilson Pereira Costa junior, o menino deu entrada no hospital no dia 30 de janeiro deste ano com um quadro de pneumonia. Ele ficou em tratamento dentro do Hospital Chama, em Arapiraca, até o dia 8 de fevereiro, quando recebeu alta médica.
Ainda segundo o chefe de cartório, no dia seguinte, 9 de fevereiro, a criança foi novamente ao hospital reclamando de dores abdominais, momento em que ficou internada pela segunda vez, até o dia 12 do mesmo mês, quando morreu.
Enilson Pereira afirma que foi nessa segunda vez que os médicos do hospital detectaram lesões no menino, provenientes de violência sexual praticada por um adulto. Com isso, segundo ele, é possível que a criança tenha sido abusada sexualmente no intervalo entre a alta médica e a segunda vez em que foi levada para o hospital, situação que ainda está sendo investigada.
“A criança passou 10 dias internada. Foi limpa várias vezes e apenas no dia nove foi percebido. Então o fato ocorreu dia 8, antes da internação”, disse o chefe de cartório da delegacia.
Ele informou que o médico detectou uma lesão na criança compatível com uma penetração. O Instituto Médico Legal (IML), à época, colheu material genético no ânus da criança. A Polícia Civil informou que a causa da morte do menino deu como indeterminada.
A Polícia Civil afirmou que o pai da criança se tornou o principal suspeito do caso após entrar em contradição. Em depoimento, antes de ser preso, ele disse que não havia estado na unidade hospitalar quando o menino foi internado pela segunda vez. No entanto, o médico que atendeu a criança disse à polícia que o pai estava presente.
“Ele disse que não tinha comparecido no segundo internamento do filho, quando na verdade ele esteve e ficou questionando ao médico quando a criança iria falecer”, conta o chefe de cartório.
Uma mulher grávida invadiu a sessão da Câmara Municipal de Murici, nesta quinta-feira (6) para cobrar o reconhecimento de paternidade ao vereador Abimael Pessoa (PSB) enquanto o edil realizava pronunciamento no Plenário Olavo Calheiros.
A mulher, ainda não identificada, revelou que teria sido abandonada pelo vereador e pediu a Abimael que reconhecesse o filho que seria fruto de um suposto relacionamento entre o casal.
As cenas foram registradas e divulgadas em live do canal do Youtube da Casa, como costuma ocorrer, mas foi excluído em uma edição.
No momento em que é confrontado, o vereador pede a presença do policiamento para retirar a suposta ex-affair. Ainda durante a sessão, ele repete por várias vezes que a fala só é permitida aos vereadores. “O regimento não permite, só os vereadores. Tem que chamar ele no particular”.
A grávida ainda afirma em vários momentos que alertou a Abimael que compareceria à Câmara.
A sessão chegou a ser interrompida pela presidência da Casa daquele município. A reportagem tenta contato com o vereador.
Abimael Pessoa em seu perfil na Câmara de Murici se denomina como homem casado, com Ensino Médio Completo, que tem por ocupação vendedor pracista, representante, caixeiro-viajante e assemelhados.
Maria da Penha, ativista e farmacêutica cearense que deu nome à Lei Maria da Penha — Foto: Divulgação/Instituto Maria da Penha
Maria da Penha Maia Fernandes vai ganhar proteção após receber uma série de ataques de membros da extrema-direita e dos chamados “red pills” e “masculinistas”, que se reúnem em comunidades digitais para disseminar o ódio às mulheres.
Ela recebeu confirmação de que receberia proteção da ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, que esteve em Fortaleza. Antes já havia se articulado com o Governo do Ceará para trazer a informação sobre a proteção para a cearense.
Além da proteção feita por agentes de segurança do estado do Ceará, a ministra informou que a casa de Maria da Penha será transformada em um memorial para servir como referência no combate à violência contra a mulher.
O governador Elmano de Freitas afirmou nas redes sociais que Maria da Penha terá proteção do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos.
"Tomei conhecimento das ameaças sofridas pela ativista Maria da Penha por grupos de comunidades digitais que disseminam ódio contra as mulheres. São ações repugnantes e inadmissíveis", disse.
Vítima de agressão e tentativa de homicídio
Maria da Penha Maia Fernandes nasceu em Fortaleza e formou-se na Faculdade de Farmácia e Bioquímica da Universidade Federal do Ceará (UFC), em 1966. No ano de 1983, ela foi vítima de dupla tentativa de feminicídio pelo marido, pai de suas duas filhas, e ficou paraplégica após receber um tiro na coluna.
