O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), por meio da 62ª Promotoria de Justiça da Capital (Controle Externo da Atividade Policial e Tutela de Segurança Pública), ajuizou, nesta terça-feira (16), uma ação civil pública (ACP) visando à contratação urgente de médicos psiquiatras para o atendimento dos policiais militares do Estado. A medida foi tomada após diversas tentativas frustradas de solucionar o problema por meio de recomendações, reuniões e ofícios.
A promotora de Justiça, Karla Padilha, explicou que a Polícia Militar de Alagoas enfrenta uma grave carência de profissionais de saúde, especialmente psiquiatras. “O último concurso para a área de saúde da Polícia Militar ocorreu há 18 anos. Atualmente, não há psiquiatras nos quadros da instituição, o que agrava o problema dos policiais que sofrem com questões psicológicas e psiquiátricas”, afirmou.
Segundo a promotora de Justiça, a ausência de apoio psiquiátrico tem levado a suspeitas de uso de atestados falsos, uma vez que não há profissionais capacitados para verificar a autenticidade dos diagnósticos que são realizados por meio de médicos particulares. “Fizemos diversas recomendações para contratações emergenciais, convênios e outras soluções paliativas, mas nem o comando da Polícia Militar, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) e a Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) adotaram qualquer medida”, destacou.
“A falta de acompanhamento psicológico e psiquiátrico coloca em risco não apenas os policiais, mas também a população, já que a Polícia Militar exerce atividades ostensivas nas ruas. A ausência desse suporte pode resultar em policiais que não estejam no pleno uso de suas faculdades mentais, comprometendo a eficiência da segurança pública, que é um direito de toda a coletividade”, alertou Karla Padilha.
Se a medida não for implementada em até 120 dias pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), será aplicada uma multa de R$ 40 mil por mês de atraso, descontada dos fundos de contingência para publicidade e marketing do governo e, se necessário, da conta única do Tesouro Estadual. O valor das multas será depositado em uma conta do Fundo Estadual de Saúde para organizar um concurso e contratar profissionais para a equipe de saúde da PMAL.
São Paulo – Alvo de busca e apreensão da Polícia Civil por suspeita de estelionato, nessa terça-feira (16/7), na capital paulista, a Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec) faturou R$ 298 milhões com descontos feitos diretamente na folha de pagamento das aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) desde 2021, quando assinou um “acordo de cooperação técnica” com o órgão federal.
O montante coloca a Ambec no topo do ranking de arrecadação entre cerca de 30 entidades que tiveram autorização do INSS para aplicar descontos de mensalidade associativa direto dos benefícios pagos aos aposentados. Como revelou o Metrópoles em março, essas associações e sindicatos faturaram R$ 2 bilhões com a prática no período de ano, em meio a uma enxurrada de processos por descontos indevidos (sem autorização) movidos por aposentados.
Segundo dados de Diários Oficiais de Justiça, a Ambec é citada em mais de 14 mil processos judiciais. Em sua esmagadora maioria, os aposentados afirmam nunca terem se filiado à associação e, muitas vezes, sequer ouvido falar dela, mas foram surpreendidos, de uma hora para a outra, com descontos de R$ 45 todos os meses no contracheque do benefício, a título de mensalidade associativa.
A associação ganhou o direito de efetuar esses descontos porque firmou, em 2021, um acordo de cooperação técnica com o INSS que lhe permite cobrar mensalidade de aposentados filiados em troca de supostas vantagens em serviços de planos de saúde, odontológicos e até auxílio-funeral. Para isso, o aposentado deveria aceitar a filiação por escrito, o que milhares negam ter feito à Justiça.
Quando firmou o acordo com o INSS, a Ambec tinha apenas três filiados. Dados obtidos pelo Metrópoles mostram que, somente entre 2023 e 2024, a entidade saltou de 38 mil para 653 mil associados em meio à onda de processos pelos descontos indevidos. Isso garantiu um faturamento atual de mais de R$ 30 milhões por mês.
O crescimento exponencial do número de filiados revelado pela reportagem chamou a atenção de órgãos como a Controladoria-Geral da União (CGU), o Tribunal de Contas da União (TCU) e o próprio INSS.
Quando as investigações começaram, o TCU determinou o bloqueio de novos filiados e o número de associados da Ambec foi caindo. Em um julgamento no tribunal, o caso da associação foi chamado de “escabroso” pelo ministro Aroldo Cedraz, relator do processo. Mesmo assim, no último mês, ela ainda faturou R$ 25 milhões em descontos.
Na Justiça, a associação tem acumulado condenações para devolver e até indenizar aposentados por danos morais. Juízes têm considerado que a entidade sequer consegue provar que tem a assinatura de aposentados que reclamam dos descontos indevidos. Nos processos judiciais, a entidade não apresenta essas provas.
Parte dos aposentados ainda tem contestado a veracidade dos áudios, que são juntados aos processos sem apresentarem a data da ligação. A Justiça manteve diversas condenações, mesmo com uso desse material pela entidade.
Em sua diretoria, a entidade já abrigou funcionários dessas empresas, um sócio, parentes, como pais e tios, e até mesmo uma mulher que trabalha para a família de um desses empresários. Parte dessas pessoas é humilde e vive em bairros da periferia de São Paulo.
Na manhã dessa terça-feira (16/7), policiais civis compareceram à sede da Ambec, em um edifício na Vila Olímpia, na zona sul de São Paulo, e apreenderam caixas de documentos e computadores. A suspeita é que a entidade tenha cometido o crime de estelionato contra uma grande quantidade de aposentados, segundo apurou o Metrópoles.
A Polícia Civil e o Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP), investigam um grande esquema de filiações fraudulentas de aposentados à entidade com o objetivo de descontar mensalidades diretamente na folha de pagamento do INSS.
Como revelou o Metrópoles, além da Ambec, outras entidades fazem parte da farra do INSS. No período entre 2023 e 2024, o número de filiados a essas entidades explodiu, assim como o faturamento mensal, que saltou de R$ 85 milhões, no início de 2023, para R$ 250 milhões.
Em sua defesa, a Ambec tem afirmado que não efetua descontos indevidos e que prestou esclarecimentos à Polícia Civil. A associação tem afirmado que não há empresários laranjas em suas diretorias e que é independente das empresas cujos funcionários e parentes aparecem em seus quadros.
O texto busca também integrar as diversas polícias do país. A avaliação de especialistas hoje é que cada corporação age de forma muito solitária e sem compartilhar dados, o que prejudica as investigações.
A PEC também procura reforçar o Sistema Público de Segurança, criando um modelo parecido com o do Sistema Único de Saúde (SUS) e dando mais responsabilidades para a União.
A Constituição de 1988 deixou a segurança pública como assunto predominantemente dos estados. Mas a avaliação do Ministério da Justiça é que a realidade desde então mudou e que o crime evoluiu e se tornou até transnacional, o que pede uma ação integrada do governo brasileiro.
Em reunião com ministros e empresários do setor alimentício nesta terça-feira (16) no Palácio do Planalto, o presidente Lula falou sobre a proposta para a segurança.
"Eu agora vou discutir uma política de segurança pública. Eu não vou fazer junto com o Lewandowski, com a Casa Civil, com a AGU [Advocacia-Geral da União], um projeto de segurança. Não. Eu vou chamar os 27 governadores dos estados para dizer o seguinte: 'O governo federal quer participar da questão da segurança pública. Nós queremos saber qual é o nosso papel, aonde a gente entra, como a gente pode ajudar?'", disse o presidente.
A nova polícia
A proposta de emenda à Constituição (PEC) em estudo no governo prevê a transformação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em uma nova polícia ostensiva federal, com atribuições mais amplas do que apenas o policiamento das rodovias federais.
Atualmente, o artigo 144 da Constituição lista as polícias existentes no país, incluindo uma polícia ferroviária federal, que nunca foi efetivamente implementada.
A nova polícia ostensiva, citada na PEC teria a responsabilidade de cuidar das estradas, ferrovias e hidrovias, suprindo essa lacuna.
