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Brasília (DF), 03/11/2023, Prédio do Conselho Nacional de Justiça. Fechada do CNJ.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Aprovação por unanimidade evita abertura de ação judicial

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou nesta terça-feira (20), por unanimidade, a realização de inventário e partilha de bens por via administrativa, em cartórios, mesmo nos casos da presença de menores incapazes entre os herdeiros.  

Ao longo dos anos, o CNJ vem ampliando as possibilidades de realização de inventário sem a necessidade de se abrir uma ação judicial, caminho mais caro e demorado, por meio do registro da partilha amigável de bens em cartório, via escritura pública, procedimento mais rápido e barato.

Com a medida agora aprovada pelo CNJ, basta que haja consenso entre os herdeiros para que a partilha extrajudicial possa ser registrada em cartório. No caso de menores incapazes, a resolução sobre o assunto determina que o procedimento extrajudicial pode ser feito desde que lhe seja garantida a parte ideal de cada bem ao qual o incapaz tiver direito. O pedido de providências foi enviado ao CNJ pelo Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM).

Antes, a partilha por via extrajudicial somente era possível se o herdeiro menor fosse emancipado, isto é, tivesse adiantada a sua declaração como legalmente capaz. Essa necessidade agora fica afastada, e o inventário por meio de escritura pública se torna possível em qualquer configuração. Desse modo, um juiz precisará ser acionado somente em caso de disputa na divisão dos bens.

Pela regra aprovada nesta terça (20), se houver herdeiro menor incapaz, os cartórios deverão remeter a escritura pública de inventário ao Ministério Público, que deverá dar parecer favorável ou desfavorável. Somente se o MP considerar a divisão injusta com o menor em questão, deve-se submeter o caso a um juiz.

A nova medida havia sido primeiro proposta pelo conselheiro Marcos Vinícius Jardim, que encerrou seu mandato em 10 de maio. A proposta foi depois encampada pelo corregedor nacional de Justiça, Luis Felipe Salomão, e pelo presidente do CNJ, Luis Roberto Barroso.

“Por certo o Judiciário não aguenta, além dos 80 milhões de processos que já tem, ainda mais os inventários e partilhas envolvendo menores”, disse o conselheiro João Paulo Schoucair, que apresentou voto vista nesta terça (20).

Brasília (DF) 21/08/2024 Reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado que votou o projeto de lei complementar (PLP 192/2023) que altera prazos da Lei da Ficha Limpa e reduz o período de inelegibilidade em algumas situações. (Senador Weverton Rocha é o relator do projeto) Foto Lula Marques/ Agência Brasil© Lula Marques/ Agência Brasil

Projeto segue para análise do plenário

Os políticos condenados à inelegibilidade pela Lei da Ficha Limpa (nº 134/2010) devem ficar fora das urnas por, no máximo, oito anos a contar da condenação, define o projeto de lei complementar (nº 192/2023) aprovado nesta quarta-feira (21) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Agora, o texto segue para análise do plenário da Casa.

Atualmente, o prazo de inelegibilidade é de oito anos a partir do final do cumprimento da pena para crimes comuns contra a vida, lavagem de dinheiro, organização criminosa, tráfico de drogas, entre outros. No caso de delitos eleitorais de menor gravidade ou de improbidade administrativa, a inelegibilidade dura por todo o mandato e por mais oito anos após o termino do mandato no qual o político foi condenado.

De autoria da deputada Dani Cunha (União-RJ), o texto traz uma série de outras alterações. Entre elas, estabelece o limite de 12 anos de inelegibilidade, ainda que a pessoa tenha diversas condenações. O texto também define que as mudanças devem valer para casos de inelegibilidades já definidos, e não apenas para as próximas condenações.

O projeto ainda exclui a inelegibilidade para os casos em que o político é condenado por abuso de poder político ou econômico pela Justiça Eleitoral sem que haja “comportamento grave apto a implicar a cassação de registro, de diploma ou de mandato”.

O relator da matéria, senador Weverton (PDT-MA), justificou que a atual legislação traz diferentes períodos de inelegibilidade. “Pode ocorrer de um parlamentar cassado pela respectiva Casa Legislativa tornar-se por isso inelegível durante o prazo de oito anos ou até mesmo por 15 anos”, escreveu.

O senador acrescentou que, com essa nova lei, “o período de inelegibilidade passa a ser único, de oito anos, que serão contados a partir da data da decisão que decretar a perda do mandato eletivo, ou da data da eleição na qual ocorreu a prática abusiva, ou da data da condenação por órgão colegiado ou da data da renúncia ao cargo eletivo, conforme o caso”.

Justificativa

O senador Weverton rebateu as críticas de que o projeto quer facilitar a volta de políticos ficha-suja. O parlamentar defendeu que o projeto apenas corrige os casos em que os prazos ficam por tempo indefinido devido à não conclusão do processo.

“Tem casos que passaram 14 anos e não foram julgados. Ele está há dez, 12 ou 15 anos fora da disputa, e um dia, quando o tribunal transitar e julgar o processo, ele vai começar a cumprir uma pena de oito anos. Isso é inacreditável”, justificou.

Nenhum senador se manifestou contra o texto. O presidente da CCJ, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu as mudanças.

“Talvez estejamos tirando da política muitos homens e mulheres que gostariam de colaborar. Se houve algum equívoco, alguma má interpretação da legislação que levou àquela condenação, é natural que se tenha um prazo razoável para que essa pessoa possa cumprir essa pena, e não um prazo indeterminado, sem ter data para conclusão”, ponderou.

Educação e proteção contra violências estão entre as prioridades

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O Fundo das Nações Unidas pela Infância (Unicef) publicou nesta quarta-feira (21) uma carta aberta para os candidatos às eleições municipais de 2024. O pedido principal é que todos assumam compromissos para garantir os direitos de crianças e adolescentes, tendo como referência o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“Focar em crianças e adolescentes não é limitar a agenda política. Pelo contrário: ter um olhar especial para a infância e a adolescência é uma oportunidade para que candidatas, candidatos e partidos proponham ações com potencial real de transformação, garantindo direitos não só das meninas e meninos de hoje, mas de toda a população e das gerações futuras”, destaca um dos trechos da carta aberta.

O Unicef foca em cinco prioridades: proteção contra as violências; resiliência climática; saúde e nutrição; educação; e proteção social. E informa que o site da instituição orienta como a campanha dos candidatos pode se posicionar sobre esses temas. O pedido é para que assumam os compromissos e, caso eleitos, garantam que eles serão concretizados a partir de investimentos e políticas públicas.

A instituição traz mais detalhes sobre cada um deles. Sobre o primeiro, informa que mais de 15 mil crianças e adolescentes de até 19 anos morreram de forma violenta no país entre 2021 e 2023. O fundo pede que os candidatos a cargos municipais invistam em ações concretas e multissetoriais para prevenir, identificar, encaminhar e acompanhar casos de violência, em suas diferentes manifestações.

Sobre a resiliência climática dos municípios, o Unicef lembra que ondas de calor, enchentes, secas e inundações representam riscos para 40 milhões de crianças e adolescentes, principalmente no que diz respeito à saúde e ao desenvolvimento. Nesse sentido, medidas de antecipação das mudanças e parcerias com comunidades são caminhos indicados.

No tópico educação, são destacados a evasão escolar e os índices de alfabetização. Em 2023, 44% das crianças brasileiras não estavam alfabetizadas na faixa etária esperada. São pedidos investimentos e ações para garantir o acesso universal à escola e promover um ensino de qualidade, em especial na educação infantil e no ensino fundamental.

No que diz respeito à saúde, há recomendação para que o foco seja garantir a universalidade da imunização e o combate à má nutrição desde a primeira infância. Em 2023, mais de mais de 100 mil crianças no Brasil não haviam recebido nenhuma dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP).

Sobre proteção social, pede-se foco em ações voltadas para os mais vulneráveis no desenho das políticas municipais. A privação de um ou mais direitos afeta 60,3% das crianças no país e as coloca na chamada pobreza multidimensional.

Serviço oferece a oportunidade de registrar um boletim de ocorrência ou fazer uma denúncia pela internet



					Delegacia Virtual registra mais de 8 mil casos de estelionato no 1º semestre
Com a Delegacia Interativa o boletim de ocorrência ou denúncia podem ser feitas pela internet. Foto: Marina Sales / Agência Alagoas

A Delegacia Virtual da Polícia Civil contabilizou mais de 34.713 ocorrências on-line no primeiro semestre de 2024, em Alagoas. Foram 8.306 casos de estelionato e 4.639 de furto.

