Investiduras que ocorreram nas comarcas correspondentes às unidades extrajudiciais escolhidas abrangem cartórios de registro civil e de notas
Juíza Larrissa Lacerda (blazer branco) com os novos delegatários. - Foto: Cortesia
Os novos oficiais cartorários aprovados no 1º Concurso Público de Provas e Títulos para Outorga de Delegações de Notas e de Registro de Alagoas, que haviam solicitado a prorrogação de prazo, entraram em exercício nas respectivas unidades extrajudiciais, na capital e no interior do estado.
Anita Caruso, natural do Paraná, vai atuar no Cartório de Registro Civil de Flexeiras e contou que tem planos de levar modernização à população, com o uso de tecnologias que garantam maior eficiência no atendimento.
Anita Caruso, delegatária do Cartório de Registro Civil de Flexeiras. Foto: Cortesia
“Eu atuei como procuradora do Estado do Paraná até outubro do ano passado e esta será a minha primeira experiência como titular de um cartório. Estou com grandes expectativas e espero prestar um ótimo serviço à população”, disse.
Laís Sitônio, oficial do Cartório de Registro Civil de Messias, contou que a mãe dela é natural de Alagoas e ela pôde visitar o estado em diversas ocasiões, mas “hoje, ao tomar posse, sinto que estou retribuindo, de alguma forma, tudo o que esta terra representa para mim e para minha família”.
Juíza Larrissa Lacerda com a delegatária do Cartório de Registro Civil de Messias. Foto: Cortesia
André de Souza, titular do Cartório de Registro Civil de Delmiro Gouveia, disse que iniciou a carreira na área registral como estagiário aos 16 anos e trabalhou por 20 anos como escrevente no 1° Tabelionato de Notas de Tubarão, em Santa Catarina.
André de Souza assume o Cartório de Registro Civil de Delmiro Gouveia. Foto: Cortesia
“Agora quero trazer essa experiência que adquiri durante todos esses anos para meu cartório aqui no interior de Alagoas. Estou muito feliz com essa conquista e, ao mesmo tempo, empolgado para colocar em prática todo meu conhecimento”, comentou.
A outorga da delegação representa um marco para a modernização e eficiência dos serviços cartorários no estado, com o objetivo de garantir maior transparência e qualidade no atendimento à sociedade.
Os delegatários que ainda não compareceram às comarcas têm o prazo de 15 dias para entrar em exercício, contados a partir da última terça-feira (11).
A programação do FNE para o estado de Alagoas, em 2025, é 25,3% acima do programado para o ano passado Maceió (AL), 13 de fevereiro de 2025 - O Banco do Nordeste (BNB) apresentou, nesta quinta-feira, 13, em Fortaleza (CE), o plano de aplicação dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para 2025, nos estados de sua área de atuação. Os R$ 47,3 bilhões previstos para este ano representam um incremento de 18,5% sobre o valor programado para o exercício anterior.
Segundo o presidente do BNB, Paulo Câmara, a distribuição dos recursos por estado segue uma metodologia de atendimento de atividades produtivas e projetos estruturantes que visam desenvolver de forma equilibrada toda a região Nordeste e parte de Minas Gerais e Espírito Santo, que compreendem a área de abrangência do Banco. “A orientação do presidente Lula é fazer o Banco do Nordeste crescer, e a ampliação do orçamento do FNE comprova isso. Não tenho nenhuma dúvida de que 2025, assim como já foram 2023 e 2024, será mais um ano com investimentos recordes em nossa região”, afirmou Paulo Câmara.
Atendimento aos pequenos
Para 2025, o Banco do Nordeste e a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) estão direcionando 62% dos recursos aos públicos de menor porte, considerados prioritários. O volume é 11% percentual acima do contratado em 2024. Integram esse público os microempreendedores individuais (MEI), Micro e Pequenas Empresas (MPE), atendidos pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), mini e pequenos produtores rurais, atendidos pelo Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO) e clientes de pequeno e médio portes (faturamento até R$ 16 milhões por ano).
Para o PNMPO urbano, operado pelo BNB por meio do Crediamigo, serão disponibilizados até R$ 4,73 bilhões do FNE. Esse numerário é 18,5% superior valor de 2024. Os valores do Fundo se somam aos recursos internos (Recin) do Banco, permitindo redução da taxa de juros ao microempreendedor.
Outro ponto destacado na apresentação foi o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que está recebendo quase R$ 10,5 bilhões (+18,5% sobre o valor de 2024).
As duas áreas foram apontadas como de grande impacto social e econômico, pois dão oportunidade a pequenos negócios na área urbana e no campo, gerando ocupação e renda para as comunidades locais.
Alagoas
A programação do FNE para o estado de Alagoas, em 2025, é 25,3% acima do programado para o ano passado. Serão R$ 2,54 bilhões no estado distribuídos entre os setores de agricultura (R$ 293 milhões), pecuária (R$ 614 milhões), indústria (R$ 195,9 milhões), agroindústria (R$ 64,2 milhões), turismo (R$ 172,1 milhões), comércio e serviço (R$ 503,7 milhões), infraestrutura (R$ 690 milhões) e pessoa física (R$ 11,4 milhões).
Mais recursos do FNE
Segundo o diretor de Planejamento do BNB, José Aldemir Freire, que participou do evento de divulgação FNE 2025, o aumento nos recursos demonstra a qualidade das operações, pois parte dos valores correspondem ao retorno dos investimentos realizados. “Hoje, nós estamos com uma programação de R$ 47 bilhões. Há dois anos eram R$ 32 bilhões”, comparou.
O evento de divulgação dos recursos do FNE para 2024 contou ainda com a participação de representantes do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, da Sudene e do Consórcio Nordeste.
Presidente Paulo Câmara (BNB) apresenta programação do FNE 2025 (Foto: Fernando Cavalcante)
Plano de aplicação de recursos do FNE foi divulgado pelo Banco do Nordeste e Sudene (Foto: Fernando Cavalcante)
O mercado ilícito no Brasil, impulsionado pelo crime organizado, movimenta cerca de R$ 146,8 bilhões anualmente. O montante faturado com a comercialização ilegal de produtos como combustíveis e lubrificantes, bebidas, ouro e tabaco equivale a mais de três vezes o orçamento anual do Ministério da Educação (MEC), segundo dados estimados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Para debater sobre o assunto e levantar possíveis soluções para essa problemática que tem crescido nos últimos anos no país, o portal Metrópoles promoveu, o talk “Economia e Criminalidade: desafios para o crescimento do Brasil“.
O evento ocorreu no mezanino da Torre de TV, em Brasília (DF), e contou com a presença de especialistas no assunto e autoridades de fiscalização e segurança pública. A conversa, também transmitida ao vivo pelo YouTube, foi mediada pelo jornalista Deivid Souza, além da apresentação de Vanessa Oliveira.
Na ocasião, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes reforçou o impacto do crime organizado na economia de países latino-americanos, além de destacar a importância de políticas integradas para combater essa prática no território nacional.
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
“Dados publicados recentemente pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento em 2024 dizem que o impacto econômico direto da criminalidade representa 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB) atualmente na América Latina. O equivalente a 80% dos orçamentos públicos da educação e o dobro de gastos da assistência social.”
Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal
Para o magistrado, o enfrentamento eficaz do crime organizado depende fundamentalmente da capacidade de identificação e desarticulação das estruturas econômicas dessas organizações. Para isso, é necessário ter uma atuação unificada e intergovernamental.
Gilmar ainda apontou a relevância da atuação do Supremo Tribunal Federal como uma instância articuladora de soluções estruturantes para o combate ao crime organizado. E acredita que o país tem capacidade para enfrentar e acabar com esse sistema que movimenta o mercado ilegal.
