Quem nunca entrou em um cômodo e esqueceu o que foi fazer, mas consegue cantar perfeitamente uma música que não ouvia há anos? Esse contraste, comum no cotidiano, não é uma falha da memória, mas um reflexo direto de como o cérebro organiza as informações
Já tarefas simples, como lembrar por que você foi até a cozinha, dependem da memória de trabalho, um sistema temporário, limitado e altamente sensível a distrações.
A força das lembranças musicais também tem explicação neurológica. Ao contrário de informações comuns, a música ativa diversas regiões do cérebro ao mesmo tempo, incluindo áreas ligadas à linguagem, ao movimento e à emoção. Ritmo, repetição e rima funcionam como atalhos cognitivos, facilitando a memorização e criando padrões previsíveis que o cérebro reconhece com facilidade.
Além disso, há um componente emocional poderoso. Músicas costumam estar associadas a momentos marcantes, como viagem e relacionamento, o que fortalece as conexões neurais. Estruturas como a amígdala e o hipocampo ajudam a transformar essas experiências em memórias duradouras, muitas vezes quase impossíveis de apagar.
Outro fator importante é a repetição. Cada vez que uma música é ouvida ou cantada, as conexões entre os neurônios se reforçam, tornando a lembrança mais automática com o tempo. Por isso, recuperar uma letra antiga exige pouco esforço cognitivo.
Com o passar do tempo, essas diferenças tendem a ficar ainda mais evidentes. Enquanto a memória de trabalho pode se tornar mais suscetível a falhas e interferências, o conhecimento acumulado, como músicas, histórias e habilidades, costuma permanecer estável ou até se fortalecer.
No fim das contas, lembrar músicas antigas com facilidade não é um acaso: é um exemplo de como o cérebro prioriza experiências repetidas, emocionais e bem estruturadas. Já esquecer tarefas simples faz parte do funcionamento normal da mente — e não necessariamente indica problema de memória.
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) prendeu, nessa terça-feira (24), um homem condenado a 32 anos e oito meses de reclusão pelo crime de estupro de vulnerável. O mandado de prisão definitiva foi expedido pela Vara Única da Comarca de Guararema, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), após a condenação transitar em julgado.
O detalhe que chamou a atenção das autoridades foi o local da captura: o foragido foi localizado exatamente no momento em que iniciava seu primeiro dia de expediente em uma granja avícola no município de Teotônio Vilela.
Sob a coordenação do chefe de operações Edno Gusmão, a ação policial interrompeu a tentativa do suspeito de se ocultar no interior alagoano após fugir do seu Estado de origem.
Depois do cumprimento da ordem judicial, o homem foi conduzido à unidade policial para a realização dos procedimentos cabíveis. Ele permanece custodiado e à disposição do Poder Judiciário para o início do cumprimento da pena.
Aceitar um novo emprego ou pedir demissão sem ter outro na manga. Investir dinheiro, comprar uma casa, fazer uma cirurgia, mudar de país. Se essas decisões fazem você sentir angústia, saiba que não está sozinho. Um estudo da Universidade de Zurique, na Suíça, publicado na revista Psychological Science, mapeou as escolhas consideradas mais arriscadas e estressantes da vida moderna
Foram analisadas cinco amostras, somando mais de 4 mil participantes suíços entre 15 e 79 anos, antes e durante a pandemia de Covid-19, iniciada em 2020. O resultado: quase um terço (32%) das decisões estressantes envolvem o trabalho. Aceitar um novo emprego lidera o ranking, seguida por pedir demissão, saber como investir o próprio dinheiro, dirigir, tornar-se autônomo e comprar uma casa. Completam o top 10: fazer uma cirurgia, casar-se, tomar vacina e mudar-se para outro país.
O padrão se manteve ao longo dos anos de pesquisa e entre faixas etárias, mas houve nuances. Com o avanço da idade, aceitar um novo emprego se tornou mais arriscado, enquanto pedir demissão sem garantia de recolocação apareceu com menos frequência.
Já no quesito gênero, entre mulheres, decisões ligadas a formação e casamento aparecem mais; entre homens, cirurgia, viagem e aceitar novas tecnologias ganharam destaque — esse último entre aqueles com mais de 60 anos.
Embora sejam decisões universais, os próprios autores ponderam: como a amostra foi toda de pessoas da Suíça, país de alta estabilidade social e nível de segurança, os resultados não devem ser generalizados para outras culturas. No entanto, os dados trazem um norte para o comportamento contemporâneo.
Por que o trabalho pesa tanto?
No Brasil, 60% dos trabalhadores pensam em pedir demissão com alguma frequência, de acordo com a 3ª edição da pesquisa Engaja S/A, levantamento nacional de engajamento realizado com mais de 5 mil pessoas. Ao longo de 2025, 64% dos entrevistados se candidataram a novas vagas. Um dos motivos é o baixo engajamento dos trabalhadores, motivado por cansaço, desconfiança e sensação de estagnação.