O relatório aponta que os registros mais frequentes foram relacionados à perda ou extravio de documentos e objetos, com 12.197 ocorrências.

O serviço, disponível desde 2006, oferece a praticidade de registrar um boletim de ocorrência ou fazer uma denúncia pela internet, sem a necessidade de deslocamento físico às delegacias.

A Delegacia Virtual de Alagoas permite a comunicação de 19 tipos de ocorrências, incluindo furto, extravio e crimes de menor potencial, como ameaça, calúnia, injúria, difamação e estelionato, além de outros crimes variados.

Após o envio do registro, o cidadão deve aguardar a análise por uma autoridade policial. Além disso, ele deve se certificar de preencher todos os dados com atenção para evitar que o boletim seja recusado devido a informações incompletas ou incorretas.

Veja como registrar um Boletim de Ocorrência (BO) pela internet:

  1. Acesse o site da Polícia Civil ou o portal da Delegacia Virtual: (https://delegaciavirtual.sinesp.gov.br);
  2. Selecione o estado de Alagoas, que o redireciona para uma página com orientações sobre o uso da ferramenta;
  3. Escolha o tipo de ocorrência que deseja registrar;
  4. Faça login no sistema gov.br ou crie uma conta, caso ainda não tenha;
  5. Preencha os dados solicitados na página de acordo com as instruções.

*com informações da assessoria.

Ferramenta foi desenvolvida para acompanhar o progresso das políticas públicas no estado, focando 11 indicadores



					"Espia": TCE lança nova plataforma de dados sobre o desenvolvimento infantil em Alagoas
Nova plataforma tem como objetivo acompanhar o progresso das políticas públicas em Alagoas. Fotos: Felipe Brasil / Júlia Marques

Nesta quarta-feira (21), o Tribunal de Contas do Estado de Alagoas (TCE-AL) reuniu várias personalidades do estado para o lançamento do "Espia" – Observatório da Primeira Infância de Alagoas. A nova ferramenta on-line tem como função coletar, compilar e analisar dados sobre o desenvolvimento infantil.

A mesa de honra foi composta pelo presidente do Tribunal de Contas de Alagoas, conselheiro Fernando Toledo; o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Sílvio Almeida; o governador do Estado, Paulo Dantas, além de representantes do Poderes Legislativo e Judiciário.

O evento contou com a fala da Coordenadora Geral de Educação Infantil do Ministério da Educação (MEC), Rita Coelho. Ela palestrou sobre os temas "O Direito à Educação Infantil e o papel das Secretarias Estaduais" e "Tribunais de Contas e a Primeira Infância", que foi citado pelo conselheiro Edson Ferrari, presidente do Comitê Técnico da Primeira Infância do Instituto Rui Barbosa (IRB).

O novo programa tem parceria com o Núcleo Integrado pela Primeira Infância, coordenado pela conselheira Renata Calheiros, por meio de um Pacto Estadual pela Primeira Infância.

A coordenadora do Espia e conselheira, Renata Calheiros, destacou a importância do programa no desenvolvimento das nossas crianças alagoanas. “A plataforma vai permitir tanto o acesso do Tribunal para avaliar as políticas públicas voltadas à primeira infância, como também permitir que os próprios gestores analisem os seus dados e proponham planos de ação. Além disso, também permitirá um controle social pela sociedade, que pode ver como está o seu município”.

O painel de indicadores da primeira infância, principal componente do Espia, foi desenvolvido para acompanhar o progresso das políticas públicas em Alagoas, focando em 11 indicadores das áreas de saúde, educação e assistência social.

Será possível identificar áreas de vulnerabilidade e direcionar esforços para garantir que todas as crianças de Alagoas tenham a oportunidade de alcançar seu pleno potencial.

 

IFAL abre vagas para cursos superiores — Foto: Divulgação/ Ifal

IFAL abre vagas para cursos superiores — Foto: Divulgação/ Ifal

O Instituto Federal de Alagoas (Ifal) abriu nesta segunda-feira (19) inscrições para curso superior em engenharia civil e engenharia elétrica. São 60 vagas para o campus de Palmeira dos Índios na modalidade integral.

Para participarem da seleção, os candidatos devem ter concluído o ensino médio até a data de matrícula. Como critério de avaliação, será levada em consideração as notas do aluno no Enem (a partir de 2009).

As inscrições podem ser realizadas até o dia 2 de setembro no site do Ifal. A relação preliminar das inscrições será divulgada no dia 4 de setembro, já o recurso pode ser feito até o dia 5 de setembro.

 

O corpo do apresentador Silvio Santos foi enterrado na manhã deste domingo (18) no Cemitério Israelita do Butantã, Zona Oeste de São Paulo, em uma cerimônia judaica reservada para amigos e familiares.

Segundo a assessoria do SBT, o sepultamento foi realizado no começo da manhã e terminou por volta das 9h.

Fãs na frente do Cemitério Israelita do Butantã, Zona Oeste de SP, para homenagear Silvio Santos — Foto: TV Globo

Fãs na frente do Cemitério Israelita do Butantã, Zona Oeste de SP, para homenagear Silvio Santos — Foto: TV Globo

Uma placa explicando a despedida discreta e pedindo a compreensão de todos foi colocada na frente do cemitério aos fãs.

"À medida que nosso pai ia ficando mais velho, ele ia expressando um desejo dele com relação a sua partida. Ele pediu para que assim que ele partisse, que levássemos ele direto para o cemitério e fizéssemos uma cerimônia judaica. Ele gostava de ser celebrado em vida e gostaria de ser lembrado com a alegria com que ele viveu", diz a nota da família Abravanel.

 

Pela tradição, o enterro no judaísmo deve ocorrer o mais rápido possível, mas não podem acontecer no sábado por ser shabat, o dia de descanso do judaísmo e que dura do pôr de sol da sexta-feira ao pôr do sol do sábado. Por isso, o enterro de Silvio Santos ocorreu na manhã de domingo.

Segundo a reportagem apurou, a chegada de parentes e amigos no cemitério começou por volta das 6h de domingo. Os últimos carros saíram do local por volta das 9h50.

Fãs também foram até a porta do cemitéro para prestar homenagens. "Eu fiquei muito sentido pela morte dele. Trouxe muita alegria para a gente e vai deixar muita saudade. Por isso, fiz questão de vir aqui", afirmou o fã Antônio Nunes à TV Globo.

"Desde pequeno fui crescendo e admirando a história dele. Eu pedi para conhecer o programa dele, eu consegui e consegui o autógrafo. Sempre ia atrás dele e ele decorou meu rosto", afirmou o fã Paulo Sérgio.

Saída de amigos e parentes de Silvio Santos saindo do Cemitério Israelista do Butantã — Foto: TV Globo

Saída de amigos e parentes de Silvio Santos saindo do Cemitério Israelista do Butantã — Foto: TV Globo

Fã Paulo Sérgio foi para Cemitério Israelita do Butantã para prestar homenagem ao Silvio Santos — Foto: TV Globo

Fã Paulo Sérgio foi para Cemitério Israelita do Butantã para prestar homenagem ao Silvio Santos — Foto: TV Globo

Fãs foram até Cemitério Israelita do Butantã para se despedir de Silvio Santos — Foto: TV Globo

Fãs foram até Cemitério Israelita do Butantã para se despedir de Silvio Santos — Foto: TV Globo

Morte

Em julho deste ano, Silvio foi internado no Hospital Albert Einstein, na capital paulista, para se recuperar do H1N1. Teve alta dois dias depois. Contudo, em 1º de agosto do mesmo ano, voltou a ser hospitalizado.

Silvio faleceu às 4h50 deste sábado (17), segundo o hospital. O apresentador deixa a viúva Íris Abravanel, com quem era casado desde 1978, seis filhas - Daniela, Patrícia, Rebeca e Renata, do casamento com Íris; e Cíntia e Silvia, do primeiro casamento, com Cidinha, que morreu em 1977 -, 14 netos e 4 bisnetos.

Silvio Santos morre em 17 de agosto de 2024 — Foto: Divulgação SBT

Silvio Santos morre em 17 de agosto de 2024 — Foto: Divulgação SBT

Silvio foi o nome mais importante do entretenimento da televisão brasileira, em especial à frente do Programa Silvio Santos, que comandou a partir de 1963.

