
O assassinato do reeducando Antônio Wendel Melo Guarnieri, 43 anos, teve novos desdobramentos com a investigação da Polícia Civil de Alagoas. Ele foi encontrado morto nessa quinta-feira (05) no Sistema Prisional de Alagoas. Dois presos assumiram a autoria do crime e um deles revelou que os cinco ocupantes da cela ajudaram no homicídio.
De acordo com informações da Polícia, após confessarem, os dois internos receberam voz de prisão em flagrante e prestaram depoimento, contando que o ocorrido contou com a participação dos cinco ocupantes da cela, em ação conjunta e com divisão de "tarefas".
Ainda segundo a Polícia Civil, um dos custodiados envolvidos já possui histórico de homicídios contra colegas de cela. Em outubro de 2024, esse mesmo detento foi transferido do Presídio de Segurança Máxima de Maceió para a Penitenciária de Segurança Máxima.
Na ocasião, ele assassinou outro interno utilizando uma metodologia semelhante à do crime atual. Na época, ele foi imediatamente encaminhado para a Penitenciária do Agreste.
Após os depoimentos, a equipe plantonista da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deu início aos procedimentos cartorários para formalização da ocorrência.
“As investigações continuam, com o objetivo de esclarecer todos os detalhes do crime e garantir a responsabilização dos envolvidos”, divulgou a assessoria da Polícia Civil.
O caso
Morreu na manhã desta quinta-feira, 5, Antônio Wendel Melo Guarnieri, 43 anos, no Sistema Prisional de Alagoas. Ele cumpria pena de 24 anos de prisão por ter matado por engano o advogado Nudson Harley Mares de Freitas em julho de 2009, no bairro de Mangabeiras, em Maceió. A informação sobre a morte foi divulgada pela Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris).
Reeducando cumpria pena por ter executado advogado por engano
Segundo as investigações, o advogado Nudson Harley foi morto por engano no lugar do juiz aposentado Marcelo Tadeu. O crime ocorreu em julho de 2009, no bairro de Mangabeiras, em Maceió.
Consta nos autos que o advogado mineiro teria morrido por engano, em lugar do juiz aposentado Marcelo Tadeu. A vítima estava em Alagoas a trabalho e foi executada quando falava de um orelhão.

O clima de romance já começa a movimentar o turismo em Alagoas. A cidade de Maceió aparece entre os 10 destinos mais buscados por casais brasileiros para viajar na semana do Dia dos Namorados, segundo levantamento divulgado pela plataforma de viagens Kayak.
O ranking, baseado em buscas realizadas no site entre 1º de janeiro e 16 de abril de 2025, leva em conta passagens aéreas de ida e volta para dois adultos, em classe econômica, com embarque entre os dias 7 e 14 de junho. O preço médio das passagens para Maceió é de R$ 1.203, valor que coloca a capital alagoana à frente de destinos como São Luís (MA) e João Pessoa (PB).
Com praias paradisíacas, gastronomia local rica e uma infraestrutura turística consolidada, Maceió vem se firmando como destino ideal para viagens a dois, principalmente em datas especiais como o Dia dos Namorados.
Segundo Bárbara Braga, secretária de Estado do Turismo de Alagoas, o reconhecimento reflete os investimentos contínuos do governo na atração de visitantes.
“Alagoas é o cenário perfeito para qualquer tipo de turismo, e o Dia dos Namorados é mais uma oportunidade de mostrar isso. Estamos ampliando a malha aérea, investindo em infraestrutura e capacitação profissional. O objetivo é receber bem os turistas o ano inteiro”, destacou a gestora.
Ela também ressaltou os esforços do programa Escola do Turismo, que já capacitou mais de 7 mil profissionais do setor desde 2023, contribuindo diretamente para a qualidade do atendimento aos visitantes.
Entenda a pesquisa
A pesquisa foi conduzida pela Kayak em abril de 2025, com base nas buscas registradas entre 1º de janeiro e 16 de abril no próprio site da plataforma. As análises consideraram apenas voos de ida e volta para dois adultos, em classe econômica, com datas entre os dias 7 e 14 de junho — período que cobre toda a semana do Dia dos Namorados, celebrado em 12 de junho.
Com sol, mar, cultura e preços competitivos, Maceió se consolida, mais uma vez, como um dos principais destinos românticos do Brasil.

