
A Secretaria de Estado do Turismo de Alagoas (Setur) marca presença na 14ª edição da International Luxury Travel Market Latin America (ILTM), principal feira de turismo de luxo do país, realizada até o dia 8 de maio, no Pavilhão da Bienal, em São Paulo. Com lounge próprio e uma comitiva de empreendimentos hoteleiros de alto padrão, Alagoas é o único destino com stand exclusivo no evento.
O espaço Alagoas é representado pelo Alagoas Luxury Convention, que reúne os principais nomes da hotelaria de luxo no estado, como Pedras do Patacho Hotel Boutique, Paru Boutique Hotel, Zai Patacho, Ritz Barra de São Miguel e Anttunina Pousada e Spa. Juntos, os empreendimentos somam cerca de 1.100 leitos em sete municípios do litoral alagoano, além da capital Maceió.
Outros hotéis de referência, como o Kenoa Exclusive Beach Spa & Resort e o Casa Brasileira Hotel Galeria, também participam da ILTM no espaço da Associação Brasileira de Viagens de Luxo.
Para a secretária de Estado do Turismo, Bárbara Braga, a participação de Alagoas no evento é estratégica para consolidar o destino no mercado de luxo. “Estamos mostrando ao público da ILTM o que há de melhor na nossa infraestrutura hoteleira, gastronomia, cultura e artesanato. É uma oportunidade de estreitar laços, criar conexões e fortalecer a presença de Alagoas entre os destinos mais desejados do segmento de alto padrão”, destacou.
Feira promove negócios e networking
A ILTM Latin America promove reuniões pré-agendadas entre destinos e agentes de viagens especializados, facilitando a geração de novos negócios. O evento é voltado a designers de viagens exclusivos e profissionais da área de turismo de luxo, conectando marcas e destinos nacionais e internacionais com operadores da América Latina.
“A cada ano, consolidamos o Destino Alagoas como referência em experiências sofisticadas, com um trabalho contínuo de promoção e parcerias entre o setor público e privado”, completou Bárbara Braga.
A influenciadora digital Isabel Veloso, de 18 anos, está enfrentando mais um problema de saúde. A jovem, que segue em tratamento paliativo por conta de um câncer, contou que ficou sumida das redes sociais porque recebeu um novo diagnóstico após sentir fortes dores pélvicas. "Sumida por motivos de: DIU deslocou e estou morrendo de dor", contou ela.
A criadora de conteúdo para redes sociais explicou que se afastou da internet porque o DIU estava fora do lugar. “Estou morrendo de dor”, desabafou. Em seguida, ela detalhou a situação.
“Já estou em casa, em repouso e com remédio. Estou com bastante líquido na pelve por conta de inflamação. Ainda estou esperando o que vamos fazer/ver se perfurou o útero”, relatou.
Depois, falou a respeito do dispositivo intrauterino. “Desvendamos: DIU não está deslocado, era erro de outro hospital. Ele está no lugar certo. Estou com um cisto hemorrágico, da própria ovulação”, afirmou.
A vida de Isabel Veloso tem sido marcada por uma série de provações. Ela ficou conhecida por documentar sua batalha contra o linfoma de Hodgkin nas redes sociais, ganhando o carinho e apoio de milhares de internautas. Em dezembro do ano passado, enfrentou o parto prematuro do filho, Arthur, que nasceu com apenas 31 semanas de gestação, pesando 1,7 kg.
Júlio Cezar, ex-prefeito de Palmeira dos Índios e atual secretário de Relações Federativas e Internacionais no governo Dantas, vem tentando uma reaproximação com os vereadores palmeirenses com vistas às eleições de 2026.
A relação entre os atores políticos ficou estremecida após o ex-prefeito tentar interferir na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal. Com o afastamento, vereadores que ajudaram a eleger Tia Júlia (MDB) fecharam acordos com outros candidatos a deputado estadual.
Sem apoio no Legislativo, Júlio Cezar buscou apoio do governador Paulo Dantas — ganhando uma secretaria para chamar de sua —, mas não esqueceu da Câmara Municipal.
Uma fonte ligada ao ex-prefeito revelou ao 7Segundos que o secretário vem tentando manter um namoro com os vereadores a fim de reverter a situação e se fortalecer para as eleições do próximo ano.
A nova missão de Júlio Cezar parece ter começado a dar certo. Em sua posse como secretário de Dantas, era possível notar a presença de alguns vereadores, mesmo aqueles que falavam aos quatros cantos que haviam rompido com o imperador.
O ex-secretário da Polícia Civil, delegado Allan Turnowski foi preso, na noite desta terça-feira (6), após o Tribunal de Justiça do RJ expedir um mandado de prisão contra ele.
Na quinta-feira (1º), a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) reestabeleceu a prisão preventiva do policial, que é réu por organização criminosa, Turnowski é acusado de receber propina e colaborar com contraventores do jogo do bicho. Ele sempre negou as acusações.
O g1 apurou que, após saber do mandado de prisão, Turnowski foi até à Corregedoria Interna da Polícia Civil, no Centro do Rio, e se entregou por volta das 20h. De acordo com fontes, a medida foi para evitar constrangimentos à família e vizinhos. O delegado, agora preso, dormiu no prédio onde chefiou a instituição.
