
A falta de ar costuma ser associada a problemas pulmonares, crises de ansiedade ou doenças cardíacas comuns. No entanto, em situações raras, o sintoma também pode estar ligado ao câncer no coração, condição incomum, mas que exige atenção quando os sinais persistem.
Segundo o oncologista Tiago Kenji, do Hospital Santa Paula, da Rede Américas, tumores que surgem diretamente no músculo cardíaco são extremamente raros. Já o acometimento do pericárdio, membrana que envolve o coração, pode ser um pouco mais comum.
“O tumor no próprio músculo do coração é muito raro. Já o pericárdio, que é a membrana que recobre o órgão, pode ser afetado com mais frequência, especialmente quando há câncer em outras partes do corpo”, explica.
O pericárdio funciona como uma espécie de saco que envolve e protege o coração. Por estar próximo de estruturas importantes do tórax, ele pode ser afetado por tumores originados em outros órgãos.
Cânceres como os de mama e pulmão estão entre os que mais podem se espalhar para essa região. Quando isso acontece, pode surgir uma inflamação no pericárdio que leva ao chamado derrame pericárdico, acúmulo de líquido ao redor do coração.
Esse líquido pode comprimir o órgão e dificultar seu funcionamento. Em quadros mais graves, ocorre o chamado tamponamento cardíaco, uma situação de emergência em que o coração tem dificuldade para se encher de sangue e bombear normalmente.
Entre os sinais que podem aparecer, a falta de ar é um dos mais frequentes. Isso acontece porque qualquer problema que comprometa o funcionamento do coração tem o potencial de afetar diretamente a respiração.
O cardiologista Marcelo Bittencourt, da Dasa Genômica, esclarece que tumores cardíacos podem atrapalhar o fluxo normal do sangue dentro do órgão.
“Quando isso ocorre, o paciente pode sentir falta de ar, principalmente durante esforço físico ou ao se deitar. Outros sintomas incluem cansaço, palpitações, tontura, inchaço nas pernas e até episódios de desmaio”, afirma.
Em alguns casos, fragmentos do tumor podem se desprender e provocar embolias, bloqueando vasos sanguíneos em outras partes do corpo.
Um dos grandes desafios no diagnóstico é que os sintomas são muito semelhantes aos de problemas cardíacos ou respiratórios mais comuns.
De acordo com o cardiologista Felix Ramires, do Hospital Samaritano Paulista, a falta de ar, a perda de capacidade física e as palpitações são sinais que também aparecem em diversas doenças pulmonares e cardíacas.
“Como os tumores no coração são raros, eles dificilmente são a primeira suspeita. Muitas vezes o paciente apresenta sintomas muito parecidos com os de insuficiência cardíaca, arritmias ou doenças pulmonares”, explica.
Por isso, o diagnóstico costuma depender de exames de imagem.
Quando há suspeita de alteração no coração, o primeiro exame indicado costuma ser o ecocardiograma, um ultrassom que permite visualizar as estruturas cardíacas.
Dependendo do caso, também podem ser solicitados:
Esses exames ajudam a identificar massas dentro do coração, derrames no pericárdio ou alterações no funcionamento do órgão.
Os especialistas dizem que a falta de ar persistente nunca deve ser ignorada, principalmente quando aparece acompanhada de outros sintomas. Entre os sinais que merecem investigação médica estão:
“Na maioria das vezes a causa da falta de ar não é um tumor no coração. Mas sintomas persistentes precisam sempre ser avaliados. Em oncologia, quanto mais cedo se investiga, maiores são as chances de diagnóstico correto”, reforça Tiago Kenji.
Embora o câncer no coração seja raro, os especialistas destacam que a atenção aos sinais do corpo e a busca por avaliação médica são fundamentais para identificar doenças cardíacas, e outras condições graves, de forma precoce.
E se a Terra tivesse um “irmão gêmeo” em meio ao Universo? De acordo com um novo estudo, pelo menos em tamanho, pesquisadores acharam um exemplar parecido. O exoplaneta – ou seja, que fica fora do nosso Sistema Solar – foi detectado pelo Satélite de Pesquisa de Exoplanetas em Trânsito (TESS, na sigla em inglês) da Nasa.