Um homem de 36 anos, identificado como Filipe Martins Cruz, foi preso na noite desta quinta-feira (5) após agredir um neném de quatro meses na Avenida Getúlio Vargas, na Savassi, região Centro-Sul de Belo Horizonte. Ele disse que achou que os pais da criança estavam com um bebê 'reborn' para furar a fila de um trailer de lanches.
A mãe, de 25 anos, relatou aos policiais que o homem, desconhecido, se aproximou e começou a brincar com a criança. Em seguida, passou a insistir que o neném era um "bebê reborn" — nome dado a bonecos hiper-realistas.
Mesmo após os pais confirmarem que não era um boneco, ele não se convenceu e agrediu a criança com um tapa, causando um inchaço na cabeça do bebê.
O g1 tenta contato com Filipe.
'É um bebê reborn, é um bebê reborn'
Um outro homem que passava pelo local contou que viu o casal comendo um sanduíche e ouviu o suspeito, que parecia estar muito embriagado, gritar "é um bebê reborn, é um bebê reborn".
Em seguida, disse que ouviu o barulho de um tapa, que pareceu ser muito forte. Ainda de acordo com essa testemunha, o bebê ficou muito vermelho.
"É um absurdo. Surreal o mundo que estamos vivendo. Ele [o suspeito] ainda ofendeu o pai da criança", narrou uma outra testemunha.
Outras pessoas que estavam no local seguraram o homem até a chegada da Polícia Militar, que o prendeu em flagrante.
Os pais e a criança foram levados ao Hospital João XXIII, onde a equipe médica informou que o bebê não corre risco de vida.
À polícia, o suspeito alegou que teria se irritado com a mãe da criança por ela querer preferência na fila do trailer, e afirmou ter acreditado que o bebê era um boneco realista.
Ele assumiu que havia bebido, mas, segundo a polícia, ele apresentava "sobriedade em suas ações" durante a abordagem.
O suspeito foi conduzido para a Divisão Especializada em Orientação e Proteção à Criança e ao Adolescente da Polícia Civil, no Barro Preto, também na região Centro-Sul de Belo Horizonte.
O g1 entrou em contato com a Polícia Civil para saber se o homem continua preso, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.

Quando chega o São João, tiram-se as roupas xadrez do guarda-roupa e a boca já saliva de pensar em comer pamonha, canjica, milho e tantas outras variedades. Tradição do Nordeste, a festividade ganha camadas em cada estado.
Tem quem tenha começado a fazer festas maiores, com direito a camarote e artistas nacionais, há pouco tempo, como Maceió (AL), e quem há anos dispute o título de maior São João do mundo, como Caruaru (PE) e Campina Grande (PB), por meio de megafestas que duram o mês inteiro. Nas cidades do Maranhão, é tempo de folclore e Bumba Meu Boi.
Por lá, um dos maiores desafios é preparar o couro do boi, um revestimento de camurça decorado com canutilhos, recobrindo o corpo do animal. Ele deve ser renovado a cada temporada, para enfim reinar durante os festejos juninos. Segundo o governo do Maranhão, são mais de 400 grupos que se apresentam em todo o estado.
Neste ano, o Bumba Meu São João, como é chamado o evento, acontecerá entre os dias 12 e 18 de junho, em São Luís. Haverá também cucuriá, dança típica do estado, e quadrilhas, bem como apresentações de grande porte, com artistas como Wesley Safadão, Henrique e Juliano, Nattan e Chitãozinho e Xoxoró.
Algo semelhante será feito em Maceió. Desde 2022, a capital alagoana vem fazendo festejos maiores, com estrutura ampliada, atrações nacionais e forte impulso ao turismo, mesclando uma programação gratuita com a venda de camarotes.
Em 2025, por exemplo, se apresentarão Zé Ramalho, Pabllo Vittar, Luan Santana, Alceu Valença e outros artistas, do dia 21 ao 29 de junho. A cidade também não perdeu o elo com o tradicional. Haverá apresentações diárias de forró, coco de roda e quadrilhas juninas.
Em Natal (RN), a programação junina é gratuita, mas a população é convocada a contribuir com 1 kg de alimento não perecível, a ser doado para o Banco de Alimentos Municipal, enquanto há o camarote solidário, no qual o ingresso é adquirido com a doação de três latas de leite em pó, também doados.
A partir desta sexta-feira (6), as apresentações serão no polo Arena das Dunas, contando com nomes como Luan Santana, Pablo e Calcinha Preta.
Fortaleza (CE) homenageará a Cumade Chica, personagem precursora dos festivais juninos da cidade e responsável pela criação do "Arraiá da Cumade Chica", na década de 70. Ela morreu em 2018, ano em que o evento foi integrado ao calendário oficial de eventos do Ceará.
A abertura das festividades será nesta sexta-feira (6), no bairro José Walter, território que simboliza a tradição junina na capital. Os eventos são gratuitos, sem o uso de camarotes.
Tradicional polo de São João na Bahia, a cidade de Santo Antônio de Jesus. As festas começaram no dia 29 de maio, data que coincide com o aniversário da cidade, com forró pé-de-serra e forró em feira livre. No domingo (8), haverá um grande festival regional de quadrilha junina do Recôncavo da Bahia, com participação de 11 comunidades.
Do dia 19 ao 24, vêm as grandes atrações nacionais, como Ana Castella, Simone Mendes, Jorge e Matheus e Calcinha Preta. Junto a eles, haverá também apresentações de artistas locais. A cidade resgatará, neste ano, o 'arrastão junino', que sai às ruas a partir das 15h, durante os cinco dias de São João. Ele é aberto ao público e gratuito.
As megafestas do Nordeste ficam a cargo de Caruaru e Campina Grande, reconhecidamente os maiores São Joões do mundo. Em Caruaru, por exemplo, as festividades começaram no mês de abril, percorrendo comunidades rurais até chegar à área central do município, e têm programação até o fim de junho, com 1.410 atrações divididas em diversos polos em todo o período, com programação que vai de artistas nacionais a locais.
Em Campina Grande, as coisas também duram muito. São 38 dias de festa, cinco a mais do que em 2024, com sete polos e um espaço de 40 mil metros quadrados, além da expectativa de 3 milhões de visitantes no período. As programações começaram no fim de maio e vão até o fim deste mês, com direito a camarotes e megaestruturas para atender os foliões.

