Nova edição do Anuário Abrelivros traz os números do maior programa de distribuição de livros didáticos e conteúdos educacionais
A Associação Brasileira de Livros e Conteúdos Educacionais (Abrelivros), que reúne as principais editoras de livros escolares do país, apresenta a edição de 2024 do seu Anuário com o tema “O desafio da leitura”. Nesta terceira edição, a publicação traz a leitura como tema principal e ressalta a importância do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), incluindo, com maior destaque, dados sobre a distribuição de obras literárias pelo programa.
"A leitura é essencial para a construção do conhecimento, e a sua ausência provoca impactos profundos, inclusive na população adulta. Não se trata apenas de assegurar a alfabetização na idade adequada; é urgente desenvolver capacidades de leitura avançadas, que sejam capazes de enfrentar os complexos desafios da era da desinformação e das fake news. Ao oferecer informações detalhadas, análises criteriosas e dados sobre o setor de conteúdos escolares, o Anuário busca se consolidar como uma ferramenta estratégica de comunicação com todas as esferas de governo e a sociedade civil, reforçando a importância do livro escolar na formação educacional de qualidade no Brasil", afirma Ângelo Xavier, presidente da Abrelivros.
Disponível também na versão digital e em braile, o volume destaca o PNLD como uma iniciativa consolidada há mais de oito décadas e responsável pela distribuição de mais de 1,4 bilhão de livros didáticos às escolas públicas do Brasil somente nos últimos dez anos. Em 2023, foram distribuídos 102,5 milhões de exemplares. As informações completas podem ser acessadas no site da Abrelivros. Anuário Abrelivros 2024
Nesta edição, o Anuário explica o ciclo de atendimento do PNLD, organizado em quatro anos, e que abrange todas as etapas do ensino básico: Educação Infantil, Anos Iniciais e Finais do Ensino Fundamental, e Ensino Médio. Em 2023, os estudantes da Educação Infantil no Brasil receberam um total de 2,4 milhões de obras, os Anos Iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) receberam 74 milhões de livros, os Anos Finais (6º ao 9º ano) receberam 12,9 milhões de exemplares, e do Ensino Médio foram contemplados com 13 milhões de exemplares.
Com 104 páginas, o volume deste ano inclui infográficos, entrevistas com educadores, pesquisadores, além de apresentar os indicadores mais recentes da educação. Números por estado
O Anuário também apresenta os números do PNLD em todas as 27 unidades federativas, permitindo uma visão geral do cenário estadual e a comparação com os números nacionais. Em 2023, o estado de Alagoas foi contemplado pelo PNLD com a distribuição de 1,92 milhão de livros didáticos, beneficiando aproximadamente 537 mil alunos em suas redes de ensino. O PNLD Literário promoveu a entrega de 438 mil exemplares, incentivando a leitura e ampliando o acesso à literatura nas escolas. PNLD Literário
"Com a inserção de dados do PNLD Literário no Anuário, assim como a homenagem ao tema ‘Leitura’ nesta edição, queremos levar informação sobre essa área tão significativa para a sociedade, além de estimular a participação de mais players no programa. Desde 2017, o PNLD ampliou seu escopo para incluir a literatura, integrando o Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE). Embora o PNLD 2021 tenha alcançado 580 obras diferentes de 316 editoras, ainda há muito espaço para crescer e diversificar", complementa Ângelo Xavier.
O Anuário destaca que o ano de 2023 foi marcado pela entrega de livros de literatura direcionados a estudantes e professores do Ensino Médio, no âmbito do PNLD 2021, assim como pela reposição de obras utilizadas nos Anos Finais do Ensino Fundamental, como parte do PNLD Literário 2020. No total no Brasil, foram entregues 28,5 milhões de exemplares, sendo 9,9 milhões para os Anos Finais do Ensino Fundamental e 18,5 milhões para o Ensino Médio. Metodologia
Todas as informações relativas ao Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) do Anuário Abrelivros foram geradas e fornecidas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), gestor do PNLD. Para os números referentes à Educação, esta edição do Anuário Abrelivros utiliza dados de fontes primárias, como o MEC/Inep, FNDE/PNLD e IBGE, com a elaboração estatística realizada pelo QEdu/Iede e pela Assessoria de Pesquisa e Avaliação da Fundação Roberto Marinho.
Nesta edição, a maior parte dos números são de 2023. No entanto, os dados referentes à aprendizagem dos estudantes brasileiros são de 2021, pois a aplicação das provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) ocorre em anos ímpares. Sobre a Abrelivros
A Abrelivros é uma entidade civil sem fins lucrativos que reúne as principais editoras de livros escolares. Para comemorar seus 30 anos, ganhou novo nome (Associação Brasileira de Livros e Conteúdos Educacionais), lançou o Anuário 2022, nova logomarca, newsletter voltada a educadores, setor livreiro e gestores públicos e, ainda, reformulou o site oficial (abrelivros.org.br). A instituição tem como objetivos colaborar para aprimorar políticas no país nas áreas de educação, cultura, formação do educador, incentivo à leitura e à qualidade do livro. Por isso, defende a imunidade tributária do livro, prevista nas Constituições do Brasil desde 1946.
O novo programa busca reverter o desmonte da Rede Cegonha e enfrentar o aumento de mortes maternas no estado
Garantia de um cuidado integral à gestante para reduzir a mortalidade materna e de bebês. Esse é o objetivo da Rede Alyne, novo programa do Governo Federal, que reestrutura a antiga Rede Cegonha na rede pública de saúde. Com a meta de reduzir a mortalidade materna em 25% até 2027, o novo modelo homenageia Alyne Pimentel, que morreu grávida de seis meses por desassistência no município de Belford Roxo (RJ) em 2002. O Brasil é o primeiro caso no mundo de uma condenação em corte internacional por morte materna evitável, reconhecida como violação de direitos humanos das mulheres a uma maternidade segura.
Antes mesmo da condenação, em 2011, foi lançada a Rede Cegonha, que ampliou o cuidado às mulheres durante a gestação e o parto, com importantes resultados, que foram descontinuados nos últimos anos. A mortalidade materna é um indicador crítico que reflete a qualidade da assistência e o acesso aos serviços de saúde. O desmonte da rede dificultou o acesso e elevou estes índices. Em termos absolutos, o número de mortes maternas subiu para 3.030 em 2021, durante a pandemia de Covid-19, o que representa um crescimento de 74% em relação a 2014, quando foram registradas 1.739 mortes, conforme dados da Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde (IVIS). Em Alagoas, a quantidade de óbitos continuou 54 em ambos os anos.
Nesse cenário, o Ministério da Saúde agora firma um compromisso de fortalecer a rede para enfrentar desafios históricos na assistência à gestante e ao bebê, principalmente entre a população em situação de maior vulnerabilidade social. Entre as inovações da Rede Alyne, está a necessidade de um plano integrado entre a maternidade e a Saúde da Família – com qualificação das equipes de Saúde da Família, na principal porta de entrada do SUS – e, de forma inédita, a ampliação do Complexo Regulatório do SUS com equipe especializada em obstetrícia. Dessa forma, o Ministério da Saúde integra a rede de saúde para acabar com a peregrinação da gestante, como aconteceu com Alyne, garantindo vagas para atendimento, com prioridade para a mulher que precisa de suporte no deslocamento para a maternidade.
Na cerimônia de lançamento do programa, nesta quinta (12), em Belford Roxo, a ministra Nísia Trindade destacou que a rede de saúde estará mais fortalecida para brecar as mortes maternas e garantir o nascimento de bebês saudáveis. “Vamos trabalhar com toda a rede de saúde, com estados e municípios. Será firmado um pacto no Conselho da Federação, junto ao Governo Federal, para que essa agenda seja de todo o Brasil”, disse. “O mais importante agora para nós é que lutemos, juntos, para que não haja mais mortes maternas por causas evitáveis”, acrescentou Nísia.
Já o presidente Lula, que prestigiou o evento ao lado da primeira-dama Janja, celebrou a criação de mais uma iniciativa em defesa da mulher brasileira. “Esse programa foi criado para que a mulher seja atendida com decência e faça todos os exames necessários. Quero parabenizar a Nísia pelo aperfeiçoamento do tratamento das mulheres desse país”, pontuou.
