
Um homem foi preso acusado de esfaquear a companheira grávida, nessa quarta-feira (25/3), no Itaim Paulista, zona leste de São Paulo. A vítima foi atingida no pescoço e nas costas. Um dos golpes perfurou o pulmão da mulher, e estado de saúde dela é considerado delicado.
Segundo a Polícia Militar (PM), o caso ocorreu na Rua Pombo Correio. Um tio da vítima contou que o ataque teria acontecido depois de uma discussão de casal.
Ao voltar para casa após buscar a filha na escola, o homem discutiu com a esposa a golpeou no pescoço e nas costas.
A mulher foi socorrida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Júlio Tupy. A polícia não esclareceu se o próprio acusado foi quem a levou a vítima ao hospital, mas ele acabou preso na unidade de saúde.
Ficar 12 horas sem comer, algo que pode acontecer naturalmente entre o jantar e o café da manhã, é um hábito simples para a maioria das pessoas e que melhora a saúde metabólica. Diferente de protocolos mais restritivos, o chamado jejum de 12 horas é considerado mais fácil de manter e pode trazer benefícios quando incorporado à rotina.
A proposta é organizar a alimentação dentro de uma janela de aproximadamente 12 horas e permitir que o corpo passe o restante do tempo em um estado de descanso digestivo. Por exemplo, jantar às 19h e voltar a comer às 7h do dia seguinte.
Estudos recentes publicados em periódicos, como Cell Metabolism, mostram que o intervalo alimentar pode influenciar o metabolismo independentemente da quantidade de calorias consumidas.
Pesquisas sobre alimentação com tempo restrito indicam melhora na sensibilidade à insulina, controle glicêmico e até no peso corporal em alguns grupos.

Um dos mecanismos por trás desse efeito está na chamada “flexibilidade metabólica”, a capacidade do corpo de alternar entre usar glicose e gordura como fonte de energia. Durante o período de jejum, há maior mobilização de gordura e redução dos níveis de insulina, hormônio ligado ao armazenamento energético.
Outro ponto importante é o alinhamento com o ritmo circadiano. Comer em horários mais organizados e evitar ingestão alimentar muito tarde da noite pode favorecer a regulação hormonal e melhorar a qualidade do sono. Isso porque processos metabólicos e digestivos seguem um relógio biológico que tende a funcionar melhor durante o dia.
Além disso, o jejum de 12 horas pode contribuir para a saúde digestiva. Dar intervalos maiores entre as refeições permite que o sistema gastrointestinal complete processos como o “complexo motor migratório”, responsável por limpar resíduos e reduzir a fermentação intestinal — fator que pode impactar sintomas como estufamento.

Por ser menos restritiva, a conduta também costuma ser mais sustentável. Diferente de jejuns prolongados, ele pode ser incorporado sem grandes mudanças na rotina e sem comprometer a ingestão adequada de nutrientes.
No entanto, a estratégia não é indicada para todos. Gestantes, pessoas com histórico de transtornos alimentares, baixo peso ou necessidades específicas devem ter acompanhamento profissional antes de adotar qualquer tipo de jejum.
Na prática, o jejum de 12 horas não é uma solução isolada, mas pode ser um ponto de partida interessante dentro de um estilo de vida equilibrado, especialmente quando combinado com alimentação de qualidade, atividade física e bons hábitos de sono.
Em 26 de março é celebrado o Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia. A data marca a campanha Março Roxo, dedicada a ampliar o conhecimento da população sobre a condição e combater estigmas que ainda cercam a doença.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 50 milhões de pessoas vivem com epilepsia no mundo. No Brasil, estima-se que aproximadamente 2% da população tenha a condição, considerada uma das doenças neurológicas mais comuns.
A epilepsia é caracterizada por crises convulsivas recorrentes, causadas por descargas elétricas anormais no cérebro. Essas crises podem começar de forma localizada em uma região cerebral ou envolver o cérebro como um todo.
“As causas são variadas. A epilepsia pode ter origem genética ou estar associada a lesões cerebrais, como acidente vascular cerebral, traumatismo craniano, tumores ou infecções”, explica o neurocirurgião Dr. Hugo Sterman Neto, do Hospital São Luiz Itaim, da Rede D’Or, e do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
O diagnóstico é feito principalmente a partir da avaliação clínica das crises. Exames complementares, como o eletroencefalograma, ajudam a identificar a origem do problema e orientar o tratamento.
Apesar da frequência, o desconhecimento sobre a epilepsia ainda é grande e pode colocar pacientes em risco, especialmente durante crises convulsivas. A OMS também aponta que cerca de 25% dos pacientes brasileiros apresentam formas mais graves da doença, que exigem acompanhamento especializado.
Para o Dr. Hugo Sterman Neto, a informação correta é essencial tanto para reduzir o preconceito quanto para garantir segurança no momento das crises. “Durante muitos anos, ditos populares se referiam às crises epilépticas como ‘possessões’ ou fenômenos místicos, o que contribuiu para marginalizar os pacientes em vez de incentivar o tratamento”, afirma.