Patrícia Alencar (MDB), prefeita de Marituba, cidade com 111,7 mil habitantes na região metropolitana de Belém, viralizou nesta quinta-feira (5) depois de publicar um vídeo dançando forró de biquíni em seu perfil privado em uma rede social.
Embora o conteúdo não tenha sido divulgado em canais institucionais, a repercussão foi imediata. O vídeo dividiu opiniões sobre limites entre vida pessoal, liberdade individual e o decoro esperado de autoridades eleitas.
Ao g1, Patrícia disse que "infelizmente o corpo de uma mulher incomoda mais do que a corrupção, a ineficiência ou o descaso na política". "Quando um homem se diverte ou relaxa, é visto como autêntico. Mas, quando se trata de uma mulher, ela é julgada, como se isso anulasse sua competência", afirmou.
Patrícia tem 37 anos e nasceu na cidade de Bodocó, no sertão de Pernambuco. Mãe de três filhos, ela se mudou para Marituba há cerca de 16 anos. Começou a trabalhar vendendo baldes e bacias na feira central da cidade.
Ela contou ter começado a cursar Medicina, mas se consolidou no empreendedorismo e, depois, entrou para a política. Em 2020, disputou a sua primeira eleição e foi eleita a primeira mulher a comandar a prefeitura de Marituba. Quatro anos depois, em 2024, foi reeleita com 71,50% dos votos válidos.
Patrícia tem mais de 700 mil seguidores em seu perfil aberto no Instagram. O vídeo em que ela aparece dançando de biquíni foi originalmente publicado em um perfil privado no Instagram, mas vazou. As imagens viralizaram ao serem compartilhadas por aplicativos de mensagens.
Polêmica
Críticos do vídeo publicado por Patrícia afirmam que a gravação compromete a imagem institucional do cargo e que, mesmo sendo um momento pessoal, o conteúdo não condiz com o comportamento esperado de uma autoridade pública — especialmente em tempos de forte exposição nas redes sociais.
"Não se trata de moralismo, mas de responsabilidade com a imagem pública. O cargo exige postura, mesmo fora do gabinete", escreveu um internauta. Outros destacaram que, em uma cidade com desafios sociais relevantes, o episódio pode desviar o foco das pautas prioritárias da gestão.
Apoiadores de Patrícia, porém, destacaram o direito à vida pessoal da gestora e a autenticidade com que ela se comunica nas redes. Para eles, o vídeo revela uma figura política acessível, próxima da realidade da maioria das mulheres brasileiras.
A repercussão segue nas redes — entre memes, críticas e defesas — e levanta discussões sobre o papel da mulher na política, os limites da exposição e o que se espera de uma liderança pública em tempos de internet e vigilância constante.
A prefeita se manifestou por meio de seu perfil oficial e reagiu às críticas. Em tom de desabafo, Patrícia afirmou que está sendo julgada por padrões machistas e defendeu que mulheres podem ocupar múltiplos papéis: “Mulher pode ser trabalhadora, mãe e ‘bonitinha’”, escreveu.

O 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), responsável por Arapiraca e outras cinco cidades do Agreste alagoano, divulgou o balanço das ações realizadas ao longo do mês de maio, com resultados expressivos no combate à violência e ao crime organizado na região.
Segundo os dados, o batalhão registrou 56 prisões, apreendeu 12 armas de fogo e recuperou 13 veículos roubados. Um dos pontos de maior destaque foi a redução de 50% nos homicídios em Arapiraca. Quando se considera toda a área de atuação da unidade, a queda é de 28%.
Além disso, o batalhão contabilizou a apreensão de drogas, a confecção de 53 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) e o cumprimento de mandados de prisão. Foram também desarticulados pontos de tráfico com base em ações de inteligência e denúncias da população.
No total, o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) do 3º BPM atendeu 1.147 ocorrências durante o mês, envolvendo desde crimes patrimoniais até situações de violência doméstica.
O comandante da unidade, major David Durval, atribuiu os avanços à atuação integrada e ao reforço no policiamento ostensivo e preventivo.
“Nosso trabalho é contínuo e estratégico, com foco na proteção da população. Rondas, abordagens e operações específicas vêm sendo intensificadas, o que reflete diretamente na queda dos índices de criminalidade”, afirmou o oficial.
O 3º BPM reforça que a participação da população é essencial para manter os resultados positivos. A comunidade pode colaborar com informações através do Disque Denúncia 181, sem a necessidade de identificação.

