Foram aplicadas 26,8 mil primeiras doses 1,4 mil segundas doses
Esquema vacinal requer um intervalo de três meses
Em Alagoas, das 43,7 mil doses de vacina contra a dengue recebidas, apenas 26,8 mil primeiras doses foram aplicadas, e pouco mais de 1,4 mil pessoas retornaram para a segunda dose. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira, 24.
A vacinação é uma das inovações para enfrentar a dengue, que em 2024 aumentou em todo o mundo, sobretudo devido às mudanças climáticas. Para ter proteção contra casos graves e hospitalizações por dengue, o público-alvo precisa tomar duas doses do imunizante incorporado de forma inédita no Sistema Único de Saúde (SUS).
O público, em 2024, é composto por crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue, depois de pessoas idosas, grupo para o qual a vacina não foi liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
É importante lembrar que o esquema vacinal requer um intervalo de três meses, e a população precisa ficar atenta à caderneta de vacinação para garantir a imunização completa.
Os critérios para a definição dos municípios escolhidos para receber as doses da vacina foram definidos seguindo as recomendações da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI) e da OMS. As vacinas serão destinadas a regiões de saúde com municípios de grande porte com alta transmissão nos últimos dez anos e população residente igual ou maior a 100 mil habitantes, levando também em conta altas taxas nos últimos meses.
“Dentro da faixa etária indicada pelo laboratório para receber a vacina, selecionamos o intervalo com maior número de hospitalizações por dengue no Brasil. Contudo, esse público tem uma adesão menor, justamente por não ser uma idade que frequenta os serviços de saúde rotineiramente. Por isso, os pais e responsáveis precisam levar as crianças e adolescentes para se vacinar. É um ato de amor e de responsabilidade”, destaca a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel.
Em todo o Brasil, 2,2 milhões de primeiras doses de vacinas contra a dengue foram aplicadas. No entanto, há 636 mil registros de segundas doses. Isso significa que menos da metade das pessoas que tomaram a dose inicial buscaram a dose adicional.
Combate ao mosquito
O Ministério da Saúde reforça que, embora o imunizante contribua para frear o avanço da doença, ainda não é a ferramenta mais eficaz no seu enfrentamento, dada a capacidade de produção do laboratório fornecedor que não é suficiente para atender à demanda do Brasil.
Por isso, além das ações realizada pelos agentes de saúde, a população deve fazer a sua parte:
Use de telas nas janelas e repelentes em áreas de reconhecida transmissão;
Remova recipientes nos domicílios que possam se transformar em criadouros de mosquitos;
Vede reservatórios e caixas de água;
Desobstrua calhas, lajes e ralos;
Participe da fiscalização das ações de prevenção e controle da dengue executadas pelo SUS.
Dados foram divulgados pelo Banco Central a pedido do senador Omar Aziz
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
De acordo com dados de nota técnica elaborada pelo Banco Central (BC), parte dos benefícios dos programas sociais está indo para as casas de apostas. Segundo nota técnica elaborada pelo Banco Central (BC), os beneficiários do Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões em empresas de apostas eletrônicas via Pix em agosto deste ano.
O levantamento foi feito a pedido do senador Omar Aziz (PSD-AM), que pretende pedir à Procuradoria-Geral da República (PGR) que entre com ações judiciais para retirar do ar as páginas das casas de apostas na internet até que elas sejam regulamentadas pelo governo federal.
Com gasto médio de R$ 100, cerca de 5 milhões de beneficiários de um total aproximado de 20 milhões fizeram apostas via Pix de acordo com a análise técnica do BC. Dos 5 milhões de apostadores, 70% são chefes de família e enviaram, apenas em agosto, R$ 2 bilhões às bets (67% do total de R$ 3 bilhões). O relatório inclui tanto as apostas em eventos esportivos como jogos em cassinos virtuais.
O volume apostado pelos beneficiários do Bolsa Família pode ser maior. Os dados do BC incluem apenas as apostas via Pix, não outros meios de pagamento como cartões de débito e de crédito e transferência eletrônica direta (TED). O levantamento, no entanto, só registrou os valores enviados às casas de apostas, não os eventuais prêmios recebidos.
O BC também estimou o valor mensal gasto via Pix pela população em apostas eletrônicas. O volume mensal de transferências para bets variou entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões. Somente em agosto, o gasto somou R$ 20,8 bilhões, mais de dez vezes o R$ 1,9 bilhão arrecadado pelas loterias oficiais da Caixa Econômica Federal.
Em agosto, o Bolsa Família pagou R$ 14,12 bilhões a 20,76 milhões de beneficiários. O valor médio do benefício no mês ficou em R$ 681,09.
Declarações
Em evento organizado por um banco nesta manhã em São Paulo, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que as transferências via Pix para apostas triplicaram desde janeiro, crescendo 200%. Ele manifestou preocupação que o comprometimento da renda, principalmente de camadas mais pobres, com as bets prejudique a qualidade do crédito, por causa de um eventual aumento da inadimplência.
“A correlação entre pessoas que recebem Bolsa Família, pessoas de baixa renda, e o aumento das apostas tem sido bastante grande. A gente consegue mapear o que teve de Pix para essas plataformas e o crescimento de janeiro pra cá foi bastante grande. A gente pega o ticket médio e subiu mais de 200%. É uma coisa que chama atenção e a gente começa a ter a percepção de que vai ter um efeito na inadimplência na ponta”, comentou Campos Neto.
Na semana passada, o Ministério da Fazenda anunciou a suspensão das bets que não tiverem pedido, até 30 de setembro, autorização para operar no país. Na ocasião, o ministro Fernando Haddad comentou que o país enfrenta uma pandemia de apostas on-line.
“[A regulamentação] tem a ver com a pandemia [de apostas eletrônicas] que está instalada no país e que nós temos que começar a enfrentar, que é essa questão da dependência psicológica dos jogos”, disse Haddad. “O objetivo da regulamentação é criar condições para que nós possamos dar amparo. Isso tem que ser tratado como entretenimento, e toda e qualquer forma de dependência tem que ser combatida pelo Estado.”
Cantor é um dos alvos da Operação Integration, que também prendeu a influenciadora Deolane Bezerra.
Por g1 PE
Gusttavo Lima no Jaguariúna Rodeo Festival — Foto: Antonio Trivelin/g1
O mandado de prisão preventiva foi expedido pela juíza Andrea Calado da Cruz, da 12ª Vara Criminal do Recife. deve ser encarada com extrema cautela, uma vez que, em tese, apresenta características espúrias e duvidosas
"A conivência de Nivaldo Batista Lima com foragidos não apenas compromete a integridade do sistema judicial, mas também perpetua a impunidade em um contexto de grave criminalidade", diz trecho da decisão da magistrada.
