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Ilustração mostra como ficará o Arco Metropolitano

Ilustração mostra como ficará o Arco Metropolitano

Será assinada nesta quinta-feira, 17, a ordem de serviço para a duplicação da BR-424, que dará início à construção do Arco Metropolitano de Maceió. Com um investimento inicial de R$ 600 milhões, o projeto do Arco Metropolitano de Maceió prevê a duplicação de trechos das rodovias BR-316 e BR-424.

O objetivo, segundo o governo de Alagoas, é melhorar o escoamento da produção, especialmente das indústrias instaladas no Polo Multissetorial José Aprígio Vilela, em Marechal Deodoro, além de desafogar o trânsito tanto no entorno quanto dentro da capital alagoana.

Ainda segundo o governo do Estado, o Arco Metropolitano promete facilitar o tráfego nas saídas e chegadas da capital em direção ao Litoral Sul e aos Vales do Paraíba e Mundaú, com acesso às avenidas Durval de Góes Monteiro e Fernandes Lima, que levam ao Centro de Maceió.

Moradores de Satuba, Santa Luzia do Norte, Coqueiro Seco, Marechal Deodoro, Rio Largo, e da parte alta de Maceió, incluindo os bairros Benedito Bentes, Eustáquio Gomes e Tabuleiro do Martins, serão diretamente beneficiados pela obra, segundo o projeto.

Veja como será:

- A duplicação da BR-424, cuja ordem de serviço será assinada nesta quinta-feira, 17, terá início no entroncamento com a BR-316, entre Pilar e Satuba, e seguirá até Marechal Deodoro, conectando-se à AL-101 Sul.

- A duplicação da BR-316 ocorrerá no trecho entre o entroncamento com a BR-101, na área onde ficava o "Trevo da Morte", em Pilar, até o antigo viaduto da PRF, em Maceió.

“O Arco Metropolitano será um marco para a mobilidade de Maceió e dos municípios vizinhos, uma obra que considero prioritária e estratégica para o desenvolvimento econômico de Alagoas”, declarou o governador Paulo Dantas.

Paulo Dantas, junto ao Ministro dos Transportes, Renan Filho, autorizará oficialmente o início das obras em solenidade marcada para as 11h, no Salão de Despachos do Palácio República dos Palmares.

As obras do Arco Metropolitano de Maceió integram o PAC 3 do Governo Federal, que destinará R$ 45 bilhões para Alagoas até 2026, com investimentos em infraestrutura rodoviária, saúde, abastecimento de água, entre outras áreas estratégicas.

Ministério da Justiça e Segurança Pública reforça a divulgação de canal de denúncia, acompanhamento e articulação com os órgãos do Sistema Justiça

 

- Foto: Freepik

 

Com o objetivo de combater atos de violência contra jornalistas no período de campanha eleitoral municipal, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), com apoio da Secretaria de Comunicação Social, por meio da Secretaria de Políticas Digitais, divulga o canal de denúncias do Observatório da Violência contra Jornalistas.
Qualquer pessoa física ou jurídica pode apresentar uma denúncia de violência presencial ou online, com a opção de se identificar ou permanecer anônima. Para isso, deve ser preenchido o formulário com o relato do caso. Podem ser incluídos imagens ou vídeos, se houver.
Para ampliar o conhecimento sobre a importância da denúncia dos casos de violência contra jornalistas, o Observatório enviou notificação para associações de empresas de comunicação social e/ou profissionais do jornalismo reforçando a importância do uso do canal. O MJSP reforça que o Observatório é um canal de acompanhamento e de articulação com os órgãos competentes para apuração e responsabilização dos atos violentos, como o Ministério Público e o Poder Judiciário.
OBSERVATÓRIO - O Observatório foi criado por meio da Portaria nº 306, de 16 de fevereiro de 2023, e atende o pedido de entidades representativas de jornalistas e comunicadores sociais após os atos violentos de 8 de janeiro de 2023. O objetivo é monitorar casos de violência contra a categoria profissional e acompanhar as investigações dos órgãos competentes.
Integram o Observatório, entre outros, os seguintes órgãos: Secretaria Geral da Presidência da República; Departamento de Liberdade de Expressão da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR); Ministério das Mulheres; e Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal (PDFC/MPF).
A sociedade civil organizada é representada pela: Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert); Associação de Comunicação; Associação de Jornalistas da Educação (Jeduca); Artigo 19 Brasil e América do Sul; Associação Brasileira de Imprensa (ABI); Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji); Associação de Jornalismo Digital (Ajor); Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Brasil (Arfoc Brasil); Associação Nacional de Jornais (ANI); Elo; Fala Roça; Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj); Flora; Instituto Palavra Aberta; Matheus & Mangabeira Sociedade de Advogados (FMMSA); Instituto da Advocacia Negra Brasileira (IANB); Instituto Azmina; Instituto Tornavoz; Instituto Vladimir Herzog; Instituto Fala; Instituto Valério Luís; Intervozes Coletivo de Comunicação Social; Matraca Cultural; Observatório da Comunicação Pública; Perifaconection; Rede Liberdade; e Repórteres sem Fronteiras.
MONITORAMENTO E ELEIÇÕES - Desde o dia 15 de agosto, a Coalizão em Defesa do Jornalismo em parceria com o Laboratório de Internet e Ciência de dados da Universidade Federal do Espírito Santo (Labic/UFES), monitora contas de jornalistas, meios de comunicação e candidatos/as em nove capitais do Brasil (Porto Velho/RO, Belém/PA, Fortaleza/CE, Maceió/AL, Cuiabá/MT, Rio de Janeiro/RJ, São Paulo/SP, Florianópolis/SC e Porto Alegre/RS), nas plataformas de redes sociais.
São registradas postagens com termos e hashtags ofensivas e estigmatizantes contra o trabalho da imprensa. Episódios de ataques e violações ao trabalho da imprensa fora das redes, no âmbito da cobertura eleitoral, também estão sendo acompanhados. O monitoramento será até o segundo turno. Ao final das eleições, um relatório consolidará a avaliação do período monitorado e trará recomendações às autoridades e plataformas digitais.
A coalizão é formada pelas instituições que também compõem o Observatório: Abraji, Ajor, Artigo 19, CPJ, Fenaj, Instituto Palavra Aberta, Instituto Vladimir Herzog, Instituto Tornavoz, Intervozes, Jeduca e Repórteres Sem Fronteiras.

 

 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Rede Cenafro

 

Os pequenos negócios optantes pelo Simples Nacional que possuem pendências devem regularizar a situação junto à Receita Federal do Brasil (RFB), sob o risco de serem excluídos do regime tributário a partir de 1º de janeiro de 2025. De acordo com o Fisco, mais de 1,8 milhão de pequenos negócios foram notificados eletronicamente por meio do Domicílio Tributário Eletrônico do Simples Nacional (DTE-SN). Desse total, 1.121.419 são microempreendedores individuais (MEI) e 754.915 são microempresas (ME) ou empresas de pequeno porte (EPP), com um valor pendente de regularização de R$ 26,7 bilhões.