Segundo o médico, na infância a condição também pode ser confundida com dificuldades de aprendizado ou atraso no desenvolvimento, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequado.
Imagem: Billion A desinformação também se reflete em atitudes equivocadas durante crises convulsivas. Algumas práticas ainda comuns podem causar ferimentos tanto no paciente quanto em quem tenta ajudar. Entre os erros mais frequentes, estão:
“Não devemos conter os espasmos durante a crise. O mais importante é proteger o paciente para evitar impactos ou lesões”, orienta o Dr. Hugo Sterman Neto.
De acordo com o especialista, algumas medidas simples podem reduzir riscos durante uma crise convulsiva:
O tratamento da epilepsia geralmente é feito com medicações antiepilépticas, capazes de controlar as crises na maioria dos casos. “Cerca de 80% a 90% dos pacientes conseguem controlar as crises com medicamentos. Em alguns casos, pode ser necessária a combinação de mais de uma medicação”, afirma o Dr. Hugo Sterman Neto. Quando o controle não é obtido apenas com medicamentos, procedimentos cirúrgicos podem ser indicados para reduzir a frequência das crises.
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento integral e gratuito para pacientes com epilepsia, incluindo diagnóstico, acompanhamento médico e acesso às medicações. “A epilepsia é uma condição relativamente comum, e a desinformação ainda reforça estigmas. Embora não tenha cura, o tratamento adequado permite controlar as crises e garantir mais qualidade de vida para a maioria dos pacientes”, conclui o neurocirurgião.
A cientista Soledad Palameta Miller, que foi presa sob suspeita de furtar amostras de material biológico na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), possui uma empresa com capacidade de produzir vírus transgênicos.
Docente da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), ela e seu marido Michael Edward Miller eram sócios na startup Agrotrix, egressa de um programa de incubação da própria universidade e instalada num parque tecnológico no campus. O foco da companhia fundada em maio de 2025 era o uso de técnicas de microbiologia para melhorar produção agropecuária.
"Envie-nos seu transgene que produzimos seu vírus!", anunciava o casal em postagens da empresa em redes sociais, oferecendo serviços tanto a produtores quanto a outros pesquisadores. Vírus transgênicos (que possuem pedaços de DNA ou RNA de outros organismos) têm sido usados em abordagens modernas de pesquisa médica e veterinária para tratar alguns tipos de doença. Esse tipo de pesquisa é promissor em muitos casos, mas precisa ser realizado em condições de segurança adequadas.
Em postagens nas redes sociais, a empresa descreve algumas de suas atividades com vírus, sem entrar em grande detalhe. Uma das linhas de trabalho da startup era a de tratamentos por "coinfecção viral", estimulando a competição entre diferentes tipos de vírus dentro de um organismo para reduzir a carga dos patógenos mais nocivos. O site da empresa, onde poderia haver mais informações, está desativado, mas a empresa mantém contas nas redes Linkedin e Instagram.
"Quando múltiplos vírus coabitam um hospedeiro, eles competem pelos mesmos recursos celulares e por receptores de superfície para entrada. Isso pode resultar em exclusão competitiva, onde um vírus supera o outro, ou coexistência, moldando a evolução viral, a gravidade da doença e eficácia de tratamentos", escreveu o pesquisador em postagem descrevendo seus serviços.
Outro serviço que a Agrotrix oferecia era o de melhoria da qualidade da água potável para aprimorar a fauna intestinal de porcos.
Não está claro se o caso envolvendo o suposto furto de material tem relação com a empresa do casal de cientistas. A Unicamp não informou quais patógenos teriam sido supostamente movimentados pela pesquisadora, mas o currículo da cientista de 35 anos indica que ela tinha experiência em trabalhar com uma variedade bastante grande de microorganismos, incluindo zika, vírus sincicial respiratório, sars-cov-2 e, particularmente, vírus de gripe, que infectam também aves e suínos.
Uma reportagem do G1 em Campinas apurou que as variantes movimentadas no laboratório eram vírus H1N1 e H3N2, causadores da gripe tipo A, capazes de infectar tanto humanos quanto alguns outros mamíferos e aves. Essas duas linhagens de vírus são citadas por Michael em seu currículo no Linkedin como sua especialidade de bancada como cientista trabalhando em instalações de segurança biológica elevada.
Prisão e investigação
Soledad foi presa na segunda-feira, dez dias após pesquisadores da Unicamp terem notado a ausência das amostras de patógenos no IB e de a Universidade ter acionado a Polícia Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão contra ela e contra o marido. Ela foi solta no dia seguinte por ordem judicial.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) ficou encarregado de analisar as amostras virais violadas, mas ainda não divulgou o resultado oficialmente.
Os patógenos que foram movimentados estavam armazenados no Instituto de Biologia (IB), próximo à FEA no campuas da Unicamp, em uma instalação de nível de segurança NB3, a segunda categoria mais rígida de isolamento para evitar contaminações.