O g1 teve acesso à decisão. No documento, a juíza afirma que não vislumbra, "no momento, nenhuma outra medida cautelar menos gravosa capaz de garantir a ordem pública".
A Operação Integration foi deflagrada no dia 4 de setembro, resultando na prisão de Deolane Bezerra e de outros investigados. Na mesma data, entre as diligências da operação, foi apreendido, pela Polícia Civil de São Paulo, um avião que pertencia a uma empresa de Gusttavo Lima, Balada Eventos e Produções. A aeronave, prefixo PR-TEN, foi recolhida por policiais enquanto passava por uma manutenção no aeroporto de Jundiaí, no interior paulista.
Na ocasião, o advogado da Balada Eventos e Produções, Cláudio Bessas, informou ao g1 que a aeronave foi vendida por meio de contrato de compra e venda, devidamente registrado junto ao Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB-Anac), para a empresa J.M.J Participações.
Procurada, a Anac informou que havia uma negociação, porém a empresa de Gusttavo Lima ainda constava como proprietária do avião.
“O bebê não pode pegar uma semana de descanso! Estão dizendo aí que o meu avião foi preso, gente…Eu não tenho nada a ver com isso, me tira fora disso. Esse avião foi vendido no ano passado. Honra e honestidade foram as únicas coisas que sempre tive na minha vida, e isso não se negocia”, afirmou o cantor, em suas redes.
O avião foi fabricado em 2008 pela Cessna Aircraft e é homologado para transporte, com capacidade para 11 pessoas, incluindo uma tripulação mínima de dois pilotos, sem permissão para operação de táxi aéreo.
Relembre a cronologia do caso:
Em julho deste ano, Deolane Bezerra abriu uma empresa de apostas, Zeroumbet, com capital de R$ 30 milhões.
Em 4 de setembro, a empresária e influenciadora digital foi presa na Operação Integration, deflagrada contra uma quadrilha suspeita de movimentar cerca de R$ 3 bilhões num esquema de lavagem de dinheiro de jogos de azar.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 20 milhões de Deolane e de R$ 14 milhões da empresa dela por lavagem de dinheiro. Na delegacia, a influenciadora afirmou que sua renda mensal é de R$ 1,5 milhão.
Além de Deolane Bezerra, foram presas mais de 10 pessoas suspeitas de integrar o esquema, incluindo o empresário Darwin Henrique da Silva Filho, dono da casa de apostas Esportes da Sorte, e a esposa dele, Maria Eduarda Filizola.
Em depoimento após ser presa, Deolane confirmou que comprou um carro de luxo de Darwin, um Lamborghini Urus S, por R$ 3,85 milhões.
Segundo a Polícia Civil, os pagamentos à vista pela compra e pela venda de carros de luxo feitas pela empresa e pelo empresário geraram indícios de que houve "lavagem de dinheiro proveniente do jogo do bicho e de apostas esportivas".
Ainda no dia 4, após a prisão, Deolane escreveu uma carta, publicada no Instagram, dizendo que está sofrendo "uma grande injustiça", que ela e a família são vítimas de preconceito e lamentou a prisão da mãe.
Segundo a Polícia Civil de Pernambuco, a Justiça decretou o sequestro de bens de vários alvos, incluindo aeronaves e carros de luxo, e o bloqueio de ativos financeiros no valor de R$ 2,1 bilhões. Ao todo, a polícia solicitou que R$ 3 bilhões fossem bloqueados.
No dia 9 de setembro, Deolane deixou a cadeia no Recife, após ser beneficiada com um habeas corpus. Ela ficaria em prisão domiciliar e teria que usar tornozeleira eletrônica.
Antes mesmo de entrar no carro para ir embora, Deolane falou com a imprensa na frente do presídio: "Foi uma prisão criminosa, cheia de abuso de autoridade por parte do delegado. [...] Eu não posso falar sobre o processo. Eu fui calada".
Na noite de 9 de setembro, uma nova carta escrita por Deolane foi publicada no Instagram. "Agradeço imensamente o carinho e o apoio de todos, tenham certeza que não irão se arrepender, afirmo com todo o respeito que tenho por vocês, sou inocente e não há uma prova sequer", disse no trecho final do manuscrito.
No dia 10 de setembro, Deolane teve a prisão domiciliar revogada, após o descumprimento das medidas cautelares para sua liberação, e seguiu para o presídio em Buíque, no Agreste de Pernambuco.
No dia 11 de setembro, o Tribunal de Justiça de Pernambuco negou outro pedido de habeas corpus feito pela defesa de Deolane. O juiz alegou, entre outros motivos, "financiamento de manifestantes [para protestar contra a prisão dela] por iniciativa de familiares".
O governador Paulo Dantas (MDB), anunciou na manhã desta segunda-feira (23), nas redes sociais, o pagamento do rateio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).
Segundo o chefe do poder executivo estadual, o pagamento está previsto para ser realizado nos dias 26 e 27 de setembro, nesta quinta e sexta-feira.
O Decreto Nº 99.292, que foi publicado na última sexta-feira (20), definiu os critérios e metodologia para os profissionais do magistério que trabalharam entre janeiro de 1998 e dezembro de 2006.
Dantas informou, em vídeo publicado nas redes do governo, que 25 mil profissionais irão receber o recurso em Alagoas.
O governador aproveitou, ainda, para ressaltar que em outubro cerca de R$ 16 milhões serão rateados para cerca de nove mil servidores da área administrativa.
“Essa valorização, esse esforço conjunto que tem feito Alagoas se destacar na qualidade do ensino entre todos os estados do Brasil. Na última prova SAEB, divulgado pelo Ministério da Educação, na nossa nota do Ideb nós tivemos o segundo melhor desempenho entre todos os estados do nosso país. [...] a educação é prioridade na nossa gestão. Vamos em frente minha gente. Parabéns para todos vocês”, disse o governador.
Saiba como apostas esportivas, as chamadas bets, estão causando vício e endividamento no Brasil, com impacto direto nas famílias e na saúde mental.
Nos últimos anos, as apostas esportivas, ou bets, explodiram no Brasil, atraindo milhões de pessoas com a promessa de ganhos rápidos e fáceis. Só em 2024, 25 milhões de brasileiros se aventuraram nessas plataformas, conforme dados recentes.
No entanto, a euforia inicial esconde um problema crescente: os impactos sociais, financeiros e psicológicos dessa prática. Apostar já não é apenas diversão, e a falsa ilusão de lucro fácil está levando cada vez mais gente ao endividamento e, em casos extremos, até à destruição pessoal.
Ao contrário do que muitos acreditam, os jogos de apostas online não afetam apenas o jogador. As consequências desse vício se estendem para toda a família, atingindo as finanças e o bem-estar emocional dos mais próximos.
