O uso de medicamentos para emagrecimento à base de semaglutida, como o Ozempic, tem acendido um alerta entre profissionais de saúde não apenas pelos efeitos metabólicos, mas também pelos impactos na saúde bucal. Em 2025, o uso das “canetas emagrecedoras” cresceu 88% em relação ao ano anterior, conforme o Conselho Federal de Farmácia.
Com isso, houve uma ampliação na percepção de sintomas até então pouco discutidos, como o mau hálito. Popularizado nas redes sociais como “bafo de Ozempic“, o problema tem sido associado a uma combinação de alterações digestivas, mudanças no metabolismo e redução da produção de saliva.
Alterações no organismo favorecem o mau hálito
De acordo com a cirurgiã-dentista e especialista em halitose Bruna Conde, o mau hálito observado nesses casos não é causado diretamente pelo medicamento, mas pelas transformações que ele provoca no organismo.
“Esses medicamentos reduzem o apetite e retardam o esvaziamento gástrico. Com isso, o paciente tende a comer menos e a ficar mais tempo em jejum, o que impacta diretamente a produção de saliva e favorece o mau hálito”, explica.
Produção de substâncias com mau odor
Com a diminuição da ingestão de alimentos, especialmente carboidratos, o corpo passa a utilizar gordura como principal fonte de energia, levando à produção de corpos cetônicos. Essas substâncias são eliminadas também pela respiração e podem conferir ao hálito um odor característico, muitas vezes descrito como adocicado ou metálico.
“Esse tipo de hálito não está necessariamente ligado à falta de higiene bucal, mas a um processo metabólico. Ainda assim, ele pode ser intensificado quando há acúmulo de saburra lingual ou baixa salivação”, acrescenta a especialista.
Redução da saliva contribui para o mau hálito
Outro fator relevante é a redução do fluxo salivar. A saliva exerce papel fundamental na manutenção da saúde bucal, ajudando a controlar a proliferação de bactérias e a neutralizar compostos responsáveis pelo mau cheiro. Com a redução da alimentação e, em alguns casos, da ingestão de líquidos, há uma diminuição na produção salivar, criando um ambiente mais propício para o desenvolvimento da halitose.
Além disso, o próprio mecanismo de ação desses medicamentos, que inclui o retardo do esvaziamento gástrico, pode favorecer sintomas digestivos como refluxo e sensação de estufamento, que também podem influenciar negativamente o hálito. No entanto, mesmo quando há queixas gástricas, especialistas ressaltam que, na maioria dos casos, o mau hálito está associado também a fatores bucais, como saburra lingual e alterações na saliva.
Com o aumento expressivo do uso desses medicamentos, muitas vezes sem acompanhamento multidisciplinar, efeitos como esse passaram a ser mais frequentemente relatados.
Como evitar o mau hálito durante o tratamento
Embora o chamado “bafo de Ozempic” possa ser transitório, o mau hálito persistente deve ser investigado por um dentista especialista em halitose. Hoje, já existem aparelhos capazes de medir, em tempo real, os compostos responsáveis pelo odor do hálito, auxiliando no diagnóstico mais preciso e no direcionamento do tratamento adequado.
A recomendação é que, antes mesmo de iniciar o uso da medicação, o paciente procure avaliação com um profissional especializado para verificar a presença de fatores como saburra lingual, alterações no fluxo salivar e outras condições bucais. Estar com a saúde bucal equilibrada pode reduzir significativamente o risco de desenvolvimento ou agravamento do mau hálito durante o tratamento.
Além disso, manter acompanhamento médico e odontológico, boa hidratação, evitar longos períodos de jejum e reforçar a higiene bucal, incluindo a limpeza da língua, são medidas essenciais para o controle do problema.
O PicPay, fintech do grupo J&F, teve acesso indevido aos dados pessoais de servidores do Governo do Distrito Federal (GDF) para oferecer empréstimo consignado. A empresa é a única credenciada para ofertar “antecipação salarial” e realizar os descontos diretamente na remuneração dos funcionários públicos.
O Metrópoles teve acesso a algumas das mensagens enviadas pelo PicPay para os servidores em que anuncia o produto. “Seu saldo já está liberado! Antecipe parte do seu salário sem juros e receba o valor na hora”, diz um SMS. “Aproveite o valor máximo de antecipação! Receba agora parte do seu salário. Seguro e sem juros”, informa outro.
Servidores ouvidos pela reportagem relataram surpresa ao receberem as mensagens porque não se inscreveram no PicPay, de forma que não foram eles que divulgaram os próprios dados.