Após acionar o poder judiciário cearense, Maria da Penha conseguiu assegurar a sua luta por justiça em 7 de agosto de 2006, quando foi sancionada a lei contra as violações aos direitos humanos das mulheres.
Como denunciar casos de violência doméstica
Além de denunciar em distritos policiais e delegacias especializadas, a mulher em situação de violência doméstica pode recorrer a uma rede assistencial de entidades dos poderes municipal, estadual e federal. A denúncia também pode ser feita de forma anônima.
Disque 180
O Disque 180 é o telefone exclusivo de atendimento à mulher do governo federal. O número presta apoio e escuta mulheres em situação de qualquer tipo de violação ou violência de gênero. Por meio do canal, os casos são encaminhados a órgãos competentes.
Levantamento com base em registros populacionais da Suécia sugere uma ligação entre ter uma tatuagem e diagnóstico de linfoma. — Foto: Freepik
Durante muitos anos, o arrependimento foi considerado o efeito colateral mais grave das tatuagens. Mas meu novo estudo sugere que pode haver coisas muito piores para se preocupar do que isso.
As tatuagens são agora um meio convencional de expressar a identidade ou comemorar marcos na vida. No entanto, sabemos muito pouco sobre seus efeitos de longo prazo na saúde. Produtos químicos perigosos contidos na tinta de tatuagem têm recebido atenção na Europa nos últimos dez anos. Paralelamente, pesquisas demonstraram que a tinta injetada na pele não permanece lá.
O corpo percebe a tinta da tatuagem como algo estranho que precisa ser removido, e a tatuagem causa uma resposta imune que resulta em uma grande fração de partículas de tinta acabando nos gânglios linfáticos.
Mas faltava a última peça do quebra-cabeça: como a tinta de tatuagem depositada no sistema linfático pode afetar a saúde das pessoas?
Para ligar os pontos, meus colegas e eu da Universidade de Lund, na Suécia, realizamos um grande estudo para responder se ter tatuagens pode elevar o risco de linfoma maligno, uma forma rara de câncer que afeta os glóbulos brancos (linfócitos). O estudo foi publicado recentemente na revista eClinicalMedicine.
Linfoma de Hodgkin: entenda o que é esse tipo de câncer, os sintomas e o tratamento
Saiba mais
Com uma população em que mais de uma em cada cinco pessoas é tatuada, a Suécia é um dos países mais tatuados do mundo. E o país também tem uma longa tradição de manter registros detalhados da população; por exemplo, o Registro Nacional de Câncer inclui todas as pessoas que tiveram um diagnóstico de câncer.
Nosso estudo incluiu todas as pessoas na Suécia que foram diagnosticadas com linfoma na idade de 20 a 60 anos entre 2007 e 2017. Para cada pessoa com linfoma, foram identificadas três pessoas aleatórias do mesmo sexo e idade, mas sem linfoma (os “controles” usados para comparação).
Os participantes responderam a um questionário sobre vários aspectos de estilo de vida, e aqueles que eram tatuados foram questionados sobre o tamanho da tatuagem, há quanto anos fizeram a primeira tatuagem e as cores da tatuagem. O estudo incluiu 5.591 pessoas (1.398 casos e 4.193 controles).
Descobrimos que as pessoas tatuadas tinham um risco 21% maior de desenvolver linfoma do que as pessoas sem tatuagens, depois de levar em conta o status de fumante e o nível de escolaridade (ambos são fatores que podem estar associados à realização de uma tatuagem e ao desenvolvimento de linfoma).
É importante ter em mente que o linfoma é uma doença muito rara e que o aumento do risco está relacionado a um risco de base muito baixo. De acordo com o National Board of Health and Welfare (Conselho Nacional de Saúde e Bem-Estar), 22 em cada 100.000 pessoas na faixa etária de 20 a 60 anos foram diagnosticadas com linfoma na Suécia em 2022.
O tamanho não importa
O tamanho das tatuagens não pareceu ser importante no aumento do risco. O que importava era o tempo - há quanto tempo os participantes tinham suas tatuagens. O risco parecia ser maior para tatuagens novas (feitas até dois anos antes) e para tatuagens mais antigas (feitas há mais de dez anos).