Em setembro de 2022, Turnowski foi preso por agentes do Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Rio.
O ex-secretário foi preso em continuidade às investigações sobre o delegado Maurício Demétrio, que está preso desde 2021, acusado de corrupção dentro da Polícia Civil. Demétrio é investigado por suspeita de forjar operações para incriminar adversários e também teria participação na morte do contraventor. O ex-delegado foi condenado há quase 10 anos de prisão por obstrução de justiça.
De acordo com as investigações, ele atuava como agente duplo, em favor dos contraventores Rogério de Andrade e Fernando Iggnácio, assassinado em novembro de 2020. Turnowski ficou na cadeia menos de um mês.
O Ministério Público Federal (MPF) recorreu da decisão em outubro de 2022, e a 2ª Turma julgou o recurso entre os dias 18 e 29 de abril desse ano, em sessão virtual.
Nesta terça-feira (6), o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, durante uma entrega de viaturas para a polícia, agravantes de pena para policiais que cometem crimes.
"Eu, inclusive, sou favorável que se tenha uma lei pra que haja um agravante de 10 vezes a pena pra esses vagabundos travestidos de policiais. Óbvio que, resguardando o devido processo legal — assim como o criminoso, todo mundo luta pra que tenha o devido processo legal — o policial, mais ainda, tem que ter", disse o governador.
"Mas, se for constatado que ele é criminoso, ele é pior que o vagabundo que tá na rua. Ele tem que ser extirpado e tem que ser punido exemplarmente, porque ele tem que estar do lado da lei, e tá lá colaborando com o crime", acrescentou Castro.
‘Delitos notoriamente conhecidos’, diz ministro
Na decisão dos ministros da 2ª Turma que derrubou a liminar concedida pelo ministro Kassio Nunes Marques em 2022, Edson Fachin disse:
“Não parece faltar indícios da existência da organização criminosa da qual faz parte o paciente [Allan Turnowski], e sua atuação na suposta prática de um conjunto de delitos notoriamente conhecidos e devastadores da ordem e paz públicas do Estado do Rio de Janeiro”.
E o magistrado destacou que:
“De outro lado, há sólidos indicativos de que o grupo está disposto a usar de atos de violência e demonstração de exacerbada força e poder, inclusive com o planejamento de homicídios para eliminação daqueles que colocam contra os interesses do grupo (no caso, no universo de disputas relacionadas ao submundo dos exploradores de ‘jogos de azar’)”.
Gilmar Mendes e André Mendonça votaram pela prisão do delegado, enquanto Dias Toffoli e Kassio Nunes se posicionaram contra. O advogado de Turnowski, Daniel Bialski, afirma que a defesa vai interpor embargos de declaração no STF e novo habeas corpus.
“A defesa vai interpor embargos de declaração no próprio STF e novo habeas corpus porque alguns temas foram omitidos, especialmente o fato do processo estar paralisado há quase um ano em diligência requerida pelo MP. E o mais importante, que todas as medidas alternativas foram cumpridas na integralidade, incorrendo qualquer incidente”, afirmou o advogado.
‘Nós somos um CNPJ, um CPF só! Irmãos de embrião!’
Um dos diálogos obtidos pelos investigadores revela que o ex-chefe de Polícia chegou a pedir ajuda a Demétrio em outra ocasião: “Guru, se ele me pegar, ele vai te pegar, Guru. Tem que me proteger por você! Me esquece! Porra, tá maluco? Nós somos um CNPJ, um CPF só! Irmãos de embrião!”. Ele responde: “Farei tudo o que estiver ao meu alcance”.
“Traçam estratégias para galgar cargos relevantes na instituição de modo a perpetuar e potencializar suas atuações criminosas. Escudados pelo poder e relações estabelecidas, perseguem desafetos, monitoram investigações e movimentos que podem prejudicar seus interesses, conversam sobre medidas a serem adotadas para se precaverem da ação de investigadores e tratam da situação de recebimento de propina por parte de aliados”, diz um trecho da denúncia do MP.
Quem é Allan Turnowski?
Turnowski foi chefe da Polícia Civil entre 2010 e 2011, durante o governo de Sérgio Cabral (MDB) e deixou a pasta durante uma investigação da Polícia Federal sobre um suposto vazamento de uma operação. O caso foi arquivado por falta de provas. O delegado sempre negou qualquer irregularidade.
Depois, em 2020, ele voltou ao posto – que passou a ser uma secretaria do governo do estado – onde ficou até o início deste ano, quando saiu para se candidatar. Sob sua gestão, a pasta inaugurou uma força-tarefa de combate às milícias, que até março de 2022 tinha contabilizados mais de 1,2 mil presos.
Turnowski também anunciou reformas em 25 delegacias e criou um prédio para o setor de Inteligência da Polícia Civil, no Centro do Rio.
Durante sua gestão, no entanto, Turnowski foi criticado pelas 28 mortes em uma operação no Jacarezinho, em maio de 2021. O secretário sempre defendeu a ação da Polícia Civil.
Mesmo com uma decisão do STF restringindo operações no Rio durante a pandemia, o número de ações da polícia aumentou entre 2020 e 2021.
