
Um tribunal dos Estados Unidos suspendeu nesta quarta-feira (30) a execução da única mulher no corredor da morte no Tennessee em mais de 200 anos, pouco antes de ela ser submetida à injeção letal.
No último minuto, o Tribunal de Apelações do Sexto Distrito emitiu uma ordem para suspender a execução de Christa Pike, até segunda ordem.
Pike foi condenada pelo assassinato de uma colega de escola há três décadas. Seu pedido de clemência -que destacava traumas de infância e abusos sexuais- foi negado pelo governador Bill Lee.
Hoje com 50 anos, ela tinha 18 em janeiro de 1995, quando com o namorado de 17 anos e uma terceira pessoa atraíram Colleen Slemmer, 19, colega no centro de formação profissional Job Corps de Knoxville, para uma área de mata, onde a torturaram e a mataram.
A natureza macabra do assassinato -no qual os autores entalharam o formato de um pentagrama no peito da vítima- recebeu ampla cobertura da imprensa na época. Depoimentos no julgamento indicaram que Pike via Slemmer como uma rival pelo afeto de seu namorado, Tadaryl Shipp.
Ambos confessaram o assassinato e foram condenados no ano seguinte por homicídio em primeiro grau. Pike recebeu a pena de morte, enquanto Shipp foi condenado à prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional.
Pike também foi condenada, em agosto de 2001, por tentativa de homicídio em primeiro grau após agredir outra detenta, segundo o Departamento de Administração Penitenciária do Tennessee.
Em uma petição de 226 páginas que pedia ao governador a comutação da pena de morte para prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, seus advogados documentaram seu histórico como vítima, na infância, de violência, negligência e abuso sexual, incluindo dois estupros, aos 11 e aos 17 anos.
A defesa também citou os diagnósticos de transtorno bipolar e transtorno de estresse pós-traumático que ela recebeu na prisão.
Seus advogados também apontaram evidências de que a mãe de Pike consumiu álcool em excesso durante a gravidez, o que contribuiu para falhas no desenvolvimento cerebral que dificultavam à cliente controlar seus impulsos quando jovem.
"A jovem de 18 anos que sofria de doença mental grave e de traumas quase incapacitantes não existe mais", escreveram seus advogados em resposta à negativa de clemência de Lee.
"Christa é uma mulher de 50 anos, arrependida, que compreende seus atos, recebe tratamento adequado para sua doença mental e oferece apoio e orientação a outras mulheres encarceradas."
A mãe de Slemmer, May Martinez, manifestou-se a favor da execução.
Execuções de mulheres presas são extremamente raras nos Estados Unidos. Elas representam apenas 18 das 1.683 pessoas executadas desde que a Suprema Corte autorizou a retomada da pena de morte, em 1976, segundo o Centro de Informações sobre a Pena de Morte. Antes desta quarta-feira, o Tennessee havia executado 17 pessoas.
O caso de Pike atraiu atenção internacional, e um grupo de especialistas em direitos humanos das Nações Unidas divulgou recentemente uma declaração pedindo a comutação de sua pena de morte.
Especialistas em violência sexual e trauma também se pronunciaram em sua defesa, argumentando que os procedimentos relacionados à injeção letal provavelmente fariam Pike reviver lembranças intensas e traumáticas do abuso sexual e dos estupros sofridos na infância, aumentando a crueldade e a angústia de sua morte.
Em maio, autoridades penitenciárias do Tennessee interromperam as tentativas de executar um homem condenado por homicídios depois de não conseguirem encontrar uma veia adequada para a aplicação da injeção letal.
Cientistas observaram alterações no cérebro de macacos semelhantes às vistas no Alzheimer sem que os animais apresentassem perda de memória. Um ano após o experimento, os sinais biológicos ainda estavam presentes, mesmo com desempenho preservado em testes cognitivos.
O estudo foi publicado em 24 de setembro na revista Communications Biology e investigou o que pode acontecer nas fases iniciais da doença, antes do surgimento de sintomas.
Os pesquisadores trabalharam com macacos-verdes africanos, que podem desenvolver mudanças cerebrais parecidas com as observadas em humanos com Alzheimer ao longo do envelhecimento.
Parte dos animais recebeu pequenas quantidades de beta-amiloide, uma proteína associada à doença. A substância pode formar aglomerados que afetam o funcionamento das células nervosas.
Ao todo, cinco macacas receberam a proteína em aplicações repetidas ao longo de quatro semanas. Outras três receberam uma solução sem a substância, usada como comparação.
Durante o experimento e no acompanhamento ao longo de um ano, os macacos foram submetidos a testes de memória. Eles precisavam reconhecer formas exibidas em uma tela após um curto intervalo. Os animais que receberam a proteína mantiveram o desempenho ao longo de todo o período, sem sinais de declínio na tarefa.
Apesar disso, análises do líquido que envolve o cérebro e a medula espinhal mostraram alterações que persistiram ao longo do tempo. Os pesquisadores observaram aumento de proteínas ligadas à resposta imune e queda de outras relacionadas à comunicação entre neurônios, além de mudanças em proteínas associadas aos vasos sanguíneos e à coagulação.