Na orbita de uma estrela anã vermelha chamada TOI-4616, o planeta foi batizado de TOI-4616 b. Segundo o estudo, o tamanho de seu raio (distância medida do seu centro geométrico até a sua superfície) e massa é parecido com o da Terra, sendo um pouco maior.
TOI-4616 b é mais um planeta descoberto pelo TESS. O satélite da Nasa, lançado em 2018, tem o objetivo de investigar cerca de 200 mil estrelas próximas ao Sol em busca de exoplanetas em trânsito – isto é, exemplares detectados através da diminuição temporária no brilho de seus corpos estelares hospedeiros.
De quase oito mil candidatos a exoplanetas, 760 já foram confirmados pelo satélite da agência norte-americana. A descoberta mais recente contou com a participação de uma equipe com quase 50 cientistas. Os resultados foram publicados em versão pré-print na plataforma digital arXiv em meados de março.
Ao analisar o “gêmeo” da Terra, o TOI-4616 b tem raio cerca de 1,22 raios terrestres, enquanto a massa possui entre 1,5 e 3 massas terrestres. Localizado a 91,8 anos-luz da Terra, ele orbita a estrela hospedeira a cada 37,2 horas – ou seja, os anos passam extremamente rápidos por lá. Estima-se que o planeta seja um mundo rochoso.
Já a anã vermelha orbitada por ele possui cerca de 19% do tamanho e massa do Sol e tem temperatura efetiva de 2.876ºC. Com idade estimada entre 300 e 800 milhões de anos, o corpo estelar é classificado na classe M intermediária, um dos tipos mais comuns do Universo.
“Relatamos a descoberta e a validação estatística de TOI-4616 b, um planeta do tamanho da Terra em trânsito por uma anã M média próxima, observado pelo TESS. Confirmamos a natureza planetária do sinal e determinamos os parâmetros do sistema combinando fotometria do TESS com observações de trânsito em múltiplas bandas feitas da Terra, imagens de alta resolução e espectroscopia óptica/infravermelha próxima”, concluem os pesquisadores.
De acordo com os cientistas, o sistema formado pela estrela e o planeta pode servir de referência para o estudo de outros objetos planetários ao redor de anãs vermelhas de classe M intermediária.
A tumba de uma mulher enterrada com várias relíquias há 3 mil anos foi encontrada na Chechênia, uma das repúblicas da Federação da Rússia. A descoberta foi feita durante escavações realizadas pelo Instituto de Arqueologia da Academia Russa de Ciências (RAS) em 2025. Essas escavações ocorreram em preparação para a reconstrução do gasoduto Novogrozny–Serzhen-Yurt, já que, em 2022, 11 sítios arqueológicos foram detectados na zona da construção planejada.
Em 2025, foram explorados alguns assentamentos, como o Tyalling-2, onde descobriu-se três sepultamentos, conjuntos de cerâmica e ferramentas de pedra e osso, bem como dois complexos residenciais, objetos possivelmente considerados sagrados, entre outros. A datação mostra que estes são da primeira metade do quarto milênio antes de Cristo.

Já no assentamento e cemitério de Khumykskoye-2, 1.619 m² da área total de 2.335 m² foram explorados. O sítio arqueológico — que tem como data estimada entre o século 10 a.C. e a primeira metade do século 8 a.C. — contém um cemitério denso, com sepulturas dispostas em fileiras com espaçamento de cerca de dois metros entre si. Foram examinadas 160 sepulturas encontradas por lá.
Mulher da elite
O cemitério é uniforme, com quase todos os falecidos jazendo agachados sobre o lado esquerdo e a cabeça voltada para o sudeste. "Eles eram acompanhados por um rico e variado conjunto de objetos funerários, incluindo de um a cinco grandes vasos moldados, anéis de bronze para templos, ornamentos trançados de bronze, alfinetes de bronze, pulseiras, anéis de sinete e incrustações para cocares, bem como contas de vidro e osso", afirma o comunicado do instituto.