Combate à criminalidade
Para Mário Luiz Sarrubbo, secretário nacional de Segurança Pública, só há uma saída para o enfrentamento eficaz da criminalidade organizada: é um Estado absolutamente organizado. Sarrubbo citou a PEC da Segurança Pública, apresentada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, como um caminho para esse trabalho articulado.
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Sarrubbo ainda apontou outros trabalhos desenvolvidos pela Secretaria Nacional de Segurança Pública e que seguem nessa linha de integração de forças, como a Renocrim – Rede Nacional de Combate às Organizações Criminosas – e a Rede Recupera, que trabalha na desestruturação econômica desses grupos ilegais.
Para ele, um dos grandes problemas enfrentados no país está no combate à prática de lavagem de dinheiro que integra vários setores da economia, como o setor de combustíveis, responsáveis pela maior arrecadação para as organizações criminosas.
Conforme o estudo publicado pelo FBSP, o mercado ilegal de combustíveis movimenta cerca de 13 bilhões de litros por ano no Brasil. Representando 8,7% do mercado total, ou seja, o equivalente a três semanas de abastecimento para mais de 500 milhões de carros.
Atuação da segurança pública
De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Instituto Atlas e Bloomberg, o setor da Segurança Pública é uma das grandes preocupações da população, apontado por 57,8% dos entrevistados. Diante desse cenário, fica evidente a importância de uma atuação assertiva para o combate à criminalidade.
O dado foi abordado pelo Secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar. O secretário reforçou ainda a atenção no combate ao tráfico de drogas e armas nas fronteiras, além de desenvolver ações para coibir a criminalidade ambiental e a lavagem de dinheiro.
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Representante da força de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar destacou os avanços nesse setor na capital federal. “Em 2012, Brasília estava entre as 50 cidades mais violentas do mundo. O índice de homicídios a cada 100 mil habitantes estava em 31, bem acima da média do Brasil que era de 27”, apontou. “Com a criação das áreas integradas de segurança pública, esse número caiu para 6,9 em 2024.”
Crime Organizado e Desafios Econômicos
Para um debate mais aprofundado sobre a atuação do Estado em relação ao crime organizado e a influência econômica, o evento ainda contou com a presença do Rodolpho Ramazzini, diretor da Associação Brasileira de Combate à Falsificação; Emerson Kapaz, presidente do Instituto Combustível Legal; e Renato Sérgio de Lima, presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFotoRenato Sérgio de Lima, presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública; Rodolpho Ramazzini, diretor da Associação Brasileira de Combate à Falsificação; Emerson Kapaz, presidente do Instituto Combustível Legal; e o jornalista Deivid Souza
Durante a conversa, Emerson Kapaz ressaltou a dificuldade do enfrentamento ao crime organizado, principalmente no setor de combustíveis. “São 80 facções criminosas no Brasil, duas delas, o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho (CV) ao nível nacional. E nós estamos cada vez mais reféns desse poder.”
Problemática que está apresentada no estudo do FBSP, mencionando o mercado ilegal de combustíveis como um dos mecanismos que utilizam da adulteração, fraudes fiscais e empresas de fachada para ampliar fontes de receita e promover a lavagem de dinheiro.
De acordo com Kapaz, essas organizações criminosas são ágeis e têm conseguido driblar os mecanismos de fiscalização do governo. Para ele, a parceria público-privada é fundamental.
Para além dos combustíveis, o mercado ilegal tem avançado em praticamente todo o setor produtivo. E a dificuldade de fiscalização é um dos grandes desafios para a retomada do poder econômico.
“No último ano, nós perdemos quase meio trilhão de reais com contrabando, falsificação e sonegação fiscal no mercado de produtos. E grande parte disso está no crime organizado.”
Rodolpho Ramazzini, diretor da Associação Brasileira de Combate à Falsificação
De acordo com Rodolpho Ramazzini, uma das alternativas para combater essa prática é utilizar uma tecnologia capaz de identificar a produção legal no país, rastreando o que é produzido e diferenciando do que é ilegal.
Presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima ponderou ainda sobre o impacto dos grupos organizados nos crimes cibernéticos.
“O Brasil passa por uma mudança muito sensível. Estamos vendo os crimes de violência de rua caindo, e crescendo os crimes virtuais e os golpes”, ressaltou.
“Por exemplo, o crime pode acontecer aqui em Brasília, mas o criminoso pode estar em qualquer lugar do país. O que dificulta a investigação. E para lidar com isso, precisamos mudar o tipo de investigação feita atualmente”, defendeu.
A título de comparação, o estudo do FBSP traz um comparativo da receita das organizações criminosas com os crimes patrimoniais físicos e virtuais.
Se a partir de 2022 a receita estimada anual nos mercados de combustíveis, bebidas, cigarros e ouro chegou a aproximadamente R$ 146,8 bilhões, os crimes virtuais e os furtos de celulares geraram uma receita ainda maior, de R$ 186 bilhões para o crime, de julho de 2023 a julho de 2024 (FBSP e Instituto DataFolha, 2024).
Da rota do dinheiro à rota do produto
O Talk ainda trouxe para debate algumas estratégias para driblar o crime organizado por órgãos de fiscalização.
Como, por exemplo, a criação de um selo especial produzido pelo Inmetro, em parceria com a Casa da Moeda, que permite à população identificar se o produto é confiável ou não.
Essa medida foi apresentada pelo presidente do Inmetro, Márcio André Brito, em resposta ao crescente número de falsificação do selo já existente. De acordo com Brito, o projeto-piloto, que será lançado ainda no primeiro semestre deste ano, engloba três produtos: cilindro de gás, capacete e extintores.
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“A população vai fazer a foto do selo e vai conversar com um atendente virtual. Dessa forma, é possível identificar se o produto é falsificado ou não”, antecipou o presidente do Inmetro.
Para o setor de bebidas, o professor de Economia e Administração da Universidade de São Paulo José Roberto Savoia sugeriu a reativação do Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe) como uma solução eficiente para coibir o comércio ilegal.
Implementado pela Receita Federal em 2008, o Sicobe rastreava em tempo real a produção de bebidas, reduzindo sonegação e contrabando, e gerando um aumento de 40% na arrecadação do setor. No primeiro ano de operação, foram R$ 4,5 bilhões adicionados aos cofres públicos.
O sistema consolidou o Brasil como o terceiro maior produtor mundial de bebidas, fortalecendo a economia e mitigando riscos à saúde pública associados ao consumo de produtos do mercado ilícito.
Desde a desativação em 2016, fraudes e sonegação dispararam, gerando perdas fiscais de R$ 78 bilhões entre 2016 e 2022.
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“Nós identificamos que o Sicobe produziu uma clareza sobre a produção e insumos no Brasil. E com a reativação, pode gerar uma recuperação de receita em R$ 15 bilhões”, pontuou Savoia.
Ex-delegado da Polícia Federal e ex-coordenador da Interpol no Brasil, Jorge Pontes comentou sobre o círculo vicioso que retroalimenta a cadeia do crime organizado.
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“O crime organizado é atraído pelo mercado com baixa regulamentação. Ele vem em um ciclo, o primeiro é a sonegação, depois vem a pirataria e falsificação, seguido pelo contrabando e lavagem de dinheiro”, detalhou Pontes.
Para ele, a falta de rastreabilidade desses produtos é um dos principais pontos que favorecem a prática criminosa. Pontes ainda alerta para a atuação desses grupos no meio político, na influência que eles têm na região onde atuam.
Em consonância, ficou evidente a importância de uma estratégia mais elaborada e integrada para enfrentar essas organizações. Seja por leis e cooperação entre forças de segurança e agentes públicos-privados.
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (13) a operação Data Change, que tem como alvo um grupo criminoso que conseguiu invadir os sistemas de execução penal e de mandados de prisão mantidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) visando soltar criminosos de alta periculosidade.