Não é cabível fornecer nenhuma recomendação sobre tatuagens e saúde com base nesse único estudo. São necessárias mais pesquisas para que possamos fazer isso. Mas o que esta pesquisa nos diz é que, para as pessoas com tatuagens, é importante estar ciente de que elas podem ter efeitos sobre a saúde, e que você deve procurar atendimento médico se tiver algum sintoma que possa estar relacionado à tatuagem.
O tamanho de uma tatuagem é menos importante do que há quanto tempo ela foi feita. — Foto: Freepik
A moda das tatuagens parece ter vindo para ficar. Como as pessoas continuarão a se tatuar, é responsabilidade da sociedade garantir que isso seja feito da forma mais segura possível.
Há claramente uma necessidade de se aprofundar no entendimento das implicações das tatuagens na saúde. No momento, meus colegas e eu estamos concluindo estudos paralelos sobre dois tipos de câncer de pele, e estamos prestes a iniciar uma nova pesquisa para descobrir se há um risco maior de doenças relacionadas ao sistema imune, como doenças da tireoide e sarcoidose.
* Christel Nielsen recebe financiamento do Swedish Research Council for Health, Working Life and Welfare.
IC paralisa atividades para atualização de sistema nas Centrais Já!. Assessoria
Devido à atualização do Sistema automatizado de identificação biométrica (ABIS), nos próximos dias 10 e 11 de junho, não haverá atendimento nas Centrais Já! O Instituto de Identificação da Polícia Científica de Alagoas informou que o procedimento técnico é inevitável para a melhoria das atividades de atendimento ao público.
Na segunda-feira (10), a paralisação programada acontecerá nos postos das Centrais Já! da capital e parte do interior do Estado. Além de Maceió, as atividades de atendimento ao público serão suspensas nos municípios de Anadia, Batalha, Cacimbinhas, Campo Alegre, Coruripe, Feira grande, Girau do Ponciano, Igaci, Igreja Nova, Inhapi, Joaquim Gomes, Lagoa da Canoa, Major Isidoro e Matriz do Camaragibe.
No mesmo dia 10, também estarão fechados os postos de Maragogi, Maribondo, Novo Lino, Olho d'Água das Flores, Pão de Açúcar, Piaçabuçu, Piranhas, Poço das Trincheiras, Porto Real do Colégio, São José da Tapera, São Miguel dos Campos, São Miguel dos Milagres, São Sebastião, Taquarana, Teotônio Vilela, Traipu, União dos Palmares e Viçosa.
Já na terça-feira, dia 11 de junho, estarão fechados os postos de Arapiraca que funcionam na Casa de Direitos e na Central Já! Partage Shopping. Também estarão com o atendimento suspenso os postos de Atalaia, Delmiro Gouveia, Murici, Palmeira dos Índios, Penedo, Pilar, Porto Calvo, Rio Largo e Santana do Ipanema.
O superintendente do Instituto de Identificação, Antônio Ferreira, explicou que, para minimizar os transtornos, nem todos os postos serão fechados nos dois dias de melhoria do sistema. Os postos também foram orientados a não abrir agendamentos para essas datas. Os que chegaram a abrir irão remanejar os requerentes, sem prejuízo, para uma nova data.
“Estamos avisando com antecedência para a população não se dirigir ao posto nesses dias em que não haverá atendimento. Mas não se preocupem, a paralisação programada é por um bom motivo. Estamos atualizando nosso sistema operacional para oferecer um atendimento ainda melhor aos cidadãos que querem solicitar a carteira de identidade”, explicou o superintendente.
Nesses dias, a superintendência do Instituto de Identificação ressalta ainda que os coordenadores dos postos de atendimento receberão a equipe, que fará a atualização do sistema, considerando que só é possível ser feita presencialmente, mas nenhum atendimento ao público será realizado. “Por esse motivo, a direção pede desculpas por qualquer inconveniente e a compreensão da população sobre a paralisação”.
*Com assessoria
Foto: Ilustração
A empresa Águas do Sertão informou um calendário de parada programada para os municípios de Palmeira dos Índios, Quebrangulo e Igreja Nova- na próxima semana.
No dia 12 serão realizados serviços em Palmeira dos Índios. Das 8h às 18h, acontece a limpeza do reservatório R4, afetando o abastecimento na zona urbana. Além disso, a Casal informou que fará uma manutenção preventiva nos sistemas Caçamba e Carangueja no mesmo horário, impactando o fornecimento de água na zona urbana de Palmeira e nos povoados Santo Antônio, Gavião, Moreira, Coruripe da Cal, Canafístula e Algodãozinho, além da zona urbana de Quebrangulo.