Entre os dias 30 de setembro e 4 de outubro, foram disponibilizados via DTE-SN, os Termos de Exclusão do Simples Nacional e os respectivos Relatórios de Pendências para os contribuintes que possuem débitos com a Receita Federal e/ou com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

O analista de Políticas Públicas do Sebrae Nacional Edgard Fernandes explica que, na maioria dos casos, a exclusão do regime ocorre por inadimplência do empresário, mas também pode acontecer por outros motivos. “Existem outras hipóteses, como estourar o limite de faturamento e não comunicar à Receita Federal, atuar em atividades que não podem ser do Simples Nacional, contrair débitos de outras naturezas junto ao INSS e/ou fazendas municipais, estaduais e federais, ou ainda, possuir uma condição societária diferente da permitida”, exemplifica.

Segundo Fernandes, deixar de optar pelo Simples Nacional é um evento crítico que pode impactar toda a operação da empresa.

Se o seu caso for débitos com a Receita, o Sebrae possui uma trilha on-line e gratuita com informações, planilhas e ferramentas para ajudar a colocar seu negócio em dia. “A Jornada Regularize apoia empresários que estão com contas atrasadas”, explica Iuri Andrade, coordenador de canais digitais do Sebrae. Conheça a trilha.

Fique de olho no prazo

Para acessar os documentos, basta entrar no Portal do Simples Nacional, ou pelo Portal e-CAC do site da Receita Federal, via acesso Gov.BR (conta nível prata ou ouro) ou certificado digital. O contribuinte deverá regularizar a totalidade dos seus débitos constantes no Relatório de Pendências dentro do prazo de 30 dias, contados a partir da ciência do Termo de Exclusão, caso contrário será excluído do regime.

A ciência será dada no momento da primeira leitura. Todos os comunicados foram feitos entre os dias 30 de setembro e 04 de outubro. O pagamento dos débitos pode ser feito à vista ou parcelado.

Clique aqui para verificar as orientações para regularização das pendências do Simples Nacional.

O contribuinte que regularizar a totalidade de suas pendências dentro do prazo não será excluído pelos débitos constantes no referido Termo de Exclusão, tornando-o sem efeito. Não há necessidade de o contribuinte ou seu procurador comparecer a uma unidade da RFB ou realizar qualquer outro procedimento após o pagamento dos débitos.

Não concordo com as pendências. Posso contestar?

Quem desejar contestar o Termo de Exclusão deverá endereçar a contestação ao Delegado de Julgamento da Receita Federal do Brasil, protocolada via internet, conforme as orientações disponíveis no site da Receita Federal do Brasil.

Iniciativa permitirá acesso rápido e fácil aos serviços de atendimento a mulheres vítimas de violência no serviço de buscas do Google

 

- Foto: Pixabay

 

Uma parceria do Governo Federal com o Google vai facilitar o acesso a serviços de apoio a vítimas de violência doméstica na plataforma de pesquisa, tornando mais acessível as informações sobre como buscar ajuda nesses casos. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 10 de outubro, no Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher, e faz parte de uma série de iniciativas que vêm sendo feitas desde 2023 para a reestruturação e ampliação dos serviços do Ligue 180.
Com o novo recurso, quando a pessoa pesquisar por termos relacionados a violência contra a mulher, como “ajuda violência contra mulher” e “ajuda violência doméstica”, os resultados na busca do Google mostrarão os canais de atendimento e links para a Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180, coordenado pelo Ministério das Mulheres.
"É mais um passo importante para o enfrentamento à violência contra a mulher, sendo o Google um parceiro estratégico para potencializar a divulgação do Ligue 180 e suas formas de acesso”

Ellen dos Santos Costa
Coordenadora-geral do Ligue 180

Coordenadora-geral do Ligue 180, Ellen dos Santos Costa afirma que essa parceria com a empresa de serviços online é fundamental para auxiliar na divulgação do canal de atendimento às mulheres. "É mais um passo importante para o enfrentamento à violência contra a mulher, sendo o Google um parceiro estratégico para potencializar a divulgação do Ligue 180 e suas formas de acesso”, afirma.
Ela destaca que as informações aparecerão no topo da pesquisa e são confiáveis. “Temos agora um grande reforço enquanto ação de prevenção à violência e combate à desinformação, em que o buscador do Google estará fornecendo informações verificadas e confiáveis sobre o Ligue 180 no topo dos resultados de pesquisas sobre conteúdos relacionados à violência contra a mulher”, ressalta.
A líder de Parcerias Estratégicas de Impacto Social para a Busca do Google na América Latina, Luisa Phebo, enfatizou que auxiliar as mulheres a encontrarem suporte rápido é uma das missões da empresa. “A violência doméstica é um grave problema social que requer uma resposta coletiva e, por isso, no Google continuamos trabalhando para disponibilizar essas ferramentas no Brasil e onde quer que estejamos presentes. Ajudar as vítimas a encontrar rapidamente um contato para suporte faz parte da nossa missão de tornar a informação universalmente acessível", explicou.
LIGUE 180 — A Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180, coordenado pelo Ministério das Mulheres, é um serviço gratuito do Governo Federal que oferece informações sobre direitos e serviços, além de registro e encaminhamento de denúncias de violência contra as mulheres. A Central funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, incluindo feriados.
Entre as ações lançadas desde o ano passado, estão o lançamento do atendimento exclusivo via WhatsApp pelo número (61) 9610-0180, a retomada das capacitações das mais de 200 atendentes da Central para o atendimento humanizado e profissional, o lançamento do Painel Ligue 180, com informações atualizadas dos mais de 2,5 mil serviços que compõem a Rede de Atendimento à Mulher em situação de violência, entre outras ações.
10 DE OUTUBRO — Em 1980, um grupo de mulheres reuniu-se nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo, no dia 10 de outubro, para protestar contra o aumento dos crimes de gênero em todo o país. Desde então, a data passou a ser conhecida como o “Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher”, convidando toda a sociedade brasileira a denunciar e prevenir os casos de violência de gênero no país, incentivando também as vítimas a buscarem apoio e orientação profissional.

 

 

Hospital pediátrico esclarece as principais dúvidas sobre a transmissão, prevenção e tratamento

Foto: divulgação/Hospital Pequeno Príncipe

 

O piolho é um parasita sugador de sangue responsável por desencadear a pediculose, que é a infestação de piolhos. Esses pequenos insetos causam desconforto principalmente devido à coceira. A doença pode ocorrer de três maneiras: no corpo, na região pubiana e no couro cabeludo, sendo esse último o mais comum, principalmente na idade escolar. Por isso, o Pequeno Príncipe, maior e mais completo hospital pediátrico do país, esclarece as principais dúvidas sobre a transmissão, prevenção e tratamento do piolho em crianças.
A dermatologista pediátrica Flavia Prevedello, do Hospital Pequeno Príncipe, explica que a coceira pode ser tão intensa que, pela escoriação (lesão na pele), é capaz de levar a uma infecção bacteriana secundária. A transmissão ocorre principalmente pelo contato próximo entre uma pessoa infestada e outra saudável.
O piolho no público pediátrico é muito mais comum do que em adultos, e a contaminação ocorre principalmente em ambientes escolares. Afinal, as crianças passam muito tempo juntas e próximas fisicamente, seja em brincadeiras ou compartilhando objetos como pentes, escovas, elásticos de cabelo e outros acessórios.
“Uma pista para identificar piolhos é a criança estar com muita coceira no couro cabeludo. Às vezes, a irritação também está presente”, destaca a dermatologista. O principal fator identificador de infestação de piolhos são as lêndeas ou ovos dos piolhos, que ficam aderidos na haste do fio de cabelo, especialmente atrás das orelhas e na nuca.
Piolho em crianças: como prevenir e tratar?