Para o psicólogo Paulo Cesar Porto Martins, doutor em psicologia clínica e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), faz sentido que a carreira seja foco de tanto estresse.
“O trabalho concentra múltiplas fontes de vulnerabilidade ao mesmo tempo: renda, identidade, pertencimento social, rotina diária e sensação de utilidade.” Mudar de emprego vira, portanto, um “risco sistêmico”: pode abalar várias áreas da vida de uma só vez.
Aceitar uma nova vaga mistura três ingredientes “explosivos”: incerteza elevada (não se conhece a cultura da nova organização, as relações com colegas ou a carga de trabalho), possibilidade concreta de perda (renunciar a uma situação de segurança conhecida) e impacto na identidade (“quem serei nesse novo papel?”).
“Grandes decisões identitárias sob incerteza costumam ser vividas como pontos de não retorno, o que aumenta a ativação fisiológica do estresse e favorece pensamentos catastróficos do tipo ‘e se eu estragar minha vida profissional para sempre?’”, explica Martins.
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Já as diferenças entre homens e mulheres quanto ao tipo de decisão percebida como mais arriscada refletem papéis sociais e expectativas culturais que ainda distribuem de forma desigual quem “carrega” certos riscos.
“Em termos clínicos, é comum observar que mulheres trazem mais para a terapia dilemas que envolvem vínculos, cuidado e autodesenvolvimento, enquanto homens falam mais de riscos ligados a desempenho, aventura ou proteção material, não porque o cérebro seja diferente, mas porque nossa sociedade ainda reforça papéis estereotipados, fazendo com que as pessoas aprendam, desde cedo, o que deveriam temer”, analisa o psicólogo.
O que acontece no cérebro
Diante de importantes decisões como as citadas no estudo, o cérebro ativa um modo de sobrevivência. “Quando se está sob pressão, é ligado no cérebro o chamado modo de resposta rápida ao risco. Nesse estado, áreas mais reflexivas perdem espaço para respostas rápidas e intuitivas”, detalha o psiquiatra Daniel Oliva, do Espaço Einstein de Bem-estar e Saúde Mental, do Einstein Hospital Israelita.
Na prática, entra em cena o sistema de luta ou fuga. O neurotransmissor noradrenalina e o cortisol, o hormônio do estresse, disparam. Com isso, o coração acelera, a respiração encurta, o sangue é redirecionado para músculos e cérebro. “Ele vai pressionar por uma decisão, o que pode diminuir a racionalidade e maturidade das medidas tomadas”, adverte Oliva.
No entanto, nem todo mundo reage igual diante de uma decisão arriscada. No lugar de uma reação impulsiva, algumas pessoas travam. “Como não enxergam desfechos bons por falta de clareza sobre as decisões que estão tomando, paralisam diante da situação”, ressalta o psiquiatra.
Mas adiar indefinidamente uma posição também cobra seu preço. À primeira vista, costuma parecer um alívio, mas, no médio prazo, torna-se uma forma de exposição crônica ao estresse. “A mente entra num ciclo de ruminação”, explica Paulo Martins. A pessoa pensa o dia todo, mas não decide. O cérebro mantém o alerta ligado, mas sem resolução. Resultado: ansiedade, fadiga e insônia podem dar as caras.
Áreas como o córtex pré-frontal, responsáveis por planejamento, controle inibitório e avaliação de consequências, acabam não funcionando bem. Se a pessoa permanece em estado de hipervigilância, com sono prejudicado e prejuízo na rotina, é hora de procurar ajuda de um profissional de saúde mental para verificar se o estresse já não se tornou patológico. “O termômetro é o quanto isso afeta o dia a dia e a qualidade de vida”, orienta Daniel Oliva.
Como tornar decisões grandes mais leves
Os especialistas consultados sugerem estratégias práticas:
Decida descansado: após boas noites de sono, o cérebro delibera melhor.
Reduza estimulantes: álcool, excesso de cafeína e outras substâncias aumentam a impulsividade.
Divida-se em microdecisões: antes de “mudar de país”, pesquise custo de vida, simule orçamento, converse com quem já foi.
Escreva cenários realistas: pior caso, melhor caso e o provável. Avalie o que seria tolerável.
Questione pensamentos catastróficos: “Minha vida acabou” raramente é um diagnóstico preciso. Substitua-os por formulações mais realistas, além de práticas de tolerância à incerteza (exposição gradual a pequenas decisões sem checar tudo mil vezes).
Converse com alguém de confiança: não para decidir por você, mas para ampliar perspectivas.
Evite ruminação infinita: estabeleça um prazo para decidir com as informações disponíveis.
Cuide do corpo: atividade física, sono regular e pausas de relaxamento ajudam o organismo a sair do modo de alerta e tornar os pensamentos mais ponderados.