Redução da inequidade racial
A taxa de mortalidade entre mães pretas também aumentou consideravelmente. Em 2022, a razão de mortalidade materna, que representa o número de óbitos a cada 100 mil nascidos vivos, foi o dobro em relação ao número geral. Em mulheres pretas, foi de 110,6. No Brasil todo, 57,7.
É por este motivo que o Governo Federal também busca reduzir as mortes das mulheres pretas em 50% até 2027. O Brasil quer atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) até 2030, com a marca de 30 óbitos por 100 mil nascidos vivos.
Mais recursos e integração da rede para o fim da peregrinação da gestante
Para além das metas, a Rede Alyne configura uma estratégia com ações concretas de mudança do cenário do atendimento em saúde para as gestantes brasileiras. Para essa execução, em 2024, o Ministério da Saúde vai investir R$ 400 milhões na rede. Em 2025, esse número chegará a R$ 1 bilhão.
Haverá um novo modelo de financiamento com a distribuição mais equitativa dos recursos para reduzir desigualdade regionais e raciais. O financiamento será por nascido vivo, por local de residência e município do atendimento.
O Ministério da Saúde vai triplicar o repasse para estados e municípios realizarem exames pré-natal: de R$55 para R$144 por gestante. Novos exames serão incorporados na rede, além dos já contemplados na Rede Cegonha. O pré-natal passará a ter testes rápidos para HTLV, hepatite B e hepatite C.
A expansão do orçamento também chega à atenção de média e alta complexidade para a estruturação de equipes especializadas em atendimento materno e infantil, com cobertura 24 horas, 7 dias da semana no Complexo Regulador do SUS. A Rede Alyne traz um novo financiamento, para o fim da peregrinação, com custeio mensal de R$ 50,5 mil para ambulâncias destinadas à transferência de gestantes e recém-nascidos graves. Isso vai contribuir para a diminuição dos atrasos de deslocamento em momentos críticos.
Novo PAC Saúde para expansão da rede de assistência
Por meio doNovo PAC Saúde também serão construídas 36 novas maternidades e 30 novos Centros de Parto Normal, totalizando R$ 4,85 bilhões de investimento na etapa de seleções, com prioridade para as regiões com piores índices de mortalidade materna. Mais de 30 milhões de mulheres serão diretamente beneficiadas.
O Ministério da Saúde busca mais do que evitar desfechos trágicos. A ideia é promover experiências de cuidado integral para gestantes, puérperas e bebês, com serviços que promovam segurança, acolhimento, humanização e o fim da espera por atendimentos obstetrícios de urgência.
Autossuficiência da rede de bancos de leite
A rede de bancos de leite do Brasil, que já é referência internacional, terá um sistema de incentivo ao aleitamento materno ainda mais completo. O Ministério da Saúde vai investir R$ 41,9 milhões ao ano em um novo repasse para aumentar a disponibilização de leite materno nas unidades neonatais, além de um valor adicional para os bancos de leite que alcançarem autossuficiência, atendendo a demanda das unidades neonatais de referência.
A Rede Alyne vai incentivar, ainda, o uso do método Canguru – cujas evidências científicas comprovam impacto positivo em desfechos, como infecção, amamentação e mortalidade – com aumento de valor para Unidades de Cuidado Neonatal Canguru (UCINca) em 240%.
Para integrar os dados das gestantes, está previsto, ainda em 2024, o lançamento de uma versão eletrônica da Caderneta da Gestante por meio do aplicativo “Meu SUS Digital”. Além de orientar com mais agilidade os profissionais de saúde, a ferramenta também terá conteúdos informativos e demais funções que evitem a ida das gestantes às maternidades ou Unidades Básicas de Saúde (UBS) sem necessidade.
Rede social introduz nova função para adolescentes com limites em mensagens diretas e notificações noturnas. Brasil terá acesso apenas em janeiro, mas mudança nos EUA começa este ano.
Instagram lança 'Conta de Adolescente' para que pais possam monitorar contas de seus filhos — Foto: Divulgação/Meta
O Instagram anunciou nesta terça-feira (17) uma série de novos recursos que permitem aos pais acompanhar como seus filhos utilizam a rede social, além de limitar o acesso a algumas informações.
Em breve, menores de 16 anos precisarão da autorização dos pais para alterar as configurações de suas contas. Atualmente, o Instagram permite que pessoas a partir dos 13 anos criem uma conta na plataforma.
Com a novidade, chamada "Conta de Adolescente", os pais poderão limitar quem pode entrar em contato com o adolescente e os conteúdos que ele pode visualizar na rede.
A Meta, dona do Instagram, informou que os recursos estarão disponíveis na América Latina, incluindo o Brasil, apenas em janeiro de 2025.
Usuários nos EUA, Canadá, Reino Unido e Austrália terão acesso dentro de 60 dias. "A expectativa é que a implementação na União Europeia ocorra ainda este ano", afirmou a empresa.
➡️ O que muda com o "Conta de Adolescente"?
Contas privadas: o adolescente pode aceitar novos seguidores normalmente, mas pessoas que não o seguem ficarão impossibilitadas de interagir com ele.
Restrições de mensagens: somente as pessoas que seguem o adolescente ou que já estavam conectadas com ele podem enviar mensagens diretas (DM).
Limite de tempo de uso: diariamente, os adolescentes receberão uma notificação pedindo para saírem do Instagram após 60 minutos de uso.
Modo noturno: entre 22h e 7h, esse recurso será ativado, silenciando as notificações. Quem tentar contatá-los durante esse período será notificado de que o adolescente não poderá visualizar a mensagem naquele momento.
Limitação de conteúdo sensível: a "Conta de Adolescente" limita automaticamente a exibição de conteúdos sensíveis, como vídeos de brigas e procedimentos estéticos.
Marcação e menções: adolescentes menores de 16 anos só podem ser marcados ou mencionados em publicações por pessoas que os seguem.
Todas essas funções serão administradas remotamente, usando a conta dos responsáveis. Ou seja, não será necessário usar o telefone do próprio adolescente para fazer a configuração, explicou a Meta do g1.
Segundo a empresa, "uma vez que a supervisão estiver estabelecida, os pais poderão aprovar e negar as solicitações dos seus filhos adolescentes para alterar as configurações ou permitir que eles próprios gerenciem as suas configurações".
A Meta admite que menores podem mentir sobre sua idade ao criar uma conta no Instagram. Por isso, está implementando recursos para que os adolescentes confirmem sua verdadeira idade.
A companhia também disse estar desenvolvendo tecnologias para identificar contas de menores que utilizaram datas de nascimento de adultos.
'Conta de Adolescente' será lançado no Brasil apenas em janeiro — Foto: Divulgação/Instagram
O Banco do Brasil, em parceria com o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Memp), lançou nesta segunda-feira (16) o Cartão MEI, direcionado exclusivamente a microempreendedores individuais (MEIs).
Entre as vantagens, está a oferta de anuidade zero e parcelamento de compras. O cartão funcionará na modalidade débito e crédito, possui um QR Code acesso aos dados e serviços no Portal do Empreendedor, acesso a uma plataforma de engajamento e capacitação.
"Esses empreendedores são responsáveis hoje por 70% dos empregos gerados no ano passado e neste ano", destacou o ministro Márcio França, do Memp, durante evento de lançamento do novo cartão, em Brasília.
Há cerca 15,7 milhões de MEIs ativos no Brasil atualmente. De acordo com o ministro, o Cartão MEI também dará dignidade aos microempreendedores, pois será uma forma de identificação de seu registro e atuação regularizada, especialmente daqueles que vivem do comércio nas ruas. "A pessoa vai ter a chance de mostrar o seu cartão e vai ser reconhecido", exemplificou.
Nas Eleições 2022, forças federais reforçaram a segurança durante o 2º turno em 27 municípios alagoanos.
TREL-AL recebeu pedido de reforço de tropas federais nas Eleições 2024 em nove cidades — Foto: Divulgação/TSE
O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) recebeu até este sábado (14) pedido de reforço de tropas federais para o 1º turno das eleições 2024, no dia 6 de outubro, em nove cidades de Alagoas (veja a lista abaixo). Nas eleições 2022, forças federais foram enviadas para o 2º turno em 27 municípios.
