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Um ictiossauro fossilizado foi encontrado no município de Mistelgau, na Alemanha. Entre as peças achadas, foram identificadas a presença de mais de 100 dentes e várias outras partes do corpo do réptil. Ao analisá-lo, os pesquisadores descobriram que seu estômago continha pedras, o que possivelmente poderia ser uma estratégia de sobrevivência.

Estima-se que o fóssil tenha cerca de 180 milhões de anos e pertence a espécie Temnodontosaurus trigonodon, reconhecidamente a que abrigava os maiores ictiossauros. Através do comprimento do crânio de 1,5 metros, os pesquisadores sugerem que o animal tinha cerca de 6,6 metros de comprimento.

O trabalho liderado por pesquisadores do Urwelt-Museum Oberfranken, na Alemanha, teve os resultados publicados na revista Zitteliana na última quinta-feira (23/4).

Pedras no estômago e ferimentos graves: os detalhes do réptil gigante

O fóssil foi encontrado na pedreira de argila de Mistelgau, um sítio paleontológico alemão importante. Além dos dentes, foram encontradas partes do crânio e da mandíbula inferior, da cintura escapular, das nadadeiras peitorais e da coluna vertebral. A partir delas, foi possível detalhar estruturas anatômicas raramente documentadas, como as do palato, da região orbital e das nadadeiras.

A investigação também descobriu sinais de ferimentos nas articulações do ombro e da mandíbula, o que pode ter limitado a capacidade de caça do réptil. Além disso, pedras no estômago, conhecidas como gastrólitos, também foram identificadas. E o mais curioso: os cientistas apontam que ambos achados têm relação.

“Os ferimentos provavelmente limitaram significativamente a capacidade do animal de caçar. O fato de ele ter sobrevivido, mesmo assim, é evidenciado, entre outras coisas, pelos dentes bastante desgastados e pelos gastrólitos, que conseguimos identificar na região abdominal”, afirma um dos autores do estudo, Stefan Eggmaier, em comunicado.

Raro de ser encontrado nos ictiossauros, os gastrólitos são pedras ingeridas intencionalmente por certos animais para ajudar na trituração dos alimentos em situações específicas.

O achado faz parte de um estudo em andamento sobre a ecologia do mar Jurássico, o período em que os ictiossauros viveram, na Alemanha. Agora, os pesquisadores planejam investigar mais a fundo os dentes e as estruturas ósseas, a fim de saber mais detalhes sobre o habitat do fóssil.

 

O uso da chupeta e da mamadeira faz parte da rotina de muitas famílias.

Eles ajudam a acalmar o bebê e oferecem conforto emocional. No entanto, o tempo é o maior inimigo da saúde bucal.

Quando esses hábitos duram demais, o sorriso e a face da criança podem sofrer danos permanentes.

Saiba mais sobre os limites recomendados por especialistas e como proteger o desenvolvimento do seu filho.

Qual é a idade limite recomendada?

Vale lembrar: a introdução da chupeta não é uma necessidade de saúde. É uma escolha da família.

Os riscos do uso prolongado

A Dra. Cristina Pedro, coordenadora de Odontologia da Faculdade Anhanguera, alerta para os perigos após os 2 anos. O uso tardio interfere na musculatura e nos ossos do rosto. Os problemas mais comuns são:

  1. Mordida aberta: Os dentes da frente não se encontram ao fechar a boca.

  2. Dentes desalinhados: Projeção dos dentes para frente (“dentes de coelho”).

  3. Respiração oral: A criança passa a respirar mais pela boca do que pelo nariz.

  4. Alterações na fala: Dificuldade em pronunciar certos fonemas.

Sinais de alerta para os pais

Fique atento se o seu filho apresentar:

Se a retirada ocorrer após os 4 anos, pode ser necessário usar aparelhos ortodônticos e acompanhamento com psicólogos e fonoaudiólogos.

Como retirar sem traumas

A transição deve ser acolhedora. Confira dicas práticas:

Respeitar o tempo certo de retirada garante dentes mais saudáveis e o desenvolvimento correto da fala e da respiração.

O sentido do olfato sempre foi considerado um dos mais difíceis de entender na biologia. Durante décadas, os cientistas acreditaram que os receptores responsáveis por detectar cheiros estivessem distribuídos de forma aleatória no interior do nariz. No entanto, um novo estudo mostra que a realidade pode ser bem diferente.

Pesquisadores criaram um mapa detalhado da organização desses receptores no nariz de camundongos e descobriram que eles seguem um padrão bem definido. Em vez de estarem espalhados ao acaso, os diferentes tipos de sensores aparecem organizados em faixas estreitas dentro da cavidade nasal.

O trabalho foi publicado nessa terça-feira (28/4) na revista científica Cell e analisou milhões de células responsáveis por captar odores.

Mapa detalhado do olfato

Os cheiros são detectados por neurônios sensoriais olfativos, células especializadas e localizadas no interior do nariz. Cada uma delas expressa apenas um tipo de receptor de odor. No caso dos camundongos, existem mais de mil tipos diferentes.

Com objetivo de entender como eles se distribuem na cavidade nasal, os pesquisadores analisaram cerca de 5,5 milhões de neurônios olfativos de mais de 300 animais. Para isso, utilizaram técnicas modernas que permitem observar quais genes estão ativos em cada célula.

Uma dessas ferramentas foi o sequenciamento de célula única, que permite examinar os neurônios individualmente e identificar qual receptor de odor que cada um produz. Depois, outra técnica chamada transcriptômica espacial foi usada para localizar exatamente onde essas células estavam posicionadas no nariz.

Combinando essas informações, a equipe conseguiu montar um mapa com mais de 1.100 tipos de receptores. Segundo o neurobiólogo Sandeep Datta, da Harvard Medical School e autor sênior do estudo, os dados revelaram um padrão surpreendente.

“Encontramos cerca de mil faixas distintas de receptores olfativos. Elas se sobrepõem, mas seguem uma organização bastante clara”, afirmou à Live Science.

Datta Lab/CellMapa dos mil tipos de receptores olfativos no tecido sensorial do nariz de um rato, identificados por um gradiente de cores. A imagem inserida na parte inferior mostra as posições espaciais precisas de receptores olfativos específicos no nariz. Metrópoles
Mapa dos mil tipos de receptores olfativos no tecido sensorial do nariz de um rato, identificados por um gradiente de cores. A imagem inserida na parte inferior mostra as posições espaciais precisas de receptores olfativos específicos no nariz

A ligação entre nariz e cérebro

O estudo também mostrou que essa organização no nariz está conectada diretamente à forma como o cérebro processa os odores.

Os neurônios que possuem o mesmo receptor enviam seus sinais para o mesmo ponto no bulbo olfatório, uma região cerebral responsável por interpretar os cheiros, o que indica que o padrão observado no nariz está alinhado com o mapa neural que existe no cérebro.