A Polícia Militar de Alagoas (PM-AL) apreendeu, nesta quarta-feira (7), uma arma de fogo e quase três quilos de maconha durante duas ações distintas realizadas em Maceió e no município de Messias. Os materiais ilícitos foram localizados durante patrulhamentos e cumprimento de mandados judiciais.
No bairro da Santa Lúcia, em Maceió, uma equipe da Companhia de Policiamento de Choque (CPChoque) localizou um revólver calibre 38 com seis munições intactas, além de dois celulares. A ocorrência aconteceu por volta das 6h, durante operação coordenada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) para cumprimento de mandados de prisão e busca.
O suspeito, que era alvo da investigação, foi localizado na Rua Nossa Senhora de Fátima. Após revista no imóvel, o armamento e os aparelhos foram apreendidos e encaminhados à Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), da Polícia Civil.
Já no município de Messias, por volta das 2h40 da madrugada, policiais do 14º Batalhão apreenderam 2,75 kg de maconha, uma balança de precisão e R$ 120 em dinheiro. O flagrante ocorreu no Conjunto Antônio Rodrigues Calheiros, após denúncia de tráfico de drogas e perturbação do sossego.
No local, os agentes identificaram som alto vindo de uma residência e um forte odor de entorpecentes. O suspeito, de 22 anos, foi abordado e confessou o consumo e posse de drogas. Ele autorizou a entrada da equipe no imóvel, onde os policiais localizaram o material escondido em um balde dentro do quarto.
O homem foi preso em flagrante e levado à Central de Flagrantes em Maceió, onde responderá por tráfico de drogas.
As ações reforçam o compromisso das forças de segurança com o combate ao crime e à circulação de entorpecentes no estado.
O abandono afetivo é a omissão dos pais ou responsáveis no dever de garantir aos filhos o cuidado emocional e a convivência familiar. A Constituição estabelece que é obrigação da família proteger a criança e o adolescente de negligência, discriminação e violência. Várias propostas no Congresso Nacional buscam transformar o abandono afetivo em crime.
Autora de uma delas (PL 6.218/2019), a senadora Daniella Ribeiro (sem partido-PB) reconhece que a comprovação do abandono afetivo é difícil, mas acredita que o trabalho conjunto de instituições pode ajudar a identificar casos.
No Brasil, o abandono afetivo, seja paterno ou materno, é um problema significativo que causa danos emocionais e, em alguns casos, pode levar a ações judiciais por indenização. O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE) revelou que 11 milhões de mulheres criam seus filhos sozinhas, evidenciando a presença do abandono paterno em muitas famílias.
A Câmara aprovou por 270 votos a 207 o projeto que amplia o número de parlamentares na Casa. São 18 novas vagas a partir das eleições de 2026. Agora o texto vai ao Senado.
O que aconteceu
Votação foi apertada. O texto causou incômodo em bancadas, como as de São Paulo e de Santa Catarina, que consideram a atualização injusta. Pouco antes de encerrar o tempo de voto, líderes ligaram para os deputados de sua bancada para que eles registrassem seus votos. Eram necessários 257 apoios para aprovar a proposta.
A ampliação corrige o que foi considerado como "desproporções" nos estados. Inicialmente, a proposta criava 14 cadeiras para compensar as bancadas que perderiam espaços com a redistribuição das vagas, baseadas no tamanho da população de cada estado.
Relator Damião Feliciano (União-PB) argumentou que a ampliação não seria suficiente, considerando que os estados com maior população teriam a menor representação. A desigualdade aconteceria no caso do Paraná em comparação com o Rio Grande do Sul e Mato Grosso, e do Rio Grande do Norte em relação ao Piauí.
Feliciano propôs criar quatro vagas para os estados prejudicados, totalizando 18 novas cadeiras. O texto prevê a criação de uma cadeira para o Paraná e o Mato Grosso, cada, e duas cadeiras para o Rio Grande do Norte. Caso a proposta seja aprovada no Senado com esse aumento, o número de parlamentares irá de 513 para 531 deputados federais a partir da legislatura de 2027.
Requerimento de urgência da proposta foi aprovado hoje. Foram 268 a favor e 199 contra. A aprovação permitiu que a proposta fosse analisada no plenário sem precisar passar pelas comissões temáticas da Casa.
Custo anual das 18 cadeiras é estimado em R$ 64,6 milhões. O parecer cita o cálculo fornecido pela Direção-Geral da Câmara para a criação das vagas para deputados federais. O órgão informou ainda que "o orçamento da Casa já comportaria as despesas decorrentes da aprovação do projeto" e que haverá um espaço maior para essa despesa em 2027, segundo as estimativas de reajuste do Ministério do Planejamento e Orçamento.
Cada deputado ganha R$ 46 mil por mês. Mas também tem direito a outras verbas, como a cota parlamentar, que varia de acordo com o estado de origem. A LOA (Lei Orçamentária Anual) de 2024 estabeleceu o orçamento da Câmara em R$ 8 bilhões. As novas vagas representam 1,25% desse montante.