Além disso, a PRF já atua fora das rodovias em algumas situações, como quando os estados solicitam apoio em operações, como ocorre no Rio de Janeiro.
A intenção do Ministério da Justiça é regulamentar essas atividades desempenhadas pela PRF, permitindo uma fiscalização mais rigorosa e a responsabilização de agentes que cometerem excessos.
Papel da nova polícia
O texto da PEC foi elaborado com a participação direta do ministro Ricardo Lewandowski. A concepção é que o governo federal deve ter duas polícias: uma judiciária, responsável por investigações, que continuará sendo a Polícia Federal (PF), e uma ostensiva, que será a nova corporação criada a partir da PRF.
Isso espelharia o modelo existente nos estados, onde há uma polícia judiciária (Polícia Civil) e uma ostensiva (Polícia Militar).
Substituição para a Força Nacional
A longo prazo, com a consolidação da nova polícia ostensiva federal, que ainda não tem um nome, ela poderá substituir a atual Força Nacional, que não possui um quadro fixo de profissionais.
A Força Nacional é composta por policiais cedidos pelos estados para atuar em situações que demandam reforço federal, um modelo criticado por poder desfalcar as polícias estaduais e ser caro devido ao pagamento de diárias aos policiais cedidos.
Os próximos passos da PEC
A minuta da PEC está em análise na Casa Civil do governo Lula. Interlocutores do ministro Lewandowski sugeriram que o texto seja apresentado ao Senado para iniciar sua tramitação.
No ministério, a PEC é vista como uma possível marca da gestão de Lewandowski, que deseja deixar um legado na área da segurança pública. Além disso, segundo um interlocutor do ministro, é uma oportunidade de discutir com mais profundidade o tema da segurança pública, um dos mais importantes para a população.
Um homem morreu após uma colisão entre o carro de passeio e uma motocicleta na tarde desta quinta-feira (11), na BR-316, em Palmeira dos Índios, Agreste de Alagoas. O acidente ocorreu em um trecho da rodovia localizado no perímetro urbano, em frente ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) do município.
Com o impacto da batida, Edival Francisco da Costa, de 52 anos, que conduzia a motocicleta, foi lançado a vários metros na pista e morreu no local.
Segundo populares, “Val da Carne” como era conhecido, morava no Bairro Sabiá, a onde tinha um frigorífico. Ainda não há informações sobre o condutor do carro modelo gol e as causas que provocaram o acidente.
Peritos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) foram acionados no local. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também foi acionada para os primeiros levantamentos sobre o acidente e o controle do trânsito no local.
Val da carne - foto: Redes sociais
A Polícia Federal deflagrou, na manhã dessa quinta-feira (11), a Operação Trinado, que cumpre mandados de busca e apreensão contra suspeitos de tráfico de animais silvestres no Estado de Alagoas. Os policiais federais cumprem quatro mandados de busca em apreensão nas cidades de Marechal Deodoro, em Alagoas, e em Porto da Folha, em Sergipe.
A ação é realizada por meio da Delegacia de Repressão à Crimes Ambientais (DMA/AL), juntamente com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A investigação teve início a partir da constatação de falsidade e adulteração em anilhas de pássaros apreendidos em um torneio de canto ilegal, realizado em Marechal Deodoro, no dia 17 de março de 2024. Na ocasião foi verificada ainda a presença de 124 aves sem anilhas e, portanto, ilegais.
Durante o cumprimento das medidas judiciais foram lavrados quatro Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs), por terem sido encontrados nos locais vários pássaros sem anilhas e sem certificação do Ibama.
O objetivo da medida é fiscalizar os plantéis e avançar na apuração dos crimes de falsificação de selo público e tráfico de animais silvestres, entre outros que porventura possam estar associados.
Os suspeitos podem responder pelos crimes previstos no art.296, §1º, inciso I, do Código Penal e art.29, caput, da Lei nº 9.605/98, cuja as penas máximas somadas podem chegar a sete anos de reclusão.
O nome Trinado faz referência ao som melodioso produzido por alguns pássaros.
*Com Ascom PF
Palco Mestre Dominguinhos do Festival de Inverno de Garanhuns — Foto: Divulgação
Este ano, Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) acontece entre os dias 11 e 28 de julho. Ao todo, serão 22 polos de animação e alguns dos artistas já haviam sido divulgados pela prefeitura em agosto de 2023. Entre elas, estão Roupa Nova, Pitty, Anavitória, Paralamas do Sucesso, Jota Quest e Hungria.
Os homenageados desta edição foram Eduardo Campos e Reginaldo Rossi. O ex-governador devido sua contribuição para cultura de Pernambuco e também pela ampliação no número de polos da festa. Já o Rei do Brega faria 80 anos de idade. Ele já participou diversas vezes da programação do FIG na Praça Mestre Dominguinhos.
Confira programação musical completa
Praça Mestre Dominguinhos
Quinta-feira (11/07) Otto – Canta Reginaldo Rossi
Almério
14 Bis
Roupa Nova
Sexta-feira (12/07) Carlos e Fábio
Adilson Ramos
Maciel Melo
Joanna
José augusto
Sábado (13/07) Ycaro Andrade
Yahoo
Ritchie
João Bosco
Biquini Cavadão
Domingo (14/07) Belinha Lisboa
Almir Rouche
Banda Eva
Timbalada
Quarta-feira (17/07) Carla Marques
Conde Só Brega
Pablo
Raphaela Santos
Quinta-feira (18/07) Andrea Amorim
Toni Garrido
Barão Vermelho
Os Paralamas do Sucesso
Sexta-feira (19/07) Mirely Araújo
Kell Smith
Maria Gadu
Ana Carolina
Sábado (20/07) Éberson Ávila
Paulo Ricardo
Samuel Rosa
Pitty
Domingo (21/07) Amor Eterno
Art Popular
Fundo de Quintal
Péricles
Sábado (27/07) Pedrinho Pontes
Terezinha do Acordeon – 60 Anos de Forró
Mestre Gennaro
Teatro Adulto – Sesc Garanhuns
Domingo (21/07) Yerma – Atemporal
Terça-feira (23/07) Adriana Biroli – Não! A comédia para quem tem dificuldade de dizer não
Quarta-feira (24/07) Tempo de Vagalume
Quinta-feira (25/07) Magiluth – Miró: Estudo n°2
Sexta-feira (26/07) Sarau Produções – Musical Viva o Povo Brasileiro
Sábado (27/07) Sarau Produções – Musical Viva o Povo Brasileiro
Teatro Infantil – Sesc Garanhuns
Sábado (20/07) O Nariz
Sábado (27/07) Teatro de Sombras
Polo Estação – Centro Cultural Alfredo Leite Cavalcanti
Sexta-feira (19/07) Lirinha
Sábado (20/07) Caike Souza
Domingo (21/07) Lukete – “A Rima Me Deu Rumo” part. Juzé
Quinta-feira (25/07) Isadora Melo
Sexta-feira (26/07) Juliano Holanda
Sábado (27/07) Marcelo Jeneci
Palco de Música Instrumental Paulo Rafael
Sábado (20/07) Nino Alves
Ivison Trio
Luciano Magno
Domingo (21/07) Nosso Jazz
Mangiovi Trio
Augusto Silva
Quinta-feira (25/07) Duo Bass
Nelson Brederode
Gilú Amaral
Sexta-feira (26/07) Mobile Jazz Band
Orquestra de Pau e corda
Henrique Albino
Sábado (27/07) Olégário Lucena
Cláudio Rabeca
Sá Grama
Lona de Circo Índia Morena
Sexta-feira (19/07) Picadeiro Pernambucano
Sábado (20/07) Disney Circo – O Circo da Família Vidal
Terça-feira (23/07) Escola Pernambucana de Circo
Sábado (27/07) Circo Alves
Palco de Cultura popular Ariano Suassuna
Sexta-feira (19/07) Banda de Pífanos Folclore Verde do Castainho
Ciranda Miranda
Maracatu Onça Dourado de Araçoiaba
Coco do Mestre Juarez