O TRE-AL informou que antes de decidir sobre os pedidos, vai checar com o Governo de Alagoas se as forças policiais estaduais têm condições de garantir a segurança nessas localidades.
Após a resposta do Estado, o relator do pedido de tropas, sempre um desembargador eleitoral, elabora seu voto e apresenta aos demais integrantes do Pleno.
Caso os desembargadores eleitorais decidam que é necessário o reforço federal na segurança das eleições municipais, o TRE encaminha ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que decide sobre os pedidos e define as localidades e o período de emprego das Forças Armadas.
Tânia Rego/Agência Brasil
Mais da metade dos donos de motocicletas no país não tem habilitação para a categoria, é o que mostra uma pesquisa pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
Segundo o estudo, divulgado ontem (9), dos 32,5 milhões de proprietários de motos, motonetas e ciclomotores registrados no Brasil, 17,5 milhões, o que equivale a 53,8% do total, não são têm Carteira Nacional de Habilitação (CNH) válida para conduzir esses veículos.
Segundo a Senatran, os resultados podem ser explicados, entre outros fatores, pelo custo acessível do veículo, pelo crescimento de negócios com veículos compartilhados, pelo aluguel de motocicletas ou motonetas, e pela dificuldade de acesso à CNH por parte da população.
O estudo também destaca a expansão das áreas urbanas, a necessidade de transporte individual em regiões com infraestrutura limitada, como fatores podem explicar o alto número de proprietários sem habilitação.
Os homens representam 80% dos proprietários de motocicletas, com a maioria dos proprietários na faixa etária de 40 a 49 anos, seguida por aqueles de 50 a 59 anos. Entre os que possuem habilitação, a maioria está na faixa etária de 30 a 39 anos.
Frota
Os dados do estudo mostram que atualmente as motocicletas representam 28% do total da frota nacional. A expectativa é de que em seis anos, mantida a tendência atual, esse percentual alcance 30% da frota.
O Maranhão aparece como o estado com maior percentual de motocicletas, com 60% do total da frota de veículos do tipo, seguido pelo Piauí (54,5%), Pará (54,5%), Acre (53,1%) e Rondônia (51,2%).
“A alta proporção aponta para uma predominância em estados do Norte e Nordeste devido a fatores econômicos, geográficos e culturais”, diz o estudo.
Em números absolutos, São Paulo vem em primeiro lugar, com 7 milhões de veículos registrados, seguido por Minas Gerais (3,5 milhões), Bahia (2 milhões), Ceará (1,9 milhão) e Paraná (1,8 milhão).
Segundo o relatório, esses números podem ser justificados pelas grandes populações de tais estados, que contam ainda com uma distribuição mais variada no que diz respeito aos meios de transporte de preferência.
Infrações
O estudo mostra ainda que após uma queda no número de infrações cometidas por motociclistas em razão da pandemia de covid-19, houve um aumento na emissão de multas.
Enquanto em 2020 esse número ficou em aproximadamente 150 mil, em 2023 atingiu mais de 1,3 milhão. Até julho de 2024, já foram emitidos mais de 638 mil autos de infração.
Mais de 80% das multas estão associadas à não utilização ou uso inadequado dos equipamentos de segurança pelos motoristas ou passageiros – como o não uso de capacete, que responde por cerca de 43% delas.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso de capacete é fundamental para proteger os motociclistas e passageiros, podendo reduzir o risco de morte em 37% e de lesões graves na cabeça em cerca de 69%.
Outro dado do estudo está relacionado à participação de motocicletas em acidentes. Os dados revelam que esses veículos respondem a pelo menos 25% dos sinistros e a mais de 30% das fatalidades no trânsito.
“Esses dados reforçam a necessidade de criação e do cumprimento de políticas públicas e estratégias de mobilidade adaptadas para abordar a segurança viária, promovendo um trânsito mais seguro para todos os condutores, especialmente os de motocicletas, motonetas e ciclomotores”, afirma o estudo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona nesta segunda-feira (9) a Lei nº 2.258/22, que visa unificar os concursos públicos federais. A proposta tramitou no Congresso Nacional por duas décadas e teve a votação concluída em agosto.
As novas regras terão um período de transição e serão obrigatórias a partir de 1º de janeiro de 2028, "mas sua aplicação pode ser antecipada por meio de ato que autorizar a abertura de cada concurso público", segundo a Presidência da República.
Provas on line
Uma das novidades é a possibilidade de realização das provas total ou parcialmente à distância pela internet ou plataformas eletrônicas controladas. Essa modalidade só será aplicada desde que haja a garantia da igualdade de acesso a todos os candidatos. O trecho ainda precisa ser regulamentado pelo Executivo.
A norma vale apenas para concursos federais, excluindo as seleções para empresas públicas para magistrados, Ministério Público e de empresas públicas ou de sociedade de economia mista que não dependam de recursos federais para despesas com pessoal e custeio.
A lei diz que os concursos públicos terão por objetivo a seleção isonômica de candidatos por meio da avaliação dos conhecimentos, das habilidades e, nos casos em que couber, das competências necessárias ao desempenho com eficiência das atribuições do cargo ou emprego público, assegurando a promoção da diversidade no setor público.
“Sem prejuízo de outras formas ou etapas de avaliação previstas no edital, o concurso público compreenderá, no mínimo, a avaliação por provas ou provas e títulos, facultada a realização de curso ou programa de formação, desde que justificada ante a natureza das atribuições do cargo e com previsão no edital”, diz a lei.
De acordo com a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, as novas normas visam ainda evitar a judicialização dos concursos.
A legislação estabelece que a abertura de um concurso deverá ser motivada pela evolução do quadro de pessoal nos últimos cinco anos e a estimativa das necessidades futuras em face das metas de desempenho institucional para os próximos cinco anos; denominação e quantidade dos postos a prover, com descrição de suas atribuições; inexistência de concurso público anterior válido para os mesmos postos, com candidato aprovado e não nomeado; adequação do provimento dos postos, em face das necessidades e possibilidades de toda a administração pública; e estimativa do impacto orçamentário-financeiro.
O texto diz ainda que, se houver um concurso anterior ainda válido, com pessoas a serem nomeadas, fica liberada a abertura excepcional de um concurso desde que o número de aprovados ainda a serem nomeados não complete o quadro de pessoal.
Estado e municípios poderão ter suas próprias normas para concursos.
Editais
As provas poderão ser classificatórias, eliminatórias ou classificatórias e eliminatórias, independentemente do tipo ou dos critérios de avaliação. A lei estabelece que a avaliação dos conhecimentos será feita mediante provas escritas, objetivas ou dissertativas, e provas orais, que cubram conteúdos gerais ou específicos; por meio da avaliação de habilidades, com a elaboração de documentos e simulação de tarefas próprias do posto, bem como testes físicos compatíveis com suas atividades; pela avaliação de competências, com avaliação psicológica, exame de higidez mental ou teste psicotécnico, conduzido por profissional habilitado nos termos da regulamentação específica.
O edital deverá indicar de maneira clara, para cada tipo de prova, se a avaliação será de conhecimentos, habilidades ou competências, podendo ter ainda a combinação dessas avaliações em uma mesma prova ou etapa.
A avaliação por títulos terá por base os conhecimentos, habilidades e competências necessários ao desempenho e terá caráter classificatório.
O planejamento e a execução do concurso público poderão ser atribuídos à comissão organizadora interna ao órgão ou entidade; ou órgão ou entidade pública pertencente ao mesmo ente federativo ou, excepcionalmente, a ente diverso, que seja especializado na seleção, na capacitação ou na avaliação de servidores ou empregados públicos.
O texto diz ainda que o edital do concurso público deverá prever, no mínimo, a denominação e a quantidade dos postos a prover, com descrição de suas atribuições e dos conhecimentos, habilidades e competências necessários para as atividades a serem desempenhadas pelo servidor; vencimento inicial, com discriminação das parcelas que o compõem; os percentuais mínimos e máximos de vagas destinadas a pessoas com deficiência ou que se enquadrem nas hipóteses legais de ações afirmativas e de reparação histórica; e as condições para a realização das provas por pessoas em situação especial
A realização de curso ou programa de formação é facultativa, ressalvada disposição diversa em lei específica. Pela lei, o curso ou programa de formação poderá ser de caráter eliminatório, classificatório, ou eliminatório e classificatório. Ele deverá introduzir os candidatos nas atividades do órgão ou ente, avaliando seu desempenho na execução de atribuições ligadas ao posto.