Os agentes cumpriram oito mandados de busca e apreensão em Goiânia. Há a suspeita de que advogados participaram das fraudes. A seccional de Goiás da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) disse acompanhar as diligências.
Após invadir os sistemas, os criminosos alteravam os dados sobre o cumprimento de penas e inseriam documentos falsos. Foram identificadas fraudes em pelo menos 15 processos, “mas esse número pode aumentar com os desdobramentos da investigação que está em curso”, informou a PF.
Acrescentou que “essas alterações indevidas tinham por finalidade adiantar as datas para progressão de regime dos apenados, de modo que estes pudessem progredir, de forma fraudulenta, mais rapidamente do regime fechado para o semiaberto, quando então rompiam a tornozeleira, tornando-se foragidos da justiça”.
Condenados
Entre os beneficiados estariam condenados a mais de 60 anos prisão e também integrantes de facções criminosas.
Essa não é a primeira vez que os sistemas do CNJ são invadidos para a inserção de informações fraudulentas. Em janeiro de 2023, por exemplo, o Banco Nacional de Mandados de Prisão foi acessado irregularmente para a inserção de documentos e alvarás de soltura falsos.
Na ocasião, foi inserida no sistema uma falsa ordem de prisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra ele mesmo.
Após investigação da Polícia Federal e parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), a deputada Carla Zambelli (PL-SP) se tornou ré no caso, acusada de ter encomendado a ação a Walter Delgatti Neto, conhecido por ter sido o hacker responsável por vazar mensagens no escândalo conhecido como Vaza Jato. A parlamentar nega participação no crime.
O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, sigla em inglês), Francesco La Camera, disse nesta quinta-feira (13), que o Brasil, por ocupar com sua matriz elétrica majoritariamente renovável uma posição de liderança global, especialmente no que diz respeito à energia hídrica, é estratégico para que o planeta alcance o objetivo de dobrar a eficiência energética e triplicar a capacidade de fontes renováveis como solar, eólica e hídrica.
“No ano passado, o Brasil demonstrou a capacidade de impulsionar o setor com um acréscimo de mais de nove gigawatts de energias renováveis em sua matriz”, ressaltou após se reunir com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, para tratar de uma agenda comum nos preparativos para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em novembro, em Belém.
La Camera está em Brasília para uma série de reuniões com o governo federal e outros atores do setor energético para tratar de estratégias de cooperação para a transição energética global.
Por manifestar essa capacidade de liderança, a agência tem incluído o Brasil nos trabalhos de elaboração do relatório sobre as perspectivas de transição para as energias renováveis na América Latina, que deverá ser publicado ainda este ano. O governo federal também tem cooperado na elaboração de estratégias para atrair recursos internacionais para o setor.
“Penso que concordamos em realizar um fórum de investimento no primeiro trimestre do próximo ano, como seguimento da COP 30”, adiantou La Camera sobre a conversa com Silveira.
A cooperação ocorre antes mesmo de o Brasil se tornar membro da agência, já que o processo interrompido no governo anterior foi retomado oficialmente em janeiro deste ano, durante a 15ª Assembleia Geral da Agência Internacional de Energias Renováveis, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes.
O ministro Alexandre Silveira foi convidado a participar de um dos painéis da assembleia geral para apresentar políticas públicas que favoreceram o crescimento das renováveis no Brasil, como o Luz para Todos e o programa Energias da Amazônia, além de novas iniciativas como o Combustível do Futuro.
Na ocasião, Silveira formalizou o convite à agência internacional para secretariar a Coalizão Global para Planejamento da Transição e Segurança Energética, que será liderada pelo Brasil e deverá ser lançada ainda este ano.
“Foi um momento muito importante. Primeiro para o Brasil, que assumiu a posição relevante de liderança política no planejamento de longo prazo da transição energética, com o G20 [grupo das maiores economias globais]. O governo brasileiro elevou um momento técnico em um momento político e nós ficamos muito felizes em aproveitar para trabalhar sob a liderança do Brasil nesta coalizão global”, disse Silveira ao formalizar o convite à Agência Internacional de Energias Renováveis.
O dirigente da agência internacional informou que permanecerá no Brasil até o final da semana para definir mais detalhes sobre a agenda comum com o Brasil para a COP30, na qual haverá um foco para o desenvolvimento do enorme potencial do país para incrementar a produção energética por biomassa.
“Nós vamos considerar a COP30 um sucesso, quando ela produzir um reflexo nas ambições climáticas dos países”, afirmou.
Manter a força dos membros inferiores na terceira idade é essencial para evitar quedas, preservar a mobilidade e até proteger o cérebro do declínio cognitivo.
Fortalecimento dos membros inferiores — Foto: Anna Shvets/Pexels
Imagine que seu corpo é uma casa de dois andares e suas pernas são os pilares que sustentam toda a estrutura. Com o tempo, se esses pilares enfraquecem, a estabilidade de tudo fica comprometida. É exatamente isso que acontece com o corpo humano à medida que envelhecemos: se os membros inferiores perdem força, a mobilidade diminui, o risco de quedas aumentae até o cérebro pode ser afetado.
Talita Cezareti, profissional de Educação Física e especialista em Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), explica que começamos a perder massa muscular e força entre a terceira e quarta década de vida.
Após os 50 anos, perdemos, em média, de 1% a 2% de massa por ano. Por isso, o exercício físico é essencial tanto para quem deseja um envelhecimento saudável quanto para idosos que querem preservar sua qualidade de vida.
"Precisamos combater esse declínio [dos músculos] desde cedo. A partir dos 30 anos precisamos pensar em como estaremos 50 anos depois. É importante ter essa reserva de músculos. Estamos trabalhando com a prevenção,", alerta a profissional.
A conexão entre músculo e cérebro
Um relatório da Comissão Lancet aponta que até 40% dos casos de demência poderiam ser evitados se fatores de risco como a inatividade física fossem reduzidos.
Somado a isso, estudos recentes têm mostrado que o fortalecimento dos membros inferiores está diretamente ligado à saúde cognitiva. Um deles acompanhou gêmeos idênticos por dez anos e descobriu que aqueles com maior força nas pernas apresentaram um declínio cognitivo significativamente menor do que seus irmãos mais fracos.
O fortalecimento das pernas melhora a circulação sanguínea e otimizao transporte de oxigênio e nutrientes para o cérebro, ajudando a preservar as funções cognitivas. Além disso, a contração muscular estimula vias neurobiológicas específicas.
"Exercícios de resistência, especialmente para os membros inferiores, aumentam a produção de fatores neurotróficos, como o BDNF (brain-derived neurotrophic factor), que promovem a neuroplasticidade e reduzem o risco de neurodegeneração. Eles melhoram a eficiência cognitiva e reduzem o risco de demência", esclarece a profissional de Educação Física.
Talita Cezareti explica também que essa relação com os membros inferiores ocorre porque eles concentram uma grande proporção da massa muscular total do corpo, incluindo grupos musculares de grande importância metabólica e funcional, como quadríceps.
Os riscos da fraqueza muscular
A sarcopenia é uma condição progressiva que reduz a força e a massa muscular, impactando o desempenho físico e a locomoção. A doença pode aumentar os riscos de:
Quedas e fraturas: a fraqueza nos membros inferiores compromete o equilíbrio, aumentando o risco de acidentes.
Perda de independência: atividades diárias simples, como levantar-se de uma cadeira ou caminhar, podem se tornar difíceis.
Problemas cardiovasculares e metabólicos: o sedentarismo favorece o desenvolvimento de diabetes, hipertensão e doenças cardíacas.
"Essa perda compromete o desempenho físico, levando a menor mobilidade, maior risco de quedas, hospitalizações e até óbitos como 'consequência' dessas quedas", alerta Talita Cezareti.