Boi Diamante de Arcoverde
Sábado (20/07) Cabalo Marinho Boi Pintado – Patrimônio Vivo de Pernambuco
Maracatu Baque Mulher
Caboclinho Canidé de Goiana – Patrimônio Vivo de Pernambuco
Batalhão 07
Ciranda da Rosa Vermelha do Recife
Domingo (21/07) Projeto Batuque Eternos Rufar de Tambor
Mestre Galo Preto – Patrimônio Vivo de Pernambuco
Maracatu Estrela Brilhante de Nazaré da Mata
Mestre Bi e Ciranda Bela Rosa
Pastoril Luz do Amanhecer
Segunda-feira (22/07) Boi Cara Branca de Limoeiro
Reisado do Mestre João Tibúrcio
Ciranda Brasileira
Afoxé Ylê Xambá
Terça-feira (23/07) Grupo Cultural de Lagoa de Itaenga
Maracatu Leão Formoso
Grupo Negras Ubuntu
Maracatu Nação Baque Forte
Ciranda da Rosa Vermelha do Recife
Quarta-feira (24/07) Netas de Selma
Cavalhada da Apae
Mestre Josuel Caboclo
Cortejo e Apresentação da Sociedade dos Bacamarteiros do Cabo
Quinta-feira (25/07) Samba de coco da Cachoeira da Onça
Grupo Percurssivo Tambores D’Saia
Maracatu Rural Leão Vencedor de Cha de Alegria
Banda de Pífano Fulniô de Águas Belas
Sexta-feira (26/07) Boi Mimoso da Bomba do Hemerério
Coco do Mestre Biu
Grupo Cultural Reisado Gonzaga de Garanhuns
Coco Popular de Aliança
Sábado (27/07) Orquestra Frevo Art Show
Pernambucaneando
Som dos Tambores
Bloco Lírico Canavalesco Damas e Valetes
Chegada do Cortejo do Boi Macuca
Galeria Galpão – Escola Municipal Padre Agobar Valença
Entre os dias 19 e 17 de julho
Fotografia Ori – Iezu Kaeru – Exposição Fotográfica + Lançamento de Livro
Tai Fotografia – Partografia
Vitória Trajano – Parte de Noite
Nivaldo Carvalho – Sobre as brechas da cidade
Ismael Holanda – Da Cor ao Tempo: uma leitura sobre o amadurecer da população LGBTQIAPN+
Artes Visuais Diogo Magalhães – Pensamente
Chistina Machado – Ella
Dalciane Gomes – Minha Raiz Encantada
Joyce Torquato – Cantiga Pra Não Morrer
Socorrinho Gueiros – Retrato do Cotidiano
Osvaldo Vicente Ferreira Filho – Impressões Oníricas: A Simbologia na Pintura
Gastronomia
Sexta-feira (26/07) e Sábado (27/07) Harmonizando Bolos Tradicionais Pernambucanos e Cervejas Artesanais
Virtuosi na Serra – Catedral de Santo Antônio
Sexta-feira (19/07) Em memória de Clóvis Pereira (1939-2024) – Orquestra Jovem de Pernambuco – Clóvis Pereira Filhio (violino), Nilson Galvão (regente)
Sábado (20/07) Ensemble Vocal Cantamus Collegium Musicum do Recife – Gilson Celerino (regente)
Segunda-feira (22/07) Paula Bujes (violino e rabeca)
Terça-feira (23/07) Quintato Pernambucano
Quarta-feira (24/07) Luiz Felipe de Oliveira (piano)
Quinta-feira (25/07) Adam Marec
Sexta-feira (26/07) Leonardo Altino, Cello, Ana Luciano
Sábado (27/07) Orquestra Jovem de Pernambuco Rafaell Altino, Leonardo Altino
Pensão Alimentícia — Foto: EPD Online
A pensão alimentícia é uma obrigação legal direcionada a custear os gastos de dependentes financeiros. Geralmente é concedida quando um casal possui filhos menores de idade e se divorcia e, nesses casos, a pessoa que não tiver a guarda integral deve arcar com a pensão.
Esse é um direito previsto em lei no Brasil desde 1968, e deve assegurar saúde, educação, vestuário, lazer e demais despesas necessárias para a qualidade de vida.Normalmente recai sobre os pais em relação aos filhos, mas, isso não é um padrão.
????????A pensão alimentícia também pode ser concedida ao cônjuge (mulher ou homem) que detém menor capacidade financeira ou, por algum motivo, não ingressou ou não se manteve no mercado de trabalho
????????Para companheiros
????????Para parente idoso e outros dependentes
Para filhos, o pagamento é obrigatório:
Até que atinjam a maioridade
Se estiverem cursando pré-vestibular, ensino técnico ou superior e não tiverem condições financeiras para arcar com os estudos, até os 24 anos.
Como pedir pensão alimentícia❓
É possível receber a pensão por meio de um acordo amigável entre a pessoa que irá pagar e a pessoa que irá receber. Caso isso não seja possível, é necessário que se faça um pedido legal.
Se a pessoa não tiver um advogado, pode dar entrada na ação de cobrança por meio da Defensoria Pública da unidade da federação onde mora. A Defensoria Pública tem o papel de garantir os direitos de todos os cidadãos.
"A pensão alimentícia é muito mais do que a alimentação. É a vestimenta, o remédio e auxílio na doença, a luz para estudar... não cabe um valor fixo. É muito doloroso se você precisa ir até a Justiça para pedir o básico", diz a Subdefensora Pública-Geral Emmanuela Saboya.
Quais os documentos necessários❓
São indispensáveis os documentos que comprovem a relação de parentesco ou conjugal
Documentos que comprovam a capacidade financeira do provedor da pensão: comprovantes de posse de vínculos, de propriedade de empresa, extratos bancários, vínculo empregatício.
Documentos que comprovem as necessidades daquele que pretende receber o benefício: despesas com frauda, material escolar, uniforme escolar, despesas médicas, assim como as comuns do dia a dia – água, luz, aluguel.
No caso de pensão alimentícia para filhos, a documentação varia de acordo com a faixa etária:
????Menor de 18 anos:Certidão de nascimento – é preciso que o nome do pai conste da certidão; se não constar, é necessário propor ação de investigação de paternidade), RG, CPF e comprovante de residência do responsável pela criança ou adolescente e endereço residencial e (ou) comercial daquele para quem se pede a pensão.
????Maior de 18 anos:RG, CPF e comprovante de residência de quem vai pedir a pensão, endereço residencial e (ou) comercial daquele para quem se pede a pensão.
O diagnóstico foi fechado por meio de exame realizado pelo Laboratório Central de Alagoas (Lacen/AL).. Carla Cleto / Ascom Sesau
A Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau/AL) confirmou o primeiro caso da Febre do Oropouche, doença transmitida para o ser humano por mosquitos infectados. A confirmação foi dada na última segunda-feira (8) e divulgada nesta quarta-feira (10) pelo órgão.
O paciente é um homem de 55 anos de Japaratinga, cidade do Litoral Norte de Alagoas.
O diagnóstico foi fechado por meio de exame realizado pelo Laboratório Central de Alagoas (Lacen/AL), cujo resultado foi negativo para dengue, zika e chikungunya e positivo para a Febre Oropouche.
Segundo a Gerência Estadual de Vigilância e Controle das Doenças Transmissíveis, o paciente não apresentou complicações clínicas graves. A Sesau e a SMS de Japaratinga continuam investigando, agora, para identificar a origem da transmissão, uma vez que nenhum caso havia sido diagnosticado em Alagoas anteriormente.
Entenda o que é a doença
Os sintomas da Febre do Oropouche são parecidos com os da dengue e da chikungunya: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia. Neste sentido, é importante que profissionais da área de vigilância em saúde sejam capazes de diferenciar essas doenças por meio de aspectos clínicos, epidemiológicos e laboratoriais e orientar as ações de prevenção e controle.
A transmissão da Febre Oropouche é feita principalmente por mosquitos. Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do mosquito por alguns dias. Quando esse mosquito pica outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela.
Não existe tratamento específico. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento médico.