A duração do programa será definida em regulamento ou no edital do concurso, devendo ter o mínimo de um mês e, salvo previsão diversa em lei específica, o máximo de três meses, contados do início efetivo das atividades.
Será considerado reprovado e, consequentemente, eliminado do concurso, o candidato que não formalizar matrícula para o curso de formação dentro do prazo fixado pelo ato de convocação, ou que não cumprir no mínimo 85% de sua carga horária.
O edital também deverá tratar das condições para a realização das provas por pessoas em situação especial; as formas de divulgação dos resultados; a forma e o prazo para interposição de recursos; o prazo de validade do concurso e a possibilidade de prorrogação.
A lista preliminar contém os nomes dos beneficiários, CPF, e a relação anual referente à existência de registros financeiros no período de 1998 a 2006.
A portaria da Seduc ainda convoca os beneficiários ou seus herdeiros interessados a se habilitarem nos casos em que o nome do beneficiário não conste na lista preliminar.
No parágrafo único, destaca que as habilitações e complementações de informações previstas devem ser realizadas junto à Secretaria de Estado da Educação e que é de exclusiva responsabilidade do beneficiário ou seus herdeiros acompanhar todas as publicações relativas ao processo de rateio dos recursos relativos a diferenças do antigo Fundef no site do Diário Oficial do Estado, “não sendo possível alegar desconhecimento em qualquer momento ou instância”.
A Apple apresentou nesta segunda-feira (9) o iPhone 16, nova geração de celulares da empresa. Os modelos serão vendidos no Brasil a partir de 24 de setembro e custarão até R$ 15.499.
Os novos smartphones ganharam um novo botão na lateral para controlar a câmera, além de um processador mais rápido e o Apple Intelligence, conjunto de recursos de inteligência artificial.
A novidade também ajuda usuários a buscarem fotos e vídeos no arquivo a partir de descrições em texto e priorizarem as notificações mais importantes.
O recurso será liberado em outubro em inglês e será levado gradualmente para outros países – a empresa ainda não revelou o prazo para a chegada da novidade em português.
Botão de controle de câmera do IPhone 16 — Foto: Divulgação
iPhone 16
iPhone 16 Pro e iPhone 16 Pro Max — Foto: Apple
O iPhone 16 Pro tem tela de 6,3 polegadas, e o iPhone 16 Pro Max, de 6,9 polegadas, um aumento em relação à geração anterior.
Os iPhones 16 Pro e Pro Max têm duas câmeras de 48 megapixels (principal e ultrawide) e uma telefoto, voltada para capturar uma cena de longe, de 12 megapixels. Elas também conseguem gravar vídeos em 4K em 120 frames por segundo, além de recursos que permitem controlar melhor o áudio em gravações.
Os modelos também ganharam o novo processador A18 Pro, que promete desempenho mais rápido e eficiente.
iPhone 16 Pro Max — Foto: Apple
O iPhone 16 e 16 Plus ganharam o botão de Ação, que oferece um atalho para comandos rápidos e, até então, só estava disponível nos modelos Pro e Pro Max.
Ele tem uma câmera principal de 48 MP, que também pode fazer registro telefoto de 12 MP. A segunda lente (ultrawide), que captura mais detalhes, é de 12 MP.
Os celulares ganharam um novo visual no módulo de câmeras, que são distribuídas verticalmente, e não mais na diagonal. Eles também contam com um novo botão na lateral que permite controlar recursos da câmera.
Os celulares têm melhorias no chip, passando do A16 para o A18. Segundo a Apple, isso permite que o iPhone 16 seja 30% mais rápido que seu antecessor.
iPhone 16 — Foto: Apple
iPhone 16 — Foto: Apple
Preços do iPhone 16 no Brasil
Apple Watch
O primeiro produto anunciado foi o Apple Watch Series 10, que além da versão em alumínio, terá uma opção em titânio. A primeira custará a partir de R$ 5.499, e a segunda, R$ 9.299.
O relógio também conta com a maior tela já feita pela Apple em um relógio. O visor está 30% maior e 40% mais brilhante, enquanto as bordas do dispositivo estão mais arredondadas.
Um novo recurso de saúde usará o acelerômetro do relógio para detectar distúrbios respiratórios e identificar casos de apneia de sono. Se identificar algo, o dispositivo envia uma recomendação para o usuário procurar um médico. O recurso só será oferecido nos países em que a Apple tiver autorização de agências sanitárias.
Segundo a Apple, o novo relógio pode ser carregado até 80% em 30 minutos. O modelo será lançado nas cores preto, rosé e gold.
O Apple Watch Series 10 será lançado nos Estados Unidos em 20 de setembro por US$ 399 (R$ 2.200, na conversão direta) na versão GPS e US$ 499 (R$ 2.800), na versão GPS + Celular. Ainda não há preços nem data de disponibilidade para o Brasil.
A empresa também anunciou uma versão do Apple Watch Ultra 2 com novo acabamento. Ele entra em pré-venda nos Estados Unidos nesta segunda por US$ 799 (R$ 4.500).
Apple Watch Series 10 — Foto: Reprodução/Apple
Apple Watch Series 10 — Foto: Reprodução/Apple
Apple Watch Ultra Series 2 com novo acabamento — Foto: Reprodução/Apple
AirPods
Os fones de ouvido AirPods 4 foram lançados em duas versões: uma padrão e outra com cancelamento de ruído. A primeira versão será lançada por R$ 1.499, e a segunda, por US$ 1.999.
O AirPods Pro 2 também foi anunciado e será vendido no Brasil por R$ 2.599. O AriPods Max ganhou versões em novas cores, é será vendido por R$ 6.590.
AirPods, AirPods com cancelamento de ruído e AirPods Max — Foto: Reprodução/Apple
Com iPhone 16, Apple dá desconto no iPhone 14 e iPhone 15; confira os valoresA Apple reduziu os preços do iPhone 14 e 15 após apresentar a nova geração do smartphone, o iPhone 16, nesta segunda-feira (9).
Confira os valores na terça-feira (3):
iPhone 14 de 120 GB: R$ 5.999.
iPhone 15 de 120 GB: R$ 7.299.
Confira preços atualizados:
iPhone 14 de 120 GB: a partir de R$ 5.799 (cerca de 3% a menos).
iPhone 15 de 120 GB: a partir de R$ 6.499 (quase 11% a menos).
Além disso, com o lançamento do novo modelo, a versão 13 do smartphone não está mais disponível no site da Apple.
Golpistas enviam e-mails se passando pelo órgão oficial para coletar dados pessoais das vítimas
TRE não solicita comprovação de dados pessoais fora das plataformas oficiais. Foto: Reprodução
O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) alertou, nesta quinta-feira (5), sobre um novo golpe contra os mesários que vem ocorrendo em Alagoas. Os golpistas enviam e-mails se passando pelo órgão oficial para coletar dados pessoais dos mesários.
De acordo com o tribunal, os mesários recebem um e-mail informando sobre uma atualização de dados e socilitam, por um link de acesso, informações pessoais das vítimas.
O TRE ressaltou que a Justiça Eleitoral realiza a convocação através de e-mail, Whatsapp ou carta convocatória, mas destacou que não é solicitado comprovação de dados pessoais, como CPF ou nome completo, em nenhum link de acesso fora das plataformas oficiais.
A orientação do TRE é de que a população não responda ou acesse o link. O ideal é que os casos sejam denunciados através do Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou no núcleo de desinformação do seu estado.
Voto é facultativo para os analfabetos, quem tem entre 16 e 18 anos e mais de 70 anos. Para quem tem entre 18 e 70 anos, o voto é obrigatório.
Daqui a um mês, mais de 155,9 milhões de brasileiros vão às urnas em 5.569 municípios do país para eleger novos prefeitos e vereadores. O segundo turno está previsto para o dia 27 de outubro, para municípios com mais de 200 mil eleitores. Com o dia da votação se aproximando, o eleitor já pode tomar algumas medidas para se preparar — por exemplo, baixar o E-Título se ainda não tem, fazer a "colinha" ou consultar seu local de votação.