Uma operação policial realizada na madrugada desta quarta-feira (25), em São Luís do Quitunde, no interior de Alagoas, terminou com dois criminosos mortos após confronto com as forças de segurança e uma pessoa presa em flagrante. A ação teve como objetivo o cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão e integra estratégias de combate ao crime organizado na região.
Coordenada pelo Major Gonzaga, a operação teve início às 3h, com base montada na Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), no bairro Benedito Bentes, em Maceió. Cinco dos alvos estavam ligados a investigações da Polícia Civil (PC).
Participaram da ação equipes da 8ª Companhia de Polícia Militar Independente (CPM/I), do Comando de Policiamento da Região Norte da Zona da Mata (CPRN-ZM), do Comando de Missões Especiais (CME) e do setor de Inteligência. O efetivo também contou com reforço de guarnições do Pelopes, envolvendo equipes do 6º, 8º e 14º Batalhões da Polícia Militar, além do 2º BPM.
Durante o cumprimento dos mandados, houve dois confrontos com suspeitos, resultando nas mortes. Um dos casos envolveu equipes do Pelopes do 6º BPM e o outro do Pelopes da 8ª CPM/I.
Além disso, uma pessoa foi presa em flagrante pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo e tráfico de entorpecentes.
Um ataque com drones atingiu, nesta terça-feira (24/3), um tanque de combustível no Aeroporto Internacional do Kuwait, provocando um incêndio, segundo informou a Autoridade de Aviação Civil do país. Não houve registro de vítimas.
De acordo com o órgão, os protocolos de emergência foram acionados imediatamente após o incidente. Equipes de bombeiros foram mobilizadas para conter as chamas, e as informações iniciais apontam apenas danos materiais.
Até o momento, nenhum país reivindicou o ataque.
O porta-voz da autoridade, Abdullah Al-Rajhi, afirmou que “as autoridades competentes implementaram imediatamente os procedimentos de emergência aprovados”.
Este é mais um episódio envolvendo o aeroporto desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, quando foram lançados ataques contra o território iraniano.
O terminal já havia sido alvo de outras ações. Em 8 de março, drones também atingiram tanques de combustível. Já no dia 14, um ataque com “vários drones” atingiu o sistema de radar do aeroporto, sem deixar feridos.
Um dos sobreviventes da queda de um avião militar na Colômbia, que deixou ao menos 68 mortos e 57 feridos, contou que foi pisoteado enquanto tentava escapar da aeronave, segundos antes da explosão.
O soldado Jhony Ortiz conseguiu sair do avião por uma abertura na fuselagem. "Só me lembro de muitos gritos. Vi um buraco por onde consegui sair, mas minha perna ficou presa porque tínhamos muita bagagem. Havia soldados em cima de mim, me pisoteando. Com toda a força que Deus me deu, consegui sair", contou à esposa. O relato foi compartilhado pela companheira do militar, Natalia Micanquer, em entrevista à Blu Radio.
O militar escapou segundos antes da aeronave explodir. Ortiz sofreu diversos ferimentos na cabeça e fraturou o braço, mas está fora de perigo. Ele está internado no Hospital Militar Central, em Bogotá. "Ele me disse que foi um milagre de Deus, porque quando conseguiu sair, o avião explodiu. Ele disse que houve muito barulho e que a aeronave explodiu no momento em que ele saiu", afirmou Natalia.
A mulher explicou que a comunicação com o marido, por enquanto, está limitada devido ao tratamento médico. "Ele simplesmente me disse que está bem, mas não disse mais nada. Seu estado não é grave", disse.
AVIÃO CAIU NA FRONTEIRA COM O PERU E DEIXOU AO MENOS 68 MORTOS
Pelo menos 68 pessoas morreram em um dos acidentes aéreos mais graves da história recente da Colômbia. O avião C-130 Hércules da Força Aérea, adquirido em 2020, caiu na segunda-feira a um quilômetro da pista de decolagem, no município amazônico de Puerto Leguízamo, perto da fronteira com o Peru.
A aeronave transportava 128 ocupantes. O acidente, ainda sob investigação, deixou mais de 50 feridos, além de moradores que se aproximaram para tentar resgatar os sobreviventes e acabaram atingidos por munições militares que explodiram em meio às chamas. As autoridades também reportaram um militar desaparecido.
O ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez, afirmou que a aeronave caiu a cerca de 1,5 km do aeródromo de onde havia partido. Mais cedo, o ministro informou que todos os protocolos de atendimento às vítimas e suas famílias foram acionados, assim como a abertura de uma investigação sobre o acidente.
O presidente Gustavo Petro responsabiliza o seu antecessor Iván Duque (2018-2022) por ter recebido um avião "sucateado". A aeronave foi fabricada em 1983 pelos Estados Unidos. "Por que comprou um avião tão velho? Quem o aconselhou a fazer tamanha bobagem?", escreveu na rede social X, e afirmou ter solicitado há um ano a substituição dos Hércules.