As bets se tornaram um fenômeno de massa, mas os estragos que causam são silenciosos, muitas vezes ignorados até que já seja tarde demais para voltar atrás.
A rápida escalada do vício em apostas
A facilidade de acesso às bets é uma das grandes razões para o aumento dos jogadores no Brasil. O Instituto Locomotiva apontou que 86% dos apostadores possuem algum tipo de dívida, e 64% estão com o nome negativado. O que começa como uma tentativa de ganhar dinheiro rapidamente pode se transformar em um vício que consome não só o orçamento, mas também a saúde mental.
O relato de Eduardo Issa é emblemático. Ele começou a jogar em 1992, mas a situação ficou fora de controle quando perdeu seu pai e encontrou nas apostas uma fuga emocional. Com o tempo, a situação foi se agravando, culminando em uma depressão profunda e tentativas de suicídio. Ele precisou de internações e tratamento intensivo para tentar se reerguer. Eduardo não é uma exceção, e histórias como a dele se multiplicam a cada dia.
Outro exemplo é o de Luciana Ramos, que compartilhou seu desespero ao ver sua filha de 19 anos, estudante de medicina, viciada em jogos de apostas online. A jovem chegou a tentar o suicídio, mostrando que o impacto das bets vai além da questão financeira, tocando profundamente a saúde mental de quem se envolve com elas.
O impacto financeiro das apostas: perdas invisíveis
Famílias e vidas são destruídas devido às apostas em jogos. Foto: Getty Images
Um estudo da PwC revelou que, nas classes D e E, as apostas já representam 1,38% do orçamento familiar, um aumento de cinco vezes em relação a cinco anos atrás. Isso quer dizer que uma parcela significativa do dinheiro que deveria ser destinada a necessidades básicas está sendo direcionada para as bets, alimentando o ciclo de endividamento.
As perdas financeiras, porém, não ficam restritas ao dinheiro apostado. Elas se espalham para outras áreas da vida do jogador. Carminha Arruda, por exemplo, contou que seu marido perdeu mais de R$50 mil nas apostas e que a situação financeira da família está insustentável.
A cada nova aposta, mais recursos são desperdiçados, enquanto a publicidade das bets continua a aparecer em todas as telas, prometendo um sucesso que nunca chega.
A relutância em enfrentar o problema
Embora o vício em apostas seja amplamente conhecido, a sociedade brasileira ainda reluta em lidar de frente com essa questão. Muitos veem o problema como uma escolha individual, ignorando os mecanismos psicológicos que levam ao vício.
O psicólogo Altay de Souza alertou, em uma entrevista ao Instituto Locomotiva, que as apostas esportivas podem ser vistas como uma epidemia silenciosa. A busca por recompensas imediatas e a sensação de prazer momentâneo gerada pelas apostas fazem com que as pessoas percam a noção de controle, mergulhando cada vez mais fundo no problema.
A dopamina liberada pelo cérebro durante uma vitória, por menor que seja, é comparável àquela gerada por outras atividades viciantes, como o uso de drogas. Isso explica por que tantos jogadores continuam apostando, mesmo quando as perdas superam os ganhos.
Caique Mariano, outro apostador, revelou que está lutando contra pensamentos suicidas depois de perder tudo o que tinha nos jogos de apostas online. Sua história expõe uma realidade dura, que muitos preferem ignorar.
Bets e influenciadores: uma parceria perigosa
Um dos fatores que mais contribuem para a popularização das bets é a propaganda massiva feita por influenciadores digitais. Com milhões de seguidores, esses influenciadores têm o poder de atrair novos jogadores para as plataformas de apostas, incentivando comportamentos de risco sem medir as consequências.
O Instituto Alana denunciou que crianças e adolescentes estão sendo expostos a conteúdos de apostas promovidos por influenciadores mirins, criando uma geração de jovens que vê nas apostas um caminho para o sucesso financeiro.
A campanha “Bets, o jogo sujo que ninguém comenta”, lançada pelo Instituto Conhecimento Liberta (ICL), busca combater essa prática, chamando a atenção para os efeitos negativos das apostas. Felipe Neto, um dos maiores influenciadores do Brasil, reconheceu que divulgar apostas foi o maior erro de sua vida e se comprometeu a não repetir esse comportamento.
Mesmo assim, a força das bets no mercado digital é imensa, e novos influenciadores continuam surgindo para promover essas plataformas, muitas vezes sem entender o alcance do dano que estão causando.
A falta de regulamentação efetiva
Embora a Lei 14.790/2023 tenha sido aprovada no Brasil para regulamentar as apostas esportivas, muitos problemas permanecem. Os cassinos online continuam proibidos, mas isso não impede que jogadores acessem essas plataformas, que operam fora do país, em locais como Curaçao ou Malta. Sem uma sede no Brasil, é quase impossível responsabilizar judicialmente as empresas que gerenciam esses cassinos virtuais.
Essa falta de regulamentação eficaz contribui para a perpetuação das práticas ilegais associadas às bets, como a lavagem de dinheiro. Além disso, a ausência de uma fiscalização mais rigorosa faz com que muitas pessoas continuem sendo prejudicadas sem ter para quem recorrer.
A publicidade das apostas: o novo tabaco?
A publicidade massiva das apostas esportivas tem sido comparada à antiga propaganda do cigarro. Até algumas décadas atrás, o cigarro era amplamente divulgado em comerciais de TV, outdoors e até mesmo por médicos, que recomendavam marcas específicas. Hoje, sabemos dos efeitos devastadores do cigarro para a saúde, e a propaganda foi proibida. Será que o mesmo não deveria acontecer com as apostas?
A deputada Gleisi Hoffmann recentemente protocolou um projeto de lei para proibir a publicidade de bets no Brasil, argumentando que os anúncios estimulam o vício, assim como as propagandas de cigarro e bebidas alcoólicas. A proposta é um passo importante para tentar frear o avanço das apostas no país, mas ainda há muito a ser feito.
Casos de corrupção e escândalos nas Bets
O setor dos jogos de apostas online no Brasil não apenas impacta a sociedade em termos sociais e psicológicos, mas também está envolvido em esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro. A Operação Integration, deflagrada recentemente, expôs a conexão entre essas práticas e figuras públicas de destaque.
Um dos casos mais chamativos envolve o cantor Gusttavo Lima. Em setembro de 2024, a Polícia Civil de São Paulo apreendeu um avião registrado em nome de sua empresa, a Balada Eventos e Produções, como parte da investigação sobre uma organização criminosa que movimentou R$ 3 bilhões através de jogos ilegais.
Embora o cantor tenha negado envolvimento direto, sua ligação com a operação trouxe atenção para a gravidade dos esquemas de lavagem de dinheiro.