Segundo os autores, esses resultados indicam que o cérebro pode continuar alterado por um longo período após a exposição, mesmo sem sinais claros de perda de memória.
Os resultados sugerem que alterações biológicas ligadas ao Alzheimer podem surgir muito antes de qualquer falha de memória. Ainda assim, os pesquisadores ressaltam que isso não significa que os macacos tenham desenvolvido a doença. O estudo também não permite prever se esses animais terão problemas cognitivos no futuro.
A pesquisa envolveu poucos animais e avaliou apenas um tipo de teste de memória, o que pode não captar mudanças mais sutis. Os cientistas agora pretendem comparar os resultados com dados de humanos para entender quais dessas alterações também ocorrem na doença.
A expectativa é que esse tipo de modelo ajude a identificar sinais precoces e entender melhor como o Alzheimer começa a se desenvolver no cérebro.
Cerca de 12% dos casos de câncer no mundo estão associados a infecções, o que representa aproximadamente 2,3 milhões de diagnósticos em um único ano, segundo um novo estudo publicado na revista The Lancet Oncology.
A análise mostra que apenas cinco agentes infecciosos concentram quase todos esses casos. Entre eles estão uma bactéria comum no estômago e vírus já conhecidos por causar doenças crônicas.
A bactéria Helicobacter pylori — também conhecida apenas como H. pylori — lidera a lista. Ela foi associada a cerca de 4% dos casos de câncer, o equivalente a 760 mil diagnósticos. Embora seja comum e muitas vezes não cause sintomas, pode provocar úlceras e, em alguns casos, câncer de estômago.
O papilomavírus humano, conhecido popularmente como HPV, aparece em seguida, também com cerca de 4% dos casos, ou 750 mil registros. O vírus da hepatite B responde por cerca de 2%. Outros agentes incluem o vírus Epstein-Barr, ligado a 1% dos casos, assim como o vírus da hepatite C.
A maior parte dos cânceres associados a infecções ocorre em países de baixa e média renda. Segundo o estudo, cerca de 75% desses casos estão concentrados nessas regiões.
O leste da Ásia reúne a maior parcela dos diagnósticos, com 42% do total global. Nesses locais, a infecção por Helicobacter pylori e hepatite B aparece com mais frequência.
Os pesquisadores destacam que muitos desses casos poderiam ser evitados com medidas já conhecidas, como vacinação, diagnóstico precoce e tratamento adequado das infecções.
Vacinas contra HPV e hepatite B já estão disponíveis e podem reduzir o número de casos de câncer ao longo do tempo. Ainda assim, a cobertura vacinal e o acesso a serviços de saúde seguem desiguais entre os países.
No caso da H. pylori, não há vacina disponível, e as opções de tratamento ainda enfrentam limitações. Para o vírus Epstein-Barr, também não existe imunização, embora estudos estejam em andamento.
Os autores apontam que ampliar o acesso a essas estratégias é um passo importante para reduzir a ocorrência de câncer associada a infecções.
Um hospital no Japão realizou uma cirurgia inédita que utiliza células-tronco do músculo cardíaco para tratar uma paciente com insuficiência cardíaca grave. O procedimento foi feito em uma mulher na faixa dos 50 anos e marca o primeiro uso clínico da terapia após autorização do governo japonês neste ano.
Durante a operação, que durou cerca de uma hora, os médicos implantaram lâminas formadas por células do músculo do coração produzidas em laboratório. Essas células foram geradas a partir de células iPS, um tipo de célula-tronco capaz de se transformar em diferentes tecidos do corpo.
As células iPS são obtidas a partir de células adultas que passam por um processo de reprogramação e retornam a um estado semelhante ao inicial, com capacidade de dar origem a vários tipos celulares.
No caso da cirurgia, essas células foram direcionadas para formar cardiomiócitos, que são as células responsáveis pela contração do coração. Em seguida, foram organizadas em camadas e implantadas diretamente no órgão da paciente.
A expectativa é que as estruturas ajudem a melhorar o funcionamento do músculo cardíaco e aumentem a capacidade física da pessoa.
Antes da aplicação clínica, a técnica foi testada em oito pacientes com doença cardíaca isquêmica — condição causada pelo estreitamento das artérias do coração. Segundo relatos da imprensa japonesa, todos apresentaram redução dos sintomas e, em metade dos casos, houve melhora da função cardíaca.
A terapia foi desenvolvida pelo cirurgião Yoshiki Sawa em parceria com o cientista Shinya Yamanaka, vencedor do Nobel de Medicina em 2012 por pesquisas com células iPS.
A nova abordagem é voltada para pacientes que já não respondem a outros tratamentos disponíveis. A equipe pretende realizar o procedimento em mais pessoas nos próximos anos para avaliar os resultados de forma mais ampla.
A autorização concedida pelo governo japonês é condicional, o que significa que o tratamento ainda será acompanhado por um período antes de uma liberação definitiva.
