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A volta dos humanos à Lua pode estar mais perto do que nunca. O motivo? Segundo a Nasa, o lançamento da missão Artemis 2 está previsto para essa quarta-feira (1/4). Caso dê tudo certo, o voo em direção ao espaço sairá do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, localizado no estado norte-americano da Flórida.

De acordo com a agência, os engenheiros da estatal estão realizando os últimos preparativos para começar a contagem regressiva para o lançamento. Os dados mostram que o clima estará propício para a viagem, mas ainda há preocupações.

“A previsão do tempo para o dia do lançamento indica 80% de probabilidade de condições climáticas favoráveis, sendo as principais preocupações a cobertura de nuvens e o potencial para ventos fortes na região. As equipes continuarão monitorando as condições climáticas nos próximos dias”, afirma a Nasa em comunicado.

Vale lembrar que durante a viagem a equipe composta pelos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Hammock Koch, todos da Nasa, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense, ainda não pousará diretamente na superfície lunar, mas sim dará a volta em torno da Lua.

Atrasos da Artemis 2

A missão norte-americana enfrenta atrasos para enviar o voo ao satélite natural. Inicialmente, a ida estava programada para fevereiro. Depois foi adiada para março e agora deve ocorrer em abril. Os atrasos têm ligação com problemas operacionais da nave, especialmente no abastecimento do veículo e no sistema de fluxo de hélio para o estágio superior do foguete.

A expectativa é que o foguete Space Launch System (SLS), responsável por levar os tripulantes da Artemis 2, decole no primeiro dia de abril. No entanto, se não der certo, a Nasa tem a oportunidade de enviar o veículo de 3 a 6 ou no dia 30, que são as janelas de lançamento disponíveis no mês em questão.

Quando partir, a missão Artemis II marcará o retorno dos humanos à Lua após mais de 50 anos – isso caso nenhuma outra agência internacional se aproveite dos atrasos e envie astronautas primeiro.

nasa astronautas artemis II

Ao menos 24 cepas diferentes de vírus foram transportadas entre diferentes unidades após serem furtadas, possivelmente no começo do mês passado, de um laboratório da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), segundo informações divulgadas neste domingo, 29, pelo Fantástico, da TV Globo.

São cepas ligadas aos vírus da dengue, chikungunya, zika, herpes, Epstein-Barr, coronavírus humano e outros menos conhecidos, além de 13 tipos de vírus que infectam animais, segundo a emissora.

Como mostrou o Estadão, a professora e pesquisadora argentina Soledad Palameta Miller, hoje com atuação na Unicamp, foi presa pela Polícia Federal na última segunda-feira, 23, sob suspeita de furtar material biológico do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia da Unicamp.

Um dia depois, a Justiça Federal concedeu liberdade provisória à professora, mas determinou medidas cautelares, que incluem a proibição de acessar laboratórios relacionados à investigação e de deixar o País sem autorização judicial.

Soledad é investigada por produzir, armazenar, transportar, comercializar, importar ou exportar Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) ou seus derivados sem autorização ou em desacordo com normas estabelecidas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e pelos órgãos e entidades de fiscalização.

Na semana passada, a defesa de Soledad afirmou ao Estadão que, em virtude do sigilo decretado pela 9.ª Vara Federal de Campinas, não iria se pronunciar. "Prezando pela segurança jurídica e pelo sigilo dos atos processuais, limitaremos nossas manifestações ao âmbito judicial, em respeito ao devido processo legal", disse.

A Polícia Federal investiga ainda se o marido de Soledad, Michael Edward Miller, também está envolvido no furto de material biológico armazenado no laboratório da Unicamp. O Estadão tenta localizar a defesa de Edward Miller.

Sumiço foi constatado no mês passado

Conforme termo de audiência da Justiça federal, ao qual o Estadão teve acesso, o desaparecimento de caixas contendo amostras virais armazenadas em área classificada como NB-3 (marcada pela alta contenção biológica e submetido a rigorosos protocolos de biossegurança) foi constatado na manhã do dia 13 de fevereiro.

Ainda segundo o documento, a partir da falta do material, foi possível delimitar a janela temporal do possível furto, "sugerindo que o evento tenha ocorrido em período curto e de forma concentrada". A Polícia Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foram prontamente acionadas pela Unicamp.

Conforme a PF, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela 9.ª Vara Federal de Campinas, na segunda-feira na cidade. "O material subtraído foi localizado e encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária para análise", disse, em nota.

De acordo com o documento da Justiça federal, eles foram encontrados em "laboratórios diversos". "Foi apurado que tais materiais estavam armazenados em freezers e também parcialmente descartados em lixeiras, inclusive após manipulação", aponta.

As investigações apontam que havia indicativos de que Soledad acessou "diferentes laboratórios, inclusive com auxílio de terceiros, apesar de não possuir acesso próprio, e realizou movimentação dos materiais". O possível grau de envolvimento dessas pessoas não foi especificado.

A PF indicou ainda que a professora manipulou amostras biológicas (OGM ou derivados) em ambiente diverso do originalmente autorizado, com deslocamento entre laboratórios e armazenamento irregular, em desacordo com as normas técnicas e institucionais de controle.

"A manipulação, armazenamento e descarte indevido de material biológico potencialmente sensível, inclusive em ambientes não controlados e com descarte em lixeiras, configura exposição da saúde de terceiros a perigo direto e iminente, diante do risco inerente ao manuseio de amostras virais fora de protocolos de biossegurança", afirma o termo de audiência.

Conforme a Polícia Federal, os investigados irão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos seguintes crimes: furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de organismo geneticamente modificado. As investigações prosseguem para esclarecer as circunstâncias e possíveis motivações do caso.

Em nota, a reitoria da Unicamp afirmou que colabora com as investigações da PF na condução do inquérito que resultou na prisão em flagrante da professora.

A Unicamp disse ainda que instaurou sindicândia interna para apurar o caso. "A universidade mantém-se à disposição das autoridades competentes para auxiliá-las no esclarecimento das circunstâncias em que os fatos ocorreram. Os detalhes do caso serão preservados para não comprometer o andamento das investigações", afirma.