O Ministério da Defesa descartou um ataque das guerrilhas que operam no território tomado por cultivos de coca. Jhon Molina, governador do departamento de Putumayo, onde ocorreu o acidente, denunciou à Blu Radio que o aeroporto "tem várias dificuldades" e "precisa de mais investimentos".
Só é possível chegar ao local do acidente de avião ou barco, em um trajeto de cerca de cinco horas a partir da capital, Puerto Asís. O apoio dos moradores no resgate foi fundamental para que o número de mortos não fosse ainda maior, disse Molina.
Imagens de correntes humanas jogando água e de moradores levando feridos em motocicletas viralizaram nas redes sociais. Os corpos dos mortos serão levados para análises periciais em Bogotá, anunciou o Instituto Nacional de Medicina Legal.
Os aviões Hercules C-130 foram lançados pela primeira vez na década de 1950. A Colômbia adquiriu seus primeiros modelos no final da década de 1960. Mais recentemente, o país modernizou alguns C-130 mais antigos com modelos mais novos enviados pelos EUA, de acordo com uma lei que permite a transferência de equipamentos militares usados ou excedentes.
Os detalhes do avião envolvido no acidente não estavam imediatamente disponíveis. No final de fevereiro, outro Hércules C-130 pertencente à Força Aérea Boliviana caiu na populosa cidade de El Alto, por pouco não atingindo um quarteirão residencial. Mais de 20 pessoas morreram e outras 30 ficaram feridas, e as cédulas de dinheiro da carga do avião se espalharam pela cidade, provocando confrontos entre os moradores e as forças de segurança.
Um homem, de 28 anos, morreu após ser atacado com golpes de objeto cortante durante um show do cantor Natanzinho Lima, no Jardim Aracati, na zona sul de São Paulo, na madrugada de domingo (22).
Testemunhas contaram à Polícia que a vítima, identificada como Higor Burger de Oliveira, que o rapaz teria se envolvido em uma confusão após tentar intervir em uma discussão de um casal.
O rapaz chegou a ser socorrido por terceiros ao Hospital Municipal M’Boi Mirim, mas não resistiu.
Higor foi velado na manhã desta terça-feira (24), no Cemitério Parque dos Ipês, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.
O caso foi registrado como homicídio no 47º Distrito Policial, do Capão Redondo.
A CNN Brasil tentou contato com a assessoria do cantor, que informou que não irá se pronunciar.
O rapper Oruam, que está foragido da Justiça, publicou em suas redes sociais um novo clipe musical. No vídeo, ele faz menções à vida no crime e aparece segurando uma réplica de fuzil, com um colete à prova de balas e de tornozeleira eletrônica.
O artista está foragido desde fevereiro de 2026, após ter a prisão decretada pela Justiça. Ele responde por crimes como tentativa de homicídio qualificado contra policiais civis (ocorrida em julho de 2025), além de resistência, desacato e dano ao patrimônio.
Na música, intitulada “Tiro de Amor”, um trecho da letra diz: “Prometi pra ela que ia fazer tudo diferente. Hoje eu tô na boca de plantão com meu fuzil e vários pentes. Eu saio do crime, você mostra o que tu sente”.
Em fevereiro de 2025, agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) cumpriram dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao artista. O rapper também foi preso em flagrante por abrigar, em sua residência, um foragido da Justiça procurado por envolvimento com organização criminosa, embora tenha alegado inocência.
Operação Red Legacy
No último dia 11, a Operação Contenção Red Legacy, deflagrada pela Polícia Civil do RJ contra a estrutura nacional do Comando Vermelho (CV), teve como alvos familiares de Oruam, incluindo sua mãe, Márcia Gama, que também está foragida, além de outros suspeitos de associação com a organização criminosa.
Segundo investigadores da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), Gama e Landerson, sobrinho do traficante, são apontados como elos de comunicação entre a prisão e as ruas.
Ambos não foram encontrados nos endereços ligados a eles durante o cumprimento dos mandados judiciais. De acordo com a investigação, a mãe do cantor atuaria como intermediária dos interesses do CV fora do sistema prisional.
Belo Horizonte –Após nove dias de buscas intensas na zona rural, o corpo de um homem de 60 anos foi encontrado na tarde desta segunda-feira (23/3) em uma área de mata densa na comunidade de Bom Sucesso, a cerca de 38 km de Januária, no Norte de Minas Gerais.
O desaparecimento foi registrado no dia 16 de março, depois que familiares perceberam que ele havia saído de casa por volta das 20h do dia anterior e não retornou. No local, foi encontrado apenas um par de sandálias abandonado em uma trilha próxima à residência.
Militares do 7º Pelotão do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), de Januária, iniciaram imediatamente as buscas. Durante quase uma semana, as equipes percorreram trilhas, margens de rios, áreas íngremes, pedreiras e trechos de mata fechada. As fortes chuvas dos últimos dias dificultaram o trabalho de busca.