Alguns conjuntos funerários da necrópole continham até 60 itens. É o caso da tumba de três mil anos encontrada: dentro foram encontrados os restos da mulher sepultada, que tinha 19 pulseiras de bronze nos braços e oito anéis nos dedos. O arqueólogos acreditam que ela tenha sido sepultada de acordo com os costumes da cultura Koban Oriental, já que ela estava deitada de lado e acompanhada por vários objetos além das joias, como cerâmicas e ornamentos pessoais.

Para os pesquisadores, esse nível de ornamentação indica status social, identidade e, possivelmente, significado ritual. Eles sugerem ainda que sepulturas tão ricamente decoradas como esta correspondem à elite ou a papéis culturais específicos desempenhados por mulheres em sociedades caucasianas antigas.
Enquanto as mulheres eram enterradas com joias, os homens foram sepultados com armas, como adagas de bronze, pontas de lança e de flecha.

A casa de Marlon Brendon Coelho Couta da Silva, o MC Poze do Rodo, na Avenida das Américas, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste do Rio, foi invadida por pelo menos oito assaltantes na madrugada desta terça-feira. O artista e amigos que estavam no imóvel foram rendidos pelos bandidos. Segundo relato do músico, todos foram amarrados e agredidos durante cerca de 40 minutos. Os criminosos fugiram levando R$ 2 milhões em joias, celulares, relógios, roupas, perfume e R$ 15 mil em dinheiro.
Poze contou à polícia que assistia à televisão quando, por volta de 2h30, ao menos quatro homens armados com fuzis e pistolas, todos encapuzados, invadiram a casa. Após ele e os amigos serem rendidos, o cantor viu outros quatro bandidos circulando pela residência. Os criminosos alegavam, ainda conforme o artista, que estavam no imóvel a mando de chefes do tráfico de drogas, o que ele viu como uma tentativa de enganá-lo.
Em seguida, de acordo com Poze, os assaltantes amarraram todos que estavam na casa e começaram uma sessão de agressões, com socos e chutes. O cantor afirmou ainda que os bandidos gravaram o crime. O artista contou que acredita que os criminosos tentam conseguido acessar sua casa por meio de uma área de mata.
Policiais militares do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) foram para o local e isolaram a residência para uma perícia.
Segundo a Polícia Civil, a investigação da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) sobre o assalto já está em andamento. "A perícia foi feita no local, e os agentes realizam diligências, incluindo a busca por imagens de câmeras de segurança, para apurar as circunstâncias do crime e identificar todos os envolvidos", disse a corporação em nota.

Um petroleiro kuwaitiano foi atingido na madrugada desta terça-feira (31/3) por um projétil lançado a partir do Irã enquanto estava no porto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, segundo a Corporação Petrolífera do Kuwait.
A companhia informou que o ataque provocou um incêndio e diversos danos no petroleiro. O impacto não deixou feridos e vítimas.
As autoridades de Dubai asseguraram não haver feridos nem derramamento de petróleo.
A empresa Kuwait Oil Corporation informou que o petroleiro estava totalmente carregado com petróleo bruto no momento do ataque.

Drones
O Irã lança mísseis e drones todas as noites contra alvos americanos e israelenses em países do golfo Pérsico em retaliação ao ataque de Washington e Tel Aviv contra Teerã.
Pouco antes, a agência de Operações Comerciais Marítimas do Reino Unido (UKMTO) informou sobre um ataque contra uma embarcação a 31 milhas náuticas a noroeste de Dubai (cerca de 57 quilômetros).
Desde 28 de fevereiro, quando começou a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, a UKMTO relatou 24 incidentes em navios ao redor do estreito de Ormuz.
Desses 24 incidentes, 16 se referem a projéteis que atingiram as embarcações.
Um aluno de 15 anos atirou nesta segunda-feira (30) contra uma professora em uma escola no estado do Texas, EUA, e foi encontrado morto no local após um disparo autoinfligido.
O caso ocorreu na Hill Country College Preparatory High School, no condado de Comal, a cerca de 48 km de San Antonio, Texas. A ABC News confirmou, com base em informações do gabinete do xerife local, que o adolescente atirou contra a professora dentro da escola, pela manhã.