Segundo o Ministério da Saúde, a Febre do Oropouche (FO) é uma doença causada por um arbovírus (vírus transmiti do porartrópodes) do gênero Orthobunyavirus, da família Peribunyaviridae.
O Orthobunyavirus oropoucheense (OROV) foi isolado pela primeira vez no Brasil em 1960, a partir de amostra de sangue de uma bicho-preguiça, capturada durante a construção da rodovia Belém-Brasília.
Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente nos estados da região Amazônica. Também já foram relatados casos e surtos em outros países das Américas Central e do Sul (Panamá, Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Venezuela).
O texto já havia sido aprovado pela Câmara em março, mas foi alterado no Senado, o que obrigou o projeto a passar por nova análise dos deputados.
Agora, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode aprovar integralmente, vetar trechos ou vetar tudo.
Como é agora e como fica com a proposta
Veja abaixo o que muda com a aprovação do novo ensino médio.
Aumento da Carga Horária Obrigatória
✏️ Como é atualmente:
1.800 horas para disciplinas obrigatórias (previstas na Base Nacional Comum Curricular - BNCC).
1.200 horas para disciplinas optativas (itinerários formativos escolhidos pelo aluno ou curso técnico).
✏️ Como ficará com a proposta aprovada:
2.400 horas para disciplinas obrigatórias.
600 horas para disciplinas optativas.
✏️ O que dizem os especialistas:
Entidades como Todos Pela Educação e associações estudantis, incluindo UBES, UNE e ANPG, veem positivamente o aumento da carga horária obrigatória, pois ela cobre conteúdos essenciais para vestibulares e processos seletivos.
O Consed, que reúne secretários estaduais de educação, considera que a nova divisão da carga horária compromete a qualidade do ensino e do aprendizado, sem desconsiderar a importância da formação técnica.
Disciplinas obrigatórias
✏️Como é atualmente:
Apenas português e matemática são obrigatórias em todos os anos do ensino médio, além de educação física, arte, sociologia e filosofia.
✏️ Como fica com a proposta aprovada:
Disciplinas obrigatórias em todos os anos: português, inglês, artes, educação física, matemática, ciências da natureza (biologia, física, química) e ciências humanas (filosofia, geografia, história, sociologia).
Espanhol será facultativo.
✏️O que dizem os especialistas:
A ampliação da lista de disciplinas obrigatórias é vista como positiva por permitir maior interdisciplinaridade.
Entidades estudantis defendiam que o espanhol fosse obrigatório para promover a integração latino-americana e atender às exigências do Enem.
O Consed apoia a flexibilidade para que estados decidam sobre a inclusão do espanhol, considerando necessidades locais e recursos disponíveis.
Itinerários formativos
Os itinerários formativos são conjuntos de disciplinas, projetos, oficinas e outras atividades oferecidas aos alunos do Ensino Médio, além das disciplinas obrigatórias, que permitem aprofundar seus conhecimentos em áreas específicas de interesse.
Itinerários devem focar em uma área do conhecimento (ciências da natureza, ciências humanas, linguagens e matemática) ou em formação técnica e profissional.
✏️Como é atualmente:
As redes de ensino definem a quantidade e o tipo de itinerários formativos ofertados.
✏️Como fica com a proposta aprovada:
Cada escola deve ofertar no mínimo dois itinerários (exceto aquelas que oferecem ensino técnico).
✏️Avaliação dos especialistas:
A mudança é vista positivamente por entidades estudantis, pois alinha os itinerários formativos com o objetivo de aprofundar o conhecimento em áreas de interesse dos alunos.
Todos Pela Educação considera que a obrigatoriedade de focar em áreas específicas pode melhorar a organização das disciplinas ofertadas.
Ensino técnico
✏️Como é atualmente:
1.800 horas de disciplinas obrigatórias e 1.200 horas para o ensino técnico.
✏️Pela proposta aprovada:
2.100 horas de disciplinas obrigatórias, com 300 horas podendo ser destinadas a conteúdos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) relacionados à formação técnica.
Até 1.200 horas para o curso técnico.
✏️Avaliação de especialistas:
O Todos Pela Educação defendia ajustes para aprimorar a proposta, destacando o receio de que a variação de 300 horas na formação geral básica crie diferenças entre alunos do ensino técnico e os de outras áreas.
Ensino à distância
✏️Como é atualmente:
A legislação permite atividades online e convênios com instituições de educação à distância.
✏️ Como ficou com a proposta aprovada:
A carga horária da formação geral básica deve ser oferecida presencialmente, com ensino mediado por tecnologia permitido em casos excepcionais.
✏️Avaliação dos especialistas:
A restrição ao ensino à distância é vista como positiva por Todos Pela Educação, enquanto o Consed valoriza a manutenção parcial dessa modalidade para garantir flexibilidade e acesso à educação de qualidade em diferentes localidades.
Por que mudou?
No início do mandato, em março de 2023, o governo Lula enviou uma revisão do ensino médio para o Congresso.
Um modelo de ensino médio havia sido aprovado no governo Michel Temer em 2017 e implementado em 2021, no governo Jair Bolsonaro.
Lula decidiu modificar o modelo após críticas de que a carga horária das disciplinas tradicionais havia sido diminuída para dar lugar a matérias optativas conforme o interesse do estudante.
No entanto, escolas sem infraestrutura suficiente, a falta de formação adequada dos professores e menos espaço para as disciplinas convencionais foram pontos que, na visão de alguns setores, poderiam ampliar ainda mais a desigualdade no acesso ao ensino superior entre os alunos da rede pública e os da rede particular.
Espanhol facultativo
O relator da proposta, deputado Mendonça Filho (União-PE), afirmou que existem limitações para a oferta do idioma nas escolas e que "é mais adequado que a oferta da língua espanhola seja feita de forma adicional, como opção preferencial, na medida das possibilidades das redes de ensino".
Escolas noturnas
Também foi inserida na Câmara a obrigatoriedade de que os Estados mantenham, em todas as cidades, ao menos uma escola da rede pública com ensino médio no período noturno "quando houver demanda manifesta".
Os estados manterão, na sede de cada um de seus municípios, pelo menos uma escola de sua rede pública com oferta de ensino médio regular no turno noturno. Isso quando houver demanda manifesta e comprovada para matrícula de alunos nesse turno, na forma da regulamentação a ser estabelecida pelo respectivo sistema de ensino.
Emendas rejeitadas
Os deputados rejeitaram mudanças propostas pelos senadores. Veja quais:
▶️ Senado: a ampliação da carga horária mínima anual ficava restrita somente para o ensino médio.
Como ficou o texto final na Câmara: texto foi retomado com ampliação também para a educação básica.
▶️ Senado: carga horária mínima total para a formação geral básica do ensino técnico seria 2,2 mil horas com progressão até 2,4 mil horas.
Como ficou o texto final na Câmara: deputados retomaram 2,1 mil horas previstas quando o texto saiu da Casa, com possibilidade de compatibilizar 300 horas entre formação geral básica e ensino técnico.
As propostas retomadas na votação da Câmara nesta terça (9) são as que constam no texto oficial enviado à sanção do presidente da República.
Arma extraviada estava dentro de uma máquina de lavar roupas. Foto: Divulgação/ SSP-AL
O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar de Alagoas apreendeu o fuzil do Exército Brasileiro, modelo 556, devido à identificação de mensagens trocadas entre traficantes de Maceió e do Rio de Janeiro, conforme publicado no site Metrópoles. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a arma tem o valor de R$ 20 mil e foi apreendida no bairro Cambona, em Maceió, nessa terça-feira (9).
A ação de apreensão ocorreu em conjunto entre o Bope e a SSP/AL. A arma estava dentro de uma máquina de lavar roupas.
O fuzil seria entregue ao traficante alagoano José Emerson da Silva, conhecido como Nem Catenga, que domina a área da Levada e Brejal. Ele é considerado fugitivo e possui cinco mandados de prisão em aberto. Apesar de não residir mais em Alagoas, ele continua comandando o tráfico nas regiões da Cambona, Levada e Brejal, em Maceió.