Veja abaixo informações para o eleitor.
Quem vota?
O voto é facultativo para os analfabetos, quem tem entre 16 e 18 anos e mais de 70 anos. Para quem tem entre 18 e 70 anos, o voto é obrigatório.
Para quem tem o voto facultativo, não há necessidade de justificar a ausência, nem sanção por não comparecer no dia da votação.
Horário da votação
As seções eleitorais funcionam das 8h às 17h, sempre pelo horário de Brasília.
Local de votação
Desde o dia 3 de setembro, já é possível consultar a seção de votação, no e-Título ou na internet, tendo como base as informações mais atualizadas. A ferramenta é importante para quem pediu a transferência temporária do local de votação (saiba aqui quem teve o direito) e para quem fez mudanças no cadastro eleitoral até o dia 8 de maio.
Exigências para votar
Quem comparecer para votar deve estar com o cadastro regular, sem pendências com a Justiça Eleitoral.
Em regra, pode votar o eleitor que estiver com o nome cadastrado na seção eleitoral. O nome deve constar no Caderno de Votação. Mas, se isso não ocorrer, ainda é possível votar, desde que os dados dele estejam no cadastro da urna.
Documentos
Ao chegar na seção eleitoral, o cidadão precisa comprovar a identidade com um documento oficial com foto.
A Justiça Eleitoral aceita os seguintes documentos (em papel ou digitais):
▶️ E-Título (com foto);
▶️ carteira de identidade, identidade social, passaporte ou outro documento de valor legal equivalente, inclusive carteira de categoria profissional reconhecida por lei;
▶️ certificado de reservista;
▶️ carteira de trabalho, e
▶️ carteira nacional de habilitação;
Esses documentos podem ser aceitos mesmo que fora da validade, desde que seja possível comprovar a identidade do eleitor. Não são aceitas a certidão de nascimento e a certidão de casamento como prova de identidade no momento da votação.
Quem perdeu o título pode votar - o documento não é obrigatório. A pessoa pode consultar o local de votação na página do Tribunal Superior Eleitoral, no aplicativo e-Título ou no cartório eleitoral. O importante é levar, no dia da votação, um documento de identificação com foto.
E-título
O aplicativo E-Título pode ser baixados nas lojas virtuais dos smartphones.
O app funciona como a via digital do título de eleitor. Se estiver com foto, pode ser usado como documento de identificação na hora de votar.
Além disso, o aplicativo conta com ferramentas inclusivas para pessoas com deficiência visual, baixa visibilidade ou daltônicas.
O E-título pode ser acessado com o CPF e também oferece os seguintes serviços:
▶️ apresentação de justificativa eleitoral no dia das Eleições e após o pleito;
▶️ consulta ao histórico de justificativas eleitorais;
▶️ consulta ao local de votação;
▶️ emissão de certidão de quitação eleitoral;
▶️ geração do título eleitoral em formato PDF para impressão;
▶️ emissão de declaração de trabalhos eleitorais;
▶️ consulta a débitos com a Justiça Eleitoral;
▶️ pagamento de eventuais débitos eleitorais por Pix ou por meio da emissão de boleto.
'Colinha'
A Justiça Eleitoral aceita, reconhece e estimula a chamada "colinha" - uma anotação, pessoal e individual, dos números dos candidatos em que o eleitor pretende votar.
A "colinha" ajuda o eleitor a não esquecer o candidato da sua preferência. Também agiliza a votação, contribuindo para o fluxo da fila nas seções eleitorais.
No entanto, a "colinha" não pode ser digital, já que celulares não podem ser levados para a cabine de votação, mesmo que desligados.
O recurso tem como objetivo fazer com que o eleitor fique mais familiarizado com as urnas eletrônicas. Criado para as eleições de 2014, o Simulador de Votação conta com um passo a passo, de forma didática, dos procedimentos no momento da escolha dos novos governantes.
Ordem de votação
Na cabine, o eleitor digita primeiro o voto para vereador, com cinco dígitos. Na escolha para a Câmara Municipal, é possível o voto de legenda, ou seja, o voto no partido. Na sequência, é registrado o voto para prefeito, com dois dígitos.
Eleitor no exterior
O eleitor que mora fora do país e está registrado para votar no exterior não participa das eleições deste ano. Para quem está nesta situação, a votação é exigida apenas nas eleições para a presidência da República. Não será necessário justificar a ausência.
Quem mora no exterior, mas está vinculado a uma zona eleitoral no Brasil precisa informar à Justiça Eleitoral porque não compareceu.
Voto em trânsito
Não há voto em trânsito nas eleições municipais. Ou seja, quem vota em uma cidade brasileira, mas não pode comparecer no dia terá de justificar a ausência. A exceção é para quem tem título do Distrito Federal, que não elege prefeitos. O arquipélago de Fernando de Noronha também não elege gestores municipais.
Justificativa
O eleitor que não puder votar em outubro pode apresentar sua justificativa para a Justiça Eleitoral em até 60 dias após a eleição.
Neste caso, cada turno é considerado isoladamente. Ou seja, haverá prazos separados para justificar as ausências do primeiro e segundo turnos. Quem não puder comparecer às urnas nos dois turnos terá de justificar duas vezes.
Para quem faltar ao primeiro turno, a justificativa pode ser feita até o dia 5 de dezembro deste ano. Para os faltosos no segundo turno, o prazo termina em 7 de janeiro de 2025.
Desde 2026, e-commerce quintuplicou em volume negociado
O Observatório do Comércio Eletrônico Nacional, ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), divulgou nessa terça-feira (3) que o comércio eletrônico brasileiro cresceu 4% em relação a 2022 e movimentou ao longo de 2023 o equivalente a US$ 196,1 bilhões. O e-commerce brasileiro mais do que quintuplicou de tamanho em relação ao movimento registrado em 2016, pouco mais de R$ 39 bilhões
São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais, de acordo com o Observatório, concentraram ao longo de 2023 o percentual de 60% dos negócios feitos por meio do comércio eletrônico.
“Isso mostra que nós temos um trabalho árduo a fazer, que é o processo de inclusão digital e de distribuição de renda”, disse o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do Mdic, Uallace Moreira. Para ele, o e-commerce é fundamental para o desenvolvimento nacional.
Perfil de compras
De acordo com o Observatório do Comércio Eletrônico Nacional, baseado em dados extraídos de notas fiscais eletrônicas, fornecidas pela Receita Federal, os smartphones lideram as vendas do e-commerce brasileiro. Em 2023, esse produto movimentou R$ 10,3 bilhões. Em seguida, a compra de livros, brochuras e impressos representou um movimento de R$ 6,4 bilhões; televisores, R$ 5,3 bilhões; refrigeradores e congeladores, R$ 5 bilhões; tablets, R$ 4,4 bilhões e complementos alimentares R$ 3,7 bilhões.
A lista de produtos mais vendidos no e-commerce varia de estado para estado. Em Minas Gerais, por exemplo, os produtos mais vendidos são os calçados; no Espírito Santo, aparelhos de ar-condicionado. Em Santa Catarina e Paraíba, os produtos mais vendidos são refrigeradores e congeladores; em Goiás, o principal produto foram os automóveis, enquanto que o livro foi o produto mais vendido no Distrito Federal.
Adesão ao comércio online
Os dados do Observatório demonstraram significativas diferenças entre as regiões brasileiras. A região Sudeste continuou a dominar o cenário do e-commerce, concentrando a maior parte das vendas online (73,5%); seguida do Sul (15,2%), Nordeste (7%), Centro-oeste (3%) e Norte (1,3%). Já na análise da região de onde foi feita a compra, a Sudeste foi o destino de 55,6% dos negócios fechados, seguido por Sul (16,8%), Nordeste (15,8%), Centro-oeste (8,3%) e Norte (3,3%).
O MDIC e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) desenvolvem o projeto E-commerce.BR para aumentar a adesão de pequenos negócios ao comércio online. A previsão é lançar esse projeto até o fim do ano. A iniciativa pretende melhorar o desempenho financeiro através de soluções inovadoras, sobretudo em regiões onde o comércio eletrônico ainda está tímido. Em termos de fluxo de comércio eletrônico, as transações interestaduais são maiores (62%) do que as que ocorreram dentro do próprio estado (38%).