O desfecho veio no oitavo dia. Vaqueiros da região avisaram os bombeiros sobre a presença de urubus voando em uma área de mata fechada conhecida como Entre Pontes. Suspeitando do pior, a equipe seguiu a indicação e, após caminhar cerca de 2,5 km em terreno difícil, localizou o corpo já em avançado estado de decomposição.
A área foi isolada e a Polícia Civil foi acionada para os trabalhos de perícia. Após os procedimentos legais, o corpo foi removido e levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Januária onde será confirmada a causa da morte. O corpo já foi reconhecido pela família.
Uma mulher foi presa em flagrante em Itaipu, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RJ), por policiais civis da 55ª DP (Queimados), por armazenar imagens pornográficas da própria sobrinha e de outras crianças.
Capturada nessa segunda-feira (23/03), ela passou a ser alvo da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) em novembro de 2025, quando os investigadores receberam denúncias de crimes de estupro de vulnerável e de divulgação de imagens com cenas de pornografia envolvendo a própria sobrinha.
Após a comunicação da violência na delegacia, os policiais deram início às investigações para apurar os fatos.
Durante as diligências para cumprir o mandado de busca e apreensão, foram apreendidos três celulares. No entanto, dois aparelhos já haviam sido resetados e estavam com todo o conteúdo apagado.
A partir da análise de um dos celulares, os policiais encontraram pastas ocultas no aparelho com conteúdo pornográfico envolvendo crianças.
Diante dos fatos, a mulher foi autuada em flagrante pelo crime de divulgação de pornografia infantil.
Pesquisadores identificaram uma nova estratégia que pode ajudar a combater certos tipos de câncer de forma mais seletiva. O método utiliza uma versão modificada de um aminoácido comum que parece afetar principalmente células tumorais, sem provocar danos significativos às células saudáveis.
A descoberta foi feita por uma equipe internacional liderada por cientistas das Universidades de Genebra, na Suíça, e de Marburg, na Alemanha.
Em experimentos de laboratório e em testes com camundongos, os pesquisadores observaram que a molécula conseguiu reduzir o crescimento de tumores mamários agressivos. O estudo foi publicado na revista Nature Metabolism em agosto de 2025.
A abordagem chama atenção porque muitos tratamentos contra o câncer agem atacando células que se dividem rapidamente. Esse mecanismo também acaba atingindo tecidos saudáveis, o que explica parte dos efeitos colaterais associados à quimioterapia.
A nova estratégia tenta explorar diferenças metabólicas entre células normais e cancerígenas para tornar o ataque mais específico.
Como funcionam as moléculas espelho
Os cientistas investigaram a cisteína, um aminoácido que contém enxofre e participa de vários processos celulares. Como outros aminoácidos, ela pode existir em duas versões quase idênticas chamadas de formas L e D.
Essas duas versões possuem os mesmos componentes químicos, mas estão organizadas no espaço como imagens espelhadas, semelhantes à relação entre as mãos direita e esquerda. No corpo humano, as proteínas são formadas quase exclusivamente pelas versões L.
Durante os experimentos, os pesquisadores observaram que a forma D da cisteína, conhecida como D-cisteína, conseguiu suprimir o crescimento de algumas células tumorais. A molécula entra nessas células e interfere em processos essenciais para sua sobrevivência, enquanto as células saudáveis praticamente não são afetadas.
Por que as células tumorais são mais vulneráveis?
Os cientistas descobriram que a diferença ocorre porque algumas células cancerígenas possuem um transportador específico na superfície que permite a entrada da D-cisteína.
Depois de entrar na célula, a molécula [D-cisteína] bloqueia uma enzima chamada NFS1, localizada nas mitocôndrias, estruturas responsáveis pela produção de energia celular.
Essa enzima participa da formação de estruturas fundamentais para vários processos biológicos, incluindo respiração celular, produção de DNA e manutenção da integridade genética. Quando a enzima é bloqueada, esses processos deixam de funcionar corretamente.
Como resultado, a respiração celular diminui, o dano ao DNA aumenta e o ciclo celular é interrompido, impedindo que as células cancerígenas continuem se multiplicando.
Resultados em testes com animais
Para avaliar se o efeito também ocorreria em organismos vivos, os pesquisadores testaram a molécula em camundongos com tumores mamários agressivos. Os resultados indicaram uma redução significativa no crescimento dos tumores. Ao mesmo tempo, os animais não apresentaram efeitos colaterais importantes durante o tratamento.
Apesar dos achados promissores, os cientistas ressaltam que a pesquisa ainda está em fase inicial. Antes de qualquer aplicação clínica, será necessário investigar se a D-cisteína pode ser utilizada com segurança em humanos.
O jeito como buscamos e consumimos informação está mudando em ritmo acelerado. Se antes o usuário digitava palavras-chave e navegava por uma lista de links, hoje começa e termina dentro de plataformas de inteligência artificial (IA), como ChatGPT, Google Gemini, Perplexity AI e Microsoft Copilot.