Outra descoberta envolve uma molécula chamada ácido retinoico. Os cientistas observaram que ela pode influenciar a posição dos receptores no nariz pois quando os níveis dessa substância foram alterados nos experimentos, o mapa dos receptores também se deslocou dentro da cavidade nasal.

Agora, os pesquisadores tentam entender por que esses receptores aparecem exatamente nessa ordem e se o mesmo tipo de organização existe em humanos.

“O sistema olfativo humano é, em muitos aspectos, semelhante ao do rato, embora tenhamos menos receptores de odor. Ainda precisamos investigar até que ponto os mesmos princípios se aplicam ao nosso nariz”, diz Datta.

Compreender melhor essa organização pode ajudar cientistas a entender como o cérebro interpreta os cheiros e por que algumas pessoas perdem o olfato, condição que também pode afetar a saúde mental e a qualidade de vida.

 

A cantora Daniela Mercury se posicionou após o momento em que teria insinuado que o cantor Edson Gomes batia na esposa ter viralizado. Por meio de nota, ela disse lamentar que “a manifestação tenha gerado interpretação diferente da pretendida”.

De acordo com a nota, “ao mencionar Edson Gomes, falando que ele deveria ser carinhoso com a companheira, a fala tinha caráter amplo e simbólico, dirigida a todos os homens brasileiros, como defesa de relações baseadas no afeto, no respeito e na dignidade à vida de mulheres”.

Mercury também pediu desculpas a Edson por qualquer constrangimento causado pela fala, manifestando, inclusive, o desejo de conversar pessoalmente com o artista.

Daniela Mercury se manifesta após insinuar que cantor bate na esposa - destaque galeria
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Daniela Mercury insinuou que Edson Gomes bate na mulher e ele reagiu

Daniela Mercury e Edson Gomes se envolveram em uma polêmica na noite de terça-feira (28/4)
Daniela Mercury e Edson Gomes bateram boca em cima do palco
Daniela Mercury mandou um recado para Edson Gomes durante entrega de troféu

Na manifestação, ela também reiterou que sempre se posicionou em defesa dos direitos das mulheres como cidadã, artista e ativista e que, ao longo da trajetória, construiu uma atuação reconhecida tanto nas artes quanto nas causas sociais.

Climão entre Daniela Mercury e Edson Gomes

A fala de Daniela Mercury foi proferida durante o Troféu Armandinho e Irmãos Macêdo, realizado na noite de terça-feira (28/4). Enquanto ela recebia o prêmio de Música do Carnaval 2026 pela canção É Terreiro, parceria com Alcione, ela falou sobre Edson, após um comentário de Carlinhos Brown.

“Edson, eu peço que você seja carinhoso com sua esposa, viu bicho? Porque a gente não aceita nenhuma violência contra nenhuma mulher. Te amo, mas quero também pedir que todos os artistas brasileiros se juntem a nós nessa luta contra todo tipo de violência contra as mulheres. E se as mulheres pretas sofrem mais, que a gente cuide delas, que a gente respeite essas mulheres”, disse.

A cantora seguiu fazendo o discurso após a fala mas, logo depois, Edson Gomes subiu ao palco e questionou a declaração. “Em primeiro lugar eu quero saber, eu quero perguntar a Daniela, de onde foi que ela tirou [essa informação] e tentou me envergonhar na frente de todo mundo. Eu quero que ela prove, quem eu espanco?! Tentar me lacrar assim e me envergonhar, para quê isso? Não estou entendendo, para que isso? E você não tem como provar isso”, afirmou.

No momento, Mercury chegou a se desculpar com Edson.

Leia a nota completa:

“Historicamente, a artista Daniela Mercury sempre se posicionou em defesa dos direitos das mulheres, como cidadã, artista e ativista. Ao longo de sua trajetória, Daniela construiu uma atuação reconhecida tanto nas artes quanto nas causas sociais, voltada à proteção das populações mais vulneráveis e à promoção dos direitos humanos.

Durante a cerimônia do Troféu Armandinho & Irmãos Macêdo, realizada nesta terça-feira, Daniela fez um discurso de repúdio às diversas formas de violência sofridas por mulheres, incentivando o engajamento coletivo nessa luta. Ao mencionar Edson Gomes, falando que ele deveria ser carinhoso com a companheira, sua fala tinha caráter amplo e simbólico, dirigida a todos os homens brasileiros, como defesa de relações baseadas no afeto, no respeito e na dignidade à vida de mulheres.

Daniela Mercury lamenta que sua manifestação tenha gerado interpretação diferente da pretendida e pede desculpas a Edson Gomes por qualquer constrangimento causado. Reitera, ainda, o desejo de conversar pessoalmente com o artista em momento oportuno.”

Desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retornou ao cargo no início de 2025, o governo americano tem estampado o nome e o rosto do republicado em vários símbolos públicos do país.

O exemplo mais recente são os passaportes da edição comemorativa dos 250 anos de independência dos Estados Unidos, que serão levarão uma imagem do rosto de Trump.

A Casa da Moeda dos EUA também anunciou planos para uma moeda de ouro comemorativa com a imagem de Trump para marcar o aniversário da fundação do país. E o Departamento do Tesouro afirmou que as cédulas de papel-moeda terão a assinatura de Trump, sendo esta a primeira vez que um presidente em exercício assina dinheiro americano.

Mas Trump também buscou deixar sua marca em edifícios proeminentes em Washington, em uma nova classe de navios de guerra da Marinha, além de um programa de vistos para estrangeiros ricos, em site de medicamentos controlados pelo governo e em contas de poupança federais para crianças.

Trump-Kennedy Center

O conselho administrativo do centro cultural John F. Kennedy, designado pelo Congresso em 1964 como um memorial ao presidente democrata, votou para renomear o local em homenagem a Donald Trump em dezembro de 2025.

Trump, que foi eleito presidente do conselho no início do ano passado, disse que estava "honrado" e "surpreso" com a votação. “Essa questão foi levantada por um dos membros mais ilustres do conselho, e eles votaram sobre isso, e são muitos membros do conselho, e a votação foi unânime”, disse ele. Em seguida, o cabeçalho do site do centro foi atualizado para exibir "The Trump Kennedy Center".

Críticos questionam se o conselho tem autoridade legal para renomear a instituição artística, já que a lei federal aprovada pelo Congresso exige que o conselho "assegure que, após 2 de dezembro de 1983, nenhum memorial ou placa adicional com caráter memorial seja designado ou instalado nas áreas públicas do Centro de Artes Cênicas John F. Kennedy".

A medida também encontrou forte reação negativa da família Kennedy. “O Kennedy Center é um memorial vivo a um presidente falecido e foi nomeado em homenagem ao presidente Kennedy por lei federal”, disse Joe Kennedy III, ex-congressista e sobrinho-neto do falecido presidente, no X. “Ele não pode ser renomeado, assim como ninguém pode renomear o Lincoln Memorial, não importa o que digam.”