Além dessa aplicação, o Japão também aprovou, no ínicio do ano, o uso de células iPS em um tratamento experimental para a doença de Parkinson.
Uma faca, que pode ter sido usada no crime, e a motocicleta que estava com a vítima foram encontradas pela polícia nas proximidades do local onde Pedro Henrique Lima Bezerra, de 22 anos, foi achado morto, nesta terça-feira (29), às margens da AL-130, na zona rural de Olivença, no interior de Alagoas. O jovem estava desaparecido desde o dia 23 e teve o corpo desmembrado e colocado em dois volumes, um saco de nylon e uma mochila.
Segundo a Polícia Civil, a perícia constatou que o corpo estava em avançado estado de decomposição, indicando que o homicídio pode ter ocorrido alguns dias antes da localização. A identificação foi feita por familiares, que relataram aos investigadores que Pedro Henrique saiu de casa por volta das 18h do dia 23, sem informar para onde iria.
Ainda de acordo com a investigação, depois de deixar a residência, o jovem teria ido ao local onde trabalhava e pedido uma motocicleta emprestada para resolver um problema pessoal. O veículo foi posteriormente encontrado na região onde o corpo estava.
A Polícia Civil também apura uma possível relação entre o crime e o envolvimento de Pedro Henrique com o tráfico de drogas. Informações reunidas pelos investigadores e relatos de familiares apontam que ele teria atuado no transporte de entorpecentes entre municípios. Essa hipótese, no entanto, ainda faz parte da investigação e não esclarece, até o momento, quem matou o jovem ou qual teria sido a motivação do homicídio.
O caso está sob responsabilidade da Coordenação de Homicídios do Interior. Novas diligências devem ser realizadas para identificar os responsáveis pela morte e esclarecer as circunstâncias do crime.
Um homem de 25 anos, preso suspeito de matar a adolescente Milena Maria da Silva, de 17 anos, afirmou em depoimento que ela teria marcado um encontro com ele, mas se recusado a manter relações sexuais. A informação foi divulgada pela Guarda Civil Municipal (GCM) de Colônia Leopoldina.
Milena foi encontrada morta dentro de casa na segunda-feira (28). No dia seguinte, o homem, que mora na região, foi detido. O nome dele não foi divulgado.
Segundo a GCM, o suspeito relatou que foi até a casa da menor após o encontro ter sido marcado. Ainda de acordo com o depoimento, Milena não queria ter relações sexuais.
Agentes afirmam que, devido a suposta recusa, o suspeito teria arrombado uma janela da residência, estuprado e matado a adolescente.
"Ele chegou na casa dela, arrombou a janela, estuprou a moça e matou", disse Anderly Cristina Almeida, da Guarda Municipal.
O corpo de Milena foi encontrado pelo namorado dela com sinais de violência e indícios de enforcamento. Aos policiais, ele contou que havia acabado de chegar do trabalho e a chamou, mas não teve resposta. Em seguida, ele teria entrado na residência pela janela e encontrado a adolescente caída.
O rebanho suíno de Alagoas passou de 166,4 mil para 202,9 mil cabeças entre 2024 e 2025. A alta de 22% foi a maior entre as 27 unidades da Federação e mais que o dobro da registrada no Amazonas (10,1%), que apresentou o segundo maior crescimento do país.
Já em quantidade de animais, o estado ocupava a 17ª posição nacional. Santa Catarina liderava o ranking, com 9,3 milhões de suínos. Os dados são da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgados nesta quarta-feira (30) pelo IBGE.
Viçosa tinha o maior rebanho suíno de Alagoas, com 19 mil cabeças. Arapiraca aparecia em segundo lugar, com 12 mil, seguida por Palmeira dos Índios, com 11,8 mil.
Valor da produção da pecuária chega a R$ 1,8 bilhão
O valor da produção da pecuária em Alagoas chegou a R$ 1,813 bilhão em 2025, praticamente estável em relação aos R$ 1,816 bilhão registrados no ano anterior. Desse total, R$ 1,556 bilhão vieram dos produtos de origem animal e R$ 256,8 milhões, da aquicultura.
O leite continuou sendo o produto de maior valor da pecuária alagoana. Sua produção movimentou R$ 1,256 bilhão e respondeu por 80,7% do valor dos produtos de origem animal investigados pela pesquisa. Apesar disso, o resultado ficou 7,9% abaixo dos R$ 1,363 bilhão registrados em 2024.
Bovinos crescem em Alagoas, enquanto Brasil registra queda
O efetivo bovino também cresceu no estado: passou de 1,389 milhão de cabeças em 2024 para 1,485 milhão em 2025, avanço de 7% e terceira maior alta percentual do país, atrás apenas das registradas em Sergipe e no Rio Grande do Norte. No Brasil, o número de bovinos caiu 1,7%, passando a 234,3 milhões de cabeças.
Palmeira dos Índios tinha o maior rebanho bovino de Alagoas, com 45.384 cabeças. Igreja Nova aparecia em seguida, com 40 mil, e Viçosa ocupava a terceira posição, com 39.691.