Outro nome envolvido na investigação é o da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa por suspeita de utilizar sua própria casa de apostas para lavar dinheiro proveniente de atividades ilegais. A operação revelou a apreensão de bens de luxo, incluindo carros e imóveis, em um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro.
A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi detida durante uma operação que apura suspeitas de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro. Foto: Diário do Nordeste
Esses casos mostram como as apostas online podem estar relacionadas a práticas ilícitas em larga escala. A falta de uma regulamentação rigorosa no Brasil permite que essas atividades continuem, facilitando o envolvimento de figuras públicas e empresas em esquemas criminosos. Para enfrentar o problema, além de uma legislação mais firme, é essencial um esforço coordenado para investigar e punir os responsáveis por esses crimes.
Como se proteger das apostas online?
Se você está começando a perceber que as apostas estão afetando sua vida, é hora de agir. Existem várias formas de buscar ajuda no Brasil.
Organizações como os Jogadores Anônimos e o PRO-AMJO, do Hospital das Clínicas de São Paulo, oferecem suporte para quem sofre com o vício em jogos de apostas online. Conversar com amigos, familiares ou mesmo com um profissional pode ser o primeiro passo para sair desse ciclo.
Além disso, é importante ficar atento às suas próprias atitudes. Se você sente que está apostando mais do que deveria ou que está usando dinheiro destinado a outras coisas importantes, talvez seja a hora de reavaliar suas escolhas. A sensação de controle é uma ilusão, e o primeiro passo para se livrar do vício é reconhecer que ele existe.
Conclusão
As bets são um problema que não pode mais ser ignorado. Elas estão afetando diretamente a saúde financeira e mental de milhões de brasileiros. A promessa de ganhar dinheiro rápido é, na verdade, uma armadilha, e muitas vezes os jogadores acabam perdendo muito mais do que ganham.
A regulamentação das apostas esportivas no Brasil é um passo importante, mas não resolve o problema de forma completa. As bets são projetadas para viciar, e o impacto que elas causam é profundo, afetando não só os jogadores, mas também suas famílias e a sociedade como um todo. A luta contra os jogos de apostas online precisa ser contínua e coletiva, para que mais vidas não sejam destruídas.
Se você conhece alguém que está passando por dificuldades relacionadas às apostas, ou se sente que está perdendo o controle, procure ajuda. Não há vergonha em admitir que precisa de suporte. O importante é agir antes que seja tarde demais.
Faltam seis votos; julgamento será retomado na quarta-feira (25)
O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta quinta-feira (19) o julgamento que vai decidir se o grupo religioso de testemunhas de Jeová pode recusar transfusão de sangue em tratamentos realizados pelo Sistema Único da Saúde (SUS). A Corte também decidirá se o Estado deve custear tratamento alternativo que não utilize a transfusão. Por razões religiosas, as testemunhas não realizam o procedimento.
Os ministros iniciaram a votação de recursos protocolados na Corte que motivam o julgamento da questão. O primeiro envolve o caso de uma mulher que se recusou a conceder autorização para transfusão de sangue durante cirurgia cardíaca na Santa Casa de Misericórdia de Maceió. Diante da negativa, o hospital não realizou o procedimento.
No segundo caso, um homem, que também faz parte do grupo religioso, pediu que a Justiça determine ao SUS o custeio de uma cirurgia ortopédica que não realiza a transfusão, além do pagamento dos gastos com o tratamento.
Até o momento, o placar da votação está 5 a 0 a favor da tese defendida pelos religiosos. Faltam seis votos.
Para o ministro Luís Roberto Barroso, relator de uma das ações, o direito de recusa à transfusão e ao tratamento alternativo no SUS está fundamentado nos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e de liberdade religiosa.
"Pacientes testemunhas de Jeová fazem jus aos tratamentos alternativos já disponíveis no SUS, ainda que não estejam disponíveis em seu domicílio", afirmou.
O ministro Flávio Dino também votou para validar o direito de recusa à transfusão e defendeu a laicidade do Estado.
"A laicidade não é contra Deus. Isso é um princípio, um postulado que preside esse julgamento. Entre os retrocessos civilizacionais, está a tentativa de imposição de visões teocráticas por intermédio das instituições jurídicas e do discurso político. A laicidade protege a liberdade religiosa. Só é possível existir religião com Estado laico", disse.
Os ministros André Mendonça, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes também seguiram o voto de Barroso. O julgamento será retomado na quarta-feira (25).
A medida é encarada pelo governo como uma forma de deslocar o pico de consumo para um horário com mais geração solar. Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ainda vai discutir proposta com outros setores.
O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) recomendou nesta quinta-feira (19) o retorno do horário de verão em 2024.
O governo vai discutir a proposta com outros setores do governo para avaliar a adoção da medida, que pode entrar em vigor no prazo de 30 a 60 dias.
☀️A medida é encarada pelo governo como uma forma de deslocar o pico de consumo para um horário com mais geração solar, reduzindo a necessidade de acionar usinas termelétricas — caras e que poluem mais — para atender à demanda.
A retomada do horário de verão foi uma das sugestões dentro do plano de contingência apresentado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em reunião extraordinária do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) nesta quinta-feira (19).
Segundo o ministro, o objetivo é garantir o fornecimento de energia no sistema interligado e em Roraima — único estado que não está conectado ao restante do país.
"Além disso, destaco que o Plano deve conter, entre outras, propostas de medidas concretas, para cada ano, a serem adotadas pelas instituições que compõem o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico", diz o ofício assinado por Silveira.
Entenda a medida
No início da noite, a geração de energia solar cai por causa da falta de sol. À noite, a geração eólica sobe porque há maior incidência de ventos à noite e em determinadas épocas do ano.
💡No intervalo entre a queda da solar e o aumento da eólica, há um pico de consumo que precisa ser suprido por energia hidrelétrica ou térmica.
Com as medidas para poupar os reservatórios das usinas hidrelétricas, por causa da seca, é necessário acionar mais termelétricas para atender ao pico de consumo.
Ao adotar o horário de verão, o pico consumo é deslocado para o horário com mais geração solar, reduzindo a necessidade de complementar a geração com mais usinas térmicas.
Horário de verão
A retomada do horário de verão depende da revogação de um decreto do governo de Jair Bolsonaro (PL) que, em 2019, encerrou o horário de verão. A medida já era avaliada no governo de Michel Temer (MDB).
Na ocasião, o governo afirmou que o adiantamento dos relógios em uma hora por conta de mudanças no padrão de consumo de energia e de avanços tecnológicos, que alteraram o pico de consumo de energia.
A suspensão do horário de verão resistiu inclusive à crise hídrica de 2021. Na época, o governo chegou a estudar a retomada da política, solicitando um parecer do ONS (relembre no vídeo abaixo).