Foi, também, dono de um conglomerado bilionário criador de marcas como Jequiti, Tele Sena e Baú da Felicidade - além das emissoras TVS e SBT.

Início como camelô e locutor

Senor Abravanel - nome de batismo de Silvio Santos - nasceu em 12 de dezembro de 1930, no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro. Seus pais, Alberto e Rebeca (nome que foi dado uma das filhas do apresentador), eram imigrantes de origem judaica. Foi o mais velho de cinco irmãos.

Silvio estudou contabilidade e, no tempo livre, trabalhou como camelô nas ruas do Rio de Janeiro, vendendo canetas e outros itens, como capas de plástico para títulos de eleitor na eleição de 1946. Usava a voz também para fazer pequenos trabalhos em uma rádio.

Aos 18 anos, em 1948, serviu o Exército na Escola de Paraquedistas. Aos domingos, trabalhava no rádio e, a deixar a Força, seguiu com os serviços de locução, fazendo, entre outras coisas, anúncios com uma caixa de som na barca liga Rio e Niterói.

Em 1954, já em São Paulo, Silvio assinou o primeiro contrato fixo como locutor, na Rádio Nacional. Depois, foi chamado pelo empresário e radialista Manuel de Nóbrega para ser animador de seu programa.

A estreia na TV

Na época, Manoel da Nóbrega era dono do Baú da Felicidade, que vendia brinquedos a prazo. Silvio assumiu a empresa em 1958 e, no ano seguinte, passou a fazer shows em circos para vender os populares carnês. Era o início do Grupo Silvio Santos (leia mais sobre a trajetória empresarial do apresentador aqui).

Também em 1959, Silvio estreia na TV, com o programa Audições, na TV Paulista (canal 5), onde comandou ainda programas como Hit Parade, Quando Maestros Se Encontram e O Grande Espetáculo. O primeiro programa autoral foi Vamos Brincar de Forca, usado para alavancar as vendas do carnê do Baú.

O Programa Silvio Santos, o maior entre os criados pelo apresentador, surgiria em 1963. Em 1965, o programa passou a ser transmitido pela TV Globo, após a compra da TV Paulista - inicialmente para São Paulo e, depois, para todo o país.

Ao mesmo tempo, Silvio apresentava programas - “Festa dos Sinos", "Sua Majestade: o Ibope", "Cidade contra Cidade" e "Silvio Santos Diferente" em outra emissora, a TV Tupi.

TVS e SBT

Silvio adquiriu seu próprio canal de televisão 1975 - o Canal 11, do Rio de Janeiro. No ano seguinte, inauguraria a TVS e deixaria a Globo.

Silvio ganhou outras concessões e, em 1981, entrou no ar o SBT, da qual o Programa Silvio Santos era a principal atração, com quadros inesquecíveis como Domingo no Parque, Qual é a Música, Show de Calouros e Porta da Esperança.

Com carisma, bordões - “Vem pra cá, vem pra cá” e “Quem quer dinheiro?” - e domínio absoluto da plateia, Silvio chegava a fazer o programa durar mais de dez horas.

Silvio também fez sucesso cantando marchinhas de carnaval, como Coração Corintiano e A Pipa do Vovô, registradas em álbuns entre os anos 1970 e 1990 e, em fevereiro 2001, foi homenageado no Carnaval do Rio pela escola de samba Tradição, com o enredo O Sorriso do Patrão.

Candidatura presidencial frustrada

Em 1989, Silvio Santos anunciou, duas semanas antes do primeiro turno da eleição, que seria candidato a presidente da República pelo Partido Municipalista Brasileiro (PMB), logo depois extino.

Partidos adversários contestaram, e a candidatura foi barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 9 de novembro.

A entrada do apresentador agitou o processo eleitoral daquele ano. Dono de um rosto conhecido pelos brasileiros, Silvio figurou bem nas pesquisas eleitorais, chegando a alcançar 30% das intenções de voto nas sondagens, de acordo com informações do TSE.

Silvio evitou fazer comentários públicos sobre a tentativa frustrada de chegar à Presidência.

Sequestro

Em agosto de 2001, Patrícia Abravanel, filha de Silvio, ficou sequestrada por 7 dias.

Após a libertação, dois dos sequestradores foram presos. Um terceiro, Fernando Dutra Pinto, e sua namorada, conhecida como Jenifer, fugiram com o dinheiro do resgate. A polícia de São Paulo iniciou uma caçada ao bandido, que chegou a ser localizado em um hotel em Alphaville, que conseguiu escapar após matar 2 agentes.

Fernando, pouco depois, invadiu a casa de Silvio Santos e fez o apresentador refém por sete horas. O sequestro só chegou ao fim após o governador de São Paulo à época, Geraldo Alckmin, ir até o local e negociar com o bandido, que se entregou.

'Para tudo, já estou aqui. Já cheguei'

Em dezembro de 2020, Silvio Santos comemorou 90 anos sem celebrações públicas, isolado por conta da pandemia, ao lado das filhas.

No dia 1º agosto de 2021, já vacinado com duas doses, Silvio voltou a apresentar seu programa. Semanas depois, contraiu Covid-19 e foi internado, mas se recuperou e voltou a gravar o programa, embora não no ritmo de antes.

Ao som da música de abertura, o apresentador entrou alegre, dizendo “Para tudo, já estou aqui. Já cheguei!".

Foi a primeira brincadeira de muitas que ainda divertiriam o público. Seria a última edição do programa gravada pelo apresentador.

A campanha eleitoral nas ruas e na internet. Neste ano, ocorreram algumas alterações na legislação eleitoral, com novas diretrizes sobre o uso de plataformas digitais; mudanças na distribuição do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, visando maior equidade entre os candidatos e candidatas; reforço nas penalidades para condutas ilícitas, como a divulgação de informações falsas e uso inadequado de recursos públicos; regulamentações mais rigorosas sobre o impulsionamento de conteúdos e a proibição de perfis falsos nas redes sociais; exigências de maior transparência nas doações de campanha e na prestação de contas.

Com o fim do prazo para a registro de candidaturas, Palmeira dos Índios teve 133 candidatos à Câmara de Vereadores e 4 à Prefeitura. O PSB não registrou as candidaturas de, LUCAS TAVARES (teve o nome ventilado para disputar a Prefeitura), TÂNIA FERREIRA, PITA PINTOR, KALINE LUZ e DEL OXENTE, escolhidos na convenção do partido. O prazo de registro se encerrou nesta quinta-feira (15/8).

A Federação PSDB/CIDADANIA ficou esvaziada após as renúncias de WANDERLEY, IRMÃO REGINALDO DO BOENOS AIRES e do PASTOR JOCTÃ COSTA, e o indeferimentos das candidaturas de Ailta Rodrigues (em prazo recursal ou com recurso) e Lu.

LUCIANO REY (Republicanos) (em prazo recursal ou com recurso), Roberval Goleiro (PMB), Abraão do BMG (PMB) e Alexandre Santos (PDT) também tiveram as candidaturas indeferidas pelo e o SARGENTO VANDERLEI renunciou pelo PMB.

 

REPUBLICANOS

  1. MARIA DE FAMIA
  2. MARÍLIA PEREIRA
  3. FÁTIMA FEITOSA
  4. JANE DA FARMÁCIA
  5. DAYSE FONSECA
  6. HELENILDO RIBEIRO
  7. ALBERTO CORDEIRO LINS
  8. ADRIANO DO MION
  9. JORGE ASSUNÇÃO
  10. GEOVANE PINHEIRO
  11. IOLANDO BARBOSA
  12. LUCIANO REY (indeferida em prazo recursal ou com recurso)
  13. JÓ MOTOTAXI
  14. CAPITÃO TENÓRIO
  15. FABIANO GOMES
  16. PEU DO BOI

 

PROGRESSISTAS

  1. TONINHO GARROTE
  2. ALISSON BETERRABA
  3. BETO DA SEMENTEIRA
  4. DILMA BELTRÃO
  5. IVAN FERRO
  6. DACIEL AMORIM
  7. PROF ADJELMA COSTA
  8. MICAEL DO BRIVALDO
  9. GRAÇA OLIVEIRA DIFERENTE
  10. PAULO PALMEIRA
  11. PEDRINHO DO BODE
  12. DRA SIMÔNICA
  13. NAJA BRASIL
  14. DRA LUCIENE SOARES
  15. HELENILDO SOARES

 