 

Um medicamento usado para reduzir o colesterol “ruim” (LDL) pode diminuir em até 31% o risco de infarto, AVC e morte cardiovascular em pacientes de alto risco.

A conclusão é de um estudo clínico publicado na revista científica JAMA no sábado (28/3), conduzido por pesquisadores do Mass General Brigham, nos Estados Unidos.

O fármaco avaliado foi o evolocumabe, indicado para reduzir níveis elevados de colesterol e prevenir complicações cardiovasculares. Ele pertence à classe dos inibidores de PCSK9, terapias mais potentes usadas quando o controle com estatinas não é suficiente.

O estudo, chamado VESALIUS-CV, incluiu milhares de pacientes com alto risco cardiovascular — muitos deles com a diabetes e sem histórico prévio de infarto ou AVC. Para o estudo, os participantes foram divididos em dois grupos:

Todos continuaram com o tratamento padrão para colesterol. Após cerca de cinco anos de acompanhamento, os pesquisadores observaram uma redução significativa nos eventos cardiovasculares no grupo tratado.

Na prática, isso se traduziu em uma redução de até 31% no risco de infarto, AVC ou morte por doença cardiovascular entre os pacientes que receberam o evolocumabe, em comparação ao grupo placebo.


Doenças cardiovasculares


Como o medicamento age no corpo

O evolocumabe atua bloqueando a proteína PCSK9, que reduz a capacidade do fígado de eliminar o colesterol LDL do sangue. Com esse bloqueio, o organismo consegue remover mais colesterol da circulação, o que diminui a formação de placas nas artérias — principal causa de infarto e AVC.

Os resultados indicam que reduzir o colesterol de forma mais agressiva, antes do primeiro evento cardíaco, pode salvar vidas. Até então, esse tipo de medicamento era mais utilizado em pacientes que já tinham doença cardiovascular estabelecida.

O estudo amplia esse entendimento ao demonstrar benefício também na chamada prevenção primária — ou seja, antes do primeiro infarto ou AVC — em pessoas com risco elevado, especialmente aquelas com diabetes e outros fatores associados.

Além disso, os dados reforçam que níveis mais baixos de colesterol LDL estão diretamente ligados a menor ocorrência de eventos cardiovasculares, sustentando a estratégia de intensificação do tratamento em perfis selecionados.

Apesar dos resultados positivos, os autores destacam que a indicação deve ser individualizada, levando em conta o risco de cada paciente e o custo da terapia, que ainda é mais elevado do que o tratamento convencional.

Imagens virais nas redes sociais mostram o céu da Austrália completamente vermelho. Não é IA e nem filtro: o fenômeno foi registrado após a passagem do ciclone tropical Narelle.

Na sexta-feira (27), o ciclone passou pela região de Shark Bay, na Austrália Ocidental, e levantou grandes quantidades de poeira do solo, espalhando esse material pela atmosfera e formando uma espécie de névoa avermelhada.

O efeito impressiona porque transforma completamente a paisagem: o céu, o mar e até as construções passam a refletir tons intensos de vermelho e laranja.

À primeira vista, as imagens podem parecer editadas — mas a explicação está na combinação entre o clima e a geologia da região.

Por que isso aconteceu?

Grande parte do solo australiano é rica em ferro. Em ambientes quentes e secos, como o interior do país, esse material passa por um processo de oxidação ao longo de milhões de anos — basicamente, as rochas “enferrujam”, formando óxidos de ferro que têm coloração avermelhada.

"A Austrália possui um ambiente perfeito, quente e seco, para uma forma específica de intemperismo químico chamada oxidação. Isso ocorre em rochas com alto teor de ferro. Nesse tipo de ambiente, essas rochas começam a enferrujar. À medida que a ferrugem se expande, enfraquece a rocha e contribui para sua fragmentação. Os óxidos produzidos por esse processo conferem ao solo sua tonalidade avermelhada", publicou Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês).

Quando ventos muito fortes, como os de um ciclone, levantam essa poeira, essas partículas ficam suspensas no ar. É aí que entra a física da luz: a poeira espalha a luz solar e faz com que os tons de comprimento de onda mais longo, como vermelho e laranja, predominem, enquanto o azul se dispersa.

Esse cenário é favorecido por uma característica importante do continente: a antiguidade dos seus solos. Diferentemente de regiões do Hemisfério Norte, a Austrália não passou por eras glaciais recentes que “renovassem” a superfície. Com isso, os óxidos de ferro se acumularam ao longo de milhões de anos, intensificando a cor avermelhada.

O resultado, quando esse material vai parar na atmosfera, é um céu que parece saído de outro planeta — mas que, na verdade, é um fenômeno natural bem explicado pela ciência.

Você já passou por aquele momento de dúvida ao ver uma mensagem estranha no celular ou uma movimentação que não fez? Muita gente já correu para o Google ou a IA de preferência e pesquisou “como recuperar WhatsApp hackeado” ou “o que fazer se clonarem meu WhatsApp”. Se esse já foi o seu caso, saiba que você não está sozinho.

Os golpes digitais no Brasil estão cada vez mais comuns e, pior, mais convincentes pelo uso da IA. Eles exploram justamente aquilo que a gente mais tem no dia a dia: pressa, confiança e, muitas vezes, boa intenção. Mas existem ações que podem poupar muita dor de cabeça.

Com algumas configurações simples, você consegue deixar seu celular muito mais seguro e evitar dor de cabeça. Começando pelo WhatsApp, que hoje é o principal alvo dos golpistas. Ativar a confirmação em duas etapas é uma das coisas mais importantes que você pode fazer. Esse procedimento inclui um código extra, um PIN, que só você sabe. Mesmo que alguém consiga o código por SMS, ainda vai precisar desse PIN para entrar na sua conta.

Outra dica simples, mas que muita gente ignora, é ajustar a privacidade da foto de perfil. Deixar visível apenas para seus contatos já ajuda bastante a evitar que usem sua imagem em golpes. Também vale a pena esconder o conteúdo das mensagens SMS na tela bloqueada do celular. Pode parecer detalhe, mas é exatamente esse tipo de brecha que criminosos exploram.