Pedidos questionam a existência de possíveis acordos entre fabricantes de celulares e empresas do setor de jogos de azar. Secretaria Nacional do Consumidor deu prazo de 10 dias para resposta.
Jogo caça-níquel Fortune Tiger, conhecido como jogo do tigrinho — Foto: Matheus Moreira
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) informou nesta quinta-feira (19) que notificou oito empresas fabricantes de celular para prestarem explicações sobre a possível pré-instalação de aplicativos de apostas em aparelhos novos.
As empresas foram notificadas nesta quarta (18). São elas:
Segundo a Senacon, as fabricantes têm dez dias para responder. Caso contrário, estarão sujeitas a sanções (leia mais abaixo).
Empresas de apostas devem pedir autorização para atuar para não serem suspensas
➡️Os pedidos questionam a existência de possíveis acordos entre fabricantes de celulares e empresas do setor de jogos de azar.
A Secretaria argumentou que a pré-instalação desses aplicativos, sem o devido consentimento do consumidor, configura uma prática abusiva e fere a legislação.
No caso de possíveis acordos, a Senacon pediu que as companhias apresentem cópias dos contratos firmados (veja questionamentos feitos abaixo).
O não cumprimento do pedido de esclarecimentos poderá resultar sanções como multas e abertura de processo administrativo, de acordo com o que prevê o Código de Defesa do Consumidor (CDC).
Confira abaixo os questionamentos feitos pela Senacon:
Os novos celulares estão sendo comercializados com aplicativos de apostas pré-instalados?
Quais são os jogos de apostas pré-instalados, caso a resposta seja afirmativa?
A fabricante tem algum contrato ou acordo comercial com empresas de apostas para comercializar celulares com esses aplicativos?
Caso existam acordos, a Senacon pede os demais esclarecimentos:
Quais os termos dos contratos firmados?
Os consumidores estão sendo informados de forma clara sobre os seus direitos, as condições e os termos de uso dos aplicativos, bem como os riscos de endividamento e de ludopatia associados às apostas?
Existem mecanismos para impedir o uso desses aplicativos por crianças, adolescentes ou outros grupos vulneráveis, como idosos e pessoas com dependência em jogos?
Após sofrer ameaças, garoto de 14 anos fugiu da casa dos pais em Palmeira dos Índios - Foto: Divulgação
Um garoto de 14 anos, está desaparecido desde a noite da última terça-feira (17), quando saiu de sua casa no Bairro Palmeira de Fora, em Palmeira dos Índios.
Câmeras do sistema do videomonitoramento da prefeitura flagraram o momento em que o garoto deixa a cidade em uma bicicleta sentido a Maceió.
O Portal Todo Segundo teve acesso as imagens. Nelas, é possível ver o garoto trajando camisa branca, calça escura e um boner branco.
Antes de deixar a residência dos pais, Welison Kauã, teria deixado seu aparelho celular e senha e, falado para sua mãe olhar sua página no instagram.
Ao acessar a página, a mãe de Kauã se deparou com a seguinte mensagem: “oi mãe, eu não menti quando falei que estava sendo ameaçado, mas me envolvi com umas pessoas barra pesada. Aí, eu fiquei com medo deles fazerem alguma com vocês, por isso que eu fugi de casa. Beijos, Kauã”, disse o garoto no texto que o PortalTodo Segundo teve acesso com exclusividade.
No entanto, ainda não se sabe quais são os tipos de ameaças e, quem são essas pessoas. As imagens já estão de posse da Polícia Civil que trabalha nas investigações do caso. Informações e denúncias podem ser repassadas ao Disque-Denúncia (181). O sigilo da identidade do denunciante é garantido.
O Portal Todo Segundo apurou ainda, que o garoto foi visto na manhã da quarta-feira (18), no Distrito de Canafistula de Frei Damião, onde abandonou a bicicleta, pegou uma van de transporte alternativo e seguiu para Maceió.
Nossa reportagem apurou, que ao chegar em Maceió, o garoto desceu em um posto de combustíveis por nome de “Auto Posto Forene”.
Familiares estão em uma busca incessante pelo garoto e pede para que qualquer informação sobre Welison Kauã, seja repassada para Polícia Militar através do190, ou para à Delegacia Regional do município através do (82) 3421-2423.
Reprodução
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) explicou os detalhes da denúncia contra o delegado Daniel Mayer, preso na manhã desta quarta-feira (18) pela Polícia Federal. Ele é suspeito de induzir o MPAL ao erro durante as investigações do caso da morte do empresário Kleber Malaquias, do qual era responsável pelo inquérito.
Segundo o MPAL, a representação contra Mayer foi aceita pelo Poder Judiciário que expediu o mandado de prisão preventiva. O delegado da Polícia Civil, que atua na Diretoria da Polícia Judiciária da 1ª Região, em Maceió, passou a ser réu na ação penal por fraude processual, revelação de sigilo funcional e abuso de autoridade.
Na denúncia, a 3ª Promotoria de Justiça de Rio Largo, através dos promotores de Justiça Lídia Malta e Kleber Valadares e, ainda, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), demonstraram que ele teria inserido provas forjadas e produzidas em combinação com outros envolvidos no intuito de alterar os fatos, induzindo ao erro o corpo de jurados, os juízes e a própria sociedade.
O MPAL alega que os fatos foram demonstrados após a descoberta, judicialmente autorizada, que comprovou a troca de favores em benefício da fraude, e informou que obteve conversas “reveladoras”, também por meio de autorização judicial.
“Elas mostraram uma conspiração conduzida pela autoridade policial para incriminar falsamente uma pessoa já assassinada, tudo com o intuito de proteger os verdadeiros autores do crime, em um provável conluio com os investigados, aplicando um verdadeiro golpe à Justiça, inesperado de qualquer autoridade pública, especialmente de um delegado de polícia”, detalharam os promotores.
A pessoa incriminada de maneira falsa era um policial militar assassinado pela própria esposa, identificado como Alessandro Fábio da Silva.
Para o MPAL, é de interesse social o conhecimento do fato porque o tipo de conduta foi considerada de “extrema reprovabilidade e gravidade, praticado por uma autoridade cuja missão é proteger e combater a criminalidade e não lhe servir de amparo”.
Comprovação veio após o adiamento do júri
No entendimento do órgão ministerial, no decorrer do julgamento pelo homicídio de Kleber Malaquias, conduzido perante o Tribunal do Júri, ficou evidente, por ação da defesa dos réus, que “respeitáveis instituições foram instrumentalizadas por criminosos para fins ilícitos”.
“A prisão deste delegado de alto escalão da Polícia Civil de Alagoas ocorreu após a custódia preventiva e a denúncia de um agente de polícia civil, também envolvido no crime, o qual representa o elo central para a identificação dos mandantes do homicídio”, informaram Lídia Malta e Kleber Valadares.