É importante destacar que as paradas podem ser suspensas, sem a necessidade de aviso prévio, em função de fatores climáticos ou situações que inviabilizem a execução do serviço.
PALMEIRA DOS ÍNDIOS E QUEBRANGULO
12/06 – Manutenção preventiva nos sistemas Caçamba e Carangueja, das 8h às 18h
Áreas afetadas: zonas urbana e povoados Santo Antônio, Gavião, Moreira, Coruripe da Cal, Canafístula e Algodãozinho, em Palmeira dos Índios; além da zona urbana de Quebrangulo
12/06 – Palmeira dos Índios
Limpeza de reservatório R4, das 8h às 18h
Mineração Vale Verde, que fica em Craíbas, seria fonte poluidora por manganês, zinco, nitrato e outros produtos nas águas do Riacho Salgado - Foto: ReproduçãoEstudos recentes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) indicam a presença de materiais pesados e níveis acima dos limites toleráveis nas águas do Rio Traipu, manancial que fica próximo da Mineradora Vale Verde, em Craíbas, município localizado na Região Agreste e distante 141 km de Maceió.
A pesquisa da Ufal detectou a presença de manganês, zinco, nitrato e outros produtos nas águas do Riacho Salgado, que é afluente do Rio Traipu e faz parte da Bacia do Rio São Francisco.
Por conta disso, o Coletivo de Moradores das Áreas Afetadas Por Mineração em Craíbas acionou, nesta quarta-feira (5), a Justiça Federal em Alagoas, Procuradoria da República e a Defensoria Pública da União (DPU) em Alagoas, solicitando que sejam coletadas novas amostras e análises do solo das águas do Riacho Salgado.
O empresário Tancredo Barbosa, um dos representantes dos moradores, disse que o propósito da ação na 8ª Vara da Justiça Federal, por meio da juíza Camila Monteiro Pullin, é de que a Justiça determine a coleta de amostras, análise, publicação técnica e apresentação dos dados das águas do riacho, localizado no Sítio Pintado, na área rural de Craíbas.
No âmbito da Ação Civil Pública, com o Processo Número 0800795-44.2023.4.05.8001, o Coletivo de Moradores quer saber a dimensão do impacto ambiental na região.
“Percebemos, agora em 2024, que a imagem da ‘língua preta’ na barragem da mineradora é muito preocupante. Por isso, estamos fazendo a solicitação de análise das águas para que as famílias, animais e a natureza não sejam diretamente prejudicados”, completou.
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou nesta quarta-feira (5) que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) faça o bloqueio automático do registro de novos descontos de empréstimo consignado ou mensalidade para aposentados e pensionistas.
De acordo com a decisão do TCU, novos descontos só podem ser concedidos por meio de assinatura eletrônica e biometria do beneficiário, ou ainda da comprovação de existência de documentos previstos em instrução normativa do INSS.
A norma do INSS diz que, para a concessão dos descontos, as associações precisam apresentar:
ficha de filiação do beneficiário à associação, confederação ou entidade;
termo de autorização do desconto, assinado pelo beneficiário, constando o seu número de CPF;
cópia do documento de identidade.
Contudo, o Instituto só faz a fiscalização periódica e por amostragem, o que abre brecha para cobranças indevidas.
Nesta quarta-feira (5), o TCU decidiu que o INSS e a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) têm 90 dias para implementar duas ferramentas, que permitam:
a assinatura eletrônica e a biometria nos termos de filiação e autorização;
bloqueio automático e desbloqueio prévio para cada registro de desconto. Ou seja, os benefícios estarão bloqueados para novos descontos, e, para permitir o débito, o aposentado ou pensionista precisará realizar o desbloqueio.
Além disso, a Corte de Contas determinou que o INSS revalide todas as autorizações de descontos nos benefícios, usando como método de comprovação a assinatura eletrônica e biometria.
O Instituto tem 120 dias para cumprir a determinação, sob pena de os descontos existentes serem excluídos automaticamente.
O TCU também estabelece que o INSS deverá adotar medidas para responsabilizar as entidades, associações e sindicatos com suspeita de fraudes na autorização dos descontos. Também deverá ressarcir os valores cobrados indevidamente aos beneficiários.