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Questionada pela reportagem, a Secretaria de Economia do DF declarou que “não realiza, em nenhuma hipótese, o compartilhamento de dados pessoais de servidores públicos com empresas privadas, em estrita observância à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)”.
Em fevereiro de 2026, o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) determinou a suspensão de novos descontos diretamente na remuneração dos servidores vinculados ao serviço do PicPay. A decisão ocorreu após inspeção da área técnica da Corte de Contas identificar que a empresa cobrava uma taxa – o que não seria permitido na legislação local para a modalidade de consignados.
Estande na sede do GDF
O PicPay assinou, em setembro de 2024, contrato com a Secretaria de Economia do DF por meio do qual a empresa foi autorizada a oferecer empréstimos consignados a servidores do GDF.
Para impulsionar a divulgação do produto, além de enviar mensagens aos funcionários públicos distritais, o PicPay montou um estande no Palácio do Buriti, sede do GDF.
A Secretaria de Economia do DF disse, em resposta à reportagem, que concedeu autorização para o PicPay realizar “ação de divulgação institucional de seus serviços” nas portarias sul e norte e na marquise norte do prédio público. A pasta declarou que a concessão “restringiu-se exclusivamente ao uso de espaço físico para fins informativos, sem qualquer cessão de dados por parte do Governo do Distrito Federal”.
“A Secretaria reforça que a eventual abordagem direta aos servidores, por meios próprios da empresa, não envolve participação, intermediação ou fornecimento de informações por parte do GDF”, disse.
Irregularidade de taxa
O TCDF identificou que houve “crescimento acentuado e alto volume em nova modalidade de desconto” diretamente na folha de pagamento: a amortização do serviço contratado com o PicPay.
Em 2024, os consignados do PicPay representaram R$ 11,7 milhões. No ano seguinte, de janeiro a agosto, chegaram a R$ 70 milhões descontados nos salários dos servidores.
Segundo a área técnica do tribunal, a condição “essencial e inafastável” para a legalidade do desconto diretamente na folha de pagamento é a ausência de juros. No caso do PicPay, foi identificada a cobrança de uma “taxa”, apontada pelo TCDF como irregular.
“A alegação de que a modalidade com taxa é opcional não afasta a irregularidade, pois o desconto em folha, sendo compulsório, não deveria estar atrelado a um serviço que, em uma de suas formas, implica custo financeiro para o servidor”, afirmou o TCDF.
O TCDF também questiona a transferência, pela Secretaria de Economia, da responsabilidade sobre os descontos na remuneração para a BRB Serviços.
“Dessa forma, cabe à empresa BRB Serviços S.A. orientar e controlar as consignações, prevenir e solucionar possíveis fraudes, administrar e buscar soluções em processos administrativos e/ou judiciais que tenham sua origem nas consignações em folha de pagamento, bem como manter esta SEEC permanentemente informada sobre todas as operações”, declarou a pasta ao TCDF.
O PicPay e o BRB não responderam aos questionamentos da reportagem.
A investigação sobre o feminicídio da empresária Flávia Barros, de 38 anos, revelou novos detalhes sobre a vida pessoal do principal suspeito, o policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos.
Ex-diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, na Bahia, Tiago mantinha uma vida dupla: enquanto iniciava um relacionamento com a vítima, era casado com outra mulher e pai de três filhos, mantendo sua família estabelecida em outro Estado.
O crime ocorreu em um hotel na região de Atalaia, em Aracaju, apenas uma semana após o suspeito oficializar o namoro com Flávia.
Segundo relatos de amigas próximas, o casal se conhecia desde novembro de 2025, mas o pedido formal de namoro aconteceu no último dia 15, data em que a empresária comemorava seu aniversário. A viagem à capital sergipana tinha como objetivo celebrar a data em um show realizado na noite de sábado (21).
O CRIME
A tragédia foi descoberta na madrugada de domingo (22), por volta das 5h20, quando a polícia foi acionada após relatos de disparos de arma de fogo.
Ao arrombarem a porta do quarto, os agentes encontraram o casal sobre a cama. Flávia já estava sem vida e Tiago apresentava ferimentos graves, sendo socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) até o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), onde passou por cirurgia.
A perícia inicial aponta que ele utilizou a própria arma funcional, uma pistola calibre .40 pertencente à Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia (Seap), para matar a namorada e tentar tirar a própria vida em seguida.
Diante da gravidade dos fatos, o Governo da Bahia confirmou a exoneração imediata de Tiago do cargo de diretor da unidade prisional. Após receber alta médica nesta semana, o servidor foi submetido a exames periciais e transferido para uma unidade prisional militar, onde permanece custodiado à disposição da Justiça.
O caso segue sob investigação das Polícias Civil (PC) e Militar (PM) de Sergipe, que buscam entender a motivação do crime.