Agora, se o problema já aconteceu e você perdeu acesso ao WhatsApp, o mais importante é agir rápido. Reinstalar o aplicativo e solicitar o código por SMS geralmente resolve e derruba o acesso de quem invadiu. E tem um ponto que muita gente esquece: avisar amigos e familiares imediatamente por outros meios. Isso evita que outras pessoas caiam no golpe usando seu nome.

Saindo do WhatsApp, outro golpe que está pegando muita gente é o tal do Pix “por engano”. Funciona assim: você recebe um valor inesperado e, logo depois, alguém entra em contato pedindo devolução com urgência, contando uma história emocional. Nesse momento, muita gente tenta ajudar e acaba caindo na armadilha.

Se você já ficou na dúvida se devolver um Pix recebido por engano é seguro, a resposta é simples: só é seguro se for feito do jeito certo. Nunca faça uma nova transferência para a chave que a pessoa informar. O caminho correto é usar a opção de devolução dentro do próprio aplicativo do banco. Essa função manda o dinheiro de volta para a conta original, sem risco de fraude.

Outra camada de proteção que vale muito a pena usar é o chamado Modo Rua ou Modo Lugar Seguro, ou nomes parecidos que os bancos utilizam. Essa função limita valores e operações quando você está fora de um ambiente considerado seguro, como sua casa. Em situações de roubo ou pressão, isso pode evitar um prejuízo grande.

No fim das contas, se proteger no ambiente digital não é complicado. Não precisa ser especialista, nem entender de tecnologia. O mais importante é criar o hábito de desconfiar de situações urgentes e usar as ferramentas de segurança que já estão disponíveis.

Pequenas atitudes fazem muita diferença. E, na maioria das vezes, são justamente elas que impedem que você caia em um golpe.

Fiquem seguros e sigam as dicas!

João Augusto Alexandria de Barros

Diretor de Inteligência do Instituto de Defesa Cibernética

Especialista em Políticas e Estratégias Cibernéticas

Uma criança de 8 anos precisou guardar sêmen do tio para provar aos familiares que estava sendo vítima de estupro. O criminoso, de 25 anos, foi preso na última sexta (27/3), em Anápolis (GO), após passar quase três anos cometendo abusos sexuais contra a sobrinha.

A investigação teve início em 2025, após a menina descrever os abusos do tio à coordenação pedagógica da escola na qual estudava. Após a instituição comunicar a delegacia, a vítima teria sido desacreditada pela própria família.

De acordo com a delegada Aline Lopes, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Goiás (DPCA-GO), a vítima descreveu diversas vezes aos familiares os abusos que sofria por parte do tio. No entanto, ninguém acreditava no relato.

A delegada conta que os parentes agrediam a criança e a colocavam de castigo por achar que ela estava mentindo.

“Em outras oportunidades, ela já tinha contado pros familiares, o avô a agrediu a ponto dela desmaiar. E a avó também já tinha colocado de castigo. A esposa do investigado já tinha flagrado ele nu com a menina, e ele inventava uma desculpa e sempre negava. Então os familiares preferiram acreditar nele, que negava a todo momento”, afirmou Aline Lopes.

Desacreditada pela própria família, a menina de 8 anos tomou uma atitude. Após o tio forçá-la a fazer sexo oral, a criança guardou o material biológico dele e entregou para outros familiares, que denunciaram à polícia.

Na delegacia, a criança relatou que sofria abusos desde 5 ou 6 anos de idade e acrescentou que os crimes se agravaram com o decorrer do tempo. Segundo a DPCA, a menina também disse que quando tentava se afastar ou gritar, o tio a sufocava e a ameaçava de morte.

O Ministério Público e a Justiça acataram o pedido da prisão preventiva do abusador, além de realizar busca e apreensão na casa dele. No local, os agentes realizaram a abordagem do suspeito, que negou ter cometido os crimes contra a sobrinha.

Após ser comunicado de que os investigadores tiveram acesso ao esperma dele, o homem admitiu o crime e foi encaminhado à delegacia. O criminoso responderá por estupro vulnerável.

De acordo com a delegada Aline Lopes, os familiares da vítima também serão responsabilizados e vão responder pelo crime de estupro de vulnerável, na forma omissiva.

O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu um novo alerta de chuvas intensas para Alagoas, com grau de severidade classificado entre perigo potencial e perigo. O aviso teve início às 9h13 desta terça-feira (30) e segue válido até as 23h59 de hoje.

De acordo com o órgão, a previsão é de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo chegar a 50 mm por dia, além de ventos intensos com velocidade entre 40 e 60 km/h. Apesar disso, o risco é considerado baixo para ocorrências como corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

O Inmet orienta que, em caso de rajadas de vento, a população evite se abrigar debaixo de árvores, devido ao risco de quedas e descargas elétricas, e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Também é recomendado evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

Em situações de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros pelo número 193.

Municípios incluídos no alerta:

Água Branca, Anadia, Arapiraca, Atalaia, Barra de Santo Antônio, Barra de São Miguel, Batalha, Belém, Belo Monte, Boca da Mata, Branquinha, Cacimbinhas, Cajueiro, Campestre, Campo Alegre, Campo Grande, Canapi, Capela, Carneiros, Chã Preta, Coité do Nóia, Colônia Leopoldina, Coqueiro Seco, Coruripe, Craíbas, Delmiro Gouveia, Dois Riachos, Estrela de Alagoas, Feira Grande, Feliz Deserto, Flexeiras, Girau do Ponciano, Ibateguara, Igaci, Igreja Nova, Inhapi, Jacaré dos Homens, Jacuípe, Japaratinga, Jaramataia, Jequiá da Praia, Joaquim Gomes, Jundiá, Junqueiro, Lagoa da Canoa, Limoeiro de Anadia, Maceió, Major Isidoro, Maragogi, Maravilha, Marechal Deodoro, Maribondo, Mar Vermelho, Mata Grande, Matriz de Camaragibe, Messias, Minador do Negrão, Monteirópolis, Murici, Novo Lino, Olho d'Água das Flores, Olho d'Água do Casado, Olho d'Água Grande, Olivença, Ouro Branco, Palestina, Palmeira dos Índios, Pão de Açúcar, Pariconha, Paripueira, Passo de Camaragibe, Paulo Jacinto, Penedo, Piaçabuçu, Pilar, Pindoba, Piranhas, Poço das Trincheiras, Porto Calvo, Porto de Pedras, Porto Real do Colégio, Quebrangulo, Rio Largo, Roteiro, Santa Luzia do Norte, Santana do Ipanema, Santana do Mundaú, São Brás, São José da Laje, São José da Tapera, São Luís do Quitunde, São Miguel dos Campos, São Miguel dos Milagres, São Sebastião, Satuba, Senador Rui Palmeira, Tanque d'Arca, Taquarana, Teotônio Vilela, Traipu, União dos Palmares e Viçosa.