A empresária, advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra foi presa em uma operação da Polícia Civil de Pernambuco contra uma organização criminosa voltada à prática de lavagem de dinheiro e jogos ilegais. A prisão aconteceu na manhã desta quarta-feira (4), no Recife. A polícia ainda não detalhou como funcionava o esquema criminoso.
A prisão foi confirmada à TV Globo pela Polícia Civil de Pernambuco. De acordo com a corporação, a empresária foi levada para o Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), em Afogados, na Zona Oeste na cidade.
Uma das empresas que entraram na mira da operação é a plataforma de apostas online Esportes da Sorte, que patrocina times de futebol como o Corinthians, Athletico-PR, Bahia, Grêmio, Palmeiras, Ceará, Náutico e Santa Cruz.
Dinheiro e objetos apreendidos na operação em Campina Grande — Foto: Reprodução/TV Paraíba
Segundo a Polícia Civil, as investigações da operação "Integration" foram iniciadas em abril de 2023. Além da prisão de Deolane Bezerra, também foram expedidos outros 18 mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão no Recife, Campina Grande (PB), Barueri (SP), Cascavel (PR), Curitiba e Goiânia.
A Polícia Civil também informou que foi decretado o sequestro de bens como carros de luxo, imóveis, aeronaves e embarcações e bloqueio de ativos financeiros no valor de R$ 2,1 bilhões, mas até o momento, não esclareceu a propriedade de cada bem apreendido. Um carro foi apreendido na mansão de Deolane, em São Paulo.
Também foi determinada a entrega de passaporte, a suspensão do porte de arma de fogo e o cancelamento do registro de arma de fogo de investigados, determinada pela 12ª Vara Criminal da Comarca de Recife.
O advogado Pedro Avelino, que representa o empresário, falou com a TV Globo e informou que Darwin está em viagem a trabalho e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos.
"O que aconteceu hoje foi um cumprimento de um mandado de busca e apreensão. A gente vai se habilitar dentro dessa representação para entender todo o contexto. É importante registrar que a gente já se colocou à disposição da autoridade policial há mais de um ano e meio. Então a gente acha estranho virem medidas tão gravosas como mandado de prisão, mandado de busca e apreensão, quando a gente desde o início da investigação vem cooperando com a polícia", disse o advogado.
As investigações contaram com a colaboração da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), da Diretoria de Operações Integradas e Inteligência (Diopi) da Polícia Civil de Pernambuco, da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senasp) e das polícias civis dos estados de São Paulo, Paraná, Paraíba e Goiás. Ao todo, 170 policiais estão envolvidos na operação.
Por meio de nota, a Esportes da Sorte informou que "ratifica seu compromisso com a verdade, com o jogo responsável e, principalmente, com o cumprimento de todos os seus deveres legais".
"A nossa casa está de portas abertas para apresentar documentos, esclarecer dúvidas e prestar apoio irrestrito a qualquer ação investigatória. Atuamos sempre com muita transparência e lamentamos o fato de, no momento, estarmos às escuras, sem acesso aos autos do inquérito e aos motivos da ação policial. Seguimos à disposição para todo tipo de esclarecimento que seja necessário para elucidar qualquer controvérsia", diz a nota.
"Mais uma vez, venho aqui por minha cara a bater e falar que estamos sendo perseguidas. E que vamos provar a nossa inocência, custe o que custar. Espero que não venham especular e que não me perguntem nada. O que eu tinha para dizer, está dito aqui. E se eu tiver alguma atualização, eu venho falar, porque nós não temos vergonha e nós não devemos nada", disse a irmã.
Joias e dinheiro foram apreendidos em operação que prendeu influenciadora Deolane Bezerra
Influenciadora já foi alvo de outra investigação
Deolane Bezerra nasceu em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata do estado, mas mora na capital paulista desde criança. A influenciadora está em Pernambuco e na última publicação nas redes sociais mostrou a casa dos avós, em Vitória de Santo Antão, onde foi criada.
Na época, sem citar a operação policial, Deolane Bezerra chegou a gravar um vídeo em sua rede social após a busca e apreensão em sua mansão, no qual dizia que haveria mais um "processo" e que nada de ilícito tinha sido encontrado em sua residência. Ela também confirmou que os agentes levaram computadores, celulares e dois veículos.
Como justificativa, a advogada e influencer disse que posou com várias pessoas durante um baile funk e admitiu que tirou foto com cordão. A defesa de Deolane disse que a influenciadora achou que o objeto era uma homenagem à comunidade.
Em suas redes sociais Deolane ostenta uma vida de luxo, com viagens internacionais, carros, e empreendimentos como a própria marca de cosméticos.
Em março de 2024, a influenciadora comemorou a compra de uma casa em Orlando, nos Estados Unidos, que, segundo ela, era o 7º imóvel de propriedade dela. Quatro meses depois, publicou no mesmo perfil a compra da 12ª casa, também em Orlando.
Gusttavo Lima tem avião apreendido em operação contra esquema de lavagem de dinheiro e jogos ilegais que prendeu Deolane Bezerra
Um avião que pertence à empresa do sertanejo Gusttavo Lima foi apreendido pela Polícia Civil de São Paulo na manhã desta quarta-feira (4). A investigação faz parte da Operação Integration, deflagrada em conjunto com as forças policiais de Pernambuco, Paraná, Paraíba e Goiás.
O avião, prefixo PR-TEN, foi recolhido por policiais enquanto passava por uma manutenção no aeroporto de Jundiaí (SP). Conforme a Polícia Civil, a ação mira uma organização criminosa que movimentou R$ 3 bilhões provenientes de jogos ilegais.
Segundo apurado pela TV TEM, uma testemunha ligada ao hangar onde a aeronave estava disse que a Polícia Civil foi ao local e informou à empresa do aeroporto que o avião não poderia sair de lá.
Aeronave foi apreendida no aeroporto de Jundiaí (SP) — Foto: Polícia Civil/Divulgação
Conforme registro na Agência Nacional de Avião Civil (Anac), a aeronave está registrada para a empresa Balada Eventos e Produções LTDA, do cantor. Ainda conforme a Anac, o registro do avião tem "situação normal".
O g1 tenta contato com a assessoria de Gusttavo Lima, porém, até a última atualização desta reportagem não houve retorno.
Mais conhecida como pressão alta, a doença não tem cura e, em 90% dos casos, é herdada dos pais. Outros fatores também podem influenciar, como o fumo, o álcool e a obesidade.
A hipertensão atinge 27,9% da população brasileira, segundo o último levantamento da Vigitel — Foto: Reprodução/Bom Dia Brasil
A hipertensão atinge 27,9% da população brasileira, segundo o último levantamento da da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde.
A doença é caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias e acontece quando os valores são iguais ou ultrapassam os 140/90 mmHg, o famoso 14 por 9.(Abaixo, nesta reportagem, veja tabela que classifica os diferentes valores da pressão arterial)
Mais conhecida como pressão alta, a doença não tem cura e, em 90% dos casos, é herdada dos pais. No entanto, existem fatores de riscos que influenciam nos níveis da pressão arterial, entre eles:
Fumo;
Consumo de bebidas alcoólicas;
Obesidade;
Estresse;
Elevado consumo de sal;
Níveis altos de colesterol;
Falta de atividade física.
Além desses fatores, sabe-se que a incidência da pressão alta é maior na raça negra, em diabéticos, e aumenta com a idade.
Quem recebe o diagnóstico de hipertensão precisa controlar a doença, alerta o cardiologista Flávio Cure, coordenador do Centro de Estudos do Hospital CopaStar. Segundo o médico, que é membro da Sociedade Europeia de Cardiologia, a pressão alta pode causar uma série de risco à saúde, incluindo:
Doenças cardíacas: aumenta o risco de ataque cardíaco e insuficiência cardíaca.
Acidente Vascular Cerebral (AVC): pode causar AVC isquêmico ou hemorrágico.
Danos aos rins: pode levar à doença renal crônica e insuficiência renal.
Problemas oculares: pode causar danos à retina, levando à perda de visão.
Aneurismas: a pressão alta pode enfraquecer as paredes das artérias, levando a aneurismas.