Flávia Barros era uma figura conhecida e respeitada em Paulo Afonso, onde comandava a empresa FB Soluções Financeiras. Sua morte precoce gerou uma onda de comoção nas redes sociais, onde amigos e familiares prestaram homenagens, descrevendo-a como uma mulher cheia de planos e sonhos interrompidos de forma brutal.
A prefeita Tia Júlia, acompanhada do secretário de Estado e ex-prefeito Júlio Cezar, cumpriu agenda nesta quarta-feira (25), em Brasília, na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. A reunião foi realizada com o diretor Arnoldo de Campos e equipe técnica. Na oportunidade, a prefeita destacou a importância da iniciativa da Conab em disponibilizar o farelo de soja para os pequenos produtores a um preço acessível, como já acontece com o milho.
Durante o encontro, o diretor da Conab apresentou um novo programa que ampliará a oferta de alimentação animal para pequenos criadores, incluindo farelo de soja, caroço de algodão e sorgo, além do milho já comercializado. O programa será lançado em breve pelo Governo Federal e contemplará Palmeira dos Índios e outros municípios como locais de distribuição.
Tia Júlia lembrou, na ocasião, da parceria do superintendente da Conab em Alagoas, Elizeu José Rêgo, com o município de Palmeira dos Índios. “A atuação do superintendente Elizeu Rêgo tem sido fundamental para o fortalecimento dessa parceria. Ele é um parceiro estratégico dos municípios. Eu preciso registrar isso”, disse Tia Júlia.
Júlio Cezar destacou ainda a articulação em Brasília e o apoio dos senadores Calheiros. “Estamos buscando parcerias que tragam resultados concretos para o homem do campo. Essa parceria com a Conab levará um programa que fortalecerá os pequenos criadores. São essas articulações que garantem conquistas importantes para Palmeira. Devemos isso aos senadores Renan Calheiros e, também ministro, Renan Filho, por abrirem portas para o município”, enfatizou Júlio.
Arnoldo de Campos, diretor da Conab, ressaltou o objetivo da iniciativa. “A ampliação desses produtos ajuda a garantir melhores condições para a alimentação animal, especialmente em regiões que enfrentam estiagem. Vamos alinhar com a Conab Alagoas e com a Prefeitura para marcar o lançamento, assim que o programa estiver liberado”, informou Arnoldo.
A prefeita Tia Júlia finalizou comemorando o avanço. “Fico feliz em saber que a Conab também vai comercializar e lançar o programa de distribuição do farelo de soja. Isso amplia as opções para os nossos produtores, principalmente nos períodos de seca. Receber o lançamento desse programa em Palmeira é uma grande conquista. Não podemos perder tempo, porque a nossa política é trabalhar incansavelmente por Palmeira dos Índios. A Conab também liberou um novo PAA Sementes para o nosso município. Por isso, minha gratidão sempre”, concluiu a prefeita.
O coração é responsável por bombear o sangue para todo o corpo, garantindo que oxigênio e nutrientes cheguem às células. Outra função é fazer com que substâncias residuais sejam removidas. De acordo com o cardiologista Roberto Yano, mais um papel envolve manter a circulação necessária para o funcionamento adequado de órgãos como cérebro, rins e pulmões.
O médico aconselha ficar de olho também na pressão arterial elevada, inchaço nas pernas, tonturas e dores no peito. “Também merecem atenção”, instrui. Yano argumenta que, muitas vezes, esses sintomas aparecem de forma leve e são ignorados. O especialista pela Associação Médica Brasileira (AMB) acrescenta: “Esses sintomas podem ser um alerta precoce de alterações cardiovasculares.”
A Receita Federal apreendeu na manhã desta quarta-feira (25/3) uma carga de 810 iPhones sem procedência, de diversos modelos, escondida em fundo falso de um carro, avaliada em R$ 1,4 milhão. A ação ocorreu na BR-163, altura de Cascavel (PR).
Segundo a Receita, o motorista, ao ser abordado, informou ser morador da cidade de Santa Terezinha de Itaipu (PR), e alegou que estava a caminho de Cascavel para levar equipamentos de piscina para uma empresa.
“Como o carro se encontrava fora da rota e o condutor demonstrou nervosismo durante a abordagem, além de não ser o proprietário do automóvel, ambos foram conduzidos para a Delegacia da Receita Federal em Cascavel para realização de uma fiscalização minuciosa”, informa a nota da Receita Federal.
O veículo e os iPhones foram apreendidos, e o motorista foi encaminhado à Polícia Federal para os devidos procedimentos legais.