Tom Cruise, 62, acaba de conquistar um feito que vai além das telas de cinema: o astro entrou para o Guinness World Records ao realizar o maior número de saltos de paraquedas com fogo já feitos por um ator. A façanha, registrada 16 vezes, foi realizada durante as filmagens de Missão: Impossível: O Julgamento Final, oitavo longa da franquia. As informações são da revista People.
A cena em questão é uma das mais arriscadas e espetaculares do novo capítulo da saga. Nela, o personagem Ethan Hunt, vivido por Cruise, se lança de um avião biplano da década de 1940 em pleno voo, durante uma sequência de combate aéreo contra o vilão Gabriel, interpretado por Esai Morales. A ação se passa sobre a cordilheira Drakensberg, na África do Sul.
O clímax envolve o personagem saltando de uma aeronave em chamas, com o paraquedas principal incendiado em pleno ar. Na vida real, Cruise repetiu essa manobra impressionante 16 vezes sempre com um paraquedas previamente embebido em combustível e incendiado antes do salto. Segundo o Guinness, ele cortava o equipamento em chamas no ar e abria um reserva para completar a queda com segurança.
"Tom não interpreta apenas heróis de ação ele é um herói de ação", afirmou Craig Glenday, editor-chefe do Guinness, em entrevista à revista People. "Grande parte do seu sucesso vem do compromisso com a autenticidade. Ele constantemente redefine o que é possível para um ator em cena."
As imagens foram captadas com ajuda de uma câmera de 22,7 kg presa ao corpo do ator, possibilitando closes detalhados da queda. A direção da cena ficou a cargo de Christopher McQuarrie, roteirista e diretor da franquia, que também acompanhou de perto as filmagens aéreas.
Para quem acompanha a trajetória de Cruise, o feito não surpreende. Paraquedista licenciado e adepto das próprias acrobacias, o ator já realizou escaladas sem dublê, perseguições em moto por penhascos e até voou pendurado do lado de fora de um avião em movimento em filmes anteriores da série.
O Guinness destacou que nenhum outro ator ou dublê chegou perto de completar tantas quedas "que desafiam a morte" com esse grau de risco e repetição. Segundo a organização, o recorde é inédito e não há registros de tentativas semelhantes por parte de outros profissionais do cinema.

Um funcionário de uma loja de baterias foi vítima de uma tentativa de homicídio na manhã dessa quinta-feira (5), no bairro do Poço, em Maceió. Segundo informações da Polícia Militar (PM), o crime ocorreu por volta das 11 horas, na Rua Capitão Marinho Falcão.
De acordo com a polícia, a vítima estava no balcão da loja quando foi surpreendida por um homem armado, que efetuou um disparo de arma de fogo, atingindo sua perna. O suspeito, do sexo masculino, fugiu do local e ainda não foi identificado.
Uma unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas a vítima já havia sido levada ao Hospital Geral do Estado (HGE) pelo proprietário do estabelecimento. O quadro de saúde é considerado estável.
A causa da tentativa de homicídio ainda é desconhecida.