Instituto de Paz Donald J. Trump

O nome do presidente Donald Trump foi fixado no edifício do Instituto da Paz dos Estados Unidos em Washington, D.C., em dezembro de 2025. A mudança ocorreu um dia antes de Trump receber os presidentes de Ruanda e da República Democrática do Congo no prédio, para a assinatura de um acordo de paz mediado pelos EUA.

O Departamento de Estado de Trump disse que renomeou o prédio, acrescentando o nome de Trump acima do Instituto da Paz dos EUA no exterior, "para refletir o maior negociador da história de nossa nação".

“Obrigado por colocar um determinado nome naquele edifício”, disse Trump ao secretário de Estado, Marco Rubio, no evento de assinatura, acrescentando que foi uma “grande honra”.

No início do governo Trump, o  (DOGE) Departamento de Eficiência Governamental, na época liderado por Elon Musk, demitiu funcionários da organização sem fins lucrativos e instalou sua própria liderança. A medida foi considerada ilegal por um juiz, mas a decisão foi suspensa por um tribunal de apelações.

O instituto não é uma agência federal e foi criado em 1984 como uma organização independente sem fins lucrativos.

Navios de guerra da "classe Trump"

Trump anunciou planos para construir uma nova “classe Trump” de navios de guerra – maiores, mais rápidos e “100 vezes mais poderosos” do que qualquer outro anterior – com o objetivo de consolidar o domínio naval dos EUA, começando com dois navios como parte de uma “Frota Dourada” expandida.
Ele disse que o projeto acabaria sendo ampliado para abranger de 20 a 25 novos navios.

A construção planejada de navios de guerra resultará em "mais tonelagem e poder de fogo em construção do que em qualquer momento da história", disse o então secretário da Marinha dos EUA, John Phelan, acrescentando que os componentes seriam construídos em todos os estados dos EUA.

Phelan afirmou que os navios não apenas apresentariam os “maiores canhões” já transportados em um navio de guerra dos EUA, mas também transportariam mísseis de cruzeiro com armas nucleares lançados pelo mar. O primeiro dos novos navios de guerra será batizado de USS Defiant.

Além da nova classe de navios de guerra, a Frota Dourada prevê um aumento no número de outros tipos de navios de guerra, incluindo uma classe de fragatas menor e mais ágil, anunciada anteriormente pela Marinha dos EUA, disse Trump.

Trump Gold Card

Donald Trump também lançou o programa de vistos "Trump Gold Card", que permite aos solicitantes pagar uma taxa de US$15.000 ao Departamento de Segurança Interna para processamento rápido.

Após uma verificação de antecedentes, os candidatos devem então fazer uma “contribuição” de US$ 1 milhão para obter o visto, semelhante a um green card, que lhes permite viver e trabalhar nos Estados Unidos.

Até agora, o governo aprovou apenas um visto Trump Gold Card, disse o secretário de Comércio, Howard Lutnick.

Em dezembro, Lutnick disse à Reuters que cerca de 10.000 pessoas se inscreveram no Gold Card durante um período de pré-registro e que ele esperava que muito mais pessoas se inscrevessem. “Eu espero que, com o tempo, vendamos milhares desses vistos e arrecademos bilhões, bilhões de dólares”, acrescentou ele na época.

TrumpRx.gov

Em fevereiro, Trump apresentou TrumpRx.gov, um site destinado a oferecer aos consumidores americanos acesso a medicamentos com desconto.

Trump tem promovido a iniciativa como um passo importante para reduzir os custos de saúde dos norte-americanos, fechando acordos com pelo menos 16 empresas farmacêuticas para listar certos produtos no portal.

Esses acordos incluem pactos com a Eli Lilly e a Novo Nordisk para reduzir drasticamente os preços de medicamentos populares para perda de peso à base de GLP-1. O governo afirmou que essas medidas reduziriam os preços para uma média entre US$ 149 e US$ 350 por mês para os americanos.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse em uma publicação no X que o site de vendas diretas ao consumidor seria "de última geração" e "economizará dinheiro para milhões de americanos".

Contas Trump de investimento

O governo lançou recentemente as "Trump Accounts", contas de investimento para bebês nos Estados Unidos. A Casa Branca está criando essas contas de investimento para recém-nascidos nos próximos três anos, com verbas iniciais do governo.

"Daqui a algumas décadas, acredito que as Trump Accounts serão lembradas como uma das inovações políticas mais transformadoras de todos os tempos", disse Trump. As contas – que levam o nome do presidente – foram criadas no ano passado ao abrigo da Lei "One Big Beautiful Bill" , a principal legislação tributária e de gastos do partido do presidente.

O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou que depositará US$ 1.000 em contas de investimento para todas as crianças nascidas entre 2025 e 2028, sendo que cerca de 25 milhões de famílias são consideradas elegíveis.

As contas entrarão oficialmente em funcionamento no dia 4 de julho deste ano, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que mais de 500 mil famílias já se cadastraram.

Em meio à divisão do espólio de Erasmo Carlos, que morreu em novembro de 2022, os filhos do roqueiro, Leo e Gil, optaram por não entrar em muitos detalhes da disputa travada com a viúva, Fernanda Artistides Esteves. Mas ao serem procurados pelo EXTRA, demonstraram surpresa e decidiram contestar algumas informações que têm sido veiculadas.

"A família de Erasmo Carlos declara sua surpresa diante da divulgação de notícias sobre fatos supostamente ocorridos em seu inventário e ressalta o necessário respeito a verdade dos fatos e, principalmente, à memória do artista", inicia a nota enviada por Leo Esteves ao EXTRA.

O caso ganhou repercussão nos últimos dias com uma reportagem da "Veja", que disse que Fernanda deixou o apartamento de frente para o mar que morava com Erasmo Carlos, no Rio. A revista revelou ainda que os filhos de Erasmo Carlos teriam pedido para que a viúva devolvesse o carro que tinha em posse dela. Os filhos também teriam entrado na Justiça para cobrar diárias do aluguel dela, já que o automóvel seria de posse da produtora que administrava a carreira de Erasmo.

O texto diz ainda que os direitos de imagem e autorais de Erasmo teriam ficado com os filhos, mesmo ele tendo casamento em comunhão parcial de bens com Fernanda. Com relação a tudo isso, Leo Esteves continuou na nota:

"Como o processo se encontra sob segredo de Justiça, o acesso exclusivo é das partes e seus procuradores, e a sua violação pode gerar responsabilização penal".

Viúva deixa apartamento que morava com Erasmo Carlos

A mudança de endereço, Fernanda confirmou nas próprias redes sociais. Na reportagem de "Veja", é dito que a viúva teria saído do apartamento porque não estaria recebendo nada do espólio e não tinha como arcar com as despesas, que chegavam a R$ 10 mil.