O armamento já havia chegado a Maceió e estava armazenado no bairro Clima Bom. Foi durante o transporte para Levada e Brejal que ocorreu a apreensão. A SSP/AL acredita que o fuzil tenha sido levado até Alagoas de carro.
Agentes de inteligência descobriram que o fuzil seria transportado por um carro de frete após descobrirem as trocas de mensagens. Por isso, estabeleceram bloqueios em pontos estratégicos das rotas e inspecionaram todos os veículos de transporte. A arma foi encontrada dentro de uma máquina de lavar roupas junto com três carregadores de munição.
O motorista do carro informou ter sido contratado por uma mulher na mesma manhã para transportar os eletrodomésticos, tendo recebido R$ 120 pelo serviço.
Tanto a arma quanto o motorista foram encaminhados à Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) de Alagoas, para as medidas cabíveis.
Os brasileiros consideram que economia, violência e questão sociais são os principais problemas do país, conforme pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10).
Foram entrevistadas 2 mil pessoas com 16 anos ou mais em 120 municípios entre os dias 5 e 8 de julho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos.
Veja os números
Economia: 21%;
Violência: 19%;
Questões sociais: 18%;
Saúde: 15%;
Corrupção: 12%;
Educação: 8%.
Embora estejam tecnicamente empatadas como principais preocupações dos eleitores, economia, violência e questões sociais têm tido trajetórias diferentes no histórico de pesquisas da Quaest
Em abril de 2023, a economia era, disparada, a principal preocupação do brasileiro, com 31% das menções. Desde agosto, entretanto, esse indicador tem recuado.
A violência, por outro lado, era apontada em abril de 2023 por 12% dos entrevistados como o principal problema do país. Desde dezembro, entretanto, vem em tendência de alta, até atingir os atuais 19%.
As questões sociais chegaram a recuar dos 22% de abril para 13% em dezembro mas, desde então, vêm em tendência de alta.
Material apreendido com o suspeito. Foto: Polícia Civil
Foi preso, nessa terça-feira (9), na Bahia, Antônio José dos Santos, conhecido como “Toinho da Barra”, de 65 anos, condenado a 22 anos de reclusão pelo assassinato de um empresário em Pão de Açúcar, Alagoas, ocorrido em 2002. Foragido há mais de duas décadas da Justiça alagoana, ele é conhecido como o "Monstro do Sertão". Ele também chegou a passar por cirurgia plástica e usar nomes falsos para fugir da polícia.
A prisão ocorreu depois de várias incursões em municípios do sudoeste baiano, segundo informações da 10ª Coorpin-Vitória da Conquista. No momento da prisão, Toinho estava em posse de documentos falsos em nome de José Antônio Andrade dos Santos, apresentando-se aos policiais civis com esses documentos. Posteriormente, foi dado cumprimento ao mandado de prisão referente à condenação em Alagoas, além de ser autuado em flagrante por falsidade ideológica.
Toinho da Barra também foi acusado de uma chacina em 1984, na cidade de São José da Tapera, quando matou a tiros de metralhadora e espingarda calibre 12 o agricultor Givaldo Ferreira dos Santos, o advogado João Alves e o pré-candidato a prefeito Wellington Fontes.
A Polícia Civil obteve informações de que o condenado havia fugido de Alagoas há vários anos, submetido-se a cirurgia plástica para alterar sua aparência e utilizando documentos falsos enquanto atuava como comerciante de carvão em Vitória da Conquista e região sudoeste, onde também estabeleceu residência com sua família, vivendo uma nova vida com identidade falsa.
Em Pão de Açúcar, ele é suspeito de ter assassinado o empresário Luiz Antonio Monteiro Torres em 22 de fevereiro de 2002.
A Polícia Civil informou, nesta terça-feira, 09, que irá instaurar inquérito para investigar a morte de Maria Katharina Simões da Costa, de 10 anos, encontrada morta na noite desta segunda-feira, 08, enforcada em um estábulo localizado na propriedade da família, na cidade de Palmeira dos Índios.
De acordo com Diogo Martins, chefe de Operações da Delegacia Regional de Palmeira dos Índios, inicialmente a polícia irá "intimar os pais, professores, colegas de escola e parentes".
As oitivas, segundo Martins serão para tentar esclarecer a motivação desse fato e verificar se houve induzimento, auxílio ou instigação por parte de alguém. "Caso isso tenha acontecido, essa pessoa irá responder por este crime", reforçou.
O caso
Maria Katharina, foi encontrada morta, ontem, segunda-feira, 08, dentro de um estábulos de cavalos, na propriedade rural da família, localizada no Povoado Moreira, na zona rural de Palmeira dos Índios, Agreste de Alagoas. Ela faria 11 anos neste mês de agosto.
Segundo informações repassadas ao Portal Já É Notícia, momentos antes de morrer Maria Katharina estaria brincando com um irmão mais novo, no estábulo para cavalos, quando a criança menor sofreu um corte. O menino que sofreu o corte foi levado, pelo pai, para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Palmeira dos Índios e a menina ficou em casa.
Momento depois, a menina foi encontrada morta, ainda no estábulo. A suspeita é que a criança teria decidido encerrar a própria existência.
A Polícia foi acionada ao local e o corpo de Maria Katharina foi recolhido ao Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca.
A morte da criança foi bastante lamentada. A Escola Municipal Antônio Fernandes da Costa, onde Maria Katharina estudava o 5º ano, emitiu uma nota de pesar. "Nesse momento doloroso, nossa solidariedade a família e amigos", diz a nota da instituição de ensino.
Cuidados
Se você precisa de ajuda psicológica, está se sentindo solitário ou precisa conversar de forma sigilosa, sem julgamentos, críticas ou comparações, procure o Centro de Valorização da Vida (CVV), através do número 188 ou pelo site www.cvv.org.br. Formado exclusivamente por voluntários, o CVV oferece apoio emocional gratuitamente.
Com letras miúdas e papel dobradinho, as bulas de papel são parte tradicional dos medicamentos. Basta abrir uma caixa para encontrar o documento, que traz informações importantes sobre como utilizar o remédio, efeitos colaterais e interações medicamentosas, entre outros dados essenciais.
Porém, em um Brasil cada vez mais conectado, onde cada pessoa tem 1,7 celulares, de acordo com a FGV, será que faz sentido continuar com as bulas impressas ou seria melhor migrar para uma versão digital, que pode ser atualizada facilmente e incluir até vídeos e áudios? Será que essa modernidade seria acessível para toda a população, inclusive idosos, que são os maiores usuários de medicamentos?
A proposta é colocar um QR Code nas embalagens, a exemplo do que já é feito com alguns medicamentos de uso sem prescrição médica e que são vendidos sem caixa, como analgésicos ou antigripais. Bastaria apontar a câmera do celular para ter acesso ao texto atualizado e outras mídias com informações sobre a medicação.
A discussão é complexa, mas parece estar próxima de uma solução. Depois de uma consulta pública, os diretores da Anvisa deveriam ter votado pelo fim ou não das bulas físicas em amostras grátis e medicamentos destinados ao uso hospitalar em 26 de junho — na prática, seria o primeiro passo em direção à extinção das bulas físicas em outros tipos de remédios.
O assunto foi retirado da pauta em cima da hora, depois de o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) se posicionou contra a proposta. A indústria farmacêutica é a favor.
A Anvisa deve votar o fim das bulas físicas para essas classes de medicamentos na próxima quarta (10/7). Em nota enviada ao Metrópoles, a agência explica que o tema foi retirado de pauta pelo relator para avaliações adicionais, e que será retomado na próxima reunião da Diretoria Colegiada.
O consumidor precisa da bula física?
Para o Idec, as bulas digitais não são vilãs, mas deveriam ser consideradas como um complemento à versão impressa. “Consideramos uma boa via para complementar o acesso à informação, mas não deve ser a única opção”, explica a pesquisadora do programa de saúde do Idec, Marina Magalhães.