Conhecido como o “serial killer de Maceió”, Albino Santos de Lima será julgado nesta sexta-feira (6) pelo assassinato de Louise Gbyson Vieira de Melo, mulher trans executada com um tiro na cabeça no bairro Vergel do Lago, em novembro de 2023. O júri popular acontece no Fórum da Capital e deve se estender até o fim da tarde. O Ministério Público de Alagoas (MPAL) pede a condenação por homicídio triplamente qualificado.
Segundo o promotor Antônio Vilas Boas, o perfil de Albino é de um psicopata.
“Hoje estaremos realizando o júri de uma série de seis, e esse não foge à regra. O tipo de vítima atende ao perfil do acusado, que, a meu sentir — e aí é uma opinião pessoal —, não passa de um psicopata, um homem que lhe falta empatia, é insensível ao sofrimento alheio, tem um comportamento depressivo e um distúrbio de personalidade antissocial. Ele entende que o mundo gira em torno do seu umbigo, tem um sentimento de justiçamento, exterminando jovens que, a seu ver, são dados à prática de crimes”, declarou Vilas Boas.
Conforme o promotor, Albino, em depoimentos, chegou a alegar que cometia os crimes por ordens do arcanjo Miguel, uma tentativa de transferir a responsabilidade para uma suposta inspiração divina.
A vítima foi assassinada ao retornar da escola no dia 11 de novembro de 2023. Segundo as investigações, ela desconfiava estar sendo seguida e chegou a pedir ajuda a uma amiga, que a acompanhou até próximo de casa. Testemunhas relataram ter visto um homem de estatura média, vestido de preto, se aproximar antes de disparar à queima-roupa contra a vítima.
De acordo com o Ministério Público, Albino monitorou a rotina de Louise durante sete meses, inclusive pela academia e redes sociais.
“O réu praticou stalking durante sete meses, monitorando a vítima desde a academia e estudando seus hábitos pelas redes sociais”, afirmou Vilas Boas, titular da 47ª Promotoria da Capital. A arma apreendida com o acusado foi identificada como a mesma usada no crime.
A acusação é de homicídio triplamente qualificado, com as qualificadoras de feminicídio, motivo torpe e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Louise era uma mulher trans, e o MP sustenta que sua identidade de gênero foi um fator determinante para a escolha do crime.
O réu responde a sete denúncias por assassinatos semelhantes, com julgamentos previstos mensalmente até o fim do ano na 7ª Vara Criminal da Capital.
“Temos seis processos dele na 7ª Vara. Hoje é o primeiro que vamos julgar, já temos outro para julho, e a previsão é termos um por mês até o final do ano. Uma vez condenado em todos os processos, ele pode pegar no máximo 40 anos de prisão, contados a partir do último julgamento”, explicou o juiz Yulli Roter Maia.
O júri está previsto para encerrar no final da tarde desta sexta-feira.
EM BUSCA DE JUSTIÇA
Para familiares das vítimas, o julgamento representa uma esperança de justiça.
“Esperamos um julgamento justo, que ele seja condenado, permaneça naquela cadeia. É isso que ele merece, por fazer tanto mal a tanta gente, por ter feito isso com a minha neta”, declarou Lucineide Vieira, avó de Louise.

Um homem foi preso por tráfico de drogas, nessa quinta-feira (5), no Loteamento Edgar Palmeira, em São Miguel dos Campos, após uma ação do Pelotão de Operações Especiais (Pelopes) da Polícia Militar (PM). O flagrante aconteceu depois que o suspeito, abordado em um lava-jato próximo ao Estádio Ferreirão, admitiu estar vendendo drogas e levou os policiais até seu esconderijo.
A equipe da 1ª Companhia Independente de Polícia Militar recebeu uma denúncia anônima informando sobre movimentações suspeitas no local. O denunciante descreveu um homem magro, com camisa vermelha e tatuagens, características que facilitaram a identificação. Durante a abordagem, os policiais encontraram porções de maconha e cocaína, além de invólucros utilizados para embalar os entorpecentes.
Ao ser questionado, o suspeito — identificado como C.S.S., de 25 anos, conhecido como “Big” — confessou o crime e disse à guarnição que “iria entregar o jogo”. Ele afirmou que guardava mais drogas em sua residência e indicou o local onde estavam escondidas. Lá, os militares encontraram mais entorpecentes, uma balança de precisão e material para preparo e distribuição das drogas.
O homem recebeu voz de prisão e foi conduzido à 6ª Delegacia Regional de Polícia, onde permanece à disposição da Justiça.