O rebanho ovino alagoano também aumentou: chegou a 357,1 mil cabeças, alta de 9% e terceira maior variação percentual entre as UFs. Viçosa liderava o efetivo estadual, com 20 mil animais, seguida por Arapiraca, com 14 mil, e São José da Tapera, com 13,5 mil.
Produção de leite recua; Major Isidoro mantém liderança
Alagoas produziu 579,8 milhões de litros de leite em 2025, redução de 2,9% frente aos 596,9 milhões de litros do ano anterior. O estado foi o quinto maior produtor do Nordeste, atrás de Pernambuco, Ceará, Bahia e Sergipe. O número de vacas ordenhadas em Alagoas caiu de 262.069 para 237.129. No Brasil, a produção de leite cresceu 2,7% e atingiu 36,7 bilhões de litros.
Major Isidoro permaneceu como o maior produtor de leite de Alagoas, com 47,4 milhões de litros, acima dos 43,9 milhões de 2024. Batalha aparecia em segundo lugar, com 33,4 milhões de litros, seguida por Minador do Negrão, com 22,7 milhões.
Valor da produção de ovos tem 2ª maior alta do país
A produção de ovos de galinha em Alagoas passou de 31,6 milhões para 39,3 milhões de dúzias, crescimento de 24,3%. Foi a sexta maior alta percentual entre as unidades da Federação. Já o valor da produção avançou 56%, de R$ 178,5 milhões para R$ 278,3 milhões, segunda maior alta percentual do país, atrás apenas do Pará (69,2%).
Arapiraca liderou a produção estadual, com 15 milhões de dúzias em 2025. Na sequência apareciam São Sebastião, com 7,5 milhões de dúzias, e União dos Palmares, com 5,25 milhões.
A produção de ovos de codorna, por sua vez, caiu 5,4%, de 2,667 milhões para 2,522 milhões de dúzias. São Luís do Quitunde foi o maior produtor alagoano, com 875 mil dúzias, seguido por Palmeira dos Índios, com 500 mil, e Arapiraca, com 426 mil.
Produção de mel cresce quase 10%
Alagoas produziu 591,8 mil quilos de mel de abelha em 2025, aumento de 9,9% em relação aos 538,6 mil quilos do ano anterior. O valor da produção, porém, recuou de R$ 14,3 milhões para R$ 14 milhões.
União dos Palmares liderou a produção estadual de mel, com 110 mil quilos. Traipu aparecia em segundo lugar, com 90 mil quilos, seguido por Girau do Ponciano, com 65 mil.
Tilápia supera 10 mil toneladas; Piranhas lidera produção
O valor da produção da aquicultura em Alagoas chegou a R$ 256,8 milhões em 2025, crescimento de 1,9% em relação aos R$ 251,9 milhões do ano anterior. A tilápia respondeu por R$ 149,5 milhões, ou 58,2% desse total.
A produção de tilápia cresceu 11,2%, de 9,02 mil para 10,03 mil toneladas. Piranhas permaneceu na liderança estadual, com 3.370 toneladas, seguido por Coruripe, com 1.050 toneladas, e União dos Palmares, com 950 toneladas. A produção de tambaqui ficou em 3.269 toneladas, ligeiramente abaixo das 3.301 toneladas de 2024. União dos Palmares foi o principal produtor, com 700 toneladas. Teotônio Vilela, com 410 toneladas, e Coruripe, com 360 toneladas, completaram os três primeiros lugares.
Já a produção de camarão caiu 3%, de 1.994 para 1.935 toneladas. Coité do Nóia liderou entre os municípios alagoanos, com 700 toneladas, seguido por Arapiraca, com 360 toneladas, e Igaci, com 241,5 toneladas.
Mais sobre a pesquisa
A Pesquisa da Pecuária Municipal reúne anualmente informações dos municípios brasileiros sobre a quantidade de animais criados, a produção de leite, ovos, mel e outros produtos de origem animal, além da aquicultura. A quantidade de animais tem como referência 31 de dezembro de 2025. Já os dados de produção correspondem ao período de 1º de janeiro a 31 de dezembro daquele ano. Os resultados de 2025 são preliminares e podem ser alterados na próxima divulgação.
Um estudo recente concluiu que os adultos da geração Z são os mais críticos em relação a publicidades criadas com inteligência artificial. Realizada pela Bentley-Gallup, nos Estados Unidos, a pesquisa ouviu mais de 3 mil pessoas. Entre os entrevistados de 18 a 29 anos, 66% disseram ter uma visão negativa sobre campanhas publicitárias feitas com IA. Já entre aqueles de 45 a 59 anos, o índice foi de 38%.

Em agosto de 2026, a Gallup, empresa especializada em pesquisa de opinião pública e consultoria de gestão, divulgou os resultados de um levantamento realizado em maio, em parceria com a Universidade Bentley. O estudo analisou a percepção dos consumidores sobre o uso de inteligência artificial em anúncios. No total, 49% dos entrevistados avaliaram negativamente esse tipo de publicidade.