A especialista lembra que os quadríceps, músculos da parte anterior da coxa, são especialmente afetados pelo envelhecimento. Como eles são fundamentais para a locomoção e para ações simples, como “levantar e ir”, seu enfraquecimento pode comprometer a qualidade de vida de maneira significativa.
Por isso, é importante investir no treinamento de força, que oferece algum tipo de sobrecarga para a musculatura, como a musculação. Contudo, caso a pessoa não se sinta à vontade em ambientes como a academia, sempre tem outras opções, como pilates, treinamento funcional, exercícios na praia ou em casa.
"O treinamento de força deve ser priorizado não apenas por questões estéticas, mas para a manutenção da autonomia e independência. Chegar aos 90 anos, por exemplo, podendo decidir e executar aquilo que é importante para nós é o que desejamos", pontua a especialista.
A recomendação é praticar exercícios resistidos pelo menos duas a três vezes por semana, ajustando os estímulos à capacidade de cada indivíduo, sempre com intensidades progressivas. E, claro, sempre com a orientação de um profissional.
Lembre-se também de reduzir o comportamento sedentário. Pequenas pausas ao longo do dia, como levantar a cada uma hora para alongar ou realizar movimentos simples ao beber água, podem fazer diferença na saúde muscular e cognitiva.
Os números do IBGE apontam a expectativa de vida no Brasil aumentou significativamente nas últimas décadas. Por isso, mais do que evitar doenças, fortalecer os músculos é um investimento na sua autonomia.
Dados são do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), em parceria com a Umane
De 2013 a 2023, dobrou o número de atendimentos de casos de transtornos mentais na rede pública de saúde. Também cresceu mais de 50% o número de registros de uso de medicamentos antipsicóticos, que tratam doenças como depressão, ansiedade, transtorno bipolar e esquizofrenia. O dado se refere a atendimentos hospitalares- quando a medicação foi aplicada no hospital- e também a casos em que o paciente leva o remédio para casa.
Os dados são do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), em parceria com a Umane. O boletim foi obtido com exclusividade pelo g1.
▶️ Atendimentos Psicossociais: passaram de 13,1 milhões, em 2013, para 26,4 milhões em 2023;
▶️ Uso de antipsicóticos: foram de 29 milhões, em 2013, para 44,6 milhões em 2023.
Em janeiro deste ano, o Ministério da Saúde também divulgou levantamento em que mostra aumento de 1.575% dos atendimentos do SUS a crianças e adolescentes devido a transtornos de ansiedade.
Há mais de 20 anos , em 2001, passou a valer a lei da Reforma Psiquiátrica, cujo objetivo era o de fechar gradualmente os manicômicos e hospícios, locais em que ocorria a violação de direitos humanos dos pacientes, por abordagens violentas e até sem comprovação científica.
A partir disso, a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) conta hoje com estruturas diversas para promover um tratamento mais humanizado. Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), por exemplo, atendem desde casos menos complexos- acompanhamento com psicólogos- até situações de crises de pacientes. Para essas condições mais graves, os CAPS tipo 3 têm funcionamento 24h.
O estudo do IEPS mostrou que, no setor público, por conta da Reforma Psiquiátrica, houve aumento do número de Caps [Centro de Assistência Psicossocial] no Brasil e redução dos chamados leitos psiquiátricos, que promovem geralmente a internação e o isolamento do paciente. No caminho contrário, no setor privado, houve um crescimento de 18,7% no número de leitos psiquiátricos no período analisado, 2013 a 2023.
▶️ Caps: eram 2,2 mil estabelecimentos em 2013 e 3,3 mil em 2023;
▶️ Leitos psiquiátricos na rede SUS: número passou de 33.454 leitos para 16.326- queda de 53,7%;
▶️ Leitos psiquiátricos privados: de 10 mil leitos em 2013 para 12,5 mil 10 anos depois.
"O crescimento foi expressivo em Pernambuco, Bahia, Ceará, Acre, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Pará, onde a razão de leitos por habitante cresceu acima de 70%", diz a pesquisa.
Dayana Rosa, uma das autoras do estudo e especialista em saúde mental do IEPS, explica que "a transição do modelo de internação dos manicômios para o modelo de tratamento dos Caps é um processo social, lento e gradual, mas urgente". Segundo ela, a mudança é um "projeto de sociedade".
Ela explica que a lógica dos manicômicos segue presente no Brasil como, por exemplo, nos relatos de trabalho forçado e "prática de um único tipo de fé como tratamento" em comunidades terapêuticas do setor privado. De acordo com a especialista, é mais difícil fiscalizar o tipo de tratamento realizado em clínicas privadas, o que aumenta a chance de violação de direitos humanos dos pacientes.
"No SUS, há controle social e uma série de regras de transparência de gestão e vigilância sanitária, por exemplo, que devem ser seguidas - o que diminui os riscos de violação de direitos", declarou.
A pesquisa também revela que o número de profissionais de nível superior cresceu 66,8% nos CAPS, passando de 8,2 profissionais por 100 mil habitantes para 13,6 entre 2013 e 2023. Esses são compostos por equipes multidisciplinares que precisam ter, no mínimo:
1 médico com formação em saúde mental;
1 enfermeiro;
3 profissionais de nível superior, como psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, pedagogo ou outro profissional necessário ao projeto terapêutico;
4 profissionais de nível médio, como técnico ou auxiliar de enfermagem, técnico administrativo, técnico educacional e artesão.
O boletim foi feito com dados do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS).
O ano de 2025 marca o início da Geração Beta. Com um perfil ainda em formação, a nova geração nascida a partir deste ano promete transformar profundamente as dinâmicas sociais e profissionais. Segundo o especialista em gestão de carreira e professor da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), Marcelo Treff, a principal característica da Geração Beta será a indistinção entre o que é real e o que é virtual, com uma forte conexão com a Inteligência Artificial (I.A.) e o avanço das tecnologias digitais.
“Desde cedo, essa geração será inserida em um mundo em que as barreiras entre o físico e o digital estarão cada vez mais borradas. Esses indivíduos viverão em um mundo no qual a linha entre o físico e o digital se tornará cada vez mais tênue, impactando não apenas as relações sociais, mas também a forma como as pessoas se comportam e se relacionam no ambiente de trabalho”, afirma o docente da FECAP.
Ainda de acordo com o professor, a imersão no universo digital e o uso de I.A. será um elemento central da vida cotidiana da Geração Beta, impactando diretamente as relações profissionais, o comportamento e até os valores dessa geração.
"Estamos falando de uma geração que crescerá já com a ideia de realidade aumentada e inteligência artificial como parte integrante do seu desenvolvimento", explica Treff. "Esses aspectos vão moldar não só as suas relações interpessoais, mas também a maneira como elas percebem o mundo e interagem com ele”, completa.
Para entender melhor a Geração Beta, é importante observar as gerações anteriores. A Geração Silenciosa (1923-1946) foi seguida pelos Baby Boomers (1947-1961), pela Geração X (1962-1979), pela Geração Y ou Millennials (1980-1995), e pela Geração Z (1996-2009). A Geração Alpha, nascida a partir de 2010, já apresenta características marcadas pela crescente digitalização e conexão com as tecnologias. A Geração Beta, por sua vez, terá uma vivência ainda mais imersiva nesse ambiente digital, com o uso constante de I.A. e tecnologias emergentes.
A GERAÇÃO BETA NO MERCADO DE TRABALHO
Segundo Treff, as empresas deverão se adaptar a uma nova visão sobre o que é uma relação de trabalho para essa geração. A Geração Beta trará benefícios e desafios para o mercado de trabalho. Entre os pontos positivos, destaca-se a mudança de mindset, com uma compreensão mais aprofundada das novas expectativas e ética no ambiente profissional.