"Sempre só tive janelas que davam para os fundos. Talvez tenha sido assim que aprendi a ver beleza no que está por trás, no que não é possível óbvio, no escondido. Meu bem chava que eu merecia mais, só ele achava. Resolveu que merecíamos juntos olhar para frente, para imensidão do mar, beleza em movimento, o quadro que não para, o olhar que todos querem. Durou tão pouco. Vimos poucas ondas juntos, nenhuma baleia, e depois me vi olhando o mar como um tsunami de dor e vazio. Hoje me encontro no conforto de um lugar pequeno, com a segurança de uma janela que dá para os fundos, com uma paisagem que pouco se movimenta, mas onde recebo visitas de pássaros, borboletas, insetos, pequenos mamíferos, e tenho até uma aranha que me faz companhia, tão solitária quanto eu em sua teia", diz um trecho da postagem no Instagram.

Para acompanhar o texto, Fernanda, que ficou viúva em novembro de 2022, publicou fotos de Erasmo Carlos olhando a vista do apartamento que mantinham de frente para o mar, e registrou também a vista atual do apartamento dela.

O imóvel de Erasmo Carlos

Um ano depois da morte de Erasmo Carlos, Fernanda Esteves mostrou em uma reportagem da TV Aparecida que estava deixando o apartamento que tinha com o marido intacto. Ela não tinha desembrulhado ainda um quadro que o artista recebeu enquanto ainda estava internado. O jornal O Globo, que o cantor tanto gostava de ler diariamente, teve a assinatura mantida. Mas passou a ser empilhado diariamente no chão da sala. Foi o que Fernanda foi fazendo aos poucos, enquanto esperava o marido voltar do hospital, e mais tarde virou uma lembrança.

"A pilha de jornal representa a falta dele para mim. Cada jornal posto ali, é um dia sem ele aqui. E vai sendo assim. Já caiu a pilha, no dia do aniversário dele, inclusive. Eu olho para ela e me localizo. Consigo me situar no dia a dia quando chego aqui e o jornal está ali, o meu quadro fechado... Penso: 'Ainda está faltando o Erasmo, mas alguma coisa dele está aqui'", refletiu Fernanda.

O Brasil perdeu 1,6 milhão de hectares de cobertura arbórea em floresta tropical úmida em 2025, aponta balanço do Global Forest Watch, divulgado nesta quarta-feira (29) pela organização ambiental sem fins lucrativos World Resources Institute (WRI).

O número representa uma redução de 42% das perdas em relação ao ano de 2024, sendo observado maior impacto nas derrubadas sem o uso do fogo. As perdas não relacionadas a incêndios resultam de desmatamento, corte raso e morte natural, entre outros fatores.

“O Brasil diminuiu as perdas não relacionadas a incêndios em 41%, comparadas a 2024, e atingiu o nível mais baixo desde que começou a ser registrado [em 2001]”, afirma a codiretora do Global Forest Watch Elizabeth Goldman.

Entre os estados que mais observaram diminuição das perdas estão o Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre e Roraima, que juntos representam mais de 40% da redução. O Maranhão foi o único estado em que foi registrado crescimento da perda da cobertura arbórea.

Os dados, produzidos anualmente pelo Laboratório de Análise e Descoberta de Terras Globais (Glad), da Universidade de Maryland, são relativos à vegetação primária, ou seja, áreas naturais maduras com vegetação original.

De acordo com os pesquisadores do WRI, o modelo adotado não mede apenas o desmatamento, como ocorre no sistema de monitoramento oficial brasileiro, o Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes). O sistema do Global Forest Watch também são considera outros distúrbios como corte seletivo e mortes naturais.

Alinhamento - Para Elizabeth Goldman, apesar dos métodos diferentes, a redução apontada no estudo está alinhada ao declínio no desmatamento dos principais biomas, apontado pelo Prodes para o período entre de 1º de agosto de 2024 a 31 de julho de 2025.

“Além das florestas tropicais primárias, pensando em toda a perda arbórea, a maioria dos biomas viram uma redução, inclusive a Caatinga, que é uma região de florestas secas no Nordeste do Brasil”, destaca a pesquisadora.

Na avaliação da diretora executiva da WRI Brasil, Mirela Sandrini, os resultados alcançados pelo Brasil foram viabilizados por uma força-tarefa orquestrada pelo governo, com a participação da sociedade civil, academia, de comunidades locais e do setor privado.

Iniciativas como a intensificação da produção em áreas já desmatadas, a criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), ações para remuneração por serviços ambientais e incentivos fiscais a quem preserva estão alinhados à expectativa global para a próxima década, avalia Mirela.

“Considerando que o Brasil está no centro das soluções de grande escala para alimentos, energia e segurança climática, isso é muito importante”, destaca.

Dados globais- Para os pesquisadores, o resultado observado no Brasil impactou positivamente os dados globais, que apontam uma perda de 4,3 milhões de hectares de cobertura arbórea em floresta tropical úmida em todo o mundo, no ano de 2025.

O número representa uma diminuição de 35% em relação a 2024, quando o declínio da vegetação atingiu o recorde de 6,7 milhões de hectares perdidos.

As perdas de cobertura verde não relacionadas a incêndios foram as mais baixas nos últimos dez anos, com queda de 23%, em relação a 2024. Por outro lado, a perda relacionada a incêndios permanece entre as mais altas da série histórica, sendo a terceira maior desde 2001.

De acordo com Elizabeth Goldman, os números relativos aos incêndios de 2025 ainda passarão por revisão, uma vez que podem representar registros tardios de 2024. “A fumaça dos incêndios ativos pode bloquear os sensores dos satélites e atrasar o reconhecimento desses eventos”, explica.

Participação - A perda de cobertura arbórea no Brasil representou mais de 37% do total global para o ano, sendo em extensão o país que mais perdeu, seguido da Bolívia, com perdas de 620 mil hectares, e República Democrática do Congo, com quase 600 mil hectares. Quando a análise é proporcional ao tamanho da floresta, Bolívia e Madagascar tiveram as maiores perdas.

“A expansão agrícola foi a principal causa da perda de cobertura arbórea nos trópicos, devido à produção de commodities e mudança nos cultivos para subsistência dos mercados locais”, acrescenta a codiretora do WRI.

Incêndios - Globalmente, os incêndios foram os grandes causadores da perda arbórea em 2025. Nos últimos três anos, os incêndios causaram duas vezes mais perda de florestas, do que duas décadas atrás.

Elizabeth Goldman avalia a queda da perda florestal nos trópicos em 2025 como positiva. Mas, para ela, o resultado é insuficiente para manter o compromisso firmado por 140 países de atenuar e reverter a perda florestal até 2030. De acordo com a gestora, os dados atuais ainda posicionam o mundo 70% acima do necessário.

“Alcançar essa meta nos próximos anos não será fácil porque as florestas estão mais vulneráveis às mudanças climáticas, e a humanidade continua crescendo e aumentando a sua demanda por combustíveis e alimentos”, conclui Elizabeth Goldman.