Os promotores ainda destacaram que os atos criminosos de alguns indivíduos não definem o valor e a importância das instituições perante a sociedade alagoana, nem devem gerar desconfiança quanto ao seu funcionamento regular. Para eles, tais instituições possuem servidores públicos que “respeitam os princípios da honestidade, da legalidade e da ética e, aqueles que fogem disso, praticando atos ilícitos, deverão ser exemplarmente punidos, sempre em conformidade com a lei”.
Por fim, o MPAL acrescentou que novas medidas serão tomadas para identificar a participação de outros envolvidos nos crimes imputados ao delegado, uma vez que as investigações continuarão a se aprofundar, com o objetivo de individualizar as condutas dos demais cúmplices.
“Queremos, inclusive, solidarizar-nos com os profissionais que atuam de forma ética e que diariamente reafirmam seu compromisso com os princípios constitucionais e com a vida em sociedade. Estendemos nossa solidariedade especialmente a todas as vítimas, diretas e indiretas, que têm na realização da Justiça um direito fundamental e inegociável, pois a vida é um bem supremo e insubstituível”, completaram Lídia Malta e Kleber Valadares.
Juiz condena prefeita de Senador Rui Palmeira e cassa registro de candidato à prefeitura. Ailton Cruz
Em sentença publicada nesta quarta-feira (18), o juiz Leandro de Castro Folly, da 51ª Zona Eleitoral, condenou a prefeita de Senador Rui Palmeira, Jeane Oliveira Moura Silva Chagas, e cassou a candidatura à prefeitura de João Carlos Rodrigues, por promoção pessoal através de programa assistencial custeado com dinheiro público.
O magistrado destacou, por meio da decisão, que a prefeita do município permitiu o uso promocional do programa assistencial “Alimenta Mais Senador” em favor de João Carlos, conhecido como Joãozinho. Ela teria, na presença de centenas de pessoas, permitido que o candidato distribuísse, pessoalmente, alimentos à população beneficiada.
O juiz ainda afirmou que Jeane Oliveira teria permitido a extensão e difusão da promoção pessoal de Joãozinho na página pessoal do município.
“Assim, tendo em vista sua efetiva participação no evento de distribuição das cestas básicas no evento presencial que permitiu a promoção pessoal do futuro candidato, somada a sua responsabilidade pela publicidade institucional no site oficial da prefeitura, transgredindo as normas eleitorais vigentes, fixo a multa definitiva da representada no valor de R$106 mil”, pontuou Leandro de Castro Folly.
Também na decisão, o magistrado frisou que João Carlos Rodrigues se beneficiou diretamente ao utilizar o programa assistencial da prefeitura para sua promoção política, participando ativamente do uso promocional e distribuindo pessoalmente alimentos a cidadãos do município. Além disso, a cassação do registro de candidatura dele foi decretada pela gravidade indisfarçável das suas condutas.
“Por tudo que foi exposto, as condutas são suficientemente graves a ensejar a cassação do registro, isto porque não mais é possível mensurar a quantidade de pessoas atingidas pela promoção pessoal do agente nos eventos supramencionados. De acordo com os autos, pessoas carentes e hipervulneráveis foram objeto de ilícita e repudiável promoção pessoal do agente, realizando confusão entre os atos do poder público e os atos pessoais do então candidato”, explicou o juiz.
A multa arbitrada para a prefeita chega a R$ 53 mil pela conduta praticada. Para ele, o valor também é de R$ 53 mil.
A Representação Especial foi ajuizada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), por terem a prefeita e o candidato, afrontado o princípio da impessoalidade em razão de publicidade institucional violadora dos §1º do art. 37 da Constituição Federal, bem como por afrontar a Lei de Eleições. O MPE requereu, em sede de liminar, a retirada de conteúdo do site institucional da prefeitura onde havia imagens do então pré-candidato a prefeito do município distribuindo cestas básicas a pessoas carentes, com imagens e logotipo da prefeitura municipal, fazendo vincular sua imagem ao programa assistencial instituído pelo Poder Público.
*com informações da assessoria.
Cerca de 520 milhões de registros individuais fizeram parte dos dados analisados neste estudo que projeta a estimativa de mais de 39 milhões de mortes até 2050.
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Um estudo divulgado na revista científica Lancet nesta terça-feira (17) pelo Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde da Universidade de Washington revela que as mortes por infecções bacterianas podem atingir quase 40 milhões de pessoas nos próximos 25 anos.
“A responsabilidade deverá ser das superbactérias que se tornarão resistentes aos medicamentos destinados a tratá-las. Precisamos de atenção apropriada sobre os novos antibióticos e administração dos mesmos para que se possa abordar o que é realmente um problema muito grande”, diz Chris Murray, autor principal do estudo.
Cerca de 520 milhões de registros individuais fizeram parte dos dados analisados neste estudo que projeta a estimativa de mais de 39 milhões de mortes até 2050.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) já tinha advertido para a questão das superbactérias, a que classificou de RAM – resistência aos antibióticos. A RAM acontece quando microrganismos (bactérias, fungos, vírus e parasitas) sofrem alterações quando expostos a medicamentos que combatem os micróbios, como antibióticos, antifúngicos, antivirais ente outros, uma vez que conseguem desenvolver a capacidade de resistir aos medicamentos e ganham a categoria de ultrarresistentes. Segundo a OMS, uma das maiores ameaças globais à saúde pública e ao desenvolvimento é motivada pelo uso indevido e excessivo de medicamentos antibióticos em humanos, animais e plantas, o que favorece os micróbios de desenvolverem resistência a essa medicação.
A OMS destacou que, em 2050, morrerão mais pessoas por ano devido às infecções resistentes aos antibióticos do que por câncer.
"Ao analisar o papel da RAM nas mortes por sepsis, descrevemos uma tendência crescente e preocupante de que, quando alguém morre de sepsis, a probabilidade de o organismo causador da infecção ser resistente a medicamentos é 25% maior em 2019 em relação a 1990", apresenta o estudo.
Entre 1990 a 2021, as mortes por RAM aumentaram mais de 80% entre adultos com 70 anos ou mais, uma tendência que os cientistas consideram que irá continuar. “Mas houve um declínio nas mortes por RAM em menores de 15 anos, principalmente devido à vacinação, programas de água e saneamento, alguns programas de tratamento e o sucesso destes. Grande parte dessa redução se deve também à prevenção de infecções, melhorias no tratamento da septicemia e reduções na mortalidade por sepsis em crianças menores de cinco anos. E, ao mesmo tempo, há um aumento constante no número de mortes acima dos 50 anos. À medida que o mundo envelhece, os adultos mais velhos podem ser mais suscetíveis as infecções graves”, destacou Murray.