PDT

  1. ADELINE MELO
  2. JACIELE
  3. JOÃO DA ZEFA
  4. CAETANO
  5. GODOY BARROS
  6. PAULA RAMOS
  7. ROSSANA MELO
  8. JHOW DO CHURRASQUINHO
  9. TONHO DO POSTO
  10. ALDAIR GARI
  11. ALEXANDRE SANTOS (indeferida a candidatura)

 

MDB

  1. CÉLIA QUEIROZ
  2. CIDA GALDINO
  3. DINDOR
  4. FABIANO MORAIS
  5. FLAVIA FERREIRA
  6. JANIO MARQUES
  7. MAXWELL FEITOSA
  8. NEIDE DO PADRE LUDUGERO
  9. PEDRINHO GAIA
  10. SALOMÃO TORRES
  11. SÉRGIO DA BESTA
  12. SÉRGIO PASSARINHO
  13. ROBERTO CÂNDIDO
  14. ADELAIDE FRANÇA

 

PRD

  1. CÉSAR TENÓRIO
  2. AVELAR
  3. CÂNDIDA CARIBÉ
  4. EDINHO QUEIROZ
  5. GICELLI MOURA
  6. GILENINHO SAMPAIO
  7. GALEGO DO INHAME
  8. JAILZA DO HOSPITAL
  9. CANJERÊ
  10. PROFETA
  11. LARISSA FREITAS
  12. RONALDO RAIMUNDO
  13. JACÓ

 

PMB

  1. DENISE DE VARDO
  2. ERONILDES DA ÓTICA
  3. IVANILDO DO HOSPITAL
  4. JAIRO DA FARMÁCIA
  5. JOSÉ CARLOS DA SAÚDE
  6. ZEZITO DO ALGODÃOZINHO
  7. JOSETE TIA DA MERENDA
  8. SARGENTO VANDERLEI (renunciou à candidatura)
  9. KAROL SANTOS
  10. MÔNICA DAS BATINGAS
  11. BETO DA PADARIA
  12. ROBERVAL GOLEIRO (indeferida a candidatura)
  13. ABRAÃO DO BMG (indeferida a candidatura)

 

UNIÃO BRASIL

  1. TAIS MONTEIRO
  2. RAFAELA BARROS
  3. CLEIA MOREIRA
  4. CAROL DA VAL
  5. LÚCIO CARLOS MEDEIROS
  6. FELIX TARGINO KEL
  7. GERALDO ALENCAR
  8. EDUARDO FARIAS
  9. ZÉ NILO
  10. FABIANO PASSOS
  11. KALL MELLO
  12. CAPITÃO SALES

 

SOLIDARIEDADE

  1. ISRAEL DE DEUS
  2. BIU DA CANAFÍSTULA
  3. TONTINHA
  4. GATO
  5. FLÁVIO EMÍLIO
  6. GURUBA
  7. ANTÔNIO UMBELINO
  8. GERALDO RIBEIRO
  9. AGENOR LEÔNCIO
  10. EDUARDO TOLEDO
  11. FÁBIO TARGINO
  12. JU SOUZA
  13. IVONE BASILIO
  14. MÁRCIA DO BIZU
  15. CICINHA SANTANA
  16. DRA ALDINHA

 

FEDERAÇÃO PSDB/CIDADANIA

  1. AILTA RODRIGUES (indeferida em prazo recursal ou com recurso)
  2. FABIANA DO PORTO
  3. LU (indeferida a candidatura)
  4. TONHÃO DO POVÃO
  5. WANDERLEY (renunciou à candidatura)
  6. PITEL DA VALEDOURADO
  7. IRMÃO REGINALDO DO BOENOS AIRES (renunciou à candidatura)
  8. PASTOR JOCTÃ COSTA (renunciou à candidatura)
  9. GEORGE PINHEIRO
  10. ZEZINHO PORFÍRIO

 

FEDERAÇÃO PT, PC do B, PV

  1. ADRIANA VAL ENFERMEIRA
  2. ANIBAL DUARTE
  3. ANTIDES BAZILIO
  4. SURICA
  5. DANI DO LEITE
  6. DAVI FERREIRA
  7. JANAINA BALBINO
  8. JOSIVAL CALIXTO
  9. LOURDINHA MELO
  10. SELMO XUCURU KARIRI
  11. SIDNEY TARGINO
  12. MADSON MONTEIRO
  13. JANE MÁRCIA

Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (13) o texto da segunda fase da regulamentação da reforma tributária, que define novas regras para a taxa de heranças por meio do Imposto Sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCMD).

A proposta determina que planos de previdência privada poderão ser taxados ao serem transmitidos para o herdeiro do investidor, prevê a isenção de doações ou heranças para instituições sociais e uma regra para que heranças sejam tributadas por uma alíquota progressiva.

A segunda fase da regulamentação da reforma também fixa as regras para a composição do comitê gestor dos novos impostos. O texto segue, agora, para a aprovação do Senado Federal, que deve definir também a nova alíquota máxima do ITCMD.

 

O que é o ITCMD?

ITCMD é a sigla para Imposto Sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos.

Esse é um imposto estadual que deve ser pago pelos contribuintes que recebem dinheiro, bens ou direitos, por meio de herança ou doação.

⚠️ POR EXEMPLO: Quando alguém recebe uma casa como herança, é necessário fazer a declaração do bem recebido e pagar o ITCMD. Cada estado tem sua própria página na internet para que o cidadão possa fazer a declaração, e tem sua alíquota específica de imposto a pagar.

Como as heranças são tributadas pela regra atual?

Toda pessoa que recebe uma herança ou doação não-onerosa deve declarar os valores e pagar o imposto. Se houver mais de um herdeiro, cada um pagará o tributo sobre o valor que recebeu.

As alíquotas do ITCMD variam entre os estados, que têm autonomia para definir suas taxas. Mas as alíquotas não podem ultrapassar 8% sobre o valor da herança ou doação, de acordo com a atual regra em vigor, determinada pelo Senado Federal.

Quando a herança ou doação for um imóvel, o recolhimento do imposto será realizado pelo estado em que o imóvel estiver localizado.

Em casos de heranças de bens móveis (como dinheiro, obras de arte e investimentos, por exemplo), o recolhimento será feito pelo estado em que for feito o inventário do patrimônio.

Já para doações de bens móveis, o recolhimento é feito no estado em que a pessoa que recebeu a doação mora.

O que muda com a reforma para a tributação de heranças?

A reforma tributária torna obrigatória a cobrança de uma alíquota progressiva sobre as heranças, até atingir uma nova alíquota máxima, a ser definida pelo Senado Federal.

Assim, os patrimônios menores serão taxados com alíquotas também menores, e quanto maior for o valor da herança, maior será a taxa a ser paga.

A alíquota máxima será aplicada somente nos grandes patrimônios. Cada Estado definirá, porém, o que considera um “grande patrimônio”.

Além disso, a reforma também isenta da cobrança do imposto instituições beneficentes que trabalhem em prol da sociedade. São elas:

  • entidades públicas, religiosas, políticas, sindicais;
  • instituições sem fins lucrativos com finalidade de relevância pública e social.

 

Qual será a alíquota do imposto sobre as heranças?

A alíquota do ITCMD sobre as heranças ainda não foi definida.

Ficará a cargo dos estados e do Distrito Federal definir quais serão as alíquotas cobradas sobre os patrimônios, a depender de qual o valor e outras características da herança, como o legado deixado por ela ou doações realizadas com o valor.

"A tendência é que a alíquota seja uniforme em todo o país, e que mude para 8% alíquota máxima em todos os estados. Em São Paulo, a mudança seria relevante porque sairia de 4% para 8%, o dobro", diz Samir Choaib, sócio do Choaib Paiva e Justo Advogados Associados.

 

"Por isso, temos visto uma tendência crescente de antecipação das doações. Para enquadrar em uma alíquota menor."

No entanto, os grandes patrimônios deverão ser taxados com uma alíquota máxima, que será definida pelo Senado Federal quando o texto chegar à Casa para votação.

Cada estado definirá qual valor considera como um “grande patrimônio”.

Há situações em que a herança será isenta da tributação?

Sim. O texto aprovado na Câmara define que o ITCMD não incidirá sobre heranças que tenham como sucessores entidades públicas, religiosas, políticas ou sindicais, ou instituições sem fins lucrativos com finalidade de relevância pública e social.

O ITCMD também será cobrado sobre previdências privadas?

Sim. O texto aprovado pela Câmara permite a cobrança do ITCMD sobre planos de previdência privada no momento em que forem transferidos aos herdeiros.