Uma mulher de 21 anos foi morta com um golpe de faca pelo namorado em Goiânia (GO). Segundo a Polícia Civil, o crime teria ocorrido após a vítima insistir para ver o celular do agressor, na última sexta-feira (20).
Raiane Maria Silva Santos vinha pedindo acesso ao celular do companheiro André Lucas da Silva Ribeiro, 28, e demonstrando ciúmes, o que teria motivado discussões entre o casal, segundo primeiras informações coletadas pela polícia.
André foi preso em flagrante e confessou o crime ele chegou a mandar um vídeo para a mãe em que afirma ter matado Raiane, segundo a polícia. Ele é representado pela Defensoria Pública do Estado de Goiás, que afirmou em comunicado que não irá se manifestar. Em audiência de custódia no sábado (21), a Justiça manteve a prisão do investigado.
O casal mantinha um relacionamento havia dois meses e tinha se mudado de Minas Gerais para Goiânia há pouco mais de uma semana.
Raiane e André haviam discutido no dia anterior ao crime e voltaram a se desentender na sexta, em uma briga motivada por ciúmes da vítima, de acordo com a polícia. Durante o conflito, o suspeito pegou uma faca e golpeou o peito de Raiane, que morreu no local.
Um amigo do casal estava hospedado na residência e relatou à polícia ter ouvido a discussão, inicialmente interpretada como um desentendimento entre os dois, até escutar um barulho e encontrar Raiane caída no chão, sangrando.
O corpo da jovem foi enterrado no domingo (22), em Pará de Minas (MG), sua cidade natal, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Enquanto o consumo de álcool, de cigarro tradicional e de drogas ilícitas (maconha, cocaína e lança-perfume) apresenta queda entre adolescentes no Brasil, o uso de vape segue na direção oposta e alcançou 29,6% dos estudantes de 13 a 17 anos no país em 2024.
Os dados são da PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (25). A confiabilidade é de 95%.
Segundo o levantamento, o percentual de jovens que já experimentaram cigarro eletrônico praticamente dobrou em cinco anos era de 16,8% em 2019, na pesquisa anterior.
Essa uso é mais frequente entre as meninas (31,7%) o que entre os meninos (27,4%) e entre os alunos da rede pública (30,4%) do que os da rede privada (24,9%).
A região Centro-Oeste foi a com maior crescimento em pontos, indo de 23,7% para 42% nos dois anos observados. Depois, vem a Sul (21% para 38,3%), Sudeste (19,6% para 31%), Nordeste (10,8% para 22,5%) e Norte (12,3% para 21,5%).
Enquanto o uso de vape disparou em todo o país, o de narguilé, por exemplo, diminuiu. Passou de 23,8% em 2019 para 10,6% em 2024. O uso de outras substâncias também teve redução.
O número de adolescentes brasileiros que afirmam já ter experimentado drogas ilícitas, por exemplo, caiu de 12% em 2019 para 8,3% em 2024. O índice é significativamente menor entre os mais jovens e cresce conforme a idade: atinge 5,6% entre estudantes de 13 a 15 anos e chega a 13% entre os de 16 e 17 anos.
A diferença também aparece entre regiões do país. Conforme o último levantamento, o Sul registra a maior proporção de adolescentes que já experimentaram drogas ilícitas (9,8%), seguido pelo Sudeste (9,4%). Já o Nordeste apresenta os menores índices, com 6,1%. No Norte e no Centro-Oeste, os percentuais são de 7% e 8,7%, respectivamente.
A redução do uso do álcool foi ainda maior 63,3% dos adolescentes tinham afirmado já terem bebido em 2019, contra 53,6% em 2024. Já o consumo de cigarro diminuiu de 22,9% para 18,5%.
A pesquisa também revela desigualdades por rede de ensino. Estudantes de escolas públicas apresentam maior prevalência de experimentação de drogas ilícitas do que os de escolas privadas 8,7% e 5,7%.
Nas capitais, os dados mostram variações expressivas. Florianópolis lidera o ranking, com 15,6% dos adolescentes já tendo experimentado drogas ilícitas, seguida por Porto Alegre (11,6%) e Vitória (12,3%). Em São Paulo, o índice é de 10,7%, acima da média nacional.
Quando se observa o recorte por sexo, as diferenças são pequenas, mas persistentes: meninos apresentam ligeiramente maior proporção de experimentação (8,4%) do que meninos (8,1%).
Para os pesquisadores do IBGE, os resultados da PeNSE sugerem que o desafio das políticas públicas mudou de eixo. Se, por um lado, houve avanços no enfrentamento ao álcool, ao cigarro convencional e às drogas ilícitas, por outro, surge a necessidade de regulação mais efetiva e estratégias específicas para lidar com a popularização dos dispositivos eletrônicos entre adolescentes.