Professora foi hospitalizada. A emissora também relatou que a docente, cuja identidade não foi revelada, foi conduzida a um hospital de San Antonio. Seu estado de saúde não foi divulgado.
O aluno foi encontrado morto pela polícia. Testemunhas ouvidas pela Associated Press disseram que o adolescente morreu em razão de um disparo autoinfligido. Segundo a agência, nenhuma outra pessoa ficou ferida no ataque.
O jornal San Antonio Express-News também publicou que o adolescente suicidou-se após o ataque, citando autoridades locais.
A escola entrou em lockdown logo após os disparos, e os alunos foram retirados do prédio. A ABC News relatou que os estudantes foram retirados do prédio e já se reencontraram com os pais. A Associated Press acrescentou que o encontro foi realizado em outra escola da região.
A motivação do ataque ainda não foi divulgada. As autoridades disseram que não havia ameaça em andamento após a ocorrência. Essa informação foi publicada pela ABC News com base em comunicado do departamento do xerife.
Manuela Vieira Matos Silva (foto em destaque), de 23 anos, encontrada morta dentro do freezer de uma geladeira, foi assassinada a golpes de faca.
O caso chocou moradores da região pela brutalidade do crime e pelas circunstâncias em que o corpo foi localizado.
A Delegacia de Homicídios de Vitória da Conquista instaurou inquérito policial e conseguiu identificar a autoria e a localização do suspeito.
Na manhã desta segunda-feira (30/3), o principal suspeito do crime, um homem de 28 anos, foi preso nas proximidades da rodoviária de Ilhéus.
Ele foi conduzido à unidade policial, onde teve o mandado de prisão preventiva cumprido.
O suspeito segue custodiado, à disposição do Poder Judiciário, e será recambiado para a cidade de Vitória da Conquista.
A ocorrência foi atendida por policiais da Polícia Militar da Bahia após uma denúncia sobre um possível corpo em uma residência do bairro.
Equipes da 77ª Companhia Independente da Polícia Militar foram enviadas ao endereço. Ao entrarem no imóvel, que estava com as portas abertas, os policiais fizeram buscas no local e localizaram o corpo da jovem dentro de um freezer.
As circunstâncias do crime e a relação entre a vítima e o suspeito ainda são investigadas.
A Polícia Civil trabalha agora para esclarecer o que aconteceu antes da morte da jovem e como o corpo foi colocado dentro do congelador.
A Sony Pictures está desenvolvendo uma nova série sobre a investigação de Jeffrey Epstein, baseada no livro Perversion of Justice: The Jeffrey Epstein Story, da jornalista Julie K. Brown, responsável por trazer o caso à tona.
De acordo com a Variety, a produção será estrelada por Laura Dern (Jurassic Park – O Parque dos Dinossauros), que interpretará a repórter.
A sinopse oficial descreve a obra como “um relato impactante de uma jornalista investigativa que revelou o acordo secreto entre Epstein e promotores federais”.
Inspirada na experiência de Brown no Miami Herald, a trama acompanha anos de investigação, durante os quais a repórter identificou cerca de 80 vítimas, convenceu sobreviventes a falar publicamente e contribuiu para as prisões de Epstein e Ghislaine Maxwell.
Caso avance e seja adquirida por uma emissora, o projeto deve se tornar a primeira série de ficção centrada no caso Epstein.
O caso envolve uma ampla rede de exploração sexual de menores que veio à tona nos Estados Unidos e ganhou repercussão internacional por causa das conexões do financista com empresários, políticos e celebridades.
Epstein foi acusado de abusar e traficar sexualmente dezenas de meninas, muitas delas menores de idade, entre os anos 1990 e 2000. Em 2008, ele fechou um acordo controverso com promotores na Flórida, que o livrou de acusações federais mais graves. Ele cumpriu cerca de 13 meses de prisão em regime considerado brando.
Em julho de 2019, foi preso novamente, desta vez por acusações federais de tráfico sexual. Um mês depois, foi encontrado morto na cela em que ficava no Centro Correcional Metropolitano de Nova York. A morte foi oficialmente classificada como suicídio, mas gerou teorias da conspiração devido à falha nas câmeras de segurança e à ausência de vigilância adequada na noite do ocorrido.