 

Muito além de congelar água, certos fungos podem influenciar diretamente a formação da chuva. Isso porque proteínas liberadas por esses organismos ajudam a transformar gotículas de água em gelo dentro das nuvens — etapa essencial para que a precipitação aconteça. De acordo com o novo estudo publicado na revista Science Advances, fungos da família Mortierellaceae produzem essas moléculas com alta eficiência, revelando um elo pouco conhecido entre a microbiologia e o clima da Terra.

A pesquisa identificou proteínas chamadas nucleadoras de gelo, ou Ice Nucleating Proteins (INpros), capazes de organizar moléculas de água e acelerar o congelamento, próximas de 0°C negativos, mesmo em temperaturas relativamente altas.

Até então, esse tipo de mecanismo era conhecido principalmente em bactérias. Agora, os cientistas mostram que fungos também possuem estruturas semelhantes e, em alguns aspectos, ainda mais versáteis.

Do solo às nuvens: como os fungos ajudam a formar chuva

Na atmosfera, muitas nuvens são formadas por gotículas de água que permanecem líquidas mesmo abaixo de 0 °C, fenômeno chamado super-resfriamento. Para que a chuva se forme, essas gotículas precisam congelar. É nesse momento que entram os nucleadores biológicos.

Partículas contendo proteínas de bactérias e fungos podem ser transportadas pelo vento até as nuvens. Ao chegarem lá, funcionam como “gatilhos”, organizando as moléculas de água e iniciando a formação de cristais de gelo. Esses cristais crescem, se agrupam e acabam se tornando pesados o suficiente para cair, dando origem à chuva, neve ou granizo.

Descoberta em fungos surpreende cientistas

estudo identificou essas proteínas em fungos da família Mortierellaceae. Diferentemente das bactérias, essas moléculas não dependem da membrana celular para funcionar. Isso significa que podem atuar de forma independente e resistir a condições extremas, como variações de temperatura e pH.

Além disso, os pesquisadores descobriram que essas proteínas têm uma estrutura rígida e repetitiva, o que facilita a organização das moléculas de água. As análises indicam que os fungos podem ter adquirido os genes responsáveis por esse mecanismo a partir de bactérias, por meio de transferência horizontal de genes.

Para comprovar a função das proteínas, os cientistas inseriram os genes em organismos como a bactéria Escherichia coli e a levedura Saccharomyces cerevisiaeOs resultados mostraram que esses organismos passaram a induzir a formação de gelo, confirmando o papel das moléculas. Isso indica que o mecanismo pode ser reproduzido em laboratório e aplicado em diferentes sistemas biológicos.

A descoberta tem implicações importantes. Na natureza, essas proteínas influenciam a formação de nuvens e a ocorrência de chuvas. Na agricultura, também podem estar ligadas a danos causados por geadas, já que facilitam o congelamento da água em plantas. Por outro lado, o mesmo mecanismo pode ser aproveitado em áreas como produção de neve artificial, criopreservação de células e tecidos, conservação de alimentos e processos industriais de congelamento.

Segundo os pesquisadores, o fato dessas proteínas funcionarem sem depender de membranas celulares abre novas possibilidades tecnológicas. Estruturas mais simples e estáveis são mais fáceis de manipular e aplicar em escala industrial. Além disso, entender como diferentes organismos controlam a formação de gelo ajuda a revelar limites físicos desse processo — o que pode levar ao desenvolvimento de materiais mais eficientes e reforça o impacto desse tipo de descoberta até mesmo no clima do planeta.

Para humanos, saber contar é uma habilidade comum que se aprende desde criança. Apesar de ter um cérebro bem menor que o nosso, pesquisadores internacionais descobriram que o atributo de processar informações numéricas também está presente entre as abelhas. A conclusão veio após uma reavaliação de estudos anteriores sobre a inteligência dos insetos.

Segundo os cientistas, a afirmação de outros pesquisadores de que as abelhas não sabem contar e sim memorizam padrões visuais não se sustenta, pois não leva em consideração as limitações dos atributos das abelhas.

“Tem havido um debate sobre se as abelhas realmente ‘contam’ ou apenas reagem a padrões visuais. Nossos resultados mostram que essa crítica não se sustenta quando se considera a biologia do animal”, aponta um dos autores do estudo, Mirko Zanon, em comunicado.

O trabalho liderado pela Universidade Monash, na Austrália, teve os resultados publicados nos Anais da Sociedade Real B: Ciências Biológicas na última quarta-feira (22/4).

Reavaliação da habilidade das abelhas

Em estudos anteriores, a capacidade de contar das abelhas era avaliada da seguinte forma: os pesquisadores mostravam cartões com diferentes formas; em seguida, os insetos eram treinados, e depois tinham que escolher o símbolo determinado.

Tanto nos treinos quanto nos testes pós-treinos as abelhas tinham bons desempenhos, selecionando os cartões corretos com porcentagens iguais ou acima de 60%. Mesmo assim, alguns cientistas defendiam que as abelhas estavam apenas memorizando padrões e não contando.

A solução encontrada pelo novo estudo para tirar a dúvida foi reavaliar os estímulos dos trabalhos antigos, mas de um jeito distinto: focado na forma como as abelhas enxergam realmente, e não baseados na visão dos humanos.

As abelhas enxergam com baixa resolução e não percebem detalhes finos como nós. Ao ajustar os cartões de acordo com a visão dos insetos, foi possível perceber que eles viam as imagens com poucos pormenores visuais, evidenciando que o animal sabe contar e não está apenas reagindo a um estímulo visual.

“Ao avaliarmos a cognição do animal, devemos priorizar a perspectiva dele, caso contrário, podemos subestimar ou superestimar suas habilidades. Nós vemos e experimentamos o mundo de maneira bastante diferente dos animais, por isso devemos ter cuidado ao centrar nossos estudos na inteligência animal a partir de perspectivas e sentidos humanos”, afirma uma das autoras do artigo, Scarlett Howard.

Os paleontólogos às vezes descobrem tecidos ou estruturas estranhas nos restos fósseis, o que os leva a suspeitar que os animais estavam doentes. A paleopatologia é a disciplina científica que analisa essas alterações e nos permite saber quais doenças afetavam os organismos que habitaram a Terra em épocas passadas.

Foram identificados processos patológicos em uma grande diversidade de organismos extintos, desde protozoários até vertebrados. Eles são mais frequentes, no entanto, nos grupos que possuem partes duras (mais fáceis de se fossilizar), como ossos ou conchas.

Além de fornecer dados sobre a biologia e a ecologia desses organismos, seu estudo também é relevante para compreender a origem, a distribuição e a evolução das doenças ao longo do tempo.

Como funciona a paleopatologia?

A comparação entre o presente e o passado é fundamental para compreender as doenças que afetaram os seres pré-históricos. Para chegar a um diagnóstico, a paleopatologia se baseia em uma premissa fundamental: as doenças se desenvolvem de forma comparável em espécies atuais e extintas.