"Como efeitos da irregularidade, foi constatada a dificuldade dos segurados de obter o ressarcimento dos valores descontados indevidamente, bem como o prejuízo e redução do poder de compra dos beneficiários que não percebem os valores associados aos descontos indevidos, e o favorecimento ao enriquecimento ilícito de entidades associativas inidôneas", aponta o ministro Aroldo Cedraz.
Medidas adotadas pelo INSS
Em março, o INSS publicou uma norma que exige a assinatura de acordos de cooperação técnica (ACTs) com o Instituto e de um contrato com a Dataprev por parte das associações, visando operacionalizar os descontos.
A norma também exige que o desconto seja formalizado por meio de documentos com assinatura eletrônica e biometria.
Além disso, a regra também limitou o desconto a 1% do teto do INSS. Como o teto é de R$ 7.786,02, o limite do desconto é de R$ 77,86.
Segundo o TCU, o INSS avançou com a publicação da norma, mas "é urgente a adoção de medidas para que esses novos requisitos de segurança sejam postos em prática o mais rapidamente possível".
O relator do processo na Corte de Contas, ministro Aroldo Cedraz, considerou ainda que o prazo de 180 dias após a publicação da norma do INSS para que sejam realizados o bloqueio para novos descontos "não é suficiente para inibir essa situação indesejada".
A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou nesta quarta-feira (5) que Ricardo Rocha Falco cumpra imediatamente no Brasil a pena de 9 anos pelo crime de estupro coletivo a que foi condenado pela Justiça da Itália.
Falco é amigo do ex-jogador Robinho. Os dois foram condenados na Itália, em todas as instâncias possíveis, a 9 anos de prisão pelo crime de estupro em grupo contra uma mulher de origem albanesa, hoje com 32 anos.
O crime ocorreu em 2013, em uma boate de Milão, quando Robinho era jogador do Milan. A decisão final sobre o caso na Itália saiu em janeiro de 2022.
O governo da Itália acionou o governo brasileiro para que os dois cumprissem a pena no Brasil. A Constituição brasileira impede a extradição de brasileiros natos para cumprimento de penas no exterior.
Em março, a Corte Especial do STJ atendeu ao pedido do governo italiano e autorizou o cumprimento da pena de Robinho. O ex-jogador está preso na Penitenciária 2 de Tremembé (SP).
O STJ não julgou novamente a acusação contra o ex-jogador, ou seja, não revisitou o caso, avaliando fatos e provas. Simplesmente se manifestou se Robinho poderia ou não ser preso no Brasil.
Os ministros entenderam que é possível a transferência da pena para o Brasil porque o processo contra Robinho e Falco respeitou todas as exigências legais.
No julgamento de Falco, apenas o ministro Raul Araújo votou contra.
Conjunto de estudos assinados por pesquisadores da OMS reúne evidências científicas dos impactos negativos das mudanças climáticas na saúde da população mais jovem, mais velha e gestantes. chuchart duangdaw/GettyImages
Mulheres grávidas, recém-nascidos, crianças, adolescentes e idosos enfrentam graves complicações de saúde relacionadas às alterações climáticas. É o que alerta uma nova coleção de artigos publicados no Journal of Global Health, no final de maio. O conjunto de estudos é de autoria de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de acadêmicos de todo o mundo.
A coleção, intitulada “Mudanças climáticas ao longo da vida“, reúne evidências científicas disponíveis sobre os impactos na saúde causados por diferentes eventos climáticos nas principais fases da vida. Esses eventos incluem as ondas de calor, poluição atmosférica e desastres naturais, como incêndios florestais e grandes inundações — como as que atingiram o Rio Grande do Sul no último mês.
Em conjunto, os estudos mostram que as mudanças climáticas podem levar a complicações graves de saúde e podem ser, muitas vezes, potencialmente fatais. Apesar disso, esses riscos ainda têm sido subestimados, principalmente entre os grupos de maior risco, como crianças, idosos e gestantes.
Os autores dos estudos observaram, por exemplo, que os nascimentos prematuros têm acontecido com maior incidência durante as ondas de calor, aumentando o risco de morte infantil. Segundo a OMS, a cada 1°C adicional na temperatura mínima diária acima de 23,9°C aumenta o risco de mortalidade infantil em até 22,4%.
Além disso, os pesquisadores ressaltam que o calor extremo está associado ao maior risco de ataque cardíaco e dificuldades respiratórias por pessoas mais velhas.