Proposta foi teste de ferro para o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Foi a primeira pauta polêmica na gestão do deputado paraibano. Antes da votação, ele passou o dia contando votos com as lideranças e, apesar de não precisar, registrou seu voto. Se a proposta tratasse apenas da redistribuição das cadeiras, a Paraíba perderia duas vagas na Casa.
Motta quebrou a regra de evitar votações aceleradas. Após a urgência, o presidente anunciou a discussão do projeto de lei complementar que cria as novas cadeiras. O movimento quebra o acordo que ele mesmo fez com o colégio de líderes para evitar a votação de urgências e projetos no mesmo dia e permitir a discussão das propostas nas comissões temáticas. O ato foi questionado pela deputada Adriana Ventura (Novo-SP) e respondido pelo deputado paraibano na sessão.
"Foi amplamente debatida na última reunião do Colégio de Líderes, ocorrida em 25 de abril de 2025, ocasião em que a ampla maioria daquele colegiado anuiu com a deliberação dessa matéria na presente semana", disse Hugo Motta.
STF fixou prazo para Câmara resolver atualização de cadeiras
O projeto que aumenta o número de deputados atende a uma solicitação do STF (Supremo Tribunal Federal) para redistribuição das vagas. A Corte determinou que as cadeiras sejam proporcionais à população com base no último Censo, realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2022.
Pará entrou com ação para atualização no STF. O processo começou em 2017 e foi concluído no ano passado, com vitória para o governo paraense. O estado tem direito a quatro novos deputados, ou seja, passará de 17 para 21 parlamentares.
Proposta da deputada Dani Cunha (União-RJ) abre brecha para criação de mais vagas para deputados. O texto da parlamentar, filha do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, foi apresentado em 2023 para corrigir o tamanho das bancadas, de acordo com a determinação do Supremo. O projeto, no entanto, permite o aumento de cadeiras na Câmara para compensar os estados que poderiam perder vagas com a redistribuição.
Sete estados ganhariam deputados, pelas estimativas: Amazonas (2), Ceará (1), Goiás (1), Minas Gerais (1), Mato Grosso (1), Pará (4) e Santa Catarina (4).
Outros sete estados perderiam cadeiras na Câmara: Alagoas (1), Bahia (2), Paraíba (2), Pernambuco (1), Piauí (2), Rio de Janeiro (4) e Rio Grande do Sul (2). As novas vagas reverteriam essa perda.
Projeto precisar ser aprovado pelo Congresso até 30 de junho. Esse foi o prazo estabelecido pelo Supremo para ajustar as vagas de deputados.
O Ministério Público de Barcelona recorreu nesta quarta-feira (7) da absolvição do jogador brasileiro Daniel Alves no processo em que ele foi condenado por estupro.
O recurso se une ao já apresentado pela defesa da vítima em abril, que reabriu o caso judicialmente. Agora, Daniel Alves voltará a ser julgado, desta vez no Tribunal Supremo da Espanha, a instância mais alta da Justiça do país.
Os recursos foram apresentados após, em uma reviravolta no caso, o Tribunal Superior da Catalunha anular a condenação de Daniel Alves com o argumento de que havia inconsistências no depoimento da vítima.
Alves havia sido condenado por estuprar uma jovem espanhola em uma boate de Barcelona em dezembro de 2022. Ele nega.
No recurso apresentado nesta quarta, a Promotoria catalã afirmou que a anulação "condenou moralmente" a vítima.
Anulação
Em sentença divulgada há exatamente uma semana, a seção de recursos do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha decidiu de forma unânime anular a condenação de Alves.
O brasileiro havia sido sentenciado por um tribunal de primeira instância a 4 anos e 6 meses de prisão por ter estuprado uma jovem em uma discoteca em Barcelona, na Espanha.
Os juízes da seção de recursos concluíram que o depoimento da jovem que acusava o ex-jogador é insuficiente para sustentar a condenação. Com isso, Alves fica automaticamente absolvido. A defesa da jovem informou que irá recorrer.
Assim, o ex-jogador, que foi preso em janeiro de 2023, ficou mais de um ano atrás das grades aguardando julgamento, foi condenado a 4 anos e 6 meses e pagou 1 milhão de euros por liberdade provisória, ficou totalmente livre e sem qualquer acusação na Justiça espanhola.
O brasileiro já estava em liberdade provisória desde março do ano passado, quando a Justiça catalã aceitou um recurso da defesa do ex-jogador (leia mais abaixo). Os juízes, no entanto, analisavam outro recurso apresentado pela Promotoria de Barcelona que pedia aumento de pena para Alves.
Na sentença desta sexta-feira, os juízes afirmam entender que houve "imprecisões" e "déficits" na decisão anterior sobre o caso. Eles dizem não duvidar do teor em si da fala da vítima, mas julgaram que a primeira instância deixou "lacunas e imprecisões" ao não esgotar recursos para comprovar a versão da acusação.
Entre as lacunas existentes no caso, de acordo com a sentença, estão:
A decisão da primeira instância aceitou a declaração da vítima sobre a "penetração vaginal não consentida" sem contrastá-la com outras provas, como impressões digitais e evidências de DNA biológico;
Havia trechos do relato da vítima (não estão especificados na sentença) que poderiam ter sido checados com gravações do sistema interno de câmeras da discoteca, segundo alegou a defesa de Alves;
A sentença da primeira instância confiou "de forma subjetiva" na declaração da denunciante;
A vítima era "uma testemunha não confiável" porque várias declarações suas não foram verificadas.