O STF (Supremo Tribunal Federal) volta a julgar a revisão da vida toda do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) nesta sexta-feira (6), a partir das 11h, no plenário virtual. O julgamento do tema 1.102 seguirá até a próxima sexta (13) e a expectativa é que os ministros deem uma resposta final para o caso.
A revisão da vida toda é uma ação judicial na qual aposentados da Previdência Social pedem para que sejam incluídas na conta da aposentadoria contribuições feitas em outras moedas, antes do Plano Real.
No plenário virtual, os ministros depositam os votos a qualquer momento, no prazo de uma semana, e não há debates sobre o que cada um pensa. Eles podem pedir vista, ou seja, mais prazo para analisar o processo, ou mesmo solicitar destaque, o que leva a ação a julgamento no plenário físico.
O pedido de destaque é considerado improvável por especialistas ouvidos pela Folha de S.Paulo. Isso porque essa solicitação havia sido feita pelo ministro Alexandre de Moraes, levando o presidente da corte, ministro Luís Roberto Barroso, a marcar um julgamento presencial para o final de maio, que foi desmarcado.
O tema 1.102 é o processo que deu origem ao debate sobre a revisão da vida toda no Supremo. Ele é diferente das duas ADIs (Ações Diretas de Inconstitucionalidade) que, ao serem analisadas pelos ministros em março de 2024, derrubaram a possibilidade de revisão, aprovada na corte em 2022.
O que se discute na ação, segundo a advogada Gisele Kravchychyn, presidente do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário), é a possibilidade de aplicar a regra definitiva do artigo 29 da lei 8.213/91 nas aposentadorias de quem começou a pagar contribuições antes do Plano Real.
Essa norma seria mais vantajosa porque permitiria ao aposentado somar todas as contribuições de sua vida laboral, independentemente de quando tenham sido feitas. A aplicação de norma mais vantajosa ocorreria quando fosse mais favorável ao segurado, em vez da regra de transição da lei 9.876/99.
Os ministros definiram, no entanto, que deixar de aplicar a regra de transição da reforma da Previdência de 1999, do governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) não é possível. Para eles, o artigo 3º, que criou o fator previdenciário e implantou regra de transição, é constitucional e cogente, ou seja, de aplicação obrigatória.
Para Gisele, a ação pode chegar ao final mais rapidamente com esse julgamento que começa hoje, a depender da resposta dos ministros. A expectativa é que o STF siga a linha já explicitada pelos ministros, de que quem recebeu a revisão não precisa devolver os valores ao INSS e também não seja necessário pagar os honorários de sucumbência ao governo.
A aprovação da correção, no entanto, é descartada pela maioria dos especialistas. Rômulo Saraiva, advogado especializado em Previdência e colunista da Folha de S.Paulo, diz que o julgamento deve modular a revisão, mantendo a não devolução do que já foi pago a aposentados, mas vê como improvável uma mudança de mérito.
"A composição ou a engenharia que foi feita pelo STF para julgar este caso não deve mudar. Foi feita a conexão de uma ADI com o precedente da própria revisão da vida toda para negar o direito."
O advogado João Badari, do escritório Aith, Badari e Luchin ainda tenta conseguir com que os ministros liberem a revisão ao menos para aposentados que já haviam entrado na Justiça e cujos processos estão parados, sem uma resposta final.
O especialista reconhece, no entanto, que é uma decisão difícil de ser revertida, "improvável, mas não impossível".
"Espero que o STF module efeitos para quem já havia ajuizado o processo, respeitando a sua própria segurança jurídica. Ele declarou o direito, não pode retirar sem modular", afirma.
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VAIVÉM DA REVISÃO DA VIDA TODA
- A revisão da vida toda chegou ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) em 2015 como recurso a um processo iniciado no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), que atende os estados do Sul
- Em novembro de 2018, o STJ determinou suspensão de todos os processos do tipo no país até que se julgasse o caso na Corte, sob o rito dos recursos repetitivos
- Em 2019, a revisão foi aprovada no STJ e, em 2020, o processo chegou ao STF (Supremo Tribunal Federal)
- Em 2021, o caso começou a ser julgado no plenário virtual do STF, mas pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes interrompeu o julgamento
- Em 2022, novo julgamento se iniciou no plenário virtual, mas uma manobra do ministro Kassio Nunes Marques levou o caso ao plenário físico, mesmo após já a tese já ter sido aprovada
- Em dezembro de 2022, o STF julgou o tema e aprovou a revisão da vida toda por 6 votos a 5
- Em 2023, o INSS pediu a suspensão de processos de revisão enquanto recurso contra a decisão favorável era julgado pela Suprema Corte. O instituto também solicitou que a tese não se aplique a benefícios previdenciários já extintos, como em caso de morte do segurado
- Desde julho de 2023, os processos estão suspensos por decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso
- No dia 11 de agosto, o STF iniciou o julgamento do recurso no plenário virtual, mas o ministro Cristiano Zanin pediu vista e suspendeu o processo
- Em novembro, o caso voltou a julgamento no plenário virtual, com voto contrário de Zanin à revisão; ele argumentou que a sessão do STJ que aprovou a revisão não seguiu regras constitucionais e defendeu que o caso deveria voltar para a corte
- Neste julgamento, com divergências entre os votos, o ministro Alexandre de Moraes pediu destaque, levando o caso ao plenário físico
- A decisão final, no entanto, ficou para 2024, após o recesso do Judiciário
- Em 21 de março de 2024, ao julgar duas ações de 1999 sobre o fator previdenciário, a tese da revisão da vida toda foi derrubada por 7 votos contra 4, já com nova composição da corte, com o ministro Flávio Dino contrário à tese
- Em 23 de agosto, o STF começou a analisar os embargos de declaração no plenário. O julgamento foi interrompido três dias depois
- No dia 20 de setembro, o julgamento foi retomado e os ministros confirmaram que os aposentados não têm direito à revisão
- Em 27 de setembro de 2024, o Supremo rejeitou recursos que pedia a revisão ao julgar a ADI 2.110
- Em 6 de fevereiro de 2025, o STF marcou para 14 a 21 de fevereiro o julgamento, em plenário virtual, dos embargos de declaração na ADI 2.111
- O julgamento começou no dia 14 mas foi interrompido por pedido de destaque do ministro Dias Toffoli, levando a discussão para o plenário físico da corte
- Em 10 de abril, os ministros derrubaram os recursos pedindo a revisão, mantendo posicionamento contrário à tese, mas definiram que quem já recebeu os valores não precisa devolvê-los ao INSS
- A corte marcou para 28 de maio o julgamento do processo da revisão da vida toda em si, mas desmarcou

