No mês de novembro os especialistas do Hospital Moinhos de Vento listam algumas recomendações que colaboram para a manutenção da qualidade de vida dos homens e aumento da longevidade, prevenindo o câncer de próstata ou evitando as formas mais graves da doença. São elas:
-Tratar a obesidade e manter o peso corporal adequado à altura;
-Ter uma alimentação saudável e balanceada, rica em alimentos naturais e minimamente processados, como verduras, legumes, frutas, grãos e cereais integrais, com menos gordura, especialmente de origem animal;
- Evitar consumir bebidas alcoólicas;
- Evitar fumar;
-Seguir a recomendação da Organização Mundial da Saúde para sair do sedentarismo, dedicando semanalmente 150 minutos para atividade física, equivalentes a duas horas e meia de exercícios de intensidade moderada;
-Realizar avaliações médicas periódicas: os homens em geral precisam passar em consulta de rotina e exames preventivos a partir dos 50 anos. Já aqueles que têm histórico familiar de cânceres de próstata ou de mama, precisam iniciar os cuidados aos 45 anos. Pacientes negros também precisam estar atentos a essas condições hereditárias, pois são mais suscetíveis ao desenvolvimento de câncer de próstata. Consultas preventivas ajudam a diagnosticar câncer de próstata localizado somente no órgão, trazendo mais chances de remissão e cura;
- Fazer avaliações genéticas ajuda a personalizar estratégias para rastreamento do câncer. Toda neoplasia identificada precocemente tem maior chance de cura e rápida recuperação para o paciente.
O que é o câncer de próstata?
O câncer de próstata é um tumor que afeta a próstata, glândula localizada abaixo da bexiga e que envolve a uretra, canal que liga a bexiga ao orifício externo do pênis. A função da próstata é produzir um líquido que compõe parte do sêmen, que nutre e protege os espermatozoides. Esse é o tipo de câncer mais frequente entre os homens, seguido do câncer de pele.
Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) estimam 71 mil novos casos de câncer de próstata em 2024. A mortalidade brasileira por essa enfermidade ainda é alta: cerca de 15 mil homens morrem todos os anos em decorrência dela.
“Ao notar sinais como dificuldade para urinar, aumento da frequência urinária - especialmente à noite-, fluxo urinário fraco ou interrompido e sensação de que a bexiga não esvazia completamente, procure atendimento médico. Sangue na urina ou no sêmen, além de dor pélvica ou óssea, também são alarmantes e podem representar um estágio avançado do câncer, que necessita de exames específicos, como o de toque retal e coleta de PSA pelo sangue, além da avaliação clínica do especialista”, explica o chefe do serviço de Urologia do Hospital Moinhos de Vento, Eduardo Carvalhal.
Para o urologista e coordenador do Núcleo de Cirurgia Robótica Urológica do Hospital Moinhos de Vento, Andre Berger, o diagnóstico precoce é primordial para um desfecho satisfatório. “Em 90% dos casos o câncer identificado primariamente tem alta probabilidade de cura. Por isso, os check-ups anuais são essenciais para conter a doença e proporcionar qualidade de vida ao paciente”, pontua Berger. Sobre o Hospital Moinhos de Vento
Com o propósito de cuidar das pessoas, integrando assistência, pesquisa e educação, o Hospital Moinhos de Vento, fundado em 1927, foi o segundo hospital do país acreditado pela Joint Commission International (JCI), sendo reacreditado pela oitava vez consecutiva em 2023. Possui um dos parques robóticos multiplataforma mais diversificados da América Latina. É referência nacional em práticas sustentáveis no setor hospitalar, sendo a primeira instituição do Brasil a construir, em seu complexo, uma Central de Transformação de Resíduos. É um dos seis de referência do Brasil segundo o Ministério da Saúde e o único fora do eixo-SP a integrar o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). Melhor hospital da Região Sul e quarto melhor hospital do País, de acordo com a revista Newsweek, melhor empresa do País no segmento Saúde no Anuário Época Negócios, e quarto melhor da América Latina no Top Ranking Latam e a revista América Economía.
Estudo inédito do Trata Brasil mostra como secas, ondas de calor e tempestades podem impactar o abastecimento de água no país
Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Rio de Janeiro são os estados com mais risco de terem o seu abastecimento de água afetado por tempestades;
Rio Grande do Sul e Santa Catarina são os estados com maior risco de contaminação de águas superficiais e impacto no sistema de esgotamento sanitário em tempestades;
Mato Grosso do Sul e Amazonas apresentam os maiores riscos de seu abastecimento de água ser afetado por ondas de calor;
Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba possuem o sistema de abastecimento de água mais vulnerável a secas meteorológicas;
Novembro de 2024 – Os efeitos negativos das mudanças climáticas são e serão cada vez mais frequentes. Fenômenos como ondas de calor, secas e tempestades têm impactos diretos nos mais diversos setores da sociedade. Buscando estudar como o tema afeta a população e o seu saneamento básico, o Instituto Trata Brasil, em parceria com a Way Carbon, lança o estudo inédito “As Mudanças Climáticas no Setor de Saneamento: Como tempestades, secas e ondas de calor impactam o consumo de água?”.
As mudanças climáticas representam uma crescente ameaça para o setor de saneamento no Brasil, intensificando desafios já existentes e criando riscos para a operação de sistemas de água e esgoto. Essas variações climáticas não apenas afetam a infraestrutura física das companhias de abastecimento, mas também evidenciam a necessidade de planejamento estratégico baseado em cenários climáticos futuros.
Para a população, estes riscos climáticos intensificam a desigualdade no acesso a serviços de saneamento básico de qualidade, especialmente em áreas urbanas periféricas e rurais, já que enfrentam dificuldades de infraestrutura. Este contexto reforça a necessidade de políticas de adaptação que assegurem o acesso à água e saneamento em cenários climáticos extremos, promovendo a resiliência das comunidades mais afetadas.
QUAIS SÃO OS RISCOS?
O estudo baseia-se nos principais conceitos associados a riscos climáticos, de acordo com o IPCC[1]. Foram analisados três riscos que estão ligados à oferta de água e tratamento de esgoto para a população: tempestades, ondas de calor e secas.
E como cada um pode afetar o sistema de saneamento básico?
Tempestades podem colaborar para o aumento de sedimentos nos mananciais e sobrecarregar os sistemas de drenagem e de tratamento de esgoto, provocando alagamentos, rompimento de tubulações e contaminação de fontes de água potável;
Ondas de calor podem impactar o volume dos corpos d’água, aumentar a contaminação e a demanda por energia, o que pode prejudicar a população. Também aumentam a demanda por água, pressionando os sistemas que, muitas vezes operam no limite de sua capacidade.;
As secas meteorológicas afetam o abastecimento dos mananciais, reduzindo a disponibilidade de água e levando à necessidade de racionamento, ou ao uso de fontes alternativas, muitas vezes de menor qualidade. Afetam diretamente a população, pois a falta de água limita o acesso aos serviços de saneamento básico e aumenta o risco de transmissão de doenças.
O QUE AS PROJEÇÕES APONTAM PARA O BRASIL ATÉ 2050?
Para a elaboração deste estudo foram escolhidos alguns modelos climáticos. Foi definido para a análise o período de referência (1895-1994), que tem o propósito de entender as condições históricas consideradas normais na região e, a partir desse comportamento climático, descrever como se comporta o cenário histórico recente (1995-2014), já com os efeitos da mudança do clima, e as projeções climáticas para o período de 2030 (2021-2040) e 2050 (2041-2060).
TEMPESTADES
Figura 1 – Precipitação máxima em um dia e em cinco dias no horizonte de 2050
Elaboração: WayCarbon a partir de modelos climáticos do CMIP6
Os resultados destacam áreas do Brasil com maior probabilidade de agravamento, em termos de frequência e intensidade, de eventos de precipitação intensa. Os valores mais altos são encontrados na Região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e oeste do Paraná. Considerando o acumulado de chuva em cinco dias consecutivos, mostra padrões de precipitação prolongada especialmente na região Sudeste, com maiores valores no sul de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Em contraste, o Nordeste do Brasil apresenta os menores valores para ambas as variáveis, refletindo o clima mais seco da região.
ONDAS DE CALOR
Figura 2 – Número de ondas de calor e evapotranspiração no horizonte de 2050
Elaboração: WayCarbon a partir de modelos climáticos do CMIP6
Os resultados revelam padrões de temperatura e umidade que refletem as características climáticas distintas do Brasil. O número de ondas de calor apresenta os maiores valores projetados para o Acre, oeste do Amazonas e parte do Nordeste, principalmente nos estados do Rio Grande do Norte e Ceará. Estas regiões, além de já estarem sujeitas a altas temperaturas, também devem ter aumento na quantidade de ocorrências de ondas de calor. Outras regiões como o sul de Mato Grosso do Sul, Paraná, e certas regiões de São Paulo e Minas Gerais apresentam valores intermediários a altos, indicando alta frequência de ocorrência das ondas de calor. A variável que reflete a evapotranspiração (processo de perda de água da superfície do solo) apresenta os maiores valores na região Norte, especialmente nos estados do Amazonas e Roraima, norte do Pará e sul do Amapá. No Nordeste, o fenômeno é mais acentuado nos estados de Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte.