Com a proximidade da Páscoa, muitos trabalhadores brasileiros buscam clareza sobre o calendário de folgas de abril de 2026. Embora a Semana Santa seja um dos períodos religiosos mais tradicionais do país, o feriado nacional oficial restringe-se apenas à Sexta-Feira da Paixão, que este ano ocorre em 3 de abril. Dias como a Quinta-Feira Santa e o Sábado de Aleluia dependem de convenções coletivas ou decretos locais para a dispensa do expediente.

Fim de semana de Páscoa: o Sábado de Aleluia e o Domingo de Páscoa são dias úteis normais para quem possui escala de trabalho regular.

Calendário de abril: além da Páscoa, o mês conta com o feriado de Tiradentes (21), que cairá em uma terça-feira, permitindo “enforcamento”.

O artigo 2º da Lei 9.093/95 é claro ao estabelecer a Sexta-Feira Santa como a data magna religiosa. Para os demais dias da semana, a regra é de dia útil. No entanto, é comum que repartições públicas e algumas empresas adotem o ponto facultativo na quinta-feira, o que deve ser consultado individualmente em cada contrato ou acordo de categoria.

O domingo de Páscoa, celebrado em 5 de abril, é uma data comemorativa religiosa e não é classificada legalmente como feriado nacional

Feriados em abril

O mês de abril de 2026 será particularmente generoso com os períodos de descanso. Após o feriado da Paixão de Cristo em uma sexta-feira, o país terá a celebração de Tiradentes em 21 de abril, uma terça-feira.

Existem ainda variações regionais importantes que o trabalhador deve monitorar. No estado do Rio de Janeiro, por exemplo, 23 de abril (quinta-feira) é feriado estadual em homenagem a São Jorge. No Espírito Santo, o feriado de Nossa Senhora da Penha ocorre em 28 de abril, uma terça-feira.

Vale ressaltar que datas como o Dia dos Povos Indígenas (19/4) e o Descobrimento do Brasil (22/4) são consideradas datas comemorativas históricas, mas não preveem a suspensão do expediente de trabalho. Para quem atua em serviços essenciais durante os feriados nacionais de 3 e 21 de abril, a legislação prevê o pagamento de horas extras em dobro ou a compensação com folga posterior.

Dados parciais de 2026, entre janeiro e 19 de março, revelam que 143 condutores foram presos por embriaguez ao volante em Alagoas. O levantamento da Polícia Militar de Alagoas (PMAL) confirma a tendência de crescimento nas ocorrências, já observada no comparativo entre 2024 e 2025.

O recorte indica uma média mensal de aproximadamente 55 prisões, acima das 46 registradas em 2025 — um aumento de nove capturas por mês, equivalente a 20% no ritmo das intervenções.

Um dos casos recentes ocorreu no dia 17 de março, no bairro Cidade Universitária, em Maceió. Um motorista de 30 anos, que conduzia um Volkswagen Gol, colidiu contra um muro e derrubou parte da estrutura. Ele alegou falha nos freios, mas apresentava sinais de alteração da capacidade psicomotora. O condutor se recusou a fazer o teste do etilômetro, foi preso e encaminhado à Central de Flagrantes.


				Prisões por embriaguez ao volante crescem 20% em Alagoas em 2026 e acendem alerta no trânsito
Prisões por embriaguez ao volante crescem 20% em Alagoas em 2026 e acendem alerta no trânsito. — Foto: PM/AL

Das 143 ocorrências registradas neste ano, 71 foram em Maceió. No interior, municípios como Palmeira dos Índios, Arapiraca, União dos Palmares e Delmiro Gouveia também aparecem com registros relevantes, demonstrando a distribuição das ações em todo o Estado.

Segundo o comandante-geral da PM-AL, coronel Paulo Amorim, os números refletem a intensificação da fiscalização. “Maceió concentra grande fluxo de veículos, o que exige ações permanentes. No interior, esse trabalho vem sendo ampliado para fortalecer a prevenção de acidentes”, destacou.


				Prisões por embriaguez ao volante crescem 20% em Alagoas em 2026 e acendem alerta no trânsito
Prisões por embriaguez ao volante crescem 20% em Alagoas em 2026 e acendem alerta no trânsito. — Foto: PM/AL

O aumento das prisões por embriaguez ao volante também tem revelado um conjunto mais amplo de infrações no trânsito. Entre 2024 e 2025, houve crescimento de 14% nos flagrantes, passando de 486 para 553 registros.

Relatórios do Batalhão de Polícia de Trânsito e do Batalhão de Polícia Rodoviário apontam que, durante as abordagens, é comum identificar outras irregularidades, como CNH vencida, veículos em situação irregular, desacato e resistência.

Em 2024, operações resultaram em 64.538 autos de infração. Já em 2025, esse número saltou para 78.770 — um aumento de 22%. No mesmo período, a quantidade de veículos removidos também cresceu, passando de 3.601 para 5.170.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, o crime de embriaguez ao volante é caracterizado quando o teste do bafômetro aponta índice igual ou superior a 0,34 mg/L de álcool. Nesses casos, o motorista pode ser preso em flagrante, com pena de seis meses a três anos de detenção, além de multa e suspensão do direito de dirigir.

Para o comando do Batalhão Rodoviário, o aumento dos índices reflete o trabalho contínuo de fiscalização e prevenção. As ações são planejadas com base em dados de sinistros e ocorrências, permitindo direcionar equipes para áreas mais críticas e reforçar a segurança nas rodovias e vias urbanas de Alagoas.

 

A Prefeitura de Palmeira dos Índios avança em obras estruturantes no Conjunto José Maia Costa e reforça o compromisso com a melhoria da mobilidade urbana e da qualidade de vida dos moradores. As intervenções na localidade têm como foco principal a pavimentação e a drenagem, medidas essenciais para garantir mais segurança, trafegabilidade e valorização da região.