Entre os jovens de 18 a 29 anos, a resistência aumenta conforme a tecnologia ganha espaço no processo de criação. Para 60%, é inaceitável usar IA para produzir textos finais, imagens e vídeos de uma publicidade. Quando a ferramenta é utilizada para criar pessoas e vozes, a reprovação chega a 73%.

O resultado contraria a expectativa de parte dos profissionais de marketing, que acreditavam que os consumidores mais jovens teriam maior tolerância — ou até preferência — por campanhas produzidas com inteligência artificial.
Uma das possíveis explicações está na percepção de falta de autenticidade. Acostumados desde cedo às redes sociais e às ferramentas digitais, esses consumidores podem identificar com mais facilidade conteúdos produzidos artificialmente e rejeitar peças que considerem excessivamente artificiais ou pouco genuínas.

Isso não significa, porém, que a tecnologia seja rejeitada em qualquer situação. O levantamento mostra que o uso da IA como ferramenta de apoio ao processo criativo, na elaboração de ideias e esboços iniciais, é mais bem recebido. A resistência aparece principalmente quando a ferramenta assume integralmente a produção do conteúdo.

A inteligência artificial também ganhou espaço no universo da moda, inclusive em campanhas de grandes marcas. Em 2026, a Gucci lançou uma campanha inteiramente produzida com IA, enquanto a Guess contratou uma agência especializada na tecnologia para criar modelos virtuais para uma nova coleção.

A expansão também chegou a outras marcas e varejistas. A Zara passou a utilizar modelos e avatares gerados por IA para promover peças em coleções virtuais e no e-commerce. Já a Renner adotou ferramentas de inteligência artificial para auxiliar na produção de conteúdos visuais e na personalização de campanhas.

A dor articular, também conhecida como “dor nas juntas”, pode estar relacionada a inflamação, desgaste ou sobrecarga das articulações. Para aliviar o desconforto, o profissional de educação física Luiz Fernando Lukas indica três exercícios de baixo impacto.
“Os exercícios físicos e o alongamentos estão entre as principais formas de prevenir as dores articulares, juntamente com a alimentação saudável, evitar o estresse e os movimentos repetitivos”, afirma o profissional ao Metrópoles.
Segundo Luiz Fernando, o segredo para evitar as dores é fortalecer a musculatura que “ajuda” as articulações. “Comece de forma leve e vá aumentando progressivamente os exercícios, mas se a dor for forte ou persistente, pare imediatamente e busque avaliação profissional.”

Agachamento com peso corporal
O profissional conta que o exercício ajuda a fortalecer os joelhos e o quadril. “Caso seja possível, pode usar um peso qualquer disponível para aumentar a eficácia, como halteres, saco de arroz, mochila pesada, garrafa com água”, orienta.

Elevação de panturrilhas
“Em um degrau, por exemplo, descer o calcanhar e ficar nas pontas dos dedos. Executar esse movimento cerca de 20 vezes”, diz Luiz.

Alongar posterior da costa
Para executar o exercício, o profissional de educação física recomenda manter a posição por 20 a 30 segundos, sem forçar ou provocar dor.
“Fazer exercícios de 10 a 15 minutos por dia já ajuda bastante. O importante é a regularidade e não a intensidade. Reforçando que, caso sinta uma dor forte ou inchaço, pare o exercício e busque imediatamente uma avaliação”, conclui.
Autoridades israelenses suspeitam que o incidente envolvendo um voo da Flydubai possa ter sido uma tentativa de ataque terrorista, segundo dois funcionários israelenses e uma fonte israelense familiarizada com o caso à CNN.
O voo com destino a Israel vindo dos Emirados Árabes Unidos foi desviado para a Arábia Saudita depois de emitir sinais de emergência por causa de briga entre os pilotos nesta quarta-feira (30).
Um dos funcionários disse que informações obtidas pelas autoridades israelenses indicam que o copiloto tentou esfaquear o superior, e que um passageiro israelense ajudou a imobilizar o suspeito.
O piloto e o copiloto foram levados ao hospital devido aos ferimentos, enquanto os passageiros receberam atendimento no terminal do aeroporto, informou a operadora de aviação.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, cancelou sua agenda para realizar consultas com os principais responsáveis pela segurança de Israel sobre o incidente, segundo a fonte.
O voo FZ1073, da Flydubai, que seguia de Dubai para Tel Aviv, foi desviado quando sobrevoava o espaço aéreo da Jordânia em direção à Arábia Saudita. Segundo o site de monitoramento de voos Flightradar24, a aeronave transmitiu primeiro um sinal geral de emergência e, alguns minutos depois, outro alerta que indicava uma possível interferência ilícita.
O Boeing 737, que segundo a imprensa israelense transportava cerca de 150 passageiros israelenses, voltou a transmitir o sinal geral de emergência antes de pousar no aeroporto de Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita.
Os dados da aeronave indicam que ela desceu de forma repentina e rápida, perdendo quase 14 mil pés de altitude em menos de 30 segundos antes do primeiro sinal de emergência, segundo o Flightradar24.