SECAS METEOROLÓGICAS
Figura 3 – Dias consecutivos sem chuva no horizonte de 2050
Elaboração: WayCarbon a partir de modelos climáticos do CMIP6
Os resultados refletem características climáticas do Brasil, com destaque para o sertão e o agreste nordestino, onde os maiores valores projetados são identificados, especialmente nos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Bahia. Regiões de Tocantins, Goiás e Minas Gerais também apresentam valores elevados. O efeito é reduzido na região da Zona da Mata, próxima ao litoral, devido à influência da umidade oceânica.
A VULNERABILIDADE BRASILEIRA OLHADA DE PERTO
Para avaliar os riscos climáticos, considera-se a exposição e a vulnerabilidade das regiões afetadas e sistemas envolvidos. Estes indicadores são utilizados para compreender o grau de susceptibilidade dos municípios aos eventos climáticos extremos e a capacidade de adaptação da infraestrutura de saneamento.
Por exemplo, em relação a exposição, pode-se considerar fatores como a densidade demográfica, pois locais com alta densidade populacional têm maior quantidade de pessoas dependentes de serviços de saneamento e, portanto, mais expostos à interrupções ou falhas do sistema devido à eventos climáticos. Ainda, a quantidade e distribuição das ETAs e ETEs nos municípios permitem identificar aquelas mais expostas aos eventos de secas e tempestades[2]. Diante das projeções até 2050 e dos indicadores de exposição e vulnerabilidade do país, quais serão os impactos e os locais mais afetados?[3]
TEMPESTADES
Considerando o sistema de abastecimento de água, os locais que apresentaram maiores índices de risco com tempestades são aqueles que possuem abastecimento por manancial exclusivamente superficial, expostos ao efeito de acúmulo de sedimentos, e que se localizam em regiões onde há um grande volume de precipitação máxima em cinco dias nos cenários climáticos futuros. Após um evento de precipitação constante, o manancial superficial estará com maior concentração de sedimentos, representando uma perda na qualidade de água bruta. É possível observar os maiores índices de risco no Espírito Santo, Rio de Janeiro e Goiás. Além desses estados, a região sul e sudeste de Minas Gerais, sudoeste da Bahia e a região litorânea de Santa Catarina também apresentam valores de risco elevados.
Dentre as capitais, as cinco com mais risco de terem seus sistemas de água afetados por tempestades são Vitória (ES), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR) e Brasília (DF) e as cinco com menos risco são Recife (PE), João Pessoa (PB), Aracajú (SE), Maceió (AL) e Natal (RN).
Figura 4 – Tempestades e abastecimento de água: Resultado da modelagem do Risco Climático 1
Fonte: WayCarbon
Tabela 1 - Distribuição de resultados do Risco Climático 1 por UF[4]
Fonte: WayCarbon
Além do acúmulo de sedimentos, um outro risco associado as tempestades e abastecimento de água é o de danos físicos relevantes nas infraestruturas das ETAs, além de efeitos sobre a operação, como redução da eficiência no tratamento de água, especialmente por danos nas instalações ou interrupção no fornecimento de energia elétrica.
Os municípios que apresentaram maiores índices de risco são os que se localizam em regiões com projeções de grande volume de precipitação máxima em um dia, e com menor quantidade de ETAs para garantir a distribuição e o tratamento adequado da água. Com isto, a população estaria mais exposta a riscos de desabastecimento e perda da qualidade da água fornecida. É notável uma predominância de risco muito alto em todo o estado do Rio Grande do Sul, onde em maio de 2024, as chuvas intensas danificaram duas das seis ETAs de Porto Alegre, forçando-as a paralisação. Ainda, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Goiás e Pará também apresentaram regiões com índice de risco elevado.
Considerando as capitais do Brasil, as cinco com mais riscos desta modalidade são Florianópolis (SC), Vitória (ES), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ) e Belém (PA). As com menos risco são Rio Branco (AC), João Pessoa (PB), Aracaju (SE), Recife (PE) e Maceió (AL).
Figura 5 – Tempestades e abastecimento de água: Resultado da modelagem do Risco Climático 2
Fonte: WayCarbon
Tabela 2 – Distribuição de resultados do Risco Climático 2 por UF
Fonte: WayCarbon
As tempestades intensas também apresentam um desafio para os sistemas de esgotamento sanitário do país. Estas chuvas concentradas em um único dia intensificam o risco de sobrecarga dos sistemas de esgoto, principalmente em áreas com índice de coleta é insuficiente. O acúmulo repentino de água nas redes pode resultar no transbordamento de efluentes brutos, contaminando cursos d’água e impactando negativamente ecossistemas locais e qualidade de vida da população.
Os municípios que apresentaram maiores índices de risco são aqueles que possuem elevada densidade demográfica, menores índices de atendimento de coleta de esgoto e que se localizam em regiões com tendência de agravamento de precipitação máxima em um único dia. É possível observar uma mancha de risco médio que se estende em grande parte do país, porém os maiores índices se concentram nos estados da região Sul, principalmente Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além de parte do estado do Rio de Janeiro e Pará.
Considerando as capitais, as que mais apresentam risco neste sentido são Florianópolis (SC), Belém (PA), Boa Vista (RR), Teresina (PI) e Vitória (ES). As com menos risco mapeado são Salvador (BA), Rio Branco (AC), Recife (PE), João Pessoa (PB) e Maceió (AL).
Tabela 3 - Distribuição de resultados do Risco Climático 9 por UF
Fonte: WayCarbon
ONDAS DE CALOR
Considerando o sistema de abastecimento de água, os municípios que apresentaram maiores índices de risco são aqueles que possuem menores quantidades de Estações de Tratamento de Água (ETAs) e que se localizam em regiões onde há uma grande incidência de ondas de calor. Com o aumento de frequência e intensidade de eventos deste tipo, é possível que haja aumento na deterioração das infraestruturas e sobrecarga de equipamentos, além do aumento de demanda por água e energia elétrica nas ETAs. Os maiores valores de índice de risco ocorrem em regiões como Amazonas, sul do Mato Grosso do Sul, noroeste do Paraná e oeste de São Paulo, no Rio Grande do Norte e Ceará. Em todos os casos, sobrepõe-se a incidência de eventos de ondas de calor, que podem atingir 17 eventos no ano nestas regiões, com a baixa quantidade (ou ausência) de estações de tratamento de água por município.
As cinco capitais com maior risco no abastecimento de água neste quesito são Rio Branco (AC), Natal (RN), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB) e Vitória (ES). As com um menor índice de risco são Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Goiânia (GO), Porto Alegre (RS) e Teresina (PI).
Figura 6 – Ondas de Calor e abastecimento de água: Resultado da modelagem do Risco Climático 4
Fonte: WayCarbon
Tabela 4 - Distribuição de resultados do Risco Climático 4 por UF
Fonte: WayCarbon
As ondas de calor no Brasil, agravadas pelos efeitos da mudança do clima, apresentam desafios diretos também sobre a operação de Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs). Nestes eventos de altas temperaturas, o maior consumo de água pela população gera maior volume de efluentes a serem processados, e as estações podem sofrer redução na eficiência de tratamento pela sobrecarga. O desgaste físico de equipamentos e infraestruturas pelas elevadas temperaturas também podem levar a necessidade de manutenções mais frequentes, e aumento de custos.
Os municípios que apresentaram maiores índices de risco são aqueles que possuem menores quantidade de estações de tratamento de efluentes e que se localizam em regiões onde há mais ondas de calor ao ano. É notável uma predominância de risco alto em boa parte do Brasil, mas há realce de riscos muito altos em parte do Amazonas, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Ceará.
Nas capitais dos estados, as com maiores riscos são Rio Branco (AC), João Pessoa (PB), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO). As com menos riscos são Belém (PA), Brasília (DF), Goiânia (GO), Porto Alegre (RS) e Teresina (PI).
Figura 7 – Ondas de Calor e esgotamento sanitário: Resultado da modelagem do Risco Climático 12
Fonte: WayCarbon
Tabela 5 - Distribuição de resultados do Risco Climático 12 por UF
Fonte: WayCarbon
SECAS METEOROLÓGICAS
As secas também apresentam um risco crescente para as infraestruturas de saneamento, como as ETAs. Se prolongadas podem afetar os volumes de captação e comprometer a qualidade da água que chega às estações, elevando custos operacionais. As regiões com menor quantidade de ETAs ou com sistemas de tratamento já sobrecarregados podem enfrentar riscos ainda maiores, pela falta de alternativas de redistribuição de carga ou fornecimento de água.