Em quais casos a previdência privada será tributada?

Fica a cargo dos Estados decidir se os planos de previdência privada serão taxados e qual será o valor da alíquota. No entanto, o Senado Federal definirá uma alíquota máxima para a cobrança do ITCMD sobre a previdência.

Pelo texto aprovado pela Câmara, se o plano for o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), o investimento será taxado independentemente do prazo em que os recursos já estiverem investidos por quem está transmitindo a herança.

Já para os planos VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), o investimento só será taxado se os recursos estiverem investidos há menos de cinco anos.

Para investimentos no VGBL que ultrapassaram o prazo dos cinco anos, mesmo quando forem transmitidos aos herdeiros, não haverá a cobrança de imposto.

"Em geral, para o planejamento sucessório, a opção mais comum é o VGBL. A solução de meio-termo que se encontrou foi essa: incidir sobre ele, mas apenas para aplicações com menos de cinco anos", diz Choaib, do Choaib Paiva e Justo.

 

Para Maria Paula Carvalho Molinar, advogada do escritório Candido Martins, há um impasse jurídico à frente se a proposta se mantiver nesses termos.

Ela lembra que tribunais de justiça dos estados têm admitido a cobrança do ITCMD apenas sobre o PGBL, excluindo a tributação do VGBL sob o argumento de que eles têm natureza de seguro e, portanto, não integram a herança.

"A tentativa de tributar estes planos é bem conhecida e antiga. Se a tributação do VGBL for mantida no texto final, há possibilidade de discussão no judiciário porque o STF já reconheceu sua natureza de seguro, sem limitação ou indicação de prazo mínimo de permanência", explica.

 

"Parece que este ponto em específico poderá causar insegurança jurídica, uma vez que a regra não conversa com a jurisprudência consolidada sobre o tema."

Qual será a alíquota do imposto sobre a previdência privada?

Ainda não há definição sobre a alíquota cobrada sobre a transmissão de planos de previdência privada para os herdeiros.

Violência contra a mulher, criança e adolescente. Violência doméstica. Foto: Freepick© Freepick

Em 2023, houve uma média de uma ocorrência a cada 8 minutos

No período de 2021 a 2023, o Brasil teve 164.199 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes até 19 anos. A constatação faz parte da segunda edição do relatório Panorama da Violência Letal e Sexual contra Crianças e Adolescentes no Brasil. O estudo foi divulgado nesta terça-feira (13) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), uma organização não governamental formada por profissionais da área de segurança, acadêmicos e representantes da sociedade civil.

O relatório mostra a trajetória crescente do número de vítimas. Foram 46.863 casos em 2021, 53.906 em 2022 e 63.430 em 2023, o que equivale a uma ocorrência a cada oito minutos no último ano.

Os pesquisadores fazem a ressalva de que os números podem ser maiores, por dois fatores: os estados do Acre, da Bahia e de Pernambuco deixaram de enviar dados relativos a pelo menos um dos três anos analisados. Outro fator é a subnotificação.

O levantamento cita um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), indicando que “apenas 8,5% dos eventos são reportados às autoridades policiais”.

O relatório está na segunda edição. A primeira trouxe informações de 2016 a 2020. Mas, de acordo com os organizadores, há diferenças nas formas como os estados forneceram os dados, impedindo comparação direta entre as edições.

Perfil das vítimas

O levantamento – que também traz dados sobre violência letal – traça um perfil das vítimas de violência sexual, o que inclui meninos e meninas. O sexo feminino responde por 87,3% dos registros. Em quase metade dos casos no país (48,3%), a vítima tem entre 10 e 14 anos e 52,8% são identificadas como negras (conjunto de pessoas pretas e pardas).

O relatório divide a população jovem em quatro faixas etárias e, em todas, houve crescimento de casos de estupro. Na população de até 4 anos, no último ano, os registros aumentaram 23,5%; entre 5 e 9 anos, o crescimento foi de 17,3%. No grupo majoritário, entre 10 e 14 anos, os números subiram 11,4%. Entre os jovens de 15 a 19 anos, houve elevação de 8,4%.

"Estamos falando de números elevados que crescem e, de forma mais acentuada, na faixa etária de crianças pequenas", resumiu à Agência Brasil a oficial de Proteção contra Violências do Unicef, Ana Carolina Fonseca.

O relatório aponta que o Brasil apresentou taxa de 131 vítimas de estupro do sexo feminino para grupo de 100 mil na faixa etária até 19 anos. Considerando o sexo masculino, a taxa é de 19,9 crimes para cada grupo de 100 mil habitantes. Assim, uma menina de até 19 anos tem sete vezes mais chance de ser vítima de violência sexual se comparada a um indivíduo do sexo masculino na mesma faixa etária.

Ao analisar apenas casos de violência contra meninas, os dados apurados mostram que 53,2% das vítimas são negras, as brancas representam 45,9% e 0,9% se divide entre indígenas e amarelas.

Os dados apontam ainda que 67% das meninas vítimas são violentadas dentro de casa. Em 85,1% das vezes, o autor do crime era conhecido da menina.

Brasília (DF), 13.08.2024 - Arte de gráfico para a matéria da Unicef. Arte/Agência Brasil

 

Críticas a projeto de lei

Os pesquisadores destacam que, de 2021 a 2023, 117 mil meninas de até 14 anos foram violentadas, uma média de 39 mil por ano. Os analistas apontam que “a curva dos casos por idade da vítima cresce consideravelmente para vítimas de 10 a 13 anos”, fase da vida em que a menina está entrando na puberdade e iniciando o seu ciclo reprodutivo”.

“Como consequência deste triste fenômeno, são milhares de crianças que, além dos traumas da violência sofrida, podem ter que lidar com todas as consequências de uma gravidez indesejada”, assinala o estudo.

O relatório do Unicef associa esses casos de violência sexual a dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus), que apontam 31.749 filhos nascidos de mães com idade de 10 e 14 anos no biênio 2021 e 2022.

Ao ressaltar que nessa faixa etária qualquer relação sexual é considerada estupro, os pesquisadores criticam o Projeto de Lei 1904/2024, que tramita na Câmara dos Deputados e prevê que o aborto realizado acima de 22 semanas de gestação, em qualquer situação, passará a ser considerado homicídio, inclusive no caso de gravidez resultante de estupro.

“Limitar o aborto até a 22ª semana significaria impor a milhares de meninas no país ou a pena de uma gravidez infantil e indesejada, ou a pena de cumprimento de uma medida socioeducativa, o que entre as vítimas com mais de 18 anos seria a prisão”, adverte o relatório.

A equipe que elaborou o documento da Unicef e do FBSP observa que, muitas vezes, a criança simplesmente não tem discernimento para entender que sofre violência sexual. “Não são raros os casos de estupros consecutivos sofridos por meninas que só são percebidos pela rede de proteção após resultarem em uma gravidez”, registra o relatório.

A oficial de Proteção contra Violências do Unicef, Ana Carolina Fonseca, aponta duas principais direções de ações para enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes.

“Quando a gente fala da criança pequena, é muito importante que todos os serviços por onde essa criança passa estejam muito atentos a sinais”. Ela cita profissionais de educação infantil, serviços de saúde e de assistência social.

“Muitas vezes vão ser essas pessoas adultas de fora da família – porque a gente sabe que a violência sexual acontece, sobretudo, no ambiente familiar – que vão poder gerar esse alerta e garantir que essa criança seja vista e cuidada”, enfatiza.

À medida que a criança cresce, Ana Carolina considera que ganha importância a educação sexual.

“A gente tem que, cada vez mais, falar de educação sexual, educação sobre próprio corpo, sobre direitos, sobre proteção, para que essa criança, essa adolescente saiba identificar quando estão sendo vítimas de uma violência e saibam que podem contar com a ajuda e onde buscá-la”, conclui a representante da Unicef.

Medicamentos genéricos adquiridos em farmácia — Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo

Medicamentos genéricos adquiridos em farmácia — Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo

Você já deve ter visto, em algum momento, aquela caixinha de medicamento com um G gigante e uma tarja amarela. A política de medicamentos genéricos no Brasil, estabelecida em 1999, promoveu uma profunda mudança no panorama da saúde pública no país.

Dados da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos) apontam que:

  • 85% dos medicamentos do programa Farmácia Popular são genéricos;
  • 79% dos consumidores compram ou já compraram medicamentos genéricos;
  • 38% dos medicamentos vendidos no país são genéricos;
  • Os preços são, geralmente, 35% mais baixos em comparação aos de referência.