O Parlamento de Israel aprovou nesta segunda-feira (30) uma lei controversa que estabelece a pena de morte como sentença padrão para palestinos condenados, em tribunais militares, por ataques letais.
A medida cumpre uma das principais promessas dos aliados de extrema direita do premiê Binyamin Netanyahu, defensores do endurecimento das punições em casos de violência. Ao mesmo tempo, tem sido alvo de críticas: opositores afirmam que a nova legislação tem caráter seletivo, já que não deverá ser aplicada a israelenses condenados por crimes semelhantes.
A nova lei reflete a guinada à direita de Israel após o ataque liderado pelo Hamas em outubro de 2023 e a subsequente guerra em Gaza. A pena de morte é autorizada no país, porém só duas pessoas foram executadas em seus 78 anos de história, de acordo com o jornal The New York Times.
Cidadãos israelenses também podem ser punidos com a pena capital em casos de ações que visem "negar a existência do Estado de Israel". Especialistas mencionados pela publicação americana, entretanto, avaliam que as chances de aplicação da norma a israelenses judeus são mínimas.
Com a chegada do outono, o nariz entupido se torna mais frequente. Isso ocorre por causa do ar seco, das mudanças de temperatura e do aumento de doenças respiratórias.
O problema está ligado à inflamação das vias nasais, que dificulta a passagem do ar.
Na maioria dos casos, o sintoma é leve. Mas, se persistir, é importante investigar com um especialista.
Em quadros leves, algumas medidas simples já ajudam a melhorar a respiração.
As orientações seguem recomendações do especialistas em otorrinolaringologia Ricardo Landini Lutaif Dolci.
Essas práticas ajudam a diminuir a irritação nasal e facilitam a respiração.
Sim. E essa é uma das formas mais eficazes de aliviar o nariz entupido.
A lavagem com soro fisiológico ajuda a:
O uso pode ser diário, especialmente em períodos de clima seco.
Nem todo caso é simples.
Fique atento se o nariz entupido vier acompanhado de:
Nessas situações, o ideal é procurar avaliação médica.
Alguns cuidados ajudam a evitar o problema.
A prevenção reduz o risco de crises e melhora a qualidade de vida
Embora não seja muito lembrado, exceto quando algo vai mal, o pâncreas é um órgão fundamental para a saúde e bem-estar do corpo como um todo. Segundo a nutricionista Juliana Andrade, colunista do Metrópoles, ele “produz enzimas digestivas e hormônios como a insulina, responsável por controlar a glicose no sangue”.
Não cuidar da região corretamente pode gerar consequências como diabetes tipo 2, pancreatite e até aumento do risco de câncer pancreático. E você sabe quais alimentos têm efeito contrário, ou seja, preservam a saúde do pâncreas? Tome nota!
Conforme elucida Juliana, grande parte dos danos ao pâncreas está relacionada ao estilo de vida, e podem ser evitados. Ou seja, com ajustes na dieta, os resultados são menos inflamações.

“O pâncreas sofre principalmente com sobrecarga metabólica. Isso acontece quando o corpo precisa produzir insulina repetidamente em grandes quantidades para lidar com excesso de açúcar circulante no sangue. Ao longo dos anos, esse esforço constante leva à resistência à insulina e à falência progressiva das células pancreáticas”, diz a expert.
Ainda segundo Andrade, outros fatores auxiliam nesse processo, como evitar comida ultraprocessada, sedentarismo, excesso de gordura visceral e consumo frequente de álcool.
“A saúde pancreática depende diretamente da estabilidade glicêmica. Quanto mais picos de glicose, maior o trabalho da insulina.”
Além de incluir os alimentos acima, fuja de:
Coma comida de verdade e mais: durma bem. Isso ajuda a não causar elevação do cortisol, o hormônio do estresse.
“Poucas horas de sono elevam o cortisol e reduzem a sensibilidade à insulina no dia seguinte. Isso obriga o pâncreas a produzir mais hormônio para compensar. Dormir entre 7 e 9 horas por noite melhora diretamente a resposta glicêmica”, encerra.