Segundo a PF, Soledad teria subtraído o material do IB, que não é a sua unidade, e levado para freezers destinados a trabalhos de colegas seus na FEA. A polícia não esclareceu como foi feito o transporte do material e se houve risco de exposição.
"A prisão ocorreu no âmbito de inquérito policial instaurado após comunicação da própria instituição sobre o desaparecimento do material", disse a polícia em comunicado breve. "Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão."
Michael Edward Miller também é alvo da investigação mas não chegou a ser preso. Nem policiais nem a universidade informaram qual acreditam ter sido a motivação dos suspeitos para manipular o material. O GLOBO tenta contato com Pedro Russo, advogado de defesa de Soledad, e aguarda resposta.
Nesta tarde, a Unicamp disse que não pretende dar mais detalhes sobre o caso até a conclusão das investigações.
"A Universidade esclarece que vem tomando todas as medidas cabíveis, colaborando integralmente com as autoridades competentes" afirmou a reitoria da Unicamp, em nota. "Os possíveis envolvidos na ocorrência serão responsabilizados, conforme previsto na legislação vigente."
O caso, que só ganhou publicidade após a professora ser detida, já tem se desenrolado desde fevereiro. As amostras em questão tinham sumido do IB no dia 13 do mês passado, e só foram encontradas pela PF 10 dias depois na FEA. A prisão efetuada em flagrante, ocorreu quase um mês depois.
Currículo recheado
Soledad é uma cientista relativamente jovem, mas com ampla experiência em trabalhar com vírus. Segundo o currículo que a professora mantinha na plataforma Lattes, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ela tinha doutorado em ciências farmacêuticas e e já tinha atuado nas áreas de "engenharia de vetores virais, imunomodulação e anticorpos monoclonais".
Argentina, a docente se formou na Universidade de Rosario como biotecnologista, e já tinha trabalhado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), também em Campinas, que possui alguns laboratórios de microbiologia mais modernos do país. Na FEA/Unicamp, ela coordenava o Laboratório de Virologia e Biotecnologia em Alimentos.
Michael Miller tem um currículo mais modesto, formado em medicina veterinária pela Unip com mestrado em genética e biologia molecular pela Unicamp. Está cursando doutorado na mesma área na universidade. A polícia não informou sua nacionalidade. O pesquisador estudou nos EUA antes da graduação, mas se declarou cidadão brasileiro em seu currículo no CNPq.
O coach esportivo Roberto Cunha Lima, 46, foi morto a tiros na noite desta quarta-feira (25), em Salvador. Vítima foi atacada ao deixar academia. Roberto foi morto a tiros enquanto saía do estabelecimento, no bairro de Stella Maris.
Atirador fugiu após o crime. Segundo a Polícia Civil, o autor dos disparos estava em uma motocicleta e deixou o local após a ação.
Investigação está em andamento. Em nota à reportagem, a Polícia Civil informou que realiza diligências para identificar a autoria e a motivação do crime, que é apurado pela 1ª Delegacia de Homicídios de Salvador.
Vítima era conhecida nas redes sociais. Roberto era conhecido como Beto Cunha e tinha mais de 6.000 seguidores no Instagram, onde compartilhava conteúdos sobre treinos, alimentação e saúde.
Ele atuava na área havia quase 30 anos. Na biografia, ele se apresentava como coach esportivo na área fitness e dizia ajudar pessoas a emagrecer e hipertrofiar sem "fórmulas mágicas".
Seguidores lamentaram a morte. Comentários nas redes sociais mostram mensagens de pesar e solidariedade de alunos, amigos e seguidores.
Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, questiona as orientações tradicionais da Organização Mundial da Saúde (OMS) ao indicar que a ejaculação mais frequente pode melhorar a qualidade do esperma e, potencialmente, aumentar as chances de fertilização. As conclusões foram descritas em um artigo publicado nesta quarta-feira (25) na revista Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences.
Atualmente, a OMS recomenda entre dois e sete dias de abstinência antes da coleta de sêmen para exames ou procedimentos de reprodução assistida. Segundo a autoridade de saúde, esse intervalo maximizaria a contagem de espermatozoides. No entanto, a nova pesquisa sugere que tal janela pode ser excessiva quando o objetivo é priorizar a qualidade do esperma, e não apenas a sua quantidade.
Para chegar aos seus resultados, o grupo analisou dados de 115 estudos com 54.889 homens, além de 56 pesquisas envolvendo 30 espécies animais. Assim, verificou-se um padrão consistente: o esperma armazenado no organismo tende a se deteriorar com o tempo, em um fenômeno conhecido como senescência espermática pós-meiótica. Isso está associado a danos ao DNA, aumento do estresse oxidativo e redução da motilidade e viabilidade dos espermatozoides.