Segundo uma pesquisa de 2022 da Ipec (Inteligência de Pesquisa e Consultoria), o Brasil tinha dois milhões de usuários de vape em 2022, contra 500 mil em 2018.
O número de apreensões de dispositivos também está em alta, segundo a Receita Federal. Em 2021, foram apreendidas 450 mil unidades, número que subiu para 1,1 milhão no ano passado.
Como o mercado é ilegal, não há controle de quais substâncias existem dentro dos dispositivos vendidos no país. Apesar da proibição, eles podem ser encontrados em lojas, ambulantes e na internet, com preços que vão de R$ 60 a R$ 620.
Em 2022, a Anvisa optou por manter a proibição dos produtos. Procurada, a agência disse que pretende abrir uma nova consulta pública sobre o tema até o final do ano.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) iniciou a produção 100% nacional do imunossupressor tacrolimo, medicamento essencial para evitar a rejeição de órgãos transplantados.
A informação foi divulgada nesta terça-feira (24/3) em nota oficial da instituição, que destaca o avanço para o Sistema Único de Saúde (SUS) ao reduzir a dependência de insumos importados.
O primeiro lote do medicamento foi produzido na unidade de Farmanguinhos, no Rio de Janeiro, com mais de 1 milhão de unidades nas dosagens de 1 mg e 5 mg.
Antes de chegar aos pacientes, o produto ainda passará por testes de qualidade e por atualização de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Produção passa a ser totalmente nacional
Até então, o tacrolimo utilizado no país dependia de insumos importados. Com a nova etapa, o Brasil passa a produzir todas as fases do medicamento, incluindo o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA).
Segundo a Fiocruz, a fabricação do insumo nacional foi possível após transferência de tecnologia da empresa indiana Biocon para a farmacêutica brasileira Libbs, dentro de uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP).
A instituição afirma que a iniciativa fortalece a capacidade produtiva do país e amplia a segurança no fornecimento de medicamentos estratégicos para o SUS.
Remédio é essencial após transplantes
O tacrolimo é usado para controlar a resposta do sistema imunológico e evitar que o organismo rejeite órgãos transplantados, como rim, fígado e coração.
De acordo com dados da Fiocruz, mais de 500 milhões de unidades do medicamento já foram fornecidas ao SUS nos últimos 10 anos, o que mostra a importância do tratamento para pacientes transplantados.
Com a produção nacional, a expectativa da Fiocruz é garantir maior regularidade no abastecimento do medicamento e reduzir a dependência de fornecedores internacionais.
A unidade de Farmanguinhos tem capacidade para produzir até 130 milhões de exemplares por ano, o que pode ajudar a manter o fornecimento contínuo no sistema público.
A Fiocruz também atua na produção de outros imunossupressores, como o everolimo, ampliando a capacidade nacional nesse tipo de tratamento.
O que muda na prática
Segundo a Fiocruz, a produção nacional do tacrolimo pode trazer mais segurança no acesso ao medicamento, especialmente para pacientes que dependem do uso contínuo após o transplante.
A medida também reduz a vulnerabilidade do país a problemas no fornecimento internacional e reforça a produção de medicamentos estratégicos dentro do SUS.
Segundo a Nasa, os planetas se formam através de aglomerados de gás e poeira ao redor de uma estrela central.Por meio da gravidade e outras forças do espaço, o material se choca e funde-se. Com o tempo o objeto vai se desenvolvendo e pode se tornar tanto um gigante gasoso, como Júpiter e Saturno, tanto um rochoso, como a Terra.
Mas já imaginou flagrar esse processo ocorrendo quase em tempo real? Foi o que uma equipe internacional de astrônomos conseguiu, ao observar a formação de dois planetas no disco de gás e poeira em volta da estrela jovem denominada WISPIT 2.
A visão foi possível devido ao Very Large Telescope (VLT), um instrumento óptico avançado localizado no Chile e operado pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês).
A observação e descoberta foi liderada pela pesquisadora Chloe Lawlor, da Universidade de Galway, na Irlanda, em parceria com outros cientistas. Os resultados foram publicados nesta terça-feira (24/3) na revista The Astrophysical Journal Letters.
Segundo os astrônomos, a detecção do nascimento dos planetas lembra como foi o desenvolvimento do nosso próprio Sistema Solar em seus primórdios. “O WISPIT 2 é a melhor visão do nosso próprio passado que temos até hoje ”, afirma Chloe em comunicado.