Não é possível concluir, segundo a sentença desta sexta, que os padrões da presunção de inocência estabelecidos por uma diretriz da União Europeia tenham sido atendidos.
Os juízes disseram também concordar com o argumento apresentando pelos advogados de Alves de que houve "falta de confiabilidade do depoimento" da vítima durante o julgamento do caso, em fevereiro do ano passado — a vítima apresentou o mesmo depoimento desde o início da denúncia, a de que foi estuprada por Alves.
Já o brasileiro, que chegou a dizer que nem sequer conhecia a jovem, mudou de versão três vezes ao longo do processo.
Os juízes apontaram ainda que a decisão anterior, de um tribunal de primeira instância de Barcelona, contém "uma série de lacunas, imprecisões, inconsistências e contradições quanto aos fatos" ao longo de sua fundamentação.
A decisão pela anulação, diz a sentença, não significa que o tribunal esteja afirmando que a versão de Alves — de que não houve estupro e que ele teve uma relação sexual consentida com a vítima — seja a correta. Mas os juízes argumentam que, pelas inconsistências, também não podem aceitar a hipótese da acusação como provada.
A vítima, uma jovem espanhola que estava na mesma discoteca de Daniel Alves em 30 de dezembro de 2022, afirmou que foi estuprada por Alves dentro de um banheiro da área VIP do local. Exames de corpo de delito comprovaram a existência de sêmen na vagina da jovem, e funcionários da boate corroboraram a versão da vítima, argumentando que ela saiu do banheiro depois de Alves chorando e muito abalada.
Na noite dessa terça-feira (6), uma guarnição da Polícia Militar (PM) realizou uma operação que resultou na apreensão de drogas e na prisão de um indivíduo por tráfico de entorpecentes. O incidente ocorreu no bairro Jacarecica, quando os policiais se depararam com um indivíduo caminhando em atitude suspeita.
Ao abordar o acusado e realizar uma revista pessoal, a guarnição encontrou maconha e 20 comprimidos de Rophynol. Durante a abordagem, o autor relatou que tinha mais material em sua casa, o que levou a guarnição a se deslocar ao imóvel.
No quarto da residência, a guarnição encontrou mais uma quantidade do entorpecente. Todo o material, juntamente com o autor, foi conduzido à Central de Flagrantes, onde o indivíduo foi preso por tráfico de drogas.
A quantidade total de drogas apreendidas foi de 50 gramas de maconha e 20 comprimidos de Rophynol.
Uma prostituta foi presa nessa segunda-feira (5/5) suspeita de mandar torturar uma colega de profissão, por quem era apaixonada e não teve os sentimentos correspondidos, de acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). O crime teria sido executado por outra envolvida, detida nesta terça (6/5) em Matipó, na Zona da Mata mineira, para onde fugiu. A vítima foi agredida em casa, em BH, levou cinco facadas, teve cabelo cortado e sobrancelha raspada.
A garota de programa torturada também foi alvo de chutes e socos, além de ter sido obrigada a engolir cigarros e ter tido dinheiro físico, cuja quantia não foi informada, e o celular roubados.
A executora da tortura invadiu a casa da vítima e a amarrou em uma cadeira com fios de eletricidade para então agredi-la. Ela também teria gravado as ações para atualizar a mandante do crime em tempo real.
Segundo o delegado Carlos Eduardo Vaz de Oliveira, da 3ª Delegacia da Polícia Civil no Barreiro, as investigações apontam que a motivação do crime teria sido a paixão não correspondida pela vítima. Ele disse que a mandante da tortura e a colega agredida faziam programas juntas em BH, em algumas ocasiões até ao mesmo tempo com o mesmo cliente. Com essa convivência, a mulher presa preventivamente teria se apaixonado.
A delegada Gislaine de Oliveira Rios afirmou que o crime também foi motivado por inveja. “A vítima tinha muito mais clientes que a outra”, disse. Além disso, a garota de programa que foi agredida teria conquistado clientes que, a princípio, eram da prostituta suspeita de planejar a tortura.
O delegado Carlos Eduardo Vaz de Oliveira também afirmou que a mandante tentou usar da religião para convencer a colega de trabalho a se relacionar com ela. “Ela informou que teria recebido uma entidade espiritual, que teria determinado que as duas ficassem juntas. Caso isso não acontecesse, a vítima sofreria algumas consequências”, contou o delegado.
No dia do crime, a suspeita de executar as agressões fugiu da casa da vítima no carro de um homem, preso por agentes da 3ª Delegacia do Barreiro nessa segunda-feira (5/5) suspeito de participação. Em seguida, ela fugiu para o interior de Minas, onde foi presa pela equipe da Delegacia da Polícia Militar de Matipó nesta terça.
O conclave para a eleição do substituto do papa Francisco começa na quarta-feira (7). A expectativa é de que a escolha dure de dois a três dias.