Ela aponta informações de uma pesquisa do instituto de 2021, que mostrou que o acesso à internet ainda é muito limitado na população brasileira, principalmente para as pessoas mais pobres, que não têm a conectividade adequada nem para acessar serviços públicos.
Porém, para além da dificuldade de acesso à internet de parte da população, Marina critica a maneira como a Anvisa tem conduzido a discussão. A pesquisadora conta que foram dispensadas análises de impacto regulatório, e evidências (como o estudo de acesso à internet).
“A agência abriu a consulta pública em dezembro, mandamos contribuições, mas o texto que vai ser votado acatou muitas reivindicações das farmacêuticas e quase nenhuma da sociedade civil. Essa proposta que a Anvisa vai votar é ainda pior do que a que foi submetida à consulta pública. Para além da restrição de acesso para as populações mais pobres, temos um problema grave na condução do processo regulatório. Se a Anvisa tomar essa decisão, não será com base técnica”, afirma Marina.
O Idec vai pedir que o assunto seja retirado da pauta novamente. “O mínimo que a gente pede é que, se a proposta for aprovada, a Anvisa defina indicadores claros do que será analisado na segunda etapa do processo, que deve desobrigar a bula para outras classes de medicamentos. Precisamos saber como essa primeira fase impactou o processo e indicadores técnicos sérios para avaliar”, explica a pesquisadora.
Abrindo as portas para a modernidade
A indústria farmacêutica acredita que o Brasil está, sim, preparado para abandonar de vez as bulas impressas e, de quebra, economizar papel e tinta. Com o conteúdo disponível na internet, seria possível atualizar informações com agilidade, além de envolver o paciente no próprio tratamento com infográficos e vídeos de especialistas falando sobre o medicamento.
As fabricantes argumentam que o brasileiro sabe, sim, se virar com a tecnologia: dois exemplos seriam a adesão em massa ao Pix e a entrega da declaração de imposto de renda, que é feita 100% online desde 2011.
“O brasileiro é o povo que mais usa o Whatsapp, que interage no TikTok. Dos 28 milhões de brasileiros que não têm conectividade e nem celular, muitos não sabem ler, então realmente não adianta a bula de papel. A gente não enxerga prejuízo ao consumidor”, afirma o presidente-executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) e membro titular do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Nelson Mussolini.
Ele aponta que, dependendo do que for apurado nesta primeira fase de liberação da obrigatoriedade das bulas físicas, possa se chegar a um momento intermediário com uma espécie de mini bula, com só o que interessa ao paciente.
“É um teste que a Anvisa está fazendo, até para ter uma forma de controle melhor do uso e dispensação de medicamentos. Muitas pessoas compram remédio sem necessidade ou porque um amigo disse que era bom. Eles se guiam pelo que está escrito na bula e não pelo que disse o médico, é até um risco para o paciente esse tanto de bula por aí”, diz.
Marina é contra a proposta de uma mini bula. Para a pesquisadora do Idec, a bula tradicional tem muita informação por decisões regulatórias históricas da Anvisa, e que uma versão “resumida” seria quase um desrespeito ao órgão.
Lobby e meio ambiente
Mussolini aponta ainda que há um lobby das gráficas, que querem a permanência das bulas. “Por mais que o papel seja de madeira de reflorestamento, vai contra o meio ambiente, e essa é uma questão que preocupa muito a indústria. Somos da saúde, queremos preservar a saúde do consumidor”, afirma.
Ele conta que, em alguns casos, como em medicamentos oncológicos, a bula é tão grande que é preciso aumentar o tamanho da caixa do remédio — e o documento só seria lido pelo médico, já que o paciente não tem contato com o produto antes da administração.
O STF também determina que o governo crie programas educativos sobre os riscos do uso de drogas e forneça tratamento à saúde para dependentes - Foto: Pixabay/Lovinigimages
Os peritos criminais brasileiros aguardam o estabelecimento de novas orientações para o seu trabalho, quando tiverem que examinar maconha apreendida em pequena quantidade pela polícia. A demanda se dá após o Supremo Tribunal Federal (STF) definir que não é crime ter até 40 gramas de cannabis sativa ou seis plantas-fêmeas - que produzem flores ricas no composto psicoativo tetra-hidrocanabinol (THC).
“Com certeza, deverão estabelecer novos procedimentos, até mesmo para deixar bem caracterizada a situação que vai ficar provocada pela decisão”, aponta o perito criminal do estado do Mato Grosso Marcos Secco, presidente da Associação Brasileira de Criminalística, que representa peritos, médicos-legistas e odonto-legistas em todo o território nacional.
Nas sessões que julgaram um recurso extraordinário sobre a posse de pequenas quantidades de maconha, o STF determinou que se uma pessoa for flagrada usando a droga, a maconha será confiscada e o usuário levado à delegacia. O delegado não deverá determinar a prisão em flagrante ou instaurar inquérito, mas registrar o fato como infração administrativa e liberar a pessoa, após notificá-la de que deverá comparecer em juízo para ser ouvida e, eventualmente, receber sanção de caráter não-penal.
A droga apreendida deverá ser examinada por peritos em laboratório para, por exemplo, identificar a substância e mensurar o volume. Segundo Marcos Secco, faltam definições quanto à obrigação de fazer a pesagem do entorpecente em balança certificada. Além de regras pontuais, o perito imagina que será necessário preparar os laboratórios e os técnicos para nova rotina. “No caso de plantas [confiscadas pela polícia], teríamos que aumentar o serviço de botânica dentro dos institutos de criminalística”, diz o perito.
Quem cometer a infração administrativa por porte de maconha poderá ser advertido sobre os efeitos da droga ou ter de frequentar curso a respeito. Contudo, o defensor público Bruno Shimizu, presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM), aponta lacuna nesse encaminhamento.
De acordo com ele, não há na Lei das Drogas (Lei nº 11.343/2006) um procedimento específico para a apuração de infração administrativa. “O STF entendeu que, enquanto não houver regulamentação desse procedimento, a imposição dessas sanções continua a se dar em um processo judicial”. Em sua decisão, o Supremo aponta que as regras definidas pela corte valem enquanto o Congresso Nacional não criar uma nova lei sobre o assunto.
O STF também determina que o governo crie programas educativos sobre os riscos do uso de drogas e forneça tratamento à saúde para dependentes. Essas iniciativas devem envolver diferentes órgãos de Estado. Na articulação de grande parte dessas políticas públicas estará a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Para a advogada Lívia Casseres, coordenadora-geral de projetos especiais sobre drogas e justiça racial da Senad, a decisão do Supremo pode diminuir o estigma sobre as pessoas que consomem drogas e possibilita alcançar essas pessoas “com políticas de verdade preventivas, de promoção da saúde e do cuidado”. Segundo ela, além dos órgãos públicos, a elaboração dessas políticas envolverá a sociedade civil por meio do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad).
“Há vários pontos da decisão [do STF] que ainda [a Senad] não tem total clareza, por conta de ainda não ter sido publicado o acórdão da decisão. Tem muitas complexidades que vão precisar ser pensadas, acho que por todos os poderes do Estado”, diz a coordenadora.
Ela assinala que algumas definições técnicas não estão estabelecidas, e “vão precisar ser discutidas, amadurecidas, primeiro a partir da compreensão do conteúdo total do acórdão, de tudo que foi decidido pelo Supremo.” O envio do acórdão deverá ocorrer somente em agosto, após o recesso judiciário. Por ora, o STF encaminhou à Senad e outros órgãos apenas a ata com o resumo dos debates e a resolução.
Até mesmo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que é comandado pelo próprio presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, aguarda o acórdão da Suprema Corte para tratar de novas políticas judiciárias que deverão ser implementadas após a decisão, como a realização de mutirões carcerários para revisar a ordem de prisão de pessoas flagradas com menos de 40 gramas de maconha.
Impacto relativo
Além de lacunas quanto a procedimentos técnicos e indefinições para formulação de novas políticas públicas, há dúvidas e divergências sobre os efeitos da decisão. O advogado Cristiano Maronna, diretor do Justa, um centro de pesquisa não-governamental sobre a Justiça, teme que o impacto da decisão do STF seja muito pequeno e que a resolução “muda algo para que tudo permaneça como está.”