"Como os espermatozoides são altamente móveis e possuem pouco citoplasma, eles esgotam rapidamente suas reservas de energia e têm capacidade limitada de reparo”, explica Rebecca Dean, pesquisadora da Universidade de Oxford e coautora do artigo, em comunicado à imprensa. “Nosso estudo destaca como a ejaculação regular pode proporcionar um pequeno, porém significativo, aumento na fertilidade masculina.”
Os dados analisados reforçam que períodos prolongados sem ejaculação tendem a agravar esses efeitos. “Nos homens, os efeitos negativos que encontramos sobre os danos ao DNA dos espermatozoides e os danos oxidativos foram consideráveis. Então, estamos confiantes de que este é um efeito biologicamente significativo e importante”, destaca Krish Sanghvi, principal autor do estudo, em entrevista ao jornal The Guardian.
Qualidade versus quantidade
Historicamente, as diretrizes médicas priorizaram a concentração de espermatozoides nas amostras, o que favorece períodos mais longos de abstinência. No entanto, essa lógica pode não refletir o cenário mais relevante para a fertilização.
“Se a quantidade de espermatozoides for o único fator relevante, então a abstinência sexual não é necessariamente algo ruim”, afirma Sanghvi. “Mas, geralmente, o sucesso da fertilização é determinado não apenas pela quantidade, mas também pela qualidade deles.”
Essa distinção ganha importância especialmente em técnicas como a fertilização in vitro (FIV), nas quais a integridade genética e a motilidade dos espermatozoides desempenham papel central. Evidências recentes indicam que a coleta de sêmen após menos de 48 horas de abstinência pode melhorar significativamente os resultados desses procedimentos.
Um ensaio clínico, cujos resultados foram antecipados em um pré-print publicado em dezembro de 2025 na revista The Lancet, reforça essa hipótese ao indicar que, entre 453 casais submetidos à FIV, a taxa de gravidez foi de 46% quando os homens se abstiveram por menos de dois dias, contra 36% entre aqueles que seguiram o intervalo tradicional de dois a sete dias.
Implicações evolutivas
O estudo também amplia a compreensão sobre como o armazenamento de espermatozoides varia entre os sexos. Em diversas espécies, as fêmeas apresentam maior capacidade de preservar a viabilidade espermática ao longo do tempo, graças a adaptações evolutivas específicas.
“Isso provavelmente reflete a evolução de adaptações específicas do sexo feminino, como órgãos de armazenamento especializados que fornecem antioxidantes”, aponta a pesquisadora Irem Sepil, também no comunicado. Esses mecanismos podem, inclusive, inspirar avanços tecnológicos no armazenamento artificial de sêmen.
Já nos machos, o acúmulo prolongado de espermatozoides tende a resultar em uma população celular mais envelhecida e suscetível a danos. “Os ejaculados devem ser vistos como populações de espermatozoides individuais que passam por nascimento, morte, envelhecimento e mortalidade seletiva”, avalia Sanghvi.
Impacto clínico
Embora o estudo não proponha uma mudança imediata e universal nas diretrizes, ele levanta questionamentos relevantes para a prática médica. Os especialistas sugerem que médicos e pacientes reconsiderem a ideia de que a abstinência prolongada é sempre benéfica.
Para casais tentando engravidar naturalmente, um equilíbrio continua sendo necessário: intervalos muito curtos podem reduzir a contagem espermática, enquanto períodos longos podem comprometer a qualidade. Já em contextos clínicos, especialmente na reprodução assistida, a tendência é valorizar cada vez mais amostras de esperma coletadas mais recentemente.
Como resume Sanghvi: “A abstinência prolongada nem sempre é benéfica e é preciso encontrar um equilíbrio entre quantidade e qualidade”. As descobertas também podem influenciar não apenas a medicina reprodutiva humana, mas programas de conservação de espécies ameaçadas, ao oferecer novas estratégias para otimizar o uso de material genético.
O câncer de intestino está entre os tumores mais frequentes no mundo e tem chamado a atenção de especialistas pelo aumento de diagnósticos em pessoas mais jovens. A doença, também conhecida como câncer colorretal, está associada a diversos fatores, entre eles hábitos de vida, alimentação e condições metabólicas.
Apesar da alta incidência, um dos principais desafios no combate ao câncer de intestino é que ele pode evoluir por muito tempo sem provocar sinais claros. Isso faz com que muitos casos sejam descobertos apenas em fases mais avançadas da doença.
“Ele é silencioso. Nas fases mais avançadas, surgem os sintomas alteração do ritmo intestinal, mudança no padrão das evacuações, afilamento das fezes, presença de muco ou sangue nas fezes, anemia sem causa definida, perda de peso sem explicação e dores abdominais recorrentes”, explica a coloproctologista Geanna Resende, do Instituto Órion do Aparelho Digestivo.
Esses sinais podem ser confundidos com outros problemas gastrointestinais, o que reforça a importância de procurar avaliação médica sempre que houver mudanças persistentes no funcionamento do intestino.