Com a chegada desses novos mecanismos de busca, novas práticas surgem, enquanto outras perdem força. Para as marcas, a pergunta deixou de ser “como aparecer no topo do Google” e passou a ser “como ser mencionada pelas IAs quando o consumidor fizer uma pergunta”.
Nesse cenário, entender essas mudanças é essencial. Especialistas como Lorena Martins, CMO da liveSEO, e Nilton Alvares, fundador da EducaSEO e do SEOCamp, explicam as principais tendências e mudanças e compartilham dicas práticas para empresas que querem continuar relevantes. Confira!
1. Presença multiplataforma
A presença multiplataforma deixou de ser um diferencial e passou a ser essencial. Segundo Lorena Martins, não faz mais sentido concentrar esforços apenas no blog ou no e-commerce. As inteligências artificiais também consideram conteúdos gerados por usuários, como comentários, avaliações e discussões em diferentes plataformas para validar a relevância de uma marca.
Estar presente e bem posicionado em múltiplos canais contribui diretamente para a construção de autoridade, baseada na percepção real das pessoas.
Nilton Alvares reforça que os modelos de linguagem são treinados com dados vindos de diversas fontes, como Google, Reddit, YouTube e TikTok. Por isso, marcas que limitam sua atuação ao Google e não participam de comunidades e redes sociais relevantes tendem a ser menos reconhecidas pelas IAs.
2. Medição de métricas
Com as inteligências artificiais entregando respostas diretas, o caminho até a conversão se torna menos linear. Lorena Martins explica que, muitas vezes, o primeiro contato do usuário com a marca acontece por meio de uma IA, mas a conversão só ocorre dias depois, em outro canal, o que gera lacunas nas métricas tradicionais. Diante disso, a tendência é deixar de olhar apenas para cliques e passar a considerar a presença da marca e seu impacto no negócio como um todo.
Nilton Alvares complementa que, no contexto do GEO (Otimização para Motores Generativos), o foco passa a ser quantas vezes a sua marca é mencionada nas respostas dos modelos de IA quando os usuários fazem perguntas relevantes para o seu setor.
3. A IA como principal fonte de pesquisa
Embora hoje a maioria ainda utilize mecanismos tradicionais como o Google, a tendência é que as plataformas de IA ganhem cada vez mais espaço. Isso acontece principalmente pela praticidade: o usuário faz uma pergunta em linguagem natural e recebe uma resposta direta, organizada e objetiva, sem precisar navegar por diversos links.
Segundo Nilton Alvares, esse novo comportamento encurta a jornada de busca e transforma a lógica de visibilidade. Em vez de disputar apenas posições nos rankings tradicionais, as marcas passam a competir por espaço dentro das respostas geradas pelas IAs.
4. Conteúdo estruturado para máquinas
Produzir conteúdo de qualidade continua sendo fundamental, mas não é mais suficiente. Para que ele seja interpretado e citado por inteligências artificiais, é necessário investir também em organização técnica.
Segundo Nilton, para que a marca seja citada pelos Large Language Models (LLMs), precisa estar estruturada de forma que os modelos consigam lê-la, interpretá-la e atribuí-la com confiança. Isso passa por schema markup, arquitetura de URLs coerente e garantia de que os crawlers das IAs estejam autorizados a indexar o site.
Lorena Martins observa que o mercado, por um tempo, apostou na ideia de que estruturar conteúdos em blocos diretos de problema e solução, os chamados “chunks”, seria o principal fator para ganhar visibilidade. Embora esse formato ajude sistemas baseados em recuperação de informação, ele não garante, sozinho, que a IA vá recomendar uma marca.
5. Cuidado com sites dependentes de JavaScript
A forma como o conteúdo é entregue também influencia diretamente na sua visibilidade. Muitas inteligências artificiais ainda não conseguem interpretar páginas que dependem totalmente de JavaScript, o que pode tornar essas informações invisíveis.
Lorena Martins alerta que, se o conteúdo não estiver acessível de forma direta, é como se ele não existisse para esses sistemas. Nilton Alvares complementa que bots utilizados por IAs, como o GPTBot, não executam JavaScript. Na prática, isso significa que conteúdos carregados exclusivamente dessa forma podem não ser vistos, deixando marcas fora do radar sem que percebam.
6. Sentimento e consistência de marca
A percepção da marca na internet se torna um fator decisivo nesse novo cenário. Segundo Lorena Martins, as inteligências artificiais analisam o que está sendo dito em diferentes fontes, e não apenas no site oficial.
Quando há inconsistência ou predominância de sentimentos negativos, a marca pode deixar de ser recomendada ou até aparecer de forma desfavorável nas respostas. Por isso, construir uma reputação positiva e manter consistência na comunicação em múltiplos canais é fundamental para garantir visibilidade.
7. Dados proprietários como diferencial
Em um ambiente onde grande parte dos conteúdos tende à similaridade, os dados exclusivos ganham ainda mais valor. Segundo Nilton Alvares, pesquisas próprias, relatórios e índices setoriais são altamente valorizados pelas inteligências artificiais justamente por serem únicos.