Avanços tecnológicos permitiram um importante salto qualitativo nesta disciplina. Assim como na medicina, os fósseis com anomalias são digitalizados em alta resolução, utilizando o que conhecemos como tomografia computadorizada. Com os resultados, é possível observar estruturas e tecidos internos e aprofundar o diagnóstico da doença sem danificar o restante do fóssil.

À caça dos trilobitas!

Os trilobitas, com mais de 22.000 espécies descritas, são um símbolo do Paleozóico (539-251 milhões de anos). Esses artrópodes extintos, dotados de uma carapaça dura, habitavam ambientes marinhos em praticamente todo o mundo. Além disso, foram alguns dos primeiros organismos a sofrer predação na própria pele.

Em alguns restos de trilobitas foi possível observar partes truncadas ou lascadas. Cientificamente, essas lesões foram interpretadas como possíveis mordidas de predadores. Em alguns casos, as bordas dessas mordidas mostram sinais de remodelação, sugerindo que foram ataques predatórios malsucedidos. Naquela ocasião, o trilobita se salvou.

Mas quem comia esses animais? Acredita-se que o mais provável seja que seus predadores fossem outros invertebrados durofágicos, como cefalópodes (como polvos), asteroides (como estrelas do mar), artrópodes (como carangujos) etc. Alguns possuíam cones orais e outros estavam dotados de espinhos nas patas, semelhantes aos dos atuais caranguejos-ferradura. Havia também aqueles que apresentavam apêndices frontais que funcionariam como martelos. Fosse qual fosse a ferramenta, ela lhes permitia quebrar a carapaça biomineralizada dos trilobitas.

Historicamente, pensava-se que os principais predadores eram os anomalocarídeos. Hoje, no entanto, existem dúvidas a esse respeito. Sugere-se que eles os predavam apenas logo após o processo de muda, quando a carapaça dos trilobitas ainda não estava endurecida.

Além de lesões relacionadas à predação, foram identificadas nos trilobitas anomalias associadas a outros processos. Por exemplo, alterações no desenvolvimento, complicações durante a muda ou doenças causadas por parasitas.

Mancos no Jurássico

Já foram identificadas inúmeras alterações patológicas nos restos ósseos e dentários de dinossauros mesozóicos. Algumas são interpretadas como traumatismos (fraturas, amputações, etc.), outras como infecções, e também foram documentadas doenças degenerativas ou alterações no desenvolvimento.

Mas os dinossauros não nos deixaram apenas restos esqueléticos. Eles também deixaram evidências de sua atividade. Pegadas ou rastros (conhecidos como icnitas) podem fornecer informações sobre sua locomoção, como, por exemplo, a velocidade com que se deslocavam, ou sobre seu comportamento, se se moviam em manada ou sozinhos.

Além disso, algumas icnitas sugerem que certos dinossauros apresentavam problemas ao caminhar. Nesses rastros, observa-se uma assimetria no comprimento dos passos. Ou seja, eles alternavam passadas longas com outras mais curtas. Uma hipótese sugere que esse padrão poderia indicar uma marcha irregular, possivelmente para evitar sobrecarregar um dos membros. A origem, entre outras causas, poderia ser uma lesão ou uma artrite. Embora não sejam tão comuns quanto as patologias nos ossos e dentes, foram identificadas marchas irregulares em diferentes tipos de dinossauros.

Por outro lado, estudos das pegadas também puderam observar malformações nos dedos e nas palmas. Foram identificadas icnitas de dinossauros com dedos ausentes, fraturados ou deformados, bem como extremidades curvadas ou irregulares. Também alguns com excrescências anômalas e até mesmo pegadas completamente torcidas. Essas formas aberrantes provavelmente refletem lesões no animal (fraturas, infecções, etc.) ou alterações durante seu desenvolvimento.

Evidências que o tempo apagou

Nem todas as doenças que afetaram os organismos do passado podem ser detectadas no registro fóssil. A escassa preservação dos tecidos moles gera um viés significativo, já que a maioria das lesões e doenças não deixa vestígios nas estruturas duras nem nos resíduos de sua atividade. Além disso, as respostas do tecido ósseo costumam ser lentas e, em alguns casos, podem levar anos ou até décadas para se desenvolver. Por isso, muitas doenças, especialmente as de caráter letal, não deixam nenhum vestígio nos fósseis e permanecem fora do nosso conhecimento no tempo profundo.

Outro problema é o mimetismo tafonômico.. Durante o enterramento e outros processos tafonômicos, podem ocorrer alterações semelhantes a lesões patológicas, como abrasões ou fraturas. Por isso, a equipe de pesquisa responsável pelo estudo deve ser cautelosa e prestar atenção especial aos detalhes para evitar identificar doenças onde elas não existem.

A paleopatologia nos ensina que a doença existe desde o início da própria vida. Embora raramente deixe marcas no registro fóssil, quando o faz nos permite vislumbrar as histórias dos organismos de uma maneira completamente incomum: não apenas como viviam, mas também como adoeciam, resistiam ou não conseguiam sobreviver. Mesmo no passado mais remoto, a vida nunca esteve isenta de suas próprias fragilidades.

Segundo a diretora técnica da Cia Athletica, Mônica Marques, é importante adaptar a rotina. “A atividade física vai depender das individualidades de cada pessoa”, explica.

Além disso, dados do Ministério da Saúde mostram um cenário preocupante. Cerca de 60% dos adultos estão acima do peso e 25% são obesos.

Tempo ideal de atividade física por idade

As recomendações variam conforme a fase da vida. Veja as orientações gerais para cada grupo.

5 a 17 anos

Crianças e adolescentes devem praticar cerca de 60 minutos de atividade física por dia. Os exercícios podem variar entre intensidade moderada e intensa.

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Também é importante alternar as atividades ao longo da semana. O foco deve ser o movimento e o desenvolvimento saudável.

18 a 64 anos

Para adultos, o tempo varia conforme a intensidade do exercício. Atividades moderadas devem somar entre 150 e 300 minutos por semana.

Já atividades intensas podem variar entre 75 e 150 minutos semanais. A recomendação inclui musculação pelo menos duas vezes por semana.

Acima de 65 anos

Idosos devem seguir orientações semelhantes às dos adultos, respeitando seus limites. Exercícios moderados também podem variar entre 150 e 300 minutos semanais.

Além disso, é importante incluir atividades de fortalecimento muscular. Isso ajuda a manter a autonomia e prevenir quedas.

Exercício não é tudo

Apesar dos benefícios, a atividade física sozinha não garante emagrecimento. Outros fatores também influenciam diretamente a saúde.

“Para emagrecer, é necessário estar em déficit calórico”, explica a especialista. Isso significa consumir menos calorias do que o corpo gasta.

Uma alimentação equilibrada, boas noites de sono e hidratação adequada são fundamentais. Esses hábitos ajudam a potencializar os resultados dos exercícios.

De acordo com os dados mais recentes do Ministério da Saúde, entre 2020 e 2024, o número de atendimentos ligados ao câncer de próstata entre homens jovens – aqueles com até 49 anos – aumentou em 32% no Sistema Único de Saúde (SUS). No mesmo período, foi registrada uma elevação de casos: de 2,5 mil para 3,3 mil.