Ao identificar a infestação de piolhos na criança, é importante uma consulta com um dermatologista para a indicação de produtos capilares e medicamentos recomendados. Além disso, o tratamento para piolhos pode ser feito em casa, com a remoção manual das lêndeas usando pentes finos.
A dermatologista sugere uma mistura caseira de partes iguais de água e vinagre branco, que ajuda a desprender as lêndeas dos fios de cabelo. “No entanto, se a pele do couro cabeludo estiver muito irritada, é melhor evitar essa mistura e usar apenas o pente fino”, alerta.
Para prevenir a reinfecção, é indicado que todos os membros da família sejam examinados e, se necessário, tratados simultaneamente. “Evitar o compartilhamento de escovas, pentes, toucas e bonés é fundamental. Além disso, uma inspeção periódica da cabeça das crianças pode ajudar na detecção precoce”, completa.
A especialista também recomenda que crianças com cabelos compridos frequentem a escola com os cabelos presos, preferencialmente em coque, para minimizar o risco de infestação. Outra sugestão é comunicar à escola a contaminação, para que sejam tomadas as medidas necessárias.
Mitos sobre o piolho

A dermatologista pediátrica também esclarece alguns mitos comuns sobre piolho:
O piolho pula de cabeça em cabeça – Ele é um inseto sem asas e estrutura física que o permita voar ou saltar. A transmissão é pelo contato físico próximo.

Animais transmitem piolhos – O contágio é apenas entre seres humanos. Os piolhos que afetam os animais de estimação não são os mesmos das pessoas.

Adultos não pegam piolho – Todas as pessoas podem ter pediculose em algum momento. No entanto, as crianças em idade escolar estão mais propensas por causa da proximidade com a qual convivem.

Lavar o cabelo com mais frequência diminui o risco da contaminação – O piolho também gosta de fios limpos. Entretanto, a falta de higiene pode facilitar a disseminação da doença.

O tratamento caseiro com vinagre ajuda a matar as lêndeas – O vinagre não mata o inseto, mas facilita a remoção das lêndeas com um pente fino.

Medicação antiparasitária garante a imunidade contra piolhos – A transmissão do parasita não é evitada com o uso desses medicamentos. Afinal, o contágio ocorre pelo contato físico e compartilhamento de objetos contaminados.
Sobre o Pequeno Príncipe

Com sede em Curitiba (PR), o Pequeno Príncipe, maior e mais completo hospital pediátrico do país, é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que oferece assistência hospitalar há mais de cem anos para crianças e adolescentes de todo o Brasil. É referência nacional em tratamentos de média e alta complexidade, como transplantes de rim, fígado, coração, ossos e medula óssea. Com 369 leitos, incluídas as 76 UTIs, atende em 47 especialidades e áreas da pediatria, que contemplam diagnóstico e tratamento, com equipes multiprofissionais, e promove 60% dos atendimentos via Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2023, realizou cerca de 228 mil atendimentos ambulatoriais, 20 mil cirurgias e 307 transplantes. E, pelo quarto ano consecutivo, a instituição figura como o melhor hospital exclusivamente pediátrico da América Latina, de acordo com um ranking elaborado pela revista norte-americana Newsweek.

Segundo a pesquisa Vigitel, enfermidade já atinge 24% dos brasileiros. Além de estar associada a doenças crônicas como diabetes, hipertensão e outras, também é causa de problemas psicológicos

O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), realiza uma pesquisa por telefone com adultos em cada uma das capitais brasileiras chamada Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). A Vigitel mostrou que a obesidade segue em crescimento desde 2006, quando correspondia a 11,8% dos entrevistados. Em 2023, ela chegou a 24,3% do público. No mesmo período, em Maceió, capital de Alagoas, cerca de 23,6% dos homens e 19,3% das mulheres estão obesos.

De acordo com o Institute for Health Metrics and Evaluation de 2020, estima-se que, em 2019, o sobrepeso e a obesidade foram responsáveis por aproximadamente 8,8% do total de mortes no mundo, e 12,6% no Brasil, caracterizando-se como uma das principais causas de óbitos.

Enfrentamento às doenças crônicas não transmissíveis

Caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, a obesidade pode impactar diretamente a qualidade e a expectativa de vida das pessoas afetadas. Para a diretora do Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis (Daent) do Ministério da Saúde, Letícia de Oliveira Cardoso, o monitoramento constante de indicadores sobre o estado nutricional e o consumo alimentar são fundamentais para se conhecer a saúde da população.

“O planejamento e a avaliação das políticas públicas depende do monitoramento constante e oportuno. Esses indicadores ajudam a medir o progresso ou pontos de atenção em relação às metas globais e nacionais no enfrentamento dessas doenças”, afirma Letícia.

Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das DCNT no Brasil, que compreende o período de 2021 a 2030, inclui as metas propostas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Ele determina, entre outros objetivos, conter o crescimento da obesidade entre adultos até 2030, com uma prevalência máxima de 20,3%, com base em estimativas de 2019; e aumentar em 30% o consumo recomendado de frutas e hortaliças, resultando em uma porcentagem de 29,8% de toda a população ingerindo a quantidade recomendada já em 2030.

Outras ferramentas importantes elaboradas pelo Ministério da Saúde que orientam a população sobre hábitos saudáveis são o Guia Alimentar para a População Brasileira, publicado em 2014; e o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, publicado em 2021.

Cuidados na atenção primária

No SUS, a Atenção Primária à Saúde (APS) é o contato mais próximo da população com a saúde pública. A oferta de acompanhamento multidisciplinar – com a equipe da Estratégia Saúde da Família (ESF) e equipe multiprofissional (e-Multi) - e ações que visam informar a população sobre como buscar uma alimentação mais adequada e saudável, auxiliam no cuidado ao sobrepeso e na prevenção da obesidade, que está associada não só ao consumo excessivo de alimentos mas a má qualidade do hábito também. Para casos de maior complexidade, a exemplo da necessidade de intervenções cirúrgicas, a APS compartilha o cuidado com outros pontos da Rede de Atenção à Saúde (RAS).

O Ministério da Saúde ainda dispõe de diversos recursos voltados à qualificação dos profissionais de saúde com o intuito de garantir um atendimento integral à pessoa com sobrepeso e obesidade em todas as fases do cuidado. Isto inclui acolhimento, diagnóstico e assistência às pessoas com sobrepeso ou obesidade, que podem ser trabalhados nos estados, municípios e Distrito Federal, como os instrutivos de Abordagem Individual e de Abordagem Coletiva para manejo da obesidade no SUS.