Uma boa notícia para quem tende a acumular algumas conversas não lidas no WhatsApp: o aplicativo está testando um recurso que permite resumir várias conversas de uma vez. Segundo o site WABetaInfo, a novidade é uma extensão de uma funcionalidade já disponível dentro dos chats.
A nova função foi descoberta após o lançamento da versão beta 2.26.12.10 do WhatsApp para Android e utiliza inteligência artificial (IA) para ajudar os usuários a obter um contexto geral do que foi dito nas conversas.
O recurso deve ficar disponível dentro da seção “Não lidas” do mensageiro da Meta. Nesse espaço, será exibido um botão com o ícone do Meta AI e a opção “Gerar um resumo”; basta tocar para obter um panorama de mais de um chat de uma só vez.
Vale destacar que, assim como nos resumos por IA gerados diretamente dentro das conversas individuais ou em grupo, será necessário ativar o Processamento Privado da Meta nas configurações para utilizar a funcionalidade.
Processamento privado no WhatsApp
O Processamento Privado é a tecnologia que garante que apenas o usuário que solicitar a ação terá acesso às informações geradas pela IA. Ao ativar essa ferramenta, as mensagens passam a ser analisadas em um ambiente seguro na nuvem, e ninguém além do titular da conta pode acessar os resumos das conversas.
A expectativa é de que, assim como ocorre dentro dos chats, o WhatsApp não envie notificações aos participantes de conversas individuais ou em grupo informando que as mensagens não lidas foram resumidas.
A funcionalidade de resumos de diversas conversas no WhatsApp ainda está em fase de testes e desenvolvimento e não tem previsão de lançamento para todos os usuários do app.
A dinâmica do comércio internacional tem passado por um período de maior instabilidade, com impactos diretos sobre custos, prazos e previsibilidade das operações. Oscilações econômicas, mudanças regulatórias e movimentações em regiões estratégicas têm pressionado rotas logísticas e encarecido o transporte global. Para empresas que dependem de importação, o efeito já aparece na forma de fretes mais caros, prazos menos previsíveis e maior necessidade de planejamento.
Dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA) mostram que o Estreito de Ormuz responde por cerca de 20% de todo o petróleo transportado globalmente. Por ser uma das principais rotas energéticas do mundo, qualquer instabilidade na região tende a impactar o custo da energia e, consequentemente, toda a cadeia logística internacional.
Na prática, isso significa que o custo de movimentar mercadorias entre países pode variar rapidamente, afetando diretamente o preço final dos produtos. Além do combustível, fatores como disponibilidade de rotas, seguros internacionais e capacidade operacional de portos e transportadoras passam a influenciar de forma mais intensa o comércio global.
Para Márcio Buteri, proprietário da GX5 Import, empresa especializada em comércio exterior e logística, esse cenário exige uma mudança de postura das empresas que operam com importação. “O comércio internacional está mais sensível a variações externas. O custo logístico deixou de ser previsível como antes, e isso exige que as empresas acompanhem o cenário global de forma muito mais próxima”, afirma.

Segundo Márcio Buteri, um dos erros mais comuns é analisar apenas o preço do produto no exterior, sem considerar a complexidade da operação como um todo. “Muitas empresas focam o valor da mercadoria, mas ignoram fatores como frete, seguro e possíveis mudanças de rota. Esses elementos podem alterar completamente o custo final da importação”, explica.
Diante de todos esses aspectos, empresas que operam com cadeias globais de suprimento precisam investir cada vez mais em planejamento estratégico e gestão de suas operações internacionais. Em um ambiente marcado por volatilidade logística e pressão sobre custos, a capacidade de estruturar importações com previsibilidade e controle deixou de ser apenas uma vantagem e passou a ser uma necessidade para quem depende do mercado global.
A volta dos humanos à Lua pode estar mais perto do que nunca. O motivo? Segundo a Nasa, o lançamento da missão Artemis 2 está previsto para essa quarta-feira (1/4). Caso dê tudo certo, o voo em direção ao espaço sairá do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, localizado no estado norte-americano da Flórida.