Além de fortalecer a autoridade da marca, esse tipo de conteúdo contribui para aumentar sua presença nas respostas geradas pelas IAs e cria uma vantagem competitiva difícil de ser replicada.
8. SEO e GEO caminham juntos
Por fim, o Search Engine Optimization (SEO) continua sendo parte fundamental da estratégia, mas agora em evolução. Segundo Nilton Alvares, o Generative Engine Optimization (GEO) não substitui o SEO, e sim se apoia nele.
Elementos como autoridade de domínio, qualidade técnica e conteúdo estruturado seguem sendo essenciais. A diferença está nas novas camadas do GEO, como o monitoramento de prompts, a análise de presença nas respostas das IAs e a produção de conteúdos preparados para leitura por modelos de linguagem.
O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas permanece internado no hospital DF Star, em Brasília, onde trata um quadro de pneumonia bacteriana bilateral.
De acordo com boletim médico divulgado nesta terça-feira (24), a infecção foi causada por um episódio de broncoaspiração. Com a melhora clínica, Bolsonaro recebeu alta da UTI no dia anterior.
Atualmente, o ex-presidente segue em tratamento com antibióticos intravenosos, além de suporte clínico e sessões de fisioterapia respiratória e motora. Ainda não há previsão de alta hospitalar.
O documento é assinado pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini; pelos cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado; pelo coordenador da UTI Geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior; e pelo diretor-geral do hospital, Allisson B. Barcelos Borges.
Prisão domiciliar
A Procuradoria-Geral da República se manifestou, nesta segunda-feira (23), a favor da concessão de prisão domiciliarao ex-presidente Jair Bolsonaro. A recomendação ocorre após Bolsonaro ser internado, no último dia 13.
“Ao ver da Procuradoria-Geral da República, está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”, diz o procurador-geral da República, Paulo Gonet, em parecer enviado ao STF.
O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses, por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados, e estava detido na Papudinha, prédio no Complexo Penitenciário da Papuda.
Na última sexta-feira, ele passou mal e foi levado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital DF Star, com febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
O espetáculo que retrata a maior história de amor da humanidade está de volta a Palmeira dos Índios. A tradicional encenação da Paixão de Cristo será realizada na Semana Santa, nos dias 2, 3 e 4 de abril, na Serra do Goiti, no entorno do Cristo Redentor, e reunirá fé, cultura e emoção em um dos eventos mais aguardados do calendário local.
Com o tema “Jesus Rei dos Judeus: Paixão e Ressurreição”, a apresentação promete levar ao público uma reflexão profunda sobre os últimos momentos de Jesus Cristo, desde a condenação até a ressurreição, e reforçará a mensagem de esperança e renovação.
A montagem ficará por conta da Companhia Humanacena Produções e Eventos Artísticos, que foi selecionada por meio de edital, que vai garantir qualidade artística e valorização da produção cultural. A Prefeitura de Palmeira dos Índios apoia culturalmente o evento.
Além de fortalecer a religiosidade, o evento também deverá movimentar a economia local, atrai visitantes e impulsionar o comércio da região durante os dias de apresentação. Na Serra, onde já existem os Santuários Cristo Redentor e Mãe do Amparo, também está sendo implantado o Caminho Sagrado da Fé, com as estações da Via Sacra. Até agosto, mês da Emancipação Política da cidade, a obra estará concluída.
A prefeita Tia Júlia destacou a importância do evento para o município, tanto no aspecto cultural quanto religioso. “A Paixão de Cristo é um momento muito especial para a nossa cidade, pois une fé, tradição e cultura. O nosso compromisso é incentivar iniciativas que valorizem os artistas locais e fortaleçam a identidade do nosso povo. Convidamos toda a população e visitantes para prestigiar esse espetáculo que emociona e renova a esperança”, afirmou a prefeita.
Você pode não sentir nada. Nenhuma dor, nenhum sintoma evidente. Ainda assim, o seu coração pode estar sendo afetado. O consumo regular de cerveja está associado a uma série de alterações silenciosas no sistema cardiovascular — mudanças que evoluem de forma discreta e só costumam aparecer quando o quadro já está mais avançado.
Segundo o cardiologista João Poeys Júnior, do Hospital DF Star, o principal risco está justamente na ausência de sinais iniciais.
“O efeito direto do álcool no coração aumenta o risco de arritmias, que podem ser assintomáticas, e da dilatação do coração, que normalmente só manifesta sintomas em estágio avançado.”
Essa progressão silenciosa é o que torna o problema ainda mais perigoso. Muitas pessoas seguem consumindo a bebida sem perceber que o organismo já está sob impacto.