O sistema planetário formado por WISPIT 2 é apenas o segundo já visto por pesquisadores. A primeira estrela a ser detectada em processo de formação de planetas ao seu redor foi a PDS 70. Porém, como possui características mais bem definidas, a mais nova descoberta possibilita uma visão mais detalhada do processo.
Como foi a detecção dos planetas
O primeiro planeta nascido do sistema, o WISPIT 2b, foi detectado em 2025. Grande, ele possui uma massa cerca de cinco vezes maior que a de Júpiter e orbita a estrela central quase 60 vezes a distância entre a Terra e o Sol. Posteriormente, pistas mostraram que poderia haver mais um objeto planetário próximo.
Ao utilizar instrumentos do VLT, os astrônomos fotografaram o objeto e depois confirmaram que se tratava de mais um planeta no sistema, batizado de WISPIT 2c. Em comparação a seu irmão, ele está quatro vezes mais perto da estrela central e é ainda maior, tendo o dobro da massa do WISPIT 2b.
“O WISPIT 2 nos oferece um laboratório crucial não apenas para observar a formação de um único planeta, mas de um sistema planetário inteiro”, destaca o coautor do estudo, Christian Ginski, pesquisador da Universidade de Galway.
Também há pistas de que pode existir um terceiro planeta orbitando a estrela, mas é necessário realizar novas observações para confirmar mais uma descoberta.
De qualquer maneira, o achado ajuda os especialistas a observar mais detalhes do processo de como um sistema planetário em formação se transforma em um maduro, assim como o nosso Sistema Solar.
As vacinas contra a Covid-19 utilizadas no Brasil passarão por uma atualização para acompanhar a variante do coronavírus que atualmente circula no país.
A mudança foi determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e publicada no Diário Oficial da União (DOU) nessa terça-feira (24/3). A decisão estabelece que os imunizantes deverão passar a incluir a cepa LP.8.1 do SARS-CoV-2.
Pela nova regra, as vacinas deverão ser monovalentes, ou seja, direcionadas a uma única variante do vírus. A medida acompanha estratégias adotadas internacionalmente, que revisam periodicamente a composição dos imunizantes para mantê-los mais próximos das variantes predominantes.
A atualização também leva em conta a evolução constante do coronavírus. Dados recentes indicam que, até o início de março, mais de 36 mil casos de síndrome gripal associados à Covid-19 haviam sido registrados no país.
Segundo o infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a adaptação das vacinas faz parte da estratégia de proteção contra um vírus que continua sofrendo mutações.
“As vacinas vão sendo atualizadas para se aproximar cada vez mais da variante que está circulando. Mesmo quando não há coincidência perfeita entre o vírus da vacina e o vírus que circula, elas continuam oferecendo proteção importante, especialmente contra formas graves da doença”, explica.
O que muda?
A nova determinação da Anvisa estabelece que os imunizantes contra a Covid-19 utilizados no Brasil deverão ter uma composição direcionada a uma única variante do vírus, a LP.8.1. Atualmente, parte das vacinas disponíveis ainda utiliza a cepa JN.1.
Para evitar desabastecimento, a agência autorizou um período de transição. Durante esse intervalo, vacinas baseadas na variante anterior ainda poderão ser utilizadas por alguns meses enquanto os fabricantes ajustam seus processos produtivos.
A Justiça Federal concedeu, nessa terça-feira (24/3), liberdade provisória para a professora doutora Soledad Palameta Miller, presa pela Polícia Federal (PF) na última segunda-feira (23/3), suspeita de furtar amostras de vírus.
Na decisão, a juíza federal Valdirene Ribeiro de Souza Falcão entendeu que Soledad possuí bons antecedentes, não tem passagem criminal e comprovou ter residência e emprego fixo em Campinas.
Além disso, a magistrada alegou que o crime investigado, embora grave nos termos de biossegurança, não envolveu violência ou grave ameaça à pessoa.
Apesar de poder responder as acusações em liberdade, a professora terá que se apresentar mensalmente na 9ª Vara Federal para informar e justificar atividades; está proibida de sair de Campinas por mais de cinco dias sem autorização judicial prévia; está proibida de acessar laboratórios da Unicamp relacionados à investigação, especialmente os locais onde as amostras foram retiradas; proibida de sair do país sem autorização da Justiça; terá que pagar dois salários mínimos de fiança e não mudar de residência sem comunicar a juíza.
As amostras de vírus que estavam armazenadas em uma área de biossegurança nível três, o maior índice de segurança biológica existente em prática no Brasil.
O material pertencia ao acervo do Laboratório de Virologia Animal da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo. A mulher, de 36 anos, foi presa em flagrante durante uma operação federal que apura o desvio de itens no Instituto de Biologia da universidade.