A prevenção e o diagnóstico precoce são considerados as estratégias mais eficazes para reduzir a mortalidade associada à doença. Isso porque a maioria dos cânceres de intestino se desenvolve lentamente, a partir de pólipos, que são tumores inicialmente benignos.
Com o passar dos anos, essas lesões podem sofrer alterações celulares e se transformar em tumores malignos.
Nesse cenário, a colonoscopia desempenha um papel essencial, pois permite identificar e retirar esses pólipos antes que evoluam para câncer.
“Caso você não apresente nenhum sintoma e não tenha histórico familiar de câncer ou pólipos intestinais, o consenso é iniciar o rastreamento por meio da colonoscopia aos 45 anos, independentemente do sexo. Quando há casos na família, o exame pode precisar ser feito mais cedo”, explica Geanna Resende.
Obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada, consumo excessivo de álcool e tabagismo estão entre os principais fatores associados à doença. Por isso, além do rastreamento, mudanças no estilo de vida são importantes para reduzir o risco de desenvolvimento do câncer de intestino.
Adotar uma alimentação rica em fibras, manter uma rotina de atividade física, evitar o cigarro e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas são medidas que ajudam a proteger a saúde intestinal.
A oncologista Daiana Ferraz, da Cetus Oncologia, destaca que a combinação entre prevenção e atenção aos sintomas pode fazer diferença no prognóstico da doença.
“É fundamental realizar exames de rastreamento, como a colonoscopia, especialmente a partir dos 45 anos ou antes quando há histórico familiar. Também é importante ficar atento a qualquer sinal suspeito e procurar avaliação médica. O diagnóstico precoce e a prevenção podem salvar vidas”, finaliza.
Destroços de um míssil lançado pelo Irã atingiram Israel, nesta quinta-feira (26), em um bairro de Kafr Qassem. As informações são da agência Reuters, que confirmou o local e a hora do ataque.
As imagens de câmeras de segurança mostram o momento da queda e dois veículos sendo lançados ao ar após o míssil atingir o solo. As Forças de Defesa de Israel afirmam que os disparos vieram do Irã. Donald Trump afirmou que Teerã está em busca de um acordo, que foi negado pelo governo iraniano.
Ao analisar o fêmur de um macaco primitivo encontrado na Bulgária, pesquisadores revelaram que o animal de 7 milhões de anos pode ter sido o primeiro ancestral primordial dos humanos. A afirmativa tem relação com as evidências achadas nas investigações. Todas elas apontam que o macaco tem características ligadas ao andar bípede – semelhante ao nosso atual.
Conforme a pesquisa relata, o osso pertencia a uma fêmea da espécie Graecopithecus freybergi, com peso estimado em aproximadamente 24 kg.
Apesar dos especialistas afirmarem que os primeiros humanos surgiram na África e que o andar bípede começou há cerca de seis milhões de anos, o novo estudo vai de encontro com a teoria.
“Com 7,2 milhões de anos, esse ancestral, que classificamos como pertencente ao gênero Graecopithecus, pode ser o humano mais antigo conhecido”, afirma o coautor do estudo, David Begun, em comunicado.
O trabalho liderado pelo Museu Nacional de História Natural, na Bulgária, em parceria com outras instituições internacionais, foi publicado na revista Paleobiodiversity & Paleoenvironments no início de março.
O fêmur da primata foi achado no sítio arqueológico de Azmaka. A macaca adulta tinha tamanho semelhante a um chimpanzé atual pequeno. A análise da morfologia do osso mostra que o colo femoral do animal era mais longo, uma característica facilitadora do movimento da perna e, consequentemente, do bipedalismo.
Alguns pontos dos músculos glúteos também indicavam serem mais voltados para o andar sobre duas pernas. A espessura da camada externa óssea apresentava tensões causadas pela locomoção em pé.
A região onde o osso foi encontrado era uma savana pouca florestada, com muitas pastagens, o que aumenta ainda mais as chances de evolução do andar quadrúpede para o bípede.
“Análises morfológicas qualitativas e quantitativas demonstram que o fêmur de Azmaka combina certos atributos de quadrúpedes e bípedes terrestres, agrupando-se principalmente com bípedes primitivos e parcialmente com grandes símios africanos”, escrevem os autores no artigo.
Por outro lado, também haviam atributos mais ligados a seres quadrúpedes. Segundo os pesquisadores, os macacos andavam sobre dois membros inferiores quando era conveniente, seja para localizar predadores, conseguir alimentos ou carregar os filhotes mais facilmente.
Apesar das descobertas, outros pesquisadores que não participaram do estudo são céticos quanto à conclusão da nova pesquisa. O achado de novos fósseis mostrará qual lado está certo em relação ao ser que foi o primeiro ancestral humano.
Um esqueleto foi encontrado sob o piso de uma igreja na cidade de Maastricht, na Holanda. A informação foi divulgada pelas autoridades locais nessa quarta-feira (25/3). Segundo pesquisadores, o fóssil pode pertencer ao militar francês D’Artagnan, de “Os Três Mosqueteiros”.