A formação qualificada reafirma o compromisso de garantir uma abordagem não estigmatizante e busca colaborar com atendimentos mais empáticos e cuidadosos das pessoas com obesidade.  Outra forma de trazer soluções para os problemas sociais é estimular pesquisas e projetos desenvolvidos por universidades e institutos, no tema do cuidado e prevenção do sobrepeso e obesidade. Nesse sentido, produtos como o Material teórico para suporte ao manejo da obesidade no Sistema Único de Saúde são frutos de parcerias da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps) com pesquisadores da área que buscam se apoiar na realidade dos territórios para promoção do cuidado às pessoas com obesidade.

Para a coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição, Kelly Alves, é preciso garantir a implementação de políticas públicas que incentivem as pessoas a terem melhores escolhas para sua saúde, além de promover ações de prevenção e de tratamento oportunas. “Também são necessárias estratégias que protejam as pessoas das práticas e estratégias que as expõem a ambientes obesogênicos, induzindo o consumo de alimentos ultraprocessados e favorecendo o comportamento sedentário, que prejudicam sua saúde”, conclui a coordenadora.

Alimentação saudável e atividade física

A prevenção da obesidade é a melhor estratégia para garantir a saúde e o bem-estar da população desde a infância. Sabe-se que o padrão alimentar relacionado às doenças crônicas não transmissíveis é caracterizado, especialmente, pelo baixo consumo de alimentos in natura e minimamente processados em paralelo ao consumo excessivo de alimentos ultraprocessados. A obesidade está mais relacionada à qualidade do que se come do que à quantidade ingerida. Além disso, outros fatores, como a falta ou insuficiência de atividade física, também desempenham um papel importante no desenvolvimento da doença.

Em 2023 foram realizadas 80.441 cirurgias bariátricas, sendo que 8.239.871 milhões de pessoas teriam indicação

O tratamento cirúrgico da obesidade, a cirurgia bariátrica e metabólica, foi disponibilizado no ano de 2023 para 0,097% dos brasileiros com graus de obesidade 1, 2 e 3, população elegível e possui recomendação para o tratamento segundo normas do país.
Ao todo foram feitas 80.441 cirurgias, sendo 7.570 cirurgias pelo SUS, conforme DATASUS, 3.830 cirurgias particulares e outras 69.041 cirurgias pelos planos de saúde, segundo os dados mais recentes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Em 2023, o volume de cirurgias realizadas pela ANS foi apenas 3,8% maior, se comparado com 2022, quando foram feitas 65.256 cirurgias bariátricas.

 

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O levantamento exclusivo, realizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), comparou o número de brasileiros com obesidade em seus níveis mais preocupantes (1, 2 e 3) com o volume de cirurgias realizadas pelos planos de saúde, somados aos procedimentos realizados pelo sistema público (SUS). O levantamento foi realizado em decorrência do Dia Nacional de Prevenção da Obesidade - 11 de outubro.

A gravidade da obesidade é dividida em grau I (moderado excesso de peso) quando o IMC se situa entre 30 e 34,9; grau II (obesidade leve ou moderada) com IMC entre 35 e 39,9 e, por fim, grau III (obesidade mórbida) na qual IMC ultrapassa 40.

O presidente da SBCBM Antônio Carlos Valezi, explica que a cirurgia chamada bariátrica e metabólica leva este nome porque ela tem como consequência da perda de peso a melhora de doenças cardiológicas, hipertensão arterial, doenças renais, hepáticas e a remissão do diabetes tipo 2, entre outras associadas à obesidade.
"A segurança e a eficácia do procedimento são comprovados e trazem benefícios econômicos e sociais para o sistema de saúde e pacientes. No entanto, a cada ano acompanhamos uma evolução preocupante no que se refere ao crescimento da obesidade e, enquanto isso, menos de 1% da população elegível tem acesso ao tratamento", afirma o presidente da SBCBM Antônio Carlos Valezi.

 

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De acordo com o SISVAN (Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional) - sistema de informações que tem como objetivo principal promover informação contínua sobre as condições nutricionais da população e os fatores que as influenciam - apontam que 8.239.871 milhões de pessoas teriam indicação de cirurgia no ano de 2023. Ao todo, segundo o SISVAN, 5.110.691 milhões foram diagnosticadas com obesidade grau 1, ou 20.62% do de pessoas avaliadas, já a população com obesidade grau 2 totalizou 2.041.747 milhões de pessoas (8.24%) e outras 1.087.433 de pessoas com obesidade grau 3 (grave), representando 4.39% da população avaliada no ano passado.
Os dados de cirurgia realizadas em 2024 são disponibilizados apenas pelo Ministério da Saúde e totalizam 6.008 procedimentos realizados até o mês de julho (tabela abaixo).

A SBCBM defende uma maior transparência no que se refere à informação sobre número de pacientes que aguardam o tratamento cirúrgico da obesidade nas filas do SUS, em estados e municípios do país.

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Dados sobre Obesidade

O presidente da SBCBM, Antônio Carlos Valezi, destaca que a epidemia de obesidade segue em crescimento enquanto existem estados que sequer possuem serviços de cirurgia bariátrica credenciados ao SUS, como é o caso de Rondônia e Roraima.

Quase metade dos brasileiros adultos (48%) terá obesidade e mais 27% terão sobrepeso até 2044, conforme alerta um novo estudo apresentado no Congresso Internacional sobre Obesidade (ICO) 2024, organizado pela Federação Mundial de Obesidade, em São Paulo , no mês de junho.

De acordo com as estimativas do estudo, três quartos dos adultos brasileiros terão obesidade ou sobrepeso dentro de 20 anos. Os autores também estimam que, se as tendências atuais se mantiverem, 130 milhões de brasileiros viverão acima do peso.

“As taxas de obesidade quase triplicaram nos últimos 50 anos, e até 2030 mais de 1 bilhão de indivíduos em todo o mundo devem ser obesos. Isso cria uma tensão econômica significativa, no Brasil e no mundo, devido às doenças não transmissíveis associadas. A causa raiz é um desequilíbrio no gasto de energia, devido a uma interação de fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida", informa Valezi.

 

Indicação

Os critérios previstos nas portarias 424 e 425 do Ministério da Saúde para realização da cirurgia bariátrica pelo SUS são Índice de Massa Corporal (IMC) de 40 Kg/m², com ou sem comorbidades, sem sucesso no tratamento clínico por no mínimo dois anos e que tenham seguido protocolos clínicos. As portarias também permitem a indicação para cirurgia bariátrica de pacientes com IMC > 35 kg/m2 e comorbidades com alto risco cardiovascular, diabetes e/ou hipertensão arterial de difícil controle, apneia do sono, doenças articulares degenerativas ou outras que não tenham tido sucesso no tratamento clínico.

O paciente precisa ainda seguir, obrigatoriamente, um programa multidisciplinar de acompanhamento, que envolve mudanças na alimentação, prática de exercícios físicos e cuidados com a saúde mental.