Passageiros relatam confusão: "Fora de controle"
Uma passageira a bordo do voo da Flydubai disse ao canal israelense i24 que um dos pilotos foi esfaqueado e que houve momentos em que ela acreditou que morreria.
“Nós apenas ouvimos gritos. Então a porta da cabine se abriu e vimos uma enorme quantidade de sangue”, disse a passageira, identificada apenas como Miriam, ao canal.
Ela afirmou que um dos pilotos estava ferido e recebia primeiros socorros, mas não estava claro quem o havia esfaqueado.
Segundo ela, o avião estava “completamente fora de controle”.
“Houve momentos em que todos nós aqui tínhamos certeza de que não sairíamos vivos”, afirmou.
A mãe de Miriam, Yasmin Abukasis, também relatou à Reuters que a filha estava voltando de Bangkok, na Tailândia, quando ligou para a mãe. Ela contou que ouviu alguém pedir ajuda e, em seguida, um piloto gritando: “Socorro, socorro, socorro”.
“O avião começou a perder o controle, então todas as pessoas gritaram e acharam que iam morrer. Depois de alguns minutos, dois outros pilotos assumiram o controle”, relatou a mãe.
Segundo ela, alguns passageiros israelenses correram em direção ao homem que havia sacado uma faca e tentado atacar o piloto. “Eles seguraram a mão dele e o colocaram no chão. Havia muito sangue por toda parte.”
Um passageiro morreu baleado em um ônibus do BRT (Bus Rapid Transit) na manhã desta quarta-feira (30), em Jacarepaguá, na zona sudoeste do Rio, após ser atingido por uma bala perdida.
O veículo passava pelo corredor Transolímpico, perto da estação Ventura, na altura da comunidade Dois Irmãos, onde a Polícia Militar faz uma operação desde o início do dia.
O motorista do ônibus dirigiu até a estação Asa Branca, onde os bombeiros tentaram socorrer a vítima, por volta das 6h.
Não se sabe de onde partiu o disparo nem se ele tem ligação com a ação policial. A Mobi-Rio, responsável pela operação do sistema BRT, afirmou que o passageiro foi atingido por uma bala perdida. Segundo a empresa, agentes do BRT Seguro foram enviados ao local, e as circunstâncias do caso estão sob apuração.
A operação na Dois Irmãos é coordenada pelo 18º BPM (Batalhão de Polícia Militar), de Jacarepaguá, e envolve equipes do GAT (Grupamento de Ações Táticas) da unidade. De acordo com a PM, o objetivo é conter criminosos envolvidos em disputas por território na região.
A comunidade está sob influência do CV (Comando Vermelho) e, segundo a polícia, tem sido alvo de tentativas de invasão de traficantes do Terceiro Comando Puro e de milicianos.
Em parceria com a Contec, o Instituto Superar proporcionou aos seus profissionais um momento especial de conscientização em alusão ao Setembro Amarelo.
Uma palestra conduzida por uma profissional, em um ambiente preparado para promover reflexão, diálogo e valorização da vida.
Porque falar sobre cuidado é também uma forma de cuidar. 💛
Instituto Superar + Contec: juntos pela valorização da vida.
#SetembroAmarelo #InstitutoSuperar #Contec #ValorizaçãoDaVida #Cuidado Acolhimento
Os preços de medicamentos estão disparando no Irã e alguns tratamentos já se tornaram difíceis de encontrar, aumentando a pressão sobre pacientes e famílias em meio ao bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos e ao endurecimento de sanções que atingem a indústria farmacêutica do país.
Alguns remédios mais que triplicaram de preço, agravando a crise econômica sete meses após o início da guerra do Irã com Estados Unidos e Israel. Alimentos e outros itens também subiram fortemente, enquanto o desemprego aumentou e a moeda iraniana, que atingiu mínima recorde nesta semana, perdeu metade do valor
O conflito virou um teste de resistência econômica. De um lado, o Irã tenta pressionar os preços globais de energia com ataques a rotas marítimas de petróleo; do outro, os EUA buscam estrangular a economia iraniana com bloqueio naval a portos desde junho e sanções mais duras.
Embora o Irã produza mais de 80% dos medicamentos consumidos internamente, segundo estatísticas oficiais, muitos dependem de matérias-primas importadas. Antes da guerra, a maior parte chegava por via marítima, mas o bloqueio americano interrompeu o transporte, levando importadores a recorrerem a rotas aéreas mais caras. Esse caminho também ficou ameaçado após novas sanções a companhias aéreas iranianas, que resultaram na suspensão de alguns voos internacionais.
As sanções dos EUA não miram diretamente medicamentos, mas restrições financeiras e o receio de bancos e empresas de violarem regras acabam travando pagamentos e embarques, segundo Reza Majdzadeh, professor da Universidade de Essex. Ele afirma que, mesmo quando a venda é legal, instituições podem se recusar a processar transações por risco reputacional ou regulatório.