Um dos destaques é a finalização da Rua Vereador Antônio Balbino, concluída em janeiro de 2026, que já proporciona melhores condições de acesso para a população. Além disso, a gestão municipal mantém fiscalização constante das obras de  e asseguram que os serviços sigam com qualidade e dentro do cronograma estabelecido.

A prefeita Tia Júlia destacou a importância das ações para o desenvolvimento da cidade. “O nosso compromisso é levar infraestrutura de verdade para todos os bairros. No Conjunto José Maia Costa, estamos garantindo pavimentação, drenagem e acompanhando tudo de perto, por meio das secretarias municipais de Infraestrutura e de Urbanismo, porque sabemos que essas obras transformam a vida das pessoas. É mais dignidade, mais mobilidade e mais qualidade de vida para a nossa população”, afirmou a prefeita.

A obra da Via Sacra localizada na Serra do Goiti segue em ritmo avançado e já se consolida como um dos principais projetos de fortalecimento do turismo religioso em Palmeira dos Índios. Produzida pelo artista plástico Ranilson Viana, a iniciativa foi iniciada ainda na gestão do então prefeito Júlio Cezar e agora entra em fase final.

Com um trabalho minucioso e rico em detalhes, o percurso retrata os últimos momentos de Jesus Cristo até a crucificação no Calvário e forma o Caminho Sagrado da fé. A Via Sacra se integrará a outros importantes pontos religiosos da região, como os santuários do Cristo Redentor e da Mãe do Amparo e ampliará o potencial turístico e espiritual do local.

Nesta nova etapa, a obra foi enriquecida com a incorporação de novos elementos, que já chegaram ao município, e começaram a ser instalados desde a semana passada. As intervenções seguem em andamento e a previsão é de que todo o complexo seja concluído até agosto, mês da Emancipação Política da cidade.

Após a conclusão próxima da obra, a expectativa é de que o espaço se torne um dos principais destinos de peregrinação da região e atraia visitantes durante todo o ano, especialmente em períodos como a Semana Santa.

A prefeita Tia Júlia destacou a importância da obra para o município e para a valorização da fé e da cultura local. “Estamos finalizando um projeto que representa não apenas a religiosidade do nosso povo, mas também um grande impulso para o turismo de Palmeira dos Índios. A Via Sacra da Serra do Goiti será um espaço de reflexão, fé e visitação, fortalecendo a nossa identidade e movimentando a economia local”, afirmou a prefeita.

 

Daqui a quatro anos, em 2030, o governo brasileiro espera ter zerado o desmatamento ilegal no país. Uma meta ambiciosa, mas que mesmo assim pode ser insuficiente para zerar as emissões líquidas de gases do efeito estufa, alvo perseguido para 2050.

Para algumas organizações, não basta parar de desmatar – é necessário também reflorestar áreas desmatadas e degradadas. E não falta espaço para isso: segundo estimativas oficiais, o Brasil tem cerca de 100 milhões de hectares de pastos com algum grau de degradação que poderiam ser recuperados – cerca de 12% do território nacional.

O próprio governo estabeleceu como meta restaurar 12 milhões de hectares até 2030. A promessa surgiu em 2015, durante a Conferência do Clima da ONU em Paris, a COP21, que resultou no Acordo de Paris, e foi reafirmada em 2024 no Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa.

O reflorestamento é importante pois as matas absorvem de 25% a 30% das emissões globais – com mais florestas, mais perto ficamos da emissão líquida zero de gases do efeito estufa, passo necessário para reduzir os eventos climáticos extremos que provocam perda de biodiversidade, crise agrícola e deslocamentos forçados.

Um estudo do Instituto Escolhas, publicado em 2023, estimou que restaurar os 12 milhões de hectares removeria 4,3 bilhões de toneladas de CO2 da atmosfera – equivalente a dois anos do total de emissões de gases do efeito estufa pelo Brasil.

Custo alto, verbas insuficientes

O problema é que restaurar florestas é muito mais caro que protegê-las, e as verbas públicas para essa finalidade são escassas. Segundo o estudo do Instituto Escolhas, restaurar 12 milhões de hectares custaria R$ 228 bilhões, o que equivale ao orçamento federal de 2026 para ações e serviços de saúde.

Sem recursos suficientes, o reflorestamento engatinha. Uma estimativa do Observatório da Restauração e Reflorestamento da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura apontou que cerca de 150 mil hectares haviam sido incorporados em projetos de restauração florestal de 2022 a 2024, menos de 2% da meta nacional.

Governos, organizações civis e setor privado vêm tentando desenvolver modelos de reflorestamento economicamente viáveis, que envolvam, por exemplo, a venda de créditos de carbono, a comercialização de produtos extraídos da mata ou a combinação de restauro florestal com cultivo de árvores para a indústria papeleira.

Articulação de interesses

Uma iniciativa nesse sentido surgiu na cúpula do G20 realizada em novembro de 2024 no Rio de Janeiro, durante a presidência rotativa brasileira. Lá foi lançada a Coalizão Brasil para o Financiamento da Restauração e da Bioeconomia (BRBFC), que busca acelerar o reflorestamento por meio da articulação do poder público com o setor privado.

A ideia subjacente é que reflorestar pode ser uma atividade que gera recursos e empregos, se houver regras e ambiente institucional favoráveis. O estudo do Instituto Escolhas projeta, por exemplo, que restaurar 12 milhões de hectares poderia gerar uma receita de R$ 776,5 bilhões, de fontes variadas como créditos de carbono, venda de madeira e produção de alimentos.

Um dos membros do comitê diretor da BRBFC é Jack Hurd, diretor da agenda do sistema terrestre do Fórum Econômico Mundial e da Aliança para as Florestas Tropicais. Ele afirma à DW que há uma “oportunidade muito grande para restauração florestal no Brasil” e que o país tem “o conhecimento, as ferramentas e a base agrônoma para liderar nesse setor”.

Outra instituição que vem dando prioridade ao tema é o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A agenda de restauração florestal é um dos eixos da estratégia da entidade para o Brasil até 2027, diz à DW Katia Fenyves, especialista em mudança climática e sustentabilidade do BID.