 

Como é realizada a cirurgia bariátrica e metabólica

A cirurgia bariátrica é um dos principais tratamentos para a obesidade severa ou mórbida e pode ser realizada por meio de diferentes técnicas cirúrgicas, sendo o bypass gástrico e a gastrectomia vertical as mais utilizadas. Um dos grandes diferenciais nesta força tarefa é que todas as cirurgias serão realizadas por videolaparoscopia (técnica minimamente invasiva). Na cirurgia aberta, o médico precisa fazer um corte de 10 a 20 centímetros no abdômen do paciente. Na videolaparoscopia são feitas de quatro a sete mini incisões de 0,5 a 1,2 centímetros cada uma, por onde passam as cânulas e a câmera de vídeo. Trata-se de uma técnica menos invasiva e mais confortável para o paciente, com um tempo de recuperação mais breve, com alta hospitalar antecipada e redução dos riscos de complicações.

Sede dos Correios em Palmas, Tocantins — Foto: Djavan Barbosa/TV Anhanguera

Sede dos Correios em Palmas, Tocantins — Foto: Djavan Barbosa/TV Anhanguera

Os Correios divulgaram nesta quarta-feira (9) os editais com as regras para o novo concurso da estatal. Serão preenchidas 3.468 vagas imediatas, com salários iniciais de até R$ 6,8 mil.

As inscrições deverão ser feitas via internet, no período das 10h desta quinta (10) até às 23h do dia 28 de outubro. As provas estão previstas para o dia 15 de dezembro e serão aplicadas em todas as regiões do Brasil, podendo abranger até 306 localidades. A taxa de inscrição é de R$ 42,00.

As informações foram publicadas na edição desta quarta do Diário Oficial da União (DOU).

A empresa não realizava um concurso público em âmbito nacional desde 2011, quando 1,1 milhão de pessoas se inscreveram para as mais de 9 mil oportunidades.

Desta vez, a seleção vai preencher 3.099 vagas de nível médio (cargo agente de Correios) e 369 para nível superior (cargo analista de Correios). As remunerações iniciais serão de R$ 2.429,26 e R$ 6.872,48, respectivamente.

Há ainda oportunidades para cadastro reserva: 5.344 para o cargo de agente e mais 631 para analista. As regras para participar foram descritas em dois editais diferentes.

O edital na íntegra, anexos, cronogramas e outras publicações referentes ao concurso estará disponível nos sites do IBFC (www.ibfc.org.br) e dos Correios (www.correios.com.br).

De acordo com a estatal, 30% das vagas serão reservadas para pessoas negras (pretas e pardas) e indígenas.

A banca responsável pela organização do concurso é o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC).

Concurso dos Correios: editais são divulgados para mais de 3 mil vagas imediatas — Foto: Reprodução / Diário Oficial da União (DOU)

Concurso dos Correios: editais são divulgados para mais de 3 mil vagas imediatas — Foto: Reprodução / Diário Oficial da União (DOU)

O que se sabe sobre as provas

 

As provas do concurso dos Correios serão aplicadas em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.

O exame para o cargo de agente de Correios (nível médio) será objetiva, com questões de múltipla escolha de conhecimentos gerais e específicos.

Já a avaliação para analista de Correios (nível superior) vai cobrar, além da parte de múltipla escolha, uma redação de texto dissertativo, de até 30 linhas.

Falta de mão de obra

 

A realização do novo concurso dos Correios foi decidida entre a estatal e as federações representativas de empregados e empregadas durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho em 2023.

Segundo os Correios, realizar o concurso público é um dos compromissos assumidos pela atual gestão para solucionar a demanda acumulada nos últimos anos por mais profissionais em posições estratégicas da empresa e evitar a sobrecarga de trabalho.

“A contratação de pessoas é uma medida essencial para que a empresa possa corresponder às novas demandas da sociedade e do mercado”, disse o presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, em comunicado.

 

A quantidade de vagas abertas, no entanto, é considerada insuficiente para suprir o déficit de mão de obra na empresa, alega a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect).

Recentemente, a empresa também abriu as inscrições para outro concurso público, com 33 vagas e salários iniciais de até R$ 6,8 mil. As oportunidades eram para cargos da área de medicina e segurança do trabalho.

Os vereadores que se reelegeram nas eleições de 2024 representam um total de 40,79% das candidaturas vitoriosas na busca por uma vaga nas câmaras municipais.

Os resultados da apuração divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que, dos 58.400 vereadores eleitos pelos brasileiros, 23.823 já tinham mandato e iniciarão mais quatro anos em 2025.

As informações foram sistematizadas pela equipe de tecnologia da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) a partir dos dados oficiais do TSE. Os números ainda podem ser alterados por decisões judiciais em candidaturas que estão sub-judice

O número de vereadores reeleitos representa 58,39% daqueles que tentavam a reeleição. Segundo o TSE, enquanto esses 23 mil conseguiram prolongar seus mandatos, 16.976 (41,61%) buscaram a reeleição e não conseguiram.

A taxa de sucesso na reeleição foi maior entre os candidatos de municípios do Rio Grande do Norte, onde 70,05% dos 1.249 vereadores que tentavam se reeleger conseguiram mais quatro anos de mandato.

Já o Acre teve o menor percentual, com 45,18% candidaturas bem sucedidas o que, em números absolutos, são 61 vereadores reeleitos entre 135 que tentavam se reeleger.

Confira o percentual de vereadores que tiveram sucesso na busca pela eleição no seu estado:

AC - 45,18%

AL - 68,10%

AM - 54,05%

AP - 52,80%

BA - 63,28%

CE - 63,49%

ES - 49,49%

GO - 54,27%

MA - 60,43%

MG - 55,12%

MS - 53,97%

MT - 50,85%

PA - 51,65%

PB - 69,29%

PE - 63,93%

PI - 67,56%

PR - 52,72%

RJ - 59,23%

RN - 70,05%

RO - 51,90%

RR - 46,96%

RS - 59,91%

SC - 55,33%

SE - 60,03%

SP - 54,99%

TO - 58,10%

Com o objetivo de simplificar o desenvolvimento de produtos e flexibilizar os requisitos de registro, a nova regulamentação é fruto de estudos iniciados em 2022, a partir da publicação do Edital de Chamamento n° 15/2022, que reuniu informações fundamentais para o desenvolvimento de produtos biossimilares