O governo iraniano não informou quanto a produção caiu, mas autoridades reconhecem impacto após ataques aéreos danificarem mais de 40 fábricas farmacêuticas, incluindo unidades que produzem tratamentos contra câncer. Farmácias, por sua vez, enfrentam dificuldades para manter estoques: segundo Mohammad Jamalian, do comitê de saúde do Parlamento iraniano, seguradoras atrasaram em até nove meses reembolsos de cobertura, e a associação de farmácias estima dívidas de cerca de US$ 270 milhões.
O contrabando de remédios para Afeganistão, Paquistão e Iraque também pressiona a oferta, porque nesses países os preços são maiores.
Em Teerã, consumidores relatam buscas longas por itens básicos. Funcionários de farmácia afirmam que “quase tudo” ficou mais caro – em alguns casos, com preços dobrando, quadruplicando ou até aumentando em seis vezes.
O chefe do órgão público do Irã que regula preços afirmou que valores de cerca de 2.000 tipos de medicamentos foram reajustados nos últimos seis meses por inflação e câmbio, inclusive em pomadas e em comprimidos usados por pacientes em diálise, com alta próxima de 350% em alguns casos, além de analgésicos comuns que ficaram mais caros e, às vezes, difíceis de achar.
O governo tenta priorizar o abastecimento de hospitais, mas, ainda assim, uma funcionária de hospital público relatou falta de medicamentos psiquiátricos especializados, levando médicos a recorrerem com mais frequência à eletroconvulsoterapia. A associação de farmacêuticos informou que cerca de 700 mil doses foram importadas da China e outras 500 mil devem chegar, mas o preço teria subido: uma dose estaria sendo vendida por cerca de 22 milhões de riais, quase o dobro do ano passado.
Fazer refeições durante a madrugada pode alterar o funcionamento do metabolismo, desregular a produção hormonal e elevar o risco de desenvolvimento de obesidade, diabetes tipo 2 e problemas cardiovasculares, inclusive em pessoas que realizam escala de trabalho noturna.
O impacto negativo ocorre porque a absorção de nutrientes, a sensibilidade à insulina e o gasto energético seguem um ciclo de 24 horas ajustado pela luz do sol, o que faz com que a mesma refeição consumida às 3h da manhã traga prejuízos metabólicos significativos que não ocorreriam se ingerida ao meio-dia, por exemplo.
O endocrinologista Marcio Mancini, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP), explica que a fisiologia humana opera sob a orientação de um relógio biológico central, situado no cérebro, e de relógios periféricos localizados em órgãos como o pâncreas, o fígado e o intestino.
“Enquanto a luz do dia sinaliza ao organismo que é momento de gastar energia e processar nutrientes, o período noturno é programado para o descanso e a reparação das células. Ao inverter essa rotina, o indivíduo pode entrar em descompasso com a própria biologia”, reforça.
O endocrinologista esclarece que, no escuro, a glândula pineal secreta a melatonina (o hormônio do sono), que induz uma resistência temporária e fisiológica à insulina. Esse mecanismo natural visa evitar quedas nas taxas de açúcar no sangue durante o jejum da noite.
Por conta disso, se o indivíduo se alimenta nesse horário, o corpo não consegue processar a glicose adequadamente. Sem o suporte eficiente da insulina, o açúcar circula por mais tempo na corrente sanguínea, gerando picos de glicemia que sobrecarregam o pâncreas. Além disso, o excesso de calorias ingeridas à noite acaba estocado na forma de gordura visceral, acumulada ao redor dos órgãos abdominais.
A troca de turnos e a privação do sono regular também desequilibram o controle do apetite. Com a queda nos níveis dos hormônios que sinalizam a saciedade e o aumento daqueles que estimulam a fome, a tendência é que a pessoa busque alimentos hipercalóricos, ricos em gordura e carboidratos refinados.
Anísio Pinheiro, médico especialista em Medicina do Trabalho, mestre em Patologia e Medicina Legal pela UFC e perito judicial do Tribunal Regional do Trabalho no Ceará, ressalta a dimensão desses impactos à saúde acumulados ao longo do tempo.
“Dormir pouco ou fora de hora aumenta a fome e diminui a sensação de saciedade, e a vontade costuma ser de doce e gordura. Isso acontece porque o hormônio que avisa que estamos satisfeitos cai e sobe o que estimula o apetite”, destaca.
O médico alerta ainda para a seriedade da rotina prolongada de trabalho na madrugada: “A mesma refeição às 3h da manhã faz mais mal do que ao meio-dia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o trabalho noturno como provavelmente cancerígeno”.
Para suavizar os danos à saúde metabólica, especialistas indicam estratégias de higiene do sono e ajuste na rotina alimentar. A recomendação é realizar a refeição principal antes de iniciar o expediente noturno e, durante a madrugada, optar pelo jejum, consumindo apenas água e chás não adoçados, ou fazer pequenos lanches leves, como frutas e castanhas.
Outra orientação essencial é interromper a ingestão de cafeína na segunda metade do turno e utilizar óculos escuros no trajeto de volta para casa pela manhã, impedindo que a luz do sol bloqueie a produção diurna de melatonina necessária para um descanso reparador num ambiente escuro, silencioso e fresco.