As áreas destacadas (Figura 8) com maior nível de risco são aquelas que apresentam tendência de agravamento dos períodos sem chuva, com balanço hídrico qualitativo ruim e que dispõem de um menor número de ETAs. É possível notar uma concentração de municípios com risco muito alto no agreste e sertão nordestino, com destaque para Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Bahia. O efeito é reduzido na região da Zona da Mata, próxima ao litoral. Também se destacam alguns municípios com risco alto em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, norte de Minas Gerais, Tocantins e Pará.
As cinco capitais possivelmente mais afetadas são Fortaleza (CE), Natal (RN), Teresina (PI), Belém (PA) e São Luís (MA). Já as menos são Curitiba (PR), Manaus (AM), Boa Vista (RR), Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC).
Figura 8 – Secas meteorológicas e abastecimento de água: resultado da modelagem do Risco Climático 7
Fonte: WayCarbon
Tabela 6 - Distribuição de resultados do Risco Climático 12 por UF
Fonte: WayCarbon
As secas afetam a qualidade de vida da população. Nestes eventos, o fluxo dos rios e corpos d’água pode diminuir, prejudicando a capacidade de diluição e aumentando a concentração de poluentes nas águas superficiais. O risco de contaminação e degradação ambiental é ainda maior em áreas onde o balanço hídrico qualitativo já é desfavorável e onde a infraestrutura de tratamento é limitada, com quantidade insuficiente de ETEs.
Os municípios que apresentaram maiores índices de risco são aqueles que possuem pior balanço qualitativo, menor quantidade de ETE e que se localizam em regiões onde há mais dias consecutivos sem chuva. É notável uma predominância de risco alto na região central do país, especialmente na região do Pantanal, além de municípios em Goiás, norte de Minas Gerais, Maranhã e Piauí. Porém, a predominância de municípios com risco muito alto se dá nos estados da Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.
As cinco capitais mais propensas a esta modalidade de risco são Teresina (PI), São Luís (MA), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB) e Brasília (DF). As menos propensas são Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Manaus (AM) e Florianópolis (SC).
Figura 9 – Secas meteorológicas e esgotamento sanitário: resultado da modelagem do Risco Climático 14
Fonte: WayCarbon
Tabela 7 - Distribuição de resultados do Risco Climático 14 por UF
Fonte: WayCarbon
CONCLUSÃO
O estudo revela uma situação que exige atenção e adaptação diante das mudanças climáticas, especialmente em regiões que já enfrentam vulnerabilidades sociais, ambientais e de infraestrutura de saneamento. Os cenários climáticos indicam que o país será cada vez mais impactado por eventos de ondas de calor, secas prolongadas e tempestades intensas, que colocam em risco a eficiência dos sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário e, consequentemente, a saúde e a segurança hídrica da população. De acordo com os resultados apresentados, algumas ameaças climáticas se destacam por região do país, destacadas na ilustração da Figura 1.
Figura 10 - Principais ameaças climáticas para o setor de saneamento por região do Brasil
Fonte: WayCarbon
Para enfrentamento dos riscos climáticos, torna-se necessário que tanto o poder público quanto as empresas de saneamento adotem estratégias de adaptação climática. Ações que contribuem para redução dos riscos incluem o fortalecimento da infraestrutura de captação e tratamento de água e esgoto, a modernização dos sistemas de monitoramento e controle de qualidade da água e investimentos em tecnologia, como o reuso, contribuindo para diversificação das fontes de água. Ainda, políticas públicas que promovem a gestão integrada e sustentável dos recursos hídricos e incentivo a práticas de conservação e reuso de água são indispensáveis para mitigar os impactos das mudanças climáticas e garantir a segurança hídrica da população.
Para Luana Pretto, presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, governantes e operadores devem estar alertas. “Em 2024 vivemos os impactos das mudanças climáticas na pele. O objetivo deste estudo foi entender quais as principais ameaças e riscos climáticos para o acesso a água tratada e coleta e tratamento dos esgotos e, também, em quais estados a população está mais exposta a estes riscos. É imprescindível que haja investimento em adaptação a cenários climáticos extremos promovendo a resiliência das comunidades mais afetadas.”
Sobre o Instituto Trata Brasil
O Instituto Trata Brasil (ITB) é uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) que surgiu em 2007 com foco nos avanços do saneamento básico e na proteção dos recursos hídricos do país. Tornou-se uma fonte de informação ao cidadão para que reivindique a universalização deste serviço mais básico e essencial para qualquer nação. O ITB produz estudos, pesquisas e projetos sociais visando conscientizar o cidadão comum do problema e, ao mesmo tempo, pressionar pela solução nos três níveis de governo. A proposta é que todos conheçam a realidade do acesso à água tratada, coleta e tratamento dos esgotos e busquem avanços mais rápidos.
Sobre a WayCarbon
Fundada em 2006, a WayCarbon é uma empresa global reconhecida pela expertise em soluções que combinam conhecimento científico e de negócios, alavancados pela tecnologia, para apoiar empresas e governos na transição climática. Temos uma carteira de mais de 500 clientes do setor privado, além de vasta experiência no setor público e atendimento de organizações multilaterais (UNDP, CAF, Banco Mundial e IADB) nas áreas de mitigação, adaptação e estruturação de projetos de redução de emissão e remoção de carbono. Em 2022, nos unimos ao Banco Santander Espanha, fortalecendo o nosso compromisso de enfrentar a mudança climática em escala global.
Apesar da redução de 34% no valor das tentativas frente a 2023, o percentual se manteve estável e o valor do ticket médio dos pedidos fraudulentos aumentou em 7,6%
Com a Black Friday se aproximando, as vendas de fim de ano começam a aquecer no varejo, atraindo também a atenção de fraudadores. Segundo a ClearSale, companhia de inteligência de dados e soluções antifraude, as compras virtuais no mês de outubro registraram 176,7 mil tentativas de fraude. Em valores, o prejuízo evitado chegou a R$ 194 milhões, uma redução de 34% em comparação ao mesmo período de 2023. O estudo, que analisou cerca de 14,8 milhões de compras realizadas entre 1º e 31 de outubro, indica que o percentual de fraude foi de 1,19% — valor próximo ao registrado em 2023, que foi de 1,3%.
No período, o ticket médio das tentativas fraudulentas foi de R$ 1.092, aumento de 7,6% em relação ao ano anterior. Entre as categorias mais visadas, games e eletrônicos lideraram (4,5% cada), seguidos por celulares (3,6%), informática (2,7%) e eletrodomésticos (2,0%). Na análise por gênero, a categoria “outros” (incluindo dados não especificados ou pessoas não-binárias) teve o maior índice de tentativas (1,5%), seguida pelo público masculino (1,4%) e feminino (0,7%). Para o levantamento, foi considerado apenas pagamentos via cartão de crédito no e-commerce. São classificadas tentativas de fraude todas as transações suspeitas ou confirmadas.
“O Dia das Crianças e as ofertas antecipadas, impulsionadas pela proximidade da Black Friday, aqueceram o varejo em outubro, mas também atraíram novos golpes. Apesar da queda nos números absolutos em relação ao ano passado, o percentual de fraude se manteve estável, com uma tentativa de fraude a cada 100 pedidos. É essencial redobrar a atenção diante das promoções que ganharão força agora em novembro,” destaca Matheus Manssur, superintendente comercial da ClearSale.
Para acompanhar os movimentos do e-commerce e ajudar empresas e consumidores, a companhia irá monitorar as tentativas de fraudes e outros indicadores do varejo eletrônico brasileiro durante a Black Friday 2024. O monitoramento será feito diariamente durante todo o mês de novembro e atualizado de hora em hora entre os dias 28 de novembro e 1° de dezembro. Sobre a ClearSale
A ClearSale (CLSA3), com mais de duas décadas de experiência no combate às fraudes digitais, é referência em inteligência de dados e oferece um portfólio completo com soluções flexíveis e adaptáveis às necessidades individuais de cada negócio, composto por múltiplas camadas de proteção e antecipação de riscos em diversos setores, como e-commerce, mercado financeiro, vendas diretas, telecomunicações, dentre outros.
Por meio da sua base de clientes, a ClearSale possui um robusto banco de dados que impulsiona um efeito de rede de proteção singular, sendo a empresa que melhor conhece o comportamento digital do consumidor brasileiro. Os especialistas em fraude da companhia lideram a gestão de riscos, dedicados a detectar padrões de ataques e implementar soluções tecnológicas com o mínimo de fricção para combater qualquer tipo de fraude.
Entre os principais sintomas da doença, estão dificuldade para urinar, sangue na urina, perda de peso, dores na região lombar e letargia
Segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária, o câncer de próstata acomete cerca de 4% dos cães com mais de sete anos; se o pet não for castrado, esse número salta para 80%. Gatos também podem ser vítimas da doença.
Durante a campanha Novembro Azul, campanha de conscientização que promove a prevenção do câncer de próstata em homens, a veterinária Dorie Zattoni, da Brazilian Pet Foods, alerta para a importância do diagnóstico precoce da doença em cachorros e gatos, sobretudo aqueles com idade mais avançada. “Eles estão suscetíveis a desenvolver a neoplasia. A detecção precoce da doença nesses animais pode ser decisiva para a qualidade e a longevidade de vida deles”, afirma a especialista.