Aprovada recentemente, a Resolução de Diretoria Colegiada n⁰ 875 visa simplificar o desenvolvimento de produtos biossimilares, ajustando requisitos de aprovação de forma assertiva. Com a mudança, será possível dispensar algumas etapas e estudos específicos, sempre que tecnicamente viável, criando um ambiente regulatório mais transparente e previsível para o setor.
Os critérios para a comprovação da comparabilidade entre os produtos foram discutidos minuciosamente durante o processo regulatório. Uma das inovações é a autorização para utilizar medicamentos comparadores adquiridos internacionalmente em casos de indisponibilidade, desde que atendidos os requisitos técnicos necessários.
De acordo com Tiago de Moraes Vicente, presidente-executivo da PróGenéricos, essa norma aprovada reflete o reconhecimento da Anvisa sobre a importância de promover acesso dos pacientes a produtos biológicos, uma vez que a utilização de biossimilares é uma estratégia crucial de saúde pública para tal propósito, sempre com segurança e eficácia.
O Capítulo V da RDC nº 55/2010, agora revogado, estabelecia uma série de documentos necessários para o registro de medicamentos biossimilares via comparabilidade, incluindo a exigência de comparação adquirida nacionalmente e relatórios detalhados de estudos clínicos de eficácia e comparação.
Em contrapartida, a nova regulamentação introduz várias inovações, como a permissão expressa para o uso de comparador adquirido no exterior, desde que seja realizado um estudo ponte, oferecendo maior previsibilidade e segurança jurídica aos desenvolvedores. Além disso, o novo texto normativo permite, por exemplo, que comprovada a indisponibilidade do comparador tanto no mercado nacional quanto no internacional, poderá ser eleito um comparador biológico registrado com um dossiê completo e por uma das Autoridades Reguladoras Estrangeiras Equivalentes (AREEs).
Processo regulatório

A nova regulamentação resulta de estudos e contribuições recebidas em 2022, com a publicação do Edital de Chamamento n° 15, que coletou informações essenciais para o desenvolvimento de produtos biológicos por meio da comparabilidade.
Após a publicação do Edital, a Anvisa promoveu um Diálogo Setorial com a sociedade civil em julho do ano passado, permitindo uma nova coleta de informações para a abertura do processo regulatório.
A norma foi elaborada de maneira transparente, com ampla participação da sociedade civil desde o início, através do Edital de Chamamento, do Diálogo Setorial e da Consulta Pública — etapas fundamentais para aprimorar a proposta regulatória.
A Anvisa se destaca como uma das primeiras agências reguladoras a alinhar seu marco regulatório com padrões internacionais, refletindo um movimento global para adequar as regulamentações de biossimilares, reconhecido por todos os diretores da Agência como fundamental para ampliar o acesso a estes medicamentos.
Para mais informações sobre o novo regulamento, acesse o site da Anvisa.
Sobre a PróGenéricos
Fundada em janeiro de 2001, a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos) congrega os principais laboratórios que atuam na fabricação e na comercialização desses produtos no país. Sem fins econômicos, a organização tem como missão contribuir para a melhoria das condições de acesso a medicamentos no Brasil, através da consolidação e da ampliação do mercado de genéricos e de biossimilares.
Articulando-se com diversos setores da sociedade e com instituições públicas e privadas, a PróGenéricos canaliza as ações de suas associadas, promovendo e corroborando o debate público em torno de questões relevantes para o setor da saúde e para o desenvolvimento da indústria farmacêutica no País.

Conhecida também como varicela, a doença é transmitida às pessoas por meio do vírus Varicela-Zoster

Com oito casos em Alagoas este ano, Sesau orienta sobre vacinação contra a catapora
Esquema vacinal contra a catapora se inicia aos 15 meses de idade e, aos 4 anos de idade, é necessário receber a segunda dose da vacina varicela atenuada - Foto: Carla Cleto / Ascom Sesau
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) orienta a população a manter a caderneta de vacinação em dia e se proteger de várias doenças imunopreveníveis. Uma delas é a varicela, popularmente conhecida como catapora, transmitida pelo vírus Varicela-Zoster. Este ano, de janeiro a setembro, foram informados oito casos, sendo eles nas cidades de Arapiraca, Porto Real do Colégio, Maceió, Jacaré dos Homens, Santana do Mundaú, Matriz do Camaragibe, Rio Largo e Penedo. No ano anterior, no mesmo período, foram contabilizados quatro casos, sendo eles nos municípios de Maceió; Igreja Nova; Ouro Branco; Santana do Ipanema.

A doença é caracterizada pelo surgimento de exantema (erupção cutânea) de aspecto de bolha, manifestando-se em crianças e adultos, aumentando sua incidência entre os meses de agosto e novembro, devido à mudança climática e à aglomeração.

O esquema vacinal contra a catapora se inicia aos 15 meses de idade, com a primeira dose da vacina varicela atenuada, juntamente com a segunda dose da vacina tríplice viral. Aos 4 anos de idade, conforme o Calendário Vacinal do Ministério da Saúde (MS), é necessário receber a segunda dose da vacina varicela atenuada, completando o esquema vacinal.

As crianças podem receber a vacina varicela atenuada até os seis anos, 11 meses e 29 dias, ou seja, até quando forem menores de 7 anos de idade. Para estar devidamente protegida contra a varicela, toda criança até seis anos, 11 meses e 29 dias deve ter duas doses de vacina com o componente varicela registradas na Caderneta de Vacinação. Já em casos de pessoas que tiveram contato com o vírus, a vacina deve ser realizada de forma seletiva e de acordo com as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.

Essa recomendação se aplica no período de cinco dias, para administração da vacina, e de quatro dias, para administração da Imunoglobulina Humana Antivaricela (IGHAV), após o contato com caso suspeito ou confirmado de varicela. O secretário de Estado da Saúde, Gustavo Pontes de Miranda, ressalta sobre a importância de manter a Caderneta de Vacinação atualizada. “A vacinação é a melhor forma para se proteger, pois o imunizante age para estimular a produção de anticorpos contra o vírus. Ao ser infectado, o corpo vacinado já está pronto para responder à ameaça”, explicou o gestor, destacando que para se vacinar basta comparecer ao posto de vacinação mais próximo, portando a Caderneta de Vacinação

Sinais e sintomas

A catapora é facilmente transmitida para outras pessoas. O contágio acontece por meio do contato com o líquido da bolha ou pela tosse, espirro, saliva ou por objetos contaminados pelo vírus, ou seja, contato direto ou de secreções respiratórias. Indiretamente, é transmitida por meio de objetos contaminados com secreções de vesículas e membranas mucosas de pacientes infectados. Entre os sinais e sintomas apresentados estão febre moderada, mal-estar, bolhas no corpo, prostração, cefaleia, anorexia e dor de garganta.

Em crianças, a evolução geralmente é benigna e autolimitada, em adolescentes e adultos o quadro clínico tende a ser mais severo. Em Alagoas não há registro de óbitos pela doença, mas o Estado monitora todos os casos hospitalizados e surtos reportados pelos municípios.

Apesar de ser uma proposta polêmica, nenhum deputado se opôs, e a matéria foi aprovada por unanimidade

 ALE aprova PL que prevê multa para usuários de drogas em Alagoas
ALE aprova PL que prevê multa para usuários de drogas em Alagoas. Foto: Ascom ALE

Após as eleições, 19 dos 27 deputados estaduais de Alagoas aprovaram, em sessão ordinária e extraordinária, nesta terça-feira (8), o Projeto de Lei 712/2024. Esse projeto impõe sanções administrativas a usuários de drogas ilícitas flagrados em logradouros públicos no estado. Assim, usuários de maconha e outras substâncias poderão ser multados em 5 (R$ 172,05) ou 10 (R$ 344,10) Unidades Padrão Fiscal do Estado de Alagoas (UPFAL), dependendo do local da autuação.