Um estudo de fase 3 com o remédio experimental retatrutida mostrou resultados promissores para adultos com diabetes tipo 2, sobrepeso ou obesidade. Os dados foram apresentados nesta terça-feira (29/9) durante o encontro da Associação Europeia para o Estudo da Diabetes (EASD, na sigla em inglês) e, na sequência, publicados na revista The Lancet.
Os participantes que tomaram doses maiores da medicação (12 mg) perderam em média 22,5 kg, o equivalente a 20,8% do peso. Já entre as pessoas com obesidade mais grave, que apresentavam índice de massa corporal (IMC) a partir de 35 — considerado obesidade grau 2 —, a perda de peso com a dose máxima chegou a 27,5 kg, cerca de 23,4% do volume corporal.
O estudo foi realizado ao longo de 80 semanas. Ao final do período analisado, os indivíduos que utilizaram a maior dose do medicamento deixaram de apresentar o diagnóstico de obesidade e atingiram a marca do IMC abaixo de 30.
Desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, o medicamento atua em três receptores hormonais ao mesmo tempo: GIP, GLP-1 e glucagon, tratando a obesidade e a diabetes tipo 2 juntos. A retratutida ainda está em testes e não foi aprovada para venda em nenhum lugar do mundo.

No tratamento para a diabetes, a retatrutida desencadeou redução da hemoglobina glicada (A1C) — exame que mede o açúcar no sangue. Os participantes que receberam as doses mais altas tiveram uma diminuição média na taxa que variou entre 1,5% e 1,6%, sendo que até 40% deles conseguiu atingir níveis considerados normais de açúcar no sangue (menores que 5,7%).
A pesquisa mostrou também que a retatrutida apresentou benefícios para a saúde cardiovascular, com redução de 39,5% nos triglicerídeos, 19,6% no colesterol não-HDL, 16,9 cm na circunferência da cintura e 58,3% na proteína C-reativa — um marcador de inflamação.
Em relação aos efeitos adversos, os participantes apresentaram sintomas leves a moderados, e a maioria desapareceu ao longo do tratamento. Os mais frequentes em relação ao placebo foram diarreia, náusea, prisão de ventre, diminuição do apetite, vômito, alterações na sensibilidade da pele e infecção urinária.
A empresa vai buscar a aprovação da medicação junto à agência reguladora dos EUA, a Food and Drug Administration (FDA), no primeiro trimestre de 2027.
Cerca de 40% da carga de doenças nas Américas poderia ser evitada com medidas de prevenção, diagnóstico no tempo certo e acesso adequado ao tratamento. A estimativa faz parte do relatório Saúde nas Américas, divulgado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) nessa terça-feira (29/9).
O documento mostra que a população da região está vivendo mais, mas nem sempre com boa saúde. Em 2023, a expectativa de vida chegou a 77,1 anos, acima do período anterior à pandemia. Desde 2000, o aumento foi de quase quatro anos. No mesmo intervalo, o tempo vivido com boa saúde cresceu cerca de um ano e meio.
Segundo a análise, a maior parte da perda de saúde hoje está ligada a doenças crônicas e condições de longa duração. Entre elas estão problemas cardiovasculares, diabetes, câncer e transtornos mentais.
O relatório também destaca fatores de risco que podem ser prevenidos ou controlados, como pressão alta, glicose elevada, alimentação inadequada, sedentarismo, consumo de álcool e tabaco e poluição do ar.
A avaliação mostra ainda que países com níveis semelhantes de recursos apresentam resultados muito diferentes, o que indica que a organização dos serviços de saúde e a forma como os recursos são usados fazem diferença no cuidado da população.
A Opas aponta que parte do desafio está em levar soluções já conhecidas para mais pessoas. Isso envolve ampliar o acesso à atenção primária e melhorar a oferta de serviços básicos.
O relatório também chama atenção para desigualdades no acesso ao atendimento. Grupos com menor renda ou que vivem em áreas mais afastadas tendem a enfrentar mais barreiras para receber diagnóstico e tratamento.
O documento lista ações consideradas centrais para reduzir a carga de doenças na região. Entre elas estão o fortalecimento da atenção primária, o direcionamento de recursos para serviços com maior efeito na saúde e o uso de dados para identificar onde estão os maiores problemas.
Também são citadas medidas fora do sistema de saúde, como políticas para reduzir o consumo de álcool e tabaco, melhorar a alimentação, incentivar a atividade física e enfrentar a poluição e a violência.
O relatório foi divulgado em um cenário de mudanças na população, com envelhecimento, menor número de nascimentos e aumento de doenças crônicas. Ao mesmo tempo, persistem dificuldades no acesso e no financiamento da saúde.
Hoje, cerca de um terço dos gastos em saúde na região é pago diretamente pelas pessoas, o que pode dificultar o acesso ao atendimento. Para a Opas, os dados indicam que é possível reduzir doenças e mortes com medidas já conhecidas, desde que elas sejam aplicadas de forma mais ampla e cheguem à população de maneira efetiva.