 

Os genéricos estão disponíveis nas farmácias como uma alternativa ao medicamento de referência, mas você sabe as diferenças entre genérico, referência e similar? A gente te explica nesta reportagem.

💊Genéricos

 

Os genéricos são aqueles considerados equivalentes aos de referência, com o mesmo princípio ativo, mesma dose e forma farmacêutica. São administrados pela mesma via e com a mesma posologia e indicação terapêutica. Seria como uma "cópia" e, por isso, são intercambiáveis.

"É possível, no momento da compra de um medicamento de referência, substituí-lo por um medicamento genérico. Importante destacar que os medicamentos genéricos também possuem a sua eficácia, segurança e qualidade comprovadas por meio de testes de biodisponibilidade e bioequivalência garantindo assim a sua total eficácia terapêutica", explica o farmacêutico Fábio Ribeiro da Silva, conselheiro do Conselho Regional de Farmácia de SP e diretor geral da Faculdade de Guarulhos (FAG).

O genérico é comercializado após a expiração da patente do medicamento original. Nas farmácias, ele tem a tarja amarela, o G de genérico e é identificado pelo nome do princípio ativo (por exemplo: dipirona)

Medicamentos pesquisados são os genéricos de uso contínuo — Foto: Divulgação

Medicamentos pesquisados são os genéricos de uso contínuo — Foto: Divulgação

💊Referência (ou de marca)

 

É o medicamento considerado inovador, registrado na Anvisa, que teve sua eficácia, segurança e qualidade comprovadas por estudos clínicos e não clínicos. Serve como padrão para a comparação com genéricos e similares. Estão no mercado há bastante tempo e são conhecidos por nomes comerciais. Quando a patente expira, outros laboratórios são autorizados a produzir o mesmo medicamento.

💊Similares

 

Também são cópias do medicamento de referência, com mesma composição química, concentração, eficácia, segurança e qualidade. Contudo, diferentemente dos genéricos, podem ter diferenças em características como excipientes, embalagem, rotulagem, prazo de validade, entre outros. Além disso, sempre serão identificados por meio de um nome comercial ou uma marca.

O farmacêutico explica que é mais difícil diferenciar o que é medicamento similar e o que é medicamento referência. "Nesse caso, recomendo que o paciente se oriente com o médico ou com o farmacêutico", diz.

🚨🚨Resumindo: as principais diferenças estão no processo de registro, nome comercial e, às vezes, nos excipientes. Todos atendem os padrões da Anvisa sobre eficácia, segurança e qualidade.

Por que o genérico é mais barato?

 

Como o genérico é uma "cópia" do medicamento referência, o fabricante não precisou realizar todas as pesquisas para o seu desenvolvimento.

"Como a indústria que vai produzir o genérico não teve esse custo, essa é uma das razões pelas quais o medicamento genérico acaba ficando mais barato para aquisição do paciente", aponta o farmacêutico.

Além disso, segundo a legislação, o medicamento genérico deve ser, no mínimo, 35% mais barato que o medicamento de referência.

A intercambialidade dos medicamentos

 

Tanto genéricos quanto similares são intercambiáveis apenas com o medicamento de referência. Ou seja, não dá para trocar um similar por um genérico ou vice-versa. O motivo? Os estudos de comparação de cada um foram feitos com o medicamento referência.

Fábio Ribeiro da Silva explica que a intercambialidade entre o medicamento referência e o genérico pode acontecer no ato da compra. O paciente pode questionar se existe um genérico mais acessível.

"Importante destacar que esse procedimento de intercambialidade ou troca de medicamentos é ato privativo do farmacêutico", alerta.

 

Os genéricos mais vendidos no país em 2023

 

Remédios para pressão alta, disfunção erétil, analgésico e antigases estão entre os genéricos mais vendidos em 2023, segundo a PróGenéricos. Veja abaixo:

  1. Losartana (hipertensão)
  2. Dipirona Sódica (analgésico)
  3. Hidroclorotiazida (hipertensão)
  4. Nimesulida (anti-inflamatório)
  5. Enalapril (hipertensão)
  6. Sildenafila (disfunção erétil)
  7. Atenolol (hipertensão)
  8. Simeticona (antigases)
  9. Tadalafila (disfunção erétil)
  10. Sinvastatina (reduzir colesterol)

 

"Com um preço mais acessível é possível que um número muito maior de pessoas tenha acesso aos medicamentos de qualidade e aos tratamentos. Os genéricos apresentam a mesma qualidade e os mesmos efeitos do medicamento de referência", completa o farmacêutico e conselheiro do CRF-SP.

Como saber os medicamentos genéricos registrados?

 

Para consultar qualquer medicamento regularizado na Anvisa, acesse a página Consultas - Medicamentos. Para consultar os medicamentos genéricos registrados, selecione “Genérico” no campo “Categoria Regulatória” e efetue a pesquisa de acordo com os outros dados de interesse.

apostas esportivas - celular - tela© Joédson Alves/ Agência Brasil

Bets provocam redistribuição de gastos destinados a outros setores

O gasto com apostas esportivas em plataformas online, as bets, está impactando o consumo de mercadorias e serviços, sobretudo das classes socioeconômicas de menor poder aquisitivo, e afetam a percepção da melhoria da economia brasileira, como o aumento da renda, do crescimento da ocupação e o controle inflacionário.

A avaliação é da empresa PwC Strategy& do Brasil Consultoria Empresarial Ltda, ligada à multinacional de auditoria e assessoria PricewaterhouseCoopers. De acordo com o economista e advogado Gerson Charchat, sócio e líder da Strategy& do Brasil, os gastos com apostas esportivas “já superam outros tipos de despesas discricionárias, como lazer, cultura e produtos pessoais, e até mesmo estão começando a impactar o orçamento destinado à alimentação. Esse desvio de recursos para as apostas exerce uma pressão considerável sobre a demanda por produtos essenciais, afetando a dinâmica da economia de forma geral.”

As apostas esportivas em plataformas explodiram no Brasil após a Lei nº 13.756 ser aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo então presidente Michel Temer no final de 2018. Daquele ano a 2023, os gastos com apostas aumentaram 419%.

“Em 2018, as apostas representavam 0,27% do orçamento familiar da classe D e E; hoje, esse percentual saltou para 1,98%, quase quatro vezes mais do que há cinco anos. Por outro lado, os gastos com lazer e cultura diminuíram de 1,7% para 1,5% do orçamento, enquanto os gastos com alimentação se mantiveram estáveis”, conta Charchat em entrevista para a Agência Brasil.

Ele alerta que as apostas esportivas cresceram de forma expressiva e se tornaram uma fonte de gastos significativa, especialmente entre os jovens dos estratos sociais de menor poder aquisitivo. “O fenômeno pode gerar, inclusive, um aumento no endividamento entre a população de baixa renda, o que pode trazer impactos negativos para o crescimento econômico do país.”

A análise publicada da Strategy& do Brasil, baseada em dados secundários, assinala que a percepção da população de dificuldades financeiras cresceu cinco pontos percentuais entre 2022 e 2024. Hoje um quinto dos brasileiros dizem enfrentar dificuldades para pagar as suas contas todos os meses, ou não conseguem pagá-las na maioria das vezes.

Renda comprometida

Não há informação precisa sobre o número de empresas que administrem plataformas no Brasil e nem o volume de dinheiro arrecadado no negócio. Esses números só serão conhecidos após as bets obterem autorização do Ministério da Fazenda para exploração comercial da modalidade lotérica de apostas de quota fixa, e começarem a arrecadar tributos.

Os impactos e efeitos sobre a economia já haviam sido apontados pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). Segundo pesquisa de opinião feita para a entidade em maio, entre os que apostam, 64% reconhecem que utilizam parte da renda principal para tentar a sorte; 63% afirmam que tiveram parte da sua renda comprometida com as apostas online; e 23% deixou de comprar roupa, 19% itens de mercado, 14% produtos de higiene e beleza, 11% cuidados com saúde e medicações.

Para a economista Ione Amorim, consultora do programa de serviços financeiros do Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), “o problema escalou” e além da dimensão econômica, há erros na regulamentação, efeitos sociais e na saúde mental da população não estimados.