Ainda segundo o levantamento, grande parte dos atendimentos encaminhou os homens jovens do SUS para a quimioterapia (85%), cirurgias oncológicas (de 10% a 12%) e a radioterapia (entre 3% e 4%).

Segundo especialistas ouvidos pelo Metrópoles, a crescente pode ser interpretada de duas formas distintas: ao mesmo tempo que mostra uma maior exposição das geração jovens a fatores de risco cancerígenos, como obesidade, alimentação inadequada e mudanças climáticas, a cultura de buscar atendimento antes que seja tarde também está se alterando.

“Antigamente, era comum buscar atendimento apenas quando havia sintomas ou alguma doença instalada. Hoje, especialmente entre os mais jovens, já existe uma cultura maior de medicina preventiva. Com isso, temos observado mais alterações no exame de PSA (teste utilizado para rastreamento do câncer de próstata), o que permite aprofundar a investigação e fazer diagnósticos cada vez mais precoces do câncer de próstata”, explica o uro-oncologista Ariê Carneiro, do Einstein Hospital Israelita, em São Paulo.

Com a maior responsabilidade pela saúde da próstata, o resultado é simples: mais atendimentos e, consequentemente, mais casos detectados. “Entender que o câncer pode estar surgindo mais cedo ajuda a reforçar a importância de hábitos saudáveis desde a juventude e de uma avaliação médica individualizada”, diz o oncologista Luiz Reis, do Hospital Brasília Águas Claras.


Câncer de próstata


Câncer de próstata está crescendo entre homens jovens. Entenda motivos - destaque galeria

 A idade de rastreio deve diminuir?

Apesar do crescimento, ambos especialistas consideram que não. Atualmente, a recomendação da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) é que, em homens sem fatores de risco, o rastreio comece aos 50 anos, através do PSA e do exame de toque retal.

Quando o indivíduo possui risco cancerígeno maior, indica-se iniciar a investigação aos 45 anos ou, algumas vezes, até 10 anos antes da idade do diagnóstico do familiar. Se encaixam nessas recomendações homens:

“Alguns estudos sugerem que a dosagem de PSA aos 40 anos pode ser útil como referência basal. Se esse valor já estiver elevado, pode indicar maior risco no futuro. Mesmo assim, do ponto de vista populacional, a recomendação formal continua sendo iniciar aos 50 anos, ou aos 45 em grupos de risco”, aponta Carneiro.

Importância da procura por tratamento e diagnóstico precoce

Um dos principais tabus em volta do câncer de próstata é a realização do exame do toque retal. Seguro e indolor, ele é fundamental para a detecção da doença, visto que geralmente ela não apresenta sintomas iniciais, seja o paciente mais jovem ou mais velho.

“Informar melhor a população ajuda o homem a entender seus riscos, reduz o medo ou a resistência aos exames e permite uma decisão mais consciente junto ao médico. Também abre espaço para mudanças de estilo de vida que podem reduzir o risco de câncer”, ressalta Reis.

Um diagnóstico precoce aumenta as chances do tumor ser menor e, consequentemente, a terapia indicada ser menos agressiva, evitando a retirada por completo da próstata. “Isso ajuda a preservar a qualidade de vida do paciente, incluindo função erétil e continência urinária, com altas taxas de sucesso no controle da doença”, afirma Carneiro.

A busca por atendimento antes que os sintomas fiquem mais graves é essencial para o sucesso do tratamento. No final, a maior recomendação para evitar intercorrências na região é sempre acompanhá-la preventivamente.

A manhã desta terça-feira (28) foi repleta de conquistas para os moradores do Quilombo Tabacaria. Além do lançamento oficial do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que é fruto de uma ação conjunta entre a Prefeitura de Palmeira dos Índios e a Conab, os moradores da comunidade festejaram a assinatura do contrato do Pronaf Grupo A, que é uma linha de crédito rural – oferecida pelo Banco do Nordeste – que irá beneficiar a comunidade. Na prática, cada morador receberá um crédito no valor de 52 mil reais, que deverá ser investido na produção agrícola local.

A solenidade de lançamento dos programas contou com a presença do superintendente da Conab Elizeu Rêgo, que fez questão de enaltecer a importância do apoio da prefeitura para que os agricultores continuem a ser beneficiados pelo PAA. “Esta é uma maneira de incentivar o homem e a mulher do campo a continuarem a produzir e garantir o sustento na mesa dos trabalhadores”, disse Elizeu.

De acordo com o líder da comunidade Elson Paulino, que também é assessor especial da Secretaria Municipal de Povos Originários, cerca de 40 mulheres venderão cerca de 83 toneladas de sementes e manivas para mais de 3 mil famílias. “Acreditamos muito nesta iniciativa e que ela contribuirá para o progresso de nossa comunidade. A meta é que ao todo sejam vendidos mais de R$600.000,00 em produtos agrícolas, como sementes e mudas, que serão destinados à Associação de Caraíbas Tortas, Barra do Bonifácio e uma Aldeia indígena”, disse Elson.

Conforme explica o secretário municipal de agricultura Alexandre Lima, a ação tem como objetivo beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade social. “Nosso objetivo é atender toda a população, desde os agricultores, até os consumidores finais”, disse o secretário.

E, claro, quem também prestigiou o evento foi a prefeita Tia Júlia, que esteve acompanhada pelo ex-prefeito de Palmeira Júlio Cezar e pelo deputado estadual Silvio Camelo. Na ocasião, a gestora municipal ressaltou a importância da agricultura familiar. “Só quem é filha e agricultor sabe a importância que estas pessoas possuem para a nossa vida. Os agricultores são doutores da terra e por isso merecem todo o respeito e incentivo ao seu trabalho”, disse.

 

Apontada pelas autoridades da Secretaria da Segurança Pública (SSP) como a responsável por articular um arrastão em um shopping na zona norte de São Paulo, Isabelle Neto Neres, de 18 anos, foi presa na noite do último domingo (26/4) após ser flagrada pela Polícia Militar (PM) com produtos furtados. Segundo as investigações, a jovem, teria usado uma criança no colo como disfarce, enquanto coordenava a ação do grupo dentro do centro de compras.

A ação começou com um tumulto dentro do Tietê Plaza Shopping, que rapidamente chamou a atenção de quem estava no local. A confusão fez clientes correrem e lojistas tentarem entender o que estava acontecendo um arrastão. A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar, encontrou o ambiente já em desordem, com várias pessoas deixando o local às pressas.

Segundo a investigação, o tumulto teria sido provocado para distrair seguranças e lojistas enquanto os furtos aconteciam. Durante as buscas, Isabelle foi localizada ao lado de dois suspeitos, Kevin Sousa Oliveira, de 21 anos, e um adolescente de 16. De acordo com a polícia, ela foi flagrada repassando uma bolsa com produtos a um dos comparsas e entregando a criança a outro, em uma tentativa de despistar a abordagem.