Edson Café, ex-membro da banda Raça Negra, morreu aos 69 anos em São Paulo. O artista estava internado no Hospital Municipal do Tatuapé, após ser encontrado desacordado em via pública no dia 31 de maio. A informação da morte foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) na quinta-feira (5).
De acordo com a nota, o caso foi registrado como morte suspeita pelo 52º Distrito Policial (Parque São Jorge). O corpo de Edson foi encaminhado ao IML Leste e identificado após exames periciais, sendo liberado aos familiares.
Edson Bernardo de Lima tocava violão e pandeiro quando estava na banda.
O músico era dependente químico e lutava contra o vício de drogas. Nos últimos anos, ele estava morando nas ruas e era ajudado por familiares.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias dos fatos.

Uma idosa foi resgatada pela força-tarefa integrada pela Polícia Federal (PF), pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-SE) e pela Auditoria-Fiscal do Trabalho após passar mais de 40 anos submetida a condições análogas à escravidão no trabalho doméstico. Segundo a polícia, a vítima vivia na residência dos empregadores, sem receber salário, sem direito a férias ou descanso semanal. A ação ocorreu em 27 de maio deste ano.
A operação foi deflagrada após o recebimento de denúncia anônima e realizada com autorização judicial. No local, as equipes constataram graves violações de direitos fundamentais. Este é o primeiro caso de resgate por trabalho escravo doméstico registrado no estado de Sergipe.
A vítima e os empregadores foram ouvidos na sede do MPT-SE, onde foi firmado Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para o pagamento das verbas rescisórias devidas. O caso segue sob sigilo.
A ação contou com o apoio da Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coaetra-SE) e da Secretaria Municipal da Assistência Social de Aracaju, que forneceu acolhimento institucional e atendimento psicossocial à vítima.
Combate ao trabalho escravo
De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mais de dois mil trabalhadores já foram resgatados de condições análogas à escravidão em 2024. No âmbito doméstico, 19 pessoas foram resgatadas em todo o país neste ano.
Denúncias podem ser feitas pelos seguintes canais:
Disque 100
Sistema Ipê: https://ipe.sit.trabalho.gov.br/#!/
Comunica PF: https://apps.pf.gov.br/r/comunicapf/comunicapf
Site do MPT-SE: www.prt20.mpt.mp.br

Uma estudante de Medicina de 19 anos de idade foi encontrada morta dentro de um apartamento no bairro Gilberto Machado, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. A jovem foi identificada como Isabella Karen Marques Abreu. O caso está sob investigação da Polícia Civil.
O caso foi registrado na quarta-feira (4). A universitária fazia faculdade em uma instituição particular no município. A Polícia Militar informou que uma amiga da jovem acionou a corporação, e os militares constataram que Isabella estava caída no banheiro, sem vida.
Segundo Boletim de Ocorrência, uma colega de faculdade de Isabella contou aos policiais que atenderam o caso que a estudante teria comentado com outra amiga da faculdade que teria problemas cardíacos.
O corpo da jovem foi encaminhado para a Seção Regional de Medicina Legal (SML), da Polícia Científica, de Cachoeiro de Itapemirim, para passar pelo processo de necropsia.
O g1 não conseguiu contato com a família da jovem até a publicação desta reportagem.
Isabella Karen Marques Abreu fazia faculdade na Multivix, que divulgou uma nota lamentando a morte da universitária.
"A Multivix manifesta imenso pesar pelo falecimento de Isabella Abreu, aluna do curso de Medicina de Cachoeiro de Itapemirim. Neste momento de profunda tristeza, toda a Multivix expressa as mais sinceras condolências à família, amigos e colegas".
Nas redes sociais, a página do Centro Acadêmico Dr. Pedro Onofre também publicou uma mensagem.
Causa da morte
Sobre a causa da morte, a Polícia Científica informou que a médica-legista da Seção Regional de Medicina Legal (SML) de Cachoeiro de Itapemirim não encontrou evidências macroscópicas que indicassem uma conclusão. Materiais foram colhidos para exames. O laudo definitivo, segundo a corporação, será elaborado somente após a conclusão desses exames.
A Polícia Civil disse que o caso foi registrado como morte a esclarecer/encontro de cadáver, e está sob investigação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cachoeiro de Itapemirim, que vai aguardar o resultado dos exames realizados pelos peritos da Polícia Científica.