Por outro lado, o professor da FECAP alerta para possíveis contratempos, como o aumento de conflitos geracionais e o distanciamento nas interações presenciais. A Geração Beta, assim como a Geração Z, tende a preferir relações mais descorporificadas e interpessoais, ou seja, sem a necessidade de presença física, o que pode afetar negativamente a construção de relações profissionais mais profundas.
EMPRESAS TERÃO DE SE ADAPTAR
O professor da FECAP alerta que muitas empresas ainda estão se adaptando à Geração Z, e que a chegada da Geração Beta pode representar um novo desafio para o mercado corporativo. "Com o aumento da expectativa de vida e a convivência intergeracional cada vez mais comum no ambiente de trabalho, acredito que todos terão muito a aprender com as gerações mais novas, assim como as novas gerações podem explorar as vivências e experiências das mais velhas", afirma o professor.
Embora seja cedo para prever todos os impactos da Geração Beta, Treff acredita que as empresas devem se preparar para lidar com as novas tecnologias, com um foco particular na Inteligência Artificial, que terá um papel central no ambiente de trabalho. Para as gerações mais experientes, ele recomenda aproveitar a troca de saberes, explorando o potencial das novas gerações em relação à tecnologia, enquanto compartilham suas experiências e trajetórias.
"Estar aberto ao aprendizado intergeracional e valorizar a inserção da I.A. nas operações das empresas será essencial para aproveitar o melhor de cada geração", conclui Treff.
O especialista: Marcelo Treff é professor de Gestão de Pessoas da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP). Doutor em Ciências Sociais pela PUC-SP e Mestre em Administração de Empresas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atua com os seguintes temas: Gestão da Carreira, Gestão de Competências, Gestão de Pessoas e Comportamento Organizacional.
Sobre a FECAP
FECAP, localizada na Liberdade, região central da capital paulista. Foto: Divulgação.
A Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) é referência nacional em Educação na área de negócios desde 1902. A Instituição proporciona formação de alta qualidade no Ensino Médio (técnico, pleno e bilíngue), Graduação, Pós-graduação, MBA, Mestrado, Extensão e cursos corporativos e livres. Diversos indicadores de desempenho comprovam a qualidade do ensino da FECAP: nota 5 (máxima) no ENADE (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) e no Guia da Faculdade Estadão Quero Educação 2021, e o reconhecimento como melhor centro universitário do Estado de São Paulo segundo o Índice Geral de Cursos (IGC), do Ministério da Educação. Em âmbito nacional, considerando todos os tipos de Instituição de Ensino Superior do País, a FECAP está entre as 5,7% IES cadastradas no MEC com nota máxima.
Apenas 7 minutos. Este é o tempo que um abusador experiente leva para atrair uma criança online e marcar um encontro com ela através das redes sociais, segundo a Polícia Federal. Por conta do período de férias escolares, crianças e adolescentes ficam mais tempo em frente às telas e expostas a criminosos. Diante disso, a PF elaborou uma série de orientações para os pais e responsáveis para evitar que as crianças e jovens tenham contato com estes criminosos.
Pesquisas recentes mostram que 8 em cada 10 adolescentes brasileiros já estão nas redes sociais e por isso a supervisão, monitoramento e orientação são importantes para garantir a segurança.
Segundo a PF, a cada 8 minutos uma criança é violentada no Brasil. Além disso, uma foto de nudez da criança chega a valer R$ 5 mil e um vídeo com cenas de abuso chega a R$ 10 mil.
No ano de 2024 foram realizadas pela Polícia Federal em todo o Brasil 719 operações com 293 presos e 661 Mandados de Busca Cumpridos. Em Pernambuco, foram 20 operações com 31 presos e 15 mandados de busca cumpridos. Dentre os presos estão: professores, animadores de festas infantis, motoristas de escolas, parentes das crianças (pais, tios), policiais, servidores públicos, dentre outros.
Dentre os crimes cometidos contra crianças e adolescentes estão o armazenamento, compartilhamento, produção e venda de conteúdo pornográfico infantil, cujas penas somadas ultrapassam os 26 anos de reclusão. Em janeiro de 2024 tais crimes passaram a ser considerados hediondos, portanto, sem direito à fiança.
A PF destaca que os abusadores de crianças utilizam Lan Houses para não serem identificados. Usam perfis falsos, negam a idade, nome, endereço e se fazem passar por crianças e adolescentes e negam informações fornecidas pela própria criança em suas redes sociais para atrair a atenção delas.
Além disso, eles abordam temas sexuais de forma sutil, usando fábulas para reduzir a sua inibição e cativá-la, perguntam onde fica o computador na casa e se existe algum adulto vendo a conversa dos dois.
Para conseguir se aproximar das vítimas, os abusadores se mostram interessados nos problemas das crianças e oferecem ajuda, convencem os menores de idade a ligar a webcam para conseguir imagens e vídeos.
Comportamento
A Polícia Federal destaca que as crianças que são molestadas mudam de comportamento ficando retraídas, deprimidas, isoladas e tristes, apresentam choro em demasia, têm queda no rendimento escolar e dificuldade na aprendizagem e não querem mais frequentar as aulas quando o abusador é da escola;
Quando o abuso é dentro de casa, as crianças se recusam a ficar perto do parente, ficam agressivas, desenvolvem uma perda da autoestima e se podem chegar a se mutilar.
Os pais devem ter um vínculo próximo e desconfiança com os filhos
A Polícia Federal recomenda que os pais mantenham um diálogo aberto e de confiança com os filhos e pontua que, em alguns casos, a rotina de trabalho acaba afastando este vínculo familiar.
Perguntas sobre o dia a dia do filho podem ajudar a desenvolver uma cumplicidade e entender o bem-estar da criança.
Não permitir horas de exposição às telas
A OMS (Organização Mundial de Saúde), Sociedade Brasileira de Pediatria, recomenda que os pais estabeleçam limites de uso dos celulares e computadores aos seus filhos. A primeira recomendação é que crianças de 0 a 2 (dois) anos não devem ser expostas a telas em nenhum momento.
É recomendado o período de 1 hora por dia para crianças de 2 a 5 anos, tempo de 1 a 2 horas por dia para faixas etárias de 6 a 10 anos e de 2 a 3 horas para adolescentes de 11 a 18 anos.
É orientado que em casos de compulsão por telas, os pais levem os filhos para locais como cinemas, corridas, teatros, restaurantes, shoppings, parques e praias.
Os pais devem entender o básico de computação
A PF orienta os pais que saibam utilizar recursos básicos nos smartphones e computadores para conseguir checar o que os filhos costumam fazer online. Essa ação deve ser realizada todas as vezes que houver indícios sérios de que algo está errado.
“Proibir não educa e nem previne o melhor caminho é o diálogo e a orientação. Quando o diálogo entre pais e filhos é natural, a amizade entre eles no meio digital se torna uma extensão da relação doméstica”.
Os pais precisam alertar os filhos sobre os perigos da internet
Os pais e responsáveis devem informar os filhos sobre os perigos das redes sociais e Internet e recomendar que eles não coloquem informações pessoais em sites, entre elas: números de documentos, endereço residencial ou da escola, nome dos pais, foto da frente da residência, foto do carro com a placa exposta, da fachada do colégio, fotos com rol de amigos; entre outras.
Também é importante que as crianças estejam cientes de que nenhum adulto pode tocar em suas partes íntimas.
Especialista comenta sintomas e dá dicas para que as pessoas fiquem atentas aos sinais de doenças do sistema circulatório
Talvez você já tenha sentido aquela sensação estranha e dolorosa dos pés e tornozelos inchados depois de um longo dia de trabalho ou até mesmo após uma simples caminhada. Mas, afinal, isso é natural ou sinal de um problema? Segundo especialistas, os sinais descritos podem ser um dos indícios de condições no sistema circulatório que requerem atenção, por isso é preciso ficar atento para saber quando procurar tratamento.