Segundo ela, este tipo de câncer de próstata pode afetar tanto animais castrados quanto não castrados, embora seja mais comum entre os não castrados. “Assim como nos humanos, a doença nos pets pode ser silenciosa. Por isso, é fundamental acompanhar a saúde do animal e realizar exames de rotina, como o ultrassom abdominal e o toque retal”, diz ela.
Entre os principais sinais destacados por Dorie estão dificuldade para urinar, sangue na urina, perda de peso, dores na região lombar e letargia. Ela ressalta que o diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento eficaz e também alivia o desconforto e o sofrimento dos animais. A veterinária diz ainda que, em casos avançados, o câncer de próstata pode se espalhar para outros órgãos, como ossos e linfonodos, complicando ainda mais o quadro.
“A conscientização sobre o câncer de próstata em pets durante o Novembro Azul salva vidas e fortalece o vínculo entre tutores e bichinhos”, lembra Dorie. “Queremos alertar os tutores para a necessidade de estarem atentos à saúde do animal, além de enfatizar que exames regulares podem fazer toda a diferença”, finaliza.
Sobre a Brazilian Pet Foods
Como uma das maiores fábricas de alimentos do país, a Brazilian Pet Foods em suas 3 décadas de história, já realizou feitos que marcaram sua jornada. Desde seu início em 1992, foi estabelecido o princípio que norteia todas as atitudes e escolhas que levaram a empresa a se tornar referência no mercado de alimentos pet. Princípio que já colocou a Brazilian entre as maiores do ramo. Princípio que faz a empresa crescer ano após ano, estruturalmente e tecnologicamente. Princípio este, que a colocou no ranking da Nielsen como uma das líderes do mercado do sul, e com expansão em todo o país, desde o supermercado da sua cidade até o petshop da sua rua, além do seu trabalho online que cresce junto com a vontade de fazer mais pelos pets. Por isso, a Brazilian Pet Foods evolui sem perder sua essência e seu princípio: Alimentar o prazeroso elo entre você e o seu animal.
A de dose única deve ser tomada o mais breve possível após a relação sexual desprotegida, não ultrapassando 72 horas para alcançar 98% de eficácia; a de duas doses tem eficácia de 95% quando tomada nas primeiras 24 horas após o ato sexual
A pílula do dia seguinte é um contraceptivo de emergência recomendado quando há falhas em outros métodos já adotados pela mulher.
Conforme explica Dra. Liliane de Melo Guimarães, médica ginecologista e consultora da DKT South America, empresa fornecedora de soluções voltadas para o planejamento familiar, empresa fornecedora de soluções voltadas para o planejamento familiar, ela deve ser usada em situações como ruptura do preservativo no momento da ejaculação, esquecimento da pílula anticoncepcional convencional e também em casos de violência sexual.
“O principal objetivo da pílula do dia seguinte é inibir a ovulação e, assim, dificultar a incidência de
gravidez. Caso a mulher não tenha ovulado, o anticoncepcional de emergência deverá impedir ou retardar a liberação do óvulo, evitando a fertilização”, explica a médica, lembrando que há dois tipos de pílulas do dia seguinte: de dose única e de duas doses. Ambas são administradas por via oral, mas há algumas diferenças entre elas.
A primeira deve ser tomada o mais breve possível após a relação sexual desprotegida, não ultrapassando 72 horas. “Quando a paciente faz o uso do medicamento corretamente, a eficácia da pílula de dose única é de 98%”, esclarece Dra. Ao passar das 72 horas, ocorre diminuição da eficácia, uma vez que quanto mais longe do momento do sexo desprotegido for a administração do remédio, menos eficaz ele será.
Já a administração da pílula do dia seguinte de dois comprimidos é diferente: a primeira dose deve ser tomada logo após a relação sexual, e a segunda, 12 horas depois da primeira. Assim, elas diminuem drasticamente a chance de fecundação do óvulo, atingindo eficácia de 95% quando tomada nas primeiras 24 horas após o ato sexual. A médica lembra que, se administrada entre 24 e 48 horas depois do sexo desprotegido, sua eficácia é de cerca de 85%; 49 e 72 horas após o ato sexual, cai para 58%.
“Uma das principais vantagens da pílula do dia seguinte é que ela funciona mesmo no período fértil, já que ela tem um mecanismo para impedir a gravidez. Entretanto, é importante lembrar que é um método de emergência e é fundamental que a mulher adote outras formas de evitar a gravidez”, ressalta a ginecologista. Ela lembra ainda sobre a importância de se utilizar o preservativo para prevenir ISTs.
A médica salienta ainda que a DKT Brasil oferece uma pílula de emergência, de dose única, capaz de evitar a gravidez em 98% dos casos. Mas ela reforça que, como qualquer pílula do dia seguinte, trata-se de um método com alta dose hormonal que não deve ser usado com frequência.
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Sobre a DKT South America
A DKT South America atua de forma efetiva para conscientizar a população sobre a importância do uso de métodos contraceptivos, com foco no Planejamento Familiar e na Prevenção de ISTs e HIV/AIDS e Gravidezes Indesejadas. Ao longo da sua atuação no Brasil e na América do Sul, a empresa é a marca líder no Planejamento Familiar e acredita que todos os casais têm a liberdade de escolher a quantidade de filhos, e quando é o melhor momento para construir uma família. Logo, as DKTs se retroalimentam subsidiando as outras DKTs no mundo para que o planejamento familiar chegue em regiões vulneráveis e distantes. Para saber mais, acesse o site e conheça também as demais plataformas de DKT: DKT Salú, DKT Academy e Use Prudence.
Proposta premiada pela Anatel levaria aparelho pirata a baixar atualização que impede seu funcionamento. Agência disse que está conversando com grupo que sugeriu a medida, mas não confirmou se ela será implementada.
TV boxes apreendidas em outubro de 2020, em operação conjunta de Polícia Civil, Polícia Federal e Receita Federal — Foto: Divulgação
As TV boxes irregulares, que prometem acesso indevido a canais e serviços de streaming, podem ter uma "pane geral". É o que propõe um dos vencedores do concurso criado para receber soluções para combater essas caixinhas, também conhecidas como IPTVs piratas.
No fim de setembro, o desenvolvedor de sistemas Daniel Lima e outros cinco colegas que trabalham na área da tecnologia da informação ganharam o concurso Hackathon TV Box, organizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
O grupo apresentou uma proposta que inutiliza as caixinhas por meio de uma atualização forçada. A Anatel disse que está conversando com os participantes do concurso, mas não confirmou se vai implementar as ideias.
Hoje, a agência costuma pedir para as operadoras bloquearem servidores usados pelas caixinhas irregulares. Mas é como enxugar gelo: os endereços dos servidores na internet são atualizados, o que faz as caixinhas voltarem a funcionar.
Por isso, a ideia do grupo de Daniel foi ir além do que a Anatel já faz para limitar o uso de aparelhos sem autorização.
👉 FUNCIONA ASSIM: a pedido da Anatel, a operadora que receber a tentativa de uma TV box de abrir um servidor pirata pode direcionar o acesso para outro endereço, em que há um arquivo de atualização que é baixado automaticamente e pode impedir o funcionamento da caixinha.
"Conseguimos adicionar um código que a inutiliza totalmente", disse Daniel. "Nossa solução utiliza recursos avançados de rede para possibilitar que o software da caixinha seja alterado, e o usuário seja impossibilitado de acessar conteúdo protegido".
O método é possível porque são as operadoras (ou ISPs, sigla em inglês para "provedor de serviços de internet") que administram a comunicação de rede.
"Como a Anatel controla os ISPs, ela consegue obrigá-los a implementar os recursos avançados de rede que tornam possível à caixinha receber um pacote alterado", explicou Daniel.
"No momento em que a Anatel implementar a solução, vai ser uma pane geral na maioria das caixinhas irregulares que estão em uso", disse Daniel.
Para evitar a inutilização de TV boxes regulares, é necessário definir padrões que afetem somente as caixinhas piratas, como as informações que o próprio aparelho envia sobre si na comunicação com a internet e os endereços que ele busca acessar.
O que falta para o plano sair do papel?
O concurso teve a participação de profissionais e estudantes de áreas como cibersegurança, rede e desenvolvimento. Além do grupo de Daniel, outras duas equipes foram premiadas pela Anatel.
Agora, com as propostas apresentadas, fica a cargo da própria Anatel implementar as soluções (ou parte delas). Isso porque trata-se de uma solução de larga escala, que exige a participação de órgãos públicos, disse Daniel.
"Para o combate à pirataria, é necessária uma parceria entre todos. É um assunto extremamente complexo, que gera bastante prejuízo financeiro para provedores de internet e provedores de conteúdo".