“Hoje a gente já tem uma realidade de suicídio, de destruição de lares, de endividamento, de pessoas que já perderam o emprego porque já envolveram tudo que tinham. De doenças mentais extremamente graves por conta dessas dependências, que leva a outra, quer dizer: a pessoa se endividou, e se perdeu, vai do jogo para o álcool, do álcool para as drogas e para o suicídio”, descreve Ione Amorim que já deu palestras sobre os impactos das apostas online até mesmo nas Forças Armadas.

Na avaliação da economista, a situação social e a desinformação tornam o público mais pobre mais vulnerável a correr riscos em apostas.

“Nós temos uma população com baixo nível de educação financeira. As pessoas já têm dificuldade de lidar com a sua realidade, de gastar dentro dos seus ganhos.”

Para ela, a situação socioeconômica de algumas famílias leva ao endividamento para garantir a sobrevivência, e as apostas se tornam um risco atrativo para, ocasionalmente, obter recursos e quitar compromissos.

Mas, segundo Ione é preciso estar atento: "o ganho fácil vai levar a pessoa a um ambiente onde pode haver perdas significativas”, ressalta a economista que também assinala que as apostas são intermediadas por sistemas com algoritmos.

“A pessoa está jogando contra uma máquina que foi programada. Então, ela vai ganhar eventualmente, mas vai perder muito mais do que vai ganhar.”

PL 2234

Ione Amorim acrescenta que os efeitos econômicos, sociais e de saúde mental ocasionados pelas plataformas eletrônicas de apostas esportivas em plataformas online podem ser potencializados com a aprovação do Projeto de Lei nº 2.234/2022, em tramitação no Senado, que autoriza a exploração em todo o território nacional de cassinos, bingos, jogo do bicho e aposta em corridas de cavalo.

A aprovação do PL, assim como da lei que autorizou as apostas nas bets, é defendida pela possibilidade de que os negócios gerem emprego, renda e tributos que podem custear políticas sociais. No caso das plataformas eletrônicas, em funcionamento há cinco anos, nenhum real foi arrecadado.

O recolhimento começará após autorização para exploração comercial pelo Ministério da Fazenda. A outorga será concedida, depois de avaliação técnica e legal, mediante o pagamento de R$ 30 milhões à União. O prazo para obter a permissão é até o final do ano.

A contabilidade de arrecadação de quem defende a legalização dos jogos não deduz as perdas da tributação que estão ocorrendo em outros setores em meio ao crescimento de gastos com aposta e também não dimensiona o aumento de despesas do Estado com segurança pública e com atendimento à saúde mental.

Reportagem da Agência Brasil trata da potencialidade do setor, de boas práticas, mas alerta para riscos de dependência. Leia aqui.



					Calor matou mais de 47 mil pessoas na Europa em 2023, aponta estudo
           Estudo analisou os períodos de 2015 a 2023. Foto: IGO ESTRELA/METRÓPOLES

Estudo da revista acadêmica Nature Medicine apontou que o calor matou mais de 47 mil pessoas na Europa no ano passado. A publicação ainda explica que 2023 foi o segundo ano mais quente já registrado no velho continente e o primeiro no resto do mundo. Os dados foram publicados nesta segunda-feira (12/8).

De acordo com o estudo, muitas mortes foram evitadas pela capacidade do ser humano de se adaptar às novas condições climáticas. Caso não houvesse a adaptação, mortes relacionadas ao calor poderiam ter um aumento de 80%, especialmente óbitos de idosos.

O estudo analisou os períodos de 2015 a 2023, no qual 2023 é o segundo no número de mortes por calor, perdendo apenas para 2022.

A mortalidade relacionada ao calor em 2023 foi mais alta na Grécia, com 393 mortes por milhão de pessoas, seguida pela Itália, com 209 mortes por milhão, e Espanha, com 175 mortes por milhão.

“Nossos resultados destacam a importância das adaptações históricas e contínuas para salvar vidas durante os verões recentes e a urgência de estratégias mais eficazes para reduzir ainda mais a carga de mortalidade dos próximos verões mais quentes”, diz a publicação.

Levantamento em parceria com a Fipe mostra que o Rio Grande do Norte lidera a lista com preço médio da gasolina R$6,539
São Paulo, agosto de 2024 - A Veloe, em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), divulgou os dados do Monitor de Preços de Combustíveis de julho de 2024, revelando um cenário de alta abrangente nos valores dos combustíveis em todo o país. O reajuste anunciado pela Petrobrás no início do mês, que elevou em 7,1% o preço da gasolina para as distribuidoras, foi um dos principais fatores que contribuíram para o resultado.

Regionalmente, os maiores preços médios da gasolina foram identificados no Norte (R$ 6,492) e Nordeste (R$ 6,293), contrastando com os menores valores no Sudeste (R$ 6,026) e Centro-Oeste (R$ 6,108). Os aumentos de preço abrangeram todas as regiões, com destaque para o Norte (+4,1%) e Nordeste (+3,8%).

Os estados que lideram os maiores preços são Rio Grande do Norte, com preço médio de litro por R$6,539 e Ceará, com o valor de 6,506. Em seguida vem Sergipe (R$6,375), Alagoas (R$6,347), Bahia (R$6,290), Pernambuco (R$6,189), Piauí (R$6,169), Maranhão (R$6,155) e Paraíba (R$6,071).
No mês de referência, o abastecimento com um litro de gasolina comum custou em média R$ 6,148 nos postos brasileiros, representando um incremento mensal de 3,5%. No balanço parcial de 2024, o preço médio acumulou uma alta de 7,5%, enquanto nos últimos 12 meses o avanço foi de 8,3%.
Esse aumento também se estendeu ao etanol hidratado, com postos do Nordeste e Norte comercializando o combustível pelos maiores valores por litro (R$ 4,705 e R$ 4,648, respectivamente), enquanto Sudeste e Centro-Oeste apresentaram os menores preços (R$ 4,021 e R$ 4,025, respectivamente).
No ano, o diesel S-10 está discretamente mais caro (+0,2%), embora o preço esteja bem acima do registrado em julho de 2023, isto é, há 12 meses (+20,0%). Regionalmente, os maiores preços foram apurados no Norte (R$ 6,336) e Centro-Oeste (R$ 6,242), enquanto os menores foram constatados no Sul (R$ 5,999) e Sudeste (R$ 6,063). Em termos de variação, as maiores altas afetaram os postos do Nordeste (+3,0%) e Norte (+2,2%).

 

 

Indicador de Custo-Benefício Flex
A razão entre os preços do etanol e da gasolina foi de 70,4% na média das UFs e 70,3% na média das capitais. Embora essa relação ainda não demonstre uma clara vantagem entre abastecer com etanol ou gasolina, a tendência recente, com maior encarecimento do etanol em relação à gasolina, tem favorecido a escolha pela gasolina.
Essa análise é influenciada por fatores regionais específicos que afetam a oferta e demanda de cada combustível. No Nordeste (Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Maranhão, entre outros) e em alguns estados do Sul (notadamente, Rio Grande do Sul), a gasolina é a opção claramente mais vantajosa. No eixo Sul-Sudeste (como São Paulo e Paraná) e Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Goiás), o etanol mantém uma pequena vantagem.

 

Sobre a Veloe

Veloe é um hub de mobilidade e gestão de frota, que nasceu para tornar a mobilidade mais fluida e simples e a gestão de frotas leves e pesadas mais eficiente. Veloe é aceita em todas as rodovias pedagiadas e mais de 2.300 estabelecimentos comerciais no país. Foi criada por Banco do Brasil e Bradesco em 2018, como uma unidade de negócios da Alelo. Entre seus principais parceiros estão C6 Bank, BTG+, Digio, Unidas, além de times de futebol. Mensalmente, divulga o Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), uma cesta de indicadores sobre mobilidade que força a vocação do negócio em gerar informação relevante e de qualidade para a tomada de decisões. Em 2023, lança a Veloe Go, marca que reúne serviços para pessoas jurídicas. Para ter Veloe e Veloe Go basta solicitar pelo nosso site.

O comandante aposentado Ruy Guardiola, que trabalhou na Voepass em 2019 pilotando o modelo ATR-72, igual à aeronave envolvida no acidente com 62 vítimas em Vinhedo (SP), na sexta-feira (9), relatou problemas na manutenção dos aviões da companhia aérea, incluindo o uso de um “palito” no botão que aciona o sistema antigelo [assista ao vídeo acima].

“O problema foi detectado em um nível de aquecimento de um dos sistemas. A solução encontrada pela manutenção foi a colocação de um palito de fósforo ou palito de dente. Eu vi com esses olhos que a terra há de comer”, revelou Guardiola em entrevista ao Fantástico neste domingo (11).