Para ele, a decisão do Supremo mantém a pressuposição de que o caso é de tráfico, e não de uso recreativo, no testemunho do policial, ancorado em provas como o volume de droga apreendida e, eventualmente, a posse de embalagens, balanças ou registros de venda.
“O tráfico não pode ser presumido. A finalidade mercantil tem que ser provada e tem que ser uma prova corroborada externamente para além do testemunho policial e das provas ancoradas”, aponta o advogado. “O que realmente poderia mudar é qualificar a investigação criminal, chegar de fato a quem é traficante, a quem ganha dinheiro com isso, afinal, se for um negócio bilionário, não é possível que só prenda os miseráveis negros”.
O advogado Gabriel de Carvalho Sampaio, diretor de litigância e incidência da ONG Conectas Direitos, admite que “é preciso avançar muito mais”, mas diverge de Maronna e aponta que a decisão do STF tem efeito importante que parece simbólico, mas que tem muitos desdobramentos na realidade, que é o fato da Suprema Corte reconhecer as injustiças feitas pelo Judiciário e pela polícia na aplicação da lei de drogas.
“A resolução do Supremo passa a constituir uma ferramenta importante no cotidiano, ou seja, não bastará mais a apreensão com a quantidade, uma mera declaração subjetiva da polícia para que o enquadramento seja de tráfico. As pessoas usuárias têm, a partir de agora, uma declaração do Supremo Tribunal Federal de que elas não praticam o crime ao consumir a droga, no caso, a maconha”, avalia.
O Estado americano de Nova York aprovou recentemente leis referentes aos feeds 'viciantes' de redes sociais para crianças — Foto: Getty Images via BBC
A governadora do Estado americano de Nova York, Kathy Hochul, deixou clara sua opinião sobre as redes sociais no início de julho, ao anunciar a assinatura de duas novas leis estaduais destinadas a proteger menores de idade contra os riscos do mundo digital.
Hochul declarou que os aplicativos são responsáveis por transformar "crianças despreocupadas em adolescentes deprimidos". Mas ela acredita que a legislação sancionada por ela ajudará a combater esta situação.
"Hoje, nós salvamos nossos filhos", afirmou a governadora.
"Jovens de todo o país estão enfrentando uma crise de saúde mental alimentada pelos feeds viciantes das redes sociais."
A partir de 2025, as novas leis podem forçar aplicativos, como o TikTok e o Instagram, a transportar as crianças de volta aos primórdios das redes sociais, quando o conteúdo ainda não era definido pelas "curtidas" dos usuários e as gigantes da tecnologia não coletavam dados sobre nossos interesses, humor, hábitos e muito mais.
A Lei da Suspensão da Exploração de Feeds Viciantes para Crianças (Safe, na sigla em inglês, ou "Seguro") exige que as plataformas de redes sociais e lojas de aplicativos busquem o consentimento dos pais para que menores de 18 anos usem aplicativos com "feeds viciantes". Esta é uma tentativa inovadora de regulamentar as recomendações dos algoritmos das redes sociais.
A Lei Safe irá proibir que os aplicativos enviem notificações para crianças e adolescentes entre 0h e 6h — criando, na prática, uma hora de dormir legal para os aparelhos.
Ela também exige melhores sistemas de verificação da idade, para evitar que a inscrição de crianças
A segunda lei, chamada de Lei de Proteção de Dados das Crianças de Nova York, limita a coleta de informações dos usuários pelos provedores de aplicativos.
"Ao controlar os feeds viciantes e proteger os dados pessoais das crianças, iremos fornecer um ambiente digital mais seguro, com mais tranquilidade para os pais, e criar um futuro mais brilhante para os jovens de toda Nova York", disse a governadora.
As duas leis fazem parte de uma preocupação cada vez maior com os efeitos das redes sociais sobre a saúde mental dos jovens. O cirurgião-geral dos Estados Unidos (autoridade máxima em saúde pública do país), Vivek Murthy, chegou recentemente a defender alertas para os aplicativos de redes sociais, similares aos avisos incluídos nas embalagens de cigarros.
Nos Estados Unidos e em várias outras partes do mundo, jovens enfrentam uma crise de saúde mental e os próprios funcionários de grandes empresas de tecnologia reconheceram os danos causados a algumas crianças.
Mas as conclusões científicas relacionando as redes sociais a problemas de saúde mental são muito menos evidentes do que se imagina.
Na verdade, inúmeros estudos chegaram a demonstrar que as redes sociais podem trazer benefícios para a saúde mental dos adolescentes.
Esta situação levou alguns analistas da tecnologia e psicólogos infantis a chamar recentes intervenções políticas de "pânico moral".
Os defensores das políticas e especialistas em redes sociais também questionam como simples intervenções legislativas, como a Lei Safe, serão colocadas em prática.
Eles afirmam que a legislação pode retardar os esforços tão necessários de combater os riscos reais das redes sociais, como a divulgação de material sobre abusos sexuais infantis, violações de privacidade, discurso do ódio, desinformação, conteúdo ilegal e perigoso — e muito mais.
Mensagens contraditórias
Muitos estudos que encontram relações com problemas de saúde mental se concentram no "uso problemático" — indivíduos que usam as redes sociais de forma descontrolada.
Esta questão já foi associada, por exemplo, ao aumento da incidência de diversas formas de ansiedade, além de depressão e estresse.
Alguns estudos indicam que existe um aspecto relacionado à dosagem, com os sintomas negativos de saúde mental aumentando proporcionalmente ao tempo passado nas redes sociais.
Mas outros estudos sugerem que essas associações são fracas ou que não foram encontradas evidências que relacionem a expansão das redes sociais a problemas psicológicos generalizados.
Existem estudos que chegam a sugerir que o uso moderado das redes sociais pode ser benéfico em algumas circunstâncias, por ajudar a criar uma sensação de comunidade.
De fato, as próprias orientações do cirurgião-geral dos Estados Unidos sobre os impactos da tecnologia sobre os jovens indicam que os seus efeitos podem ser tanto positivos quanto negativos.
O relatório afirma que 58% dos jovens declararam que as redes sociais fizeram com que eles se sentissem mais aceitos, enquanto 80% elogiaram a capacidade das redes de conectar as pessoas com a vida dos seus amigos.
As redes sociais são acusadas de causar uma crise de saúde mental entre as crianças, mas a realidade pode ser bem mais complicada — Foto: Getty Images via BBC
E existem até discussões para determinar se o uso problemático das redes sociais é realmente um problema em crescimento.
Uma recente meta-análise de 139 estudos, realizados em 32 países, concluiu que não existem sinais de aumento do uso problemático das redes sociais nos últimos sete anos — exceto nos países de baixa renda, onde costuma haver maior incidência de condições de saúde mental.
Um problema que costuma ser indicado é que muitos dos estudos nesta área se baseiam em padrões de uso e humor relatados pelos próprios usuários, o que pode gerar viés nos dados. E eles também empregam uma variedade de métodos tão ampla que dificulta sua comparação.
Mas esta incerteza da ciência não impediu os alertas de preocupação entre os legisladores e os ativistas da proteção infantil. Eles defendem que é prudente adotar um princípio preventivo e que é preciso aumentar as ações para forçar as grandes plataformas tecnológicas a tomar medidas. E as duas leis sancionadas por Hochul foram o passo mais recente deste processo.
"Existe uma real sensação de urgência sobre tudo isso, que precisamos mostrar que estamos fazendo algo neste momento para solucionar o problema", disse o professor de Psicologia e Comunicação Científica Pete Etchells, da Universidade Bath Spa, no Reino Unido. Ele é o autor do livro Unlocked: The Real Science of Screen Time ("Desbloqueado: a ciência real do tempo na tela", em tradução livre).
"Mas, só porque parece ser um problema urgente a ser resolvido, isso não significa que a primeira solução que surgir irá realmente funcionar", diz.
Reações contraditórias
Alguns especialistas em segurança online são favoráveis às novas leis de Nova York.