A médica Allana Tobita, cirurgiã vascular e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), explica que é preciso entender o que causa o inchaço nos pés e tornozelos. Segundo ela, cerca de metade dos casos está relacionada a doenças circulatórias, que provocam o acúmulo de líquidos nessas regiões devido à insuficiência de safena e/ou disfunção linfática.
“A maioria das doenças vasculares - principalmente venosas e linfáticas - causa inchaço nos tornozelos, pés e até outras regiões da perna, como exemplo o lipedema, o linfedema, a insuficiência venosa, varizes e a erisipela. Essa sensação é provocada pelo acúmulo de líquidos ao longo dia ou por alguma deficiência nas veias”, detalha Dra. Allana, que acrescenta que outros fatores também podem colaborar, como a desidratação, falta de atividades físicas, gravidez, passar longos períodos em pé ou sentado”.
A médica pontua ainda que existem situações em que as pessoas devem ficar mais atentas, principalmente quando os sintomas surgem de forma repentina. “Não é normal o inchaço surgir de forma abrupta, principalmente quando acomete apenas um dos lados da perna, indicando algo que pode estar relacionado a uma circulação unilateral e não a um inchaço sistêmico. Isso significa que podemos ter indícios, por exemplo, de uma trombose do membro inferior. Em qualquer situação em que esses sintomas apareçam, é importante consultar um médico vascular para ter uma avaliação adequada”, alerta. Como cuidar e prevenir
A realização de exames é fundamental para investigar se os sintomas estão relacionados a uma doença vascular. Entre os procedimentos indicados, conforme a recomendação médica, estão o ultrassom vascular, doppler venoso, doppler arterial de membros inferiores, linfocintilografia de membros inferiores, angiotomografía de membros inferiores, angiografia, angiotomografia ressonância e o exame densitometria com quantificação de gordura corporal total para o lipedema.
“Com esses exames podemos detectar, por exemplo, varizes e safena que precisam de tratamento a fim de evitar que evoluam de forma progressiva e se prevenir o surgimento de condições mais graves, como a trombose, a síndrome pós-trombótica e o linfedema”, destaca.
Além do diagnóstico preciso, é importante cuidar para aliviar os sintomas e prevenir que os inchaços aumentem. “A ideia é utilizar estratégias de hidratação vigorosa, a prática de atividades físicas e a diminuição do consumo de alimentos ricos em sódio. O uso de medicamentos flebotônicos pode auxiliar o tônus da parede venosa e diminuir o acúmulo de sangue nas veias. Outra estratégia eficiente é o uso da meia elástica de compressão, que melhora o retorno venoso e a drenagem linfática das pernas”, comenta a médica.
Cerca de 133 mil estudantes podem realizar os aditamentos contratuais.
Prazo vai até 31 de maio
A CAIXA inicia, nesta quarta-feira (15), o calendário de aditamentos contratuais do Novo FIES referente ao primeiro semestre de 2025. Cerca de 133 mil estudantes podem realizar, até 31 de maio, as manutenções contratuais obrigatórias (aditamentos de renovação semestral, suspensão temporária, transferência de curso ou de instituição, e encerramento antecipado) pelo portal SifesWeb.
Por meio do aplicativo FIES CAIXA, também é possível realizar o aditamento de renovação contratual e suspensão temporária.
Para a efetivação do aditamento, os estudantes devem estar adimplentes.
Sobre os aditamentos:
Conforme regras do Novo FIES, os contratos entre os alunos e a CAIXA devem ser aditados semestralmente. A renovação é iniciada pela faculdade e deve ser validada, posteriormente, pelo estudante.
Todos os estudantes que possuem contrato de financiamento do Novo FIES em fase de utilização e que já tenham realizado os aditamentos dos semestres anteriores, ou tenham efetivado o contrato no segundo semestre de 2024, devem realizar o aditamento no primeiro semestre 2025.
Os estudantes que tenham dúvidas sobre a efetivação de seus aditamentos devem procurar as instituições de ensino superior.
Funcionalidades do aplicativo FIES CAIXA:
Os serviços abaixo podem ser realizados pelo Aplicativo Fies CAIXA:
Na opção “Aditamento” é possível realizar a validação do aditamento de renovação do contrato;
Na opção “Suspensão” é possível solicitar a suspensão temporária do contrato;
Na opção “Boleto” é possível visualizar e gerar os boletos das parcelas em aberto;
Na opção “Perfil”, o cliente tem acesso aos seus dados cadastrados no FIES.
O download do aplicativo pode ser realizado gratuitamente nas plataformas Android e iOS. Os serviços também estão disponíveis no site SifesWeb.
Mais informações sobre o Fies podem ser conferidas no site da CAIXA.
Calor acima do esperado impulsionou extremos climáticos. Análise do Copernicus mostra que calor intenso impulsionou extremos climáticos e aleta para aumento nas emissões de gases do efeito estufa.
O ano de 2024 foi o mais quente da história e o primeiro a ultrapassar a marca de 1,5°C de aumento na temperatura média da Terra em relação aos níveis pré-industriais. A informação foi divulgada pelo centro europeu Copernicus.
🔥 Segundo os dados, a temperatura média global foi de 15,10°C. Além de ser um recorde, isso representa um aumento de 1,6°C, O índice ficou acima de 1,5°C ao longo de 11 meses do ano.
Ano de 2024 foi o mais quente da história — Foto: Arte/g1
➡️ O 1,5°C é o limite estabelecido pelo Acordo de Paris e pela ciência como crítico. O índice é um alerta para a emergência climática. Apesar disso, não significa que tenhamos ultrapassado o limite do acordo, que cita o aumento na temperatura média ao longo de 20 anos. No entanto, coloca o mundo sob um calor nunca antes experimentado.
Em 2024, todos os continentes registraram uma nova temperatura recorde. O dia mais quente do ano passado foi 22 de julho -- quando a temperatura média global atingiu a média de 17,16°C.
"Todos os conjuntos de dados de temperatura global produzidos internacionalmente mostram que 2024 foi o ano mais quente desde que os registros começaram em 1850", citou o diretor do centro europeu, Carlo Buontempo.
O ano considerado mais quente até então era 2023. Com isso, o mundo também chegou a um marco inédito de quase dois anos de aquecimento.
O relatório ainda mostra que:
🔥 Cada um dos últimos 10 anos (entre 2015 e 2024) foi um dos 10 anos mais quentes já registados;
🔥 2024 foi o ano mais quente para todas as regiões continentais;
🔥 Os meses de janeiro a junho de 2024 foram mais quentes do que o de qualquer ano anterior;
🔥 Em 2024, a temperatura média anual da superfície do mar atingiu um máximo recorde de 20,87°C, 0,51°C acima da média de 1991–2020;
🔥 A quantidade total de vapor de água na atmosfera atingiu um valor recorde em 2024, o que contribui para extremos de chuva.
Extremos de chuva tem relação com aumento das temperaturas dos oceanos — Foto: Diego Vara/Reuters
Extremos de temperaturas dos oceanos e extremos climáticos
Os dados mostram que todos os oceanos tiveram temperaturas acima da média. A temperatura média anual da superfície do mar atingiu um máximo recorde de 20,87°C.
O oceano mais quente reflete a realidade de um planeta mais quente. As águas funcionam como um grande 'bolsão' de calor, ajudando a absorver as altas temperaturas. No entanto, quando estão mais quentes, há também mais vapor de água e isso é um risco para eventos extremos.
🌧️ Quando há mais vaporização, a atmosfera recebe mais umidade. Com isso, os volumes de chuva vão ficando maiores.
Segundo o Copernicus, a quantidade total de vapor de água na atmosfera atingiu um máximo histórico em 2024, cerca de 5% acima da média de 1991 a 2020. Além de ter sido significativamente superior à de 2023.