Parte das amostras de vírus roubadas do instituto foram encontradas em dois freezers localizados no prédio da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, onde Soledad atuava. Uma outra parte foi encontrada descartada próximo ao refrigerador.
Segundo as autoridades, a investigação constatou que a professora acessou diferentes laboratórios, muitas vezes com auxílio de terceiros por não possuir acesso próprio, para movimentar, manipular e armazenar o material de forma precária e em desacordo com as normas técnicas. O material biológico roubado eram amostras virais e amostras biológicas (Organismos Geneticamente Modificados – OGM ou seus derivados).
Em nota, a Unicamp afirmou que está colaborando com as investigações, assim como tomando as medidas cabíveis relacionadas ao caso, instaurando uma sindicância interna.
Quem é a professora
A professora presa é Soledad Palameta Miller. Ela nasceu na Argentina, tem 36 anos e é docente da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Universidade Estadual de Campinas. Com atuação nas áreas de ciência de alimentos, biotecnologia e virologia, ela integra o Departamento de Ciência de Alimentos e Nutrição (DECAN), onde desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Formada em Biotecnologia pela Universidade Nacional de Rosario, na Argentina, Soledad é doutora em Ciências pela Unicamp, na área de fármacos, medicamentos e insumos para a saúde. Ao longo da carreira, atuou em projetos científicos de alta complexidade, incluindo pesquisas com vetores virais, imunomodulação e anticorpos monoclonais voltados ao tratamento de câncer, além de estudos ligados ao desenvolvimento de vacinas e testes diagnósticos.
A docente também realizou pós-doutorado no Laboratório de Virologia da Unicamp, com foco em vacinas vetorizadas e diagnósticos de doenças, e participou de iniciativas de vigilância de vírus zoonóticos. Atualmente, segundo dados institucionais, coordena o Laboratório de Virologia e Biotecnologia em Alimentos, com pesquisas voltadas à vigilância epidemiológica e ao desenvolvimento de diagnósticos e terapias relacionadas a vírus transmitidos por alimentos e água, dentro do conceito de “One Health”.
De acordo com a entidade, a elevação no preço do diesel acabou aumentando em até 20% os fretes rodoviários do setor, o que atinge o transporte de insumos e a distribuição de diversos produtos da cadeia. Além dos combustíveis, também são afetados itens como alimentos, medicamentos, eletrônicos, plásticos e fertilizantes.
A entidade também alerta sobre a dificuldade de transporte de embalagens plásticas, derivadas do petróleo, devido aos bloqueios no Estreito de Ormuz. Os preços desses produtos já registraram um aumento de cerca cde 30%.
O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo estratégico, com cerca de 40 quilômetros de largura, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Ele está localizado entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos.
Segundo a ABPA, diante de tal cenário, “é possível que ocorram nos próximos dias repasses aos preços para o consumidor tanto de ovos como de carne de frango e carne suína”.
Preços
De acordo com os dados mais recentes do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial brasileira, o preço dos ovos recuou 10,8% nos últimos 12 meses.
A carne de porco, por sua vez, registrou queda de 1,2% em fevereiro e de 1,62% no acumulado de 12 meses. Os preços do frango cederam 0,29% no mês passado.
No ano passado, a produção de ovos aumentou 7,9%, passando de 57,7 bilhões de unidades (em 2024) para 62,2 bilhões (2025).
Segundo estimativas da ABPA, o consumo de ovos no Brasil foi de 287 unidades por pessoa no ano passado, o que representou uma alta de 6,7% em relação a 2024.
“O mercado apresenta um cenário de oferta equilibrada em relação ao visto no ano passado, com crescimento dentro do esperado”, diz a ABPA, em nota.
Ainda de acordo com a ABPA, as exportações brasileiras de ovos somaram 2.939 toneladas em fevereiro, com um crescimento anual de 16,3%. Em termos de receita, as vendas geraram US$ 6,175 milhões, alta de 25,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
Titulado pela Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), o médico detalha que o paciente, ao fazer o uso das canetas emagrecedoras, sente menos fome, come quantidades menores e há uma diminuição dos episódios de compulsão alimentar. De acordo com o especialista, um suplemento pode contribuir com a ação desses medicamentos: a creatina.
Murillo aconselha que tanto os indivíduos que usam as injeções para emagrecer quanto quem não utiliza esses medicamentos devem procurar um especialista antes de consumir qualquer suplemento. “Quando bem orientada, a creatina ajuda não só a perder peso, mas a melhorar a composição corporal e a saúde como um todo”, evidencia o médico.