“A redução do desmatamento é uma pauta necessária, mas a restauração também é algo indispensável – temos um cenário de emissões acumuladas historicamente e um contexto de degradação florestal”, afirma Fenyves. “Há uma necessidade de remoção adicional de carbono (da atmosfera), que só é possível com restauração da vegetação.”

Além de capturar carbono, restaurar florestas ajuda na segurança hídrica e na resiliência para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas. “A escala é bastante grande e, para o tempo que temos para cumprir as metas, a mobilização do capital privado é fundamental”, diz Fenyves.

Modelos em desenvolvimento

Hurd, do BRBFC, vê três modelos possíveis para restaurar florestas com apoio de capital privado de forma economicamente sustentável. Uma forma é assumir uma área degradada, restaurá-la e depois vender os créditos de carbono das árvores que crescerem, de forma a cobrir os custos da restauração e eventualmente dar algum lucro à empresa ou organização envolvida no projeto.

Isso já vem sendo feito por algumas empresas brasileiras, como a Biomas, a Mercuria e a re.green – esta última foi um dos vencedores do Prêmio Earthshot Prize de 2025, concedido pelo príncipe britânico William.

Alinhado a isso, o governo brasileiro realizará nesta quarta-feira (25/03), na B3, seu primeiro leilão de concessão de uma floresta pública a ser restaurada pela empresa vencedora. Será a Floresta Nacional (Flona) do Bom Futuro, que fica no norte de Rondônia e margeia a Terra Indígena Karitiana.

A Flona tem 98 mil hectares, dos quais 14 mil sofreram desmatamento e deverão ser restaurados – os outros 84 mil deverão ser conservados. A concessão terá como prazo 40 anos, e a empresa vencedora poderá vender os créditos de carbono da atividade e promover o comércio sustentável de produtos da floresta.

Uma experiência semelhante já está em prática em nível estadual no Pará, que concedeu parte da Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu a uma empresa privada para restauração. O contrato foi assinado em julho de 2025, envolve uma área de 10,3 mil hectares e prazo de 40 anos. A empresa vencedora foi a Systemica, que poderá vender os créditos de carbono, e o projeto contou com uma garantia multilateral dada pelo BID.

No entanto, o mercado desses créditos de carbono sofre críticas sobre seus métodos de validação e abrangência e ainda está em consolidação – o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE) foi regulamentado apenas em 2024.

Outra forma de fazer restauração florestal e gerar receitas para sustentar a atividade é, além de vender os créditos de carbono, integrar uma atividade econômica sustentável à área, como plantações de cacau, café ou açaí.

Créditos de carbono para big techs?

Um terceiro modelo citado por Hurd é assumir grandes áreas degradadas, destinar parte delas ao plantio de árvores de rápido retorno comercial, como eucaliptos usados na indústria papeleira, e usar parte do lucro dessa atividade para cobrir o custo da restauração da outra parte da área e vender os créditos de carbono.

Um exemplo dessa abordagem está sendo colocado em prática pelo banco BTG Pactual em parceria com a ONG Conservation International, que busca proteger, restaurar e reflorestar áreas degradadas no Brasil – a iniciativa recebeu em dezembro de 2025 um aporte de R$ 300 milhões do BNDES.

Nesse modelo, metade de áreas degradadas adquiridas no Cerrado é destinada ao plantio de eucaliptos e a outra metade é restaurada, e os créditos de carbono são vendidos no mercado. Em 2024, o BTG Pactual anunciou grandes acordos para vender créditos de carbono à Meta, entregues até 2038, e à Microsoft, entregues até 2043.

Esse esquema é alvo de críticas de alguns ambientalistas, que apontam para os riscos da introdução no Cerrado de espécies exóticas como o eucalipto e a pressão sobre as bacias hidrográficas.

Viabilidade a ser comprovada

Apesar do otimismo com o potencial de o Brasil explorar os diferentes modelos para avançar no reflorestamento, Hurd ressalta que o país precisaria melhorar a segurança jurídica em questões fundiárias e que falta clareza sobre aspectos tributários da atividade.

Fenyves, do BID, também pondera que esses modelos são relativamente novos e que ainda é necessário provar a sua viabilidade. “Há uma percepção de risco relativamente alta para que esses investimentos ocorram para além de uma escala piloto, mas estamos num caminho de consolidação”, afirma.

Mesmo assim, “muitas pessoas estão olhando para o Brasil indicar o caminho adiante”, afirma Hurd. Ele diz que o Fórum Econômico Mundial já teve conversas com interessados em montar uma coalizão semelhante à BRBFC na Indonésia – que também tem uma grande extensão de áreas florestais degradadas.

A mansão construída por Anita Harley, herdeira da Pernambucanas, no bairro da Aclimação, em São Paulo, aparece como um dos bens mais valiosos no documentário "O Testamento: O Segredo de Anita Harley", do Globoplay.

Como é o imóvel?
A mansão é avaliada em cerca de R$ 50 milhões.

A casa soma 96 cômodos, com 37 banheiros e cinco cozinhas. Imagens aéreas exibidas na série mostram a área externa com muito verde.

Com jardim amplo, o terreno tem piscina e dois terraços. O imóvel está em uma rua discreta e afastada da parte mais movimentada da Aclimação.

Sônia Soares, conhecida como Suzuki e funcionária de Anita, aparece em uma sala com grande escadaria no documentário. Lá ela apresenta sua versão sobre a história do imóvel.

Suzuki diz que a mudança para a casa veio depois de uma busca sem sucesso por hotéis. "Eu procurei vários hotéis. Não tinha nada igual", afirma no documentário.

Ela conta que a ideia foi construir um lugar pensado para elas duas. "Então [falamos]: 'Vamos construir um lugar para nós? Vamos.' E aí, eu escolhi um château (castelo), que nós gostávamos muito de comer croissant e ficar olhando e dizendo: 'Nossa, é uma casa de gente feliz'", diz.

 

Por que a mansão entrou na disputa

A casa virou peça central de uma briga judicial ligada à curatela e ao patrimônio de Anita. A empresária sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e está em coma desde 2016, e o documentário aborda versões de pessoas que disputam decisões sobre seus cuidados e bens.