A proposta foi apresentada pelo deputado estadual Cabo Bebeto (PL). Após ser aprovada na primeira votação, uma sessão extraordinária, solicitada pelo próprio deputado, foi realizada para aprovar o texto em segundo turno. “A matéria foi aprovada em ambos os turnos, como prevê o regimento, e agora segue para a sanção do governador, que pode optar por vetá-la”, explicou o parlamentar.

Apesar de ser uma proposta polêmica, nenhum deputado se opôs, e a matéria foi aprovada por unanimidade. O texto foi elaborado após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que pessoas flagradas com até 40 gramas de maconha não podem ser consideradas traficantes, mas sim consumidoras.

O objetivo do projeto é desestimular o consumo de qualquer quantidade de substância que cause dependência em ambientes públicos. A multa inicial será de 5 UPFAL, mas aumentará para 10 UPFAL se o flagrante ocorrer próximo a escolas, hospitais, instituições beneficentes, locais de trabalho coletivo, unidades policiais, espaços culturais, praias e locais de tratamento para dependentes químicos.

O artigo 1º do PL define que constitui infração administrativa quem for flagrado consumindo, comprando, guardando, transportando ou trazendo consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com a legislação.

A caracterização do ato infracional será determinada após perícia criminal, e a multa deverá ser paga em até 30 dias após a notificação do infrator. Essa situação se aplica a quem for flagrado em avenidas, rodovias, ruas, calçadas, praças, ciclovias, praias e outros espaços públicos.

Todos os detalhes do flagrante serão registrados em um auto de infração provisório, elaborado pelo agente público competente. O documento se tornará definitivo após confirmação por perito oficial de que o material apreendido é uma droga ilícita e que causa dependência.

Desse total de candidatos ao cargo de vereador que não receberam qualquer voto, mais de 400 garantiram a suplência

Urna eletrônica

Mais de 1,6 mil candidatos ao cargo de vereador nas eleições municipais deste ano não tiveram sequer um voto. Ou seja, nem mesmo os próprios postulantes votaram em si mesmos. Levantamento do Metrópoles analisou dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponíveis até a tarde dessa segunda-feira (7/10).

Ainda que não tenham computado um voto sequer, mais de 400 candidatos a vereador garantiram a suplência. Os suplentes podem assumir o cargo que pleiteavam na ausência do titular – por exemplo, no caso de morte ou licença para assumir outro posto.

No que se refere à distribuição por unidade da Federação, o estado da Bahia aparece na liderança, com ao menos 268 candidatos sem qualquer registro de voto. Outros 214 concorriam em cidades de São Paulo e 193 disputavam em municípios mineiros.

Já em relação ao gênero, há um maior equilíbrio, uma vez que o levantamento identificou 843 candidatos que não computaram qualquer voto e 802 candidatas.

Apesar de curioso, o fato de um candidato não votar nem mesmo em si não representa ilegalidade. Ainda assim, em pleitos anteriores, a falta de votos aliada a um grande volume de receitas serviu de indício do uso de candidaturas laranjas.

Vale destacar que os dados do TSE ainda são passíveis de atualizações. Embora a Justiça Eleitoral já tenha tido acesso a 100% dos votos depositados nas urnas eletrônicas utilizadas no pleito, a divulgação da totalização e dos resultados nos repositórios de dados costuma enfrentar lentidão.

O levantamento do Metrópoles levou em conta apenas os postulantes considerados aptos ou com o registro de candidatura em fase recursal. Assim, a análise excluiu os inaptos, os que tenham morrido ou os que renunciaram ao pleito.

Eleições 2024

No último domingo (6/10), eleitores de mais de 5,5 mil municípios foram às urnas para definir quem ocupará, pelos próximos quatro anos, os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador. Mais de 120 milhões de brasileiros exerceram o direito de voto, o que corresponde a mais de 78% do eleitorado.

Nas cidades com mais de 200 mil eleitores em que haverá 2º turno, a população terá de regressar às urnas no dia 27 de outubro.

 Luciano Barbosa é reeleito prefeito de Arapiraca
                            Luciano Barbosa durante seu voto neste domingo (6). Assessoria

Luciano Barbosa (MDB) foi reeleito prefeito de Arapiraca neste domingo (6), conforme a apuração de 100% das urnas. Ele obteve 100.890 votos, com 85,04%, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Arapiraca é o segundo maior colégio eleitoral de Alagoas, com 156 mil eleitores.

O prefeito disse que é preciso encarar as coisas com serenidade, uma vez que a votação expressiva também mostra que há uma grande responsabilidade para o próximo mandato.

“Na hora que vejo o tamanho da vitória, tenho que ver que a coluna da responsabilidade é a mesma. É uma grande responsabilidade que o povo está colocando para mim, dizendo que confia em mim e o tanto que confia", afirmou.

Além dele, participaram do pleito Fabiana Pessoa (PL), Dr. Silvio Cezar (PSOL) e Lindomar Ferreira (PSDB). Tarcizo Freire (Solidariedade) desistiu da disputa na última semana.

Luciano manteve sua chapa do primeiro mandato, com a atual vice-prefeita, Rutineide Pereira Melo, a Rute Nezinho (Progressistas), mantendo-se no posto.

"O que faço dessa leitura é: o povo está dizendo que acha que tenho condições de resolver os problemas da população. Não tem como escapar dessa realidade. Vou enfrentá-la e vou fazer o meu melhor", analisou.

Durante a campanha, o prefeito passou por todos os bairros da cidade, se reuniu com empresas e vereadores. A última caravana acabou às 21h deste sábado (5).

Entre as promessas, está a continuidade dos projetos que vem desempenhando no município. Uma das principais é que Arapiraca tenha 100% de suas escolas em tempo integral, sendo a primeira cidade do país a fazê-lo.

Além do MDB, a base de Luciano Barbosa foi composta pelos partidos Progressistas, PSB, Podemos, Federação PT/PV/PCdoB, e União Brasil.

Ele agradeceu o apoio dos deputados federais Arthur Lira (PP), Daniel Barbosa (PP) e Paulão (PT) e a colaboração do senador Rodrigo Cunha (Podemos).

Em 2020, a chapa Luciano e Rute saiu vitoriosa com 59.249 votos, representando 54,56% do total válido.

Apuração das urnas neste domingo confirma 2º turno entre Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSol)

 Eleições 2024: Nunes e Boulos vão disputar 2º turno em São Paulo
Eleições 2024: Nunes e Boulos vão disputar 2º turno em São Paulo. Foto: Montagem/Metrópoles

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o deputado federal Guilherme Boulos (PSol) vão disputar o segundo turno da eleição à Prefeitura de São Paulo, que ocorre no dia 27 de outubro. Os resultados foram divulgados na noite deste domingo (6/10) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Com 99% das urnas apuradas, Nunes tinha 29,49% dos votos, enquanto Boulos somava 29,04%. Os dois desbancaram o influenciador Pablo Marçal (PRTB), que marcava 28,14%, em terceiro lugar, na disputa para prefeito da capital paulista mais acirrada desde 1985, ano da primeira eleição direta pós ditadura militar.