Demência: pode contribuir para a demência vascular.
"O controle da hipertensão é crucial para reduzir esses riscos e manter a saúde a longo prazo. É importante ter acompanhamento médico e seguir um estilo de vida saudável", ressalta Cure.
Medição deu 14 por 9, e agora?
Uma única medição de 140/90 mmHg não é suficiente para caracterizar a hipertensão arterial. O diagnóstico geralmente requer outros fatores, como:
Múltiplas medições: a pressão arterial deve ser medida em mais de uma consulta. Os profissionais de saúde normalmente pedem que a medição seja feita em pelo menos duas visitas diferentes.
Variação natural: a pressão arterial pode variar ao longo do dia devido a fatores como estresse, atividade física e alimentação. Portanto, medidas pontuais podem não refletir a condição real.
Monitoramento em casa: algumas pessoas são instruídas a monitorar a pressão em casa para obter uma média mais realista.
Cure lembra que a única maneira de descobrir se você tem a doença é medindo a pressão. A recomendação é de que a medição seja feita a partir dos três anos de idade, pelo menos uma vez ao ano. A regra não vale para quem tem o diagnóstico da doença: nesse caso, o acompanhamento precisa ser mais frequente.
Classificação da pressão arterial — Foto: Arte/g1
Tem como medir em casa?
Sim e é simples, segundo o cardiologista. Veja o passo a passo:
Escolha o equipamento, de preferência um modelo digital.
É preciso fazer uma pequena preparação: evite cafeína, álcool e exercícios físicos pelo menos 30 minutos antes; descanse cinco minutos antes de medir e certifique-se de que a bexiga esteja vazia.
A posição é importante: sente-se em uma cadeira confortável, com costas apoiadas e pés no chão. Mantenha o braço em que será feita a medição na altura do coração, apoiado em uma superfície plana.
Coloque a braçadeira cerca de 2-3 cm acima da dobra do cotovelo, bem ajustada.
Ligue o aparelho, siga as instruções e tente se manter calmo e imóvel durante a medição.
Anote os resultados junto com a data e hora da medição.
Repita, se necessário. Lembre-se que é recomendado medir a pressão em momentos diferentes do dia e em várias ocasiões para obter uma média mais precisa.
Se você não tem certeza sobre suas leituras ou se elas estão frequentemente fora do normal, é importante consultar o médico.
Não tem cura, mas tem controle
A pressão alta não tem cura, mas é preciso controlar e tratar. Além dos medicamentos disponíveis (que devem ser receitados por um profissional), o paciente precisa adotar um estilo de vida mais saudável. Veja algumas orientações:
Manter o peso adequado, se necessário, mudando hábitos alimentares;
Não abusar do sal, utilizando outros temperos que ressaltam o sabor dos alimentos;
Praticar atividade física regular;
Aproveitar momentos de lazer;
Abandonar o fumo;
Moderar o consumo de álcool;
Evitar alimentos gordurosos;
Controlar o diabetes.
A mãe da menina Maria Katharina participou da reprodução simulada | Foto: Theo Chaves/TNH1
Após a manhã de reprodução simulada, nesta terça-feira (03), solicitada pela Polícia para tentar desvendar o que de fato aconteceu para a morte de Maria Katharina, de 10 anos de idade, encontrada enforcada em um estábulo, a mãe da menina, Maria Virgínia, de 48 anos, fez uma série de acusações ao pai da criança.
Em entrevista ao TNH1, Virgínia emocionou-se e disse que a própria vida foi enterrada junto com a filha.
“Não sei o que foi que aconteceu. Sei que encontrei minha filha morta. Isso me deixa muito atordoada. Estou fazendo perguntas sobre o porquê e não tenho resposta. Eu quero resposta e justiça. Isso não se faz nem com um animal, o que dirá com um ser humano, um anjo da minha vida. Tiraram a minha vida também junto com ela. Enterraram a minha vida junto com ela. Só quero justiça”, disse a mãe.
Virgínia participou do momento, que procurou reproduzir todos os passos da família na cena do crime. O pai de Katharina também esteve no local, o sítio onde a família morava, mas não gravou entrevistas.
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Segundo a mãe, o pai tinha um comportamento agressivo com ela e com os dois filhos. “Ele espancava ela, ele batia nela. No dia [da morte da menina], o filho estava com ele. O menino, no depoimento, falou que ele bateu nela. E ele mentindo, dizendo que não bateu”, afirmou a mãe.
“Até eu apanhava. O pequenininho também levava puxão de orelha, pendurado pela orelha. Ele batia muito nela. Batia nas mãos dela. Chamava coisa feia com ela. Quando ele batia nela, eu entrava no meio, aí apanhávamos nós três”, relatou Virgínia.
Após a menina ter sido encontrada morta, ela pediu a separação e uma medida protetiva contra o marido. “Uma semana antes desse acontecido, ele olhou para mim e disse que queria ficar viúvo. Do nada. Não tínhamos tido problema nenhum naquela semana e, do nada, ele olhou para mim e disse que queria ficar viúvo”, afirmou.
A notícia da morte da filha
Quando perguntada sobre como soube da morte da filha, Virgínia deu seu relato. “Eu estava trabalhando e em momento nenhum ele [o pai da criança] ligou para mim. Quando liguei para ele, perguntando onde ele estava, ele disse que estava chegando na UPA [Unidade de Pronto Atendimento] com o menino acidentado, que tinha levado um corte, e a menina estava em casa. E ele sempre todo frio. O portão estava fechado. Eu sabia que eles estavam em casa e não levei minha chave. Quando cheguei em casa, me deparei com a situação. Pedi socorro, gritei muito e ninguém veio ao meu encontro. Só ele [o pai] que chegou meia hora depois. Ela foi socorrida, mas só que ela já estava morta quando eu a peguei. Ela estava até fria já”, relatou a mãe.
Mudança no comportamento do irmão de Katharina
A mãe contou também à reportagem que o filho mais novo, de 5 anos de idade, levado pelo pai para a UPA por conta de um corte momentos antes do enforcamento de Katharina, está com comportamento muito alterado desde então.
"O menino está muito abalado. Às vezes ele surta do nada, e ele não era assim. Estou levando ele para o psicólogo. Hoje mesmo ele teve um surto. Fui pedir para ele se arrumar para ir à escola, ele disse que não queria ir. Acho que ele estava percebendo alguma coisa e ficou muito agressivo comigo, até minha irmã ajudou a segurá-lo para acalmá-lo, como se estivesse surtando".
De acordo com o depoimento do menino a uma assistente social, o pai deu dois tapas em Katharina quando se deparou com o menino ferido. “Ele disse que o pai deu dois tapas nela. Um do lado do rosto, em que ela rodopiou e tentou se segurar, e deu outro tapa no outro lado", contou a mãe.
"Estou aqui só viva, gente. Não sei nem como estou falando aqui. Só Deus está me dando conforto, porque não estou aguentando mais. Durante esses dois meses, não tenho sossego, todo dia é na polícia, todo dia é fazendo perguntas, todo dia é isso, é aquilo. Chega! Eu quero justiça!", clamou a mãe.
Imagem do local em que a menina foi encontrada morta no sítio da família | Polícia Científica
A reprodução simulada do caso Maria Katharina Simões foi realizada na manhã desta terça-feira, 3, em Palmeira dos Índios, para entender as circunstâncias da morte da menina de apenas 10 anos de idade no Agreste de Alagoas. A criança foi encontrada enforcada no estábulo do sítio da família, no dia 10 de julho deste ano. O exame pericial pode trazer novos indícios sobre as versões apresentadas pelos pais da criança e determinar o que de fato aconteceu naquele dia. No entendimento da Polícia Civil, os indícios apontados na reprodução apontam para suicídio.
"As duas versões [da mãe e do pai] foram reconstituídas. São bem parecidas, tem alguns pontos controversos, mas que não influenciam muito na elucidação dos fatos. Nas duas versões foi constatado que realmente a criança poderia ter amarrado a corda e ter se enforcado. Vamos aguardar o laudo definitivo, mas preliminarmente podemos dizer que foi um suicídio", afirmou Diogo Martins, chefe de operações da Delegacia de Palmeira dos Índios.