“Bonita e Perigosa”

Nas redes sociais, Isabelle Neto Neres exibe uma rotina de ostentação, com fotos em carros de luxo, utilizando joias e marcas caras, projetando uma vida de alto padrão. Fora das telas, porém, a realidade encontrada pela polícia foi outra. Dentro da bolsa que ela carregava, havia diversos itens furtados de lojas do shopping, como cosméticos, roupas e alimentos.

Segundo a Secretária de Segurança Pública (SSP), a própria jovem admitiu participação nos furtos e afirmou que o grupo agiu em diferentes estabelecimentos, aproveitando momentos de distração de lojistas e seguranças.

Da ostentação ao arrastão

De acordo com a PM, a equipe de segurança do shopping também informou que Isabelle já havia sido detida horas antes pelo mesmo tipo de prática, usando uma criança como estratégia para disfarçar a ação. Na ocasião, os produtos foram recuperados e devolvidos, e não houve registro formal.

Para os investigadores, há indícios de que o esquema foi planejado, com divisão de tarefas entre os envolvidos. Isabelle e o comparsa adulto foram presos em flagrante por furto qualificado, enquanto o adolescente foi apreendido e liberado aos responsáveis. A criança, de 4 anos, foi entregue à mãe. O caso foi registrado no 33º Distrito Policial (Vila Mangalot), que segue apurando a participação de outros possíveis envolvidos.

O Metrópoles entrou em contato com a assessoria de imprensa do Shopping Tietê Plaza, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações. A reportagem não obteve contato com a defesa de Isabelle Neto Neres.


				Bonita e perigosa: quem é a suspeita de articular arrastão em shopping

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou uma imagem feita com inteligência artificial para fazer novas ameaças ao Irã nesta quarta-feira (29/4). Na foto, Trump aparece segurando um fuzil com explosões ao fundo. “Chega de ser bonzinho”, diz o texto.

“O Irã não consegue se organizar. Eles não sabem como assinar um acordo não nuclear. É melhor ficarem espertos!”, escreveu na legenda do post na rede social Truth Social.

DUAS OPERAÇÕES

MPF denuncia 10 pessoas por fraude no concurso da PF de 2025 em AL, PB e PE

Estados Unidos e Irã ainda não conseguiram chegar a um acordo para terminar a guerra. A expectativa é que Teerã apresente uma nova proposta aos mediadores no Paquistão nos próximos dias.

No sábado (25/4), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, se encontrou com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, em Islamabad. A delegação americana desistiu da viagem ao país.

Segundo agência estatal iraniana, Araghchi entregou uma lista ao Paquistão com pontos considerados inegociáveis pelo governo iraniano.

Por enquanto, o cessar-fogo entre os dois países dura três semanas.

Tensão com a Alemanha

Ontem, Trump rebateu as críticas feitas pelo chanceler federal alemão, Friedrich Merz, à guerra do Irã.

“Ele não sabe do que está falando! Se o Irã tivesse uma arma nuclear, o mundo inteiro seria feito refém”, disse. “Não é à toa que a Alemanha está indo tão mal, tanto economicamente quanto em outros aspectos”, completou.

Merz afirmou que os Estados Unidos estão sendo humilhados pelo Irã. “Os iranianos estão claramente mais fortes do que se esperava, e os americanos claramente não têm uma estratégia realmente convincente nas negociações”, destacou

Nos últimos anos, tem se tornado cada vez mais comum a cirurgia de restauração do prepúcio nos EUA. Em expansão, o procedimento, na contramão da circuncisão (também conhecida como postectomia), revela uma nova faceta dos cuidados genitais masculinos. O prepúcio é a dobra de pele móvel e retrátil que cobre e protege a glande (a cabeça do pênis).

Nos EUA, a circuncisão atingiu seu auge em meados da década de 1960, quando estima-se que 80% dos homens tinham o prepúcio removido. Mais recentemente, no entanto, a popularidade do procedimento caiu drasticamente: 49% dos bebês do sexo masculino foram circuncidados em 2022, o último ano com dados disponíveis, de acordo com a revista "New York".

No meio da discussão está um questionamento: a remoção do prepúcio é benéfica para os homens? Médicos divergem, embora os benefícios apontados por pesquisas sejam maiores.

Enquanto isso, por razão estética e busca de maior conforto, Daniel Floyd resolveu aderir à "trend".

Pouco antes de completar 4 anos, Daniel, que fora circuncidado ainda bebê, começou a ter pesadelos recorrentes em que era amarrado a uma mesa com os membros abertos enquanto um médico ou vizinho cortava seus genitais, às vezes com tesouras de jardinagem.

Os sonhos continuaram até o fim do ensino fundamental, quando a sensação da ponta do seu pênis roçando na sua roupa íntima começou a enlouquecê-lo. Era irritante e desconfortável, e o enchia de raiva.

Pela internet, o americano descobriu a restauração do prepúcio. Eles tentou, inicialmente, medidas não cirúrgicas, com o uso de fitas adesivas esticando a pele restante, um dispositivo com cones de plástico e terapia com om luz vermelha na virilha para estimular o crescimento de nova pele. Nada lhe deu a solução definitiva que ele tanto almejava.

Até que, no ano passado, Daniel se submeteu finalmente à cirurgia de restauração do prepúcio. Um médico em Burlingame (Califórnia, EUA) fez um corte na carne da parte inferior do seu pênis, separou a pele da haste e puxou a pele solta para a frente, que o cirurgião então costurou com mais de 60 pontos, incluindo quatro suturas na ponta do pênis de Floyd para apertar a carne e manter a glande firme dentro.

"Eu chorei. Muito. Eu pude dizer: Meu Deus, estou segurando o meu prepúcio de verdade pela primeira vez!", comemorou Daniel ao ver o resultado da cirurgia.

Em redes sociais foi criado até um movimento que se opõe à circuncisão.

"O prepúcio não é um extra, é essencial", disse Eric Clopper, um membro proeminente do movimento "intactivista".

O defensores da restauração destacam a "natureza multifacetada" do prepúcio — que inclui terminações nervosas, tecido muscular liso e membrana mucosa — e costumam enumerar, com evidente admiração, os papéis cruciais que ele desempenha em tudo, desde a relação sexual até a defesa imunológica. Eles sabem que, uma vez removido, tecidos como a faixa estriada (um anel na ponta do prepúcio com nervos semelhantes aos dos lábios) e o frênulo (que conecta o prepúcio à glande) não podem ser regenerados.

O entusiasmo pela estrutura natural dos genitais também faz dos círculos de restauração do prepúcio um local acolhedor, com muitas fotos de pênis. As restaurações podem ser totais, cobrindo toda a glande, ou parciais (pela metade).

"Parabéns pelo seu sucesso!!! Você se dedicou e mereceu, irmão!", escreveu um usuário a um homem que havia passado pela cirurgia.

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