A Anatel informou ao g1 que "tem considerado todos os conceitos e ideais que foram apresentados como melhoria nos processos internos e externos" e que tem feito reuniões com os participantes do hackathon para adaptar as propostas às metodologias já usadas pela agência (veja a nota abaixo).
O g1 questionou se as soluções vencedoras serão implementadas e quando isso aconteceria, mas não houve resposta da agência.
Somente em 2023, a Anatel ordenou a derrubada de cerca de 3.900 servidores usados por TV boxes irregulares. Mas a mudança constante dos endereços desses servidores faz o trabalho se tornar permanente para a agência.
Além de distribuírem conteúdo pirata, as caixinhas irregulares podem trazer prejuízo para usuários. De acordo com a Anatel, os aparelhos não têm assistência técnica e não garantem segurança de dados, o que pode torná-los alvo de ciberataques.
A agência analisou as caixinhas e identificou que algumas podem incluir arquivos maliciosos que assumem o controle do aparelho e capturam dados de usuários, como informações financeiras e arquivos armazenados em outros dispositivos na mesma rede.
Leia a íntegra do comunicado da Anatel:
"A Anatel está realizando reuniões com os participantes do Hackathon além dos premiados, pois todas as equipes apresentaram soluções que foram vistas como oportunidade de melhoria no processo realizado pela Agência. O objetivo das discussões tem sido adaptar as soluções apresentadas as metodologias já utilizadas pela Agência.
Boa parte das propostas estão alinhadas com o que a Anatel já realiza. Desta forma, a Agência tem considerado todos os conceitos e ideias que foram apresentados como melhoria nos processos internos e externos da Agência, que permitirão otimizar a segurança da infraestrutura de telecomunicações e dos usuários.
O processo já está em andamento, pois é contínuo, com a Anatel trabalhando junto com os participantes."
Julgamento ocorre no plenário virtual do STF e vai até o dia 26 de novembro. Fux, Barroso, Fachin e Zanin já votaram para manter no presídio o ex-jogador condenado por estupro coletivo.
Ministro Gilmar Mendes pediu mais tempo para analisar o caso. — Foto: Andressa Anholete/SCO/STF
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (15) para colocar em liberdade o ex-jogador de futebol Robinho.
Robinho está preso há oito meses em Tremembé, no interior de São Paulo. O ex-jogador cumpre a pena de nove anos de prisão por estupro coletivo a que foi condenado na Justiça da Itália. O crime ocorreu em 2013, quando ele era um dos principais jogadores do Milan, na Itália.
Em seu voto, Mendes defendeu a suspensão do processo de homologação de sentença estrangeira em andamento no Superior Tribunal de Justiça e da decisão que confirmou a execução da sentença, "com a consequente soltura [de Robinho], se por outro motivo não estiver preso".
Em uma longa manifestação, Mendes divergiu do entendimento da Core Especial do STJ que determinou a transferência da pena de Robinho para o Brasil.
O ministro afirmou que a Lei de Migração, que é de 2017, não poderia ter retroagido e usada no caso de Robinho, uma vez que o crime ocorreu em 2013.
Isso porque a legislação de 2017 representou uma inovação sobre a homologação de sentença penal estrangeira, o que, na avaliação de Gilmar Mendes, impediria a aplicação no caso do ex-jogador de futebol. O direito brasileiro impede a chamada retroatividade de uma lei em desfavor do réu.
Outro ponto levantado pelo ministro é que Robinho também deveria ter sido investigado e julgado pela Justiça brasileira.
"Portanto, bem consideradas as decisões da Segunda Turma [STF], percebe-se que, ao contrário do que concluiu o ato coator [STJ]– e na esteira das preocupações que externei em julgamento realizado há mais de dez anos –, a não incidência do instituto da transferência da execução de pena à espécie ora decidida não gera impunidade alguma, pois nada impede que a lei brasileira venha a alcançar a imputação realizada na Itália contra o paciente [Robinho]", afirma o magistrado.
Para Mendes, o STJ também não deveria ter determinado a prisão imediata porque a defesa do ex-jogador ainda podia recorrer ao próprio STJ do entendimento que mandou cumprir a pena e ainda ao Supremo.
Os advogados de Robinho acionaram o Supremo contra o entendimento do Superior Tribunal de Justiça que determinou a prisão imediata.
A defesa alega que o ex-jogador não poderia ser preso porque cabia recurso contra a decisão do STJ que validou a sentença estrangeira, portanto, a pena só poderia começar quando se esgotarem todas as chances de recurso.
Os advogados defendem a inconstitucionalidade de trecho da Lei de Migração, que autoriza a execução, no Brasil, da pena imposta em condenação proferida por país estrangeiro ao nacional brasileiro.
O outro argumento da defesa
Robinho — Foto: Jornal Nacional/Reprodução
No outro habeas corpus, a defesa diz que o STJ não poderia ter determinado a prisão, porque essa análise caberia ao juiz da primeira instância que recebesse o caso.
Fux defendeu a legalidade da decisão do Superior Tribunal de Justiça que determinou a prisão.
Segundo o ministro, o STJ não violou "normas constitucionais, legais ou de tratados internacionais a caracterizar coação ilegal ou violência contra a liberdade de locomoção do paciente [Robinho], tampouco violação das regras de competência jurisdicional".
Para Fux, o STJ agiu no exercício de sua competência e deu cumprimento à Constituição e às leis e acordos firmados pelo Brasil.
"Com especial atenção ao fato de o paciente [Robinho] ter respondido ao processo devidamente assistido por advogado de sua confiança e ter sido condenado", escreveu.
Rotina na prisão
Em Tremembé, o ex-jogador Robinho tem como rotina atividades que vão de leitura a partidas de futebol.
A penitenciária costuma ser usada para abrigar presos em casos de grande comoção social. As informações sobre a rotina são da Secretaria de Administração Penitenciária.
Por lei, os detentos têm direito de reduzir a punição caso se dedique aos estudos e trabalho na prisão.
"O custodiado [preso] faz parte da população carcerária sem qualquer distinção no tratamento, seja no cumprimento das regras internas ou no livre arbítrio na participação das atividades ofertadas a toda população carcerária. Tem como rotina a leitura, futebol e a realização de cursos", diz a secretaria.
"Assim como a população prisional da SAP, o preso tem direito a banho de sol em determinado período do dia e recebe visitas, como previsto nas regras regimentais", completa o órgão.
De acordo com um especialista ouvido pela GloboNews, diante deste cenário, as organizações acabam tendo que oferecer salários mais altos para atrair profissionais, o que resulta no repasse de custos ao consumidor final.
Mais da metade das empresas brasileiras, de diferentes setores, têm encontrado dificuldade para contratar e reter profissionais qualificados. É o que aponta uma nova pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia (FGV-Ibre).
O GloboNews Em Ponto desta sexta-feira (15) entrevistou um especialista sobre o tema (veja acima). De acordo com ele, os números são reflexo de um mercado de trabalho aquecido no Brasil após anos de crescimento do PIB e taxas de desemprego historicamente baixas no país.
"Essa dificuldade que as empresas têm na hora de contratar e reter uma pessoa mais qualificada, com potencial de produtividade maior, acaba afetando as entregas da empresa", afirmou Rodolpho Guedon Tobler, pesquisador do FGV-Ibre.
Entre os principais impactos da dificuldade para contratar mão de obra estão, segundo o estudo:
O aumento do número de horas trabalhadas
Atraso nas entregas
Revisão nos preços dos bens/serviços
Rejeição de novos clientes/contratos
Segundo o especialista, diante deste cenário, as empresas acabam precisando pagar mais para atrair profissionais, o que gera um repasse de custos ao consumidor final. Esse cenário preocupa, pois o Banco Central está empenhado em controlar a inflação a longo prazo.
"Esse mercado de trabalho aquecido pode ter impacto tanto na capacidade produtiva do país em algumas atividades, como na construção civil, como também para a inflação", afirma Tobler.
Parte das respostas da nova pesquisa do FGV-Ibre — Foto: Reprodução/TV Globo
Trabalhador estava substituindo um transformador no momento do acidente
Funcionário da Equatorial morreu eletrocutado durante manutenção em poste. Foto: Reprodução
Um funcionário da empresa Equatorial morreu ao sofrer uma descarga elétrica enquanto realizava manutenção em um poste na Avenida Alagoas, em Palmeira dos Índios, no Agreste de Alagoas, nessa terça-feira (12). Outro colega de trabalho ficou ferido.
O trabalhador estava substituindo um transformador no momento do acidente, segundo as primeiras informações. Ele ficou pendurado no poste.
O Corpo de Bombeiros (CB) foi acionado e prestou os primeiros socorros, encaminhando a vítima para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Palmeira dos Índios, onde recebeu atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos. A outra vítima também foi socorrida e levada para a UPA, onde segue internada, mas seu estado de saúde não foi divulgado.