Durante quase cinco horas de exame pericial, os cinco peritos criminais analisaram uma série de fatores, incluindo altura, distância, espaço, peso, tempo e percurso. A reprodução simulada utilizou uma pessoa com características físicas semelhantes às da vítima para recriar os últimos momentos de vida da menina.
O repórter Theo Chaves, do TNH1, esteve no sítio e entrevistou também os representantes do Ministério Público do Estado, da Polícia Científica e da Polícia Civil para saber o posicionamento dos órgãos após a reprodução simulada. Veja abaixo o que disseram cada um dos membros.
Ministério Público: "O que temos é um procedimento até então intitulado como suicídio. Mas com essas provas que serão produzidas agora e principalmente com o laudo técnico da perícia criminal, que vai ver a situação fática da situação dele (pai) não bate com a dela (mãe), o horário não bate, a altura e a distância... Com tudo isso, uma prova técnica vai conseguir visualizar quem tem razão ou não. Tudo vai depender como virá a perícia. Não tenho como antecipar, pois tudo vai depender da conclusão da perícia. O MP está no aguardo da conclusão do inquérito em que a prova técnica estará no inquérito", disse o promotor de justiça Luiz Alberto de Holanda.
Polícia Científica: "Nosso intuito aqui na residência da vítima era tão somente constatar o local onde teria ocorrido o fato, coletar algumas possíveis evidências e fazer a correlação com o que foi falado durante os depoimentos no inquérito e só então conseguir produzir o laudo", enfatizou operito Edson Silva.
- Há divergências do depoimento para o que vocês observaram aqui?
Perito: "Havia divergências já em relação às questões coletadas no inquérito. Por isso que a polícia necessita do auxílio da perícia no que tange a reproduzir os fatos, comparar as versões, versões sempre divergem, cada um tem seu olhar de acordo com o emocional na hora que é perguntado, aquilo que viu às vezes não reflete com a realidade também, por conta de diversos fatores. Nosso objetivo é tentar esclarecer aquilo que realmente aconteceu".
- Tudo o que foi coletado aqui na reprodução é suficiente para concluir o relatório?
Perito: "Não houve uma perícia no momento do fato, tendo em vista que a vítima teria tentado ser socorrida. Não tendo havido a perícia naquele momento, foi necessária a presença e a reprodução simulada".
- Sobre o posicionamento da cadeira, vocês a colocaram em duas posições diferentes? O que foi constatado?
Perito:"A gente vai analisar aquilo que foi medido, considerado como posição dos objetos na cena do crime, e tentar estabelecer mais ou menos o modus operandi de como aconteceu. E se havia viabilidade técnica da vítima ter praticado aquele ato".
O chefe de operações, Diogo Martins, também foi questionado sobre o passo a passo da reprodução simulada. Veja abaixo:
- Qual foi o passo a passo da simulação?
Chefe de operações: "A simulação reproduziu o dia do fato. A gente tratava como crime, mas acredito que agora foi esclarecido que foi um suicídio. A simulação trouxe desde o início quando a criança de 5 anos, o irmão da Katharina, se cortou no terreno aqui próximo. O pai veio até a residência pegar os documentos para poder ir para a UPA. Quando chegou aqui, ele deixou a Katharina em casa e foi embora só com o irmãozinho. Quando estava indo para a UPA, ele ligou para a mãe da Katharina, pedindo para ela voltar para a residência, porque a Katharina estava sozinha em casa. Quando a mãe voltou para casa, chamou na porta, ninguém atendeu, a mãe pulou a cerca e viu a Katharina enforcada no estábulo, no fundo da casa. Nesse momento, a mãe ligou para o marido, pai da Katharina, dizendo que a Katharina estava enforcada. Ele estava na UPA e pediu para ela cortar a corda e prestar o socorro. Ele retornou para a residência junto da irmã, quando chegou aqui, tentaram reanimar a Katharina, não tiveram sucesso. Tentaram ligar para o Samu, aqui é ruim de área (sinal), demorou a conseguir a ligação ao Samu. Resolveram prestar o socorro por conta própria e levá-la à UPA, no caminho conseguiram encontrar uma ambulância do Samu. Tiraram a menina do carro dele e colocaram na ambulância. Chegando na UPA, a Katharina já estava em óbito. Depois disso, alguns parentes foram até a UPA prestar socorro, tanto para o irmãozinho que estava com a perna cortada, quanto para a Katharina. A menina foi encaminhada ao IML e no dia seguinte iniciamos as diligências para tentar apurar os fatos".
- A Polícia reconstituiu as versões do pai e da mãe?
Chefe de operações: "Sim, as duas versões foram reconstituídas. São bem parecidas, tem alguns pontos controversos, mas que não influenciam muito na elucidação dos fatos. Foram reproduzidas as duas versões. Nas duas versões foi constatado que realmente a criança poderia ter amarrado a corda e ter se enforcado. Vamos aguardar o laudo definitivo, mas preliminarmente podemos dizer que foi um suicídio".
- A mãe relata agressões do pai e discordou da posição das cadeiras lá dentro. Essas posições foram colocadas de acordo com os depoimentos?
Chefe de operações:"As cadeiras foram colocadas tanto pela versão da mãe, quanto pela versão do pai. Nas duas versões, foi constatado que era possível que a menina tenha amarrado a corda e tenha se enforcado sozinha".
- Mesmo sem o resultado da reprodução, só em olhar o que foi feito hoje, vocês acreditam ter solucionado o caso?
Chefe de operações: "Pelo que vimos aqui no local, pudemos constatar que existiria a possibilidade da menina ter amarrado sozinha a corda e ter se enforcado. Não podemos dizer que não houve homicídio, mas o que temos aqui é que é possível que ela tenha colocado a corda sozinha e tenha se enforcado".
- O irmão da Katharina, em depoimento, disse que ela teria apanhado do pai antes do menino ser socorrido?
Chefe de operações: "No depoimento especial que foi submetido o irmão da Katharina, ele relatou essas agressões, mas é algo que não tem importância agora sobre esse suicídio. Será um fato apurado posteriormente".
- A mãe também disse que sofria agressões antes desse fato.
Chefe de operações: "Isso, também será outro inquérito a ser apurado se realmente existiam lesões, maus-tratos contra a mãe e as crianças, outra situação diversa dessa, mas também será apurado".
- Você falou que está tratando o caso como suicídio. A Polícia Civil vai apurar se houve algum tipo de negligência ou será finalizado como suicídio? Ou vai aguardar o laudo?
Chefe de operações: "Sendo constatado como suicídio, a responsabilidade do pai poderá ser por abandono de incapaz, já que a criança não poderia ficar sozinha em casa. Uma instigação ou induzimento da filha ao suicídio, a gente descarta de imediato, porque não tem nada que prove isso aí. Por enquanto, é um suicídio, temos que trabalhar com o que temos no papel. Vamos apurar possíveis maus-tratos e abandono de incapaz".
- Do que depende a conclusão do inquérito?
Chefe de operações:"Vamos aguardar a chegada desse laudo definitivo. O que estou falando aqui foi com base no que a gente viu, não é nada definitivo, nada registrado oficialmente pela Polícia Científica ainda. É baseado no que a gente viu. Quando chegar o laudo da perícia, vamos poder concluir o inquérito".
Reprodução simulada - A reprodução simulada dos fatos é um exame pericial que tem como objetivo esclarecer a dinâmica de uma morte suspeita ou crime. Ela é realizada quando há divergências entre as versões de testemunhas, vítima ou acusado, e pode acontecer tanto na fase da investigação policial ou já na esfera judicial.
Os peritos criminais, liderados pela chefe de Perícias Externas, Rafaela Jansons, avaliaram as versões fornecidas pelos pais e uma tia. A equipe também contou com a presença do chefe do Instituto de Criminalística de Arapiraca, Marcos Aurélio, e dos peritos Adailton Junior, José Edson e Letícia Albuquerque.
O procedimento foi acompanhado pelo promotor Luiz Alberto de Holanda, da 1ª Promotoria de Justiça de Palmeira dos Índios, pelo delegado Rosivaldo Vilar, policiais civis do 64º DP e pelos advogados das partes envolvidas. O laudo detalhado da reprodução simulada está previsto para ser enviado até o final de setembro.