A palavra conclave vem do latim cum clavis e significa "fechado à chave". Ao todo, 133 cardeais com menos de 80 anos irão eleger o novo pontífice. Sete deles são brasileiros.
Na manhã do primeiro dia de votação, os cardeais participam de uma missa na Capela Paulina, chamada Pro Eligendo Pontifice.
Já pela tarde, os religiosos seguem em procissão até a Capela Sistina, cantando o hino Veni Creator, para invocar o Espírito Santo. Lá, fazem um juramento de sigilo absoluto sobre todo o processo de votação.
Quando todos estão reunidos na Capela Sistina, o mestre de cerimônias proclama o “Extra omnes”, determinando que todos os que não vão participar da eleição saiam. O local, então, é fechado. A partir daí, os cardeais ficam isolados do mundo exterior.
O conclave começa com o sorteio de nove cardeais, que assumem três funções:
Recolher votos de quem está doente (infirmarii)
Fazer a contagem (escrutinadores)
E revisar o resultado (revisores)
Cada cardeal preenche uma cédula com o nome do candidato escolhido, dobra o papel e o deposita em uma urna. Ao fim, os votos são lidos em voz alta, registrados, furados e amarrados.
Após a contagem, as cédulas são queimadas.
A fumaça que sai da chaminé da Capela Sistina indica o resultado ao público. Se a fumaça for branca, um novo papa foi eleito. Se for preta, uma nova votação será feita.
Com 133 cardeais votantes, são necessários 89 votos para eleger o novo pontífice. Até que esse número seja alcançado, o conclave continua.
Horários
Na quarta-feira, apenas uma votação será feita no período da tarde. Caso ninguém seja eleito, até quatro novas rodadas poderão ocorrer na quinta-feira (8), sendo duas pela manhã e duas à tarde.
Veja o esquema divulgado pelo Vaticano
Perto de 14h (horário de Brasília) desta quarta (7): primeira e única votação do dia. Primeira fumaça a sair da chaminé da capela Sistina, provavelmente preta, indicando indefinição.
Perto das 5h30 (horário de Brasília) de quinta (8): primeira votação do segundo dia. Se o papa for definido, sairá fumaça branca. Se não for definido, nada acontecerá
Perto de 7h (horário de Brasília) de quinta (8): segunda rodada de votação do dia. Se o papa for definido, sairá fumaça branca da chaminé da capela Sistina. Se não houver definição, sairá fumaça preta
Perto de 12h30 (horário de Brasília) de quinta (8): terceira rodada de votação do dia. . Se o papa for definido, sairá fumaça branca. Se não for definido, nada acontecerá
Perto de 14h (horário de Brasília) de quinta (8): quarta rodada de votação do dia. Se o papa for definido, sairá fumaça branca da chaminé da capela Sistina. Se não houver definição, sairá fumaça preta
Caso, após três dias, ainda não haja uma definição, a votação é suspensa por 24 horas para orações. O processo pode ser pausado novamente se outras sete rodadas forem inconclusivas.
Se nenhuma decisão for tomada após 34 votações, os dois nomes mais votados passam a disputar a eleição.
Quando um papa é eleito, ele é perguntado se aceita o cargo e qual nome deseja adotar. Depois, se recolhe por alguns minutos na chamada Sala das Lágrimas, onde veste os trajes papais.
Em seguida, é anunciado e faz sua primeira aparição pública na sacada da Basílica de São Pedro.
Um homem foi preso suspeito de tentar fazer os testes de aptidão física para um candidato do concurso da Polícia Penal da Bahia na Vila Militar, em Salvador. O caso aconteceu nesta terça-feira (6).
Segundo informações da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), o homem, que não teve a identidade revelada, apresentou documentação falsa. Ele chegou a fazer o teste abdominal, o primeiro do Teste de Aptidão Física (TAF), realizado pela comissão.
A Polícia Civil foi acionada após a comissão do concurso identificar a fraude. Três investigadores foram até o local e flagraram o suspeito.
Uma equipe do Grupamento Especializado em Operações Prisionais (Geop), em conjunto com policiais civis, levaram o homem até uma delegacia da cidade.
O suspeito, que nasceu em Pernambuco, foi autuado por falsificação de documento e fraude em concurso público. A Seap informou que o candidato que deveria realizar o teste ainda não foi localizado. O caso é investigado.
Em Alagoas, 86.060 eleitores que não votaram por três turnos consecutivos, não justificaram a ausência dentro do prazo e não pagaram as multas podem ter o título eleitoral cancelado. Considerados faltosos, esses eleitores precisam regularizar sua situação até o dia 19 de maio.
Além de impedir o exercício do voto, o cancelamento do título traz uma série de consequências, como a impossibilidade de tomar posse em cargo público, obter passaporte, efetuar matrícula em instituições de ensino e realizar qualquer ato que exija quitação eleitoral.
Para resolver essa pendência e evitar o cancelamento do título, é simples. As multas referentes a cada turno podem ser quitadas pela internet, sem precisar sair de casa, no Autoatendimento do Eleitor, no site do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL) ou no aplicativo e-Título, podendo o pagamento ser feito por boleto, Pix ou cartão de crédito.