Em nota, a Equatorial Alagoas lamentou o acidente. "Assim que o fato aconteceu, o eletricista foi levado pelo Corpo de Bombeiros para a UPA de Palmeira dos Índios, mas não resistiu. O caso já está sendo apurado e todo o apoio e assistência serão prestados aos familiares da vítima e aos profissionais que presenciaram o acidente", diz a nota.
NOTA:
A Equatorial Alagoas lamenta profundamente o acidente fatal que vitimou o colaborador da prestadora de serviço Control, ocorrido na noite dessa terça-feira (12), no município de Palmeira dos Índios, enquanto executava um serviço na rede elétrica.
Assim que o fato aconteceu, o eletricista foi levado pelo Corpo de Bombeiros para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Palmeira dos Índios, mas não resistiu.
O caso já está sendo apurado e todo o apoio e assistência serão prestados aos familiares da vítima e aos profissionais que presenciaram o acidente.
Foi divulgado, nesta segunda-feira (11), o Edital Nº 44/2024, de seleção de alunos para cursos técnicos integrados ao ensino médio. O Processo Seletivo (PS) 2025 oferta 41 cursos e 2.844 vagas distribuídas entre as 16 unidades, em toda a região de Alagoas. Confira o edital completo.
As inscrições acontecem entre os dias 12 e 28 de novembro, por meio da página da Copeve (www.copeve.ufal.br/sistema). Aos candidatos que concorrem na Situação I (Ampla Concorrência) a taxa de inscrição será no valor de R$ 50,00; aqueles que concorrerem na Situação II (Reserva de Vagas – Cotas) não haverá a cobrança de taxa de inscrição, sendo o candidato isento do pagamento da Guia de Recolhimento da União (GRU).
Os candidatos devem se cadastrar na página da Copeve, e após a conferência dos dados, deverá confirmar sua inscrição, conforme orientações constantes na tela do sistema de inscrição, selecionando o Campus, o Curso, o Turno, a Situação e a Ação Afirmativa que pretende concorrer.
Aqueles que concorrem à Situação I – de Ampla Concorrência, eles deverão imprimir a GRU, gerada pelo sistema de inscrições da Copeve, que deverá ser paga exclusivamente em agências do Banco do Brasil até o dia 29 de novembro.
Mas lembre-se de uma coisa: só é aceita uma única inscrição por candidato, sendo considerada válida a última realizada no sistema.
Para quem precisar, possível assinalar no sistema de inscrições, solicitar a condição para realização das provas, mediante envio requerimento de atendimento especial emitido pelo sistema de inscrições da Copeve, devidamente preenchido e assinado pelo candidata/o, e do laudo médico.
Realização da prova
A realização da prova será no dia 22 de dezembro e terá duração de 3h30min. Os candidatos prestarão exame em nível de Ensino Fundamental, sendo a prova constituída de caderno com 40 questões de múltiplas escolhas, sendo ela composta por três áreas de conhecimento: Português (18 questões), Matemática (18 questões) e Conhecimentos gerais (História e Geografia), com outras quatro questões.
Para participar da prova, o candidato deverá apresentar-se no local e horário indicados no Cartão de Inscrição munido de caneta esferográfica de tinta azul ou preta fabricada em material transparente, Cartão de Inscrição e documento oficial de identidade ou equivalente.
O resultado preliminar será divulgado no dia 15 de janeiro de 2025.
Agora que você já sabe onde e como fazer as inscrições, que tal dar uma olhada nas oportunidades que o Ifal traz esse ano?
Campus Arapiraca: são 144 vagas, distribuídas entre os cursos de Eletroeletrônica e Informática, ambos nos turnos matutino e vespertino. Com início das aulas em 20 de março de 2025.
Campus Batalha: são 108 vagas, distribuídas entre os cursos de Agroindústria (matutino); Agropecuária (vespertino) e Biotecnologia (matutino). Com início das aulas em 24 de março de 2025.
Campus Benedito Bentes: são 108 vagas para o curso de Logística (matutino e vespertino). Com início das aulas em 11 de fevereiro de 2025.
Campus Coruripe: são 144 vagas, distribuídas entre os cursos de Edificações e Mecânica, ambos nos turnos matutino e vespertino. Com início das aulas em 25 de abril de 2025.
Campus Maceió: são 504 vagas, distribuídas entre os cursos de Desenvolvimento de Sistemas, Edificações, Eletrônica, Eletrotécnica, Estradas, Mecânica, Química, todos ofertados nos turnos matutino e vespertino. Com início das aulas em 04 de fevereiro de 2025.
Campus Maragogi: são 144 vagas, distribuídas entre os cursos de Agroecologia e Hospedagem, ambos com turmas matutinas e vespertinas. Com início das aulas em 03 de fevereiro de 2025.
Campus Marechal Deodoro: são 252 vagas, divididas entre os cursos de Meio Ambiente, Guia de Turismo e Desenvolvimento de Sistemas, nos turnos matutino e vespertino, além de Instrumentos Musicais, no turno matutino. Com início das aulas em 31 de março de 2025.
Campus Murici: são 144 vagas distribuídas entre os cursos de Agroindústria e Agroecologia, ambos com turmas matutinas e vespertinas. Com início das aulas em 19 de março de 2025.
Campus Palmeira dos Índios: são 288 vagas, distribuídas entre os cursos de Eletrotécnica, Edificações, Informática e Segurança do trabalho, todos com turmas matutinas e vespertinas. Com início das aulas em 02 de abril de 2025.
Campus Penedo: são 144 vagas, distribuídas entre os cursos de Meio Ambiente e Química, ambos nos turnos matutino e vespertino. Com início das aulas em 7 de abril de 2025.
Campus Piranhas: são 180 vagas, com oferta nos cursos de Agropecuária e Agroindústria, com turmas matutinas e vespertinas, além de Agroecologia (matutino). Com início das aulas em 03 de março de 2025.
Campus Rio Largo: são 72 vagas para o curso de Informática (matutino e vespertino). Com início das aulas em 13 de março de 2025.
Campus Santana do Ipanema: são 144 vagas ofertadas para os cursos de Agropecuária e Administração. Com início das aulas em 12 de maio de 2025.
Campus São Miguel dos Campos: são 144 vagas ofertadas pelos cursos de Informática para Internet e Segurança do Trabalho, ambos nos turnos matutino e vespertino. Com início das aulas em 24 de março de 2025.
Campus Satuba: são 216 vagas divididas entre os cursos de Agroindústria e Agropecuária, ambos em turno integral. Com início das aulas em 30 de abril de 2025.
Campus Viçosa: são 108 vagas ofertadas pelos cursos de Informática para Internet (matutino e vespertino) e Administração (vespertino). Com início das aulas em 31 de março de 2025.
*Com Ascom Ifal
Após Corte formar maioria contra o ex-presidente, em plenário virtual, ministro André Mendonça levou o caso ao plenário físico. Ministros vão poder manter ou mudar votos.
Fernando Collor em imagem de 5 de fevereiro de 2020 — Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo/Arquivo
O julgamento para manter a condenação do ex-presidente Fernando Collor de Mello será reiniciado no Supremo Tribunal Federal (STF).
Em decisão neste sábado (9), o ministro André Mendonça paralisou o julgamento dos recursos da defesa de Collor, que ocorria no sistema virtual da Corte, e levou o caso para análise no plenário físico.
O STF já havia formado maioria para manter a condenação a 8 anos e 10 meses de prisão. Votaram a favor:
Já os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes votaram pela redução da pena no crime de corrupção para 4 anos. Esses votos, se prevalecessem, levariam à prescrição do crime. Ou seja, o ex-presidente não poderia mais ser preso.
Com o pedido de Mendonça, o julgamento será reiniciado, e os ministros terão de apresentar novamente os seus votos — podendo manter ou alterar as posições adotadas virtualmente.
Ainda não há data para a análise. Caberá ao presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, incluir o caso no calendário do Supremo.
Mesmo após a conclusão desse julgamento, as defesas dos condenados poderão entrar com novos recursos. Normalmente, o STF manda executar a pena de prisão quando os segundos recursos são rejeitados.
O ex-presidente havia sido condenado, em 2023, a 8 anos e 10 meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção.
Até a noite de sexta (9), quando os pedidos eram analisados virtualmente, o placar era de 6 votos a 2 para rejeitar os recursos. Havia maioria, portanto, para manter a condenação do ex-presidente.
Segundo a investigação, o dinheiro teria sido pago para assegurar apoio político para indicação e manutenção de diretores da estatal.
Placar para manter a pena
STF fixa condenação de Collor em 8 anos e 10 meses de prisão, em regime inicial fechado
No recurso apresentado à Corte, os advogados de Collor afirmam que houve um erro na contagem de votos que levou a definição do tamanho da pena. Também pedem que a acusação seja rejeitada por falta de provas.
A maioria dos ministros seguiu o voto do relator, Alexandre de Moraes, para manter a pena em 8 anos e 10 meses (relembre o julgamento que condenou o ex-presidente no vídeo acima).
Também votaram pela rejeição dos recursos: Edson Fachin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux. Eles entenderam que não houve qualquer problema na fixação da pena.