Os restos mortais estavam enterrados em uma área do altar da igreja e foram revelados após obras no local.
Ao lado do corpo, pesquisadores também encontraram objetos como uma moeda francesa e uma bala de mosquete, hipótese de que o esqueleto seja do D’Artagnan, que morreu em combate em 1673.
“Uma parte do piso da igreja havia cedido e, durante os trabalhos de reparo, descobrimos um esqueleto”, disse o diácomo Jos Valke para imprensa local.
O esqueleto foi levado a um instituto arqueológico. Uma amostra de DNA será analisada em um laboratório em Munique. No local, os cientistas irão comparar a amostra fornecida por descendentes do pai de D’Artagnan.
O comportamento da foz do Rio Jacarecica, localizado em Maceió, vem preocupando moradores da região. A partir de imagens de geoprocessamento, o Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA/AL) averiguou o caso e realizou um levantamento sobre o processo de migração do rio, constatado como fenômeno natural.
De acordo com a equipe técnica do órgão, a migração da foz é influenciada por vários fatores como a influência da chuva que aumenta a vazão do rio e as dinâmicas oceânicas como ondas, marés e marés de tempestade. Além disso, há um fenômeno chamado deriva litorânea que consiste na movimentação de areia e sedimentos ao longo da costa pela ação das ondas, ocasionando essa migração da foz. “O IMA tem feito monitoramento dessas alterações sazonais da foz do rio.
Ao longo das últimas décadas, observamos que o rio migra muito, tanto para Norte como para Sul. Isso porque é uma região de instabilidade muito grande e a foz, geralmente, não é um ponto fixo. Nós já tivemos, em períodos mais recentes, migrações a 800 metros para Norte e, atualmente, ela se encontra a 350 metros para Sul”, destacou o coordenador de Gerenciamento Costeiro do IMA, Ricardo César.
O fenômeno pode ser observado em outras fozes como o Rio Sauaçuhy, em Maceió, que sofreu migrações significativas, migrando quase 1,5 quilômetro no sentido norte, de forma paralela à praia. Urbanização e planejamento
O especialista explica que o processo de urbanização na área não interfere diretamente no fenômeno. No entanto, com a previsão de continuidade, a migração pode comprometer as estruturas públicas e privadas existentes, demandando um planejamento de ocupação, com atenção para a faixa Norte.
“Para mitigar esses impactos, é fundamental a preservação do ecossistema manguezal. Também com a migração, é possível que haja um colapso dessas estruturas e a consequente contaminação da parte costeira a partir dessas ruínas”, alertou Ricardo. Para conter processos erosivos, marinhos e fluviais, a Prefeitura de Maceió realizou uma obra de contenção de erosão no lado norte. A construção passou pelo licenciamento do IMA/AL, autorizada a partir de estudos da dinâmica costeira e da dinâmica fluvial.
“O IMA tem uma equipe multidisciplinar de vários setores da gerência de licenciamento, gerência de laboratório, geoprocessamento e gerenciamento costeiro que fazem o monitoramento com as suas especificidades e geram documentos que podem subsidiar, principalmente ao município de Maceió, ações de planejamento para uma ocupação sustentável das margens”, disse o coordenador.

A poluição do rio Jacarecica foi outro aspecto levantado pela população. Por se tratar de um rio urbano, o Rio Jacarecica nasce no bairro Benedito Bentes, na parte alta da capital Maceió, e atravessa mais de 12 quilômetros de área urbana. O Laboratório de Estudos Ambientais do IMA/AL vem acompanhando a queda da qualidade da água do rio nos últimos anos.
“As ocupações urbanas construídas de forma desordenada às margens do rio podem gerar o lançamento clandestino de esgoto, além da própria drenagem da área urbana que transporta resíduos e acaba caindo no Jacarecica. Isso tem afetado muito a qualidade do rio que caiu muito nos últimos anos”, destacou Ricardo César.
O órgão ressalta a necessidade de uma política pública municipal para garantir o ordenamento das ocupações e criação de projetos de coleta dos esgotos. O IMA/AL tem monitorado a qualidade da água da foz e divulgado relatórios semanais para a sociedade em relação à balneabilidade da praia.
Recentemente, a coluna Claudia Meireles se deparou com uma postagem nas redes sociais sobre o cuscuz ser considerado “amigo” da tireoide. Para confirmar ou negar o benefício do alimento para a saúde da glândula, foi necessário requisitar a expertise da médica Anna Karina Medeiros, presidente da Sociedade de Endocrinologia e Metabologia do Rio Grande do Norte (SBEM-RN).
De acordo com a endocrinologista, é um mito que o cuscuz ofereça grandes benefícios ao órgão fixado na parte anterior do pescoço. “É um alimento rico em carboidratos e pobre em selênio, mineral que pode sim influenciar a tireoide”, explica a diretora da Associação Médica do Rio Grande do Norte (AMRN).