Quem preferir também pode procurar um cartório eleitoral ou Central de Atendimento ao Eleitor. Todos os atendimentos presenciais são realizados das 7h30 às 13h30, de segunda à sexta-feira. Nas Centrais Ja do Maceió Shopping e do Benedito Bentes, o atendimento é das 8h às 17h.
Além disso, presencialmente, é possível realizar a coleta de dados biométricos (digitais, foto e assinatura) e atualizar os dados cadastrais, inclusive a inclusão do nome social e a autodeclaração racial e para pessoas com deficiências.
Não sei minha situação eleitoral. E agora?
Para saber se está na lista dos títulos passíveis de cancelamento, o eleitor pode acessar o portal do TRE/AL (www.tre-al.jus.br) e verificar a situação eleitoral. No AutoAtendimento, basta selecionar a opção “7 - Consultar situação eleitoral” no menu inicial e, em seguida, informar os dados solicitados.
O cancelamento do título não se aplica a eleitores facultativos (menores de 18 anos, pessoas com de 70 anos e pessoas não alfabetizadas); pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida que comprovem dificuldade impeditiva para votar; e casos de justificativa aceitos pela Justiça Eleitoral.
A cerveja é batizada sugestivamente como Pisner, uma mistura de Pilsner (também conhecida como Pilsen, originária da República Tcheca) com uma expressão local para xixi.
urina não aparece acidentalmente na composição do nome. A cervejaria usou urina humana como fertilizante para o cultivo da cevada, em vez de esterco ou adubo industrializado.
O xixi foi retirado de banheiros químicos de um festival na Dinamarca — a Suécia também vem adotando o sistema.
"A razão pela qual fizemos essa cerveja é porque somos uma cervejaria artesanal e há cerca de quatro anos nos tornamos orgânicos. Atualmente, todas as nossas cervejas são orgânicas. Pensamos que seria uma grande ideia fazer uma cerveja reciclável", disse Henrik Vang, chefe-executivo da cervejaria Norrebro Bryghus.
"O sabor é realmente bom. É fresco e encorpado ao mesmo tempo, e é uma boa cerveja", disse o degustador Birden Eldahls, de acordo com a CBS News.
"Aroma de malte doce. Sabor de malte doce e frutado com toque de palha. Amargor tardio com um leve toque herbal de lúpulo. Corpo médio, cremosa, carbonatação suave. Agradável", classificou um consumidor.
"No começo, muitas pessoas pensavam que tínhamos uma filtragem onde a urina ia diretamente para a cerveja, mas é claro que isso não acontece", esclareceu Vang.
Um ataque do Paquistão na região da Caxemira controlada pela Índia deixou 26 mortos e ao menos 38 feridos nesta quarta-feira (7), segundo autoridades locais.
Segundo a agência de notícias AFP, o ataque da artilharia paquistanesa aconteceu no distrito de Poonch. A ofensiva ocorre após o Paquistão afirmar que revidaria os ataques indianos desta terça-feira (6). A Índia confirmou ter atacado nove alvos paquistaneses.
Segundo o Paquistão, o número de mortos na ação da Índia subiu para 26. Outras 46 pessoas ficaram feridas. (Leia mais sobre o ataque indiano abaixo)
Ambos os países, adversários históricos, possuem armas nucleares.
Por conta dos ataques na região, companhias aéreas asiáticas mudaram rotas e cancelaram voos que passavam pelo local. Segundo a Reuters, 52 voos para o Paquistão foram cancelados.
Ataques da Índia
De acordo com Nova Délhi, a operação batizada de Sindoor atingiu a infraestrutura de terroristas abrigados pelo país vizinho e suas ações "são precisas, comedidas e não escalatórias em sua natureza". Esta seria resposta a um ataque terrorista na Caxemira indiana que deixou 26 mortos no último dia 22.
"Nenhuma instalação militar paquistanesa foi alvo. A Índia demonstrou considerável contenção na seleção de alvos e no método de execução", afirmou Nova Délhi, em um comunicado.
O Paquistão, por sua vez, afirmou que os indianos atacaram três locais com mísseis.
Em coletiva, um porta-voz do exército indiano afirmou que o ataque teve como alvos "campos terroristas" que funcionavam como centros de recrutamento, pontos de lançamento, locais de doutrinação, além de abrigarem armas e instalações de treinamento.
"A inteligência e o monitoramento de células terroristas baseadas no Paquistão indicaram que novos ataques contra a Índia eram iminentes, portanto foi necessário realizar ataques preventivos e de precaução", disse.
O governo de Islamabad, capital do Paquistão, disse que fechou seu espaço aéreo por 48 horas e que os voo comerciais ainda no ar estão sendo desviados.
De acordo com a polícia indiana, após os ataques, militares paquistaneses atiraram contra o território controlado pela Índia, deixando duas mulheres feridas.
Várias explosões foram ouvidas nas montanhas ao redor da cidade de Muzaffarabad, capital da Caxemira paquistanesa, bem como em outros dois locais da região, relataram testemunhas da Reuters e um canal de TV paquistanês nesta quarta.
Após as explosões, a energia elétrica de Muzaffarabad foi cortada, disseram as testemunhas. Não ficou imediatamente claro o que foram as explosões.