“Estes estudos mostram claramente que as alterações climáticas não são uma ameaça distante para a saúde e que certas populações já estão a pagar um preço elevado”, afirmou Anshu Banerjee, diretor de Saúde e Envelhecimento Materno, Neonatal, Infantil e Adolescente da OMS. “Embora a sensibilização para as alterações climáticas tenha aumentado, as ações para salvaguardar as vidas das pessoas em maior risco mal arranharam a superfície do que é necessário. Para que a justiça climática seja alcançada, esta situação deve ser corrigida com urgência.”
Principais riscos associados aos eventos climáticos adversos
A coleção de estudo elenca uma série de impactos específicos da saúde física e mental relacionados a eventos climáticos adversos. É o caso de:
Temperaturas extremas: associadas a resultados adversos no parto, como nascimentos prematuros e natimortos, além de hipertensão e diabetes gestacional durante a gravidez. As ondas de calor também podem afetar a função cognitiva de crianças e adolescentes, além de aumentar o risco cardiovascular entre os idosos;
Poluição atmosférica: aumenta a probabilidade de hipertensão arterial durante a gravidez, baixo peso ao nascer, parto prematuro e atraso no desenvolvimento cerebral e pulmonar do feto. Também aumenta o risco de doenças respiratórias entre crianças e idosos;
Desastres naturais: podem ter impactos negativos na saúde física e mental, além de aumentar o risco para doenças diarreicas e desnutrição devido à contaminação da água e à falta de acesso a alimentos causados pelas inundações e secas. Incêndios florestais também podem aumentar os distúrbios respiratórios e as taxas de mortalidade cardiovascular em pessoas idosas.
A OMS afirma que, apesar de as alterações climáticas poderem afetar negativamente toda a população, as consequências podem ser mais graves para grupos de pessoas que necessitam de acesso regular a serviços de saúde e apoio social, como bebês, idosos e gestantes.
“Há uma necessidade urgente de mitigar as alterações climáticas, reduzindo as emissões de gases com efeito de estufa e de construir resiliência climática; tomar medidas específicas que protejam a saúde nestas várias fases da vida e garantir a continuidade dos serviços de saúde para aqueles que estão em maior risco quando ocorrem desastres climáticos”, afirma Anayda Portela, cientista da OMS e autora dos artigos.
A partir da coleção de artigos, o objetivo dos pesquisadores é ajudar os governos a abordarem os riscos e a planejar a tomada de medidas para mitigar os impactos das mudanças climáticas na saúde. Segundo os autores, atualmente, existem poucas medidas adaptadas às necessidades específicas das mulheres, bebês, crianças e adolescentes, assim como pessoas idosas que podem ter restrições de mobilidade e de cognição.
Para os pesquisadores, as medidas devem incluir a preparação de sistemas de acolhimento de crianças, assistência social e educação para eventos climáticos extremos e aumento das temperaturas, bem como o envolvimento de pessoas de todas as idades em ações climáticas.
Pela primeira vez na história, os registros de ansiedade entre crianças e jovens superam os de adultos, mostra análise da Folha de S.Paulo a partir da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do SUS de 2013 a 2023, período com dados disponíveis.
Com um crescimento expressivo nos últimos anos, a taxa de pacientes de dez a 14 anos atendidos pelo transtorno é de 125,8 a cada 100 mil, e a de adolescentes, de 157 a cada 100 mil. Já entre pessoas com mais de 20 anos, a taxa é de 112,5 a cada 100 mil, considerando dados de 2023. A situação dos mais jovens passou a ficar mais crítica do que a dos adultos em 2022.
Não há apenas uma causa que motive esse aumento, mas alguns apontamentos são comuns para especialistas e citados em diferentes estudos: crises econômicas, climáticas, autodiagnósticos simplistas e uso excessivo de celulares e jogos.
"Estudos diversos e rigorosos mostram uma piora na depressão e na ansiedade, e a pandemia se mostrou muito pior do que os estudos previam", avalia Guilherme Polanczyk, psiquiatra da infância e adolescência e professor da Faculdade de Medicina da USP. "Mudanças culturais e sociais fortes aconteceram na última década, e muitas associadas às redes sociais, embora seja perigoso atribuir o problema só a elas."
Além da popularização dos transtornos e do maior acesso às informações, Polanczyk afirma que há também o aumento de distorções sobre esses transtornos. "Influenciadores têm simplificado esses transtornos cada vez mais nas redes sociais. Ansiedade é uma emoção que faz parte do repertório humano, todos nós sentiremos em algum nível, assim como a tristeza, que não significa depressão."