Uma nova espécie de morcego, batizada de Myotis guarani, foi descoberta no Brasil por pesquisadores do Programa de Desenvolvimento do Campus Fiocruz Mata Atlântica. O animal pesa cerca de seis gramas e se alimenta de insetos. "Esse morcego pode comer mais de 200 insetos (mariposas, mosquitos e besouros) por noite", destaca o pesquisador Roberto Novaes.
O morcego foi nomeado como “guarani” em homenagem a etnia indígena que originalmente ocupava as áreas de distribuição da nova espécie: o Pantanal, o Chaco e parte do Cerrado e da Mata Atlântica no Brasil, na Bolívia, no Paraguai e na Argentina.
O pesquisador também explica que a descoberta teve início em análises genéticas. Os pesquisadores perceberam que as sequências de DNA já apontavam para uma nova espécie do gênero Myotis. A partir daí, começaram a investigar a morfologia de morcegos disponíveis em coleções biológicas centenárias e confirmamos se tratar de uma nova espécie.
"Levamos esse pressuposto para investigar mais sobre a ocorrência e a história natural dessa nova espécie nas expedições que a Fiocruz Mata Atlântica realiza em diversos biomas do país. Especificamente na recente expedição ao Pantanal que aconteceu em março de 2025, conseguimos obter muitos dados e amostras de Myotis guarani, o que vai permitir diversas pesquisas no futuro”.
Novaes esclarece que indivíduos de Myotis guarani estão depositados em coleções e museus pelo mundo há mais de 120 anos, sendo confundidos com espécies do gênero Myotis. Esse gênero de morcego possui mais de 35 espécies neotropicais, que são muito parecidas entre si e, frequentemente, necessitam de estudos genéticos para ajudar na sua diferenciação.
“Após estudos genéticos iniciais e coletas recentes em trabalhos de campo, foi possível comprovar a nova espécie de morcego que no Brasil ocorre principalmente no Pantanal, mas também nas bordas com o Cerrado e a Mata Atlântica", diz.
Ele também ressalta que o morcego, único mamífero que voa, possui um papel fundamental na manutenção e equilíbrio dos ecossistemas, realizando serviços ecológicos de polinização, dispersão de sementes nativas e controle de populações de insetos considerados pragas agrícolas e vetores de doenças.
A descoberta da nova espécie foi feita em parceria com cientistas da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), da Universidade do Porto (Portugal) e do Smithsonian Institution (Estados Unidos) e foi publicada no Journal of Mammalogy, uma revista internacional de biologia e taxonomia de mamíferos editada pela Sociedade Americana de Mastozoologia.

A Polícia Militar de Alagoas (PMAL) esteve entre as forças de segurança de destaque no 1º Seminário Nacional sobre Torcidas Organizadas e Prevenção à Violência, realizado em Goiânia (GO), entre os dias 3 e 5 de junho. O evento, promovido pela PM de Goiás, colocou em pauta ações conjuntas para conter a violência dentro e fora dos estádios brasileiros.
A PMAL foi representada pelo major Alucham Fonseca, responsável pelo setor de planejamento do Comando de Policiamento da Região Metropolitana (CPRM), que coordena o policiamento de todos os jogos de CRB e CSA no Estádio Rei Pelé, em Maceió. Fonseca participou da cerimônia de abertura e acompanhou os debates e palestras ao longo da programação.
“Essas trocas são fundamentais. Lidamos com grandes públicos e torcedores organizados de diversos Estados. Aprender com outras experiências só fortalece o trabalho que já realizamos”, destacou o oficial.
Além da PM de Alagoas, o seminário contou com a presença de representantes da Federação Alagoana de Futebol (FAF) e do Ministério Público Estadual (MPE), reforçando a integração entre segurança pública e entidades esportivas. O local do evento foi a sede da Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar de Goiás (ASSOF).
Um dos pontos altos do encontro foi a apresentação das estratégias adotadas pelo Batalhão Especial de Policiamento em Eventos da PM-GO, que compartilhou experiências no enfrentamento de conflitos envolvendo torcidas organizadas.
A programação incluiu palestras com especialistas em segurança de grandes eventos, abordando desde protocolos de inteligência até tecnologias de monitoramento e táticas de dispersão de confrontos.
Cooperação nacional e fortalecimento local
A participação de Alagoas no evento nacional representa um passo importante na construção de um plano de ação mais robusto e integrado para garantir a segurança nos dias de jogo. Com a recorrente presença de torcidas organizadas de outros Estados nos clássicos alagoanos, o desafio vai além das arquibancadas.
O seminário marcou também a ampliação do diálogo entre os Estados e o fortalecimento das ações preventivas, de inteligência e de comando operacional. A ideia é que os resultados das discussões se transformem em medidas práticas já para os próximos jogos da temporada.