A deputada federal Tabata Amaral (PSB) ficou em quarto, com 9,93%, enquanto que o apresentador José Luiz Datena (PSDB) não conseguiu ultrapassar a marca dos 2% — tinha 1,84% —, no pior desempenho de um tucano na história das eleições paulistanas. Atrás dele, Marina Helena (Novo) somava 1,38%.

Nunes se manteve na frente durante toda a apuração. Boulos largou em terceiro lugar e ultrapassou Marçal quando havia 30,69% das urnas apuradas. A disputa pela liderança chegou a ficar bem apertada e, com 47,7% de apuração, a diferença entre o atual prefeito e o candidato do PSol era de apenas 1.716 votos.

No final, cada um dos três candidatos teve mais de 1,7 milhão de votos.

Campanha agressiva

A campanha foi a mais bélica da história recente da política paulistana. Marcada por ofensas pessoais em série, agressões físicas em debates e acusações de corrupção, ligação com o tráfico e até de uso de drogas, a disputa contou com o uso sistemático das redes sociais, reverberou em batalhas jurídicas e colocou à prova a influência de padrinhos políticos e de grandes alianças partidárias.

A corrida eleitoral começou com os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à frente nas pesquisas eleitorais. O deputado federal Guilherme Boulos (PSol), aliado do petista, e o prefeito Ricardo Nunes (MDB), que atraiu o clã bolsonarista, lideravam os levantamentos e apostavam na polarização esquerda versus direita para chegar ao segundo turno, em uma espécie de recall das eleições de 2022.

Durante meses, o atual prefeito e candidato à reeleição costurou uma extensa coligação partidária com o objetivo de impedir uma candidatura genuinamente bolsonarista e embarcar na eleição como o nome “consensual” da direita para derrotar Boulos, em uma espécie de “frente ampla” contra o que ele chama de “extrema esquerda”.

A articulação rendeu frutos: o emedebista conseguiu evitar as candidaturas de Ricardo Salles (então no PL) e Kim Kataguiri (União Brasil), e garantiu uma aliança com 12 partidos, o que lhe rendeu mais de 60% do tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV. O prefeito também recebeu o apoio oficial de Bolsonaro, que indicou seu vice de chapa, o Coronel Mello Araújo (PL).

O plano de chegar na campanha como o único representante da direita, no entanto, acabou frustrado aos 45 minutos do segundo tempo, quando o influencer Pablo Marçal (PRTB) entrou em campo. Famoso na internet por sua atuação como coach, Marçal se apresentou como o candidato “antissistema” da vez e passou a competir com o prefeito pelos votos do eleitorado bolsonarista.

Com discurso típico da extrema direita, como a existência de um “consórcio comunista” de seus adversários, e disseminação de fake news, como a acusação de que Boulos consome cocaína, o influencer rachou a direita, atraiu uma leva de bolsonaristas, e passou a crescer nas pesquisas de intenção de voto, até empatar numericamente com Nunes, ameaçando o projeto de reeleição do emedebista.

Marçal também despertou interesse no clã Bolsonaro, de quem chegou a ganhar elogios no início da campanha, e ajudou a escancarar o desconforto da família com o apoio ao prefeito paulistano. A relação com o ex-presidente e seus filhos, no entanto, seria marcada por um intenso “morde e assopra” durante a campanha, com direito a Marçal chamando Carlos Bolsonaro de “retardado” e ao ex-presidente dizendo que “falta caráter” ao influencer.

Além de Marçal, outra novidade na corrida eleitoral também movimentaria a disputa em São Paulo, por motivos diferentes. Depois de desistir quatro vezes de se candidatar em outras eleições, o apresentador de TV José Luiz Datena (PSDB) confirmou que tentaria a Prefeitura de São Paulo em 2024, abandonando a então aliada Tabata Amaral (PSB), com quem vinha discutindo compor uma chapa como seu vice.

Com desempenho ruim nos primeiros debates e uma postura de anticandidato nas ruas — sem pedir votos e mostrando desconhecer até mesmo o número do próprio partido —, Datena saiu de uma posição de destaque nas pesquisas até derreter à quinta posição nos levantamentos mais recentes, ficando atrás de Tabata, inclusive.

Mesmo assim, foi protagonista de um dos momentos mais tensos da eleição: a cadeirada em Marçal, no debate da TV Cultura, em setembro. O episódio aconteceu em meio a uma escalada de agressividade na campanha, que começou hostil já no primeiro debate, em agosto.

Os debates seguintes também acabaram marcados por atos violentos. Marçal insinuou que Boulos era usuário de cocaína. As provas da acusação nunca apareceram. Ao invés disso, uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo mostrou que a equipe de Marçal se utilizava de um processo envolvendo um homônimo de Boulos para atacar o deputado.

Marçal nunca voltou atrás na fala e o episódio foi levado por ele até os últimos dias antes do primeiro turno, gerando condenações na Justiça Eleitoral que obrigaram o influencer a publicar uma série de direitos de resposta de Boulos em suas redes sociais. No debate da TV Globo, na última quinta-feira (3/10), o candidato do PSol exibiu um exame toxicológico para provar que não usa drogas e desafiou o rival do PRTB a fazer o mesmo.

A postura agressiva de Marçal se estendeu também a outros adversários, que ganharam apelidos jocosos, como “bananinha”, no caso de Nunes, e “para-choque de comunista”, no caso de Tabata, e foram alvo de provocações e mentiras. Depois do segundo debate, quando o influencer usou uma carteira de trabalho pagar fingir “exorcizar” Boulos, que reagiu dando um tapa no documento, as campanhas passaram a exigir regras mais duras das organizações dos eventos televisivos.

Outro episódio de violência envolveu um produtor da campanha de Marçal, que deu um soco no marqueteiro de Nunes, Duda Lima. O caso aconteceu nos bastidores, logo após Marçal ser expulso do debate do Flow por desrespeitar as regras da organização e fazer ofensas pessoais a Nunes durante suas considerações finais.

Frustrada com a sequência de baixarias e a não discussão de propostas, Tabata Amaral (PSB) viralizou nas redes ao comentar o episódio. “Sabe qual é a merda maior? Eu estava lá que nem uma filha da puta falando sobre as minhas propostas, fazendo um debate sério, e eu tenho certeza que amanhã só vão falar do soco. Não vão comparar as propostas. Eu tenho uma teoria, quase uma teoria da conspiração, de que colocaram o Pablo Marçal para que a gente não visse as merdas que estão acontecendo em São Paulo”, disse Tabata.

 Veja os prefeitos eleitos nos municípios do interior de Alagoas
 

 

As seções eleitorais de Alagoas fecharam às 17h deste domingo (6), dando início ao processo de apuração dos votos das urnas eletrônicas. No estado, Branquinha, Cacimbinhas, Jaramataia, Mar Vermelho e Satuba foram as primeiras cidades com o resultado anunciado para prefeito, já que possuíam candidatura única.

 

A atualização da apuração é feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Veja o resultado para prefeito nos 102 municípios de Alagoas:

 

 

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