Especialistas já vinham apontando a relação de extremos como os que aconteceram no Rio Grande do Sul, com centenas de milímetros de chuva em um espaço curto de tempo; da Espanha e dos ciclones nos Estados Unidos com as altas temperaturas dos oceanos (Leia mais aqui). Segundo o Copernicus, foi isso que impulsionou as catástrofes em 2024.
"Este fornecimento abundante de umidade ampliou o potencial para ocorrências de chuvas extremas. Além disso, combinado com as altas temperaturas da superfície do mar, contribuiu para o desenvolvimento de grandes tempestades, incluindo ciclones tropicais", informou o relatório.
➡️ O calor nos oceanos acabam influenciando não só no volume de chuva, mas também nas mudanças nos padrões de chuva, causando a seca. O Brasil enfrenta a pior seca de sua história e a mais longa, desde 2023 que também foi um ano recorde de calor, agora superado.
O Copernicus aponta que essa mudança de padrão também impulsionou os grandes incêndios. A vegetação ressecada se tornou combustível para as queimadas, como as que aconteceram no Brasil, como as que acontecem agora em Los Angeles. A cidade enfrenta o maior incêndio já visto e em uma temporada fora de época -- em meio ao inverno.
"O que está por trás desse grande problema que é o aquecimento global é a intensificação dos eventos extremos. Entra nisso, os eventos de muita chuva acumulada em um período muito curto, secas prolongadas e condições que favorecem o que estamos vendo acontecer agora na Califórnia", explica o especialista em desastres, Pedro Camarinha.
O maior aquecimento das águas foram reforçadas pelo El Niño, mas segundo os dados, mesmo com seu fim, no meio do ano passado, as temperaturas continuaram altas na maior parte dos oceanos.
Mapa mostra calor da superfície pelo mundo — Foto: Arte/g1
Por que isso está acontecendo?
O aumento das temperaturas está ligado à maior emissão de gases do efeito estufa. Segundo o monitor apresentado pelo centro europeu, a taxa de aumento do dióxido de carbono foi maior já vista nos últimos anos. (Veja o gráfico abaixo)
Dados mostram que 2024 atingiu recorde de emissões de gases do efeito estufa — Foto: Arte/g1
As concentrações de dióxido de carbono em 2024 foram 2,9 ppm superiores às de 2023. Este aumento elevou a estimativa anual da concentração atmosférica de dióxido de carbono para 422 ppm.
"Os nossos dados apontam claramente para um aumento global constante das emissões de gases com efeito de estufa e estes continuam a ser o principal agente das alterações climáticas", apontou Laurence Rouil diretor do Centro Europeu.
Serão selecionados projetos do Norte, Nordeste e Centro-Oeste
A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançaram um edital para fomentar o comércio eletrônico nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. No total, serão destinados R$ 4,92 milhões para nove projetos selecionados.
Na primeira fase do processo seletivo serão selecionados 20 projetos, um para cada unidade da federação das regiões contempladas pelo edital. Na segunda etapa, nove projetos serão escolhidos para receber apoio financeiro, no valor de R$ 380 mil cada. Desses, três irão prosseguir para a fase de escala, por mais um ano, contando com acompanhamento técnico e apoio da ABDI, em parceria com o MDIC, e recebendo recursos no valor de R$ 500 mil.
O edital E-commerce.BR vai premiar soluções inovadoras que ajudem as micro, pequenas e médias empresas do país a superar obstáculos de logística, capacitação digital e comunicação online.
As inscrições vão até 17 de fevereiro deste ano e podem ser feitas por Redes de Inovação compostas por, no mínimo, três instituições públicas ou privadas de nível estadual, distrital ou municipal, que atuem em apoio a micro, pequenas ou médias empresas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
De acordo com dados do Observatório do Comércio Eletrônico Nacional, do MDIC, o comércio eletrônico no Brasil movimentou R$ 196,1 bilhões em 2023, um crescimento de 4,8% em relação ao ano anterior. No entanto, a concentração das vendas online ainda é grande: o Sudeste responde por 73,5% das transações, em contraste com Nordeste (7%), Centro-oeste (3%) e Norte (1,3%).
Deputada cita acusados do assassinato de Rubens Paiva
Deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) - Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
A deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) apresentou um projeto de lei que pede a suspensão da remuneração de militares denunciados por violações de direitos humanos e crimes contra a humanidade praticados no período da ditadura civil-militar instaurada com o golpe de 1964.
Segundo o texto, protocolado nesta terça-feira (7), na Câmara dos Deputados, a suspensão de remuneração e proventos será mantida até que haja decisão definitiva do processo judicial. No intervalo da tramitação, o militar não terá direito a receber nenhum tipo de subsídio, adicional ou gratificação relacionados ao seu cargo ou função pública.
O projeto também destaca que, antes de que a suspensão seja executada, o militar será devidamente notificado e que, conforme asseguram a Constituição Federal e a legislação brasileira, terá direito ao contraditório e à sua própria defesa perante a Justiça. A interrupção do pagamento da remuneração e proventos pode ser cancelada, caso haja elementos suficientes que provem sua inocência quanto aos crimes imputados ao militar.
A proposta da parlamentar prevê que em caso de absolvição definitiva, transitada em julgado, ou seja, quando a sentença judicial é de absolvição do acusado e foram esgotados todos os recursos possíveis, o militar terá direito ao pagamento retroativo dos valores suspensos, devidamente corrigidos pela inflação.
No documento protocolado, a parlamentar menciona que a proposta tem como respaldo o Estatuto dos Militares (Lei nº 6.880/80), em que são descritos tanto os direitos como deveres dos membros das Forças Armadas.
Fernanda Melchionna (foto) diz que o Brasil deve honrar os compromissos que sela com a comunidade internacional, no que diz respeito à salvaguarda dos direitos humanos e ao combate à impunidade.
"O caso de Rubens Paiva, ex-deputado torturado e morto em 1971, ilustra a relevância da medida. Ele nunca mais foi visto após ser levado para prestar depoimento em 1971, período da ditadura militar, podendo ser considerado um caso de desaparição forçada. Apesar das graves acusações e do reconhecimento formal das violações, militares denunciados pelo crime, como o general José Antônio Nogueira Belham, continuam recebendo remunerações públicas, mesmo diante de fortes evidências de seu envolvimento neste crime de lesa humanidade", exemplifica.
Rubens Paiva teve sua história recontada no filme Ainda estou aqui. O longa-metragem foi dirigido por Walter Salles e protagonizado por Fernanda Torres, que venceu o Globo de Ouro no último domingo (5), e Selton Mello, que interpreta Rubens Paiva.
A deputada disse ainda que apresentou o projeto após as notícias dos valores pagos aos militares denunciados no assassinato de Rubens Paiva. "Recentemente, veio à tona a realidade que o Brasil paga R$ 140 mil por mês aos militares denunciados pelo assassinato de Rubens Paiva. Isso é uma vergonha. Esse privilégio tem que acabar", afirmou à Agência Brasil.
A proposta também "incorpora o reconhecimento de violações documentadas por decisões da Comissão Nacional da Verdade, criada pela Lei nº 12.528/2011, que investigou e reconheceu graves violações de direitos humanos ocorridas no Brasil, especialmente durante o regime militar. Conferir a importância merecida e validar as recomendações da Comissão da Verdade em relação aos militares que atuaram durante o período da Ditadura Militar e praticaram crimes contra os direitos humanos e crimes contra a humanidade reforça o dever do Estado de agir em conformidade com o Direito Internacional e com os princípios de verdade e reparação".
Considerado a maior glândula do corpo, o fígado possui múltiplas funções no organismo. Segundo os especialistas, abuso constante de álcool, por exemplo, pode causar problemas ao órgão a longo prazo.