Além das alterações estruturais no coração, o álcool interfere em diversos marcadores metabólicos ligados ao risco cardiovascular. O aumento dos triglicerídeos e do HDL-colesterol impactam na elevação da pressão arterial e esteatose hepática, fatores esses que favorecem o surgimento de placas de gordura nas artérias do coração
Um dos pontos que mais chama atenção hoje na comunidade médica é a revisão do conceito de consumo “seguro”. A ideia de que pequenas quantidades poderiam proteger o coração vem sendo cada vez mais contestada.
Segundo o cardiologista, não há evidências robustas para determinar um nível seguro de consumo de cerveja ou de qualquer outra bebida alcoólica. Com o uso frequente — especialmente em maior volume — o corpo passa a ativar mecanismos que elevam ainda mais o risco, mesmo que o paciente não perceba.
“O consumo crônico e elevado de cerveja pode ativar sistemas como o nervoso simpático e o sistema renina-angiotensina-aldosterona, elevando a pressão arterial.”
Essas alterações vêm acompanhadas de outros efeitos que contribuem para a sobrecarga do sistema cardiovascular. Como a retenção de sódio e água, a disfunção endotelial e o ganho de peso. Outro fator que pode enganar é a interpretação de exames e sinais momentâneos do corpo. Em alguns casos, o consumo de cerveja pode dar a falsa impressão de benefício.
“O consumo crônico de cerveja, mesmo em doses baixas ou moderadas, pode aumentar o HDL-colesterol e gerar uma falsa impressão de efeito cardioprotetor”, explica João Poeys. Essa percepção equivocada pode atrasar mudanças de hábito e mascarar riscos reais. Durante o consumo, também pode ocorrer queda de pressão, o que passa uma sensação momentânea de benefício.
Na prática, porém, o efeito é oposto no longo prazo, principalmente em relação ao ritmo cardíaco. Ainda segundo o cardiologista, a cerveja aumenta o risco de arritmias cardíacas, principalmente a fibrilação atrial, responsável por cerca de 25% dos casos de AVC isquêmicos.
Com o tempo, esse conjunto de alterações silenciosas tende a se somar a outros fatores de risco comuns no dia a dia. “Muitos desses pacientes são sedentários e têm obesidade visceral, aumentando o risco de alterações no colesterol, glicose e gordura no fígado.”
Uma molécula presente naturalmente nas células do corpo pode desempenhar um papel importante no envelhecimento e na prevenção de doenças neurodegenerativas. É o que sugere a revisão científica publicada na revista Nature Aging em setembro de 2025, que reúne pesquisas recentes sobre a nicotinamida adenina dinucleotídeo, conhecida como NAD+.
O trabalho foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Oslo, do Hospital Universitário de Akershus, na Noruega, e de outras instituições internacionais. O artigo reúne contribuições de mais de 25 cientistas que investigam como essa molécula influencia processos ligados ao envelhecimento e à saúde celular.
O NAD+ participa de funções essenciais do organismo, como a produção de energia nas células, o reparo do DNA e a manutenção do funcionamento celular. Com o passar dos anos, porém, os níveis dessa substância diminuem no corpo, o que tem sido associado a alterações como perda de força muscular, problemas de memória e maior risco de doenças relacionadas à idade.
Segundo os pesquisadores, compreender melhor como o NAD+ funciona pode ajudar no desenvolvimento de estratégias voltadas para um envelhecimento mais saudável.
O papel do NAD+ no organismo
A revisão analisou resultados de estudos laboratoriais e ensaios clínicos que investigam formas de aumentar os níveis dessa molécula no organismo. Uma das abordagens envolve compostos derivados de vitaminas que atuam como precursores do NAD+, como o ribosídeo de nicotinamida e o mononucleotídeo de nicotinamida.
Resultados iniciais desses estudos apontam possíveis benefícios em aspectos como memória, mobilidade física e saúde metabólica. Ainda assim, os pesquisadores destacam que esses achados precisam ser confirmados em pesquisas maiores e com acompanhamento mais prolongado.
Um dos desafios, segundo os cientistas, é compreender qual seria a dose adequada dessas substâncias e como diferentes pessoas podem responder a esse tipo de intervenção.
Interesse crescente e desafios científicos
O interesse científico em torno do NAD+ tem aumentado nos últimos anos, impulsionado tanto por pesquisas acadêmicas quanto pelo crescimento do mercado de suplementos voltados ao envelhecimento saudável.
Ensaios clínicos estão em andamento em diferentes países para investigar o efeito de compostos que elevam os níveis dessa molécula no organismo. Ao mesmo tempo, especialistas alertam que ainda há muitas dúvidas sobre a eficácia dessas estratégias e sobre como os resultados observados em estudos com animais se aplicam aos seres humanos.
Para os autores, avançar nesse campo depende de estudos clínicos mais robustos e de colaboração entre centros de pesquisa ao redor do mundo. Esse esforço pode ajudar a esclarecer se o aumento dos níveis de NAD+ realmente pode contribuir para prevenir ou retardar doenças relacionadas ao envelhecimento, como Alzheimer e Parkinson.