Os especialistas afirmam, no entanto que em um cenário onde a população tem melhor assistência médica, 92 milhões de mortes cumulativas poderiam ser evitadas entre 2025 e 2050. “Se crescer ainda o patamar do acesso a medicamentos novos e mais potentes, estima-se que cerca de 11 milhões de mortes cumulativas poderiam ser evitadas”, indicam.
A professora emérita e reitora de ciências da saúde global da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, Steffanie Strathdee, aponta que o estudo demonstra que para se reduzir o fardo potencial da resistência aos antibióticos, exige-se melhorar o acesso a antibióticos e novos medicamentos, vacinas, água limpa e outros aspectos de cuidados de saúde de qualidade em todo o mundo. “Ao mesmo tempo, será preciso diminuir o uso de antibióticos na pecuária, na produção de alimentos e no meio ambiente, o que pode gerar maior resistência”, garante Strathdee.
Segundo a consultora da DKT Brasil, não é possível saber imediatamente se a pílula funcionou ou não; é preciso esperar alguns dias para se certificar da eficácia do medicamento
São Paulo, agosto de 2024 - Um dos maiores receios das mulheres com vida sexual ativa é a gravidez indesejada. Por isso, para todas elas, é fundamental contar com um método contraceptivo de rotina, como a pílula anticoncepcional, o DIU e a camisinha - essencial em todas as relações também para prevenir contra ISTs. Porém, quando há relação sexual desprotegida por algum motivo, o método contraceptivo recomendado é a pílula do dia seguinte.
“A pílula do dia seguinte deve ser adotada em casos de emergência, quando os métodos tradicionais falham. Geralmente, ela é utilizada quando o preservativo rasga ou estoura, ou quando a mulher esquece de tomar o anticoncepcional, tendo uma lacuna em seu calendário”, afirma Dra. Liliane de Melo Guimarães, médica ginecologista e consultora da DKT South America, empresa fornecedora de soluções voltadas para o planejamento familiar
Conforme ela esclarece, a pílula do dia seguinte é um composto de hormônios que, combinados, causam grande impacto no sistema reprodutor feminino, dificultando a movimentação do espermatozoide dentro do útero e inibindo ou retardando a ovulação. “Ela impede que o espermatozoide e o óvulo se encontrem para que ocorra a fecundação”, explica a Dra.
A médica ressalta que não é possível saber imediatamente se a pílula funcionou ou não. “As únicas formas de descobrir se ela deu certo são esperar o próximo ciclo menstrual ou fazer um teste de gravidez cerca de 14 dias após o uso do medicamento”, diz ela, lembrando que a pílula do dia seguinte pode causar atrasos.
Ela lembra ainda que a pílula do dia seguinte é vendida em farmácias, sem a necessidade de receita médica. Apesar disso, o ideal é que a mulher procure um ginecologista de confiança para fazer uso de outros métodos contraceptivos, deixando a pílula do dia seguinte como um plano B.
A ginecologista salienta ainda que a DKT Brasil oferece uma pílula de emergência, de dose única, capaz de evitar a gravidez em 98% dos casos. Mas ela reforça que, como qualquer pílula do dia seguinte, trata-se de um método com alta dose hormonal que não deve ser usado com frequência.
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Sobre a DKT South America
A DKT South America atua de forma efetiva para conscientizar a população sobre a importância do uso de métodos contraceptivos, com foco no Planejamento Familiar e na Prevenção de ISTs e HIV/AIDS e Gravidezes Indesejadas. Ao longo da sua atuação no Brasil e na América do Sul, a empresa é a marca líder no Planejamento Familiar e acredita que todos os casais têm a liberdade de escolher a quantidade de filhos, e quando é o melhor momento para construir uma família. Logo, as DKTs se retroalimentam subsidiando as outras DKTs no mundo para que o planejamento familiar chegue em regiões vulneráveis e distantes. Para saber mais, acesse o site e conheça também as demais plataformas de DKT: DKT Salú, DKT Academy e Use Prudence.
SP - Cadeiras foram parafusadas após Datena atingir Marçal durante debate no domingo na TV Cultura
Debate entre candidatos à Prefeitura de São Paulo. Reprodução
O debate entre candidatos à Prefeitura de São Paulo , realizado pela RedeTV! e o portal Uol na manhã desta terça-feira (17), é marcado por novas brigas, trocas de acusações, gritaria e inúmeros pedidos de direito de resposta.
O encontro começou às 10h20 já em clima de tensão após o apresentador José Luiz Datena ter agredido Pablo Marçal (PRTB) com uma cadeirada durante o debate realizado pela TV Cultura no domingo (15).
Datena e Marçal comentaram sobre o episódio e trocaram acusações. O candidato do PRTB disse que Datena teve um comportamento "análogo a orangotango".
"No último debate, eu tava terminando a minha fala, falando que o Datena não é homem e aqui eu retifico, retifico não, ratifico, ele não é homem, ele é um agressor e as cadeiras aqui foram parafusadas no chão porque ele teve um comportamento análogo a um orangotango, numa tentativa de homicídio contra mim. E eu quero agradecer todos os candidatos aqui que não foram solidários".
Datena pediu direito de resposta e rebateu afirmando que não se orgulhava do ocorrido, que agiu em defesa de sua família e disse que não bateria em covarde duas vezes.
"Você pode me provocar da forma que vc quiser, que eu não vou partir pra agressão com você porque eu não bato em covarde duas vezes. Covarde apanha uma vez só, eu não vou fazer isso."
Logo depois, o debate chegou a ser interrompido por conta de um bate-boca e gritaria entre Ricardo Nunes (MSB) e Pablo Marçal (PRTB). A moderadora precisou elevar a voz e avisar que ambos seriam suspensos caso não parassem.
Desde o início, Marçal se recusou a beber a água oferecida pelo evento, e a chamar os adversários pelo nome - e não por apelidos.
Em uma das perguntas de livre escolha, ele se referiu a Nunes como "Bananinha" e questionou o atual prefeito sobre o boletim de ocorrência por violência doméstica feito pela esposa de Nunes em 2011. O caso foi revelado pela Folha de S. Paulo em 2020.
Nunes também optou pela estratégia de acusações e usou como argumento a condenação de Marçal por furto qualificado em 2010, em primeira instância, em relação à Operação Pégasus, deflagrada pela Polícia Federal em 2005 e que teve como objetivo desmantelar uma quadrilha especializada em invadir contas bancárias por meio da internet.