O fígado é considerado a maior glândula do corpo. — Foto: Freepik
Apesar de muitas vezes só ser lembrado após os momentos de abuso, como em uma ressaca daquelas, o fígado é essencial para o corpo humano – e o cuidado com a saúde desse órgão deve acontecer durante todo o ano.
Segundo os hepatologistas, os abusos pontuais não devem causar um problema hepático. Mas o excesso constante de bebidas alcóolicas ou comidas extremamente gordurosas, por exemplo, podem levar a danos permanentes ao fígado.
➡️O fígado é considerado a maior glândula do corpo. O órgão tem múltiplas funções, entre elas:
Filtrar o sangue que vem do intestino e dos rins, devolver as impurezas através da bile e enviar o sangue limpo de volta para a corrente sanguínea;
Produzir glicogênio e outras substâncias que funcionam como hormônios para a regulação dos rins, por exemplo;
Auxiliar no sistema imunológico do organismo, impedindo que microrganismos presentes no sangue voltem para a corrente sanguínea.
Ainda que possua um papel fundamental para o bom funcionamento do corpo, os problemas no fígado podem se agravar por anos sem dar sinais.
"O fígado é um órgão que, se sofrer agressão, vai demorar para dar sinais. Vai sofrer calado", alerta o professor de gastro hepatologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Raymundo Paraná.
De acordo com o médico hepatologista, isso acontece porque o fígado tem mecanismos próprios de desintoxicação. Assim, se ele for agredido (com excesso de álcool, comidas gordurosas ou doenças hepáticas), muito provavelmente os sintomas não vão aparecer imediatamente.
Mario Kondo, hepatologista da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), explica que raramente o fígado vai adoecer por conta de momentos pontuais de abuso – porque nesses casos o órgão consegue recuperar praticamente a saúde completa.
"É na persistência da agressão que ele vai adoecer, o que pode levar décadas. Com anos inteiros de abuso aí sim as coisas vão se deteriorando e a conta chega", comenta Kondo.
Excessos e sintomas
Os hepatologistas comentam que diversos comportamentos e doenças podem acabar agredindo o fígado. Eles destacam os principais como sendo:
Abuso de álcool
O consumo excessivo de álcool pode sobrecarregar o fígado e agravar lesões hepáticas já existentes.
"Para causar doença, o consumo de álcool tem que ser intenso e continuado e normalmente demora mais de cinco anos para que isso venha a se tornar uma doença hepática", analisa Paraná.
O hepatologista ainda comenta que o limiar de suscetibilidade ao álcool varia geneticamente porque depende do nível de metabolização de cada organismo.
Má alimentação
Segundo a Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), a má alimentação, rica em gorduras trans e saturadas, é um dos principais inimigos para o fígado.
Esse tipo de dieta pode causar acúmulo de gordura no órgão, gerando uma condição conhecida como esteatose hepática.
Obesidade
Da mesma forma que o consumo excessivo de gorduras pode agredir o fígado, o mesmo acontece no caso de pessoas com obesidade.
Nesses cenários, muito dificilmente o fígado consegue metabolizar a gordura ingerida de maneira adequada, provocando uma inflamação no local.
Uso de medicamentos
O uso contínuo de alguns medicamentos, como corticoides, estrógeno e antirretrovirais, pode sobrecarregar as funções hepáticas, também causando alguns tipos de lesão no fígado.
Hepatites virais
As hepatites virais são caracterizadas pela inflamação no fígado causadas pelos vírus tipo A, B e C. Se não tratada, a doença pode evoluir para quadros de cirrose e até câncer, gerando insuficiência hepática.
Apesar de as agressões ao fígado acontecerem de diferentes maneiras, como já colocado pelos especialistas, os sintomas podem demorar até uma década para se manifestarem.
"Quando aparecem os sinais indicando que algo está errado no fígado já é sinal de alarme", alerta Raymundo Paraná.
👉Os principais sintomas dos problemas hepáticos são:
Inchaço nas pernas
Olhos amarelados
Urina escura
Confusão mental
Hemorragias
Fígado saudável
Para manter o fígado constantemente saudável, os hepatologistas reúnem cinco dicas fundamentais:
Beber com moderação
O consumo de álcool deve ser esporádico e moderado para que, a longo prazo, o fígado não seja sobrecarregado. "Não é proibido beber desde que você não tenha uma doença hepática", comenta Paraná.
Manter uma alimentação saudável
Não há nenhuma dieta específica que vise a saúde do fígado. Mas manter uma alimentação balanceada, com a ingestão de muitos legumes, grãos, azeite e baixa quantidade de açúcar contribui para o bom funcionamento do órgão.
Fazer exercício físico
Uma vez que a obesidade é um dos fatores que podem agredir o fígado, manter uma rotina de exercícios físicos auxilia também na boa saúde do fígado.
Evitar a reposição desnecessária de hormônios
A popularização da reposição da testosterona, por exemplo, tem aumentado os casos de problemas hepáticos. O excesso desse hormônio pode induzir a um tumor hepático, além de causar alterações vasculares, como o bloqueio de fluxo de sangue para o fígado.
Monitorar a saúde hepática com regularidade Incluir exames de ultrassonografia e de sangue que monitoram o fígado também é fundamental para manter o órgão saudável. O rastreamento da hepatite B e C ao menos uma vez também é importante.
São Paulo, dezembro de 2024 - Os dias mais quentes pedem atenção redobrada com a saúde. Afinal, as altas temperaturas típicas do verão e a maior exposição ao sol podem causar desidratação, cansaço e outros desconfortos. Por isso, adotar hábitos simples pode ajudar a aproveitar da melhor maneira a estação mais ensolarada do ano.
Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico, da Carnot Laboratórios, preparou uma lista com 5 dicas para manter a saúde em dia no verão. Confira:
1 - Hidratar-se
Manter-se hidratado é fundamental no calor extremo. Segundo o médico, o corpo perde mais líquidos devido ao suor, o que aumenta a necessidade de reposição de água. “É recomendado consumir pelo menos dois litros de água por dia e, se possível, complementar com frutas ricas em água, como melancia, melão e laranja, para potencializar a hidratação”, afirma o especialista.
2 - Consumir vitaminas
Além da hidratação, as vitaminas desempenham um papel crucial no fortalecimento do organismo nesta época. A vitamina C, presente em frutas cítricas, ajuda a combater os radicais livres gerados pela exposição ao sol e ao calor. Já a vitamina E, encontrada em nozes, sementes e óleos vegetais, auxilia na proteção da pele contra danos causados pelos raios UV.
Outra aliada é a vitamina D, obtida principalmente pela exposição moderada ao sol. Para aproveitar seus benefícios sem riscos, o ideal é tomar sol antes das 10h ou após as 16h, sempre com proteção solar.
3 - Alimentação leve e equilibrada
Refeições leves e ricas em nutrientes são as mais recomendadas nesta época. Saladas, grelhados e frutas ajudam a manter o corpo energizado sem sobrecarregar o sistema digestivo. “Vale a pena incluir alimentos ricos em fibras porque elas também auxiliam na digestão e no funcionamento do organismo como um todo”, reforça o Dr.
4 - Proteção e cuidados com a pele
A pele é o órgão mais impactado pelo calor e pelos raios solares. Usar protetor solar com fator adequado, reaplicá-lo ao longo do dia e vestir roupas leves e de cores claras são cuidados essenciais. Chapéus e óculos de sol também são aliados importantes para proteger o rosto e os olhos.
5 - Use repelentes
Aplique sempre repelente periodicamente, durante o dia e à noite, para se proteger contra mosquitos e doenças como a Dengue, Zika ou Chikungunya. Os mosquitos se proliferam mais no verão devido às características da estação, como o calor, a umidade e as chuvas. “Essas condições criam um ambiente propício para que os ovos dos mosquitos eclodam e se transformem em novos mosquitos”, finaliza Dr. Carlos Alberto Reyes Medina.