Um porta-voz das Forças Armadas do Paquistão disse à emissora ARY que a Índia atacou o Paquistão com mísseis em três locais e que o Paquistão responderia.
O incidente ocorre em meio ao aumento das tensões entre os vizinhos após um ataque a turistas hindus na Caxemira indiana no mês passado.
A Índia culpou o Paquistão pela violência e prometeu responder. O Paquistão negou qualquer envolvimento nos assassinatos e afirmou ter informações de que a Índia planejava atacar.
Caxemira
A Caxemira é uma região na cordilheria do Himalaia disputada tanto pela Índia quanto pelo Paquistão desde a independência de ambos do Reino Unido, em 1947.
Atualmente, o controle de fato dela é dividido entre os dois países, além da China, que controla uma porção ao leste. Tanto Nova Déli quanto Islamabad, porém, reivindicam a totalidade do território.
No último dia 22, homens armados abriram fogo contra turistas em um resort, deixando 26 mortos — a maioria indianos — em Pahalgam.
O ataque terrorista foi reivindicado por um grupo militante chamado "Resistência da Caxemira", até então desconhecido entre os grupos que fazem ataques no território. Desde então, as tensões na região voltaram a crescer.
A Índia classificou o massacre como um “ataque terrorista” e acusou o Paquistão de estar por trás da ação. O Paquistão, por sua vez, negou qualquer envolvimento no ataque e retaliou: fechou o espaço aéreo para aviões indianos, cancelou vistos e suspendeu relações comerciais com o vizinho.
Com a região em alerta máximo, três oficiais do Exército indiano relataram que soldados paquistaneses dispararam contra uma posição indiana na noite de quinta-feira. Como resposta, os soldados indianos revidaram o ataque, mas não houve vítimas, segundo os oficiais, que pediram anonimato por questões de protocolo.
As Nações Unidas pediram à Índia e ao Paquistão "máxima contenção para garantir que a situação não se deteriore ainda mais".
Na última segunda-feira (5), o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), participou do programa Direto ao Ponto da Jovem Pan News. Duante a entrevista, o governador gaúcho discutiu os principais temas que desenham a complexidade do quadro político brasileiro, bem como informou sobre os projetos ambientais que estão sendo construídos para combater as enchentes no Estado, uma vez que o período de chuvas novamente começará na região. Ao ser questionado sobre o diálogo dos Estados com o Congresso Nacional, Eduardo Leite criticou a fragmentação do orçamento federal e o peso das emendas parlamentares nas contas públicas. Leite ainda sinalizou que, se disputar a Presidência, irá propor mudanças profundas no sistema para devolver eficiência e controle ao Executivo.
“Eu não sou contra a existência das emendas. Eu acho que elas até se justificam. Elas são representantes legítimas da população. O problema é a dimensão que isso alcançou. Uma coisa é você dar um alcançar ao parlamentar a possibilidade de atender demandas específicas das suas comunidades que são representadas com um volume X. Mas outra coisa é começar a interferir na capacidade de definição de políticas públicas organizadas”, argumentou o governador do RS.
Eduardo mencionou como exemplo o caso das enchentes no Rio Grande do Sul, que dependem do orçamento federal para desenvolver políticas de prevenção e restauro. “E aí, está uma delas – prevenção de desastres climáticos, que cada vez mais serão necessárias. Se nós não tivermos uma organização disso, isso envolve muita capacidade de diálogo com o Congresso. Porque você tem que enfrentar esse tema, que politicamente é sensível. Mas vai chegar uma hora que o país terá que fazer um encontro com essa história”, explicou Leite.
Em outro momento da entrevista, o governador explicou sobre como balancear as alianças políticos-partidárias com enfrentamento ao congresso Nacional em meio a possíveis reformas políticas. “Não existe uma bala de prata. Mas, eu acredito muito no diálogo. Peço licença para invocar o Rio Grande do Sul. Eu mexi no plano de carreira de professores e da polícia. Foi a reforma mais profunda do Brasil. Ninguém fez uma reforma tão dura, tão profunda e antipática quanto eu tive que fazer. Porque política é sobre isso. Se eu tenho um projeto que tem como principal [objetivo] reestabelecer a capacidade fiscal do Estado. Como eu consigo fazer as medidas mais críticas que vão me dar um resultado se eu precisar fazer alguns movimentos sem quebrar essa espinha dorsal. Porque é melhor fazer algumas concessões do que não levar nada. Isso é da política”, informou Eduardo Leite.
Com os espectros políticos cada vez mais polarizados pela representação das principais siglas para as eleições de 2026, Eduardo Leite criticou a dinâmica da polarização e ausência de resultados. “Eu não me sinto representado nesta polarização que ai está. A polarização não é o problema. O PSDB polarizou, o partido que estou há 24 anos filiado, com o PT durante muito tempo. Mas essa polarização que ai está, eu considero muito prejudicial ao Brasil. Por quê? Porque a energia dos que polarizam está em mais destruir o adversário do que construir soluções. Então, eles ficam se atacando. Está errado. O Brasil tem desafios gigantescos para serem superados. e não da para ficar gastando energia para atacar uns aos outros. Vamos atacar os problemas”, declarou o governador do RS.