De modo geral, dados mostram que a piora em índices de saúde mental se acentua a partir da segunda década dos anos 2000. Além do maior acesso à informação pela internet, o período é marcado pela popularização do smartphone, com as câmeras frontais para selfies, das redes sociais e dos jogos online.
Há anos, estudiosos se debruçam sobre a relação entre a tecnologia e o comportamento humano, em especial entre crianças e adolescentes, que ainda não desenvolveram todo o sistema de autocontrole. Já se sabe, por exemplo, como as redes sociais têm mecanismos designados a viciar, e não à toa já existe lei para proibir o uso dessas plataformas antes dos 14 anos, caso da Flórida, nos Estados Unidos. Em São Paulo, deputados estaduais passaram a discutir a proibição de celulares nas escolas.
Um dos autores com este foco é o psicólogo americano Jonathan Haidt, que escreveu "A Geração Ansiosa: Como a Infância Hiperconectada Está Causando uma Epidemia de Transtornos Mentais" (Companhia das Letras, 440 páginas, R$ 74,90). O livro chega ao Brasil no início de junho e há semanas é um dos mais vendidos nos Estados Unidos.
Na obra, Haidt propõe que a superproteção dos pais no meio offline, aliada à total liberdade no mundo online, estaria ajudando a formar uma geração ansiosa e com padrões de comportamento muito diferentes dos estabelecidos por centenas de anos no convívio em sociedade.
Para comprovar sua tese principal, de que o celular é parte essencial da crise global de saúde mental entre menores, Haidt apresenta índices de transtornos psíquicos em diversos países —estes revelam uma piora significativa em casos de suicídio, ansiedade, depressão e nas emoções de forma geral. A partir dessa constatação, ele investiga as causas do fenômeno e as atribui ao uso de celulares.
O livro traz índices para Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia e países nórdicos. Não há dados para o Brasil; então, a Folha de S.Paulo adaptou alguns levantamentos para a realidade local.
A incidência de transtornos e indicadores relativos à saúde mental foi investigada a partir de três bases de dados. A notícia não é boa: o Brasil segue a mesma tendência de piora para casos de suicídio, lesões autoinfligidas, ansiedade, depressão e sentimentos negativos de adolescentes no convívio escolar.
No caso do suicídio, problema historicamente mais masculino, um dado chama a atenção. Há uma evolução do problema entre meninas de dez a 14 anos, com alta de 221%, de 2000 a 2021, contra aumento de 170% dos meninos.
Outra conclusão preocupante é uma queda no chamado senso de pertencimento escolar. No Brasil, 91,4% das crianças diziam fazer amigos com facilidade na escola no início do século, número que caiu para 86,3% em 2012 e despencou para 69,6% em 2022. A informação vem do Pisa, programa internacional de avaliação de estudantes coordenado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
A sensação de solidão também cresceu. Em 2000, 8,5% dos alunos afirmavam que se sentiam sozinhos. O número saltou para 26,6% em 2022. Além disso, no começo do século, só um em cada 20 estudantes se sentia estranho ou excluído. Em 2022, esse sentimento foi relatado por dois em cada dez alunos.
A Pesquisa Nacional de Saúde feita pelo IBGE mostra que a incidência de depressão cresceu em todas as faixas etárias entre 2013 e 2019, anos com dados disponíveis. Entre pessoas de 18 a 21 anos, a taxa de depressão passou de 2,47% para 6,23%, aumento de 152,5%.
Para os indivíduos com 22 anos ou mais, a taxa aumentou de 8,12% para 10,57%, crescimento de 30,2%. Embora a depressão ainda seja menos comum entre os jovens do que nos adultos, essa aceleração está diminuindo a diferença.
O aumento de transtornos e do sentimento de solidão pode indicar dois caminhos: ou os jovens estão falando mais de suas emoções e procurando mais ajuda do que no passado, ou estão fazendo e recebendo diagnósticos errados.
"Embora o estigma sobre falar de saúde mental tenha diminuído, temos um novo risco, o do superdiagnóstico em um sistema de saúde que tem muitas fragilidades, como tempo escasso dos profissionais e uma simplificação excessiva. O risco é de um aumento expressivo, mas isso não significa que temos esse aumento tão grande de transtornos", diz Polanczyk, da USP.
É preciso ponderar que, mesmo que haja um excesso de diagnóstico, os índices mais graves, como de lesões físicas cometidas pela própria vítima e suicídio, também aumentaram mais entre os jovens do que entre os adultos.