“O cuscuz tem pequenas quantidades de selênio, mineral benéfico à tireoide, mas ainda em quantidade insuficiente para influenciar positivamente a glândula”, garante a especialista. O órgão tem a função de produzir os hormônios triiodotironina (T3) e tiroxina (T4), além de regular o gasto energético do corpo.
A metabologista salienta que o cuscuz é uma opção energética, mas pobre em fibras, proteínas e gorduras. “É um alimento barato, fácil de fazer e pode ser combinado com fibras, como linhaça, gergelim ou farelo de aveia, e também com proteínas, a exemplo de ovos e carnes“, aconselha Anna Karina.
Segundo a médica, combinar o cuscuz com fonte de fibras e proteínas transforma o alimento em uma “refeição saudável” para toda a família na medida certa. Ela alerta quanto à opção ser calórica: “Precisamos ter cuidado, pois pode engordar e é rica em açúcar, com potencial de elevar a glicemia de pacientes com diabetes.”

O Programa Nacional de Imunização (PNI) de Palmeira dos Índios iniciou, este ano, ações nas escolas da rede municipal do município para a vacinação contra o HPV.
Nesta quarta-feira (25), houve ação na Escola Municipal Professora Marinete Neves e foram vacinados apenas 6 alunos. Os demais adolescentes, entre 9 e 14 anos, já estavam vacinados contra o HPV.
“Ficamos muito satisfeitos em conferir as cadernetas de vacinação e ver que os jovens estão imunizados contra o HPV. Até junho estaremos nesse trabalho de incentivar e vacinar todos os nossos jovens dessa faixa etária. Para aqueles que ainda não tomaram a vacina, podem procurar o posto de saúde do seu bairro”, explica o coordenador do PNI em Palmeira Lucas dos Santos.
A menstruação marca o início do ciclo reprodutivo da mulher — processo fisiológico que prepara o corpo feminino, todos os meses, para uma possível gravidez. No primeiro dia de sangramento, é comum que o corpo seja acometido pelas temidas cólicas, resultado das contrações do útero para expelir o endométrio não fecundado. Embora as dores e os sintomas sejam esperados, quando o incômodo se torna debilitante, é hora de acender o alerta para o diagnóstico de endometriose.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, a ginecologista e obstetra Marina Aguiar de Almeida explicou do que se trata essa doença crônica e como identificar seus principais sinais.
“Estima-se que 10% da população mundial tenha endometriose. A doença é uma condição em que o endométrio expelido se espalha para outras partes do corpo, como ovários, trompas e região pélvica, podendo atingir até outros órgãos”, pontua.
Segundo a especialista, quando se trata de pacientes com endometriose, os focos de tecido que crescem foram do útero e não têm por onde sair podem causar inflamação crônica e dores intensas. Buscando auxiliar mulheres que convivem com sintomas incapacitantes, Marina de Almeida elencou os principais sinais da endometriose.
A médica destaca as queixas mais recorrentes em sua prática clínica, no Hospital Santa Lúcia Norte, em Brasília. “Dores progressivas que não melhoram com analgésicos comuns, como dipirona, paracetamol e ibuprofeno, merecem investigação. Além disso, cólicas intensas com irradiação para as pernas, dor durante a relação sexual, sintomas intestinais, cansaço e inchaço abdominal também estão entre as principais queixas”, esclarece.
A possibilidade de infertilidade é uma preocupação que afeta o emocional de muitas mulheres diagnosticadas com a doença. “A endometriose está intimamente ligada à infertilidade, mas nem toda paciente com endometriose será infértil”, tranquiliza a médica.

Embora existam sintomas característicos da endometriose, a ginecologista ressalta que não é possível fechar um diagnóstico sem avaliação clínica adequada. “É preciso compreender bem os sinais e sintomas, além da história e da evolução da paciente”, pontua.
Para confirmar o diagnóstico, Marina reforça a importância de exames de imagem, como o mapeamento por ecografia específica para endometriose. “A ecografia transvaginal convencional pode não identificar os focos da doença”, pondera.
Já em relação ao tratamento, a especialista destaca a necessidade de uma abordagem integral. “É fundamental olhar não apenas para o ciclo menstrual, mas também para a saúde intestinal, a prática de atividade física, a alimentação e, claro, o controle efetivo da dor”, conclui.
Entre os diversos hormônios presentes no corpo masculino, a testosterona é o principal. Produzida principalmente nos testículos, ela é peça-chave no desenvolvimento e preservação da massa muscular e na melhora da densidade óssea. Além disso, desempenha um papel vital na saúde reprodutiva masculina, desenvolvendo o indivíduo sexualmente, criando o desejo sexual e produzindo espermatozoides.
Diante de tamanha importância, é essencial ter hábitos que estimulem sua produção em níveis adequados. Entre eles, está a alimentação.
Quando feita de forma inadequada, ela pode favorecer o ganho de peso, aumento de gordura visceral, resistência à insulina, inflamação crônica de baixo grau e piora global da saúde metabólica, fatores indiretos que influenciam negativamente a presença do hormônio no organismo.