De acordo com a agência, os engenheiros da estatal estão realizando os últimos preparativos para começar a contagem regressiva para o lançamento. Os dados mostram que o clima estará propício para a viagem, mas ainda há preocupações.
“A previsão do tempo para o dia do lançamento indica 80% de probabilidade de condições climáticas favoráveis, sendo as principais preocupações a cobertura de nuvens e o potencial para ventos fortes na região. As equipes continuarão monitorando as condições climáticas nos próximos dias”, afirma a Nasa em comunicado.
Vale lembrar que durante a viagem a equipe composta pelos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Hammock Koch, todos da Nasa, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense, ainda não pousará diretamente na superfície lunar, mas sim dará a volta em torno da Lua.
A missão norte-americana enfrenta atrasos para enviar o voo ao satélite natural. Inicialmente, a ida estava programada para fevereiro. Depois foi adiada para março e agora deve ocorrer em abril. Os atrasos têm ligação com problemas operacionais da nave, especialmente no abastecimento do veículo e no sistema de fluxo de hélio para o estágio superior do foguete.
A expectativa é que o foguete Space Launch System (SLS), responsável por levar os tripulantes da Artemis 2, decole no primeiro dia de abril. No entanto, se não der certo, a Nasa tem a oportunidade de enviar o veículo de 3 a 6 ou no dia 30, que são as janelas de lançamento disponíveis no mês em questão.
Quando partir, a missão Artemis II marcará o retorno dos humanos à Lua após mais de 50 anos – isso caso nenhuma outra agência internacional se aproveite dos atrasos e envie astronautas primeiro.

Ao menos 24 cepas diferentes de vírus foram transportadas entre diferentes unidades após serem furtadas, possivelmente no começo do mês passado, de um laboratório da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), segundo informações divulgadas neste domingo, 29, pelo Fantástico, da TV Globo.
São cepas ligadas aos vírus da dengue, chikungunya, zika, herpes, Epstein-Barr, coronavírus humano e outros menos conhecidos, além de 13 tipos de vírus que infectam animais, segundo a emissora.
Como mostrou o Estadão, a professora e pesquisadora argentina Soledad Palameta Miller, hoje com atuação na Unicamp, foi presa pela Polícia Federal na última segunda-feira, 23, sob suspeita de furtar material biológico do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia da Unicamp.
Um dia depois, a Justiça Federal concedeu liberdade provisória à professora, mas determinou medidas cautelares, que incluem a proibição de acessar laboratórios relacionados à investigação e de deixar o País sem autorização judicial.
Soledad é investigada por produzir, armazenar, transportar, comercializar, importar ou exportar Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) ou seus derivados sem autorização ou em desacordo com normas estabelecidas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e pelos órgãos e entidades de fiscalização.
Na semana passada, a defesa de Soledad afirmou ao Estadão que, em virtude do sigilo decretado pela 9.ª Vara Federal de Campinas, não iria se pronunciar. "Prezando pela segurança jurídica e pelo sigilo dos atos processuais, limitaremos nossas manifestações ao âmbito judicial, em respeito ao devido processo legal", disse.
A Polícia Federal investiga ainda se o marido de Soledad, Michael Edward Miller, também está envolvido no furto de material biológico armazenado no laboratório da Unicamp. O Estadão tenta localizar a defesa de Edward Miller.
Sumiço foi constatado no mês passado
Conforme termo de audiência da Justiça federal, ao qual o Estadão teve acesso, o desaparecimento de caixas contendo amostras virais armazenadas em área classificada como NB-3 (marcada pela alta contenção biológica e submetido a rigorosos protocolos de biossegurança) foi constatado na manhã do dia 13 de fevereiro.
Ainda segundo o documento, a partir da falta do material, foi possível delimitar a janela temporal do possível furto, "sugerindo que o evento tenha ocorrido em período curto e de forma concentrada". A Polícia Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foram prontamente acionadas pela Unicamp.
Conforme a PF, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela 9.ª Vara Federal de Campinas, na segunda-feira na cidade. "O material subtraído foi localizado e encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária para análise", disse, em nota.