Hoje, Suzuki mora na mansão e afirma que o imóvel foi doado a ela por Anita. O advogado Daniel Silvestri, que a representa, sustenta que a doação foi formalizada em cartório em 2009. Outros entrevistados, porém, questionam a transferência do imóvel.

O documentário relata que Anita morou por anos no Hotel Ca'd'Oro, na Rua Augusta. Suzuki e outros funcionários também chegaram a viver no local.

A mudança para a mansão teria ocorrido quando o hotel passou por reforma. A partir daí, Anita foi para a residência na Aclimação, que hoje integra o conjunto de bens discutidos na Justiça.

Uma mulher de 24 anos foi presa por matar e depois decapitar o atual companheiro, de 32, no apartamento onde vivia com os filhos — de 3 e 6 anos —, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. A própria acusada avisou os familiares, inclusive enviando fotos e vídeos do crime.

Paula Ellen Neves da Silva afirmou, em depoimento às polícias Civil e Militar, ter matado Daniel dos Santos por um suposto assédio a um dos filhos dela (veja fotos da acusada e vítima em destaque).

Além disso, ela confirmou que vinha se relacionando há dois meses com a vítima, e que ambos passaram a noite consumindo álcool e drogas, na companhia de um amigo da mulher, que foi embora 1h30 antes do assassinato.

Assédio ao filho

Segundo a polícia, Paula diz ter fingido que estava dormindo, no chão da sala, ao lado do sofá onde a vítima estava. Em dado momento, ela viu o companheiro abrir a fralda do filho dela. Ela declarou que reagiu imediatamente, pegando uma faca e golpeando o atual companheiro.

Durante o ataque, a vítima teria reagido e utilizado uma faca de serra para ferir a mão da acusada.

Paula contou que, após matar o companheiro, o decapitou. Ela arrastou o corpo do sofá para o banheiro. Em seguida, ligou para o ex-marido, pai das crianças, além da mãe e o irmão, para comunicar sobre o assassinato.

Quando os policiais militares (PMs) chegaram ao imóvel, o local do crime tinha sido parcialmente limpo – chão e o sofá, além da faca usada para a decapitação foram lavados. A cabeça da vítima foi encontrada dentro de uma mochila.

Mulher avisou os parentes

Em depoimento, o ex-marido disse que só acreditou no relato da mulher após ver fotos e um vídeo enviados por ela. Ele contou que os filhos estavam no apartamento, mas não esclareceu se as crianças presenciaram o crime.

A mãe de Paula afirmou à polícia que a acusada é “sempre mexeu com drogas”. Ela também mostrou à polícia os diálogos com a filha pelo celular.

O caso é investigado pela Polícia Civil como homicídio, fraude processual e destruição e/ou ocultação de cadáver. O delegado solicitou à Justiça conversão da prisão em flagrante para preventiva por não considerar elementos suficientes para uma suposta legítima defesa.

Com o passar dos anos, é normal perceber que nosso sono muda. Dormimos menos horas, acordamos mais vezes durante a noite e temos mais dificuldade para pegar no sono. Na verdade, existe uma ideia generalizada de que os idosos precisam de menos descanso noturno.

Mas as evidências científicas sugerem que o problema não é uma menor necessidade, mas uma menor capacidade de gerar um sono profundo e contínuo. O cérebro envelhecido continua precisando descansar, mas tem mais dificuldade para fazê-lo bem. Ele continua “dormindo”, mas de forma mais superficial. É como se o interruptor que mantém o sono estável perdesse firmeza com o passar do tempo.

O que ocorre no cérebro

Um dos principais fatores para o pior descanso com o avanço da idade é a perda de estabilidade do sistema que regula o sono e a vigília. No cérebro jovem, esse sistema funciona como um interruptor firme: ou estamos acordados ou estamos dormindo. À medida que envelhecemos, alguns neurônios responsáveis por promover e manter o sono vão se perdendo, e outros que sustentam a vigília também se enfraquecem. Como consequência, o cérebro muda de estado com maior facilidade, o que favorece um sono mais leve e fragmentado.

A isso se soma o envelhecimento do relógio biológico. O núcleo supraquiasmático, um grupo de neurônios que coordena os ritmos circadianos de todo o organismo, continua funcionando, mas o dia se torna mais curto e seu “fim” se antecipa. Além disso, seu sinal se torna menos intenso. Isso faz com que os idosos tendam a adormecer e acordar mais cedo, e explica por que o sono noturno é menos consolidado e mais sensível a estímulos externos, ao mesmo tempo em que aumenta a sonolência durante o dia. O cérebro recebe um sinal menos claro de quando deve dormir e quando deve permanecer acordado.

Outra mudança importante afeta a chamada pressão do sono, que se acumula ao longo do dia e nos leva a dormir à noite, e que depende em parte de uma substância conhecida como adenosina. Com o envelhecimento, o cérebro continua acumulando cansaço, mas responde pior a esse sinal. Embora a necessidade de dormir continue existindo, é mais difícil traduzi-la em um sono profundo e contínuo.

Além disso, esse sono profundo, fundamental para a recuperação cerebral, também é diretamente afetado pelas mudanças estruturais do cérebro. Essa fase do sono é gerada principalmente nas regiões frontais, que com a idade perdem espessura e conexões. Como resultado, as ondas cerebrais lentas que caracterizam o sono profundo tornam-se mais fracas e menos frequentes — especialmente no início da noite —, quando antes eram mais abundantes.

Durante o sono, o cérebro também emite sinais breves que ajudam a consolidar as memórias do dia. Com o envelhecimento, esses sinais diminuem e se coordenam pior com o sono profundo. Isso contribui para que a aprendizagem e a memória se tornem menos eficientes, mesmo em idosos saudáveis.

Por fim, o envelhecimento afeta as conexões que permitem que as diferentes regiões do cérebro trabalhem de forma sincronizada durante a noite. Embora os neurônios que geram o sono continuem presentes, seus sinais se propagam com menos eficácia. O resultado é um sono menos profundo, mais fragmentado e menos reparador.

É importante destacar que, embora o sono do idoso saudável seja mais frágil, essas mudanças não implicam necessariamente em problemas cognitivos, mas são consideradas parte natural do envelhecimento fisiológico do cérebro.