"Ele saiu da cadeia, mas a cadeia não saiu de dentro dele. A forma como ele vem colocando e tratando as pessoas assim, é a forma da malandragem de cadeia. Ele cria na provocação, ele manda mensagens das pessoas, como mandou pra mim, se solidarizando, como o Datena colocou e saiu da Uol, na mesma estratégia que fez com aqueles aposentados, pessoas humildes, de mandar e-mail, querendo ganhar a confiança da pessoa, a pessoa acessava, levava ali à abertura das suas contas correntes, pra ele subtrair o recurso, quem tá falando isso é a justiça, é a condenação de 4 anos e 5 meses, onde ele já foi preso. Agora, é o tempo todo atacando as pessoas."
Participaram do encontro os demais candidatos que lideram a disputa na cidade: Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL), além de Tabata Amaral (PSB) e Mariana Helena (Novo).
O segundo bloco foi mais civilizado, mas permaneceu com escassez de propostas.
As acusações seguiram em pauta, e esquentaram o clima quando Marina Helena (Novo) acusou sem provas Tabata Amaral de usar jatinho para fazer viagens pessoais.
Tabata negou e classificou as acusações de Marina como um "deliro grave".
"Aguarde um processo. Você não pode trazer uma afirmação que simplesmente não corresponde à realidade."
Cadeiras parafusadas e regras
Para evitar novas agressões do tipo, a RedeTV! parafusou as cadeiras no chão durante o encontro. A organização do debate também determinou a expulsão em caso de agressão verbal.
A medida foi tomada depois que José Luiz Datena (PSDB) agrediu Pablo Marçal (PRTB) com uma cadeirada durante um debate com os candidatos à Prefeitura de São Paulo, nesse domingo (15). O encontro, organizado pela TV Cultura, foi temporariamente interrompido após o incidente.
Marçal foi levado para o Hospital Sírio-Libanês, onde ficou internado durante a madrugada e teve alta na segunda-feira (16).
Segundo o boletim médico divulgado pela unidade, Marçal teve traumatismo na região do tórax à direita e em punho direito, sem maiores complicações associadas.
POSICIONAMENTO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES, SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESTUDO DA OBESIDADE E CONSELHO FEDERAL DE NUTRIÇÃO
Em virtude da repercussão a respeito da pretensa informação acerca do diabetes ser causado por vermes, as três Sociedades Científicas – SBD, SBEM e ABESO, bem como o CFN - observaram a necessidade de dar esclarecimentos e orientações sobre o tema, dada sua relevância e impacto na vida da população.
O diabetes é uma doença altamente prevalente, atingindo mais de 537 milhões de indivíduos no mundo segundo a Federação Internacional de Diabetes, sendo 20 milhões de brasileiros acometidos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes. Trata-se de uma condição clínica, crônica e sem cura, que pode ser acompanhada de complicações impactantes, como cegueira, insuficiência renal, amputações de membros inferiores, doenças cardiovasculares, entre outras, levando à mortalidade precoce sobretudo naquelas pessoas com controle inadequado da doença. Portanto, é de suma importância que essas pessoas estejam totalmente engajadas no tratamento adequado.
Têm sido veiculadas matérias na mídia sobre profissionais que defendem a ideia de que vermes estariam envolvidos no surgimento do diabetes, inclusive defendendo e, eventualmente, oferecendo tratamento antiparasitário para suposta cura da doença. Isso é um completo absurdo, sem qualquer embasamento científico. Além de ludibriar a população com informações enganosas, expõem as pessoas com diabetes à possibilidade de abandono dos tratamentos adequados, colocando-as em risco, inclusive de morte.
As Sociedades e o Conselho que aqui assinam este posicionamento reforçam a necessidade de buscar profissionais sérios e comprometidos com a ciência para o tratamento adequado das pessoas com diabetes, evitando práticas oportunistas e equivocadas, muitas vezes visando exclusivamente o lucro em detrimento da saúde desses indivíduos.
São Paulo, 16 de setembro de 2024
Ruy Lyra
Presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes
Paulo Miranda
Presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
Bruno Halpern
Presidente da Associação Brasileira de Estudo da Obesidade
Élido Bonomo
Presidente do Conselho Federal de Nutrição
A espécie humana não é a única a possuir as bases neurológicas que geram a consciência; animais não humanos também possuem a capacidade de vivenciar sentimentos
São Paulo, setembro de 2024 - Os cachorros também sofrem de depressão e ansiedade. É o que reconheceu um grupo internacional de neurocientistas de Cambridge, no Reino Unido, a Declaração de Cambridge sobre a Consciência. Para eles, a espécie humana não é a única a possuir as bases neurológicas que geram a consciência. “Ou seja, os animais não humanos também possuem a capacidade de ter sentimentos. Isso também se aplica à forma de vivenciá-los”, afirma médica veterinária da Brazilian Pet Foods, Dorie Zattoni da Brazilian Pet Foods.
Ela destaca que, tanto em cães quanto nas pessoas, a ansiedade é simplesmente uma forma de reação a certas situações problemáticas. Mas, quando ela supera certa intensidade ou ultrapassa a capacidade de adaptação, a ansiedade passa a ser patológica. “A ansiedade surge quando o cão tem a expectativa de que algo de ruim está para acontecer”, explica a especialista.
Esta expectativa aciona o sistema nervoso simpático, responsável pelas reações do organismo diante de situações perigosas ou estressantes, fazendo com que o animal manifeste uma conduta intensa. Segundo Dorie, quando a ansiedade é patológica, os sintomas possíveis são estado de alerta contínuo, hiperatividade, lambedura excessiva, queda de pelo, problemas digestivos, uivos, tremores, gemidos, latidos em excesso, medo exagerado, agressividade e comportamentos destrutivos, que podem aumentar quando os cães ficam sozinhos.
São muitas as situações que podem desencadear a ansiedade canina, como medo de ficar sozinho, barulhos como fogos de artifício, de tempestades ou trânsito. “Qualquer incidente que supere sua capacidade de adaptação ou que seja frequentemente repetido pode ocasionar a crise de ansiedade”, diz ela, acrescentando que, muitas vezes, estes são problemas gerados pela incompreensão humana das suas necessidades.
Já a depressão pode ocorrer principalmente em casos em que há muita dependência emocional do cachorro em relação a seu tutor. Mas há casos específicos que podem gerar o quadro, como alterações na rotina da família, morte de alguém próximo, chegada de um novo membro (pessoa ou animal de estimação), maus tratos, adestramento inadequado, falta de vínculos e de estímulos (como por exemplo deixar o cachorro sozinho por muito tempo).
Tanto a ansiedade quanto a depressão requerem levar o animal ao veterinário. A especialista afirma que, se confirmado o diagnóstico, o mais indicado é a terapia comportamental, conduzida por um etólogo, ou especialista em comportamento animal. “Existem também medicamentos que podem ajudar, mas estes precisam sempre ser recomendados por um profissional”, reforça.