"Embora a legislação de Nova York seja muito mais ampla e menos concentrada nos danos concretos do que a Lei de Segurança Online do Reino Unido, fica claro que a regulamentação é a única forma que irá fazer com que as grandes empresas de tecnologia limpem seus algoritmos e impeçam as crianças de receber recomendações de imensas quantidades de conteúdo prejudicial sobre suicídio e automutilação", afirma Andy Burrows, consultor da Fundação Molly Rose.
A fundação foi criada pelos pais da adolescente britânica Molly Russell, que se suicidou em 2017, depois de observar uma série de imagens de automutilação nas redes sociais. Um parecer histórico de um médico legista londrino em 2022 afirmou que as imagens contribuíram para a morte da criança.
Molly Russell teve acesso a grandes quantidades de material sobre automutilação, suicídio e depressão nas redes sociais — Foto: Família Russell via BBC
Para Burrows, as rápidas ações de Hochul devem ser observadas favoravelmente em comparação com o Congresso americano que, segundo ele, "é muito lento para aprovar medidas federais abrangentes".
"As normas são muito fracas e esta legislação se destaca apenas por ser melhor do que as inúmeras leis ruins existentes", afirma a professora de mídias digitais Jess Maddox, da Universidade do Alabama, nos Estados Unidos. "Em termos de Estados americanos que tentam regulamentar as redes sociais, esta é uma das melhores tentativas que já vi."
Ela elogia a legislação de Nova York por não impedir completamente que menores de idade façam uso das redes sociais — algo que um projeto similar está tentando fazer na Flórida. Há quem receie que esta medida possa levar ao analfabetismo digital, deixando as crianças menos preparadas para o futuro.
"Esta legislação coloca o ônus sobre as plataformas de redes sociais, para que elas façam alguma coisa", explica Maddox.
A reação das próprias plataformas de redes sociais foi contraditória.
A Netchoice — um órgão do setor que representa diversas empresas importantes de tecnologia, como a Google, X, Meta e Snap — descreveu a legislação de Nova York como repressiva e "inconstitucional".
E alertou que as leis podem até trazer consequências inesperadas, como aumentar potencialmente o risco de exposição das crianças a conteúdo prejudicial, por eliminar a capacidade de fazer curadoria dos feeds e apresentar possíveis questões de privacidade.
Mas um porta-voz da Meta, responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, declarou que "embora não concordemos com todos os aspectos da legislação, manifestamos nosso apoio a Nova York por se tornar o primeiro Estado a aprovar leis que reconhecem a responsabilidade das lojas de aplicativos".
A empresa indica pesquisas que sugerem que a maior parte dos pais apoia a legislação que exige que as lojas de aplicativos busquem a aprovação dos pais e acrescenta: "Continuaremos a trabalhar junto aos legisladores de Nova York e de outros lugares para fazer avançar esta questão."
O X, TikTok, a Apple e a Google, empresa proprietária do YouTube, não responderam ao pedido de comentários da BBC sobre esta questão.
As leis que exigem o consentimento dos pais para uso de redes sociais pelos seus filhos menores de idade também enfrentam barreiras na justiça.
Em fevereiro, um juiz federal americano manteve o bloqueio sobre uma lei do Estado de Ohio que exigia a permissão dos pais para que crianças com menos de 16 anos usassem as redes sociais.
Quando a Lei Safe for inevitavelmente analisada, o debate sobre a ciência poderá enfraquecer ainda mais a sua viabilidade, segundo a professora de Comunicação Digital Ysabel Gerrard, da Universidade de Sheffield, no Reino Unido. Ela estuda o movimento pela segurança online.
"Ela é baseada na premissa de que a 'dependência' das redes sociais é um fenômeno comprovado, mas não é", explica ela.
"Por mais que haja consenso de que as plataformas, pelo seu próprio projeto e pelo seu interesse em obter lucros, são criadas para serem agradáveis para os seus usuários e reter sua atenção, ainda se discute se elas devem ser classificadas como [objeto de] 'dependência'."
Mas Gerrard é da opinião de que a segunda lei, de Proteção dos Dados das Crianças de Nova York, é mais forte.
"Eu me preocupo há muito tempo com a perda de controle das crianças — bem, de todos nós — sobre os nossos dados e o desconhecimento que todos nós temos de até onde isso vai", afirma ela.
Gerrard acredita que a lei exigirá que as plataformas expliquem onde estão usando os dados coletados, o que representaria uma mudança radical.
"Concordo totalmente com os princípios por trás desta lei, mas vou observar com interesse como ela vai evoluir, já que ela exigiria que as plataformas fizessem algo que ainda não conseguiram."
O representante da governadora Hochul, Sam Spokony, recusou-se a comentar ao ser questionado para responder às críticas.
Dificuldades de execução
Existem também temores de que uma abordagem errada na regulamentação das plataformas de redes sociais possa trazer consequências de longo prazo.
Jess Maddox elogia as leis por serem melhores do que algumas tentativas realizadas por outros Estados. Mas "é aqui que encerro o elogio, pois elas parecem, em grande parte, inexequíveis", segundo ela.
A professora destaca que é difícil interromper "feeds viciantes" em um único Estado. Ela compara a questão com as leis de verificação de idade online, que proibiram eficientemente o acesso a websites pornográficos em diferentes Estados americanos.
Uma preocupação é a dificuldade de verificar se os feeds das redes sociais passarão a ser menos viciantes depois que a lei entrar em vigor. Isso, por si só, irá dificultar sua execução.
"Se elas não puderem ser postas em prática, poderemos ver as empresas de redes sociais indicando esta experiência como prova de que elas não podem, ou não devem, ser regulamentadas", explica Maddox.
Outra dificuldade são as muitas abordagens diferentes, adotadas por diversos Estados, para regulamentar o uso das redes sociais pelas crianças.
As redes sociais transcendem frequentemente as fronteiras estaduais e internacionais. E muitos legisladores importantes reconhecem a dificuldade de implementação de diferentes restrições locais.
Esta diferença de leis locais já deu espaço para que as empresas de redes sociais questionassem a legislação na Justiça, em Estados americanos como Ohio, Califórnia e Arkansas.
Maddox receia que, se forem criadas às pressas, essas leis possam trazer mais prejuízos do que benefícios na proteção das crianças online, em comparação com as leis que receberam tempo adequado para análise.
"No curto prazo, poderemos ter feito alguma coisa", destaca ela. "Mas, no longo prazo, provavelmente nada irá acontecer."
Ela não é a única a ter este mesmo receio. Gerrard afirma que sua preocupação "é que as pessoas no poder estejam perdendo tempo precioso em algo que é inexequível".
Mas os críticos da nova legislação têm uma alternativa melhor?
"Claramente, a longo prazo, será muito melhor para todos os envolvidos — e acho que isso também inclui as empresas de tecnologia — ter uma única abordagem federal bem desenvolvida do que uma colcha de retalhos de 50 Estados tomando medidas separadas", explica Andy Burrows.
Os especialistas defendem que seria preferível uma abordagem unificada, baseada nas evidências científicas, e que sirva de padrão global. E a indústria da tecnologia parece estar de acordo com esta proposta.
O mundo nascente da regulamentação da inteligência artificial oferece modelos que também poderão ser adotados para as redes sociais.
Legisladores estão lutando, por exemplo, para estabelecer auditorias públicas de algoritmos. O objetivo é forçar as empresas a abrir seus sistemas de IA para especialistas externos. Mas esta é uma decisão que ainda pode exigir um consenso global.
O Reino Unido, por exemplo, pede aos produtores de modelos de IA que apresentem seus produtos para análise pelo seu órgão supervisor de IA, mas diversas empresas afirmaram que não irão atender ao pedido porque a jurisdição é relativamente pequena.
Enquanto isso, Estados americanos individuais estão levando adiante suas tentativas de proteger as crianças contra o que elas poderão observar e sentir durante o uso das redes sociais – e também enfrentam a reação das grandes empresas de tecnologia.
O que parece estar claro é que a guerra sobre o futuro das redes sociais está apenas começando.