O nutrólogo vê como importante salientar: “O melhor resultado [das canetas emagrecedoras] acontece quando isso é associado a acompanhamento médico, ajuste alimentar e estratégias para preservar massa muscular”. Segundo Murillo Monteiro, fazer um tratamento de forma adequada e com auxílio profissional proporciona “uma redução calórica espontânea, levando à perda de peso.”
Fotos das deputadas federais Duda Salabert (PDT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP) foram incluídas em um álbum fotográfico usado pela Polícia Civil de Pernambuco para reconhecimento suspeitas em um caso de roubo de celular no Recife.
Entenda como as fotos das parlamentares foram parar no álbum usado pela polícia a partir dos seguintes pontos:
Qual foi o crime que levou à inclusão das fotos em álbum de suspeitas?
Como as deputadas souberam do caso?
Que medidas foram tomadas por autoridades?
Como Duda Salabert reagiu?
Como Erika Hilton reagiu?
O que diz a lei sobre o reconhecimento de pessoas envolvidas em crimes?
O que disseram a Polícia e a Secretaria de Defesa Social?
Qual foi o crime que levou à inclusão das fotos em álbum de suspeitas?
O crime investigado foi um roubo de celular ocorrido em 24 de fevereiro de 2025, no bairro Boa Vista, em Recife. Para tentar identificar a suspeita, após abrir um inquérito, a polícia criou um álbum com fotos de seis pessoas, incluindo as imagens das duas parlamentares. As imagens foram apresentadas à vítima do roubo como sendo de possíveis suspeitas.
Como as deputadas souberam do caso?
Duda Salabert foi informada pela Defensoria Pública do Estado de Pernambuco (DPPE) sobre a inclusão de sua foto e da colega Erika Hilton no álbum de reconhecimento. A Defensoria enviou um ofício detalhando o procedimento.
Que medidas foram tomadas por autoridades?
A Defensoria Pública questionou formalmente o procedimento adotado pela polícia, destacando que o critério de seleção das fotos foi o pertencimento a um grupo identitário de gênero e raça, e não a semelhança física com a descrição da suspeita. O caso está sendo analisado na 16ª Vara Criminal da Capital de Pernambuco.
Como Duda Salabert reagiu?
Duda Salabert enviou um ofício à Secretaria de Defesa Social de Pernambuco pedindo explicações e a retirada imediata das imagens dela e de Erika Hilton de qualquer material usado para identificação de suspeitos. Ela afirmou que o episódio apresenta indícios de transfobia institucional e reforça estigmas contra pessoas travestis e transexuais.
Como Erika Hilton reagiu?
Erika Hilton também se manifestou, classificando o uso das fotos como uma prática "racista e transfóbica". Ela destacou que o álbum foi construído com base em características identitárias, e não físicas, e informou que está acionando órgãos competentes para apuração do caso.
O que diz a lei sobre o reconhecimento de pessoas envolvidas em crimes?
O Código de Processo Penal determina que, para o reconhecimento de pessoas, a vítima deve primeiro descrever quem será reconhecido. Além disso, a imagem da pessoa a ser reconhecida deve ser apresentada ao lado de outras que tenham alguma semelhança física, evitando critérios baseados apenas em identidade de gênero ou raça.
O que disseram a Polícia e a Secretaria de Defesa Social?
A Polícia Civil de Pernambuco informou que apura rigorosamente os fatos e que todas as medidas cabíveis estão sendo adotadas. A instituição destacou ainda que mantém diretrizes e protocolos contínuos para orientar a atuação dos servidores, com foco em uma conduta ética e responsável.
A corporação também afirmou que repudia qualquer prática de preconceito ou discriminação e reforçou o compromisso com a dignidade humana, o cumprimento da lei e o atendimento igualitário à população.
O g1 questionou a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) condenou a empresa de cosméticos Wepink, da influenciadora Virginia Fonseca, a indenizar uma cliente lesada durante um ano em R$ 2 mil.
Em setembro de 2024, a consumidora comprou diversos produtos no site na Wepink e não recebeu os itens na data prevista. Tendo em vista o não recebimento, a mulher entrou em contato com a empresa para buscar o reembolso.
No entanto, o reembolso só aconteceu em setembro de 2025. Quando recebeu o estorno, a consumidora de Poço Redondo (SE) já havia entrado na Justiça contra a empresa de Virginia.
“É notório, conforme as regras de experiência comum, que toda preocupação, ansiedade e irritabilidade exercem sobre o organismo um efeito funesto. Não se afigura razoável e legítimo, diante da complexidade da vida moderna, que os recursos e o tempo útil do consumidor sejam desperdiçados em reivindicações que poderiam facilmente ser atendidas pela empresa, sem maiores problemas para as partes e necessidade de interveniência do Poder Judiciário”, disse o magistrado.