Segundo o SUS, houve uma alta maior entre meninas de dez a 14 anos em casos de suicídio e em internações de lesões do tipo, cujas notificações passaram a ser obrigatórias em 2011. Além disso, atendimentos de depressão tiveram alta de 663% nessa faixa etária contra alta de 301% para os meninos da mesma faixa etária. Em relação a ansiedade, o aumento foi de 398% para meninas dessa faixa ante 251% dos meninos. Já no grupo de 15 a 19 anos, somente em casos de suicídio homens tiveram um aumento maior.
"Sabemos que meninas vão sofrer um efeito maior, especialmente se estiverem consumindo conteúdos que vão mexer com a autoestima delas, com a questão corporal, ou se elas passam por violências dentro das redes sociais", afirma a psicóloga Karen Scavacini, fundadora do Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio e mestre em saúde pública na área de saúde mental pelo Karolinska Institutet, na Suécia.
Ela diz que, para a maioria dos jovens, o celular virou uma "extensão do braço". "A forma de uso e a relação desse jovem com a tecnologia é diferente da nossa. Eles precisam dessa sociabilização, e essa sociabilização tem acontecido muito pelas redes. Mas, infelizmente, eles ainda não sabem lidar com o que acontece lá dentro."
Para ela, o uso de mídias sociais sem orientação ou conscientização, combinado ao tempo de exposição às telas, pode ser relacionado a comportamentos de autoagressão, sintomas depressivos e de ansiedade, estresse, baixa satisfação com a vida e baixa autoestima. Além disso, crianças também se espelham nos pais, que precisam se educar sobre o tempo de tela na frente dos filhos.
Candice L. Odgers, professora de psicologia da UC Irvine, na Califórnia, discorda do papel central da tecnologia na piora da saúde mental e afirma que Haidt distorce estudos para adequá-los à sua tese, segundo publicação de sua autoria na revista Nature. Ela sugere outros fatores, como discriminação estrutural, dificuldades econômicas e a epidemia de opioides, no caso dos Estados Unidos, como verdadeiras causas.
O autor contra-argumenta. Diz que as explicações de Odgers não se ajustam aos dados tão bem quanto a popularização dos smartphones e das redes sociais, que coincidem com a piora expressiva da saúde mental dos jovens em vários países.
"O ceticismo dos céticos seria mais convincente se tivessem uma explicação alternativa para o declínio global na saúde mental que ocorreu no início da década de 2010, mas eles não têm", disse.
As duas unidades atenderam 1.126 pacientes durante o período de celebração cristã. Thallysson Alves / Ascom HGE
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) divulgou, nesta segunda-feira (3), um balanço de atendimentos realizados durante o feriadão de Corpus Christi, entre a quinta-feira (30) e o domingo (2), no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, e no Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca. Juntas, as unidades receberam 231 vítimas de acidentes de trânsito.
Somente no HEA, 129 pessoas foram assistidas em razão de acidentes de trânsito, sendo 86 feridos em sinistros com motocicletas e seis com bicicletas, além de três atropelamentos, três vítimas de capotamentos e 31 de colisões.
Já no HGE, 102 alagoanos deram entrada por acidentes. Desses, 77 se envolveram em colisões, 16 em sinistros com motocicletas, cinco com bicicleta, três foram atropelados e um foi vítima de capotamento.
OUTRAS OCORRÊNCIAS
Dos 1.126 de atendimentos realizados nas duas unidades, 663 ocorreram no Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca, e 463 no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió.
No Agreste, também foram registrados seis vítimas de acidentes de trabalho e 19 feridos em agressões, sendo 17 na modalidade corporal, um por arma branca e um por arma de fogo. Outras 50 pessoas foram atendidas com corpo estranho nos olhos, ouvido ou garganta.
Pelo menos 13 pessoas forama ssistidas em razão de picadas por escorpião, nove por mordidas de cachorro, quatro por mordidas de gato e cinco por queimaduras, que, historicamente, são muito comuns durante o período junino.
Já a unidade da capital alagoana teve nove feridos em acidentes no ambiente de trabalho, 13 foram atendidos após agressões, sendo seis por arma de fogo, quatro por luta corporal e três por arma branca.
Uma pessoa sofreu queimaduras e uma atentou contra a própria vida. Também foram notificadas 115 altas hospitalares, 99 novas internações, 27 transferências e realizados 35 procedimentos cirúrgicos.