José Ailton Ramos de Oliveira morreu na hora, enquanto Braulino Santos Santana chegou a ser socorrido
Os sargentos José Ailton Ramos de Oliveira e Braulino Santos Santana. Divulgação
Morreram, na tarde deste domingo (10), dois sargentos da Polícia Militar de Alagoas que atuavam em uma operação de inteligência. Eles foram atacados em São José da Tapera, no Sertão de Alagoas.
José Ailton Ramos de Oliveira morreu na hora, com um tiro na cabeça. Já Braulino Santos Santana chegou a ser resgatado e levado para o levado para o Hospital de Olho D'água das Flores, onde foi entubado por conta de um tiro no tórax. Ele não sobreviveu aos ferimentos.
Oliveira, natural de Palmeira dos Índios, tinha 53 anos e ingressou na Polícia Militar em fevereiro de 1991, e alcançou a patente de 1º sargento.
Braulino, por sua vez, era natural de Pão de Açúcar, tinha 48 anos e fez parte da turma de agosto de 2006, ocupando a patente de 2º sargento.
Segundo a Polícia, ambos atuaram em boa parte de suas carreiras no 7º Batalhão, localizado em Santana do Ipanema.
"Ambos deixam um legado de bom serviço prestado à sociedade", diz nota da corporação.
Os dois militares estavam em serviço, mas descaracterizados por serem da Inteligência.
Os disparos teriam sido motivados por uma desconfiança dos atiradores em relação a eles.
Perseguição
Os bandidos que balearam os dois PM´s morreram também na tarde deste domingo durante uma ação de captura realizada pelos policiais do COPES-CAATINGA (Companhia Independente de Operações Policiais Especiais do Sertão)
Em uma nova troca de tiros, os policiais do COPES conseguiram neutralizar as ações dos criminosos e durante o embate, os suspeitos reagiram e foram alvejados, não resistindo aos ferimentos.
Decisão do STF afetará apenas as futuras contratações, sem mudança no regime dos servidores atuais
Decisão não altera regras de ingresso por concurso público, mas acaba a estabilidade garantida aos servidores contratados sob o regime jurídico único
O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a constitucionalidade da Emenda Constitucional 19/1998, que alterou o artigo 39 da Constituição Federal, abolindo a obrigatoriedade do Regime Jurídico Único (RJU) e dos planos de carreira para servidores públicos. Com isso, a emenda, que fazia parte da reforma administrativa do governo Fernando Henrique Cardoso, autoriza a contratação de servidores pelo regime da CLT, sem a estabilidade que caracteriza os servidores estatutários.
A decisão foi tomada nessa quarta-feira (6) no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 2135, que questionava a regularidade do processo legislativo que aprovou a emenda. Por maioria de votos, o STF concluiu que não houve irregularidade no trâmite da proposta, que foi aprovada conforme a exigência constitucional, ou seja, em dois turnos e com o quórum de 3/5 dos votos favoráveis tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado.
A Emenda de 1998 possibilitou a contratação de servidores pelo regime celetista, eliminando a obrigação de adotar o regime jurídico único e os planos de carreira, que eram exigidos pela Constituição de 1988. Antes da alteração, o artigo 39 estabelecia que os entes federativos deveriam instituir, em sua área de competência, o regime jurídico único, com a contratação via concurso público e a garantia de estabilidade após o estágio probatório.
A ADI foi ajuizada pelo PT, pelo PDT, pelo PCdoB e pelo PSB, que alegaram que a emenda não seguiu os procedimentos necessários para sua aprovação, uma vez que, segundo eles, a proposta não teria sido aprovada em conformidade com a exigência de votação em dois turnos com maioria qualificada nas duas casas legislativas. Em 2007, o STF havia suspendido temporariamente a vigência da emenda, mas a decisão de agora restabeleceu a validade da mudança.
O julgamento teve início em 2020, com o voto da relatora, ministra Cármen Lúcia, que se posicionou pela inconstitucionalidade da emenda. No entanto, a divergência aberta pelo ministro Gilmar Mendes prevaleceu. Ele argumentou que a modificação no texto constituiu era apenas um ajuste redacional, com o deslocamento de um dispositivo sem alterar seu conteúdo essencial, não configurando violação ao processo legislativo. O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, destacou que a intervenção do Judiciário no processo legislativo só se justifica em casos de flagrante inconstitucionalidade, o que não foi observado neste caso.
A decisão do STF afetará apenas as futuras contratações, sem implicar mudança no regime dos servidores atuais. A liminar que havia suspendido a emenda foi revogada, permitindo que, enquanto os servidores atuais continuam sob o regime jurídico único, novos servidores poderão ser contratados tanto pelo regime celetista quanto pelo estatutário.
O entendimento do STF não altera as regras de ingresso por concurso público, mas a estabilidade garantida aos servidores contratados sob o regime jurídico único não será conferida àqueles que ingressarem sob o regime celetista. Ficaram ao lado de Cármen Lúcia no entendimento de que houve erro no processo de votação apenas os ministros Edson Fachin e Luiz Fux. Os demais se posicionaram pela validade da emenda constitucional.
Somente o fluxo turístico que chega por via aérea deve injetar R$ 2,5 bilhões na economia do estado
Expectativa é que cerca de 650 mil passageiros desembarquem no Aeroporto Zumbi dos Palmares durante a alta estação - Foto: Lucas Meneses / Ascom Setur
A maior da história de Alagoas. É assim que já se define a temporada 24/25 no estado, que acontece no período de dezembro de 2024 a março de 2025, com a expectativa de receber, entre embarques e desembarques, mais de um milhão de passageiros no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, o que significa a injeção de cerca de R$ 2,5 bilhões na economia alagoana.
Os voos conquistados pela Secretaria de Estado do Turismo (Setur), ao longo do ano de 2024, fortalecem e impulsionam o fluxo turístico no estado. Em uma parceria com a operadora Azul Viagens, a Setur captou 46 novos voos para a temporada 24/25, aumentando em mais de 70% as operações captadas pela Setur, além da malha aérea regular, se comparado com a temporada passada.
A conquista se estende ainda aos voos internacionais, com dois deles vindos de Portugal para o Réveillon no estado, além daqueles procedentes de Buenos Aires, no período de dezembro de 2024 a março de 2025.
Há, ainda, três voos que partirão do Uruguai, sendo os últimos operados entre os dias 14 a 21 de setembro, dando continuidade ao trabalho de retomada da ligação direta com esse mercado, que há mais de 28 anos ficou parada.
De acordo com a secretária de Estado do Turismo, Bárbara Braga, a temporada 23/24 alcançou números inéditos e extremamente positivos no estado. A Setur tem realizado um trabalho sólido e contínuo de promoção ao Destino Alagoas, visando ultrapassar os números alcançados nesta próxima temporada, 24/25.
“Os resultados alcançados são fruto de todo o trabalho que o Governo de Alagoas vem desenvolvendo na gestão Paulo Dantas, dando ao setor turístico o protagonismo que lhe é devido, entendendo a importância do setor para o desenvolvimento econômico e social do estado. A partir disso, a Secretaria de Turismo tem investido na promoção do destino em importantes eventos nacionais e internacionais, posicionando o Destino Alagoas e colocando-o como um destino competitivo em seus diversos segmentos turísticos. No estado, a Setur tem garantido a estruturação dos pontos turísticos, com infraestrutura adequada e governanças das regiões que promovem o turismo nos diversos municípios alagoanos”, avaliou a secretária de Estado.
A expectativa é que cerca de 650 mil passageiros desembarquem no Aeroporto Zumbi dos Palmares durante a alta estação. Para além dos passageiros que chegam por via aérea, durante a temporada, o estado recebe ainda turistas que chegam ao destino por meio dos cruzeiros marítimos e também pelas rodovias do estado.
Temporada de Cruzeiros
O Porto de Maceió recebe, neste mês de novembro, o primeiro cruzeiro da temporada, dando início a uma das maiores temporadas do estado. Com 14 navios chegando em 33 paradas ao Terminal Marítimo de Maceió, a temporada será a maior da série histórica. Com a estimativa de que cerca de 148 mil leitos sejam ofertados durante o período de novembro de 2024 a abril de 2025.
Terminal Rodoviário
De acordo com os números divulgados pelo Terminal Rodoviário de Maceió João Paulo II, de janeiro a julho deste ano, por exemplo, houve um crescimento de mais de 10% no número de passageiros, em comparação com o mesmo período em 2023, sendo mais de 672 mil pessoas desembarcando no Destino Alagoas na rodoviária.
Muito confundida com o resfriado, doença pode ser perigosa especialmente para certos grupos populacionais, como crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas e gestantes
Conhecida popularmente como gripe, a influenza é uma infecção respiratória altamente contagiosa, causada pelos vírus da influenza tipo A, B, C ou D - sendo os dois primeiros são os responsáveis por epidemias sazonais mais observadas nas estações climáticas mais frias e chuvosas.