De acordo com o documento da Justiça federal, eles foram encontrados em "laboratórios diversos". "Foi apurado que tais materiais estavam armazenados em freezers e também parcialmente descartados em lixeiras, inclusive após manipulação", aponta.
As investigações apontam que havia indicativos de que Soledad acessou "diferentes laboratórios, inclusive com auxílio de terceiros, apesar de não possuir acesso próprio, e realizou movimentação dos materiais". O possível grau de envolvimento dessas pessoas não foi especificado.
A PF indicou ainda que a professora manipulou amostras biológicas (OGM ou derivados) em ambiente diverso do originalmente autorizado, com deslocamento entre laboratórios e armazenamento irregular, em desacordo com as normas técnicas e institucionais de controle.
"A manipulação, armazenamento e descarte indevido de material biológico potencialmente sensível, inclusive em ambientes não controlados e com descarte em lixeiras, configura exposição da saúde de terceiros a perigo direto e iminente, diante do risco inerente ao manuseio de amostras virais fora de protocolos de biossegurança", afirma o termo de audiência.
Conforme a Polícia Federal, os investigados irão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos seguintes crimes: furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de organismo geneticamente modificado. As investigações prosseguem para esclarecer as circunstâncias e possíveis motivações do caso.
Em nota, a reitoria da Unicamp afirmou que colabora com as investigações da PF na condução do inquérito que resultou na prisão em flagrante da professora.
A Unicamp disse ainda que instaurou sindicândia interna para apurar o caso. "A universidade mantém-se à disposição das autoridades competentes para auxiliá-las no esclarecimento das circunstâncias em que os fatos ocorreram. Os detalhes do caso serão preservados para não comprometer o andamento das investigações", afirma.
Um medicamento usado para reduzir o colesterol “ruim” (LDL) pode diminuir em até 31% o risco de infarto, AVC e morte cardiovascular em pacientes de alto risco.
A conclusão é de um estudo clínico publicado na revista científica JAMA no sábado (28/3), conduzido por pesquisadores do Mass General Brigham, nos Estados Unidos.
O fármaco avaliado foi o evolocumabe, indicado para reduzir níveis elevados de colesterol e prevenir complicações cardiovasculares. Ele pertence à classe dos inibidores de PCSK9, terapias mais potentes usadas quando o controle com estatinas não é suficiente.
O estudo, chamado VESALIUS-CV, incluiu milhares de pacientes com alto risco cardiovascular — muitos deles com a diabetes e sem histórico prévio de infarto ou AVC. Para o estudo, os participantes foram divididos em dois grupos:
Todos continuaram com o tratamento padrão para colesterol. Após cerca de cinco anos de acompanhamento, os pesquisadores observaram uma redução significativa nos eventos cardiovasculares no grupo tratado.
Na prática, isso se traduziu em uma redução de até 31% no risco de infarto, AVC ou morte por doença cardiovascular entre os pacientes que receberam o evolocumabe, em comparação ao grupo placebo.
O evolocumabe atua bloqueando a proteína PCSK9, que reduz a capacidade do fígado de eliminar o colesterol LDL do sangue. Com esse bloqueio, o organismo consegue remover mais colesterol da circulação, o que diminui a formação de placas nas artérias — principal causa de infarto e AVC.
Os resultados indicam que reduzir o colesterol de forma mais agressiva, antes do primeiro evento cardíaco, pode salvar vidas. Até então, esse tipo de medicamento era mais utilizado em pacientes que já tinham doença cardiovascular estabelecida.
O estudo amplia esse entendimento ao demonstrar benefício também na chamada prevenção primária — ou seja, antes do primeiro infarto ou AVC — em pessoas com risco elevado, especialmente aquelas com diabetes e outros fatores associados.
Além disso, os dados reforçam que níveis mais baixos de colesterol LDL estão diretamente ligados a menor ocorrência de eventos cardiovasculares, sustentando a estratégia de intensificação do tratamento em perfis selecionados.
Apesar dos resultados positivos, os autores destacam que a indicação deve ser individualizada, levando em conta o risco de cada paciente e o custo da terapia, que ainda é mais elevado do que o tratamento convencional.