“Esse conjunto de alterações está fortemente associado à redução da testosterona, sobretudo em homens com sobrepeso e obesidade. Em outras palavras, o problema não costuma ser um alimento isolado, mas sim um padrão alimentar de baixa qualidade, mantido ao longo do tempo, que contribui para disfunções metabólicas capazes de repercutir no eixo hormonal”, explica a nutricionista Caroline Romeiro, membro do Conselho Federal de Nutrição (CFN).
Carolina explica que existem evidências consistentes na literatura médica apontando que a queda nos níveis de testosterona traz riscos à saúde. Mas o quadro pode ser resolvido com a perda de peso, o que tende a elevar a produção do hormônio novamente. “Dietas muito restritivas ou desequilibradas em macronutrientes também podem alterar concentrações hormonais em alguns contextos”, alerta a especialista.
A principal ligação entre o hormônio e a alimentação está nos nutrientes consumidos. É a partir deles que o metabolismo funciona de forma adequada, a depender da qualidade e quantidade. Quando desregulado, a saúde metabólica impacta o sistema hormonal como consequência.
“Dietas ricas em alimentos ultraprocessados, excesso de açúcar e gorduras de baixa qualidade podem favorecer fatores que estão associados à redução dos níveis de testosterona. Além disso, o excesso de gordura corporal pode alterar o equilíbrio hormonal e reduzir a produção desse hormônio”, diz a endocrinologista Isabela Carballal, do Hospital Brasília Águas Claras.

É comum que haja um declínio na produção de testosterona após os 40 anos, porém a obesidade, sedentarismo e alimentação inadequada podem acelerar ou agravar a perda progressiva.
A qualquer sinal de baixa testosterona, é importante procurar um profissional para a avaliação. A maioria dos sintomas são inespecíficos e podem estar associados a outros motivos sem a perda do hormônio.
“Em muitos casos, esses sintomas coexistem com obesidade, sedentarismo, sono ruim e diabetes tipo 2, o que exige avaliação clínica cuidadosa”, aponta Carolina.
Não há uma receita mágica para melhorar a saúde hormonal a partir da alimentação. O segredo é priorizar a variação de alimentos nutritivos e aliar a ação com a prática regular de atividade física, hidratação adequada e ter um sono de qualidade. Entre os hábitos alimentares que devem ser seguidos ou não, estão:
De acordo com a nutricionista, também é importante não banalizar o tema e tratá-lo com seriedade. A maioria dos problemas hormonais podem ser tratados com um padrão alimentar saudável. Caso seja necessário, o profissional adotará outras medidas para a correção da condição. “A automedicação, o uso indiscriminado de testosterona e a adoção de dietas extremas podem trazer riscos”, ressalta Carolina.
“O cuidado com o estilo de vida tem impacto direto não apenas nos níveis hormonais, mas também na saúde geral e na qualidade de vida. Muitas vezes, melhorar hábitos de vida já é um passo importante para recuperar o equilíbrio hormonal”, reforça Isabela.
Ao contrário do que o projeto Gateway previa, a Nasa não irá mais construir uma estação espacial internacional na órbita da Lua. É o que afirmou o atual administrador da agência espacial norte-americana, Jared Isaacman, em comunicado divulgado nessa terça-feira (24/3).
O novo plano agora é construir uma estrutura habitável de pesquisa na própria superfície da Lua – ou seja, uma base lunar. Estima-se que o projeto fique pronto nos próximos sete anos e custe em torno de US$ 20 bilhões (um pouco mais de R$ 100 bilhões, na cotação atual do dólar).
“A agência pretende suspender o projeto Gateway em seu formato atual e concentrar seus esforços em infraestrutura que permita operações de superfície sustentáveis. Apesar dos desafios com alguns equipamentos existentes, a agência irá reaproveitar os equipamentos aplicáveis e aproveitar os compromissos de parceiros internacionais para apoiar esses objetivos”, diz Isaacman.
A chegada de Isaacman ao cargo de chefia da Nasa ocorreu no final do ano passado, por indicação do presidente Donald Trump. Astronauta bilionário, o novo mandatário da agência já realizou algumas reformulações em programas internos voltados para a exploração da Lua.
Antes da suspensão do Gateway, Isaacman já havia feito reformas no programa Artemis, que tem como o objetivo levar os norte-americanos de volta ao satélite natural e estabelecer uma presença constante do país por lá.
Na reforma, foi adicionada uma missão teste antes do evento principal, o pouso em solo lunar. Apesar dos atrasos no cronograma no Artemis, o objetivo dos norte-americanos ainda é voltar à superfície lunar até 2028.
A próxima etapa do programa, a missão Artemis 2, é a viagem em volta da Lua. Inicialmente marcada para fevereiro, o novo prazo está previsto para abril. Quando ocorrer, o voo marcará o retorno dos humanos ao satélite natural após mais 50 anos.