As investigações sobre as causas da tragédia aérea estão em andamento e devem ser complementadas pelas caixas-pretas, mas especialistas em segurança de voo avaliam que a formação de gelo sobre as asas pode ser uma das hipóteses a ser analisada no acidente com o avião turboélice.

Pioneiro dos aviões ATR no Brasil, Guardiola voou 15 mil horas nesse modelo de aeronave. Na Voepass, antiga Passaredo, atuou durante um mês. “A empresa colocava a segurança em segundo ou terceiro plano, visava mais o lucro”, afirmou o comandante aposentado.

“A gente tinha um avião que apelidava de Maria da Fé, pra você ter ideia. Porque só voava pela fé. Porque não tinha explicação de como o avião daquele estava voando”, disse.

 

Avião ATR-72 da Voepass, antiga Passaredo Linhas Aéreas, em Ribeirão Preto, SP — Foto: Divulgação

Avião ATR-72 da Voepass, antiga Passaredo Linhas Aéreas, em Ribeirão Preto, SP — Foto: Divulgação

Queda em espiral

A aeronave da Voepass que caiu na sexta (9) voou por 1 hora e 35 minutos sem registrar ocorrências antes de fazer uma curva brusca. O avião caiu 4 mil metros em cerca de 1 minuto e explodiu ao atingir o terreno de uma casa em um condomínio residencial.

Ainda não se sabe o que causou o acidente, mas a queda em espiral sugere a ocorrência de um estol, situação em que a aeronave perde a sustentação que lhe permite voar, segundo especialistas.

Nesta segunda-feira (12), o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) finalizou a ação inicial de investigação e remoção de partes da aeronave. Agora, a companhia aérea e a seguradora vão fazer o recolhimento de objetos pessoais das vítimas e entregá-los às famílias.

Destroços de avião em Vinhedo — Foto: Carla Carniel/Reuters

Destroços de avião em Vinhedo — Foto: Carla Carniel/Reuters

Recolhimento de material genético

 

Mais de 40 famílias de vítimas foram acolhidas no Instituto Oscar Freire, em São Paulo. O espaço fica próximo à unidade do IML Central. Os parentes diretos forneceram informações que subsidiaram o trabalho do IML e material biológico. Equipes da Defesa Civil auxiliaram no acolhimento.

Outros 17 familiares de vítimas foram atendidos em Cascavel (PR) e a documentação deles deve chegar neste domingo (11) em Guarulhos, Região Metropolitana de São Paulo, trazidas por dois peritos do Paraná.

O IML Central foi destacado para atendimento exclusivo ao caso. A unidade tem cerca de 40 profissionais entre médicos, equipes de odontologia legal, antropologia e radiologia auxiliando nos trabalhos.

Cinco veículos do IML de São Paulo chegaram ao local do acidente aéreo em Vinhedo (SP) nesta sexta (9) — Foto: Arthur Stabile/g1

Cinco veículos do IML de São Paulo chegaram ao local do acidente aéreo em Vinhedo (SP) nesta sexta (9) — Foto: Arthur Stabile/g1

O que diz a Voepass?

 

Em nota divulgada neste sábado, a Voepass disse que a aeronave estava “aeronavegável, com todos os sistemas requeridos em funcionamento, cumprindo todos os requisitos e exigências estipulados pelas autoridades e legislação setorial vigente”.

"Neste momento, o foco da Voepass é proporcionar acolhimento e conforto às famílias das vítimas, que passam por um momento de dor e pesar. Estamos realizando todos os esforços logísticos e operacionais para que as famílias tenham em nossa equipe um apoio efetivo não só para suas necessidades de transporte, hospedagem, alimentação, mas, principalmente, de consolo e apoio emocional", finalizou.

 

Como era o avião que caiu em Vinhedo — Foto: Arte g1

Como era o avião que caiu em Vinhedo — Foto: Arte g1

Habitantes cobram novamente posicionamento das autoridades por conta dos imóveis que ficam próximos de mineradora

Por Davi Salsa / Sucursal Arapiraca09/08/2024 07h30
Moradores de Craíbas pedem socorro
      Moradores dizem que explosões na mineradora causam os tremores
que vêm ocorrendo na Região Agreste - Foto: Edilson Omena
Moradores de 14 comunidades rurais de Craíbas, no Agreste alagoano, no entorno da Mineração Vale Verde (MVV), localizada no Povoado Serrote da Laje, voltaram a chamar a atenção da sociedade.As famílias cobram novamente um posicionamento das autoridades acerca da situação de mais de 30 imóveis que apresentam, desde o ano de 2022, muitas rachaduras nas paredes e tetos, com o iminente risco de acidentes e desabamento.

Os agricultores e comerciantes decidiram agora colocar uma enorme faixa, às margens da Rodovia AL-486, com a frase: “Craíbas pede socorro!”.

No ano passado, por duas vezes, os moradores bloquearam os dois sentidos da rodovia em protesto contra as rachaduras nas casas.

De acordo com as famílias, as rachaduras foram causadas pela atividade da Mineradora Vale Verde para extração de cobre e ferro na região.

A empresa, por meio de nota, disse que tem a segurança como principal valor, tanto dentro das instalações, quanto nas comunidades vizinhas e na região onde atua, seguindo todos os parâmetros estabelecidos pela lei vigente.

Contudo, os moradores afirmam que as detonações de bombas na mineração causam prejuízos nas moradias, além de prejudicar a saúde dos idosos, crianças e animais.

Em novembro do ano passado, o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) em Alagoas realizaram visita à mineradora e com os moradores em Craíbas, para avaliar os possíveis impactos das operações da mineradora na população local ao longo dos últimos dois anos.

Na época, a procuradora da República, Juliana Câmara, representante do MPF, destacou que a visita não se tratou ainda de uma inspeção judicial, mas uma aproximação entre as instituições da Justiça, do poder público e da população.

 

Moradores de 14 localidades rurais do município de Craíbas, no entorno da Mineração Vale Verde, no Povoado Serrote da Laje, reclamam de rachaduras em suas residências(Foto: Craíbas a Voz do Povo / Cortesia)

 

Estudo de impacto é feito semestralmente, dizem técnicos

Os técnicos da mineradora afirmaram que estudos de impacto de vibração sonora são realizados semestralmente e que as explosões controladas são incapazes de provocar movimentações de terra semelhantes a abalos sísmicos.

Além disso, a DPU ajuizou Ação Civil Pública destacando a necessidade de diagnosticar os reais impactos nas residências e na qualidade de vida dos moradores. A ação ressalta a necessidade de uma atuação conjunta para resolver os problemas enfrentados pela comunidade, e ainda solicitou que a MVV realizasse a compra de equipamentos para a Defesa Civil Municipal de Craíbas e também de Arapiraca.

A Tribuna vem acompanhando todo o caso e apurou que até agora a compra e revitalização das Defesas Civis dos dois municípios não foi efetiva pela empresa
O Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) também acompanha os tremores de terra que vêm ocorrendo no interior de Alagoas, mais precisamente nas cidades de Craíbas, Arapiraca e Feira Grande.

Desde o ano passado que já foram detectados quase 60 abalos, alguns provocados por causas geológicas naturais e outros por ação humana.

Laboratório detectou detonação na região este mês

Conforme boletim publicado pelo LabSis, esta semana, no último dia 1º de agosto os sensores registraram uma detonação às 15h44 e uma magnitude 1.7 na Escala Richter.

A segunda explosão também foi sentida na quarta-feira (7), às 15 horas, pelos equipamentos da UFRN no Rio Grande do Norte, e com uma magnitude 1.6 na Escala Richter.

Um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), do curso de Geografia, no campus de Arapiraca, vem desenvolvendo pesquisas sobre os abalos sísmicos na região há cerca de um ano.

Os estudos apontam ação humana como principal fator para os tremores de terra.

As constantes explosões da Mineradora Vale Verde, em Craíbas, levantaram mais uma polêmica na cidade agrestina.

Em junho, uma casa desabou na Rua Pau Ferro, no Centro da cidade, e assustou os moradores da localidade.

O telhado e a parede do imóvel cederam e caíram sobre um veículo que estava no interior da residência.

Um homem identificado como Francisco Lulu sofreu escoriações e chegou a ser socorrido por vizinhos, mas sem maiores complicações de saúde.

Depois do ocorrido, os comentários na cidade era de que o desabamento do imóvel teria relação com as periódicas explosões.

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