Nem tudo é biologia

A essas mudanças biológicas somam-se fatores não estritamente cerebrais que influenciam de forma decisiva o sono do idoso e que, muitas vezes, interagem com os mecanismos neurobiológicos já descritos. A perda de rotinas diárias, como horários de trabalho regulares, atividade física estruturada ou exposição constante à luz natural, enfraquece os sinais externos que ajudam a sincronizar o relógio biológico, ampliando a fragmentação do sono.

Nesta fase da vida, são mais frequentes distúrbios do sono como a insônia e a apneia obstrutiva do sono, que vão fragmentá-lo. Ao mesmo tempo, uma maior incidência de doenças crônicas, como dor persistente, doenças cardiovasculares ou respiratórias e distúrbios do humor, provoca despertares noturnos adicionais e reduz a continuidade do descanso.

A isso se soma o uso frequente de medicamentos que, embora necessários, podem alterar a arquitetura do sono: desde hipnóticos e ansiolíticos que modificam o sono profundo, até antidepressivos, betabloqueadores ou diuréticos que interferem no início, na estabilidade ou na continuidade do sono.

Em conjunto, esses fatores atuam como moduladores que, por si sós, não explicam o envelhecimento do sono, mas podem intensificá-lo e torná-lo clinicamente relevante quando se sobrepõem a um cérebro já mais vulnerável.

Quando o sono deixa de ser “normal”: deterioração cognitiva e demência

Nos últimos anos, tem-se acumulado evidências crescentes sobre os efeitos nocivos da privação do sono e dos distúrbios do sono na saúde cerebral. Dormir mal não está associado apenas a um pior desempenho cognitivo a curto prazo, mas também a um maior risco de deterioração cognitiva e demência a longo prazo.

Esse interesse crescente colocou em foco o sono dos idosos, uma fase da vida em que o descanso muda de forma quase universal. Mas um dos maiores desafios atuais é traçar uma linha clara entre as alterações do sono que fazem parte do envelhecimento normal, sem consequências físicas ou mentais negativas, e aquelas que podem constituir uma manifestação precoce de processos neurodegenerativos ainda subclínicos. Diante de uma pessoa que, com a idade, começa a perceber uma piora nas características do seu sono (mais despertares, sono mais superficial, etc.), não existem biomarcadores que permitam determinar se essas são mudanças normais e esperadas com a idade ou se, de fato, trata-se de uma manifestação de processos neurodegenerativos.

Embora seja normal que o sono se torne mais leve com a idade, algumas alterações vão além do esperado e podem indicar um envelhecimento cerebral não saudável. Um dos principais sinais de alerta é uma fragmentação acentuada e progressiva do sono, com múltiplos despertares noturnos prolongados e uma sensação persistente de descanso não reparador, mesmo quando o tempo total na cama é adequado. Ao contrário do envelhecimento normal, nesses casos o sono perde estabilidade e continuidade.

Outro sinal relevante é o aparecimento ou o agravamento rápido da sonolência diurna excessiva, especialmente quando interfere nas atividades cotidianas ou surge de forma desproporcional em relação às horas dormidas. Esse padrão sugere uma perda da capacidade do sono de cumprir sua função restauradora.

Do ponto de vista neurocognitivo, é especialmente preocupante a coexistência de distúrbios do sono com alterações cognitivas sutis, como dificuldades recentes de memória, atenção ou aprendizagem, mesmo que ainda não atendam aos critérios de deterioração cognitiva. Estudos indicam que essa combinação pode refletir processos neurodegenerativos incipientes.

Também são considerados sinais de alarme alterações qualitativas do sono, mais do que seu simples encurtamento: desaparecimento quase completo do sono profundo, redução clara do sono REM ou uma inversão progressiva do ritmo sono-vigília, com maior atividade noturna e sonolência diurna. Esses padrões não são típicos do envelhecimento saudável.

Por fim, merece atenção a necessidade crescente de uso de hipnóticos ou sedativos para dormir, bem como a perda brusca de eficácia de tratamentos que antes funcionavam. Nesses casos, o problema geralmente não é apenas de insônia, mas de uma alteração subjacente dos mecanismos cerebrais do sono. Todos esses sinais, por si sós, não permitem diagnosticar uma doença neurodegenerativa, mas indicam a conveniência de avaliar o sono como um possível marcador precoce de risco, especialmente quando as mudanças são recentes, progressivas e associadas a alterações cognitivas.

Alagoas deve enfrentar um novo período de chuvas intensas já nas próximas horas, com previsão de continuidade até esta terça-feira (31), segundo atualização da Sala de Alerta da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh). O cenário mantém o estado em nível de atenção, especialmente nas regiões mais afetadas nos últimos dias.

De acordo com o coordenador da Sala de Alerta do órgão, Vinícius Pinho, a chuva começa a ganhar força inicialmente pelo Litoral Sul do Estado e, ao longo do dia, avança para a Região Metropolitana de Maceió, seguindo em direção ao interior. A expectativa é de aumento gradual da intensidade ainda pela manhã, com picos entre o fim da manhã e o início da tarde.

“A gente tem sim previsão de chuva já para as próximas horas. Ela deve cair com mais intensidade começando pelo Litoral Sul, depois se estendendo pela Região Metropolitana e avançando pelo Estado ao longo da tarde”, explicou.

A previsão indica volumes significativos de chuva ao longo de todo o dia, com persistência das instabilidades pelo menos até amanhã. O alerta é maior para as regiões do Litoral, Zona da Mata e parte do Agreste, áreas que já registraram altos acumulados recentemente.

Nessas localidades, o solo encharcado aumenta o risco de alagamentos, deslizamentos de terra e elevação do nível de rios e lagoas. Por isso, a recomendação é de atenção redobrada, principalmente para moradores de áreas consideradas vulneráveis.

Imagens do radar meteorológico de Maceió já mostram a aproximação das instabilidades. Áreas de chuva, indicadas por manchas em verde e amarelo, avançam em direção à costa alagoana, com núcleos mais intensos próximos da capital.

Equipes seguem monitorando a situação em tempo real, e novos avisos podem ser emitidos conforme a evolução das condições climáticas.

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