Confundida com um simples resfriado, a doença apresenta sintomas mais intensos, incluindo febre alta, dores no corpo, cansaço, tosse e dores de garganta, que podem durar de cinco a sete dias. Mas não é só isso: a influenza vai muito além de desconfortos temporários e pode gerar complicações sérias de saúde.
“Essa doença pode ser perigosa especialmente para certos grupos populacionais, como crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas e gestantes”, destaca Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, diretor médico da Carnot Laboratórios. Segundo ele, entre as complicações mais comuns, estão as infecções secundárias, como a pneumonia, uma condição que frequentemente requer hospitalização e que é uma das principais causas de óbito relacionada à influenza.
Além disso, de acordo com o especialista, a influenza pode desencadear outras infecções, como otite média, parotidite, bronquite e sinusite. Ainda, pode agravar condições preexistentes, como diabetes, doenças cardíacas e respiratórias, elevando o risco de internações e até mesmo de complicações fatais.
Para reduzir o risco de contágio e também das complicações, o médico sugere que a vacinação contra a influenza seja realizada todos os anos. “Ela é recomendada para todos, especialmente para os grupos de risco, já que é eficaz na prevenção de formas graves da doença e reduz o risco de hospitalização e óbito”, afirma Dr. Medina.
Além da vacinação, ele recomenda outras práticas de prevenção. Entre elas, a higiene regular das mãos e o uso de máscara em locais de alta circulação.
Para Dr. Medina, a conscientização sobre os perigos da influenza e o acesso à imunização são cruciais para a proteção de toda a população. “Se todos fizerem sua parte, a população pode evitar novos surtos da doença”, finaliza o especialista.
Número de mortes após picadas passou de 92 para 134 em um ano
A jornalista Ariane Póvoa, de 40 anos, enfrentou nesta semana um dos maiores medos que toda mãe de criança pequena tem: precisou correr com a filha Amanda, de 1 ano e 4 meses, para o hospital, depois de verificar que a menina havia sido picada por um escorpião enquanto ainda estava no berço. “Ela acordou chorando muito, mas, na hora, não entendi o que era. Pensei que fosse dente nascendo. Ela começou a falar ‘dodói’ e apontar para o braço. Quando fui arrumar o berço, achei o escorpião”.
“Graças a Deus, foi um quadro leve. Ela ficou bem, mas sentindo dor no local da picada”, disse Ariane. Antes de conseguir atendimento para a filha, Ariane chegou a passar por uma unidade da rede pública tida como referência para acidentes com escorpião em Brasília. O local, entretanto, não oferece atendimento pediátrico. “Só naquele dia, foram três casos de picada de escorpião em crianças no Hospital Materno Infantil, onde conseguimos atendimento.”
Por morar em apartamento, a jornalista nunca imaginou que passaria por algo do tipo. O episódio ocorreu por volta das 5h30 desta quarta-feira (6), e Amanda teve alta no fim da tarde. “Ela não apresentou náusea, vômito, calafrio, nem sudorese, mas, como é protocolo, teve que ficar em observação por seis horas”, contou. “Durante a madrugada e hoje de manhã, ela ainda teve febre e está um pouco mais enjoadinha. Estamos monitorando com a pediatra.”
Casos como o de Amanda tornam-se cada vez mais comuns no Brasil. Dados do Ministério da Saúde mostram que pelo menos 202.324 notificações de acidentes com escorpiões foram registradas no país ao longo do ano passado – 20.243 a mais que o total registrado no ano anterior. Esta é a primeira vez que o total de notificações passa de 200 mil.
O número de mortes provocadas por picadas de escorpião também aumentou, passando de 92 em 2022 para 134 no ano passado. As mortes provocadas por acidentes com escorpião ultrapassaram até mesmo os óbitos causados por picadas de serpente que, no ano passado, totalizaram 133.
Entenda
O chamado acidente escorpiônico representa o quadro clínico de envenenamento provocado quando um escorpião injeta sua peçonha através do ferrão. Representantes da classe dos aracnídeos, os escorpiões são predominantes nas zonas tropicais e subtropicais do mundo, com maior incidência nos períodos em que há aumento de temperatura e de umidade.
No Brasil, os escorpiões classificados pelo ministério como de importância em saúde pública são:
- escorpião-amarelo (T. serrulatus) - com ampla distribuição em todas as macrorregiões do país, representa a espécie de maior preocupação em função do maior potencial de gravidade do envenenamento e fácil adaptação ao meio urbano.
- escorpião-marrom (T. bahiensis) - encontrado nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
- escorpião-amarelo-do-nordeste (T. stigmurus) - espécie mais comum no Nordeste, mas com alguns registros nos seguintes estados: Tocantins, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
- escorpião-preto-da-amazônia (T. obscurus) - principal causador de acidentes e óbitos na região Norte e no Mato Grosso.
Perfil das vítimas
Dados da pasta mostram que a maioria dos casos ocorre em grupos com idade entre 20 e 29 anos, seguido pelos grupos de 40 a 49 anos, 30 a 39 anos e 50 a 59 anos. Já o grupo menos acometido é o de 80 anos ou mais, seguido pelo de 70 a 79 anos.
Os números indicam que 53% das vítimas de picadas de escorpião em 2023 eram pardas (53%), seguidas por brancas (30%), pretas (7%) e amarelas (1%), sendo que em 8% dos casos não foi identificada raça ou cor do paciente.
Distribuição dos casos
Entre as regiões do país, o Sudeste lidera, com 93.369 acidentes com escorpiões. Em seguida, estão o Nordeste, com 77.539; o Centro-Oeste, com 16.759; o Sul, com 7.573; e o Norte, com 7.084.
São Paulo lidera entre os estados com maior número de notificações (48.651), seguido por Minas Gerais (38.827) e pela Bahia (22.614). Já Alagoas registra o maior coeficiente de incidência do país (376,02 para cada grupo de 100 mil pessoas). Minas Gerais responde ainda pela maior taxa de letalidade (0,17).
Dados da pasta revelam que 65,92% das notificações de acidentes com escorpiões são feitas em zonas urbanas; 30,43%, em áreas rurais; e 0,53%, em zonas periurbanas, enquanto em 3,12% dos casos a informação foi ignorada ou não foi registrada.
Local e gravidade da picada
Dentre os principais locais de picada, o pé aparece em primeiro lugar (22,56%). Em seguida, estão dedos da mão (22,28%), mão (18,32%), dedos do pé (9,38%), perna (5,63%), tronco (5,38%), braço (4,57%), coxa (3,92%), cabeça (2,64%) e antebraço (2,47%). Em 2,85% dos casos, o local não foi registrado.
De acordo com o ministério, 89% das notificações de acidentes com escorpião registradas em 2023 foram classificadas como leves; 5,99%, como moderadas; e 0,77%, como graves, sendo que, em 4,16% dos casos, o nível de gravidade não foi informado.
Tempo de espera
Os números revelam que a taxa de letalidade por picada de escorpião aumenta à medida que o tempo decorrido desde o acidente se torna maior. Em pacientes que receberam atendimento entre uma e 12 horas após serem picados, a taxa se manteve abaixo de 10%. Já em grupos atendidos 24 horas ou mais após serem picados, o índice subiu para quase 40%.
Sintomas
Dentre os sinais e sintomas mais comuns entre vítimas de acidentes com escorpiões estão dor (85,69%), edema ou inchaço causado pelo acúmulo de líquidos (64,55%) e equimose ou sangramento no tecido subcutâneo (10,9%). Em 1,26% dos casos, foi identificada necrose ou morte celular.
Curiosidades
O Instituto Butantan lista uma série de fatos curiosos sobre escorpiões:
- Escorpiões podem ficar fluorescentes porque carregam em sua cutícula substâncias que são chamadas de metabólitos secundários. Por isso, parecem fluorescentes sob a luz ultravioleta. Esse tipo de iluminação ajuda especialistas a fazerem o controle e a coleta dos escorpiões, que precisam ser feito à noite, já que é nesse período que eles saem para caçar.
- Escorpiões picam pela cauda e não pelas pinças, já que o veneno fica armazenado no interior do órgão conhecido popularmente como cauda. O nome correto dessa parte do corpo do escorpião é metassoma, que ajuda a dar equilíbrio ao animal, além de servir como forma de defesa. Já as pinças são usadas para segurar presas e no acasalamento.
- Escorpiões do gênero Ananteris têm a capacidade de se desprender da cauda para escapar de predadores. O fenômeno, observado também entre lagartos, é considerado uma automutilação. Quando o órgão é destacado do corpo, o intestino e o ânus param de funcionar corretamente e as fezes ficam acumuladas, causando intoxicação e, posteriormente, a morte do animal.
- Cerca de 5% das espécies de escorpiões têm capacidade de ter filhotes sozinhas, sem precisar de um parceiro. Esse tipo de reprodução é chamado partenogênese e nada mais é que o desenvolvimento de embriões sem necessidade de fecundação de espermatozoides.